sábado, 9 de julho de 2011

CURA - CONTRAPARTES - DISCRIMINAÇÃO



SESSÃO #132
"Encontros de CONTRAPARTES"
“não necessitais da assistência de ninguém para vos curardes!”
“Sida”
“porquê descriminar se sois TODAS ESSAS coisas?”
Domingo, 10 de Novembro de 1996 ©
Tradução: Amadeu Duarte


Participantes: Mary (Michael), Vicki (Lawrence), Ron (Olivia), Cathy (Shynla), Gail (William), Jim (Yarr), Norm (Stephen), e dois novos participantes, Reta (Dehl), e a Laura (Alon).
Nota: Esta "alteração na frequência" que o Elias mencionou pronunciou-se nesta sessão, nas pausas que fez e na estruturação das frases.


Nota do tradutor: O termo Parte Congénere refere mais do que a qualidade contrária correspondente ou complementar, ou mesmo a relação de similitude ou de duplicata, homólogo, dependendo da circunstância e do indivíduo em questão. Pode ainda estar relacionado com os Eu alternos e ramificações que operamos no âmbito da consciência, conforme passará a ver, já a seguir. Contudo, tento apontar o mais exacto possível a ideia que o Elias pretende indicar mediante as bases fornecidas para tal fim. Grosso modo, pode-se estender o significado do conceito à velha noção que alimentamos das “almas gémeas”.


Elias chega às 6:46 da tarde. (Tempo de chegada é de 10 segundos)

ELIAS: Boa tarde. (A sorrir) As boas vindas às novas essências!

Conforme estávamos, no nosso último encontro, a falar de congéneres, eu disse-vos que, no geral, vós próprios não vos defrontais com muitos - se algum chegais a descobrir - desses parceiros ou homólogos que tendes em paralelo, os vossos Eus alternos ou fragmentos, por tal não ser necessário. De igual modo, também aqueles que percebeis como contrários, raramente vos defrontareis com eles, só que por uma razão diferente; por vos repelirdes uns aos outros, quando vos defrontais com esse tipo de contrapartes. Também percebeis possuir muito pouco - se algo chegardes a possuir - em comum uns com os outros.

Esses homólogos que percebeis ser no seu foco o oposto daquilo que sois, são-vos estranhos na experiência que fazem. Haveis de descobrir uma enorme dificuldade no relacionamento com esses indivíduos. Além disso, aqueles que vos são próximos podem defrontar-se com congéneres opostos vossos e notar essas qualidades opostas; apesar de geralmente, uma vez mais, não identificardes necessariamente esses opostos, por eles serem tão completamente diferentes de vós que não chegais a reconhecer todas as qualidades que seriam consideradas como opostas às vossas, ou às do indivíduo que possa ser um congénere do outro homólogo com que vos deparais.

Há muitos congéneres com que vos deparais. Esses comparar-se-ão mais à pequena nuvem de chuva e à nuvem de fumo, que parecem ser iguais e comportam qualidades bastante similares, enquanto são muito diferentes na sua função. Vós próprios notareis quando vos deparardes com esse tipo de “réplicas”.

Agora; deixem que vos diga que nem toda a gente com quem vos cruzais é uma parte correspondente de vós! Além disso, nem toda a gente com quem vos cruzais é congénere de alguém que conheçais, apesar dos congéneres deste tipo referido por último geralmente se manifestarem uns com os outros. Esses congéneres que são o contrário de vós podem ocupar uma localidade nas proximidades, assim como poderão ocupar localidades no vosso planeta que se achem bastante afastadas; apesar de os congéneres deste tipo que mencionei por último se manifestarem geralmente uns com os outros. Esses congéneres deverão interagir e intersectar-se no foco físico. Aqueles congéneres que são o contrário do que sois podem ocupar uma localidade nas proximidades, assim como poderão ocupar localidades no vosso planeta bastante afastadas de vós; conforme mencionamos anteriormente sobre o Peter e do congénere contrário que ele tem numa outra nação. Os congéneres que se assemelham nos seus focos mas apresentam variações são aqueles que se assemelham à pequena nuvem de chuva e à nuvem de fumo; são indivíduos de quem podeis tornar-vos amigos, ou com quem podeis manter um relacionamento como “parceiros”, assim como podeis estar relacionados com eles. O que não quer dizer que todos os indivíduos com quem vos relacioneis sejam congéneres vossos. Poderão sê-lo, temporariamente, assim como poderão não o ser em absoluto. Depende daquilo em que se focalizarem e desejarem, o que influencia a conformidade no cumprimento da acção congénere.

Partes congéneres são igualmente mantidos em todas as famílias. Cada um de vós é o que podereis designar como um membro - apesar deste ser um termo inadequado - duma família particular da consciência. Vós alinhais com a mesma família ou por uma outra família num foco individual. A esse respeito, haveis de ter homólogos em cada uma das outras famílias, que vos permitam a experiência desses outros objectivos que estão relacionados com o vosso objectivo, e vos proporcionam um acréscimo à vossa experiência. Portanto, podeis ter um vislumbre do quão vasta é a acção congénere.

Agora; há muitos tipos diferentes de relacionamentos que mantendes e com que vos defrontais no foco físico que não constituem acções homólogas ou congéneres. Por isso, não vos consumeis com a análise das partes congéneres nem em descobrir se cada indivíduo com quem vos relacionardes será um congénere vosso porque isso não é necessariamente correcto. A acção homóloga destina-se a permitir-vos cada ângulo da experiência relacionada com um dado assunto. Por isso, aqueles que vos são congéneres deverão apresentar um objectivo idêntico, não no contexto da família mas no da maneira de se focarem num dado assunto, tal como vós.

Conforme dissemos previamente, podeis encarar um foco religioso como um exemplo, sendo esse exemplo óbvio e fácil de vos propor. Um indivíduo pode optar por ingressar no serviço religioso e escolher tornar-se padre. Um outro indivíduo, como um congénere correspondente, pode escolher uma outra via do serviço religioso. Um outro indivíduo ainda, como uma parte complementar diferente, pode escolher tornar-se ateu. Outro poderá escolher tornar-se agnóstico. Todos os elementos do tema deverão ser explorados e experimentados em todas as suas variações. Actualmente, só vos sugeri quatro tipos distintos de congéneres; mas no âmbito da obtenção de experiência de cada aspecto dum foco individual ou matéria, podem gerar-se centenas ou mesmo milhares de variações todas dotadas duma acção congénere. Cada parte congénere colhe benefício de todas as outras.

Bom; vós também tendes homólogos fora desta dimensão particular. A acção homóloga não se acha limitada ao foco físico, nem a esta dimensão particular de tempo e do espaço. Por isso, a vossa experiência é igualmente influenciada por focos de outras dimensões. Podem ser aspectos da vossa própria essência assim como poderão ser aspectos de outras essências, tal como a acção congénere nos focos físicos não se acha limitada á vossa própria essência. Vós intersectais com partes contrárias de outras essências, igualmente. (A sorrir) Já referi muitas vezes que não existem secções, não existem divisões e que nada existe em separado. Portanto, tudo intersecta todas as coisas. A consciência toda acha-se entremeada com a totalidade da consciência. (Pausa) Vou deixar que coloqueis as vossas perguntas.

RETA: Eu tenho uma pergunta. Então, essas partes contrárias estão todas a colher experiência em torno duma dada matéria. Alguma vez se reunirão e fundirão isso numa só “corpo”, de modo a poderem perspectivar todos os aspectos da experiência dessa matéria em particular?

ELIAS: Cada essência na totalidade da essência, por assim dizer, possui conhecimento da acção das partes contrárias ou congéneres. O indivíduo não tem necessariamente consciência de toda a acção congénere que compreenda no foco individual. O que não quer dizer que não possais ter consciência de muita da acção congénere que tenhais se vos abrirdes ou expandirdes a consciência que tendes, mas até ao presente, não tendes consciência de todas as intersecções e misturas com todos os vossos congéneres. Existem áreas da consciência em que a vossa essência tem consciência e se acha activamente envolvida com toda a acção congénere, e de toda a acção oriunda das partes contrárias que vos influenciam e proporcionam um acréscimo à vossa experiencia, mas nos focos individuais, isso geralmente não representa um conhecimento que tenhais.

NORM: Isso suscita duas questões. Uma é a de que presumo que quando nos deitamos para dormir, possamos sintonizar essas partes congéneres e obter noção daquilo que estiverem a fazer. Mas não será um problema o facto de não podermos saber, ou de não termos consciência, ou de não conseguirmos, do nosso ego não conseguir obter informação conscientemente acerca dessas partes congéneres, e não será por isso que estará a decorrer esta mudança na consciência?

ELIAS: Antes de mais, vou-te dizer que não existe coisa alguma que não consigais realizar. Aquilo que não conseguis realizar representa (apenas) uma escolha. Vós escolhestes a manifestação física pela experiência que esta manifestação física vos faculta. Nesse sentido, desenvolvestes uma selectividade que vos nega um acesso temporário a determinada informação. Agora; isso também depende duma escolha. Quando emprego termos tais como negação, isso não quer dizer que não possais realizar. Apenas pretende expressar-vos que optaste por seleccionar deixar de recordar certos aspectos da vossa essência.

O propósito desta mudança consiste num movimento que a consciência empreende no sentido de vos afastardes do enfoque religioso e rumardes a uma consciência mais ampla em que empregueis as vossas capacidades naturais sem tantas restrições a impedir-vos. Eu não tenho a pretensão de vos desviar ao vos dar expressão da acção que tereis escolhido para a vossa mudança. Isso deverá representar um enorme movimento no âmbito da consciência, mas também continua a situar-se no domínio ou na moldura do enfoque físico. Por isso, existem ainda aspectos do enfoque físico que deverão incluir a ausência de uma certa memória, por não poderdes, em certa medida, experimentar a pureza deste enfoque físico sem essa selectividade. No âmbito da acção da vossa mudança, haveis de compreender mais a vós próprios.

Haveis de passar a compreender e a firmar uma maior comunicação com a vossa essência. Haveis de compreender o modo como criais a vossa realidade. Já estais a passar para essa área. Já vos encontrais a investigar a disponibilidade da consciência. NO âmbito da acção da vossa mudança, aquilo que presentemente encarais como barreiras deixará de ser encarado como tal. Aquelas acções em relação às quais presentemente expressais consternação deverão passar a apresentar ausência de esforço aquando da vossa mudança. O período do vosso sonhar deverá ser reconhecido como uma realidade. A interacção e a compreensão deste elemento do tempo que empregais numa outra área da consciência deverão passar a ser utilizados com muito mais eficiência. A mobilidade que vierdes a obter deverá ser muito maior. A compreensão que tendes do vosso ser, da vossa expressão física ou corpo, da vossa própria consciência, da ligação e da interligação de toda a consciência que se manifesta a par convosco, deverá tornar-se-vos muito mais clara. Isso deverá habilitar-vos a mover-vos com uma muito maior eficiência e com muito menos esforço, ao longo do vosso foco. Também deverá realçar-vos a criatividade, permitindo-vos a capacidade de utilizardes mais das qualidades criativas que já possuís, mas utilizais pouco.

Nas áreas não físicas da consciência, vós utilizais essa criatividade; e pela experiência que escolhestes até ao momento, as vossas limitações serviram bem o propósito que pretendíeis. Vós escolhestes a direcção que instaurastes. Escolhestes isso especificamente pela experiência física que fornece. Agora que já experimentastes isso durante um certo período de tempo da manifestação física ao longo de todos os vossos focos (e não somente neste em particular) reconheceis estar já preparados para avançar para uma área de consciência muito mais criativa que pode ser incorporada no foco físico. Tal como as crianças pequenas atravessam estágios a fim de aclimatarem ao seu ambiente e às circunstâncias que as rodeiam, e a fim de aprenderem a interagir com as pessoas, vós ao longo da vossa história optaste por aprender a aclimatar-vos á manifestação física. Lembrai-vos de que já possuís todo o conhecimento. Optastes por o esquecer.

NORM: Vadio! (Riso)

ELIAS: Ah, mas não sou coisa nenhuma! Porque vós escolhestes um foco altamente especializado. A criatividade inerente à manipulação da energia que exerceis a fim de produzirdes o foco físico e as funções altamente eficazes que o caracterizam é verdadeiramente milagrosa, segundo o que encarais como milagroso. (A sorrir)

NORM: Com respeito a isso, tudo é espiritual; os meus óculos, a mesa aqui situada, etc. Todas estas coisas se produzem a elas próprias em simultâneo. Não se recriará a mesa continuamente a ela própria?

ELIAS: Absolutamente.

NORM: Absolutamente. Muito bem. Então tudo se cria a si mesmo, e essa criação, essa capacidade, não fará parte da natureza espiritual de todas as coisas existentes no universo?

ELIAS: Não existe elemento que não seja espiritual, por tudo consistir numa mesma coisa. Esta mesa a que te referes é composta de energia; e a energia constitui consciência. Vós sois energia, e sois consciência. Por isso, sois a mesma coisa.

NORM: Além disso não serão as ideias energia, e também não adquirirão consciência?

ELIAS: Exacto.

NORM: Incrível.

ELIAS: Toda a energia possui consciência.

NORM: No contexto da consciência, um atributo comum da consciência há-de ser a habilidade de pensar e de proceder a escolhas.

ELIAS: O ponto comum da consciência é auto-consciência.

NORM: Isso é espantoso. É espantoso!

ELIAS: Uma molécula de ar tem consciência de si própria, e da sua existência, assim com da sua função. Vós, no vosso estado altamente evoluído, tendes consciência da vossa existência e do vosso funcionamento. Vós sois iguais. (Faz uma pausa, a seguir à qual se volta para o Jim, que acaba de chegar) Boa noite, Yarr.

JIM: Boa noite, Rastin. (Outra pausa)

VICKI: Eu tenho uma pergunta. Recentemente estivemos a debater as partes congéneres parciais. Será esta acção congénere patente entre a Kyari e a Elizabeth um exemplo disso?

ELIAS: Isso ainda não foi estabelecido até à data. No presente, eu diria que não, apesar disso poder sofrer uma alteração.

VICKI: Poderias fornecer-me um exemplo, ou explicar-me o que quer dizer parte congénere?

ELIAS: Nós tivemos um indivíduo chamado Jaren nas nossas sessões. Esse indivíduo é muito jovem. Ele optou por se envolver numa acção congénere com o pai, no que encarais como passado. Ao penetrar na manifestação física, foi estabelecida a acção de parte congénere, entre pai e filho. Aqueles elementos que o pai não conseguiu satisfazer, aos quais não deu expressão, o filho escolheu passar a manifestar. O filho escolheu ser rebelde. O filho escolheu revelar-se parcialmente favorável ao pai, e em parte também não. As áreas em que o filho exibiu comportamentos enquadrados na realização do pai, elementos que ele gostaria de ter satisfeito, traduz uma acção congénere (ou uma duplicata complementar). Por altura duma determinada idade, o Jaren optou por deixar de representar o contrário do pai. A acção de relação complementar ou congénere, neste caso particular tornou-se de tal modo intenso que o acto de a dissolver também se apresentou muito intenso. Ao abandonar (essa acção), o Jaren deu lugar a uma situação extremada; um acidente automóvel e o que percebeis como uma experiência de Quase-Morte; apesar de ele não estar mais próximo da morte do que vós, por vos encontrardes todos próximos da morte, tal como vos encontrais próximos à vida material! (Sorriso rasgado) A escolha dele encaminhou-se no sentido de originar uma situação extremada a fim de romper com a situação contrária ou complementar que tinha, o que também afectou enormemente o pai, que por sua vez se afastou, deixando de se envolver com o filho, por a acção contrária ter deixado de prevalecer. Isso poderá servir-te de ajuda.

Podeis contrair temporariamente uma duplicata, até que essa acção complementar deixe de se revelar necessária para a experiência, por se ter satisfeito numa dada área da experiência. Um indivíduo pode optar por contrair uma acção contrária ou complementar temporariamente para expressar uma qualidade latente noutro. Outra pessoa poderá optar temporariamente por envolver uma contraparte do Lawrence, a fim de dar expressão a qualidades artísticas. Na altura em que esse elemento encontrar satisfação em ti, a acção deverá sofrer uma interrupção. Portanto, o congénere deverá voltar a sua atenção para uma outra acção congénere, por essa acção se ter cumprido em ti. O congénere não decide quando a acção será satisfeita. Vós sois quem decide, no âmbito da consciência, quando tal acção será satisfeita. Quando as qualidades que o pai possuía em estado latente se cumpriram no âmbito da acção que o filho levou a cabo, o filho rompeu com a acção - mas quando pai reconheceu o seu cumprimento.

A acção congénere pode igualmente estender-se para além do foco físico. Podeis ser um complemento dum outro indivíduo, e podeis desligar-vos do foco físico e continuar a ter uma acção correspondente em relação ao indivíduo que permanece no foco físico. Trata-se duma acção bastante diversificada. (Pausa) Vamos fazer um intervalo, e eu passarei muito rapidamente a responder às vossas perguntas.

INTERVALO

ELIAS: Continuemos. (Pausa, obviamente a aguardar as perguntas)

VICKI: Eu tenho uma pergunta que vem na continuidade disso. Então, em meio a todas essas centenas de partes congéneres com cuja acção nos envolvemos, será acertado afirmar que tendemos a focar-nos em diferentes alturas em indivíduos distintos e em acções mais ou menos de forma vigorosa do que com outros?

ELIAS: A vós deverá parecer que sim. Na realidade, não. Toda a acção congénere vos afecta o tempo todo. Vós não reconheceis tudo o que a acção congénere abrange. Por isso, aquilo que vos é dado perceber poderá parecer afectar mais numa dada altura do que noutra, conforme no caso da Kyari e da Elizabeth. Essa acção congénere esteve em curso ao longo de todos os focos delas.

VICKI: Essa ia ser a pergunta que eu ia colocar a seguir.

ELIAS: A acção teve continuidade desde o começo da manifestação delas no foco físico. Vós não tínheis consciência da acção congénere que elas envolviam antes desta altura actual, mas a acção esteve sempre a influenciá-las de igual modo e a decorrer antes de terdes consciência disso. Se tivésseis percepção disso, haveríeis de ver que na tenra idade se apresenta o mesmo tipo de resposta e de acção física que actualmente constatais, de variações de humor e de irritação e acessos de raiva e de acusações, ou de retractação.

VICKI: Então existirá alguma altura em que não envolvamos acção congénere até, digamos, meados da nossa manifestação física?

ELIAS: Há.

VICKI: E se activássemos probabilidades fora do nosso campo de probabilidades, aí poderíamos envolver-nos numa acção desse tipo?

ELIAS: Não necessariamente. Não é regra nenhuma que envolvais uma acção congénere durante a parte inicial, nos vossos próprios termos, do vosso foco, e a seguir vos desligueis dela. Podeis escolher em qualquer altura envolver-vos numa acção temporária congénere para dardes expressão a um elemento latente ou por alcançar expressão em vós, e assim que isso é satisfeito, o envolvimento nessa acção congénere deverá sofrer uma interrupção. Podeis optar por incorporar uma acção congénere do tipo de manifestação física tardiamente na vossa vida, por assim dizer. Podeis optar por envolver uma acção congénere em meio a uma acção vocacionada para a área dos desportos que opteis pessoalmente por não actualizar. Qualquer área que deixeis de actualizar deverá encontrar actualização no enquadramento duma acção congénere ou homóloga.

Conforme declarei, a única regra que abrange as partes congéneres é a da inexistência de regras! (A rir)

GAIL: Eu tenho uma pergunta sobre as partes congéneres. Terá sido o pequeno amigo pardo um homólogo, um congénere temporário?

ELIAS: (Acede) Temporariamente. (Pausa)

JIM: A enfermidade, o mal-estar, que a minha companheira Cindy, Borloh, está actualmente a experimentar, não será uma acção de parte congénere relacionada àquilo que ela experimentou no desfalecimento que teve? Penso que estivemos a experimentar isso na semana passada.

ELIAS: Isso na realidade constitui uma pergunta excelente, Yarr, porque no âmbito da acção das partes congéneres (contrapartes), isso é igualmente bastante comum. Um indivíduo alinha por uma família particular envolvida no objectivo de curar. O outro alinha por outra família, e manifesta isso em termos físicos. Portanto, vós ofereceis a vós próprios materiais para a vossa experiência. Isso constitui igualmente uma área interessante devido a que a manifestação física possa representar para vós um símbolo de certos elementos inerentes à consciência. Vós, no foco físico encarais as manifestações físicas que produzis no corpo como negativas, e designai-las como enfermidades. Na realidade, a vossa manifestação física funciona naturalmente sem o que designais por enfermidade. Para poderdes criar esse termo, o indivíduo precisa estar focalizado de forma objectiva e em ligação subjectiva; porque a energia requerida para manifestar uma enfermidade na vossa expressão física é superior ao que naturalmente criais. Vós produzistes naturalmente um corpo físico capaz de respirar sem pensar. Deixar de respirar exige esforço. Todo e qualquer aspecto do que designais por enfermidade consta duma ligação entre a actividade objectiva e a subjectiva. Mas vós dotais isso duma conotação negativa.

Isso também gera uma função para determinados indivíduos. Inicialmente, a função do propósito da família Tumold não passava pela acção de afastar a acção da enfermidade corporal, por assentar no reconhecimento de que essa acção consistia num laço de ligação; uma identificação objectiva que comporta uma actividade subjectiva. Por isso tal não se fazia necessário. Vós distorcestes essa ideia. No âmbito da escolha que elegestes de esquecerdes a vossa natureza, também esquecestes a vossa própria linguagem, coisa que já referimos muitas vezes. Nessa medida, parte da linguagem que utilizais na comunicação convosco próprios pode representar uma criação física, mas como a rotulais em termos negativos, optais por dar início a uma acção de mudança. Portanto, percebeis a existência de necessidade de curadores; indivíduos que possam dar início a acções destinadas à cura de um outro indivíduo, ou no sentido de prestar auxílio no restabelecimento dum outro indivíduo. Já vos referi muitas vezes que vós vos curais a vós próprios. Não necessitais da assistência de ninguém para vos curardes! Vós comportais naturalmente essa capacidade; mas aqueles que se manifestam em termos físicos também encaram aquilo que manifestam como negativo. Por isso, estais em conformidade; a doença e o terapeuta. Também com base nisso, no âmbito desse acordo de perceberem uma situação como negativa, vós optais por reordenar a situação em conjunto.

Na realidade as pessoas escolhem o que percebeis como disfunção na sua manifestação física. O que não quer dizer que sejam mais “espirituais” (proferido com humor) se optarem por manifestar disfunções, por poderdes escolher o vosso estado natural, o qual é destituído de esforço, e poderdes escolher manifestar uma saúde perfeita, segundo os termos que empregais; mas dir-vos-ei que as ideias que tendes da disfunção e da enfermidade manifestas na forma física são altamente distorcidas. Elas constituem uma reacção, não negativa; uma reacção no âmbito da consciência, por parte da consciência do corpo, o qual passa a reagir á actividade subjectiva. Trata-se duma aliança estreita. Vós encarais essa disfuncionalidade ou enfermidade como negativa, por perceberdes que possa conduzir ao desenlace físico, coisa que encarais em termos negativos. Quanto mais disfunção ou doença gerardes, mais próximos estareis de perceber que isso vos conduza perto do desenlace, ou à morte.

Nota: Na maior parte dos casos, o Elias pronuncia o termo enfermidade como falta de à-vontade (dis-ease).

Vós encarais todas essas coisas como negativas. Elas não são negativas! São movimento. Muitos dos que experimentam uma enfermidade alinham mais estreitamente pela sua actividade subjectiva do que percebeis, por estarem a permitir que a sua actividade subjectiva se transfira para a manifestação objectiva. Mas vós percebeis que isso seja negativo. De vos dissociardes da ideia da negatividade, isso não deverá apresentar tal gravidade. Vós percebeis a senilidade como uma coisa negativa. Eu afirmo-vos que esse estado constitui o envolvimento duma transição enquanto permaneceis no foco físico. Isso pode ser visto por vós como uma coisa positiva. Já vos disse que a percepção que tendes da forma como encarais uma dada ideia ou um conceito qualquer é muito importante, por poderdes perceber num sentido e tender a formar uma opinião, e poderdes olhar o mesmo conceito de um outro ângulo, e obterdes uma opinião diferente.

Essa é a razão porque estamos a conversar; para expandirdes a percepção que tendes e habilitar-vos a fazer uso da periferia, a fim de integrardes uma maior visão do que a que presentemente facultais a vós próprios; porque nem tudo ser o que parece.

JIM: Obrigado. Foi uma excelente resposta.

ELIAS: Não tens o que agradecer.

JIM: É certo que me amplia a visão. Contudo, foi óptimo. Obtive algumas impressões quanto ao facto disso envolver algumas das outras coisas também.

ELIAS: Isso não deve minimizar a acção do que designais por cura, por se tratar duma função que escolheste; e conforme declarei, todos pactuais com esses convénios. O terapeuta e a enfermidade acham-se de acordo quanto a esse elemento negativo. Por isso, tu tens um propósito na função que exerces. Estendo-te esta informação de modo a poderes perspectivar como existem mais elementos relativos a essas acções que criais. Enquanto perspectivardes a disfunção física como uma coisa negativa, continuará a apresentar-se-vos uma razão para a cura.

JIM: E para a enfermidade.

ELIAS: Absolutamente correcto.

NORM: Eu tenho uma pergunta. Por exemplo, a recente enfermidade da SIDA, terá ela sido criada pela humanidade, ou terá sido criada por um vírus, ou por ambos, ou o quê? (A rir)

ELIAS: Por ambos, segundo os termos que utilizais; por ter sido criada por meio da consciência, por intermédio de um desejo em relação ao qual certos elementos da consciência passaram a corresponder, o que podeis perceber como a formação duma alteração, não dum vírus, mas duma célula. Nessa alteração, a célula responde ao desejo da consciência das massas. Um instante. (Dirige-se para o Jim) A respeito disto vou voltar-me de novo para o Yarr para lhe dizer que as doenças deverão prosseguir independentemente dos terapeutas. (Dirige-se novamente para o Norm) A criação de enfermidade ou disfunção, conforme o designais, deverá continuar a existir na forma física em conformidade com a vossa escolha. Existem muitas razões porque escolheis proceder à criação desses aspectos na forma física. Uma das razões porque o escolheis, na consciência das massas, reside na vossa atenção. Vós escolheis todas essas disfunções das massas como um benefício. Vós jamais - sublinhai isto que vos estou a dizer - escolheis qualquer acção do âmbito da consciência das massas que não vos traga benefício! Pode, na vossa maneira de pensar, não representar o que designais por bom ou positivo, mas jamais deixa de vos angariar um benefício qualquer! Haveis de beneficiar sempre daquilo que criais! Em determinadas áreas optais por criar certas disfunções a fim de expressardes uma declaração de massas.

Já vos dei conta, anteriormente, desta situação da SIDA. Ela foi produzida como uma declaração no âmbito da consciência das massas. Trata-se de um evento de massas. Ao longo da vossa história e do que se seguirá, de cada vez que as massas se defrontam com o que acreditais presentemente constituir uma injustiça, vós criais algum tipo de acção que vos atraia a atenção para a situação, por ser o modo que tereis escolhido para atrair a atenção.

Vós não dais ouvidos uns aos outros a menos que vos depareis com uma catástrofe. Não dais atenção a vós próprios nem uns aos outros se andardes contentes. Não captareis a vossa própria atenção nem a atenção dos demais se fordes positivistas. Captais a vossa atenção e a atenção dos outros se encarardes uma acção como negativa! Se perceberdes que determinado elemento seja inadmissível, ele deverá captar-vos a atenção, e vós haveis de tomar conhecimento.

RETA: A questão que tenho acerca da declaração colectiva da SIDA em particular: destinar-se-ia essa declaração a deter a acção dos indivíduos, ou terá representado uma declaração colectiva destinada a desviar-nos a atenção de algo que devíamos... Por exemplo, temos conhecimento da existência de um enorme número de guerras que estão actualmente em decurso e a que precisamos dar atenção. Ter-se-á essa declaração de massas destinado a enfatizar a SIDA e a fazer com que ganhasse destaque; terá representado uma manobra de diversão, ou terá sido uma declaração social contra aqueles que a provocaram?

ELIAS: Essa criação de massas foi pronunciada a fim de dar expressão a um elemento de vós próprios que vos é conhecido. Quando optais por entrar num ciclo de manifestação física nesta dimensão e neste planeta, no enquadramento desta densidade temporal, vós escolheis manifestar-vos em pelo menos três focos destinados à experiência desses elementos distintos da manifestação física. Nessa medida, é reconhecido em consciência que isso seja uma coisa natural. Nas vossas três manifestações, conforme foi previamente declarado, haveis de vos manifestar uma vez como homem, uma como mulher, e outra naquilo que designareis por “o outro género”, (proferido com humor, e riso, por se referir à homossexualidade) das vossas convicções. Nessa medida, a essência não comporta género nenhum, e vós sois capazes de reconhecer o facto disso no contexto da consciência. Trata-se duma manifestação física destinada à experiência. Por isso, não é necessário estabelecer preconceitos relativamente aos elementos sexuais ou assexuados, por que vós sois destituídos de género. Apenas optais individualmente por vos focar duma forma selectiva num género, por serdes altamente selectivos. Em reconhecimento disso, conforme expressei, de cada vez que, ao longo da vossa história reconheceis estar a expressar o que designais como uma intolerância ou injustiça, haveis de lhe reagir; por pensardes em termos de certo e de errado. Por isso, haveis de corrigir os erros que achardes ter cometido.

Vós não sois criaturas naturalmente ruins nem más. Sois naturalmente positivos. Por isso, inclinais-vos nesse sentido, apesar de isto não passar de termos físicos, conforme espero que entendais; porque fora da moldura da vossa focalização física, estes termos não têm aplicação, só que na criação daquilo que manifestais, vós guiais-vos por esses termos de certo e errado. E nos vossos termos, a injustiça é uma coisa errada. Na realidade, vós percebeis e tendes noção de serdes tudo o que se manifesta à face deste planeta. Já referi exercícios anteriormente destinados a enfatizar o conceito disso.

Vós neste grupo percebeis ser o que agora está na moda designar por Caucasianos. Num outro foco da vossa essência, vós também assumis todas as outras colorações da pele. Também tendes todas as nacionalidades. Pertenceis a todas as raças. Sois homem e mulher. Assumis a “outra” orientação (homossexual)! (A rir) Por isso, porque havereis de descriminar o que quer que seja, se sois tudo! E se descriminardes outro indivíduo, estareis a fazer o mesmo em relação a vós.

NORM: Então por altura da mudança não devemos continuar a descriminar, continuaremos?

ELIAS: Não, não continuareis.

NORM: Não continuaremos. Bom, isso é óptimo!

ELIAS: Não será necessário, por dispordes de compreensão.

NORM: Maravilhoso! Isso deve ser maravilhoso.

RON: Eu tenho uma pergunta. Será a tua voz electronicamente alterada? (O Elias senta-se hirto, a fixar toda a gente com um olhar quase arrogante estampado na cara, enquanto nos rimos)

ELIAS: Completamente! Sempre vos dei conta de ser bastante eléctrico! Investigai o vosso equipamento! (Riso generalizado)

RON: Eu tenho uma pergunta séria...

RETA: De que tipo de electricidade? Energia electromagnética ou de que tipo? Poderás classificar essa energia que utilizas para chegar aqui?

ELIAS: (A rir) Vós classificais a energia! (Mais riso)

RON: Poderás fornecer-me a definição de culpa natural? (Riso)

ELIAS: Ah! Culpa natural! A definição que o Elias dá à culpa natural ou á culpa artificial é a mesma; o facto de ser desnecessária!

RON: Eu estava mais ou menos à espera que te saísses com isso.

ELIAS: Uma emoção fabricada (sintética) que vós criais com base nas crenças e nas prerrogativas que abrigais; tudo o que é artificial! (A rir)

GAIL: Eu tenho uma pergunta. Esta semana passada, deitei-me a relaxar, e através da percepção interior vi e escutei o que creio ter sido Eus alternos em diferentes nacionalidades, e queria saber se estarei certa ou se terá sido... Não tenho a certeza do que tenha sido, pelo que gostava de esclarecer isso.

ELIAS: Isso não é um caso dum Eu alterno mas do reconhecimento e duma intersecção temporária de facetas, ou aspectos.

RETA: Facetas? Será representado isso uma introdução inicial às facetas?

ELIAS: São outros focos da vossa essência que designais como vidas passadas ou vidas futuras, as quais não são passadas nem futuras! (Riso)

GAIL: Foi realmente fascinante. Obrigado.

ELIAS: Não tens o que agradecer. Vamos adiar o nosso jogo para o nosso próximo encontro, por esta noite termos muitas perguntas!

VICKI: Tenho uma outra pergunta rápida relativa à Sena (Melinda). Não tinha a certeza se ela alinha parcial ou totalmente pela família Tumold.

ELIAS: Parte dela.

VICKI: Alinha pela Sumari?

ELIAS: Exacto. Lembra-te também, conforme declarei, que não é preciso estar inserido na mesma família da essência para ser uma parte congénere. Podeis alinhar pelas mesmas famílias da essência. Podeis não ter ligações similares com as famílias da essência, e podeis ter igualmente uma acção congénere.

VICKI: Então, a acção congénere que tenho com a Sena, se a encarasse nos moldes da analogia da nuvens, como é que a perceberia?

ELIAS: Devo dizer-te que interpretaste mal. O Lawrence não tem uma acção congénere com a Sena. Vês, uma vez mais, uma duplicata do Michael. Tornaste-te proficiente a reconhecer essas partes congéneres, coisa que eu referi anteriormente; que se tu, enquanto indivíduo, tiveres um relacionamento próximo com um outro indivíduo focado no físico, podes perceber e defrontar-te com muitos dos congéneres que eles poderão não descobrir, e na volta ele também será capaz de fazer o mesmo.

GAIL: Será a Lanyah uma parte congénere da Vicki?

ELIAS: É.

LAURA: Mas elas também são essências individuais? E também são partes congéneres?

ELIAS: Exacto.

NORM: A informação que se transfere duma parte congénere para a outra... devem existir tantas interligações que quase toda a gente está interligado!

ELIAS: Toda a gente está ligada a toda a gente! A consciência toda, sublinhai, TODA, está ligada à totalidade da consciência. A energia não é passível de ser separada. Ela É.

NORM: Estou a lembrar-me dos Registos Akáshicos. Tu sorris! Eles acham-se à disposição de qualquer um. Tratar-se-á duma energia que posso atrair, caso estivesse devidamente treinado para me habilitar a isso?

ELIAS: Devo dizer-te que esse conceito dos registos akáshicos não passa dum conceito. É uma invenção, uma explicação arquitectada com base no vosso conhecimento inato.

Agora; conforme previamente referi, existem Áreas da Consciência, as quais podeis entender como perspectivas do mundo ou cosmovisões individuais que são depositadas e se tornam disponíveis para toda a consciência, às quais podeis aceder no foco físico. Podeis encarar isso como a vossa biblioteca, se o desejardes. São depósitos de energia no âmbito da consciência que são deixados por cada indivíduo e que podem ser acedidos em busca de informação, conforme tiver sido percebida por esse indivíduo.

Quanto às verdades, que supostamente os vossos registos antigos conservam, elas não se acham encerradas nas ruínas antiquíssimas nem nos registos cósmicos. Não existe anjo algum no exterior dum portão a segurar um livro multidimensional desmesurado! (Riso) Existis vós! Existe a essência, a qual comporta todo o conhecimento. Tudo é passível de ser acedido por vós, por intermédio de vós próprios, por comportardes todas essas coisas. Não existe coisa alguma situada fora de vós.

RETA: E a única coisa que necessitamos é aprender a aceder-lhes. Então, se dizes tratar-se dum corpo de energia que tenha sido um registo deixado por esta ou aquela pessoa, mas depois dizes que para além disso, seja verdade que não existe ninguém a dar-nos conta de que o registo, que tenha resultado do seu foco, seja verdadeiro?

ELIAS: É uma marca, uma impressão deixada na consciência, da percepção desse indivíduo; do entendimento que ele terá colhido.

RETA: E a visão que ele tiver obtido pode não ser o que nos termos que empregas designas por toda a verdade?

ELIAS: Exacto; por sofrer uma influência dos conjuntos de crenças ou das premissas que albergais, e por estar directamente relacionado ao foco físico. Trata-se dum depósito da energia do conhecimento deixado na consciência que se vos acha acessível; tal como percebeis o vosso Einstein como um grande génio, e poderdes desejar aceder à cosmovisão dele. Não se trata da perspectiva do mundo que ele tinha mas da perspectiva de tudo obtida por ele através do enfoque físico. Bom, isso é passível de ser alargado na área de transição, mas continuará a situar-se em relação estreita com o foco físico. Permanece acessível ao foco físico para poder tornar-se-vos benéfico, e para vos auxiliar na compreensão.

RETA: Está bem. Nós temos, digamos, a percepção de quatro indivíduos sobre um determinado assunto. De que modo poderemos aceder ao conhecimento da verdade com essas quatro visões?

ELIAS: O conhecimento da verdade deverá brotar dum acesso da vossa parte.

RETA: E eu serei capaz de distinguir a diferença?

ELIAS: Tu conheces a verdade. É idêntico á questão dos vossos filósofos. Procurais a verdade junto dos filósofos?

RETA: Na maior parte das vezes, mas eu disponho dos meus próprios preceitos.

ELIAS: Em termos absolutos? (A esta altura, a Reta começa a responder, mas é interrompida pelo Elias) Vós compreendeis que esses filósofos são indivíduos.

RETA: Certo.

ELIAS: Compreendeis que eles operam com base numa moldura de crenças. Portanto, podeis perceber que, se a sua filosofia contiver alguma verdade, haveis de ter conhecimento disso; por possuirdes a mesma verdade.

RETA: Contudo, hei-de ter conhecimento disso por meio dos preceitos e crenças que sustento; será isso a verdade absoluta?

ELIAS: Para lá das crenças e dos preceitos!

RETA: Eu quero conseguir isso de verdade! (Riso generalizado)

ELIAS: (A sorrir) Em parte, já o fazes.

RETA: Que parte??? (Desatamos todos a rir)

ELIAS: (Também a rir) Vamos prosseguir! Vou oferecer-vos Alon, e Dehl como vossos nomes da essência e dar por terminada esta noite, e ficar a antecipar afectuosamente o nosso próximo encontro. Au revoir!

Elias parte às 9:02 da noite. Nota: Após todos terem partido, a Mary disse que o Elias tinha algo a dizer-me. Esta é a nossa primeira conversa em muito tempo. Não antecipava que durasse mais do que cinco minutos, pelo que não mudei a cassete. Em resultado, perdi a conversa toda.

Elias chega às 10:34 da noite. (Tempo de chegada é de um segundo)

ELIAS: Uma vez mais, Lawrence!

VICKI: Olá, Elias.

ELIAS: Instruções para tuas transcrições. Presta atenção e nota as ligeiras desconexões. Tens bastante razão quanto ao presente período de ajustamento, e a poder ocorrer algum material incongruente; não que a informação fornecida se ache distorcida, porque não contém qualquer distorção, só que a transmissão pode apresentar variações. Portanto, se a estrutura das frases se apresentar fora do sítio, poderás entrar em sintonia com esta (minha) energia, que eu te ajudarei no processo da transcrição.

VICKI: Está bem. Na última sessão também notei um pouco.

ELIAS: Absolutamente. Está a decorrer um processo complicado de tradução de energia que envolve a elaboração destas sessões, e de qualquer alteração de troca de energias podem resultar variações na fluência. Isso não pretende sugerir, conforme declarei, distorção de elementos, mas ligeiras interrupções na tradução da energia. É aquilo que considerareis como um processo complexo, a “tradução” disto; o que na realidade representa uma troca que envolve o indivíduo chamado Michael e a adaptação às variações da energia, assim como um direccionar da energia, pela parte do Elias. Esta, tem que percorrer diversas camadas de consciência, assim como o que agora poderás perceber como várias áreas de consciência, para chegar a ser acolhida por vós. Portanto, num processo destes, gera-se um período de aclimatação que decorre da alteração da frequência. Contudo, isso deverá passar a ser-vos menos prejudicial do que a interferência.

VICKI: Fico curiosa quanto ao modo como a alteração da frequência chega a impedir a interferência.

ELIAS: Eu disponibilizei-te alguma informação sobre a focalização disso. Facultei-te alguma informação sobre a realidade desta área da consciência. Esta área da consciência que eu ocupo, por assim dizer, é bastante diversificada. Eu tenho consciência de muitos aspectos de mim próprio. Simultaneamente, estou além da consciência dos aspectos do Ser que sou, por me encontrar também activa e conscientemente envolto com cada um desses aspectos. Nessa medida, cada aspecto desses flutua por entre uma variante nas vibrações. Isto representa uma explicação que vós fisicamente compreendereis, por conseguirdes entender vibrações e diferenças das vibrações das ondas e dos sons. Nessa medida, cada aspecto ou foco, por assim dizer, apesar de não serem focos físicos, comporta a sua própria vibração ou comprimento de onda. Eles podem adoptar ligeiras variações, mas cada um é individual. Todos eles comportam personalidade individual, o que lhe confere a diferença. Nessa medida, eu encontro-me focado neles todos - o que percebes como sendo apenas um (o aspecto do Elias). Por possuir esta capacidade de interagir e de me tornar em cada um desses aspectos do Eu e de ter consciência total de cada um, também possuo a capacidade de manipular a energia desses aspectos. Por isso, conforme empregamos o exemplo da vossa televisão, torna-se completamente desprovido de esforço para mim mudar de “canal”. Posso mudar para um outro aspecto para passar a concentrar-me na interacção convosco.

Para benefício do Lawrence, a essência em questão (?), que precisa permanecer anónima por não terdes escolhido um nome para ela- não tem consciência de si própria para poder manipular a sua própria energia por meio de canais específicos; nas suas próprias áreas específicas formada por aspectos e frequências. Ela dirige uma energia dispersa para determinada área-alvo e foca o que encararíeis como o grosso da sua energia por rajadas, rumo a uma área precisa que percebe com alvo; mas em si mesma, não se acha suficientemente familiarizada com a sua própria energia nem com os seus aspectos e focos, para conseguir canalizar essa energia o suficiente e com precisão pelas diferentes áreas; o que constitui uma vantagem da parte do Elias, por eu conseguir recordar, e deter a capacidade de manipular esta energia com uma maior eficiência.

Nessa medida, explicar-te-ei que, independentemente do enfoque, independentemente da consciência, focar e manipular energia por meio de várias áreas da consciência, e estabelecer a ligação e intersectar e comunicar com qualquer área do foco físico é algo que requer ajustamento. Também requer um período de aclimatação, por estarmos a fazer a energia sair da fluidez e penetrar na densidade, o que provoca resistência. Nesse sentido, conforme declarei, também se requer um período de aclimatação da parte do Michael, ou da parte seja de que receptor for. Isso não deve ser difícil no caso do Michael, por não envolver um ajustamento por aí além, mas exige aclimatação. Por isso, estendo-te esta informação para que te não sintas confusa.

VICKI: Agradeço-te toda a informação que nos tens dispensado.

ELIAS: Confio e tenho esperança em que percebas que tenho confiança na capacidade de imprimires uma fluência, percebendo que estou a interagir contigo, na transcrição destas sessões. Por isso, se te ocorrerem palavras enquanto desempenhas o papel de escriba, lembra-te... (A cassete termina; 10:48 da noite)

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