quinta-feira, 14 de julho de 2011

FLUÊNCIA NATURAL DA ENERGIA



SESSÃO #130
"Alteração do Aspecto Primário"
"Exercício: Permite-te Expressar uma fluência Natural da Energia"
Sexta-feira, 12 de Julho de 2002 (Privada/Telefone)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes: Mary (Michael) e um novo participante, Daniel (Zynn)

ELIAS: Ah, ah, ah! Sê bem-vindo!

DANIIL: Obrigado pela oportunidade desta manhã.

ELIAS: Não tens de quê.

DANIIL: Posso começar por colocar a pergunta tradicional referente ao nome da essência, ao meu tom (nota musical), à família a que pertenço e à minha orientação, se fazes favor?

ELIAS: Muito bem. Nome da essência, Zynn. Família da essência, Sumafi; alinhamento, Sumari; orientação, comum.

DANIIL: E a nota musical?

ELIAS: E que impressão tens?

DANIIL: Não faço a menor ideia.

ELIAS: (Riso) Traduz-se pela nota musical Sol.

DANIIL: Obrigado. Pode parecer uma pergunta imbecil, mas penso que quererá traduzir quem sou, enquanto essência, e em que consistirá o minha finalidade nesta vida e neste foco em particular?

ELIAS: Posso dizer-te não se tratar duma questão insignificante mas também te posso dizer que podes tentar oferecer a ti próprio essa informação. O modo através do qual poderás descobrir aquilo que designas como finalidade - que consiste no propósito que assumes neste foco - passa por examinares o teu foco por inteiro e permitir-te perceber o tema que é expressado na sua totalidade. As experiências que sustentas ao longo do teu foco seguem um tema geral.

Agora; nesse tema, tu escolhes variadas direcções específicas de modo associado ao tema geral ou à directriz generalizada do teu foco. Nesse sentido, todas as tuas experiências se acham ligadas, por assim dizer, a esse tema geral.

Eu encorajo fortemente as pessoas a procurarem perceber, avaliar e descobrir esse tema por si mesmas, porque isso proporciona-vos informação significativa em relação a vós próprios, além de servir como um exercício para prestardes atenção a vós próprios. Porque na vossa dimensão física, as pessoas não se acham familiarizadas com a acção de se conhecerem na intimidade, e por isso, todas as oportunidades de praticarem tal acto de vos familiarizardes convosco e de vos proporcionardes informação respeitante a vós próprios é válido e oferece-vos uma espantosa validação no reconhecimento da vossa capacidade individual de empreender tal acção. Porque existem imensos aspectos de vós próprios que percebeis como sendo ocultos, quando na verdade não se acham nada ocultos. Trata-se duma mera situação em que vos achais pouco familiarizados com o processo de prestar atenção a vós próprios. É-vos completamente familiar prestar atenção aos outros mas já não é tanto prestar a vós próprios.

Por isso, o encorajamento inicial vai no sentido de te permitires reservar um período para permitires perceber o teu foco na sua totalidade e avaliá-lo, a fim de descobrires tal tema.

DANIIL: Porque sentirei tanto medo por recordar a vida que levei e os eventos que sucederam nela, e porque se acha a memória que tenho tão fragmentada? Sempre que tento atravessar ou passar em revista a minha vida pressinto esse temor. Também parece que de cada vez que algo muda na minha vida, eu mudo a minha vida interior e sinto dificuldade até mesmo em recordar o modo como sentia e quem era.

ELIAS: Muito bem. Posso dizer-te, em resposta a essa questão, que existem dois factores. Um envolve um movimento que empreendeste neste foco relacionado com diferentes aspectos de ti próprio.

Agora; este factor eu vou-to oferecer a título dum elemento do tema do teu foco. Por isso, aquilo que te estou a dizer é que te estou a oferecer pistas e alguma informação igualmente associada à tua primeira pergunta, ligada à identificação do tema do teu foco ou o propósito dele.

Agora; aquilo que te estou a dizer é que a razão porque experimentas essa memória objectiva fragmentada se prende com o facto de no teu foco teres gerado uma acção consistente de alteração do teu aspecto primário. Este é um conceito que coloca um desafio à compreensão objectiva, e um propósito que constitui de algum modo uma escolha pouco habitual nesta dimensão física. Na maior parte os indivíduos escolhem expressar um aspecto primário de si próprios ao longo do seu foco.

A título de explicação do conceito deste aspecto primário, dir-te-ei que ele consiste num aspecto teu que associas em termos do que és, essa expressão inapreensível de ti que reconheces como tu próprio, não necessariamente a tua expressão física mas a tua expressão íntima, que se acha igualmente associada à tua personalidade.

Agora; cada indivíduo possui aspectos incontáveis; já referi isso previamente em termos dos muitos “eus” que possuís. Não consistis apenas numa única expressão. Existem muitos, muitos, muitos eus num foco da atenção, e muitos deles permanecem latentes ou subjacentes ao aspecto primário.

Agora; por vezes as pessoas trocam momentaneamente de posição com diferentes aspectos de si mesmas e são capazes de passar a notar e expressar determinadas qualidades em diferentes alturas, qualidades diferentes que não terão expressado anteriormente, mas tomando consciência de que em certa altura expressam novas qualidades que permaneciam objectivamente desconhecidas para si próprios.

Nesse sentido, a troca de posição com o aspecto primário expressa-se geralmente por um outro aspecto que é aquilo que designaríeis como achando-se intimamente associado ao aspecto primário reconhecido. Por isso não acontece qualquer interrupção da memória objectiva, ou por palavras vossas, não subsiste qualquer sentimento de diferença na personalidade. O individuo continua a reconhecer-se a si próprio tal como é. Mas será capaz de reconhecer estar a expressar novos talentos ou novos interesses e novas inspirações, o que parecerá parecer que novas qualidades estejam a ser expressadas.

Agora; no que diz respeito a ti, tu geraste um tipo diferente de troca dos aspectos primários, coisa que por vezes acontece com as pessoas mas geralmente não com a consistência com que o plasmaste no teu foco. Ao trocar as posições com os aspectos primários que não se acham tão intimamente associados entre si, o indivíduo pode experimentar uma interrupção da memória objectiva. Porque, se o aspecto que passa a assumir o aspecto primário expressar uma alteração significativa de qualidades dessa expressão, isso poderá igualmente gerar uma alteração significativa da expressão objectiva de modo a interromper essa memória objectiva.

Agora; isso não quer dizer que a memória objectiva não possa ser reconquistada, por assim dizer, se tal for a escolha do indivíduo, mas geralmente o indivíduo experimenta aquilo que designais por perda de memória. De facto, tal como já declarei, a memória não terá sido perdida. Ela poderá ser reconquistada, por assim dizer, em termos objectivos, mas podereis empregar diferentes métodos a fim de vos permitirdes restabelecer recordações objectivas e isso dependerá da escolha do indivíduo e da vontade de incorporar a recordação objectiva ou não e da importância que isso assuma ou não, para ele.

Agora; também te posso dizer que compreendo o temor que associas à memória, porque tal como declarei, isso constitui uma acção um tanto pouco habitual, a incorporação desse tipo de troca dos aspectos primários de vós próprios num só foco em tal extensão mas isso é igualmente propositado porque a ti permitiu-te explorar muitas expressões diferentes de ti próprio. Nesse sentido posso encorajar-te, meu amigo, porque a razão porque incorporas esse medo consiste no facto da exploração da memória te ser pouco familiar.

DANIIL: Será esse um exercício que me pode ser útil?

ELIAS: É, porque te oferecerá uma compreensão clara do teu propósito neste foco, em termos de exploração de diferentes aspectos de ti próprio, por meio da exploração da diversidade de expressões que são geradas na troca dos aspectos primários de nós próprios, e por te permitir realizar a integração da memória objectiva em associação com esse processo.

DANIIL: Eu sinto-me de algum modo frustrado com a vida objectiva que levo. Estou com trinta e dois anos e conheço a história de muitos casos ao meu redor de pessoas que se tornaram profissionais e que com essa idade se tornaram mesmo mestres em algum tipo criativo de arte ou de música ou ciência ou noutras ocupações, profissões ou formas de dedicação excelentes.

No meu caso, tenho vindo a saltar de lugar em lugar, onde vivo, tenho vindo a trocar de ocupação de trabalho e por isso não construí o que se pode designar como profissionalismo nem ímpeto nem dedicação em nenhum campo em particular, apesar de sentir revelar potencial em vários campos. De que modo poderá isso ser resolvido e de que modo se relacionará isso com a escolha da minha parte de trocar aspectos de modo mais drástico do que a maioria, e terá isso sido mais eficiente dessa forma?

ELIAS: Posso-te dizer, em primeiro lugar, para não te comparares com os outros porque isso apenas te deprecia e deprecia aos outros, o que te diminui na percepção que tens do teu merecimento. Também te digo que isso se move de modo bastante consistente com o teu propósito e com a alteração dos aspectos primários do modo que o estabeleces.

Por isso, permite-te reconhecer que apesar dos outros poderem gerar uma direcção específica e criar aquilo que poderás designar como sucesso numa carreira específica e numa fase específica das suas vidas, por assim dizer, essa é a escolha que eles geram e acha-se associada à direcção que adoptam. Admite a tua própria direcção e permite-te não te comparares porque a tua direcção é única e não é má nem inferior a nenhuma das direcções que as pessoas tomam.

Nesse sentido, meu amigo, permite igualmente que te diga, em apreço pelas tuas expressões, escolhas e direcções, que proporcionarás a ti próprio muito mais liberdade e uma maior expressão de diversão com esta expressão de alteração de mudança do que o que te permitirás dar conta. Porque tu exprimes uma formidável flexibilidade, mas ao te depreciares também geras uma considerável rigidez. O teu movimento natural, a tua expressão natural da energia traduz-se em termos de flexibilidade. Por isso, geras frustração e conflito ao tentares forçar-te a tornares-te mais rígido e a mover-te pelo alinhamento com as expectativas da sociedade. Isso não traduz uma expressão natural da tua energia, mas é o que gera o conflito e a frustração que experimentas.

DANIIL: Além da diversão, terás alguma sugestão a dar-me no sentido de obter consciência em relação a isso? Porque ao falar contigo é natural que me sinta mais consciente, tenho mesmo a esperança de representar uma maior consciência. Mas na minha vida de todos os dias, sinto-me como que rodeado por uma parede de vidro, como se me encontrasse a sonhar, parede essa que não consigo quebrar com facilidade.



E também ao lidar com as pessoas tento controlar-me, porque não me sobrevém um comportamento de maturidade com naturalidade, e nesse controlo parece que gero uma maior consciência mas isso contribui igualmente para o piloto automático, para esse estado de sonho de que me procuro livrar.

ELIAS: E isso acha-se directamente associado à tua contínua tentativa de forçar-te a expressar aquilo que não te é natural na tua expressão de energia e no teu foco.

Posso dizer-te, meu amigo, que adoptes um período de talvez o que designais como uma semana para empreenderes um exercício através do que te permitas expressar a tua fluência natural da energia com liberdade. Aquilo que te estou a dizer é que, em vez de continuares a tentar expressar controlo ou rigidez, ou o que avaliaste como condutas adequadas, permite-te uma experiência, um exercício; e nesse sentido, nas expressões que assumires diariamente, permite-te unicamente expressar-te com liberdade no instante, sem te restringires. Isso deverá conceder-te uma oportunidade de relaxares, e uma oportunidade de encarares o modo como muito mais facilmente poderás avançar no teu foco, se concederes a ti próprio tal liberdade.

Não é necessário que te conformes aos princípios dos outros nem às expectativas da sociedade. Tu és um indivíduo único e a tua expressão é-te peculiar. Negar a ti próprio a faculdade de exprimires com liberdade e naturalidade apenas gera conflito, tensão, temor e depreciação pessoal.

Não tem importância, meu amigo. Vós participais num jogo nesta dimensão física, e nesse jogo apenas escolheis explorar e experimentar a manifestação física. Permite-te tão só gerar as tuas próprias regras sem te preocupares com as expectativas nem com as regras dos outros. Porque na proporção em que te apreciares e te aceitares e te concederes uma maior liberdade de expressão, também os outros também passarão a aceitar-te a ti.

DANIIL: Eu queria fazer-te uma pergunta acerca da minha mulher. Eu fui-te apresentado, de certa forma, por ela. O seu nome é Natasha, e eu queria perguntar o nome da essência dela, o tom, a família a que pertence e o alinhamento.

ELIAS: Muito bem. Nome da essência, Nichole. A família da essência, Sumafi; alinhamento, Ilda. Orientação, comum.

DANIIL: Qual será o tom musical dela?

ELIAS: Lá.

DANIIL: Na qualidade de casal e de família que ela e eu formamos, será que temos um carácter ou um propósito específico que nos una e que precisemos explorar?

ELIAS: Deixa que te diga, meu amigo, que as pessoas atraem-se umas para as outras sem ser necessariamente por aquilo que designais como um propósito que seja passível de ser expressado de um modo específico ou de realizar numa direcção específica, por assim dizer. As pessoas deixam-se atrair umas pelas outras por questões de familiaridade e por uma questão de proporcionar a si mesmas reflexos de si próprias por meio do outro, e pelo que podeis designar como um tipo de compatibilidade sob determinadas expressões que proporcionam à-vontade a cada um na criação da sua exploração particular de determinados aspectos dos seus propósitos individuais.

Um dos maiores factores de atracção que as pessoas encontram para se reunirem é o do reconhecimento da familiaridade em termos de energia, o que geralmente é expressado em associação com uma partilha de imenso número de focos entre si, em diferentes papeis, o que gera um tipo de familiaridade objectiva de energia.

Agora; isso não quer dizer que em alguns casos - ou em muitos, efectivamente - as pessoas continuem a gerar essa ligação com UM indivíduo durante todo o seu foco – porque alguns fazem-no enquanto que outros, não. Mas não tem importância, porque gerais familiaridade em relação a cada um daqueles que atraís a vós e com quem vos reunis. Também criais isso de propósito, para o referir por palavras vossas, através duma permissão para vos reflectirdes a vós próprios e desse modo proporcionardes a vós próprios uma maior oportunidade de vos familiarizardes convosco, porque o outro reflecte-vos.

Tu e a tua companheira possuem e partilham muitos outros focos da atenção nesta dimensão, em conjunto.

DANIIL: Também gostava de perguntar acerca dos meus pais. Acontece que vivemos num país diferente e só nos encontramos uma vez por ano. Eles vivem em Israel enquanto eu vivo aqui nos Estados Unidos. Que coisa poderei fazer por eles? A nossa separação terá algum sentido, ou deveria dar o meu melhor numa tentativa de nos aproximar de modo a podermos encontrar-nos com mais frequência e eles me possam ver, em termos dos laços de familiaridade que mantenho com eles, etc.?

ELIAS: Mas, que é que tu desejas?

DANIIL: Penso quere-los mais perto de mim porque têm vivido sem mim há muitos anos e fizeram muito por mim, naturalmente. Por isso penso não precisarmos sofrer mais essa separação e podemos beneficiar-nos com uma proximidade.

ELIAS: Posso dizer-te que podes concentrar a tua atenção na criação duma intimidade contigo próprio, que com isso também gerarás um subproduto automático ao gerares uma maior intimidade com esses indivíduos. Com isso permitir-te-ás dar lugar a expressões criativas por meio das quais poderás cumprir o teu querer e de certo modo diminuir o afastamento físico. Estás a compreender?

DANIIL: Penso que sim, mas tenho uma pergunta a fazer. Existe uma separação mais profunda que penso teres mencionado, mas além disso a separação física gera sofrimento acrescido, pelo menos para eles. Por isso interrogo-me se não deveria tornar isso um objectivo, reunir-nos, em termos duma proximidade física, de forma a resultar numa maior intimidade.

ELIAS: Eu estou a entender aquilo que me estás a dizer e isso é o que te estou a referir, que ao gerares essa intimidade contigo próprio também proporcionarás essa criatividade e gerarás aquilo que designas como meios para diminuir a separação física.

DANIIL: Obrigado. Sim, penso que entendo.

Em termos da ocupação que tenho, eu sou programador e este tipo de trabalho apresenta alguma criatividade que pessoalmente aprecio. Mas deveria pensar ou definir em termos de objectivo pessoal um tipo de ocupação que se adeqúe melhor e sair em busca dela? Ou poderias sugerir qual tipo de ocupação melhor se me adequaria?

ELIAS: Antes de mais posso dizer-te não existir isso de “dever”. Também te sugerirei, em associação com a nossa discussão desta manhã, para que, uma vez mais, te permitas flexibilidade e liberdade na tua expressão natural da energia, e nesse sentido para não tentares expressar a rigidez de te bloqueares numa expressão.

Permite-te a liberdade de apreciares e expressares a tua criatividade agora por meio do que escolhes como a tua carreira, por assim dizer, neste momento. Mas permite-te igualmente a liberdade da tua expressão natural, meu amigo, por meio dessa flexibilidade, sabendo que noutra altura poderás escolher alterar a direcção da tua carreira, por assim dizer, e empreenderes um tipo diferente de acção, o que deverá ser aceitável, por traduzir um movimento teu que é natural.

Por isso, a sugestão que te dou é a de que relaxes e te permitas apreciar a criatividade que exprimes no momento, sem teres que gerar preocupação em relação ao futuro, mas que te permitas apenas mover-te com naturalidade. Se apresentares a ti próprio uma diferente expressão de criatividade em direcção ao que desejes voltar-te, concede a ti próprio permissão para o expressares.

DANIIL: Uma outra questão que colocaria é, eu tenho um amigo chegado, chamado Philip, e aprendi muito com ele porque ele tinha, e tem, mais conhecimentos do que eu e é mais brincalhão e mais arrojado. Ele pensa de outro modo, tanto quanto me é dado perceber. E participando na sua intimidade, frequentemente sinto-me intimamente irritado ou ciumento por ele ser mais avançado do que eu fui e por ele me ajudar. Haverá alguma coisa que eu consiga fazer actualmente para corrigir isso que sinto em relação a ele?

ELIAS: Há. Reconhece-te e aceita-te. Já te sentes capaz de reconhecer a razão porque expressas essa irritação ou ciúme; agora volta-te para ti próprio. Nesse sentido, reconhece que a razão porque expressaste isso previamente em associação com esse indivíduo foi por estares a negar essas expressões em ti próprio e em resultado disso estares a gerar irritação, a qual consiste numa transmissão dirigida a ti próprio relativa à negação que estás a fazer das tuas próprias escolhas. É isso que gera a irritação.

Agora; Poderás sentir apreço pela relação mútua que manténs com esse indivíduo sem precisares criar expressões desse tipo se te reconheceres e concederes a ti próprio permissão para gerares o que queres. E aquilo que queres é divertir-te igualmente e expressar-te com liberdade, mas não estás a conceder a ti próprio essa liberdade. Por isso expressas a função de vítima e geras esta transmissão emocional da cólera ou do ciúme.

Agora; se proporcionares a ti próprio essa liberdade de te expressares do modo que TU desejas, ao invés da criação dessa bola de vidro a rodear-te e de tentares continuamente forçar-te a controlar as tuas expressões e comportamentos, poderás permitir-te uma muito maior apreciação de ti próprio e do teu amigo.

DANIIL: Obrigado, penso que compreendo. Posso também perguntar o nome da essência dele?

ELIAS: Muito bem. Nome da essência, Vaudi.

DANIIL: No futuro, aquilo que concebo como o futuro, deverá tornar-se significativo requerer mais sessões privadas? Ou não será esse o melhor meio de aplicação dos teus esforços e do tempo e esforço da Mary?

ELIAS: Ah, ah, ah! Não te preocupes com aquele que reconheces como Mary nem tampouco com a minha energia. Presta atenção a ti próprio, meu amigo.

Eu posso dizer-te que isso será escolha tua. Se escolheres e gerares o desejo de conversares comigo, concede a ti essa liberdade. Eu estou sempre disponível e exprimo uma vontade de me relacionar convosco por meio da brincadeira, da amizade e por meio da conversação, que pode estender-vos informação ou apenas trocar ideias. (Ri)

DANIIL: Fico imensamente reconhecido.

Eu leio material de outras fontes, tal como o Rajneesh ou o Castaneda, e sinto-me algo familiarizado com a terminologia e com o pensamento que empregam. Será benéfico que procure concentrar-me na terminologia que empregas? Além disso, existirá algum lugar para mim, no fórum? Deverei mesmo interessar-me em criar algum tipo de relação com outros aqui no fórum?

ELIAS: Se o preferires. Pode ser-te benéfico interagir com outros deste fórum, porque a interacção com pessoas de mentalidade idêntica proporciona uma expressão de energia e de auxílio, e muitas vezes proporciona às pessoas uma maior compreensão objectiva em relação a a esta informação.

Esse intercâmbio é benéfico. Também auxilia a diminuir as associações que tens em relação à separação, e isso pode igualmente tornar-se bastante benéfico. Tu já estás, como designas, como que inserido neste fórum, porque estás a manter uma relação comigo, e por isso estás a participar.

Com isso, podes também proporcionar a ti próprio uma via para uma expressão mais significativa de diversão, ao permitires-te relacionar com outros deste fórum. Isso pode tornar-se benéfico para ti ao proporcionar-te uma via por meio da qual poderás implementar a prática da liberdade da tua expressão natural brincalhona, de um modo que poderás perceber como seguro, por assim dizer. Porque estes indivíduos adoptam uma informação semelhante e por isso deslocam-se em sentidos semelhantes e têm consciência das crenças e das expressões de duplicidade e da confiança e da aceitação. Também poderá representar um modo que virás a perceber como menos ameaçador, no início, do que o relacionamento com os demais, temporariamente.

DANIIL: Muito obrigado. Penso que o nosso tempo está no fim mas sinto uma enorme gratidão por esta oportunidade.

ELIAS: E eu endereço-te, meu amigo, um afecto formidável e uma expressão da minha energia a encorajar-te fortemente e a auxiliar-te nas tuas novas iniciativas. Estender-te-ei a minha energia em auxílio em meio à tua prática e experimentação. (Ri)

DANIIL: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê. Ficarei na antecipação do nosso próximo encontro. Para ti, neste dia, com ternura, au revoir.

DANIIL: Au revoir.

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