quinta-feira, 7 de julho de 2011

EXPLICAÇÃO CONDENSADA



SESSÃO #1120
"Uma Explicação Condensada"
Sábado, 22 de Junho de 2002 (Privada/Em pessoa)
Participantes: Mary (Michael) e Adel
Tradução: Amadeu Duarte

ELIAS: Boa tarde.

ADEL: Aqui estás tu!

ELIAS: (ri) Sê bem vinda!

ADEL: Obrigado. Isto é novo para mim, e como que brota da curiosidade que sinto; não estou certa onde é que isto nos irá conduzir.

ELIAS: Muito bem. Isso depende do que escolheres.

ADEL: Mas talvez me possas conduzir, se fizeres o favor. (O Elias ri)

Nem sequer sei por onde começar; não tenho a certeza. Vou colocar algumas perguntas. A Donnalie disse-me que nós tivemos vidas passadas. Terei eu tido?

ELIAS: Todas as pessoas...

ADEL: ...Têm vidas passadas.

ELIAS: Sim.

ADEL: E teremos sido tanto homens como mulheres?

ELIAS: Sim.

ADEL: Que é que eu fui?

ELIAS: Ambas as coisas, muitas vezes.

ADEL: Por qual terei preferência?

ELIAS: Tens preferência pelo masculino.

ADEL: Eu gosto do masculino? Será por isso que sou uma mulher com quem se tende a tornar difícil partilhar uma relação? (Ambos riem, o Elias de modo estrondoso) Eu gosto de controlar. A velha atitude dos anos 50 – só que sou mulher, mas preferia ser homem!

ELIAS: (Ri) Além disso vós também vos manifestais em grupos. Por isso, muitos daqueles com quem interages neste teu enfoque actual também interagem contigo noutros focos!

ADEL: Estás a dizer que podemos viver vidas duplas? Não estou muito certa quanto ao que queres dizer com foco.

ELIAS:  Eu emprego o termo “foco” ao invés de vida. Porque aquilo que vós sois consiste num foco da atenção da essência.

Na realidade sois muito mais vastos do que pareceis ser nesta dimensão física, mas não estais familiarizados com isso, por terdes esquecido aquilo que sois. Mas vós sois consciência. Sois uma essência da consciência que inclui uma energia da personalidade, a qual não existe apartada da consciência mas gera um traço único de distinção dessa energia da personalidade.

Bom; enquanto essências sois incomensuravelmente vastos e de modo semelhante àquele pelo qual vos reconheceis, nesta dimensão física, vós incorporais muitas formas de atenção. Deslocais a vossa atenção em muitíssimas direcções. E enquanto essências, também empregais a vossa atenção em múltiplas direcções, só que as empregais ao mesmo tempo.

Por isso, aquilo que designais como “vidas passadas” constitui na verdade outros focalizações da atenção que sois, e todas se acham a decorrer actualmente. O facto de perceberdes o tempo de um modo linear não passa duma ilusão, por constituir um aspecto da concepção desta dimensão física em particular. Existem muitas dimensões físicas mas nesta em particular, vós criastes uma concepção de tempo que se move de forma linear; razão porque percebeis a vossa realidade desse modo. Nesse sentido, percebeis o passado, o presente e o futuro. Na realidade todas essas formas de atenção se acham presentes; apenas vos parecerão passadas ou futuras em associação a esta dimensão em particular.

Bom; também te devo dizer que não existe nenhum nível dimensional mais elevado ou menos elevado. Não existem mestres, porquanto não existe expressão da consciência que seja superior a qualquer outra. Portanto, vós, enquanto essências, sois a mesma coisa que qualquer outra essência, a mesma coisa que a totalidade da consciência, e sois assombrosos na vastidão do que vos caracteriza. Vós incorporais um imenso número de focos da atenção nesta dimensão física, assim como noutras dimensões e áreas não físicas da consciência.

ADEL: Poderá a minha parte consciente sondar isso?

ELIAS: Pode.

ADEL: De que modo? Vou procurar ser específica. Eu estou actualmente a sentir os choques da minha vida, os altos e baixos, e parece que a determinada altura terei perdido a firmeza, aquela força de cuidar de mim própria. As diferentes vias espirituais em que procuro focar-me destinam-se a permitir-me recuperar a minha força espiritual, de modo a revigorar-me e a servir de suporte em relação aos meus filhos e amigos. Mas sinto não estar mais a conseguir recuperar essa força.

ELIAS: Muito bem.

ADEL: Tendo a permanecer em relacionamentos que no conceito que faço são tudo menos sãs.

ELIAS: Muito bem. Aquilo que actualmente estás a criar é uma mudança, uma alteração da tua percepção.

Há-de ser na interrogação que virás a reconhecer o teu poder. O modo como poderás alcançar isso é prestando atenção a ti própria. Isso é um processo. O que não quer dizer que não consigas estabelecer isso de imediato, porque podes.
Todos vós possuís a capacidade de manifestar QUALQUER expressão que desejeis de imediato. Mas vós também incorporais muitas, muitas, muitas crenças pelas quais alinhais que vos influenciam a percepção e vos referem não serdes capazes de criar no imediato aquilo que quereis. Por isso, com respeito a essas crenças e ao reconhecimento daquilo em que assentam, vós avançais por processos, o que nem é bom nem é mau, e apenas consiste numa escolha.

O que é significativo é que vos familiarizeis convosco próprios, o que não é tarefa tão pouca quanto isso e pode mesmo tornar-se num enorme desafio. Porque eu posso dizer-te de modo genuíno que as pessoas nesta dimensão se encontram extremamente pouco familiarizadas com a atenção por si próprias. Vós pensais estar a prestar atenção a vós próprios mas não estais.

Agora; Sugere a ti própria informação relativa às crenças que albergas é significativo porque te ajuda a concederes a ti própria permissão para te familiarizares com o que te influencia. Existem muitos modos por intermédio dos quais notificais a vós próprios nesta manifestação física.

Um desses modos de notificação é as emoções. As emoções jamais em tempo algum constituem uma reacção; trata-se duma forma de comunicação. Elas geram um sinal, que constitui o sentimento. Mas tão prontamente o sentimento tiver sido oferecido, passa a ser criada uma mensagem. O sinal ou o sentimento consta exactamente disso, de um sinal destinado a captar-vos a atenção. A mensagem sugere-vos mais exactamente informação respeitando ao que estais a fazer e ao que vos está a influenciar essa expressão do momento.

Ora bem; a acção mais significativa e importante que deves adoptar é prestar atenção a ti própria. Presta atenção ao que estás a comunicar a ti própria; presta atenção ao que estiveres a fazer.
Porque aquilo que estiverdes a fazer, (atitude) também estareis a escolher!

E nisso consiste o desafio, porque as crenças que abrigais vos dão conta de não estardes a criar a vossa realidade toda. Podeis acreditar criar a vossa realidade em parte mas que situações e circunstância há que outros indivíduos ou sociedades criarão na vossa vez. A vossa crença refere igualmente que apenas escolheis o que criais nas alturas em que o estabeleceis em moldes positivos – ESSAS expressões são fruto da vossa escolha. Expressões negativas ou de desconforto, vós definitivamente não escolheis! O que é completamente incorrecto. Vós escolheis cada aspecto da vossa realidade e de modo bastante propositado e benéfico. Pode não ser reconfortante mas é intencional porque vós ofereceis a vós próprios continuamente informação que vos reflecte de volta aquilo que sois.

Bom; eu vou-te propor uma explicação condensada quanto ao modo e ao que criais na realidade, enquanto focos individuais da atenção. O pensamento não antecede nem cria a realidade. È a percepção que vos cria a realidade actual. A percepção é o mecanismo que é parte de vós e que na realidade projecta toda a vossa realidade física e vós manipulai-la. Isso traduz a capacidade que vos assiste; esse é o assento ou a sede do vosso poder, que é aquilo em que infere a tua questão.

Ora bem; as pessoas confundem-se a si mesmas ao acreditarem que o pensamento crie as suas realidades. Eu posso-te afirmar que isso representa, na vossa terminologia mundana, uma “sorte” (ou um azar). Vós podeis pensar e pensar continuamente sem que alcanceis a criação do que quereis, porque o pensamento não é o mecanismo que gera a realidade. O pensamento tem por função a mecânica da mente objectiva, a qual é empregue em termos de interpretação. Essa é a sua função. A de traduzir uma comunicação.

Vós comunicais convosco próprios por intermédio dos sentidos interiores, dos sentidos externos, do que manifestais na consciência do corpo físico, através das emoções, da intuição, das impressões e dos impulsos. Vós criais muitíssimas vias para comunicardes convosco próprios e o pensamento é concebido como uma forma de tradução dessas notificações. Só que o pensamento nem sempre traduz exactamente essa informação, porque depende do sentido para que estiverdes a direccionar a atenção, e a atenção não é pensamento.

A título de exemplo, se pregares uma martelada num pé e criares uma dor, para onde dirigirás a tua atenção?

ADEL: Para o pé.

ELIAS: Assim como para a sensação física da dor. Não é para o pensamento.

Isso é um exemplo da mobilidade que caracteriza a atenção assim como do facto dela não ser o pensamento. Ela pode ser direccionada pelo pensamento, mas não é o pensamento. A atenção és tu. A atenção é a tua consciência, e essa consciência é passível de se deslocar. Por ser móvel.

Bom; se a tua atenção se achar concentrada continuamente no pensar, ela deixará de se focar nas comunicações, e por isso o mecanismo do pensamento não poderá necessariamente traduzir esses comunicados duma forma exacta, devido a que a tua atenção não se ache dirigida para as comunicações. Nesse sentido, o pensar procurará traduzir a informação mas pode distorce-la. Ou poderá traduzi-la, só que em termos gerais, e por isso a informação que estiveres a estender a ti própria deverá ser turva. E se não estiveres certa isso torna-se muito mais num desafio e difícil produzires aquilo que realmente desejas.

Bom; tu mencionas desejar reconhecer o teu poder, e permitir-te endereçar-te a ti própria – o que na realidade reúne a questão – e que essa falta de poder ou capacidade de te confrontares contigo própria te afecta em associação aos relacionamentos que estabeleces com diferentes indivíduos, sejam eles membros da família ou outros.

Mas que é que TU queres expressar? Não te estou a interrogar para que me respondas; estou apenas a estender-te uma linha de questionamento que possas passar a considerar e te possa permitir alterar a tua percepção. Porque a tua percepção acha-se concentrada no EXTERIOR, for a de ti e associada aos outros. Tu concentras a tua atenção e a tua percepção nos outros e no que eles elegem e no que eles estejam a fazer, e como a concentras for a de ti, deixas de prestar atenção ao que TU crias.

E toda a interacção que estabeleces com outro indivíduo consiste num reflexo do que estás a projectar de algum modo que te oferece uma oportunidade de te perceberes a ti própria, porque na realidade tu crias a manifestação do outro indivíduo. Aquilo com que interages directamente é uma projecção de energia do outro indivíduo. Aquilo com que interages na matéria física, na carne e no concreto, consiste numa projecção da tua percepção. TU crias isso assim como crias a interpretação que fazes da projecção do outro indivíduo.

Não estou a falar no sentido figurado; estou a falar bastante literalmente. Essa é a natureza da vossa verdadeira realidade. Não te parece a ti ser assim por existirem muitas, muitas crenças que te expressam que o outro é o outro e qual não sois vós, e que não tereis criado isso, porque não criais a vossa realidade. Mas criais, e não existe expressão nenhuma da vossa realidade que não crieis.

Agora; apresenta um exemplo – não importa qual seja – de qualquer interacção entre ti e qualquer outro indivíduo que percebas assentar no conflito, e passaremos a examiná-la em conjunto como um exemplo da forma como crias a tua realidade.

ADEL: O exemplo do Cade serve. Eu encontro-me num relacionamento estagnado com ele. Penso que existe um confronto entre ambas as nossas realidades. Só que ele confunde-me e quando penso e passo a projectar e começo a supor estar a deixar que ele… Bom, não sei o que se passa com ele.

ELIAS: Que é que TU queres?

ADEL: Do relacionamento ou da parte do Cade?

ELIAS: Vós não recebeis da parte dos outros; vós criais. Por isso, a questão: “Que pretendes do outro indivíduo” torna-se insignificante e não tem importância. Porque, deixa que te diga, em relação às associações que as pessoas mantêm com os indivíduos, especialmente de cariz íntimo, a compreensão objectiva que possuís do que pretendeis, constitui o reverso do que realmente quereis. Pensais querer obter determinadas expressões a partir do outro…

(A gravação termina de forma abrupta há 1:29 da tarde)

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