terça-feira, 5 de julho de 2011

A DEUSA, OU A ENERGIA FEMININA - ESCOLHA



Sessão 1117
"Expressão da Energia Feminina"
“O Que Importa é Que Te Permitas Escolher”
"Orienta-te a Ti Própria; Cria as Tuas Próprias Regras"
“A Energia que Projectamos, É Reflectida de Volta”
“Quanto Mais Energia de Protecção Projectamos, Mais Estaremos a Convidar a Ofensa”
“Para Serdes Valorizados, Valorizai-vos!”
Segunda-feira, 17 de Junho de 2002 (Privada/Em Pessoa)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes: Mary (Michael), Janine (Yannii), e Jenny (Emilio)

JANINE: Olá, Elias!

ELIAS: Bom dia! Sejam bem vindas.

JENNY: Olá.

ELIAS: (Sorri) De que modo avançaremos?

JANINE: Pois. Sinto-me de tal modo honrada! Sinto-me tão excitada por te conhecer. Umas quantas perguntas iniciais: qual será o meu nome da essência?

ELIAS: Nome da essência, Yannii.

JANINE: Ena. Muito bem, e quanto à família a que pertenço e aquela por que alinho?

ELIAS: Família da essência, Sumafi; alinhamento, Ilda.

JANINE: E a minha orientação?

ELIAS: Que impressão tens?

JANINE: Ocorreu-me Soft.

ELIAS: Exacto.

JANINE: Quantos focos físicos tenho?

ELIAS: Número total de focos físicos nesta dimensão, 111.

JANINE: Tenho algumas perguntas subordinadas à minha saúde, o que parece ser um tema primordial, para mim. Eu tenho hipotiroidismo e foi-me dito que as minhas supra-renais se encontram enfraquecidas. Posso-te dizer que a impressão que tenho é a de me encontrar em algum tipo de medo em relação à expressão, penso eu, e em relação ao meu poder e à minha criatividade, razão porque terei escolhido alterar a minha química hormonal. (Elias acena a cabeça em confirmação) Penso que tal temor não proceda do presente foco; não estou muito certa em relação a isso. Mas penso que o desequilíbrio hormonal me causa muita fadiga e depressão e confusão. Não tenho a certeza de estar certa em relação a isso mas tenho consciência de isso me estar a afectar tanto física como emocionalmente. Gostava de saber o que posso fazer talvez para desfazer isso, e para reconquistar a minha saúde espiritual e física e emocional mesmo.

ELIAS: A avaliação que estabeleces do que vens a fazer acha-se correcta. Agora, a acrescentar a essa avaliação, que será que percebes estar a negar a ti própria?

JANINE: Eu estou a negar a mim própria uma expressão dum tipo qualquer ligado à minha criatividade e ao meu poder. São as duas únicas coisas que consigo sugerir. E eu estou a negar a propriedade dessas coisas em mim própria. Não as possuo, e apenas tenho consciência de se tratar de algum tipo de temor.

ELIAS: Tens razão. Alinhas bastante pelas crenças das massas e admites que determinadas expressões das crenças das massas te ditem as escolhas que deves formular e não te permites a liberdade da tua singularidade de expressão.

Nesta manifestação escolheste uma manifestação física feminina. Escolheste permitir-te esta manifestação por um certo tempo por te possibilitar uma maior expressão desse sexo, especialmente em associação com esta mudança de consciência e com este século. Porque a energia está a mudar do género masculino, ou intelectual, para o feminino, ou intuitivo. Aquilo que estás a apresentar na tua energia é um receio em relação a essa energia feminina e a esse poder.

JANINE: Energia feminina quer dizer a minha intuição? (Elias abana a cabeça) Não?

ELIAS: Não. A energia associada à sexualidade mas no que diz respeito ao género. (Pausa) Um momento. Desejareis ambas prosseguir neste direcção?

JENNY: Isso é contigo.

JANINE: Que queres dizer juntas?

JENNY: Se desejares ficar sozinha, eu posso-me retirar. É contigo.

JANINE: Tudo bem.

ELIAS: Muito bem. Não tenho qualquer intenção de me intrometer.

Tu projectas naturalmente um tipo de energia que se enquadra bastante no alinhamento que tens com a família Ilda, que se expressa externamente com liberdade e é bastante interactiva. E em certa medida, permites-te essa expressão, e concedes a ti própria uma fachada de abertura. Mas no teu íntimo – e tu tens consciência disso, não se trata da expressão de não incorporares uma consciência objectiva disso – porque nas alturas de solidão, tu tens muita consciência desse medo de te outorgares uma liberdade autêntica para te expressares na sexualidade que escolheste, no sexo que escolheste.

Em certas situações permites-te uma maior abertura, mas em muitas delas projectas uma camuflagem, uma fachada, enquanto subsiste o temor interno e uma falta de aceitação daquilo que escolheste. Existe um apreço por aquilo que criaste, mas também temor.

Ora bem; isso é significativo, por escolheres afectar a função feminina, o que consiste numa negação da tua sexualidade.

JANINE: Estou completamente confusa. (Ri) Não que não entenda aquilo que estás a dizer. Só estou a tentar...

ELIAS: Não me estou a referir à actividade sexual. Estou a falar da sexualidade, que traduz a expressão da vossa manifestação física, a escolha dum género particular e a expressão da energia que flui com naturalidade nesse género.

JANINE: Independentemente do tipo de actividade sexual que possa apresentar ou não...

ELIAS: Exacto.

JANINE: ...em qualquer desses géneros.

ELIAS: Exacto. A preferência sexual que manifestas não tem importância. Mas não sentes conforto na expressão sexual que comportas, e desse modo, estás a afectar a função feminina. A confusão que sentes radica no género, porque tu incorporas a energia e tens consciência da energia referente ao equilíbrio, à dualidade, entre masculino e feminino, e não da energia relativa ao sexo.

Nessa consciência que abrigas, ao escolheres um género ou sexo, tu confundes-te. Confundes a percepção que tens. A tua percepção cria a tua realidade, e aqui as crenças que tens estão a influenciar a tua percepção, pelo que acabas confusa.

Um exemplo hipotético: Eu apresento uma forma. Opto por uma forma feminina. Tenho consciência da energia masculina; e tenho consciência da energia feminina. Como escolhi uma forma feminina, espero comportar-me do modo que é prescrito para o feminino. Só que também tenho consciência de estar a expressar uma energia masculina. A energia feminina é receosa, por ser bastante poderosa e está a ser reprimida. A masculina torna-se admissível, mas não é. É aceitável por ser intelectual, e ao longo da vossa história, e até ao presente, já não é mais assim, mas até aqui, a energia da minha dimensão física foi dominada pelo masculino. Não que o SEXO masculino tenha dominado, mas esse foi o modo pelo qual isso se traduziu.

A confusão surge entre o que é habitual e o que é novo, o que não é costumeiro. É aceitável dar expressão a determinada energia e qualidades masculinas, mas o sexo não é masculino. Por isso apresentam-se expectativas: devo apresentar-me no alinhamento da concepção que a sociedade criou em associação com o meu género sexual, o feminino. O género feminino reagiu à energia masculina durante milénios, não através do domínio masculino mas através da permissão feminina em relação ao domínio masculino, e por meio da opção do feminino de recuar na permissão que estendeu a essa energia masculina. A energia feminina é pouco habitual, por não ter sido expressada previamente e estardes a mudar para a expressão da energia feminina, a despeito da orientação sexual que assumirdes. E desta mudança resulta confusão e temor em relação à permissão da expressão da vossa energia natural.

Deixa que te diga que se tivesses escolhido uma manifestação masculina, a probabilidade de tal confusão presente seria mais delgada. Mas tu desafiaste-te com a escolha do género feminino.

Agora; a pergunta que colocas sobre como alterar esta manifestação física que estás a criar. Permite-te liberdade. Permite-te aceitar a maravilha do que manifestaste. Tu manifestaste-te num sexo particular em alinhamento com o movimento da presente mudança a fim de que isso te possibilite uma expressão de poder. Esse poder não é para ser temido mas assimilado e apreciado.

Não precisas reprimir-te. Não precisas restringir-te nem limitar-te. Tu incorporas uma tremenda criatividade e um enorme potencial. Concede a ti própria a liberdade de expressares o que quiseres. Cria as tuas próprias regras. É tempo de te orientares e de ofereceres a ti própria liberdade a cada instante – de te aceitares, e à tua energia, à tua sexualidade, e ao que quiseres – e de produzires as tuas próprias regras ou deixares de produzir seja que regra for.

JANINE: Então, ao escutar isso, fico a pensar haver alguma parte de mim que tenha negado a expressão completa de estar com uma mulher.

ELIAS: Justamente.

JANINE: Assim como há uma parte de mim que terá negado uma boa dose da expressão de estar com homens. Penso que aquilo a que estejas a referir-te seja a confusão não assente na diferença entre masculino e feminino, mas na expressão com ambos.

ELIAS: Exacto, e a permissão de ti própria para te expressares e expressares aquilo que queres. A preferência que sentes é por uma expressão pessoal relativa a outras mulheres, por isso reflectir a tua energia e incorporares uma clara compreensão dessa energia. Só que tens medo dessa energia, por temeres o teu poder e receares a receptividade que possas ter em relação a outras energias femininas, e se serás suficientemente boa. Por isso, restringes-te e não te permites a liberdade para te expressares.

JANINE: Haverá algum modo pelo qual possa anular essa crença do suficientemente bom, de não ser suficientemente boa? Porque ela acha-se bastante presente.

ELIAS: Estou ciente disso. Não é uma questão de anular, mas uma questão de reconheceres...

JANINE: Eu conheci isso durante um certo tempo.

ELIAS: ...e de te aperceberes de o estares a expressar e de te permitires escolha no momento.

Deixa que te diga, minha amiga, ao concederes a ti própria uma liberdade genuína para te expressares, seja de que modo for que escolhas no momento, tu hás-de reflectir a expressão disso de volta. Isso não deverá ser rejeitado mas recepcionado. Todos vós interpretais e entendeis a energia com muito mais eficiência, e muito maior rapidez e com muito mais clareza do que qualquer idioma. Por isso, aquilo que projectares também haverás de reflectir de volta a ti.

A vossa aceitação pessoal é muito mais significativa do que a aceitação que os demais vos expressem. O vosso valor pessoal é muito mais importante. Porque, com o vosso valor pessoal vós produzireis o resultado automático de outros a valorizar-vos.

Reconhece que as escolhas são meras escolhas, e que não são boas nem más. Não importa aquilo que escolheres. O que é significativo é que te permitas escolher. (Pausa)

JANINE: Então nesse caso todos os problemas de saúde que tenho se resolverão?

ELIAS: Uma vez mais, isso é uma escolha que te compete.

JANINE: É isso. Não é tomar vitaminas nem medicamentos para a tiróide.

ELIAS: Tu podes, se o preferires, que isso não tem importância. Se preferires tomar substâncias e te concederes o reconhecimento de isso se ficar a dever à crença que tens e estares a escolher cometer essa acção, não terá importância. Também te poderás conceder a liberdade da tua própria expressão e haverás de alterar essa afectação física. Porque esses efeitos físicos assentam na retenção da tua energia pela negação da tua sexualidade.

Mas, conforme declarei, o método que escolheres não tem importância, por constituir uma imagem objectiva. E as imagens objectivas são tremendamente abstractas. Em qualquer método que escolhas, o que será mais significativo é a permissão pessoal para voltares a tua atenção para ti própria e para expressares tal aceitação.

Neste momento a tua energia assemelha-se a uma borracha esticada e tensa. (Pausa) Descontrai-te.

JANINE: (Ri) Está bem. Ena. Isto acaba com a primeira página toda! (Riso) A sério! Anula completamente a primeira página.

Aquilo que gostava de trazer à baila a seguir é o meu propósito neste foco. Ainda me sinto bastante confusa quanto ao que tenha escolhido realizar neste foco que me leve a experimentar felicidade e abundância em termos financeiros. E não sei muito bem em que posição me situo. (Ri) Vais perguntar-me qual será a impressão que tenho.

ELIAS: Não.

JANINE: Não? Okay.

ELIAS: Volta à primeira página.

JANINE: Voltar à primeira página? (Elias ri de modo estrondoso) A sério? Voltar à página um... Ah!

ELIAS: Estou-te a transmitir-te isto em termos figurados. A tua primeira página já foi respondida, e a pergunta concernente à segunda página é o mesmo.

JANINE: O mesmo? Isso não me esclarece! (A rir)

ELIAS: Que é que queres?

JANINE: Que queres dizer? Que é que quero – é isso. Não tenho sido capaz de descobrir exactamente aquilo que quero. Tenho demasiadas coisas que quero. Não consigo escolher entre...

ELIAS: Ah.

JANINE: ...actuar, a poesia que escrevo, a massagem ou o Rolfing. Andam umas quantas coisas como que a pairar e sinto atracção por todas. Por isso sigo uma durante algum tempo e de seguida paro com ela, depois dou continuidade a outra durante algum tempo para a seguir a largar, e jamais chego a assumir completamente nenhuma especificamente. Sinto encontrar-me numa trapalhada e não conseguir chegar a lado nenhum com nenhuma dessas coisas. Sinto que já devia ter escolhido uma vertente...

ELIAS: Onde estás a procurar chegar?

JANINE: ...no alinhamento da minha criatividade, de forma a que isso me traga...

ELIAS: Mas tu estás a expressar a tua criatividade de muitas formas diferentes. Porque te haverás de restringir?

Que foi te disse? Cria as tuas próprias regras. Dirige-te a ti própria. Com que é que estás a debater-te? Com a expressão das massas, com a expectativa das massas: escolhe um rumo. Só que tu não desejas escolher um rumo, pelo que não o fazes. Mas estás a expressar a ti própria precisares de escolher um rumo por isso ser o que é aceitável. Essa é a expressão das massas; essa é a crença que as massas abraçam. Essas são as regras.

JANINE: Bom, de certo modo também receio que algumas dessas coisas por que me sinto atraída pudesse não ser aquilo que eu devesse fazer ou o que corresponda ao meu objectivo...

ELIAS: Não é uma questão do que devias fazer...

JANINE: Pois, sou capaz de entender isso.

ELIAS: ...é uma questão do que escolhes e do que desejas e de prestares atenção ao que estás a escolher. Tu ESTÁS a obedecer ao teu propósito. Tu ESTÁS a explorar. Estás a debater-te com as crenças respeitantes à sexualidade, o que também subentende orientação.

A sexualidade constitui um elemento básico desta dimensão física e compreende tudo o que é objectivo e tudo o que é físico. A emoção, como o outro elemento básico desta dimensão física, consiste na expressão da comunicação com o que não é físico, com o subjectivo. Trata-se dum equilíbrio. A confusão que se gera no teu caso tem que ver com a luta que travas com o físico, com as regras associadas à expressão da sexualidade: com a escolha dum rumo, com procederes de determinado modo, com a expressão e a apresentação dentro de determinados moldes.

Mas que é que escolhes? Escolhes a indecisão. E depois expressas espírito crítico contra ti própria por não escolheres.

Podes permanecer indecisa e podes produzir as tuas próprias regras. Mas podes incorporar jovialidade e aceitação em relação às escolhas e DIVERÇÃO; nisso reside a intenção. Nesse sentido, também providenciarás o aspecto financeiro. Essa expressão, contrariamente às crenças que abraças, é a mais fácil de criar.

JANINE: (Ri) Mas eu torno isso numa coisa tão difícil!

ELIAS: As pessoas acreditam que precisam OBTER dinheiro, e que não o estão a gerar, mas sim a obtê-lo, e que isso é muito difícil. Trata-se de papéis e de moedas. O dinheiro consiste na manifestação mais FÁCIL de produzir. A habilitação pessoal, ou concessão pessoal já é difícil, por não estardes acostumados.

Permite-te examinar o modo como te encaras e como de desvalorizas e como te restringes ao tentares controlar as rédeas por meio das limitações e especificas o do rumo que tomas. Esse não é a fluência natural da tua energia, mas sim o que gera o conflito. Por estares a fazer o que ESTÁ associado à tua fluência natural - agitar-te. Estás à espera de escolher um rumo só que limitas-te.

JANINE: Mas a agitação não me está a conduzir a lado nenhum. Se continuar a agitar-me, hei-de permanecer num trabalho de horário das nove às cinco, coisa que não desejo. É isso o que me é dado perceber. Continuo às voltas com o pensamento de voltar à escola de massagem, e como isso vai levar uns anos, o que é muito tempo, e que depois, se o conseguir, esteja automaticamente a eliminar a representação e a homeopatia ou o Rolfing. Ou se escolher representar, aí estarei a eliminar a massagem. Não posso fazer tudo ao mesmo tempo e eu queria; é basicamente isso. Só que é fisicamente impossível fazer tudo ao mesmo tempo, razão por que continuo a pensar... (Elias fixa-a com um ar divertido) É fisicamente impossível fazer tudo isso, não é? (Ri) Quero dizer, não posso ignorar uma carga de horário das nove às cinco e dar continuidade à minha poesia e ir à escola de representação e à escola de massagem ou escrever um livro. Quero dizer, não consigo imaginar isso, não sei.

ELIAS: O facto de não conseguires imaginá-lo não quer dizer que seja impossível. Uma vez mais, presta atenção às expressões naturais que assumes. Uma vez mais estás a voltar-te para o exterior de ti própria em associação com a desvalorização que fazes de ti própria: “Ainda não sou suficientemente boa. Preciso ir à escola. Preciso obter conhecimentos.”

Que será que aprenderás? Tu já incorporas essa energia, já possuis o que designas, segundo a concepção que tens - os dotes. É uma mera situação de explorares a expressão desses dotes. Mas tu achas-te inferior, e pensas que outros possuirão um maior conhecimento, e com a expressão disso desvalorizas-te, e desse modo dás expressão a essa expectativa pessoal de precisares ir à escola e permitir que outro indivíduo te ensine ou te oriente. Orienta-te a ti própria.

JANINE: Sou capaz de ver como consigo isso em determinadas áreas, mas no caso da massagem, por exemplo, necessito duma licença para praticar. Isso é o que este nosso plano estabeleceu. (Elias fica a fixar a Janine) Não é? (Ri)

ELIAS: Se preferires obedecer às regras.

JENNY: O Rolfing não está legalizado no estado de Nova York, sabes? A Katie disse-me isso. Ela não está numa situação de trabalho legal em Nova York. Eles não o aceitam. Agora pondera bem nisso. (Nota do tradutor: Rolfing é uma técnica de manipulação dos tecidos conjuntivos para libertar tensões do corpo e facilitar o bem-estar geral da mente e do corpo)

JANINE: Ela teve que ir para a escola para o conseguir.

JENNY: Não importa. O estado não lhe concede a licença. Eles não reconhecem essa técnica.

JANINE: Eu não sabia disso.

JENNY: É verdade.

JANINE: Ainda assim, ela foi para a escola, para aprender essa técnica. (Ri)

ELIAS: Mas isso traduz uma expressão de melhor.

JANINE: Sim.

ELIAS: É melhor, por ter frequentado a escola.

JANINE: Bom, eu de facto não sei de que modo fazer Rolf. Quero dizer, efectivamente não sei. Preciso aprender. Tenho que frequentar a escola para aprender sobre isso.

ELIAS: Não te estou a dizer que o que estejas a dizer seja errado. Não te estou a criticar. Estou unicamente a estender-te informação que poderás examinar e que te pode permitir avanço na percepção que tens pelo reconhecimento das tuas escolhas. Tal como declarei, não importa o que escolhas. O que importa é que te permitas escolher.

JANINE: É a página um, então. Página dois – descubro que algumas das coisas que quero fazer, noto comportar esta crença de não confiar em algumas pessoas que me podiam ajudar, como ter que recorrer a advogados e a editores, indivíduos dessa área que me podiam oferecer ajuda e orientação. Receio que algumas das ideias que tenho me venham a ser roubadas ou tiradas. Até mesmo a poesia que escrevo, sinto necessidade de zelar, o que me deixa presa nesse exacto ponto. Percebo a crença, mas não tenho a certeza de saber como alterar isso.

ELIAS: Isso é uma questão de confiança, mas tal como referi, aquilo que projectais no exterior vós haveis de reflectir de volta. Por isso, se projectares uma energia de protecção pessoal externa, estarás a expressar ao exterior uma falta de confiança e isso virá a reflectir-se.

As pessoas nesta dimensão física percebem a sua realidade ao contrário daquilo que ela é. “Se expressar protecção pessoal, evitarei que o dano que afecte.” Na realidade, quanto mais expressardes protecção pessoal mais convidareis a ofensa, por já estardes a ser ofensivos em relação a vós próprios. Mas vós projectais isso no exterior e reflecti-lo com toda a eficiência de volta a fim de que isso vos permita perceber duma forma objectiva aquilo que estais a fazer.

Por isso, se estiverdes a produzir um temor em relação ao roubo, projectais essa energia no exterior, e isso vai tornar bastante possível que vinhais a “produzir” o roubo.

JANINE: O que traduz a razão porque me encontro bloqueada. Não avancei por saber qual a proveniência de tal acção.

ELIAS: Isso, uma vez mais, resume-se a uma questão de voltares a tua atenção para ti, sem te preocupares com o que está a ser expressado externamente nem com as escolhas dos outros nem as expressões deles, mas prestares atenção a ti e confiares na tua expressão, com o conhecimento de que a tua realidade está a ser produzida por ti.

Nenhuma expressão relativa a outro indivíduo poderá ocorrer em associação contigo que tu não cries. É tudo concepção tua. Por isso, se confiares em ti e se te conheceres, e te familiarizares intimamente contigo, haverás de atrair a ti expressões dignas de confiança.

Isso não significa Carma – não existe Carma. * Isso consiste apenas num fluxo natural da energia. Esta dimensão física é bastante diversificada e altamente eficiente. Ao implementardes a singularidade e a separação nesta dimensão física, vós proporcionastes a vós próprios com toda a eficiência um método, por assim dizer, de vos conhecerdes continuamente por meio do reflexo. Carpe diem, (vive o momento) minha amiga. (Ri)

JENNY: Queres perguntar agora acerca de focos famosos?

JANINE: Penso que a questão dos relacionamentos já foi respondida. (Riso) Não foi?

ELIAS: Se desejares um relacionamentos, presta atenção àquilo de específico que queres, e não generalizes. “Eu quero uma relação” – demasiado vago. Que é que estás a expressar? Que é que TU queres expressar? Não te confundas com aquilo que queres obter, porque não é isso que tu queres. O que desejas não está relacionado com a expressão de nenhum outro indivíduo. O outro indivíduo não assume a menor importância. O que queres é a liberdade para te expressares em intimidade e com outro indivíduo sem restrições, e ao permitires isso, a coisa deverá automaticamente ser recebida. Esse é o método por meio do qual poderás produzir o relacionamento que desejas.

JANINE: Só uma pergunta rápida acerca de alguns focos famosos – Vou perguntar quantos tenho.

ELIAS: Quatro.

JANINE: Será o Pablo Nerado um deles?

JENNY: Neruda.

JANINE: Neruda? Foi assim que pronunciaste?

ELIAS: Foi.

JENNY: Serei a esposa dele?

ELIAS: Uma amiga.

JANINE: Não uma amante?

ELIAS: Não.

JANINE: Não faço ideia qual serão os outros três. Tu sabes?

ELIAS: Investiga!

JENNY: Já tens deveres para casa.

JANINE: Vou ter que fazer trabalho de casa, tudo bem.

ELIAS: SE OPTARES POR TAL COISA. (Sorri)

JANINE: Eu tenho um trabalho de casa mais importante do que esse! (Elias ri)

Eu quero questionar-te em relação aos meus sonhos. Eles são muito vívidos, muito reais e muitas vezes tornam-se em eventos reais. E eu interrogo-me se não existirá algum tipo de... sinto como que devesse desenvolver mais esta habilidade ou de algum modo que na realidade ajudasse as pessoas. Não sei, mas parece ser um aspecto de mim tão marcante.

ELIAS: Posso-te sugerir que prestes atenção e continues a permitir-te abrir-te nessa expressão. Se deverás desenvolve-lo? Uma vez mais, isso depende da tua escolha.

Poderás empregar isso de modo que isso traga ajuda aos outros? A maior ajuda que poderás expressar para com qualquer indivíduo é a que servires de exemplo, como o do pequeno rebento, e de prestares atenção a ti própria. Porque ao expressares uma energia assim os outros indivíduos prestarão atenção, e passarão a receber essa energia e a permitir-se reconhecer poder expressar o mesmo. Essa será a maior dádiva que terás a oferecer a qualquer outro indivíduo.

JANINE: O meu gato... isto está ligado aos meus sonhos do passado. Não estou certa mas tenho vindo a receber uma mensagem relativa à perda de um amigo, e eu estou na dúvida se será o meu gato ou se terá que ver com um amigo humano. O meu gato sofre de hipertiroidismo, o que é... (Elias sorri e dá uma risada) Pois, diz-me algo que eu não saiba! Estou ciente de não existirem coincidências, por isso...

ELIAS: Tens toda a razão.

JANINE: Ainda só não o entendi. Penso que não tenha entendido. Quero dizer, talvez ele esteja a captar a energia que eu pretendo expressar, como se estivesse num modo hiperactivo e eu me encontrasse num hipo activo. Mas essa é uma parte, a outra tem que ver com os sonhos que tenho vindo a ter. Estarei eu a perde-la ou estarei a perder uma amiga humana? Não sei mesmo.

ELIAS: O que te digo é apenas que te permitas prestar atenção e notar a informação que estás a transmitir a ti própria, mas que não o faças pelo emprego de absolutos, ou noções tipo claro e escuro.

Em relação à tua criatura, posso-te dizer que estás a criar imagens óbvias de opostos, duma dualidade, relativa àquilo de que estivemos a conversar. Ao obteres equilíbrio no teu íntimo, poderás surpreender-te com a tua criatura, e ela poderá passar a expressar igualmente esse equilíbrio. A energia é bastante real e bastante poderosa, e a percepção é espantosamente potente. E ao mudardes a percepção que tendes, vós mudais a realidade - literalmente.

JANINE: Eu queria conversar contigo muito rapidamente sobre um temor de conduzir que sinto, desde garota. Quero dizer, sou capaz de me sentar aqui e dizer, “Sim, estou a produzir esse temor. É um temor que percebo de modo objectivo.” Já fiz algumas coisas para me colocar na posição do condutor e aprender a conduzir. Só que detesto isso! Detesto-o. Não sei se será um medo proveniente deste foco, ou de outro foco, ou do que seja. Mas me consigo imaginar a fazer isso, desmantelar esse medo, ou...

ELIAS: Não necessariamente.

JANINE: Não?

ELIAS: Existe uma influência parcial dum outro foco. A influência desse foco do início do século 20 incorpora uma formidável expressão de culpa. Ocorreu uma colisão com um outro indivíduo na qual vários outros indivíduos se desprenderam do físico, e o teu foco ficou tremendamente desfigurado fisicamente - mas o teu foco também incorporou – ou incorpora presentemente – uma enorme expressão de culpa associada a essa colisão por assumir responsabilidade pessoal pelos outros. Faz-se, por vezes, presente uma influência que decorre dessa acção ocorrida nesse foco, mas não sempre.

As pessoas podem experimentar uma maior permissão por parte de influências desse tipo provenientes de focos que possam estar mais estreitamente associados ao tempo linear, e isso constitui igualmente uma influência da permissão que estabeleceste em relação a essa influência ou trespasse. Posso-te dizer que podes prosseguir com o emprego dessa acção de conduzir um veículo e forçares a tua energia com essa expressão; que isso não dissipará necessariamente o temor.

Agora; lembra-te de que dispões de escolha. Podes escolher não conduzir, e isso não é prejudicial. Mas também podes permitir-te, talvez através da tua actividade onírica, ver esse foco e obter o conhecimento íntimo de não te caber qualquer responsabilidade pelas escolhas dos outros, porque a morte constitui igualmente uma escolha.

JANINE: Eu terei obviamente encarado esse acidente como resultante dum erro da minha parte.

ELIAS: Exacto.

JANINE: Será tolice perguntar se terá sido mesmo?

ELIAS: Não existe erro. (Pausa) Não existe QUALQUER ERRO. (Pausa)

Mas tampouco se faz necessário que auscultes esse foco. Eu estou apenas a estender-te o reconhecimento duma opção. Tu podes escolher não conduzir.

JANINE: Só que é limitativo.

ELIAS: Talvez sim, talvez não.

Vou só colocar mais uma pergunta, porque o Michael está a muito agitado.

Penso que a única coisa que me ocorre... o meu pai e o meu gato, e interrogo-me se ambos terão escolhido voltar a manifestar-se, voltar aqui a esta terra.

ELIAS: Não.

JANINE: Nenhum deles?

ELIAS: Não, apesar da criatura poder reconfigurar-se, só que ainda não o definiu.

JANINE: Eu tinha uma espécie de ligação semelhante à das almas gémeas ou assim, com esse gato. Ele era tão especial.

ELIAS: Por ser um aspecto de ti.

JANINE: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê. Fico a antecipar o nosso próximo encontro, e estendo-te uma expressão da minha energia para que possas envolver-te nela.

JANINE: Obrigado.

ELIAS: Estendo-te um enorme encorajamento. Reconhece o teu potencial; ele é potente. O meu encorajamento para ti, minha amiga, e o meu estupendo afecto. Para ti neste dia, au revoir.

JANINE: Au revoir.

Nota do tradutor

* Nesta passagem, Elias não subscreve a crença da retribuição por actos cometidos noutras “vidas” ou focos, teoria que assenta na comum noção de que “tudo cá se paga”, ou castigo e recompensa, assente no dogma do pecado que a Igreja Católica Apostólica Romana, e outras correntes religiosas orientais difundiram. Isso é bem patente. Contudo, eu endereçaria o leitor para a compreensão de que Carma, na realidade, e na sua raiz sânscrita, refere tão-somente escolha, independentemente de ser directa ou indirecta, automática ou consciente.

Este é um pormenor que o Elias desvaloriza directamente, por ter assento na distorção dos conceitos anteriormente empregues cuja interpretação deformada pretende evitar nos leitores, mas que expõe com abundância de factores de elucidação por via indirecta, ao longo de toda a sua exposição.

É um facto que as influências que se transferem de outros focos nos afectam em maior ou menor grau, e se apresentam como tendências ou inclinações mais ou menos acentuadas e formadas à priori; só que o factor determinante reside justamente na capacidade de discernimento conseguida e no reconhecimento consciente subsequente do que operamos, e do que nos motiva instante a instante, porque isso sim, neutraliza o efeito de tais influências – e aí a escolha consciente, ou Carma na verdadeira acepção da palavra, restitui-nos a direcção dos nossos destinos.

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O MATERIAL ELIAS