domingo, 3 de julho de 2011

DEPRECIAÇÃO / O PRIMEIRO PASSO PARA A LIBERDADE



SESSÃO #1089
“Condições Financeiras Extremas”
“O Primeiro Passo Para Proporcionares Liberdade a Ti Própria”
“Exercícios: Reconhecer a Frequência Com Que Te Deprecias;
Desloca a Tua Atenção Para o Momento”
Quinta-feira 23 de Maio de 2002 (Privada/Telefone)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes: Mary (Michael) e uma nova participante, Katya

Elias chega à 1:13 da tarde. (Tempo de chegada é de 21 segundos)

ELIAS: Bom dia!

KATYA: Bom dia.

ELIAS: (Ri) Bem-vinda!

KATYA: Obrigado.

ELIAS: De que modo prosseguiremos?

KATYA: Tenho umas perguntas específicas a colocar-te. Estou, presentemente, com trinta anos e desde que deixei os meus pais, aos dezoito, sempre dei lugar à criação de situações financeiras bastante extremas, sempre a um passo de ter que dormir no carro e de viver nas ruas; pelo menos foi sempre assim que o senti, até mesmo quando me revelei capaz de obter uma renda satisfatória. Desse modo estou a começar a perceber que sou eu quem está a criar estas situações, e sinto principalmente vontade de parar. Queria saber de que modo, por que razão, ou se me davas informação de forma a poder parar de fazer tal coisa.

Penso que sou naturalmente uma pessoa feliz, porém, ultimamente - principalmente – tenho-me sentido sobremodo preocupada a pensar não saber o que fazer e no que me vai acontecer. Poderias dar-me a conhecer que crenças estão a dar lugar a esta situação ou como realmente poderei parar de a criar?

ELIAS: Antes de mais, diz-me, que percepção colhes em meio ao que estás a criar, e o modo como geras esse tipo de situação.

KATYA: Não estou certa. Isso é uma pergunta?

ELIAS: É.

KATYA: De que forma estou a criar isto? Bom, só sinto a falta de dinheiro suficiente, bem como o sentimento de jamais ser capaz de comprar seja o que for. Basicamente, vejo-me incapaz de comprar roupas porque, ou me encontro na situação de devedora e não o devo fazer, ou então não está certo. No momento, não estou muito certa que tipo de emprego deva procurar, ou de que modo poderei ganhar dinheiro, ou ainda se alguém me dará um emprego, apesar de ter completado a faculdade.

ELIAS: Muito bem.

Agora; que avalias tu, no teu íntimo, que te possibilite continuares a negar a ti própria?

KATYA: Não tenho a certeza. Penso que... Não sei.

ELIAS: Deixa-me dizer-te, minha amiga, que através da energia que expressas, posso dizer-te que te deprecias e não te permites gerar aquilo que desejas por não confiares na tua capacidade de criares o que queres. Agora; nisto, exprimes igualmente a crença na influência de que, se expressares sofrimento, serás entendida pelos demais no enquadramento duma conotação específica; Mas, num certo sentido, também projectas a tua atenção para o exterior, através do que deixas de te permitir as tuas próprias escolhas. Agora; posso dizer-te que esse tipo de manifestação é bastante comum. As pessoas têm muito pouca familiaridade com o aspecto da atenção para consigo próprias e para com aquilo que comunicam. Mesmo nos momentos em que se permitem prestar atenção, a influência das crenças (convicções) que adoptam geram restrições por meio das quais deixam de proporcionar a si próprios a criação daquilo que querem. Além disso, na realidade, e até ao momento, o conceito de criação de toda a vossa realidade e de escolha ainda não constitui uma verdade, porquanto continua a existir a influência de convicções que vos sugerem não estarem a criar toda a vossa realidade, e que em certas situações essa mesma realidade seja criada por outros indivíduos ou circunstâncias, cuja escolha não vos cabe. Posso dizer-te que o primeiro passo para proporcionares liberdade a ti própria consiste em reconheceres de forma genuína que crias literalmente todas as tuas expressões, todas as tuas situações, bem como toda a tua realidade. Nisso também geras opções. Muitas vezes as escolhas que eleges consistem em respostas automáticas que são, portanto, bastante restritas, devido a que deixes de prestar atenção a ti própria. Agora; subsistem inúmeras crenças que estão a influenciar aquilo que tu criaste. Uma delas centra-se na crença de que obténs meios financeiros a partir dos outros, ao invés de os gerares ou criares tu própria – que tu os adquires por meio de outros indivíduos. Outra centra-se no mérito e no valor pessoal; e outra ainda centra-se na tua capacidade actual de gerares o que queres. Além disso adoptas prerrogativas associadas ao que consideras aceitável e melhor. Também te posso dizer que, em todas estas formas de crença, o encadeamento de expressões de duplicidade se afigura demasiado vigoroso, e com isso, excluis a tua própria permissão para escolher, de modo que te tornas vítima de ti própria.

Agora; o modo pelo qual podes começar a proporcionar liberdade a ti própria para gerares aquilo que queres consiste em te permitires o reconhecimento da possibilidade de escolha.

KATYA: Mas. Eu penso que o faço… Só que não tenho a certeza como.

ELIAS: Sim, por vezes. Porém, na maioria das vezes deixas de o fazer, por permitires que - quer outros indivíduos quer diferentes situações te ditem as escolhas no teu lugar, ao invés de procederem de ti. Escolhe o exemplo duma situação qualquer em que avalies não estar a gerar dinheiro em quantidade suficiente. Estende-me um exemplo qualquer para o examinarmos em conjunto.

KATYA: Bom, será mais como uma revisão da minha vida de adulta em toda a sua extensão. No princípio eu ia à faculdade mas não dispunha de qualquer rendimento. Depois, quando obtive a graduação e comecei a adquirir uma boa soma, tinha um marido que gastava tudo e ainda nos colocava em dívida. Assim, uma vez mais, apesar de estar a gerar uma renda, sentia constantemente não ter direito a despender qualquer soma por termos que pagar na íntegra e antes de mais, as dívidas; após o que, deixei o meu marido. Porém, no final não tinha possibilidade de gastar nada por ter de pagar a minha dívida. Actualmente não tenho emprego e não pretendo continuar a exercer engenharia além do que me sinto incapaz de pensar no que possa querer fazer na vez disso. Não sinto ser boa a fazer o que quer que seja. No momento estou a pensar dedicar-me à venda de imóveis, no entanto, parece-me que vou ser um completo fracasso pois não me imagino a vender o que quer que seja - e por que quererá alguém dar-me dinheiro, de qualquer modo?

ELIAS: Ah, e estás a escutar aquilo que estás a expressar?

KATYA: Quando atendo a isso penso: “Tudo bem, mas como haverei de dar a volta?”

ELIAS: Se prestares atenção a ti própria e reconheceres a frequência com que te deprecias.

Agora; Recomendo-te um exercício que sugiro permitas adoptar de forma consistente todos os dias e pelo espaço duma semana. De cada vez que te depreciares a ti própria, seja de que modo for, procura notá-lo. Anota-o toda a vez que deres por ti a depreciares a ti própria ou às tuas capacidades. Este exercício é bastante propositado porquanto te oferece a oportunidade de notares e reconheceres de facto a frequência com que negas a ti própria as tuas escolhas, por meio dessa depreciação. Posso dizer-te que, pela adopção deste exercício começarás a notar ser desnecessário depreciares-te e começarás automaticamente a abrir um canal a fim de prestares atenção a ti própria e a perceberes mais das tuas escolhas. Agora; isso requer a tua atenção para contigo no momento bem como para com o que estiveres a expressar e a gerar, a fazer. Nisso podes permitir-te começar a perceber a frequência com que negas as tuas escolhas em relação às escolhas dos outros indivíduos. Não são os outros que criam a tua realidade nem as tuas escolhas. Podes limitar as tuas escolhas com relação às expressões de outros indivíduos, porém, crias isso devido a que tal acto se tenha tornado tão familiar. Com isso tornaste-te de tal modo familiarizada com o papel de te tornares vítima que nem mesmo notas ser isso uma criação tua. Portanto, esse exercício tornar-se-á bastante benéfico, se preferires empenhar-te nele. Uma vez capaz de reconhecer o modo como geras esse tipo de expressão - de auto-depreciação, ao projectares a tua atenção para o exterior desse modo gerando o papel de vítima - isso dará lugar a uma tremenda oportunidade, minha amiga. Porque, como haverás tu de deixar de criar a expressão de vítima se não estiveres a reconhecer que a estás a gerar? Uma vez o reconheças também oferecerás a ti própria uma oportunidade de escolha, de modo que gerarás um novo sentido de liberdade. Não te preocupes com as expectativas dos outros nem com o sistema (valores estabelecidos). Permite-te prestar atenção àquilo que EXPRESSAS interiormente e atende ao teu íntimo. Permite-te descobrir as tuas preferências. A despeito de poderes avaliar se essas preferências poderão ou não gerar uma fonte de rendimento, permite-te meramente tornar-te familiarizada contigo mesma. Porque, posso dizer-te de forma bastante genuína, que és capaz de gerar provisão financeira em associação com QUALQUER das tuas preferências, sem importar aquilo em que consista. É facto bastante interessante que, no seio da vossa sociedade e realidade, no presente enquadramento temporal, uma grande quantidade de indivíduos sustente a crença de o dinheiro ser tão difícil de gerar. Posso expressar-te que essa manifestação física não é difícil de criar. A aceitação da vossa capacidade é que se apresenta como um tremendo desafio. (Pausa).Não te permites aceder ao que desejas devido a que o outro indivíduo tenha contraído débito, pelo que tu assumes responsabilidade pessoal pelas escolhas dele e negues as tuas próprias. Não te permites a liberdade para criar aquilo que queres, porque projectas a tua atenção para o exterior na direcção das expectativas enquadradas nos valores estabelecidos na tua sociedade e sucumbes às exigências desses valores que percebes. Negas de forma consistente as tuas escolhas ao projectares a tua atenção para o exterior, no sentido das escolhas e expectativas dos outros. Ao continuares a gerar essa acção, minha amiga, de que modo poderás perscrutar aquilo que queres ou que expressas a ti própria por meio das comunicações que estendes a ti mesma?

KATYA: Tu estás a falar e eu estou para aqui a pensar que nem sequer sei aquilo que quero quanto mais o que esteja a transmitir a mim própria. Não faço a menor ideia! (Risos)

ELIAS: Claro, porque como haverás de identificar aquilo que desejas se não escutas a ti própria? Se não prestares atenção a ti própria, de que modo poderás atender a esses comunicados e ofertar-te de forma objectiva informação respeitante àquilo que desejas? Nisto reside a questão, ou seja, em prestares atenção a ti própria; em te tranquilizares e te permitires deixar de te preocupar com expressões exteriores; te permitires a liberdade de escutar e te direccionar a ti própria.

KATYA: Como é que faço isso?

ELIAS: Começa agora.

KATYA: Penso que não escuto o que quer que seja que proceda de mim própria.

ELIAS: Começa agora, a prestares meramente atenção ao que ocorre no momento, àquilo que estiver a ser gerado (realmente) no momento, e a prestar atenção. Responde-me: Que coisa estará a ocorrer no momento?

KATYA: Não me parece que entenda aquilo que estás a referir. Sou capaz de olhar em redor ou de perscrutar o meu íntimo e ver aquilo que sinto.

ELIAS: Muito bem, e o que é que estás a gerar no momento?

KATYA: Ainda não percebo muito bem o que queres dizer com: “O que estás a gerar no momento.”

ELIAS: Que estás a FAZER neste instante?

KATYA: Estou aqui sentada a conversar contigo.

ELIAS: Certo. Portanto, que está a ocorrer que seja ameaçador?

KATYA: Ameaçador?

ELIAS: Sim. (Pausa) Nada, certo?

KATYA: Certo.

ELIAS: Aí é que está a questão, porque tu geras uma tremenda preocupação. E ao gerares preocupação também negas as tuas escolhas, e desse modo crias cenários nos quais percebes não possuir nos termos do suficiente. Porém, se permitires a ti própria prestar realmente atenção ao que está a ocorrer no momento, também serás capaz de te permitires relaxar e interromper a preocupação, o que moverá a tua tenção do passado, do mesmo modo que fora do campo futuro de projecção. Estás a compreender? (Pausa) Quanto mais preocupação exprimes, tanto mais reforças a criação de movimentos que irão dar lugar a cenários de inquietação. O modo como podes romper a continuidade da preocupação consiste em mover a tua atenção para o momento presente.

KATYA: Parece que as minhas anteriores tentativas para não me preocupar mais se assemelhavam a um acto de negação, pelo que mais parecia que eu ignorava a situação na exacta medida em que ela se tornava pior.

ELIAS: Correcto, mas isso não cria aquilo que te estou a referir. Compreendo o que me expressas, ao tentares deixar de te preocupar e gerar distracção. Não te estou a recomendar que adoptes a distracção; o que te digo é que movas a tua atenção e a desloques. A preocupação é gerada na tua associação com experiências passadas bem como com a projecção da antecipação de experiências futuras, e com isso estás a deixar de prestar atenção ao presente instante. Ao moveres a tua atenção para o instante e com isso permitires endereçar-te genuinamente àquilo que ocorre no momento, moves a tua atenção de um modo que rompe a continuidade da preocupação mas que não ignora a tua realidade. (Pausa de 25 segundos) Trata-se dum processo, minha amiga, e nisso permite-te meramente relaxar e adoptar temporariamente este exercício. Permite colocar em prática a deslocação da tua atenção para o presente e proporcionar-te permissão - ainda que de forma passageira, neste enquadramento temporário - para não te preocupares pelo futuro. (Pausa de 38 segundos)

KATYA: Farei isso. Preciso apurar que diferença existirá entre isso e a negação da minha realidade, de forma a não a ignorar. Quando referes “prestar atenção ao momento presente”, a que é que estarei a prestar atenção? Penso que me encontro bastante afastada mesmo do conhecimento daquilo de que falas, porque estou tão habituada a pensar no passado ou no futuro que nem sequer consigo chegar a compreender o que dizes.

ELIAS: Move simplesmente a tua atenção par aquilo que ocorre em termos físicos a cada momento, a cada instante. À medida que vais reconhecendo a acção de criação de pensamentos ou de sinais emocionais associados a experiências passadas ou ainda a projecção de experiências futuras por antecipação toma nota disso e mobiliza-te para uma paragem intencional, e desloca a tua atenção para o que sucede no momento. Inicialmente, pode ser que não reconheças necessariamente aquilo que estiveres a comunicar a ti própria - ou o que estiveres intimamente a gerar - porque, tens razão, deixaste-te tornar de tal modo familiarizada com a projecção da atenção que agora o mero acto de moveres a tua atenção para o instante pode tornar-se desafiador. Assim, à medida que implementas esta acção também podes simplesmente permitir a ti própria moveres a tua atenção para aquilo que estiver a ocorrer fisicamente - no que estará centrada a acção física; como te posicionarás a ti própria fisicamente. Que estás tu a gerar fisicamente? Que movimento estás a criar com os pés ou as mãos? Observa os músculos. Procura notar se estão ou não a comportar alguma tensão. Permite-te simplesmente prestar atenção àquilo que verdadeiramente estás a gerar no momento. Podes estar a conversar ao telefone com outra pessoa. De que estareis a falar? Que estará essa conversa a gerar e de que modo te associas a isso? Que estará a consciência do teu corpo a gerar? Tudo isso constitui movimentos que permitem que movas a atenção para o momento.

KATYA: Isso ajuda bastante. (Suspira)

ELIAS: Podes estar na tua habitação a empreender uma tarefa mundana; não tem importância. Familiarizaste-te com uma atenção focada no pensamento mas os pensamentos projectam a atenção tanto para o passado como para o futuro. (Pausa de 1minuto e 28 segundos) E neste instante, que é que estás a gerar?

KATYA: Essa é uma boa pergunta! (Ri-se juntamente com Elias) Não estou certa do que seja mas posso prestar atenção a isso. Sou capaz de o deter (pensamento) com tanta frequência quanto consigo pensar nisso e tentar perceber. Não estou muito certa de como dar o salto a partir da tensão que esteja a sentir ou do que esteja a sentir para a consciência disso - ou será isso o que estou a gerar?

ELIAS: É o QUE estás a gerar? Que estás tua a adoptar através na esfera do teu sentimento, neste preciso momento? (Pausa)

KATYA: Bom, a maior parte das vezes noto depreciação; pensamentos e sentimentos constrangedores. Neste exacto momento estou a sentir o desejo de que fosse mais fácil eles desvanecerem-se porque por vezes apenas notá-los não altera muito a coisa, segundo o que me parece; pois eles continuam presentes. Assim sendo, a questão reside justamente em saber como haverei de os mudar.

ELIAS: Identifica o que estás realmente a sentir neste instante, neste preciso momento.

KATYA: Penso preferir distrair-me com café.

ELIAS: Muito bem. Volta a tua atenção para o teu corpo físico. Que estará ELE a expressar?

KATYA: Sinto uma dor de garganta, que começou ontem. Apanhei um resfriado e andei constipada durante algum tempo, em especial desde que comecei a sentir preocupação com o que presentemente tenho que fazer com relação à criação de dinheiro. (Pausa)

ELIAS: Sente o teu estômago.

KATYA: É isso o que parece sentir, completamente.

ELIAS: E serás capaz de reconhecer a tensão?

KATYA: A sensação de me sentir bloqueada tão só?

ELIAS: Não. De momento permite que a tua atenção se mova para o plexo solar e procura reconhecer o modo como te sentes aí. Notas tensão nos músculos? (Pausa)

KATYA: Não no plexo solar mas no meu pescoço e nas costas.

ELIAS: Na totalidade dessa secção central do teu corpo físico estás a dar lugar à concentração duma tensão de energia nos teus músculos e ossos. Notas isso nas costas. Na totalidade dessa secção central do teu organismo físico estás a gerar uma tensão de energia e - estás certa - também a estás a transmitir ao teu pescoço e ombros.

Agora; isto constitui um exemplo de como podes mover a tu atenção para o momento - não para o passado nem para o futuro - bem como de permitires a ti própria prestar atenção ao que ocorre no instante, desse modo possibilitando a ti própria uma escolha activa. Inicialmente, poderá parecer-te tratar-se duma coisa insignificante; porém, posso assegurar-te não o ser, porquanto se trata de te permitires deslocar a tua atenção. Interrogas-me sobre o modo como romper a continuidade desse acto por o desejares deter, dando desse modo lugar à criação duma expressão diferente. Se te não permitires familiarizar contigo própria ou sequer com a deslocação da tua atenção para o momento, deixarás de poder proporcionar a ti própria um começo na alteração da tua percepção e, desse modo, também deixarás de alterar a tua realidade. Portanto, esses actos são bastante significativos. Agora; neste instante presente, com a consciência de te achares a incorporar essa tensão no corpo físico, permite-te mover intencionalmente a cabeça e os ombros, a fim de deslocar o teu corpo e libertar energias, e expressar a ti própria a intenção de relaxar. (Pausa) A tensão bloqueia toda a comunicação. (Pausa de 30 segundos) Uma das formas de comunicação a que te sugiro que prestes genuína atenção é a da emoção, porquanto constitui igualmente uma via de comunicação que muitas vezes procuras ignorar. (Pausa de 35 segundos enquanto Katya suspira) Podes deixar ocorrer esse acto da tua respiração uma vez mais? (refere-se ao suspiro) (Ri) (Pausa de 28 segundo)

KATYA: Penso que escutar a minha emoção constituirá igualmente uma novidade para mim, mas penso que comecei a fazê-lo aí há um ano e meio atrás e isso não alterou a minha vida. Mesmo apenas admitindo ou assumindo que as emoções possuem coisas válidas a transmitir-me... Coisa que tentei.

ELIAS: E possuem, minha amiga. (Pausa de 26 segundos)

KATYA: É fácil referir que preciso fazer isso mas para uma pessoa como eu, que desconhece o modo, que nem sequer ainda começa a fazer ideia…

ELIAS: Começa meramente por te permitires relaxar e tomares atenção a todo o instante em que incorpores pensamentos associados ao passado ou ao futuro, e de cada vez que tomares atenção de estares a incorporar estes pensamentos em associação ao passado e ao futuro expressa para ti própria uma intenção de parares e deslocares a tua atenção para o teu ambiente material ou para o teu corpo físico. Isso constitui um ponto de partida.

KATYA: Poderás dizer-me o que… Parece que quando faço isso, quando falas nisso de seguir os impulsos, parece que tudo quanto desejaria fazer seria simplesmente fumar, dormir, comer, e que a opção mais acertada seria a de me entregar de forma contínua à dança, mas parece-me que jamais obteria o que quer que fosse desse jeito, acabando por vir a dormir debaixo da ponte.

ELIAS: Ah! (Katya ri) Mas posso dizer-te que isso poderia trazer-te bastante benefício, esse tipo de acção temporária, ao invés de te esforçares e de forçares as tuas energias associadas às expectativas ou aquilo a que associas a responsabilidade. Não és responsável por nenhuma outra expressão excepto por ti própria. Tenta, talvez temporariamente, substituir os termos “devo” ou “devia” por: “Quero” e aí admite (a diferença). (Pausa de 17 segundos) Posso, minha amiga, expressar-te que podes fumar, beber e dançar durante um certo tempo, porém, eventualmente esses actos tornar-se-ão redundantes e aborrecidos do mesmo modo; portanto, possibilitar-te-ás comunicados de forma a dar lugar a outros actos. Mas deixa que te expresse igualmente que o temor de ser sem-abrigo constitui uma cilada, porque à medida que te concentras na criação disso também reforças a energia da criação dessa situação.

KATYA: Quando fazes referência a isso ainda me amedrontas mais! Por isso, tudo bem; não pensar na coisa então!

ELIAS: Não se trata da questão de não pensar. Trata-se da questão de moveres a tua atenção para ti própria e começares a reconhecer o teu valor e mérito, e que essa não é uma escolhas que desejes implementar, bem como do facto de que isso CONSTITUI uma escolha. Um cenário desses não acontecerá CONTIGO; deverá proceder duma escolha.

KATYA: Penso que estavas certo ao declarares não me sentir no controle disso.

ELIAS: Estou a compreender e é por isso que te ofereci estas sugestões sob a forma de métodos sobre como começares a prestar atenção a ti própria. Embora esteja bastante ciente, através da tua presente expressão de energia, que essas expressões te parecerão bastante insignificantes e de que continuas a preocupar-te com questões como: “Sim, sim estou a compreender, PORÉM, como haverei de gerar uma fonte de rendimento? Que hei de fazer? Que opções tenho? Que é que quero?” não serás capaz de possibilitar clareza a ti própria em resposta a essas interrogações até que te permitas ter certeza com relação a ti própria, no instante. Portanto, esses métodos que te estendo nesta manhã são bastante significativos e podem permitir-te um ponto de partida. Posso igualmente dizer-te, minha amiga, que assim que te permitires dar início a este tipo de movimento também gerarás uma realização cada vez mais rápida. Tu és uma pessoa dotada duma atenção intensa. Trata-se meramente de deslocares a agudeza dessa atenção para o instante, ao invés de a direccionares para a ilusão do futuro ou para o que é percebido como o poder absoluto do passado - que na realidade não é absoluto. (Pausa de 26 segundos)

KATYA: (Suspiro) Obrigado, muito obrigado Elias.

ELIAS: De nada minha amiga.

KATYA: Vou procurar obter uma cópia da gravação e escutar de novo cada palavra que proferiste pois sinto não me restar outra escolha, ou seja, não saber o que fazer, assim esta é a única... os exercícios que me recomendaste.

ELIAS: Muito bem, e eu ofereço-te uma expressão da minha energia para que te rodeie de forma contínua e ofereça reforço e encorajamento.

KATYA: Obrigado.

ELIAS: Expresso-te todo o meu afecto minha amiga..

KATYA: Muito obrigado.

ELIAS: Au revoir.

KATYA: Do svidaniya.

Elias parte às 2:15 da tarde.

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