sábado, 23 de julho de 2011

O TEMPO E A FORMAÇÃO DA MATÉRIA



SESSÃO #106
"O Tempo e a Formação da Matéria"
Domingo, 21 de Julho de 1996 ©
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes: Mary (Michael), Vicki (Lawrence), Ron (Olivia), Cathy (Shynla), Gail (William), Julie (Lanyah), e, tendo chegado mais tarde, o Jim (Yarr), além duma nova participante, Jill (Kacchi).

Elias "chega" às 8:03 da noite. ( O “tempo" de chegada é de trinta segundos)

ELIAS: Boa noite. As boas vindas às novas essências esta noite! (A sorrir)
O tempo é tudo! (Riso) Não é o que “eles” dizem? (A rir) Vamos centrar a discussão desta noite em torno do vosso elemento do tempo, conforme prometido. Para início de conversa, pensai lá com os vossos botões no vosso Einstein e na equação que formulou que envolvia a energia da massa e a velocidade da luz, cujo emprego esteve, tanto directa como indirectamente, relacionado com o tempo. Nessa medida, inseri-lhe o elemento de tempo. Pensai lá para convosco, ao contrário de “Energia é igual (=)” pensai nesse conceito ao contrário; porque se pensardes nos termos da vossa velocidade da luz e empregardes o vosso elemento tempo em relação a ela, se abrandardes o tempo, ele cria a massa e a matéria; tendo sido por isso que criastes um elemento de tempo para o foco físico.
Existem muitas coisas que parecem situar-se para além da vossa percepção, pelo que vos parecerão invisíveis ou não existentes por as não poderdes perceber em termos visuais. Isso fica a dever-se à relação que têm com o vosso elemento do tempo. No vosso enfoque os eventos parecem depender da proximidade que tenham, no tempo, convosco. Todo o foco físico é percebido por meio do presente, do momento; por isso o tempo está todo intersectado com um dado momento presente, o que vos faculta a percepção que tendes dos eventos. Se os eventos não ocorrerem no vosso elemento do tempo, não serão percebidos. Existem muitos eventos exteriores, digamos assim, ao vosso elemento do tempo. Para vós, é como se esses elementos não existissem; porque tudo o que tem existência se insere no vosso elemento do tempo, na vossa realidade.
O elemento do tempo, em cooperação com a força da gravidade, cria as disposições espaciais. Por esta altura chega o Jim) Sê bem-vindo, Yarr.
JIM: Boa noite Elias, e a todos.
ELIAS: O que se pretende com esta declaração dos arranjos espaciais? São os elementos que permitem à matéria e à massa materializarem-se. A vossa percepção constitui o adesivo que reúne os elementos que geram a manifestação. A manifestação e a materialização não estão circunscritas unicamente à forma física; porque os vossos pensamentos, as vossas emoções, os vossos conceitos, a vossa actividade psicológica, situam-se todos igualmente nesse domínio, a intersectar o vosso elemento presente do tempo, e a permitir a percepção. Conforme declarei, se um evento não for percebido, não deverá ter assento na vossa realidade. O tempo constitui uma criação interessante que comporta uma vasta flexibilidade. Isto é passível de ser ilustrado por um pequeno exemplo com que creio cada um de vós já se terá confrontado ao longo do vosso foco. Se segurardes num objecto como um lápis, e o imobilizardes, esse objecto parecer-vos-á rígido e sólido. Ao empregardes um movimento, e imprimirdes uma ligeira vibração sobre esse objecto, ele parecer-vos-á elástico e curvável; ainda apresentará a solidez que o caracteriza diante da percepção que tínheis, só que passa a apresentar uma diferença na vossa realidade. Do mesmo modo percebeis vós os eventos. O foco da personalidade percebe os eventos. Isso é traduzido ao intelecto, que passa a interpretar determinados eventos no sentido que a sua atenção assume como básico ou “real”. Na vossa percepção, vós percebeis que essa direcção em particular seja “real”; representando a vossa percepção primordial. Toda e qualquer outra percepção se tornará, nesse caso, secundária ou periférica. Apresenta uma elasticidade e parece ser passível de se curvar. Muitas vezes vós interpretais isso como sendo uma percepção distorcida. Mas não é distorcida. Apenas não terá intersectado inteiramente a densidade do tempo presente.
No vosso presente momento, o elemento do tempo comporta uma densidade que permite que surja a formação; a formação de objectos, de pensamento, de emoção, de sensações físicas, de informação dos sentidos. Fora, por assim dizer, do contexto deste momento presente, ou da percepção que tendes do momento presente, podeis atrair outros eventos; mas como eles estão a ser atraídos na qualidade de periferia, não são tão percebidos em termos “reais”. Isso gera-vos confusão quando começais a deparar-vos com o tempo simultâneo. Quando o intelecto começa a tentar interpretar os eventos que não se situam no seu foco “real”, fica confuso. Por isso, passa automaticamente a associar uma percepção secundária, à qual passa a atribuir a crença no “irreal”. Isso é o que defrontais em muitas áreas do vosso foco.
Presentemente, no propósito de expansão da vossa consciência, isso torna-se num ponto focal importante, por começardes a incorporar outros eventos que residem no exterior da vossa linha de base ou interpretação “real”. Os elementos da consciência cruzam-se uns com os outros e os eventos começam a ser percebidos de modo diferente. Estados de consciência, tais como o vosso estado dos sonhos ou outros estados alterados de consciência, começam a ser filtrados para a vossa consciência objectiva, o que pode tornar-se num factor de confusão para o intelecto, que está acostumado a interpretar os eventos num certo sentido. Vós criastes isso duma forma intencional; por dispordes duma base ou percepção da “realidade”, conforme a interpretais, isso permite-vos uma menor confusão, e uma intensificação da experiência. O que não pretende sugerir que não venhais a experimentar nenhuma intensidade no vosso campo periférico; apesar de incorporardes de aceitação em relação às “percepções colaterais”, a experiência parecerá não apresentar a mesma intensidade por terdes permitido assumir uma consciência mais ampla, e empregardes mais experiências e numa maior variedade, e aceitardes mais as vossas próprias expressões subjectivas. Por isso, o emprego objectivo parece menos intensificado; o que representa também o esforço, por assim dizer, por evitar trauma na vossa mudança; porque esse abrandamento da intensidade constitui um produto natural da expansão da consciência. Por passar a apresentar-se uma maior confiança e aceitação do que encarais em termos de “incomum”. Isso também se pode tornar factor de distracção! Torna-se difícil incorporar trauma se estiverdes muito distraídos! (A rir) Se estiverdes em busca de muitas vias de consciência, haveis de vos ocupar bastante; por isso não deixais margem de tempo nenhuma para experimentardes medo e trauma.
Com as vossas ideias de passado, presente e futuro gerais confusão; percebendo o presente como agora e todas as outras formas de tempo como praticamente irrelevantes, quer por ainda não terem ocorrido ou por já terem ocorrido, e nada poder ser feito em relação a esses elementos. Como não existe separação entre essas dimensões temporais, e apenas diferentes áreas de densidade de tempo, isso consta duma percepção limitada. Cada evento que escolheis altera o presente, o passado e o futuro.
Vou dar-vos um pequeno exemplo. Vós jogais o vosso jogo novo (Nota do tradutor: Refere-se à regressão de memória com o intuito duma pesquisa das vidas passadas). Investigais outros focos. Interrompeis, por assim dizer, as ocorrências naturais ou eventos que decorrem presentemente e em simultâneo, pelo que os alterais. Por vezes fazeis isso sem empregardes o vosso novo jogo. Podeis fazer uso disso no vosso estado de sonhos. No simbolismo e nos “níveis” que o vosso estado de sonhos apresenta, no âmbito da consciência, vós afectais outros focos. Como decorrem em simultâneo, não existe nenhum evento que seja “permanente”.
Eu estive envolvido em muitos focos relacionados com o Michael. A experiência do Michael pode não me surgir na lembrança, porque na recordação que tenho, não ocorreu, por ele poder alterar o que percebeis como tendo já ocorrido; e desse modo eliminar a minha experiência prévia e a subsequente recordação de um evento. Vós, no que designais por probabilidades futuras, que não diferem das probabilidades passadas, podeis do mesmo modo alterar uma acção. Nessa medida, afectais e alterais a percepção daqueles que se achem igualmente envolvidos nessa acção. Outro indivíduo poderá alterar a sua acção, e eliminar a recordação que tiverdes de um evento, por deixar de ter existência.
Nessa medida, quando vos falo que deixa de existir, compreendam que a razão porque percebeis um evento como não tendo deixado de existir se deve ao facto de ter sido removido do vosso elemento do tempo. Por isso, perde a sua densidade em relação a vós no foco físico. O que não quer dizer que o evento alterado se tenha “desvanecido” e que não tenha existência numa probabilidade qualquer nem actualidade algures. Quer dizer que podeis reorganizar os eventos, arrastando ou forçando para dentro ou para fora do vosso elemento de tempo, o que altera os eventos.
Até mesmo no campo da expressão subjectiva, deve alcançar-se uma intersecção para a expressão se manifestar; porque todas as áreas que se prendem com o foco físico incorporam elementos de tempo. Onde podeis perceber os eventos como elásticos ou curváveis é noutros estados de consciência. Podeis aceder a outros estados de consciência, e o que percebeis achar-se inserido neles pode parecer confuso ou não tão real quanto isso, ou poderá parecer-vos muito real, mas reorganizado. Podeis deparar-vos com um evento numa sala e perceber a sala quase idêntica ao que percebeis na vossa percepção real, mas com pequenos detalhes a apresentarem-se ligeiramente diferentes. Uma lâmpada pode parecer diferente. Uma cadeira pode encontrar-se fora do lugar. Um indivíduo pode apresentar uma conduta incomum. Isso não representa distorções da percepção. Constituem confrontos com a vossa periferia; tal como se passásseis a olhar em linha recta e notásseis, ao continuardes a olhar em linha recta, a vossa visão periférica, e notásseis que as bordas se apresentassem indistintas. Isso não torna os elementos menos reais nem sólidos na vossa realidade. Só os percebeis como ligeiramente desfocados.
O simbolismo também não representa necessariamente uma distorção na percepção. Todas as coisas, conforme o vosso Einstein declarou, são relativas. Percebeis tudo o que não se situe na vossa perspectiva primária e “real” e na vossa percepção como distorcido. Isso não corresponde necessariamente ao caso! Podeis extrair elementos de outras áreas da consciência quer em massa quer individualmente. Nessa medida, não resulta da vossa atenção pessoal direccionada. Por isso parecer-vos-á distorcida, por perceberdes as qualidades da elasticidade e da curvatura dos eventos que ainda não se terão formado completamente na densidade do vosso presente momento. Podeis envolver-vos numa acção e em certas escolhas num dado momento. Podeis reorganizar essa acção e essas escolhas num período limitado de tempo, alterando a acção e as escolhas iniciais; por elas se intersectarem todas no agora. (Faz uma pausa a olhar ao redor, para toda a gente. Aqueles que não estão a dormir sentem-se completamente “distantes”!)
Não vos terei eu avisado antes do tempo para vos preparardes para conceitos destes? Estou a perder de vista a concentração dos indivíduos à medida que eles vagueiam por outras áreas de consciência! (A rir) Muito bem. Podeis presentemente “destilar” essas percepções neste instante e permitir-vos um intervalo para assimilardes esta informação. Não vos iludais, estes conceitos afectam-vos no dia-a-dia; por envolverem todo o confronto e escolha que elaborais. Vamos fazer um breve intervalo, e logo retornaremos para jogarmos o nosso jogo; a seguir ao que deverei deixar-vos a interagir uns com os outros.
...
INTERVALO
ELIAS: Continuemos. Tu estás certo na percepção que revelas, Yarr, acerca da densidade do elemento do tempo, sendo isso o que cria o elemento na vossa percepção; sendo essa igualmente a razão porque na realidade podeis ver o ar. A vossa percepção é o único elemento que elimina o contacto visual em relação a muitos elementos da vossa realidade.
Na realidade podeis ver em termos físicos, em qualquer altura, que um pensamento apresenta solidez, ao se estatelar no chão qual tijolo, se o preferirdes; porque, conforme declarei, os pensamentos apresentam uma acção e manifestação idêntica a qualquer objecto. Eles incorporam massa. Podeis não os perceber na matéria, mas a energia que tiver sido inserida no vosso elemento do tempo, a abrandar o movimento do acontecimento, gera massa; portanto, o que podeis considerar como “peso”, gravidade. Pode não parecer tão sólido quanto uma mesa, mas o arranjo que dais ao espaço relativamente à emoção ou ao pensamento ou à actividade psicológica, é diferente; por o criardes de forma diferente.
Conceitos de pensamento, e até mesmo emoções, podem apresentar o que percebeis como solidez, se optardes por encarar esses eventos desse modo; sendo essa a razão porque o Michael integra nuvens, permitindo que os eventos penetrem na solidez do elemento do tempo, o que subsequentemente é passível de ser percebido como posuindo forma física; é por isso que declarei que as vossas percepções nem sempre são distorcidas. Só que vos parece assim, fora da vossa realidade “real”, por permitirdes a manifestação de eventos que geralmente não são percebidos desse modo.
Toda a acção que se gera no âmbito da consciência é passível de ser categorizada como um evento. Por isso, a vossa mesa também constitui um evento, por traduzir uma acção que se opera na consciência que é percebida, no elemento da densidade do tempo, como solidez. Pensai no vosso lápis. Vou antecipar que cada um de vós deverá segurar num lápis entre os dedos, vibrando-o lentamente para poder ver a alteração da percepção que provoca. Da mesma maneira, conforme declarei, outros eventos, tais como outros focos em que tocais, detêm a sua própria forma sólida. Não vos parece ser tão sólido quanto a vossa cadeira ou mesa, por se situar fora do campo da direcção que a vossa atenção toma; logo,”fora” da “realidade” da percepção. Consequentemente, percebeis outro foco, no contexto do vosso novo jogo (refere-se á regressão de memória) como não tão real quanto a realidade deste! Podeis conseguir expandir a percepção que tendes, e permitir-vos aceder à realidade da vossa periferia; e com isso, passareis a ver com clareza, e podeis experimentar no enquadramento do mesmo elemento da realidade, ou percepção da realidade, que mantendes com a vossa presente atenção.
É digno de nota contemplar e facultar a vós próprios a informação do elemento da inexistência de tempo fora do vosso foco. Também vos é benéfico, em meio à consciência que tendes e à aceitação da confiança em vós, compreender que todas as escolhas, todos os eventos, que se dão em todas as dimensões do tempo, são elásticas (flexíveis). Não são permanentes. São relativas ao momento e são passíveis de ser alteradas em qualquer momento. Podeis experimentar um evento que envolva trauma, coisa que não experimentais neste momento. Na realidade, podeis alterar a ocorrência do evento, simplesmente com a percepção que tendes. Podeis experimentar partir um braço, no que percebeis como o vosso “passado”. No vosso presente, podeis incorporar a realidade da ausência de experiência dum braço partido. Podeis visitar o vosso médico, que deverá proceder à elaboração de um raio X aos vossos ossos e eles não revelarem qualquer sinal de terem sofrido uma quebra; por no presente terdes alterado aquilo que tiverdes visto como o passado, por ambos ocorrerem em simultâneo, interligados e numa intersecção. Podereis dizer, “Eu vivi numa casa vermelha quando era garoto/a.” Outra pessoa poderá dizer-vos, “Ah, não, quando eras criança, a casa em que vivias era azul.” Já tereis procedido a uma alteração da vossa realidade; porque se fizerdes uso do vosso novo jogo (regressão de memória), haveis de revisitar a vossa casa de infância, e ela revelará ser vermelha.
A vossa percepção é o adesivo que prende o elemento do tempo, a força gravitacional, e a organização do espaço. Até mesmo os vossos cientistas do presente começam (ainda) a ver que os elementos que percebeis como componentes do vosso universo são relativos à percepção. Se não forem percebidos, não terão existência no foco físico. Podereis dizer-me: “Ah! Estás a afirmar que a nova vida de insecto que foi descoberta nas nossas florestas tropicais, jamais visto anteriormente, não existia até ser percebida por alguém?” Vós, enquanto pessoa, não vos encontrais unicamente focados neste planeta, e não sois os únicos a ter percepções; mas nada poderá existir se não for percebido no foco físico, por terdes estabelecido isso como o método de manifestação. (Pausa) Desejareis colocar perguntas?
JIM: Nesse caso, os animais das florestas tropicais, a percepção deles responderá pela criação desse insecto?
ELIAS: Isso enquadra-se nas probabilidades. As criaturas percebem muitos elementos que vós não percebeis.
RON: Penso que já abordamos isso faz muito tempo. Sou capaz de o entender melhor, actualmente. Se eu fosse capaz de expandir a percepção que tenho e chegar a incorporar uma noção de tempo simultâneo, penso que ficaria confuso.
ELIAS:É por isso que escolhestes expandir a vossa consciência aos poucos; desse modo permitindo-vos ajustar-vos às percepções pouco familiares. Conforme referi previamente, vós manifestastes-vos na forma física com uma expressão física bastante eficaz. Não incorporais aquilo que percebeis como “uso”, objectivo das capacidades que possuís nesta expressão física. O vosso cérebro físico acha-se bastante bem equipado para “lidar” com todas essas percepções sem se sentir confuso; tal como sois capazes de vos envolver em mais do que uma actividade num mesmo espaço de tempo, na percepção que tendes. Podeis estar ligeiramente a conversar, a assistir à vossa televisão, permanecer ao computador, enquanto atendeis o vosso telefone e dais atenção aos vossos animais, e reconheceis ser dia ao invés de noite, e sentis estar quente ou frio; todas as informações provenientes dos vossos sentidos, e também podeis esmagar o vosso dedo e experimentar dor, tudo ao mesmo tempo; e o vosso cérebro e percepção poderão acomodar todos esses elementos. Vós percebeis muito mais do que aquilo que achais que percebeis.
A informação proveniente dos vossos sentidos, a que a expressão física se expõe e com que interage continuamente, não vos confunde! Vós permitis isso, na realidade, sem pensar. De forma semelhante, conforme expressei anteriormente, a intensidade dos eventos diminui. Por isso, podeis defrontar-vos com vários eventos em simultâneo e permitir-vos dirigir a vossa atenção para a área que escolherdes, enquanto simultaneamente estais conscientes de todas as actividades restantes. Haveis de incorporar sempre uma percepção dominante, por ter sido desse modo que criastes a manifestação física; interagir e intersectar através dum elemento de tempo. Consequentemente, até mesmo com uma consciência mais ampla, haveis de continuar a ter uma percepção mais dominante numa direcção, mas haveis de permitir que percepções secundárias sejam percebidas e aceites como uma realidade; sem luta e sem questionamento.
RON: Então, na consciência que possuis, tu encontras-te a intersectar e a comunicar em pé de igualdade com outros neste instante, tal como te encontras connosco?
ELIAS: Correcto. Na percepção presente que tendes, a abordagem que empreendemos através deste fenómeno parece-vos única. O Elias chega, o Elias interage, O Elias parte. Na realidade, O Elias não chega, por já se encontrar presente! O Elias encontra-se também presente em muitas outras áreas da consciência em simultâneo com o que perceberíeis na vossa percepção como “igual”.
RON: E é nesse sentido que nos estamos a encaminhar! (Riso)
ELIAS: (De forma bem-humorada) Eventualmente, para o referir de acordo com o tempo do vosso fraseado! Com o evento da vossa mudança, vós passareis a incorporar a possibilidade de vos tornardes em semideuses! (A rir)
Haveis de dispor da consciência de elementos da essência e dos focos na experiência física, coisa que presentemente desaprovais. Haveis de passar a dispor duma compreensão das crenças e a aceitá-las, e a permitir-vos deixar de responder e de reagir a essas crenças. Haveis de experimentar interacção com indivíduos que se encontram nas áreas de transição da consciência, sem esforço; que percebereis como coisa banal. Haveis de perceber elementos de vós próprios; outros focos da vossa essência, outros aspectos vossos; as vossas partes congéneres, as vossas facetas, os vossos fragmentos... com total ausência de esforço. Haveis de ter a consciência disso, e de vos permitir interpretar duma forma isenta de distorção as vossas experiências; desse modo, sem prejuízo das vossas experiências, mas duma forma realçada e com uma compreensão clara dessas experiências. Nos vossos termos presentes, haveis de passar a dispor dum imenso conhecimento! (A rir)
Vireis a ser bastante conscientes. Também vireis a realçar e a expandir a criatividade duma forma exponencial; porque presentemente, por mais formidável que seja a expressão que a vossa criatividade alcance, ainda se acha bastante limitada. Haveis de vir a eliminar tais limitações, e a dispor da capacidade de expressar a vossa criatividade duma forma multidimensional. (Pausa)
VICKI: Eu tenho uma pergunta. Hoje experimentei o que entendi ser um laço com um foco que tenho que me foi dado ver recentemente no nosso novo jogo (regressão). Terá isso sido o mesmo tipo de coisa? Terei hoje passado pela experiência de... Não. Terei tido a experiência disso no Encontro Transfocal devido à experiência da simultaneidade do tempo que por que passei hoje, e desse modo ter-me-ei conduzido à percepção desse foco durante a experiência?
ELIAS: Tu não experimentaste esse acontecimento enquadrado no vosso novo jogo “por causa de”!Não experimentaste o evento desse presente momento passado “por causa de”! O que fizeste foi permitir-te notar uma nova visita que fizeste a um foco, desse modo estabelecendo a ligação com esse foco no âmbito da simultaneidade do tempo; sendo nisso que a vossa realidade “se torna real” pela actual percepção do momento que tendes. Não se tratava de um “passado real”. É um “presente real”. Percebeis uma ligação presente com um outro foco. Permitis-vos, por meio de probabilidades, estabelecer contacto com outras dimensões do tempo que “cobrem” a vossa realidade em simultâneo. Por isso, conforme declaramos previamente, não avançais nem recuais. Passais para “o lado”, para passardes a perspectivar em paralelo. Com o acto de expandirdes a consciência que tendes, permitis-vos “passar para o lado” e perceber as ligações com os diferente focos e realidades paralelas que tendes; alterando desse modo a percepção que tendes e passando a dispor mais da vossa periferia, de uma maneira não ofuscada.
Vou fornecer um nome da essência e vamos passar para o nosso jogo esta noite. Kacchi. Bem-vinda! (Pausa prolongada durante a qual a Cathy acorda) Bem-vinda à nossa sessão, Shynla! (Riso geral)
...
ELIAS: (Pausa prolongada) Desejareis colocar mais alguma pergunta, esta noite?
RON: Eu tive uma pergunta, sobre o termo estados alterados. Este estado exactamente aqui, também o considerarias com um estado alterado?
ELIAS: Dependendo da vossa percepção, sim. Isso, na percepção que tenho, seria considerado como um estado alterado, apesar de ser utilizado com à-vontade e conter a mesma atenção, caso fosse empregue, que o que pensais que a vossa atenção dirigida comporte; porque nesta área do foco não físico, ela comporta uma direcção enquadrada na intenção, mas não unicamente na vossa percepção ou consciência. “Estados alterados” é o termos empregue para diferenciar entre a vossa atenção dirigida aceite como normal de que tendes percepção e que interpretais como “real”, ao contrário de todos os estado subjectivos de consciência; os quais são igualmente reais, mas não percebidos desse modo. Ao darmos continuidade ao envolvimento que temos convosco, movemo-nos com a intenção de proporcionarmos assistência à consciência que tendes e à vossa aceitação dos estados alterados, criando um foco que compreenda isso como uma realidade; portanto, eliminando os estados alterados!
CATHY: Eu tenho uma pergunta. O homem que a Mary viu hoje estará ligado ao sonho que a Vicki teve da cabana do sonho Africano?
ELIAS: Não, mas isso representa uma ligação, num “estado alterado” (A rir) da percepção, com o “estado alterado” da percepção que o Lawrence teve de um outro foco.
VICKI: Eu tenho uma outra pergunta. Será Knoros o nome da essência da Sarah?
ELIAS: Não é knoooros! (De forma bem humorada) Lilyth.
VICKI: Então, que coisa será Knoros? (Riso)
ELIAS: Podes perceber isso como uma invenção da imaginação e da criatividade, coisa que passarás a perceber como uma realidade! (A rir, pausa)
VICKI: Está bem. Lilith com um “I”?
ELIAS: Lilyth com um “Y”. (Pausa)
JILL: Elias, foi um prazer estar aqui esta noite. Sinto curiosidade por saber qual será a família a que a minha essência pertence.
ELIAS: Não quererás tentar investigar estabelecendo uma ligação com o conhecimento que tens do alinhamento que tendes com as famílias da essência? Se vires que não obténs qualquer sucesso, poderás voltar, que eu ajudo-te. (A sorrir) Nós sempre encorajamos a vossa própria investigação; desse modo permitindo-vos uma oportunidade de estabelecerdes contacto convosco próprios. (Pausa) Vamos terminar por esta noite, e podereis contemplar o nosso tema e colocar as vossas perguntas no nosso próximo encontro; e nesse momento presente, eu estarei pronto! Uma carinhosa boa noite para cada um dos presentes, e dou-vos um afeiçoado adeus.
Elias "parte" às 10:11 da noite.
© 1996 Vicki Pendley/Mary Ennis, Todos os Direitos Reservados


Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.

O MATERIAL ELIAS