terça-feira, 26 de julho de 2011

VALOR - ATENÇÃO - REENCARNAÇÃO


SESSÃO #1290
“Evitar o Trauma Provocado pela Mudança”
“Valor”
“Em que Consiste realmente a Atenção?”
“Como se Dissipar a Energia Inerente à Guerra”
“reencarnação”
Sábado, 15 de Março de 2003 (Grupo/Brattleboro, Vermont)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes: Mary (Michael), Barb, Ben (Albert), Carole (Aileen), Christine (Lurine), Curtis (Juva), Dale (Jene), Daniel, Eileen, Erin (Melody), Frank (Christian), Gillian (Ari), Howard (Bosht), Jean, Jeff (Armund), Jerry (Abel), Jim (Marion), Joanne (Gildae), John (Rrussell), Jon (Sung), June, Karen, Kevin (Douglas), Linda (Robert), Lorraine (Kayia), Luanne (Inez), Lynda (Ruther), Margot (Giselle), Marj (Grady), Mark, Pat R, Pat W (Treice), Pete (Magnus), Rodney (Zacharie), Scott (Giya), Suzanne, Ted (Cara), Veronica (Lyla), Wendy (Wynnett)

Como esta foi uma sessão de grupo que ocorreu no dia de São Patrício, a maioria daqueles que compareceram vieram vestidos de verde, e a Mary forneceu chapéus de coco verdes a todos. Ela filmou toda a gente com a câmara de vídeo antes da sessão, e sem dúvida que se tornou num grupo dotado dum aspecto muito festivo! Um enorme agradecimento ao Jim Bramley por fornecer uma cópia da fita de vídeo da sessão, sem a qual as últimas quatro páginas desta transcrição estariam em falta.

Elias chega às 1:48 da tarde. (O tempo de chegada é de 26 segundos.)

ELIAS: Boa tarde!

GRUPO: Boa tarde, Elias.

ELIAS: Qual é o objectivo da nossa interacção?

GRUPO: (Respondem vários indivíduos) O de nos prepararmos para a mudança; reduzirmos a possibilidade de ocorrência de trauma; obtermos consciência de nós próprios; auto-descoberta; recordação; ausência de separação.

ELIAS: E de que forma será isso alcançado?

RODNEY: Ainda não descobri isso! (Riso, junto com o Elias)

GRUPO: Penso que isso depende de nós; reflectindo-nos; permanecendo no agora e prestando atenção a nós próprios.

ELIAS: E quanto ao prestar atenção a vós próprios, de que forma conseguireis eliminar o trauma associado a esta mudança?

GRUPO: Por meio da aceitação; confiando em nós.

ELIAS: Mas, e de que modo realizareis isso?

GRUPO: Permanecendo no instante; prestando atenção; relaxando; tolerando; permanecendo com a coisa; amando-nos a nós próprios; deixando de ceder-lhe energia; divertindo-nos; brincando; consciencializando-nos de que não tem importância.

ELIAS: E de que modo conseguireis obter noção de não ter importância?

VOZ FEMININA: Muito difícil! Deixando de pensar. (Elias ri) Durante um certo tempo temos consciência disso, mas depois esquecemos isso tão logo somos arrastados de volta para o drama.

ELIAS: Qual seria a acção que vos permitiria todas essas coisas que adiantastes?

GRUPO: Prestar atenção a nós próprios; manter-nos no momento; auto-aceitação; observação; deixarmos de formular juízos críticos; deixar de pensar; por de lado a culpa; prestar atenção a cada instante.

ELIAS: Que coisa realizará ISSO?

GRUPO: Termos consciência das premissas que abrigamos; não julgar os demais; conhecimento de nós próprios.

ELIAS: Familiarizar-vos convosco próprios.

Bom; qual será o significado de vos familiarizardes convosco próprios?

TED: Quando temos consciência de quem somos e conhecemos os outros, passamos a conhecer a essência e a consciência.

ELIAS: Que será que passareis a CONHECER se vos conhecerdes a vós?

GRUPO: Tudo; a aceitação; ficamos cientes daquilo que poderemos conseguir; preferências; o modo como criamos a nossa realidade; passamos a saber quem somos.

ELIAS: O que é que valorizais?

GRUPO: Diversão; liberdade; partilha; criatividade; emoções; compaixão; sentir-nos ligados a nós próprios; o que quer que quisermos e não obtivermos (riso); sermos capazes de ser quem somos; segurança.

ELIAS: Que é que valorizais GENUINAMENTE? (Riso)

GRUPO: A nós próprios. (Dito por vários indivíduos)

ELIAS: Que é que valorizais de um modo realista?

RODNEY: O meu ordenado! (Riso generalizado)

GRUPO: Os relacionamentos; as pessoas ao meu redor.

VOZ FEMININA: Eu valorizo duma forma realista, e sinto-me verdadeiramente bem quando tenho consciência de estar a ser autêntica. Para mim faz uma enorme diferença, por haver montes de alturas em que faço as coisas por achar precisar de as fazer, mas não estou a ser autêntica. Quando obtenho um proveito real daquela que sou? As respostas são surpreendentemente diferentes daquilo que julgava que fossem.

ELIAS: Muito bem. Qual é a definição que dás à realização do sentido de valor?

VOZ FEMININA: Como alcanço isso?

ELIAS: Não, qual é a definição que dás à satisfação do sentido de valor.

RODNEY: É o significado da minha vida, o facto de ser significativa, o desejo, a alegria de continuar a viver, de continuar a explorar, e de estar profundamente ligada a isso.

GRUPO: A satisfação do momento; a continuação de obtenção de proveito; fazer o que queremos; experimentar; se rompermos isso; o valor que possui como o que vale a pena, realização é a capacidade de dar de nós próprios e o valor que isso tem; a realização consiste na promulgação destes preceitos, deste sistema de valor; realização de valor é qualquer coisa que aconteça na nossa vida – se alguma vez chegarmos a deixar de conseguir sentido de valor vamos desta para melhor, não é?

ELIAS: Precisamente, mas qual é a definição que dás a isso? Qual é o sentido que isso tem?

GRUPO: Tudo está a correr optimamente (riso); confiança; seguir o nosso propósito.

ELIAS: Qual será o sentido desse valor?

Permiti que vos diga a todos que todos vos confrontais com estes termos faz demasiado tempo. Estais habituados a termos tais como “sentido de valor”. Só não estais habituados a defini-los. Todos reconheceis o sentido do “valor”, e todos compreendeis o termo “realização”, independentemente uns dos outros.

Ora bem; se estiverdes a cumprir com a realização de sentido de valor durante todo o vosso foco desde a altura em que emergis até ao momento em que passais ao desenlace, que é que valorizais que estejais a realizar?

VOZ FEMININA: A experiência? A qualidade de ser material?

ELIAS: O significado desta questão serve para vos exemplificar. Prestai atenção a todas as respostas que destes à minha pergunta. Cada um de vós propôs o que encara como a resposta correcta ou a resposta positiva. Será que ao longo de todo o vosso foco vos concentrais continuamente na criação de acções positivas?

GRUPO: Não; absolutamente.

ELIAS: Mas continuais a expressar realização de sentido de valor independentemente do facto de encarardes as vossas acções como positivas ou negativas, quer estimeis as vossas experiências como positivas, negativas ou neutras. Por isso, que é que valorizais?

MARJ: Só a experiência, ponto final.

ELIAS: Mas cada indivíduo valoriza diferentes experiências.

VOZ FEMININA: Por termos uma perspectiva dessa experiência. Podemos pensar ser uma experiência terrível, mas se optarmos por ela, estaremos a colher benefício dela, pelo que ainda terá um valor que alcança a realização.

ELIAS: Certo. Mas esta é a questão de chegarem a tomar consciência de vós próprios duma forma genuína, não por uma busca da utopia.

VOZ FEMININA: Mas a desfrutar igualmente da infelicidade.

ELIAS: Não necessariamente a desfrutar.

VOZ FEMININA: Estou a usar dum eufemismo, mas aceitar o facto de que nós criamos esta infelicidade e de existir nisso uma maneira de tirarmos proveito do facto. Já observei outros em situações terríveis que me dão conta da enfermidade de que padecem ou isso, por fazer entrevistas às pessoas como modo de vida, e tudo o que consigo suscitar é: “Eles estão a desfrutar do padecimento disso, e não me posso furtar a perceber isso neles.” Podem não ter consciência disso, mas consigo perceber isso. Eles dizem-me quase cheios de orgulho: “Tenho um bypass quádruplo”, e ponho-me a imaginar: “Caramba, eles provocaram aquilo mas devem não ter a mínima consciência do facto. Por isso, eles estão a colher a sua realização de sentido de valor, mas aos olhos do mundo parecerá que se sintam infelizes, e mesmo para eles, eles dizem ser uma infelicidade completa, coisa que posso constatar. Eles criaram aquilo e desfrutam da criação disso, ou seja lá o que acharmos dever empregar para descrever um quadro desses.

ELIAS: Talvez não desfrutem e talvez não gostem, mas apreciem.

VOZ FEMININA: “Apreciem”, perfeito! Eles apreciam isso, perfeito.

ELIAS: Agora, nessa medida, uma das vossas expressões mais comuns em associação com as experiências que percebeis como causadoras de desconforto, ou negativas, reside na negação delas e em tentardes forçar a energia para as afastardes, e as eliminardes. Isso é significativo por estardes habituados a isso, além de ser aquilo que provocais em associação com as premissas ou crenças que sustentais.

Vós automaticamente continuais a procurar eliminar, e (com humor) a expressar um enorme orgulho em vós próprios assim como junto dos demais numa altura em que estimais ter passado a aceitar uma determinada crença e lhe terdes posto um fim! (Riso) E ela não deverá voltar mais, por terdes alcançado esse gesto da aceitação, o qual é duradouro. Não é! (Riso geral)

A compreensão daquilo que valorizais é um outro elemento da familiaridade convosco próprios e com as preferências e crenças que sustentais. Cada acção que passais a integrar na vossa realidade é influenciada por uma crença. NÃO existe movimento algum que empreendais nesta realidade física em particular que não seja influenciada por uma premissa ou crença ou convicção. Vós dais continuamente a dar expressão a crenças ao longo de cada instante do vosso dia e da vossa existência física nesta dimensão, e TODAS essas expressões servem a vossa realização de sentido de valor; acções que podereis empregar ao expressar uma afectação física na consciência do vosso corpo, assim como uma acção associada aos relacionamentos; Pode estar associada a interacções que tendes com os demais. Pode apenas estar associado a vós próprios, que julgueis ser causa de desconforto ou mesmo de dor, e perfazer igualmente expressões da realização do vosso sentido de valor, ou não as estaríeis a criar. Isso são escolhas.

A título de exemplo, um indivíduo pode gerar algum tipo de enfermidade na consciência do seu corpo físico, e pode objectivamente expressar, por palavras, ou comunicar aos outros, o desconforto que sente e a aversão do que esteja a manifestar e pode expressar a vontade de interromper o que estiver a manifestar e a vontade que sente de experimentar o que designais por plena saúde, e ainda assim continuar a provocar enfermidade. O facto de experimentardes desconforto não vos nega a opção nem vos nega a realização do sentido de valor.

Permiti igualmente que vos diga que, em grande medida - e eu posso estar certo na estimativa que faço da energia de cada indivíduo aqui presente (Elias faz uma pausa enquanto verifica o aposento, a examinar cada um) - se gerardes bem-aventurança durante um certo tempo, de certeza que haveis de gerar algum conflito.

VOZ MASCULINA: Chamamos a isso uma ressaca. (Riso generalizado, enquanto o Elias ri)

ELIAS: De vários tipos! (Riso) Por vos aborrecerdes se estiverdes continuamente a gerar felicidade. Por isso, que é que valorizais? O drama, a excitação, a surpresa, a mudança, a exploração. Isso são expressões e movimentos que valorizais, e que podem ser alcançados por diversas vias, que não são necessariamente agradáveis. Mas são realizadas!

Mas é que na busca que empreendeis duma realidade que não se ache associada a esta particular dimensão física, procurais criar uma experiência duma felicidade utópica, um mundo em que toda a expressão seja perfeita e estupenda. Só que já é perfeita e estupenda, seja qual for a expressão que apresente. É unicamente a crença individual que lhe confere uma expressão diferente.

Na vossa sociedade, podeis considerar uma outra cultura qualquer que utilize uma acção de mutilação do corpo físico, para o referir nos vossos termos. Numa outra cultura isso poderá ser encarado como uma acção de orgulho ou beleza.

Trata-se meramente duma diferença de percepção, uma diferença relativa às crenças que são expressadas. Não uma diferença nas crenças que são interiorizadas ou aceites, porque cada crença que as pessoas incorporam noutras áreas geográficas do vosso mundo, que talvez possais encarar presentemente como vossos inimigos, vós empregais igualmente crenças semelhantes. Podeis não as expressar, mas incorporai-las. Porque não existe um único indivíduo à face do vosso planeta nem na vossa dimensão física que não abrigue todo o conjunto de crenças e todas as premissas inerentes a esses conjuntos de crenças.

Mas expressais umas poucas. Cada um expressa umas quantas crenças inerentes a cada conjunto de crenças. Essas são as crenças por que alinhais. Muitas vezes não tendes consciência das crenças por que alinhais, mas expressai-las e fazeis isso com frequência.

Bom; no meu prévio encontro de grupo, o tópico de debate que utilizei foi prestar uma atenção genuína a vós próprios no momento. Abordamos aquilo a que efectivamente dais atenção e a quanto do vosso tempo e das acções que empreendeis deixais de prestar atenção por perceberdes isso tudo como insignificante, e como actos mundanos que empregais a cada dia. E não reconheceis as crenças que vos influenciam as acções que empreendeis, mas essas mesmas crenças que empregais durante um só dia são as mesmas que vos influenciam as experiências que encarais como significativas e grandiosas.

Conforme declarei durante essa interacção, podeis não perceber a acção de escovar os dentes como uma acção significativa, e podeis não dar atenção á ideia que associais a tal acto. Podeis unicamente empregar o movimento, mas sem identificardes que crenças estejam a influenciar essa acção. Mas se deixardes de fechar a vossa porta da casa e considerardes um cenário de invasão por parte de ladrões a assaltar-vos o lar, passareis a ter consciência das crenças que estejam associadas a esse acto de fechar a porta. É a mesma crença, só que influencia diferentes actos. Aquilo a que prestais atenção é àqueles actos e àquelas experiências que julgais significativas e grandiosas.

Podeis não prestar atenção à crença que vos influencia o modo como interagis com um indivíduo numa loja ou um indivíduo que possa ser um companheiro de trabalho ou apenas um conhecido, mas a forma como interagireis com ele em certas situações pode ser influenciada pelas mesmas crenças que são passíveis de vos interromper um relacionamento que valorizeis bastante.

As crenças são poderosas, e o significado de prestar atenção a vós próprios no momento consiste em facultar-vos o reconhecimento dessas crenças e do modo como vos influenciam.

Ora bem; não vos vou interromper as transmissões das gravações a que procedeis nesta interacção particular, mas vou-vos dizer que isso foi propositadamente expressado na reunião anterior, e a razão disso esteve precisamente associada ao próprio tema.

Bom; pergunto-vos a cada um se estareis a escutar. E se estareis a prestar atenção ao momento.

RODNEY: Eu esforço-me por prestar atenção a mim próprio e a ti ao mesmo tempo.

VOZ FEMININA: Ao modo como me afectas.

ELIAS: Muito bem.

VERONICA: Eu estava a notar a aura da Mary, ou talvez seja a tua aura, não estou certa, mas consigo percebê-la.

ELIAS: Torna-se significativo que presteis atenção às vossas experiências e ao que estiverdes a gerar no momento. Estais a interagir comigo neste instante, e eu estou a falar-vos, mas além disso cada um de vós também está a gerar uma percepção individual, e aquilo que vos estou a expressar está a ser processado por cada um de vós de uma forma única. Por isso, torna-se significativo ter consciência do que estiverdes a provocar nesta interacção, do que ESTIVERDES a experimentar, das notificações que estiveres a estender a vós próprios; no que colocais a vossa atenção; ao que reagis no vosso íntimo - e observar isso.

Podeis estar aqui sentados na sala sem vos expressardes por palavras, mas expressardes por intermédio da energia e envolver-vos com ideias e receberdes notificações. Podeis estar a prestar atenção, mas estar igualmente a gerar as vossas próprias acções, as vossas próprias notificações. E que será que estareis a notificar a vós próprios, e a que é que estareis a prestar atenção? E que estará a influenciar-vos as reacções que motivardes a cada termo que vos expresse?

Isso torna-se significativo, por ser o meio através do qual começais a familiarizar-vos com esse termo do valor, e do que valorizais. Porque vós valorizais muitíssimas expressões, muitas coisas, muitas expressões, muitas ideias, mas não tendes necessariamente consciência do que valorizais. E isso constitui a vossa armadilha, por permitir que passeis a interpretar erradamente e a oferecer uma informação incompleta à vossa elaboração mental, a qual vos passa a sugerir uma interpretação incompleta e a gerar confusão e frustração.

Por confiardes nesse mecanismo de interpretação que é o pensamento a fim de que ele interprete aquilo que quereis, o que valorizais, aquilo que sois, a direcção que deveis tomar, as opções ou escolhas que deveis passar a aceitar; mas o pensamento não é que gera nenhuma dessas expressões. Ele apenas interpreta. E se não lhe estenderdes uma informação completa, ele passará a estender-vos uma interpretação incompleta, o que prolongará o ciclo da frustração e da confusão, do equívoco, da tentativa de aquisição, da falta de satisfação, da falta de apreço, e da contínua busca. Mas vós já possuís!

VOZ FEMININA: Elias, estarás a querer dizer que os termos “Valor” e “Apreço” sejam sinónimos?

ELIAS: Não.

VOZ FEMININA: Poderias diferenciar ou esclarecer?

ELIAS: O apreço, a valorização, é um dos componentes do amor - isso e o saber. O valor está associado á exploração que empreendeis. É a busca que empreendeis em meio a essa exploração, não obter mas descobrir o que já é, o que é alcançado nesta dimensão física por meio da experiência. É realizado por meio da experiência no âmbito da totalidade da consciência, só que por uma maneira diferente.

Mas o valor está associado à descoberta actual empreendida por intermédio da exploração.

VOZ FEMININA: Então, para termos noção consciente de estarmos a ter uma experiência e de a estarmos a valorizar, devemos sentir-nos excitados com ela de forma a compreendermos que a estamos a criar, e a sermos capazes duma forma tangível de conseguirmos esse sentimento de valor e esse benefício?

ELIAS: Sim, de certa forma. O que não quer dizer que a excitação que sentirdes possa necessariamente ser expressada pela exaltação ou pela euforia. Pode encontrar expressão por diversos meios.

VOZ FEMININA: Em psicologia eles utilizam um termo a que chamam “afectação deslocada”(reacção emotiva deslocada ou extemporânea). É quando uma pessoa sofre do que os psicólogos ou psiquiatras chamam de patologia, e nós... ao conversarmos sobre algo para o que, nas crenças das massas, seja suposto termos uma resposta, e adoptamos uma resposta completamente diferente. Por exemplo, se alguém morre ou se separa desta vida, uma pessoa expressa isso a rir. Está a aceder à excitação da experiência, só que ela é designada como desadequada nesta realidade?

ELIAS: Depende do indivíduo; por vezes, sim. Mas não é regra. Está associado ao indivíduo e ao que lhe influencia a expressão do momento, mas tens razão. Por vezes é o que expressais. Mas não vos confundais, por isso ser um exemplo do que tiverdes expressado e daquilo a que respondi, ao vos dizer que a excitação pode não representar o envergar da máscara do que associais ao termo excitação - tal como o riso.

RODNEY: Estou a recordar a altura recente em que me magoei ao cair rio abaixo e fiquei preso nos pedregulhos. O que me ocorre pensar é na excitação, mas ela não representava alegria nem riso nem algo que pudesse realmente descrever. Mas uma coisa que notei foi o facto de focar a minha atenção de um modo profundo. Foi como, CARAMBA! E pressenti, ouvi-te a dizer isso sobre o valor como um componente da descoberta...

ELIAS: Correcto.

RODNEY: ...pode mesmo parecer bizarro, doloroso – fisicamente falando – ou ameaçador, mas faz parte da descoberta. (Elias acena afirmativamente) Estarei a obter o sentido, será isso que referes em relação ao valor?

ELIAS: Estás.

VOZ FEMININA: Estará o valor igualmente associado à intensidade da experiência, da mudança – não tanto boa ou má, mas será que a intensidade duma experiência responderá pela criação de valor?

ELIAS: A consciência dela provoca a intensidade, não necessariamente a experiência em si mesma. Mas como nestes exemplos que foram sugeridos, vós tanto podeis criar intensidade como podeis não criar intensidade a partir da própria experiência; só que a intensidade é gerada em associação com o reconhecimento e a consciência do que tiverdes criado, o que pode não diminuir aquilo que gerardes de um modo físico actual, (a olhar para o Rodney) tal como no exemplo que deste da dor física de chocares com as rochas. A dor não sofre uma diminuição, mas também não se torna no ponto de focagem. Não representa o centro.

VOZ FEMININA: É um derivado, em certo sentido, a dor.

ELIAS: Torna-se numa expressão colateral, por a vossa atenção se ter voltado para vós e para o reconhecimento do valor que possuís, para aquilo que valorizais, e para a experiência que empreendeis e para aquilo que estiverdes a gerar no momento. À medida que a vossa atenção se move para a consciência de vós próprios e do que estiverdes a criar em associação com o vosso valor, vós experimentais uma intensificação, mas não necessariamente da euforia ou da alegria ou da tristeza ou do desconforto.

VOZ FEMININA: É uma forma de julgamento, certo?

ELIAS: É neutro, porém, intenso.

VOZ FEMININA: Bastante oriental! Uma ideia bastante orientalizada. (Elias ri) Estarei a tornar-me demasiado unilateral?

ELIAS: Na realidade talvez estejas a parecer demasiado nortenha (riso geral, enquanto o Elias assume um ar muito divertido) para falar em termos cósmicos!

VOZ FEMININA: Então, se estivermos cientes daquilo que estivermos a criar... por exemplo, tu perguntaste-nos quais são os nossos valores, e se eu afirmar os meus valores pensava que passaria a descobrir. E agora estou a perceber que não...

ELIAS: Precisamente! E nisso reside a questão!

VOZ FEMININA: ...e a aventura consta desses valores, mas isso ainda parece... e ao fazer isso fico estagnada e deixo de avançar para a frente. Trata-se de pensamentos e valores incompletos.

ELIAS: Não confundas preferências com valor. Todos vós tendes preferências, muitas preferências, associadas às vossas vontades assim como associadas às vossas crenças. Mas as preferências não constituem a única expressão do valor. O valor não está limitado às vossas preferências. (Pausa)

VOZ FEMININA: Poderia isso ficar a dever-se ao facto de por vezes não conhecermos as preferências que temos?

ELIAS: Completamente acertado. Não vos apercebeis do que possais identificar como um valor para vós. Não tendes consciência do que possam ser as vossas preferências, e nesta altura, o assunto das preferências é significativo, por constituir o que podereis designar como uma promoção da consciência que tendes de vós próprios.

Tendes vindo a avançar por incrementos, passo a passo, digamos assim. Procedestes à identificação da existência de crenças. Procedestes à identificação do facto de aceitardes crenças. Identificastes muitas das crenças que aceitais ou que expressais. Já identificastes a acção das notificações que comunicais a vós próprios. Explorastes diversas expressões que aceitais. Permitistes-vos avançar mais para a expressão duma maior liberdade ao criardes e ao produzirdes aquilo que quereis nas vossas realidades individuais.

Mas agora avançais para vós próprios munidos duma maior clareza, na identificação das vossas preferências. Quais serão as crenças a que dais expressão de modo associado às respostas automáticas, que são verdadeiramente autónomas e que não carecem de raciocínio? E já nem vos notificais a vós próprios por aí além por causa das respostas automáticas.

VOZ FEMININA: Nesse caso, e num certo sentido, uma resposta automática não será uma preferência insuspeita ou uma preferência inconsciente?

ELIAS: Não necessariamente. Pode nem estar de todo associada a uma preferência.

VOZ FEMININA: As preferências são passíveis de mudar. Não são imutáveis.

ELIAS: Certo, mas as respostas automáticas não estão necessariamente associadas às preferências. São respostas condicionadas e representam o funcionamento do tipo “piloto automático”.

E nessa medida, vós expressais a vós próprios que desperdiçais tempo ou que não dispondes de tempo suficiente para realizar tudo o que quereis. Vós dispondes de tempo e de energia de sobra para realizardes qualquer acto ou manifestação que queirais, mas não prestais atenção. Não prestais atenção ao tempo de que dispondes nem às vossas acções – àquilo que fazeis – e ao volume de tempo que gastais em modo de “piloto automático” e vos desdobrais em acções mundanas que são por natureza bastante repetitivas, no enquadramento do que reagis de forma condicionada.

VOZ FEMININA: Bom, talvez não precisemos prestar tanta atenção às respostas condicionadas de forma a podermos permanecer abertos a essa outra descoberta, e a valorizar as coisas. Já estabelecemos essas coisas. Está a tornar-se numa coisa costumeira, pelo que o podemos fazer sem pensar muito nisso ou sem lhe respondermos, e podemos focar-nos em coisas novas ou em outros valores, no processo de descoberta.

ELIAS: Ou assim não penseis. (A sorrir)

VOZ MASCULINA: Se o modo “piloto automático” se basear em crenças e possuirmos a capacidade de ter uma maior consciência de nós próprios, poderemos perceber a emoção que esteja associada à crença e a crença começar a sofrer uma alteração, e o “piloto automático” começar igualmente a mudar, não será? Por o “piloto automático” se basear em... Não estou familiarizado com a designação que lhe atribuis, mas o Seth referia-se a isso como as crenças insuspeitas, ou as crenças de que não estamos adequadamente cientes.

ELIAS: Prestar-lhes atenção.

VOZ MASCULINA: Prestar-lhes atenção, certo.

ELIAS: Deixai que vos proponha um cenário hipotético. Arranjais uma automóvel. Entrais nele. Activais um botão que lhe adicionastes, que vos conduz o automóvel e o faz de forma automática. Deixais de conduzir o veículo. Ele adopta a própria direcção sozinho.

Agora; se não desactivardes esse botão de avanço automático, que será que o veículo irá continuar a fazer?

GRUPO: Continuará em piloto automático; conduz; prosseguirá em frente.

ELIAS: Certo, continuará a fazer o mesmo que aquilo para que tiver sido programado para continuar.

Consequentemente, se vos colocasse dentro desse veículo e vos vendasse os olhos e não tivésseis noção do facto dele ter sido programado para avançar automaticamente, de que modo seríeis capazes de lhe mudar a direcção? Se não lhe desactivardes a funcionalidade de direcção automática, como podereis mudar a direcção do veículo? Não sereis, por não terdes consciência de estar a rodar em modo automático.

Mas, que será que isso implica? A limitação das vossas escolhas. Não vos elimina as escolhas; continuareis a dispor de algumas escolhas, mas isso limita-vos as escolhas.

De modo bastante semelhante todos dais expressão a respostas automáticas, e tais respostas automáticas são precisamente isso – automáticas - mas vós usais uma venda e não as objectivais, e é por isso que se torna altamente significativo e decisivo detectá-las.

VERONICA: Alguma vez poderemos dispensar essa detecção e tornar-nos completamente conscientes de nós próprios, e será por essa altura que abandonamos esta dimensão? Não andamos constantemente em busca de nós próprios, e a estudar-nos a nós próprios? Alguma vez chegaremos ao fundo disso nesta dimensão?

ELIAS: Não existe “fundo”. Não existe linha terminal. A acção da consciência está em contínua transformação, o que representa uma contínua auto-descoberta, sem início nem fim á vista. Essa é a acção da totalidade da consciência. Vós estais meramente a escolher participar nesta dimensão física e nesta forma de atenção. Vós integrais muitas outras formas de atenção que se acham focadas em muitas outras dimensões em simultâneo e em muitas outras áreas da consciência ao mesmo tempo que esta forma de atenção, e todas se acham a empregar uma mesma acção por diferentes modos.

VERONICA: A acção do auto-conhecimento?

ELIAS: E a da transformação, e a da exploração. Isso é a consciência, e a sua acção consiste em explorar, por ser desse modo que ela se expande. Mas não se trata “dela”nem “dele”. (Elias ri e o grupo acompanha-o) Tampouco vós (alusão ao género)! (Sorri)

Vamos fazer um intervalo e durante esse período podeis concentrar a vossa atenção em vós próprios e avaliar o que estais a fazer, e logo prosseguiremos. (Sorri) Muito bem!

Elias parte às 2:39 da tarde

INTERVALO

Elias volta às 3:26 da tarde (24 segundos)

ELIAS: Prossigamos. (Sorri, ao que se segue uma pausa) E então?

VOZ FEMININA: Esquecemos em que ponto deixaste a conversa. (Riso)

ELIAS: Ah, mas eu não esqueci! (Dá uma risada)

VOZ FEMININA: Eu sei! (A rir)

TED: Eu tenho uma pergunta. Tenho vindo a obter montes de imagens azuladas ultimamente, e estou ciente de seres tu, mas queria colocar uma pergunta específica. Tem sido adiantado pelo nosso pessoal das crenças médicas que um dos efeitos colaterais do Viagra possa ser esse efeito duma visão azulada. Eu gostava de saber se tu terás alguma coisa ver com isso, tens? (Riso generalizado, ao que o Elias se junta)

ELIAS: Eu gostaria muito de atribuir a mim próprio os créditos de tal invenção! Mas, ai de mim, devo conceder-vos o mérito de tudo o que vós criais! (Riso generalizado enquanto o Elias faz um amplo sorriso)

TED: Obrigado, Elias! Continuemos...

ELIAS: Continuemos! (Ri) E AGORA, onde se situa a vossa atenção??

JERRY: Nas respostas automáticas.

ELIAS: Ah! Do quê? (Riso) Qual seria a resposta automática que empregarias?

JERRY: Eu quero uma resposta!

ELIAS: Ah! (Ri)

SCOTT: Pertencerá, aquela senhora que andava a apanhar o lixo no exterior, à família Tumold? Ela também andou por aqui a observar o ar condicionado durante algum tempo. É só uma impressão.

ELIAS: (A rir) E é nisso que tendes a vossa atenção? (O grupo ri) Não é aqui!

Sim, estás certo quanto à impressão que tiveste, mas isso é um excelente exemplo de FALTA de atenção pelo momento e de não estar presente...

SCOTT: Bom, que mais constituirá uma novidade?

ELIAS: ...mas de vos interessardes pelo lixo. (Riso esparço) E como sois criativos ao oferecer a vós próprios impressões relativas ao lixo! (O riso prossegue, enquanto o Elias ri)

Mas, quais poderão ser as outras expressões da vossa atenção pelo momento – ou não?

GILLIAN: Encher a barriga, nutrir-me!

ELIAS: Ah, mas que é que estás a experimentar?

GILLIAN: Ah! De momento sinto-me satisfeita! (Elias dá uma risada e o grupo ri)

ELIAS: O que nos vossos termos é sempre agradável!

GILLIAN: Absolutamente! (Elias sorri)

ELIAS: E quanto a todos os outros - para além daqueles que se revelaram suficientemente ousados para se pronunciarem? (Elias volta-se ao redor da sala)

Que ratinhos - desde o começo desta reunião que tenho vindo a deparar-me com ratinhos! (Riso) Pelo menos eu sou consistente. (A dar risadas e para si próprio) Os ratinhos pequeninos não falam!

MARK: Tu mencionaste anteriormente nesta sessão a necessidade de drama, e que aquilo que criamos precisa... a necessidade deles se mostrarem dramáticos, e não necessariamente agradáveis. E isso faz-me pensar no Shakespeare e no aforismo dele que diz: “O Mundo todo não passa dum palco.” Ele estaria ciente disso quando proferiu essafrase? Tal como nós estamos do ponto de vista que expressaste acerca da necessidade de drama?

ELIAS: Não é necessariamente uma necessidade, mas uma preferência, muitas vezes.

MARK: Ele seria dotado do tipo de iluminação que hoje apresentaste, terá ele sentido isso?

ELIAS: Em associação com o drama?

MARK: Em sintonia com a visão do mundo que tinha?

ELIAS: De certo modo.

MARK: Existirá algum aspecto no drama que se ache associado ao desafio e a uma experiência do desafio mais eficiente?

ELIAS: Existe. Muitos experimentam uma expressão desse tipo de desafio associado ao drama. Alguns apenas criam drama para a sua própria euforia ou por ele fornecer interesse e satisfazer a curiosidade.

VOZ FEMININA: Ele também não nos ajudará a focar a nossa atenção exactamente no momento? Se se estiver a gerar diante de nós uma quantidade enorme de drama e de energia, que brote da nossa criação, isso deverá servir para atrair a nossa atenção, não?

ELIAS: Exacto; Não necessariamente para vós próprios, mas para o momento.

VOZ FEMININA: Estou a entender.

ELIAS: Agora, o truque está em empregar ambos: o agora e vós próprios.

JOHN: Sinto-me verdadeiramente confuso em relação ao real significado da  atenção. Eu posso estar a prestar atenção a uma porção de coisas diferentes no momento, mas como é que isso opera? Quando referes “atenção”, as pessoas respondem como se a uma coisa singular a que estejam a prestar atenção, mas isso jamais é o caso. Será aquilo em que pensamos... poderias esclarecer isso?

ELIAS: A atenção não é pensamento; A atenção sois vós. VÓS sois a atenção.

VOZ MASCULINA: Atenção da parte da nossa essência?

VOZ FEMININA: Nesse caso, não é propriamente do nosso corpo que a atenção que estamos...

ELIAS: Não.

VOZ FEMININA: É algo, um outro género de... o que nos parece mais vago e menos específico.

ELIAS: Que coisa sois vós? Quem sois vós? Que é que faz com que sejais o que sois?

VOZ FEMININA: Será a atenção?

ELIAS: É.

Vós não sois a vossa mente; não sois o vosso cérebro. Não sois a manifestação física da soma de tudo o que vos compõe. Não sois os pensamentos que tendes. Vós dirigis todas essas expressões, mas elas não são vós. Elas são expressões vossas. Vós sois a atenção, e deslocais-vos em muitas direcções diferentes. Mas tu tens razão, Rrussel, quanto ao facto da vossa atenção se mover por muitas manifestações em simultâneo e não apenas numa única direcção, coisa que já tive ocasião de referir imensas vezes. Mas esta ideia de serdes atenção também vos é pouco familiar e por isso um tanto difícil de empregar nos termos duma compreensão objectiva, por geralmente vos perceberdes como aquilo que encarais.

Associais o vosso ser e a vossa identidade relativamente à manifestação do vosso corpo físico, ao vosso sexo, e à vossa mente. Mas, em que consiste a vossa mente? Nos pensamentos que tendes, e os vossos pensamentos constituem um mecanismo portador duma função distinto, mas não diferente da do vosso batimento cardíaco ou do da vossa respiração. Consiste numa função. Um mecanismo, uma expressão objectiva física associada á vossa manifestação física, à consciência do vosso corpo físico. Não sois vós. É um mecanismo vosso que vós projectais. É por essa razão que continuo a referir-vos a todos para prestardes atenção a vós próprios.

Ora bem; deixai que vos diga que podeis prestar atenção a acções sem voltardes a atenção no sentido do raciocínio. Cada um de vós tem alturas em que pode estar bastante focado na atenção e não dar necessariamente ouvidos ao pensamento. E se vos perguntassem, a resposta que daríeis seria a de que estáveis com a mente em branco, sem pensar em coisa nenhuma. Cada um de vós passa por experiências dessas que vos servem de comprovação do facto do pensamento não ser atenção.

RODNEY: Que relação existirá entre a nossa consciência objectiva e a atenção? Não são a mesma coisa, não é? Ou são?

ELIAS: Não, não são.

RODNEY: Não são a mesma coisa.

ELIAS: Não. A atenção sois vós.

Agora; vós optastes por participar na manifestação física desta realidade. Por isso, também escolheis participar em associação com o modelo desta dimensão física. O seu projecto comporta dualidade - que todavia não deve ser confundida com duplicidade. Cada manifestação existente na vossa realidade comporta um aspecto de dualidade ou está associado a uma dualidade.

Agora; ao criardes uma manifestação física de vós próprios como uma forma de atenção, vós também gerais uma dualidade em termos de consciência. Uma consciência subjectiva, outra objectiva, as quais são complementos naturais uma da outra e se movem juntas e ao mesmo tempo. Nenhuma sucede à outra. Nessa medida, a vossa atenção move-se. Vós moveis a vossa atenção, enquanto vós próprios, em associação com as expressões subjectivas ou objectivas. Elas também geram diferentes funções associadas à dualidade da vossa realidade, da vossa dimensão física.

Quais são os elementos básicos da vossa realidade?

RODNEY: Os elementos básicos?

ELIAS: Sim.

RODNEY: A emoção...

ELIAS: Certo.

RODNEY: ...a sexualidade.

ELIAS: Quais são os elementos básicos da vossa consciência? Subjectiva e objectiva. Que coisa será isso? O reflexo desses dois elementos básicos da vossa realidade.

RODNEY: Como assim?

ELIAS: Subjectiva: emoção, comunicação. Objectiva: a sexualidade, a manifestação física. Por isso, a função da subjectiva assenta na comunicação nas suas múltiplas vertentes. A função da objectiva consiste em criar as manifestações físicas, as imagens objectivas.

A subjectiva permanece atenta a uma questão em cada altura ou a qualquer momento. A objectiva representa a manifestação das imagens abstratas. Isso possibilita a criatividade. Porque a subjectiva expressa uma dada questão, ao passo que a objectiva gera milhares de expressões relativas as essa mesma questão, ambas associadas na exploração.

RODNEY: Voltando de novo à atenção, em relação a tudo isto. Suspeito não dispor duma ideia inequívoca, seja lá o que for, do que a verdadeira atenção signifique. Eu queria perguntar-te, quando o John começou a falar a minha mente sofreu uma alteração imediata de qualquer outra coisa em que a estava a depositr para aquilo que ele estava a dizer. O sentido que tenho de mim próprio é o de que envolve uma mudança na minha atenção...

ELIAS: Exacto.

RODNEY: ... pelo que, quando tenho consciência daquilo de que estou ciente, isso não servirá como um indicativo dirigido a mim da posição que a minha atenção ocupa, pelo menos nesse instante?

ELIAS: Serve.

RODNEY: Mas eu possuo outras “formas” de atenção de ordem subjectiva?

ELIAS: Não. É uma questão do movimento da atenção.

RODNEY: Isso quererá dizer que a minha atenção seja singular, e que se desloca de uma coisa para a outra?

ELIAS: Não necessariamente.

RODNEY: Eu posso dar atenção a mais do que uma coisa de cada vez.

ELIAS: Exacto.

RODNEY: Então, se tiver consciência dessas três coisas, eu dedico-me a uma e deixo as outras.

ELIAS: Exacto.

RODNEY: Então, de certa forma é singular.

ELIAS: Não. (Riso suave)

RODNEY: Leva tempo...

ELIAS: Não necessariamente. É uma questão de direcção, e isso também está associado à conversa que tivemos antes do intervalo em relação ao conhecimento que tendes daquilo que vos influencia, quais serão as crenças expressadas e quais serão as preferências, e desse modo o que vos estará a influenciar a atenção no modo como se move, no modo como VOS moveis enquanto atenção.

Se derdes expressão a uma preferência ou ao interesse numa acção particular ou assunto, haveis de gravitar para esse assunto e mover a vossa atenção muito mais rapidamente em associação com esse tipo de acção. Se não sentirdes qualquer interesse, digamos assim, por uma outra questão, o mais provável é que desvieis a vossa atenção tão rápido quanto isso.

Se esse indivíduo estiver a conversar com outro e estiver a falar de negócios e não sentirdes necessariamente uma preferência por esse assunto, haveis de deixar de voltar a vossa atenção com a mesma rapidez para a informação que estiver em curso. Podereis voltar parte da vossa atenção, mas não com muita clareza, para passar a acolher alguma informação que estiver a ser tratada.

Outro indivíduo pode estar a ter uma outra conversa sobre um assunto diferente respeitante a uma experiência que ele tenha criado em relação a um encontro com uma fantasma, e talvez vós expresseis uma maior preferência ou interesse por esse assunto. Podeis continuar a empregar parte da vossa atenção na conversa, assim como alguma da vossa atenção – uma maior quantidade de atenção - nessa segunda conversa e colher a informação de ambas em simultâneo.

RODNEY: Então não é uma coisa singular, mas complexa de um tipo que corre uma forma de receptividade múltipla e de reconhecimento.

ELIAS: Exacto. Bom...

RODNEY: Se eu dedicar algum tempo a observar-me e a examinar-me, para ganhar intimidade comigo próprio e ver como a atenção se move, eu deveria tender a captar eventos bastante singulares à partida, só para ver como salto da consciência duma coisa para outra.

ELIAS: Individualmente talvez possas envolver-te com um tipo de acção desses. Isso também estaria associado a ti individualmente e às tuas preferências.

VERONICA: E se estudar a consciência dele, que função terá o pensamento nisso? Como será que ele ou algum de nós saberemos se é pensamento ou uma consciência verdadeira? Será isto a verdade ou será apenas um pensamento que tenho motivado pelas crenças que abrigo? Chegará sequer a existir alguma verdade?

ELIAS: A verdade associada á vossa dimensão física incorpora pouca relação com os valores que expressais. A verdade não é o que estimais como tal. A consciência comporta muitas verdades, mas a expressão delas na vossa realidade parece insignificante.

Aquela verdade que vós valorizais um pouco – um pouco – é a do amor. Mas eu digo-vos que a valorizais “um pouco”, por na maior parte incorporardes uma definição incorrecta dele enquanto verdade; por isso, a compreensão que tendes da verdade inerente ao amor é limitada.

A maioria das verdades que mantendes no contexto da consciência vós haveríeis de julgar insignificantes e não propriamente válidas para a exploração que empreendeis nesta dimensão física, por estardes mais familiarizados com as expressões das crenças.

As crenças encerrarão alguma verdade expressa? Não. Vós buscareis descobrir as verdades expressas nas crenças? Buscais, e nisso reside a cilada em que caís. Por as crenças não encerrarem nenhuma verdade expressa, e é para a consciência disso que vos estais a encaminhar na acção desta mudança: Consciência das crenças que expressais, o reconhecimento de que não constituem o vosso inimigo, e de que constam unicamente do modelo desta dimensão física, e de que não sois singulares e de que não sois apenas esta atenção (Nota do tradutor: Exclusividade de carácter com que nos identificamos). Sois a essência, e enquanto essências incorporais um número incontável, literalmente ilimitado de atenções.

Esta dimensão física particular, conforme declarei muitas vezes, constitui uma das dimensões físicas mais complexas que a consciência comporta, que vos proporciona uma oportunidade de vos perceberdes como essência e ver-vos reflectidos na vossa manifestação física actual, por serdes tão diversificados nesta dimensão física particular.

Todos estais cientes de que mesmo que definais a vossa atenção como pensamento - coisa que, até à data a maioria faz, por incorporar uma definição incorrecta da atenção e do pensamento e das comunicações... Mas esse é também o propósito desta mudança: redefinir, procedendo assim à redefinição da vossa realidade. Mas nessa medida, nas manifestações daquilo que percebeis ser, enquanto seres humanos, em qualquer altura ou a qualquer momento podeis mover a vossa atenção em associação com MUITAS expressões em simultâneo.

(A olhar para a Veronica) tu desempenhas a função de mãe. Em qualquer altura és capaz de deslocar a tua atenção para ti própria a fim de passares a assumir a função de limpeza do teu lar ou fazer uma refeição, e a tua atenção pode igualmente dirigir-se para o teu pequeno e para o que estiver a ser dito, e podes ter noção da tua televisão e das tuas gravações; podes estar atenta às alterações que se produzirem na luminosidade da tua dependência. Todas essas acções estão a decorrer ao mesmo tempo, e tu tens noção delas todas em simultâneo.

Cada expressão da consciência disso constitui o movimento dum aspecto da tua atenção numa direcção diferente. De maneira similar à essência, existem inúmeras formas de atenção que estão a ser expressadas em simultâneo. A apreensão da consciência de QUALQUER dessas expressões não vos diminui no que sois, e não podeis separar nenhuma dessas formas de atenção nem nenhuma dessas formas de consciência de vós, enquanto aquilo que sois.

VERONICA: Por sermos todas elas.

ELIAS: Exacto. Por isso, vós não absorveis nenhuma dessas consciências em vós para passardes a ser o Eu completo, não é? Vós já sois a totalidade do que vos compõe. Apenas deslocais a vossa atenção de forma a dispordes da atenção dessas consciências de um modo objectivo – (a olhar para o Rodney) a diferença entre a atenção e a consciência: acolher a informação e tomar conhecimento dela, reconhecendo-a.

RODNEY: Discernindo.

ELIAS: Sim, isso representa a consciência objectiva. Mas a atenção terá sido dirigida para muitas áreas distintas e acções simultâneas.

Do mesmo modo, vós enquanto essência incorporais, até mesmo somente nesta dimensão física, muitos focos da atenção. Eles decorrem todos em simultâneo; mas sois todos esses focos. São diferentes expressões de vós, por constituírem distintas formas da vossa atenção, formas de atenção diferentemente dirigidas.

VOZ MASCULINA: Parece-me a mim que a atenção seja sinónimo de consciência. Nós somos atenção; somos consciência. Por isso dirigimos a nossa consciência, ou algo do género.

ELIAS: Referindo-o em termos figurados, em relação àquilo que conheceis e compreendeis nesta realidade física. Porque a atenção pode não ser necessariamente definida como aquilo que se insere na consciência, nem como estando associada a uma dimensão física ou a uma realidade física. Mas digamos que sim.

JIM: Elias, eu sei que possuo múltiplas formas de consciência, ou múltiplos focos em simultâneo. Quando uma se separa e sofre uma transição, ou lá o que é, que acontece a essa consciência? Eu entendo que continue. Ela reencarnará novamente? Irá para alguma outra parte? Criaremos um outro foco qualquer noutra parte qualquer na pessoa de alguém que passe a integrar esses pensamentos ou recordações ou consciência? Que acontece à personalidade?

ELIAS: Que propósito teria a reencarnação? (*)

JIM: Desde que, de qualquer modo, existem todas em simultâneo.

ELIAS: E também haveria de ser bastante redundante. Vós experimentaste o que escolhestes experimentar e explorastes o que escolhestes explorar, e isso tudo em simultâneo. Nessa medida, cada forma de atenção continua em qualquer exploração que escolha.

JIM: Noutras realidades?

ELIAS: Talvez, ou talvez noutras áreas da consciência, sem que estejam necessariamente associadas às dimensões físicas. Não se trata dum movimento que ocorra em planos mais elevados ou menos elevados. É uma questão de escolha, e da direcção que essa atenção escolha passar a explorar assim que tiver cumprido cada uma das explorações que empreende.

JIM: Alguma delas terá escolhido voltar a este plano físico uma segunda vez?

ELIAS: Não. Uma vez mais, isso seria redundante.

Deixa que te diga, meu amigo, que vós não estais a aprender; por isso, não interpreteis mal. Mas estivésseis vós a frequentar uma aula numa escola, e avançásseis no curso que estivésseis a fazer, digamos assim, e o completásseis, qual seria o propósito de voltar a ele, para além de ser desnecessário? Vós já  tereis realizado isso. Já tereis frequentado o curso de estudo. Já proporcionastes a vós próprios a informação e já o completastes. Por isso, escolheis passar para uma outra experiência. É assemelha-se bastante às formas de atenção e à essência e à consciência.

JIM: Então, se possuímos milhares de focos individuais nesta realidade física particular a espalhar-se ao longo do espectro temporal, quando eles se separam (do corpo) geralmente não regressam a esta realidade física, e avançam para diferentes áreas da consciência?

ELIAS: É verdade.

VOZ MASCULINA: Eu não entendo muito bem parte da terminologia, termos como “de novo” e “completou”. O tempo não constitui um parâmetro real da consciência. Assemelha-se a uma sequência de eventos, e eu não compreendo o que uma sequência de eventos signifique, para além duma manifestação física.

ELIAS: Eu entendo aquilo que estás a expressar, mas vós estais envolvidos numa manifestação física que incorpora tempo linear pelo que isso se torna familiar e facilmente compreensível em associação com a linguagem e os conceitos. Muitos experimentam um enorme desafio e dificuldade ao tentarem entender de forma desenquadrada do contexto da sequência dos eventos e da linearidade do tempo, por isso ser o que conheceis e o que estais a experimentar.

VOZ MASCULINA: Nesse caso, estás a dizer que a descrição que fizeste era uma metáfora de algo que pretendias descrever-nos mas que na nossa linguagem não consegues? A descrição que elaboraste poderia ser considerada uma metáfora?

ELIAS: Sim, de certa forma.

VOZ MASCULINA: Obrigado.

ELIAS: De nada.

RODNEY: Ao investigar o sentido que tenho daquilo por que se traduza a minha atenção e da forma como se move, disseste-nos para descobrirmos aquela parte de nós que procede às escolhas. Parece-me a mim que a escolha e a atenção estejam intimamente ligadas. Poderás comentar o relacionamento que existe entre ambas?

ELIAS: Sim, tens razão.

Bom; isso também consiste numa diferenciação da consciência, da consciência objectiva. Porque a vossa atenção conduz-vos a percepção e desse modo torna-se no factor que dirige as vossas escolhas, mas podeis necessariamente não incorporar uma consciência objectiva do sentido em que estejais a direccionar a vossa atenção.

VOZ FEMININA: Então, será isso que nos estás a dizer para tentarmos fazer, para termos consciência objectiva do sentido que a nossa atenção toma e da forma como se desloca, ponto esse a partir do qual passaremos, no presente, a discernir o modo como reagimos a isso, a seguir ao que reconhecemos as crenças que temos, propiciando uma redução da possibilidade de trauma ecom tal acção?

ELIAS: Sim! (Riso) O que parece bastante simples, não é mesmo? (Riso geral)

JON: Onde será que a minha consciência subjectiva geralmente situa a sua atenção proporcionalmente à minha atenção?

ELIAS: A tua atenção, falando em termos gerais, acha-se em grande parte igualmente distribuída entre a consciência subjectiva e a objectiva. Por vezes, poderás mover a tua atenção ligeiramente mais no sentido duma do que da outra.

No vosso estado de sono, a vossa atenção desloca-se ligeiramente mais para a acção subjectiva, e durante o vosso estado desperto a vossa atenção volta-se ligeiramente mais para a vossa consciência objectiva, mas não duma forma extrema. Não é conforme pensais, que durante o sono a vossa atenção se foque inteiramente no movimento subjectivo e durante o período desperto se foque inteiramente na vossa consciência objectiva. Esse não é o caso. Trata-se duma ligeira inclinação para uma ou para outra em ambos esses dois estados.

JON: A minha consciência subjectiva, geralmente não focará a sua atenção nas crenças porque alinho? Ou terá ela alguma outra actividade a decorrer?

ELIAS: É uma combinação do que escolheis explorar durante esse período, a direcção que tomais e as crenças que expressais em associação com essa direcção e a identificação delas; e a expressão objectiva disso consiste em gerar imagens por muitos, muitos e diferentes modos.

JON: Nesse caso, a minha consciência objectiva... bom, penso que comunico com a consciência subjectiva, mesmo que seja suposto que a consciência subjectiva seja quem comunica, mas creio que como também sou subjectivo, eu automaticamente comunico com ela, e é desse modo que consigo mudar a atenção dela.

Digamos que eu pretendesse mudar para uma crença diferente - eu realmente quero conseguir isso em relação à minha consciência subjectiva, pelo que me submeto a esse processo e observo as minhas crenças, dirijo-me a elas e por aí fora - e a seguir quisesse mudar a minha atenção para uma crença diferente. Penso que teria que fazer tudo isso ao nível subjectivo, não?

ELIAS: A subjectiva e a objectiva complementam-se; ambas movem-se em harmonia. Não é uma a acompanhar a outra. Elas movem-se juntas. Apenas expressam diferentes funções, diferentes acções, mas movem-se inteiramente em conjunto. Por isso, não é uma questão de mudardes a vossa atenção para a subjectiva e de produzirdes alguma acção que a objectiva siga. É uma questão de prestardes atenção a vós. Vós SOIS a atenção. Produzi uma consciência dessa atenção.

Conforme tenho declarado, o movimento e as expressões subjectivas, ao contrário daquilo que pensais, não vos estão ocultadas. Vós apenas não as detectais. Não moveis a vossa percepção objectivamente em associação com a atenção do movimento subjectivo, mas ele não vos está ocultado; e o modo por meio do qual vos tornais objectivamente cientes do que estais a expressar ao nível subjectivo é prestando atenção àquilo que fazeis. Se prestardes atenção àquilo que fazeis, oferecereis ao mecanismo do vosso pensamento uma informação mais exacta, e ela passará mais a traduzir-vos com uma maior precisão o que estiver a ser expressado e a vossa direcção e o que estiverdes a criar.

Os vossos pensamentos nem sempre correspondem ao que fazeis. Podeis pensar: “O desejo que tenho é de atravessar este compartimento. O desejo que sinto é de atravessar esta sala. O desejo que sinto é de atravessar este compartimento agora. O desejo que sinto é de atravessar este compartimento...” E continuardes sentados sem chegardes a atravessar o compartimento. Os vossos pensamentos estão a interpretar informação só que duma forma imprecisa.

Eles poderão interpretar informação em associação com a forma como moveis a vossa atenção, mas a vossa atenção pode estar a ser projectada fora de vós; e talvez percebais em termos visuais algum objecto ou indivíduo do outro lado do compartimento que penseis querer abordar, devido a que aquilo que estejais a comunicar a vós próprios através do sentido visual - que consiste num modo de comunicação - seja uma atracção ou um apelo, um ímpeto para com um objecto qualquer ou indivíduo do outro lado do compartimento, mas poderdes simplesmente reconhecer essa atracção por meio desse sentido particular. O que não quer dizer que o desejo que sentis seja de atravessar o compartimento. Admitistes uma informação e traduziste-la erradamente, por a vossa atenção não estar a ser dirigida para o que estais efectivamente a fazer e para o que estais efectivamente a comunicar a vós próprios em relação àquilo que quereis.

Vós compreendeis mal a informação que estendeis a vós próprios, por estenderdes ao vosso processo de raciocínio uma informação incompleta, em função do que, ela passa a expressar uma interpretação (tradução) incompleta.

RODNEY: Eu estou a perceber-me e à minha atenção, a qual se foca bastante em ti. Decidi alterar essa atenção e passei a focar-me no Frank enquanto me focava em ti. Trinta segundos mais tarde, ele chega-se a mim e toca-me nas costas da mão. (Para o Frank) Agora, terás percebido que eu estava...

FRANK: Eu queria comunicar contigo, razão porque fiz isso. Por isso, sem dúvida que tinha algo.

RODNEY: Estaria ele a responder à alteração que eu estava a provocar na minha atenção, pelo facto de o ter atraído? Porque aí tu imediatamente afirmaste que atraímos aquilo em que focamos a nossa atenção.

ELIAS: Na realidade, a declaração relativa ao atrair que proferi não era a de que atraís aquilo em que vos focais, mas o facto de poderdes interpretar erradamente uma atracção ou um desejo, e o facto de que os vossos pensamentos vos poderem estender uma tradução incompleta.

RODNEY: Estarão os meus pensamentos a incorporar muita interpretação errada com respeito a isto? (A rir)

ELIAS: Ora bem; aquilo que vos posso dizer neste intercâmbio é que projectais uma energia no exterior que passa a ser acolhida pelo outro indivíduo. Cabe ao outro indivíduo o modo dele optar por passar a reagir-lhe ou o facto de dever responder a essa vossa energia, só que a energia foi acolhida. Geralmente, o outro indivíduo deve dar resposta, e é escolha que vos cabe a vós a forma de passardes a acolher a projecção que ele fizer dessa energia. Esse é o tipo de câmbio que opera. Moveis a atenção, projectais a energia, e acolheis energia por forma similar àquela que projectais.

RODNEY: Só mais uma pergunta rápida: tu empregaste a terminologia “Prestar atenção à nossa atenção.” Poderei empregar o termo “perceber” neste caso, detectar a atenção?

ELIAS: Podes.

RODNEY: Por me sentir meio apanhado num grande redemoinho...

ELIAS: Muito bem.

RODNEY: ...toda a vez que empregas isso de: "prestar atenção à atenção."

ELIAS: Muito bem.

RODNEY: Obrigado.

LORRAINE: Na minha realidade, se eu quiser que não venha a acontecer uma guerra com o Iraque, não será melhor para mim deixar de depositar a minha atenção no que estiver correntemente a ocorrer?

ELIAS: Isso também consiste uma escolha. Posso-te dizer-te que talvez possas examinar aquilo que te influencia no desejo que manifestas por que não ocorra uma guerra.

LORRAINE: As crenças que me influenciem o desejo que sinto por que não ocorra uma guerra?

ELIAS: Exacto.

LORRAINE: Está bem, eu vou pensar nas razões porque não desejo que ocorra uma guerra.

ELIAS: Existem juízos que estão a ser expressados. Se não houvesse juízos, isso não teria importância.

LORRAINE: Queres dizer que não ocorreria nenhuma guerra?

ELIAS: Não necessariamente, só que intimamente o facto de passar a ocorrer uma expressão de guerra ou não seria destituído de importância.

(De forma veemente) E ISSO representa a energia da aceitação, ISSO representa a energia que, se cada um de vós produzir, irá criar um colectivo que dissipará a energia inerente à criação da guerra, por isso se revelar destituído de importância. Só que nesta altura assume importância, pelo que o criais ou deixais de criar – justamente com base nessa importância.

CAROLE: Mas se não atribuirmos juízo à guerra, como o facto de não ser boa, nem ser má, mas apenas o que é, aí ajudaremos a dissipá-la?

ELIAS: Exacto, PORÉM, apenas se o expressardes duma forma genuína. Porque se a motivação que tiverdes for a de expressardes a vós próprios: “Não tem importância, e por isso não ocorrerá”, estareis a continuar a expressar juízo.

CAROLE: No meu entender existem muitas versões desta realidade, e eu situo a minha atenção agora nesta versão que me encontro a experimentar. Por isso, se eu na minha atenção não quiser que ocorra uma guerra, só preciso colocar a minha atenção numa versão em que a guerra não se manifesta. Não será acertado?

ELIAS: Podes sim.

CAROLE: E caso queira a guerra, mantenho a minha atenção na versão em que a guerra se manifesta.

ELIAS: Não necessariamente. Não é necessariamente uma situação de...

CAROLE: Se esse for o critério que usar para alterar a minha atenção.

ELIAS: Eu compreendo aquilo que me estás a dizer. É uma questão das crenças que alcançam a expressão. Nessa medida, permite que te recorde que tu podes empregar crenças que sejam expressadas e não concordares de um modo objectivo com as próprias crenças que expressas (o grupo manifesta concordância geral e ri), e continuares a expressar uma energia externa e a gerar manifestações.

Podes aceitar crenças associadas à protecção e à propriedade e podes discordar das tuas próprias crenças duma forma objectiva. Podes estar em desacordo e expressar para ti própria e a toda gente: “Eu não concordo com a guerra”. Mas isso constitui uma declaração imprecisa, porque em que motivação assentará a acção de guerrear? Protecção, sentimento de posse, ditar sentenças, o certo ou o errado, a expressão da mudança. Vós não incorporareis essas crenças? Ah, mas isso é que incorporais! Podeis discordar duma forma objectiva das crenças que professais, que isso não quer dizer que elas não possam alcançar a expressão.

Por isso, podeis alinhar pelas fileiras dos que erguem protestos colectivos e empunhar cartazes e expressar à viva voz não acreditardes na guerra, e simultaneamente a cada dia que passa podeis continuar a empregar actos que sejam influenciados pelas mesmas crenças que provocam os actos de guerra, e como tal também estais a tomar parte nessa projecção de energia que vai gerar tal acto.

Agora; também te posso dizer que alguns empregam a acção de criarem uma realidade de forma genuína pela qual não tomam parte nem prestam atenção às escolhas das massas de indivíduos que possam contemplar a hipótese ou voltar-se na direcção da guerra.

CAROLE: Provavelmente eu encaixaria nessa categoria. Eu não leio nada disso; não tenha a menor coisa a ver com isso. As pessoas não param de me enviar coisas que eu apago logo. Nem sequer consigo sentir qualquer interesse nem dar a mínima atenção ao que quer que seja dessa área.

ELIAS: E não a estás a provocar, e nem estás a projectar uma energia no âmbito da consciência que seja passível de ser experimentada por um tipo de expressão desses, que é cedida a muitos outros e que geram um tipo de expressões duma energia semelhante caracterizada por uma falta de atenção ao que estiver a ser expressado. Mas há muitos que prestam atenção e que geram preocupação e apreensão e medo, e que expressam uma energia associada à manifestação dessa acção.

Nisso reside o significado de prestar atenção ao que estiverdes a fazer e ao que estiverdes a expressar e às crenças que estiverem a influenciar isso. Porque, que energia projectareis que vá afectar sobremodo no âmbito da consciência, e a que estareis a ceder vós energia?

RODNEY: Durante a maior parte do dia eu presto atenção. Não me envolvo naquelas discussões intermináveis relacionadas com isso, mas passo talvez uns 15 a 30 minutos ao dia bastante focado nas notícias relacionadas com os acontecimentos mais importantes. Estou a abrir-me à ideia de que isso não tem interesse para mim, mas sinto bastante interesse pelo que o mundo faz.

ELIAS: Não te estou a dizer para deixares de prestar atenção em resultado do que possas passar a deixar de contribuir para a criação duma guerra. Estou unicamente a dizer-te que alguns escolhem esse tipo particular de expressão como método para genuinamente prestarem atenção às preferências individuais que têm sem expressarem juízo crítico quanto ao facto da acção ser utilizada ou não.

RODNEY: Bom, trata-se duma pergunta bastante pessoal, mas estou a abrir-me à ideia de “estar a criar uma forma de julgamento” com relação a isso, e parece-me que me estou a voltar na direcção do desinteresse: “se eles querem fazer uma guerra, então que façam!” Quero dizer, não me interessa, e o facto de prestar atenção assenta num dos interesses e na curiosidade que sinto.

ELIAS: Eu entendo.

RODNEY: Estarei a enganar-me a mi próprio? Penso que a pergunta se resuma a isso.

ELIAS: O modo porque poderás responder a essa pergunta no teu íntimo é prestando atenção ao que fazes durante o teu dia. Estarás a integrar acções que sejam influenciadas pelas crenças inerentes à protecção? Estarás a incorporar actos que sejam influenciados pelo sentimento de posse e à protecção dele? Estarás a empregar formas de juízo crítico em relação às escolhas e opiniões dos outros? Vós podeis, conforme tenho declarado muitas vezes, abrigar as vossas opiniões e as vossas preferências sem julgardes.

RODNEY: Obrigado.

ELIAS: Não tens o que agradecer.

JUNE: Será no acto de julgamento que acabamos por depositar a energia, estaremos a perder a energia? De que forma poderei dizer isto? Tu dizes que nós recebemos energia daquilo em que nos projectamos, em termos de energia. Se fizermos um julgamento – sem que importe aquilo que esteja a motivar esse juízo da nossa parte - não estamos realmente cientes de estarmos a exteriorizar essa energia, ou estaremos?

ELIAS: Por vezes estais, e outras vezes não.

JUNE: Então por vezes não temos consciência disso.

ELIAS: Exacto.

JUNE: Por vezes não temos noção das alturas em que ajuizamos. Falando por mim, eu tenho consciência de ter alturas em que não tenho noção do que esteja a julgar, pelo que tenho que ter percepção disso...

ELIAS: Exacto.

JUNE: ...porque se eu estiver a ajuizar, estou realmente a desperdiçar a minha energia pessoal.

ELIAS: Por vezes podes expressar um juízo e negá-lo veementemente, e poderás dizer: “Não, não estou a julgar ninguém. Isto é meramente aquilo que é.”

JUNE: E nesse caso estarei a colocar a minha energia nisso. Obrigado.

SCOTT: Existirá alguma ligação entre o facto da Enron ser corrupta e a suposta crise do poder, e a ideia de nos protegermos a nós próprios, a necessidade de nos protegermos a nós próprios?

ELIAS: Há.

SCOTT: Fixe. (Riso) Essa foi fácil! Além disso, existe uma ligação entre a redução de trauma, e a criação de energia suficiente para todos, algures por aí. Penso que o trauma, como a crise de energia, seja os medos que alimentamos quanto ao facto de não sermos capazes de proteger-nos no futuro, será isso...?

ELIAS: Não necessariamente. O medo que sentis deve-se ao desconhecido. Está um espantoso movimento a decorrer por esta altura de que as pessoas por todo o vosso mundo estão a tomar consciência, só que ele é estranho.

As pessoas acham-se objectivamente mais bem informadas em relação à sua realidade objectiva do que terão sido ao longo da vossa história. Existem actualmente mais, nos vossos termos, expressões a ser avançadas de vós próprios e espelhar-vos enquanto essência e às capacidades que tendes nas vossas manifestações físicas objectivas, do que tereis criado ao longo da vossa história, o que é evidenciado através do que criais, das vossas comunicações de massas.

Se cada um de vós aqui presente neste compartimento neste exacto momento, se tivesse manifestado há uns cem anos atrás não estaríeis aqui neste compartimento por não terdes percepção uns dos outros duma forma objectiva, por não terdes feito uso da manifestação do tipo de comunicação de massas que agora utilizais. Na realidade, nem sequer há dez anos atrás, vos encontraríeis aqui reunidos. (O grupo murmura e revela acordo)

Vós estais rapidamente – muito rapidamente – a acelerar na imagem reflectida de vós próprios enquanto essência e nas capacidades que integrais enquanto essência na vossa realidade física por intermédio do que criais e do que inventais, o que representa um outro aspecto desta mudança de consciência. Estais a acelerar esta mudança, e a tornar-vos mais conscientes da interligação que vos caracteriza.

Qual é a terminologia que empregais associada aos vossos computadores actualmente – internet, ou seja interligados!

SCOTT: Em relação à tecnologia dos jogos de vídeo, eles proporcionarão um meio de distracção que permita um movimento subjectivo? Porque comecei a jogá-los recentemente, na verdade ainda não os explorei muito mas recentemente comecei a jogar e descobrir que me permitiam relaxar de verdade e ser capaz de pensar nas coisas e soltá-las, sem desconsiderar os pensamentos que tenho e obter uma tradução completa.

ELIAS: A realidade virtual não é tão virtual quanto isso! (Riso) Mais um espelho do que sois.

Que foi que vos disse desde o começo destas reuniões? Vós assemelhais-vos a um holograma, e criais os vossos jogos de forma a vos espelharem aquilo que criais nesta realidade - que não passa dum jogo! (A sorrir)

KAREN: Elias, poderemos trazer a esta conversa... estavas a falar da atenção, e da forma como opera em relação à sincronicidade, e de avançarmos com energia e de criarmos não somente atenção entre as pessoas mas em relação aos eventos causais, e de alinharmos isso com os eventos sincronísticos, do mesmo modo que as pessoas focarem a atenção umas nas outras e criarem igualmente algum tipo de rede desse modo?

ELIAS: É bastante natural. Vós projectais energia no exterior; conduzis a vós de modo semelhante. Trata-se dum movimento natural.

Todos vós dais expressão a uma abertura formidável. Isso engloba a vossa única expressão de interligação que não é bloqueada pelas crenças que tendes na separação. A energia é expressada. E vós expressais continuamente energia no exterior, duma forma natural.

SCOTT: É por isso que nos encontramos na Estalagem Holiday Express! (Riso, que contagia também o Elias) Um ponto!

ELIAS: Vós conduzis naturalmente a vós, como um reflexo, e essa é a razão porque não existem acidentes nem coincidências. É tudo bastante intencional e vós criais um modo bastante eficiente por meio da qual vos podeis perspectivar e aferir por esses reflexos.

KAREN: Ao recorrermos à nossa intuição e a coisas desse género?

ELIAS: Isso é um meio de prestardes atenção a vós próprios. O que quer que empregueis na vossa realidade que possa estar associado a algo que percebais como exterior a vós próprios – um outro indivíduo, um ambiente, uma criatura – tudo isso ganha expressão através do que expressais como um reflexo vosso e do que estiverdes a criar no momento. Porque aquele que vós conheceis objectivamente menos, sois vós; por isso, forneceis a vós próprios inumeráveis modos por meio dos quais podeis reflectir-vos.

PETE: Isto vai parecer uma loucura, mas eu estou a tentar compreender-te. Eu criei tudo isto – tudo bem, sou capaz de aceitar isso, e criei-te a ti. Contudo, mal posso esperar ouvir o que tenho a dizer de seguida! (Riso) Já sei disso, mas encontrámo-nos aqui para nos surpreendermos e tu vais-me surpreender, todavia não o podes fazer porque eu criei-te, pelo que já sabia mas ainda assim vou-me deixar surpreender. Vou aceitar o facto.

Alguém cá atrás disse uma coisa qualquer... não sei o que se passa entre o Rodney e o Frank – não era sobre isso que estava a falar – mas penso que tenhas sido tu quem terá dito que existem realidades infinitas lá fora. Por isso, quando falas de criarmos a nossa própria realidade, quererás realmente referir-te ao facto dessa criação como uma escolha actual em cuja realidade pretendemos continuar?

Por exemplo, quando a Lorraine se pronunciou com relação à guerra, isso deixou-me a cabeça verdadeiramente a andar à roda. Mas a frase “não tem importância” surge-me de novo. Por isso, digamos que a Lorraine não o tenha feito – ela fala continuamente acerca da guerra, tal como eu com ela – e nós tenhamos parado de fazer isso e isso não tenha importância. Bom, a guerra poderia prosseguir, mas ainda assim não ter importância para nós? Será isso que querias dizer?

ELIAS: Exacto.

PETE: E quando estamos a criar a nossa realidade, estaremos a escolher que realidade, por entre a multiplicidade de versões que estejam diante de nós?

ELIAS: Não.

PETE: Não, não, não. Nós estamos efectivamente a criá-la.

ELIAS: Estais. Não dispondes de muitas realidades diante de vós. Vós estais a criar aquela que estais a experimentar.

PETE: E essa torna-se numa das possíveis  que são em número incontável.

ELIAS: Exacto.

PETE: Então deixa que te coloque uma pergunta: terás passado pessoalmente pela mudança?

ELIAS: Eu estou a passar.

PETE: Estás a passar por ela neste momento?

ELIAS: Por ela estar a ocorrer, e eu me encontrar a interagir convosco; apesar do que, eu emprego (tenho) formas de atenção (vidas) que na linearidade do vosso tempo poderão ser encaradas como passadas e realizado a mudança.

PETE: Então, já te encontras ligeiramente mais adiantado no percurso do que nós, talvez, em termos de consciência.

ELIAS: Não, eu apenas tenho percepção dessas formas de atenção.

PETE: Foi o que eu quis dizer, em termos de consciência. Experimentas algum trauma?

ELIAS: Não.

PETE: Então dá-nos alguma pista sobre o modo de deixarmos de sentir trauma. (Riso)

ELIAS: Mas isso foi o que estive a sugerir em toda esta conversação!

E com isso vamos concluir, meus amigos, por ESTA ser a informação destinada a evitar o trauma nesta mudança. Lembrai-vos do vosso valor, do que valorizais e da forma como realizais esse valor, e da próxima altura em que gerardes algum conflito ou desconforto, lembrai-vos de como estais a cumprir com o vosso valor. (Riso, enquanto o Elias dá uma risada)

Dirijo-vos o meu encorajamento e o meu apoio a todos, e estendo-vos a minha expressão de autenticidade à luza da verdade do amor que sinto para com cada um de vós. Fico a antecipar o nosso próximo encontro. Diverti-vos!

GRUPO: Obrigado, Elias. Obrigado.

ELIAS: A todos, au revoir.

Elias parte às 4:51 da tarde.


Notas do tradutor:

(*) “...Que propósito teria a reencarnação?...”

Frase aparentemente capciosa, esta que o Elias aqui emprega. Tenhamos presente que a grande distinção que ressalta dos termos e os conceitos aqui empregues pelo Elias em relação àqueles empregues pelo Seth assenta basicamente na questão da diferença de sentido que tanto um como o outro dão ao tema.

Elias aborda o conceito da reencarnação de modo diferente daquele que o Seth emprega, pelo que nos devemos centrar no sentido de que ambos os conceitos se revestem: o do Elias, formulado com base na ausência de tempo, e no pormenor inerente à identidade (as características corporais, o carácter específico, tudo com que nos identificamos nesta “vida” e compõe a concepção que formamos da nossa personalidade e que mais ou menos erroneamente pensamos que se possa repetir; o do Seth, fundado com base no ponto de vista da essência da personalidade e a partir duma perspectiva enquadrada no tempo.

Essencialmente, portanto, o conceito de reencarnação conforme aqui é abordado – muito concisa e criteriosamente, conforme é característico de todas as abordagens do Elias - difere em espécie da abordagem que merece por parte de outras fontes, o que pode parecer um paradoxo, mas não constitui contradição nenhuma.

Digamos, que para a nossa mentalidade e em face dos fundamentos que se destacam no estilo de questionamento que elaboramos, esta (a do Elias, subentenda-se) se adequa na perfeição. A apreciação que ele faz do tema assenta  ponto de vista do indivíduo enquadrado na identidade por que se revê, enquanto a do Seth o faz do ponto de vista da “alma”. De qualquer modo é uma expressão – UMA apenas, a par com as “notas não expressadas que compõem a totalidade da sinfonia”, realidades prováveis e alternadas, etc. - da base e do fundamento de todo o sentido inato de integridade e de experiência ou conhecimento inato – que, todavia, não deve ser confundido com evolução.

domingo, 24 de julho de 2011

ACEITAÇÃO DOS OUTROS



Sessão 217
"Aceitação dos outros (102) em Nove Passos Fáceis (Versão Básica, ou introdutória)
Domingo, 14 de Setembro de 1997 © (Grupo)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes: Mary (Michael), Vicki (Lawrence), Ron (Olivia), Cathy (Shynla), David (Mylo), Gail (William), Bob (Siman), Drew (Matthew), Norm (Stephen), Reta (Dehl), Bobbi (Jale), Stella (Cindel), Marcos (Marta), e a Norma (Paul).

Elias estava definitivamente “em cima esta noite! Esta foi uma sessão divertida!
Elias chega às 6:43 da tarde. (O tempo de chegada foi de dez segundos)
ELIAS: Boa noite! (A sorrir) Vamos dar início a esta noite com o nosso jogo. (Pausa)
...
ELIAS: Esta noite vamos começar, enquanto estudantes do Grande e Onisciente Mestre Elias, pela aula da Aceitação dos outros! (Desatamos todos a rir. O Elias estava muito bem-humorado esta noite! Tenham em mente que a forma como dispensou o material que se segue foi extremamente cómica e jocosa)
RETA: Isto agrada-me!
ELIAS: Como o pré-requisito assenta na Aceitação Pessoal, 101, a Aceitação 102 é a continuação da aceitação dos outros indivíduos e dos conjuntos de premissas e crenças e do modo de abordar e de se dirigirem aos outros, por esta questão ter sido colocada muitas vezes. Por isso, o professor passará agora a instruí-los por meio de “métodos” tipo passo-a-passo... (A sorrir para a Reta, enquanto desatamos de novo a rir)
RETA: Bom, penso que já não é sem tempo!
ELIAS: ...relativos ao modo de vos dirigirdes àqueles que vos abordam com relação ás experiências que empreendem na presente mudança, assim como aos sistemas de crenças que sustentam. A seguir passarei a responder às perguntas que colocarem, após a nossa breve palestra. (Riso)
Começamos pelo cenário dum indivíduo que vos possa abordar – a vós estudantes muito dotados – (desatamos todos a rir de novo) e os possa inquirir sobre informação relativa às suas experiências e relativa às crenças que defende, as quais, é claro que não tem consciência de defender. Mas vós, na vossa incomensurável sabedoria, reconheceis que ele abriga crenças, ao contrário de vós! (A sorrir) À medida que o indivíduo os abordar e inquirir acerca da vossa incomensurável sabedoria, a resposta que lhe dareis, como um Segundo Passo, deverá inicialmente ser deixar de responder. Esse será o vosso Segundo Passo. O Primeiro Passo consiste na abordagem do outro indivíduo. Estás a anotar tudo, Dehl? (Desatamos de novo a rir)
RETA: Bom, eu fracassei na 101, estás a ver?! (Riso estrondoso) Talvez não devesse participar na 102!
ELIAS: (A rir) Vamos deixar o que disseste em branco! Vou avançar devagar, de modo a poderdes anotar todos estes passos cuidadosamente como o vosso método e a não perderdes pitada! Podeis também adquirir uma gravação, se preferirdes, para vos lembrardes! Encontram-se à venda agora, no vosso fórum local! (Riso geral)
O Segundo Passo, conforme anunciei, consiste em não responderdes.
O Terceiro Passo – (Para a Reta) anota com cuidado! – prestar uma atenção cuidadosa ao que o outro estiver a expressar e avaliar no vosso íntimo, por meio dos vossos sentidos interiores, a situação e a posição que ele ocupa; avaliando em vós, tendo em conta – (Para a Reta) tu não estás a escrever! (Riso) as fortes crenças que ele abriga, de que não tem consciência, por ainda não ser um iluminado, e ainda não ter passado pela Aceitação 101!
O Quarto Passo será o de responder de modo intuitivo ao outro indivíduo.
O Quinto Passo será o de ordenardes as falas para vos acomodardes e aceitardes as crenças que o outro indivíduo abriga.
O Sexto Passo consiste em vos recordardes que a questão não assenta em alterardes a percepção nem as crenças do outro indivíduo.
O Sétimo Passo consiste em vos recordardes que a intenção que tendes é de prestar informação de um modo que sirva de auxílio, sem vos preocupardes em assumir responsabilidade pela realidade do outro indivíduo.
O Oitavo Passo consiste em vos recordardes que a realidade do outro diz respeito a ele, e É REAL! (Faz uma pausa, a fixar o olhar na Reta)
RETA: Está bem!
ELIAS: Já tens oito passos até agora? (A sorrir para a Reta)
RETA: Já! (Alguém responde, "Ela tem!" o que inspira riso generalizado)
ELIAS: Muito bem! O Nono Passo deve ser colocado antes do Primeiro Passo... (para a Reta) Podes desenhar uma seta acima do Primeiro Passo! (Com um sorriso rasgado)
RETA: Está bem!
ELIAS: ... para ser actualmente utilizado!
RETA: Actualmente utilizado??
ELIAS: Exacto, com todos com quem estás em contacto.
RETA: Eu já dei início a isso!
ELIAS: Ah! Ela observou o Nono Passo antes do Primeiro! (Riso generalizado) Estendo-te o meu reconhecimento pela enorme façanha que conseguiste!
RETA: Leva um certo tempo, mas eu estou a consegui-lo!
ELIAS: Muito bem! Este é o término da palestra do Grande Mestre Elias, Doutor em Aceitação 102, pelo que podeis passar todos a colocar as vossas perguntas, as quais passarei seriamente a considerar responder!
DREW: Bom, eu tenho uma pergunta. A Dehl podia dizer-me melhor a que passo corresponde, mas um deles proporciona ajuda depois de escutarmos duma forma intuitiva, numa tentativa de compreendermos. Se não procurarmos alterar a percepção do indivíduo ou as crenças que tiver, que direcção se espera que essa ajuda possa tomar?
ELIAS: Poderdes dispensar-lhe uma informação no contexto das próprias crenças que abriga, de forma a ajudá-lo a reconhecer para si próprio não estar a experimentar nada de estranho nem loucura alguma.
DREW: Nesse caso estás a referir aquelas situações em que as pessoas nos abordam com perguntas ou experiências directamente relacionadas com a mudança, ao contrário de alguma mundana ou do dia-a-dia... (Elias está a sorrir para a Drew) Bom, está certo!
ELIAS: Quero-te dizer... (Para a Reta) Anota por baixo do Oitavo Passo!
RETA: Está bem! (A Reta também esteve muito engraçada nessa noite!)
ELIAS: ...que as pessoas deverão passar, na sua vida mundana do dia-a-dia, por experiências nos moldes desta mudança. (Para a Reta) Coloca um asterisco após esta nota, para que possais recordar esta informação! Podereis chamar-lhe uma nota de rodapé. (A sorrir)
DREW: Só por uma questão de esclarecimento, sinto-me um tanto confusa em relação a esse Nono Passo, sobre o que compreenda e como poderá anteceder o Primeiro. Poderias explicar isso só mais uma vez?
ELIAS: Isso representa a vossa actividade neste processo; abordar os outros...
DREW: Então trata do envolvimento...
ELIAS: ... não necessariamente FICAR apenas SEMPRE à espera que os outros vos abordem! Tomai a iniciativa! (Para a Reta) coloca outro asterisco ao lado dessa declaração! (Riso)
RETA: Tomar a iniciativa. O que se passou comigo, nos últimos meses, em vez de hesitar em meio a uma conversa qualquer – por me encontrar no meio de muita gente – eu forcei-me a ir junto de muitas delas e perguntar-lhes quais eram as crenças que elas tinham em diversas áreas. E por termos vindo a trabalhar demais ultimamente, havia uma pessoa com quem tive que trabalhar, e quando fizemos um intervalo em privado e tivemos que fazer uma paragem e esperar pelas máquinas e tudo o mais, passamos a dispor de tempo para conversar. E em vez de conversarmos sobre os negócios ou coisas assim, eu comecei a falar das crenças que tínhamos e de como podem ser comparadas. E isso revelou-se numa forma de abordagem formidável, e que funciona! E aquela pessoa com quem converso bastante por fim abriu-se comigo e disse-me quantos livros tinha lido. Ora bem, eu não faria ideia disso se não tivesse metido conversa com ela, é claro, e a seguir revelei-lhe muita coisa. E actualmente tenho mais cinco pessoas, por causa dela, que vêem ao meu encontro e me colocam perguntas. Por isso, não resta dúvida sobre isso. Precisamos abordá-los.
ELIAS: Muito bem, Dehl! (Riso)
STELLA: Eu tenho uma pergunta. Bom, na realidade não é uma pergunta. Eu faço coisas dessas, abordar as pessoas, mas não lhes pergunto necessariamente coisa nenhuma. Por exemplo, eu tenho doces gelatinosos na minha secretária, e a razão porque tenho doces gelatinosos na minha secretária não é tanto por causa dos doces, mas por isso levar as pessoas a parar junto da minha secretária. E tenho umas cartas pequeninas também, e as pessoas por vezes fazem uma pausa só para relaxar durante uns instantes, e são capazes de fazer perguntas, ou de começar a dizer como se sentem. Geralmente é isso que acontece. Eles dizem, “Ah, eu sinto-me terrivelmente mal, ou horrível, ou na maior!” ou algo do género, e geralmente escuto aquilo que dizem. Sabe bem, e eles voltam para o que estavam a fazer e tomam uma atitude diferente em relação àquilo que estavam a fazer... até ao momento. Assim, eu abordo muito as pessoas, dessa forma. Por exemplo, da última vez que trouxe este tipo – foi o meu ex-patrão, o Mário, penso que te recordarás dele – ele não é do tipo de vir a uma coisa destas. Mas aí ele chamou-me no dia seguinte para me fazer mais perguntas sobre isto, só que duma forma que eu sabia que não revelava interesse, conforme consegui intuir. E o que lhe disse foi, “Olha. Experimenta apenas aquilo que estás a experimentar. Tudo bem. Não precisas preocupares-te com isto. Procede como quiseres.” Por ter consciência do que o motivava a perguntar, e ser capaz de... sabes bem... fosse o que fosse. Não sei bem. Não sei como é a experiência dele, e de certo modo não me interessa, sabes? Não me interessa mesmo. É quase como se, eu abro-me e faço qualquer coisa, e se aceitarem isso, tudo bem. Se não aceitarem, também está bem. Faço aquilo que preciso fazer pelo lado que me toca, na maioria das vezes.
ELIAS: Nota A nos resultados de exame pela abordagem perfeita de todos estes passos! (Aplausos e riso)
BOB: Menina da mamá!
STELLA: Eu sempre quis ser mimada! Jamais fui capaz de falar, mas agora faço-o! (Riso generalizado)
ELIAS: (A rir) Mas agora podemos começar a aplicar restrições, por ela ser... shh... caluda! (Riso) Apesar de poderem expressar-se...
STELLA: Lamento muito! Ninguém me vai impedir de falar! Lamento!
ELIAS: Não precisas lamentar! Podes expressar-te tanto quanto desejares!
STELLA: Eu sei disso! (Elias ri)
CATHY: Bem, eu penso ter-me saído muito bem na noite passada, até ao Sexto Passo! (Riso) Não terei?
VICKI: Que aconteceu no Sexto Passo? (A Vicki desata a rir)
CATHY: Quando cheguei ao Sexto Passo, comecei a pensar cá com os meus botões, “Caramba! Estas crenças! C’um caraças!” (Riso)
ELIAS: (A rir) Fico-te reconhecido, Shynla, por te teres saído tão bem, ontem à noite. Agora podes aplicar o Nono Passo, e colocá-lo antes do Primeiro, e dar-lhe início!
CATHY: Conversa com o Ron! Ele é o iniciador! (A Cathy desata a rir)
RON: Ainda estou a tentar ir além do básico (101) da Abordagem dos Sentidos Interiores.
ELIAS: Isso foi o 104. Aquele que recorda apresenta dificuldades no recordar!
RON: É da idade.
ELIAS: Nãooo! ISTO é que é idade avançada! (desatamos todos a rir)
RETA: Contudo, aquilo que descobri – falando do lado religioso, mas se o meu marido interviesse podia pronunciar-se pelo lado científico – até aos últimos anos há certas e determinadas coisas de que não falaste sobre certas religiões, mas actualmente as pessoas estão mais informadas e começa a surgir mais informação nas livrarias e na TV e tudo o mais. E desse modo, quando abordas as pessoas, elas acham-se mais bem informadas e inquiridoras e sentem querer saber mais, e pensam em mudar e abrir mão de algumas das crenças mais velhas e arraigadas. Mas depois, na vertente científica, que foi sempre uma área que nunca ousaste pisar, nos últimos dois ou três anos os maiores cientistas estão finalmente a vir a público falar sobre “Dever existir algo diferente”. Por isso, penso que não precisaríamos restringir-nos no que toca a pisar calos e passar a penetrar nas áreas em que as pessoas se encontram bem informadas. Penso que actualmente toda a gente anda a falar numa mudança.
ELIAS: A mudança da consciência é uma coisa óbvia e que está a ser reconhecida por todo o vosso planeta. As pessoas estão a experimentá-la em toda a parte, por assim dizer. Por isso, torna-se desnecessário sentir apreensão com a partilha de informação... mas verifica a lista de que dispões! Porque a FORMA como abordas os outros é importante! Derrotais-vos a vós próprios e à vossa intenção se adoptardes o acto subordinado às vossas crenças religiosas e científicas de empregardes a abordagem de forçar os outros a aceitar a VOSSA realidade e os VOSSOS pontos de vista.
BOBBI: Esta semana uma amiga minha, uma amiga chegada, passou por uma semana bastante traumática. O filho mais velho dela, que está com 14 anos, foi conduzido e internado pela polícia numa instituição mental, pelo que ela se sente terrivelmente perturbada. É por isso que isto representa uma excelente lição para mim, apesar de ser bastante difícil oferecer ajuda no contexto das crenças que abriga. Ela acha-se bastante enraizada nas crenças médicas científicas actuais. Poderias dar-me algum exemplo? Eu tento confortá-la tanto quanto possível, no contexto do que seja aceitável para ela. Tenho noção dela ser bastante... não opositora, mas preconceituosa em relação a todo o género de abordagem tipo Nova Era.
ELIAS: Nesse caso não a abordes nos termos do pensamento Nova Era.
BOBBI: Bom, não o faço. Todavia, é por isso que sinto ser difícil, faze-lo nos termos das crenças que ela defende no campo da medicina e do futuro do filho, em relação ao qual os médicos estão pouco inclinados duma forma positiva. Penso que talvez o filho dela seja um desses que possivelmente esteja a passar pelos efeitos traumáticos desta mudança. Ele encontra-se extremamente irritado e é violento. E sinto-me insegura sobre como oferecer apoio no contexto das crenças que ela defende. Será que tudo o que posso fazer é escutá-la e manter-me à disposição dela, à luz das ocorrências?
ELIAS: Escuta as crenças do outro. Reconhece que essas crenças constituem uma realidade e que não são erradas. Além disso procura, no enquadramento da linguagem que empregais, manipulá-la duma forma criativa através dos aspectos semelhantes que defenderdes. Podeis usar termos diferentes para conceitos ou crenças bastante similares. Por exemplo, uma pessoa pode dar-vos conta da crença que defende em Deus. Podeis acreditar não crerdes no conceito de Deus, pelo que a linguagem que utilizardes para vós próprios poder diferir, contudo, o conceito será idêntico. Consequentemente, podereis usar isso a título de exemplo em todas as demais áreas, de modo a poderdes constatar os pontos comuns das crenças e reconhecer que a linguagem que usais pode apresentar ligeiras variações, enquanto os conceitos permanecem idênticos.
Vós diferenciais as crenças que defendeis, e dizeis que determinado indivíduo defende uma crença e que outro sustenta uma crença completamente diferente. Os termos que utiliza podem ser diferentes. Este indivíduo tem uma crença na vossa profissão médica. Vós possuís uma crença nas terapias da Nova era. É a mesma coisa. Ambos os tipos de crença constam do facto de outro indivíduo vos poder curar. VÓS curais-vos a vós próprios. Por isso, qual será a diferença? Comportais o mesmo tipo de crenças. Apenas as camuflais de modo diferente; pelo que isto representa os passos no sentido da aceitação das crenças dos outros, ao reconhecerdes não diferirem das vossas. Podes estabelecer comunicação e dar apoio e ajudar no âmbito das experiências por que o outro esteja a passar, por deterdes as mesmas crenças que todos os outros. Apenas as disfarçais de modo diferente.
GAIL: Poderás ajudar-me a considerar a interacção que tenho com o meu filho Matt, hoje? Ele sente-se adoentado por ter ingerido qualquer coisa, e eu tentei sugerir-lhe que devia considerar outras coisas.
ELIAS: Examina a motivação que te assiste. Estás a tentar alterar a percepção do outro indivíduo.
GAIL: Não percebi que tivesse tentado alterá-la. Só tentei que ele considerasse aquilo talvez de uma forma diferente, de modo a...
ELIAS: Isso constitui uma tentativa de alteração da percepção do outro! A percepção que ele tem é a percepção dele, e constitui a sua realidade; e a acção que vos diz respeito, no enquadramento desta informação, consiste em aceitardes a realidade dele.
GAIL: Bom, a intenção que tinha era a de lhe levar algo diferente à consideração, em oposição à forma de pensar dele; não necessariamente no sentido de a alterar, mas de sugerir uma forma diferente de a considerar.
ELIAS: Não será considerá-la de modo diferente uma tentativa de a alterar? É sim!
GAIL: Hmm.
DREW: Nesse caso propor uma ideia nova representa uma tentativa de alteração?
ELIAS: Não necessariamente. Podeis propor aquilo que designais por “ideias novas” caso o outro indivíduo esteja apto a aceitá-las e deseje isso. O que representa o discernimento que vos cabe pelo recurso aos vossos sentidos interiores e à vossa intuição, de modo a poderdes passar a perceber que direcção deveis tomar.
GAIL: Hmm. Bom o que tenho a dizer é que falar com ele é diferente de falar com alguns dos meus colegas de trabalho, com quem é completamente diferente. Preciso prestar atenção a isso. Obrigado.
ELIAS: (Com humor) Esta é uma área bastante traiçoeira! Anota isso, Dehl! (Riso)
BOB: A chave disso não residirá na extensão da indagação do outro?
ELIAS: Não necessariamente. Podeis empregar o uso dos vossos sentidos interiores e deixar que vos sugiram que via mais eficaz podereis adoptar.
BOB: Em relação a uma outra pessoa?
ELIAS: Exacto.
BOB: Penso que o que pretendia esclarecer era que se uma pessoa estiver apenas a experimentar a sua realidade, e fizermos qualquer tentativa de a abordar que não resulte num interesse evidente da parte dela, será uma situação em que - parece-me a mim - nos descobrimos numa posição de nos forçarmos ou à pessoa ou de a alterar. Se o Matt tivesse dito que se sentia doente e pensasse ter sido por causa de algo que tivesse comido mas não tivesse a certeza, isso representaria mais uma abertura do que no caso dele permanecer numa postura de lamento e ela perguntasse, “Que se passa?” ao que ele respondesse que se sentia adoentado, e ela respondesse perguntando sobre a razão para isso; talvez ele dissesse achar que tivesse sido o facto dele ter comido algo, ao que ela responderia, “Bom, talvez não tenha sido isso.” Na medida em que o outro participar no diálogo, passaremos a dispor da oportunidade de debate.
ELIAS: Exacto. Mas também deveis ter consciência da aceitação que o outro revele em relação à participação que tiverdes.
BOB: Exacto.
RETA: Sabes que eles não aceitam o concelho duma mãe do mesmo modo que um concelho dum estranho.
BOB: Com certeza, por vezes.
ELIAS: Mais uma crença excelente! (Riso)
RETA: É! Já anotei as palavras.
BOB: As crenças da tua mãe?
RETA: Sim!
ELIAS: Justamente!
DAVID: Recentemente tenho estado em contacto, mais do que há algum tempo, com muitos amigos de Inglaterra com quem partilhei algumas experiências estupendas no mundo do espectáculo. E são muitos. Sempre mantivemos este contacto através da consciência em termos de amor e de amizade – não o consigo explicar – ainda que os não veja durante muitos anos. Tenho vindo recentemente a partilhar com eles as minhas experiências, e elas tornaram-se todas verdadeiramente interessantes. E sinto-me confuso pelo facto de nenhum deles se ter sentido confuso com elas. Virão eles a tomar parte nisto, futuramente? Que ligação existirá com este grupo de indivíduos conhecidos que preservo como uma família?
ELIAS: (A rir) Eu vou-te dizer, Mylo, para uma vez mais investigares! (Riso) Não devo estar aqui a fornecer-te as respostas que te cabe obter, tal como não estive a fornecer respostas nem a carregar o Michael e o Lawrence durante os estertores iniciais das nossas sessões, por teres a capacidade de investigar e de contactares contigo próprio!
DAVID: Está bem, serão eles... (Rimos todos) Não não não! Isso não é investigar quem eles sejam! Só queria saber, virão eles a fazer parte disto?
ELIAS: Se o escolheres!  (Desatamos todos a rir) Eles fazem parte desta mudança!
DAVID: Bom, toda a gente faz!
ELIAS: Justamente!
DAVID: Eu só pressinto que os meus dias de trabalho conjunto com eles não se esgotaram, e que haverão outras alturas neste mesmo foco. Sinto essa ligação com eles e eles também, mas só gostava de saber se esse será um pressentimento válido.
ELIAS: E eu eventualmente dissuadir-te-ia de veres esta essência como um consultor psíquico! (Riso)
RETA: Muito bem!
DAVID: Bom, eu vou consultar o meu baralho do Tarot e a minha astrologia, e vou tornar-me no meu próprio consultor psíquico!
ELIAS: Excelente ideia! Mas tu podes deparar-te com o Mylo nesse processo! (A rir, enquanto desatamos todos a rir de novo)
VICKI: Eu tenho uma pergunta subordinada ao Nono Passo, conforme creio.
ELIAS: Esse é o passo “anterior ao inicial”!
VICKI: Correcto. Sim, é sobre esse passo. (A rir)
ELIAS: Por eu ser tão aficionado do "antes do começo!" (A rir)
VICKI: Então, se estivermos a interagir com uma pessoa numa base de regularidade, e caso ele expressar o desejo de deixar de manter tal interacção, aí presumo que se aceitar essa expressão, num caso desses não tentaríamos abordar o indivíduo.
ELIAS: Correcto.
VICKI: Isso em si mesmo equivaleria à aceitação da expressão da pessoa.
ELIAS: Exacto. Não procurais alterar o outro. Estais unicamente a tentar estender auxílio no âmbito da aceitação, e a sugerir-lhe relativamente à aceitação que ele revelar.
DREW: Então, qualquer ajuda que se inscreva no quadro da aceitação que revelar em relação às suas próprias crenças, e compreensão de se tratar de crenças ao contrário de as alterar, fará parte duma abordagem bem sucedida caso ele permaneça aberto à sugestão?
ELIAS: CASO o indivíduo se revele aberto a tal abordagem. Haverás de te deparar com indivíduos que ainda não gozam duma perspectiva das crenças enquanto crenças, e que, em conformidade, não estão predispostos a aceitar o conceito de crença. Portanto, isso não deve ser objecto de contestação.
MARCOS: E a razão para isso não assentará no facto desse processo possibilitar o surgimento da mudança de um modo menos traumático?
ELIAS: (Com firmeza) Sim. De cada vez que manifestardes aceitação pessoal, ou aceitação do outro, ou das crenças, ou das situações, estareis a ceder energia para a redução do trauma associado à mudança.
VICKI: E quando alguém nos pede a opinião e nós lha damos e a pessoa fica aborrecida? De que passo estarás a falar, aqui?
ELIAS: Já discutimos esta situação muitas vezes anteriormente numa questão idêntica. Eu respondi-vos que precisais aceitar-vos a vós, e aceitar igualmente a resposta do outro sem a julgardes, e sem assumirdes responsabilidade. Cada um cria a sua própria realidade e as suas próprias respostas. Podeis influenciá-lo nessas respostas dependendo da intenção que tiverdes no acto, mas se não estiverdes intencionalmente a antagonizar o outro indivíduo, e a resposta que ele der for o que encarais como negativa, isso é responsabilidade que lhe diz respeito a ele, e não a vós. Além disso está a operar no contexto das suas próprias crenças, que lhe influenciam a realidade e as respostas que dá.
VICKI: E portanto se aceitarmos a resposta que der, isso significará alguma ajuda para ele?
ELIAS: Exacto. (Com humor) Portanto, proceda-se a uma nova chamada de atenção - coisa que deixo a teu cargo, Dehl!
RETA: Oh céus! Está bem.
ELIAS: Este aviso deve assinalar o termo: “Aceitação”, que passará a ser o nosso novo lema, tal como a divisa inicial era “Notar”. Agora que avançastes para um “escalão superior” – (para a Reta, a rir) “níveis!” – podeis alterar o letreiro para Aceitação, ao contrário de Notar, por irmos dar continuidade à Aceitação por muito mais tempo do que o empregamos no Notar!
BOB: Se te prometer não te perguntar coisa nenhuma acerca disso, dir-me-ás qual será o termo do próximo aviso? (Desatamos todos a rir)
ELIAS: (A rir) Isso representaria um paralelo absoluto com o Lawrence, no exercício de tentar acertar, coisa em que o Lawrence é extremamente bom!
BOB: Isso não é responder á pergunta que fiz!
ELIAS: Estou inteirado disso!
BOB: Nesse caso, não aceitas a minha curiosidade?? (Riso geral)
ELIAS: Eu sugeri ao Lawrence muitas ausências de resposta em relação a essas perguntas do estilo tentar acertar. Por isso, Passo a sugerir ao Siman a mesma coisa: Uma ausência de resposta da parte do Elias! Coisa que me permito a nível pessoal, por ser o Omnisciente Elias! (Riso) Por isso, a Omnisciência tem os seus privilégios!
NORM: Eu tenho uma pergunta respeitante às estupendas analogias que empregas, sendo uma delas por exemplo a da árvore e das raízes por debaixo dela e daquilo que se pode divisar acima. Mas não terás uma analogia como essa para o certo e o errado?
ELIAS: (Bem-humorado) Devo trabalhar nesse grave projecto em conferência, e logo entrarei em contacto contigo.
NORM: Obrigado.
ELIAS: Não tens o que agradecer. Vamos fazer um intervalo. Não receies! Eu arranjo-te uma analogia! (Ver a nota de rodapé (1) sobre a analogia)
NORM: Bom, obrigado!
ELIAS: Muito bem.
INTERVALO
ELIAS: Continuemos. (Pausa) Ou não!
DAVID: Muito bem. Eu tive um sonho, e gostava de te fazer perguntas sobre esse sonho. Tive-o esta manhã. Estava a tentar trabalhar. Encontrava-me num restaurante ou coisa parecida e estava a tentar reunir o meu trabalho, e por uma razão qualquer isso não acontecia. E notei um alvo de dados pendurado na parede, e conseguia escutar aqueles tipos a conversar e a prepararem-se para jogar esses dados, mas não conseguia vê-los. É como se fossem invisíveis. Conseguia escutar-lhes as vozes e ver os dados. Havia três dados espetados no alvo e a cor das extremidades desses dados era amarela. E então os dados começaram a mover-se como se alguém invisível estivesse a arremessá-los, e eu pensei: “Ah, deus meu! Consegues ver isto?” E eu ia ao encontro daqueles que estavam ao meu redor a dizer, “Consegues ver aquilo? Preciso que vejas aquilo que eu estou a ver! De outro modo vou pensar estar tolo!” Mas eles não conseguiam ver, excepto a jovem, e ela disse - segundo creio - uma versão mais nova da Vicki, mas mais pequenina. Ela disse: “Sim, consigo ver aquilo.” E eu disse: “Graças a Deus! Ena! Que pensas daquilo?” E de repente um dos dados saiu do alvo e dirigiu-se na minha direcção, e eu fiquei assustado. Agarrei o dardo, e estava a debater-me com a energia dele e a tentar atirá-lo de volta. Fui contra um muro de tijolos e golpeei-o com a extremidade de aço do dado, que acabou por dobrar. Tive de o dobrar para que não me ferisse, e continuei a dobrá-lo até ficar embotado. E aí acordei.
ELIAS: Muito criativo! Além de vir bastante a propósito, com as imagens que estás a estender a ti próprio. Os dados simbolizam tu próprio e as crenças que abrigas. Os indivíduos invisíveis que atiram esses dados és tu a atirá-los para longe de ti e a não sentires vontade de os jogar. Aquele dado que parece atacar-te simboliza as crenças que estás a conduzir a ti próprio duma forma objectiva, e com que estás a lutar ferozmente para afastares o uso dessas crenças, por perceberes que podem tornar-se fonte de prejuízo para ti se os examinares na sua inteireza.
DAVID: Foi mais ou menos o que eu pensei que simbolizasse. Eu sinto, pois, nesse imaginário a existência de um poder que possuo que é de tal modo forte que sempre pareço vencer aquilo com que estiver a tentar lutar. Eu sei que se perdesse, digamos assim, seria benéfico para mim perder a luta. Mas sinto-me de tal modo poderoso que não sei se alguma vez me irei suplantar, se é que entendes aquilo que estou para aqui a dizer.
ELIAS: Procura tentar desistir da luta.
DAVID: Aquele dado ia mesmo... (A esta altura o David faz uma demonstração dramática de ser apunhalado) Era isso que eu teria acabado por fazer!
ELIAS: (Ri) Ou talvez o dado te tenha trespassado!
DAVID: Se lhe tivesse dado uma oportunidade para tanto.
ELIAS: Precisamente.
DAVID: E as cores amarelas na extremidade dos dados, nas alhetas, esse amarelo representará alguma coisa?
ELIAS: Emoção.
DAVID: Emoção....
ELIAS: Tão pouco característico do Mylo, por se focar no pensamento e não tanto no lado emocional, no lógico, tão sério quanto ele é! (Desatamos todos a rir de novo)
STELLA: Na noite passada a Vicki conduziu-me através duma regressão e eu queria descobrir algo sobre a Lisa, a pequena. Suponho que se trate dum Eu futuro, mas não penso que a Lisa seja um foco futuro. Penso que a Lisa tem muito que ver com o que eu era quando era pequena. Creio mais que ela seja uma divisão ou ramificação de mim própria. Vê bem, antes da sessão eu tinha pedido à Vicki... Eu gostava de saber o que lhe tinha acontecido por sentir fortemente não ser a mesma pessoa. Sinto que essa pequena, de qualquer maneira não se encontra mais presente. Ela deve ter partido para qualquer parte, e eu queria descobrir isso acerca dela, e tudo o que revelei na noite passada tem que ver com uma identificação do presente foco. Ela ainda se sente muito zangada. Ela ainda se encontra emudecida. Ainda está em estado catatónico. Ela não quer falar, e isso sou eu. Isso era eu. Eu quero ajudar nisso... Não sei como chamar a isso, ou o que lhe chamar.
ELIAS: Um outro foco.
STELLA: Ela é um outro foco? Então, não é uma parte de mim, neste foco?
ELIAS: Mas é.
STELLA: Espera lá! Já estou completamente confusa!
BOB: Junta-te ao grupo!
STELLA: Espera!
Nota da Vicki: Este conceito dum outro foco como sendo nós, mas sem sermos nós, é uma dos mais difíceis para mim. Alguém entenderá isto?
ELIAS: Cada foco constitui um elemento da essência. Por isso, eles acham-se misturados. Eles estão todos a ocorrer em simultâneo e encontram-se misturados. Já referi anteriormente que também podeis ver outros focos da essência como outros Eu prováveis, de certa forma. Por isso, apesar de cada foco comportar a sua própria identidade, cada um deles constitui também um elemento da essência, e cada um deles comporta a totalidade da essência em si. Por isso, vós sois todos intercambiáveis e SOIS os outros focos, apesar de, na identidade e na atenção que vos caracteriza, serdes vós. Por isso, cada foco pode influenciar qualquer outro foco e vós podeis identificar um outro foco como sendo vós, porque a diferença na tonalidade de cada foco é de tal modo ligeira que se torna quase irreconhecível. Por isso, podeis identificar os mesmos elementos em vós como sendo vós próprios em determinadas alturas deste foco, ao vos identificardes com as semelhanças do outro foco, o que também representa uma acção de transferência ou trespasse.
STELLA: Então isto consiste numa acção de transferência ou trespasse com a Lisa?
ELIAS: Exacto.
STELLA: Está bem. E em relação ao tipo que a Vicki só queria que morresse rapidamente? Quero dizer, ela conduziu-me por esse processo de forma tão rápida, que eu digo-te, foi verdadeiramente interessante!
ELIAS: Podeis voltar a investigar esse "tipo." (Com humor)
STELLA: Chamar-se-á Zulu? Captei algo do género Zulu, com um  Z. Não consigo pronunciar os Z. Esse tipo estará relacionado com esse nome, ou algo assim?
ELIAS: Está.
STELLA: Ah, mas que formidável! Mas então, espera aí um segundo.... (Riso geral)
ELIAS: Mostra-se complacente! (A fingir que olha para o relógio da Mary) Vós actualmente dispondes de milésimos de segundos!
STELLA: Então esse tipo terá morrido? Eu sei que ele morreu de fome. Ele terá alguma coisa que ver com a anorexia de que sofri a certa altura?
ELIAS: Que pergunta tão interessante! Não quererás fazer uma investigação?
STELLA: Dizes-me sempre a mesma coisa! Dás tantas respostas a toda a gente e só a mim é que não! (Desatamos todos a rir)
BOB: É claro, ele está sempre a responder às minhas!
ELIAS: (Para a Vicki) Anota isso na nossa transcrição, o facto da Cindel estar agora a revelar tal desejo!
STELLA: Mas consegui trazer ao de cima o nome! Consegui trazer extrair o Zulu!
ELIAS: Mas és suficientemente capaz de extrair o resto da informação!
STELLA: Eu sinto-me inclinada a acreditar que tenha que ver com a anorexia de que padeço. Está bem? Muito bem, óptimo! (Riso) Ah, mas isto é de doidos! Ele terá morrido por se recusar a alimentar-se, ou por escassez de alimentos?
ELIAS: Vou-te responder em teu abono - por falta de alimentos.
STELLA: Não havia comida disponível?
ELIAS: Exacto.
STELLA: Mas sabes, (riso) sabes que quando o nome Zulu eclodiu eu não havia comido e comi em demasia. E a seguir pensei no Zulu e disse: “Nunca mais vou comer demais,” apenas por não saber bem! E ocorreu-me pensar nele! Foi espantoso! Por isso, nunca mais vou comer em demasia de novo! Isto é magnífico! Ele transmitiu-me isso! (Desatamos novamente todos a rir. A Stella é... indescritível!)
ELIAS: Isso pode ser uma reacção exagerada! (A rir)
STELLA: Não, é muito interessante! Mas ele faleceu jovem, ele morreu tão novo.... Ah, meu deus....
ELIAS: Oferece uma “verdade” à Stella! (A Vicki estende à Stella um lenço de papel) (2)
STELLA: De qualquer maneira, penso que tenha experimentado uma morte. Foi muito rápido! (Riso, enquanto o Elias dá uma risada) Está bem, é só isso!
ELIAS: Podes escolher voltar a passar por essa actividade e abrandar o movimento do processo efectivo da morte se o preferires! (A rir)
STELLA: Não, porque não tenho vontade de me tornar novamente masoquista! Decidi que o não voltarei a fazer. Não, foi óptimo. Foi óptimo! Era preciso alguma coisa. Eu sei que o senti, e que abandonei isso, e agora está tudo bem. Eu quero ajudá-la. Eu quero ajudar a Lisa.
ELIAS: Tu podes entrar em contacto, no contexto da consciência, com esse outro foco e ceder-lhe uma energia de ajuda.
STELLA: Claro, é o que eu pretendo fazer. Está bem, obrigado.
ELIAS: Estendo-te o meu reconhecimento pela contínua realização no envolvimento que obtiveste por intermédio dos actos de transferência!
RETA: Eu tenho uma pergunta ligeiramente diferente dessa. Ontem tive uma experiência com uma Martha, que provavelmente foi traumática para ela. Que poderei fazer para ajudar essa pequena jovem?
ELIAS: Expõe aos presentes.
RETA: Bom, foi uma coisa do tipo certo e errado. Este indivíduo tinha andado a trabalhar num projecto, e nós perguntámos-lhe repetidamente se ela precisava de assistência e ela respondeu que não. Quando chegou a uma situação de prazo limite, eu fui ter com ela para a ajudar. Estava tudo errado. Por isso, eu peguei naquilo e passei catorze horas a refazer o projecto, e é claro que ela ficou muito aborrecida. Eu senti-me chateada por todo o tempo que tive que lhe dedicar, mas estava muito mais empenhada em conseguir finalizar o trabalho a tempo e não notei que ela se ausentou, pelo que a assistência ficou sem efeito. Agora; como hei-de ajudar essa jovem?
ELIAS: Por meio da aceitação.
RETA: Aceitação do quê?
ELIAS: Do que ela expressou, e pela permissão para, por intermédio do uso dos teus sentidos interiores, acederes a uma compreensão da expressão, da emoção e da criação da realidade desse indivíduo.
RETA: Eu creio ter compreendido a realidade dela devido ao tipo de pessoa que ela é. Para a idade dela, ela é bastante imatura e fraca, mas para a posição que assumiu não demonstrou honestidade, e eu compreendi que tenha funcionado como um método de protecção para ela.
ELIAS: O que te digo, Dehl, é que acabaste de exprimir quatro crenças diferentes numa única frase: que esse indivíduo é imaturo, que ele é fraco, que devido à idade, esse indivíduo é ineficiente, e que esse indivíduo detém uma posição que vai além da capacidade que revela.
RETA: Ena pá, eu realmente toquei nisso, não foi?!
ELIAS: Que “fala barato”! Podes trocar esse apelido pelo de Dehl! (Em referência ao “Fala barato” que é o apelido que atribuímos ao Elias)
RETA: Não contém nada de certo nem errado, não é?
ELIAS: Examina as tuas próprias crenças, por serem elas que projectam o julgamento e a falta de aceitação na direcção do outro. Vamos fazer uma reciclagem do curso da Aceitação 101 pessoal  para refrescar o tema, que poderás atender se o desejares!
RETA: Vou comparecer!
BOB: A Aceitação correctiva.
ELIAS: Justamente! Isso deverá ser oferecido no próximo Outono.
RETA: Tudo bem. A nível privado? Haverá mais alguém a precisar da Aceitação 101?
ELIAS: Absolutamente! (Riso, enquanto o Elias ri novamente)
RETA: Está bem. Primeiro a aceitação, e a aceitação dela – estou a inserir as palavras na mente – aceitação das limitações que apresenta e compreensão da posição que ocupa, em vez de acreditar ser capaz de fazer mais? Aceitação dela, da posição que ocupa?
ELIAS: Cada elemento em que pensas que apresente uma conotação de juízo crítico por qualquer via, examina em primeiro lugar as crenças que albergas nessa área e tenta ultrapassar essas crenças e aceita-as em ti, que isso te há-de habilitar a aceitar os outros.
RETA: Eu diria que na maior parte das nossas vidas, especialmente na vida que levamos no trabalho - mas também pode acontecer nas nossas vidas pessoais - todos nós já teremos passado por isso e cometido erros, e devo lembrar-me de ter passado por isso, certa vez, que desse modo isso me afastaria uma enorme quantidade de juízo crítico.
ELIAS: Se isso te for útil, nesse caso poderás empregar esse processo.
RETA: Posso colocar uma outra pergunta? Vai ocorrer uma conferência médica em La Jolla, na Califórnia, em Outubro, e é a primeira vez que tem lugar. Penso que terei mencionado isso antes, mas não me recordo daquilo que disseste. É uma oportunidade para nós de nos encontrarmos com as pessoas – de um grupo da profissão médica, um pequeno grupo – pela primeira vez, que vai debater os efeitos da oração ou da emissão de energia aos seus pacientes. Bom, eu podia comparecer apenas na qualidade de ouvinte, assim como podia comparecer na de participante. Que pensas? Penso até que o Elias podia participar. Eu era capaz de tratar dos preparativos. Será demasiado cedo?
ELIAS: Isso depende unicamente da vossa opção.
RETA: Não é opção que possa tomar, mas sim tu!
ELIAS: Eu vou acolher seja quem for que se apresente diante desta essência. Por isso, se as pessoas estiverem presentes e quiserem escutar, podeis ter a certeza de que esta essência se pronunciará! (Riso)
RETA: Muito bem. Nesse caso, o primeiro passo que daria seria no sentido de... (Consulta as anotações dela) abordar! Abordar esta essência! (A Reta desata a rir)
ELIAS: Muito bem, Dehl! (A sorrir)
DREW: Eu tenho uma pergunta relacionada com algumas imagens oníricas. Há cerca de um mês, eu estava tirar uma soneca rápida, de uma hora. Não recordo se terei ligado o meu relógio despertador ou não, mas mentalmente sugestionei-me para acordar passado uma hora. Passados uns quarenta e cinco minutos, obtive a imagem de uma mulher, e após o sucedido, fiquei com a impressão daquilo já ter acontecido antes. Ela era-me familiar da cintura para cima, acenou-me, e despertou-me com os acenos que fez. Eu gostava de saber o que é que essa imagem representa. Desde que comecei a frequentar estas sessões e a comparecer às reuniões, as minhas imagens oníricas tornaram-se mais vívidas e mais intensas, a ponto de estas coisas que costumava anotar para te perguntar, se tornaram comuns. E agora é este material que obtém o maior destaque, e este em particular obteve tanto significado que me leva a fazer-te perguntas sobre ele.
ELIAS: Isso também consta da abordagem de um outro foco. Isso deverá tornar-se mais frequente para todos, à medida que fordes passando para uma abertura e uma permissão para acolherdes uma consciência mais vasta. Haveis de vir a permitir a acção de transferência ou trepasse e a defrontar-vos realmente e a intersectar e a abordar outros focos. Este – (para a Reta) também podes anotar! – representa um outro passo inicial no âmbito da acção desta mudança, contactar outros aspectos vossos e da essência. Por isso é que admites – até mesmo a Shynla – a intersecção de outros focos da tua essência, a título de identificação de comportares mais ao nível da essência do que apenas esta atenção (Eu).
DREW:  Tal como recordo o sucedido, acredito que tinha um certo volume de medo associado à visão dessa mulher, mas não consigo recordar se o medo era devido unicamente às imagens serem tão intensas e se seria apenas o género de medo que por vezes nos acompanha, no meu caso, de qualquer maneira, com este tipo de experiência, ou após ter acordado, um pressentimento de não ter a certeza de ela me estar a acenar para eu acordar, e se tivesse seguido os acenos dela eu me teria separado desta vida.
ELIAS: Tu não te separarias. Isso é meramente um movimento duma proximidade maior do que aquela que alguma vez terás permitido, em relação a um outro foco. Inicialmente muitos experimentam temor, associado à intensidade da realidade da experiência. Também podes intersectar um Eu alternado no teu futuro próximo, e podes experimentar uma sensação de apreensão ou de temor.
DREW: Um Eu alterno é um outro Eu situado neste foco e neste período de tempo?
ELIAS: Exacto.
DREW: E quando referes intersectar, referes-te duma forma objectiva, como um encontro físico actual...
ELIAS: Não.
DREW: ah, subjectivamente.
ELIAS: De forma objectiva só que não física.
DREW: Pensei que objectivamente significasse em termos físicos.
ELIAS: Não necessariamente no contexto da matéria.
DREW: Nesse caso poderia ser por um tipo qualquer de comunicação?
ELIAS: Um Eu alternado não é um outro foco material. É um outro aspecto do vosso foco. Por isso, ocupa uma dimensão diferente...
DREW: Ah!
ELIAS: ...nesta dimensão do vosso ser (riso). (A rir)
DREW: Eu vou conseguir esclarecer isso depois, quando alguém felizmente me puder ser útil de forma a não ter de gastar tempo aqui, a menos que seja alguma coisa...
ELIAS: Existem muitas dimensões nesta dimensão física. Por isso, vós possuís um incontável número de Eus alternados que fazem todos parte de vós, e na realidade podeis ver esses Eus alternos e intersectá-los e conversar com eles, apesar deles não se materializarem na matéria física à vossa frente.
DREW: Num devaneio, por exemplo, ou o que poderei posteriormente interpretar como uma alucinação ou algo desse género? É como eu poderia...
ELIAS: Exacto, assim como poderás também apresentar a ti própria uma projecção bastante temporária de um Eu alterno.
DREW: Será que a meditação ao espelho também abriria a porta a algo desse género?
ELIAS: Isso é uma maneira.
DREW: Está bem, eu queria abordar algo mais sobre essa mulher. Esqueci onde foi que começaste a tratar das dimensões inseridas nas dimensões. Se me recordar, eu volto atrás. Obrigado.
ELIAS: Muito bem.
VICKI: Eu gostava de fazer uma pergunta acerca da regressão que a Stella fez a vidas passadas. Obtive uma reacção física da parte daquele indivíduo que estava às portas da morte, e obtive um tipo de resposta dessas antes de ajudar na regressão. De modo que a apressei no processo (a rir) por me estar a afectar em termos físicos. Eu estava a asfixiar. Que outras alternativas terei tido nessa altura? Não me pareceu que tivesse alguma. Não conseguia deter aquela sensação de asfixia.
ELIAS: (Dá uma risada) No teu presente desenvolvimento, para o referir em termos figurados, tu estavas a utilizar a acção mais provável e eficaz. Mas também te posso dizer que futuramente poderás proporcionar a ti própria o conhecimento, por meio duma sugestão objectiva, de apesar de estares a admitir uma ligação de empatia e uma certa fusão, isso não diz respeito a um foco da tua essência, pelo que não se faz necessário que vás tão longe nessa fusão com a experiência da outra essência! (A sorrir abertamente)
VICKI: Eu tentei dizer isso a mim própria, só que não resultou lá muito bem! (Riso)
ELIAS: (Risadas) Por isso, devo dizer-te que a expressão que utilizaste foi eficiente.
VICKI: Bom, eu tenho uma outra pergunta acerca disso com respeito à prática das regressões...
ELIAS: (De forma bem humorada) Entra em contacto com a Shynla, porque ela também possui muito boas bases e acha-se focada e é muito versada nas ligações empáticas sem se apegar a essa experiência da empatia!
VICKI: Vou-me certificar que da próxima vez ela esteja presente!
ELIAS: Muito bem! (Riso)
VICKI: Mas, de qualquer modo, a pergunta que tinha era, quando entramos em sintonia com a Lisa, quando ela estava com dez anos, a expressão verbal dela foi: “Não tenho vontade de falar. Deixa-me em paz.” De forma que foi o que eu fiz. Passamos para uma outra área. Mas a pergunta que quero fazer é se existirá mais alguma coisa, mais alguma acção que possa ter tomado nessa altura que me tivesse podido ajudar?
ELIAS: Não. A aceitação dessa expressão é o que se revela mais útil. Lembra-te de que quando abordais esse novo “jogo”, vós afectais os outros focos e a sua realidade. Por isso, não tendes desejo de vos intrometerdes com esse indivíduo nem com a sua realidade.
VICKI: É à luz disso que faço estas perguntas. Percebo que resulta uma certa afectação, mas só não tenho a certeza sobre o que seja nem quanto ao que fazer em determinadas alturas.
ELIAS: Numa situação dessas, tal como poderias estar a exprimir-te para com um indivíduo concreto diante de ti, não desejarias intrometer-te nem mostrar-te prepotente para com ele, mas tratarias de procurar aceitar o que ele expressasse. Por isso, se uma criança viesse a ti e te dissesse: “Não tenho vontade de conversar,” tu aceitarias o facto. Por isso, também poderás mostrar aceitação em relação ao outro foco no âmbito desse novo “jogo”, por ser a mesma coisa.
VICKI: Nesse caso, basicamente, os nove passos aplicar-se-iam.
ELIAS: Justamente.
VICKI: Está bem.
ELIAS: Estais a abordar um outro foco, que é essencialmente tão real quanto este em que a vossa atenção se centra.
VICKI: Está bem, obrigado.
ELIAS: Não tens o que agradecer.
NORM: Eu tive uns quantos sonhos. Disponho de interpretações alternativas, pelo que gostava de te fazer perguntas acerca delas. Num deles, eu contemplava um cenário tipo um campo aberto, talvez com erva e terra, e aqueles dois personagens tipo banda desenhada, cor-de-rosa, talvez com uns três ou quatro anos de idade, eles andavam à roda no campo relvado, e passaram justamente por debaixo de um cachorro, e subitamente aflorou-se-me a palavra Italiano. Por isso penso que ou tenha sido que isso tenha algo que ver com a Diana e a Teresa ou que tenha que ver comigo e com o foco que tenho do Stephen. Mas estou a esforçar-me por encaixar a palavra Italiano nisso, pelo que acabo confuso.
ELIAS: (Tenta aceder, e em seguida pronunciando-se com um tom de seriedade) Também eu me sinto confuso! (Riso geral) Apenas a brincar! (A sorrir enquanto a Drew solta um suspiro simulado de alívio) Ainda não foi desta que o Sabe Tudo caiu! (A rir)
DREW: Claro! Ena pá, por um momento cheguei a....
ELIAS: (Dá uma risada) Contém esse teu coração palpitante!
A palavra Italiano constitui a imagem que apresentas a ti próprio a simbolizar o elemento religioso e a afectação causada pelas crenças inerentes ao desenlace desses indivíduos. Tu estendeste a ti próprio imagens no teu estado do sonhar desses indivíduos assim como o alcance que o elemento religioso tem que foi inicialmente identificado com a Igreja Católica Romana, de que descendeu a Igreja Anglicana, que também sofre uma afectação com o desenlace desses indivíduos e o alcance da afectação religiosa das massas.
NORM: No outro sonho, eu encontro-me no assento de trás do meu carro, atrás do assento condutor com a porta esquerda aberta, e entretanto um outro carro aproxima-se e pára à direita, com se ambos os carros estivessem alinhados em paralelo. O condutor sai do carro, mas era evidente que a caixa de velocidades se achava engrenada, pelo que o carro começou a avançar. E de repente, - o volante deve ter esbarrado com qualquer coisa – que ele guinou para a esquerda em frente ao meu carro. Eu estava a pensar que ele ia dar a volta, e tentei chegar ao assento da frente do meu carro. Mas de repente, aquela coisa mete-se, aquele carro, aquele outro carro simplesmente mete-se à frente do meu carro, e transforma-se num tijolo.
ELIAS: Esse é um imaginário bastante semelhante ao do Mylo que possui um tema subjacente inerente às crenças que estais a tentar usar, e como tal a pôr em marcha, mas sem desejarem completamente estabelecer contacto com as crenças; daí o desengrenar do movimento, o que vos reflecte com toda a criatividade a transformação num tijolo, conforme a linguagem que empregaste para a acção do que fazes quando não abordas as crenças. Bastante criativo!
DAVID: Irás debater em breve o aspecto religioso que disseste que iríamos abordar em alguma altura futura, com respeito por exemplo às palavras que Jesus emprega na Bíblia, de modo a sermos capazes de as interpretar melhor?
ELIAS: Vamos ter uma série de debates subordinados a essa área. Eu estou somente a aguardar pela altura que as gémeas acharem apropriada.
DAVID: Ah, Está bem. (Pausa)
DREW: Posso dar seguimento à questão daquela mulher, se me deres licença?
ELIAS: Podes.
DREW: Recordo as duas outras perguntas que tinha. Os acenos dela terão representado um encorajamento para investigar, ou terão tido um outro sentido?
ELIAS: Um incentivo para te envolveres.
DREW: Para me envolver. Parece-me que seja bastante agressivo da parte desse outro foco estar a transferir-me pedidos de envolvimento ao contrário do modo como tenha operado no passado, em que tive alguns trespasses ou transferências e obtido algumas imagens em resultado daqueles que tenha investigado. Essa foi a primeira vez na minha experiência que um outro foco se posicionou diante de mim a convidar-me para investigar de uma forma tão evidente.
ELIAS: Tu presumes que por causa da tua atenção se achar focada neste segmento temporal que engloba a mudança, todos os teus outros focos não estejam a envolver a mudança.
DREW: Então isso na realidade envolve uma acção proveniente desse outro foco na direcção do meu, ao contrário do que acontecia no passado em que tomava a outra direcção?
ELIAS: Exacto.
DREW: É interessante. Tu indicaste que eu me achava mais próxima desse foco – penso que tenha sido esse o termo que empregaste, ou a ligação que tinha com o foco ou o trespasse, não consigo recordar as palavras que utilizaste – do que dos outros.
ELIAS: Isso é um erro de interpretação.
DREW: Está bem, que foi que disseste?
ELIAS: Não quis dizer que tivesses uma ligação forte, mas que te permitiste aproximar mais num envolvimento com esse foco do que terás permitido previamente em relação aos outros focos.
DREW: No entanto, os outros focos apresentaram, de longe muito mais imagens e experiências através da regressão da memória e dos sonhos, e eu obtenho mais conhecimento acerca deles e sou mesmo capaz de evocar cenas vívidas e sentir odores e esse tipo de coisa. Tudo o que obtenho acerca dessa mulher consiste basicamente numa visão dela da cintura para cima, um aspecto físico dela, e é tudo. Por isso, como será que eu...
ELIAS: É a mesma coisa, em analogia – (Para o Norm) Eu não esqueci a analogia que me pediste! Só que ainda não conferenciei sobre isso! – que veres os teus focos na vossa televisão, em que podes assistir a muitas cenas e chegares a envolver-te com o outro foco como se se tratasse dum outro indivíduo posicionado bem à tua frente. (Quando o Elias se refere ao “conferenciar”, ele emprega isso em tom de brincadeira)
DREW: Consigo entender. Havia uma dimensionalidade nisso que tinha um aspecto diferente; mais tridimensional, e dotado de profundidade. Então, se eu entendesse dever prosseguir com um laço adicional e provocar algum trespasse da parte de algum dos meus focos, dirias que este em particular seria o mais – desculpa o termo – “benéfico” a dar continuidade nesta altura, em termos de aprendizagem e de informação?
ELIAS: Diria, por se tratar dum foco futuro, nos teus termos.
DREW: Muito bem. Mais alguma informação?
ELIAS: Portanto, esse indivíduo possui informação relativa à mudança. Será isso suficiente para... (A esta altura o Elias utiliza as mãos para indicar um encorajamento)...?
DREW: Se eu dissesse que não, valeria de alguma coisa?
ELIAS: Não. (Riso)
DREW: Também pensei que não. E que tal: “Vou investigar. “ Não soará melhor?
ELIAS: Bastante admissível!
DREW: Vou mesmo. Obrigado. (Elias dá uma risada)
DAVID: Se tomarmos alguns copos antes de nos retirarmos à noite fará alguma diferença aos nossos sonhos? Caso não tomemos nenhuma bebida, será que os sonhos tornar-se-iam mais fáceis de recordar?
ELIAS: Sim, por gerardes uma camada de densidade na ligação entre a actividade objectiva e a subjectiva.
DAVID: Bom, eu não passo sem os meus copos de vinho antes de me deitar!
ELIAS: Nesse caso podes envolver-te numa acção dessas! Mas não te digo que isso seja incorrecto!
Esta noite vou-me retirar, mas fico a estender-vos um grande afecto e muito entretenimento a todos e a ansiar pela nossa próxima reunião, a qual poderá ser a da Aceitação 103 do Envolvimento das Massas... (De novo a dar risadas alegres)... ou talvez não! (Riso) E nesta noite vou-vos dar a todos um carinhoso au revoir, e fica a antecipar o nosso encontro de amanhã. A todos vós, adieu.
Elias parte às 8:39 da noite.
Notas Finais:
(1) Em vez de fornecer ao Norm uma nova analogia, o Elias estendeu-lhe uma que tinha sido proposta em 1/28/na sessão #68. Conforme se segue:
Vós percebeis-vos como um instrumento capaz de tocar um número limitado de notas e de acordes. Percebei-vos antes como a sinfonia. Vós sois todos os instrumentos, e sois o director. A direcção em que a vossa atenção se projecta, representa o tocar o instrumento individual, em cada elemento do vosso foco. Por isso, vós criais todas as experiências.
Se vos focardes num compositor, encarareis esse compositor que tenha composta uma sinfonia como a quinta do vosso Beethoven – vamos utilizar isso em proveito do Michael – rude, composta de sons tempestuosos, muito combativa, trágica, encarareis isso como mau? Não. Não perguntais ao compositor porque razão terá composta uma peça de música tão terrível. Deleitais os vossos ouvidos e os vossos sentidos com a composição. Deleitais-vos na beleza de tonalidade dela. Percebei-la como diferente unicamente em relação à sexta sinfonia desse mesmo compositor, que é ligeira e fácil e etérea e bela e jubilosa! Ambas são composições. E ambas são maravilhosas. São criações, ambas; nenhuma delas é melhor ou pior, mas são ambas vívidas e ambas são oferecidas em função da experiência que envolvem. Do mesmo modo orquestrais vós o vosso foco de desenvolvimento, dando lugar ao trágico e ao jubiloso pela experiência que envolvem.
(2) Há mais de um ano, O Ron pediu ao Elias para ele lhe fornecer uma lista das verdades, altura em que o Elias agarrou numa caixa de lenços e começou a puxá-los um a um, e passou a dá-los a todos. Por isso, no contexto das nossas sessões, verdades representam lenços... ou os lenços representam verdades!
© 1997 Vicki Pendley/Mary Ennis, Todos os Direitos Reservados



O MATERIAL ELIAS