quinta-feira, 30 de junho de 2011

QUE É QUE EU QUERO?



SESSÃO #896
"Que É que quero?"
Terça-feira, 6 de Setembro de 2001 (Privada/Telefone)
Participantes: Mary (Michael), Lynda (Ruther) e Donnalie (Mallory)
Tradução: Amadeu Duarte

(Nesta sessão, a Lynda está a telefonar da Califórnia e a Donnalie acha-se presente no compartimento com o Elias)

ELIAS: Bom dia!

LYNDA: Bom dia! Sou eu e a Mallory! (Elias ri) Ele está a rir! (Para a Donnalie) Então, já não queres dar os bons dias ao “morto”?

DONNALIE: Bom dia! (A rir, enquanto o Elias dá uma risada)

LYNDA: Elas estão em pijama, enquanto eu não! Muito bem, posso avançar com umas impressões para o Jogo? (Nota do tradutor: O Jogo consiste num exercício de impressões)

ELIAS: Podes.

LYNDA: Queria fazer um lance, na vez da Lawrence. Já sei que validaste a impressão que ela apresentou, mas eu queria que isso ficasse registado. Então é assim: Clichés - Sumafi, “É preciso dois para dançar o tango” – um ponto. Correcto?

ELIAS: Correcto.

LYNDA: Obrigado, cavalheiro. Gostava de apresentar um lace para o Jogo, no campo dos Compositores, Harold Arlen na área da família Gramada.

ELIAS: Um ponto.

LYNDA: C’um caraças! (Elias ri)

Bom, Elias, ontem, suponho, ou antes de ontem – não me recordo exactamente – espontaneamente tratei a Mallory por “Mookie, e pensei tratar-se duma relação íntima que tenha com alguém chamado Mookie. Assim, à primeira vista, a impressão que obtenho é a de que tenha um foco com a Mallory quando a trato por Mookie. Estarei certa?

ELIAS: Exacto.

LYNDA: E sabes bem o quão boa menina Sumafi sou, e que não te faço perguntas do tipo bola de cristal? Bom, só queria obter um palpite quanto à ligação, tipo faixa temporal e país, que o resto eu tento obter, prometo. (Ambas riem, e faz-se uma pausa)

ELIAS: Princípios de 1800, localização geográfica, Nova Inglaterra.

LYNDA: Puxa vida. Muito bem, eu investigo e depois comunico-te aquilo que descobrir. (Elias e Donnalie riem)

ELIAS: Muito bem!

LYNDA: Muito obrigado! Recentemente obtive umas imagens coloridas na minha realidade objectiva, de cor violeta e verde, e isso começou a traduzir-se para mim em  termos de imagens de cura.

ELIAS: É.

LYNDA: Não é porreiro? (Elias ri) É, pode-se bem dizer que sim, já sei que é! Mas isso foi realmente o máximo para mim, e sinto que isso me tenha explicado muita coisa; além disso, em relação ao rumo que tomei no caso do meu livro e da onda de desvalorização de mim própria que experimentei quando me dirigi ao Kinko para obter uma cópia do meu segundo livro. Ao invés de me debater com isso, deixei de o fazer e descontraí-me em relação ao facto, e comecei a obter uma validação fixe de que tudo estaria bem.

Mas tomo consciência de existirem coisas que estou definitivamente ainda a investigar com respeito à próxima fase de publicação não só do meu primeiro livro como deste livro, porque desde a última vez que falamos sobre o meu livro, que foi já em Maio, eu ainda não o consegui ver realmente publicado, exactamente do modo que pretendia.

Aquilo que queria perguntar-te é se me encontro actualmente no processo de criação de leitores para ele, e a impressão que tenho dos bloqueios que estou a atravessar em relação a isso, é a de que possam estar realmente relacionados à minha própria aceitação não somente do que digo em termos da informação respeitante à mudança, mas de me sentir verdadeiramente confortável com isso e isenta de medo de ser levada à fogueira. (A Donnalie ri e o Elias dá uma risada) Por isso pensei que talvez pudesses dizer-me algo acerca disso, por sentir uma vontade real de conhecer mais e mais acerca da criação de leitores para este livro e sobre o rumo que tomo, que é o de sinceramente confiar no que transmito e de me divertir com isso.

ELIAS: Essa é a questão. (Dá uma risada) Tu hás-de conduzir a ti ou produzir o que identificas como leitores à medida que te permites confiar e descontrair-te na confiança da capacidade que tens de gerar essa manifestação.

LYNDA: Certo, ena. Só quero dizer que me encontro definitivamente a mover nessa direcção, e isso me resulta verdadeiramente divertido.

O Michael empregou uma analogia tremendamente fixe, a meu ver, na conversa que tivemos ontem, na marcação que fez da sessão que está a ter lugar. Ela falava da imagética envolta no conceito de mover um penedo. No caso da agitação particular com que ela estava a lidar pessoalmente, que se assemelhava à remoção um penedo, mas então, ao invés de ir contra ele, ela decidiu relaxar em face do facto e acompanhar a emoção que o envolvia.

Apenas esse pequeno palpite acerca da acção que exerceu, e quando voltei costas apliquei o mesmo numa situação similar que representava a remoção do meu próprio “penedo”, e permiti-me genuinamente sentir o sentimento de desespero ou de frustração que envolvia ao invés de o forçar e provocar tensão, o que representou uma acção um tanto diferente para mim. Ao fazer isso, não só passei a avançar com maior rapidez como dei lugar à criação duma correspondência com este indivíduo que resulta particularmente divertida para mim, e fiquei chocada.

Creio que ambos os casos estejam ligados em termos da criação desta pequena interacção divertida que estou a criar, mas parece-me a mim que esse princípio de nos apoiarmos ao invés de combatermos a vaga da duplicidade ou a vaga de frustração teve muito que ver com isso, e eu interrogo-me se desejarás comentar o ocorrido.

ELIAS: Sim, tens razão, por te permitires empregar informação através dessa interacção que estabeleces com o Michael, em cujo âmbito te permites representar esses conceitos por meio dum entendimento objectivo que sugeres a ti própria por intermédio do exemplo. Essa é a imagética objectiva que apresentas a ti própria que te propicia um exemplo de certos conceitos que debatemos só que de um modo que possas compreender concretamente na tua realidade actual.

Na realidade, isso serve de exemplo para os conceitos que vos apresentei subordinados ao relaxamento e ao facto de não gerardes luta e a pressão em relação às experiências que tens, e em reconhecimento de que a apresentação da emoção comporta uma mensagem, e não meramente um sinal.

LYNDA: Isso para mim faz sentido, porque apesar da emoção... penso que o rumo que tenha vindo a tomar no caso da emoção tem sido em termos absolutos, porque as minhas emoções muitas vezes têm sido do tipo temeroso ou depressivo ou então rotulo-as de “más”, pelo que me esforço por as afastar. Percebo com uma maior clareza que se me volta para elas ao invés de as afastar elas passam, mas isso parece-me verdadeiramente interessante por perceber onde as terei rotulado, e julgado... bom, não apenas julgado mas limitado a sua comunicação ao julgá-las desse modo.

ELIAS: Justamente, porque ao instaurares essa forma de julgamento, também crias uma resposta automática no sentido da eliminação da emoção por ser desconfortável, e na pressão para tentares eliminar a emoção, ou para a repelir por intermédio do pensamento ou a alterares, apenas recebes o sinal e não prestas atenção à mensagem.

LYNDA: Certo. Isso está a começar a fazer sentido para mim. Penso que aquilo que era um pouco mais confuso é familiarizar-nos com a parte da escolha desse processo, porque conforme debatemos da última vez, não existe... Estou apenas começar a voltar-me e a prestar atenção ao que estou de facto a escolher instante a instante ou a sensação disso proporcionou-me realmente um volume de informação sobre, por exemplo, este outro indivíduo de quem temos estado a falar. Não importam as emoções nem os pensamentos que tenha acerca desta pessoa, eu observo-me a escolher uma direcção específica, com a confiança de estar a proceder a diferentes escolhas e a diferentes tipos de criação.

Mas, Elias, como bem sabes, esta ideia de me conceder a mim própria permissão para criar aquilo que quero é verdadeiramente bastante nova para mim, e é bastante divertida. Além disso também é bastante motivador permanecer no momento sem expectativas. Mas mesmo que alimente uma pequena expectativa, isso não dá cabo de mim, entendes o que quero dizer? (Elias ri) Tem sido mais normal com este meu fluir, o qual é verdadeiramente divertido.

Estou a validar-te – esta manhã obténs um ponto!

ELIAS: Ah! Obrigado. (Dá uma risada)

LYNDA: Não tens de quê. Isto é bastante divertido... oh meus deus! Eu sei o que queria fazer.

Se te for aceitável, eu sei que já dispensaste informação nas sessões acerca do nosso querido irmão Adolfo – é uma pilhéria! – e quando te falei da impressão que tinha e disse que era a de que ele pertencesse à família Zuli e alinhasse pela Vold, e nessa altura validaste-me isso... desculpa, pertencia à vold e alinhava pela Zuli - o que me validaste na altura. Mas então o Deane questionou-te sobre o alinhamento dele e tu respondeste Ilda, e o Deane questionou a informação. Tanto a Lawrence como eu comentamos o mesmo, de se tratar de algum tipo de flutuação da energia, ou que ele fosse ambas as coisas. Eu só queria esclarecer para que fique registado, da tua parte, se estiveres disposto a isso, acerca do alinhamento dele.

ELIAS: Tens razão na identificação que estabeleces da flutuação, por assim dizer, porque o foco do indivíduo alterna no alinhamento que assume.

LYNDA: Oh, é interessante, foi o que o Michael pensou que pudesse ser. É um desvio. Hey, Donnalie, estás acordada?

DONNALIE: Estou. (Elias desata a rir)

LYNDA: Já sabes como esta malta que possui uma orientação intermédia adormece com facilidade! (Elias ri) Penso que partilhe um monte de focos com esta Mallory, e penso... Ela soa-me tão familiar! Porque me será esta pessoa tão familiar?

ELIAS: Já respondeste à tua questão!

LYNDA: Ah, certo – nós partilhamos muitos focos juntas. (Elias ri) Afeiçoa-se-me verdadeiramente divertido.

Tu pareces-me realmente familiar, Donnalie. Tens alguma pergunta que gostasses de colocar ao nosso amigo, Elias?

DONNALIE: Sim, tenho uma. Existirá alguma diferença em apenas querermos uma coisa e a criação dela? Quero dizer, penso que possamos voltar-nos na direcção da não criação disso, mas isso não se instaurará por si só, ou será que instaura?

ELIAS: Deixa que te diga, antes de mais, que qualquer direcção para que vos volteis e pela qual definais qualquer escolha em particular respeitante a um assunto qualquer, a cada momento em que definais uma escolha todas as probabilidades são desse modo instauradas, mas nem todas as probabilidades são inseridas nesta realidade física que reconheceis. Escolheis uma e manifestais essa num instante em particular, mas todas as outras probabilidades associadas a essa matéria são igualmente manifestadas em realidades prováveis que, por assim dizer, existem em paralelo com esta realidade física que reconheceis.

Agora; em associação à tua pergunta respeitante às vontades, podeis empregar o vosso processo do pensar e expressar um pensamento associado a uma vontade, e podeis não criar necessariamente essa vontade. Porque vós criais aquilo em que vos concentrais, e criais expressões ou manifestações em associação com qualquer direcção em que estejais a mover-vos numa altura ou instante particular.

Bom; deixa que explique. A vossa concentração traduz a expressão da vossa atenção. A vossa atenção NÂO são os vossos pensamentos. Consequentemente, o que pensais não é necessariamente aquilo em que vos concentrais.

Os pensamentos são concebidos na vossa realidade física a fim de traduzirdes e interpretardes a informação que forneceis a vós próprios. Vós proporcionais informação a vós próprios de muitíssimas formas. O pensamento em si mesmo não consiste numa comunicação; mas num mecanismo de tradução. Por isso, por vezes criais um pensamento que vos expressa a identificação de uma vontade, mas pode não se tratar duma tradução exacta, porque o facto dessa tradução do pensamento ser exacta ou precisa ou não depende da direcção para onde dirigis a vossa atenção. Pode ser parcialmente correcta.

Podes expressar uma vontade a ti própria por meio do pensamento, e indirectamente ser correcta; mas a identificação da vontade pode achar-se distorcida por a tua atenção se achar dispersa, e se a tua atenção se achar dispersa, o mecanismo do pensamento entra em acção a fim de avaliar todas as direcções que a tua atenção assuma num momento particular, o que pode confundir o processo do pensamento. Por isso, ele reúne toda a informação disponível e em meio à compilação de todas as diferentes expressões de informação que são proporcionadas poderá dar-te conta da identificação duma vontade, quando na realidade, o querer genuíno pode achar-se camuflado. (Pausa) Deixa que te sugira um exemplo.

DONNALIE: Isso havia de ser porreiro. Sinto muitas dificuldades em te compreender quanto falas. (Elias ri) Concentro-me tanto que até cruzo os olhos!

ELIAS: AH AH! Não é necessário empregar o pensamento a tal ponto extremo! (A Donnalie ri)

Podes, num momento particular, expressar um pensamento para ti própria de nesse momento quereres ingerir gelado.

Bom; em resposta a esse pensamento que identifica o querer, adquires uma caixa de gelados e começas a consumir um gelado objectivo, e dentro de poucos instantes expressas outro pensamento a indagar e dizes para contigo própria, “Bom, este gelado não é satisfatório, mas pensei querer tomá-lo. Agora estou confusa, por não me sentir satisfeita com este gelado.” E pões o gelado de parte, e ponderas na confusão sobre a razão porque não te terás satisfeito com a ingestão do gelado, por teres claramente identificado no íntimo a VONTADE por esse gelado.

Bom, este é um exemplo da criação duma identificação por intermédio do pensamento dum querer que não é claro. É uma distorção. Estás a tentar identificar um desejo que está a obter expressão interior. A tradução objectiva por meio dos pensamentos do desejo foi-te expressada sob a forma duma vontade, só que se trata duma vontade que não se apresenta clara – apesar de te parecer que possua bastante clareza e seja bastante específica, por teres voltado a atenção para os pensamentos.

Ao voltares a tua atenção inteiramente para os teus pensamentos e deixares de prestar atenção ás comunicações – lembra-te de que o pensamento não consiste em comunicação nenhuma, mas sim numa tradução – por isso, ao deixares de prestar atenção às comunicações e ao focares a tua atenção com intensidade no mecanismo do pensamento, tu automaticamente passas a confiar no pensamento e automaticamente respondes a esse pensamento de um modo absoluto.

Ora bem; ao responderes ao pensamento e reconheceres que a vontade terá sido expressada de forma inexacta, ficas confusa e questionas-te, dizendo para contigo: “Se o gelado não corresponde ao que desejava, que SERÁ que quero?

Bom, assim que identificares que o pensamento tenha sido inexacto e te tenhas questionado quanto à identificação da vontade genuína, poderás voltar a atenção para as comunicações efectivas – as impressões que tenhas, os teus sentidos, a tua intuição, as tuas emoções – prestar atenção intimamente ao que estás efectivamente a FAZER. O desejo do gelado terá representado uma tradução dos pensamentos em resposta à emoção subtil dum anelo. O sentimento desse anelo constitui o sinal. Vós identificais rapidamente os sinais de forma objectiva, mas também colocais automaticamente um travão nesse sinal. A vossa atenção volta-se para o sinal, e passais a responder por uma mera identificação dele, do sentimento de anelo. Muitos não se permitem prestar atenção à mensagem que lhes é ofertada juntamente com esse sinal.

A emoção não é uma reacção. jamais consiste numa reacção. É uma comunicação, e nesse instante a emoção expressa uma comunicação a identificar precisamente o que estais a fazer intimamente nesse momento. Mas se não receberdes a mensagem, apenas dareis continuidade ao sinal e confundir-vos-eis.

Agora; nos sinais que julgais provocarem desconforto, a vossa resposta automática vai no sentido de cancelardes o sinal por intermédio do pensamento, ao procurardes alterar a sensação por meio do pensamento, ou no sentido de exercerdes pressão sobre a emoção - o sinal - e afastá-lo ao vos distrairdes para não sentirdes mais essa sensação.

Por isso, em relação às vontades, muitas vezes os vossos pensamentos traduzem com exactidão as vossas comunicações, e muitas vezes os vossos pensamentos DÃO-VOS CONTA duma tradução genuína e exacta por meio da expressão das vontades, e por isso confiais na tradução dos vossos pensamentos. Mas muitas vezes a tradução não é exacta, o que gera confusão e frustração.

O modo por meio do qual podereis reconhecer se os vossos pensamentos estarão a traduzir ou não com exactidão passa pela criação dum sistema na vossa realidade por meio do qual proporcionais a vós próprios vários modos de comunicação. Nas alturas em que os vossos pensamentos estão a traduzir de forma imprecisa, os sistemas de comunicação ganham expressão e começam a identificar-vos a existência dum mal entendido que o pensamento envolve. Passais a apresentar a vós próprios imagens físicas, ou apresentareis a vós próprios uma emoção, ou então apresentareis a vós próprios impressões;  mas a armadilha está em que vos tenhais todos tornado bastante familiarizados com o acto de confiardes no pensamento e de prestardes atenção ao pensamento a um ponto extremo, e permitis-vos voltar-vos no sentido da alteração das vossas escolhas baseados na tradução dos vossos pensamentos, e subsequentemente a esses tipos de acção, instaurardes conflito ou desapontamento ou frustração. Essa é a razão porque vos digo a todos repetidamente para vos permitirdes familiarizar-vos convosco próprios, e para prestardes atenção a vós próprios e às comunicações que transmitis a vós próprios.

Posso-te dizer, Mallory, que no teu íntimo dás expressão a um desejo de praticares o acto de prestar atenção ao que identificas como instinto. Isso que identificas como instinto é sinónimo do que poderei expressar-te como representação da intuição, daquela voz que te fala com autenticidade, daquela voz em que podes confiar, e que não te trairá. Só que tu debates-te com essa voz e desafias-te com o emprego do pensamento. Suprimes essa pequena voz em meio ao teu pensar.

DONNALIE: Então essa é a voz a que devemos dar ouvidos.

ELIAS: É, ao invés de criares um duelo contínuo entre os pensamentos e a voz da tua intuição.

DONNALIE: Por recorrer bastante a isso.

ELIAS: Estou bem ciente disso.

DONNALIE: Sabes porque razão colocamos estas perguntas de forma indirecta? Sabes do que estamos verdadeiramente a falar quando por vezes o fazemos? (Ri)

ELIAS: Por meio da vossa expressão de energia, certamente. Também te posso dizer que podes considerar – prestar atenção – quando te expressas de modo indirecto. Em que estarás a deixar de confiar? Qual será a natureza da tua preocupação e o medo que sentes nas alturas em que escolhes “atravessar o teu país todo a fim de atravessares a rua”? E que estarás a evitar?

Por que te posso dizer de forma genuína, tal como já o fiz muitas vezes em relação a outros indivíduos, nas alturas em que te permites expressar com clareza uma pergunta, também passarás a compreender com mais clareza, e posso-te dizer igualmente, o que já proporcionei muitas vezes por meio deste fenómeno, que apesar de todos vós acreditardes existirem segredos na vossa realidade, isso é uma ilusão, porque efectivamente na consciência não existem segredos. (Ri)

LYNDA: Tu ris-te!

ELIAS: Não importa; isso também não comporta qualquer reprovação. Ao conversares com esta essência, posso-te dizer com toda a verdade que não se apresenta a menor reprovação. Não tem importância – as vossas escolhas são apenas as escolhas que elegeis. As experiências que fazeis não passam duma exploração. Não existe bem nem mal nem escolhas piores. Elas são apenas escolhas destinadas à experiência de um dado momento; não constituem nenhum reflexo do vosso mérito nem do vosso valor, por na realidade não poderem sofrer afectação por parte de nenhuma das vossas escolhas.

DONNALIE: Bom, essa foi violenta – mas não pela negativa! (Ri, enquanto o Elias dá uma risada) Preciso que ponderar nisso. Não sei que responder a qualquer dessas coisas!

ELIAS: Ah ah ah ah! Muito bem!

DONNALIE: Ainda aí estás, Ruther?

LYNDA: Estou. Isso dirige-se a mim, a Ruther! (Riem todos) Elias, tu falas verdade! Obrigado por isso.

ELIAS: Não tens de quê.

LYNDA: Penso que o verdadeiro papão do julgamento e do carma se torne bem penetrante nesta dimensão, e em muitos fusos horários, e eu nem sequer me tinha apercebido disso, Mallory. É tão automático pensar que venham a resultar consequências. É tão difícil. Eu adoro simplesmente o que estás a dizer, Elias, porque concentrar-me em ti no momento e confiar em mim soa plausível.

ELIAS: Justamente! Mas na realidade, como não existe expressão nenhuma efectiva de causa e efeito, isso não passa duma mera expressão das vossas crenças. Não existem consequências para todas as acções que vós próprios não criais. Isso não passa duma reacção às vossas crenças.

LYNDA: Nós apenas fizemos isso por uma questão de gozo e pela experiência - peço desculpa? (Elias ri) Oh meu deus!

ELIAS: Porque não havereis de explorar cada aspecto desta realidade física com todas as experiências que contem?

LYNDA: Correcto, isso eu entendi!

ELIAS: Lembra-te de que a concepção física desta dimensão física consiste na emoção e na sexualidade. Por isso, porque razão havereis de conceber uma dimensão física destinada a explorardes a sexualidade e a emoção para depois o deixardes de fazer? Ah ah ah!

LYNDA: Em todas as suas nuances.

ELIAS: Precisamente!

LYNDA: Pois, eu estou sempre a repetir-te o mesmo, Elias, mas não, não, não, não, não... isso não soa a verdade; mas tudo bem, óptimo! (Elias ri)

ELIAS: Eu vou continuar os meus estudos, Ruther. (A Donnalie desata a rir)

LYNDA: Vai haver um exame.

ELIAS: Muito bem.

LYNDA: Obrigado. Foi formidável. Penso que já terminei, irmã Mallory, não és?

DONNALIE: Com certeza.

ELIAS: Muito bem! Expresso-vos a ambas um tremendo afecto como sempre e um reforço e uma confirmação de completa aceitação. Talvez possais ofertar esta aceitação a vós próprias igualmente, mas entretanto, podeis recebe-la da minha parte. (Ri)

A cada uma, nesta manhã, apresento-vos um carinhoso au revoir.

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