quinta-feira, 30 de junho de 2011

REDEFINIÇÃO DE ENSINAR, AMOR E OPINIÃO



SESSÃO #860
"Redefinição de Termos Como: Ensinar, Amor, Compaixão E Opinião"
Terça-feira, 3 de Julho, de 2001 (Privada/Telefone)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes: Mary (Michael) e um novo participante, Merrill (Fiona)

ELIAS: Bom dia!

MERRILL: Bom dia, Elias! (Elias ri) Não podes imaginar a excitação que é escutar a tua voz. Antes de mais, quero agradecer-te pelas visitas pessoais e por toda a energia que me tens cedido. Quando ligas o meu computador à noite, a luz azul suave inunda a casa toda. Sinto a tua presença e utilizo a energia que me cedes em minha vantagem. De facto sinto que as minhas intuições e impressões e impulsos e sem dúvida toda a qualidade da minha vida melhorou desde que comecei a ler as sessões e desde que começaste a visitar-me. Convido a tua presença sempre que for possível.

ELIAS: Fica seguro de que a terás, meu amigo! (Ri)

MERRILL: A propósito, agradeço-te uma vez mais por fazeres soar o meu telefone até acabar por telefonar à Mary de novo a marcar esta sessão.

ELIAS: (Ri) Então, recebeste o meu convite. Ah ah ah!

MERRILL: Antes de mais, gostava e obter algumas estatísticas pessoais e sobre outras seis pessoas. Isso seria uma ajuda. Em relação a mim, gostava de começar por te dar as impressões que colho. Depois poderemos passar rapidamente para os outros.

ELIAS: Muito bem.

MERRILL: O nome da essência... o nome Noah veio-me certa vez à mente, mas suponho que não corresponda exactamente. (A rir)

ELIAS: Estás a perguntar-me?

MERRILL: Sim, em relação ao meu.

ELIAS: Nome da essência, Fiona.

MERRILL: A família da essência será a Sumafi?

ELIAS: Estás certo.

MERRILL: O alinhamento pela família da essência, quer Sumari ou Milumet, não?

ELIAS: Sumari.

MERRILL: Sumari. Foi o que pensei; essa foi a primeira impressão que tive. (Elias ri) E quanto à orientação – comum?

ELIAS: Estás certo.

MERRILL: Gostava de perguntar se este será o meu foco final.

ELIAS: Correcto.

MERRILL: EU SOU um foco final; não estava certo em relação a isso! (Ri) E agora em relação à minha esposa, Lorraine, poderias primeiro fornecer-me o nome da essência dela?

ELIAS: Elvina.

MERRILL: E a família da essência dela?

ELIAS: Que impressão tens?

MERRILL: Não, não tenho qualquer impressão.

ELIAS: (Ri) Muito bem. Família da essência, Ilda; alinhamento, Borledim...

MERRILL: Borledim? Tu pronuncia-la de modo diferente daquele que tenho vindo a pronunciar para mi próprio. Poderias soletrá-la?

ELIAS: Podes inquirir junto do Michael, que ele esclarecer-te-á.

MERRILL: E a orientação dela, será comum?

ELIAS: É.

MERRILL: Será ela um foco final?

ELIAS: Não.

MERRILL: Estará ela em transição? Tenho a impressão de estar.

ELIAS: Está sim, tens razão.

MERRIL: A seguir, o meu filho Barry, que se encontra na Califórnia, dar-me-ias o seu nome da essência, a família a que pertence e a orientação?

ELIAS: Nome de essência, Cadmus; família da essência, Gramada; alinhamento, Tumold; orientação, comum.

MERRILL: A filha dele, a Jessica?

ELIAS: Nome da essência, Boyce; família da essência, Sumari; alinhamento, Zuli; orientação, comum.

MERRILL: E o nome da essência da mãe dele, Karen?

ELIAS: Nome da essência, Ingmar; família da essência, Sumafi; alinhamento, Milumet; orientação, comum.

MERRILL: Tenho estado em comunicação com a Patricia B da Florida com relação às sessões do Elias, e gostava de lhe fornecer esse tipo de informação.

ELIAS: Nome da essência, Jomo; família da essência, Sumafi; alinhamento, Tumold; orientação, comum.

MERRILL: Obrigado, só mais uma, Norman K, que vive na Pennsylvania. Temos vindo a estabelecer uma comunicação em relação às sessões do Elias há já algum tempo.

ELIAS: Nome da essência, Kudi; família da essência, Sumafi; alinhamento, Vold; orientação, comum.

MERRILL: Muitíssimo obrigado. De seguida gostava de dar avançar com a minha primeira pergunta. Tem que ver com a exploração de outros focos da minha essência, numa tentativa de obter mais informação sobre mim próprio e de expandir a minha consciência desperta. Na semana passada, enquanto meditava, finalmente comecei a obter algumas impressões ténues. Terei um foco nas Ilhas Britânicas, possivelmente na Escócia, talvez na cidade de Edinburgh ou próximo? Sou capaz de ter sido masculino, aí por volta do século 17, mais ou menos.

Antes de mais, estas impressões terão alguma validade, e poderias dar-me mais alguma pista para perseguir? Quantos focos terei com um tom semelhante que possa explorar com facilidade, e poderias fornecer-me pistas acerca de outros que eu possa explorar?

ELIAS: Muito bem. Dir-te-ei que tens razão na exploração que fizeste desse foco particular – a época, o século 16. Está correcta a avaliação que fizeste de se tratar dum indivíduo do sexo masculino, e posso-te dizer que a localização é Edinborough. (Nota do tradutor: Deve haver engano na citação desta localidade, pois esta localidade não pertence à Escócia)

MERRILL: Edinborough. Mas isso não será uma cidade portuária?

ELIAS: É.

MERRILL: Esse indivíduo estará empregado na marinha mercante ou um tipo de ocupação desses?

ELIAS: Está, de certo modo.

MERRILL: Poderias dar-me mais alguma pista que me ajudem a avançar com a investigação disso?

ELIAS: Ele emprega o tempo numa ocupação de marinheiro.

MERRILL: Ele terá alguma companheira?

ELIAS: Não uma só (ri), mas tem um relacionamento com VÁRIOS indivíduos. Ah ah ah ah!

MERRILL: Oh, estou a entender. (Elias ri) Poderias fornecer-me o nome dele?

ELIAS: Vou permitir que investigues, e quando me apresentares as impressões que tiveres obtido, validar-tas-ei.

MERRILL: Terei um foco na Irlanda, talvez em torno de Dublin? Essa foi uma impressão muito ténue que obtive.

ELIAS: Tens, sim; tens razão.

MERRILL: Mais ou menos em que período?

ELIAS: Nos inícios do século 19, e posso-te dizer que esse indivíduo não viveu esse foco por muito tempo.

MERRILL: Oh! Com que idade terá morrido?

ELIAS: Catorze.

MERRILL: E terá vivido na cidade de Dublin ou nos arredores?

ELIAS: Viveu.

MERRILL: Poderias fornecer-me pistas sobre uns três ou quatro de modo que eu possa investigar?

ELIAS: Muito bem. (Pausa) Posso-te dizer que poderás investigar um outro foco na época do século 11, na qualidade dum indivíduo tribal na localidade geográfica da África do Sul. Esse indivíduo pertence ao sexo feminino e facilitou a entrada, por assim dizer, a seis outras essências que se manifestam na qualidade e seus filhos.

MERRILL: Interessante. Vou tentar acompanhar essa. Terás outra com um tom semelhante?

ELIAS: Sim. Poderás igualmente investigar na Indonésia do século 18. Esse indivíduo incorpora igualmente o sexo feminino e tem a ocupação, por assim dizer, de prostituta.

Também te vou sugerir que investigues dois focos que incorporam a manifestação que identificarás como de Nativos Americanos – um na América do Norte, outro na América do Sul – um na qualidade de homem no que actualmente identificais como Alaska, pescador.

MERRILL: Em, que época? (Pausa)

ELIAS: Também no século 18. Esse indivíduo pode ser descrito como tido na conta de elevada estima, na sua aldeia.

Posso-te ofertar a identificação dum indivíduo do sexo masculino, no Brazil, mercador de roupas selectas – um mercador de peças de vestuário.

MERRILL: Agradeço-te. Isso fornece-me imenso que explorar e que descobrir em relação a mim próprio. A minha pergunta seguinte envolve a aceitação de sistemas de crenças como parte importante do movimento por desta mudança da consciência. Devem existir mais do que 10000 ou 20000 ou mais aspectos inerentes aos conjuntos de crenças (convicções e suposições), ou “pássaros”, nessas 10 ou 12 gaiolas. Precisarei aceitar cada aspecto inerente a esses “pássaros” individualmente ou existirá algum atalho?

Por exemplo, se eu trabalhar o conceito da aceitação – aceitação pessoal, aceitação dos outros, aceitação das crenças e coisas assim – não serei capaz de libertar esses “pássaros” aos bandos, de modo a obter uma expectativa razoável de alcançar essa mudança da consciência num período de tempo razoável?

ELIAS: Tu já te encontras a expandir a consciência que tens, meu amigo, e já te encontras a apresentar a ti próprio os reparos destinados à aceitação e a uma passagem para a expressão dela. Dir-te-ei igualmente que na realidade não é necessário proceder à identificação de cada “pássaro” individual em cada uma dessas gaiolas.

Deixa que te diga que ao apresentares a ti próprio aspectos inerentes às crenças, escolhes examinar o que poderás identificar como aqueles que mais afectam ou mais influência exercem em ti e nas reacções automáticas que te movem: aqueles “pássaros” que terás alimentado exacerbadamente, os que criam a maior parte da desordem e os que mais te influenciam individualmente.

Agora; ao dirigires a atenção para certos aspectos inerentes às crenças, também te permites automaticamente libertar outros “pássaros” nessa gaiola. Nesse sentido, se precisasses notar, examinar, dirigir a atenção e passar a aceitar individualmente cada aspecto pertencente a cada crença específica, isso deveria resultar num desafio e tanto; E como empregais uma estrutura de tempo linear, isso haveria de requerer mais tempo do que é empregue no efectivo movimento desta mudança. (Ri)

É por tal razão que empregais a acção de contraparte, e por que empregais a acção de observação das essências, por terdes criado um tipo de dimensão que incorpora igualmente muitíssimos aspectos de vós próprios individualmente, por criardes a possibilidade da experiência e da realização de muitas vias diferentes em simultâneo. Essa é uma acção eficiente que a essência utiliza, que se plasma na vossa dimensão física e vos permite realizar muito mais acções para além duma só em qualquer altura.

Tu poderás dirigir a tua atenção individual para aspectos inerentes a um sistema de crenças particular, mas também empreendes uma acção de contraparte junto com muitos, muitos outros indivíduos, e desse modo esses indivíduos podem igualmente dirigir-se às mesmas crenças, só que a diferentes aspectos delas; mas tu beneficias do movimento que empreendem através dessa acção de contraparte, e do mesmo modo, outros indivíduos beneficiam do movimento que estabeleces na acção de contraparte que empreendem em relação a ti.

Posso-te dizer que no movimento desta mudança que a consciência está a sofrer, ao descartardes os véus de separação na vossa dimensão física, isso por sua vez cria um tipo de movimento no qual, à medida que cada indivíduo dá passos no sentido da aceitação de qualquer aspecto relativo a uma dada crença, isso vai contribuir em termos de energia para uma facilitação junto de cada indivíduo ao longo de toda a vossa dimensão a fim de criar a mesma acção.

Por isso, existem muitas expressões que estão a decorrer no âmbito da consciência que se apresentam como benéficas e que vos propiciam energia a cada um a fim de alcançardes esse movimento relativo à mudança da consciência para permitir alcançar no quadro do acordado numa escala de tempo linear.

MERRILL: Parece-me a mim que cada uma das escolhas mais significativas a que tenha procedido neste foco me tenha conduzido a uma outra experiência no campo do ensino, e pessoalmente, a informação que apresentas nestas sessões revela-se de tal modo importante que me sinto impelido a estudá-la e a tentar compreendê-la e experimentá-la.

Em face da atracção que sinto pelo ensino, interrogo-me se algum dia virei a deter o conhecimento e a experiência para poder ajudar os outros a assimilar esta mesma informação. De que forma poderia isso ser alcançado com eficácia? Deverei seguir alguma via particular, ou será suficiente servir de exemplo (“tornar-me no pequeno rebento”, no original) e disponibilizar-me para dar resposta às perguntas e à interacção com os outros? Existirá algum papel em particular em tudo isto, que possa obter? Eu estou presentemente a interagir com algumas pessoas a título de amizade e de troca esporádica de escrita em torno do material do Elias. Quererás comentar isso?

ELIAS: Muito bem. Dir-te-ei, meu amigo, que isso constitui a natureza da redefinição de termos em relação a esta mudança que a consciência está a atravessar, e desse modo redefinição da vossa realidade.

Porque o termo “ensinar” na vossa realidade está a ser redefinido à medida que expandis a consciência, e reconheceis não estar a ensinar, e que os outros, ou tu próprio, não estão a aprender. Vós sois viajantes, e estais a partilhar. Estais a descartar os véus da separação, estais a direccionar a vossa atenção para vós próprios, e estais a passar para a expressão de vos tornardes rebentos genuínos, dado desse modo expressão a um exemplo e vulnerabilidade ou ABERTURA para poderdes interagir com outros indivíduos só que mantendo a vossa atenção naturalmente em vós próprios, por isso propiciar uma expressão benéfica aos demais. Essa é a natureza da aceitação.

Porque, ao redefinirdes os vossos termos e a vossa realidade, reconheceis que a expressão do ensino, por assim dizer, traduz aquilo que implica a existência de indivíduos ou essências que detêm mais conhecimento do que vós, o que é um erro; ou implica a existência de indivíduos ou de essências aparte ou superiores a outros, mas isso também é um erro. Além disso implica igualmente que o instruendo seja inferior, e isso, uma vez mais, é um erro.

O que não quer dizer que não partilheis informação, conhecimento, e experiências uns com os outros, porque o fazeis. E nessa partilha, ofertais energia uns aos outros num acto de expansão da vossa consciência. Partilhais experiências e informação a fim de que elas vos possibilitem a vós e aos demais uma maior exploração da vossa dimensão física e uma expansão da participação que tendes nela.

Nesse sentido, podes igualmente ver a analogia do pequeno rebento. Ele não se encontra isolado apenas em si próprio. Ao te permitires visualizar um rebento, verás que os rebentos nascem sobre a vossa Terra na proximidade de outras árvores, pois não surgirão rebentos se não existirem outras árvores; não existe separação. Por isso, também se gera uma interacção, de certo modo. Não pode ser expressada nos mesmos termos da interacção que tendes com os outros devido a que a vossa espécie tenha sido criada de modo diverso, mas dá-se uma interacção. O rebento interage, só que cresce sem quaisquer instruções e sem instruir.

MERRILL: Informação estupenda. Vou sentir um enorme interesse numa leitura mais afincada assim que obtiver o manuscrito. Gostava de colocar uma outra pergunta acerca do meu filho, Barry. Que poderei eu fazer, para além do que estou actualmente a fazer, a fim de o ajudar a melhorar a qualidade de vida e a sobrepujar esta depressão profunda por que passa?

ELIAS: Que poderás fazer? Deixa que te diga, meu amigo, o que poderás incluir na interacção que estabeleces com ele, que se revele numa ajuda mais substancial do que tudo o que terás até agora empregado é a expressão de aceitação; interromper a reprovação, o juízo crítico, e a expressão da tentativa de solucionar, ou corrigir.

Posso-te dizer que a expressão genuína disso move-se no sentido contrário às crenças que as massas sustentam e àquilo com que estais familiarizados no que é convencionado como a vossa realidade oficial. Porque a expressão automática que formulais é a de que o outro esteja a experimentar conflito e desconforto, pelo que definis que estais a expressar compaixão e desejo de auxiliar; só que o modo por meio do qual vos familiarizais com esse tipo de movimento e expressão efectivamente não constitui propriamente um auxílio e não expressa aceitação; e a falta de aceitação dá expressão a uma energia junto do outro que ele passa a receber de forma a reforçar-lhe a sua própria expressão de falta de aceitação pessoal.

Essa é uma expressão automática, meu amigo, mas uma que vos é extremamente familiar. Nesse sentido, não posso expressar-te o suficiente, a ti nem a mais ninguém, o facto de que, apesar de realçardes o facto de sentirdes amor e compaixão pelos outros, isso também constitui algo que está a ser objecto duma redefinição na vossa realidade, porque a compreensão que tendes do amor e da compaixão acha-se fortemente associada às vossas crenças, e
NÃO associada à expressão de verdade inerente a tais conceitos. Enquanto verdade, o amor consta do Conhecimento e da apreciação.

Eu posso colocar-te a ti, meu amigo, uma pergunta autêntica que poderás permitir-te examinar. Conhecerás e apreciarás genuinamente a experiência que o teu filho escolhe criar? Porque ISSO é que deverá traduzir a expressão do amor. Além disso nesse Conhecimento e apreciação não subsiste qualquer necessidade de corrigir, por reconhecerdes, na aceitação que estabeleceis, que o indivíduo não está meramente a criar a sua realidade, mas está a ESCOLHÊ-LA. Ele poderá estar a experimentar desconforto do mesmo modo que TODOS vós por vezes experimentais desconforto nos vossos focos individuais, uns mais do que outros.

Mas posso-te dizer que uma das razões por que tu e qualquer outro indivíduo podem experimentar desconforto com qualquer das vossas escolhas relativas à experiência reside no facto de não aceitardes a vossa própria escolha. Não reconheceis estar a escolher objectivamente. Dais expressão à vitimização em relação a vós próprios, o que é reforçado por meio da falsa compaixão pelos outros.
Porque a compaixão é expressada por meio da aceitação e compreensão GENUINAS – ESSA é a natureza da compaixão.

Esses são os conceitos, os termos, e os aspectos da vossa realidade que estais a redefinir com o presente movimento desta mudança da consciência, e eu expresso-te o meu reconhecimento e em relação a todos os outros pelo desafio que vos é apresentado, por assim dizer, nessa redefinição da vossa realidade. Por não estardes muito habituados a isso, e existir um imenso número de aspectos inerentes às crenças e à duplicidade que vão contra esse tipo de abertura e de consciência e de aceitação.

Mas a qualidade do que é incrível em relação a esse movimento é que escolhestes proceder a esta mudança a fim de que ela vos proporcione uma enorme liberdade e a eliminação da maior parte do conflito que vos assola. Se atravessardes um conflito genuíno, uma aceitação autêntica e uma consciência em relação a esta mudança na consciência ao tentardes implementá-la, haveis de experimentar esse conflito propositadamente e duma forma objectiva.

MERRILL: Isso é estupendo, mas preciso voltar a lê-lo para obter um impacto total, mas estou consciente do quão importante se revela. Agradeço-te essa informação.

ELIAS: Não tens de quê, meu amigo.

MERRILL: Tenho uma pergunta muito breve a colocar-te, para voltarmos à aceitação das crenças. Penso que certa vez terás dito que com a aceitação duma crença também podíamos manter uma opinião.

ELIAS: Precisamente.

MERRILL: Mas como poderemos manter uma opinião sem formularmos juízo crítico?

ELIAS: Isso, uma vez mais, consta da expressão de redefinição dos termos que empregais e duma permissão para passardes a abraçar uma mais vasta compreensão do que estais efectivamente a expressar. Podeis abrigar uma opinião ao mesmo tempo que podeis aceitar um sistema de crenças ou suposições, por a opinião que abrigardes constituir um mero reflexo das vossas preferências. As preferências não se opõem à aceitação, mas são expressões individuais da direcção em que escolheis inclinar-vos e explorar em relação a vós próprios. Isso não está, por assim dizer, em divergência com a aceitação.

Agora; presentemente associas as opiniões ao juízo crítico por não aceitares e não reconheceres a espantosa influência que a duplicidade exerce em relação a todos os aspectos inerentes a todas as vossas crenças.

Nesse sentido, ao te permitires prosseguir com a expansão da consciência e dirigires a atenção para esses aspectos das crenças, ao te permitires passar a aceitá-las e aceitar-te a ti, também passas automaticamente ao reconhecimento das definições que dás a determinados conceitos e terminologias, o que por sua vez irá influenciar a percepção que tens e desse modo criar uma realidade particular que é fortemente influenciada pelas crenças que abrigas. Voltar a tua atenção para ti próprio e para a tua própria aceitação permitir-te-á uma compreensão mais clara e uma qualidade de reconhecimento acrescida dessa terminologia e, desse modo, da tua realidade.

Ao reconheceres efectivamente que as opiniões que sustentas são um mero reflexo das preferências que abrigas, mas que são igualmente influenciadas e exercem um efeito recíproco junto com a duplicidade e com outros aspectos relativos a outras crenças, poderás permitir-te a liberdade de aceitação dessas crenças e como tal não continuar a associar essas crenças à expressão que dás à preferência, permitindo-te desse modo passar a aceitar e continuares a expressar opiniões.

MERRILL: Isso é verdadeiramente interessante.

Eu devia gostar de passar pela experiência de viver numa sociedade que tenha atravessado por completo esta mudança da consciência. Para mim isso deve envolver uma escolha do tipo viver uns 200 anos, ou desprender-me do físico e voltar a manifestar-me. Nos termos das presentes probabilidades será razoável esperar que possa experimentar tal coisa, e qual será a via mais eficaz para alcançar essa experiência?

ELIAS: Na expressão presente do teu foco individual e das associações que empregas com as tuas crenças individuais, posso-te dizer não estares presentemente a criar uma probabilidade que venha a mover-se em extrema oposição às vossas crenças; por isso não estás actualmente a criar uma probabilidade que estenda o teu foco num tempo linear que incorpore assim tantos anos.

Mas também te posso dizer que tens razão, existem muitos modos por meio dos quais te poderás permitir experimentar esta mudança da consciência numa altura subsequente à sua total inserção e realização. Podes permitir-te experimentar isso presentemente. Podes permitir-te experimentar isso no teu foco individual, dependendo do passo que dês no sentido da aceitação, assim como poderás permitir-te dissociar-te na tua consciência, como quem diz, e fundir-te com o que identificas como um foco futuro, e permitir-te experimentar uma outra época relativa a um outro foco.

Deixa que te diga, meu amigo, todos os teus focos se encontram presentes no agora. Eles não se acham afastados de ti no tempo nem no espaço. Todos eles têm existência dentro de ti agora. É apenas uma questão de desviares a tua atenção.

A tua atenção acha-se FOCADA nesta manifestação e nesta linha de experiências. Contudo, o tempo e o espaço são relativos à concepção da vossa dimensão física pelo que, de certo modo, também são passíveis de ser encarados como uma ilusão. Todo o espaço ocupa uma mesma disposição; todas as localizações se encontram sobrepostas umas nas outras. O espaço consiste numa concepção própria às dimensões físicas. O tempo é moldado num tipo de expressão que é produto da vossa escolha. Não é absoluto. É flexível, e na realidade, todos os teus focos se acham agora presentes, nesse mesmo arranjo espacial, do teu próprio lar. Porque todos os teus focos são tu; apenas constituem diferentes focos da tua atenção.

MERRILL: Eu compreendo isso, só que é difícil ter isso tudo presente o tempo todo! (Elias ri)

Aqui o nosso tempo está a desaparecer, e eu gostava de fazer só mais uma observação. Na área correspondente ao meu corpo físico, sinto gozar dum perfeito estado de saúde generalizado, mas desejava que o meu corpo operasse no mais elevado nível de bem-estar tal como terá sido originalmente concebido para funcionar, e tenho pedido ao meu ser subjectivo e à consciência do meu corpo para implementar e sustentar esse estado de perfeita saúde. Mas sinto umas pequenas falhas e disfunções, como as mãos hirtas e dolorosas, mas tenho consciência de ter criado isso a fim de captar a minha própria atenção para algo que aparentemente não ainda tenha descoberto, porque ainda não fui capaz de solver essa situação. Será razoável esperar que possamos conduzir o nosso corpo a uma condição de saúde plena?

ELIAS: Não, não é irracional nem tampouco impossível. Pode constituir um desafio por vezes, em relação às crenças do indivíduo, mas não é impossível nem tampouco inconcebível.

Posso-te dizer, meu amigo, que poderás inquirir junto do Michael sobre a informação que dispensei relativamente aos centros de energia. E se preferires, podes permitir-te brincar com os teus centros de energia e manipulá-los a fim de alterares a energia que é expressada em relação à consciência do teu corpo.

Lembra-te de que a tua consciência subjectiva se move em harmonia com a consciência do teu corpo porque a tua consciência subjectiva o dirige, e a consciência do teu corpo SEMPRE obedece à direcção da tua consciência subjectiva, e essa consciência subjectiva não se afastada nem ocultada da vista mas comunica continuamente com a consciência objectiva por meio de criações relativas à consciência do teu corpo físico, através de toda a informação que lhe é ofertada pelos sentidos interiores e exteriores, e de forma MAIS pungente por meio da expressão da emoção.

Mas vou sugerir-te uma vez mais que te permitas prestar atenção aos teus centros de energia e reconheças os movimentos que empreendem, e que te permitas brincar e manipulá-los de um modo que te venha a realizar aquilo que desejas.

MERRILL: Isso é óptimo e fico-te grato por isso. Só mais uma pergunta antes de nos irmos; de tempos a tempos tens expressado a verdade como consciência, a cor, a luz e coisas desse tipo, e eu interrogo-me se esses atributos da verdade também incluirão certas propriedades ou funções inerentes a essas coisas. Por exemplo, “o semelhante atrai o semelhante pela consciência”, ou, “não existem sistemas estanques”, ou “não existe separação na consciência”, ou “todas as coisas se acham interligadas”. Esses enunciados também constituem verdades?

ELIAS: De certo modo acham-se relacionadas; tens razão. Constituem uma tradução para a vossa realidade e linguagem terrena, mas sim, tens razão. Porque uma verdade, tal como referi, constitui uma expressão da consciência que não diz respeito apenas a uma particular área da consciência.

MERRILL: Bom, penso que teremos esgotado o tempo de que dispúnhamos. Este foi um evento único de tão estupendo, para mim, esta minha primeira sessão, e sinto-me encantado por esta oportunidade de conversar contigo no físico e convido-te a visitar-me sempre que dispuseres de tempo para isso. Eu tenho prazer nisso, e agradeço-te imenso por esta sessão e toda a energia que me cedeste para utilizar do modo que perceber como apropriado. Por isso te agradeço e fico na esperança de voltarmos a conversar.

ELIAS: Muito bem, meu amigo. Não tens por que agradecer. E continuarei a interagir contigo e a entender-te o meu encorajamento igualmente. Fico a antecipar com carinho o nosso próximo encontro objectivo. Para ti, meu amigo, neste dia, au revoir.

MERRILL: Au revoir, e fico a antecipar a próxima, também.

(Esta fita de vídeo não apresentava qualquer data nem tempo de duração)

Notas:

Volto a apresentar a analogia do pequeno rebento, extraída da sessão #37

A Analogia do Pequeno Rebento

Vou contar-vos uma pequena história que podeis contemplar ao longo de toda a vossa semana. Com ela recordai-vos das vossas convicções e significados. A minha história refere-se a dois rebentos, ambos exactamente idênticos, ambos em crescimento. Um a crescer de modo natural, em direcção aos raios de sol, a aquecer-se e a alimentar-se naturalmente com a chuva, e a descansar sob a lua. O outro olha ao redor, observa o céu, contempla o sol e diz para consigo próprio: “Talvez devesse crescer durante a noite pois o sol é demasiado quente e é capaz de me queimar ou de me esgotar as energias, e a chuva invade tudo e molha-me todo e além do mais não gosto lá muito desta chuva nem acredito que me faça crescer de modo apropriado. Talvez devesse investigar de onde ela vem e analisar as razões do sol de modo a obter certezas quanto às vitaminas adequadas, e talvez a lua seja mais benéfica ao meu crescimento e eu consiga crescer mais alto se o fizer durante a noite, enquanto este rebento idiota aqui ao lado se deixa tornar raquítico a este sol.” E na manhã seguinte o nosso rebento expande as tenras folhas recém-formadas enquanto as desdobra e cresce em completa confiança, ao passo que o outro rebento observa o mesmo sol e contempla o rebento a desdobrar-se em formosura e faz assim: (Aqui Elias retorce o corpo de Mary e produz uma contorção facial grotesca)

Bom, esta história versa sobre as vossas convicções bem como a atenção para com essas mesmas convicções. Também versa sobre a confiança em estabelecer ligações. Além disso inclui uma adequada noção de responsabilidade pessoal. O rebento que cresce com confiança adopta um responsabilidade pessoal genuína ao não procurar mudar ou auxiliar o rebento que emprega aquelas análises, mas à medida que vai crescendo com verdade e confiança irradia um exemplo. Resplandece na sua essência como um exemplo para o outro rebento, e à medida que o outro rebento se desenrola durante o dia, ele repara no rebento erecto e escolhe a vertente da ausência de esforço e da confiança como mais fáceis, pelo exemplo que lhe foi dado. Assim, tornem-se todos rebentos confiantes e irradiem o vosso exemplo.





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O MATERIAL ELIAS