quinta-feira, 30 de junho de 2011

CONFIA - SITUAS A TUA ATENÇÃO FORA DE TI



SESSÃO #799
"Confia no que Comunicas a Ti Própria"
"Identificar as Alturas em Que Situares a Tua Atenção Fora de Ti PrópriA"
Sábado, 17 de Março de 2001 (Privada)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes: Mary (Michael), David (Othello), Jenny (Emilio), e Ben (Albert)
...
ELIAS: Sobre que vamos falar hoje?

JENNY: Fala tu com ele! (Elias ri)

DAVID: Alguma sugestão?

ELIAS: (A rir) O fórum é teu, meu amigo; Podes dar-lhe prosseguimento da forma que desejares.

DAVID: Penso que me sinto um pouco nervoso. (Riso) Qual será o nome da minha essência? A que família pertenço?

ELIAS: Muito bem. Nome da essência, Othello; Família da essência, Tumold; alinhamento, Sumari. Desejas conhecer a orientação?

DAVID: O que é a orientação? Ah, pois!

ELIAS: Comum.

JENNY: Comum?

ELIAS: Exacto. (Para a Jenny) E tu desejas a mesma informação?

JENNY: Desejo.

ELIAS: Nome da essência, Emilio; família da essência, Sumari; alinhamento, Zuli; orientação, soft.

JENNY: Soft? Mas que é que isso tudo significa? Quero dizer, isso destina-se a dar-me a conhecer quem sou?

ELIAS: Pode fornecer-te informação respeitante à tua manifestação neste foco. Posso-te dizer que na essência vós pertenceis a uma família mas em cada um dos focos da atenção da vossa essência, em cada manifestação, alinhais por uma família da essência diferente, o que vos proporciona diversidade nas experiências que colheis.

Vós também alterais a orientação em diferentes focos. Durante o período duma manifestação vós permaneceis na mesma orientação, mas em manifestações diferentes alterais a orientação a fim de proporcionardes igualmente a vós próprios uma diversidade de experiências. A vossa orientação afecta a percepção que tendes: o modo como vos vedes a vós próprios e encarais o mundo, o modo como interpretais a informação, o modo como reagis à informação e aos eventos e o modo como interagis com os outros. Isso afecta-vos bastante a percepção.

Nesse sentido, tal como declarei previamente, existem três tipos de orientação associadas a esta dimensão física em particular: uma suave, uma comum e uma intermédia. Isso designei eu como orientações sexuais. NÃO têm que ver com aquilo que definis por sexualidade; elas não definem preferências no campo da sexualidade. Estão associadas ao elemento base - a um dos elementos básicos - da vossa dimensão física da sexualidade, sendo que o outro consta da emoção. Ambas formam os elementos básicos desta realidade física em particular.

E nisso, a vossa orientação consiste numa manifestação, ou lente, por meio da qual percebeis toda a vossa realidade física e no modo como interagis com ela, assim como no modo como interpretais a vossa realidade física; permitindo-vos perceber esta dimensão e realidade física sob uma variedade de modos, em relação ao que escolhestes criar três tipos de orientação.

Todos vós possuís uma orientação diferente. Por isso, haveis de notar, nas relações que empreendeis, que as vossas orientações devem diferenciar-se das outras por meio de múltiplos aspectos. Isto não quer dizer que não sejais capazes de suscitar interpretações para cada uma das demais formas de percepção. Mas, de certa forma, tal como previamente declarei - cada orientação cria, tal como referi – a sua própria linguagem. Por isso, um indivíduo pode ter uma determinada orientação e falar uma determinada linguagem, enquanto que outro, pertencendo a uma outra orientação, falará outra linguagem inerentes às vossas percepções.

Mas à medida que vos permitirdes uma compreensão acerca das orientações e das diferenças presentes nas diferentes linguagens, também vos permitireis aprender, por palavras vossas, as interpretações dessas diferentes línguas, e podeis tornar-vos bilingues ou trilingues, por assim dizer. (A rir)

JENNY: Poderás dizer-me algo mais acerca de Sumari e o meu alinhamento? Em que consiste isso? Que significa?

ELIAS: Tal como declarei, o alinhamento traduz a escolha do foco individual da atenção. Tu, no presente momento, consistes numa manifestação da essência. Esta manifestação física em particular traduz um foco da atenção. A essência possui muitíssimos focos da atenção e cada foco da atenção escolhe a família porque alinha (no foco físico).

Agora; o facto de na inteireza da essência pertencerdes a uma família propicia uma expressão subjacente ao longo do vosso foco, ou manifestação, o que resulta em determinadas qualidades subtis que se expressam em relação à família da essência a que pertenceis. As expressões manifestas ou óbvias que assumis no vosso foco e aquilo que poderão parecer ser, nas vossas palavras, as experiências condutoras hão-de estar em concordância com a família da essência porque alinhais.

Agora; quanto à identificação dessas famílias da essência, podes interrogar o Michael, após esta conversa que estamos a ter, que ele poderá oferecer-ta assim como as qualidades que lhes são inerentes.

JENNY: Eu conheço-as?

ELIAS: Ele fornece-te isso. Hás-de reconhecer as tuas qualidades ao te avaliares pela descrição dessas famílias da essência. Albert, (Ben) tu poderás oferecer igualmente assistência por meio dessa informação. (Olha para a Jenny a sorrir) Continua!

JENNY: Há quanto tempo nos conhecemos, o David e eu?

ELIAS: Se me perguntas quantos focos partilhais em conjunto nesta dimensão física, eu poderei dizer-te, que vos envolveis em diferentes tipos de relação ao longo de quinze focos além deste no presente. Também participais noutros trinta e um, ao mesmo tempo, na mesma altura e no mesmo local, mas sem vos envolverdes necessariamente em relações íntimas entre vós.

JENNY: Mas porque razão terei eu escolhido participar numa relação íntima nesta altura?

ELIAS: E que impressão colhes quanto à escolha que fizeste?

JENNY: (A rir) Eu penso que quis experimentar um verdadeiro amor. Quis experimentar um amor honesto, do tipo duma compreensão exacta de quem sou na companhia dele.

ELIAS: Diz-me, que identificação fazes de “verdadeiro” e “honesto”?

JENNY: Apenas conceder-me a capacidade de ser a minha essência, revelar a minha verdadeira natureza, o meu ritmo, e permitir-me seguir esse ritmo, e sentir-me confortável nele sem me comparar ao ritmo de outros, sabes?

ELIAS: Entendo muito bem aquilo que me estás a dizer.

JENNY: Porque penso que compreendo isso neste exacto momento. Tenho andado a pensar nisso faz algum tempo, e não sinto problema em assumir o meu próprio ritmo. Sinto-me bem em ser quem sou. Sabes o que quero dizer? Eu costumava pensar que não era…

ELIAS: Tens imensa razão.

JENNY: …Que era demasiado lenta para isto e para mais aquilo. Mas trata-se exactamente do modo como sou.

ELIAS: Estendo-te um enorme louvor por estares a conceder a ti próprio tal informação, e te estares a relacionar contigo, abrindo-te, desse modo, aos demais a fim de partilhares a tua jornada com eles numa expressão total de aceitação e de compreensão – que brota de ti. O meu reconhecimento.

(Para o David) E que identificação fazes quanto ao vosso relacionamento?

DAVID: Bom, agrada-me ter podido criar a minha realidade. Eu encaro-a como uma projecção de mim, penso eu, e o facto de ser capaz de partilhar algo muito espantoso. Mas é como permanecer junto de mim próprio, porque é quando estou com ela que estou comigo próprio. Ela muda de cada vez que eu mudo. (Ri)

ELIAS: Isso é igualmente bastante perspicaz, porque com efeito, cada um de vós é um indivíduo e uma manifestação da essência; mas tens razão, aquilo com que interages consiste na projecção que fazes da tua companheira, e (Para a Jenny) aquilo com que tu te relacionas é a projecção que fazes do teu companheiro. Com efeito, no presente, exactamente aí onde vos situais e achais sentados existem quatro de vós. Existe cada um de vós enquanto foco da atenção da vossa própria essência, e cada um cria uma projecção por meio da própria percepção individual do outro indivíduo.

Agora; aquilo que tem importância é que vos permitais focar a vossa atenção em vós próprios, e desse modo possam abrir um canal, ou via, para receberdes a energia projectada directamente pelo outro, o que vos permitirá projectar a imagem que fazeis do outro com mais clareza e com menor distorção.

JENNY: Eu queria saber quanto tempo… O quisto que tenho nos ovários, será que ainda o tenho? Que poderei fazer com relação a isso?

ELIAS: Neste momento, aqui comigo, procede a um exercício. Fecha os olhos. Agora inspecciona a fundo a tua forma física e percebe essa manifestação tu mesma, e diz-me em que termos identificas a presença dele. (Pausa)

JENNY: Quero crer que conheço a resposta.

ELIAS: Ah! E conheces.

JENNY: Pois, mas não confio em mim própria…

ELIAS: AH!

JENNY: …Para pensar que a resposta me possa ser dada rapidamente e em termos tão simples.

ELIAS: Mas é. Por isso, diz-me qual é.

JENNY: Está bem, não me sinto… A minha imagem, aquilo que percebo, não me leva a sentir satisfeita. Compreendes?

ELIAS: Compreendo.

JENNY: Portanto isso leva-me a sentir… Não me faz sentir bem.

ELIAS: Muito bem. Podes abrir os olhos agora.

Agora; Já te permitiste examinar a tua própria manifestação física. Posso dizer-te, num sentido bastante literal, que podes confiar na tua visão e nas impressões que colhes, e elas poderão assumir expressão no teu íntimo imediatamente. Não necessitas de processos nem de tempo nenhum. Tu achas-te familiarizada com aquilo que tu própria transmites, por isso não te colocas qualquer desafio nem dificuldades em termos de processos de interpretação. Mas DUVÍDAS das impressões que tens, assim como das tuas capacidades.

Deixa que te diga, minha amiga, tu manifestaste-te neste foco em particular tendo elegido a orientação suave (soft). Essa orientação permite-te a singularidade de observares e interpretares o tipo de consciência objectivo e subjectivo em simultâneo e com idêntica clareza. Os outros dois tipos de orientação não incorporam essa acção do mesmo modo.

JENNY: Poderias referir isso de modo diferente?

ELIAS: Vou te propor a analogia que já referi, anteriormente: vê-te a ti própria como um charco.

JENNY: Que é uma lagoa?

DAVID: É semelhante a um lago, mas uma lagoa é menor.

ELIAS: Uma pequena extensão de água. Esta lagoa em particular é bastante rasa. O facto de ser tão rasa permite distinguir-lhe com clareza tanto a superfície como o fundo.

Nesse sentido, ao vos encarardes à semelhança dessa lagoa, a superfície condiz com a vossa consciência objectiva, aquela que adoptais a fim de incluir e interpretar tudo o que é fisicamente expresso no vosso mundo: tudo aquilo que percebeis, tudo o que vedes e tudo aquilo que empreendeis por intermédio das múltiplas formas de comunicação para convosco próprios.

A vossa consciência subjectiva representa o fundo da lagoa. Esse aspecto da vossa consciência para muitos parece oculto ou afastado deles. Na escolha da orientação soft, o aspecto subjectivo (subconsciente) é percebido com clareza. Torna-se suficientemente raso para que o indivíduo tenha uma consciência objectiva de tudo o que é subconsciente. As vossas imagens dos sonhos consistem num movimento subjectivo que é subsequentemente traduzido em termos objectivos, ao acordardes. As vossas expressões emocionais representam transmissões subjectivas estendidas por intermédio dum sinal que é reconhecido pela vossa consciência objectiva.

As impressões e os impulsos consistem em acções subjectivas que são interpretados em termos objectivos. Eles podem facilmente ser identificados no vosso foco. Isso também contribui para uma suavização no processo de vos concederdes a percepção da totalidade de vós próprios. Podeis momentaneamente permitir-vos perscrutar a vossa forma física, por assim dizer, e identificar com prontidão uma energia que possa estar a ser expressa de forma desequilibrada.

Agora; com isso, assim como deténs essa orientação em particular, também proporcionas a ti própria a capacidade de interpretar prontamente a acção e o movimento subjectivos.

Agora; quanto à identificação particular da manifestação sobre a qual me interrogaste, identificaste uma perturbação que terás criado nesse local em particular do teu corpo físico.

JENNY: Pois.

ELIAS: Agora; permite igualmente que te diga, que tudo aquilo que crias através da manifestação de algo na consciência do teu corpo físico também consiste numa comunicação que é dirigida pela tua consciência subjectiva, e a consciência do teu corpo submete-se e cria aquilo que lhe é dirigido para criar. A questão reside “Em saber em que consiste essa comunicação. Que estarás a comunicar a ti própria com essa manifestação?”

Agora; tu manifestas-te uma coisa interessante, pois afectaste um órgão físico, por assim dizer, que tem uma função relacionada com a reprodução.

Agora; por um momento procura dizer-me que impressão colhes em relação ao que criaste.

JENNY: Penso que os temores que abrigo, as ideias que tenho em relação a mim própria… É culpa aquilo que sinto. Sempre pensei que estivesse relacionado com o sexo, ou com as ideias que abrigo sobre o sexo. Encaro a minha sexualidade… Tendo estado com múltiplos companheiros sem proceder de forma correcta ou não ter seguido os meus instintos, ou talvez devido a ter estado com eles ou ter querido estar com eles, coisas do género. Tudo o que associo a isso e os dois abortos que tive. Penso que para mim será tudo isso.

ELIAS: Precisamente. Por isso, o que estás a comunicar é a identificação da culpa. Permite que te diga, minha amiga, se existisse alguma forma de desperdício de energia – coisa que não existe, pois nenhuma energia é jamais desperdiçada – mas se existisse, isso deveria centrar-se na culpa.

JENNY: É igualmente a forma como me vejo… Como acontece, por vezes, eu realmente gostar desta energia, e simplesmente a adorar. Por vezes identifico-me como esta energia, como esta energia essencial e vigorosa, mas sou igualmente capaz de a recusar com igual intensidade quanto a forma como gosto dela.

ELIAS: Pois, e por isso originas essa luta, e com isso passas a comunicar à consciência do teu corpo físico aquilo que identificas como uma punição.

JENNY: Pois, está certo.

ELIAS: Porque tu estás a expressar a ti própria mereceres isso. Mas eu posso dizer-te que não mereces.

JENNY: (Ri) Mas eu quero abrir mão disso.

ELIAS: Concede-te permissão nesse sentido.

JENNY: Eu sei.

ELIAS: Sim, aprecia o prodígio que és.

JENNY: Então isso estará também relacionado com a forma como me encaro?

ELIAS: Precisamente!

JENNY: Esta imagem global é uma só e a mesma.

ELIAS: É, e a avaliação que fazes da tua dignidade. És mais digna do que te permites fisicamente perceber, pois és mais gloriosa do que és capaz de compreender nesta dimensão física.

JENNY: E que deveria fazer para entrar em contacto com isso? Quero dizer, já me encontro em contacto com isso mas…

ELIAS: Isso há-de ser o que concederás a ti própria, por meio da criação duma oportunidade de te familiarizares com as vias de transmissão que empreendes, de prestares atenção a ti própria e de estares atenta ao que transmites a ti própria, e proporcionares a ti própria escolha. Se não prestares atenção àquilo que transmites, não oferecerás a ti própria escolha e continuarás a reforçar aquilo que tiveres criado.

JENNY: Então é assim tão simples? Porque sinto que aquilo que transmito é quase como… Porque sou levada a crer ter que mergulhar na meditação, contactar o meu ser interior. Mas por vezes, obtenho uma ideia que condiz de tal forma comigo, isto que é passado, que por vezes sou levada a pensar, “Oh, não pode ser.”

ELIAS: Deixa que te diga que estás a lutar contigo própria, o que é desnecessário. É bastante simples.

JENNY: É do tipo tudo aquilo que faço é, “Será isto um uma participação de algo?” E opto por me voltar para outros pensamentos por não tomar consciência de que tudo o que digo e tudo o que faço é o que é.

ELIAS: Tomar consciência, tomas. Mas não confias.

JENNY: Pois. Não confio, e deixo de o seguir.

ELIAS: Mas podes conceder a ti própria permissão para confiares naquilo que estiveres a expressar. Deixa que te proponha um exercício que te poderá ocupar no alívio da complicação que percebes em relação ao teu próprio movimento.

Neste exercício podes visualizar o teu centro de energia laranja. O teu centro de energia laranja acha-se localizado nesta área (indica a região abaixo do umbigo). À medida que perceberes a rotação deste centro de energia laranja podes expressar a essa energia permissão para não sentires culpa.

JENNY: Sim.

ELIAS: Tão simples quanto isso, e estende a ti própria o reconhecimento da tua mensagem ter sido recebida. E neste exercício poderás permitir-te alterar a tua manifestação.

JENNY: Queres dizer alguma coisa? (Para o David)

DAVID: Pois, na verdade ultimamente tenho andado um pouco confuso. Justo quando a minha vida, em termos de obter dinheiro e assim… Quero dizer, adoro ter dinheiro mas na situação em que me encontro… Sinto-me um pouco confuso. Eu desejo tornar-me actor; penso que tenha a ver com sermos famosos – não sei do que se trata – ou a arte, ou a representação, ou a mistura do dinheiro com tudo o mais, mas também me contenho no que toca a alcançá-lo. Tenho medo, penso que realmente é isso que sinto, de atingir isso, e penso que falharia. Quero dizer, eu crio a minha realidade. Eu devia focar-me nisso, no sucesso.

ELIAS: Ah! E dizes a ti próprio que o medo que sentes é uma expressão do fracasso! Posso-te esclarecer, meu amigo? O medo que sentes não é do fracasso. O teu medo tem que ver com torrentes de sucesso, com o que percebes ser a responsabilidade associada ao sucesso, o trabalho, a manutenção do sucesso, o estresse que o sucesso provoca, e aquilo que percebes como tensão.

Presentemente envolveis-vos neste relacionamento um com o outro. Em cada uma das vossas percepções, valorizais o vosso relacionamento mútuo bem como com cada um por si. Nas opiniões que sustentais, expressais a ameaça de não dispordes desse relacionamento se criardes esse sucesso.

DAVID: Oh, agora o entendo.

JENNY: Por vezes também penso nisso.

DAVID: Porque, na verdade, no outro dia pensei nisso, e disse para comigo mesmo; “Bom, podia concentrar-me em ambas as coisas e criá-las exactamente do mesmo modo.”

ELIAS: E podes. Não se trata da questão da habilidade que detenhas para criar mas daquilo em que crês porque as tuas crenças influenciam-te a percepção e a tua percepção cria a tua realidade na sua inteireza, a cada momento. Por isso, as tuas crenças tornam-se significativas porque hão-de influenciar-te o modo como passarás a criar a tua realidade.

As expectativas que sustentas também influenciam e à medida que projectas a tua atenção no futuro e deixas de a manter no momento mas crias expectativas e antecipas o futuro…

DAVID: Afectará o momento?

ELIAS: …Deixas de permanecer vigilante em relação àquilo que crias no momento. Voltas a tua atenção, sem observares aquilo que estás agora a criar, e com isso, começas a criar o movimento da tua expectativa.

Tu crias agora; Não crias no passado nem no futuro. Por isso, à medida que focas a tua atenção no futuro, estás a criar AGORA a manifestação dessas expectativas. Por isso torna-se significativo que te permitas estar atento em relação às tuas crenças e àquilo que estás a criar neste momento presente.

Não te estou a dizer que não possas criar fama nem fortuna assim como a intimidade dum relacionamento como o que já criaste. Mas se não prestares atenção ao que as tuas crenças já estão a expressar em termos de influência no momento, podes precisamente criar aquilo que não desejas criar, e isso dá lugar ao medo, e ao bloqueio.

DAVID: Suponho igualmente que o estarei a criar precisamente agora. Aquilo que de momento desejo, sabes, que me leve onde desejo ir - que deve ser a felicidade - se corresponder à situação em que me encontro agora. (Ri)

ELIAS: Precisamente! Que procurarás tu que já não possuas?

DAVID: Pois, isso de facto faz imenso sentido.

ELIAS: Mas posso-te dizer, meu amigo, que se te permitires prestar atenção a ti próprio no momento e confiares nas tuas próprias habilidades, haverás facilmente de criar aquilo que queres.

DAVID: Pois.

JENNY: Eu queria perguntar algo em relação ao meu irmãozinho, Al.

ELIAS: Muito bem.

JENNY: Poderás dizer-me alguma coisa acerca da situação do coração dele?

ELIAS: Qual é a natureza da tua preocupação?

JENNY: Gostava de saber se actualmente ele estará com um problema, e se ele vai viver bastante tempo.

ELIAS: Ah! Posso-te dizer, isso depende da escolha que ele fizer.

JENNY: Da escolha dele… Mas em que consistirá a escolha que ele faz de momento? Fazes alguma ideia?

ELIAS: Dir-te-ei que podes dar atenção à tua intuição. Mas posso igualmente dizer-te que não criais a realidade de mais ninguém. Isso há-de ser escolha sua, mas não existe certo nem errado. Cada um cria as escolhas que cria em consonância com o seu sentido de dignidade. Trata-se unicamente de escolhas.

A expressão mais útil que poderás estender a outro indivíduo é a de prestares atenção a ti própria, desse modo dando um apoio genuíno e uma expressão de compaixão ao te permitires identificar as semelhanças existentes entre vós e a falta de separação que elimina igualmente a condenação.

Eu entendo a preocupação, porque ela é expressada de forma bastante automática no alinhamento das tuas crenças. Mas reconhece que a compaixão genuína consiste numa expressão da aceitação por meio do reconhecimento e do conhecimento de não existir defeito inerente a escolha nenhuma.


A expressão para que muitos na vossa dimensão física se voltam consiste numa camuflagem da compaixão e desejo de ser útil, mas na verdade essa camuflagem não serve de auxílio por carregar em si condenação em relação a que o outro não esteja a criar a sua realidade de modo eficiente ou suficientemente bem.

JENNY: Eu sei. E em relação… Quero saber mais em relação à minha representação. Eu sei – penso que sei – porque razão gosto tanto de representar. Queres saber porquê? (Riso)

ELIAS: Muito bem! Refere lá a natureza do teu desejo, pois começo a alimentar a expectativa! (A rir)

JENNY: Oh meu deus! (Elias ri) penso que gosto mais de falar do que de escutar! Sabes o que quero dizer? Agora tenho vontade de te contar coisas. Não desejo que me contes a mim.

ELIAS: Ah! Muito bem! Fala lá, minha amiga!

JENNY: Bom, eu gosto de representar porque isso me faz sintonizar essa qualidade soft, com o ritmo de que disponho. Sinto-me capaz de o exprimir com liberdade, e de usar a minha imaginação e usar essa qualidade a cada passo, e faz-me sentir tão bem por me conceder permissão para ser assim; “é o meu modo de ser”, sabes? Mas por vezes também me assusto com a possibilidade de que possa não ser capaz de expressar essa qualidade quando o desejar ou que algo a bloqueie, e aí começo a pensar ou a projectar, que isso se venha a concretizar. Por isso quero… Não tenho a certeza! Agora estou de novo a colocar-te uma pergunta! (A rir)

ELIAS: Ah!

JENNY: Talvez eu pudesse responder. Devo?

ELIAS: Muito bem. Apresenta a impressão que tens.

JENNY: Penso que é bastante simples. É como se eu tivesse que me habituar ao facto das coisas serem simples. Sabes o que quero dizer? Tive que me habituar ao conhecimento de que todas as respostas me são estendidas exactamente no momento, sem qualquer forma misteriosa nem nada assim; permanecem tão só defronte.

ELIAS: Absolutamente.

JENNY: E apenas precise confiar.

ELIAS: Sim.

JENNY: Mas como haverei de confiar? Confiarei apenas passando a agir?

ELIAS: Confia por meio da atenção a ti própria sem te distraíres com o exterior.

JENNY: E exterior a mim será tudo o que não se situa no presente?

ELIAS: E o que quer que seja expressado por qualquer outro indivíduo, circunstância, ou situação.

Deixa que te diga, isso não quer dizer que excluas todo o mundo, porque não o farás, nem que deixes de te relacionar em termos objectivos com os outros de forma genuína, prestando atenção ao vosso relacionamento; mas em permaneceres sempre consciente e atenta à tua interacção contigo própria, reconhecendo que tudo o que te é apresentado como exterior a ti própria consiste num reflexo de ti própria, (Para o David) tal como tomaste consciência. (O David ri)

Por isso, trata-se duma oferta e ti para ti mesma, e não existe qualquer aspecto da tua realidade de que precises ter medo. Consiste tudo numa oportunidade de te perceberes totalmente e com mais clareza e intimidade, e nesse sentido permite-te expressar a tua energia de modo mais completo e explorar a tua realidade de forma mais extensiva.

JENNY: Mas qual é a tua essência? Qual é o nome da tua essência?

ELIAS: Elias.

JENNY: Elias? Mas que quererá isso significar, nas nossas palavras?

ELIAS: Consiste unicamente num tom. Essa é uma essência que se manifestou na vossa dimensão física, no que encarais como tendo sido uma época anterior. Esta essência não se manifesta mais na vossa dimensão física mas ocupa outra área da consciência, e escolhe vir responder-vos por intermédio de diálogos mantidos convosco nesta altura da Mudança que a Consciência atravessa, por terdes pedido tal coisa.

JENNY: Mas como será essa consciência em que te encontras? Parecerá diferente desta? E de que forma?

ELIAS: Esses são termos relativos. Na vossa dimensão física, adoptais emoções como um elemento básico da concepção das vossas manifestações físicas. Noutras áreas da consciência, esses termos podem não se traduzir do mesmo modo. A energia pode traduzir-se de modo diferente. Eu concentro energia por intermédio de filtros, através de camadas de consciência, a fim de a expressar em termos objectivos e físicos de um modo que vos forneça uma relação objectiva convosco próprios.

Nesta projecção de energia, acha-se presente o reconhecimento da linguagem das emoções e da sexualidade que vós adoptais nesta dimensão física. Por isso, crio uma filtragem da minha energia que se expressa desse modo. Por isso haveis de ser capazes de compreender o comunicado.

DAVID: Elias, existirá alguma coisa bastante importante que deva saber que não esteja a revelar a mim próprio ou a que não esteja a atender, que me pudesses revelar ou dar-me alguma… (Elias ri)

ELIAS: Oferecer-te-ei uma sugestão, meu amigo. Já ofereceste a ti próprio a identificação do significado de prestares atenção ao momento, coisa que poderá constituir um verdadeiro desafio, mas vou-te estender um outro desafio.

Se te permitires prestar atenção ao momento e praticares esse acto, permite-te também identificar, no momento, quando deixares de estar a prestar atenção a ti próprio e passas a situar essa atenção numa situação ou noutro indivíduo. E posso-te dizer, que no começo da tua prática dessa acção serás definitivamente capaz de identificar em ti próprio que, toda a vez em que deres por ti a entreter pensamentos ou movimentos no sentido de ofereceres conselho a outro sem que ele peça tal coisa, ou sempre que estiveres a tentar reparar uma expressão relativa a outro indivíduo, seguramente estarás a situar a tua atenção for a de ti próprio. (1)

Isto ser-te-á útil pela identificação do momento em que te encontrares a situar a tua atenção fora de ti próprio ou a relacionar-te com os demais. Se estiveres a prestar atenção a ti próprio deixarás de sentir qualquer motivação para expressares ao outro a forma como ele há-de criar a própria realidade ou o que deva criar em meio a essa realidade. Resultará apenas uma expressão de compreensão.

DAVID: Pois, efectivamente entendo isso. De facto, quando me comecei a dar conta de ser o criador da minha realidade, notei estar a focar-me mais nos meus amigos ou nas coisas negativas que diriam a meu respeito, ou em como a sua vida era tão excelente; mas aí comecei verdadeiramente a experimentar as coisas que não me tornavam feliz. E aí alterei a coisa. Na verdade foi desse modo que conheci a Jenny. Eu disse, “Sabes que mais? Vou exactamente criar aquilo que desejo num relacionamento.”

ELIAS: A comparação consiste numa outra maneira de manter a atenção fora de vós próprios. A competição é outra, porque não existe elemento algum fora da vossa realidade com que preciseis competir.

Eu posso-te dizer, Não se trata apenas dos outros mas das situações e circunstâncias; pode tratar-se de criaturas ou objectos. Não criais apenas conflito entre vós. Criais conflito e luta com muitos outros elementos da vossa realidade; conceitos, ideias, ideais. No vosso íntimo existe harmonia. Fora de vós, nas expressões que se relacionem convosco podeis criar conflito; mas todas essas expressões são passíveis de ser seguidas, por assim dizer, até à simplicidade da vossa confiança e aceitação de vós.

JENNY: Haverá algo que eu também precise conhecer? Tenho vontade de colocar a mesma questão mas pode ser que...

ELIAS: Posso-te encorajar individualmente a não prestares necessariamente atenção ao momento nem a ti própria mas a confiares NAQUILO a que prestares atenção. Já te encontras a prestar atenção a ti própria no teu íntimo. Permite-te aceitar isso e uma confiança, ao invés da dúvida frequente.

JENNY: Está bem. (Ambos riem)

ELIAS: Encorajo-vos imensamente a ambos.

DAVID: É bastante interessante.

JENNY: Estou imensamente satisfeita por estar aqui contigo. Sinto-me muito contente com este intercâmbio que é verdadeiramente adorável. Sinto-me apenas excelente.

ELIAS: E eu exprimo-vos alegria e estendo-vos o meu afecto a cada um e um contínuo encorajamento a ambos individualmente na continuação da vossa aventura e jornada.

JENNY: (A rir) Nesse caso, havemos de nos ver em breve.

ELIAS: Muito bem, meus amigos. Fico a antecipar o próximo encontro e exprimo-vos um enorme carinho. E podeis prestar atenção que no ínterim eu sou capaz de expressar a minha energia em tom de brincadeira para convosco.

JENNY: Ínterim? Que significa isso?

BEN: Antes de vos voltardes a encontrar novamente.

JENNY: Ah! (A rir)

ELIAS: Sim. Para ambos, neste dia, au revoir.

...

Notas do tradutor:

(1) Numa só palavra, tornar-nos bons observadores e não tão intervenientes, o que não significa menos participativos. Mas observadores isentos, ou seja, capazes de perceber sem preconceitos, ou baseados no conhecimento prévio ou que brota do condicionamento intrínseco a cada experiência. Atenção isenta de direcção, ou sentido crítico, mas igualmente perspicaz. E nesse sentido, nenhum preparo é requerido previamente; apenas atenção desnudada de intenção, interesse, paixão, sede do novo.

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O MATERIAL ELIAS