quarta-feira, 29 de junho de 2011

RELACIONAMENTOS - ORIENTAÇÃO SOFT



SESSÃO #761
“Relacionamentos/Criação do Que Queres”
“As Imagens Objectivas Não Têm Importância”
“Interacção Entre Indivíduos Pertencentes à Orientação Soft”
Sábado, 20 de Janeiro de 2001 (Privada/Em pessoa)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes:  Mary (Michael) e Daryl (Ashrah).

ELIAS:  Bom dia!

DARYL:  Ora viva!

ELIAS:  Ah, mas hoje encontrámo-nos numa condição de proximidade física!

DARYL:  Encontramos, sim!

ELIAS:  Ah ah ah ah!

DARYL:  (Ri)  É um enorme prazer, Elias.

ELIAS:  Mas e como é que vamos prosseguir?

DARYL:  Bom, eu tenho um monte de coisas de que quero falar. Penso que vou começar pela minha última sessão. Foi verdadeiramente intensa, e uma das coisas mais árduas por que passei, mas com ela procedi a uma reviravolta e abri-me a um começo da descoberta de mim própria e do meu fluxo natural. Penso que uma das coisas que gostaria de verificar contigo é o facto de notar - em resultado duma certa abertura - que tenha desenvolvido uma interacção acrescida com alguém que conheço e de quem gosto, facto esse que me deixa encantada, além de ter constituído uma surpresa para mim!

ELIAS:  Ah! Estás a apresentar a ti própria imagens renovadas e expressões de liberdade!

DARYL:  Estou, mas penso que também me encontro um pouquinho assustada com o que estou a fazer. Imagina – eu assustar-me! (Ambos desatam a rir)

ELIAS:  Que experiência tão pouco habitual tu foste criar! AH AH!

DARYL:  Por isso, penso que gostaria de conversar sobre se estou de facto ou não a substituir os meus velhos padrões, ou se estarei simplesmente a proceder a uma nova vibração quanto ao que costumava fazer, em termos de relacionamentos.

ELIAS:  Mas, diz-me cá, Ashra, que impressão tens, e que será que percebes que estejas a criar, e que envolverá a expressão de medo com que te estás a debater no presente? (Ri) Porque ambos temos conhecimento de estares a lutar com o medo! Ah!

DARYL:  Penso que a impressão que tenho seja a de ter prosseguido em frente e de ter criado exactamente o que desejava.

ELIAS:  Ah!  Terror!

DARYL:  (A rir) De certo modo, mas igualmente excitação quando obtenho a sensação de estar a criar isso. Depois, quando passo a sentir como se estivesse a fazer o que fazia antes, a coisa torna-se assustadora. Porque por um lado, não o quero fazer, mas por outro, sinto-me verdadeiramente satisfeita com o que até agora tenho estado a criar. Também me tenho interrogado quanto à possibilidade de estar a criar isso como à distância, a fim de me manter afastada da coisa, ao invés de fazer algo que se situe mais no local em que habito.

ELIAS:  E que respostas obténs dessa auto-inquirição?

DARYL:  A de estar a criar aquilo que pretendo criar, só que acontece não coincidir com o local onde vivo.

ELIAS:  Ao examinarmos o avanço que obténs rumo a uma nova liberdade e a uma expressão de permissão para criares, não perceberás igualmente as áreas dessa expressão em que estás continuamente a manter-te reservada a tua expressão, e em que abrigas dúvida quanto ao facto de estares na verdade a criar...

DARYL:  Pois é, sinto como se estivesse a saltar, para a frente e para trás.

ELIAS:  Precisamente.

Bom, deixa igualmente que te diga que isso é bastante comum. Estás a passar para uma área da expressão que te é pouco familiar. Estás a conceder a ti própria uma nova expressão de liberdade, e posso-te dizer que muitos nesta presente altura estão a passar por uma experiência de tipo similar, em termos de experiência, e estão a experimentar uma idêntica confusão e esse saltar para a frente e para trás, por assim dizer, conforme o descreveste. Isso é bastante comum por estares a mover-te em meio a expressões bastante familiares, mas estás a descobrir na tua consciência objectiva que dispões de mais escolhas, e estás a permitir-te perceber que dispões da capacidade de criares o que desejares.

Nesse sentido, ao te permitires criar o que pretendes e ao assumires a expressão disso, esse saltar para a frente e para trás ocorre nas alturas em que recuas automaticamente para a expressão de voltares a tua atenção para o exterior e a centrares nas situações exteriores ou nos indivíduos, conforme estarás ciente.

Bom; ao voltares a tua atenção para outro indivíduo, também a desvias do que estiveres a criar para a centrares nele, por ser um acto que te é familiar e isso criar uma expectativa de que ele venha a criar o que desejas.

Deixa que te diga, tal como já sugeri anteriormente por meio de outros exemplos, junto de outros indivíduos, que a criação da realidade por meio do que desejais constitui o contrário dessa acção.

Ao te permitires continuar duma forma genuína a focar-te em ti própria, e a oferecer a ti própria permissão – o que não deixa de apresentar um desafio – para criares aquilo que queres...

DARYL:  Uma parte de mim assume tal coisa como uma fantasia, e diz-me para deixar de me iludir com tal coisa.

ELIAS:  Ah! Essa é a cilada. A expressão disso, esse movimento, esses pensamentos e essa comunicação que estendes a ti própria por meio da expressão emocional de tal declaração que sugeres a título de validação do que estás a criar. É a dúvida - a expressão que comporta o propósito de te fazer recordar que a tua atenção se situa fora de ti própria.

DARYL:  Então, se der por mim a pensar nesses termos, posso sempre alterar o curso disso e voltar-me para o meu íntimo.

ELIAS:  Podes, porque ao notares estar a mover-te em meio a tal tipo de expressão, estás a oferecer a ti própria uma oportunidade de escolha.

Se não notares tal coisa, ou se te permitires moveres-te por meio de tal expressão familiar, assim como da dúvida, e voltares a tua atenção para fora de ti própria, páras de te permitir criar o que queres, e passas a admitir que as suposições e o que te seja familiar à atenção te ditem não comportares a capacidade e que não podes criar o que desejas, e desse modo negas a ti própria a sua expressão, o teu fluxo natural, a tua criação.

DARYL:  Começo mesmo a negar o facto de desejar tal coisa! (A rir)

ELIAS:  Não serás tu bastante eficiente nessa expressão de duplicidade e de camuflagem, e tão eficiente no uso da justificação da familiaridade que comporta, o que te impede de te permitires passar a assumir novas liberdades?

DARYL:  Porque esta situação, o modo como a criei implica factores do tipo... não estou certa. Podia ser bastante útil em termos de aprendizagem.

ELIAS:  Precisamente.

Estás a apresentar a ti própria uma multiplicidade de aspectos ligados ao movimento que geras, às tuas próprias associações, às tuas próprias suposições e crenças, de modo a te permitires a oportunidade de praticares uma permissão pessoal para criar.

Além disso, lembra-te a sério que não tem importância o que seja criado por meio de imagens objectivas. Na realidade isso constitui um dos obstáculos mais difíceis que cada um de vós apresenta a si próprio, e a expressão mais óbvia da genuína falta de familiaridade com o facto.

Ao vos permitirdes criar a vossa realidade por meio do que desejais, o poder disso passa a ser expressado por intermédio da percepção. As imagens sugeridas pelo exterior são-vos apenas apresentadas a título de reflexo do que estais a criar no vosso íntimo.

Por isso, ao perceberes que te deparas com um obstáculo ou um desapontamento, não é a expressão do outro que conta, porque ela não passa dum reflexo de ti, que te está a proporcionar informação quanto ao que já estás a criar – por ESTARES a criar a expressão disso – e isso proporciona-te uma oportunidade de perceberes as expressões por intermédio das quais negas a ti própria o teu próprio movimento em meio à tua expressão de liberdade e às tuas próprias escolhas.

A tua realidade, TODA, inclusive os outros, é tudo criado por ti.

Por isso, ao dares início a um maior movimento na direcção dessa nova expressão, e ao te recordares objectivamente do facto de teres escolha em relação à criação do que queres – é apenas uma questão de proporcionares a ti própria permissão para implementares esse desejo – podes notar os movimentos em que passas a assumir o modo automático e familiar e os comportamentos por que estejas a negar escolha a ti própria.

DARYL:  Pois. Eu não paro de andar a bater com a cabeça por causa daquela noite derradeira!

ELIAS:  Ah ah ah ah ah! (A Daryl ri) Mas não te castigues com o reconhecimento disso. Reconhece isso como uma oportunidade, porque se não detectasses isso também não estenderias a ti própria escolha.

DARYL:  Também senti onde no passado me teria dirigido, só que eu não me voltaria para tal ponto. Eu chego perto, mas a seguir, obtenho a noção disso ter que ver com uma escolha da minha parte e não precisar fazer tal coisa, e em pouco tempo volto ao mesmo ponto. Mas nunca  a esse ponto, para onde me teria voltado há um ano atrás. Por isso, não deixa de ser interessante.

ELIAS:  E uma validação. Só que soa a um território pouco familiar, não?

DARYL:  Com toda a certeza!

ELIAS:  Ah ah ah! Podes sentir-te reconhecida por isso, porque na realidade isso constitui um movimento inerente a esta mudança. Porque, ao te permitires a evidência, por assim dizer, duma perspectiva de estares a criar os teus desejos também te permites liberdade no movimento de te voltares em todas as direcções... e para a vastidão da realidade que se pode estar a apresentar a ti! Quão glorioso isso não é!

DARYL:  É, é sim!

ELIAS:  (Dá uma gargalhada) Aquilo que te exprimo, em reconhecimento do que estás a experimentar na tua criação e movimentação pessoal – e eu tenho consciência do que estás a tentar permitir-te criar – pelo que te poderei dizer para te acautelares em relação ao desencorajamento que tendas a abrigar, por constituir o teu maior obstáculo – é que encares a tua expressão de desencorajamento como um aspecto do monstro habitual, com o que poderás puxar da tua espada e dizer-lhe: “Não, vou conceder a mim própria permissão para criar aquilo porque opto, independentemente do resto.” Ah ah ah ah ah!

DARYL:  Muito bem, a parte que se segue está mais ou menos relacionada com isso. Estou interessada em informação que me auxilie a avançar por uma abertura do meu fluxo natural, e tomei consciência, por meio disso, de comportar um monte de suposições e temores relativos a encontrar-me numa relação e de me perder, por sentir estar mesmo a começar a abrir-me. Abrigo todos estes padrões de que não me livro propriamente, só que não sei... Talvez alterar, alterar-me por meio do relacionamento que tenha com outra pessoa.

ELIAS:  E da familiaridade do teu próprio movimento e da  expressão que assumes – ao tentares tornar-te invisível.

DARYL:  Tinhas que trazer isso à baila, não era? (A rir)

ELIAS:  Ah ah ah ah ah!

DARYL:  Pois é. (Ri, junto com o Elias) Também sou capaz de perceber quando consigo tornar-me verdadeiramente invisível, sabes! (A rir)

ELIAS:  (A rir) Precisamente, por te ser bastante familiar!

DARYL:  Pois! (Elias ri) Por isso, não tenho a certeza. Tenho consciência de estar a avançar nessa área e de me ter aberto a isso, só que não tenho a certeza quanto à forma de o encorajar, com excepção de notar o que ocorre.

ELIAS:  Essa é a tua maior ferramenta, permitir-te continuares a notar e a prestar atenção, mas ao continuares a notar, em relação a à percepção disso, permite-te igualmente continuar a manter a tua atenção em ti.

DARYL:  Torna-se difícil quando estou a interagir! (A rir)

ELIAS:  Tenho noção da facilidade com que voltas a atenção para longe de ti nesses tipos de expressões. Só que isto é duma importância decisiva, além de ser o que te proporcionará força, de um certo modo,  ao te permitir continuar a mover-te através dum fluxo natural, sem inserires nenhuns obstáculos formidáveis que se te apresentem por meio de outros aspectos de ti que propiciam as respostas automáticas.

O que te estou a dizer, Ashra, é para detectares as alturas em que experimentas essa tensão e essa dúvida, essas expressões que proporcionas a ti própria em associação à fantasia ou ao facto de não estares genuinamente a criar este movimento – de estares a delirar! (Ri, e a Daryl acompanha-o no riso) – e estou-te a dizer para reconheceres nessas alturas que a tua atenção não se centra em ti própria. Em cada uma dessas alturas em que experimentas tais expressões, a tua atenção não se situa em ti. Isso é genuíno, porque quando a tua atenção se SITUA em ti e te concentras no que TU escolhes, não te deparas com essas expressões, essas dúvidas, essas associações como a de estares a delirar.

DARYL:  Pois não, sinto-me forte.

ELIAS:  Precisamente. Essa expressão do “delírio” é produzida em associação com a tua atenção a mover-se fora de ti e a tentar obter um vislumbre do que estás a criar por meio da percepção do outro indivíduo, sem que esse indivíduo precise ser identificado, nem precise ser um indivíduo real e objectivo. Pode ser puramente tão vago, na concepção que abrigas, quanto perceber-te a ti própria por intermédio da percepção dum indivíduo QUALQUER. Essa é a expressão do delírio, porque tu própria ÉS os outros. Ah ah ah! Por isso, podes não propor a ti própria a percepção que outro indivíduo tenha de ti, por se tratar da percepção que tens de ti própria, de qualquer modo. Ah ah ah!

DARYL:  (A rir) Muito bem. Outra coisa em relação ao fluxo natural é o facto de me ter sentido atraída por determinadas coisas ultimamente, uma das quais é achar-me mais de novo envolta com a música. Será isso tudo parte do meu fluxo natural?

ELIAS:  É.

DARYL:  Por ter sentido no passado como se tivesse, como quem diz, cortado certas vias e essa tenha sido uma dessas, e agora me sinta como que atraída e a tentar deixar-me levar por coisas como essa.

ELIAS:  E por te estares a permitir uma maior abertura em relação às tuas escolhas referentes à tua própria expressão de criatividade. Isso são tudo aspectos do teu presente movimento, ao te permitires tornar mais familiarizada contigo e com a tua própria expressão.

Tal como debatemos, tu estás bastante familiarizada com a expressão de te tornares invisível. Por isso, se a tua atenção estiver a ser produzida no sentido de te tornares invisível, tu negar-te-ás uma percepção de ti, e não só do que percebas que os outros vejam em ti. Estarás a tentar eliminar a tua expressão da tua própria percepção, facto esse por que não poderás familiarizar-te nem reconhecer todas as tuas expressões criativas, nem explorar-te a ti própria conforme o ser que és - ao mesmo tempo que procuras eliminar esse ser. (A rir, ao que a Daryl se junta)

Essas expressões estão em oposição uma com a outra, não estarão?

DARYL:  Estão, sim!

ELIAS:  Mas nesta presente altura, subsequente ao movimento que apresentaste de abateres o monstro e de te passares a mover fora das normas que terás estabelecido, estás agora a dar início à tua exploração.

Este é o movimento inicial na criação duma relação contigo própria, a qual na realidade é duma importância primordial. Porque ao deixares de instaurar essa relação contigo própria, também deixarás de produzir esse relacionamento resultante com outros indivíduos da forma que desejas.

DARYL:  Está bem. Eu quero perguntar-te algo sobre os meus olhos. Já falamos sobre eles antes, e penso que tenho um bom entendimento sobre a razão porque se comportam do modo que comportam. Além disso, também notei que durante as interacções que tenho, os meus olhos começam a doer-me como se estivesse a fazer um esforço estrénuo com eles quando de facto não estou a fazer nada, e isso captou-me a atenção e fez-me obter consciência da persistência disso. Existirá alguma informação que esteja a deixar de captar em relação a isso?

ELIAS:  Isso compreende igualmente movimento em conjunção com o que estás a criar contigo própria. Estás a criar uma expressão física por intermédio do sentido da visão a título duma expressão exterior do teu próprio rumo.

Ao interagires com outro indivíduo e experimentares esse efeito físico na tua visão, e obteres a sensação de que os teus olhos físicos apresentem provas de fadiga, e se te torna difícil focar a visão por causa dessa sensação de fadiga da visão física, estás a espelhar a ti própria uma comunicação do que estás realmente a criar intimamente.

A direcção que presentemente terás escolhido é a de estenderes a ti própria este relacionamento contigo e de concentrares a tua atenção interiormente, em reconhecimento de que toda a tua realidade traduz um aspecto de ti e do que estás a escolher e do que estás a criar, e na interacção que tens com os outros - nas alturas em que voltas a tua atenção para o exterior - a tua visão alcança um ponto de fadiga.

DARYL:  Oh, está bem! Não tinha correlacionado essas coisas.

ELIAS:  Deixa que te diga que os vossos sentidos todos - os vossos sentidos exteriores e os vossos sentidos interiores - constituem meios de comunicação. A expressão do vosso corpo físico proporciona uma outra via de comunicação. As vossas emoções constituem uma outra via de comunicação. Vós incorporais MUITOS modos de comunicação, e todos esses modos vos expressam uma mensagem, por assim dizer, relativa ao que estais a criar.

Muitíssimas vezes, as pessoas conversam comigo relativamente à consciência subjectiva que têm, e exploram a confusão respeitante a essa consciência subjectiva, como se ela se achasse ocultada deles e não se expressasse de um modo que lhes permitisse a capacidade de interpretar os próprios movimentos. Mas vós criastes todos esses meios de comunicação a fim de vos permitir uma compreensão clara e reconhecível, por intermédio da vossa consciência objectiva, do que estais no momento a criar e em relação à harmonia existente entre a consciência subjectiva e a objectiva.

Na realidade, as vossas expressões objectivas, as vossas imagens objectivas, são mais abstractas do que as subjectivas. Uma vez mais, as associações que estabeleceis invertem-se. Percebeis a vossa realidade objectiva em termos concretos e em termos de absolutos, de um modo por meio do qual pensais para convosco deter uma espantosa clareza quanto às identificações de tudo o que se situa no campo da vossa percepção objectiva.

Na realidade, o exemplo da tua visão é bastante ilustrativo, quanto à actual abstracção das criações objectivas e às direcções e à clareza da identificação subjectiva do que estás a criar. Porque, nesse exemplo, a tua visão sai afectada. Os teus olhos experimentam uma sensação de fadiga, ou melhor, a associação que estabeleces com o movimento e a expressão dos olhos é a de que sintam fadiga, o que poderá ser identificado ou definido pelo pensamento que usas no reconhecimento dessa definição de fadiga, e em relação aos pensamentos que projectas nessa identificação tu também produzes confusão.

A consciência subjectiva está a criar a expressão como uma comunicação: “Estás a focar a tua atenção presentemente fora de ti própria, o que se torna stressante.”

DARYL:  Está certo, obrigado. Umm…

ELIAS:  Permite igualmente que te diga, se não terás recentemente oferecido a ti própria uma experiência que se assemelha bastante a esse tipo relativo à interacção com uma comunicação, por meio da qual possas ter tido na tua consciência objectiva um maior entendimento do que de facto esteja a ocorrer em meio a tais experiências? Não terás proporcionado a ti própria a experiência duma imagem visual, e da tentativa de criação duma tradução para a linguagem?

DARYL:  Proporcionei, sim. (A rir)

ELIAS:  E a qual percebes duma forma mais abrangente como expressiva e clara?

DARYL:  Da visão.

ELIAS:  Exacto, e....

DARYL:  Apesar de ter sido bastante estranha para mim.

ELIAS:  Mas nesse sentido, a expressão da comunicação subjectiva por intermédio da acção da visão apresenta-se clara e exacta. Enquanto a compreensão da (consciência) objectiva se apresenta abstracta e confusa.

DARYL:  Pois é, por também estar a sentir como se estivesse muito mais consciente da interacção e da actividade subjectiva que estão a decorrer. Por vezes sinto que entendo o conteúdo e outras vezes não, mas pareço ter muito mais consciência de ocorrerem coisas.

ELIAS:  Mas também aí, podes criar um maior à-vontade ao te familiarizares com as tuas comunicações, por já te permitires ter consciência das actividades subjectivas que geras.

DARYL:  (Suspira) Pois é, eu tive uma semana dos diabos, como será do teu conhecimento!

ELIAS:  AH AH!

DARYL:  Tenho vindo a dar-te conta disso, à medida que a semana avança! (Elias ri)

Outra coisa que gostava de verificar junto de ti é o pássaro que tenho, chamado Dusty, por ter um historial de pássaros que escolhem morrer sempre que passo por mudanças mais aprofundadas, e sinto uma certa preocupação em relação a ter optado por fazer isso, por estar justamente agora a atravessar algumas mudanças.

ELIAS:  Mas posso-te dizer que isso constitui uma outra expressão que te podes permitir notar e ter consciência.

Porque, lembra-te de que tu crias a tua realidade. Por isso, se projectares uma expectativa e estiveres a concentrar a tua atenção e a tua energia numa expressão particular, isso passará a ser o que criarás. Mas dispões de escolha.

DARYL:  Está certo. Então não é tanto o facto de que ele tenha estabelecido a escolha.

ELIAS:  Não. Só que existe uma participação entre ti e a criatura, e a criatura submete-se à tua energia. Por isso também passa a reagir-lhe.

O que não quer dizer que estejas a definir as escolhas na vez da criatura, porque não estás. Mas estás a interagir e exerces influência sobre ela, por que a criatura não comporta crenças. Por isso, apenas reage como que por um acto de submissão à tua energia.

DARYL:  Bom, ela reage a mim positivamente, por me ajudar em todas as coisas que reflicto. Quando não tenho ninguém por perto, ela faz-me isso! (A rir)

ELIAS:  (A rir)  Bastante eficiente!

DARYL:  É, sim senhor! (Ri, e Elias dá uma risada)

Quando estávamos para ter as eleições, no Outono passado, eu tive um sonho bastante vívido e detalhado acerca duma mulher que vive na Florida e que se achava envolvida a um nível qualquer, como organizadora de campanha ou algo assim, da parte dos Democratas. E pareceu-me de tal modo vívido e real que fiquei com a impressão de que ela fosse um outro foco meu. (Pausa)

ELIAS:  Não. Na realidade, aquilo que te permitiste foi ter uma participação real com o movimento em relação a esse evento de massas.

Nesse sentido, permitiste-te projectar, por assim dizer, um aspecto da tua consciência em união com outro indivíduo a fim de experimentares fisicamente a participação desse evento de massas, ao invés da simples participação e experiência que proporcionarias a ti própria por intermédio da orientação soft. Durante os eventos de massas, e no âmbito da orientação que tens, tu naturalmente deténs consciência da participação que assumes como um aspecto do que identificas ou designas por um todo. Mas nesta experiência, permitiste-te avançar para um tipo de expressão distinto, permitindo-te igualmente uma projecção real de energia numa participação física.

DARYL:  Porque foi... Não tenho tido consciência de muitas experiências de união objectiva. Foi muito mais completa do que aquela que tive, não estou certa, há 20 anos atrás, a qual não deixou de ser momentânea. Esta assemelhou-se a situar-me dentro dela e à obtenção de conhecimento de toda a relação que tem com a família.

ELIAS:  Justamente.

DARYL:  E de todas as coisas que estavam a suceder com ela.

ELIAS:  Mas isso é bastante compreensível, na realidade, por te estares a permitir uma maior exploração pessoal, e estares a criar um rumo diferente no avanço que empreendes, ao te moveres fora da tentativa de te tornares invisível e estares mais a explorar o ser, com o que, estás a estender a ti própria experiências de movimento e modos de manipulação da tua energia, e estares a apresentar a ti própria experiências que te validam as capacidades.

DARYL:  Está bem. Também me interrogava se esse indivíduo terá a orientação comum.

ELIAS:  Tem.

DARYL:  Está certo, porque senti que a percepção pudesse ser diferente. Está bem, isso soa igualmente interessante!

ELIAS:  Não estás a apresentar a ti própria suficiente excitação, presentemente?

DARYL:  Tenho estado, sim! (A rir enquanto o Elias dá uma gargalhada)

Outra coisa que queria saber: acredito ter começado a identificar a reacção dual soft quando ocorre em mim, numa certa proporção; não estou a dizer que seja o tempo todo, mas acredito estar a ficar melhor na identificação disso, e que apenas a identificação disso tem sido como que um processo suavizante, pelo que não deverá ficar fora de controlo tão depressa quanto isso! (A rir)

ELIAS:  Ah ah ah ah! Ah, mas repara na associação imediata inerente ao juízo do controlo! (A rir)

DARYL:  Bom, parece poder assemelhar-se a um súbito incêndio descontrolado, mas aí digo para comigo: “Que terá ocorrido aqui?” (A rir)

ELIAS:  Ah ah ah ah ah! Mas se te permitires aceitar, e DESCONTRAIR...

DARYL:  Descontrair?  Ora, vá lá! (A rir)

ELIAS: 
Isto continua a apresentar-se como um desafio, não será? Ah ah ah ah!

DARYL:  A cada instante!

ELIAS:  AH AH!

DARYL:  Muito bem, então é tipo deixa-me levar um pouco pela corrente, e notar o que acontece, enquanto tento não sufocar a coisa.

ELIAS:  (De modo bem humorado) Ah, pois. Essa é a sugestão do grande e poderoso e santo Elias! AH AH AH AH AH!

DARYL:  Está bem. Além disso, tenho vindo a ter um problema com a minha sanita há já uns anos, só que ele tem vindo a piorar no último mês, pelo que me interrogo se isso não será igualmente uma imagem dum fluxo natural.

ELIAS: (Dá uma risada)  Ou da falta dele!

DARYL:  Bom, certamente — falta dele!
(A rir)

ELIAS:  Ah ah ah ah ah!

DARYL:  Uma distracção!

ELIAS:  Ah! (Dá uma risada)

DARYL:  Então, isso está correcto?

ELIAS:  Está. (Dá uma risada)

DARYL:  Está bem. Outra coisa em que temos vindo a trabalhar é o facto de eu ter expressado o desejo de aprender um modo objectivo de comunicar contigo sem a assistência do Michael, e nós temos vindo a interagir nesse campo, e devo acrescentar, temos vindo a divertir-nos com isso. Interrogo-me se existiria alguma coisa que quisesses oferecer-me de modo objectivo. Eu reconheci ter começado a fazer pequenas coisas de modo diferente, que sinto corresponder a tal desejo da minha parte.

ELIAS:  Exacto, e permitindo-te mais abertura nessa interacção. Posso dizer com toda a simplicidade para te permitires uma contínua expressão de diversão, porque eu te posso afirmar ser bastante divertido!

DARYL:  Tenho vindo a notar cada vez mais isso, sim! (A rir)

ELIAS:  (A rir) Mas tu podes igualmente praticar a descontracção! (Dá uma risada)

DARYL:  Está bem! Vejamos. (Pausa) Penso que para além disso, haverá alguma coisa de que gostasses de acrescentar ao que já cobriste em relação à interacção entre softs? Já revi o que me disseste, assim como a informação que dispensaste a outros, mas se existir alguma coisa que penses poder ser útil e queiras acrescentar nesta altura...

ELIAS:  Posso-te dizer, de modo bastante relacionado com o debate de hoje, que a tua expressão mais eficiente, em relação à interacção com outro indivíduo que tenha uma orientação soft, será a de centrares a tua atenção em ti. Porque ao projectares a tua atenção no exterior e a situares no outro, enquanto um indivíduo de orientação soft, podes deparar-te com enormes desafios. Porque, tal como referi previamente, os indivíduos que são soft, segundo a concepção que fazeis, são especialistas em passar a bola para os outros, acção essa com que, o que estou a referir é que cada um de vós é bastante eficiente em projectar de imediato o reflexo para os outros. Produzis uma acção desse tipo de forma automática.

DARYL:  Não tenho a certeza de compreender o que estás a dizer.

ELIAS:  Ao interagires com os outros, independentemente da sua orientação, enquanto indivíduo soft que és, automaticamente estabeleces um reflexo de cada indivíduo com quem te deparas, por assim dizer. Isso não requer pensamento. Não requer qualquer comunicação no teu íntimo. Trata-se dum acto automático que é criado em associação com essa orientação particular. Vós sois todos bastante eficientes na criação desse reflexo em relação aos outros. Outros indivíduos muitas vezes experimentam um à-vontade com a percepção das próprias expressões que os vossos reflexos emitem, enquanto indivíduos alinhados pela orientação soft.

Em termos objectivos, geralmente, cada um de vós não presta atenção a essa acção automática de reflectir que estabeleceis. Trata-se dum acto automático. Mas ao vos cruzardes uns com outros - enquanto indivíduos soft - ao vos permitirdes ter consciência de se tratar dum acto automático que estabeleceis, não recebeis esse reflexo simplesmente, mas também apresentais esse reflexo.

Bom; nesse sentido, ao voltares a tua atenção para o outro indivíduo, deixas de centrar a tua atenção em ti e deixas de prestar atenção ao reflexo com que te estás a deparar, e deixas de prestar igualmente atenção ao reflexo que estás a propor. Por isso, numa interacção com um outro indivíduo soft, ser-te-á mais benéfico preservares a tua atenção em ti própria, porque desse modo te depararás com muito menos confusão e muito menos conflito do que haverás de deparar junto dessa orientação particular e das interacções que tem. (Dá uma risada)

DARYL:  Bom, esse certamente é o assunto do dia – atenção por mim própria! (A rir)

ELIAS:  Ah! (Ri)

DARYL:  Outra coisa por que sinto curiosidade é a consciência que tenho de toda esta energia que tem circundado o presente ano, e sobre o modo como objectivamente criamos um défice de petróleo. A Califórnia, onde habito, está sujeita a apagões cíclicos, por causa duma escassez de electricidade, e agora estão a falar de carência de gás, pelo que sou levada a sentir curiosidade. Para mim, estamos rodeados de todo o tipo de energias, mas depois a realidade vens-nos dizer que não dispomos de energia suficiente para as horas seguintes. Que se passa com isso?

ELIAS:  Mas eu posso-te dizer que as expressões das massas constituem um reflexo das expressões individuais, pelo que, muitíssimos indivíduos estão a apresentar a si próprios - relativamente à presente onda de consciência respeitante ao sistema de crenças da duplicidade - uma identificação e uma definição da sua própria energia individual, e de possuírem – ou acreditam possuir – um limite nesse abastecimento, e estarem actualmente a apresentar a si próprios um movimento rumo ao reconhecimento de NÂO disporem de abastecimento limitado de energia nenhum.

DARYL:  Então, diferentes imagens deverão ser expressadas de um modo objectivo?

ELIAS:  À medida que os indivíduos se permitem o reconhecimento de não disporem dum abastecimento limitado de energia em si mesmos, isso passará igualmente a reflectir-se no exterior, nos vossos termos, em expressões de massas.

DARYL:  Bom, isso centra-se na área geográfica da Califórnia, e eu sempre senti que na Califórnia possuem uma verdadeiro talento para o drama.

ELIAS:  Ah ah ah ah ah!

DARYL:  Gostam das coisas ao extremo, assim como de chamar a atenção para um monte de outras áreas. Será essa uma das razões porque isso ocorre de modo tão drástico aqui?

ELIAS:  Existem outras expressões desse tipo ou de tipo semelhante noutras áreas igualmente, mas tens razão em que os indivíduos que são atraídos para essa localidade física em particular se tenham, nos vossos termos físicos, congregado numa expressão semelhante a fim de produzirem esse drama, e que nessa expressão, vós de modo extravagante produzis eventos de massas, por assim dizer, que se apresentam como bastante expressivos e em muitas situações extremados.

DARYL:  Tudo bem. (Elias ri) É o que isso bem parece, sim senhor!

ELIAS:  Ah ah ah ah ah!

DARYL:  Está certo. Bom, o nosso tempo por hoje terminou, apesar de tentar estar contigo mais tarde, na sessão de grupo.

ELIAS:  Ah, com certeza! (A rir)

DARYL:  Isto foi bastante agradável, encontrar-me contigo em pessoa, mas tenho verdadeira vontade, não sei, de dar continuidade ao movimento que estou a ter, mas agradeço a assistência e a energia que me dispensas nessa área.

ELIAS:  E vou continuar a dispensar... e a encorajar-te.

DARYL:  Está bem, e vou continuar a conversar contigo alto e em bom som!

ELIAS:  Muito bem!  E eu vou continuar a brincar!

DARYL:  Está bem! (A rir)

ELIAS:  AH AH! Vou-te dirigir, no enquadramento do vosso tempo físico, um até nos encontrarmos de novo! (A rir) Adieu, minha amiga.

DARYL:  Adieu.




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