quarta-feira, 29 de junho de 2011

RELAÇÃO QUE TENS COM O DINHEIRO - A DQUIRIR E CRIAR



SESSÃO #740
“A Tua Relação com o Dinheiro”
“Adquirir/Criar”
“Criar o que Queres”
Sexta-feira, 15 de Dezembro, de 2000 (Privada/Telefone)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes: Mary (Michael) e uma nova participante: Brenda

Elias chega às 2:38h da tarde (Tempo de chegada é 22 segundos)

ELIAS: Boa tarde!

BRENDA: Olá!

ELIAS: (A Rir) E de que modo se vai prosseguir hoje?

BRENDA: Bem, eu gostaria de colocar algumas questões práticas relacionadas com a minha vida pessoal.

ELIAS: Muito bem.

BRENDA: Em primeiro lugar, eu criei o diabo duma situação relacionada com o dinheiro, e preciso de saber por que continuo a fazer isso, de forma a poder deixar de o fazer.

ELIAS: ( Rindo) Exprime a natureza da tua preocupação.

BRENDA: Bom, eu gasto tanto que acabo por me ver envolvida em situações de crise que depois tenho que resolver de forma criativa, e não quero continuar a agir desse modo. Quero aprender a tornar-me capaz de criar um leque maior de manifestações do tipo de rendimento, ou então mudar... não sei. Não tenho a menor ideia. Só sei que preciso mudar a relação actual que mantenho com o dinheiro.

ELIAS: (a rir) Em primeiro lugar, deves examinar essa mesma expressão (da tua relação com o dinheiro). Porque nessa relação formaste a percepção da manifestação do dinheiro como um elemento exterior a ti, um tipo de manifestação a ser adquirido, e, na verdade, uma coisa subsequente à sua aquisição, uma entidade a ser trocada e gasta através dos modos mais variados.

Se examinares a expressão dessa tua relação com o dinheiro, poderás começar a alterar a tua percepção com respeito a tal manifestação, se fores capaz de reconhecer as convicções que estão a influenciar a tua percepção com relação a isso.

Em primeiro lugar, não se trata duma entidade separada a ser adquirida ou gasta. É antes uma criação tua - pertencente à tua expressão.

Portanto, à medida que te concentras nessa particular forma de manifestação pessoal - através das convicções que sustentas com relação a essa mesma expressão - também traduzes uma percepção dessas mesmas convicções, e, por sua vez, a tua percepção com relação a esse tipo particular de manifestação cria uma realidade actual.

Então, a tua pergunta é: “De que modo poderei alterar a minha realidade com relação ao dinheiro? De que forma poderei mudar para a criação duma expressão diferente em relação a esta manifestação do dinheiro?” E o método que indagas e sobre o que me pedes que te dê informação, é, na verdade: “de que modo poderei alterar ou mudar a percepção que tenho de forma a possibilitar uma incorporação de mais possibilidade de escolhas na minha realidade pessoal, de forma que possa realizar aquilo que desejo”, correcto?

BRENDA : Certo.

ELIAS: Porque, não é o facto de dirigires a tua atenção para o dinheiro que há de alterar a tua situação, mas de a dirigires para a tua percepção porque isso alterará a situação ou a realidade contida nessa expressão.

Agora, isso poderá ser realizado se te permitires prestar atenção e examinar de forma genuína a tua percepção. Que percepção tens em relação a essa manifestação do dinheiro? Que convicções estão a influenciar essa tua percepção? Porque, não são as tuas convicções que criam a tua realidade. É a sua percepção que cria a tua realidade; a percepção cria uma interpretação dessas convicções de muitos e variadíssimos modos.

Assim, esse exame deve começar pela avaliação das crenças por que te alinhas em relação a essa manifestação do dinheiro; o modo como te avalias na tua capacidade de criar tal manifestação; que obstáculos e limitações colocas sobre ti própria em relação às tuas convicções, e o modo como traduzes todas essas associações num tipo de percepção que responde pela criação da realidade actual.

Antes de mais, eu posso apontar um aspecto dessas convicções que tu individualmente sustentas, que te influencia completamente a percepção que tens de ti própria e das tuas capacidades, assim como dessa manifestação do dinheiro, e isso pode ser identificado por intermédio da associação e convicção que sustentas de ti própria com respeito à disciplina.

Sustentas a convicção que te dá conta de que é aconselhável ser disciplinado com relação ao dinheiro, e que a falta dessa mesma disciplina seja completamente indesejável, além de que não incorporas essa entidade a que chamas disciplina, como se fosse uma coisa em si mesma a ser criada, a ser adquirida ou desenvolvida.

E nisso, estabeleces a associação de que alguns indivíduos possuem uma capacidade natural para a expressão dessa disciplina enquanto que outros não a possuem, além do que, em certos tipos de expressão, alguns indivíduos não expressam naturalmente a sua inclinação de forma a incorporar tal disciplina, e nesta expressão particular da sua manifestação da troca de dinheiro, tu não te perspectivas como um indivíduo que incorpore uma expressão natural dessa disciplina.

E isso está a influenciar a tua percepção. Porquanto nisto, à medida que crias uma associação com essa convicção, também essa convicção imprime uma direcção à tua percepção. Comunica algo à tua percepção, e a tua percepção traduz esse comunicado em conjugação com outras associações originadas por outras convicções, e isso mistura-as de forma a criar a realidade actual.

Estás a perguntar-me sobre um método particular que te permita alterar a tua realidade com relação a esta particular expressão do dinheiro. Mas eu estou a expressar-te a mecânica relacionada com a forma como crias a tua realidade, pela interacção das tuas convicções e da tua percepção, bem como a forma como isso manifesta a realidade actual.

Quando te permitires alcançar um vislumbre da forma como, de facto, estás a criar a tua realidade - por meio dos mecanismos que designaste como criadores dessa tua realidade, permitir-te-ás um maior movimento para te dirigires ao que queres e ao que desejas criar.

Não se trata da questão da concentração objectiva numa determinada direcção, por intermédio do pensamento, ou da ideia enganosa da projecção de energia, mas de te familiarizares contigo própria e com a forma como na verdade crias a tua realidade. Que factores estarão a influenciar essa criação?

Agora; nesse sentido, do mesmo modo que crias uma associação com relação à identificação da disciplina, tu também dás lugar a associações com outros aspectos dessas mesmas convicções. Incorporas de forma bastante óbvia uma conjugação entre diferentes aspectos do sistema de convicções da duplicidade, que expressa o “certo e o errado” de todos os vossos movimentos.

Incorporas também associações relacionadas a ti própria e às medidas de valor que empregas, não pelo que poderia ser chamado uma expressão global generalizada de valor, mas de valor relativo às tuas capacidades e à tua capacidade de expressar ou manifestar determinadas capacidades. Nessa medida, do mesmo modo que associas a dificuldade á expressão da tua capacidade de te moveres com liberdade, crias também uma desvalorização do teu valor individual.

Agora, um aspecto fundamental para essa investigação de ti própria e para a exploração do modo como crias a tua realidade reside no reconhecimento da escolha. Os indivíduos deixam de criar determinadas expressões inerentes à sua realidade objectiva por não perceberem que são detentores da possibilidade de escolha. A escolha oferece-vos uma validação do talento.

Se tiveres a perspectiva de não deteres a capacidade de manifestar qualquer tipo de expressão que se enquadre na tua realidade, já terás negado a ti própria qualquer escolha. A negação da escolha cria uma separação entre ti e tudo aquilo que crias, e a percepção passa a ser criada com base na realidade de que existes em separado de tudo aquilo que é expresso no enquadramento da tua realidade. Por isso, uma manifestação como a relacionada com o dinheiro torna-se separada de ti.

Neste processo deixas de te ver como detentora de escolha, como geradora e criadora. Vês-te a ti própria com um indivíduo em busca da aquisição de algo que não possui.

Estás a entender até aqui?

BRENDA: Mais ou menos. (Ele ri) Digamos que... A minha vida não é..., como disseste, não é só o dinheiro. É tudo pelo que eu sinto um forte desejo. Eu simplesmente bloqueio a coisa. De uma maneira ou de outra, surge sempre no percurso um obstáculo, que me impede de manifestar o que quero.

ELIAS: Estou a entender, e é esse sentido da coisa que estamos a debater, porque tu continuas a perspectivar aquilo que queres como uma forma de aquisição em lugar de uma expressão de ti própria. Existe uma grande diferença na manifestação desses dois tipos de percepção.

Existe uma tremenda liberdade associada ao indivíduo quando te permites reconhecer que estás a escolher, e que não és uma ''vítima das circunstâncias.''

(Dito de modo propositado) Toda a vez que te separas duma outra expressão qualquer, toda a vez que percebes aquilo que queres como existindo separado de ti, crias a percepção - que, por sua vez, cria a realidade actual - de que esse objecto, esse movimento (independentemente do que quer que seja) seja distinto de ti, e delegas-lhe esse poder, negando a ti própria qualquer possibilidade de escolha.

BRENDA: E com relação ao medo?

ELIAS: Em relação ao medo crias uma acção bastante análoga. Dás corpo a determinada expressão de temor e depois projectas essa energia para o exterior, e nesse processo, o medo torna-se uma entidade em si mesmo - porque tu o criaste assim mesmo - a que passaste a oferecer o poder da tua energia, o que passa a constituir a negação das tuas escolhas.

O medo constitui uma tremenda expressão da negação da liberdade de escolha e uma incrível criação do papel de vítima, e nisso reside a questão. De cada vez que te projectas para o exterior, num qualquer tipo de associação, a realidade da percepção de tais expressões como exteriores a ti própria - e entidades em si mesmas - torna-se no factor que passa a dirigir, em lugar de te permitires definir a tua realidade por ti própria e activar a tua liberdade de escolha. O medo retém-te na expressão e na função de vítima.

Podes observar essa expressão relativa à manifestação do dinheiro e perceber um tipo de criação bastante parecido. Torna-se uma coisa a ser adquirida. Desse modo, torna-se também uma coisa em si mesma. Estás a tentar adquiri-la ao invés de a criar, e assim, limitas as tuas escolhas ou negas essas mesmas escolhas. Não te permites perceber o que essas tuas escolhas sejam, ou até mesmo que deténs escolhas.

E nesse processo, a coisa torna-se bem mais poderosa do que a expressão de ti própria, e então deixas de criar o teu desejo, por te tornares sujeita à coisa em si mesma - quer se trate do dinheiro, do medo, ou de outro indivíduo; ou então da criação de um tipo qualquer de afectação no interior do teu organismo físico. Pode ser uma doença (dis-ease, no original ), pode ser a expressão de um objecto como o teu veículo, pode ser uma criatura (designação que emprega para referir qualquer animal).
Não importa. Todas essas expressões são a objectivação de imagens físicas, todavia não são o que detém significado; são somente a imagem. São expressões externas da tua percepção, uma manifestação da tua percepção.

Falando no sentido figurado, tudo aquilo que percebes inerente à tua realidade física pode ser comparado a um holograma de energia que te apresenta uma imagem do que estás a criar no teu íntimo, e nesse processo, a imagem física não assume qualquer importância. O que possui importância é a tua percepção, pois a percepção é o que cria a imagem física, e isso pode ser mudado a cada momento.

BRENDA: Como?

ELIAS: Tornando-te familiarizada com a percepção, reconhecendo no teu íntimo as convicções que te influenciam e sussurram à percepção a força direccional daquilo a criar, e tu realizas tal coisa olhando para ti própria - não as expressões exteriores a ti própria, mas a ti própria - possibilitando-te tornares-te mais familiarizada contigo própria, permitindo-te identificar e reconhecer as influências automáticas na expressão que te direcciona a percepção, tais como a mera influência de um aspecto da convicção, na expressão da disciplina, bem como as associações que são criadas com relação a essa mesma expressão.

Este não é o único aspecto das convicções que influenciam a vossa criação da realidade com relação ao dinheiro, mas é um que facilmente poderá ser identificado objectivamente, e pode tornar-se uma questão de exercício, uma questão que poderás perceber e praticar de forma objectiva, criando em ti um exercício de avaliação de como esse aspecto afecta muitas das tuas criações e comportamentos enquadrados na tua focalização (termos que pretendem designar concentração ou existência) ou objectivo, e do mesmo modo que te permites tornar-te familiarizada com um determinado aspecto, uma determinada expressão, também te permites reconhecer como a afectação disso se enquadra na tua realidade, como isso passa a constituir uma negação das escolhas pessoais e portanto te cria obstáculos no que estiveres ou deixares de estar a criar, do que queres.

BRENDA: Sendo assim, preciso dar-me conta das minhas convicções.

ELIAS: Sim, e identificar no teu íntimo as expressões por meio das quais te deslocas automaticamente para o papel de vítima, não somente em associação com expressões exteriores, como em ti própria. Porque essa expressão de vítima constitui a negação da escolha.

(pausa de 30-segundos)

BRENDA: Eu quero avançar, mas não tenho a certeza absoluta com relação a qualquer destas coisas, e ainda assim não sei se deva abandonar já a questão.

ELIAS: Muito bem. Podes continuar.

BRENDA: Certo, isto é tudo o que tenho estado a fazer. Eu tenho vindo a prestar atenção aos meus pensamentos durante o dia, e sempre que incorro, digamos, numa convicção negativa ou estreita, passo isso para o papel e então ponho-o numa pequena caixa. Quando o escrevo, esse processo gera mais consciência, e eu percebo como isso me limita, mas eu sinto não saber exactamente fazer... sei como dar-me conta disso. Só não sei como mudá-lo.

ELIAS: Absolutamente, e nisso reside o desafio.

Não se trata duma expressão de mudança da convicção. Também não se trata duma expressão de eliminação da convicção.

O reconhecimento, tanto pela tua parte como pela parte de muitos outros indivíduos agora inseridos neste enquadramento temporal, torna-se cada vez menos um desafio, cada vez menos difícil. Vocês detêm a consciência de albergarem convicções, sistemas de crença. Reconhecem que eles vos estão a influenciar, bem como à vossa percepção, e permitem-se alcançar uma consciência objectiva numa extensão tal que os torna capazes de identificar as convicções que os estão a influenciar, e aí detêm-se, sentem-se confusos e frustrados e exprimem para si próprios: ''Muito bem. Eu identifiquei esta convicção, e agora que hei eu FAZER com relação a esta convicção? ''

E é esta direcção que cria a vossa confusão, frustração e obstáculo; porque não se trata duma expressão de ''fazer algo '' nas condições que vocês automaticamente associam e definem. Não se trata duma questão de mudar ou eliminar. É uma maneira de se permitirem um reconhecimento um pouco mais avançado, e de aceitarem.

Porque nesse processo, à medida que continuas a tentar deslocar-te para o ''fazer '' ou '”agir sobre algo”, ( a rir ) continuas a limitar as tuas escolhas, porque continuas a elaborar juízo de valor sobre ti própria e sobre o que estás a criar, e à medida que tu crias esses juízos de valor sobre ti própria e sobre as tuas criações, e à medida que expressas um carácter inaceitável, continuas a concentrar-te nessas convicções e a reforçar essa energia.

Agora; à medida que te permites - em meio à tua criação - mover-te, não somente no reconhecimento da tua convicção, mas te permites deter o teu juízo sobre essa convicção, e identificar nessa convicção o quanto tem de negação das tuas escolhas, também te tornas capaz de começar a identificar a escolha do que pretendes e te permites criá-lo, a despeito do quanto essa convicção possa expressar-te que não consegues.

Isto representa, por assim dizer, tudo o que há a '' fazer ''. Não se trata duma acção física real, mas do reconhecimento do que estás a criar, das tuas associações inerentes à tua percepção, à tua tradução das tuas convicções, e assim mesmo, da identificação de como negas a activação da tua escolha e, do mesmo modo, de como negas a tua própria liberdade.

Porque isso, muito simplesmente, é a expressão básica de todas as tuas limitações - a tua própria expressão do que não “podes” ou não “deves”- camufladas por uma miríade de expressões. Por vezes encobres o “não poder” ou o “não dever” com a identificação da vossa respeitabilidade, de serem úteis ou compreensivos, ou então com a noção de que não possuis certas capacidades físicas ou mentais, certas capacidades intelectuais. Tu camuflas a expressão da negação da escolha sob variadíssimos modos diferentes.

O objectivo do que eu estou a expressar-te consiste em permitires despojar-te da camuflagem e perceberes a expressão real de negação da escolha. Que expressas tu para contigo própria que não consigas realizar, ou que possas não realizar? Que coisa percebes na tua realidade que não te estejas a permitir realizar? Que critério utilizas? Que condições prévias terão que ser utilizadas? O que terás de adquirir ou preservar antes de te permitires criar o que pretendes criar? Essas são expressões inerentes à tua limitação.

Talvez, hipoteticamente, desejes criar uma relação com um outro indivíduo. De que pré-requisitos necessitarás? Que condições exigirás? Que expectativas terás com relação a ti mesma e com relação à criação dessa relação, que critério empregareis para a criação disso ou para a realização da criação disso?

Posso expressar-te que, inerente a todo esse critério, encontrarás muitas limitações, porque descobrirás muitas expressões nas quais negas a ti própria qualquer escolha, por estares muito pouco familiarizada com as tuas escolhas, e não aceitares que és na realidade o centro do cosmos! És TU quem cria TODA a expressão inerente à tua realidade!

Não estás a adquirir dinheiro. Não estás a obter uma relação. Estás a manifestá-la! Trata-se duma expressão TUA. Tu crias limitação na exacta medida em que exprimes para ti própria não deteres essa capacidade.

BRENDA: Certo, usemos um exemplo...

ELIAS: Muito bem.

BRENDA: ... de forma a conseguir captar o que estás a dizer. O meu maior sonho é tornar-me cantora, certo? Eu tive esse sonho toda a minha vida. A minha limitação, medo ou crença consiste em que isso possa pôr o meu matrimónio em risco.

ELIAS: E deve pôr, porque é isso que tu expressas. É nisso que acreditas.

Agora... Muito bem. Consideremos esse exemplo.

Alimentas o desejo e a tremenda vontade de criar essa acção particular, bem como de te permitires expressar-te dessa maneira, (mas) a tua atenção move-se no campo exterior a ti. A tua limitação é criada na medida em que moves a tua atenção para fora de ti e manténs a tua atenção focada na percepção e nas criações – nas criações percebidas - de outro indivíduo qualquer.

Tu estás a criar percepção por ti própria. Não é que o outro indivíduo to imponha. O outro indivíduo... até mesmo numa actual troca de comunicação verbal, numa hipotética expressão que ele tenha contigo do tipo: “Se mudares rumo à expressão criativa do canto, eu deixarei de viver contigo, '' não assume qualquer importância. Trata-se duma expressão externa. É esta a questão do que eu tenho estado a expressar-te ao longo do dia de hoje. Não tem importância. Isso não passa duma imagem exterior objectiva.

Aquilo que detém significado é a tua percepção, pois na justa medida em que voltas a tua atenção para ti própria e te permites criar a tua escolha, quanto àquilo que desejas, também criarás em consonância com isso, e nessa criação, a expressão do teu parceiro também sofrerá uma alteração, pois trata-se duma criação TUA. É a TUA realidade. É a TUA percepção.

BRENDA: Mas entretanto isso não estará a influenciar o seu livre arbítrio?

ELIAS: (Dito com firmeza) Não! Absolutamente!

O outro indivíduo está a criar o mesmo tipo de acção. O outro indivíduo é igualmente o centro do cosmos e cria TODA a realidade, e nisso, cria a sua percepção de toda a realidade.

Tu não estás a criar a realidade dele. Não estás a criar as suas escolha. Ele pode permitir que lhes imponhas as suas escolhas, mas esta é também uma escolha, de certa forma, daquilo que presentemente estás a criar! Tu estás a permitir que a tua percepção do outro - bem como a percepção da expressão que compartilhas nessa relação - te imponha a negação da tua escolha.

Deixa que te exprima em termos suficientemente definitivos e literais: quando te permites criar as tuas próprias escolhas e confias ou te aceitas a ti mesma, a imagem exterior, por assim dizer, sucede como um subproduto automático. Se não te aceitares e criares uma negação das tuas escolhas, também criarás para ti própria um reflexo dessa acção por intermédio das interacções e das criações que percebes no exterior.

BRENDA: Assim está a dizer que se eu me permitisse cantar, o meu marido o aceitaria automaticamente?

ELIAS: Digo-te que se te permitires criar o que pretendes e se te permitires uma livre expressão da tua escolha - e a aceitares com autenticidade - afirmo que isso também influenciará completamente o outro indivíduo.

Agora, e mais importante, o que eu estou a expressar-te é que essa acção alterará a tua realidade e a tua percepção, e por isso a tua percepção das escolhas do outro também alterará. O que sustentará maior importância e significado na tua focalização física? É o teu parceiro ou serás tu?

BRENDA: Estou dividida.

ELIAS: Esse é justamente o teu obstáculo.

O que sustenta o maior significado e importância na tua focalização (entenda-se existência) és TU. Esta é a expressão mais importante, porque TODA a tua realidade - todos os outros indivíduos contidos na tua realidade, TODA a tua realidade - se expressa a partir desse aspecto.

(12-segundos de pausa)

Tive ocasião de expressar previamente, numa conversa com outros indivíduos, o poder da percepção e a realidade actual da percepção, ao enfatizar a importância do indivíduo, bem como a tua, permitindo-te o reconhecimento de ti própria e voltando a tua atenção para ti mesma. E nesse sentido, como já expressei, tudo aquilo que crias, tudo aquilo que percebes, tudo aquilo que é criado e enquadrado na tua realidade é criado por ti.

Portanto, ao interagires com o teu parceiro, estás a criar uma percepção desse teu parceiro. Estás a criar um ser material real correspondente ao teu parceiro. Ele é o indivíduo com quem interages, o qual é uma projecção tua e não se trata do indivíduo real.

Assim, quando entras num compartimento da tua habitação material com esse outro indivíduo material que percebes como teu parceiro, de facto deparas-te com outra manifestação - uma outra abordagem duma outra essência, mas o que vês nele não passa da tua manifestação daquele indivíduo.

Assim, na realidade confrontas-te com dois indivíduos distintos diante de ti, no teu compartimento. De forma idêntica, existem dois indivíduos em ti, no conceito do teu parceiro no interior desse compartimento - aquele que tu és e o que não passa duma projecção da percepção que o teu parceiro tem de ti. Aquele com quem tu interages é a projecção que tens desse indivíduo, por intermédio da tua percepção.

(De forma decidida) Por isso, e de modo bastante literal, toda a expressão, toda e qualquer coisa que ocorre na tua realidade é criada por ti.

Nessa medida, se negares as tuas escolhas devido à acção da percepção que outro indivíduo possa estar a criar para ti, e à qual não queiras ligar-te, essa acção DEVERÀ todavia ser criada, porque tu a estás a criar! Não é o outro indivíduo que a cria. TU estás a criá-la.

Isto é tudo o que eu estou a tentar expressar-te, ao permitir que percebas a razão por que crias essas limitações. Que limitações crias? Que influência terá a percepção motivada pelas tuas convicções?

Podes surpreender-te objectivamente se te permitires criar o que desejas, e pelo modo como isso alterará a tua percepção de tal forma que na verdade podes ficar completamente surpreendida com o poder dessa acção.

Por que haverás de negar QUALQUER das tuas escolhas? Por que hás de criar uma limitação em ti com relação à expressão da tua criatividade, da forma imposta por outro indivíduo, ou ditada pelas mais diversas situações ou circunstâncias? O único indivíduo que pode negar toda e qualquer expressão és tu.

(22-segundos de pausa)

Estes são conceitos bastante simples, mas não obstante, bastante pouco conhecidos e difíceis de aplicação na vossa expressão física, pois vocês esforçam-se demasiado por uma tentativa de aceitação.

Deixa-me que te diga que existe uma tremenda liberdade na expressão dessa aceitação. A aceitação de vós próprios oferece-vos uma tremenda expressão de libertação, porque vos permite uma tremenda mobilidade e oferece-vos um livre fluxo da vossa energia, em tudo aquilo que criam.

Vocês complicam esses movimentos simples ao permitirem a orientação automática que as vossas convicções imprimem em lugar de perceberem essas mesmas convicções e de exprimirem uma aceitação delas, sabendo que detêm o poder da ESCOLHA.

BRENDA: Bom, o nosso tempo esgotou-se.

ELIAS: (A rir) Deixa que te estenda o meu encorajamento, minha amiga.

Deixa-me também oferecer-te, neste presente momento, uma expressão da minha energia que sejas capaz de receber e possas preservar nos teus movimentos, de forma a poder permitir-te um reforço do quanto és maravilhosa e do quanto é desnecessário negares a tua expressão natural. Não terás nada a perder se te permitires a ti mesma tal liberdade. Ganharás mais do que aquilo que podes perceber. Por isso, continuarei a oferecer-te a minha energia e a permanecer contigo.

BRENDA: Obrigado.

ELIAS: Para ti, com todo o afecto, e na antecipação duma interacção continuada, pois eu continuarei contigo... Para ti, neste dia presente, au revoir.

Elias parte às 3.39h da tarde

© 2001 Vicki Pendley/Mary Ennis, Todos os Direitos Reservados

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