segunda-feira, 20 de junho de 2011

SONHOS - CONSCIÊNCIA



SESSÃO #74
 “Sonhos”
“Tempo Natural/Intuição e Tempo Cultural/Intelecto”
“Consciência”
“Nome da Essência”
Domingo, 25 de Fevereiro de 1996
Tradução: Amadeu Duarte


Participantes: Mary (Michael), Vicki (Lawrence), Ron (Olivia), Christie (Oliver), Gaylon (Thomas), e a... Shynla


Nota: Esta transcrição foi extremamente difícil de transcrever por o microfone não ter sido ligado. Por isso, pode conter alguns erros. Vou passar a inserir algumas palavras entre parênteses sempre que não tiver a certeza quanto a elas, e um ponto de interrogação sempre que me sentir incapaz de as decifrar.

O Elias chega às 6:58 da tarde

ELIAS: Boa tarde!

VICKI: Boa tarde!

ELIAS: Esta noite, vou tentar expandir a percepção que tendes da vossa dimensão do tempo. O enfoque físico que estabeleceis relaciona-se bastante e está bastante focado no elemento do tempo, apesar de só perceberdes um elemento de tempo. Neste debate subordinado ao tempo, também irei explicar-vos os intervalos do tempo, o que combinarei com o nosso debate dos Videntes.

Vós percebeis um aspecto inerente ao tempo. É o que passaremos a designar por tempo cultural, que compreende a percepção que tendes do tempo físico; aquilo por que acertais os vossos relógios, no que vos concentrais nos vossos calendários, o elemento porque regeis a acção do vosso tempo de vida. Parte da vossa espécie emprega mais esse tempo cultural do que outras. Alguns não se concentram de forma tão dramática nos minutos e nas horas, mas ainda assim focam-se no tempo composto por períodos de vinte e quatro horas, designando determinados períodos do vosso dia para certas actividades, e a vossa noite ou as horas nocturnas para o descanso ou o sono.

Eu continuo a informar-vos sobre outros elementos de tempo, sendo um deles o que passaremos a chamar de tempo natural.

O vosso planeta, a vossa Terra, (a rir para a Vicki) incorpora o seu próprio sentido de tempo na consciência que comporta. Reflecte o seu elemento do tempo inerente às vossas estações. Vós sois afectados por esse tempo, mas não vos focais nele. Forçai-lo para um sítio na vossa consciência a que não prestais atenção. O tempo natural também incorpora as vossas marés; o movimento do vosso planeta. Os seres vivos que se manifestam neste planeta regem-se pelo tempo natural. Vós também já observastes o tempo natural, e não vos consumíeis com o tempo cultural, a certa altura, (na brincadeira) mas agora, não vos focais no tempo natural, e não vos apercebeis nem associais esse elemento às vossas criaturas, aos vossos animais. Vós não pensais nisso. Na percepção que tendes, isso não representa uma dificuldade, por vos focardes no tempo cultural. Dir-vos-ei que o tempo natural vos afecta bastante, apesar de não vos focardes nele. Muitos referem sentir-se de modo diferente, em diferentes alturas do vosso ano físico. Atribuem isso à luz do sol, ou ao tempo acinzentado, ao calor, ao tempo ou ao frio. Na realidade, as vossas estações compreendem o seu próprio tempo, e afectam-vos bastante. Elas afectam-vos mais no contexto das vossas capacidades criativas. Os vossos corpos físicos, ao não fazerem uso da lógica, reagem ao tempo natural. Compreendem a ligação regular que têm com o que percebeis como “natural”. Nessa medida, respondem à mudança das marés e à mudança das estações. Vós próprios alinhais por diferentes estações no alinhamento que estabeleceis com o tempo natural. Não compreendeis a forma com alinhais, pelo que desvalorizais tal alinhamento, e forçai-lo, e expressais ser caprichoso.

Existem muitos elementos de tempo. Existem muitas dimensões de tempo. Vós sois afectados e afectais todas essas dimensões do tempo. Estais continuamente ligados por áreas da consciência a todos esses elementos de tempo. Por isso é que vos afectam. Em certas alturas, (a rir) sentis como se o vosso tempo cultural se apresentasse exageradamente rápido ou lento. Essas sensações que sentis constituem uma resposta directa a outros elementos de tempo que vos afectam, mas vós não pesais nisso. Por isso desvalorizais tais encontros e sensações detectando e dizendo unicamente: “Oh, o meu dia está a passar muito rapidamente, hoje”; ou podeis dizer: “Este ano tem-se arrastado tanto.” Isso são expressões de conhecimento e de experiência relativa a outros elementos de tempo que não reconheceis e a que não prestais atenção, por estardes tão focados no vosso tempo cultural.

O tempo cultural também vos afecta e ao vosso movimento e motivação, que podem estar directamente em conflito com a vossa criatividade; porque no quadro do tempo cultural sois educados a fazer uso de cada instante de um modo produtivo. Definis a vossa produtividade dentro de certos parâmetros, e se não vos expressardes no quadro dessas directrizes, não estareis a ser produtivos. Por isso, não utilizais o vosso tempo. A vossa consciência, a vossa criatividade, a vossa intenção, tudo isso segue uma ordem de tempo diferente. Por isso gerais conflito ao continuardes a insistir na pressão que exerceis sobre a vossa criatividade, ao tentar adaptá-la às normas do tempo cultural. A pergunta do Michael não é necessária. Eu passo a explicar. (A pergunta da Mary dizia respeito ao facto da Jane Roberts ter ou não posto termo ao seu tempo de vida em resultado de falta duma expressão criativa)

Os indivíduos altamente concentrados na criatividade vêem-se a si próprios como necessitados de expressar a sua criatividade no contexto do quadro do elemento do tempo cultural. Nessa medida, se não estiverem a produzir determinadas expressões de criatividade, estarão a “desperdiçar” tempo. Por isso, geram conflito; por estarem continuamente a lutar para se ajustarem a essa moldura do tempo cultural, e o seu objectivo e a sua criatividade estarem permanentemente a batalhar para alinharem pelo tempo natural. Isso é passível de alcançar expressão no caso dos músicos ou dos artistas ou dos escritores, como um “bloqueio”. Parecem não ter a capacidade de forçar a sua criatividade a fim de se expressarem. Tentam repetidamente mas a sua criatividade não “opera coisa alguma”. A sua imaginação parece achar-se perdida. Isso deve-se ao facto de lutarem por preencher cada instante do seu tempo cultural com expressões de criatividade, e ao facto de estarem a forçar um processo natural.

Alturas há em que esses indivíduos podem optar por não se expressar; ou atingem um ponto, por assim dizer, em que o conflito que sentem, a luta que geram entre esses elementos de tempo se torna tão desproporcional que eles acabam por se render; em razão do que deixam de gerar qualquer expressão criativa. Isso eventualmente pode tornar-se mais pernicioso, por não se permitirem expressar nada; mas não compreendem como passar a permitir uma combinação de elementos de tempo. Uma compreensão acerca do tempo do sonhar pode tornar-se útil. Vou passar a expor-vos isso rapidamente.

Dir-vos-ei que com respeito a essa questão não formulada do Michael, esse indivíduo a quem tratastes por Jane Roberts interagiu com a essência do Seth durante um tempo prolongado, nos vossos termos. Muita foi a informação que vos foi dispensada. Podeis averiguar, uns quantos manuscritos - conquanto poucos deles tenham sido estendidos ao público - que descobrireis que isso foi debatido muitas vezes. Não encontrareis um relato do número de vezes em que esse assunto foi abordado, mas dir-vos-ei que a questão foi abordada muitas vezes. Era uma questão séria; e apesar desse indivíduo ter algumas outras questões que envolviam desafios de carácter pessoal, a questão da retenção da criatividade permaneceu como o elemento primordial da... digamos... destruição, por o encarardes como um elemento de auto-destruição; apesar de na realidade não ser destrutivo. Conforme referi anteriormente, isso assenta numa escolha. O indivíduo não sente necessidade de prosseguir.

Nas vossas crenças, muitos de vós não escolheis simplesmente recolher à cama para não mais regressarem. Por isso, escolheis enfermidades físicas que vos permitam uma explicação para a partida; sendo algo que aqueles que vos rodearem poderão associar, a título duma explicação, e algo que sejam capazes de aceitar melhor. Para o próprio isso não se faz necessário. Ele já se terá decidido, por assim dizer, quanto a não incorporar a sua expressão nesse foco particular de desenvolvimento, por se revelar demasiado constritivo e ele não compreender o método para que isso deixe de o ser. Por isso, conforme expressei, eles encaram o seu foco como inútil.

A intersecção com o Seth permitiu que muitos anos duma contínua expressão criativa, em certa extensão; mas à medida que essa expressão criativa foi sendo continuamente confinada às normas do tempo cultural, tornou-se numa expressão ineficaz e insuficiente. Muitos são capazes de forçar a expressão da sua criatividade de modo a conseguir expressá-la dentro dos limites do tempo cultural, por perceberem necessitarem de produzir, pelo que forçam a sua produtividade. Isso, todavia, não traduz a verdadeira expressão de criatividade. Muitas obras de cunho literário foram produzidas por esse indivíduo durante o seu tempo de vida. A criatividade e a expressão dela focavam-se basicamente no elemento da poesia. Aposto que não encontrareis muitas obras poéticas da autoria dela.

Muitos indivíduos criativos descobrirão outros elementos por intermédio dos quais expressarão a sua criatividade, mas não se trata da sua “veia principal”, por assim dizer. Nessa medida, bloqueiam o seu propósito, e geram um tremendo conflito. Podem não sentir esse conflito, mas também hão de sentir uma constrição, uma pressão; uma consciência de lhes faltar um elemento qualquer; algo por terminar. E como esse elemento por terminar se prolonga, a constrição que os apoquenta aumenta. Isso eventualmente procurará uma via de expressão, como toda a energia o faz. Por isso, expressa-se da única forma que compreendeis e sabeis expressar; e cria o que encarais como uma expressão negativa, uma manifestação física ou psicológica. O indivíduo gerará uma condição de incapacidade física e de um termo eventual, ou incapacidade mental que resulte no que percebeis como “insanidade”. De qualquer modo, eles desligam-se do foco físico e interrompem-no, por não encontrarem mais nenhum propósito nessa expressão particular; sabendo igualmente que dispõem da capacidade de ir embora e de recrearem elementos por meio dos quais possam encontrar expressão.

Devo dizer-vos que existem outros elementos para além do tempo natural e do tempo cultural. Conforme declarei, eles também vos afectam bastante. No vosso estado de sonhar, vós empregais vários níveis de sonho. Cada sonho possui várias dimensões e comporta várias mensagens. Ao vos interpretar os sonhos, proponho apenas uma; aquela que mais se aproxima da vossa consciência de vigília. Cada sonho desses que tendes incorpora muitos níveis, muitos aspectos da consciência, muitas ligações e mensagens diferentes. Vós tendes um sonho que possa estar associado ao que estiverdes a experimentar em determinada altura. Esse mesmo sonho pode também estar ligado a elementos precognitivos. Esse mesmo sonho pode estar igualmente ligado a outros focos ou a outras culturas, e até mesmo a eventos globais. Pode estar ligado a outros indivíduos por uma outra área da consciência. Vou usar um pequeno exemplo muito simples.

Há algum tempo a Sophia sugeriu que eu interpretasse um sonho muito simples. O enfoque era estabelecido entre duas cores e uma esfera; uma, o laranja, outra, o verde, e uma bola. A interpretação que lhe fiz, foi aquela que mais se aproximava do foco físico. Nesse sentido, interpretei o sonho como directamente relacionado com a ansiedade que a Sophia estava a sentir na altura, ligada à possibilidade de vir a dar á luz. Propus uma interpretação extensa desse sonho simples, por abranger a primeira camada de consciência que se prendia com ela, e a experiência por que estava a passar na altura. Para além desse nível do estado de sonho, esse mesmo sonho também estava ligado a um profundo reconhecimento duma ligação, num vórtice de consciência, com o Ron e o Lawrence, directamente relacionado com o sonho que o Ron teve da água. Permanecendo desconhecido para a Sophia, ela também empregou um reconhecimento desse elemento. Para além desse nível, a Sophia também se estava a sintonizar ao nível da cultura, e revelava uma compreensão das famílias da essência. Existem muitos elementos e níveis no vosso estado de sonhos. Eu vou-vos dizer que podia muito bem ligar esse simples sonho a elementos respeitantes ao vosso actual governo assim como ao vosso ambiente natural, porque isso são elementos que empregais na consciência que tendes, e traduz áreas que se prendem, em diferentes períodos de tempo, com o vosso foco físico. Pode tratar-se dum tempo futuro, pode tratar-se dum tempo passado, pode tratar-se dum presente imediato, assim como também pode tratar-se dum tempo colateral. Nas interpretações que faço estendo-vos uma informação destinada à vossa compreensão; e à medida que vos expandirdes na vossa consciência, eu passarei a estender-vos uma informação acrescida.

Nessa medida, nós também usamos os vossos “intervalos de tempo”. Esses períodos ou “intervalos” estão relacionados com o vosso fenómeno dos extraterrestres, (a rir para a Vicki) assim como com o dos vossos Videntes. Visualizai, se preferirdes, uma composição musical. O universo que não conseguis ver, na sua totalidade, constitui a composição musical. O vosso universo individual, enquadrado no vosso elemento do tempo, expressa-se pelas notas que não são interpretadas. Vós sois o intervalo de tempo que não chega a alcançar a expressão; mas sem essas notas que não são interpretadas, a melodia da composição resultaria num caos. Por isso, as notas não tocadas são tão importantes quanto as que são tocadas. Também podeis considerar um quadro, a concepção artística dum tema qualquer, em que cuidadosamente o artista busca determinadas cores a acrescentar á sua tela. Também escolhe selectivamente deixar de utilizar outras cores, por poderem tornar o tema bastante caótico e destituído de nexo, caso todas as cores e tonalidades e luminosidade por expressar forem consideradas igualmente importantes para a totalidade do quadro.

O vosso universo constitui um (apenas). Existem incontáveis elementos e universos e a ausência de tempo responde pela criação da sinfonia completa, a totalidade do todo; sem que nenhum elemento seja menos importante, pelo que cada elemento, quer pareça silencioso ou se faça ouvir; porque cada elemento, quer se expresse quer não, comporta a sua própria profundidade de significado e contribui para o todo. Esses intervalos de tempo são de tal modo fluidos, que muitos se entrecruzam com outros; num intervalo, para alcançar expressão e no intervalo seguinte para deixar de se expressarem. Como o tempo representa uma parte primordial do vosso enfoque, não é passível de ser separado nem afastado da concepção que fazeis da vida, nem da própria realidade.

Já vos disse que os alienígenas não ocupam o mesmo espaço dimensional que vós. O John já tinha inquirido em relação a esse aspecto. Na pergunta que formulou, ele interrogava-me se esses outros seres provenientes de outras dimensões ou formas de natureza planetária teriam uma existência neste planeta em simultâneo convosco, embora não os percebêsseis. Eu respondi-lhe que não. Vou-vos dizer a vós que outras consciências têm uma existência ao vosso lado e em simultâneo com a vossa, na mesma dimensão e espaço. Mas não são alienígenas de outros sistemas planetários! São o que afectuosamente podereis chamar de “primos”. Eles existem a par convosco, aqui. Vós não entendeis a função que têm nem a sua consciência, pelo que lhes associais crenças, a fim de os explicardes a vós próprios.

Podeis visualizar, nos vossos céus, o que alguns designam por “naves”. Outros designam-nos por organismos, ou como formas imensas de seres unicelulares ou “protozoários” no ar, formas estranhas a que vós associais a identificação de charutos voadores, a andar pelo espaço! Podeis também deparar-vos com imagens concretas dessas naves ou seres, que não conseguis decidir quanto ao que deveis associar que sejam, mas isso são outras formas de consciência. Agora; existem muitas formas de consciência que vós não reconheceis, e que podeis traduzir em termos de alienígenas ou de objectos não identificados. Vós nem sempre tendes consciência daquilo que sejam; se possuem consciência ou se são concebidos em termos tecnológicos. As ideias que tendes estão erradas ao pensardes que os vossos objectos sejam objectos, quando na realidade são seres, por assim dizer. Só que vos são estranhos e não os conseguis “agarrar” para os dissecar o os avaliar. Por isso, só podeis especular.

Vós descobristes seres por todo o planeta, tal como todos os outros planetas descobrem. (Para a Vicki, a sorrir) Muitíssimas dessas outras formas de consciência são constituídas pelos vossos Videntes! Eles escolhem, manifestar-se diferentemente, em diferentes períodos de tempo; de acordo com as vossas crenças, assim como para invocar em vós a curiosidade, porque se não fordes curiosos, não prestareis atenção! E eles optam por vos captar a atenção, pelo que escolhem formas que vos despertam a curiosidade. Em diferentes alturas, também propondes explicações para tais encontros, quando esses encontros se dão, os quais são raros, de acordo com as crenças da época. Por isso, podeis deparar-vos com uma altura em que outros seres podem ser vistos, ou o que entendeis por outros seres, e permitirem serem vistos como seres celestes, ou anjos; ou seres míticos, ou fadas; ou extraterrestres - alienígenas.

Também vos direi que certos encontros com alienígenas estão, conforme disse muitas vezes, directamente relacionados com a vossa própria essência e a vossa própria consciência, e se devem à razão de vos fazer notá-los e de vos captar a atenção. Agora dirijamos a atenção para o seguinte: (de modo bastante sarcástico) “Mas, Elias, como poderão todos esses indivíduos pelo mundo fora ter a visão dos mesmos seres emaciados e cinzentos?” (A sorrir para a Vicki) Mencionamos os níveis que caracterizam o vosso estado de sonhar. Eu disse-vos que a vossa consciência se depara com muitos níveis de compreensão. Existem muitos aspectos inerentes à vossa consciência que se acham ligados a todas as essências focadas no plano físico. Não estou a associar isto à área regional 2, porque na área regional 2, tal como nos vossos sonhos, existem muitos níveis ou áreas - o vosso idioma é muito limitado – em que as ligações assumem correlações distintas. Não é tão determinado, por assim dizer, quanto o percebeis. Tal como os vossos sonhos podem ser interpretados de modos variados e todos estarem correctos, e ainda assim poderem parecer contraditórios. Não são. Estão ligados a muitas áreas da consciência, e estão a dirigir a informação com bastante eficiência no sentido duma certa simbologia, o que poderá retractar todas as interacções. Por isso, podeis todos perceber “seres emaciados e acinzentados” idênticos, e todos parecidos, sem interagirdes com mais ninguém, e todos terem uma experiência semelhante.

Agora vou expressar, para grande embaraço do Lawrence e do Michael, que isso não vos deveria ser tão difícil de entender, já que proporcionastes a vós próprios um exemplo tão concreto de como sois capazes de contactar com isso de forma tão idêntica, no foco físico, com elementos que podeis ver e experimentar numa mesma altura e por meio duma mesma expressão, sem qualquer conhecimento mútuo. Certo? (A olhar para a Vicki)

VICKI: Certo.

ELIAS: Mas isso não deveria ser possível de se dar pelo mundo fora, com muitos indivíduos! Completamente errado! (Com firmeza) Cada expressão que dois indivíduos quaisquer possam experimentar em termos idênticos numa mesma altura é passível de ser experimentada por milhões! (Faz uma pausa a enfatizar, a sorrir para a Vicki) Já respondestes à vossa própria pergunta!

Quanto ao fascínio daqueles que não se deparam com esses extraterrestres, eu explicarei que no enfoque dos Videntes se dá uma identificação, absolutamente. Podeis manifestar isso de diferentes modos. Um pode expressar fascínio por alienígenas, outro pode expressá-lo em relação aos duendes, outro em relação à colecção de objectos. Todos estarão a contactar a mesma área da consciência. A sua expressão é individual. (Faz uma pausa, a fixar a Vicki)

VICKI: Posso fazer uma pergunta?

ELIAS: Podes. (A rir)

VICKI: Nesse caso, seria correcto afirmar que esse fenómeno em particular não está frequentemente associado em absoluto a outros grupos de essências, semelhantes às dos Videntes, de outras famílias da essência?

ELIAS: Desejas saber se outras famílias da essência têm encontros com alienígenas?

VICKI: Não. Desejava saber se outros grupos, paralelamente ao dos Videntes, interagirão no foco físico do mesmo modo, ou se serão encarados da mesma forma.

ELIAS: (Faz uma pausa a avaliar) Depende da expressão particular que assumam, assim como do elemento de tempo que empreguem. Os Videntes, tendo-se manifestado de modo parcial por períodos de tempo consideráveis, e achando-se imbuídos dum propósito de ensino, escolheram cruzar elementos de tempo. Algumas das famílias da essência empregam esse tipo de fenómeno  a título de estabelecerem contacto. A Sumari também se dirige a si própria, dentro de certos princípios, por esse meio. Quanto a saber se entrecruzam, fazem-no. A Sumafi não se dirige somente aos Sumafi. Dirige-se a todos, tal como todas essas famílias da essência. Por isso, dá-se um contínuo cruzamento de experiências e de ligações. (Faz uma pausa a fixar a Vicki uma outra vez) Mais tarde hás-de ficar esclarecida. (Ri) Ou talvez não, por te poder deixar ainda mais confusa. (Ri de novo)

Existem muitos aspectos inerentes ao elemento do tempo que vos parecem demasiado confusos, mas o vosso estado do sonhar pode ser-vos bastante instrutivo, se vos concentrardes em sintonização com os vossos sonhos. Recordai também, que se gera uma contínua interacção entre o vosso estado de sonhos e o vosso estado de vigília, e não somente para vós individualmente; porque o vosso estado do sonhar, noutros níveis, por assim dizer, também engloba outros indivíduos; e apesar de poderdes não vos perceberdes a interagir pessoalmente, com outros indivíduos ou certos grupos de indivíduos no contexto da consciência, vós interagis, continuamente. Por isso, isso reflecte-se no vosso estado de sonhos.

Alguns dos elementos dos vossos sonhos constituem como que “noticiários”. Agora já não empregais tanto isso como o fizeste no vosso passado, por actualmente não ser tão necessário, por dispordes duma imagem espelhada dos vossos sonhos nos vossos sistemas de comunicação; os vossos satélites, os vossos programas novos; mas no vosso estado de sonhar, no âmbito da consciência, em certa medida continuais a permitir-vos ter novos lampejos que não encontram expressão nos vossos noticiários físicos.

Actualizações sobre a consciência! Notícias! Aproximação da Mudança! Filme à uma da madrugada! Contacto com outros focos de desenvolvimento! Mais sobre o tema às três da madrugada! Contacto com um outro indivíduo no lado oposto do planeta! Blocos de notícias às duas e meia da madrugada! Erupção de violência por parte de gangs! Actualização disso mais tarde! (Sorrindo amplamente) Vós estais continuamente a actualizar-vos e em contacto por meio da consciência, não somente convosco próprios e com aqueles ao vosso redor, como com todas as espécies deste enfoque.

Ora bem, como falamos muito esta noite, podeis fazer um intervalo breve; em seguida dirigir-me-ei às vossas perguntas.

INTERVALO

De notar que durante o intervalo, a Christie expressou o desejo de viver no âmbito do tempo natural.

ELIAS: (A sorrir para a Christie) Bem, o que te digo é que, se sentes um desejo por tempo natural, (A Christie ri) e se não estiveres a experimentar prazer, nesse caso não o faças!

CHRIS: “Se não estiveres a experimentar prazer, não o faças”? Que quer isso dizer?

ELIAS: A tua percepção é o único elemento que necessita de qualquer acção da tua parte, por elementos que não desejas incorporar. Se não desejares incorporar coisa nenhuma, não precisas fazê-lo! (A sorrir)

CHRIS: Eu tenho uma pergunta sobre o tempo natural.

ELIAS: (A rir) Eficaz eliminação do assunto! Continua.

CHRIS: Está bem. Por um instante fizeste menção a um alinhamento sazonal, e ao facto de o desvalorizamos e o afastamos. Desvalorizamos esse tempo natural, esse alinhamento sazonal. Afastámo-lo. De que modo o afastaremos, e porque razão?

ELIAS: Vós criastes o vosso tempo cultural; portanto, ele substitui o vosso tempo natural na percepção que tendes. Produzistes as vossas civilizações e as vossas sociedades para girarem em torno do vosso tempo cultural, dos vossos “intervalos de tempo”. Distorcestes a apreciação do tempo. Originalmente - uma vez mais, uma palavra orientada no sentido do tempo - originalmente criastes a vossa dimensão do tempo para certas experiências específicas. Na apreciação do vosso elemento do tempo, escolhestes focar-vos em cada instante de tempo, com um desejo de apreciar cada momento do tempo. Distorcestes esse desejo ao associardes a esses momentos o aspecto da produção de tempo. Por isso, para chegardes a ser capazes de apreciar o tempo precisais fazer uso dele. Precisais empreender uma acção qualquer, “fazer qualquer coisa” dele. Tal como percebeis que passais um tempo de qualidade na companhia dos vossos filhos, não encarais que possais apreciar um “tempo de qualidade” na companhia dos vossos filhos se os ignorardes! Interagis com eles. “Fazeis algo” com eles. Do mesmo modo encarais que precisais interagir com o próprio tempo, e que necessitais de atribuir valor a cada instante. A distorção que impusestes resultou do facto de terdes equiparado o tempo à acção e à produtividade. Podeis empregar uma acção qualquer, na apreciação que fizerdes do tempo e dos instantes, simplesmente se notardes o próprio tempo e experimentardes o vosso elemento de tempo, só que agora por causa das crenças que abrigais isso não se revela mais suficiente.

Os vossos animais não incorporam essa percepção de tempo. Podeis constatar no caso dos vossos animais domésticos, que eles não empregam o tempo do mesmo modo que vós. Não se concentram a preencher cada instante com uma acção produtiva. Eles experimentam cada momento. Nessa medida, os instantes colidem e entrecruzam-se tornando-se indistintos uns dos outros. Um animal não concebe segundos nem minutos nem horas porque isso não é importante. Eles experimentam simplesmente o elemento do tempo no foco físico. Vós perguntais: “Como havemos de experimentar o tempo natural?” Permiti-vos ser naturais. São não vos der prazer não o façais! Se estiverdes a empregar uma actividade que vos traga prazer, estareis a empreender o que vos diríamos ser realização de valor. A vossa essência não se manifesta com o propósito duma razão mística qualquer! O cumprimento do seu mais elevado sentido de valor é expressado por meio do prazer. É por ele que o vosso ser luta, razão porque também incorporais positivo e negativo; o negativo são todos os elementos que não acarretam prazer, e o positivo tudo aquilo porque lutais, que se traduz pelo que é agradável. Isso depende da vossa escolha. (Pausa) Se estiverdes a realizar o vosso desejo podeis experimentar uma existência prazenteira e isenta de esforço. É por isso que vos digo, que se não vos trouxer prazer, não o façais! Procurai o prazer, a satisfação, unicamente e haveis de experimentar o tempo natural. (Pausa) Todavia, não fareis tal coisa! (A sorrir para a Christie)

CHRIS: Não farei tal coisa? Não me recomendes nenhum... Quero dizer... Não me venhas com isso! Que é que queres dizer com isso de apesar de tudo  eu não realizar isso? Uma profecia auto-realizável... Não estou na disposição de escutar coisas dessas!

ELIAS: (A sorrir) Vós abrigais a percepção de “necessidades”. Percebeis que a vossa existência esteja rodeada por uma demanda necessária ao vosso tempo, elementos relativos a realizações que precisam ser respeitados. Por isso, empregais a acção a fim de fazer cumprir esses elementos, o que não engloba prazer; por acreditardes que o que é necessário seja mais importante. O que não compreendeis é que tudo quanto vos seja necessário à existência é passível de ser satisfeito por meio do prazer! (Pausa)

CHRIS: Nesse caso, seguir o sentimento das coisas necessárias que precisava fazer na vida foi basicamente o que me conduziu a este ponto, de ter uma vida bastante medíocre.

ELIAS: Basicamente.

CHRIS: E para eu poder me esforçar por não levar uma vida medíocre, do que me sinto bastante cheia, preciso tirar... mudar... alterar a minha forma de pensar e livrar-me das coisas necessárias, e passar a fazer unicamente aquilo que for divertido.

ELIAS: Naturalmente!

CHRIS: E nesse caso isso deve promover aquilo sobre que tenho vindo recentemente a ler, acerca da sabedoria inerente à incerteza, que achei bastante convincente.

ELIAS: Também já referi que vós atraireis a vós informação que vos auxilie, de modo a compreenderdes e a assimilardes, de modo a que vos ajude e oriente a pôr em vigor a orientação necessária.

CHRIS: (Então, essa informação que ando a ler é boa?)

ELIAS: Exacto.

CHRIS: (?) Eu terei andado a agir duma forma muito pouco natural em relação à minha própria criatividade e desejos, ao fazer o que faço todos os dias?

ELIAS: Também é exacto. Hás-de descobrir que quando segues o desejo que tens e o propósito que sentes, hás-de sentir a ausência de esforço de que falo, e que passarás a divertir-te, e que não te sentirás “presa” no vosso tempo cultural. Isso não é alcançado com tanta facilidade, durante o vosso período de tempo actual, conforme parecerá, porque mesmo aqueles que cumprem com o seu propósito e com o desejo individual são bastante influenciados pelo tempo cultural. Podeis descobrir uma ocupação em que estejais a realizar o vosso desejo e propósito, mas em que vos tenhais prendido no elemento do vosso tempo cultural. Deveis chegar a tempo. Deveis partir a determinada hora. Encontrais-vos com outros indivíduos para quem o tempo é importante. A menos de vos afasteis completamente desta moldura de tempo cultural, haveis de empregar em certa medida o tempo cultural, apesar de poderdes eficazmente passar o vosso foco com ausência de esforço, assim como com prazer, e a apreciar ambos os elementos de tempo. (Pausa)

VICKI: O conflito que temos com o tempo cultural não poderá ser influenciado pela percepção que temos?

ELIAS: Absolutamente; mas, por outro lado, a vossa percepção influencia todas as coisas. Por isso, se alterardes a percepção que tendes, também alterareis a vossa existência. (Pausa)

CHRIS: Coisa que todos podemos alcançar.

ELIAS: Exacto, e que excede isso! (A sorrir) Apenas depende do desejo que tiverdes, e da motivação que sentirdes para o alcançar.

CHRIS: Certo, e o desejo e a motivação que sinto sofrem um incitamento quando penso em ter que pagar as contas, para depois passarem a diminuir.

ELIAS: Quanto a isso, estou ciente de que olhais para mim e dizeis: “Bom, o Elias não sente necessidade de utilizar dinheiro, nem créditos à habitação, nem compromissos. Portanto, ele não tem uma compreensão do enfoque físico!” Errado! Eu manifestei-me no plano físico muitas, muitas vezes! Acho-me bastante familiarizado com as exigências do foco físico. Mas também estou bastante familiarizado com a realidade do facto de que se subsistir confiança no íntimo, na verdade, e na essência, a ausência de esforço poderá ser alcançada no foco físico; e podereis alcançar tudo o que desejardes de prazenteiro, e sentir diversão, e satisfazer as necessidades físicas que percebeis! (Pausa, a sorrir)

CHRIS: Obrigado. (Elias acena em reconhecimento)

ELIAS: Um velho ditado: Onde há uma vontade, há um caminho! Muitos indivíduos alcançam grandes feitos e superam dificuldades insuperáveis, e sentem-se perfeitamente felizes!

CHRIS: Essa gente terá algum elemento comum, que a leve a agir desse modo, que eu negligencie?

ELIAS: (Avalia) Cada indivíduo é único. Podes entender aspectos comuns entre aqueles que parecem agir com base numa motivação e nos que parecem não sentem motivação alguma, mas quanto a esses elementos, cada um faz uso dos seus... (?) que servem para lhes influenciar o desejo e motivação. Por isso, será errado eu estar a generalizar e a expressar que as pessoas que suplantam todas as dificuldades, como quem diz, detenham este ou aquele elemento em comum. Dir-te-ei que o elemento que todos eles possuem, em abundância, assim como vós, é alcançar o íntimo e estabelecer contacto com eles próprios, e habilitar-se a orientar-se a eles próprios, e a confiarem neles. (Pausa) Desejais colocar alguma pergunta, ou vamos continuar com o nosso jogo?

VICKI: Eu tenho uma pergunta em nome da Shynla. Ela gostava de saber se o Karl, o seu patrão, será um Vidente, e também se alinha pela família da essência Borledim.

ELIAS: A família está certa, mas podes incluir uma outra perspectiva. (A sorrir) É muito perspicaz, da parte dele! Ele tem “umas pontadas” quanto a certas ligações, mais do que consegue perceber. Mas há uma outra pessoa que trabalha com a Shynla, que é muito ligada. (Avalia) Uma mulher que possui um nome de homem. Ela há-de entender.

VICKI: Ela também desejava que te perguntasse se a Ruburt (nome da essência da Jane Roberts, médium da entidade que se manifestou antes do Elias, chamada Seth) vai voltar a manifestar-se no físico.

ELIAS: Não. Isso já foi declarado previamente; não por mim, mas pela essência que interagia com ela.

VICKI: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

CHRIS: Eu tenho uma pergunta acerca dos nomes da essência. Acho interessante que quando um punhado de nós começou a falar contigo, cada um de nós possuía mais ou menos um nome normal que era do nosso conhecimento, contudo, assim que se passou a estender a oportunidade a outros, os nomes tornaram-se um pouco mais estranhos do que os nossos, pelo que me interrogo se os nossos nomes da essência... se tu... quero dizer, se eles serão, se teremos mais algum nome que nos seja mais estranho, que não nos tenha revelado nessa altura, por carecermos de coisas a que estivéssemos habituados?

ELIAS: Não.

CHRIS: Mas ...

ELIAS: Passamos a incluir muito recentemente uma outra essência, que se juntou temporariamente ao nosso grupo, e que possui o nome familiar de Marcus. Alguns possuem nomes que parecem estranhos. Isso deve-se unicamente à razão de vós, no foco físico, terdes escolhido incluir esses nomes no vosso idioma, e de também os usardes com propósitos de identificação no foco físico, por serem dotados duma qualidade vibratória que podeis compreender e incorporar. Por isso, vocês ressoam com eles, e “gostais” deles! Traduziste-los para a vossa linguagem física normal. Curiosamente, vós escolheis essas palavras ou sons vibratórios em termos de identificação, tal como o fazeis na essência. Não chamais João a um comboio! Não observais um antílope e dizeis: “Aquela é a Suzie!” Identificais-vos uns aos outros com esses nomes.

Os nomes que vos soam estranhos são usados noutros idiomas presentes na vossa época actual. Eles poderão soar-vos de modo estranho, no vosso idioma, mas num outro já não soarão tão estranhos quanto isso, e podem mesmo achar-se em uso. Yarr é um nome actual inerente a uma cultura Índia em particular da América do Sul. Kasha é um nome Europeu, e Russo. Eles soam-vos estranhos a vós, mas são utilizados no vosso foco físico. Algumas essências optam por certos nomes caracterizados por uma qualidade vibratória que não se manifeste em idioma algum do plano físico, ou de que podem encontrar um reflexo na cultura duma outra dimensão. Depende do vosso foco e do alinhamento que tenhais.

RON: Então, o nome Jimmy Spirodakos significará algo para mim? (O Ron obteve esse nome num sonho)

ELIAS: (A sorrir) Esse nome significa alguma coisa para ti?

RON: Não, não fui capaz de aventar o que quer que fosse.

ELIAS: Mas hás-de ser! Reservo qualquer comentário com respeito a esse nome; apesar de um outro estar a chegar, talvez esta noite, o qual terá sido apresentado anteriormente, e que passará presentemente a ser incorporado. (Pausa, a rir) Vamos voltar-nos para o nosso jogo?

...

CHRIS: Antes de te ires embora...

ELIAS: Sim?

CHRIS: Aceitas mais uma pergunta, da parte do Thomas?

ELIAS: Sim.

GAYLON: (Coloca uma pergunta respeitante às presentes dificuldades que passa com o filho, cujo teor se tornou impossível escutar)

ELIAS: Entendemos que essa essência e tu (dirigindo-se indirectamente ao Thomas) partilhastes focos físicos anteriores num papel invertido. Isso é que vos confunde; um dá expressão ao lado passivo, como uma criança, o outro dá expressão ao papel dominador, como um pai. Chegastes a um ponto, no vosso relacionamento, em que vos sentis confusos nos papéis que representais neste foco de desenvolvimento. Recordai que possuís actualmente os papéis que escolhestes. Estais posicionados ao contrário da posição que assumis num foco de desenvolvimento anterior. É frequente que isso gere confusão. Muitas vezes, as pessoas manifestam-se em papéis invertidos com os filhos e os pais, e alteram a função a fim de experimentarem a diferença, enquanto continuam a interagir com os mesmos indivíduos.

Essa ligação que tens com esse indivíduo estende-se por vários focos de desenvolvimento. Por isso, o laço é forte, e é passível de criar um maior conflito, por ambos lutardes pelo que encarais como o papel dominante; a diferença reside no facto do Thomas reflectir de volta para os focos anteriores de desenvolvimento que se encontram em posição contrária, em que é filho, permitindo desse modo um domínio por parte do filho “actual”. Precisas estabelecer contacto, no teu íntimo, com o papel que escolheste neste foco de desenvolvimento, essa experiência de pai. Essa experiência de ser pai nem sempre é o que designais como uma “tarefa fácil”, só que tu escolheste-a. Nessa medida, não te deixes confundir com os focos anteriores. (Pausa) Desejas colocar mais alguma pergunta? (Outra pausa) Muito bem. Adieu.

Elias parte às 9:44 e surge de novo às 10:38 da noite, em resposta a um debate sobre elementos que alcançam e que não chegam a alcançar a expressão. De notar o facto de que, após ter explicado os erros de interpretação, a Vicki diz ter uma outra pergunta, e o Elias pergunta que quereremos voltar a ligar a câmara. Vicki responde pela negativa. O Elias contrapõe dizendo que o Lawrence pela manhã vai-se reprovar, por não ter gravado a informação. Em seguida o Ron liga a câmara.

ELIAS: Devo repetir essa informação para que fique registada?

VICKI: Claro!

ELIAS:  Não atingir a expressão é o mesmo que chegar a atingi-la. Não é diferente; é o que designais como lados opostos da mesma moeda. Um não pode existir sem o outro. Além disso, lembrai-vos: isso é apenas a percepção que tendes, que encara o que alcança a expressão como melhor do que aquilo que não chega a alcançar expressão. (Pausa, a sorrir para a Vicki) Que pergunta desejas passar a colocar, Lawrence? Oh, indagadora! (Riso forçado)

VICKI: Bom, para mim faz sentido que partilhe esse fascínio com um monte de gente por ler bastante sobre isso. O que para mim não faz sentido é o facto de, por ter lido muito acerca disso, e ter despendido imenso tempo e energia e concentração nessa área, jamais tenha visto um alienígena, ao passo que alguns desses tipos já viram!

ELIAS: Permite-me que discorde! (Pausa prolongada, a olhar fixamente a Vicki)

VICKI: Bem, vai lá em frente e discorda à vontade! (Ri nervosamente)

ELIAS: Tu, pessoalmente, viste, no que encararias como “idade mais tenra”.

VICKI: A sério?!

ELIAS: (Para o Ron, a sorrir) Agora é que ele vai submeter-se aos vossos transes hipnóticos, a fim de investigar as experiências porque passou! (Para a Vicki) Tu passaste a empregar os teus ataques (de epilepsia) duma forma intencional para não permitires que isso se repetisse. Escolhes deixar de ver. É a opção que eleges.

VICKI: Bem, realmente não englobo o hipnotismo nas minhas crenças, mas certamente gostaria de me recordar disso!

ELIAS: Investiga por meio dos sonhos que tens. Confia em ti.

VICKI: Está bem. Vou tentar isso.

ELIAS: Estás a aproximar-te bastante. És capaz de vislumbrar o mesmo rosto, no teu espelho, o mesmo que viste anteriormente.

VICKI: Já não consigo manter a focalização.

ELIAS: (A sorrir para o Ron) É o problema dos “gémeos”! O Michael passa pela experiência do mesmo elemento, de sustentar a focalização.

VICKI: Então, talvez pudéssemos dispor duma ajuda mútua nessa área.

ELIAS: Se optardes por isso. Já referi isso anteriormente.

VICKI: Bem, nesse caso precisaria dizer, por isso não me sair da ideia desde Domingo, quando voltamos a dar início a toda esta coisa, quando começaste com isto uma outra vez, (Elias ri, de modo forçado) esta experiência que eu tive quando era garota, quando era criança, numa piscina escura, que é algo que consigo recordar...

ELIAS: Estás correcta.

VICKI: Só que não consigo recordar nada relacionado com isso, mas recordo...

ELIAS: (Para o Ron) Mas isso deixar-nos-á surpreendidos?

VICKI: Vou investigar.

ELIAS: Muito bem. (Baixinho) Ah, estaremos a estabelecer uma associação esta noite?

VICKI: Creio que sim.

ELIAS: Então, associa lá porque razão a vossa água tem tanta importância para ti; não é pela natação física!

VICKI: Por ajudar a recordar, no que provavelmente é excelente. (De notar que esta nota é em benefício da Mary!)

ELIAS: Exacto.

VICKI: É provavelmente a razão porque sempre sofri ataques no chuveiro, além do mais.

ELIAS: É somente uma coincidência; a água não tem nada que ver com a questão! (Com sarcasmo, enquanto a Vicki ri)

VICKI: Bom, certamente fizeste um excelente trabalho ao emprestares um novo fulgor ao desejo que tinha de descobrir tudo isso. Durante um certo tempo abandonei a questão.

ELIAS: Temporariamente!

VICKI: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê. Desejarás colocar mais alguma pergunta, oh indagadora? (Por esta altura ele está realmente a divertir-se à grande!)

VICKI: Vou fazer uma pergunta em nome da Shynla.

ELIAS: (Para o Ron) Eu já estava à espera disso!

VICKI: Ela deseja saber o quanto é dispersa.

ELIAS: (A rir) Pergunta à Shynla, se ela será capaz de me dizer o que é a essência, perguntas? Posso não poder utilizar o vosso idioma para lha expressar o quão é dispersa. Conceptualiza; (Pausa) ou ela pode dar um passeio até à praia. Pode embarcar numa nova focalização, a contar cada grão de areia que encontre!

VICKI: Bastante dispersa, não? (Elias acena afirmativamente, a sorrir)

ELIAS: Não estamos a referir-nos a uma ligação entre cinco ou dez indivíduos. Não compreendeis a imensidão do vosso ser, nem as ligações que incorpora muito para lá deste planeta, que por si só já engloba um número razoável de essências! (Pausa)

VICKI: E que dizer daquele Marco Pólo? (A rir)

ELIAS: (A sorrir para o Ron) Ele não consegue resistir! Iremos debater o Marco Pólo numa outra altura, mas existem ligações. Existem sempre ligações, as quais se tornam óbvias, sempre que manifestais fascínio. Vós não manifestais fascínio a troco de razão nenhuma! Na realidade não fazeis coisa alguma a troco de nada! (Pausa, a sorrir)

VICKI: Muito obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

RON: Posso colocar uma pergunta rápida?

ELIAS: Ah! Rápida! (Às risadas para o Ron)

RON: Podes responder a isso com uma única palavra. Poderás dizer-me o nome da essência do Karl?

ELIAS: Ah! O Karl! Estou a entender esta trapaça! Ele vai ler a transcrição desta sessão, e deparar-se com a pergunta sobre ele, e vai expressar (A fazer um ruído ofegante, com um olhar esbugalhado)!

VICKI: Penso que ele já tenha reagido desse modo muitas vezes! (A rir)

ELIAS: Nesse caso, podes dar seguimento à resposta se expuseres à Shynla! Shhhh!

(A murmurar) É um segredo! (Pausa, a rir) O nome da essência desse indivíduo é (pausa, a avaliar) Samuel.

RON: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê. Não é tão exótico quanto o da Shynla, mas constitui uma tonalidade vibratória bastante agradável!

RON: Entoa muito bem.

ELIAS: (A sorrir) Au revoir!

Elias parte às 10:50 da noite.


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