quarta-feira, 29 de junho de 2011

REFLEXOS DE VÓS - EMOÇÃO E PENSAMENTO - VITIMIZAÇÃO



SESSÃO #734
"Tudo Consiste Num Reflexo de Vós"
"Inúmeras Camadas da Realidade"
"Emoção e Pensamento"
"Vitimização"
Sexta-feira, 1 de Dezembro de 2000 (Privada/Telefone)
Tradução: Amadeu Duarte
(Resumida)

...
TOM: Bom, penso que gostaríamos que fosses mais específico sobre como nos suportamos um ao outro na victi...

MELINDA: ...na nossa vitimização. É isso mesmo! Sim, gostaria de ouvir algo mais acerca disso. Elias, na tua última sessão com o Tom mencionaste a forma como ele e eu reforçamos esse aspecto, por assim dizer. Importar-te-ias de partilhar um pouco mais sobre isso?

ELIAS: Muito bem.

Antes de mais, deixem que vos diga que esse não é um tipo incomum de situação ou de interacção que ocorre entre as pessoas. Mas ao permitirdes examinar a expressão de vítima ou da associação de que outros possam fazer-se vítimas, pode ser significativo que vos permitais examinar mais as expressões de tal questão do que faze-lo pelo modo automática, como fazeis, em relação a certos assuntos.

Neste tema particular das vítimas, existem associações imediatas que criamos ao perspectivardes o papel ou a acção da vítima, todavia existem muitas mais expressões às quais com efeito vos ASSOCIAIS como vítimas do que as que vos permitis ter noção em termos objectivos, mas à medida que escolheis explorar este tema em particular e essa particular criação em vós, pode tornar-se benéfico permitir-vos ver o quanto reforçais esse movimento entre vós, tal como previamente declarei.

Nesse sentido, muitas vezes é criada uma camuflagem daquilo que objectivamente definis para vós próprios como uma expressão de compaixão ou de empatia ou simpatia, e até mesmo por vezes uma expressão de compreensão.

Bom, nesse sentido, tal como previamente declarei, vós incorporais um movimento nesta moldura temporal através do qual redefinis os vossos termos assim como a vossa realidade. Ao vos voltardes para tal acção de redefinição, permitis-vos ver as acções que tomais, as criações e as manifestações que promoveis – bem como as dos outros – e permitis-vos determinar o valor de tais expressões e redefinir a compreensão que tendes, a vossa direcção, e as efectivas definições desses movimentos dentro da vossa realidade. Além disso permitis-vos observar, de um modo mais alargado, as vossas próprias expressões e interacções.

Já declarei imensas vezes que as expressões ou as criações pertencentes à vossa realidade nem sempre são aquilo que aparentam ser pela rama, e que existem mais camadas do que uma apenas, camadas que são inerentes a cada expressão que vós criais na vossa realidade física. Vós encarais a vossa realidade, de facto, como se fosse plana e tivesse duas dimensões, por assim dizer. Percebeis a vossa realidade sob o aspecto duma camada de expressão ou manifestação objectiva.

De facto, tal como declarei desde o começo deste fórum, vós sois extremamente multidimensionais. Isso não é expressão que possa ser encarada, uma vez mais, sob a perspectiva duma coisa plana, pela associação de que a definição de natureza multidimensional queira referir-se a vós neste foco da atenção que ocupa uma dimensão, enquanto ocupais igualmente muitas outras dimensões físicas e não físicas. Isto de facto continua a ser uma observação plana, porque continuais a separar e a associar em termos de segmentos e coisas, por assim dizer.

Nesse sentido, um dos aspectos multidimensionais de vós refere as inumeráveis camadas ou dimensões do vosso ser, até mesmo inerentes a cada foco da atenção. Todos os movimentos e todas as manifestações, todas as manipulações de energia que criais possuem incontáveis camadas de acção que estão a ocorrer.

Objectiva e superficialmente, muitas vezes percebeis uma camada, e tal camada pode representar uma expressão da camuflagem que obscurece as outras camadas que se acham em acção. Nessa camada que encobre, criais uma percepção por meio da identificação de definições específicas – das vossas expressões, dos vossos comportamentos, das vossas manifestações e das interacções que assumis.

Por vezes, permitis-vos ter uma percepção objectiva de mais do que uma camada, e ao permitir-vos perceber mais do que uma camada, também vos permitis descobrir essa expressão de camuflagem. Mas existem imensas alturas em que apenas aceitais a camuflagem em termos absolutos, e deixais de ver as demais camadas de actividade que se encontram a ocorrer no vosso íntimo.

Esse assunto particular da vitimização fornece-vos exemplos de como podeis estar a aceitar a expressão de camuflagem numa camada, enquanto não vos permitis perspectivar muitas das outras camadas de actividade que estais a criar, e por isso mesmo a deixardes de identificar tudo aquilo em que estais a participar e que estais de facto a criar.

Na interacção um com o outro, um de vós pode expressar uma situação em que poderá estar a participar ou que possa estar a criar individualmente em si próprio, e essa expressão em particular – por hipótese – pode ser transmitida numa comunicação objectiva para o outro, enquanto subsistir expressões da parte do primeiro em termos de comunicação do conflito que ele pode estar a experimentar.

Permite que te expressemos o exemplo em termos hipotéticos, Sena (Melinda) de estares a comunicar com o Malhai (Tom) e poderes estar a transmitir alguma experiência com que te aches envolvida, e estejas a experimentar algum elemento de conflito.

Agora; neste sentido, podes achar-te nesse conflito... ou melhor, posso-te dizer que te ENCONTRAS nesse conflito, porque o conflito resulta da negação da escolha. Por isso, tu encontras-te já a experimentar um aspecto qualquer da associação de vitimização no teu íntimo. Nesse sentido ofereces uma comunicação ao Malhai e exprimes-lhe a identificação que fazes desse conflito que podes estar a experimentar.

Agora; nesta situação hipotética, o Malhai (Tom) pode responder-te no que pode parecer-te como um modo compreensivo, empático ou compassivo, na tentativa de te expressar aquilo que defines como suporte.

Por isso, existe uma comunicação da parte do Malhai dirigida a ti, que te expressa: "Ah, sim, estou a compreender. É compreensível que acabes por experimentar aquilo que estás a experimentar, ou que acabes por sentir aquilo que estás a sentir." E nesse sentido é criado um tom – o qual se traduz pela voz actual – bem como um movimento de energia que percebes, numa camada superficial da expressão, como uma projecção de apoio e de compaixão.

Na realidade, as outras camadas que se acham envolvidas nessa expressão – as quais estão igualmente a influenciar-te a inflexão e o tom assim como o modo através do qual estás a projectar a tua energia – essas camadas que não percebes efectivamente estão-te a expressar um reforço, Sena, (Melinda) em termos de: "Sim, estás certa. Estás a justificar-te e ao justificares-te estás a criar o papel de vítima, mas eu compreendo isso porque eu também estou a criar isso." Portanto, dá-se toda uma validação proporcionada por esse intercâmbio que perpetua o papel de vítima.

É significativo que vos permitais observar a vós próprios nessa interacção, porque vós criais esses tipos de acção com frequência; não somente vós próprios como muitíssimos indivíduos nesta dimensão física. Isso diz respeito às definições que dais a certas expressões, as definições que dais às criações, ao modo como definis o vosso movimento e como percebeis a maior parte da vossa realidade através destas expressões de superfície plana, sem que vos permitais encetar uma conscientização objectiva das demais camadas das acções e do intercâmbio de toda a energia que está a ser expressa.

Agora; não estou a depreciar-vos, porque vós criais igualmente imensas situações e intercâmbios através dos quais vos permitis perceber outras camadas das vossas expressões, passando desse modo a deter uma maior clareza em termos de consciência objectiva quanto ao que está a ser expressado, e com isso possibilitais a vós próprios mais escolhas quanto ao modo como manipulareis a energia nas vossas interacções e em vós próprios.

Mas a questão reside em que VÓS estais a expandir a vossa consciência e com essa acção também estabeleceis para vós próprios um desafio – por assim dizer – por meio do que procurais avaliar e explorar mais as expressões que assumis tanto em vós próprios como na interacção entre ambos, porquanto isso vos oferece uma maior expressão de clareza objectiva na vossa realidade, a qual vos oferece igualmente uma maior expressão de liberdade.

Por isso, se vos permitirdes observar – DE FORMA ISENTA DE CONDENAÇÃO – que por vezes vós participais nesse tipo de interacção, também oferecereis a vós próprios uma oportunidade de empreenderdes a vossa criatividade e um maior leque de escolhas, de forma que vos permita alterar as percepções que tendes e vos permita ocupar das vossas interacções de forma diferente, sem com isso terdes de perpetuar esta expressão ou este papel de vítima, o qual vos limita as escolhas e até por vezes as elimina.
Estais a compreender?

TOM: Estou.

MELINDA: Um-hmm.

TOM: Tu estás?

MELINDA: Estou ... Estás a falar para mim ou para o Elias?

ELIAS: Ah, ah, ah! Eu compreendo! Ah, ah, ah, ah!

TOM: A parte referente às camadas parece ser a mais traiçoeira.

ELIAS: Lembrem-se de que vós criais toda a vossa realidade, mesmo na interacção com os demais.

(De modo enfático) Por isso, aquilo que apresentais a vós próprios por meio das interacções com os outros – seja por meio de que expressão for – consiste na oportunidade de vos verdes através do reflexo que vos é fornecido pelo outro.

Porque ainda que haja alturas, por assim dizer, em que possais empreender uma interacção com outro indivíduo, e expresseis objectivamente para vós próprios que não recebestes a resposta que queríeis ou que esperáveis ou que procuráveis, efectivamente estais a providenciar a vós próprios um reflexo de vós em cada expressão do outro, e desse modo permitis-vos continuamente a oportunidade de vos ver a vós próprios.

Tal como referi previamente, vós conheceis todos os outros existentes na vossa realidade. Possuís pouca dificuldade em identificar os movimentos dos outros ou em avaliardes as situações inerentes a eles. Permitis-vos aceder com clareza à identificação e ao reconhecimento das suas crenças e percepções. Quem não conheceis sois vós. O único indivíduo de que deixais de ter percepção, em toda a vossa realidade, sois vós próprios.

Agora; vós criastes isso bastante intencionalmente, nesta concepção da separação e da individualidade inerentes à vossa dimensão física.

Mas também proporcionastes a vós próprios, com bastante eficiência, outra via para vos verdes a vós próprios e vos familiarizardes convosco porque vós criastes esta concepção da vossa realidade por meio da qual toda a expressão dessa realidade, seja a interacção com os demais, seja a expressão dos objectos ou dos elementos, o vosso tempo, o vosso meio ambiente, as vossas paisagens, seja o movimento dos vossos planetas – não importa – TODO o elemento da consciência expressado fisicamente na vossa realidade consiste igualmente num reflexo de vós.

Por isso, seja qual for a direcção para que vos volteis e em que possais escolher tornar-vos interactivos, vós estais continuamente a providenciar a vós próprios um reflexo de vós.

MELINDA: Preciso pensar bem nisso.

TOM: Então é por isso que eu costumava pensar exercer controle sobre o tempo.

ELIAS: Mas tu exerces!

TOM: Eu sei.

ELIAS: Ah, ah, ah, ah, ah!


Com isso tu também forneces a ti próprio, em termos bastante físicos, uma demonstração das inumeráveis camadas de tudo quanto é expressado e de tudo o que ocorre em simultâneo na vossa realidade física.

Permite que te diga que, em termos bastante concretos, quando interagis com um outro indivíduo, estais a criar uma realidade destituída de qualquer outra expressão, de qualquer outra manifestação material, de qualquer expressão de matéria física ou de movimento de energia além de vos situardes e ao outro numa posição de planura, numa escuridão total, em que ambos sois duas meras figuras a interagir uma com a outra, sem qualquer outra expressão de criação da consciência na vossa realidade nesse momento? Não! Vós interagis junto com outro indivíduo num plano espacial que abrange o vosso universo inteiro, o qual se está a mover todo e a expressar-se numa simultaneidade, cujo centro VÓS ocupais!

TOM: Eu sou o universo!

ELIAS: Ah, ah, ah, ah, ah, ah!

MELINDA: Não é um mau lugar para se estar!

ELIAS: E com isso permitis-vos perceber uma criação física que se acha em contínua acção – o vosso sol continua a mover-se, o vosso planeta continua a rodar, o vosso sistema solar continua em movimento, o vosso vento continua a soprar, o vosso ar continua a mover-se, os outros continuam a criar a realidade deles ao vossos redor – tudo isso se achará em movimento no momento em que vos centrardes a vossa atenção de modo singular na conversa com o outro – vós criais tudo isso em simultâneo – todo o movimento do vosso corpo físico individual!

Isso são tudo acções que estão a decorrer. Consiste numa representação física das inumeráveis camadas da realidade que se encontram a decorrer em simultâneo, apenas neste espaço material dimensional.

E vós forneceis a vós próprios continuamente este reflexo assombroso de forma que possais igualmente permitir-vos ter consciência de que dentro de vós existem igualmente múltiplas dimensões de movimento e de actividade que são criadas a cada momento – incontáveis camadas – até mesmo na concepção das vossas crenças. O movimento consiste na sobreposição e na interligação delas, na forma como uma se desloca de outra e na forma como uma pode despoletar muitíssimos outros aspectos das crenças, e de como todas se acham em acção simultaneamente.

TOM: E podem existir diferentes direcções de energia a mover-se por entre diferentes camadas?

ELIAS: Precisamente!

TOM: O que muitas vezes parece ser assim.

ELIAS: Tens razão. Elas podem estar a deslocar-se em muitas direcções, e com isso, algumas dessas expressões de direcção podem ser conflituantes.

MELINDA: Pois, penso que já descobri essas! (Elias ri)

TOM: Hmm. (Inaudível)

MELINDA: Que disseste?

TOM: Disse que penso sermos espantosos.

ELIAS: Não sois nada! Ah, ah, ah, ah, ah!

TOM: Parece ser um conflito que todos albergam, tentar ter mão no... (inaudível) nas múltiplas camadas, nos aspectos multidimensionais disso ou na percepção plana disso.

ELIAS: Não vos achais familiarizados com isso, e nesse sentido, estais a apresentar desafios a vós próprios, e por vezes esses desafios expressam-se em termos de dificuldades. E nesta altura - tal como estais conscientes - escolheis dar atenção aos sistemas efectivos de crenças e a muitos aspectos deles. Nesta altura, tal como estais conscientes, vós participais nesta crença da duplicidade, a qual, tal como também tendes consciência, e tal como referi imensas vezes, se expressa de modo diferente dos demais, porquanto a função desse sistema de crença consiste na verdade em se associar a todos os aspectos de cada um dos demais sistemas de crenças.

MELINDA: Soa quase a um vírus de computador.

ELIAS: Ah, ah, ah, ah, ah, ah! Também pode assemelhar-se, nos vossos termos materiais e segundo a sua imagética, pode assumir as feições de parasitas.

TOM: Nesse caso isso apega-se a qualquer coisa.

ELIAS: Precisamente. Na realidade a sua expressão depende do seu movimento de se ligar a todo e qualquer outro aspecto doutra crença, por assim dizer, porquanto em si mesmo não possui expressão.

TOM: É por isso que dar atenção a isso – para relacionar isso à última sessão – beneficiar-nos-á por meio da aceitação de todas as crenças e de todos os aspectos.

ELIAS: Absolutamente, e já está a criar movimento por meio do qual permitis a vós próprios, tanto individual como colectivamente, exemplos de expansão da vossa consciência, e forneceis a vós próprios exemplos de como ESTAIS a redefinir a vossa realidade.

Até mesmo no evento colectivo que está a ocorrer presentemente no vosso país, o movimento nos pontos focais do evento colectivo... porque não se trata de indivíduos estarem a criar este evento colectivo enquanto vós participais junto com eles por meio dalguma expressão de energia. Vós estais igualmente a criar este evento colectivo que está a decorrer mas designastes em comum acordo certos pontos de focagem dele – tanto pela instauração de indivíduos como pela comunicação.

Existem três pontos de focagem. Aqueles que são representados pelos dois indivíduos e há aquilo que identificais como o vosso sistema de comunicação, que consiste noutro ponto de focagem deste evento colectivo.

E em relação a isso, em meio a esses pontos de focagem já se está a expressar um reconhecimento objectivo dessa idealização inapreensível em termos de percepção, assim como um questionamento das expressões da duplicidade – um questionamento objectivo dirigido para fora do campo efectivo da validade do certo e do errado, assim como um movimento nos parâmetros da exploração da percepção ao invés da condenação de certo e errado – o qual consiste num movimento significativo na direcção da aceitação.

TOM: É muito interessante.

MELINDA: Realmente, é qualquer coisa.

ELIAS: Exactamente. Trata-se dum movimento bastante significativo que estais a criar, e nesse sentido, vós criais, uma vez mais, um exemplo. Nesta altura vós criais o exemplo objectivo dum evento colectivo, ao qual o vosso mundo está a assistir!

TOM: E é somente o começo!

ELIAS: Absolutamente! Ah, ah, ah, ah, ah!

MELINDA: Algumas pessoas vão mudar quer estejam ou não preparadas!

ELIAS: Ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah!

TOM: Bom, penso que estaremos todos preparados, mas aqueles que não estiverem escolherão abandonar?

ELIAS: Correcto, apesar de te poder dizer, quanto à definição que deste ao estar preparado, que objectivamente podeis não estar conscientes de estardes preparados!

Vós estais a empreender e a participar numa escolha. Estais a escolher mover-vos e a criar desta maneira em relação a esta mudança da consciência. Mas estar individualmente consciente, não quer dizer que proporcioneis a vós próprios um reconhecimento ou uma consciência objectiva – e como tal, nos vossos termos, consciência de estar preparo – para aquilo que podeis estar a escolher.

É por tal razão que expressei, durante este tempo que têm durado as minhas intervenções junto de todos vós, a existência de trauma associada a esta mudança de consciência.

TOM: E nem todos estarão objectivamente preparados para fazer face ao trauma.

ELIAS: (A rir) Esse preparo não consiste em nenhuma acção através da qual vos prepareis por antecipação para um evento ou uma ocorrência futura.

Mas a redefinição efectiva – ainda que por um outro termo! – relativa ao preparo pode ser expressada na consciência objectiva do agora, daquilo que vos permitis ver na vossa realidade, não por antecipação, mas no vosso próprio movimento, proporcionando a vós próprios a própria acção do que estivemos a discutir neste dia – a acção de vos permitirdes perceber e reconhecer em termos objectivos as muitas camadas que se acham em movimento em cada um dos vossos movimentos e em meio a cada uma das vossas criações, cada uma das vossas manifestações, e nesse sentido, o reconhecimento da percepção que alcançardes, e o quanto as vossas percepções constituem o instrumento literal que cria a solidez, a particularidade de ser da vossa realidade.

TOM: E das nossas escolhas.

ELIAS: As vossas escolhas perfazem o movimento que expressa a implementação daquilo que a vossa percepção cria. As vossas crenças constituem o factor influência. São a sugestão que vos é oferecida à percepção. Constituem a influência das vossas escolhas.

As vossas escolhas traduzem a direcção da vossa percepção, e a vossa percepção é o instrumento que implementa a criação da vossa realidade. É tal concepção que confere à vossa realidade existência, através das instruções das vossas escolhas e influenciada pelas vossas crenças.

TOM: E implementadas pela percepção.

ELIAS: Exacto.

TOM: Se nos permitirmos ter percepção dessa multiplicidade de camadas, no enquadramento da nossa percepção de escolhas infinitas, tal como previamente referi, isso não nos permitirá uma maior capacidade de escolha?

ELIAS: Permite, absolutamente.

TOM: Então deixamos de limitar as nossas escolhas.

ELIAS: E é aí que reside a questão.

TOM: Certo... (inaudível).

ELIAS: E o modo através do qual alcançais todo esse conhecimento em termos objectivos consiste em voltardes a vossa atenção para vós próprio e em vos familiarizardes convosco próprios e com todos os aspectos de vós próprios.

TOM: E nós familiarizamo-nos exactamente quanto ao modo como criamos... (inaudível).

ELIAS: Absolutamente.

Nesse sentido, uma vez mais, vós estais continuamente a oferecer a vós próprios a cada instante evidências objectivas e reflexos. Até mesmo nas vossas próprias expressões criais para vós próprios a cada momento uma oportunidade de observar as vossas crenças, as vossas influências e as vossas escolhas – inerentes ao vosso comportamento e às vossas expressões externas objectivas.

Cada movimento que criais, cada expressão que criais e projectais no exterior – mesmo através da expressão do pensamento ou da emoção, que considerais ser interiores – vós criais um movimento de energia que se projecta no fórum da realidade material objectiva, e cada expressão que criais desse modo fornece-vos uma oportunidade de vos verdes a vós próprios e de vos familiarizardes convosco próprios.

Agora; permite que te aponte uma questão final com que vos podeis permitir mexer (a rir) em relação a tudo o que estivemos a discutir. Porque na realidade o que estamos a discutir é o método através do qual vos podeis permitir familiarizar objectivamente convosco próprios, oferecendo desse modo a vós próprios uma maior expressão de liberdade.

E nisto, interporei outro aspecto de todo esse movimento que consiste na identificação da emoção.

Nesse sentido, tal como estás consciente, a emoção consiste num dos elementos base da vossa realidade – NÃO O PENSAMENTO – mas a emoção e a sexualidade. A emoção consiste numa expressão de comunicação dirigida a vós. Trata-se efectivamente duma expressão bastante eficiente de comunicação para vós próprios.

Agora; digo-te que a emoção não é criada em resultado duma reacção. Vós definis o movimento da emoção como resultando duma reacção a uma expressão particular da vossa realidade. Por outras palavras vós definis que primeiro a ocorrência duma acção qualquer, e em seguida criais uma expressão de emoção em resposta à ocorrência.

Digo-te que consiste noutro aspecto dum círculo, que pode de outro modo ser encarado como um tipo de processo sobre o modo como criais a vossa realidade segundo o modelo de concepção dos elementos básicos da vossa realidade, que são a emoção e a sexualidade.

A expressão da sexualidade é aquilo que cria o movimento da manifestação física. Pode decorrer do movimento, pode decorrer da interacção, pode surgir de forma singular de ti próprio ou exteriorizar-se em conjunção com qualquer outro aspecto da tua realidade e doutros indivíduos. Vós criais essa expressão e isso gera a criação externa que se manifesta em algum tipo de exibição física.

Vós incorporais o pensamento como um intérprete dos elementos base da vossa realidade – a sexualidade e a emoção. O pensamento consiste numa ferramenta que usais para definirdes, clarificardes e interpretardes essas expressões de comunicação e manifestação.

Nesse sentido a emoção não é reacção nenhuma. Vós não criais um evento ou uma acção na vossa realidade para lhe reagirdes através da emoção de tristeza ou de alegria. Sois vós próprios que criais o movimento e as escolhas. Forneceis a vós próprios reflexos exteriores, que consistem na tomada da consciência objectiva.

Nesse sentido, vós criais uma direcção harmoniosa da (expressão) subjectiva e da objectiva. A subjectiva move-se e dirige. A objectiva expressa-se do mesmo modo e fornece-vos uma exibição de imagens, a qual vos oferece a expressão de reflexo.

(Com intensidade) A expressão da emoção não consiste em nenhuma reacção a todo esse movimento, mas numa outra via de comunicação que ofereceis a vós próprios a fim de vos proporcionardes a consciência das outras camadas em que achais envolvidos. A emoção consiste numa expressão eficiente de comunicação que não é reaccionária, mas numa comunicação parcial da identificação de alguns elementos de movimento subjectivo que consistem naquilo que percebeis como subjacente ou colateral em relação à expressão objectiva.

Ambas são as mesmas expressões; ambas são um mesmo movimento. A vossa (expressão) subjectiva incorpora as vossas crenças de igual modo que a vossa (expressão) objectiva. Apenas se expressam por meio de diferentes tipos de imagens, e a comunicação que ocorre e que vos permite uma consciência objectiva de todos estes movimentos de camadas e de subjectividade inerente ao conhecimento, consiste na exposição da comunicação emocional.

MELINDA: Então, de certa forma as emoções representam mesmo um indicador se pretendermos procurar outras camadas. Seguimos a emoção e ela levar-nos-á a uma expansão da consciência?

ELIAS: De certa forma. Elas (as emoções) são uma outra via de comunicação.

Deixai que vos diga, permitam-se adoptar em vós próprios o processo da lembrança duma altura qualquer em que experimenteis uma expressão emocional que objectivamente - por assim dizer (nos vossos termos) – vos sintais incapazes de ligar a qualquer evento. Todos vós experimentais isso por vezes nos vossos focos, através do que em determinados momentos experimentais efectivamente algum tipo de expressão emotiva, e em que não percebeis qualquer razão objectiva para tal expressão.

Agora; muitas vezes numa situação dessas expressais confusão, mas a razão porque expressais confusão deve-se a que definais a emoção nos termos duma reacção – não criareis uma expressão emocional se não for uma reacção a uma outra expressão qualquer – mas esta na realidade não é a função dessa expressão. A emoção não necessita de qualquer evento para ser invocada. É uma via de comunicação.

TOM: Dirias que a expressão da emoção... Eu utilizei a emoção em diferentes alturas a fim de criar diferentes camadas de energia, e de criar escolhas dum modo objectivo. Será isso o que uma pessoa faz nessa situação?

ELIAS: Por vezes, sim. De facto, muitas vezes.

TOM: Então existe uma multiplicidade de funções, por assim dizer, em todas as áreas.

ELIAS: Tens razão. Muitas vezes vós incorporais uma expressão emocional e negais escolhas em resposta a essa comunicação, ou tentais forçar a energia a fim de não escutardes a via de comunicação.

MELINDA: Está bem, isso parece o meu caso! (Elias ri) Eu recordo... Quer dizer, durante anos havia muito em relação às emoções que sentia que não queria sentir, de forma que matutei acerca disso e isto confere um modo de ser completamente diferente à coisa, penso eu, como o aspecto daquilo em que a emoção consiste.

ELIAS: E também sobre a função do pensamento.

Vós não criastes o pensamento nesta dimensão material, na expressão e no movimento de energia que comporta, a fim de ignorar as idealizações básicas da vossa concepção material, todavia tentais adoptar essa acção com esta ferramenta que é o pensamento, e por isso criais obstáculos, criais confusão e conflito no vosso íntimo.

Porque vós estais a tentar incorporar esse utensílio formado pelo pensamento como se fosse uma base de idealização da vossa realidade, mas tal como declarei previamente, aquilo que não apontei como um elemento base da vossa realidade, além da sexualidade e da emoção, foi o pensamento.

TOM: Então temos aqui um aspecto principal que refere que a lógica ignora o coração, por assim dizer, ou as emoções, e cria (Inaudível).

ELIAS: Exactamente, e uma falta de aceitação do vosso fluxo natural de energia e das vossas expressões naturais.

MELINDA: Não será interessante – algo acabou de fazer luz em mim – o modo como as emoções e a sexualidade chegaram a soar mal no nosso sistema cultural?

ELIAS: Absolutamente.

MELINDA: É como se tivéssemos dispendido imenso tempo a contê-las e a negá-las e a fingir que não as sentíamos, quando de facto as sentimos.

ELIAS: Exactamente.

MELINDA: Mas tu estás a dizer que elas compõem um elemento base da nossa realidade! (A rir)

ELIAS: E vê como se acham interligadas! (Pausa) Por isso presentemente dispondes duma vasta informação para contemplar, não?

MELINDA: Estamos com a cabeça cheia, Elias!

ELIAS: Ah, ah, ah, ah!

MELINDA: (A rir) Hoje deste-nos imenso sobre o que pensar.

...

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O MATERIAL ELIAS