terça-feira, 28 de junho de 2011

EXPECTATIVAS NAS RELAÇÕES - MEDO DO CUCESSO



SESSÃO #723
“Expectativas nos Relacionamentos”
“Descobrir o Livre Curso da Tua Energia”
“O Medo do Sucesso”
Quinta-feira, 9 de Novembro de 2000 (Privada/Telefone)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes: Mary (Michael) e Daryl (Ashrah)

ELIAS: Boa noite!

DARYL: Bon jour!

ELIAS: Ah, ah, ah! (Daryl ri)

E como vamos avançar neste dia, Ashrah?

DARYL: Bom, tenho umas quantas questões rápidas que gostaria de abranger lá mais para o final, mas gostava de despender a maior parte desta sessão com o tema do fluir natural da minha energia, o que tenho vindo a pedir para debater contigo já há algum tempo. Tenho consciência de ser um tema um tanto assustador para mim, mas penso que já seja tempo de incrementar os meus movimentos nessa área.

ELIAS: Muito bem. Continua.

DARYL: Pois bem. Como deves ter consciência, pelos encontros anteriores que temos tido, eu tenho alguma consciência dos bloqueios e desvios que se têm vindo a acentuar em determinadas áreas devido ao medo e às crenças colectivas.

Sei igualmente que os meus esforços também não brotam dum objectivo, o que também é para aqui chamado, mas tenho igualmente consciência, em termos de consciência subjectiva, do meu avanço nesse campo e encontro-me bastante entusiasmada com isso. Mas possuo crenças em relação à ideia de precisar de estimular objectivamente isso, além do que, para ter consciência disso, precisarei ficar só ou isolada.

Portanto, é mais ou menos disso que já estou consciente, mas gostaria que de fornecesses informação que me pudesse auxiliar no meu avanço e compreensão. Não sei se quererás debater a minha questão do fluxo natural em si mesma ou se também quererás incluir o modo como o estou a bloquear ou a desviar... Alguma informação subordinada a essa área, ou sobre o que pensas que poderia ser benéfico nesta altura.

ELIAS: Antes de mais, define o rumo através do qual pretendes dar continuidade em relação ao fluxo da energia – uma vez que isso pertence a esse movimento que crias na identificação do isolamento ou invisibilidade. Que impressão tens e em que sentido pretendes avaliar o modo como ambas estas expressões se acham – ou não – relacionadas?

DARYL: Certo. Bom, o isolamento... Tenho sido bastante consciente, ao longo da minha vida, do desejo que sinto de intimidade e de relacionamento, mas tenho-me sentido igualmente ameaçada por isso. Tenho tido bastante consciência de manifestar aquilo que designaria como desejos nesse sentido, mas procurei consciente e deliberadamente tentar controlá-los e mantê-los encobertos por ter sentido que constituam uma ameaça para mim, em parte devido à interpretação que deles faço através das crenças colectivas, mas também por causa do temor, penso eu, que o desejo que sinto nesse sentido suplante as minhas capacidades e me dê cabo do controlo que tenho sobre as coisas, ou isso. Será a isso que te estás a referir?

ELIAS: Define... Define esse medo. Refere uma definição desse medo que sintas, de te relacionares e do modo como estabeleces que isso não seja aceitável por vir a ser destrutivo para ti.

DARYL: Bom, penso que é sobretudo um temor de que, se me abrir àquilo que tenho consciência de desejar, e me permitir desejá-lo, o medo que sinto tenha que ver com não ser capaz, nesse caso, de o manifestar, desde que realmente não fui capaz de o manifestar. (Suspira)

É mais ou menos por aí que se entrecruza com as crenças das massas, porque eu pensei que isso fosse uma fraqueza ou algo assim com que precisasse lidar em mim própria, mas tenho este receio de que se permitir que isso flua com liberdade e em seguida isso não der quaisquer resultados, nesse caso isso me possa efectivamente destruir.

ELIAS: Muito bem. Tu estás a identificar o medo que reconheces sentir associado à expectativa relacionada a um outro indivíduo.

Agora procura identificar o medo do fluir natural da tua energia por intermédio da expressão do desejo apenas no teu íntimo. Qual será o receio que sentes do teu potencial expressivo – não a expectativa de reciprocidade da parte dele nem que a tua expressão possa não encontrar acolhimento da mesma forma pela parte do outro indivíduo, mas unicamente na sua expressão?

DARYL: Bom, isso parece-me estar relacionado. Mas além disso, na própria expressão, penso que a expressão em si mesma me afaste as outras pessoas... Mas, mais uma vez, isso acha-se relacionado com os outros.

ELIAS: Permite que te diga, como um aparte, que a razão por que te estou a interrogar deste modo é para te incentivar a olhar para ti própria de forma mais intrincada e para, por meio disso te familiarizes mais contigo própria, com o que crias e com as razões porque crias nestes tipos de situações, porque, em termos figurados e nas vossas palavras, este é uma questão vasta e que se acha em curso.

Nesse sentido, podes encarar essa situação nos termos duma maior semelhança com a ideia do medo, numa maior proporção, mas associada ao sucesso e não ao fracasso.

Agora; nesse cenário um indivíduo poderá mais depressa expressar um elemento ou um factor de temor do que será capaz de perceber ou reconhecer objectivamente, em associação com o sucesso, porque existe um maior número de expectativas que projectais em relação a vós próprios associadas ao sucesso assim como muito mais formas de julgamento no sentido de vos medirdes pessoalmente em relação ao sucesso, do que as que expressais em meio àquilo que identificais como fracasso.

Por isso, nesse sentido, associa isso como o conceito em questão, em relação à nossa discussão do teu medo e de expressares o teu desejo e ao fluir natural da tua energia com respeito ao outro indivíduo, bem como ao modo como o medo se manifesta no teu íntimo.

Em que consiste a expressão do medo que sentes no íntimo em relação ao teu fluxo natural? Como identificas a besta?

DARYL: Tenho dificuldade em dizer porque os meus cenários terminam todos no fracasso. É como se terminassem diante da simples ideia do sucesso. Nem sequer chegam até aí! (A rir)

ELIAS: Pois! Nessa expressão, o medo que sentes acha-se mais relacionado com o conceito de sucesso.

Porque se tu permitires um fluxo natural à tua energia através do desejo que sentires em relação a outro indivíduo, o aspecto superficial da identificação do medo há-de traduzir-se pela forma como te relacionas com ele e pela suposição que fazes da percepção dele, ou pela expressão de energia que estabeleces pela falta de aceitação da expressão dele, o que proporciona o fracasso, por assim dizer.

Mas o fracasso torna-se mais confortável por ser familiar e resultarem menos expectativas com a sua expressão, devido a que tenhas reforçado a tua posição na negação das expectativas relacionadas com o outro, ou que as tuas expectativas que abrigas não encontrem eco nele.

Por isso tu bloqueias completamente o teu próprio movimento sem nunca chegares a uma expressão real de liberdade nem a um fluir natural, porque já desviaste essa energia simplesmente pela não realização da expectativa que projectas no outro indivíduo.

Por isso, é desnecessário que te voltes no sentido de examinares a não realização das TUAS próprias expectativas. Isso não é considerado porque no teu foco, e até agora, jamais foi examinado, porque tu não te permites alcançar esse ponto nem essa expressão.

Por outras palavras, se considerares uma bicicleta e a avaliares como um veículo perigoso, crias em ti a percepção de que, se andares nela ela pode ser perigosa e magoar-te.

Por isso, se jamais te permitires sentar nela e dar ao pedal, não examinarás o medo que sentes em relação à expectativa relativa a como há-des manipular o instrumento, porque nem te aproximas dele. Não chegas a andar nela.

DARYL: É verdade.

ELIAS: De forma semelhante, tu relacionaste-te com outros indivíduos mas unicamente até ao ponto em que pressentiste as expectativas que abrigavas deles, ponto esse em que, ainda não te permitiste um fluxo natural na tua energia.

Continuas a proteger-te e a acautelar-te com relação a tal expressão, num acto de antecipação das reacções do outro, e a medir essas reacções pelas expectativas que sustentas, e com esse procedimento, continuas a projectar essa energia de protecção, que põe em movimento as outras expectativas que abrigas de que as primeiras expectativas deixarão de ser confrontadas.

E assim que as segundas expectativas SÂO confrontadas e o indivíduo passa o teste do fracasso com sucesso, tu também te protegeste e acautelaste no teu fluxo de energia e deixaste de o expressar, tendo-te impedido a ti própria de o perspectivar e de obteres conhecimento dele e de o identificares em termos objectivos.

Nesse sentido, expressas parcialmente aquilo que no foco físico designais por meio da expressão “medo do desconhecido”. Não te permitiste familiarizar com esse teu aspecto. Por isso, em termos objectivos torna-se-te temível, por ser imprevisível e não saberes o que criar numa antecipação a disso.

Agora; em parte, sustentas uma expectativa daquilo que PENSAS ser o teu fluxo natural de energia, aquilo que defines nesses termos, mas isso não passa dum caso hipotético porque tu não te permitiste explorá-lo nem experimentá-lo.

Mas com essa expectativa hipotética tu também sustentas outras expectativas em relação ao que poderás e deverias e do que com toda a probabilidade virás a expressar e é isso o que estás a formular com o pedido que me estendes para identificar e explorar em conjunto contigo – NÃO as expectativas que tens quanto aos demais nem se elas poderão permanecer não atendidas, mas o medo que sentes de poderes não realizar as tuas PRÓPRIAS expectativas relacionadas contigo através do que defines como o teu fluxo natural de energia, e de como isso se manifesta e expressa objectiva e externamente em relação ao outro, e de que isso possa ser inadequado na expectativa que ABRIGAS e na tua avaliação.

DARYL: É. Desde que começamos a conversar tomei consciência de que recentemente consegui concentrar muita atenção em relação a mim própria, em relação ao medo pessoal, e para mim isso é o mesmo. (Suspira)

ELIAS: Pois.

DARYL: É outra expressão de temor pessoal e de medo de ser eu própria, seja lá pelo que for, porque na verdade desconheço em que isso consista.

ELIAS: Exacto.

Aí, também poderás reconhecer, com esta conversa, um dos componentes, por assim dizer, da razão da tua expressão de não desejares ser notada ou presente, porque se não te fizeres notada resultará uma menor expectativa pessoal. Se não te fizeres notada, que expectativa haverás de assumir, excepto a de não te fazeres notada?

DARYL: Bom, é do tipo completamente afastado de tudo, ou deixar de existir.

ELIAS: Precisamente.

DARYL: O que é mais seguro! (A rir)

ELIAS: Absolutamente! É bastante seguro e protegido.

DARYL: Contudo, não existe muito movimento nem liberdade nem tampouco possibilidades em tal caso.

ELIAS: Tens razão. É bastante limitativo mas não deixa de ser familiar e torna-se seguro, na percepção que tens, e comporta menos expectativas.

DARYL: Não quero mais fazer isso pois não me faz sentir feliz; quero abandonar isso.

ELIAS: Estou a compreender, razão porque te encontras aqui a falar comigo hoje, sobre este tema.

DARYL: Pois. Tenho apenas consciência de que isso também me assusta.

ELIAS: Pois, mas eu entendo muito bem essa expressão de temor e a tenacidade que comporta. Nesse sentido, o ponto inicial em ti própria pode consistir em te permitires explorar e identificar os aspectos do medo pelas expectativas que abrigas em relação a ti própria e não em relação aos demais.

Volta a tua atenção do exame das expectativas que sustentas ou das expectativas não realizadas ou dos desapontamentos que sentes em relação às expressões dos outros – ou em ti própria, em relação a eles – e volta-a para um exame dos teus PRÓPRIOS desejos, das tuas PRÓPRIAS expectativas, dos teus comportamentos que te assustam, por sentires um tal temor deles que o simples dar-lhes livre curso te aterroriza. (Pausa) Esses são os monstros.

DARYL: Pois. Mas eu sei... Quero dizer, quando a volto na direcção dos outros, trata-se mais de me reflectir a mim própria por intermédio deles.

ELIAS: Tens razão.

Agora; isso poderá igualmente proporcionar-te informação sem teres que recorrer a ninguém, tão só permitindo-te examinar a interacção que mantiveste previamente com outros, e permitindo-te identificar os desapontamentos que tiverem ocorrido assim como as acções e condutas que eles tenham gerado que não tivessem correspondido às tuas expectativas, e por isso tenham dado lugar no teu íntimo à identificação e à emoção do desapontamento, e subsequente recuo.

À medida que examinares essas expressões por essa perspectiva também serás capaz de proporcionar a ti própria informação ao fazeres que essas experiências te espelhem e ao encarares os teus aspectos pessoais tão temíveis, e que temes não confrontar nas expectativas que abrigas. Isso, tal como já referi, manifesta-se externamente, e tu encara-lo nos outros. (Pausa)

Deixa que trace um pequeno exemplo.

Por vezes crias expressões físicas no teu corpo físico. Crias afectações físicas. Isso são expressões que assumes destinadas a atrair a tua atenção de certas forma. Estás a familiarizar-te com esse tipo de expressões que manifestas no teu organismo.

Agora, em relação ao outro ou a um relacionamento, tu abrigas a expectativa de que se criares uma expressão física em ti própria que se possa expressar pela exibição do desconforto que sintas, a expectativa projectada no outro será a de que ele compreenda essa expressão física e o desconforto que sentes, e que os aceite.

Agora, nesta situação hipotética em que participas com este indivíduo hipotético, isso traduz a expectativa que abrigas numa área. Noutra área, deve corresponder ao facto de que com certeza o indivíduo não compreenderá nem aceitará tal coisa e revelará pouca paciência em relação a ti.

Bom; a expectativa que se gerará há-de ser a última, porque na primeira não acreditas tu de forma genuína. Projectas isso sob a forma duma expectativa do desejo. Mas acreditas genuinamente na segunda expectativa, por espelhar aquilo que tu própria estás a criar.

A primeira expectativa consiste no querer e na expressão do desejo que proporcionarás a ti própria. A segunda expectativa consiste na expressão que está a ser criada em ti.

Por isso, a primeira torna-se numa esperança e numa forma de querer e numa aposta. A segunda consiste num FACTO.

E na segunda dá-se uma tradução da energia que se projecta no exterior e na realidade vai ao encontro da expectativa que depositas na expressão do outro, e fornece-te informação do que estás a criar AGORA em ti – não aquilo que desejas vir a criar nem o que queres criar, mas o que já ESTÁS a criar.

DARYL: Que consiste na minha falta de aceitação pessoal.

ELIAS: Exacto.

DARYL: Está bem.

ELIAS: Portanto, ao encarares a acção de reflexo e ao te permitires perceber as interacções que adoptaste com esses indivíduos e com as expressões que eles assumiram, e os acontecimentos e experiências através das quais identificas o desapontamento face às expectativas não atendidas, também geras um exemplo do que estás a criar em ti própria, e isso há-de ser-te útil na identificação do medo que sentes das tuas próprias expressões. (Pausa)

O medo não está em que venhas a sentir-te livre nem a sentir um amor audaz ou afeição pelo outro indivíduo, que te venhas a expor com liberdade numa fusão com ele. O medo reside em NÃO criares tal acção. (Pausa)

DARYL: Pois.

ELIAS: E que não te permitas a tua própria expressão de liberdade por ser pouco familiar, e nas vossas palavras mundanas, expressas para contigo não saberes de que modo conseguir isso.

DARYL: Não me parece que saiba como faze-lo.

ELIAS: Eu compreendo.

DARYL: Quero dizer, talvez tenha sabido em determinada altura, mas já passou bastante tempo desde que eu senti uma aproximação a isso.

ELIAS: Pois, mas o modo através do qual poderás dar início a uma abordagem consiste em te voltares a familiarizar CONTIGO.

Explora a tua própria expressão e identifica aquilo em que consiste. Expressar a ti própria ou a mim o desejo de encetares um relacionamento íntimo e empenhado com outro indivíduo constitui uma expressão bastante superficial. Como identificarás isso? Como definirás aquilo que estás a expressar? Isso permanece vago e indeterminado.

Tens conhecimento íntimo daquilo que desejas para ti própria? Que desejarás expressar em ti – NÃO no outro, mas em ti própria?

Estás familiarizada contigo própria? Agrada-te seres como és? Como poderá agradar a outro se não te agrada a ti própria?

Divertes-te em relação a ti própria? Como poderás sentir diversão com outro se não tens um sentido de diversão em ti própria? Isso há-de ser-te pouco familiar. (Pausa)

É um desafio, não será?

DARYL: Pois, é um desafio imenso.

ELIAS: Mas não é impossível.

DARYL: (Emocionada) Eu sei. É só que... Eu gastei tanto tempo a deixar de seu eu própria que só a ideia de voltar isso no sentido inverso soa...

ELIAS: A um desafio.

DARYL: Quero dizer, eu sei algures no meu íntimo o modo de o conseguir, e actualmente situo-me em posição de o conseguir, mas é...

ELIAS: Ashrah! Não te desencorajes. Encoraja-te com a perspectiva do espantoso avanço e dos passos enormes que já criaste, o que é um facto!

DARYL: Pois, e eu sei que alcancei um ponto em que sou capaz de o conseguir. Sou capaz de o sentir no meu íntimo, e sinto o desejo nesse sentido, e sei que ele se tornou mais vigoroso do que o meu medo.

ELIAS: Se não estivesses a avançar no sentido dessa posição não estarias aqui a ter esta conversa comigo.

DARYL: Pois.

ELIAS: Esta conversa que estás a ter comigo serve de validação daquilo que acabaste de expressar – que o desejo que sentes é superior ao temor que abrigas. Porque o desejo ultrapassou o temor do diálogo e permitiu-te voltares-te na direcção do relacionamento comigo neste dia, para além da imobilização do medo.

Por isso, com essa mesma acção, neste momento e com este diálogo transpuseste uma enorme barreira e travaste um combate com um enorme desafio.

DARYL: Portanto... (Pausa a suspirar)

ELIAS: Com isso...

DARYL: Devo pensar nisso nesses termos, que eu dei o salto, por assim dizer.

ELIAS: Sim. Mas aí permite-te deixar de lutar contigo própria a resistir e em vez disso explorar e familiarizar-te e obter consciência da criatura que ÉS.

Podes abordar a tua pessoa do mesmo modo que abordarias uma coisa recém-criada, pois estás a encarar e a descobrir aspectos de ti própria que afastaste para tão longe que poderão agora parecer-te novos e assombrosos! Não são expressões hediondas nem criaturas monstruosas mas elementos assombrosos que te pertencem!

Do mesmo modo que com a associação da bicicleta, a bicicleta não é a criatura monstruosa detentora dum imenso poder destrutivo capaz de vos magoar, e que está à espreita para vos sabotar os esforços, mas um instrumento com que podeis equipar-vos e utilizar deforma a expressardes uma liberdade espantosa em termos de mobilidade, e com a ligeireza que ela vos possibilita mover-vos em qualquer direcção que desejardes.

Aquilo em que estás a embarcar é na descoberta do teu livre fluxo da energia que te há-de transportar com a mesma suavidade da bicicleta e permitir-te voar seja em que direcção for que escolhas.

DARYL: (A suspirar) Está bem. (Elias ri) Só que… Não sei. Só acho espantoso que eu tenha conseguido… Não sei. Mas sei que não sou a única e que nós nos distanciamos na direcção contrária e depois… Sem a menor razão para tal. Quero dizer, não é como… Não sei. Até mesmo nos termos da duplicidade ou assim, não é que me assemelhe a nenhuma criatura horrenda ou isso.

ELIAS: Ah, mas...

DARYL: É quase como se tudo fosse a troco de coisa nenhuma. É tudo como que a troca de nada. Isso não tem qualquer justificação.

ELIAS: Não é nada “tudo a troco de coisa nenhuma.”

DARYL: Bom, o que quero dizer é que parece, porque o medo ou o que sou levada a sentir em relação a mim própria não parece ter qualquer justificação.

ELIAS: Mas isso consta duma escolha, e essa escolha é intencional. E na concepção desta dimensão física, que tem por base a sexualidade e a emoção, vós escolhestes opções que vos proporcionam propositadamente determinadas experiências, e isso também – enquadrado na concepção da vossa personalidade, da vossa orientação e da vossa expressão individual singular – permite-vos voltar-vos e criar uma outra escolha que a primeira escolha tenha realçado.

DARYL: Isso é certo! (A rir)

ELIAS: Por isso é que é intencional.

Eu compreendo que me digas: “Porque não poderei criar alguma expressão que seja mais fácil ou não tão extrema?” Mas cada um cria escolhas únicas que lhe realcem a experiência na exploração da sua manifestação física, e tu encontras-te igualmente a criar desse modo.

DARYL: Eu sei que reconheci isso previamente como um propósito pessoal. Só que consegui realizá-lo de tal forma…! (A rir)

ELIAS: Ah, mas realizas-te mesmo! Mas hás-de conseguir um óptimo resultado na tua nova exploração!

DARYL: Bom, nesse caso, há-de ser qualquer coisa! (Elias ri) Bom, está bem. Agradecia que pudesses, como sempre o fazes, continuar a interagir comigo.

ELIAS: Mas continuarei!

DARYL: Bem sei que se trata duma área de bastante intensidade para mim… Mas penso que agora desejo avançar para um par de outras perguntas muito menos intensas! (A rir)

ELIAS: Muito bem!

DARYL: Uma delas é sobre a informação que obtive em relação a um foco … Pereceu-me que eu detinha alguma posição religiosa e que estava a ser perseguida e era morta por uma multidão. Bom, procurei identificar isso a ver se seria algum com que me achasse familiarizada e pensei que pudesse tratar-se do meu foco de jesuíta, mas a época efectivamente pareceu-me ser anterior a essa. Tratar-se-á do foco de que estou inteirada?

ELIAS: Não. Esse é o foco dum outro indivíduo; na verdade, trata-se do foco duma mulher.

DARYL: Mas tratar-se-á de um dos meus focos?

ELIAS: Sim, e este indivíduo acha-se associado a uma instituição religiosa.

DARYL: Será mos começos do Cristianismo, ou…?

ELIAS: É.

DARYL: Está bem. Então deve ser mais ou menos contemporâneo do Jacob, no primeiro século, ou será posterior a ele?

ELIAS: Em termos físicos, mais tardio, no terceiro século, em que…

DARYL: Está bem. Então tem que ver com o Cristianismo.

ELIAS: Tem, e o indivíduo manifesta preferências idênticas às que tu abrigas nesta manifestação, e isso traduz-se pela criação dela da falta de aceitação para com as escolhas que faz. Bastante extremista!

DARYL: Pois, foi bastante intenso o modo como passei por tudo isso, no sonho. Bom, o tom dela será similar ao meu?

ELIAS: É.

DARYL: Está bem, porque deve haver uma similitude, em certo sentido, com alguns dos outros focos de que tive conhecimento serem semelhantes no tom, onde colhemos expressões de medo, só que este parece mais extremo do que os outros que descobri.

ELIAS: Tens razão, mas ao olhares para a preferência pelo que designas como estilo de vida, e te concederes a faculdade de criar uma ligação objectiva com este indivíduo, poderás igualmente perspectivar muitas outras semelhanças.

DARYL: Está bem. Poderás fornecer-me um nome para ela, ou preferes que o investigue?

ELIAS: Vou-te deixar que dês atenção às impressões, por se tratar duma excelente prática!

DARYL: Está bem. Está bem, bom, agradeço a informação.

ELIAS: Ah, ah! Não tens de quê!

DARYL: Também queria obter alguma informação em nome dum outro indivíduo chamado Steve... Se me pudesses fornecer o nome da essência dele, a família a que pertence e qual a família porque alinha, e a orientação… (Pausa)

ELIAS: Nome da Essência, Grenadier. Família da essência, Sumafi; alinhamento, Ilda; orientação, comum.

DARYL: Está bem. Tenho a certeza de que ele apreciará.

ELIAS: Não tens de quê.

DARYL: Está bem. Uma outra coisa sobre a qual tenho vindo a pensar é nas dores de cabeça que durante a Primavera senti e sobre as quais falamos, e me disseste acharem-se relacionadas com uma afluência de energia. Tenho vindo a sentir dores similares, especialmente nas últimas semanas, e isso fez-me pensar se ainda estaremos a sofrer um aumento de energia.

ELIAS: Estais, e dir-te-ei mais, em relação ao incremento que se tem dado com a presente onda que a consciência atravessa relativa ao conjunto de crenças da duplicidade, em termos de movimento e de intensidade, e do facto de os indivíduos estarem a voltar-se massivamente para si próprios, isso origina movimento na consciência bem como na energia, o que por sua vez cria uma maior expressão desse tipo de afluência de energia.

DARYL: Do tipo de efeito de ondulação?

ELIAS: Mais em relação ao que podeis identificar como as cintilações das vossas pedras preciosas.

O ponto básico da cintilação nos vossos fogos de artifício pode resumir-se à expressão dos indivíduos em quantidades massivas a voltar-se para certos aspectos da duplicidade (bem e mal; certo e errado, etc.) em conjugação com esta onda que a consciência atravessa, e como todos vós originais essas expressões objectivas que vos permitem examinar esses aspectos da duplicidade nas suas expressões, emanais centelhas de energia, e quanto mais indivíduos criarem essas fagulhas de energia, mais isso originará esses eflúvios de energia.

De certa forma estais a gerar ondulação na cintilação da energia da consciência, mas elas atingem pontos mais elevados que as ondas, por assim dizer, e consistem em erupções de energia que estão a ser criadas bastante em associação com este movimento que se volta para a duplicidade, e no presente existem enormes massas de indivíduos que estão a apresentar a si próprios aspectos desse conjunto de crenças.

DARYL: Então está muita coisa a acontecer por aí! (A rir)

ELIAS: Precisamente!

DARYL: Está bem, uma última pergunta rápida. A minha última sessão acerca das dificuldades na respiração... Bom, estou bem ciente do sentido de oportunidade que sinto em relação a isso e do quanto isso tem que ver com o medo pessoal e com o romper dos véus de separação. Mas o sentido de oportunidade esteve associado com o dia em que nos juntamos no Alabama e com o dia em que a reunião terminou, e eu pressenti no meu íntimo que se prendia com o facto de estar a deixar cair véus de separação em relação às outras pessoas presentes no fórum, razão porque se achava associado com a reunião. Será isso correcto?

ELIAS: Está, e está relacionado com a permissão de te aventurares a abrir às outras energias. Posso-te também dizer que em associação com essa altura também te permitiste interagir com alguns elementos da energia do Michael, e isso criou-te igualmente uma associação de apreensão.

DARYL: Está bem, porque eu estava a pensar se envolveria outros membros do grupo que se achavam presentes com o Michael, ou se seria somente o Michael.

ELIAS: Não só, mas em determinados aspectos, quanto à duração e à associação com essa altura, isso ficou a dever-se à associação com o Michael em algumas das expressões de apreensão, ou até mesmo traduzidas em termos de ansiedade.

Quanto à tensão e às restrições que sentes em respirar noutros locais, associas isso a uma tentativa de te abrires à energia dos outros – e à energia de grupos – e a permitir-te uma maior expressão dessa energia em ti, o que te cria uma expressão de temor, quanto a expores-te a essa abertura ou vulnerabilidade.

DARYL: Está bem. Não terá igualmente que ver com sentimentos similares provenientes do Michael, ou...?

ELIAS: Tem.

DARYL: Desculpa?

ELIAS: Tem, de certo modo...

DARYL: Está bem, então essa seria uma razão porque eu me terei deixado envolver com ele (Mary).

ELIAS: É.

DARYL: Está bem, muito bem. Então isso pode ser algo que seja capaz de voltar a ocorrer em futuras reuniões?

ELIAS: Não necessariamente.

DARYL: Está bem. Bom, penso que tenho a esperança que isso não ocorra, porque espero vir a encontrar-me contigo em pessoa! (Elias ri) Penso que terei uma oportunidade disso em breve.

Está bem. Bom, o nosso tempo terminou. (A suspirar) Não posso dizer que esta sessão tenha sido tão divertida quanto a última, mas...

ELIAS: AH, AH, AH, AH, AH!

DARYL: Mas sou capaz de sentir ter acontecido algo significativo.

ELIAS: Por isso, poderá não ser avaliado como divertido mas benéfico, ao invés. (A rir)

DARYL: Foi.


ELIAS: Ah, ah, ah, ah, ah!

DARYL: Uma mudança!

ELIAS: Mas eu vou continuar, como sempre, a estar presente contigo e a expressar-te energia de suporte e a encorajar-te. Conduzir-te-ei pela mão, se preciso for. (A rir)

DARYL: Fico muito grata!

ELIAS: E nisso, havemos de procurar incluir ALGUNS elementos de diversão! (A rir)

DARYL: Pois, penso que surgirá mais disso à medida que avançar nesse campo.

ELIAS: Ah, ah! Muito bem...

DARYL: Isso constitui a finalidade, de certa forma.

ELIAS: Ah, ah! Muito bem! Estendo-te uma vez mais, minha amiga, uma grande afeição, como sempre, e para ti neste dia, au revoir.

DARYL: Au revoir.

© 2001 Vicki Pendley/Mary Ennis, Todos os Direitos Reservados

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