segunda-feira, 27 de junho de 2011

A ILUSÃO DA SEPARAÇÃO - PERMANECER NO AGORA



Sessão #689
“A Ilusão da Separação”
“Clarificando: Permanecer no Momento”
“Redefinir-te a ti Própria - caramba!”
Quinta-feira, 7 de Setembro de 2000 (Privada/Telefone)
Tradução: Amadeu Duarte

ELIAS:  Boa tarde!

DARYL:  Boa tarde para ti também! (O Elias dá uma risada) Eu tenho várias coisas sobre as quais quero falar, hoje. De qualquer maneira, penso que vou já saltar para elas.

ELIAS:  Muito bem.

DARYL:  Uma delas é o facto de ter tido como que uma recaída quanto às dificuldades respiratórias de que te falei anteriormente. Nessa altura respondeste-me que eu revelava desconfiança em relação ao meu estado de sonhos, e falamos também sobre o amor, pelo que queria verificar contigo as impressões que tenho em relação ao que se está a passar nessa área.

Tenho vindo a ter consciência da existência de medo no meu estado de sonhar, e parte disso parece ter que ver com a identidade que tenho em toda a vastidão da minha própria essência, e com o facto de tentar chegar a um termo com relação a isso. Além disso, tenho a forte impressão de estar a lidar com os meus próprios problemas de duplicidade e com os meus problemas existenciais, e a sentir raiva em relação a mim própria na área da duplicidade, o que basicamente me leva a sentir ameaçada na minha existência. Além disso, tenho o pressentimento de estar a utilizar as experiências que tenho nesta área como um auxílio na aprendizagem relativa à direcção que a minha atenção ou a minha percepção tomam, e queria saber se estarei minimamente a compreender o que se estará a passar nesse âmbito, e se terás alguma informação que possas acrescentar que possa ajudar-me por esta altura.

ELIAS:  Estendia-te o meu maior reconhecimento, Ashrah, por estares certa em toda a linha das impressões e na avaliação que me apresentas relativamente ao que estás a criar e àquilo a que te estás a dirigir. Nesse sentido, como continuas a dar lugar à criação desse acto físico, também continuas a captar a tua atenção e a aplicá-la duma forma objectiva numa continuidade do acto de te dirigires à percepção da afectação causada pelas diferentes expressões do medo.

Também te posso dizer que estás exactamente a permitir-te proceder à identificação da afectação que estás a sentir em relação à identidade. Ela é bem real, e eu posso dizer-te que por esta altura, muitos indivíduos estão a passar a dar atenção a esse tema em particular.

À medida que continuais a avançar nesta mudança da consciência e a inseri-la na vossa realidade objectiva, ela vai-se tornando progressivamente mais real. O que isso significa é que o conhecimento que tendes de VÓS próprios se vai tornando progressivamente real de um modo muito mais expansivo, por vos estardes a permitir abrir-vos para com a vossa periferia. Não estais unicamente a perspectivar-vos a vós e à vossa realidade por uma faixa estreita, mas estais a expandir a vossa consciência para com a periferia da vossa realidade relativa a vós e a tudo o que sois.

Nesse sentido, ao vos envolverdes num tipo de acção desses, o que na realidade está a decorrer não é apenas o facto de estardes a tornar-vos mais conscientes de outros aspectos que vós tendes, por esse tipo de acção ser limitado. Muitíssimos indivíduos têm uma consciência objectiva de estarem a participar noutros focos, mas continua a subsistir um elemento de separação, à medida que encaram todos esses aspectos como separados de si próprios, o que é bastante compreensível, por constituir, por assim dizer, a salvaguarda que tenha sido criada em relação à vossa identidade individual, mas também CONSISTIR numa expressão de separação.

À medida que avançais mais na expressão desta mudança da consciência, descartando o véu da separação, também dais início à consciência da realidade da inexistência de separação entre vós e todo e qualquer aspecto vosso, seja por que forma for. Por isso, aquelas divisões que sustentastes anteriormente em associação com certos períodos de tempo ou disposições de espaço começam a desaparecer, e à medida que desaparecem, vós incorporais o conhecimento e um saber relativo a todos esses aspectos vossos COMO SENDO VÓS.

Agora; isso pode não ser uma expressão que mantenhais nos vossos pensamentos de um modo contínuo, ou de que estejais objectivamente cientes por meio duma experiência contínua, ou mesmo por meio duma observação contínua. Mas gera-se uma consciência objectiva subjacente de que esse conhecimento e esta ausência de separação, em termos figurados, esteja progressivamente a aproximar-se da vossa consciência objectiva, e esteja a tornar-se cada vez mais chagada.

Nessa medida, poderás experimentar certos elementos de confusão e um sentido de ameaça iminente na tua identidade individual, por teres configurado a tua energia e a tua atenção ao longo do teu foco de modo a identificares-te a ti própria através da exclusividade e da divisibilidade.

Não te percebes, em termos literais, como uma outra expressão de consciência para além da manifestação física porque te perfilhas, na percepção que tens. Estás a compreender?

DARYL:  Estou.

ELIAS:  Por isso, à medida que te permites descartar esses véus de separação, independentemente dos pensamentos que empregares, tu experimentas um tipo de sentimento – não necessariamente uma emoção, mas um sentimento – de que essa expressão de separação constitui uma ilusão, e de que tu na realidade ÉS todas essas expressões. Isso torna-se confuso, por não se mostrar consistente com o projecto dos padrões do pensamento que terás criado, pelo que tende a ser julgado como ilógico, e desse modo dás lugar à criação duma expressão de confusão.

Deixa que te diga que isso é bastante temporário, porque à medida que procedes a um avanço na expressão da aceitação, também dás continuidade a uma prática de tranquilização das tuas energias, e à medida que te acalmas em ti mesma, mais te habilitas a propiciar um movimento no sentido da ausência de separação, o que contribui para a diminuição da expressão do medo.

DARYL:  Está bem. O outro lado disso, em que senti como se estivesse irritada comigo própria, e no que tem que ver com o temor que sinto, e que se prende igualmente com a ideia que faço da minha existência, será que está a decorrer algum tipo de dinâmica entre isso e o descartar dos véus de divisão?

ELIAS:  Existe.

DARYL:  Então será tipo... não estou certa, não será propriamente uma outra expressão disso, mas ligado a isso?

ELIAS:  Sim. Isso representa a expressão da percepção desse aspecto de ti pela vertente da familiaridade, olhar para ti própria por meio dessa expressão de familiaridade. E apesar de poderes avaliar-te como carente em determinadas expressões - o que traduz o elemento de duplicidade a que te referias - tu também, por assim dizer, creditas a ti própria certas e determinadas expressões. Percebes-te como um indivíduo que apela ao pensamento, uma pessoa que exibe uma inteligência razoável, segundo a avaliação que fazes, e por isso, abrigas a expectativa de deveres alcançar um melhor resultado, por estares a proporcionar a ti própria informação e desse modo esperares ser capaz de te revelares mais funcional, pelo menos de um modo que te permita obter resultados com uma maior facilidade e sem obstáculos. Por isso tornaste-te frustrada contigo própria, NESSA expressão particular de ti própria, na familiaridade que a caracteriza. Mas o conhecimento, tanto intelectual como objectivo, não é o que designas por um conhecimento completo. Por isso é – tal como vós o concebestes – um processo no qual te permites os passos no sentido duma assimilação da informação.

A vossa consciência objectiva revela-se bastante ampla, e nessa expressão de conhecimento objectivo apresentam-se várias facetas complicadas. Falando em termos figurados, é um mecanismo extremamente complexo que permite um acesso e a produção dum vasto volume de informação, que de certo modo, é processado de múltiplas e variadas formas, que não só por intermédio do pensamento.

O pensamento consiste apenas numa das expressões óbvias das operações mecânicas, por assim dizer, da vossa consciência objectiva, e uma a que atribuis uma tremenda expressão de atenção, só que vós processais informação por modos muito variados.

Nessa medida, tu estás a voltar-te para a expressão mais óbvia da tua consciência objectiva, a da emoção e do pensamento, e estás a proceder à identificação delas como os dois únicos aspectos de ti que necessitam de processar toda essa informação respeitante ao teu avanço nesta mudança de consciência e que necessitam ser expressadas entre si com harmonia, por desse modo, passares a assimilar a informação e a alterar a tua percepção.

Tu tens muitos sentidos, e também incorporas muitos aspectos latentes de conhecimento, e formas de comunicação que identificas como impressões, impulsos e intuição. Todos esses aspectos teus, todas essas qualidades de ti se estão a mover segundo o modelo do teu processo individual a fim de passares a assimilar o movimento que estás a eleger em relação a esta mudança da consciência por uma expressão objectiva, permitindo-te actualizar essa mudança na tua realidade individual. Por isso, podes mudar os teus pensamentos que isso não deverá necessariamente mudar-te a percepção em si mesma.

Isso é o que estás a fazer: ao proporcionares a ti própria uma interacção contínua com a informação no teu íntimo, permites-te notar e identificar e tornar-te familiarizada com uma parte mais vasta de ti, e ao continuares numa acção dessas, todas as tuas outras qualidades, para além do pensamento e da emoção, se passam a envolver no teu processo de assimilação. Isso é alcançado por uma familiarização contigo própria, por aquela que és e por aquela que és, e à medida que continuares a criar essa acção, também provocarás um desgaste na estrutura do medo, e deflectirás o poder da expressão da duplicidade.

DARYL:  Muito bem... (A rir, enquanto o Elias dá uma risada) Então isso vai ser um processo continuado que vai durar algum tempo a captar, a ultrapassar? Sinto que grande parte dos conceitos que tenho vindo a aprender nos dois últimos anos estão como que a convergir por algum modo que não compreendo bem, e não sei se estará a florescer algum outro entendimento dentro de mim, mas...

ELIAS:  Tens razão.

DARYL:  Parece não ser uma coisa súbita... Não estou certa. É um processo gradual, só que dum tipo... Não sei, uma mudança enorme.

ELIAS:  É sim, e está a acelerar.

DARYL:  Está bem.

ELIAS:  À medida que avanças e continuas a validar-te, estás a provocar desgaste nesse medo, e se continuares nessa acção, também acelerarás o teu avanço.

DARYL:  E além disso também...é como se começasse a compreender algo e estivesse a obter um conhecimento, e em seguida estivesse a colher algo do exterior que pareça ir no sentido da confirmação disso, e eu digo: “Oh, eu tinha razão!”

ELIAS:  Ah ah ah ah ah!

DARYL:  Está como que a edificar-me a confiança em relação à compreensão do que está a passar-se.

ELIAS:  Absolutamente, mas isso é o que te estava a dizer a título de certificação, que ESTÁS a criar esse tipo de validação no teu íntimo, e que cada vez que empregas essa acção, também aceleras o teu processo.

DARYL:  Bom, deve tratar-se duma corrida divertida! (A rir, enquanto o Elias dá uma risada) Bem sei que quando não me estou a sentir apavorada nem angustiada, isso soa verdadeiramente a algo notável! Não sei, não se assemelha a nada que eu tenha experimentado anteriormente, toda a actividade que está a acontecer no meu íntimo.

ELIAS:  Deixa que te diga, Ashrah, que com isso estás a criar um elemento de excitação, e essa excitação está também a desencadear uma aceleração.

DARYL:  Está certo. Mas também estou a obter um sentido maior de auto-conhecimento; não exactamente ainda uma aceitação, mas um pedaço mais próximo do que já tinha chegado, e uma maior acalmia com relação às coisas. (O Elias dá uma risada) Está certo. Será que isso cobrirá mais um pouco o que se está a passar? Devo passar a outra?

ELIAS:  Podes.

DARYL:  Muito bem. Eu queria debater de novo contigo uma das coisas que discutimos da última vez, que foi a resposta dupla e simultânea. Eu tive uma reacção enorme ao facto; bloqueio a escuta da informação que recebo pelo telefone quando estás a dirigir-te a mim, e das primeiras duas vezes que escutei a gravação, tentei bloqueá-lo de novo. É evidente que isso me está a afectar bastante, pelo que gostaria de saber mais acerca disso, e uma das coisas por que sinto curiosidade é sentir como que se estivesse a empreender essa acção durante o debate dessa acção. Poderás dizer-me se isso...

ELIAS:  Tens razão, sim.

DARYL:  Muito bem, mas fui também capaz de identificar o modo como isso afectou as minhas relações de uma forma estrondosa, no passado.

ELIAS:  Ah!  Conta lá!  Ah ah ah ah!

DARYL:  (A rir) E também consigo perceber onde me tornei mais amedrontada em relação à interacção com as pessoas. Uma das coisas que gostaria de saber é se a resposta dupla sempre ocorre em conjugação com o descrédito pessoal. Ou existirá por aí uma acção semelhante em que poderia projectar, digamos, dignidade e passar pelo mesmo, quase como o oposto do descrédito pessoal? Isso estará relacionado de algum modo ao descrédito pessoal? (Pausa) Compreendes o que te estou a dizer?

ELIAS:  Compreendo. Bom; deixa que te diga que isso por vezes pode tornar-se confuso, no teu íntimo, porque por vezes poderás estar a gerar reconhecimento pessoal, mas também te posso dizer que em simultâneo pode existir um outro aspecto que esteja a ser expressado que CONSTITUA uma desvalorização. Apenas ganha expressão por uma via mais insidiosa. Pode achar-se camuflada de modo mais eficaz. (A sorrir)

Mas no presente momento, e em face do conhecimento que tens do teu avanço e da atenção que dispensas a determinadas dificuldades que estás de momento a sentir, ainda não vamos preocupar-nos com essa expressão, por isso poder representar, de certa forma, uma troca das coisas, e na realidade poder causar uma maior confusão do que o necessário presentemente, e poder também abrir uma outra janela para o favorecimento da expressão da duplicidade inerente à desvalorização pessoal, acção essa com cuja realização automática te achas já eficazmente familiarizada! Por isso, não precisamos reforçar essa expressão presentemente! (A rir)

DARYL:  Está bem. Então tenho que voltar a ti mais tarde em relação a isso, se o quiser, é isso que estás a dizer?

ELIAS:  Justamente. Neste momento, continuemos com a atenção no que estás a notar, acerca do modo como te moves na direcção das expressões automáticas de desvalorização pessoal e da dualidade das expressões de conflito simultâneas, e a permissão que concedes a ti própria para notares essa acção sem te punires.

Isso, em termos bastante concretos, constitui um empecilho suficientemente vasto para satisfazeres presentemente, sem te voltares no sentido de meteres os pés pelas mãos e te confundires também! (Risadas)

DARYL:  Está certo. Bom, não sei se isto se enquadrará na mesma área ou não, mas será que isso só ocorrerá na interacção com um outro indivíduo? Estou a tentar descobrir a interacção que tenho para além dos outros indivíduos, como quando estou a assistir a um filme ou algo do género.

Por ter tido consciência de que... como quando faço algo exterior desse género, e isso me instiga a uma busca interior, penso que esse seja o termo a aplicar neste caso. Como quando me envolvo exteriormente com algo do género e isso me faz pensar nas coisas e de seguida me remete para o interior, pelo que estou a tentar aprender mais sobre essa acção. Por uma razão qualquer, eu atraio bastante isso à minha própria atenção.

ELIAS:  Estou a compreender, e tens razão ao referires não precisares passar a interagir com uma outra pessoa para passares a expressar esse mesmo tipo de acção.

DARYL:  Okay, então trata-se da mesma acção.

ELIAS:  Sim.

DARYL:  Nesse caso serei capaz de o fazer sozinha.

ELIAS:  És. (Dá uma risada)

DARYL:  Está certo. Com respeito àquilo do interior e do exterior, penso sentir igualmente uma curiosidade acerca disso com relação à orientação. Outro assunto que surgiu recentemente é o facto de ter tomado consciência de que, ao longo dos anos – antes de teres surgido, sabes – as pessoas sempre dizerem: “Permanece no agora.” Eu esforcei-me à minha própria maneira para conseguir permanecer no momento, e recentemente tomei consciência de que a definição disso para mim representa que eu deva focar-me apenas nas coisas que me são exteriores, por ser desse modo que se permanece no momento, e estou a começar a sentir curiosidade quanto ao facto de tudo isso não passar duma crença das massas.

Como nos casos em que me encontro com outra pessoa, e dever focar-me exclusivamente no que se passa com elas, ou dever focar-me exclusivamente no que se estiver a passar fora de mim, e o que me parece é que balanço entre esses dois posturas e a seguir sinto-me um fracasso por me concentrar no agora, por parecer não ser capaz de manter a minha atenção no exterior conforme seria suposto que o fizesse.

ELIAS:  Ah!

DARYL:  Eu li qualquer coisa há uns dias atrás em que falavas com o Ulra acerca da interacção, de como quando estamos a interagir com alguém a nossa atenção é colocada na outra pessoa e no seu tom vocal e no que ela estiver a expressar, e para mim isso é algo que tenho vindo a propiciar por pensar ser a forma como nos situamos no momento, e agora penso que terei invertido o sentido disso.

ELIAS:  Está correcto. É ao contrário.

Quando te digo para permaneceres no momento, não te estou a dizer para manteres a atenção exclusivamente no outro indivíduo NEM exclusivamente em ti.

O que EU ESTOU a dizer é que te permitas incorporar uma consciência daquilo em que estás a tomar parte, e te permitas uma consciência de TI e do que TU estás a criar.

Isso comporta significado, porque essa acção é o elemento de que a maioria não permite a si própria ter consciência.

Tens toda a razão quanto ao facto disso representar o objectivo das crenças das massas e da acção que as massas empregam, identificar que estais presentes e centrados no momento se estiverdes a prestar atenção a tudo o que estiver a passar-se ao vosso redor e fora de vós, e se estiveres a interagir com um outro indivíduo e a focar a tua atenção com intensidade e exclusivamente nele, tu podes satisfazer o acto de permaneceres no momento, ou no presente, segundo as vossas definições. Isso representa uma vez mais, outro exemplo da redefinição dos vossos termos e desse modo da vossa realidade, porque o que te estou a dizer com a permissão de permaneceres no momento é o reconhecimento de que tudo o que ocorre no presente instante PROCEDE DO VOSSO DESÍGNIO (intenção, concepção).

Por isso, não importa se estás ou não a interagir com outra pessoa; se estás a envolver-te em alguma actividade e se interages com o teu mundo por diferentes configurações, ou se empreendes uma acção sozinha, conforme o identificarás, contigo própria. Não tem uma verdadeira importância, porque tudo o que existe, está a ser criado por ti. É tudo uma configuração da percepção que tens.

Por isso, quando empregamos o olhar para fora de vós e do olhar para dentro de vós, de facto esses são termos figurativos que emprego no diálogo com muitos de vós, com o conhecimento de entenderdes esse tipo de terminologia, a qual permite temporariamente que assimileis a informação que vos estendo. Uma vez mais, conforme te expressei neste mesmo dia, é, por assim dizer, um passo no sentido duma concordância com o processo que cada um de vós concebestes individualmente nos vossos focos, na escolha que elegestes quanto à forma de criardes o vosso movimento.

Ora bem; nessa medida, permanecer genuinamente no momento – por uma expressão da aceitação, no âmbito da tua consciência objectiva – consiste no reconhecimento efectivo de ti e do que estiveres a criar, daquilo em que estiveres a participar, do que estiverdes a representar, e de todas as tuas expressões que estiverem a ocorrer em simultâneo; o que pode assumir expressão mantendo uma consciência a cada instante do que exibes por intermédio do comportamento, por intermédio da emoção, por intermédio do pensamento, por intermédio dos teus sentidos externos, pela expressão dos teus sentidos interiores, da consciência do teu corpo físico, do movimento e funcionamento da tua expressão física, e pela projecção da energia que produzes a partir de ti e que vai interagir com o que percebes como o teu mundo.

Actualmente, continuas a encarar-te como uma entidade separada. Independentemente da filosofia que abraçares, independentemente dos pensamentos que gerares e da identificação de vos achardes todos ligados e de que todos os elementos do vosso universo se acham interligados e do facto da consciência se achar interligada, na realidade, continuas a perceber-te como uma entidade que possui uma existência separada, por diversos modos, e em termos concretos, separada de todas as outras configurações de energia inerentes à consciência.

Não percebes ser a árvore que existe no exterior da tua casa. Percebes que essa árvore constitua uma entidade separada que está ali situada fora de ti. Percebes a estrutura da tua residência como outra entidade que se situa fora de ti. Percebes uma outra pessoa como uma outra entidade separada de ti. Ainda não nos votamos a um debate extensivo que empregue ideias de vós COMO todas essas entidades.

Por isso, continuamos a debater no formato, por assim dizer, da identificação daqueles elementos inerentes à vossa realidade que percebeis como outras entidades posicionadas fora de vós, e a confinar-nos à ideia do vosso eu interior como representação daquilo que é expressado no que presentemente identificais como sendo vós.

Mas, à medida que prosseguimos com a discussão desta informação relativa a essas definições e a essas identificações da tua realidade, eu dirigirei a tua atenção no sentido de alterares a percepção que tens voltando a tua atenção para aquilo que presentemente identificas como tu, interiormente.

Conforme declarei, tu criaste um processo, processo esse em que estamos a avançar por incrementos, passo-a-passo, por assim dizer, e eu, em resposta a cada um de vós, acedo num gesto de anuência para com o passo que individual e presentemente estais a dar.

Agora; tu, Ashrah, estás a dar o passo, por assim dizer, de te permitires reconhecer as definições que estabeleces em relação à tua realidade. Estás a permitir-te identificar o modo como defines a tua realidade.

Uma das definições que empregas em relação à tua realidade é, conforme declaraste, perceber-te como presente no momento por meio da atenção para com as acções e expressões que decorrem fora de ti, e manter a tua atenção exclusivamente nelas.

Nesse contexto digo-te que, ao te permitires uma maior abertura na consciência que tens, estás certa quanto a que isso operar ao contrário. Voltar a tua atenção para ti e mantê-la em ti de um modo contínuo constitui um passo inicial no sentido duma expressão efectiva de permissão para te centrares objectivamente no momento.

Assim que tiveres voltado a tua atenção do exterior para o TEU interior, por assim dizer, e alcançares um movimento da expansão da tua consciência, um maior emprego do limite externo e o descartar da separação deverá seguir-se com bastante rapidez e com muito mais facilidade.

Essa barreira inicial, por assim dizer, constitui o salto mais significativo (risadas) mas assim que atingires ESSA mudança na tua percepção, o desvio subsequente da tua percepção pode ser atingido por uma muito maior expressão de comodidade.

De certo modo, podes equiparar-te a um sistema de carretos em que tenhas provocado uma ranhura aprofundada num determinado ponto, por assim dizer, em razão do que o carreto não consegue dar a volta e passar para o dente seguinte por ter ficado embutido nessa ranhura, e desse modo, quando se tiver permitido avançar esse entalhe particular e gerar essa pequena reviravolta, passará a dar a volta e a encaixar nos dentes subsequentes com muito mais facilidade, por assim dizer. (Dá umas risadas)

DARYL:  Hmm. Também tive... provavelmente nos dois últimos anos, mas especialmente agora, tive... não sei de que modo possa explicar com exactidão, mas um sentido de identidade mais como um foco de atenção do que o modo como costumo pensar na minha identidade.

ELIAS:  Justamente.

DARYL:  E isso está igualmente relacionado com isto.

ELIAS:  Está. Isso também está relacionado ao que estivemos a discutir anteriormente em relação à identidade e ao descartar dos véus da separação; ao facto de te perceberes de modo diferente, à alteração da tua percepção, e nessa medida, redefinindo-te por àquilo que és.

DARYL:  Está bem.  Ena!

ELIAS:  Ah ah ah ah ah! Vou enfatizar a expressão que utilizei em relação ao teu último comentário, por estar de acordo contigo quanto ao ENA! Ah ah ah ah ah! É um passo desmesurado nesta mudança, não será?

DARYL:  É, e torna-a mais real e compreensível para mim, mais como um sentido daquilo que estamos a operar.

ELIAS:  (Ri) E nisso, expresso-te um enorme reconhecimento e encorajamento no sentido de te reconheceres a ti própria, por teres razão quanto a esse ENA! Por isso representar uma tremenda alteração do plano da tua realidade, e tu ESTARES a atingir resultados com esse movimento.

Posso-te dizer que mais nenhuma outra realidade física até ao momento – na compreensão objectiva que tens – terá criado um tal tipo de alteração na sua realidade. Estais a reconfigurar o projecto, de certo modo, ou o plano de TODA a vossa realidade nesta dimensão física. E isso corresponde a uma façanha significativa! O facto de estardes a satisfazer esse acto com uma expressão minimalista de trauma, como estais a fazer, credita-vos uma enorme vantagem! (Dá uma risada)

DARYL:  Bom, penso que... tenho consciência duma coisa que descobri com relação a mim própria, que é o facto de gostar realmente de desafios e de tensão, e isso certamente resulta bem nesse caso! (A rir)

ELIAS:  Justamente!  Ah ah ah ah ah!

DARYL:  É uma pequena aventura e tanto! (A rir)

ELIAS:  Ah! Mas posso-te dizer que estás a escolher eficazmente um imenso desafio – ah ah ah! – um daqueles que não comportam espaço para qualquer aborrecimento!

DARYL:  Pois é, realmente! (A rir, enquanto o Elias dá uma risada)

Está bem. Uma pequena coisa que gostava de verificar contigo antes de nos irmos. Quando estou a sonhar, acontece eu tomar consciência de estar a sonhar por me encontrar... estou na minha cozinha, e abro a porta que dá para a garagem, e vejo que estão a decorrer várias coisas na garagem. Por vezes apenas aceito o facto e digo: “Oh, estou a sonhar”, mas outras vezes volto repetidamente atrás e abro a porta a ver o que se terá alterado ali. Não me parece ser um accionador do despertar no sonho segundo a forma em que os descreves (Uma abertura para outras áreas da consciência, um outro nível da consciência, que se apresenta pela repetição consistente duma imagem nos sonhos) pelo que me interrogo sobre o que represente para além de uma maneira de me ajudar a tomar consciência de estar a sonhar, ou se será simplesmente o que está a fazer.

ELIAS:  Não é apenas uma oportunidade de te permitir um reconhecimento objectivo de estares a produzir imagens oníricas, mas consiste igualmente na permissão que geras, uma vez mais numa acção de validação de ti própria, pelo movimento que está a ser produzido em ti e desse modo em toda a tua realidade, e das alterações, da reconfiguração, da reestruturação da tua realidade. Nesse sentido, produzes uma imagética em que os objectos de uma dependência particular se encontram continuamente a ser substituídos, e de certo modo a sofrer uma mudança, por isso estar a espelhar aquilo que TU estás a criar.

Por isso, isso representa uma expressão de validação que estás a estender a ti própria por um outro processo. Estás a estender a ti própria uma validação subjectiva adicional, como quem diz, para além das validações objectivas que estás igualmente a criar no que estendes a ti própria. Tens razão quanto ao facto de estares igualmente a empregar essa acção a fim de te familiarizares com a tradução dos sonhos e da actividade subjectiva com que te permites estabelecer uma interacção objectiva – a qual consta da configuração das imagens oníricas – e nesse âmbito, quanto mais te familiarizares, mais elementos de temor passarás a dissipar.

DARYL:  Pois, porque senti um pouco de medo no início, mas actualmente é mais divertido do que outra coisa.

ELIAS:  Ah ah! Mas uma vez mais te vou continuar a encorajar a fazer uso dessa temível expressão de diversão! Ah ah ah ah ah!

DARYL:  (A rir) Bom, tenho vindo a trabalhar com empenho nessa área!

ELIAS:  Ah! (A rir, enquanto a Daryl faz um comentário inaudível) Ah ah ah ah ah! Diversão a sério! Ah, pois! (A rir)

DARYL:  Recentemente tomei consciência de verdade de que a intensidade não implica necessariamente em seriedade.

ELIAS:  Ah, justamente! Podes experimentar uma grande intensidade e NÃO experimentares seriedade alguma! Ah ah ah ah ah! Eu posso representar um exemplo excelente de tal acção, por vezes! Ah ah!

DARYL:  Isso por certo constitui uma outra coisa a assimilar, em meio a toda esta informação. Não sei se toda a gente experimentará tal coisa, mas quando tenho determinado tipo de sessões contigo, inclusive esta, eu sinto ondas sem fim dum tipo de interacção e de informação subjectivas e todo o tipo de coisas a ocorrer, e hoje senti bastante isso.

ELIAS:  Mas tu estás a receber. Posso-te dizer que isso é estendido a todos, apesar de nem todos se permitirem a abertura para experimentarem essa acção, porque alguns bloqueiam o intercâmbio das energias em certa medida, e não se permitem a consciência objectiva da participação que têm na interacção subjectiva. Tu, minha amiga, permites-te um passo incrivelmente largo ao ires além da expressão do temor, e permites-te a incorporação duma tremenda expressão de abertura na concessão que me estendes e à troca de energias em que participamos juntos.

DARYL:  Eu aprecio isso de verdade – é algo que desfruto de verdade! Gosto de ter consciência disso. Penso que gosto bastante dos movimentos subjectivos.

ELIAS:  E isso representa uma incrível expressão de TI. Por isso é que te estou a passar este reconhecimento quanto ao facto e a dizer, “ouçam-na, ouçam-na”! (A rir)

DARYL:  Está bem. Bom; vou continuar a conversar contigo mais ou menos duma forma contínua acerca disto.

ELIAS:  Muito bem, e eu vou continuar na interacção que estabeleço contigo por intermédio das expressões de energia.

DARYL:  Está bem. Bom, obrigado, meu amigo, pela assistência que me tens prestado.

ELIAS: (De forma afectuosa) De nada, minha amiga. Fico a antecipar o nosso próximo encontro, e no que designais por ínterim, fico a estender-te a minha expressão de energia. Dirijo-te um enorme afecto e um enorme encorajamento, e lembra-te de te divertires! Ah ah ah! Para ti, neste dia, au revoir.

DARYL:  Au revoir.




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