quinta-feira, 23 de junho de 2011

EXPANSÃO E TRANSFORMAÇÃO



SESSÃO #549
“Cosmologia/Probabilidades”
“Expansão e Transformação”
Quinta-feira, 20 de Janeiro de 200 (Privada/Telefone)
Tradução: Amadeu Duarte

(Excertos)
JOE: Elias, hoje, se concordares, gostava de te pedir uma explicação e talvez debater um pouco contigo acerca de dois modelos de cosmologia.

ELIAS: Muito bem.

JOE: Certo. Um dos modelos cosmológicos declara, ou melhor, a sua teoria é a de que a consciência criou tudo o se acha por detrás do universo que conhecemos, «bem como de todos os universos, mas refere que ele se encontra em expansão; que basicamente a consciência individual, as essências, as personalidades – qualquer que seja a terminologia – a consciência individual deve consistir no gerador das probabilidades, no sentido de que tudo o que ela cria gerará probabilidades, que, por sua vez, gerará probabilidades futuras, o que, por sua vez gerará probabilidades futuras e basicamente isso causaria uma expansão da consciência.

E depois há a outra teoria, na qual, com toda a franqueza provavelmente me vou basear para formular a minha tese doutoral. Tem muito a ver com a forma como me expuseste as coisas nas nossas sessões privadas, assim como nas transcrições. Trata-se mais duma cosmologia empírica em que tudo já tem existência e através da qual experimentamos simplesmente aquilo que escolhemos experimentar na consciência.

Agora; talvez uma delas esteja correcta e a outra errada ou talvez nenhuma esteja, ou talvez se trate duma combinação das duas, mas o que eu gostava que fizesses, se não te importares, é dizer-me a ideia que fazes a partir da vantagem do teu ponto de vista com relação ao que é o quê.

ELIAS: Muito bem. Dir-te-ei que, na realidade ambas estão correctas, por assim dizer, porque a consciência É. E com essa declaração também te dou a saber que, de certa forma não sofre expansão porque já é tudo o que é.

Por outro lado, podes encarar isso em termos físicos, na compreensão física que possuis, como em expansão, porquanto em relação às probabilidades, elas não se acham diante de ti e de certa forma, não têm existência ainda.

As probabilidades são criadas no momento. Elas são escolhidas para ser inseridas nas realidades físicas de forma singular, por assim dizer. Mas quanto à criação de probabilidades, cada probabilidade – bem como todas as outras que são criadas em conjugação com essa probabilidade – é criada no momento. Elas não existem previamente, por assim dizer. Porém, consistem em acções, ao invés de coisas.

Assim, por um lado, ao encarares o tema das probabilidades e da tua realidade material, do teu universo material, podes expressar que a tua realidade concreta ou o teu universo material se acha em expansão, por assim dizer, como o produto, digamos, da inserção das probabilidades escolhidas.

Por outro lado, e em conjugação com a própria consciência, assim como em relação à simultaneidade do tempo, a consciência não se expande, porque ela já É. E até mesmo em meio à criação das probabilidades no momento, ela não sofre qualquer expansão; está a ser explorada, unicamente. Porque vós não estais a escolher uma coisa ao criardes uma probabilidade pois o que implementais é uma acção, e ao criardes tal acção não estais a “adicionar” (o que quer que seja) à consciência mas a explorar capacidades da consciência.

Portanto, é baseado na experiência, e em relação à própria consciência na qualidade do Todo – e não existe nenhum elemento exterior à consciência – “Ela própria” não se expande. É por tal razão que vos digo que, enquanto essência e consciência, vós na qualidade de indivíduos estais naquilo que podeis designar como num estado contínuo de tornar-vos. Esta transformação representa, em termos físicos, uma expansão da consciência e da experiência, porém, não uma expansão daquilo que sois.

Podes encarar isto como semelhante a uma estrutura, em termos físicos bastante limitados. Podes considerar um edifício material que contém um número imenso de dependências. O edifício permanece inalterável e não sofre a menor expansão à medida que lhe exploras todas as dependências. O edifício tem uma existência consumada e consiste na estrutura que o corporifica. Mas tu podes permitir-te deslocares-te com liberdade pelo edifício e explorares todos os elementos dele, todos os seus componentes, por assim dizer, e proceder a escolhas com relação à exploração que empreendes e à tua experiência em conjugação com ele, porém, não alteras esse edifício, por assim dizer.

Até mesmo no que concerne à criação de coisas concretas, por assim dizer, isso também consiste numa acção. Não é expansão da consciência, por assim dizer, uma vez que ela já é.

Também não consiste na inserção de probabilidades que já existam, nos termos da criação duma coisa, porque quando criais uma coisa qualquer ou um movimento nas realidades materiais, apenas materializais escolhas concernentes a acções.

JOE: Permite-me só que esclareça uma coisa: Nesse caso estás a dizer-me basicamente que o potencial para qualquer probabilidade existe, apesar da probabilidade ou a escolha ou a própria acção poder não ter sido actualizada.

ELIAS: Exacto. O potencial para todas as probabilidades existe na consciência. A actualização e a escolha duma probabilidade qualquer é criada no momento.

JOE: Está bem. (Pausa)

ELIAS: Vós próprios nesta dimensão material constituís um exemplo adequado deste conceito, e conforme já declarei imensas vezes, anteriormente, nesta dimensão vós reflectis muitos, muitos aspectos da consciência em formas concretas.

Tudo o que conheceis na consciência, também estais a actualizar na forma física sob um tipo qualquer de imaginário, por assim dizer. Possuís o conhecimento da comunicação e da interligação inerente à consciência e manifestais criações concretas que reflictam essa comunicação – na tradução que estabeleceis disso nesta dimensão material – e criais maneiras mais eficientes e rápidas, por assim dizer, através das quais podeis participar nessa interligação e comunicação.

JOE: Bom, eu não sou lá muito bom nisso pois ainda me encontro às voltas com a maçã!

ELIAS: Ah, ah, ah! Ah! Mas tu participas junto com o teu aparelho que identificas como computador, o qual constitui um espelho na manifestação material daquilo que conheces em consciência.

JOE: Olha, eu penso que parte da confusão que sinto se situe na distinção entre a terminologia daquilo em que consiste uma probabilidade e a actualização, e por outro lado o conceito de que todas as probabilidades virão a ser exploradas. Agora; se todas as probabilidades vêem a ser exploradas, então pelo menos o meu modo de pensar até aqui foi o de que todas as probabilidades existem. Simplesmente precisam ser actualizadas.

ELIAS: Não. Existe o potencial para todas as probabilidades. As probabilidades em si mesmas existem no momento, na medida em que são escolhidas e criadas. As probabilidades constituem apenas uma acção, que se move em conjugação com a escolha.

JOE: Bom, deixa-me perguntar-te: Voltando ao exemplo do edifício, se o edifício com todos os seus quartos for realmente infinito, haverá alguma coisa – ou existirá um conhecimento na consciência de alguma coisa – além, fora de, a seguir, acima, abaixo? Sei que estou a utilizar termos que têm significado nesta dimensão. Mas basicamente existirá alguma coisa de que a consciência tenha conhecimento além de si própria?

ELIAS: Não existe nada fora da consciência. Ela perfaz tudo.

JOE: Está bem.

ELIAS: Por isso, não existe elemento exterior à consciência que possa ser explorado, porque não existe nenhum “exterior” em relação à consciência. E nesse sentido, de que modo poderá ela expandir-se, se não existe qualquer área fora dela?

JOE: Bom, então nesse caso permite que te pergunte: Se não existe nada que seja exterior à consciência, de que modo poderá ela ser verdadeiramente infinita? Se não existir nenhum potencial para a expansão de tudo o que é, então de que modo poderá tudo o que existe ser verdadeiramente infinito, no sentido pleno do termo?

ELIAS: E aqui reside a questão, porque na verdade, É infinito. A vossa definição de infinito consta dum elemento continuamente expansivo, mas eu estou a declarar-te que na realidade, infinito significa contínuo; não expansivo mas igualmente ilimitado. Não existem limites.

Este é o elemento que pode ser traduzido numa forma da vossa compreensão física assumindo o conceito da expansão, pois na medida em que explorais também expandis a vossa consciência, em determinados termos. Estais a expandir a vossa consciência física, a vossa consciência objectiva. A vossa atenção acha-se continuamente em expansão, e na essência - até mesmo nas áreas imateriais da consciência - a atenção duma essência individual acha-se continuamente em expansão, de certo modo, porque ela está continuamente a explorar a partir da consciência que possui.

Mas quanto à expansão da própria consciência como um facto – no que podeis identificar como sendo termos concretos – que não constitui entidade física nenhuma em si mesma, ela não sofre qualquer expansão porque ela já existe e sempre existiu, nos vossos termos físicos. Em termos imateriais a expressão “sempre existirá” ou “sempre existiu” são irrelevantes pois são relativas a um enquadramento temporário, e na consciência que se situa para lá da manifestação material, das dimensões materiais, o tempo não é relevante nos termos em que o associais. É bastante relativo e pode ser movido e moldado e manipulado de formas muito distintas para se acomodar a diferentes expressões da realidade.

O tempo consiste num elemento da função que propicia as criações na consciência, para manifestarem certas expressões dentro da consciência, porém, fora da adopção de dimensões materiais o tempo deixa de ser expressado nos termos duma coisa mensurável, porque também consiste numa acção.

JOE: Bom, a própria expansão, em termos relativos, não teria de incorporar tempo?

ELIAS: Sim, em termos materiais e relativamente falando.

JOE: Então a expansão duma cosmologia em expansão, digamos, deverá situar-se simplesmente numa dimensão física de tempo, que não suportaria, absoluta e positivamente qualquer tradução básica noutro tipo de dimensão.

ELIAS: Sim, tens razão. Cada dimensão física, cada manifestação física da consciência, na sua idealização e concepção da realidade, é relativa a si própria, mas pode necessariamente não ser traduzível noutra dimensão ou realidade material.

Nesse sentido, podes permitir-te recordar-te da informação que ofereci em conjugação com as perguntas que me foram colocadas a respeito das outras dimensões e do que designais como extraterrestres, porque sobre este assunto, já referi junto de muitas pessoas que, aquilo que vos podeis permitir vislumbrar nesta dimensão física particular como o que identificais como sendo um extraterrestre consiste numa tradução para os termos familiares da vossa realidade. Pode não se assemelhar de todo à manifestação factual doutra dimensão física. È a vossa tradução da energia em formas e expressões que podeis compreender objectivamente e com que vos podeis permitir interagir.

Por isso, quando vedes um pequeno ser esguio e difuso, em termos vossos – ah, ah, ah! – como sendo um extraterrestre, podeis estar a interagir de facto com essa forma, e ela a interagir convosco, e aquilo que tereis criado e com que vos achais a interagir pode SER bastante real, mas constitui igualmente uma tradução, porque o padrão ou configuração da energia desse outro foco dimensional da consciência não se traduz na vossa realidade material do modo como se expressa na sua própria realidade. Do mesmo modo, os componentes físicos da vossa realidade, por assim dizer, não podem ser traduzidos noutras manifestações materiais da realidade. Também não são traduzidas nas áreas imateriais da consciência. Toda a energia que é projectada duma área da consciência para outra constitui uma tradução. São uma reconfiguração da energia.

Esta troca (de informação) que presentemente estabeleces comigo neste momento consiste numa tradução. Trata-se duma filtragem de energia através de camadas de consciência que são passíveis de ser traduzidas em termos objectivos para poderem interagir contigo nesta dimensão material de um modo que consigas compreender e que possa ser-te familiar na compreensão objectiva desta realidade material.

Contém uma componente de humor. Contém uma componente de emoção, de intelecto, de discurso, de movimento. E todos esses elementos te são familiares, por serem todos idealizações da vossa realidade física, e essa, presentemente, é a área da vossa atenção. Eles são relativos e essa expressão particular de realidade física. Já NÃO são relativas a OUTRAS áreas da consciência – outras dimensões materiais ou expressões imateriais da consciência.

Isso evidencia-se igualmente no movimento que empreendeis nesta realidade física. Podeis não traduzir fisicamente a consciência do vosso corpo do modo que actualmente é expressada, noutras áreas imateriais da consciência por não encaixar. Estás a compreender?

JOE: Sim, estou a entender um pouco. (Elias ri) Há aqui muito sobre que pensar. Parte disto – conquanto não seja esmagador a esse respeito – eu tenho que pensar e processar de verdade, por assim dizer, de modo a poder capacitar-me a responder de forma inteligente à tua questão sobre se estou a entender. Estou a entender alguma coisa, mas no que respeita a outras áreas, não. Quer dizer, são, como nós nesta dimensão material descrevemos, questões profundas.

ELIAS: Absolutamente. Compreende igualmente o teu quadro de referência, por assim dizer, que é a tua realidade material e todos os elementos que o compõem. Na tua realidade material idealizastes equações matemáticas e expressões concretas da consciência, e com isso criastes uma compreensão de vós próprios e do vosso universo e da vossa realidade por intermédio de termos materiais. É por essa razão que me expresso para convosco em termos de linguagem, mas além disso estou a oferecer-vos informação que muitas vezes se torna alvo de confusão, por se situar fora do vosso quadro de referências.

JOE: E por isso, basicamente inexplicável também.

ELIAS: Não é inexplicável mas acha-se fora do vosso quadro familiar de referências, em termos concretos. Nesse sentido, também te direi que se trata aqui dum elemento da razão porque criastes esta mudança da consciência, de molde a permitir-vos uma expansão, nos vossos termos, da vossa consciência material objectiva, o que também vos proporciona mais um tipo de expansão – uma vez mais, nos vossos termos – da vossa capacidade de manifestardes neste reino ou dimensão física, por assim dizer, permitindo-vos mais a oportunidade de explorardes
AQUILO QUE JÁ É OU EXISTE.

JOE: Por outras palavras, ou talvez não, mas nós estamos basicamente sempre em conflito rumo a uma capacidade, que já nos é inerente, de atingirmos o que é possível, e uma vez alcançado, continuarmos a ir em frente nesta exploração.

ELIAS: E eu responderei a isso de dois modos. Por um lado, Responder-te-ei pela afirmativa, em conjugação com as vossas crenças. Sim, em conjugação com as vossas crenças, em termos físicos, estais continuamente a debater-vos em conflito a fim de alcançardes.

Mas responder-te-ei de outro modo, em conjugação com a consciência e a essência. Não, não estais continuamente em conflito a fim de alcançardes, porque vós detendes a consciência e o conhecimento de que já possuís tudo o que existe, e nisso estais a criar uma infinita exploração e uma acção contínua de vos tornardes.

Mas mesmo na vossa linguagem física tal como vo-la apresento agora, existem limitações em conjugação com o tempo, porque aquilo que estou a expressar-te nesta declaração referente à consciência e à essência na sua qualidade de ausência de esforço é exacto, porém, na tradução da vossa linguagem física, que incorpora um elemento inerente ao tempo, torna-se menos exacto.

JOE: Isso penso que compreendo, pelo menos em parte.

ELIAS: Na vossa dimensão física e nas crenças que albergais, vós estais a criar uma realidade através da qual estais continuamente em conflito e estais continuamente a tentar alcançar, e isso é igualmente aquilo a que te estavas a referir com o acto de inserires esta mudança de consciência na vossa realidade convencional aceite, de modo que vos possibilite o reconhecimento de que já SOIS, pelo que se torna de todo desnecessário debaterem-se, porquanto não existe elemento que possais alcançar que já não detenhais. Mas não precisais debater-vos no vosso processo de vos tornardes, porque a vossa avaliação desse processo (da transformação) consta da criação de algum elemento da vossa realidade que seja melhor. Ao referir-vos o acto de vos tornardes, trata-se unicamente duma exploração e duma criação de experiência. Não é esse movimento de alcançar.

Estas são expressões das vossas crenças, as quais formam a vossa realidade dentro desta dimensão física, e portanto, bastante válidas. Vós actualmente ofereceis a vós próprios informação que vos permitirá ver que existe muito mais, no que respeita à vossa realidade, do que aquilo que vos permitistes perceber com as limitações das vossas crenças. Mas oferecer-vos-ei, uma vez mais, a declaração de que as vossas crenças não são prejudiciais, e foram mesmo bastante intencionais nesta dimensão física, e como tal não são más agora, devendo continuar a servir de elemento de fundamental, por assim dizer, desta realidade física, pois essa é a sua concepção (da realidade física).

JOE: Elias, esta transcrição vai ser distribuída por diversas pessoas que também andam a investigar ou já investigaram numa mesma linha que eu, não necessariamente junto de ti, mas do Seth e de outros. Haverá algo que gostasses de lhe acrescentar? Estarei a colocar as questões adequadas?

ELIAS: (Elias ri e o Joe também) Não é questão de não colocares as questões apropriadas! Ah, ah, ah, ah!

Dir-te-ei estarmos aqui a tratar de conceitos bastante difíceis para esta dimensão material. Criastes um foco de atenção, nesta dimensão física, que incorpora um desejo e uma motivação espantosos para a exploração – traduzidos em termos materiais – assim como uma curiosidade insaciável, por assim dizer, o que dá lugar a um contínuo movimento de energia na vossa exploração, e nos termos que vos são familiares em relação à expansão na vossa dimensão física, estais continuamente a expandir a vossa consciência e as vossas capacidades físicas.

Com isto reconhece meramente que isso é relativo a esta dimensão material. A acção de transformação e da exploração constitui o que designais como uma verdade, porque se traduz por intermédio de diferentes expressões por toda a consciência, e tal como declarei previamente, as verdades são elementos consistentes e que podem ser traduzidos ao longo da consciência toda a despeito da área em que a consciência se manifeste, material ou imaterial, e de certa forma pode tornar-se relevante ou relativa à totalidade da consciência.

Portanto, em conjugação com a exploração e a transformação, podes identificar isto como uma verdade inerente à consciência. Quanto à sua manifestação e à expressão que assume nesta dimensão material em que ocupais a vossa atenção, a concepção que fazeis disso é relativa apenas a esta dimensão particular, e nesse sentido, nos vossos termos concretos vós criais expansão, mas mesmo com a expansão material não estais a expandir a consciência.

JOE: Penso que consigo entender um pouco! (A rir)

ELIAS: Ah, ah, ah, ah, ah!

JOE: Mas não é coisa que eu consiga captar facilmente. Provavelmente faço-o ao nível da essência, mas neste foco, não tenho a capacidade de o captar de modo instantâneo. Tenho que pensar nisso a sério.

ELIAS: A avaliação que fazes é correcta, mas também te direi que existem elementos da consciência que não conseguirás compreender em termos objectivos devido a que a tua atenção se situe nesta área da consciência e seja concebida no tipo de conhecimento que se expressa em termos objectivos, e na compreensão objectiva que sustentas existem elementos da consciência que poderão não ser traduzíveis de forma exacta ou adequada em termos objectivos da realidade material.

Podes oferecer a ti próprio um entendimento por meio da conceptualização, que constitui um dos sentidos interiores que possuís nesta dimensão material.* Mas também te direi que mesmo através desse entendimento que proporciones a ti próprio por meio desse sentido da conceptualização hás-de experimentar dificuldade em traduzir essas experiências ou esse conhecimento para a vossa linguagem concreta, porque ainda não incorporais uma linguagem material adequada para incluir uma descrição ou uma definição em termos objectivos de muitos elementos da consciência.

Isso é igualmente um movimento desta mudança da consciência, através do que estais a redefinir a vossa terminologia e como tal a vossa realidade, o que se tornará um auxílio para a vossa compreensão objectiva da realidade da consciência, porém, não deve incorporar a compreensão TODA inerente à consciência.

JOE: Vou contar-te aquilo que recentemente aconteceu, provavelmente antes, mas também em grande parte durante as sessões que tive contigo. Eu desenvolvi uma confiança inata, intuitiva, na minha própria essência, tomando consciência pelo menos em parte da inexistência de divisão, o que tornou as coisas sobremodo mais fáceis e mais divertidas, e a minha compreensão parece expandir-se de forma mais rápida do que anteriormente.

ELIAS: Está correcto, de certo modo isso pode servir de avaliação do movimento que estás a reconhecer em termos objectivos. Definitivamente, criarás muito menos conflito e uma maior suavidade e permissão das tuas habilidades e expressões, com a ausência de confusão...

JOE: Eu ainda ando às voltas com esta maçã a tentar suavizar! (Riso)

ELIAS: Ah, ah, ah, ah! Na tua expansão! Ah, ah, ah!

JOE: Elias, na nossa última sessão tu... Desculpa. Querias dizer mais alguma coisa sobre esse assunto?

ELIAS: Podes continuar.

JOE: Eu ainda não disponho da maldita gravação pelo que ainda não tive oportunidade de a rever, mas não te terás referido ao facto de ser requerida uma certa disciplina e do quanto ela é difícil quando falávamos sobre esta habilidade de manifestar uma maçã? Ou estarei por fora da questão?

ELIAS: (A rir) TU referiste o conceito de disciplina e eu respondi-te dizendo que com a influência das tuas crenças tu inclinas-te para a aceitação de que deves adoptar disciplina a fim de manifestares tal acto. Mas já te referi que isso não passa dum aspecto das tuas crenças.

De facto, não necessitas oferecer a ti próprio objectivamente qualquer informação quanto aos componentes ou à idealização ligados à manifestação da maçã. Não há-de ser a concentração nos pensamentos materiais que te criará a manifestação concreta, e além disso podes igualmente manifestar esse objecto concreto de modo instantâneo.

São as limitações das tuas crenças que te impedem de materializar esse objecto, mas eu já te disse que tu criarás aquilo em que te concentrares.

Essa concentração não consiste numa manifestação de pensamento por meio dum processo. A tua concentração é a expressão daquilo em que acreditas, e nesse sentido, as crenças que comportas influenciam-te a percepção e essa percepção é a ferramenta com que crias a tua realidade.

Por isso, à medida que a tua concentração se volta para as crenças de te achares limitado nas tuas capacidades, isso passa a ser-te oferecido em termos de influência e traduzido para a tua percepção, e a tua percepção actualizará essa crença.

JOE: Está bem, penso que terás respondido a isto de forma excelente. A questão que me assaltou a mente tinha que ver com a diferença entre a disciplina e a ausência de esforço, mas como de costume, consideraste tudo.

ELIAS: Ah, ah! Posso-te dizer que podes adoptar disciplina e até mesmo concentrares-te objectivamente no teu processo de pensamento e proceder à implementação de métodos vigorosos, e isso deverá proporcionar-te o resultado, e eventualmente por meio do teu processo, podes permitir-te o mesmo resultado, por assim dizer. Mas eu garanto-te ser desnecessário. Podes alcançar o resultado desse modo ou instantaneamente.

JOE: Bom, estou a trabalhar nisso!

ELIAS: Ah, ah, ah, ah! (Joe desfaz-se a rir)

JOE: Elias, como sempre, quero agradecer-te por esta interacção. Gostei imenso.

ELIAS: Não tens de quê, meu amigo e eu encorajo-te a dares prosseguimento à tua investigação e ao teu interrogatório e oferecer-te-ei a minha expressão de energia para que ofereças esta informação e a partilhes com outros pois ela há-de dar lugar a um grande debate! Ah, ah!

...

Nota:
Lista de Sentidos interiores apresentada por Seth
TOQUE VIBRATÓRIO INTERNO

Pensemos nos Sentidos Interiores como caminhos que conduzem a uma realidade interna. O primeiro sentido envolve a percepção de uma natureza directa - cognição imediata que posso descrever como toque vibratório interno. Imagine um homem parado numa rua típica com casas, jardins e árvores. Este sentido permitir-nos-á perceber as sensações básicas experimentadas por cada uma das árvores perto dele. A nossa consciência expandir-se-á a fim de experimentarmos o que é ser uma árvore – uma só ou as árvores todas. Ele experimentará ser qualquer coisa que escolhermos no nosso campo de percepção: pessoas, insectos, relvados, etc., sem perdermos a consciência de quem somos, mas percebendo estas sensações da mesma forma que sentimos calor e frio”.

TEMPO PSICOLÓGICO

O tempo psicológico é um caminho natural que facilita o acesso do mundo interior ao exterior. O tempo psicológico permitiu originalmente ao homem viver nos mundos internos e externos com relativa facilidade... Quando desenvolvermos o seu uso, poderemos descansar no seu próprio enquadramento enquanto permanecermos conscientemente despertos. Ele aumenta a duração do nosso tempo normal. Com esta moldura veremos que o tempo físico e o tempo interior são como um sonho. Podemos descobrir o nosso Eu Superior, olhando para dentro e para fora simultaneamente, com o conhecimento de que todas as divisões são uma ilusão”.

De facto, na prática, o Tempo Psicológico conduz ao desenvolvimento dos outros Sentidos Internos. Em Psy-time, como lhe chamamos, nós simplesmente voltamos o nosso foco de atenção para dentro. Podemos permanecer sentados ou deitados enquanto tranquilamente fechamos os olhos. Imaginemos a existência dum mundo interior tão vívido e real quanto o físico. Desligamo-nos dos sentidos físicos. Podemos imaginar que eles são indicadores e que são desligados, um a um. Em seguida imaginemos que os Sentidos Internos também têm outros indicadores. Imaginemos que eles são ligados. Este é somente um método para dar início.

PERCEPÇÃO DO PASSADO, PRESENTE E FUTURO

Se usarmos o terceiro sentido, sentiremos a essência passada e futura de cada coisa viva dentro do nosso campo de acção.

Estes Sentidos Interiores são constantemente usados pelo Eu Superior. Considerando que o passado, o presente, e o futuro não têm propriamente nenhuma realidade básica, este sentido nos permite ver através das barreiras aparentes do tempo. Percebemos as coisas como são realmente. Qualquer experiência pré cognitiva requereria o uso deste Sentido Interno. É frequentemente usado de maneira espontânea quando praticamos o Psy-time.

O SENTIDO CONCEPTUAL

O quarto Sentido Interno envolve um conhecimento directo dum conceito em termos muito superiores aos intelectuais e envolve a experiência total dum conceito. Os conceitos têm o que designaremos como uma composição eléctrica e química (tal como os pensamentos). As moléculas e os íons da consciência tornam-se aqueles do conceito que passa a ser experimentado directamente. Não podemos verdadeiramente entender ou apreciar uma coisa viva qualquer a menos que possamos nos transformar nessa coisa.

Podemos alcançar melhor alguma ideia por meio do Tempo Psicológico (como uma preliminar). Sentemo-nos num local sossegado. Quando a ideia suceder, não procuremos brincar intelectualmente com ela, mas alcançá-la intuitivamente. Não tenhamos medo das sensações físicas pouco conhecidas. Com uma certa prática, veremos que podemos “transformar-nos” nessa ideia. Estaremos no seu interior, a olhar para fora - e não para dentro.

CONHECIMENTO DA ESSÊNCIA

Estes Sentidos Interiores operam num todo e numa conjugação delicada, e até certo ponto as divisões entre si são arbitrárias. Este quinto sentido difere do quarto (sentido conceptual) por não envolver o conhecimento dum conceito e ser semelhante por ser livre de passado, presente e futuro, e envolver um processo íntimo de transformação, a transformação da personalidade numa outra coisa completamente diferente.

Isto é difícil de explicar. Tentemos entender um amigo por meio do uso dos nossos sentidos físicos. O uso deste quinto sentido permitir-nos-á entrar na pele no nosso amigo. Este sentido não se acha disponível no nosso sistema. Isso não implica que uma entidade seja capaz de controlar outra. Envolve antes o conhecimento directo e instantâneo da essência quanto ao “tecido” da vida.

Todas as entidades se acham de um ou de outro modo encerradas em si mesmas, contudo, também se acham ligadas às outras. Por meio do uso deste sentido, podemos penetrar pela cápsula que envolve o “eu”. Este sentido interior, como todos os outros, é constantemente usado pelo Eu interior, mas muito pouco da informação recebida é peneirada pelo subconsciente ou pelo ego. Sem o uso deste sentido, porém, nenhum homem poderá chegar perto de entender o outro. Este sentido é uma versão mais vigorosa do toque vibratório interno.

CONHECIMENTO INATO DA REALIDADE BÁSICA

Este é um sentido extremamente rudimentar. Está relacionado ao funcionamento inato da entidade sobre a vitalidade básica do universo sem o qual nenhuma manipulação de vitalidade seria possível - como, por exemplo, não poderíamos ficar de pé sem primeiro termos um sentido inato do equilíbrio.

Sem este sexto sentido e o seu constante uso por parte do Eu Interior, não seríamos capazes de construir a camuflagem do universo físico. Podemos comparar este sentido ao instinto, embora esteja relacionado com o conhecimento inato do universo inteiro. São fornecidas informações particulares sobre áreas específicas da realidade a um organismo vivo para que ele possa manipulá-los dentro daquela área possível. O Eu interior tem a seu comando o conhecimento completo, mas somente algumas porções são usadas por um organismo.

As respostas às nossas perguntas sobre a realidade sempre serão encontradas no nosso íntimo. Elas revelam-se quando voltamos a nossa atenção para longe da informação material e a direccionamos para dentro; precisamente quando o sexto Sentido Interior entra em jogo. Também se revela através de inspirações e episódios de “conhecimento” espontâneo. Este sentido dá origem à maioria das experiências de revelação.

EXPANSÃO OU CONTRAÇÃO DA CÁPSULA DO TECIDO

Este sentido opera de dois modos. Pode ser uma extensão ou ampliação da personalidade, uma ampliação dos seus limites e da compreensão consciente. Também pode reunir todas as personalidades numa cápsula pequena o que permite que o eu penetre noutros sistemas de realidade. A cápsula do tecido rodeia cada consciência e é de facto um limite do campo de energia, que impede que a energia interna do Eu Interior se esvaia.

Nenhuma consciência pode existir dentro dum sistema qualquer sem esta cápsula que a envolvê-la. Estas cápsulas também são chamadas de corpos astrais. O sétimo Sentido Interno permite uma expansão ou contracção desta cápsula do tecido.

SEPARAÇÃO DA CAMUFLAGEM

A possibilidade de se livrarem completamente da camuflagem raramente surge no nosso sistema, embora seja possível alcançá-la, particularmente em relação ao Tempo Psicológico. Quando este é utilizado em toda a sua extensão, a camuflagem é diminuída num grau espantoso. Com a separação o Eu interior desliga-se de uma camuflagem particular antes que adopte outra ou se livre completamente da camuflagem. Isto é realizado através do que poderemos chamar de mudança de frequências ou vibrações; uma transformação da vitalidade dum padrão ou aspecto particular noutro. De certa maneira, o nosso mundo de sonho dá-nos uma experiência mais íntima com a realidade interna básica do que o faz o nosso mundo do estado de vigília onde os Sentidos Internos são bastante protegidos da nossa consciência.

DIFUSÃO PELA ENERGIA DA PERSONALIDADE

Uma energia da personalidade que deseje fazer parte do nosso sistema utiliza este sentido. Primeiro ela dissipa-se sob múltiplas partes. Desde que a entrada no nosso plano ou sistema, como um membro, não pode ser feito de nenhum outro modo, deve ser feita nas condições mais simples, e mais tarde criada uma entrada - o esperma, é claro. A energia da personalidade deve então ser recombinada.

O que isto quer dizer é que o eu interior usa este sentido para iniciar o nascimento de uma das suas personalidades na vida física. Ele também é responsável por actuar em algumas actividades mediúnicas por parte da personalidade sobrevivente que deseja comunicar, e pode ser usado em experiências extra corporais que envolvem outras realidades que não a física.

Qual será a finalidade de usar os Sentidos Internos? O que não é compreendido é que o auto-questionamento põe em marcha estados de consciência com as quais não estamos normalmente familiarizados. Agora os sentidos interiores podem ser usados como ferramentas de pesquisa.

Neste tipo de exploração a personalidade tenta penetrar em si mesma a fim de encontrar o seu caminho por entre os véus das características adoptadas pela sua própria identidade interna. O centro interno da personalidade possui clarividência e capacidades telepáticas que afectam muito os relacionamentos familiares - e a nossa civilização. E não utilizamos os sentidos efectivamente. Eles são precisamente aquelas habilidades que agora se fazem necessárias. Se houver alguma esperança de comunicação mundial, então cada um de nós precisa entender até onde vão os nossos potenciais como criaturas subjectivas individuais.

E os livros não ensinam isto. Até mesmo se nos dermos ao trabalho de descobrir onde residem as nossas neuroses, por intermédio da psicanálise, ainda estaremos a nadar em águas muito rasas, porque ainda estaremos a explorar os níveis mais elevados da nossa personalidade sem o benefício daqueles estados alterados de consciência que surgem quando olham para dentro de nós próprios da maneira prescrita.

Existe um estado de consciência que está mais desperto do que qualquer outro que possamos ter conhecido - um estado no qual estamos conscientes de estar despertos e a sonhar em simultâneo. Podemos ficar completamente despertos enquanto o corpo dorme, e podemos ampliar as limitações presentes da nossa consciência.

Estes níveis de consciência são apenas uma preliminar para um outro estado. Neste estado, o nosso intelecto, intuições e a totalidade do ser operam a um nível verdadeiramente supra-normal. Os nossos sentidos tornam-se incrivelmente aguçados. Esse estado pode normalmente ocorrer se estivermos “despertos” enquanto dormimos, ou num transe. Sentimos como se tivéssemos vivido a nossa vida num sonho e agora tivéssemos despertado. Tornar-nos-emos momentaneamente atentos à nossa realidade multidimensional. Uma vez tendo passado por esta experiência, jamais a esqueceremos.


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