quinta-feira, 23 de junho de 2011

REACÇÕES AUTOMÁTICAS - ESPIRITUALIDADE - CRENÇAS



SESSÃO #528
“A Detecção de Reacções Automáticas”
“Redefinição de Espiritualidade”
“Alteração das Crenças e da Percepção”
Quinta-feira, 24 de Dezembro de 1999 © (Privada/Telefone)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes: Mary (Michael), e um novo participante, Frank (Ulra)

ELIAS:  Bom dia!

FRANK:  Bom dia!

ELIAS:  (Ri)  Tens perguntas a colocar, neste dia?

FRANK:  Tenho, várias. Penso que a primeira pergunta que gostaria de te colocar é o meu nome da essência e família e orientação. (Pausa)

ELIAS:  Nome da essência, Ulra; família da essência, Sumafi; alinhamento neste foco, Gramada; orientação neste foco, comum.

FRANK:  Muito bem, e qual será o propósito que tenho neste foco? (Pausa)

ELIAS:  O propósito que deténs neste foco particular pode ser identificado por uma palavra: “desafio”.

O teu propósito dirige-se não só no sentido apenas de atribuíres desafios a ti próprio, mas de proporcionares desafios objectivos aos outros indivíduos, de os incitar a pensar e a avaliar, e de proporcionares informação e situações, experiências... muitos tipos diferentes de expressão em conjugação com os outros que possam desafiar-lhes a atenção em diferentes áreas dos seus focos.

Isso poderá constituir um desafio para eles em relação aos talentos que detêm individualmente, ou ao encorajamento de estímulos intelectuais ou emocionais. Alguns aspectos da sugestão que lhes propões em termos de desafio ou provocação voltam-se para a área do emprego da espiritualidade; não no sentido das expressões religiosas mas da admissão do indivíduo todo e de todas as suas expressões como a totalidade da sua espiritualidade, e não só aquilo que poderão identificar no quadro das suas crenças como elementos imateriais da sua consciência.

Por isso, neste foco, tu ofereceste a ti próprio muitos desafios que poderás interpretar junto dos outros, o que poderá tornar-se útil ao te permitir eficiência nas sugestões que empregares junto dos demais.

Isso move-se em conjugação com a actual mudança que a consciência atravessa à medida que mais indivíduos passam a discernir a energia e se permitem uma consciência mais vasta por meio do reconhecimento das capacidades e das expressões que a consciência assume. Nesse sentido, tu propões uma centelha, por assim dizer, a ti próprio e junto dos demais, no sentido de se voltarem na direcção da observação.

Ora bem; tu interrogaste-me acerca do teu propósito e eu estendi-te uma explicação da direcção geral que o teu propósito individual alberga.

Mas reconhece que apesar de poderes identificar a escolha do propósito que estabeleces neste foco particular, isso não quer dizer que não estabeleças obstáculos nas expressões do teu foco em meio a tal propósito.

Mas isso também é intencional, porque ao criares a possibilidade de obstáculos a ti próprio, também poderás permitir-te ver de forma objectiva aquilo que estiveres a criar e o movimento que incorporas, e com isso, também concedes a ti próprio uma maior expressão do teu propósito à medida que subsequentemente te permitires remover esses obstáculos ou limitações, com cuja acção te poderás tornar objectivamente mais proveitoso na interacção que mantiveres com os outros.

Nesse sentido, poderás permitir-te expandir a tua consciência quanto à definição da espiritualidade que tens. No contexto do presente – e isso deverá prosseguir no futuro, temporariamente – gera-se um movimento na consciência, tanto objectiva como subjectivamente, movimento esse que se conjuga com a mudança, no sentido de redefinirdes certos termos pertencentes aos vossos idiomas que alinham fortemente por aspectos das crenças que são limitadas.

Nesse sentido, a espiritualidade traduz um termo que também agrega imensas crenças. Existe muita separação que se acha associada a esse termo da espiritualidade, e em conjugação com o teu propósito, tu deslocas-te no sentido de te desafiares a redefinir esse termo de forma a adoptares uma menor separação e, desde logo, um maior conhecimento da essência e da consciência.

Porque na realidade, a expressão da espiritualidade consiste na expressão da auto aceitação em tudo o que comportas, sem incluir a separação de qualquer elemento pessoal, mas possibilitando um livre fluxo da energia naquilo que identificas como elementos físicos e imateriais do teu ser – esses elementos de ti que poderão ser identificados como tangíveis e intangíveis, concretos e não concretos.

Porque a espiritualidade não consiste em nenhum elemento que se situe fora de ti. Também não constitui nenhum elemento que ocupe apenas uma área no teu íntimo; um ponto, por assim dizer, dentro de ti, mas é a totalidade do que és em todas as expressões que assumes, em todos os teus comportamentos; toda a tua manifestação, que por sua vez inclui todos os elementos da consciência num todo, sem separação.

Por isso, as tuas crenças são postas à prova, à medida que isto elimina os pensamentos e as filosofias que subscrevem todo o tipo de separação em termos de “planos”, em termos de expressões de “eu superior”, ou essência como uma coisa distinta ou afastada de vós próprios neste foco.

Isso elimina igualmente certos graus da expressão da consciência em termos de mais ou de menos, porque automaticamente vos voltais no sentido de exprimir que as manifestações expressadas nas dimensões físicas sejam “inferiores” ou “não tão iluminadas” como a totalidade da essência, estabelecendo desse modo a distinção de que toda a essência seja alguma expressão diferente da expressão que experimentais no foco. Mas eu afirmo-te que a totalidade da essência SE expressa no foco. Ambas não podem existir em separado.

Por isso, tu deparas-te presentemente com alguns elementos de dificuldade no teu avanço e na exploração que fazes da consciência, apenas pela razão de estares a desafiar-te na área da redefinição do próprio significado da espiritualidade, mas à medida que te permitires expandir a consciência e prosseguir com a abertura também definirás esse termo de forma diferente, de modo que te passarás a permitir remover certas limitações e obstáculos que se conjugam com esta ideia da espiritualidade. Estás a compreender?

FRANK: Estou, penso que sim. Basicamente, se te entendo correctamente, estás a dizer que preciso eliminar a ideia da existência de divisões na minha essência e que de algum modo me acho separado das partes imateriais de mim próprio.

ELIAS: Exacto.

FRANK: Muito bem. Qual seria a única coisa que devia fazer já para me voltar nessa direcção?

ELIAS: Permite-te ter consciência de todas as tuas expressões. Permite-te notar isso de forma objectiva porque esse é um instrumento de acção inestimável.

Actualmente está-se a gerar um espantoso movimento em termos de conscientização associado a esta mudança, e esse movimento comporta diferentes e variados ângulos, por assim dizer, que se poderão apresentar como uma concessão a ti próprio no sentido de objectivamente passares a possuir uma maior consciência da tua realidade, e o aspecto mais benéfico que poderás incorporar no presente consiste em te permitires observar.

No vosso foco físico torna-se-vos demasiado fácil observar os comportamentos e criações e expressões dos outros indivíduos, e eu não te estou a referir que deixes igualmente de reparar em tais expressões. Mas ESTOU a referir-te que passarás a concede a ti próprio um espantoso benefício se voltares a atenção para ti próprio e notares as TUAS expressões, criações e comportamentos.

Agora; o desafio inerente à situação consiste na permissão que deres a ti próprio para notares as reacções automáticas – na conjugação que estabeleces com os outros – em que tu não REPARAS. Existem muitas expressões e comportamentos que são gerados de forma tão automática que escapam regularmente à observação objectiva.

Por isso, em resposta à tua pergunta sobre o que poderás actualmente considerar em termos de eficiência nessa direcção particular de te provocares a ti próprio em conjugação com a definição que fazes da espiritualidade e de ti próprio, eu digo-te para observares.

FRANK:  Muito bem. Então essencialmente, o que estás aqui a dizer, suponho, é uma situação em que algo faz alguma coisa, e talvez eu automaticamente fique irritado com isso. Será isso o de que estás a dizer?

ELIAS:  Podes não criar necessariamente irritação. Existem outras respostas bastante subtis, como poderás identificar, que poderão não se expressar por meio duma resposta emocional, e isso gera uma situação que se torna mais difícil de notar.
Torna-se fácil, por assim dizer, na vossa percepção objectiva, notar essas expressões que estendeis por meio das reacções automáticas se acompanhardes a resposta que dais com uma qualidade emocional tal como a da frustração ou a da irritação ou a da animação. Qualquer expressão que crieis em que incluais uma associação com uma emoção, por assim dizer, poderá ser facilmente identificada.
Mas existem muitas expressões que são criadas de forma objectiva – e comportamentos – que não fazeis acompanhar necessariamente por uma emoção, e essas são reacções automáticas que se tornam objectivamente mais difíceis de notar no foco físico, e CONSTITUEM reacções automáticas.
Pensa lá contigo nas alturas em que poderás estar a interagir com outro indivíduo – pode tratar-se dum indivíduo da tua família ou outro qualquer, que isso não tem importância – em que ele poderá estar a interagir contigo, e à medida que pareces estar a escutar o que está a dizer em troca, na realidade apenas estás a fazer uso do teu sentido externo do ouvido, sem estares a receber necessariamente a informação que está a ser proferida.
Não estás a criar uma resposta emocional, e pela aparência objectiva, parecerá que estejas a participar na interacção, e podes mesmo camuflar isso a ponto de te convenceres de estares a participar em certa medida.
Mas se te permitires notar, também facultarás a ti próprio o reconhecimento de que no momento, nesse instante, não estás presente em conjugação com a interacção objectiva do outro indivíduo.
Podes estar a ocupar a tua atenção noutras direcções, que poderão nem sequer ser uma expressão do momento...

FRANK:  Uma expressão do quê?

ELIAS:  Do agora.

FRANK:  Está bem.

ELIAS: ...mas uma projecção na antecipação do futuro ou uma recordação de eventos passados, e estares a aplicar a tua atenção na avaliação de coisas passadas ou na antecipação de eventos futuros, sem a situares no momento nem na interacção que ocorra entre ti e o outro indivíduo.
Bom; isso está recheado de importância, porque te vou dizer, não te iludas com a ideia de que o outro indivíduo não tenha consciência disso, porque tem. Na energia, todos vós sabeis no momento se estais a participar com o outro e se ele estará a tomar parte junto convosco, ou se estais a projectar a interacção e ela está a ser repelida pelo outro.
Tu crias actos como esse, tal como toda a gente cria actos desses. Por isso, todos vós tendes consciência da criação disso, e permitis-vos reconhecer aquilo que estais a criar no momento, no instante.
Mas isto é o que te estou a dizer, com isto de te permitires prestar atenção e notares as reacções automáticas que são muito mais subtis à tua consciência objectiva, por isso englobar um movimento automático da tua atenção que se desvia do momento.

FRANK:  Está certo. Penso que a seguir, gostaria de falar sobre algumas outras crenças.

ELIAS:  Estás à vontade.

FRANK:  Creio que a primeira que gostaria de te colocar é: que crenças estarão a impedir-me de realizar tanto dinheiro quanto pretendo?

ELIAS:  (A rir) Esse é um aspecto inerente a certas crenças bastante comuns que abrigas de forma subjacente, que traduz a expressão da nobreza – quer por intermédio do trabalho duro, doo esforço, e em certa medida, do emprego duma luta que pode ser objectivamente percebida pelos demais.

Agora; isso proporciona várias expressões de compensação.

No alinhamento desse aspecto das crenças, existem igualmente expressões automáticas que são passíveis de ser empregues em alturas em que se prestem a ser encaradas objectivamente como benéficas. Porque por um lado, desejas passar a criar duma forma objectiva uma maior afluência financeira, digamos. Só que também te direccionas no sentido de expressares – sem que o verbalizes, por assim dizer, mas não deixas de expressar – ser óptimo e nobre que essa afluência não te sobrevenha de modo gratuito, a título de exemplo para os outros. (A rir)

Isso incute-te nas crenças um sentido de ética que percebes como válido.

Nesse sentido, se te permitires examinar as capacidades que possuis de modo efectivo – reconhecendo que podes criar qualquer elemento na tua realidade à tua escolha sem precisares empregar esforço, e que se criares com base na facilidade não te tornas menos enobrecido, e que todo o elemento da tua realidade que tenhas optado por proporcionar a ti próprio tenha procedido duma criação da tua escolha, além do facto de que por intermédio do trabalho árduo não sais mais enobrecido, por assim dizer, nem te tornas num indivíduo melhor do que por meio duma expressão de suavidade – passas a ver nas crenças que abrigas que as tuas ideias se movem no sentido do emprego de ideias novas que te transmitirão a noção de que criar com ausência de esforço e de modo fácil seja bastante admissível, e que podes manifestar qualquer elemento da tua realidade que escolhas com suavidade.

Só que também incorporas crenças que são reforçadas pelos sistemas de crenças que têm uma subsistência vigorosa, o que vai bem no encontro do que estivemos a debater em relação às reacções automáticas, porque tu podes expressar para contigo a vontade de passar a criar com ausência de esforço na área do ganho financeiro e expressar que passarás a permitir-te aceitar da suavidade nesse contexto em particular, mas ao mesmo tempo que alimentas essa ideia também podes estar a projectar energia a título de exemplo para com os demais, o que te define a identificação que fazes da ética – quanto ao facto de ser louvável e digno utilizar o trabalho a fim de alcançares o que desejas.

Portanto, como essa é a crença que impera e como ainda não te habilitas a (permites) notar as expressões objectivas que projectas no exterior, isso constitui o centro da tua concentração. É nessa área em que centras a tua atenção, e não nas tuas ideias objectivas.

Por isso, a crença virá ao de cima, por assim dizer, (a rir) e é o que te está a criar a manifestação, por ser filtrada por intermédio da tua percepção, e a tua percepção é que cria a realidade.

FRANK:  Está bem. É muito interessante. Este conflito resultará também em problemas físicos?

ELIAS:  Por vezes, em relação ao que, uma vez mais te encorajarei a notares as reacções automáticas e o rumo que a tua atenção toma, porque se criares reacções automáticas em diferentes direcções, também criarás tensão na tua energia, e por vezes essa tensão da energia provoca efeitos físicos (enfermidade, entre outras manifestações).

FRANK:  Muito bem. Eu tenho dois problemas físicos específicos que talvez pudesses comentar. Um tem que ver com alergias e o outro com a digestão. Não poderias, talvez, debater isso em termos das crenças que comporta e do que esteja a causá-los?

ELIAS:  Posso.

Bom; o problema que identificas em termos digestivos está directamente relacionado com a expressão do que estamos aqui a debater – a tensão na energia e com o facto de te prenderes à energia pelo que percebes ser o elemento de controlo pessoal, o que é uma expressão automática que tu crias.

Em qualquer caso, em qualquer altura, em qualquer confronto em que identifiques diferença na percepção ou diferença na opinião que tens, tu geras uma reacção automática por meio da tensão, tensão essa com que, também geras uma energia que irá afectar por intermédio dessa expressão em particular, que identificas como (função) digestiva.

Ora bem; isso não quer dizer que estejas fisicamente a permitir-te notar a tensão actual duma forma exagerada por expressões musculadas ou da energia ao teu redor OU que possas mesmo reconhecer duma forma objectiva a oposição que tem lugar no teu pensamento ou na tua opinião.

É por essa razão que te identifico esse movimento como automático. Por não requerer a menor ideia, e ser gerado de tal forma rápido que escapa à percepção. Trata-se duma acção automática.

Tal como a tua respiração constitui um acto físico automático e não requer observação objectiva da tua parte, tu crias muitas expressões diferentes que também não detectas, com o que, a tensão continua a ser gerada, ou poderá referir-se que os pontos de acalmia constituam ocorrências passageiras, e como tal não cheguem a interromper de modo a poderdes notar as espantosas expressões de interrupção que se dão na criação física. Por isso parece ter continuidade duma forma consistente.

Nesse sentido, na medida em que te permites reconhecer as reacções automáticas que tens, também facultarás a ti próprio uma consciência objectiva em relação à expressão que a  tua energia assume e do modo como crias a expressão automática da tensão, e ao reconheceres essa tensão, subsequentemente podes habilitar-te a dar-lhe atenção e a acalmar a tua energia, o que por sua vez irá influenciar bastante a digestão.

Quanto às reacções alérgicas que geras, por assim dizer, isso propicia a criação de várias acções que empregas, as quais, de certo modo, são bastante benéficas ao que tens vindo a criar até esta altura no teu foco físico.

A criação disso traz-te compensações por diversas expressões. Uma delas, é a compensação que é gerada no sentido da reacção aos outros.

Tu, ao gerares esse efeito físico particular, habilitas-te a receber certas respostas em termos de permissão da parte deles, o que te serve como uma desculpa para te permitires receber, porque podes consentir em receber determinadas expressões de compaixão e de protecção da parte dos outros se estiveres a criar algum elemento que vejas como errado ou prejudicial para ti próprio. Torna-se, desse modo, justificável que te passes a permitir receber isso.

Mas noutros casos, também crias um tipo de movimento bastante diferente, porque por vezes usas essa afectação em particular a fim de pores termo a interacções em alturas em que não desejas ser incomodado pela interacção dos outros, e isso constitui uma descontinuidade total.

Isso também te dirige a atenção para ti, e podes igualmente passar a justificar o acto de voltares a atenção para ti próprio, por estares a gerar determinada acção (física). Por isso, é claro que voltarás a atenção para ti próprio, o que passará a tornar-se completamente admissível e alvo do entendimento dos outros.

Desse modo, não precisas participar em interacções ou acções nem situações  concretas em que não desejes tomar parte objectiva, porque podes propor uma justificação concreta e objectiva para a ausência de tal participação! Bastante eficiente! Ah ah ah ah ah!

FRANK:  Bom, como poderei mudar a expressão disso?

ELIAS:  Ah ah! Tu comportas a capacidade de alterar essa expressão, e uma vez mais, isso direccionar-nos-á no sentido do tema desta conversa, o da interacção que decorre entre nós, que constitui o assunto da observação e da habilitação da tua atenção para te moveres no sentido do reconhecimento das reacções automáticas que assumes.

Observa no momento estares a experimentar a afectação física resultante da criação disso em particular. Reconhece o que tem lugar nessas alturas e permite-te perceber as diversas expressões pelas quais escolhes deixar de participar, ou a expressão das alturas em que desejas incorporar a atenção protectora da parte dos outros indivíduos.

Se te permitires notar, a criação disso tornar-se-á progressivamente mais óbvia para ti, duma forma objectiva.

FRANK:  Hmm.

ELIAS:  Ah ah! Posso-te dizer que isso é bastante criativo!

FRANK:  É!

ELIAS:  Ah ah ah!

FRANK:  Muito bem. Bom, isso é muito interessante. Falamos um pouco da mudança de crenças. Para mim, nesta altura em particular, qual será a melhor forma de alterar uma crença?

ELIAS:  Porque razão hás-de dar-te ao trabalho de alterar uma crença?

FRANK:  Peço desculpa; não escutei a primeira parte do que disseste.

ELIAS:  Porque te hás-de voltar no sentido de empregares a acção de alterares uma crença?

FRANK:  Bom, por exemplo, se quiser tornar-me mais próspero, e descartar a crença de precisar de ter que empregar muito esforço e trabalho árduo nesse sentido... Comecemos por isso por constituir o exemplo que gostaria de alterar de imediato.

ELIAS:  Não é necessário alterar a crença. O modo como poderás alterar a expressão objectiva – ou o que manifestas em termos físicos – não é alterando obrigatoriamente a crença, mas reconhecendo que comportas essa crença, e passando a aceitá-la, em razão do que o poder que lhe assistia passa a ser eliminado, e tu interromperás o acto de lhe cederes a expressão de energia que lhe cedes.

FRANK:  Está bem....

ELIAS:  Isso traduz a acção da aceitação das tuas crenças e da aceitação de ti próprio, porque nesse sentido, se te votares meramente à alteração da crença, aquilo que efectivamente estarás a criar é apenas a troca duma crença por outra, e a colocar a tua energia na perpetuação da expressão de QUALQUER dessas crenças.

Com a aceitação da crença, passas a reconhecer abrigar essa crença. Também te permites reconhecer os diferentes aspectos da sua expressão e o quanto isso te poderá estar a limitar, e reconhecer igualmente as áreas em que aplicas julgamento crítico.

Seja esse julgamento bom ou mau, na avaliação que fazes, não importa, porque na medida em que julgas uma expressão como boa, estás igualmente a referir outras expressões em termos de mau, e estás a impor limites ao teu movimento por estares a lutar pela criação daquilo que objectivamente vês como expressões “boas” ou “melhores”.

Portanto, ao permitires-te passar para o reconhecimento da crença e a detecção do modo como a expressas e como perpetuas a energia que ela encerra, também te poderás habilitar a deflectir, por assim dizer, a energia que perpetuas e que creditas a essa crença.

Por isso, passas a admitir uma expressão de ausência de importância, e ao te voltares no sentido de abrigares o: “não tem importância”, geras a aceitação, aceitação essa com que, passarás a alterar a criação disso, por teres alterado a percepção, e a tua percepção ser o que te cria a realidade.

Por isso é que te digo para reconheceres, em meio à detecção que obténs, que não é a mudança da crença que te irá alterar a realidade, mas que é a acção de alteração da tua PERCEPÇÃO que te vai alterar a realidade.

FRANK:  Será essa a razão porque detecto as reacções automáticas que assumo?

ELIAS:  É verdade.

FRANK:  Muito bem. Voltando àquilo de que estivemos a falar há bocado, não estás necessariamente a sugerir isso naqueles períodos em que deixo de estar com as pessoas com quem estou necessariamente, mas mais para detectar quando não estou com elas, não é?

ELIAS:  É. Não te estou a referir para alterares o comportamento que assumes. Estou apenas a dizer-te para notares, porque isso te proporciona uma oportunidade de perceberes mais escolhas e permite-te ver de forma objectiva o que poderá tornar-se mais eficaz ao teu avanço.

Presentemente, posso-te apenas dizer para notares, porque inicialmente isso te será bastante benéfico, mas também irá instaurar um exercício que, com o tempo, te deverá ocupar grande parte da atenção, mas por agora, isso basta.

FRANK:  Está bem, formidável.  Elias, muitíssimo obrigado!

ELIAS:  Não tens o que agradecer!

FRANK:  Vou ficar ansiosamente a aguardar uma nova oportunidade de falar de novo contigo!

ELIAS:  Ah ah! Fico a antecipar o nosso próximo encontro, e a encorajar-te para te divertires! (Riso abafado)

FRANK:  Bom, isso é fácil no meu caso!

ELIAS:  E vou continuar a estender-te uma contínua interacção em termos de energia até nos encontrarmos de novo.

Para ti neste dia, meu amigo, a minha expressão de afecto, e um au revoir!

FRANK:  Muito obrigado.  Tchau.




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