quarta-feira, 22 de junho de 2011

ACEITAÇÃO, TOLERÂNCIA, PACIÊNCIA, CULPA



SESSÃO #510
“Aceitação, Tolerância e Paciência”
“Culpa e Preocupação - um Desperdício de Energia”
“Minorar o Trauma da Mudança de Consciência”
Sábado, 4 de Dezembro de 1999 (Grupo/Pennsylvania)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes:  Mary (Michael), Gary (Hezrah), Joe (Holden), Meira (Mikyle), e 8 novos participantes: Brad (Elleil), Carlos (Isadora), Crizi (Jako), Justin (Valeer), Lenora (Annabelle), Naomi, Richard (Blake), Tony (Antonio), e Warren (Gennah).

Nota da Vicki: Esta sessão teve lugar numa casa mortuária. Tal como a Mary disse, sítio mais adequado para o “morto” não poderíamos encontrar! AH, AH!

ELIAS:  Boa tarde! (Ri para si próprio)

GROUP:  Boa tarde!

ELIAS:  Voltamos a encontrar-nos! (Sorri)


ELIAS:   MUITO do que está a ocorrer nesta época, no que designaríeis concretamente como os estertores finais deste vosso ano, do vosso século, do vosso milénio.

Estão a ocorrer expressões extremadas em termos de energia. As pessoas estão a passar por experiências novas e certos movimentos inusitados. Alguns estão a experimentar posições extremadas de conflito. Alguns experimentam sentimentos extremados no campo da surpresa e das maravilhas, e por todo o vosso planeta, subsiste uma consciência acrescida do movimento da energia.

Isso manifesta-se por intermédio de diferentes tipos de expressão, em conjugação com os indivíduos mas também colectivamente, mas está presentemente a eclodir uma consciência crescida em todos vós de estar a ocorrer movimento, por assim dizer.

Nesse sentido, apresentais a vós próprios muitos exemplos, através de imagens, das vossas maneiras de pensar. Trazeis à tona da vossa consciência, por assim dizer, variadíssimos tipos de manifestação de expressões das vossas maneiras de pensar.

Isso permite-vos a oportunidade de perceberdes e de examinardes e de avaliardes os vossos modos de pensar. Permite-vos uma oportunidade de assimilardes mais informação em conjugação com o vosso modo de pensar (crenças). Também vos concede uma oportunidade de perceberdes algumas das limitações que atribuís a vós próprios, em conjugação com as vossas maneiras de pensar.

Mas não vos concede meramente a oportunidade de perceberdes as limitações, mas permite-vos perceber as oportunidades que podeis apresentar a vós próprios com a expansão da vossa consciência e com a eliminação de muitos dos obstáculos que colocais diante de vós em conjugação com as vossas crenças, assim como eliminar muitas das vossas limitações.

Nesse sentido, também vos abris, a vós próprios e à vossa consciência, a novas vias de aceitação. Além disso também se estão a dar expressões formidáveis de rebeldia que brotam da vossa criação colectiva, em conjugação com esta expansão da consciência.

A expansão da vossa consciência, nesta dimensão física e nos termos em que é construída com a concepção desta mudança da consciência, é-vos pouco familiar, e o que até agora criastes na linearidade do vosso tempo É-VOS familiar.

A aceitação dos modos de pensar consiste num movimento pouco familiar. Aquilo com que vos achais bastante familiarizados é com o movimento dos vossos modos de pensar e com a sua perpetuação e a sua expressão. Por isso subsiste um elemento de conforto na perpetuação das vossas maneiras de pensar.

Bom, neste encontro em particular também iremos debater três dos termos que empregais – o da aceitação, o da tolerância e o da paciência. Esses são termos que vindes há muito do vosso tempo a incorporar, ao longo da vossa história.

Muitas essências – muitos indivíduos no foco físico que identificais como professores e mestres, ou seja lá a designação ou rótulo que lhes atribuais – utilizaram esses termos particulares, e vós nesta época, à medida que a energia da mudança de consciência se está a acelerar, procurais empregar esses termos em particular ao vosso enfoque pelo que identificais como um meio prático e operacional, para o referir na vossa língua.

GARY:  Isso vem incrivelmente a propósito do caso do meu sobrinho, o qual de súbito decidiu que só porque não fomos ao casamento dele, ele deixou de nos suportar, e tem vindo a mandar-me emails horríveis, que eu ignorei mas…Não estou certo, mas preciso ser alguma coisa em relação a ele, ou paciente ou lá o que for. (Elias ri para si próprio)

ELIAS:  (Alto e bom som) Ora bem; dir-vos-ei que esses três termos vos parecerão bastante difíceis de empregar na vossa experiência física e ao tentardes manifestar paciência ou a aceitação ou a tolerância nas mais diversas situações, circunstâncias e momentos dos vossos enfoques nesta dimensão física experimentais conflito. Eles parecerão deformar-se na inclinação natural que sentis para o movimento no vosso enfoque.

Muitas das vossas crenças referem-vos de certo modo que DEVERÍEIS incorporar essas acções mas muitas das crenças que subscreveis dizem-vos o contrário, por vos referirem – ou referirdes a vós próprios – que NÃO deveis revelar paciência nem tolerância mas que deveis proporcionar esses atributos a vós próprios e não usá-los em conjugação com os demais.

“Olhemos para nós próprios, antes de mais. Identifiquemos a importância do que expressamos, primeiro, sem nos preocuparmos com as expressões assumidas pelos outros.” Eu próprio já utilizei uma alocução semelhante junto de muitos de vós, ao dizer-vos para vos preocupardes convosco próprios e não com as expressões nem com o movimento dos outros.

Bom; o sentido que esta informação assume é correcto, porque ao vos voltardes para vós próprios e ao incorporardes essas acções – porque esses são termos que traduzem acções – também estareis a incorporar elementos dessas próprias expressões com respeito aos outros como um subproduto natural da acção da aceitação e da tolerância e da paciência que revelais para convosco próprios.

Esses três termos comportam significados diversos – acções bastante diferentes – e uma das dificuldades que experimentais no foco físico reside na falta de compreensão de cada um desses termos. Referis a vós próprios que isso são virtudes e que sejam elementos que se desejará empregar no vosso enfoque, só que não tendes uma compreensão objectiva daquilo em que tais movimentos consista.

Em que consistirá o vosso movimento da paciência? (pausa)

LENORA:  Na aceitação?

JOE:  Na capacidade de observar e de aprender durante um longo período de tempo sem atribuir juízo crítico.

JUSTIN:  Dar à pessoa o benefício da dúvida.

ELIAS:  Também identificais paciência como espera; conceder a vós próprios um tempo de ausência de movimentos, ausência de acção; um tempo de espera, por assim dizer.

Eu digo-vos que a paciência consiste numa acção. A paciência consiste num movimento.

Nesse sentido, eu referi-vos em diversas alturas que podem ter paciência e isso resultar num benefício ao seu avanço, mas à medida que o movimento desta mudança se foi intensificando, foi-se tornando óbvio que no foco físico a identificação que fazeis esse termo, paciência, é carente.

Por isso, pode-se referir-vos que incorporais essa acção da paciência, só que tendes falta de definição quanto ao que vos estejam a instruir com isso. Por isso, de que modo sereis capazes de empregar a acção da paciência se não dispuserdes duma definição objectiva quanto à indicação que isso subscreve?

A paciência consiste num consentimento e numa permissão. A paciência consiste na incorporação objective de movimento; numa acção objective e propositada de permissão em relação ao fluxo natural da energia. A paciência traduz-se pela implementação directa da acção em conjugação com uma selecção de probabilidades.

Vós estais continuamente a escolher e a estabelecer probabilidades, e nesse sentido, cada probabilidade que escolheis a cada instante e pode necessariamente não ser espontânea e imediatamente inserir-se nesta realidade física, por terdes criado esta realidade física numa estrutura de tempo linear.

Todas as probabilidades se actualizam, só que elas podem necessariamente não se actualizar nesta realidade objectiva e convencionada como aceitável nem nesta dimensão física. Vós escolheis actualizar uma probabilidade nesta realidade física em conjugação com cada direcção de movimento que incorporais e em conjugação com as experiências por que passais.

Podeis pôr as probabilidades em marcha e com tal escolha podeis instaurar o movimento da actualização duma probabilidade, só que ela ainda não terá sido completamente inserida na vossa realidade física real.

A acção da paciência consiste numa participação active junto das probabilidades que tereis colocado em marcha na vossa dimensão física, por meio duma permissão do que já tereis escolhido em conjugação com a vossa aceitação – porque a aceitação consiste numa acção diferente – que essa permissão irá estabelecer um fluxo livre de energia.

A falta de incorporação de paciência traduz um movimento de pressão o qual utilizais por intermédio da acção do forçar a energia que manipulais, por assim dizer.

Nesse sentido, muitas vezes podeis colocar uma probabilidade em movimento, e podeis alterar a manifestação dessa probabilidade deixando de permitir o livre fluxo da energia.

Por isso, podeis inclinar-vos a pensar num desejo objectivo que desejareis criar e manifestar no vosso enfoque. No instante em que reconheceis essa vontade já tereis posto em movimento uma probabilidade para actualizar essa vontade.

Podeis também alterar a actualização dessa probabilidade por intermédio da vossa falta de confiança e de aceitação íntima e da pressão que exercerdes sobre a energia, o que direccionará o fluxo da energia num outro sentido, e podeis efectivamente deixar de manifestar essa vontade, porque com a vossa falta de paciência tereis criado uma alteração na direcção dessa energia.

As pessoas ficam perplexas muitas vezes no enfoque físico ao dizerem para com os seus botões: “Tenho vontade de manifestar esta coisa em particular e concentro-me e continuo a concentrar a minha energia na direcção da manifestação dessa coisa e tudo o que experimento é frustração, por não se manifestar, e não imagino porque razão não se manifesta.”

Mas também expressais perplexidade pelo facto daquilo que quereis não se actualizar no vosso foco físico, por referirdes ter obtido informação no sentido de vos assegurar que manifestareis aquilo em que vos concentrardes. Por isso, como vos estais a concentrar, devíeis estar a manifestar.

Mas a concentração não significa necessariamente pensamento objective, só que equiparais a concentração ao pensamento.

Por isso, se continuardes a pensar e a pensar e a pensar naquilo que desejais, e expressardes repetidamente e duma forma objectiva: “Eu vou manifestar, eu vou manifestar, eu vou manifestar, eu vou manifestar”, acreditais chegar a manifestar por isso traduzir a expressão da vossa concentração objectiva, mas vós criais aquilo em que vos concentrais.

Também já referi isso a muita gente, só que a vossa concentração não é necessariamente o vosso processo de pensar. A vossa concentração consiste na expressão das vossas crenças.

Os vossos pensamentos podem não se direccionar necessariamente em conjugação com as crenças subjacentes que abrigais. Uma das formas de pensar que expressais mais, e com tenacidade, nesta dimensão, tal como já referi imensas vezes, é o da duplicidade.

Essa maneira particular de pensar é bastante sagaz e VÓS sois bastante sagazes no modo de criar camuflagem em vós próprios e no modo como vos iludis com os vossos processos do pensar de acreditar numa direcção, quando na realidade podeis abrigar um aspecto da crença completamente diferente, subjacente a essa crença. E é aí que reside a vossa concentração. A vossa concentração é aquilo em que acreditais com autenticidade.

Bom; voltando ao tema da paciência, podeis substituir o termo “permissão”, pelo da “paciência”, porque a acção de incorporar paciência consiste apenas no acto de vos permitirdes (capacitardes) mover-vos com naturalidade e de fluirdes com a vossa energia sem complexidade.

Isso é também a razão pela qual experimentais dificuldade no emprego da paciência, por se tratar duma simplificação de movimentos, porque sois bastante aficionados da complexidade de todo o movimento nesta dimensão física! (ri para si próprio) Torna-se-vos fascinante complicar TODAS as áreas da vossa existência física!

CARLOS:  Elias, porque razão instauramos tal complicação?

ELIAS:  Por ser estimulante para vós! É interessante!

Vós sois uma energia da essência. O vosso estado natural do ser, da consciência, consiste num contínuo movimento de exploração e de transformação.

Por isso, nos termos da vossa linguagem concreta, vós sentis uma curiosidade insaciável por CADA manifestação possível da consciência. Cada experiência, qualquer elemento que seja passível de ser criado no âmbito da consciência, vós passais a desejar criar.

Esta é uma manifestação material. É uma dimensão extremamente complexa…

CARLOS:  Nesse caso, não será natural procedermos à criação dessa complicação, por sentirmos faltar-nos a capacidade de nos colocarmos à altura do que esperamos, e de nos expressarmos do modo que desejamos? Não será um tanto natural impormos dificuldades e obstáculos?

ELIAS:  Sim, de certa forma. Não é necessário, mas nesta dimensão física em particular existe um elemento do tipo desse movimento que se vos torna completamente natural, por constituir um elemento da vossa exploração e da vossa curiosidade e do vosso desejo de experiência.

CARLOS:  Tu disseste não ser necessário, o que significará a existência dum outro meio para o conseguirmos, só que algo parece estar mal, aqui. Porque razão o estaremos a fazer, se não é necessário?

ELIAS:  Vós criais MUITAS acções nesta dimensão física que vos são desnecessárias.

CARLOS:  Porque o faremos?

ELIAS:  Isso traduz um movimento conjugado com a curiosidade que sentis e a exploração que fazeis de todas as expressões desta dimensão física. MUITAS das vossas expressões que assumis nesta dimensão movem-se em conjugação com a exploração das vossas qualidades emocionais.

A emoção consiste num elemento básico nesta dimensão física. A emoção é relativa a esta dimensão física – e a determinadas dimensões físicas – só que não em relação à consciência toda.

Por isso, ao escolherdes manifestar-vos nesta dimensão física particular, o movimento no sentido da exploração de todas as qualidades da expressão emocional torna-se bastante natural, por não se tratar duma manifestação que seja relativa a outras áreas da consciência.

Por isso, existe igualmente uma curiosidade  em relação às formas intensas que as expressões emocionais podem atingir, e à sua diversidade. Vós criais muitos elementos de conflito nesta dimensão em particular a fim de experimentardes, como quem diz, a qualidade emocional que acompanha muitas das vossas experiências.

Quando vos digo que certos movimentos são desnecessários no vosso enfoque físico, eu refiro-o propositadamente, de forma que vos permitais compreender em termos objectivos existir mais ao vosso dispor do que aquilo que ainda percebeis.

Isso proporciona-vos a oportunidade de abrirdes a vossa a vossa consciência objectiva e eliminardes algumas das limitações que tendes, e isso é parte do propósito desta mudança da consciência, a qual INSTAURASTES e CONCEBESTES. Por isso é vosso objectivo, por assim dizer, mover-vos nessa direcção, e a informação que vos estendo constitui apenas uma ajuda em resposta às vossas próprias criações.

Vós formulastes o pedido, no âmbito da consciência, de ajuda – com os VOSSOS próprios movimentos de recordação da essência e da consciência – os quais vos servirão de ajuda no vosso movimento objectivo em conjunção com esta mudança da consciência.

Ora bem....

JOE:  Elias, posso colocar uma pergunta?

ELIAS:  Podes.

JOE:  Algumas filosofias apontam o ego com a razão das complicações existentes na vida das pessoas. Que considerarás tu que seja o ego? Em suma, será esse o modo de o colocar?

ELIAS:  Dar-lhes uma explicação relativa a um aspecto de vós próprios é igualmente complicado: Vós, neste enfoque, sois deveras aficionados pelas classificações e pelas distinções. Entretendes-vos com a segregação de elementos da vossa realidade, até ao ponto da vossa separação e da vossa própria segregação em parcelas distintas, por assim dizer.

Por isso, na vossa psicologia, vós separais a vossa consciência
em secções. Identificais esse elemento que vos impele, esse elemento que concentra a atenção em vós próprios, esse elemento que detém a qualidade do egoísmo ou do que identificais como auto-centrado e auto-indulgente como sendo o ego, que se perpetua a si mesmo, e identificais igualmente elementos de negatividade com essa designação de ego.

Vós identificais certos elementos de negatividade junto com o que identificais como subconsciente, por se tratar dum elemento de vós que tereis criado como uma secção do vosso ser que passa a identificar esse aspecto de vós que é desconhecido para vós e se acha fora do vosso controle.

JOE:  Mas não necessariamente negativo.

ELIAS:  Por vezes associas negatividade a isso, por avaliares existirem certos padrões de conduta que podes criar que se podem ser influenciadas pelo teu subconsciente e que não se acham sob o teu controle, o que não se te afeiçoa como bom, necessariamente.

JOE:  Mas é a verdade.

ELIAS:  Tão pouco a verdade, sequer. Só que nas crenças que abrigas, podes identificar que aquilo que te pareça ser sugerido por intermédio do teu subconsciente, seja verdade. Eu dir-te-ei que isso consta igualmente duma crença, e não necessariamente duma verdade. Pode afeiçoar-se pela vertente da realidade e pelo facto da realidade constituir uma verdade, mas para além da realidade, não passa duma crença.

Posso dizer-te que és capaz de incorporar a acção de empreenderes uma interacção com outro indivíduo, e usares um processo que identificarás coo o da hipnose, e acreditares que esse processo te concederá a capacidade de acederes a áreas do teu subconsciente – ou daquilo que identificas como subconsciente – de forma que isso liberte segredos aos quais não te permites aceder duma forma objectiva, e poderes proporcionar a ti próprio a lembrança da experiência dum encontro com o que identificarias como um extraterrestre, e ao abandonares essa acção hipnótica, poderás deter uma recordação objectiva daquilo a que terás tido acesso pela recordação dessa acção da hipnose.

Bom; será essa recordação, será essa lembrança uma verdade?

JOE:  Para nós, acredito que possa ser.

ELIAS:  A experiência que fizeste, por assim dizer, constitui uma verdade, por se tratar duma realidade, e a realidade constituir uma verdade. A experiência ou a recordação da experiência pode não ser necessariamente o que identificarás como verdade, mas pode constituir uma tradução e uma interpretação.

Podes ter uma recordação muito clara. Podes conseguir uma grande clareza na tua recordação duma experiência particular, mas a experiência em si pode constituir uma tradução. É uma realidade. Não é o que identificarás como uma distinção através da qual certos elementos desta dimensão não sejam reais.

JOE:  Que é que estará errado com a minha tradução?

ELIAS:  Não existe qualquer elemento que esteja errado na tradução que fazes. A tradução que fazes constitui uma realidade. Trata-se da interpretação que concebes por meio da percepção que tens e por meio da compreensão objectiva duma experiência. E não está errada.

JOE:  Não será isso o que contará?

ELIAS:  É, nos teus termos, aquilo que pesa, ou que conta, mas também não é o que conta, por se tratar duma filtragem concatenada pela percepção.

Portanto, é uma realidade em conjunção com esta realidade física e com esta dimensão física, e é relativa a esta dimensão física. Trata-se duma realidade na experiência da consciência e enquanto uma criação da consciência, mas não é necessariamente uma verdade.

JOE:  Nesse caso porque fomos feitos indivíduos?

ELIAS:  Ah, mas vós não fostes feitos!

JOE:  Então trata-se duma terminologia errada. Porque razão SOMOS indivíduos?

ELIAS:  Porque isso proporciona-vos uma oportunidade de exploração. Tal como já declarei previamente, a essência ou a consciência encontra-se num contínuo estado de transformação, pelo que está num estado contínuo de exploração, e nesse estado está continuamente a criar e a manifestar. A imaginação constitui uma realidade.

Vós, nesta dimensão física, espelhais muitos elementos inerentes à consciência – não todos, mas muitos elementos pertencentes ao estado natural da consciência – e objectivais esses elementos em termos físicos e concretos. Vós criais movimento físico. Vós criais objectos. Criais imagens duma forma densa através da qual podeis mover-vos de um modo concreto, o que possibilita uma abrandamento da acção e vos proporciona a oportunidade de perceber dum modo intenso cada aspecto desta área particular da consciência.

Tudo aquilo que criastes nesta dimensão constitui um espelho para os diferentes aspectos de movimento da consciência. Também consiste numa tradução. É traduzido para a solidez física.

Até mesmo os vossos pensamentos e as vossas comunicações detêm uma qualidade física em si e uma densidade de energia que é traduzida por intermédio duma estrutura de tempo, por um elemento temporal, o qual estabelece uma densidade nas expressões de tudo o que criais nesta dimensão física.

Portanto, em que reside o propósito? (A rir de modo forçado para o Joe) O propósito desta dimensão física consiste apenas na experiência. Não estais a desempenhar nenhuma missão. Não vos encontrais em busca do sagrado.

JOE:  Em deixarmos de sentir sensação de culpa?

ELIAS:  A culpa, eu vou-te dizer – tal como já referi muitas vezes no passado – consiste num dos dois tipos de manifestação da energia, nesta dimensão física, que expressais e que chega mais perto de poder associar-se a um desperdício de energia. Na realidade, não existe coisa tal como desperdício de energia. Por isso, não te poderei referir em termos definitivos que a expressão da culpa seja absolutamente um desperdício de energia, porque nenhuma energia é desperdiçada, por assim dizer.

Mas dir-te-ei que a existir alguma expressão de desperdício de energia, a da culpabilidade e a da preocupação prefigurá-las-iam. Essas duas expressões de energia prestam-se meramente à perpetuação dos modos de pensar da duplicidade, e reforçam tudo aquilo que identificais como negativo.

Elas reforçam-vos a expressão da depreciação pessoal, da falta de aceitação pessoal, e estabelecem uma expressão de desvalorização do mérito, o qual – de certo modo e falando em termos figurativos – consiste numa expressão que é contrária à consciência e à essência.

Não estou a dizer que não seja uma criação que não possa servir ou que vos tenha servido de benefício, nesta dimensão física e em diferentes momentos da vossa história, mas digo-vos, que a existir na consciência alguma expressão duma manifestação inaceitável, essa expressão seria uma dessas.

JOE:  Deus meu! (riso)

GARY:  Bom, estou ciente de que o Seth terá apontado duas versões de culpa, uma que referiu como benéfica, a qual consiste unicamente em deixar-nos obter consciência de se poder tratar de algo que não devemos voltar a fazer e o tipo de culpa de que dispomos na nossa civilização que se prolonga eternidade adentro, sem que alguma vez abramos mão dela.

ELIAS:  Estou a entender o rumo que a informação toma, e entendo igualmente o significado dessa informação.

Também vos direi, em conjunção com a direcção que o fluxo deste fórum particular toma, hoje, que isso significa igualmente a inserção dum extra, por assim dizer – uma complexidade na informação oferecida de forma propositada para suscitar a vossa compreensão em relação a um ponto de transição – que podeis aceder a determinada informação em conjunção com as maneiras de pensar das massas que vos sejam aceites, que vos possibilitará uma abertura para acederdes a uma maior aceitação da informação que vos será, por assim dizer, oferecida futuramente.

E essa informação é precisamente esta. Mas vou-vos dizer que nesta informação que vos estendo – na simplicidade que comporta e destituída de complexidade e distorção como é – toda a expressão de culpabilidade se revela desnecessária, e como referi, a existir alguma forma de desperdício de energia, que devia corresponder à expressão dela sob uma forma qualquer.

GARY:  Penso que não o conseguirás tornar mais claro!

ELIAS:  Não é preciso incorporardes culpa nem preocupação no vosso enfoque!

Vós instaurais preocupação com a depreciação pessoal e com a depreciação das vossas capacidades e com a vossa falta de confiança em vós próprios, de não serdes dotados da capacidade de realizardes de um modo, bem sucedido ou adequado, nos vossos termos.

Vós passais a incorporar preocupação com a expressão do que identificais como falta de controle. Mas o controle, vou-vos dizer, não passa duma ilusão! Essa é uma manifestação que, por intermédio da vossa percepção, é directamente influenciada pelas vossas crenças e que na verdade NÃO corresponde a uma coisa real.

Não existe controle nenhum. Ele não passa duma ilusão que forneceis a vós próprios, de modo a poderdes ofertar a vós próprios certos elementos de permissão na manifestação de certos sentidos que desejais implementar no vosso enfoque físico... Só que não é uma ilusão completamente bem sucedida!

A preocupação ou a aflição consistem na perpetuação da falta de confiança em vós próprios. A culpa é a perpetuação da falta de aceitação pessoal.

Já referi anteriormente e vou faze-lo de novo, que a confiança e a aceitação não constituem sinónimos, e são duas expressões distintas, dois movimentos distintos. Podeis confiar em certos elementos vossos e nas vossas capacidades e no que criais e não estar a vos estardes a aceitar a vós próprios. Por isso, não representam uma mesma coisa na expressão que traduzem.

A preocupação, o tormento, passa a anexar-se à confiança pelo aspecto da duplicidade. A culpabilidade passa a anexar-se, qual parasita, através da identificação que FAZEIS dum parasita, à vossa confiança pessoal. Por isso, essas são expressões que não vos proporcionam, segundo a avaliação que fazeis de positivo e negativo, nenhuma retribuição positiva.

Além disso são desnecessárias, por não haver qualquer necessidade de as instaurar, pois que será que ocorrerá no vosso foco físico que possa traduzir uma expressão admissível de culpa, para além do vosso modo de pensar? Que será que vos perpetua essa expressão de culpa? Não sois vós, na realidade, no vosso estado natural, nem o vosso fluxo de energia mas o uso que fazeis das vossas maneiras de pensar e do que deve ou não deve ser.

GARY:  Não existirá algo desse tipo?

ELIAS:  Isso passa a representar uma realidade por o estabelecerdes desse modo, mas aquilo que vos estou a propor é que não precisais disso, e de que EXISTE mais para além das noções do dever.

GARY:  Estarei a atrasar a conversa?

ELIAS:  Não, não estás!

GARY:  Mas não terá a civilização sido construída com base na aprendizagem que as pessoas fazem em relação a não fazerem determinadas coisas mas a tratar os outros de determinados modos, de forma a não acabarmos por nos matar?

ELIAS:  Permite que te diga que vós desenvolvestes maneiras de pensar ao longo dos milénios, com as quais estabelecestes fortes alinhamentos e procedestes à criação de formas de conduta e de limitações e de princípios, mas MUITAS das acções que utilizais são influenciadas  por muitíssimas formas de pensar religiosas diferentes.

Não me estou a referir às crenças do campo religioso soba forma incutida pelas instituições, mas às crenças religiosas subjacentes enquanto identificação daquilo que sois, e a quem sois, a onde tendes a vossa existência, e ao modo como levais essa existência.

Mas aquilo que sois, em conjunção com as maneiras de pensar religiosas constitui uma expressão do “inferior”, e o que passais a criar enquanto manifestações desse “inferior” são inclinações naturais no sentido da ofensa e da falta de dignidade, o que é bastante incorrecto.

Esses são aspectos das crenças que passastes a incorporar e com os quais passastes a criar a realidade, só que não constituem verdades.

Não existe nenhum ser supremo que vos tenha criado à sua imagem. VÓS criastes um ser supremo à VOSSA imagem.

GARY:  Nesse caso, onde será que poderemos obter o nosso poder?

ELIAS:  Mas com que poder te identificarias?

GARY:  Com a energia para existir.

ELIAS:  Tu sempre exististe. Não terás recebido a existência a partir de coisa nenhuma. Vós EXISTIS, e sois a consciência toda. Não existe coisa nenhuma, por assim dizer, que exista separada de vós.

GARY:  Reunimos energia para aqui virmos. Mas de onde virá essa energia?

ELIAS:  Ela EXISTE. A energia abrange tudo. Existe, mas – na concepção que dela fazeis – sempre existiu, e sempre existirá. Esses são termos que utilizais, por empregardes um processo de pensar e uma realidade física que dispõe de tempo de um modo linear.

Não existe passado. Não existe futuro. Tudo o que existe, existe agora, e tudo o que se situa na consciência sois VÓS. (pausa)

Vós instaurastes maneiras de pensar complexas de forma a proporcionardes a vós próprios explicações que possais compreender em termos físicos, por terdes criado a manifestação duma forma física. Por isso subsiste a aparência de terdes a vossa existência no singular. Utilizais um corpo e dum modo, por assim dizer, de locomoção. Criais uma manifestação de probabilidades de cada vez, segundo a concepção que tendes.

Criais de modo singular e criastes isso de modo bastante propositado a fim de experimentardes esse tipo de manifestação, esse tipo de exploração. Mas também vos manifestais em cada área da consciência, por SERDES cada uma das outras áreas da consciência.

Isso que identificais como sendo vós mesmos consiste num foco da atenção. Vós chegais mesmo a reflectir a consciência neste foco singular da atenção, através da vossa habilidade de focar a vossa atenção em muitas direcções distintas em simultâneo, nesta dimensão física. Vós dirigis a vossa atenção na vossa manifestação física em várias áreas ao mesmo tempo, e isso também reflecte a consciência toda.

A vossa própria manifestação física consiste num espelho da essência. Vós podeis incorporar várias acções em simultâneo. A essência foca a sua atenção em incontáveis direcções em simultâneo, mas todas são elementos da essência, e a essência não passa da designação ou da identificação duma qualidade singular de energia, por assim dizer, inerente à consciência, dum elemento singular da consciência, que não se acha separado.

GARY:  Que importância terá um eu físico saudável?

ELIAS:  Essa será uma pergunta de carácter relativo, por ser relativa ao objectivo que assumis num foco particular.

Na vossa sociedade, e na vossa maneira de pensar, atribuís uma enorme valor à saúde física, mas isso consiste unicamente numa escolha.

Pode não ser necessariamente importante gozar de boa saúde, segundo a identificação que dela fazeis no enfoque físico, se tal não for o objectivo da vossa experiência neste foco.

É por essa razão que existem indivíduos que se manifestam na vossa dimensão física e que NÃO dispõem de saúde física segundo o que identificais como óptima. Essa é igualmente a razão porque as pessoas podem criar uma enfermidade e NÃO se curarem.

Alguns indivíduos UTILIZAM esse tipo de movimento, o da criação de enfermidade nas suas manifestações físicas e de subsequentemente desfazer essa enfermidade física na mesma manifestação, e isso também representa um experimento que é criado por razão pessoais e que ele escolhe experimentar nesta dimensão física.

Alguns escolhem incorporar diferentes elementos de enfermidade ou de disfunção de modo bastante propositado, e não chegam a alterar a manifestação ao longo de toda a sua experiência de vida.

Por isso, essa pergunta é bastante relativa ao indivíduo e à sua percepção e às suas crenças e ao seu objectivo na direcção que toma na sua manifestação do foco físico.

Trata-se, uma vez mais, do exemplo das maneiras de pensar das massas que expressam princípios de “deverdes” manifestar de um modo particular, o qual será aceite, mas existem certas expressões da manifestação que não serão aceitáveis nos moldes da vossa realidade convencional.

E isso conduz-nos ao fecho do círculo do nosso debate destes termos da paciência, da aceitação e da TOLERÂNCIA, que é aquele que não debatemos hoje.

A tolerância é um termo que cambiais muitas vezes pelo da aceitação, mas essas são expressões bastante distintas. A tolerância NÃO é uma expressão de aceitação.

Vamos fazer um intervalo e em seguida continuaremos com o nosso debate.

GROUP:  Obrigado.

ELIAS:  Não tendes de quê. (Ri de forma forçada)

INTERVALO

ELIAS:  Prossigamos. Bom; quanto ao assunto da tolerância.

Encarais a tolerância como uma expressão de nobreza de carácter. Esforçais-vos por expressardes tolerância em conjunção com os outros, assim como por vezes convosco próprios, só que, como já referi, vós equiparais a tolerância à aceitação. Se fordes tolerantes também devereis (ser libérrimos) e ter a capacidade de aceitar tudo, mas eu digo-vos que se trata aqui de expressões bem diferentes.

Podeis tolerar os comportamentos ou as acções ou as situações, só que a tolerância traduz uma expressão temporária. A aceitação é duradoura.

A tolerância traduz uma área da expressão para a qual vos podereis permitir passar temporariamente quer em relação a vós quer em relação aos outros, e até mesmo em relação às circunstâncias e às situações.

Vós permitis-vos mover em conjunção com certos aspectos da vossa realidade e não lutar temporariamente com eles na antecipação ou com a expectativa duma alteração, duma mudança.

Podeis tolerar outro indivíduo ou manifestar tolerância temporariamente em conjunção com outro indivíduo ao mesmo tempo que manter uma expectativa subjacente e uma antecipação de que isso venha a instauração a mudança de determinado elemento que vos permitirá passar a aceitar. A tolerância comporta expectativa e antecipação. Por isso, não é sinónimo de aceitação.

A aceitação consiste na ausência de crítica, mas também inclui uma ausência de expectativa, porque a aceitação é a genuína expressão do “não tem importância”. “Não ter importância” não se acha incluído na tolerância, por SUBSISTIR um artigo de importância na expressão que empregais no campo da tolerância.

Também subsiste uma expressão subjacente que acompanha a tolerância.

Se fordes tolerantes em conjunção com um grupo específico de indivíduos, também haveis de revelar intolerância em relação a um outro grupo, ou intolerância em relação a certas expressões referentes a determinados indivíduos. Se empregardes tolerância em determinadas áreas que vos digam respeito, também haveis de usar de intolerância em relação a outras.

A aceitação não é parcial. A aceitação inclui e acha-se e acha-se incorporada em todas as áreas e expressões do vosso ser. Não separa nem exclui nenhuma das criações que gerais nem nenhuma expressão.

Podeis expressar ideias e mesmo condutas de tolerância em conjunção com os demais, e podeis expressar para convosco próprios um reconhecimento da nobreza de que esses tipos de expressões e comportamentos são dotados, e podeis dizer para convosco serdes muito bons por expressardes certos elementos de tolerância, e que os outros merecem essa vossa tolerância.

Isso confere-vos uma expressão ainda mais afincada de nobreza, e sois capazes de vos elevardes a vós próprios à santidade com tal nobreza, por poderdes incorporar tal tolerância em situações e em conjugação com outros, ou por incorporardes tolerância para convosco.

Ora bem; vou-vos dizer que essa incorporação de tolerância em relação a vós próprios é bastante diferente da incorporação de tolerância em relação aos outros.

A incorporação de tolerância de que usais em relação a vós próprios constitui uma mudança na atenção, no derivar da vossa atenção duma área que poderá parecer inaceitável, à vossa percepção, para uma outra área das vossas expressões que podereis reconhecer no íntimo. Isso proporciona-vos uma expressão de validação parcial.

Não estou a referir que a acção da tolerância seja má. Estou somente a estender-vos uma explicação, que podeis manter na vossa consciência objectiva com maior clareza em relação estais a criar ao usardes essas duas acções.

Por isso, não vos iludireis nem vos enganareis com a ideia de estardes a assumir expressões de aceitação através dos comportamentos e das vossas expressões quando não estais.

Isso permite-vos a oportunidade duma menor interpretação falha em relação aos vossos próprios comportamentos, e permite-vos reconhecer o que ESTAIS a criar através das vossas expressões e dos vossos comportamentos.

Ao expressardes a vossa definição e a avaliação que fazeis da tolerância que na avaliação que fazeis “estendeis” aos outros, também estais a estabelecer juízo critico, e isso não traduz uma expressão de aceitação.

Referis que a acção da tolerância seja boa e a intolerância seja má, e quando expressais o vosso movimento temporário sob a acção da tolerância, abrigais expectativas de que qualquer das situações se venha a alterar, de que venhais a alterar a vossa percepção em conjunto com a situação, ou de que outro indivíduo venha a sofrer uma alteração.  Por isso, vós num acto de nobreza concedeis-lhe uma expressão de tolerância temporária, só tal acção faz-se acompanhar duma expectativa.

Podeis considerar um grupo religioso de indivíduos e dizer para convosco próprios, “Sou suficientemente tolerante em relação a estes indivíduos e em relação à escolha da expressão que elegem. Não me afecta.” Mas quando estabeleceis a vossa definição e designação do quanto sois tolerantes com esses indivíduos, e vos defrontais com outro indivíduo que não revela a mesma expressão de tolerância, isso envolve crítica. Passa a ter lugar uma falta de aceitação.

A expectativa passa a ser a de que a tolerância seja correcta, em parte. Além disso, a expectativa é igualmente a de que na vossa percepção, os outros devam seguir a vossa expressão, porque a vossa expressão é tolerante, e a tolerância seja o correcto. Portanto, subsiste uma avaliação quanto ao modo como cada indivíduo deverá criar a sua realidade, e nessas expressões subsiste um reforço da duplicidade.

Bom; estendo-vos esta informação especificamente em conjunção com a tolerância, porque nesta altura, tal como ESTAREIS conscientes de um grande movimento na energia e estarem a ocorrer muitas expressões do que designaríeis como perturbação da ordem social e de conflito, muitos indivíduos tendem a amparar-se do sentido da expressão, “Posso não me estar a comportar no sentido da aceitação. Por isso, vou antes de mais passar a comportar-me pela expressão de meio termo da tolerância, que isso conduzir-me-á à expressão da aceitação.” Mais uma vez, expectativa.

Isto é importante. Toda a vez que expressais para vós próprios ou a mais alguém estardes a avançar no sentido da tolerância, também associais uma expectativa. A tolerância consiste numa expressão temporária que comporta uma expectativa dum resultado. A tolerância não traduz necessariamente uma expressão que vos conduza automaticamente para uma expressão de aceitação.

Não estou, tal como disse, a referir-vos que a vossa expressão de tolerância seja má. Não o é, só que pode camuflar certos elementos de energia no vosso íntimo. Pode camuflar crenças que podeis não vos permitir perceber objectivamente.

Permiti que vos sugira um exemplo.

Podeis expressar para convosco serdes tolerantes no caso dum grupo de indivíduos que se poderão manifestar no âmbito duma raça particular. Na estrutura desta sociedade que ocupais – deste local físico, desta nação, no contexto politico que detendes nesta realidade particular da vossa sociedade – nessa estrutura e contexto, digamos que todos os presentes nesta sala são capazes de expressar sentir tolerância para com os indivíduos da raça Africana.

Bom; associada a essa tolerância que tão generosamente estendeis a esses indivíduos que se manifestam sob o desígnio da raça Africana, subsiste a expectativa de que isso seja correcto, pelo que os outros deverão seguir essa mesma expressão.

Por isso, introduzimos um outro indivíduo no vosso grupo que pode alinhar por crenças diferentes, e ele poderá não expressar tolerância para com aqueles que se manifestam na descendência Africana. Esse indivíduo alberga convicções acérrimas e expressa-as em oposição à manifestação daqueles de descendência Africana.

A reacção que isso suscitará da vossa parte, em conjugação com a tolerância e a expectativa que abrigais, será a de vos voltardes para esse indivíduo e de expressardes uma grande falta de aceitação – e de juízo crítico – e expressardes que ele esteja errado, de que ele seja mau e inadmissível.  

O indivíduo não se torna nem mais nem menos admissível do que aquele por quem sentis tolerância. Eles são idênticos, e no contexto da ausência de separação inerente à consciência, eles sois VÓS.

As vossas expressões de tolerância ou de falta de tolerância constituem expressões que reflectem a vossa falta de aceitação pessoal.

Essas áreas, esses comportamentos, essas expressões que em vós próprios supondes aceitáveis e correctas e boas, essas são reflectidas nas vossas expressões de tolerância. Aquelas áreas de vós próprios que considerais como o vosso “lado negro”, essas não são aceites e não tolerais, e essas são expressadas em relação aos outros como uma expressão da falta de tolerância.

Isto conduz-nos na direcção da preferência, a qual é influenciada igualmente pelas vossas crenças. As vossas crenças movem-se em direcções bastante específicas, e com essas direcções vós procedeis à criação de preferências, e em tais preferências alguns aspectos da vossa realidade serão bons enquanto que outros serão maus. Alguns merecem a vossa nobre expressão de tolerância, enquanto que outras não.

Não sentireis tolerantes para com o indivíduo que ataca outra pessoa. Haveis de sentir tolerância por aquele que é atacado, mas não pelo que desfere o ataque. Mas isso engloba apenas escolhas. Porque não existem vítimas.

De cada vez que vos posicionais na posição de vítima, vós limitais as vossas escolhas, por deixardes de estar a continuar a criar a vossa realidade, segundo a percepção que tendes. Algum outro elemento da realidade o estará a definir por vós – uma situação, uma circunstância, ou outro indivíduo qualquer.

Mas eu digo-vos que vós criais todos a vossa realidade e todas as vossas escolhas, sejam no sentido da limitação ou não.

Mas também vos sugiro que vos permitais perceber e vos permitais ter consciência de vós – em relação aos movimentos e às acções e aos comportamentos automáticos que assumis nestas alturas de  muita expressão de energia e de aceleração desta mudança – em meio às vossas expressões de tolerância e que não confundais as vossas expressões de tolerância com a avaliação da aceitação, porque elas são bastante diferentes.

Desejais colocar mais alguma questão?

JOE:  Elias, só quero perguntar uma coisa. Quantos dos focos aqui presentes na sala se acham envolvidos entre si ou em algum tipo de acção de contraparte?

ELIAS:  Vós estais todos envolvidos noutros focos e todos incorporais a acção da contraparte, só que não necessariamente uns com os outros.

Nesta sala em particular dá-se uma acção de contraparte que é incorporada com estes dois indivíduos, do teu companheiro e da tua parceira (indica a Naomi e o Brad).

JOE:  Não podes explicar isso um pouco mais? (riso)

JUSTIN:  Antes de explicares, poderemos proceder à mudança da fita?

ELIAS:  Podeis.

Mudança da Fita

JUSTIN:  Pronto, já estamos prontos.

ELIAS:  Muito bem, vou passar a esclarecer...

JOE:  Naomi.

ELIAS:  Certo... Ela apresenta acção de contraparte na relação familiar – tu (indicando o Brad) Tu apresentas uma acção de contraparte entre vós neste foco.

NAOMI:  Nós os três? (apontando-se a si, ao Brad e ao Justin)

ELIAS:  Não. Estes dois indivíduos.

NAOMI:  Nós os dois? (indicando ela própria e o Brad)

ELIAS:  Correcto. Nesse sentido, vós proporcionais a vós próprios diferentes elementos da experiência, por meio da assimilação através da consciência subjectiva, ao procederdes cada um a escolhas diferentes no campo da experiência, e mesmo pelo facto de cada um de vós NÃO eleger experiências diferentes.

Por isso, o que estou a expressar é expressais qualidades latentes, um por intermédio do outro, o que vos proporciona a ambos o benefício, por assim dizer, da experiência dessas qualidades ao nível da essência.

Existem determinadas qualidades que vós (indicando a Naomi) manifestas neste enfoque em particular que a tua acção de contraparte (indicando o Brad) não actualiza em termos físicos.

Tu (indicando a Naomi) expressas certas qualidades físicas que são latentes ou não eleitas no teu (indicando o Brad) foco, mas proporcionas a ti própria o benefício das experiências por intermédia da acção de contraparte, e essa acção de contraparte processa-se entre vós ambos.

Existem determinadas expressões físicas que são expressadas por ti (indicando a Naomi) que te oferecem uma diferença na compreensão (indicando o Brad) de certas manifestações, e te proporcionam uma maior à-vontade de movimentos no sentido da aceitação em certas áreas em conjunção com as qualidades que são expressadas contigo (indicando a Naomi).

A acção de contraparte destina-se a oferecer-vos diferentes experiências sem a real manifestação de tais experiências, num foco em particular.

Isso seria bastante ineficaz, o facto de terdes de experimentar cada aspecto desta realidade física em cada manifestação da essência. A essência precisaria de manifestar biliões e biliões de focos nesta dimensão de cada vez a fim de experimentar todos os aspectos do desígnio das experiências desta dimensão física. E isso é bastante ineficiente.

Por isso, as essências focam uma quantidade, por assim dizer, de focos em diferentes eras nesta dimensão, e incorporam incontáveis acções de contraparte que lhes propiciam o benefício da experiência sem terem que manifestar essas acções em termos físicos. (pausa) Existe mais do um método para obter experiência na vossa dimensão física! (riso forçado)

GARY:  Nesse caso estás a dizer que as pessoas podem formar laços de contraparte por pequenos períodos de tempo?

ELIAS:  Podem. Existem vários desígnios distintos de acção de contraparte.

Alguns estabelecem uma acção de contraparte com outro indivíduo sem que esse mesmo indivíduo incorpore o mesmo tipo de acção de contraparte no sentido contrário, por assim dizer. Alguns incorporam acção de contraparte ao longo do foco inteiro. Alguns estabelecem acção de contraparte apenas de forma temporária; outros, de forma intermitente, ao longo dos seus focos. Existem acções de contraparte que têm lugar entre focos. Vós podeis estar a incorporar alguns elementos da acção de contraparte com outros focos da vossa essência. Podeis incorporar acção de contraparte com outras essências. Existem muitos cruzamentos por assim dizer, inerentes a essa acção.

As contrapartes não são indivíduos. Trata-se duma acção que ocorre entre indivíduos e essências a fim de proporcionar o benefício da experiência.

CARLOS:  Elias, posso-te colocar uma pergunta? Quantos focos possuo a mais nesta realidade? Posso dar um palpite?

ELIAS:  Podes.

CARLOS:  Cinco?

ELIAS:  Neste quadro particular do tempo, tens razão, o que contigo perfaz um total de seis.

LENORA:  Deixa-me colocar-te outra. Será esta a minha última reencarnação?

ELIAS:  AH AH AH! Vamos abrir uma nova situação complexa que cria uma série de problemas como quem diz (desfazem-se todos de riso) e um novo aspecto da maneira religiosa de pensar? Ah ah ah!

Dir-te-ei que não, este não é o teu último enfoque reincarnatório, porque vós não possuís NENHUNS focos reincarnatórios, por não reincarnardes! (riso forçado) Os teus focos manifestam-se todos em simultâneo AGORA.

Se és a designação de foco final da essência nesta dimensão em particular? És.

LENORA:  Está bem.

ELIAS:  O que não quer dizer que alguma outra manifestação que a tua essência tenha nesta dimensão se volte a manifestar, porque não o fará, porque nenhum foco se volta a manifestar, por não existir reincarnação.

Na altura em que uma dado foco individual escolhe desprender-se desta dimensão física, ela escolhe também passar-se para outras áreas da consciência. Ele não repete nem volta a manifestar-se nesta dimensão física. Isso seria absolutamente ridículo e desnecessário! Vós manifestais muitos focos da essência nesta dimensão física. Por isso, faz-se desnecessário que qualquer foco em particular se volte a manifestar nela.

Não existe reincarnação. Não existe Carma. Por isso, não existe nenhum ciclo de aprendizado nem passagem para um plano mais elevado, e tampouco existe qualquer ciclo de débito que precise ser operado.

Vos, dispondes de completa liberdade no vosso foco. As únicas limitações de que dispondes em cada foco são aquelas que colocais no vosso caminho, em conjunção com as vossas crenças individuais.

GARY:  Mas, se gozamos de completa liberdade, nesse caso não seria possível decidirmos incarnar uma vez mais?

ELIAS:  No que podereis encarar como o domínio da possibilidade, podeis. Eu dir-vos-ei que não o fareis, por ser desnecessário. Não existe limites no âmbito da consciência a explorar, em vós próprios.

Por isso, como utilizais a exploração desta dimensão física, porque razão havereis de dar lugar à redundância e à repetição da vossa exploração, já que SOIS essência e ESTAIS igualmente a experimentar todos os vossos outros focos desta dimensão?

GARY:  Possivelmente porque alguns deles são tão adequados quanto outros?

ELIAS:  Ah! Não é assim! (riso forçado)

TONY:  Estarás a dizer, pelo que entendi, que todas as coisas se estão a dar ao mesmo tempo?

ELIAS:  Exacto.

TONY:  Todas as coisas que alguma vez tiveram lugar estão a ter neste momento. Então, a nossa essência é capaz de se expressar na forma física, e em simultâneo, noutras? Estará isso correcto?

ELIAS:  Mas ESTÁ.

TONY:  E FUNCIONA desse modo. Está bem. Então, tudo se reduz ao “Não importa”...

ELIAS:  Precisamente! Atribuo-te um ponto pela observação que fizeste, porque isso é o que já referi, muitas, muitas vezes. Não tem importância!

Vós manifestais-vos nesta dimensão física a fim de vivenciardes experiências. Não dispondes de nenhuma missão nem busca que preciseis abraçar. Não existe qualquer plano mais elevado a alcançar. Vós manifestais-vos pela experiência.

TONY:  Isso agrada-me! (Elias ri)

WARREN:  Elias, tenho uma pergunta. O meu nome é Warren. Tu terás contemporâneos teus na dimensão em que te encontras?

ELIAS:  Vós todos, e muito para além disso. (Riso forçado)

WARREN:  Bom, uma das coisas sobre a qual me tenho andado a interrogar, no caso de esse ser o caso, na dimensão em que me encontro, há muita gente que revelaria cepticismo em relação à transferência de energia a que estamos a assistir. Eu interrogo-me se os seres da tua dimensão... Sobre que é que eles sentirão em relação a uma transferência de energia da tua ara a nossa dimensão.

ELIAS:  Deixa que te diga que não sou um ser duma outra dimensão, segundo os moldes em que estás a colocar a questão...

WARREN:  Bom, eu compreendi que...

ELIAS:  E para vosso esclarecimento, para que não resulte qualquer elemento de distorção, a diferença entre mim e vós é apenas a de que eu recordo enquanto que vós não, por terdes escolhido, no acto de vos manifestardes nesta dimensão física, separar-vos e esquecerdes a vossa memória, na vossa consciência objectiva.

Nesse sentido, estou ciente da existência de indivíduos que podeis classificar como cépticos ou que abriguem dúvidas em relação a este intercâmbio de energias e digo-vos que isso não é inabitual no enfoque físico, em conjunção com as vossas maneiras de pensar. Vós duvidais de vós próprios; porque razão não havereis de vos sentir na dúvida em relação a mim próprio?

WARREN:  Bem visto.

ELIAS:  Nesse sentido, quanto à tua interrogação respeitante ao que percebo em relação ao que designas como a perspectiva dos meus contemporâneos em relação à vossa dimensão, a expressão do cepticismo não tem qualquer relevância, porque a partir da área da consciência da qual me projecto em energia, subsiste uma consciência da essência, por assim dizer, e nesse sentido, subsiste toda uma consciência de recordação da essência. Por esse motivo, isso é inquestionável, por ser uma realidade!

Vós sois. Vós existis. Vós manipulais energia. Vós sois uma manifestação da consciência. Não há nada a questionar nisso, por se tratar duma realidade. Vós apenas não retendes a recordação.

Por isso continuais em busca de explicações relativas à realidade e a vós próprios. Quando vos permitirdes reconhecer e aceitar-vos, também havereis de obter a recordação, e não precisareis tornar-vos não físicos para incorporardes essa acção.

E essa é a intenção desta mudança da consciência que escolhestes (implementar) nesta dimensão particular a fim de incorporardes a recordação de vós próprios em conjunção com a vossa realidade física, o que vos possibilitará uma maior liberdade e uma expressão excepcional da vossa criatividade.

WARREN:  Penso que entendo. (Elias ri) Ainda sou eu, o Warren, e vou colocar uma outra pergunta, se me deres licença.

ELIAS:  Podes.

WARREN:  Pela perspectiva que obtenho, limitada quanto possa ser, parece-me que a transferência de energia a que procedes a partir da tua dimensão para a nossa representa... Eu consideraria isso em temos duma missão. Na perspectiva que tenho, assemelhar-se-á a uma missão educacional.

ELIAS:  É uma resposta.

Colectivamente e no âmbito desta mudança de consciência, ao terdes dado início a um reconhecimento objectivo desta mudança, também formulastes um pedido ao nível da consciência. Formulastes um apelo. Pedistes informação que não comportais na recordação que efectuais.

Pedistes auxílio por meio duma compreensão objectiva do que estais a criar, de modo que possais diminuir a possibilidade de trauma nessa acção da mudança de consciência, e é a tal pedido, a esse apelo, que as essências estão a responder.

Esta essência do Elias constitui uma das essências que está a responder a esse apelo, por meio da oferta de informação que vos ajude a reduzir a possibilidade de trauma durante esta mudança de consciência.

Muitos não estão presentemente a experimentar situações de grande trauma, mas vós estais também a estender uma expressão de energia àqueles que ESTÃO a incorporar expressões de enorme trauma, no presente.

A obtenção de informação que vos permitis assimilar presta-se a um movimento de redução, no âmbito da consciência, da possibilidade de trauma que os outros estão a experimentar ou virão a experimentar, e menoriza ou elimina a vossa própria incorporação de trauma no quadro desta mudança da consciência.

Na acção desta mudança que a consciência está a sofrer, ESTAIS a experimentar trauma. Aqueles de vós que vos sentis atraídos para esta informação incorporais uma confusão formidável. Aqueles que não dispõem objectivamente de informação deste tipo incorporam uma espantosa falta de compreensão objectiva, o que propicia o trauma.

Vós avançais objectiva e avidamente no sentido da aceitação e do movimento desta mudança de consciência. Vós buscais informação que se adeqúe às vossas expressões e capacidades individuais no sentido dum avanço harmonioso com a energia desta mudança, pelo que experimentais uma grande confusão, conflito e dificuldade. Pensai no caso daqueles que podeis encontrar na vossa dimensão e no vosso planeta que não dispõem objectivamente de informação.

Eles estão a experimentar a mesma mudança. Estão a passar pelas mesmas experiências. E muitos experimentam esta mudança da consciência de forma mais extremada, em termos objectivos, e acreditam estar a experimentar loucura, por não lhes soar familiar, e não disporem duma explicação nem duma compreensão objectivas.

Ao me dirigir a vós, também me dirijo ao potencial de todos os indivíduos esta dimensão física a quem afectareis. Por isso, ao dispordes desta informação também passais a estabelecer, de certa forma objectivamente, um canal para que muitos outros passem a usar esta informação, e como esta acção tem lugar na energia, vós alterais probabilidades, e deflectis aquelas probabilidades que percebeis em termos de devastação e impedis que sejam inseridas na vossa realidade convencional oficial, e pondes em acção um maior movimento de aceitação e dum menor trauma.

Vós desejais avançar por entre as criações que implementais neste enfoque físico sem conflitos, e estais a direccionar-vos nesse sentido na medida em que vos estais a permitir compreender-vos a vós próprios – quem sois e aquilo que sois, o que criais e o modo como o fazeis na vossa realidade – o que vos possibilita uma aceitação de vós próprios.

TONY:  Sou o Tony, de novo. Falaste de memória, e eu estava a interrogar-me como conseguirás distinguir a diferença entre assumir ou escolher a memória, ou transcender este plano da nossa forma física?

ELIAS:  Uma lembrança, ou A recordação, consiste num estado de ser. Por isso, estás a avançar no sentido correcto, por assim dizer, para o referir em termos figurados, no teu interrogatório.

A recordação há-de ser incorporada nesta realidade física. Por isso haveis de continuar a incorporar a acção desta realidade física. A realidade física comporta qualidades bastante distintas das realidades não físicas.

Continuareis a estabelecer esta realidade duma forma estrutural temporária linear e continuareis a comportar crenças. Continuareis a manifestar-vos em termos concretos e físicos e a criar a vossa realidade em conjunção com as manifestações físicas, só que também vos permitireis acatar uma consciência objectiva relativa às vossas capacidades de manipular a energia. Haveis de vos possibilitar uma consciência objectiva daquilo que sois, e uma maior liberdade nas vossas escolhas.

Podeis escolher incorporar uma realidade do modo como a estais agora a criar, assim como podereis escolher incluir elementos bastante diferentes. Podeis admitir uma maior liberdade de movimentos na consciência. Haveis de continuar a dirigir a vossa atenção para esta realidade física só que haveis de vos permitir um movimento temporário para dentro e para fora, por assim dizer, de outras realidades. Também haveis de reconhecer tratar-se DESTA realidade e da criação desta mudança da consciência, porque as outras realidades físicas não têm necessariamente a mesma consciência de vós que vós tendes delas.

Esta mudança da consciência constitui um desígnio desta dimensão e não é abrangida pela consciência toda. Vós concebestes esta mudança como um evento da fonte NESTA dimensão. Por isso, nesta dimensão, neste universo, ela está a ser incorporada como uma realidade, o que não quer dizer que seja uma realidade noutras dimensões físicas.

TONY:  Essa mudança seria reconhecida por aqueles ao meu redor que me conhecem actualmente?

ELIAS:  Sim.

TONY:  Seria?

ELIAS:  Sim. Deixa que te diga que todos os indivíduos...

TONY:  Isso soa um tanto assustador, na minha crença!

ELIAS: ...No vosso planeta reconhecem alguns aspectos do movimento desta mudança na consciência. Podem objectivamente não dispor da mesma consciência que tu, mas todos no vosso planeta dispõem de algum elemento de consciência desta mudança que a consciência está a sofrer, e como estás a alargar os teus horizontes, isso há-de tornar-se objectivamente visível para os demais. Isso constitui um subproduto natural, e não terá a menor importância! (ri, sendo seguido de riso)

TONY:  Está certo! Não há-de assumir importância! (ri) Obrigado.

ELIAS:  Ah ah ah! Não tens de quê.

Vou dar por terminada a minha interacção convosco, por esta noite, e ficarei na antecipação duma nova interacção convosco de novo.

Para vós, neste dia, com uma formidável expressão de afecto, e com uma expressão de aceitação que podeis incorporar em vós, estendo-vos um carinhoso au revoir.

GROUP:  Au revoir. 
Obrigado.




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