domingo, 19 de junho de 2011

SUICÍDIO - SEXUALIDADE



Sessão 5
Quarta-feira, 10 de Maio de 1995 (Revista)
Tradução: Amadeu Duarte


Participantes: Mary (Michael), Vicki (Lawrence), Christie (Oliver), Laszlo (John), e Debbie (Catherine).

Nota: Esta sessão teve lugar na casa de Laszlo. Começamos, como anteriormente, de resto, com uma meditação conduzida pelo Laszlo, durante a qual demos, a título de experiência, as mãos, o que pareceu não afectar de todo. Além disso não incluímos mais ninguém esta noite por estarmos curiosos em relação a uma diferença aparente manifestada na energia do Elias, na sessão que tivéramos anteriormente. Interrogámo-nos se o Ron e o Donovan teriam afectado o fenómeno. Uma vez mais, esse não pareceu ser o caso. O Elias surgiu passados uns dez minutos da nossa meditação.

ELIAS: Boa noite. Vamos direccionar a nossa atenção para as vossas perguntas. Recentemente interrogastes-vos bastante em relação a vós próprios Podeis perguntar.

VICKI: Estivemos todos a falar sobre o suicídio, anteriormente. Gostarias de fazer algum comentário sobre esse tema?

ELIAS: Esse é um assunto complicado. Algumas essências crêem que este enfoque não é apropriado para elas e não sentem vontade de lhe dar continuidade. Não são capazes de focar a sua energia na criação duma doença no corpo físico, pelo que em consequência escolhem destruir a sua existência física.

Outras essências manifestam-se com o intuito duma curta duração de vida. Durante o seu foco nesta existência física, vêem-se impedidos de fazer uma passagem de um modo natural. Isso provoca desorientação nas suas vidas. Eles cumpriram os seus propósitos aqui e sentem-se confusos, por não conseguirem estabelecer um nexo de causalidade nesse aspecto, pelo que decidem morrer.


Alguns focam-se numa causa Isso pode também merece ser enquadrado no âmbito do suicídio; elegem uma causa pela qual querem morrer, por não conseguirem descobrir uma causa pela qual viver.

Muitos não conseguem comunicar com a sua essência num foco em particular, o que provoca confusão, que por sua vez se manifesta fisicamente na depressão. Eles parecem não conseguir mudar de modo a corrigirem a condição. Isso leva-os a fazer a escolha de porem um termo à vida.

Existem igualmente outras condições, no que concerne a este tema. Alguns completaram aquilo que queriam completar numa vida particular, e escolhem não continuar. Existem igualmente alguns que sentem ser necessário eleger um manifesto para chamar a atenção, em relação a um problema particular ou a uma preocupação premente. Esses, tanto individual como colectivamente, também estabelecem a escolha de porem um termo à sua vida actual. Existem muitas razões. Sempre existe uma razão, contudo.

DEBBIE: Existem “walk-ins”? (Nota do tradutor: entidades que supostamente assumirão o corpo de outra entidade encarnada, ainda que de passagem)

ELIAS: Eu pergunto-lhes: de passagem para onde? (Riso generalizado) Eu peço desculpa. (Ele ainda está a rir) Isso não passa duma fantasia. Nenhuma essência será tão rude para invadir a vossa.

DEBBIE: Adorável!

VICKI: Esta pergunta é em nome duma amiga. Será a experiência do suicídio algo que escolhamos antes de pararmos com as nossas manifestações aqui’

ELIAS: Não. Podem escolher por termo a uma manifestação particular numa determinada altura. Isso não quer dizer que não escolham voltar a manifestar-vos noutro foco. Algumas essências não se manifestam por não sentirem ser necessário à sua experiência, mas isso não é regra.

VICKI: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

LASZLO: Que métodos poderemos praticar para contactarmos a nossa essência?

ELIAS: Precisas praticar mudar o enfoque da atenção que exerces. Eu sei que já referi isso várias vezes. Mas entendo igualmente que não compreendeis! (riso) É um tema difícil. Precisais praticar a aceitação das experiências com que vos achais envolvidos: na interacção que tendes com os outros, na interacção que tendes convosco próprios, na interacção que tendes com as outras criaturas e com a natureza. Vós estais todos ligados mas encarais a vossa existência em separado, mas não está. Vós sois uma parte inalienável delas. Só precisais entender isso e perceber as coisas ao vosso redor. As vossas próprias emoções e pensamentos testemunhar-vos-ão isso continuamente. Tudo o que precisais é prestar atenção! Precisais praticar deixar de racionalizar tudo na vossa vida! Então começareis a reconhecer aquilo que vos une. Ao partilhardes as vossas experiências entre vós, obtereis informação e validareis o contacto. Todos vós estais juntos neste propósito de reforço uns dos outros. Não existem coincidências! (Ri, seguido duma pausa)

DEBBIE: Elias, eu necessito de algo. Necessito de remover a dúvida. Preciso que me reveles algo de que o Michael não tenha conhecimento.

ELIAS: O quê?

DEBBIE: Algo que jamais tenha contado ao Michael.

ELIAS: Sinto que iremos entrar nessa área daqui a pouco. Sinto que primeiro precisas aprender a confiar. Confirmar-te-emos isso, só que quando menos o esperares.

DEBBIE: Obrigado.

ELIAS: (Para a Christie) Queres fazer uma pergunta?

CHRIS: De facto não. (A esta altura todos estávamos a encorajá-la a colocar a pergunta que queria fazer, mas em vão. O Laszlo saiu em sua salvação)

LASZLO: Eu ia perguntar acerca da cura, mas provavelmente isso prende-se com o foco que exercemos.

ELIAS: Exacto. Isso é igualmente muito mais complicado do que pensas e está directamente envolvido com as crenças que sustentais. Precisais focar-vos nas vossas crenças, antes de mais; então haveis de estabelecer automaticamente casos de cura nos vossos corpos. Há práticas que podeis adoptar mas elas só lidarão com os sintomas e não com as causas.

Vós reforçastes as vossas próprias crenças em coisas negativas por meio da vossa própria sociedade e ensinais isso aos vossos filhos desde que nascem; inoculais os vossos filhos ainda bebés. E continuais a reforçar a vossa crença, em questões de saúde debilitante e a deixar de confiar no vosso corpo físico e nas suas capacidades, ao longo de toda a vossa vida. Além disso ides de tal modo longe que chegais a recriar as estações do ano e a nomeá-las de novo com designações como “ a estação das alergias”! Isso não corresponde à verdade! (riso)

O vosso corpo é suficientemente capaz de se sustentar. Ele consegue curar qualquer coisa em si mesmo, mas não acreditais nisso! É por isso que funciona, para o referir nos vossos termos, com aqueles que visitam locais como Fátima ou Lourdes; unicamente porque essas pessoas se reúnem com uma energia de crença enorme. É isso que as cura e não o local.

VICKI: Isso agrada-me!

DEBBIE: A mim também!

ELIAS: Precisas que te esclareça em relação a questões que referimos previamente?

LASZLO: Sim. Que tal sobre a sexualidade?

ELIAS: Qual é a pergunta? (A esta altura, Laszlo tenta dar voz à pergunta mas acaba por se voltar num tom inquisidor para a Vicki)

VICKI: Muitos sentem ter problemas com a orientação sexual. Poderias fazer um comentário sobre a orientação sexual que mencionaste na última sessão, por favor?

ELIAS: A vossa essência não possui uma orientação sexual específica. Vós não sois nem masculino nem feminino (ao nível da essência). Possuís qualidades de ambos os sexos, mesmo em meio à vossa manifestação física. Tendes uma metade do vosso cérebro que é masculina e outra que é feminina; identificais o vosso lado esquerdo com o aspecto masculino e o direito com o feminino. Não vos cortais pela metade a fim de separardes o masculino do feminino! O vosso corpo acha-se sempre numa condição de integridade; tal ocorre pelo facto do vosso corpo ser uma expressão material da vossa essência! Tal como o quadro do pintor constitui uma expressão do artista, também o vosso corpo constitui uma expressão da vossa essência. Por isso, é natural que ela não possua orientação.

Vós criastes essa separação por meio dos conceitos da vossa religião e da vossa filosofia. Mas eles não correspondem aos factos. O vosso estado natural não tem preferência. Haveis de verificar isso nas vossa histórias de mitologia, que são uma criação da vossa própria espécie. Não existia preferência alguma em relação à orientação sexual! Isso sucedeu mais tarde com o desenvolvimento do enfoque religioso. (Elias faz uma pausa, olha ao redor e diz:) Eu gostava... (A Vicki estende-lhe uma bebida) Obrigado.

Nós conversamos brevemente sobre este tema. Existem alguns, na vossa época, que ao nível da essência têm consciência do facto de que não deveria existir preferência. Eles desencadearam uma epidemia à escala mundial, na vossa época, a fim de protestarem contra o preconceito que abrigais. Estavas certa na interpretação que fizeste. Só não fui claro nas palavras que empreguei. Chama-se SIDA.

VICKI: Mas parece que a epidemia acicatou o preconceito!

ELIAS: Toda e qualquer epidemia que surgiu ao longo da vossa história foi criada com um propósito. Por altura da peste a vossa população não encarava as vítimas como “uma coisa boa”, mas sim como uma coisa má, como gente paupérrima e suja; mas tais condições despoletaram uma vontade de dar atenção às questões da insalubridade quanto às condições de vida (de então) Da expressão da morte resultou um desenvolvimento positivo. (Pausa)

VICKI: E em relação à realidade da tua existência? Como são as coisas onde te encontras? Onde estás?

ELIAS: Eu estou aqui! (Ri para dentro)

VICKI: Onde te encontras quando não te encontras aqui?

ELIAS: Eu não me encontro num local, conforme encarais o vosso mundo. Ao mesmo tempo que conversamos também me foco noutras realidades. Vós estais focados nesta realidade mas partilhais uma experiência semelhante comigo no enquadramento da simultaneidade da vossa existência. É aí que as vossas vidas se entrecruzam. Eu faço a mesma coisa. Todas as coisas ocorrem em simultâneo. Eu foco-me noutras essências para além de vós. Vocês são agradáveis; eles também são. Eles instruem-me, só que dum modo mais complicado.

VICKI: Então, esta é uma experiência agradável para ti?

ELIAS: É. E fonte de indizível prazer, para nós.

VICKI: Também é muito prazenteira, para nós!

ELIAS: Nós experimentamos tudo de forma plena e dum modo muito mais profícuo do que imaginais; mas o vosso enfoque actual destina-se a uma vivência diferente, e neste momento devia ser encarado como imbuído duma importância e de vivência máximas. (Pausa longa e silenciosa) Estão todos muito calados esta noite!

DEBBIE: Poderás dar-me algo a conhecer sobre uma vida anterior? Uma qualquer.

ELIAS: Catherine, dás-nos um instante? (Pausa) A Catherine foi, numa vida neste enfoque em particular, um mercador. Ele era muito... Rechonchudo! (Riso) Um homem amável que gostava imenso de estar sempre a mascar qualquer coisa! (mais riso) Os negócios que fazia lidavam com bronze; potes, creio.

DEBBIE: Que excitante. (De modo sarcástico)

ELIAS: Isso não se revelou suficiente para ti?

DEBBIE: Eu tinha esperança de ser um artista famoso ao algo assim! (Digno de nota é o facto da Mary e da Debbie serem ambas dotadas presentemente duma criatividade artística notável)

ELIAS: Na linha artística, tu e o Michael e o Lawrence estiveram comigo em França. O Lawrence tinha muito pouco talento! (Ri para a Vicki, enquanto todos desatam na gargalhada) Contudo, ele era um bom amigo. Tu e o Michael eram bons amigos e partilhavam o talento e o espírito artístico.

Isso repetiu-se numa outra manifestação física. Resultou dum acordo estabelecido entre ti e o Michael. Ficaste bastante feliz por partilhares dessa experiência e concordaste em repeti-la. Isso sucedeu também numa outra manifestação comigo. Isso deve situar-se na década de 1880. Nessa altura ele (Mary) era francês, tu (Debbie eras inglês e eu era Irlandês.

Tu sentias um enorme apreço por todas as artes e continuas a abrigar esse sentimento neste foco igualmente. É a natureza básica da tua essência. Foi disso que falamos no nosso último encontro, quando falamos sobre voltardes a manifestar-vos em épocas idênticas como um reflexo das características básicas da personalidade.

VICKI: É óbvio que a natureza básica do Lawrence não é artística! (riso)

ELIAS: (a sorrir) Eu não disse isso. Eu só disse que ele não era lá muito bom na pintura.

VICKI: Estou a entender. Será o Lawrence bom em alguma coisa? (riso)

ELIAS: Ele é bom em muitas coisas. É bastante talentoso noutras áreas de persuasão artística. Não se abona a ele próprio o suficiente nas relações que tem com as relações que estabelece com ela. Pois não acredita na sua própria inclinação artística; mas a capacidade para a perceber nos outros devia deixar entender que ele está a relacionar-se com mentes semelhantes. Sublinhai semelhantes!

CHRIS: Aquilo que disseste sobre a Catherine e a natureza da sua essência, poderias revelar algo semelhante sobre mim próprio e uma das minhas vidas passadas?

ELIAS: Tu tiveste um enfoque numa manifestação sobre a qual já nos pronunciamos anteriormente, juntamente com o John. Foi um foco de areia e de faraós; um período muito belo da vossa história. Muita maquilhagem artística da face ; arranjos soberbos de cabelo; vestes muito adornadas. Esse não foi um foco particularmente criativo para o John. Ele estava mais interessado em barcos do que em mulheres! (Riso)

CHRIS: Nesta vida em sempre me debato com aquilo que faço. Poderias dizer-me que poderei fazer para melhorar, agora?

ELIAS: Aquilo que de melhor farás é o que gostas mais de fazer!

CHRIS: Não me poderás dizer o que é? A Catherine é artística. Que coisa serei eu?

ELIAS: Todos vós sois dotados de persuasão artística. Não acreditais possuir tais capacidades e apenas as percebeis nos outros. Tu e o Lawrence têm muito em comum! (Riso) Hás-de ver que, se permitires que a tua veia artística se expresse te surpreenderás com a sua naturalidade e quão bem consegues. Se amas a música devias focar-te nela.

CHRIS: Eu adoro a música e a natureza. Terá havido alguma altura em que tenhamos estado todos juntos?

ELIAS: Posso-te fazer um pedido antes de te responder a essa pergunta? O corpo do Michael está a sentir desconforto. Prosseguiremos num instante. (Após alguns instantes...)

MARY: Tenho que ir fazer xixi! (Desfizemo-nos todos a rir)
INERVALO

Nota: A duração do intervalo não foi anotada, mas o Elias apareceu muito mais rápido do que o costume, no início das sessões. No começo referiu-se à conversa que tivemos durante o intervalo em que estivemos a debater se o contacto visual que estabelecemos com ele lhe causaria alguma diferença ou lhe afectaria a energia de algum modo. É de notar que todos achamos um tanto desconcertante que o Elias “escute” as conversas que temos!

ELIAS: Estávamos a debater a ligação, e a pergunta sobre se estavam todos envolvidos numa mesma época.

Antes de mais, nós não estamos num limbo qualquer! Estamos aqui a interagir convosco. Faz muito pouca diferença que estabeleçais contacto visual comigo. Eu utilizo o foco visual, que no corpo do Michael nem sempre resulta claro. Por vezes sou capaz de os visualizar. A maior parte das vezes, percebo a vossa essência mais do que a vossa forma física propriamente.

Em relação ao enfoque das relações partilhadas: na minha última vida, esse era o foco em que a Catherine era um cavalheiro inglês. O Michael era francês, e um estimado amigo meu; mas não meu amante. Essa foi uma ligação que marcou várias outras manifestações físicas. Ele e eu jamais fomos parentes. Fomos sempre amantes; mas não na minha última manifestação.

O Oliver manifestou-se na América. Eu conheci-o numa conferência que fiz aqui (como Oscar Wilde, em 1881). Ela era uma actriz bastante graciosa e isso impressionou-me bastante! (Riso) Eu não era particularmente dotado do dom de me render aos seus encantos mas sentia um profundo carinho e apreço pelo talento que revelava (enquanto Mary Anderson).

O Lawrence também se encontrava em Inglaterra. O John estava na Irlanda. Ele chamava-se Willy. Nós nem sempre nos demos bem, mas eu gostava muito dele.

A Catherine auxiliou-me bastante e reconfortou-me muito nessa manifestação, em alturas muito difíceis. O Michael esteve presente por altura do meu falecimento (enquanto Oscar Wilde em França). Vós não vos conhecíeis todos numa só manifestação física, mas estáveis todos ligados a mim nessa vida. Será isto suficiente para responder à tua pergunta? (Pausa em silêncio)


Vós estabelecestes o acordo de vos associardes comigo, não nesta manifestação física, mas antes de vos manifestardes nesta vida actual. Está esclarecido?

VICKI: Está. Será a regressão a vidas passadas uma coisa necessária ou benéfica?

ELIAS: Não é necessário. Se vos sentis inclinados à dúvida, tal como o Michael, e não conseguis aceitar a vossa essência pelo que é e vos focais na experiência presente e na direcção do futuro, podereis achar isso um tanto esclarecedor; apesar que o Michael não se focou nessa obsessão por muito tempo! (ri de modo forçado)

CHRIS: Como hei-de colocar isto? Tenho vindo a pensar esta semana no caminho que tomei para chegar a este ponto. Dei imenso lugar a sofrimento com perdas de amores, e ao olhar para trás vejo que não precisava ter sofrido. Não precisarei apenas manter-me focada?

ELIAS: Manter-vos focados é muito importante. Hás-de ver que por vezes se torna válido a fim de acederdes a padrões do passado. Isso pode-vos ajudar na situação actual. Se vos ocupardes da s vossas crenças, haveis de vos concentrar. Isso há-de vos ajudar a criar uma realidade habilidosa. Também vos há-de ajudar a atrair a vós aquelas essências e as coisas de que precisais e desejais.

Precisais igualmente ter consciência da beleza com que vos deparais e que abrigais no vosso íntimo. Quando tomardes consciência da beleza da vossa própria essência haveis de, à semelhança da rosa, emanar uma fragrância maravilhosa que atrairá outros à apreciação da vossa beleza. Isto servirá de ajuda?

(Pausa prolongada durante a qual a Christie estende uma bebida ao Elias) Obrigado. Tendes mais alguma pergunta? (Outra pausa prolongada)

VICKI: Bom, se mais ninguém tem, eu tenho! Eu tenho sempre algo a perguntar!

ELIAS: (Ri de modo forçado) O que, como havemos de ver, é uma qualidade do Lawrence! Ele tem sempre muitas perguntas! (riso)

VICKI: Como começamos?

ELIAS: Como começais o quê? (A rir por entre os dentes)

VICKI: de que modo tem a vida início?

ELIAS: De que modo terá este foco, esta manifestação, início?

VICKI: Não. Quer dizer, alguns acreditam na evolução, outros acreditam na história de Adão e Eva, outros ainda crêem que viemos de outros planetas, etc.

ELIAS: Esse assunto, tal como o dos animais, vai levar um certo tempo. De momento dar-lhes-ei uma pequena explicação. Mais tarde havemos de prosseguir com mais material. Essas são perguntas válidas e importantes para o vosso crescimento.

Os vossos cientistas acreditam na evolução. As vossas religiões acreditam em superstições e histórias. Parte disso é verdadeiro e exacto, mas a maioria não. Vós não saístes de nenhum peixe! (riso) Também não aparecestes por aí a comer maçãs! (Mais riso) Vós criastes esta realidade. Criastes este mundo, Antes deste planeta e sistema solar existir, vós existíeis. Vós estabelecestes escolhas a fim de criares, juntamente com muitas outras essências – sublinhai “muitas”! Vós focaste-vos na experiência.

As histórias que vos chegam do vosso mestre Platão são mais exactas do que a vossa religião ou evolução. Isso não quer dizer que os animais ou as plantas não evoluam, porque evoluem, tal como vós. Presentemente estais a evoluir.

Vós criastes este mundo e focastes a vossa consciência aqui, primeiro. De certa forma serviu como um período de teste. Nós chamamos a esse período uma “manifestação desfocada”. Só vos encontráveis fisicamente focados parte do tempo. A maior parte do tempo existíeis no estado de sonho, o que poderá ser comparado ao inverso da vossa presente existência, com poucas das vossas horas de tempo – na concepção que dele fazeis – focadas neste tipo de consciência. Muitas das vossas horas achavam-se focadas no estado de sonho. Esse foi um período de ensaio, a fim de vos acostumardes a criar a vossa existência física, e a vossa existência enquanto criaturas, neste planeta.

Vós criastes tudo que existe aqui. Colectivamente, manipulastes todas as partículas e átomos a fim de formardes montanhas e mares e criaturas. É por isso que os vossos animais não possuem alma. Eles não são essências independentes, mas uma criação vossa. Apesar de terem evoluído e de se terem desenvolvido por direito próprio, fostes vós quem lhes conferiu a existência original. Actualmente eles existem com a sua própria consciência. (Pausa) Vamos admitir mais uma pergunta.

CHRIS: Eu tenho uma pergunta a colocar. Eu sei que o meu pai está muitas vezes junto a mim; eu sinto-o ao meu redor. Haverá alguma coisa que me queira dizer?

ELIAS: Esse não é o nosso enfoque. Eu passo a explicar. Existem algumas essências que, digamos, se especializam em contactar essências individuais. Isso explica o fenómeno físico que certos indivíduos psíquicos apresentam, conforme os designais, capazes de contactar as essências individuais. Outras há que se não focam com tal propósito. Eu situo-me num domínio de ensino, no qual é difícil contactar com essências que não se acham no mesmo foco. Posso referir impressões, mas não me situo num foco que possa dar-vos conta de qualquer informação.

Vós acreditais que quando morreis e cruzais o umbral duma outra existência, automaticamente passareis a incluir tudo e vos tornareis iluminados! (riso) Eu quisera que assim fosse, mas isso não é uma realidade! (Ri)

Tenho a impressão de que a essência de que falas te rodeia continuamente. É mais fácil comunicar com as vossas essências e os seus fragmentos do que comunicar com certas essências que se situam num foco diferente. Está esclarecido? Será tudo?

VICKI: Está esclarecido, mas por certo que não é tudo! (riso) Eu tenho muitas perguntas. (A esta altura o Laszlo encoraja a Vicki a fazer outra pergunta)

ELIAS: Não estejas a encorajar o Lawrence! (A rir por entre os dentes, enquanto nos desfazemos a rir) Vou-vos desejar boa noite.


GRUPO: Boa noite.

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