quarta-feira, 29 de junho de 2011

A ARTE DE VIVER 1



sessão #4
“A Arte de Viver”
07 de Maio, de 1995 (Revista)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes: Mary (Michael), Vicki (Lawrence) Christie (Oliver), Laszlo (John), Debbie (Catherine), e dois novos indivíduos; Ron (Olivia), e Donovan. (Desconhece-se o nome da essência do Donovan)

ELIAS: Boa noite. (Olhando para o Ron) Tu és...?


RON: Ron. (Ron é o marido da Vicki)

ELIAS: Sê bem vindo! (Para o Donovan) Olá de novo! Esta noite vamos concentrar-nos nas questões já debatidas. (Pausa) Geraram-se alguns mal-entendidos em torno de certas questões. Eu já disse ao Michael mas ele acha-se demasiado focado para se permitir fluir. Vamos, antes de mais, discutir as perguntas. (Pausa) Não, vou responder às perguntas mais tarde.

De início vamos voltar-nos para um mal entendido do Oliver. Com respeito aos sonhos e ao foco que exerceis nesta realidade, ele não é menos real do que os vossos sonhos. Na explicação relativa aos sonhos que vos dei – como sendo uma condição natural – não pretendia que interpretásseis isso como sendo o único foco que tendes dotado de significado. Esta experiência é dotada de propósito e não deveria ser considerada com insignificante. Os compromissos são estabelecidos antes da manifestação, mas tal não quer dizer que estabeleçais compromissos em relação a tudo e mais alguma coisa. Não estabeleceis um consenso em torno de travar uma conversa! Concordais em nascer e em vos envolverdes em eventos. Mas não acordais nada em concreto. Tudo traduz uma probabilidade e pode ser alterado. Entendes?

CHRIS: Entendo.

ELIAS: Existem muitas questões que dizem respeito ao que designais como morte. Isso é coisa que não existe. Trata-se somente dum nascimento, duma passagem dum nascimento a outro.

Surgiu um mal-entendido em relação a grupos e a eventos. Vós podeis estabelecer convénios em situações de grupo. Eles também não são concretos, mas dão dotados dum propósito. Vós utilizais palavras, termos como avalanches de emoções ou vendavais de pensamentos ou eventos que abalam, mas eles não procedem do vosso subconsciente; são o que vós criais. Eles não vos sucedem a vós; ocorrem por vossa causa. São criações vossas, em conformidade com outras essências num propósito de grupo.

Ora bem; existe toda uma condição epidémica no vosso tempo que foi criada com um propósito colectivo. Deu-se uma certa ridicularização e... um momento... perseguição de certos indivíduos. Colectivamente, esses indivíduos procederam à criação duma declaração destinada a chamar-vos à atenção. Trata-se dum distúrbio (Pausa prolongada) que virá a ser designado como uma doença do sangue (Referência à Sida) Muitos sentem que precisam sustentar uma convicção relativa ao elemento da orientação sexual, sem compreenderem que a vossa essência não tem nada que ver com isso. E as essências que têm consciência de tal divisão criaram uma condição para vos chamar à atenção. Entendeis estas coisas?

VICKI: Eu sinto uma certa confusão.

ELIAS: E qual é?

VICKI: A confusão que sinto diz respeito a determinados tipos de orientação sexual como não naturais.

ELIAS: Para ti, no teu foco.

VICKI: Pois.

ELIAS: O que não quer necessariamente dizer que não seja natural. Já te expliquei que vos encontrais aqui por uma questão de vivenciardes (tudo). Não existe qualquer juízo envolvido nisso.

VICKI: Eu compreendo.

ELIAS: Não te sentes esclarecida?

VICKI: Não completamente.

ELIAS: Desejas alguma informação que te esclareça?

VICKI: Sem dúvida!

ELIAS: Não possuímos orientação em tal âmbito. Na vossa existência, e por razões há bastante tempo pertinentes, vós separastes as vossas experiências e desenvolvestes crenças em torno delas. Bom, passastes a adoptar as vossas crenças de tal modo que passaram a parecer-vos reais, e adoptastes juízo crítico em áreas que vos levam a sentir-vos seguros. Quando não compreendeis, estabeleceis explicações a fim de aclarar as crenças que abrigais. Tu ainda sentes dificuldade por isso estar de acordo com as crenças que sustentais. Mas isso há-de estar em desacordo com muitos grupos de crenças!

Eu tenho vindo a estar em contacto com cada um de vós, em conjugação com as essências que são vossos guias, a fim de promover esta situação para vossa crescimento. Alguma da informação que disponibilizamos pode não ser já incorporada na vossa experiência. Torna-se-vos difícil compreender. Vireis a entender, ao nível da essência, em breve. Vós sois todos dotados do mesmo espírito. Existem também outros igualmente dotados de espírito idêntico. Eles ainda aqui não se encontram; alguns ainda não se sentem preparados. (Pausa, a olhar para a Vicki)

Tu tens dúvidas relativas a outras realidades. Isso é difícil de explicar. Existem muitos outros focos, para além dos vossos, que pensam igualmente ser os únicos em existência. Também eles estão errados, tal como vós. Posso...? (Olha ao redor com as mãos dispostas em forma de copo; a Christie estende-lhe uma bebida que ele passa a tomar) Obrigado.

Outras realidades; existem muitas mais do que a vossa compreensão poderá assimilar neste enfoque e nesta altura. Eles assemelham-se mais a vós do que imaginais sequer, mas não vivem junto de vós. Mas por vezes podeis contactá-los. E por vezes eles entram em contacto convosco, mas nem sempre compreendem a ligação que mantêm convosco, tampouco. Não existe qualquer conspiração! (Ri de modo forçado) Trata-se somente dum erro de interpretação em relação ao enfoque. Eles existem noutras dimensões da realidade; e viajam – alguns, não todos. Mas não viajam na realidade que atribuís ao espaço. Entendeis? (Pausa, e a Vicki suspira) Não? Estás à procura duma interpretação diferente?

VICKI: Só me interrogo sobre o porquê de algumas vezes contactarmos.

ELIAS: Por terdes concordado!

VICKI: Existirá sempre uma razão seguramente razoável por detrás do consentimento?

ELIAS: A razão está em terdes concordado antes de vos manifestardes. Vós pensais em termos de separação da vossa existência em relação à deles, mas isso está errado! A essência deles é a mesma. Só se manifestam de modo diferente. Vós aceitais o facto de estabelecerdes compromissos antes de vos manifestardes, porém, não aceitais o facto de estabelecerdes compromissos para vos manifestardes em diferentes realidades!

VICKI: Isso faz sentido, mas situa-se um tanto além da nossa capacidade de compreensão.

ELIAS: Iremos debater mais isso, quando te sentires mais esclarecida no teu enfoque.

Há também perguntas relativas às vossas próprias essências e às manifestações da vossa personalidade. Inclinais-vos por natureza à superstição devido a não compreenderdes e fazeis das realidades superstições. E existem realidades no que toca à personalidade da essência.

A essência é dotada de personalidade e manifesta-se muitas vezes com essa personalidade. Escolheis nascer em certas alturas do ano por isso reflectir a vossa personalidade. Pegastes em coisas de origem ancestral e delas fizestes superstições. Alguns elementos permanecem na mesma mas outros já são acrescentados para emprestar colorido. Na concepção que fazeis, vós manifestais-vos num determinado signo astrológico. Esse é um conceito antiquíssimo, num mundo tal como o que conheceis, que se acha incluído em todas as culturas. Mas tal fica a dever-se a uma causa. A vossa personalidade manifesta-se nessas alturas por um motivo.

Se derdes atenção aos vossos sonhos, havereis de descobrir as manifestações que tendes noutras existências, em que vos manifestais na mesma altura do ano. É óbvio que não conseguis verificar isso nos vossos registos, mas ao nível da essência haveis de saber se isso soa a alguma verdade. Manifestais essas características da personalidade que os vossos signos astrológicos vos descrevem, e fazeis isso duma forma bastante divertida, porém, os elementos básicos hão-de corresponder à verdade. (Para a Debbie) Sentes a mão cansada?

DEBBIE: Sim, bastante.

ELIAS: Gostarias de parar por um minuto?

DEBBIE: Sim, se for possível.

Nota: A princípio todos pensamos que o Elias ia simplesmente fazer uma pausa, por não termos tido qualquer intervalo antes. Quando a Mary reapareceu ficamos surpreendidos. Ela parecia ligeiramente desorientada e disse pensar que o Elias tivesse terminado. Após um curto espaço de tempo voltamos a tentar a nossa meditação. O Elias voltou a aparecer e continuou a conversa exactamente onde a tinha deixado. Todos achamos aquilo fascinante, assim como um aspecto interessante do fenómeno da canalização.

ELIAS: (para a Debbie) Já sentes a tua mão melhor?

DEBBIE: Já, obrigado.

ELIAS: Nós estávamos a falar em nascer em certas estações, segundo a ideia que fazeis dos signos astrológicos. Vou reiterar que a maior parte disso se tornou fantasia na vossa época actual, mas existem muitos factos no que refere às vossas personalidades individuais. Isso também conta como o intervalo de tempo de espera entre as manifestações, segundo a ideia que tendes. Parte dessa espera resulta da escolha que fazeis, de modo que possais manifestar-vos numa época igual à da vossa anterior manifestação. Dessa forma podereis constatar o quanto criais a vossa realidade. Esses conceitos astrológicos ou religiosos são uma criação vossa e não existiam antes. Vós os criastes como uma explicação para a vossa existência.

Muitas essências manifestam-se em determinadas épocas e locais idênticos por um motivo, tal como mencionamos quando referimos os eventos de grupo como formas de consenso. Além disso, essências individuais eclodem juntas com o propósito de aprenderem. Não é que aprendam sobre alguma “verdade sublime” mas tão só a aprendizagem respeitante à vossa própria essência, um contacto com a vossa essência num grupo de partilha dotado do mesmo espírito, o que vos possibilita uma união mais rápida. Vós achais-vos, no vosso enfoque, num determinado nível de compreensão. É por isso que aqui vos encontrais. E é também por essa razão que outros aqui não estão presentes.

Não nos ocuparemos com questões inconsequentes. Não vamos falar dos vossos problemas com os veículos nem de coisas afins e inconsequentes! Vós sereis capazes de lidar com tais coisas. Iremos responder a perguntas respeitantes às realidades. Não é importante descrever o quadro em que tiveram a vossa infância. Vós passastes por ela! Já a conheceis! (riso) Não estamos interessados em truques de salão! (Pausa) Agora, podeis passar às perguntas.

VICKI: Quem é esse “nós”?

ELIAS: Há muitas essências envolvidas numa interacção com todos vós e com o Michael. Outras contribuem com informação destinada à interpretação. Entendeis?

VICKI: Entendemos. (Amigos, não permitais que ela vos engane! Ela não faz a menor ideia!)

DEBBIE: Eu sinto vontade de crescer. Quero entrar em contacto com os meus guias a fim de que me ajudem a crescer.

ELIAS: Tu já estás junto dos teus guias. Muitos mestres se acham envolvidos convosco, presentemente. Tudo o que precisais é mudar o enfoque da vossa atenção para os contactardes. Mas vós racionalizais toda a interacção que exercem e afastai-la. Não os vedes, razão porque não acreditais que eles se dirijam a vós. Eu falo frequentemente ao Michael, e frequentes vezes ele deixa de ouvir! (Ri de modo forçado, seguido duma pausa, enquanto contempla o Laszlo) Tens alguma pergunta a fazer?

LASZLO: É a mesma pergunta, basicamente.

ELIAS: Quando mudardes o enfoque da vossa atenção, haveis de o notar. Na concepção que fazeis, pensais que essas “coisas são tolas” Mas não são! Se prestardes atenção ao vosso enfoque haveis de detectar a interacção que empregamos. Vós sentis a nossa energia. Podeis sentir energia na meditação, mas não precisais necessariamente meditar para saberdes que estamos presentes! Nós estamos convosco na vossa sala, sempre. Se alterásseis o enfoque (da vossa atenção) um pouco mais, podíeis mesmo ver-nos! Os vossos animais por vezes são capazes de detectar a nossa essência, mas nem sempre.

VICKI: (Começa a balbuciar uma questão subordinada aos animais)

DEBBIE: (Vindo em seu auxílio) Os animais terão alma?

ELIAS: Não. Eles não se assemelham a vós. Mas pressentem-vos a energia, assim como sentem a nossa, e reagem-lhe sem fazerem relação a isso um juízo mais racional ou qualquer avaliação em relação a essas coisas. Eles possuem uma menor capacidade para focarem a energia. Por vezes tornam-se em indicadores. Mas não são afectados pelo pensamento racional. São capazes de sentir emoções, além de as expressarem também. E isso estabelece a situação da reacção à emoção, o que se acha mais focado e se afeiçoa como mais real do que a lógica. Entendes?

VICKI: Entendo, mas posso elaborar um pouco mais? De que modo chegam eles a ser diferentes?

ELIAS: Esse assunto irá levar um certo tempo. Digamos que são uma criação vossa. Continuaremos com isso mais tarde. Ides precisar de muitas explicações. Queres colocar mais alguma pergunta?

VICKI: Eu gostava de perguntar... Fizeste menção à arte de viver.

ELIAS: A vida consiste numa expressão de beleza. Torna-se-vos importante centrar-vos sobre a beleza da vida duma forma que isso se torne parte da vossa experiência. Passais demasiado tempo com o que considerais como não sendo belo; demasiado tempo com a dor e as coisas negativas. Se passásseis metade do vosso tempo, segundo a compreensão que tendes do tempo, concentrando-vos na beleza, haveríeis de descobrir uma ausência de esforço na vossa existência e achá-la muito mais agradável. Este assunto também irá requerer imenso tempo, mas iremos debater isso. (Para a Christie) Sim? Pressinto que queres colocar uma pergunta qualquer.

CHRIS: Esta noite sinto estar somente a evocar questões inconsequentes! (A este ponto Elias ri e mostra um sorriso encorajador à Christie) Essa coisa da beleza; isso não abrangerá também o amor?

ELIAS: O amor é do máximo interesse. Ele é beleza; e a beleza é amor, e vós focais-vos no termo “amor” de uma forma romantizada ou material. Mas ele é de muito mais vasta consequência que aquilo em que vos focais. Vós limitais bastante o conceito que fazeis dele. Podeis adorar uma mesa unicamente pela sua existência na qualidade de peça de arte, produto da cooperação diversificada de várias essências, a fim de criarem algo em vosso proveito. Terá ficado esclarecido?

CHRIS: Não!

ELIAS: (Sorri) Tudo é dotado de consciência. Deveríeis sentir apreço por todas as coisas, devido a que no seu elemento básico sejam dotadas de consciência. Também possuem consciência sob a forma de partículas individuais. Cada átomo que faz parte da vossa mesa possui consciência. Por isso, ao amardes toda a consciência precisais expandir o vosso foco a fim de incluirdes toda a existência. Terá ficado claro? (Pausa, em silêncio)

Vamos atender a mais uma pergunta porque o Michael acha-se em estado de ansiedade. Não, ele está excitado! (Riso)

CHRIS: Quando nos focamos na nossa essência, quando nos transformamos, abandonamos a nebulosidade? (Pausa) Esta é uma pergunta idiota.

ELIAS: Não é uma pergunta idiota! Não mudais o enfoque que exerceis de uma só vez, mas gradualmente. Não saltais dum penedo e dizeis: “Cheguei!” Haveis de vos deparar com pequenas mudanças. Já estais a passar por isso; só deveis praticar mais. Podeis partilhar a vossa experiência junto com os demais, por meio de perguntas! Se diminuirdes o controlo, haveis de ficar surpreendidos com as ligações (com que vos deparareis). Mas vós agarrais-vos ao material com tal intensidade que sois incapazes de abrir mão. Eu já disse ao Michael que ele não irá sair por aí a voar. Tampouco vós! (A sorrir)

Boa noite.

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