quarta-feira, 22 de junho de 2011

DA INFÂNCIA À ADOLESCÊNCIA - OBSTÁCULOS


  
SESSÃO #471
“A Passagem da Infância à Adolescência”
“Obstáculos, Crenças e Aceitação”
Domingo, 19 de Setembro de 1999 (Privada)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes:  Mary (Michael), Lois (Lois), Vicki (Lawrence), Vivien (Miriam), e um novo participante, James (Kashel).

Nota da Vicki: Esta é uma sessão privada para a Lois, mas ela convidou-nos para observarmos. O James é filho da Vivien, e nesta sessão ele sente-se bastante excitado por ver o Elias pela primeira vez!

ELIAS:  Bom dia! (A sorrir)

LOIS:  Bom dia!

ELIAS:  Cá nos encontramos de novo!

LOIS:  Encontramos, sim! (Elias ri) Antes de mais, Elias, tenho que te agradecer por teres vindo acalmar-me no outro dia. (Elias ri) Tu estavas lá, é claro – eu pude sentir-te! (A rir) Por isso não te vou perguntar se sim ou se não. A primeira pergunta que colocaria é da minha filha, que não veio; a Sheila, é claro. Ela quer que te pergunte porque razão tem o rosto cheio de erupções cutâneas (borbulhas). (Pausa)

ELIAS:  Eu vou-te dizer que isso está directamente relacionado com as crenças suportadas pelas massas.

Nesse sentido, e com a progressão dos anos, à medida que as pessoas no foco físico passam do que identificais como infância para a adolescência e entram nesse esse período, apresentam-se muitíssimas questões com que elas passam a debater-se, por assim dizer. Elas passam a alinhar pelas crenças das massas e afastam-se, por assim dizer, da consciência que mantinham na infância.

Vós, nos pressupostos das massas que sustentais, identificais certas fases do crescimento como as “fases da consciência”. Nesse sentido, identificais que os pequenos passam para uma certa altura em que vós enquanto sociedade os considerais responsáveis pelas escolhas que tomam. Em termos gerais, e nas crenças sustentadas pelas massas, isso tem lugar por volta dos sete anos.

Nas suposições que abrigais, vós passais por assim dizer para outro patamar, e identificais que a partir dessa altura ao passardes para a adolescência ela constitua uma fase em que as crianças detêm responsabilidade pelas escolhas que fazem, apesar de ainda continuarem a ser identificadas como crianças.

Por isso, nas crenças das massas que sustentais, eles ainda não são responsáveis pelas escolhas que elegem, nem vós tampouco as responsabilizais por essas escolhas. Permitis-vos continuar a interagir com eles e reconheceis uma continuidade do que identificais como qualidades infantis, mas estabeleceis uma ruptura na identificação que fazeis.

À medida que essa criança passa para a adolescência, isso equivale a uma encruzilhada na identificação que fazeis do crescimento, e nessa encruzilhada, vós enquanto sociedade começais a considerar o indivíduo como mais responsável pelas escolhas que elege e pelos comportamentos e acções que assume, e eles próprios começam a sentir-se mais responsáveis pelas suas escolhas.

Mas eles também de digladiam por estarem passar a alinhar pelas crenças das massas e estarem a separar-se da sua expressão natural da intuição, da consciência que têm da essência, por tal ser inaceitável na vossa realidade oficial ou convencional. É bastante aceitável que uma criança tenra escute vozes ou perceba movimentos invisíveis, mas isso torna-se bastante inadmissível quando passais para a adolescência. Nessa fase do crescimento, isso é encarado como uma loucura ou um disparate.

Por isso, existem muitas acções distintas que passam nessa altura a ter lugar, e o indivíduo debate-se entre a consciência que tem de si próprio e a aceitação pessoal que era conhecida até então, e a falta de aceitação que passa a tornar-se manifesta pelo alinhamento com as suposições abrigadas pelas massas.

Isso origina uma situação nessas crianças na qual começam a encarar-se como não aceites, e ao perceberem que não são aceites e isso lhes gerar confusão no íntimo, elas também criam uma exibição exteriorizada dessa falta de aceitação, e como tal, passam a originar erupções (cutâneas).

Essas erupções situam-se, através da sua energia, no que eles consideram e vós considerais como a área mais visível da vossa forma física, a área mais óbvia, uma área que facilmente é percebida, e a razão porque criam essa acção particular fica a dever-se ao facto deles próprios se sentirem bastante expostos e confusos e em erupção. Em razão do que criam uma acção reflexa que passam a exteriorizar.

Isso também provoca conflito, por perceberem que seja bastante inaceitável e pouco atractivo, mas é criado no alinhamento dos pressupostos sustentados pelas massas, de que essa fase do foco de cada indivíduo seja pouco atractiva e inaceitável e seja uma fase de confusão. Essa criança cria essa expressão exteriorizada por essa mesma razão.

LOIS:  Muito bem. Muito obrigado. Isso foi verdadeiramente esclarecedor! Penso que a minha pergunta seguinte é se este será o meu foco final... (Pausa)

ELIAS:  Permite que clarifique. Nesta altura existe o potencial de te separares do (teu corpo físico) em conjunção com o designado foco final da essência.

Ora bem; tu, individualmente, não és aquilo que se designa ou é identificado como foco final da essência.

Mas nesta situação, como o foco final da tua essência se acha presentemente em manifestação, quando esse foco escolher separar-se do corpo, nesse momento, e numa altura bastante aproximada, segundo o vosso tempo linear, todos os demais focos desta essência também deverão escolher separar-se ou fragmentar-se.

Ora bem, deixa-me clarificar o exposto. Indiferentemente da identificação do foco final, cada indivíduo, quando escolhe desprender-se (do corpo) passa a fazer uma exploração não física.

Aquilo que te estou a explicar é que, quando escolhes desprender-te, prossegues o teu avanço e não voltas a manifestar-te.

A identificação da repetição duma manifestação, a qual se revela bastante inadequada na vossa linguagem, traduz o facto de um aspecto desse enfoque poder escolher explorar o enfoque físico.

Mas tu – na identificação que fazes por meio da tua característica inconfundível inerente à tua personalidade e àquilo com que te identificas – não voltarás a manifestar-te no foco físico, a despeito de seres ou não um foco final.

Um foco final consiste numa mera designação de um foco que é escolhido, de certa forma – e em termos bastante figurativos – a fim de estabelecer a posição inerente à separação da dimensão da realidade física.

Por isso, é o foco que dirige o período final, por assim dizer, da participação que tem numa dada dimensão física.

Portanto, numa resposta directa à tua pergunta, não, não constituis o foco final, mas também não voltarás a manifestar-te nesta dimensão física.

LOIS:  Muito bem. Obrigado. Nesse caso, qual será o propósito deste meu foco? Porque me deparo com uma enorme exploração e com muitas viagens. Isso está um pouco parado, mas a motivação prevalece e actualmente sinto-me como se isso passasse a ser aquilo para o que me dirijo, uma vez que os meus filhos já são adultos. Será, pois, esse o meu propósito neste foco?

ELIAS:  Viajar não constitui um propósito, mas uma acção. (Sorri abertamente)

LOIS:  Então, a exploração decorrente das viagens.

ELIAS:  (A sorrir) A exploração tampouco constitui necessariamente um propósito, porque exploração é a acção inerente a TODOS os focos existentes em QUALQUER dimensão. É por essa razão que criais dimensões físicas, para explorardes. Portanto, esse é um movimento que todos vós empreendeis e não constitui necessariamente um elemento do vosso propósito, por assim dizer.

Cada indivíduo estabelece um tipo de padrão antes de encetar a manifestação num foco físico, no qual escolhe tomar parte num banco de probabilidades que lhe propicia um tipo particular de desejo de orientação no seu avanço.

Agora; isso NÃO é predestinado, nem gravado na pedra. É apenas um banco indeterminado de probabilidades que é escolhido antes da manifestação no foco físico, que constitui o rumo da vossa exploração e da direcção das escolhas das probabilidades que passareis a eleger, o que se traduz pelo vosso propósito. É o propósito inerente ao rumo.

No teu foco em particular, o teu propósito consiste em passares por entre os diferentes indivíduos, observares a interacção que tens com eles e observares o efeito provenientes das suas expressões ao se conjugarem com as tuas expressões, e vice versa.

Por isso, as viagens que fazes, por assim dizer, ou a estadia que fazes neste foco particular move-se no direcção subjacente duma contínua observação e avaliação da forma como as interacções e os comportamentos influenciam ou afectam os diversos indivíduos num meio físico.

LOIS:  Interessante! Também acho que sim. Sinto já estar a decorrer faz muito tempo, mas provavelmente estou mais consciente disso agora, ou nos últimos meses, ou assim.

Muito bem, nesse caso, e nos termos do que tem vindo a decorrer na minha situação profissional, isso fará parte do que mencionaste? Porque estou a voltar a fazer coisas com que comecei a minha carreira. Voltei ao mesmo ponto, só que o encaro como uma razão diferente para me situar onde me encontro; isto é, enfermagem, voltar ao hospital a fim de tomar conta de novo dos pacientes, coisa que há bastante tempo deixei de fazer para passar a um outro nível. De modo que estou de volta. Isso fará parte desse enfoque que está a ter continuidade?

ELIAS:  Sim, isso proporciona-te uma oportunidade de perceberes esse meio similar e as situações e as interacções com os outros mas a partir dum ângulo diferente, com o qual te permites avaliar as interacções e a tua própria expressão de eficiência. Isso proporciona-te a oportunidade de veres a participação e a interacção e o comportamento que assumes, e o modo como isso influencia os outros. Além disso também te permites uma oportunidade de perceberes os comportamentos e interacções, e a forma como eles te afectam as tuas formas de conduta.

LOIS:  Fará isso igualmente parte de... Eu tenho uma lista do que considero ser uma profissão perfeita, sabes, e isso foi uma coisa em que sempre me foquei pelo que, este tipo de regressão, para mim - ainda que o não conceba como tal - assemelha-se a quando comecei a minha carreira, este regresso ao hospital. Mas representará agora um ponto de partida para o que considero ser a profissão perfeita e e para aquilo em que também tenho vindo a focar a minha atenção? O que estou a dizer estará a fazer sentido?

ELIAS:  Absolutamente! (A sorrir)

LOIS:  Muito bem! (Ri)

ELIAS:  Quanto à tua questão – se representará um ponto de partida – representa.

LOIS:  Está certo.

ELIAS:  Quanto à tua indagação sobre a perfeição inerente à profissão por que te esforças por...

LOIS:  Bem, não é perfeição, mas o que considero ser a profissão perfeita para a qual adoraria levantar-me e ir todos os dias – desse tipo. Sabes bem de que coisas necessitarei ter para ter o que considero a profissão perfeita, e que mais ninguém necessariamente considerasse a profissão perfeita. Não estou em busca da perfeição mas de algo que represente a situação perfeita, pessoalmente. (Elias sorri e acena com a cabeça enquanto a Lois desata a rir)

ELIAS:  Para me dirigir a essa situação, eu digo-te que isso já se acha patente. O que estás a explorar nos movimentos que empreendes é o reconhecimento do modo como podes criar essa perfeição ou realização no avanço que empreendes no momento, neste instante, e não a esforçar-te por te moveres para outra área ou através duma outra expressão.

Isso é um elemento do que estás presentemente a oferecer a ti própria, com essa oportunidade – uma perspectiva de que crias essa situação e essa expressão no momento, e não no futuro.

LOIS:  Está bem, está bem. Bom, parte desse agora conduz a uma situação de independência financeira, o que tem representado uma tarefa dura para mim, ou desejo, propósito, seja lá o que for... Não, não é seja lá o que for. O que definitivamente quero dizer é um desejo e um propósito, e faz parte da profissão perfeita isso condizer com o facto de poder tornar-me criativa sem ter que me preocupar com o aspecto financeiro, nem que precise preocupar-me com as horas e todas essas coisas, e possa obter a certeza de poder cobrir todas as contas, por essa situação contemplar essa possibilidade. Quero dispor de tempo para ser capaz de me tornar criativa e fazer verdadeiramente aquilo que quero fazer, mas enquanto me preocupar com o outro aspecto não consigo arranjar tempo para conseguir tal coisa. Por isso, penso que parte da profissão perfeita passe pela obtenção de independência financeira de modo a poder desenvolver-me nisso.

ELIAS:  Ao contrário!

LOIS:  Ao contrário?  Muito bem... Muito bem! (Ri)

ELIAS:  Ao passares para a expressão de ti própria, o aspecto financeiro passa a ser admitido. Ao concederes a ti própria as tuas próprias liberdades – agora, no momento – inerentes à tua expressão de criatividade, e ao te permitires confiar nessa expressão e obteres o conhecimento de poderes criar essa expressão agora, em meio ao que já terás criado, e de não precisares criar nenhum outro elemento diferente... Tudo o que precisas é focar-te em ti própria, que com isso, ao voltares a tua atenção para ti própria e para a tua criatividade e soltares a contenção que exerces sobre a tua energia, permitir-te-ás automaticamente e sem esforço estabelecer os próprios elementos das tuas vontades.

LOIS:  Onde é exactamente que me estou a alfinetar? Quer dizer, em que aspecto é que me estou a bloquear? Será uma crença ou um temor? Estarei apenas a ser obtusa nisto? (Ri)

ELIAS:  Digo-te, do mesmo modo que a muitos no foco físico, que vós inquiris desse modo, pelo pensamento, a existência duma crença chave que esteja a criar um obstáculo. Eu digo-te que existem muitas suposições entrelaçadas entre si e que se cruzam umas com as outras e se fundem umas nas outras, e que isso traduz a vossa realidade física.

Na vossa realidade convencional, vós alinhais pelas crenças das massas, e ao alinhardes por essas suposições, se desejardes perceber um elemento chave que vos esteja a impor os maiores obstáculos, ele não passa necessariamente pela expressão da crença ou suposição, mas pela expressão da aceitação pessoal. Jamais poderei alguma vez realçar isso o suficiente porque, se vos permitirdes aceitar-vos, começareis a soltar a contenção que exerceis na vossa energia.

Vós falais de controlo. Vós estabeleceis muitos processos de pensamento na área do controlo e em conjunção convosco próprios e a vossa expressão. O elemento do que identificais como controlo, no foco físico, consiste numa contenção da vossa energia. É uma expressão de protecção, porque na vossa realidade física, percebeis estar seguros e a salvo e protegidos se detiverdes controlo sobre as vossas expressões e aquilo que criais.

Ora bem; vou-te dizer que isso representa um “pássaro” de dimensão desmesurada na “gaiola” da duplicidade. É um pássaro muito gordo e ruidoso, e além disso, muito activo! Nesse sentido, ele repete-vos continuamente PRECISARDES estar a controlar-vos, a controlar as vossas escolhas, porque se não estiverdes a controlar as vossas escolhas, podeis deslizar para a criação de escolhas ERRADAS. E isso constitui uma expressão de duplicidade.

Bom; voltamos ao ponto-chave da aceitação pessoal.

Se vos aceitardes, esses “pássaros” tornar-se-ão gradativamente mais silenciosos, por vos permitirdes uma crescente liberdade, ao admitirdes um livre fluxo progressivo da vossa energia e perceberdes uma cada vez menor necessidade de vos conterdes na vossa energia, e perceberdes poder dirigir com bastante eficiência os vossos passos e as vossas escolhas num acto de permissão, e que não precisais conter-vos com tanta tenacidade na vossa energia.

Quanto à questão que puseste, dos obstáculos – “Que estarei a colocar diante de mim sob a forma de obstáculo e quais serão as suposições ou os pressupostos que me estarão a bloquear o meu avanço?” – os obstáculos que notas surgem-te por meio da expressão de incerteza quanto às tuas capacidades e à confiança que tens no que podes criar, e esse elemento de carácter ABSOLUTO tem lugar na expressão: “Se eu passar a criar de uma forma absoluta nesta direcção, estarei a criar de forma correcta, e se estiver a criar de forma correcta, então devo ser adequada, e se for adequada, poderei expressar para comigo própria ser digna de mérito, porque encararei o meu valor e os outros poderão percebe-lo, de igual modo.”

LOIS:  Será por isso que combato a característica da organização? Quer dizer, uma das qualidades que as pessoas me dirão que eu possuo é o facto de ser tremendamente organizada. Só que para mim, eu combato essa organização por me fazer compartimentar as coisas mentalmente do mesmo modo que no físico, sabes? É como se eu não quisesse ser organizada. Eu combato isso, por isso, será o que estará a ter lugar?

ELIAS:  É. Isso é uma expressão exteriorizada dessa luta que estás presentemente a empreender.

Lembra-te de que tens vindo há um longo tempo, segundo a tua concepção do tempo linear, a criar a tua realidade em conjugação com a realidade oficialmente aceite e pelos pressupostos alimentados pelas massas, e nesse sentido, criaste expressões automáticas, formas de conduta automáticas, e alinhamento por essas suposições e assumpções que não requerem nenhum pensamento para se porem em marcha.

Tu estás actualmente a passar para a posição de admitires oportunidades de perceberes esse alinhamento que estabeleces com os pressupostos alimentados pelas massas e o seu efeito, o que nos conduz de volta ao teu propósito, pela percepção das interacções que estabeleces com os demais e do modo como isso os afecta e o modo como as suas expressões te afectam a ti.

E em que assentam as tuas liberdades? As linhas estão a começar a tornar-se esbatidas. As definições não mais se apresentam como válidas pelo carácter absoluto de que antes se achavam imbuídas. Por isso, moves-te na direcção duma área de confusão, mas também para uma área de excitação, por deteres a consciência de estares na direcção do limiar duma abertura para um novo (sentido de) liberdade inerente à tua aceitação individual, só que ainda não atingiste esse limiar. Ele situa-se em perspectiva, só que subsistem elementos de questionamento e continuam a subsistir elementos de reacção automática em termos de protecção e de hesitação...

LOIS: Não fará parte disso o facto da minha filha ainda estar em casa, e eu sentir ainda ter uma filha que ainda não obteve graduação? Porque, eu como que me preocupei, enquanto os meus filhos cresciam, “Até que o último tenha ido à sua vida”, e senti que a liberdade começa quando...

ELIAS:  Precisamente!

LOIS: ...Eu vê-la-ei partir assim que ela voar do ninho! (A rir)

ELIAS:  Mas isso é aquilo que te estou a dizer, não te centrares na situação dum pressuposto específico que estejas a empreender, mas no facto de teres admitido a influência por parte de muitos pressupostos, com o que estás a começar a perceber a influência proveniente de todas essas suposições, e com isso, continuas a encaixotar cada identificação de cada aspecto relativo a cada pressuposto.

Mas estás a permitir-te notar isso agora, o que te possibilita a oportunidade de passares do notar a identificação e a reconheceres comportamentos, expressões, em conjunção com os aspectos das crenças e do modo como afectam, e à medida que avanças nessa identificação e nesse reconhecimento, permites-te dar passos em novas direcções da liberdade.

LOIS:  Muito bem. Caramba! Quanta validação! Obrigado.

ELIAS:  Não tens de quê.

LOIS:  Obrigado. Mais uma pergunta que queria colocar é se terei contrapartes com que esteja a contactar numa base diária ou semanal? (pausa)

ELIAS:  Tens.

LOIS:  Será uma delas a minha filha?

ELIAS:  É.

LOIS:  (A rir) Muito bem! Fico grato por isso.

Uma das coisas que gostaria de te perguntar é, olhando para o passado – bom, não quero referir-me a focos passados – para outros focos, se terei entrado na cena dos pioneiros por altura do desbravamento do oeste, da região oeste dos Estados Unidos, provavelmente algures aí por entre 1800? Penso que o meu nome tenha sido Louise. Só não tenho muita certeza quanto ao nome. Mas vejo-me a mim e a essas cabanas rústicas e a rumar a oeste em carroças cobertas, porque se esse for um dos meus focos, então devo estar no bom caminho na identificação desses focos! (A rir)

ELIAS:  Sim, tens razão, mas podes continuar a investigar e a contactar esse foco.

Estendo-te com afeição a expressão do nome físico que tens na interacção com outros indivíduos num relacionamento de amizade, a que eles se referem como Lulu. (A sorrir)

LOIS:  Muito bem. Penso que seja isso! Era mesmo tudo o que eu queria colocar, que tu abrangeste de modo formidável. Caramba!

ELIAS:  Muito bem. Eu digo-te para usares do discernimento e para o continuares a fazer em meio a essas interacções que estás a estabelecer. Permite-te reconhecer não estares a criar o que identificas como “andar para trás”. Escolheste deslocar-te lateralmente e com esse passo para o lado, escolheste presentemente oferecer a ti própria uma tremenda oportunidade de perceberes a influência que cada um de vós tem sobre o outro.

E com isso, estendo-te uma sugestão. Permite-te escutar, porque ao perceberes as interacções e o seu efeito, se te permitires escutar, permitir-te-ás perceber as diferenças na percepção, e isso poder-te-á ser útil.

LOIS:  Muitíssimo obrigado!

ELIAS:  Não tens de quê!

LOIS:  Fico na expectativa de novas entrevistas ou questionários! (A rir)

ELIAS:  E eu fico a antecipar o nosso próximo encontro.

LOIS:  Mito bem, obrigado.

ELIAS:  Não tens de quê.
Para ti, neste dia, eu estendo com afecto, um au revoir.



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