quarta-feira, 22 de junho de 2011

ABORDAGEM INRIRECTA DAS CRENÇAS - SEPARAÇÃO E MORTE



SESSÃO #415 
“A Abordagem Indirecta das Crenças, Passo-A-Passo”
“Separação/Morte”
“A Essência da Compreensão: Não Tem Importância”
Terça-feira, 15 de Junho de 1999 (Privada/Telefone)
Participantes:  Mary (Michael) e Mike (Mikah).
Tradução: Amadeu Duarte

ELIAS:  Saudações, Mikah!

MIKE:  Saudações, Elias!  (Elias ri)  Okay, como de costume, eu disponho dum monte de perguntas!

ELIAS:  (A rir)  Conforme o costume!  Mas podes avançar.

MIKE:  Muito bem. Penso que tenha sido com a Bobbi que tenhas conversado, quando ela te colocou perguntas sobre a essência dela... se a qualidade vibratória dela alinharia com a cor. Não me lembro da cor dela, mas no caso da minha essência, isso assemelhar-se-á ao negro ou a um índigo azulado? (Pausa)

ELIAS:  A qualidade vibratória que mais se aproximaria do alinhamento contigo próprio será uma tonalidade de azul, por assim dizer, mas não tão escura quanto o índigo.

MIKE:  Hmm. Não poderias... porque nós atribuímos todo o género de nomes às múltiplas tonalidades. Poderias dizer-me como a designamos? (Pausa)

ELIAS:  Podes defini-la segundo a identificação que atribuís ao azul royal.

MIKE:  Azul royal. Oh, mas é quase um azul Prússia.

ELIAS:  Aproximado.

MIKE:  interessante. Será essa a identificação mais aproximada de que dispomos? Foi isso que disseste?

ELIAS:  Exacto, na qualidade vibratória.

MIKE: Eu tenho certas questões a colocar em relação à morte e ao morrer, tal como o designamos. Sempre senti um fascínio por isso, sem que saiba a razão disso. Mas sempre quis saber - por um lado, se quando as pessoas escolhem de modo óbvio desprender-se do corpo, se terão consciência disso antes de o empreenderem.

ELIAS: Têm.

MIKE: Certo. Está bem. A pergunta seguinte situa-se mais no contexto do que penso, tanto em relação à maioria das pessoas como a mim próprio, como não comportando necessariamente qualquer medo concreto em relação à morte, mas sim medo em relação ao morrer. As pessoas sempre associam toda a sorte de dores ao que tem lugar no decurso do processo, e eu sentia curiosidade...
Como em determinadas situações, não necessariamente de doença, mas em situações em que somos talvez desmembrados ou baleados ou então caímos duma encosta ou sofremos um acidente automóvel ou assim – será que por estarmos a escolher o desenlace estaremos presentes o tempo todo quando o corpo deixa de funcionar?
ELIAS: Isso depende da escolha do indivíduo.

Em determinadas situações, sim, a vossa consciência acha-se presente ao longo de todas as opções que tiverdes escolhido empreender no processo de desenlace - ou morte - como o designais.

Por vezes, alguns escolhem remover a consciência subjectiva da consciência do corpo, enquanto continuam a ter uma consciência objectiva no foco físico. Nesses tipos de situação, aquilo que o indivíduo cria assemelha-se a uma experiência de projecção extra corporal, sem que seja exactamente a mesma coisa, por terem escolhido remover toda a sua consciência subjectiva da consciência do seu corpo.

Por isso decorre um tipo de separação em que, como a consciência do corpo deixa de receber orientação da consciência subjectiva, ela deixa de funcionar na forma física.

MIKE: Está bem, então penso que também dependerá da pessoa para onde se dirigirá em seguida.

ELIAS: Não necessariamente. Em relação à escolha daquilo que devem criar em obediência às suas crenças, sim. Inicialmente, no que passam a criar em termos de imagens em conjugação com as crenças que poderão comportar de modo vigoroso no foco físico, sim. Podem até criar imagens temporárias que se assemelhem a um local ou a um tipo de acção ou experiência.

Mas, sejam quais forem as crenças que o indivíduo comporte, cada foco individual que se desprende deverá passar para uma acção de transição e atender às crenças que terá sustentado no seu foco físico.

MIKE: Está bem. Não estou certo se terás sido tu a dizer, ou o Seth, mas um de vós de tempos a tempos referiu algo sobre o adiamento por que uma pessoa pode optar por criar, antes de penetrar na transição.

Dá-se um intervalo, penso eu. Agora; aquilo que estás a dizer é que esse intervalo que foi mencionado se adequa à crença, seja ela qual for, tal como a de irmos para o céu ou para o inferno, ou de termos que enfrentar juízes ou lá o que for? Seria esse o adiamento que sucede antes da transição?
ELIAS: Deixa que te diga que também já vos ofereci informação acerca disso, tal como a essência do Seth.

Nesse sentido, digo-te que um elemento inerente à atenção que é dada às crenças no acto da transição – e ao descarte dessas mesmas crenças – pode por vezes envolver a criação de imagens que se alinharão por essas mesmas crenças.

Aquilo que te estou a dizer é que, por vezes, no acto de darem atenção a uma crença efectiva que pode dizer respeito à ideia do céu ou do inferno, isso pode ser temporariamente criado pelo próprio, de modo a que possa obter uma percepção e dirigir a sua atenção para essa crença em particular, de forma a proporcionar-lhe a compreensão de que, de facto, isso não constitui um local em que venham a residir, de forma automaticamente associada ao acto da morte.

Quanto ao período de tempo que alguns indivíduos podem escolher necessitar e que designas como adiamento, trata-se dum tipo de período de tempo intermédio que é estabelecido pelo foco entre o desenlace e o acto da transição.

Agora; por vezes, pode envolver imagens que se achem ligadas às crenças que foram sustentadas durante o foco físico individual. Por isso, poderá por vezes, envolver actos tais como o céu ou o inferno ou o limbo, ou qualquer outra manifestação dum local físico que o próprio escolha criar.

Mas pode não criar necessariamente esse tipo de acção e manter-se num estágio intermédio no qual continuará a criar imagens que lhe parecerão físicas, e dar por si num alinhamento com os aspectos familiares da realidade física, ao mesmo tempo que concede a si próprio a capacidade de alterar e de manipular a energia a fim de criar diferenças nessas realidades físicas.

Essa realidade possuirá qualidades físicas mas elas serão muito mais flexíveis, por não constituírem criações físicas efectivas mas se assemelharem mais à ideia que fazeis dos hologramas na vossa realidade actual.

MIKE: Quão interessante!
ELIAS: São a projecção de imagens físicas mas de facto não são construções físicas que sustentem uma estrutura molecular material e sólida como a que a vossa realidade física detém nesta dimensão. São a mera projecção duma imagem que parecerá assemelhar-se à vossa realidade.

Ora bem; por meio dessas imagens os indivíduos rapidamente tomam consciência de ser capazes de as alterar com bastante facilidade.

Nesse sentido, podem, por assim dizer proceder à criação do cenário físico dum campo amplo, por exemplo, e reconhecerem deter a capacidade de alterar a aparência desse campo com toda a facilidade.

Do mesmo modo que no caso do holograma, eles podem acrescentar ou apagar qualquer aspecto dessas imagens à sua escolha. Por isso, poderão plantar uma árvore bem no centro desse campo ou então deixar que pedaços desse campo não apresentem um aspecto tão sólido, e desse modo assuma mais a qualidade do ar ou da água.

Podeis manipular essas imagens nesse estado de consciência, por assim dizer, do jeito que entenderdes.

Alguns, ao se desprenderem do foco físico, escolhem brincar com as imagens, centrando-se na sua consciência objectiva e dando continuidade à criação de tipos físicos de imagens, concedendo a si próprios a liberdade de brincar com essas imagens, reconhecendo a sua capacidade de manipular a energia seja em que direcção for.

Outros, podem passar para as áreas do medo – do mesmo modo ditadas pelas suas crenças – em que poderão bloquear os seus movimentos no sentido da transição mas em que não se permitem divertir nem obter acesso às imagens do modo que acabei de referir. Mas esses indivíduos podem agarrar-se com tenacidade à sua consciência objectiva sem se permitirem mover-se para outras áreas da consciência, o que por vezes, temporariamente, poderá produzir uma situação em que se vejam presos, por assim dizer.

Nessas situações, existem outras essências que poderão servir de auxílio a esses focos particulares e que lhes endereçarão indicadores, por assim dizer, destinados a estimulá-los, em termos figurados, de forma que lhes permita afastar-se da sua expressão de temor e de modo que lhes possibilite passar mais facilmente para outras áreas da consciência.

MIKE:  Muito bem. Tenho vindo a obter umas imagens interessantes com o serviço militar a tentar alistar-me. Isso tem vindo a prolongar-se há uma pouco mais de um ano, e durante algum tempo desvaneceu-se, mas eis que este tipo voltou a ligar-me dos marines, a pedir-me para me alistar e isto e mais aquilo, com todo um mar de oportunidades ao dispor. Por isso, eu lá escutei o tipo, mas quanto mais o escutava, mais desconforto sentia, como não fosse suposto posicionar-me naquilo, enquanto uma outra parte de mim sentiu como se eu devesse alistar-me e eu senti-me um tanto confuso por causa disso, por não fazer ideia se o meu intelecto estaria tão oprimido – porque em termos intelectuais, isso soa como algo lógico a fazer – que nem sequer estaria a dar ouvidos à minha intuição, que me dizia: “Hei, tu aí! Não, isso não tem cabimento.” Eu interrogo-me qual seria o sentido das imagens subjacentes a isso.

ELIAS:  Eu digo-te, Mikah, que TU estás a criar uma batalha entre o intelecto e a intuição, neste caso.
Bom; conforme referi previamente, ao te permitires equilibrar esses dois elementos do teu foco, passarás a criar com uma eficiência maior. Só que te inclinas muito mais no sentido de dar ouvidos e de prestar atenção ao intelecto e a subestimar a intuição nessas situações, devido a que as crenças das massas que abrigas sejam vigorosas que te levam a alinhar por esse elemento do teu foco que consideras como racional. Isto encaminha-se na direcção da vossa lógica e constitui uma enorme influência sobre os vossos processos do pensamento, os quais também afectam bastante as escolhas que promoveis.
Com isto, e em resposta às crenças que abrigas e também às situações que te permitiste apresentar a ti próprio e às projecções de energia provenientes dos outros que te permitiste aceitar – sobre as quais falamos na última sessão que tivemos – com isso, continuas a encaminhar-te no sentido do teu alinhamento por certas crenças, e a abrigar certas expectativas em relação a ti próprio na área da responsabilidade e do que seja aceitável e do modo como os outros te encarem e às tuas acções, e do modo como isso te influencia as escolhas.
Portanto, tu dás ouvidos ao intelecto e à lógica, a qual te diz que isso alinha e está subordinado à área das crenças das massas, só que a tua intuição e a tua pequenina voz interior te está a transmitir, “Pára, espera, escuta.”
Foi-te estendido um grande volume de informação sobre essa área e tu permitiste-te assimilar uma enorme quantidade de informação subordinada a ela. Por isso, porque deverás frustrar o avanço a passar a alinhar com as crenças das massas quanto ao que “deves” alcançar, e às expectativas quanto à conduta responsável?
Isso representa um aspecto das crenças. A responsabilidade, tal como é definida em relação à acção e às formas de conduta e às projecções externas em conjugação com as expectativas, consiste num aspecto dos sistemas de crença.
Nesse sentido, tens vindo a estender a ti próprio informação de modo a poderes vir a afastar-te do alinhamento que estabeleces em relação a esses tipos de aspectos das crenças. Só que deslizas para o movimento de dar expressão à falta de confiança em ti, e para a expectativa em relação à tua pessoa, e para a aceitação da expectativa dos outros, razão porque empreendes esse tipo de interacção.

MIKE:  Hmm....

ELIAS:  Mas então! Devemos antecipar uma passagem tua para o serviço militar?

MIKE:  (Ri, junto com o Elias) Bom, eu não tenho vontade nenhuma, mas sim, eu penso que sinto que devia dar um passo desses.

ELIAS:  Ah ah ah!

MIKE:  Está bem. Toda essa coisa da aceitação da crença ou dos aspectos da crença – apenas por meio do reconhecimento de comportarmos a crença e de ela não ser boa nem má, certa nem errada, isso permite que o “pássaro” da crença esvoace e seja neutralizado?

ELIAS:  Não necessariamente.

MIKE:  Muito bem, então agora estou confuso, porque sempre subsiste algo de novo em relação às crenças e àquilo que leio nas transcrições, e eu estou permanentemente em confusão em relação a isso. Por favor, explica-me de que modo poderemos passar a aceitar uma crença para além do que acabei de referir.

ELIAS:  Por vezes isso pode representar tudo quanto exijas em ti próprio. Podes na realidade – por vezes – aceitar aspectos das crenças apenas através do reconhecimento, da identificação, e da tua admissão deles, mas essa acção apenas ocorre ocasionalmente, porque te afirmo que tu abrigas de modo intenso muitos desses aspectos.
Ora bem; isso não quer dizer que não consigas alcançar essa mesma acção em relação a um aspecto dos sistemas de crença que abrigues com intensidade, só que tu também comportas outros aspectos inerentes às crenças que te dizem que precisas recorrer a um processo e a um método para atingires a aceitação das crenças.
Por isso, conquanto possas passar espontânea e instantaneamente a aceitar um aspecto duma crença, também poderás não te permitir necessariamente alcançar isso desse modo, por não traduzir qualquer método nem processo, quando criastes aspectos de crenças bastante vigorosos que vos dizem que tudo o que realizais no vosso foco físico requer um método. Consequentemente, ao passares para a área da neutralização desses aspectos, e da aceitação desses aspectos das crenças, eu afirmo-te que no processo ou método que empregas tu avanças por meio do que designas como passos.
Inicialmente começas por notar. Assim que te tenhas permitido notar, dás início ao processo de identificação. Começas a reconhecer o aspecto inerente ao sistema de crenças. Já não estás apenas a detectar a sua existência, mas começas a apresentar a ti próprio imagens e situações que te demonstrarão o aspecto inerente ao sistema de crenças que estarás a encarar nessa altura em particular, e começarás a reconhecer as diferentes formas que esse aspecto particular pode apresentar em si mesmo.
Com isso, como já tive ocasião de declarar, podes continuar a encarar o mesmo “pássaro”, só que a apresentação dele pode-te ser fornecida por meio de perspectivas diferentes. Podes perceber diferentes elementos, vários lados, posições distintas, diferentes ângulos do mesmo pássaro. 
Isso é expressado em termos objectivos em diferentes situações. Continuas a ver e a apresentar a ti próprio o mesmo aspecto dum sistema de crenças, só que o estás a estender a ti próprio por meio de várias situações diferentes.
Isso fornece-te uma oportunidade de veres o aspecto por inteiro, de modo a que não de iludas necessariamente com a ideia de teres aceitado esse “pássaro” particular, e de modo que subsequentemente ele te possa ser apresentado de novo com um novo rosto.
Por isso, tu geras um processo ou método pelo qual apresentas a ti próprio várias situações distintas e comportamentos e acções e eventos que te passarão a sugerir imagens, perspectivas, dos diferentes ângulos inerentes a cada aspecto particular.
Bom; assim que te tiveres permitido perspectivar diferentes ângulos do aspecto da crença – não apenas notar a sua existência, mas ver e reconhecer o aspecto em diferentes situações – subsequentemente passas para o passo seguinte, o qual consta de dares atenção a esse aspecto.
Ora bem; esta é a área que te confunde, porque VÓS no foco físico identificais  o facto de dar atenção ao aspecto como o acto de reconhecimento. Permite que passe a explicar.
Ao reconheceres e apresentares a ti próprio cada aspecto das crenças, quando estendes a ti próprio esse tipo de situação, estendes a ti próprio igualmente uma expressão de conflito, de confusão e de dificuldade. Por vezes podes mesmo suscitar expressões emocionais em conjugação com esse reconhecimento do aspecto.
Nessas situações PENSAS para contigo próprio estar a dar atenção ao aspecto, por te estares a envolver no que identificas como uma acção ou movimento relativo ao aspecto, por estares a responder-lhe. Estás a dar origem ao conflito e à confusão; passas a gerar respostas emocionais. Com isso, pensas para contigo próprio que isso traduza a acção efectiva de dar atenção ao aspecto.
Eu digo-te que isso não passa do acto da apresentação a ti próprio duma oportunidade de reconheceres o aspecto, porque como continuas a dar expressão à REACÇÃO para com o aspecto por meio do conflito, deixas de lhe dar atenção. Reconhece-lo, e proporcionas a ti próprio várias situações distintas a fim de o reconheceres.
Assim que deres início ao teu passo seguinte de dar atenção efectiva à crença, aos aspectos da crença, começarás a notar uma diminuição nesse conflito.
Dar atenção a uma crença não traduz uma acção objectiva, por assim dizer. Não envolve a OPERAÇÃO – nos vossos termos – duma acção respeitante ao aspecto da crença. Trata-se da PERMISSÃO para que o aspecto se faça reconhecer, e falando em termos figurados, nos vossos termos, consiste na permissão de vós próprios para abrirdes mão da luta que travais com esse aspecto. Por isso, aquilo para que estás efectivamente a voltar-te é para o acto de soltar a tensão que exerces na energia com relação a esse aspecto.
Deixa que to sugira de um outro modo, de forma que te possa proporcionar uma maior clareza de compreensão.
Primeiro notas a coisa: “Eis aqui a crença. Isso não traduz nenhum absoluto. Não traduz nenhum elemento da minha realidade que seja permanente ou imutável. É um aspecto relativo a uma crença.”
O passo seguinte consiste no reconhecimento no contexto das situações; a apresentação desse aspecto. Nesse sentido, de cada vez que apresentas a ti próprio um determinado aspecto duma crença, hás-de notar o facto e reconhece-la. Não detectarás apenas o sistema de crença a operar, mas hás-de avançar um pouco mais adiante e permitir-te a capacidade de reconhecer: “Isto é um aspecto específico duma crença, e isto é a identificação desse aspecto.”
Assim que tiveres identificado o aspecto inerente à crença, começas a apresentar a ti próprio várias situações e circunstâncias distintas que te proporcionarão repetições sucessivas da apresentação desse mesmo aspecto, que poderás ver uma e outra vez, por isso corresponder ao método que escolhestes.
Quando o vires, quando identificares o aspecto, quando reconheceres o aspecto e o apresentares a ti próprio repetidas vezes por meio de várias situações e comportamentos, passarás a experimentar reacções em conjugação com ele.
Ora bem; segundo a ideia que fazes de dar atenção ao aspecto, tu pensas para contigo ESTARES a dar atenção ao aspecto da crença por te encontrares a reagir-lhe. Já terás passado pela fase de notar e de identificar, mas agora estás a reagir-lhe. Essa é a vossa lógica e a ideia racional que empregais na identificação do vosso método.
Agora; eu digo-te que, nesse estágio do método que empregas, ainda não estás a dar atenção ao aspecto. Ainda permaneces no estágio do reconhecimento, por continuares a reagir-lhe. Estás continuamente a permitir-te sofrer a afectação proveniente desse aspecto.
Ao passares a seguir para o passo seguinte, que corresponde à atenção pelo aspecto da crença, começas a notar que não respondes nem reages ao aspecto inerente a cada uma das situações que te é apresentada. Começa a afectar-te cada vez menos. AGORA estás a começar a dar atenção ao aspecto inerente à crença. Dar-lhe atenção traduz o acto, a implementação do abrir mão da tensão que exerces na energia dele.
É por essa razão que propus a analogia do pássaro e da gaiola, porque nos termos visuais físicos, torna-se bastante fácil identificardes a coisa desse modo. Podes perceber ter pousado os olhos num “pássaro” particular, digamos a esse título que tenhas escolhido um pássaro dum vermelho brilhante.
Notas a crença ao detectares a gaiola e a sua existência. Nesse caso, não estás a dirigir a tua atenção para essa gaiola, e não estás a criar qualquer movimento na direcção da aceitação de todos os aspectos inerentes à gaiola. Apenas estás a notar a existência dessa gaiola.
Assim que tiveres reconhecido para ti próprio a existência dessa gaiola, passarás a vê-la mais de perto e a perceber que ela comporta muitos pássaros. Então reconhecerás a quão cheia ela se encontra, e optas por pousar os olhos num “pássaro” em particular que desejes passe a voar em liberdade. Com isso, começas a abrir a gaiola.
Nesse sentido, passas a reconhecer o “pássaro” vermelho. Observas o “pássaro” avermelhado, e enfias a mão na gaiola a fim de o alcançares, de modo a poderes remove-lo. Só que no processo de removeres o “pássaro” vermelho, ele começa a esvoaçar pela gaiola enquanto procuras apanhá-lo a tactear numa tentativa de o agarrares, e eventualmente apanhá-lo. Mas o pássaro também começa a bicar-te as mãos e retorce-se quando o agarras. Por isso, deixas resvalar a mão e ele pode escapar.
Por isso, uma vez mais, estarás a apresentar a ti próprio uma situação para reconheceres, “Ah, pois é! O “pássaro” vermelho deslocou-se duma posição para outra, e agora preciso voltar-me noutro sentido para o poder agarrar.”
Ao fim dumas quantas tentativas dás-te conta de te sentires cansado de tanto te esforçares por o agarrar. Por isso, nos vossos termos físicos, desistes, e ao desistires e deixares de o perseguir sistematicamente, o “pássaro” voa na tua direcção e pousa-te na mão, e aí passarás a detê-lo.
Ora bem; assim que o pássaro tiver voado e tiver obtido permissão para pousar na tua mão, deixará de te pesar como um incómodo, por não mais o estares a perseguir. AGORA terás passado ao teu passo seguinte de dar atenção ao aspecto. Seguras agora o “pássaro” vermelho, e com isso, proporcionas a ti próprio a aptidão. Ao se acalmar e deixares de lhe reagir e de lhe responder mais, proporcionas a ti próprio a capacidade de passares para fora da gaiola na posse desse “pássaro”, com ele na mão, e uma vez fora da gaiola, permitir-te-ás abrir a mão e deixá-lo voar em liberdade.
O dirigir a atenção para o aspecto inerente à crença não é representado pelo acto de o perceber e de o perseguir. Isso traduz o reconhecimento dele. Esse é o estágio, por assim dizer, em que atravessas o conflito, a confusão, (começa a tossir) a irritação, a perseguição sistemática, a apresentação repetida de vários comportamentos, de diferentes movimentos, de diferentes ângulos, de diferentes localizações desse aspecto.
Quando te tiveres fatigado o suficiente na sua perseguição, deverás passar a permitir-te dirigir a atenção a esse aspecto, processo esse em que empregarás muito menos energia, por não ser necessário exsudar tanta energia em relação ao aspecto inerente à crença, por estares actualmente a dar-lhe atenção, acto esse com que começas a abrir mão, e ao começares a soltá-lo. Também permites que ele passe a voar em liberdade e a neutralizar o efeito do aspecto dessa crença. Se o “pássaro” deixar de estar retido na gaiola, também não te deverá afectar, e tu deixarás de lhe reagir, por estares a deixar de o empregar.

MIKE:  Certo. Então, o que estás a dizer é que eu me estou a fatigar ao ir atrás dele, ou que será suposto permitir-me fatigar-me de modo a expelir esta energia altura em que efectivamente conseguirei dirigir a atenção para ele?

ELIAS:  Estou-te a dizer que esse é o método, o processo que escolheste; não somente tu, como muitos, muitos outros indivíduos no vosso foco físico. Falando em termos gerais, esse é o método comummente aceite no foco físico pelas pessoas quando se voltam na direcção de passarem para a aceitação duma crença. Por isso, tu somente, não és único na criação desse tipo de acção.
Mas quanto ao teu caso, tu também empregas esse tipo de movimento. Alinhas com esse tipo de criação por meio de métodos e de processos, mas a esse respeito, isso não traduz nada de prejudicial! Trata-se unicamente da escolha dum movimento com que te achas familiarizado, mas não existe nada de errado nem de prejudicial nesse tipo de escolha.
Portanto, com isto, digo-te não se tratar de nenhuma questão do que DEVAS passar a criar, mas do que ESTÁS a criar, e o que ESTÁS  a criar é a situação de reconhecimento dos aspectos.
Tu encontras-te no teu segundo passo. No primeiro passo terás notado certas crenças, depois passaste ao segundo passo, da identificação e reconhecimento de aspectos da crença, mas ainda continuas a tentar apanhar o pássaro por toda a gaiola.
Por isso, não passaste ainda para a posição de dares atenção aos aspectos das crenças, o que perfaz o teu terceiro passo, mas estás a chegar perto, por te estares a fatigar com a perseguição.
Por isso, estás a começar a expressar a ti próprio que te sentes cansado de perseguir esse “pássaro”, e estás-te a permitir aprontar para simplesmente PARARES, e para te sentares e esperares para que o pássaro te vá pousar na mão, e com esse passo, permitir-te-ás avançar com facilidade fora da gaiola e deixar voar o “pássaro”.

MIKE:  (Suspira)  Está bem.

ELIAS:  Eu devo dizer-te, Mikha, que tu estás a implementar o teu método com toda a eficácia!

MIKE:  Pois sim!  (A rir)

ELIAS:  Porque tu apresentas a ti próprio a tua imagética uma e outra vez, e ESTÁS a criar a situação em que te encontras de modo tão eficiente que te CANSARÁS bastante de dirigires a atenção repetidas vezes às mesmas situações!

MIKE:  (Suspira)  Está bem.

ELIAS:  Ah ah ah ah!

MIKE:  (A rir)  Eu vou trabalhar nisso.
Muito bem, antes de nos alongarmos mais, o Jeremy pediu-me para te colocar uma pergunta, por isso vou-te colocar.

ELIAS: Ah ah!

MIKE:  Ele quer saber porque razão ele não está a desenhar tão bem como o costume.

ELIAS:  (A rir) Mas o facto de teres oferecido esta interrogação tornou-se-te numa obrigação e tanto, para ti, não? (O Mike desfaz-se a rir) Ah ah!
(Dá uma risada) Posso-te dizer a título de resposta que lhe podes dizer que ele está a distrair-se e a permitir-se - nos vossos termos – dispersar-se na sua energia, o que lhe afecta a produção, por assim dizer.
Nesse sentido, o que ele cria é permitir que a sua atenção vagueie por muitas direcções em simultâneo, mas como ele através das crenças que comporta percebe que isso o distrai e não o deixa concentrar-se pelo que não consegue revelar-se tão eficiente (segundo a sua crença) ele dá lugar a uma situação de imagens objectivas por meio das quais ele bloqueia a sua expressão criativa, por perceber que precisa concentrar de forma singular a sua atenção para expressar com eficiência a própria criatividade.
Nesse sentido, ele controla duma forma tensa a sua energia, mas eu digo que ele poderá igualmente dar lugar à criação da sua expressão criativa de modo eficaz sem necessariamente se dirigir de forma tão intensa por uma corrente de energia unilateral.

MIKE:  Está bem. Muito bem, nessa mesma linha de ideias, ele pediu-me para o ajudar nas coisas que estava a procurar produzir, e eu estava bem ciente, por ser capaz de o identificar em mim próprio que quando fazemos planos, eles não se materializam exactamente do modo que esperamos. Por isso, sinto-me um tanto na hesitação em acompanhá-lo nisso porque... bom, apenas por me sentir um tanto céptico quanto ao que ele está a tentar criar, e não penso que ele – segundo a percepção que tenho – pense nisso. E tinha curiosidade em saber, porque razão me permitirei envolver com ele. Irá isso tornar-se em mais uma daquelas estupendas distracções que arranjo, no caso de me permitir envolver com o que ele está a criar?

ELIAS: Ah ah ah ah! Dir-te-ei, Mikah, tratar-se duma excelente pergunta, e que eu te estou a reconhecer, por estares a começar a mover-te na direcção dum reparo mais eficiente do que estás a criar, e por estares a direccionar-te nesse sentido – com esse segundo passo – de modo mais eficiente.
Eu digo-te que aquilo que estás a apresentar a ti próprio presentemente é uma oportunidade. Estás a passar para uma posição de atraíres a ti diferentes expressões e diferentes tipos de criação por intermédio de outros indivíduos, de forma a permitires-te ir mais fundo na observação de ti próprio e de modo a poderes mais eficazmente identificar os diferentes pontos de vista que essas crenças circunscrevem.
Bom; observemos o aspecto inerente às crenças a que terás escolhido dirigir a atenção e o aspecto que estás continuamente a perseguir por toda a tua “gaiola” numa tentativa de capturares.
Um dos aspectos que mais te prende a atenção é o da expectativa; expectativa em relação a ti próprio e expectativa quanto ao modo como estás a criar a tua realidade, as expectativas dos outros indivíduos, que tu te permites inserir na tua realidade, e o modo como poderão influenciar-te. Agora dás a volta ao “pássaro” para poderes observar um outro ângulo desse mesmo pássaro, e apresentas a ti próprio um outro indivíduo, em relação ao que já falamos anteriormente, sobre o modo como ele te percebe a ti e sobre o modo como esse indivíduo te encara como um professor.
Nesta situação, estás a apresentar a ti próprio várias acções distintas. Estás a apresentar a oportunidade de ver mais na área das tuas capacidades de ensino junto dos outros indivíduos de que falamos anteriormente, não falamos?

MIKE:  Falamos.

ELIAS:  Na área em que a tua escolha das probabilidades de ensino não se move necessariamente no sentido do que encaras como linhas convencionais, o que te possibilita um vislumbre do começo do modo como poderás implementar a tua criatividade e as tuas acções em conjugação com o ensino, e do modo como os demais começarão a gravitar para ti nessa área. Isso é um elemento que te estás a presentear.
Um outro, consiste em dares atenção a esse aspecto da expectativa em relação a ti próprio e às expectativas que abrigas de ti próprio, e ao modo como se movem em conjugação com  o sentido de responsabilidade que tens, e com o modo como te sentes intimidado e te afastas de certas situações, quando percebes que possam requerer responsabilidade quanto à expressão que precises adoptar e a responsabilidade não é a situação. Não traduz a questão.
Mas  tu equiparas a expectativa com a projecção da responsabilidade que abrigas em relação a ti próprio; e que se estiveres a envolver determinadas acções, também deverás ser responsável por tais acções. Mas essa não é a questão.
Nesse sentido, também te permites uma oportunidade de ver a participação que assumes na própria expressão – ao proporcionares a ti próprio outro ângulo em relação a esse mesmo “pássaro” – na área das expectativas projectadas. Permitiste-te ver a projecção das expectativas dos outros indivíduos em conjunção contigo própria e as tuas escolhas e formas de comportamento. Agora, podes ver a projecção que FAZES quanto às expectativas que DEPOSITAS no outro com respeito às suas escolhas e ao que cria e à sua realidade.
Porque, que será que me terás dado conta com esta pergunta? Uma expectativa e uma forma de juízo de valor. Sentes relutância em passar a envolver-te com esse indivíduo, por a tua percepção te ditar que esse indivíduo não está a perceber o quadro na totalidade, nem está a considerar seriamente todos os ângulos e aspectos do que estarás a criar. Ele não está a ser responsável mas está a passar para a área da fantasia, que denuncia uma expressão de imaturidade e traduz um comportamento inaceitável.
Ora vejam só! Precisaremos estar recordados e ter presente essa mesma expressão que te foi facultada por outros? Não estarás agora a dar expressão à mesma situação e à mesma forma de juízo em relação a outro?
Com isso, estendes a ti próprio uma oportunidade de ver que isso não traduz a questão. Cada um de vós cria a vossa realidade pela experiência inerente à realidade física – a fim de experimentar a pureza e completude da emoção e da sexualidade, dentro da criatividade que lhe assiste, e no quadro da exploração de tudo aquilo a que possais dar expressão no foco físico – e não existem regras que precisem ser implementadas quanto ao modo como devais criá-lo.
Eu digo-te que aqui, estou-te a encorajar a expressares a tua criatividade no teu foco físico em toda a sua extensão, e a expressares-te a ti próprio, que com isso, já te referi imensas vezes, poderás voltar a tua atenção para ti próprio e passares a aceitar e a confiares na tua própria expressão, a despeito das opiniões dos outros quanto à tua escolha do modo como poderás criar a tua realidade.
Vê agora a tua expressão e reconhece – segundo passo, o reconhecimento! Reconhece que também expressas isso externamente, ao expressares a um outro indivíduo, ao avançar no sentido de confiar em si mesmo, que a sua expressão não é de confiança em si mas de frivolidade, irresponsabilidade e de imaturidade.

MIKE:  Interessante.  Está certo....

ELIAS:  Mas eu posso-te dizer ter consciência da interacção que estabeleces com o Michael e tenho consciência da avaliação e do juízo que fazes quanto à expressão que te foi feita da falta de aceitação dos outros em relação a um indivíduo que expressou confiança e aceitação pessoal, e do juízo crítico que lhe foi atribuído, ao que a resposta que terás dado no teu íntimo tenha sido; “Ora, mas vejam só. Isso é gravoso. Esta gente não está a entender a questão. O indivíduo está a ser eficiente, por estar a confiar em si  mesmo, e eles estão a atribuir juízo crítico ao indivíduo exactamente pela expressão do mesmo que estou a tentar alcançar agora.” Mas, ao que será que estás a dar expressão? Exactamente ao mesmo tipo de juízo crítico.

MIKE:  Aah!  Interessante.

ELIAS:  Essa é a razão porque todos vós no foco físico criais todos esses métodos e processos a fim de perceberdes os aspectos inerentes às crenças, por poderdes facilmente deixar de perceber todas as expressões e perspectivas respeitantes a um único “pássaro”.
Podes expressar vigorosamente teres notado as expressões e o “pássaro” a apresentar-se, com o que poderás dizer para contigo próprios – iludindo-te – teres aceite esse “pássaro”, subsequentemente ao que podes dar expressão ao próprio elemento que tinhas ideia de ter resolvido anteriormente, só que não resolveste, por se estar a apresentar de um modo diferente.
Porque não olhas para ti e dizes: “Oh, eu também estou a dar corpo a essa mesma expressão.” É claro que não! Por não TE encontrares a dar expressão a esse tipo de conduta, por notares de modo bastante efectivo a forma como os OUTROS expressam esse comportamento contigo! Por isso, porque razão haverias de expressar o próprio comportamento que encaras como bastante ofensivo? Ah ah!
Mas eu afirmo-te que nisso reside a questão do reconhecimento desses “pássaros”, por eles serem bastante ardilosos, e não estardes acostumados a encarar o vosso próprio comportamento mas habituados a olhar para fora de vós e a ver os comportamentos adoptados pelos outros, em primeiro lugar.
Mas eu também te estendo o meu reconhecimento quanto a isso, e afirmo-te que ESTÁS a obter resultados nessa área, porque se não estivesses, não estarias a apresentar a ti próprio esse tipo de situação que te permite ir mais fundo dentro de ti e perceber de forma mais eficaz todos os pontos de vista que esse aspecto em particular comporta.

MIKE:  Eu tenho umas quantas perguntas que giram ao redor disso. Tenho vindo a passar por muito trauma – tal como estou certo de teres consciência – por ter tido dificuldade em confiar em mim próprio. Em relação a todas as coisas! Desde carregar cargas para poder manter um emprego até sentir vontade de desaparecer ou mesmo em relação à confecção do jantar – sinto cepticismo em relação a tudo o que procuro criar actualmente.
Desde que me cruzei com esta informação, um monte de coisas tem vindo a ser posto em perspectiva e tem passado a fazer sentido, mas também tenho vindo a abrigar um enorme cepticismo em relação a tudo, pelo que vejo que ambas as posições estão interligadas – o cepticismo que sinto e a falta de confiança. E eu quero perguntar-te, de que forma será suposto que eu lide com isso, se considerarmos que eu costumava confiar na maioria das coisas? Ponto final! Mas agora é quase como se eu não conseguisse sequer fazer o jantar sem ter uma pequena voz que me diga que vai ficar mal no final! Por isso tenho sido duro de verdade comigo, e interrogo-me como hei-de parar com isso.

ELIAS:  Presta atenção às tuas próprias palavras. Presta atenção à expressão que estendeste à Candace.

MIKE:  Qual delas?

ELIAS:  Estendeste várias expressões à Candace num esforço por simplificares esta informação, e nisso, estendeste-lhe auxílio no sentido de não se permitir analisar e passar a complicar todos estes conceitos, só que não aplicas isso a ti próprio.
Nesse sentido, permite-te simplesmente aceitar a tua expressão tal como ela se apresente (está, ou é); não que seja suficientemente boa, ou que não o seja, ou que venha a ser má ou errada, ou que venha a revelar-se ineficaz. Ela é o que é.
Isso propicia-te exactamente a mesma oportunidade de reconheceres o mesmo tipo de expressão de que acabamos de falar, por te estender a oportunidade de veres o te podes expressar a um outro indivíduo que possa estar a racionalizar e a agir com base na lógica e a complicar a situação e a misturar conceitos, e como tal, a deixar de se aceitar por se estar a repreender com esse tipo de processo, e tu o encorajares a simplificar o que percebe nesses conceitos. Mas TU estás a complicá-los!
Portanto, eu digo-te para que dês atenção às próprias palavras que empregas, que poderás estender a ti próprio uma dádiva, ao deixares de sobre analisar tudo aquilo que crias e de complicar tudo o que crias e de julgar tudo o que crias, mas permitir-te apenas expressar-te com liberdade.
Eu afirmo-te que a expressão mais significativa que poderás estender a ti próprio, é: “Não importa!” Refere isso a ti próprio, Mikah, repetidas vezes, até que chegues a acreditar nisso, por ser genuíno. “Não importa”!
De que modo se alterará a tua realidade a esse ponto se deixares queimar o teu jantar? Será que todas as experiências e situações e circunstâncias do teu foco físico irão alterar a verdade inerente à realidade e à consciência? Não. Apenas te encontras numa busca de entendimento. Encontras-te num acto de exploração do foco físico, e a obter experiências.
Não estás a solucionar os mistérios do cosmos, por já os conheceres! Não estás a dar resposta às questões do universo, por já comportares as questões pertinentes ao universo e as suas respostas!
Estás a proceder a uma exploração das criações físicas – experiências – e nisso, pouco importa o modo como o estás a estabelecer!

MIKE:  Está bem, da última vez que conversamos, falamos de empregos e das dificuldades que tinha com isso, e como providenciei matéria e sobre as reacções que movi a isso e tudo o mais. Consequentemente penso que tenha lidado bastante com grande parte disso, por sentir bastante vontade de assumir o que quer que crie por mim próprio. Mas o que é bastante interessante, a única coisa que veio a surgir no meu caminho entre o momento actual e então, com relação a um emprego foi aquela oportunidade da vida militar, que eu penso ter representado uma imagética de outra ordem. De modo que não tive qualquer oferta nem criação de oportunidade que tenha sido tão óbvia para mim e que me pudesse levar a dizer, isso é uma oferta de emprego. Por isso interrogo-me sobre a razão de ser disso. Será por ter libertado a energia dos problemas que tinha em razão do que não mais se faça necessário proceder à criação de imagens dessas, ou estar a deixar de estar a criar isso por não confiar em mim próprio?

ELIAS:  Não. Eu digo-te que te estás unicamente a permitir relaxar nessa área. Não estás a criar o mesmo tipo de imagens, por estares a relaxar a tensão que exercias em certas áreas, em função das expectativas que abrigavas.

Tu continuas em algumas áreas a perseguir o “pássaro”, mas conforme falamos nesta sessão, estás a cansar-te, e com isso estás a abrandar na perseguição que lhe moves, e como tal, estás a preparar-te para te deteres, e nisso alguns elementos das tuas imagens também deverão deter-se, de certa forma.
Esse constitui o movimento de dirigir a atenção para as crenças, para os aspectos do sistema de crenças, tal como referi nesta sessão. Aqueles elementos que estão a causar conflito e confusão e que estão continuamente a apresentar-se a ti começarão a deixar de ter lugar com a mesma frequência e deverão começar a dissipar-se, pelo que começarás a deixar de lhes reagir, em razão do que o conflito que te invade deverá acalmar.
Nesse sentido, ao te tornares fatigado e passares para uma posição de desistência, muitas das acções que terás anteriormente criado deverão cessar, por ser desnecessário continuarem a ter lugar, por não mais estares a perseguir o “pássaro”. Por isso, o “pássaro” deixará de esvoaçar de modo histérico.
Com isso, tal como referi nesta sessão, deverás notar que muitas das tuas criações de conflito e de preocupação e de confusão deverão sofrer uma interrupção, e não deverás experimentar a intensidade que experimentavas nessas áreas.
Por isso, em termos físicos, eu digo-te que uma a uma, estás a deixar cair as penas, e estás a permitir que certas expressões tenham continuidade, e podes, com isso mover-te para a posição de dares expressão genuína ao “não tem importância”, e que quando te passares completamente para essa posição com autenticidade em cada perspectiva ou ângulo, terás libertado o “pássaro”.

MIKE:  Hmm. Está certo. Em toda esta coisa de “Deverei envolver-me com o que o Jeremy está a criar numa escala mais acentuada?”, será que isso virá revelar-se num modo de emprego?

ELIAS:  Existe uma probabilidade nessa área, na qual, como sempre, te digo que isso depende da tua escolha quanto à direcção que deves tomar, em meio a essas probabilidades. Mas existe uma probabilidade que se move para uma posição ainda não actualizada, mas que pode passar a sê-lo se escolheres essa direcção.

MIKE:  Muito bem. Bom, mais ou menos na mesma linha de probabilidades, a minha mãe, bem sei que lhe expressaste numa das sessões... facto esse que tenho bem presente, de que as probabilidades não são absolutas. Mas surgiu a possibilidade relacionada com a probabilidade duma mudança, e ela tem vindo a falar imenso sobre uma mudança e isto e mais aquilo. Eu questiono-me sobre a probabilidade mais provável relativa a isso, nesta altura. (Pausa)

ELIAS:  Permanece, por assim dizer, neutra.
No que te estava a dizer, em termos físicos, e falando em termos figurados... lembra-te de que não me expresso de modo literal! Mas falando em termos figurados, se pudesses atribuir uma escala ao espectro das probabilidades – uma ponta a representar uma menor probabilidade e a outra a representar o mais provável – essa probabilidade continuaria a situar-se no meio.

MIKE:  Está bem.

ELIAS:  Nesse sentido, eu tive ocasião de referir à Candace (Nicky, mãe do Mike) que existe uma probabilidade que estás as criar nessa direcção, só que permanece pela metade quanto à actualização e inserção que sofre na tua realidade. E eu digo-te que a Candace, pela participação que tem na criação dessa probabilidade, inclina-se mais na direcção de a actualizar; por isso, há energia que está a ser cedida nesse sentido. Quanto à participação que tens nessa probabilidade, tu permaneces numa posição neutra.
Também te digo, no contexto disso, que poderás aplicar o “não tem importância” a essa área igualmente, porque na realidade, apesar de te direccionares no sentido da ideia do quão isso poderá afectar, se escolheres a probabilidade de te envolveres com esse indivíduo e com futuros esforços, eu digo-te, uma vez mais, que não tem importância. A tua localização física não é obrigatoriamente exigida.

MIKE:  Interessante. De que pessoa estás a falar?

ELIAS:  Do Opan. (Jeremy)

MIKE:  Ah, está bem. Então isso pode representar um factor na probabilidade?  Será isso que estás a dizer?

ELIAS:  TU estás a criar isso como um facto nessa probabilidade.

MIKE:  Bom, pois é. Foi isso que quis dizer. Muito bem, eu tenho algumas perguntas sobre a ligação com focos e coisas dessas, se ainda dispuseres de tempo.

ELIAS:  Podes avançar.

MIKE:  Muito bem. Número um, eu terei algum foco com Zolar? (Pausa)

ELIAS:  Um.

MIKE:  Um?  Está bem.  Tudo bem, ele terá algum foco famoso? (Pausa)

ELIAS:  Relativamente falando.

MIKE:  Muito bem, podes-me dizer? (Pausa)

ELIAS:  É o que designaríeis por um papa de importância secundária.

MIKE:  Um papa de importância secundária. Que interessante. Muito bem. Eu estava à espera de obter um quadro dele, mas... Tudo bem, e com o Paul/Caroll, teremos algum foco como irmãos? (Pausa)

ELIAS:  Não, mas tendes um outro foco em que o vosso relacionamento de amizade é mantido em laços tão fortes que vos associais desse modo.

MIKE:  Está bem. E com o Patel, desde que a indicação que me apontaste se dispersou, terá algum dos focos que ver com o matrimónio? (Pausa)

ELIAS:  Na qualidade do que designarias por parentes.

MIKE:  Está bem, mas não casados?

ELIAS:  Correcto.

MIKE:  Mas esse é outro foco para além do Alemão, não?

ELIAS:  É.

MIKE:  Muito bem, e com o Dante, esse escritor de quem o Stephen parece pensar em termos da reencarnação do Dante, seja lá por que razão for. Ele achou que se parecia com ele ou algo assim. Mas eu interrogo-me se isso se deverá à razão dele ter tido um foco com ele, será?

ELIAS:  Nessa altura.

MIKE:  Oh, então não foi com ele pessoalmente.

ELIAS:  Exacto.

MIKE:  Muito bem. E com a Candace, no foco romano que partilhamos, isso representará uma ligação do meu foco romano junto ou com o Marco António ou com o meu foco de cardinal? (Pausa)

ELIAS:  Com o cardinal.

MIKE:  O cardinal.  Ela será uma freira?

ELIAS:  É.

MIKE:  É! Ah! Muito bem, preciso perguntar-te isto em relação ao meu cardinal. Será ele Italiano?  Porque eu fiz uma pequena pesquisa e encontrei imensa dificuldade em estabelecer contacto com o nome, só que muitos deles nem sequer têm uma origem Italiana.

ELIAS:  Tens razão.

MIKE:  Okay, então ele é Italiano?

ELIAS:  É.

MIKE:  Muito bem. Certo, mas disseste que a contribuição dele era insignificante. Terá ele apenas cumprido com a sua parte, por assim dizer?

ELIAS:  Tens razão.

MIKE:  Está bem, então não deve existir muita coisa escrita acerca dele, por ele apenas ter desempenhado o seu papel.

ELIAS:  Correcto.

MIKE:  Certo. Muito bem, e no caso do foco Egípcio que partilho com a Candace, seremos da mesma família? (Pausa)

ELIAS:  São.

MIKE:  Seremos irmãs? (Pausa)

ELIAS:  De certo modo, apesar de não o serdes na relação que identificais na vossa cultura. Na vossa cultura identificais dois tipos de pais – uma mãe e um pai – e a prole, por assim dizer, que é produzida por ambos esses pais deverá ser identificada como composta de irmãos e de irmãs. Nessa cultura, existem várias mães diferentes para cada pai. Por isso, sim, sois irmãs, só que de diferentes mães.

MIKE:  Está certo, isso é interessante. Ela quer saber se no foco grego dela, se eu serei mãe dela e da minha irmã Bahlah, e em que ambas são irmãs, se serão gémeas. (Pausa)

ELIAS:  Não, mas são muito chegadas na idade, na vossa escala de tempo físico.

MIKE:  Está bem. Terei mais algum foco, para além desta com a Belel? (Pausa)

ELIAS:  Tens.

MIKE:  Está bem. Algum no mesmo tipo de relacionamento como neste foco? (Pausa)

ELIAS:  Não.

MIKE:  Não, tudo bem. Ah, pois, eu terei algum foco quer com o Ron ou com a Vicki?

ELIAS:  Sim; com ambos.

MIKE:  Com ambos. Está bem. Poderias dar-me um exemplo de cada, desses relacionamentos? (Pausa)

ELIAS:  Tu tens um foco com esses indivíduos no contexto... um foco no qual o Michael e a Lawrence são identificados como ciganos.

MIKE:  Ciganos!  Que interessante!  Qual será a natureza da ligação que tenho com eles?

ELIAS:  Fazes parte do mesmo clã.

MIKE:  Ah, então também sou cigano!

ELIAS:  Correcto.

MIKE:  Está bem.  Muito bem, mas e com relação ao Ron?

ELIAS:  Ele também tem um foco nessa época particular.

MIKE:  Muito bem. Todavia, existem outros para além desses, não?

ELIAS:  Existem.

MIKE:  Muito bem, voltando à Candace, e ao foco francês que temos, será que nós – tal como nos foi dito por um outro indivíduo – seremos espadachins que competem entre si?

ELIAS:  (Ri)  Espadachins!  Ah, mas esse é um termo interessante!  Dir-te-ei que vos bateis num duelo!

MIKE:  Está bem. Teremos sido amigos, ou será esse duelo o resultado de não gostarmos um do outro?

ELIAS:  Ambos!

MIKE:  (A rir)  Então terá sido movido por desacordo?

ELIAS:  Correcto.

MIKE:  Então não nos teremos morto um ao outro, teremos?

ELIAS:  Um de vós!

MIKE:  (Desfaz-se a rir)  Oh meu deus! (Elias dá uma risada)  Quem é que mata quem? (Pausa)

ELIAS:  Ah! 
The focus of Candace has disengaged the focus of Mikah.
Ah! O foco da Candace provocou a morte do foco do Mikah.

MIKE:  Aah!  Porra!

ELIAS:  Ah ah ah ah!

MIKE:  (A rir) Ela vai rir quando ouvir essa! Atrever-me-ei a perguntar a que se terá devido o desacordo? (Pausa)

ELIAS:  Envolvimentos (tosse) na área das finanças.

MIKE:  (Desmancha-se a rir) Oh, meu deus! Dinheiro! (Elias ri e tosse) Ena pá! Está certo. Terá o Stefan George alinhado quer pela Ilda ou pela Sumafi? (Famílias espirituais) (O Elias volta a tossir, e dá-se ma pausa de 35 segundos)

Continuas aí? (Pausa de 5 segundos)

ELIAS:  Desculpa a interrupção.

MIKE:  Tudo bem.

ELIAS:  O Michael está a experimentar dificuldade em continuar. Quanto à pergunta que colocaste, Sumafi.

MIKE:  Sumafi. Interessante! Está bem. Hmm, e em relação ao meu foco da Nova Zelândia, Joseph, será a orientação dele Soft?

ELIAS:  É, tens razão.

MIKE:  Está bem, será por isso que tive aquelas imagens dele ser gay ou bissexual? Ou será uma dessas coisas?

ELIAS:  Ele preserva essa preferência.

MIKE:  Qual?

ELIAS:  Do que designas por homossexual. Lembra-te que isso consta duma escolha objectiva da preferência e NÃO uma identificação absoluta em termos da orientação.

MIKE:  Está bem. Quanto às probabilidades dele se encaminhar para esta informação, existirá alguma probabilidade de eu o encontrar?

ELIAS:  Isso deverá ser menos provável.

MIKE:  Menos provável. (Suspira) está bem, eu tenho mais duas perguntas para te colocar. Qual será o... Não, vou perguntar isso na segunda.
Porque razão fico a tremer e com vertigens quando falo às pessoas sobre esta informação ou sobre outro tipo de informação detalhada? (Pausa)

ELIAS:  Isso representa a reposta objectiva pela permissão para atravessares certos aspectos do temor que abrigas, e isso em relação ao modo como os outros indivíduos poderão ver-te.
Em consequência, permites-te passar à expressão objectiva, mas também provocas uma afectação física. Ao passares mais por inteiro para a expressão da aceitação e da confiança em ti, também deverás interromper essa acção, por abrires mão desse elemento de temor e ele deixar de te afectar mais em termos físicos.

MIKE:  Muito bem. Qual será a qualidade desse aspecto que fazia parte desse ramal e probabilidades que é passível de ser escolhido aos vinte e três que me disseste poder assumir uma posição primária? Quero dizer, porque razão será necessário que esse aspecto assuma uma posição primária?

ELIAS:  Deixa que te diga que esse tipo de acção ocorre ao longo de cada foco que um indivíduo cria na manifestação. Nesse sentido, é bastante comum.
Diversos aspectos passam para uma posição primária a fim de proporcionarem a esse foco em particular uma maior completude de expressão da sua criatividade num foco particular e uma maior completude na sua experiência, devido a que qualidades que possam estar latentes num aspecto do foco se possa expressar num aspecto diferente do foco. Elementos que podereis passar a exibir no comportamento de um foco, podeis não vos permitir necessariamente expressar num outro aspecto do foco.
Por isso, existem – nas tuas probabilidades e no movimento que estabeleces nesse tipo de direcção – certas qualidades que são passíveis de ser expressadas com maior liberdade e criatividade por intermédio dum outro aspecto teu que jaz adormecido nessa aspecto particular. Cada aspecto traz ao de cima diferentes elementos expressivos que contribuem para a experiência e expressão criativa do foco.
Isso não te altera no eu que te caracteriza, na tua percepção. Deverás continuar a identificar-te a ti próprio como tu próprio, mas experimentarás e reconhecerás novas qualidades de ti próprio que poderás expressar com facilidade, e reconhecer que anteriormente não expressarias essas qualidades.
Nesse sentido, pode acontecer que isso seja expressado duma forma dramática no caso de certos indivíduos. Podem passar longos anos num foco particular a expressar-se de um modo, e procederem a uma escolha de passar subsequentemente a mover-se pelo foco de um modo completamente diferente. Isso representa um aspecto diferente a passar para a posição primária.
O indivíduo não sofre alteração nenhuma na percepção que tem de si próprio nem no modo como se identifica, mas a escolha de rumo que estabelece pode ser dramaticamente alterada, e ele poderá passar a exibir uma nova criatividade ou talentos de que não tivesse consciência anteriormente.

MIKE:  Hmm. Suponho que não me dirias mais sobre alguns talentos que permanecem inactivos aqui, mas não tão inactivos nesse aspecto.

ELIAS:  Tu tens várias formas de capacidades criativas neste foco a que não te permitiste dar expressão nem desenvolver, por assim dizer, em termos físicos.

Nesse sentido, possuis capacidades criativas do domínio do intercâmbio com os outros indivíduos que te permite tornar-te eloquente na comunicação verbal que tens com os demais. Esse é o elemento da tua criatividade que nesse aspecto primário permanece inactivo, por não exerceres essa capacidade particular na tua criatividade, e expressas muitas vezes apresentares insuficiência na área da comunicação verbal com outros indivíduos. Essa não é a situação. Constitui apenas um aspecto que jaz presentemente inactivo na tua criatividade, mas que pode ser expressado futuramente.

Também possuis um outro aspecto criativo na área da expressão escrita à qual presentemente não te permites dar total expressão, mas que em termos físicos de talentos, poderás identificar que possuis talento nessa área.

A área que te digo estar a passar para a posição de alcançar permissão para ser expressada é essa área do discurso eloquente, o qual presentemente não admites, mas eu digo-te que isso é um aspecto do teu foco que tu possuis, e que na expressão do teu propósito neste foco, também te assistem probabilidades no sentido de dares permissão a essa expressão criativa em conjugação com a escrita.

MIKE:  Interessante. Está bem, sei que estou a pôr o envelope de lado, só que esqueci esta pergunta, mas não vou perguntar tudo, por saber que estou a sair do tempo da cassete, mas vou sumarizar-te a coisa...

Nota da Vicki: A cassete termina abruptamente aos 3:47


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O MATERIAL ELIAS