quarta-feira, 22 de junho de 2011

DEDICAÇÃO E INTERESSE



SESSÃO #387
“Orientação/Eventos de Massas”
“Orientação e Preferência”
“O Disfarce da Dedicação e do Interesse”
Sábado, 24 de Abril de 1999 (Grupo/Nova York)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes: Mary (Michael), Ben (Albert), Brendan (Brian), Ellen (Allissa), Frank (Christian), Frieda (Brenda), Isabel (Larkshire), Rodney (Zacharie), Stella (Cindel), e seis novos participantes: Craig, Dave, Eric (Cuffee), Janice (Jaseer), Karen, e o Vann (Wynne).
Elias chega às 7:03 da tarde. (Tempo de chegada é de 21 segundos)

ELIAS: Boa noite!

GROUP: Boa noite!

ELIAS: Damos as boas vindas a novas essências esta noite ... Cá nos encontramos!

Esta noite vamos passar em debate os eventos de massas e a percepção, a energia e a acção.

Nesta presente altura, estão a decorrer muitos eventos, que vos estão a atrair a atenção. Nesse sentido, estendi-vos informação recentemente no sentido da identificação duma onda do âmbito da consciência, que está presentemente a ter lugar.

Bom; como vamos passar para este tema, podeis começar a compreender de que forma todas essas acções estão ligadas pela consciência e de que modo afectam aquilo que criais no vosso mundo, tanto individualmente como em massa. Presentemente, constatais a imensa desordem que está a decorrer nas vossas sociedades e no vosso mundo. Também já vos estendi informação relativa à actualidade.

Na presente altura, vocês estão no último ano do vosso século e também do vosso milénio. Conforme disse anteriormente, muita energia foi investida neste quadro temporal. Ao longo da vossa história, as pessoas cederam energia a época particular, pelo que existe uma energia abundante a ser utilizada, e podeis aceder facilmente a essa energia a fim de criardes com muito mais facilidade em qualquer direcção que escolherdes, no contexto das vossas realidades.

Conforme declarei previamente, podeis optar por vos voltardes no sentido duma ausência de conflito e da facilidade nessa direcção que tomardes, assim como também podeis escolher o conflito - mas se optardes pelo conflito, haveis de vir a manifestá-lo com muito maior facilidade na presente época, por lhe ter sido cedida tanta energia, e ter sido proporcionada numa enorme concentração.

Nessa medida – conforme estareis cientes – todos vós tendeis na direcção do conflito e daquilo que designais por negatividade. Isso capta-vos a atenção de modo bastante eficaz, e fascinam-vos, esses conflitos.

Por isso, podeis dizer-me: “Porque não havemos de criar uma beleza admirável e harmonia neste nosso tempo, já que tanta energia tem estado a ser cedida por uma propiciação do que estamos a criar nesta altura?” E eu dir-vos-ei que geralmente não criais dessa forma, por vos deixardes FASCINAR pelo conflito! Ele actua como um estimulante para vós; é estimulante para os vossos sentidos e é estimulante para as vossas emoções e processos de pensamento.

Vós deixais-vos atrair com mais frequência para as expressões de conflito. Fazei-lo individualmente assim como o fazeis em massa, e presentemente estais a constatar a manifestação de expressões colectivas desse tipo. As pessoas estão a criar tremendas expressões de conflito no vosso mundo, presentemente.

Bom; cada um de vós está igualmente a responder a estas expressões das massas, porque ao nível da consciência, vós não estais separados delas. Tudo quanto alcança expressão no contexto da consciência é igualmente sentido, de certo modo – ou experimentado - pela consciência toda, da qual fazeis parte.

Nessa medida, também se pode ligar essas expressões ao nosso presente assunto da presente onda da consciência, que se dirige ao sistema de crença da sexualidade; mas, esse assunto particular da sexualidade também excede o mero sistema de crenças por na realidade consistir num elemento – um elemento básico - da vossa realidade nesta dimensão. Um elemento que influencia sobremodo aquilo que criais na vossa realidade.

Nessa medida, temos vindo a debater o elemento inerente a esse sistema de crença que envolve a orientação. Isso circunscreve apenas um aspecto desse sistema de crenças, mas ele é vasto! Por isso vos digo a todos que representa como que uma gaiola cheia de aves, grande parte dos quais nem sequer percebeis, por se camuflarem eficazmente, chegando a usar de truques para se tornar invisíveis! Por isso podem ser aves bastante traiçoeiras, as que gaiola contém.

Vós não encarais esse sistema de crença como um sistema de crenças. É por isso que esses pássaros são tão eficazes a esconder-se! Vós nem sequer identificais a sua existência ou o facto de comportardes crenças, no âmbito nessa área. A vossa realidade não passa daquilo que é, e constitui um absoluto, direis vós. Não, não é, porque não existem absolutos!

Nessa medida, ao voltarmos a nossa atenção para os eventos de massas, também podeis estabelecer uma relação entre a resposta que dais e esses eventos de massas e conjugar isso com a orientação que tiverdes. Indivíduos portadores de diferentes orientações deverão responder diferentemente.


Aqueles que têm uma orientação soft descobrirão estar a experimentar uma maior expressão emocional em associação com os eventos de massas. Poderão perceber que sejam afectados, nos seus próprios termos, em diferentes graus, mas por vezes de modo particularmente incisivo, por essa orientação particular se prestar – na configuração particular que possui - a um envolvimento do indivíduo com todo o seu mundo. Essa orientação particular interage bastante. Por isso, também se torna passível de ser afectada.

A orientação comum pode não ser necessariamente tão afectada por esses eventos de massas e pode parecer distante nas expressões que assume. Eles não se deixam tocar emocional, pessoal nem individualmente por situações que ocorram ao nível dos eventos de massas. O que não quer dizer que não lhes dêem atenção, só que não se deixam envolver emocionalmente nem geram reacção a tais situações, mas parecem distanciar-se mais.

Aqueles que possuem uma orientação intermédia podem ser afectados num certo sentido, pelas expressões de massas, mas à semelhança daqueles que têm uma orientação comum, podem não se dirigir necessariamente no sentido de identificarem a coisa em termos individuais nem se permitirem ser afectados em relação a tais eventos, por a sua atenção se voltar mais para eles do que para os eventos que se dão fora deles próprios.

Nessa medida, podeis permitir-vos uma maior compreensão das vossas próprias criações e das vossas próprias expressões se compreenderdes a escolha que fazeis em termos de orientação, e o modo como percebeis o vosso mundo, o modo como vos percebeis a vós.

Muitos expressam uma resposta emocional a esse tipo de eventos de massas, e interagem com indivíduos duma outra orientação que podem NÃO expressar o mesmo tipo de resposta ou afectação, mas subsequentemente a esse tipo de interacção, questionar-se. Dizeis para convosco: “Porque é que estou a sentir-me afectado? Porque razão isso não afectará outro indivíduo?” E também vos inclinais a atribuir juízo de valor, por estardes a criar expressões diferentes. Mas é claro que a vossa expressão individual é a correcta e a acertada, e a expressão dos outros é obviamente errada, caso seja diferente da vossa! (A rir)

À medida que passais a acatar uma maior compreensão e percebimento acerca de vós próprios e da forma como criais a vossa realidade individualmente, e do modo como percebeis a vossa realidade, passais a reconhecer a compreensão de que cada uma dessas orientações apresenta uma percepção diferente - a qual constitui uma realidade diferente! De certo modo assemelham-se a três formas de linguagem distintas que afectam imenso toda a vossa realidade – o modo como respondeis a vós próprios, como respondeis uns aos outros, como respondeis a tudo aquilo que criais.

A vossa percepção é aquilo que cria a vossa realidade inteira. Por isso, à medida que vos permitis uma maior compreensão daquilo que a vossa percepção engloba, também passareis a compreender melhor a vossa realidade, e à medida que vos permitirdes perceber que isso são escolhas em que TODOS vós participais, também mais facilmente podereis passar a aceitar-vos a vós próprios e aos outros.

Podeis escolher uma orientação particular num dado foco, mas simultaneamente tomais também parte, AGORA, noutras orientações. Comportais, AGORA, essas experiências noutros focos da vossa essência. Por isso, quem e o que podereis julgar nos juízos que formulais respeitantes a outros indivíduos e às escolhas que elaboram no âmbito da percepção que têm, se criais o mesmo noutros focos? Ao atribuirdes essa falta de aceitação a outros, também a atribuís a vós, por NÃO existirdes em separado.

No âmbito da consciência não existe separação. Aquilo que expressais externamente irá afectar todo o mundo, e afectar-vos a vós também. Por isso, se vos voltardes para as situações das expressões actuais que as massas assumem, independentemente da vossa orientação, vereis que participais nessas expressões das massas, quer estejais ou não activamente envolvidos fisicamente. No âmbito da energia, ou da consciência, também participais e envolveis-vos no movimento da energia.

Presentemente, deparais-vos com uma intensa perturbação e conflito nos vossos estados europeus. Muitos estão a passar pela experiência dum enorme trauma... mas analisemos esse termo! Eu referi-vos a todos muitas e muitas vezes, que no contexto da acção que caracteriza esta mudança que se verifica, RESULTARÁ TRAUMA... e já está a começar! Concedestes muita energia a esta vossa faixa temporal, e muitas das expressões que se enquadram nela voltam-se na direcção do medo, da intolerância e do conflito.

Vós, enquanto indivíduos, limitados que estais pelos sistemas de crenças que abraçais, ofereceis uma resistência extrema à mudança, todavia a mudança constitui a vossa natureza! Experimentais continuamente a mudança, por estardes continuamente em movimento! Mas na vossa ideia e crenças, dizeis para convosco NÃO mudar nem apreciardes a mudança, por ser desconhecida e sugerir temor e lhe terdes aversão.

Nessa medida, expressais para convosco assombro em relação à razão porque o vosso mundo e vós próprios e tudo o que tem lugar na vossa realidade não poder simplesmente permanecer sempre tal como se apresenta.... coisa que JAMAIS ocorrerá, por estardes perpetuamente em movimento e continuamente a mudar! Essa é a natureza da consciência. Essa é a natureza da essência, natureza essa que compreende todas as vossas expressões enquanto essência e consciência; sujeitar-se a um contínuo estado de transformação e de mudança, de exploração e de existência. O próprio termo “existência” denota movimento.

Nessa medida, vós também estivestes ligados a um outro evento de massas nesta localidade da vossa própria sociedade, numa imagem que reflecte o que outros estão a provocar no colectivo. Não sois imunes a todas essas expressões, mas ainda assim expressais assombro e confusão. “Porque haverão as crianças de expressar-se através de modos violentos e conflituosos?” Porque não o fariam? Vós estais todos a participar num mesmo movimento, e a ceder energia a esse mesmo movimento.

A resistência à mudança que moveis no vosso íntimo – e a resistência que moveis a vós próprios, para resolver as crenças profundamente arraigadas relativas à percepção – cede energia à expressão desses eventos de massas. A expressão que caracteriza esses eventos de massas é caracterizada por uma ausência de tolerância e uma falta de aceitação em relação à diferença.

As pessoas têm diferentes percepções. Elas criam a sua realidade de um modo diferente, e como tal isso não é aceite. Passais a julgar e a energia dissipa-se... mas a energia, como já tive ocasião de referir muitas vezes, SEMPRE é expressada.

Compete a vós escolher o modo como haveis de canalizar a vossa energia individual de forma a dar-lhe expressão, mas sempre deverá expressar-se de um modo ou de outro, e se estiver a expressar-se e não conseguir captar-vos a atenção de um modo eficiente em meio àquilo a que escolheis dar atenção, haveis de escolher uma expressão diferente que vos VENHA a captar a atenção... e o conflito capta-vos a atenção de modo eficaz! Se perceberdes algum elemento na vossa realidade como negativo, haveis de lhe prestar atenção.

A percepção, conforme declarei, consiste naquele elemento que vos cria a realidade. Nesta altura, estais a dar atenção ao sistema de crenças da sexualidade, o qual desempenha uma influência espantosa na área da criação da vossa percepção, porque os dois elementos básicos da vossa realidade, conforme declarei, são a emoção e a sexualidade. É desse modo que criais nesta dimensão particular, e tudo aquilo que criais enquadra-se numa relação com esses dois elementos. Por isso, estais presentemente eficazmente a criar uma maneira de alcançar a vossa atenção, ao fazerdes aflorar à vossa atenção esse elemento concernente ao sistema de crenças da sexualidade.

A sexualidade não se acha limitada ao sexo. Tampouco se reduz ao género. Nem se limita à actividade sexual. Essa é uma área das vossas crenças que é vasta e que se acha, mesmo tempo, imbuída duma definição bastante limitada, conforme a que lhe emprestais, relativamente ao que a sexualidade subentenda. Consiste ela em toda a identificação que fazeis de vós próprios e do vosso mundo. É a percepção que tendes: o modo como vos encarais, como percebeis os outros, como vedes o vosso mundo, como encarais os eventos, como vedes TODA a vossa realidade. Tudo isso se enquadra na gaiola da sexualidade, por traduzir a vossa percepção.

Por isso, esse é um sistema de crenças que influencia bastante. Além disso, à semelhança de todas as outras crenças, enquadra-se eficazmente no sistema de crenças da duplicidade, prestando-se por isso mesmo, a ser utilizado por cada um de vós nos julgamentos que elaborais em relação a vós próprios e aos outros.

Nesta altura actual, muitos não estão apenas a elaborar juízos críticos em relação aos outros, mas estão a experimentar uma intensificação na atribuição de juízo que empregam em relação a si próprios e à falta de aceitação pessoal. Sentis-vos insatisfeitos com o que estais a criar, e estais – na vossa realidade actual – a desvalorizar de um modo eficiente as vossas próprias capacidades, assim como a deixar de conseguir formular aceitação quanto às vossas escolhas e a criticar-vos pelas mais variadas expressões.

Agora; isso não quer dizer que andeis todos a deambular pelo vosso planeta a suspirar meio aparvalhados e a dizer para com os vossos botões: “Oh, pobre de mim!” Tampouco estou a dizer que estejais a batalhar intensivamente convosco próprios ou a expressar todos o quão desadequados sois! Mas podeis estar – em grau variado – a dar expressão a certos elementos disso mesmo a vós próprios em variadas áreas distintas, e não somente a detectar aquilo que expressais para convosco próprios.

Pensai para convosco em quantas vezes recentemente tereis dito: “Sinto muito”, quer a vós próprios quer a um outro indivíduo. Pensai para convosco próprios na frequência com que cada um de vós terá expressado a ideia de “dever” ter realizado algum elemento de um modo mais aperfeiçoado ou diferente. Essas expressões de “dever” andam actualmente à rédea solta, no que respeita à consciência!

As especulações também andam numa corrida desenfreada, ultimamente... por expressardes para convosco próprios com frequência: “E se...? De que modo haverei de proceder nesta situação no caso disso ocorrer? E se ocorrer? E se eu por este modo estiver a influenciar e não desejar influenciá-lo? E se um outro indivíduo passar a afectar-me e eu não desejar tal coisa?” E se... e se... e se... e se... e se! Estais a produzir uma confusão e um conflito massivos em vós próprios, nessa área!

Também estais a dar expressão à intolerância em vós próprios, e a expressar para vós próprios o que DEVÍEIS realizar: “Eu devia realizar isto; eu devia tomar aquela direcção; eu devia ser mais eficiente nesta área; eu não me devia expressar deste modo.” Estais a tornar-vos pequenos rebentos bastante complicados, às voltas e reviravoltas a gerar cada um conflito crescente em vós próprios e a ceder energia abundante às expressões das massas caracterizadas por tremendos conflitos! E depois, sentais-vos no conforto dos vosso lares e dizeis: “Porquê, porquê... porque razão?”

Estais a produzir resultados eficientes! Reconheço-o! Estais - cada um de vós - a criar a vossa realidade dum modo aprimorado ao cederdes energia a essas expressões e ao vos complicardes de modo bastante eficiente!

Eu tenho vindo recentemente a manifestar a muitos, no fórum destas sessões, e repetidamente, o exercício da ausência de conflito, por estardes a gerar uma epidemia em termos de conflito! Razão por que me tenho vindo a repetir com frequência ultimamente, ao recordar-vos para considerardes a possibilidade da ausência de conflito. Podeis criar um menor conflito se proporcionardes a vós próprios uma maior compreensão de quem sois e daquilo que sois. Também podeis possibilitar a vós próprios uma maior compreensão quanto às interacções que estabeleceis com os outros e quanto ao modo como eles vos influenciam se reconhecerdes as qualidades das diferentes orientações, devido ao facto de, no âmbito das diversas formas de orientação, não comportardes as mesmas qualidades. Por isso, necessitais implementar uma tradução nas interacções que tendes relativamente àqueles que possuem uma orientação diferente. Por eles “falarem” línguas diferentes.

Se forem de visita a um país diferente, não conseguireis comunicar com eficiência com as pessoas desse país se falardes diferentes idiomas, mas se vos for facultada uma interpretação, podereis passar a compreender com uma maior eficiência a língua nativa. Por isso se tornar aceitável. Vocês dão muito pouca atenção ao facto de se aventurarem em diferentes áreas do vosso globo munidos de línguas diferentes e aceitam (facilmente) o facto de precisarem, de certo modo, duma interpretação, e valem-se da informação que vos fornecem.

Mas não deixais que essa mesma interpretação gere uma tradução relativas às orientações. Apenas dizeis a vós próprios: “Não. Não é necessário encarar a coisa por nenhuma outra via. Isso não é responsabilidade que me caiba. Essa responsabilidade diz respeito a toda a gente por esse mundo fora. Não preciso traduzir isso nem compreender os outros.” E os outros estão todos a expressar o mesmo elemento, a mesma ideia, o mesmo sentimento.

E depois chorais, convosco próprios e uns com os outros, ao perceberdes não existir na vossa realidade solução que vos elimine todos esses conflitos. Eu digo-vos que a solução, nessa área, é tão fácil quanto passa por voltardes a vossa atenção para vós e reconhecerdes as vossas próprias expressões, as vossas próprias crenças, e valer-vos de informação respeitante a quem e ao que sois, ao modo como estais a criar a vossa realidade, reconhecendo que as pessoas estão todas a criar a sua realidade individualmente, e que todas são diferentes.

Mesmo no âmbito das expressões das massas, cada indivíduo que nelas participa está a criar a sua realidade de modo ligeiramente diferente de todo e qualquer outro, por a realidade consistir numa criação altamente individualizada. Poderá por vezes parecer que se traduza por uma realidade em que todos tomais parte, simplesmente, como se tratasse duma entidade em si mesma, mas não é. É a produção de cada uma das formas de percepção que tendes, e cada uma das vossas percepções é gerada por intermédio dos elementos da vossa realidade – sexualidade e emoção – e é altamente influenciada pelas crenças que abrigais.

Vamos fazer um intervalo e logo podereis colocar as perguntas que tendes, já que estais aqui neste canto a balançar! (Riso geral, seguido do riso do Elias) Vou-vos conceder um tempo para colocardes as interrogações e para lhes responder. Não tenho notado a tua energia, Christian! (A rir)

FRANK: Eu estou a tentar contê-la! (Riso)

ELIAS: (Dá uma risada) Muito bem! Nós voltamos em breve.

INTERVALO

ELIAS: Continuemos. Bom; antes de passardes a colocar as vossas perguntas e de lhes responder, vou propor um pequeno exemplo relativo ás diferenças manifestas nesses três tipos de orientação e às formas de percepção que lhes correspondem e ao modo como respondem às diferentes situações relativas aos eventos das massas, de forma a poderdes obter uma compreensão mais clara das diferenças que as vossas percepções comportam.

Vou-vos exemplificar a coisa usando três indivíduos do mesmo sexo, para não confundirdes a questão do sexo com a da orientação, por se tratar de expressões bastante distintas. Vamos empregar o exemplo de três indivíduos do sexo feminino. Vou usar o Michael (a médium do Elias), o Lawrence e a Shynla, com os quais todos vós, através das transcrições destas sessões, podeis familiarizar-vos, por estarem presentemente a ocupar o vosso foco físico.

O Michael tem uma orientação soft, o Lawrence tem uma orientação comum, e a Shynla tem uma orientação intermédia; três tipos distintos de orientação, três indivíduos do mesmo sexo, três formas de expressão e de percepção bastante diferentes.

Em relação aos eventos das massas, o Michael responde dando lugar a uma enorme afectação. A orientação soft tende a gerar uma interacção e uma interligação com os outros e com as expressões das massas. A atenção dessa interacção entre o indivíduo e o seu mundo é amplificada. Por isso, gera-se um envolvimento individual e uma expressão objectiva diante da ocorrência de eventos de massas. Gera-se, nessa orientação soft, uma consciência do indivíduo como a de um participante, independentemente da sua localização ou do envolvimento físico que tenha. Eles têm um conhecimento íntimo e uma consciência da participação que têm através da consciência, e são afectados. O pensamento e a emoção são ambos envolvidos nessa afectação. Muitos desses indivíduos podem passar para a posição dum envolvimento físico efectivo nessas situações e chegar a tomar parte nelas. Independentemente de participarem ou não, deverão experimentar uma tremenda afectação em relação a esses tipos de eventos e podem chegar a exibir expressões bastante emotivas relativamente a eles.

O Lawrence tem uma orientação comum. Esses indivíduos, relativamente aos eventos das massas do tipo que temos vindo a discutir esta noite, podem notar parcialmente tais eventos, podem permitir-se ligar-se em parte por uma forma objectiva e por meio do pensamento, mas revelar muito pouco envolvimento emocional com tais situações. Eles não percebem a interacção que têm com tais eventos de massas, a menos que estejam a participar neles em termos físicos, mas também deverão passar a responder mais aos indivíduos com QUEM interagem física e emocionalmente.

Por isso, se estiverem a interagir com um outro indivíduo que esteja a responder ao envolvimento que estiver a ter com o evento de massas, a sua atenção deverá dirigir-se para o indivíduo com quem estiverem a tomar parte; não necessariamente para o evento em si, mas para a afectação e para a participação que o indivíduo com quem estejam a participar e a interagir, por isso os afectar individualmente.

Agora; conforme expressei, o indivíduo que possui uma orientação comum interage e é afectado por aqueles que pessoalmente os influenciam e com quem interagem. Os indivíduos com uma orientação soft englobam o vosso planeta todo na interacção que estabelecem. Não se distinguem na interacção que estabelecem com tudo o que ocorre nos vossos eventos de massas.

Os indivíduos da orientação intermédia podem apresentar um menor envolvimento com os eventos de massas do que os comum ou os soft, por a sua atenção se direccionar para dentro de si. A sua atenção direcciona-se para eles próprios.

Nessa medida, não estou a dizer que não tenham consciência desses eventos de massas, só que apresentam muito pouca afectação em relação a eles. Podem expressar uma opinião ou uma ideia, mas no geral não hão-de ver esses indivíduos a envolver-se pessoalmente com as expressões das massas. Eles deverão continuar a manter a sua atenção no sentido em que é direccionada, que é em relação a si próprios, a despeito da expressão das massas que estiverem a ocorrer.

A Shynla, a título de exemplo da orientação intermédia, tem consciência dos eventos de massas, mas mantém a sua atenção na interacção que mantém consigo própria e com as situações que ela cria individualmente no foco dela, e isso prevalece sobre tudo o mais. Comportam um elemento que reacção ou de sensibilidade para com aqueles que possam encara como pertencentes à sua esfera de relacionamento íntimo, mas sem se estenderem ao exterior às relações imbuídas dum cunho menos intenso. Mesmo aqueles que possam ser levados na conta de íntimos no relacionamento que tiverem com eles não deverão receber a reacção emocional da interacção e da empatia, por assim dizer... em todo o caso, não estamos a falar do vosso sentido empático, mas da emoção da empatia.

Isso não deverá estender-se aos demais por meio duma expressão de abertura ou de intensidade, conforme o indivíduo é capaz de expressar no contexto da orientação comum. A sua atenção deverá voltar-se muito mais para uma expressão de empatia em relação àqueles com quem se inter-relacionam, mas também deverão empregar essa expressão de empatia com aqueles com quem não tenham uma relação tão estreita. Eles notam as expressões dos outros, e casualmente, nos VOSSOS termos, passam a interagir com certos indivíduos da sua área de emprego ou da sua comunidade, em relação aos quais também tendem a reagir, no caso dos indivíduos exprimirem estar a experimentar uma afectação individual qualquer. O seu interesse deverá estender-se àqueles que ESTEJAM a permitir-se envolver-se e ser afectados, mas não deverão estender-se muito para além desse ponto. Não deverão envolver-se necessariamente ou expressar afectação emotiva em relação ao próprio evento das massas.

Por isso, podeis perceber, nesses três tipos distintos de percepção, no enquadramento que têm nessas três formas de orientação, como apresentam diferentes tipos de exibição da sua realidade individual. Um foca-se muito mais em si próprio. Outro foca-se em si e ligeiramente no exterior, em relação àqueles por quem se deixa afectar a partir do exterior. Outro estende-se, e à percepção que tem, ao ponto de gerar uma experiência conjunta com a totalidade do vosso mundo. Agora podeis também perceber nessas diferenças como cada um tem o potencial de estabelecer juízo em relação aos demais, por as suas expressões diferirem tanto umas das outras.

Vós atribuís um enorme sentido ao termo que designais por “interesse” ou “preocupação”. Atribuís um grande sentido crítico a esse termo do “interesse”. Aqueles que têm uma orientação intermédia poderão parecer, na avaliação dos demais, ser desinteressados. E é claro que isso é muito, muito gravoso, por deverdes SEMPRE sentir interesse ou revelar atenção pelos outros, e deverdes expressar tal atenção ou interesse dentro dum certo tipo de linha de orientação que seja aceitável em relação às expressões das vossas massas! (De forma bem humorada) Por isso, aqueles que têm uma interacção comum podem ser encarados como revelando um interesse parcial! (Riso) Os soft revelam um interesse desmedido! (Riso) NENHUMA das vossas expressões são absolutamente aceites, por serem ou extremadas ou suficientemente inadequadas, e é desse modo que resvalais para uma expressão de défice de aceitação uns em relação aos outros, assim como também em relação a vós próprios.

Aqueles que se enquadram na expressão soft, na orientação soft, também encaram a sua expressão como desmedida e inaceitável. Aqueles que se enquadram na orientação comum dizem para consigo próprios não sentir suficiente interesse ou não se envolverem o suficiente com certas situações. Aqueles que possam enquadrar-se na orientação intermédia estão irremediavelmente perdidos! (Riso) Por não interagirem com ninguém, e interagirem bastante com eles próprios! E por não sentirem qualquer interesse, por só se interessarem por si próprios! Expressão que é tida na conta de bastante egoísta, no juízo das massas!

Isso poderá proporcionar-vos uma melhor compreensão da forma como vós próprios, individualmente, criais a vossa realidade – da forma como reagis a vós próprios e uns aos outros, às situações (em geral) e ao vosso mundo – e pode proporcionar-vos uma maior compreensão daquilo que os outros criam na sua realidade, no caso de ser diferente da vossa. E com uma compreensão assim, podeis começar a habilitar-vos a observar aquelas alturas em que não vos aceiteis nem aceiteis os demais... cada uma dessas alturas em que dizeis para vós próprios dever criar de um outro modo, por a vossa presente expressão não ser revelar adequada, em que ao dizerdes a vós próprios que a vossa expressão não é adequada, vós também espelhais isso no exterior, nos outros indivíduos.

Permiti que vos expresse igualmente, no âmbito do quadro subordinado a estas orientações, que se gera uma enorme influência nessa área. A maior parte da vossa realidade é bastante afectada por essa expressão da orientação. Muitos, ao não compreenderem nem conseguirem identificar a orientação individual que têm podem dar lugar a um enorme conflito no seu íntimo, por não se aceitarem, e por não entenderem aquilo que estão a criar, e não entenderem como o fazem, e isso poder não se enquadrar nos limites das crenças convencionadas pelas vossas sociedades.

O indivíduo que tem uma orientação soft, tende a não se conformar com as crenças da sociedade em que se insere. Pode alinhar por muitas das crenças, mas também se inclina na direcção de desafiar muitas das crenças da sociedade ou sistemas de crença que as massas defendem. Esses indivíduos podem apresentar-se como bastante inconformados consigo próprios, por a sua expressão não se enquadrar, e os outros poderem não se conformar com eles, por a sua expressão não se enquadrar, e se não encontrarem cabimento na vossa realidade oficial convencionada, hão-de vir a experimentar conflito e críticas pessoais e condenação recíproca.

À medida que vos permitis expandir a consciência que tendes e proporcionar a vós próprios mais informação, melhor podereis passar a aceitar-vos a vós próprios e às vossas escolhas, e a reconhecê-las como as escolhas que elegeis, como não prejudiciais nem erradas. São unicamente as escolhas que elegeis, e no caso de não vos sentirdes satisfeitos com elas, tendes a capacidade de, em qualquer altura, proceder à escolha de diferentes opções. Vós, no foco físico não tendes limites para além daqueles que atribuís a vós próprios por acção da influência das crenças que comportais, mas há medida que passardes a aceitar essas crenças também passais a remover os obstáculos e as limitações que vos restringem, e passais a habilitar-vos a uma maior liberdade.

Agora podeis dar livre curso às vossas interrogações! (Riso, enquanto o Elias dá uma risada)

RODNEY: Elias, eu tenho três perguntas a colocar. Penso que estejam mais ou menos interligadas. Mas, é claro que uma delas se relaciona com a questão da minha preferência – qual será a preferência que tenho (em relação à orientação, subentenda-se)?

Depois, existirá alguma relação entre a preferência e a família (da essência, subentenda-se também)?

E por último: se isso constitui uma preferência, porque razão escolheremos ser soft ou escolhemos ser comum ou intermédio? Qual será a motivação que existe por detrás da escolha duma dessas três? Por isso, temos mais ou menos três perguntas associadas a isso.

ELIAS: Deixa que te diga, antes de mais, que existe uma diferença entre orientação e preferência. Estás a empregar uma terminologia que vos sugeri duma forma específica e intencional. Eu estou a falar de orientação e não de preferência. Trata-se de coisas bastante distintas. Estou a compreender aquilo que estás a dizer.

RODNEY: Sinto-me confuso.

ELIAS: ...mas para clarificar eu sugiro-te que a preferência consiste numa escolha objectiva. Vós tendes uma preferência na área da escolha da actividade sexual. Tendes uma preferência, uma escolha objectiva, na área daquele ou daquela com quem escolheis relacionar-vos e envolver-vos numa actividade sexual. Isso assenta em escolhas objectivas. Ambas são preferências. O que é bastante distinto da orientação.

A vossa orientação não consiste numa escolha objectiva. Trata-se duma escolha subjectiva, do mesmo modo que o sexo (por que sois caracterizados).

RODNEY: Então, terá sido estabelecida antes de nos manifestarmos no foco actual?

ELIAS: Absolutamente.

RODNEY: Terá existido alguma motivação por detrás disso, nessa altura?

ELIAS: Existiu. Escolhestes manifestar-vos numa dessas três orientações.

RODNEY: Estou a entender.

ELIAS: Agora; podeis ter (ao nível) da essência uma preferência por uma orientação. Por isso, podeis manifestar-vos neste foco cem vezes, e podeis escolher, por uma questão de preferência, manifestar-vos 86 com uma orientação comum, e manifestar poucas vezes a orientação soft e intermédia. Isso depende da preferência.

Mas ao vos manifestardes fisicamente nesta dimensão haveis de escolher as três formas de orientação. Não importa o foco em que escolhais experimentar uma determinada orientação, mas que experimenteis todas as três formas de orientação num foco físico particular e o facto de ESTARDES presentemente a experimentar todas as três orientações, porque todos os vossos focos sucedem em simultâneo.

RODNEY: Então penso que a resposta para a interrogação da família é que dependa da família.

ELIAS: Precisamente!

RODNEY: Está bem.

ELIAS: Existe uma diferença na expressão. A influência exercida pela família da consciência a que pertenceis e por que alinhais é a do propósito que tendes. Isso perfaz o elemento da vossa realidade que designa a direcção que o vosso propósito toma num foco individual, a direcção que escolheis. A orientação que tiverdes possui as suas próprias qualidades, que são específicas em relação a cada uma dessas orientações, e que caracteriza o modo como PERCEBEIS.

RODNEY: Penso que compreendo. (Elias ri) Seria justo que me reveles a orientação que tenho, ou será melhor que a descubra por mim próprio?

ELIAS: Não importa. Eu estou a entender perfeitamente que presentemente, no âmbito da apresentação desta informação, se vos possa tornar difícil identificar a orientação particular que possuís.

RODNEY: Era capaz de afirmar que sou soft.

ELIAS: Mas afirmarias incorrectamente, e nisso reside a questão!

Pode-se-vos tornar difícil identificar a orientação que tendes na presente altura, por não possuirdes uma compreensão adequada nem uma capacidade de assimilação da informação que vos é estendida, que vos permita uma estimativa exacta. Eu digo-te que possuis uma orientação comum neste foco particular, e à medida que te servires desta informação relativa à definição e às qualidades destas três formas de orientação distintas, também haverás de perceber de que modo te enquadras na expressão dessa orientação particular, por te passares a identificar com as suas qualidades.

(Com determinação) NÃO confundas as qualidades dessas três orientações com o sexo nem com a preferência! Elas são bastante distintas. As vossas crenças incitam-vos no sentido de identificardes a orientação com a preferência, mas são expressões bastante distintas e não são passíveis de ser equiparadas umas às outras. A preferência é preferência...

RODNEY: Objectiva.

ELIAS: ... e a orientação é orientação.

RODNEY: Subjectiva.

ELIAS: Água é água, e terra é terra. Podeis misturar ambas, mas a água jamais se tornará terra, e a terra jamais se tornará água, por consistirem em elementos distintos. Podeis misturar as orientações umas com as outras, e misturar orientação com preferência, mas trata-se de diferentes elementos. Podeis pô-las a par uma da outra, mas elas não se assemelham.

RODNEY: Obrigado. Posso assinalar à Vicki que foi o Rodney que falou?

ELIAS: Muito bem.

RODNEY: Obrigado.

VOZ DE MULHER: Olá Elias! Obrigado por estares de volta! (Elias ri) Pareceu-me que tenhas debatido muita coisa relacionada com o conflito – conflito que tem vindo a ganhar expressão noutros locais, tal como connosco, individualmente. Penso que aquilo sobre o que esteja a querer especular seja, quando um indivíduo experimenta conflito com outro, e a crença que tenha seja a de o ajudar a neutralizar o conflito que esteja a ter, se tal coisa será possível, ou se estaremos intrinsecamente a atribuir juízo de valor ao facto de estar em conflito, como uma coisa de algum modo adequada?

ELIAS: Deixa que te diga que essa é uma ideia comum que as pessoas têm no foco físico. Tendeis a desejar ajudar uns aos outros. Atribuís espírito crítico às expressões de conflito, e passais a desejar eliminá-lo.

Agora; por um lado, digo-te que o conflito em si mesmo não é certo nem errado. É uma experiência, e uma experiência que brota da opção. Mas também te posso dizer que o conflito provoca uma tensão na energia, e é por isso que vos inclinais no sentido de não desejar criar conflito. Vós naturalmente deixais-vos atrair para o prazer, por ele vos proporcionar uma menor densidade na energia e um maior à-vontade na criação da vossa realidade. Se procederdes à criação duma qualquer das vossas expressões duma forma imbuída de prazer, haveis de experimentar à-vontade. Haveis de expressar para convosco próprios estardes a notar que o vosso movimento flui duma forma livre. Se estiverdes a criar conflito, também haveis de notar uma densidade na energia. Parecerá tornar-se mais difícil, e haveis de vos mover com uma maior lentidão na vossa direcção no contexto desse conflito.

Todos vós possuís um acordo objectivo no âmbito da dimensão física por meio do qual não apreciais o conflito. Duma forma subjacente e subjectiva, comportais um conhecimento quanto ao facto do conflito gerar tal densidade. Por isso, também vos inclinais no sentido de escolher detectar o conflito e de expressar a vós próprios e aos outros desejardes eliminar essas expressões de conflito, de modo a propiciardes a vós próprios uma maior facilidade na criação da vossa realidade.

Fazeis isso convosco e fazei-lo com os demais. No caso de estardes a experimentar conflito, desejareis eliminar esse conflito, de modo a poderdes experimentar uma menor tensão e uma maior facilidade na criação da vossa realidade. Se testemunhardes ou presenciardes outro indivíduo a passar pela experiência do conflito e a criar conflito, também vos encaminhareis no sentido de expressar desejardes igualmente eliminar essa expressão.

Nesse sentido, tal como declarei, por um lado atribuís julgamento à escolha que o indivíduo faça no sentido de experimentar conflito, mas por outro lado, reconheceis que o indivíduo esteja a propiciar a criação duma intensificação, quando justamente não desejará criar tal coisa. è por isso que desejais ser úteis.

Agora; já vos disse muitas vezes que não podeis criar a realidade de mais ninguém mas que podeis influenciá-la. Podeis influenciá-la no caso do outro aceitar a vossa expressão. Se o outro indivíduo NÃO aceitar a vossa expressão - o que depende da sua escolha - não podereis causar qualquer influência, porque a questão não reside em vos preocupardes com os outros nem com a criação da sua realidade, mas em vos preocupardes convosco próprios e com a criação da vossa realidade, e com aquela forma de criação que VOS proporciona uma menor densidade e um menor conflito e uma maior facilidade, porque ao criardes desse modo, estareis automaticamente a ceder energia a outros indivíduos na descoberta da capacidade que eles terão de criar do mesmo modo.

Essa é a intenção de apresentarmos a nossa pequena história que não se preocupa por expressar coisa nenhuma ao rebento que se encontra emaranhado na confusão, mas somente consigo próprio e com o crescimento nos moldes que estabelece e se revelam mais eficientes para si. Ele não sugere qualquer direcção. Não oferece ajuda. Apenas propõe a expressão de se tornar no que é digno de ser notado, e nessa medida sugere o que no foco físico podeis designar como um exemplo da direcção que não gera conflito nem densidade (em termos de energia) mas que reconhece que o pequeno rebento está a criar a sua realidade, e que pode estar a criar e ESTÁ a criar o seu próprio conflito de um modo bastante propositado.

BEN: Elias, precisamos trocar a fita de vídeo.

ELIAS: Estais à vontade. Vamos fazer um intervalo, e a seguir darei continuidade à vossa questão.

VOZ DE MULHER: Obrigado, Elias.

ELIAS: Não tens de quê.

INTERVALO

ELIAS: Continuemos, uma vez mais; Para voltar a abordar a pergunta que colocaste relativa à ajuda na interacção que tenhais com outros indivíduos e à preocupação relacionada com a área da criação de conflito dele, em meio às próprias situações.

Agora; quanto a isso deixai também que vos diga que, como possuís um conhecimento e uma atracção natural para o prazer e para a criação duma menor densidade naquilo que criais, vós identificais isso nos outros e expressais desejar ajudar os outros.

Bom; conforme já tive ocasião de referir, cada um de vós é capaz de se envolver na criação de diferentes expressões de conflito em diferentes alturas, e como o conflito vos CAPTA a atenção nas mais distintas áreas do vosso foco e vos LEVA a detectá-lo, vós envolveis-vos com ele duma forma propositada a fim de apresentardes a vós próprios a informação que desejais abordar.

No foco físico, vós sois bastante aficionados por métodos. Sois bastante aficionados por processos. Conceptualmente, sois capazes de aceitar a ideia que vos possa expor no sentido de serdes capazes de criar instantaneamente e de que não vos seja necessário proceder à criação de processo nenhum nem método nenhum para tal movimento, mas isso não passa dum conceito. É simplesmente uma ideia que não tem lugar necessariamente na vossa realidade física, por a crença que tendes vos influenciar bastante, e essa influência se prestar bastante à criação da vossa realidade.

Por isso, como acreditais precisar proceder à criação dum método ou dum processo para serdes capazes de abordar determinadas questões ou certos problemas que tendes no vosso foco, muitas vezes criais conflito de modo a captardes a vossa própria atenção e sugerirdes um método para confrontar essas mesmas questões. Se estiverdes com uma preocupação que não vos gere conflito, não prestareis atenção a essa preocupação e ele deverá prosseguir.

Se detiverdes um problema relacionado com a área da responsabilidade pessoal, por exemplo, e vos expressardes continuamente aos outros e vos direccionardes no sentido de os resgatar a essa situação e de os ajudar e isso não vos acarretar conflito, haveis de prosseguir nessa vossa expressão. Se tal acção vos proporcionar prazer, haveis de dar prosseguimento a esse problema. O que não quer dizer que deixe de representar um problema! Será apenas um problema que não vos proporcionará conflito numa dada altura.

Os problemas nem sempre vos proporcionam conflito. Vós criais conflito nas alturas em que desejais dispensar atenção ou abordar tais problemas, mas dizeis gratuitamente a vós próprios reconhecer estar com problemas – reconheceis comportar crenças – mas crenças relacionadas com o trabalho ou problemas de trabalho. Essa é a expressão por meio da qual o problema ou a crença não vos proporciona conflito, pelo que não abrigais motivação alguma para lhe dispensar atenção.

Nessa medida, na realidade que criais, muitas vezes percebeis aquilo que os outros criam, de forma que ao perceberdes isso como exterior e ocupardes a vossa atenção com o outro e a criação que faz da sua realidade e do conflito que esteja a viver, vós não estais a olhar para vós próprios. E numa situação dessas, deixais-vos atrair para uma participação no conflito com o outro de modo a poderdes espelhar para vós próprios semelhanças com as vossas próprias crenças e os vossos próprios problemas.

Deixais-vos atrair para a criação dos outros de modo a poderdes sugerir a vós próprios imagens e a poderdes apresentar a vós próprios uma informação relativa às vossas próprias criações – por estardes a envolver acções que vos reflictam – e vos moverdes na direcção de desejardes ajudar o OUTRO e muitas vezes perceberdes precisar olhar o conflito e aquilo que esteja a ter lugar na criação do outro indivíduo com uma maior clareza do que ele será capaz, em meio à condição de conflito que estiver a criar. Pelo que passareis a autorizar-vos a vós próprios para vos voltardes no sentido de manifestar auxílio, por essa ser a camuflagem que utilizais – a expressão da ajuda, da preocupação, do interesse, do carinho. Essas são todas expressões bastante positivas. São expressões que todos vós encarais com boas, pelo que passais a perceber ser bons, por expressardes esses elementos e desejardes expressar ajuda ao outro.

De forma subjacente, aquilo que estais a expressar é que sois melhores, que possuís uma compreensão mais elevada, que sois mais iluminados, que possuís uma maior clareza... que podeis criar a realidade do outro NA VEZ DELE com uma maior eficiência do que ele o estará a criar por si! Julgamento, julgamento, julgamento – falta de aceitação do outro sob o disfarce do interesse e da ajuda e da ternura.

Não vos estou a dizer que essas emoções que experimentais não sejam genuínas, nem tampouco estou a dizer-vos que sejam erradas. São apenas aquilo que são. Vós reagis emocionalmente uns aos outros, mas também não vos permitis ver as próprias expressões que adoptais.

Ao assumirdes a posição de prestar auxílio ao outro – por rotulardes a vossa expressão como interesse e ternura nas situações em que prestais auxílio ao conflito que o outro esteja a viver – aquilo que estais efectivamente a expressar é DESEJARDES essa expressão para vós próprios. Expressais-vos em termos exteriores pelo que desejais na vossa própria expressão: a expressão por que os outros possam interagir convosco, e a vossa própria vontade em relação ao que possais expressar a vós próprios.

Eu digo-vos a todos com toda a seriedade que vos expressais para com os outros com uma maior liberdade e que lhes ofereceis com mais frequência protecção aceitação e auxílio do que a vós próprios, mas em tais acções, vós expressais externamente a vontade que abrigais intimamente.

Ao abordardes um outro indivíduo que possa estar a experimentar stress, confusão, conflito, elementos que designais por distúrbios, ou dificuldade na identificação dos próprios problemas, dificuldade em expressar-se, dificuldades na comunicação, estareis igualmente a reconhecer essas dificuldades, esses elementos que comportais em vós próprios. E nessa medida, vós exteriorizais-vos ao outro na esperança de poderdes ajudar por meio duma influência da sua realidade e de lhe permitir perceber a criação do próprio conflito, só que nessa acção, também vos estais a distrair em relação a vós próprios e estais em falta em relação a oferecer a vós próprios idêntico tipo de expressão.

Pensai lá para convosco em quantas vezes podeis estar a oferecer ajuda a outra pessoa numa dada situação de conflito e criais uma situação semelhante, e não aceitais aquilo que criais, mas aceitais o que os outros criam.

Passemos a sugerir um caso bastante genérico, a título de exemplo. Podeis interagir com um outro indivíduo que possa estar envolvido numa acção de roubo. O indivíduo pode subsequentemente criar a sensação do que designais por remorso, por ter cometido tal acção.

Esse é um assunto, ou uma acção, que na vossa realidade oficialmente aceite se revela inaceitável. Cada um de vós condena essa acção, mas caso abordeis um indivíduo que tenha cometido tal acto e vos dê parte de arrependimento ou de dor e vos transmita uma enorme incapacidade de aceitação pessoal em relação ao comportamento adoptado, o mais provável é que vos inclineis a aceitá-lo e a dizer-lhe: “Não sintas tal repulsa por ti próprio. Tu não és má pessoa. Apenas criaste um comportamento que não se enquadra no âmbito da aceitação das nossas crenças, mas como pessoa tu não és mau.”

Haveis de facultar uma expressão desse tipo a outro indivíduo, mas se, por vosso turno, criardes uma acção semelhante, não estendereis essa mesma expressão a vós próprios. Não vos aceitareis e haveis, em vez disso, de vos condenar, e haveis de dizer a vós próprios o mesmo que o outro indivíduo: “Sou inaceitável; sou indigno; sou mau.”

Cada um de vós cria tipos de expressão desses, mas ao vos deixardes atrair para o conflito dos outros, eles expressam-se de forma semelhante à vossa. Podeis escolher diferentes tipos de expressão objectiva, mas implicitamente, estareis a expressar o mesmo.

Um indivíduo pode optar por criar conflito ao erguer o tom da voz. Outro pode expressar conflito por meio de acções físicas. Mas subjacente a isso, as questões inerentes a ambas as formas de expressão são as mesmas. Externamente poderão parecer ser diferentes, mas aquilo que percebeis na expressão – e a razão dessa expressão – hão-de ser a mesma coisa.

Ao serdes atraídos para outros indivíduos que experimentam conflito, vós estais justamente a fazer isso. Estais a deixar-vos atrair para a participação junto com ele na criação do seu conflito, de forma a poderdes espelhar para vós próprios as semelhanças que vos caracterizam e de forma poderdes reparar e identificar os vossos próprios aspectos inerentes às crenças em que também participais e que vos estão a provocar conflito.

Bom; numa expressão dessas, posso-vos dizer que poderá ser útil notar a acção de reflexão que TIVERDES e as vossas próprias questões à semelhança do outro, e notar as diferenças manifestas na expressão, e à medida que vos permitirdes estabelecer o contacto convosco próprios e reconhecer as vossas próprias crenças, as vossas próprias formas de conduta, a vossa própria criação de conflito e o identificardes para vós próprios escolhendo acções duma outra natureza, também podereis servir de auxílio ao outro.

Pensai lá para convosco no quanto frequentemente nos vosso focos vos envolveis em actividades, por meio das quais expressais a outros a opinião e as ideias que tendes no sentido de: “Que será mais eficiente de criar no foco de outra pessoa?” Agora, pensai para convosco na frequência com que isso NÃO é aceite pelo outro, e ele prefere criar aquilo que opta por criar, independentemente do que expressardes!

Mas pensai lá também nas ideias que tendes nas situações em que deixais de aconselhar o outro e aceitais o que ele expressa e lhe concedeis apenas apoio através da vossa presença – sem o ajuizardes nem o aconselhardes – expressão essa através da qual podereis notar uma maior resposta na interacção que estiverdes a ter com esse indivíduo.

Por isso, nas vossas interrogações acerca do quão podereis servir de auxílio junto doutro indivíduo, eu referirei uma vez mais que a direcção mais eficaz que podeis tomar é a de vos notardes a vós próprios e a de dar atenção a vós, que desse modo haveis automaticamente de servir de apoio ao outro indivíduo, porque ele também poder voltar a sua atenção para si próprio e dever passar a dirigir-se à sua pessoa, e ser cada um quem determina as suas escolhas.

(De modo intencional) Ninguém no vosso foco físico poderá escolher por quem quer que seja. Isso depende duma opção individual.

Não conseguireis criar a realidade de nenhum outro indivíduo. Apenas podeis criar a vossa realidade. Independentemente do elevado anseio que manifesteis (nesse sentido) – e de vos inclinardes no sentido de – QUERER criar a realidade de toda a gente, (A rir) por poderdes ser muito mais eficientes numa expressão dessas, isso não corresponderá ao que tiverdes criado.

Esta realidade é criada de um modo altamente individualizado, conforme declarei desde o início desta sessão.

Cada um de vós cria a sua realidade duma forma individual. Essa acção individual dá lugar a expressões de natureza colectiva se estiverdes a criar à semelhança de outros indivíduos, mas vós também criais no contexto das vossas escolhas individuais, e ESTAIS a criar no mais benéfico dos modos e duma forma que vos proporcione a informação mais benéfica.

Isso também resulta bastante propositado na expressão que uso convosco. Eu não refiro que vós criais sempre dum modo eficaz, mas QUE criais em termos benéficos. Podeis, em meio à expansão da consciência que empreendeis, optar por criar dum modo eficaz, mas estais continuamente a criar em termos benéficos, por estardes continuamente a propor a vós próprios informação em que vos podeis basear a fim de passardes a compreender-vos a vós próprios dum modo mais eficiente.

Não deprecio as expressões emocionais que adoptais em todas essas situações, porque as vossas expressões emocionais situam-se bem na vossa realidade, e vós POSSUÍS muitas emoções. Também vos digo que as vossas emoções constituem uma outra experiência. Elas não precisam necessariamente envolver acção. Elas já constituem uma acção em si mesmas.

Vós, nas crenças que abrigais, voltais-vos no sentido de identificar as expressões emocionais que adoptais e de lhes associar uma acção. Experimentais uma emoção, e devíeis realizar assim ou assado... Outro indivíduo experimenta a emoção, e devíeis proporcionar-lhe aqueloutro. Devíeis AGIR. Mas digo-vos que isso não corresponde necessariamente à situação. As vossas emoções constituem uma acção em si mesmas, e são simplesmente o que são. Não são boas nem más. São simplesmente o que são, e é bastante admissível que as expresseis.

Nessa medida, muitas vezes se deixardes de empregar uma outra acção que se enquadre na emoção que estejais a experimentar, isso torna-se mais eficaz, aceitar simplesmente esse elemento vosso que expressa tal emoção sem lhe atribuir condenação nenhuma em termos de expressão boa ou má. Ela é aquilo que é. Não passa daquilo que experimentais nesse instante.

Também vos vou adiantar que as pessoas referem ter a crença de que as emoções constituem um encadeamento de causa e efeito. Dir-vos-ei que já referi muitas vezes que, na realidade, não existe isso de “causa e efeito”. Isso não passa duma crença que abrigais. Em razão do que referis sentir uma emoção em resposta ou a título de reacção a uma determinada causa. Digo-vos que no âmbito da criação e influência oriunda das vossas crenças, vós expressais muitas vezes isso, só que não é coisa que constitua um absoluto. As vossas emoções não requerem acção alguma que lhes propicie a expressão.

Cada indivíduo no foco físico experimenta momentos de expressão emocional que dizeis para convosco próprios “surgirem como que do nada”. São criados sem uma causa aparente. Apenas sentis o que sentis, sem saberdes muito bem porquê.

Digo-vos que a emoção constitui um elemento base da vossa realidade nesta dimensão, e aquilo que vós criastes no vosso processo de informação. Constitui o método que encontrais para identificardes certos tipos de informação. Os vossos sentidos exteriores processam informação, os vossos sentidos interiores processam informação, e a criação que fazeis da sexualidade e da emoção processa informação e procede à criação da vossa realidade, por constituir a vossa percepção e a percepção que tendes se traduzir na vossa realidade.

Por isso, entendo perfeitamente a expressão emotiva que podeis assumir em relação a um outro indivíduo. Também vos digo que ao sentirdes determinada emoção em relação a outro indivíduo, podeis mantê-la sem a emparelhar necessariamente a uma outra acção. A emoção em si mesma já consta de tal acção, e por meio dessa emoção vós proporcionais uma expressão clara e desobstruída de vós próprios ao outro. Obscureceis isso ao propordes – em conjugação com a emoção que experimentais – a racionalização e uma ideia e a lógica, mas percebeis o quão se torna mais aceite pelos outros o facto de expressardes simplesmente a emoção que expressardes.

Se expressardes a um outro indivíduo: “Eu sinto um enorme carinho por ti”, não precisareis oferecer-lhe mais nenhuma expressão nem acção e isso passará a ser aceite e claramente identificado ao ser igualmente sentido. Se estiverdes a dar expressão ao sofrimento ou à raiva e o não enquadrardes a uma outra acção, a comunicação deverá ser sugerida de forma eficaz e clara, e compreendida. Não será necessário associar essas expressões a nenhuma outra acção.

Mas vós tendeis a NÃO vos aceitardes a vós próprios. A expressão que assumis não se revela suficiente; não é suficientemente boa. Isso representa uma falta de aceitação pessoal. Em razão do que vos voltais para a criação de drama e de associar outras acções às expressões emocionais que assumis a fim de realçardes aquilo que estiverdes a experimentar, por a vossa expressão inicial não se revelar suficiente... só que é!

O drama gera conflito. Perpetua o conflito e isso não é necessário, mas vós sois bastante eficientes a criar tal coisa, por vos ser bastante familiar. À medida que vos aproximais mais da expressão desta mudança da consciência e as ondas prosseguem e o seu impulso aumenta e vós expandis a consciência que tendes e vos expondes a um maior número de factores ligados à de falta de conhecimento ou de familiaridade, também tendeis a retirar para as vossas expressões conhecidas, e por isso passais a criar nos moldes a que estais habituados.

Olhai as vossas expressões colectivas. Identificai-las em termos negativos e de violência e como típicas das acções mantidas ao longo da vossa história, e dizeis para com os vossos botões: “Porque razão haverei de criar este tipo de acção se estamos a volver no sentido desta mudança de consciência e a tornar-nos iluminados?”

E expressais para convosco que vos voltais nesse sentido por isso vos SER familiar, e no âmbito das crenças que abrigais se produzir conforto com que vos é familiar, independentemente da sua expressão. A despeito do facto de poder ser expressado no contexto do conflito, é familiar, e a familiaridade proporciona-vos segurança protecção e conforto. Isso são tudo aspectos das vossas crenças, por não existir nenhuma necessidade de segurança nem de protecção, pois em que é que vos haveis de sentir inseguros ou desprotegidos? Vós criastes um universo seguro e de protecção, e ele não vos é prejudicial. VÓS é que vos revelais prejudiciais a vós próprios.

VOZ DE MULHER: (A sussurrar) Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê. Confia em ti, e volta-te no sentido oposto ao do conflito.

VOZ DE MULHER: Vou tentar. (Pausa)

ELIAS: Desejareis mais alguma informação, esta noite?

RODNEY: Eu queria agradecer-te pela resposta que lhe deste, por se ter revelado tão conveniente.

ELIAS: Não tens de quê. Posso-te dizer que isto poderá afectar muita gente, presentemente, por muitos estarem actualmente a expressar conflito e uma enorme afectação emocional, uma enorme confusão, carência em termos de orientação, por assim dizer, para além de incerteza. Essa é a atmosfera, por assim dizer, que vós criastes, por poderdes dizer para convosco próprios estardes na iminência de algo. Estais no vosso “limiar”. Estais a afastar-vos do que vos é familiar só que vos sentis aterrados em relação ao que não vos é familiar, mas nós expressamos na sessão desta noite que estais a mover-vos eficazmente na direcção do: “Eu devia, eu não devia...”, e: “Que será que acontecerá se...?”

FRANK: De que forma nos direccionamos no sentido daquilo com que não estamos familiarizados? Existirá algum...?

ELIAS: Algum método! (A rir, enquanto todos desatam na gargalhada)

FRANK: Que indicadores, ou ...?

ELIAS: Eu vou-te dizer, Christian, que o método ou processo mais eficaz nessa área consiste em vos preocupardes na vossa atenção com o momento, porque se mantiverdes a vossa atenção no momento, que será que haveis de expressar a vós próprios em termos de: “Que será que acontece se...?”

No momento não existe qualquer “Que será que acontece...?”. Essa expressão só ganha dimensão no vosso futuro ou no vosso passado!

ERIC: Nesse caso penso que deveria deixar de me preocupar com a reforma ou algo do género!

ELIAS: Ocupai a vossa atenção com o momento, porque aí reside a vossa realidade! O vosso futuro não traduz a vossa realidade, pois não existe! Não passa duma mera ilusão que criais na vossa ideia, em termos duma identificação em termos lineares, mas não ocupais o vosso futuro. Estais a ocupar o momento (agora), e toda a vossa acção se desenrola no presente, e à medida que o vosso futuro se materializa, passa a ser AGORA!

O vosso passado situa-se no momento (presente). Tudo aquilo que sois, tudo aquilo que criais, tudo o que experimentais situa-se no AGORA. Mas durante a maior parte do tempo ocupais a vossa atenção com projecções no passado ou no futuro e a posicionar as vossas ideias e emoções que sentis na insegurança do: “Que será que ocorrerá caso suceda isto ou aquilo...?” pertencente ao passado ou ao futuro, mas se situardes a vossa atenção no momento, deixará de existir qualquer: “Que será que ocorrerá...?”; também deixa de resultar qualquer noção de “dever”.

“Eu devia ter; eu devia ser.” Isso subentende um pretérito imperfeito. Mas vós situais-vos apenas no momento, e se nesse momento experimentardes algum elemento que vos leve a sentir algum desconforto, dispondes da habilidade de nesse mesmo momento alterardes essa experiência. Mas se não prestardes atenção à experiência também não a podereis alterar, e vos projectardes no passado ou no futuro, por a vossa atenção se situar numa outra parte qualquer e estardes ocupados e distraídos. É NESSA área que vos imobilizais, por deixardes de dar atenção ao presente, atenção ao momento, e o momento comportar – no caso de CHEGUARDES a dar atenção ao momento – muito menos conflito do que parece comportar.

O que não quer dizer que não possais passar pela experiência do conflito no momento, no agora, porque podeis. Mas se considerardes a atenção que estiverdes a dar a esse momento, também haveis de proporcionar a vós próprios uma maior oportunidade de alterar esse conflito, por estardes presentes na atenção que dais ao que estiverdes a experimentar.

Se estiverdes envolvidos no conflito com um outro indivíduo - a título de exemplo – haveis de estar a experimentar aquilo que designareis, no vosso vernáculo, “batalhar” com ele; em desacordo. Estais a projectar a vossa percepção; ele estará a projectar a sua percepção. Não vos estais a encontrar na percepção que tendes. Estais a arremessar formas de condenação um ao outro e a criar um enorme conflito entre vós, no âmbito das expressões que assumis.

Ora bem; se vos concentrardes no outro e no que ele estiver a criar, não havereis de vos poder focar na alteração da vossa expressão, por tenderdes a culpabilizar e a referir que ele deva mudar a sua realidade de modo a ajustá-la à vossa.

Se vos encontrardes num conflito desses, e não derdes atenção ao momento, no contexto da vossa própria experiência e não voltardes a vossa atenção para vós, não alterareis a experiência, mas se derdes atenção ao momento, e manterdes a vossa atenção no momento, podereis notar estar nesse momento a criar conflito.

Não é o outro indivíduo quem vos está a provocar o conflito! VÓS sois quem o está a provocar, nos termos da reacção e da resposta que dais a essas áreas inerentes à falta de aceitação no vosso íntimo.

NESTE MOMENTO, se reconhecerdes essa emoção e a acção do conflito que estiverdes a experimentar, também podereis, nesse mesmo instante, DETER ISSO. Identificai nesse instante, o que é que estais a criar. Porque razão estais a reagir. Porque razão estais a reagir? À medida que vos questionardes a vós próprios: “Porque razão estou a reagir?”, também haveis de apresentar a vós próprios uma resposta, e haveis de notar no contexto dessa resposta TERDES atribuído um juízo – a vós próprios, ao outro, mas terdes criado uma falta de aceitação – e nesse instante podereis proporcionar a vós próprios uma oportunidade de alterar tal expressão. Mas caso não presteis atenção ao momento, de que modo podereis alterar a vossa expressão?

Se atirardes um seixo a um charco de água, nesta área (aponta para a direita) a vossa atenção deverá voltar-se para o charco enquanto que o seixo deverá ir na mesma direcção. De que modo podereis, nesse instante, colher um copo de água daquele charco? (Apontando para a esquerda)

A vossa atenção deverá ditar-vos aquilo que deveis criar, e caso a vossa atenção se situe fora de vós e se situe para além do momento, isso deverá corresponder ao que passareis a criar, e isso, muitíssimas vezes perpetua-vos os conflitos.

O conflito assume várias formas. Pode assumir a forma da agitação; pode assumir a forma da preocupação, pode assumir a forma do anseio. É passível de se traduzir por múltiplas formas, mas traduz-se por uma densidade e traduz uma forma de conflito, e se derdes atenção a vós próprios e situardes a vossa atenção no momento, também proporcionais a vós próprios a oportunidade de alterar o comportamento que está na base desse conflito. Esse há-de ser o vosso método!

FRANK: Existirá algum método do tipo “porta dos fundos”?

ELIAS: Ah! (Riso)

FRANK: Por outras palavras, para eliminarmos o efeito correspondente ao conflito da crença, não será suficiente dizer “basta”?

ELIAS: Podeis dar lugar à criação duma expressão dessas! Já vos disse que tendes a capacidade de instantaneamente eliminar esses elementos de conflito, só que vós não acreditais!

FRANK: Pois sim! (A rir)

ELIAS: Razão porque o não implementais! Mas podeis ver, embora raramente, em certas expressões que assumis, que CRIAIS essa mesma acção, ao dizerdes para com os vossos botões: “Basta. Não. Pára.” E detendes-vos.

VOZ DE MULHER: Será que se nos afastarmos da situação isso servirá como uma maneira de determos esse “processo”? E dissermos: “Agora estou a sentir conflito e desconforto. Opto por me afastar dessa situação.” Será esse um modo de determos o conflito?

ELIAS: Isso consiste numa escolha, e numa expressão que é passível de afectar a situação em que vos virdes envolvidos. É por essa razão que vos digo para usardes o exercício da ausência de conflito.

Neste instante, diz a ti própria o que é que te está a provocar conflito e o que é que te eliminará esse conflito? E não condenes a escolha! Se a escolha for a de voltar costas à situação a fim de eliminares o conflito, nesse caso eu digo-te, porque não te afastarás? A questão está em eliminar o conflito e a tensão ou a intensidade. Por isso, não importa qual seja a escolha por que optes. Importa realizares a ausência do conflito.

Nessa expressão de ausência de conflito, tu estás a criar várias acções com uma única expressão. Permites-te passar a aceitar-te. NÃO te estás a condenar nem à situação nem ao indivíduo. Estás apenas a escolher aquilo que te proporciona ausência de conflito.

Isso não é uma expressão de condenação do indivíduo nem da situação. É apenas uma avaliação, uma opção pelo que te proporciona ou não conflito.

Por isso, passa a ter lugar uma aceitação do outro, e do facto dele poder continuar na sua expressão, independentemente daquilo que estiver a escolher. Não importa. Tu não lhe dizes que deve deixar de se expressar daquele modo. Apenas lhe dizes que TU estás a proceder a uma escolha diferente. Pelo que passas a aceitar aquilo que ele escolher exprimir, seja a de interromper o próprio conflito ou de lhe dar prosseguimento. Não importa. Isso depende da escolha que ele promover. A tua escolha centra-se em passares para uma ausência de conflito, e isso também não te acarreta condenação, tampouco, por te estares automaticamente a aceitar ao aceitares a escolha e a expressão que assumes no contexto duma ausência de conflito.

VOZ DE MULHER: Isso é bem patente, Elias. Obrigado.

ELIAS: Não tens o que agradecer.

VOZ DE MULHER: Já nos dispensaste muito para assimilarmos!

ELIAS: Como sempre! (Riso forçado, seguido duma risota generalizada)

VOZ DE MULHER: Como sempre! Contudo, por vezes é em doses maciças!

ELIAS: Eu sou tão eficiente nessa área!

Vou também referir um outro elemento relativo a este tema das orientações, porque em breve vamos avançar, rumo a novas áreas dessa crença particular, por não constituir o único aspecto desse sistema de crenças.

Mas nisto, lembrai-vos que já vos disse que cada orientação comporta a sua própria linguagem e as suas próprias qualidades. Como alinhais com outros indivíduos que podem assumir uma orientação diferente da vossa, podeis experimentar dificuldade em compreender esses indivíduos.

Bom; deixai que vos diga igualmente que podeis estar numa relação com outro indivíduo que tenha uma orientação diferente da vossa, mas não passareis sem sentir dificuldade.

Isso não quer dizer que constitua uma impossibilidade, e à semelhança dos demais elementos que debatemos, vós sempre dispondes da possibilidade de ir além do vosso banco individual de probabilidades e de criação e podeis passar a incorporar outras probabilidades e criações e criá-las de modo eficiente. Por isso, não vos estou a dizer que, se tiverdes uma interacção ou uma relação com um outro indivíduo que possua uma orientação diferente da vossa, estejais condenados (riso) porque não estais.

Também vos posso dizer que podeis mesmo, nos vossos termos físicos, experimentar a ligação que tendes a qual apelidais de “alma gémea”, no caso da outra pessoa ter uma orientação diferente da vossa, e serdes eficientemente capazes de edificar o vosso relacionamento, mas inicialmente experimentardes um maior número de dificuldades do que haveríeis, no caso de vos relacionardes com um indivíduo que tivesse a mesma orientação que vós.

Muitos, muitos, muitos indivíduos no foco físico optam por não sair do âmbito dos seus bancos individuais de probabilidades para se alçarem a um relacionamento com outro indivíduo que tenha uma orientação diferente. E durante um certo tempo gera-se mesmo m tremendo factor de energia que passa a ter lugar nesse tipo de relacionamento; não é contínuo nem se prolonga necessariamente por todo o tempo de duração da relação, mas durante um certo tempo, pode resultar imenso atrito.

Nesse sentido, muitos escolhem não abordar esse tipo de energia, por ser desnecessário. Mas também vos direi que ocasionalmente, as pessoas ASSUMEM relacionamentos e casam com outros indivíduos que não têm uma orientação igual, simplesmente para experimentarem isso – como um desafio!

Dir-vos-ei que a expressão mais comum que assumis é a de criardes relações que se ENQUADRAM numa mesma orientação, por isso causar muito menos conflito e um menor atrito e propiciar facilitação às expressões que assumis nas relações.

STELLA: Elias, estás a referir-te aos relacionamentos íntimos, certo?

ELIAS: Exacto.

STELLA: Porque não é obrigatoriamente... Quero dizer, como por exemplo, no meu caso e do Marta (refere-se ao Marcos). Ele é intermédio enquanto eu sou comum, mas nós temos um relacionamento incrível. Mas se tivéssemos um relacionamento íntimo, aí já seria uma história completamente diferente.

ELIAS: Absolutamente.

STELLA: Por isso, podíamos dispor duma relação do tipo amizade, bastante eficiente, não é?

ELIAS: Absolutamente. As relações de carácter íntimo comportam uma qualidade diversa, e nesse âmbito, podeis experimentar diferenças nesses tipos de relações. Por vezes, as pessoas podem escolher manifestar-se num foco físico em famílias em que os pais comportem uma orientação distinta da deles, do que poderá resultar uma enorme expressão de conflito e de atrito!

STELLA: Oh! Nesse caso, Elias, agora já sei porque razão eu e a minha mãe passamos pelo conflito que temos! A minha mãe deve pertencer, sabe deus lá a que outra orientação! (Elias ri) É isso que acontece, não é?

ELIAS: Vós falais diferentes “línguas”.

STELLA: Está bem. Então isso explica a coisa toda. Pelo que agora, é somente uma questão de aceitar a senhora.

ELIAS: Precisamente.

Agora; deixa que te diga que essa nem sempre é a situação. Existem diferentes expressões e escolhas e razões porque as pessoas podem sentir-se em oposição umas com as outras nos relacionamentos familiares, mas eu posso dizer-te que isso também se pode tornar muitas vezes num factor.

STELLA: Muito bem. Então no meu caso, será isso um factor?

ELIAS: É.

STELLA: Oh, deus do céu! Está bem, então deixa que... Eu vou-te dizer aquilo que ela é. Espera lá um segundo. Um segundo...

FRANK: A que orientação pertences tu?

STELLA: Eu sou comum. Eu costumo pensar... penso que... penso que ela seja intermédia. Neste caso...

ELIAS: Não.

STELLA: Não é. Será soft?

ELIAS: É.

STELLA: Oh meus deus! (Elias ri) Mas esse é o conflito principal! Então, agora fica tudo às claras! Agora vou ser capaz de passar a aceitá-la!

ELIAS: Muito bem, Cindel! (A rir)

STELLA: Não, vou sim. Vou sim! Eu estava há bocado a dizer à Mary que isto tem sido... Agora sei porque razão terei vindo a Nova York! Quero dizer, eu falo contigo todos os sábados, mas é como se tivesse que vir encontrar-me contigo para que de algum modo... Eu vou regressar a Los Angeles, e agora, no final desta sessão a minha mãe e eu...

ELIAS: Com quem já tiveste imenso conflito durante demasiado tempo...

STELLA: Bom, foi, por a gente...

ELIAS: ... com esse indivíduo.

STELLA: ...ter muitos focos juntos. Quero dizer, é como se fosse uma eternidade! Esta coisa já dura há uma eternidade! Graças a deus que é o meu último foco! (Riso) Mas isso explica muita coisa, pelo que me congratulo por aqui me encontrar. Eu pensava que ia ser a estrela do espectáculo - deixa que te diga - porque na realidade pensei nesses termos! Mas, Elias, esta noite não mencionaste nada do tipo: “AQUI, é a Stella quem está num pranto”, sabes? Digo-te que me ia tornar bastante conhecida, não? Quero dizer, é VERDADE! Uma vez que não me fizeste isso, eu faço-o, por mim própria. É a Stella! (Riso)

ELIAS: Precisamente! Não me é necessário estar a promover-te! Tu já dispões bastante dessa habilidade! (Riso generalizado)

STELLA: Bom, preciso dizer-te, o Elias ensinou-me uma coisa especial. Ele ensinou-me que a arrogância é uma coisa admirável de exibir! Na verdade, eu costumava sentir-me muito humilde, não é, Elias? Sentia-me humilde? De qualquer modo, eu acabei por me tornar bastante arrogante, mas muito obrigado, Elias!

ELIAS: (A rir) Não precisas agradecer! Desejareis colocar mais alguma questão, esta noite?

ERIC: É. Eu gostava de saber por que família alinho... família da consciência. (Pausa)

ELIAS: Família da essência: Sumafi; alinhamento neste foco, Gramada. Nome da essência: Cuffee.

FRIEDA: Podes pronunciar de novo?

ELIAS: Cuffee. (Comentários generalizados em relação ao nome, seguidos de riso)

VOZ DE MULHER: Assemelha-se a café (que em Inglês se escreve Coffee)!

ELIAS: (A rir) Em determinados dialectos! A tradução deste dialecto particular está associado ao Africano.

VOZ DE MULHER: Oh, mas que fixe!

JANICE: Haverá mais alguém nesta sala que pertença à família Gramada?

ELIAS: Que alinhe pela família Gramada, um; este indivíduo. (Volta-se para o Van) Exacto. Pertence à família da essência Sumari, e tem o nome da essência de Wynne.

VOZ DE MULHER: Que dialecto será esse? (Riso)

ELIAS: O que podeis designar por Inglês! (Riso)

KAREN: Elias, posso conhecer o meu nome?

ELIAS: Ele já foi oferecido, e poderás obter acesso a ele através do Michael. Ele pode aceder a essa informação por ti, se preferires, assim como poderás aceder-lhe por ti própria, através das transcrições apresentadas, porque o Stephen e a Dehl já o sugeriram anteriormente nas perguntas que colocaram. (Riso forçado)

JANICE: E eu? (Pausa)

ELIAS: Jaseer; Família da essência, Tumold; alinhamento, Sumari.

JANICE: Que tal parece isso? Terá bom aspecto? (Riso)

ELIAS: Não mo quererás dizer? Terá bom aspecto? (A rir) Eu vou-te simplesmente dizer que é o que é! Corresponde à escolha que tens de te comprometeres com o propósito que albergas neste foco particular, além de te proporcionar muita curiosidade a respeito de áreas que percebes como muito pouco habituais. (A rir)

FRANK: Qualquer coisa que tenha que ver com Sumari é excelente!

ELIAS: Ah! Vamos agora voltar a nossa atenção à nossa secção de origem dos Sumari – do indivíduo que advoga bastante nessa área, e que se satisfaz bastante e se sente orgulhoso quanto à escolha da família! (A rir)

Muito bem! Esta noite vou-vos estender um enorme afecto. Fico a antecipar o nosso próximo encontro, e uma interacção objectiva. Para todos vós, nesta noite, um enorme carinho... e digo-vos para irdes em frente com a ausência de conflito! (A sorrir) E desejo-vos um afectuoso au revoir.

GRUPO: Au revoir.

Elias parte às 10:51 da noite.

Para que conste, esta sessão afectou-nos bastante à Mary e a mim. A Mary sentiu-se doente durante a maior parte do dia da sessão, e nos dias seguintes, também. Eu trabalhei durante cinco dias nesta transcrição, e experimentei sintomas físicos e desorientação durante os primeiros três. A seguir dei lugar à criação duma excelente constipação ou gripe. Estranho.

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