quarta-feira, 22 de junho de 2011

MEDO DA VIDA - LEI DE MURPHY



SESSÃO #346
 “Medo da Vida”
“Uso de Estupefacientes/Marijuana”
“Focos da Essência & Aspectos do Eu”
“Lei de Murphy: Vós Manifestais Aquilo que Esperais”
Quarta-feira, 9 de Dezembro de 1998 (Grupo/Vermont)
Tradução: Amadeu Duarte


Nota da Vicki: Uma lista de tópicos e tanto, não? Mas ainda é parcial! Incluí títulos numa tentativa de indexar parcialmente os assuntos.


Participantes:  Mary (Michael), Erik (Mosten), Jennifer (Margarite), Michelle (Sebata), Nathan (Robertt), e Richard (Zephel).


ELIAS:  Bom dia! (A sorrir)

GRUPO:  Olá!

ELIAS:  Encontrámo-nos de novo! Tereis mais questões a colocar, nesta manhã? Vou permanecer disponível às vossas questões, se assim o escolherdes.

RICHARD: Eu tenho umas quantas perguntas a colocar em relação ao uso da marijuana. Tenho pensado muito nisso. Alguém que conheço indicou-me que o seu uso nos cria uma abertura para a quarta dimensão, ou torna-nos susceptíveis. Um tipo disse-me que nos tornava susceptíveis aos demónios que poderiam tirar partido de nós ou alterar-nos, dominar-nos a consciência, e deixar-nos susceptíveis às forças negativas.

Outro aspecto da questão, é se o seu uso nos bloqueará o desenvolvimento espiritual. Se nos encontrarmos a fazer um percurso espiritual e a expandir-nos, será que o seu uso nos bloqueará o chakra coronário? Alguém terá referido que ele bloqueia a área superior da cabeça. Será que interfere com a abertura do chakra coronário?

Além disso, por quanto tempo subsistirão os efeitos? Se de facto existir um aspecto negativo, quanto tempo durarão esses efeitos?

ELIAS:  Antes de mais, a afectação disso depende de cada um. Não é uniforme nem constitui uma regra que se aplique a todos os casos. Alguns podem reagir de modo diferente dos outros.

As suposições que abrigais nessa área também se revelam bastante díspares. Se acreditardes vir a ser afectados durante prolongados períodos de tempo e acreditardes vir a ser afectados negativamente, haveis de atrair isso a vós.
Quanto à substância em si, para além do efeito das suposições ou assunções que abrigais, a participação no uso dessa substância IRÁ estabelecer um tipo de densidade de energia que vos afectará a percepção. Mas permiti igualmente que clarifique que essa é a razão porque refiro tratar-se duma situação pessoal, porque podeis utilizar determinadas substancias que desenvolvestes por intermédio das vossas plantas orgânicas, e se as ingerirdes de determinado modo, também podeis abrir-vos para outras áreas da consciência que vos poderão ser benéficas. Por isso, a abordagem que fazeis ao uso dessas substâncias influencia bastante os efeitos que haveis de atrair com a sua utilização.

Essa substância em particular propicia a descontracção. Nesse sentido, podeis consumir esse tipo particular de substância, mas se estiverdes a direccionar a vossa atenção de determinado modo, podeis permitir-vos abrir-vos a outros aspectos da consciência a que podeis necessariamente não vos permitir aceder no que designais como a vossa consciência normal do estado de vigília, tal como as experiências que podeis escolher nos estados fora do corpo ou no vosso estado de sonhos, os quais não vos são prejudiciais; mas posso igualmente referir que a utilização dessa substância tampouco vos será prejudicial, mas pode revelar-se danosa se acreditardes que vos seja prejudicial.

Com isto – para me dirigir à abertura para com a energia negativa -
se dirigirdes a vossa atenção desse modo, podeis vir a atrair esse tipo de energia, apesar de vos recordar que na realidade não existe nenhuma energia do mal ou negativa, mas existe uma energia maliciosa que é projectada pelas essências que podem estar a focar-se na transição.

Nesse sentido, à medida que vos permitis permanecer num estado relaxado, sim, podeis abrir-vos a uma interacção com esse tipo de energia, e se estiverdes a dirigir a vossa atenção desse modo ou vos sentirdes temerosos por atrair esse tipo de energia, certo será que venhais a atraí-la, só que não é necessário, e também podeis dirigir a vossa consciência para áreas bastante mais benéficas com o uso desses tipos de substâncias.

Também te posso dizer que no recurso a esse tipo de actividade fora do contexto das crenças que acompanham a sua ingestão ou consumo, podeis escolher participar nesse tipo de actividade como por prazer. A esse respeito, o prazer diminui a densidade da energia.

Por isso, agora podeis ver o quão a questão tem de individual ou pessoal e o quão pode afectar, porque a própria substância em si mesma acha-se desinserida do domínio das suposições e não é prejudicial, (é neutra) só que pode induzir-vos, digamos, reacções físicas que podeis escolher manipular num sentido que se vos revele benéfico.

Quanto à afectação pelo que designais como efeitos prolongados ou reacções químicas, as suposições ou pressupostos que abrigais é que vos criam a reacção química, a qual parece prevalecer por todo esse período extensivo de tempo. Na realidade, a interacção efectiva dos químicos inerentes à substância interagem apenas pelo espaço de uma semana, só que vós manifestais os sinais, por assim dizer, dessa interacção por muito mais tempo, por aceitardes a crença de que vos afecte durante mais tempo.

Quanto à afectação física para além da interacção química ou do que encarais como um estado relaxado, ou, no caso de outras substâncias similares, um estado de alucinação, isso na realidade só afecta durante algumas horas, e não se prolonga pelo que designais com as 24 horas do dia. Portanto, não importa que empreendais esse tipo de actividade. Trata-se meramente duma questão das suposições que abrigais e do facto de estardes a ACEITAR essa actividade e do modo como ela vos afectará.

Até mesmo na abertura provocada por esse relaxamento e no conhecimento inerente à percepção que tiverdes de que podeis abrir-vos mais a outras áreas da consciência e aceder à energia de outras essências, podeis também manipular isso na vossa consciência de modo deliberado e utilizar esse tipo de estado de abertura para acederdes a informação inerente aos depósitos de energia na Área Regional 3, que é aquilo que designais como a consciência colectiva desta dimensão particular, a qual abrange todos os períodos de tempo. Por isso, podeis obter acesso a essa área – que podeis designar como perspectivas do mundo ou uma compreensão global e coisas desse género – que vos proporcionarão os sentidos de direcção que buscais.

Portanto, estais a ver que podeis envolver-vos nesse tipo de actividade de modo benéfico, assim como também podeis empregar essa actividade de modo a não vos resultar benéfica. Depende meramente da percepção que tiverdes, das suposições e do modo como a adoptardes essa actividade.

Não afecta aquilo que designais como espiritualidade. Podeis empregar o uso desse tipo de substâncias e abrir-vos para com a consciência assim como podeis escolher não as utilizar a despeito do que passareis a abrir-vos para com a consciência. Trata-se simplesmente duma opção.

Se empregardes essa actividade e estiverdes a dar abrigo à negatividade no vosso íntimo, haveis de dar lugar à criação duma densidade de energia que vos passará a circundar o corpo, e que virá a obscurecer-vos a percepção, pelo que passareis a não gozar duma perspectiva dos diferentes elementos da consciência com tanta clareza. Mas se empregardes esse tipo de actividade e vos abrirdes para com a vossa consciência, com uma noção dessa actividade ser prazenteira e vos proporcionar uma via, por assim dizer - ou um método, por serdes tão aficionados por métodos – para acederdes a outros elementos da consciência, aí deveis diminuir a densidade da energia e permitir-vos uma abertura. Depende da vossa opção.

RICHARD:  Obrigado.

ELIAS:  Não tens de quê.

JEN:  Vejamos. Eu estou a tentar chegar a algum consenso quanto ao meu próximo passo no campo do trabalho e já mantivemos um amplo debate acerca do assunto lá em casa, segundo estou recordada, um debate que emocionalmente foi bastante vivo. Surgiram umas quantas coisas, e tu disseste algo do género de esperar um ano a partir dessa altura a fim de tomar uma decisão por não sabermos se viríamos a encontrar-nos presentes na semana seguinte, mas penso que uma parte de mim que terá sentido que manter-se neste papel, mesmo com todas as viagens que me parecerá ter trazido, me mantém no mesmo sítio, a determinado nível. Subsistiu quase um sentido de dúvida quanto a eu ter ou não conhecimento em algum nível de não vir a permanecer nesta forma física por tanto tempo, e eu gostava de saber se seremos capazes de ter conhecimento disso conscientemente.

ELIAS:  Estás a interrogar-me no sentido do conhecimento da vossa separação do corpo – absolutamente! CADA um de vós, TODOS possuís consciência da escolha de vos separardes.

Trata-se duma escolha individual. Cada um de vós escolhe o modo, como e quando vireis a separar-vos do foco físico.

Nesse sentido, alguns passam a si próprios essa informação de forma objectiva antes da sua separação física efectiva. Outro estendem a si mesmos um conhecimento objectivo bastante anterior ao evento. Alguns indivíduos concedem muita energia ao seu desprendimento físico ao se concentrarem nesse evento e ao escolherem a altura efectiva, altura essa em que se retiram.

Bom; deixai igualmente que expresse que isso não quer dizer que aqueles que mantêm a ideia ocasional de morrer estejam a escolher ou a planear a sua retirada para uma altura específica!

Já referi previamente que no foco físico, todos vós detendes muito mais medo da vida do que da morte, porque a morte – segundo o conceito que dela fazeis – consiste num retorno àquilo com que vos achais familiarizados. A vida – tal como a designais no foco físico, a vossa escolha nesta dimensão – é que permanece pouco familiar. A realidade objectiva desta dimensão consiste numa exploração, que vos é muito pouco familiar!

Vós sois exploradores que vos moveis por territórios não cartografados. Portanto, isso envolve muito mais temor do que o conceito da morte. Nesse sentido, por vezes podeis sentir-vos inquietos ou em conflito ou sentirdes o que designais como infelicidade, e permitirdes que o vosso pensamento gravite na direcção da retirada, por isso vos reconfortar. Por vos ser familiar.

JEN:  Deus meu, pensei que fosse ao contrário! Pareceu-me que fosse… Por ter consciência de não regressar mais nesta forma física, parecia-me mais que isso estivesse associado à tristeza, e englobasse quase como um sentido de tragédia. Sei que não regressarei aqui. Talvez se revele demasiado pensar em termos de…

ELIAS:  Ah, mas isso faz parte da ligação com os aspectos das suposições que abrigais, em relação à forma como encarais a partida – como uma separação, uma despedida, uma tragédia. Por vos parecer triste e inquietante. Na realidade equivale, tal como já declarei, apenas a uma passagem dum país para outro, sendo que aquele PARA o qual vos passais vos é mais familiar.

Também te direi que não estás a “planear” a tua própria retirada mas a permitir-te vislumbrar muitos aspectos diferentes da realidade subordinados ao modo como criais a vossa realidade. Aquilo que te dizia no nosso último encontro – com a declaração “Porque razão estarás à espera?” – envolvia um convite para proporcionares a ti própria uma oportunidade de perceberes a tua realidade de modo ligeiramente diferente e de estenderes a ti própria uma confiança em ti.

Vós criais a vossa realidade ao realizardes as vossas expectativas, em termos físicos. Realizais aquilo em que confiais.

Ora bem; se confiardes em vós e detiverdes no vosso íntimo o conhecimento de que podeis verdadeiramente criar o que quer que escolhais criar, seja de que modo for, e não duvidardes disso e apenas vos abrirdes às vossas próprias capacidades, à vossa própria consciência, haveis de manifestar tudo o que desejardes, porque isso vos preencherá as expectativas.

Mas se não confiardes em vós, haveis de confiar na realidade oficial e convencionada e nos pressupostos abrigados pelas massas… E com que vos deparareis? Com a Lei de Murphy! E tu confias plenamente nisso! Mas se depositares confiança nessas áreas, hás-de manifestar aquilo que ESPERARES.

JEN:  Se não tivermos uma perspectiva clara do que pensamos querer na nossa vida ou daquilo que pensarmos que constitua o nosso próximo passo – não estou certa de qual seja o próximo passo a dar, no meu caso – aí, como facilitar a ocorrência da sua manifestação? Penso que precisamos ter a certeza, pelo menos ter alguma clareza mental quanto ao que queremos e avançar nessa base, imprimir energia à coisa e deixá-la prosseguir, e parece-me que ela virá a manifestar-se por si. Mas se não tivermos a certeza… No meu caso, não estou muito certa quanto ao que quero que o meu trabalho venha a ser. Estou a começar a aprender aquilo de que não gosto! Não me sinto muito excitada quanto àquilo que o trabalho tem sido mas tenho consciência de que preciso mudar. Já passaram dez anos - imenso tempo - e já é altura de avançar, mas como não imagino em que consistirá o próximo passo esforço-me por permanecer aberta para com o que pareça surgir. Só que me interrogo se isso será suficiente para passar a transformar as expectativas que abrigo numa realidade.

ELIAS:  Isso é o teu começo, mas é.

JEN:  É tão alucinado!

ELIAS:  Dir-te-ei que as crenças abrigadas pelas massas referem PRECISARDES ter uma direcção. PRECISAIS conhecer de forma objectiva o caminho que deveis tomar. Mas eu digo-vos que podeis criar a vossa realidade com bastante eficiência sem dispordes de nenhum caminho!

JEN:  Porreiro!

ELIAS:  E criá-la com total ausência de esforço e com júbilo em vez disso!

Se permanecerdes abertos àquilo que apresentais a vós próprios e se tiverdes confiança em vós, e consciência de que na medida em que vos descontrairdes e confiardes não necessitareis de nenhum rumo específico, haveis de INSTAURAR um sentido, se ao menos vos permitirdes abrir-vos para convosco próprios, abertura essa com que entrareis em comunicação (comunhão) convosco próprios.

Já estais a comunicar! É apenas uma questão de estardes ou não a ESCUTAR as vossas comunicações.

E de nessa tranquilidade, abertura e ausência de “Tenho que apresentar um rumo”, apresentais a vós próprios a oportunidade de VOS escutardes ao invés de o fazerdes em relação a todas as influências exteriores, o que já vos referi anteriormente, que já procurastes DEMASIADO as influências do exterior, e actualmente estais a voltar-vos na direcção de atenderdes a vós próprios.

Declaro-vos também, a cada um de vós, que isso constitui um elemento bastante amplo desta mudança da consciência. Vós no foco físico estais muito habituados a voltar-vos para os outros em busca dum rumo pessoal. Estais muito pouco HABITUADOS a conduzir-vos a vós próprios e a confiar em vós pelo que, a despeito do que quer que escolhais, haveis de criar o vosso caminho mais perfeito. Com tal acto, encontrais-vos muito pouco familiarizados. Durante séculos voltastes-vos para os outros, para outras entidades, para outras criações, a fim de descobrirdes um rumo. Esta mudança da consciência volta-vos para a criação dos vossos PRÓPRIOS rumos, e para o conhecimento de que o VOSSO próprio rumo é eficiente e não errado.

JEN:  Obrigado.

ELIAS:  Não tens de quê.

RICHARD:  Penso que tenho uma pergunta a colocar em relação às incarnações e às realidades paralelas. Será que os humanos experimentam focos noutras espécies, especificamente os golfinhos? Porque tive certa vez uma experiência com um produto alucinogénio bastante poderoso, na qual recordei uma altura em que todos – ou eu e aqueles com quem me encontrava – éramos golfinhos. Quer dizer, parece insanidade!

Mas desde que tenho vindo a ler sobre isso, li sobre aquela tribo da América do Sul, onde mencionaste ter tido um foco anterior. É numa área onde existem aqueles golfinhos cor-de-rosa que dizem serem capazes de alterar a estrutura corporal. Parece uma loucura, mas vou referi-lo mesmo assim! Eles mudam o aspecto e basicamente saem da água para depois regressarem a ela. A tribo que habita essa região protege esses golfinhos. Se alguém se aproximar deles com a intenção de os magoar, eles matam-nos, mas por uma questão de amor e não de raiva.

E eu sinto-me bastante intrigado com essa espécie particular de golfinhos. Só estou na dúvida por ter tido uma experiência íntima... Quer dizer, tive uma experiência em que julguei estar a respirar... Quer dizer, eu já estive debaixo de água quente numa banheira durante cinco minutos! Por isso, talvez tenha sido mesmo por causa da suposição que abrigo, o facto de não mais precisar respirar ar? (Pausa) Penso que isto represente uma pergunta! (A rir)

ELIAS:  Muito bem. Isso... Não precisas de te desvalorizares com a pergunta que colocaste nem de abrigares receio em relação ao facto de eu poder pensar tratar-se duma questão inconsequente, porque na realidade trata-se duma questão interessante.

Logo no começo destas sessões forneci-vos informação relativa a essa espécie particular e àquela espécie que designais nesta dimensão física como a das baleias. Referi que as criaturas desta dimensão não têm essência e são criadas por vós, OU SEJA, a essência, apesar de eles serem dotados de consciência. Mas também referi previamente que essas duas espécies de animais em particular desta dimensão passaram para uma área em que assumiram essência.

Bom; na altura em que estava a debater isto com os indivíduos que se achavam presentes, essa acção ainda não tinha ocorrido mas estava na iminência de ocorrer, tal como referi. Na actualidade isso já se concretizou e essas criaturas em particular já constituem igualmente uma expressão da essência, que escolhe NÃO se manifestar nesta dimensão na forma física assumida pela vossa espécie.

Ora bem, quanto àqueles criaturas em particular da área da América do Sul e aos mitos que rodeiam essas mesmas criaturas, isso não são mitos nem contos nem constitui aquilo que designais como imaginação.

Na experiência da manipulação da consciência empreendida a fim de criarem a essência, essas criaturas em particular empregam uma mudança de forma, dando lugar a uma ligação com a manifestação física da essência nesta dimensão a fim de obterem uma compreensão exacta e um sentido de empatia com a vossa espécie e a fim de estabelecerem uma ligação física, um processo de cognição, mas reconhecendo igualmente não é a de se manifestarem como essências na forma assumida pela vossa espécie mas na dessa outra espécie.

Bom; no presente, todas as espécies dessa criatura particular – golfinhos mas também as vossas baleias – consistem em manifestações da essência, de modo diferente daquele aplicável a todas as demais criaturas criadas nesta dimensão.*

Isso cria uma abertura a muitos mal-entendidos. Por isso clarificarei, porque isso não quer dizer que as vossas criaturas sejam inferiores a vós. Elas são diferentes, por serem uma criação vossa. Elas não são essência. São uma criação vossa, mas também são, de certa forma, uma parte de vós, tal como os vossos dedos não constituem o vosso corpo todo, mas um elemento apenas de vós. Os vossos cachorros ou os vossos elefantes constituem uma extensão de vós. São uma criação vossa. Os vossos golfinhos e baleias não são. Constituem uma expressão de si próprios. Constituem essências por si só.

RICHARD:  E agora, eles estão a criar a sua própria realidade.

ELIAS:  Exacto.

RICHARD:  Então isso aconteceu recentemente, e deverá representar numa alteração dramática notável.

ELIAS:  Exacto.

Nesse contexto, permitiste-te uma experiência semelhante ao te concederes a experiência da empatia com essas outras manifestações da essência, concedendo a ti próprio a experiência do golfinho de modo semelhante a esses golfinhos em particular que voluntariamente experimentaram a vossa espécie.

RICHARD:  Mas quando efectuaram essa experiência, terá sido antes de formarem essência. Não terá sido uma criação procedente da nossa consciência na altura, que os terá levado a assumir a forma humana?

ELIAS:  Não! Isso foi opção deles enquanto consciência, passarem a voltar-se no sentido de formarem essência para si próprios ao nível da consciência.

Nesse sentido, eles empreenderam uma experiência no contexto da forma nesta dimensão. Isso constituiu um elemento da sua escolha, experimentar a exploração da sua participação nesta dimensão numa forma semelhante à vossa ou continuarem a manifestar-se na forma que escolheram só que incorporando essência. Portanto, houve um período de experiência em que se deu uma alteração da forma.

Bom; neste presente instante isso prossegue, só que não pela mesma razão. Ocasionalmente isso tem continuidade como um acto de diversão, por terem conhecimento – de modo distinto de vós – de terem a capacidade de mudarem de forma.

Vós também dispondes da capacidade de criar isso, só que não proporcionais a vós próprios um conhecimento objectivo de tal facto e como tal, não o manifestais.

RICHARD:  Como? Como haveríamos de conseguir tal proeza?

ELIAS:  Ah, ah! (Sorri, sendo seguido de riso)

Permiti familiarizar-vos mais convosco próprios e com a vossa própria consciência, e permiti começar a aceitar-vos e a confiar – ter uma confiança genuína – em vós próprios, e com isso abrir-vos-eis mais à comunicação que estabeleceis a partir da vossa própria essência, e ao permitirdes uma maior comunhão, também vos exporeis mais às vossas próprias capacidades.

Eu declarei desde o começo destas sessões que não existe coisa alguma que não consigais realizar no foco físico! Apenas as vossas suposições e a falta de confiança em vós próprios vos impedem de o realizar e vos impõem limites às capacidades. Neste exacto momento, se optardes por fazer passar a vossa forma física através da matéria física, podeis consegui-lo. É uma opção que só a vós diz respeito, só que não acreditais nestas minhas palavras! (A esta altura o Nathan e a Michelle entram no quarto)

Sejam bem vindos! Vamos fazer um intervalo e logo podereis continuar, e iremos interagir com os nossos novos amigos, igualmente!

INTERVALO  

ELIAS:  Continuemos! (Para o Nathan) Tu também tens perguntas?

NATHAN:  Oh se tenho!

ELIAS:  Como sempre! (A rir)

NATHAN:  Eu estava a interrogar-me se não me poderias contar uma história! Eu gostava de ter conhecimento duma história qualquer de mim próprio, quanto a estes focos alternados e aos “trespasses” que pessoalmente tenho vindo a sentir, a experimentar, e gostava de saber se me poderias esclarecer um pouco mais em relação ao que tenho vindo a experimentar. (Pausa breve)

ELIAS:  Estás a perguntar acerca de outros focos ou de outros aspectos? Porque existe uma diferença.

NATHAN:  Poderias explicar essa diferença?

ELIAS:  Outros focos são aquelas manifestações que vós, no foco físico, designais como vidas passadas ou vidas futuras, que ocorrem todas em simultâneo.

Aspectos, são todos os “eu” que tens, NESTE foco.

Vós percebeis ser singulares. Percebeis deter um corpo, uma identidade, um “eu”, uma consciência. Na realidade, existem incontáveis “eus” que se acham continuamente a interagir no que pensais ser uma única forma. Até mesmo uma só forma não constitui uma só forma!

Eu disponibilizei-vos a fundo informação subordinada ao tema, mas vou neste momento brevemente frisar de novo, de modo que possas obter alguma compreensão sobre a diferença.

Vós já tendes consciência da identificação de outros focos, aqueles que julgais como vidas passadas, que sois vós na qualidade da essência mas também não sois, porque vós também sois um foco da essência, um foco da atenção, só que cada foco comporta inumeráveis aspectos de si próprio. A vossa forma física está continuamente em alteração e em mudança. Esse é um aspecto da interacção desses diferentes aspectos vossos.

Bom; eu estabeleci uma comparação entre os aspectos do eu e as vossas emoções, porque podeis identificá-los com as vossas emoções. Eles não são elementos físicos que possais ver nem tocar, mas tendes consciência da sua realidade assim como das suas diferentes expressões e do seu efeito.

Nesse sentido, quando sentis a emoção da tristeza, não sentis a da felicidade. Não expressais essas emoções em simultâneo. Não expressais cólera e alegria ao mesmo tempo e duma forma objectiva, no entanto sois todas essas emoções. Pelo facto de expressardes diferentes emoções não sois diferentes.

Do mesmo jeito, vós sois vós, só que comportais incontáveis aspectos vossos. Nesse sentido, alguns dos vossos aspectos detêm uma lembrança objectiva de outros aspectos objectivos vossos. Já outros aspectos vossos não têm qualquer lembrança objectiva desses aspectos. Permiti que clarifique.

Quando vos achais envoltos com a emoção da raiva ou do descontrolo, nesse momento deixais de poder ter acesso à recordação objectiva do sossego e da tranquilidade, devido a que a emoção do descontrolo não comporte essa memória. É uma expressão bastante diferente, e por causa da diferença em grau extremo, deixam de comportar memória uns dos outros.

Isso não quer dizer que não tenham recordação, ela permanece subjectiva e pode ser acedida, só que não automaticamente.

De modo semelhante, alguns aspectos vossos detêm lembrança relativa a outros aspectos em razão do que poderão trocar facilmente de posição, pelo que parecerá resultar um fluxo ininterrupto enquanto vós, em toda a extensão da vossa consciência, nem sequer notais essa troca.

Outros aspectos não detêm qualquer memória objectiva por diferirem bastante. Isso provoca a situação no foco individual da perda de memória, por assim dizer, que todos experimentais – uma altura em criança, algumas outras na vossa adolescência, e algumas outras ainda na idade adulta.

Dão-se certas alturas, aqui e ali, por assim dizer, em que não conseguis recordar-vos de modo objectivo, e dizeis para com os vossos botões: “Não me recordo desse ano em particular. Não me recordo dessa fase do meu crescimento.”

Alguns não se recordam vastas porções da sua infância. Isso não se enquadra necessariamente no alinhamento da vossa psicologia, que vos diz que deveis ter sofrido algum incidente traumático que vos tenha bloqueado a memória. Isso é inexacto. Vós, durante esse período de tempo, tereis vindo a expressar-vos num determinado aspecto vosso, e numa altura específica tereis escolhido trocar com outro aspecto diferente que comporta uma qualidade bastante diferente e que não comporta qualquer memória objectiva do aspecto anterior.

Mas os vossos psicólogos estão certos quanto ao facto de expressarem que tal memória não esteja perdida porque pode ser acedida, porque continuais a ter memória de subjectiva de TODOS os vossos aspectos. Apenas não se faz necessário que conserveis as das recordações de alguns eventos relativos a determinados aspectos vossos.

Por isso, podeis constatar a existência duma diferença entre os outros focos da vossa essência e os outros aspectos que vos caracterizam.

Nesse sentido, ou isso transparece, apesar de eu não designar o intercâmbio desses aspectos como um trespasse, por traduzir uma acção contínua e por vezes poderdes experimentar elementos pouco habituais, no vosso foco, coisa que poderá constituir um outro aspecto que se expresse temporariamente.

Todos os vossos aspectos detêm diferentes qualidades. Aquele aspecto que se estiver a expressar num dado momento possui qualidades inatas e que perfazem todas as possíveis qualidades que podem ser expressas no foco físico.

Cada aspecto vosso comporta igualmente qualidades inatas, só que cada uma delas exprime distintas qualidades que poderão permanecer em estado latente noutro aspecto, porém não inactivas em si mesmas. Por isso, cada aspecto fornece uma plenitude de carácter à experiência por qualquer que seja a qualidade que expresse de modo não latente.

Nesse sentido, por vezes podereis ter a percepção de serdes quem que sois, e podeis e avançar ao longo do dia sentindo-vos bastante estranhos e expressardes não vos enquadrardes muito bem na pele do indivíduo que sois, mas terdes consciência de serdes vós próprios, apesar de tudo o que sentirdes e experimentardes vos parecer bastante esquisito. Isso traduz a expressão da troca de um outro aspecto vosso a trocar com o aspecto com que vos achais familiarizados, e a admissão duma expressão diferente e duma PERCEPÇÃO diferente.

Isso torna-se progressivamente mais comum com a acção desta mudança ao vos permitir tomar uma consciência mais alargada da consciência e de vós próprios assim como da qualidade multidimensional que vos caracteriza, assim como de não serdes tão singulares quanto pareceis.

Ora bem; os “trespasses” provenientes de outros focos detêm uma qualidade ligeiramente diferente.

Podeis sentir forte atracção para determinados eventos, certos locais, certas épocas. Podeis experimentar uma forte atracção para com determinados indivíduos durante um certo tempo.

Isso são formas de “trespasse” (influências indesejáveis que transpiram, ou ecos) provenientes de outros focos. Podeis experimentar medos irracionais, elementos inexplicáveis que podem ocorrer nas vossas experiências, atracção ou factores de repulsão em relação a determinados elementos da vossa experiência para os quais não consigais encontrar uma explicação. Isso são influências que são transferidas. Podeis experimentar imagens oníricas que se repetem nos vossos sonhos. Isso são “transferências” oriundos de outros focos. Alguns sentem-se irracionalmente atraídos para situações ou em relação a certos conceitos ou para locais que têm lugar no vosso planeta. Isso são indicativos de influências que trespassam e que vos afectam a consciência objectiva neste foco que estais a vivenciar. Também podeis deparar-vos com outro indivíduo, à medida que expandis a consciência, e de repente deixar-vos atrair de modo súbito para esse indivíduo. Agora; permitam que passe a explicar.

Podeis estabelecer uma interacção com outro indivíduo, digamos que esse indivíduo seja neste foco actual um conhecido ou um amigo, e de repente a percepção que tiverdes desse indivíduo possa alterar-se e poderdes a sentir-vos excessivamente atraídos por ele ou repelidos por ele sem nenhuma razão aparente, o que poderá causar-vos bastante confusão, por não se tratar propriamente dum desconhecido! Mas subitamente passais a encarar o indivíduo de um modo bastante diferente, e parecer-vos-á que os sentimentos e as emoções que vos invadem se tenham intensificado.

ISSO é um trespasse proveniente dum outro foco, um reconhecimento momentâneo da interacção que estabeleceis com esse indivíduo particular noutro foco que está a ocorrer neste momento, e o trespasse traduz-se precisamente por isso – um trespasse de energia e de experiência. Por isso, a energia perfura o véu que separa os focos e afecta-vos a experiência do mesmo modo que a experiência que está a ocorrer nesse foco, só que não tem cabimento NESTE foco, por não fazer parte da experiência dele. Por isso é que estabelece confusão.

Isso tende a ocorrer com maior frequência por estardes progressivamente a expandir a consciência e a abrir-vos para com a vossa consciência. Começais a experimentar essas influências (ecos do passado) que se transferem com uma maior intensidade, mas podeis igualmente reconhecer TRATAR-SE de influências de trespasse, por não terem cabimento nesta realidade objectiva. Deverão surgir-vos indicativos de que essas acções, essas sensações ou emoções, ou até mesmo processos de pensamento, não se acham em conjunção com este foco particular da atenção e parecer-vos-ão deslocados.

Mas com isso, também vos digo que se experimentardes esses trespasses, isso representará uma abertura, uma janela para outro foco. Nas alturas em que estiverdes a experimentar esses trespasses provenientes de outros focos, o véu torna-se bastante adelgaçado. A energia ganha vigor e começa a penetrar, a perscrutar através das dimensões de tempo.

Nesse sentido, proporciona-vos uma óptima oportunidade de acederdes com maior facilidade a informação e às experiências desses outros focos, devido a que a energia seja elevada, por assim dizer, e o véu se achar muito adelgaçado.

VOZ DE HOMEM:  E se tivermos um outro foco nesta dimensão temporal, essas energias poderão parecer-nos intensificar-se?

ELIAS:  Não necessariamente. Cada um de vós detém outros focos neste mesmo período de tempo. Não existis isoladamente neste planeta particular nem nesta altura particular. A vossa essência manifesta-se por uma multiplicidade, mas num dado período de tempo, podereis efectivamente experimentar uma maior dificuldade no acesso às experiências dos outros focos que possuís actualmente do que podeis se acederdes a focos relativos a outras épocas de tempo. A razão para isso assenta no facto de não confundirdes a vossa identidade.

VOZ DE HOMEM:  Nesse caso é bastante possível que frequentemente nos deparemos connosco próprios?

ELIAS:  Não. Podeis deparar-se convosco próprios com frequência no caso dos vossos aspectos, mas não necessariamente em relação aos outros focos. Isso não quer dizer que não possais objectiva e efectivamente, fisicamente, encontrar outro foco da vossa essência que se situe na mesma faixa de tempo. Isso é bastante possível, mas não traduz uma ocorrência frequente.

Grande parte das vezes e no geral, as essências escolhem focar diferentes focos da atenção na mesma faixa de tempo em diferentes áreas geográficas e locais do vosso planeta. Por isso, a possibilidade dum encontro objectivo revela-se improvável, mas não impossível.

VOZ DE HOMEM:  Isso achar-se-á imbuído do propósito de alargar a amplitude da informação que a essência recebe, ou será concebido...?

ELIAS:  Da experiência, sim.

JEN:  Pertenceremos, a Miora e eu à mesma essência?

ELIAS:  Não, mas fragmentastes-vos, tal como já expressei. Se tiverdes a mesma essência, também haveis de ter o mesmo nome de essência, por comportardes a mesma tonalidade.

JEN:  Então somos fragmentos da mesma essência...

ELIAS:  Exacto.

JEN: ...Neste foco particular. Em cada um dos nossos focos particulares.

ELIAS:  Não. Vós sois – cada uma das vossas essências – fragmentou-se a partir da mesma essência. Isso não traduz qualquer expressão relativa aos focos. Os focos são a opção das vossas essências em particular. Isso é uma acção diferente.

VOZ DE HOMEM:  Isso parece tornar as coisas um pouco mais esclarecidas. Obrigado.

JEN:  Eu senti curiosidade em relação... As pessoas apresentam qualidades diferentes que, como por exemplo, o aspecto bastante rude de alguns, e um grande sentido de diversão que outros são capazes de apresentar, e eu interrogo-me se existirá um número específico de qualidades dessas, se quisermos, que possamos procurar definir. Talvez existam por aí umas 10, ou 20 ou 100, e determinado fulano detenha a quarta, a quinta e a sexta e um outro possua uma sétima, uma oitava e uma nona, e talvez isso seja demasiado para intelectualmente se desejar …

VOZ DE HOMEM:  Quantificar....

JEN:  Quantificar, e categorizar. Mas sinto-me curiosa por perceber as mesmas coisas nas pessoas. Pode não se tratar exactamente da mesma coisa, mas ela (Miora) poderia ser uma verdadeira amante da diversão e eu perceber essa qualidade, e eu interrogo-me se isso na verdade se deverá em parte à fragmentação. Penso que a minha irmã e eu possuiremos o mesmo aspecto concernente à diversão, ou então existirá aí uma qualidade efervescente ou algo que pareçamos possuir e partilhar, e eu comecei a pensar nessas qualidades como existindo de duas formas.

ELIAS:  Por vezes. Mas lembra-te que isso também constitui uma opção. Por vezes a opção que as essências tomam ao se fragmentarem podem assemelhar-se, e nesse contexto podem escolher tipos de manifestação bastante similares, mas também comportam todas as demais qualidades. É uma opção, quais as qualidades que optarão por expressar e manifestar.

Nesse sentido, certas essências deixam-se atrair para determinados tipos de expressão, do mesmo modo que... Pensa no vosso instrumento físico a que chamais piano. Esse instrumento comporta muitas teclas diferentes. Existem oitenta e oito notas. Cada indivíduo por entre oitenta e oito indivíduos pode sentir uma atracção diferente pela tonalidade de cada uma das diferentes teclas, e essa será a tecla que tocará repetidamente, devido a que essa tecla particular os atraia. Isso não quer dizer que não tenham acesso ou a capacidade de tocar todas as outras teclas que se apresentam ao seu dispor, só que eles se sentem atraídos por essa.

Do mesmo modo, as essências podem escolher manifestar expressões semelhantes, por isso constituir um factor atractivo, além de aprazível, por proporcionar à essência prazer para experimentar essa expressão particular. Ela comporta todas as demais expressões e qualidades, só que opta por se expressar nessa.

Tal como te expressei previamente, quanto ao facto de muitas vezes num dado foco físico uma essência com frequência poder sentir-se inclinada no sentido de manifestar uma expressão física idêntica a muitíssimos outros focos, por gostar dessa aparência. Por isso, procede repetidamente à criação desse aspecto físico. Poderão resultar ligeiras alterações, mas geralmente, deverá dar lugar à criação desse aspecto particular que lhe é aprazível. Possui a capacidade de criar qualquer aspecto à sua escolha, mas escolhe manifestar aquilo que lhe agrada mais.

RICHARD:  Eu tenho uma pergunta. Andam por aí uns rumores, na verdade baseados num texto bastante antigo, relacionado com um décimo segundo planeta chamado Marduk que se diz estar a dirigir-se na nossa direcção. Ele completa uma órbita elíptica que se estende muito para além do nosso sistema solar, e está a dirigir-se na nossa direcção. Quisera saber o que conhecerás sobre a matéria, se existirá alguma data que antecipe o retorno desse planeta, e quando terá sido a última vez que esse planeta se terá situado nas redondezas, porque diz-se que quando se posiciona nas redondezas, os raios alcançam a Terra e retrocedem e andam para a frente e para trás nessas alturas. Portanto, que saberás sobre esse décimo segundo planeta?

(Não estou certo se Marduk é a forma correcta de se pronunciar. Não fui capaz de encontrar essa palavra, nem nenhuma semelhante, ao procurar informação relacionada com esse décimo segundo planeta. Contudo, descobri que Marduk é o nome dum deus da nossa mitologia, pelo que utilizei a sua pronúncia)

ELIAS:  Eu já expressei anteriormente que o vosso planeta, do mesmo modo que vós, de resto, eclode em duas direcções. De certo modo, o vosso planeta situa-se presentemente no que podereis designar como a eclosão no campo da manifestação, por estar a eclodir na vossa realidade.

Nesse sentido, também já referi isso em termos lineares, este planeta particular e este sistema solar particular e este universo em termos físicos são muito mais antigos do que os vossos cientistas compreendem ou conseguem apurar. A razão porque se limitarão nos cálculos que estabelecem deve-se a essa acção de eclodir para ambos os lados (no sentido de passar a manifestar-se e duma saída de cena).

Bom; com isso, o planeta e as manifestações do vosso sistema solar, do vosso universo físico, podem assumir uma aparência diferente com as cintilações dessa eclosão.

É por isso que encontrais esses trechos informativos que vos parecem constituir mitos, lendas e histórias, o que já tive ocasião de referir não se tratar de histórias nem de mitos nenhuns. Apenas não são referidos de forma exacta, por não considerardes que o vosso planeta e o vosso universo físico ecludam tanto num como no outro sentido.

Nessa acção de eclosão a dimensão sofre uma alteração. Ocupa a mesma disposição de espaço, só que a qualidade dimensional sofre uma alteração. Nessa qualidade dimensional particular, essa “eclosão” deixa de proporciona a manifestação desse planeta particular, mas com esta mudança de consciência vós estais a alterar a vossa realidade inteira nesta dimensão.

Por isso, no futuro podereis vir a admitir elementos relativos a essas eclosões o que haveríeis de designar como eclodir para o lado da não manifestação a fim de entrar no pestanejar desta qualidade dimensional.

Portanto, existe a probabilidade desse planeta poder vir a ser inserido nesta qualidade dimensional. Ele interage com este sistema solar e com este planeta, com esta realidade física, mas tal como já expressei, esta dimensão comporta muitas dimensões dentro de dimensões.

Esta dimensão, tal como com todas as dimensões, está continuamente a eclodir para a manifestação e para fora dela, VÓS estais continuamente a eclodir em ambos os sentidos e a interagir com outras dimensões, com outros focos da vossa essência que se situam noutras dimensões e que designaríeis como bastante estranhas em comparação convosco. Esses focos da atenção não têm expressão na esfera do vosso conhecimento objectivo. O que não quer dizer que não interajam com eles. Apenas não tendes uma consciência objectiva dessas eclosões.

Existem muitos elementos neste sistema planetário que acompanham igualmente essas eclosões para fora da manifestação que não atribuís a esta eclosão particular da manifestação, mas que vireis futuramente a admitir.

Quanto ao período de tempo, podeis referir que meio milhão de anos para lá do que as vossas ciências defendem como sendo a idade deste planeta particular (Terra) seja o tempo que teve a participação desse outro planeta (Marduk) nesta dimensão física, em termos objectivos, durante o período de tempo da eclosão para fora da manifestação. Mas recordai-vos que ele continua na mesma disposição de espaço, o mesmo planeta, a mesma matéria física e que traduz unicamente uma qualidade diferente da dimensão.

Futuramente, apresentará a probabilidade de entrar nesse novo eclodir de forma que o podereis perceber em termos objectivos, por estardes a conceder a vós próprios um maior conhecimento relativo à consciência nesta dimensão. Por isso, também proporcionais a vós próprios uma maior perspectiva de muitos dos elementos que tereis previamente criado.

Também haveis de reunir a faculdade de penetrar o véu que separa as dimensões e de vos voltardes a ligar àquelas áreas em relação às quais actualmente abrigais conhecimento e que designais como Atlântida, que não ocupa esta dimensão, mas o véu que separa as dimensões torna-se bastante fino, e podereis penetrar facilmente a sua qualidade com a acção desta mudança.

Podereis notar muitos mais planetas – assim como sistemas solares – no vosso universo físico, à medida que fordes expandindo a vossa consciência.

Tal como já expressei anteriormente, até esta altura da vossa história, tendes vindo a avançar nas vossas criações físicas com esta capacidade de visão (coloca as mãos ao lado das têmporas para exemplificar uma limitação no campo de percepção visual) sem possibilidade de verdes tudo aquilo que permanece além, mas actualmente estais a abrir-vos à periferia (afasta as mãos) e podereis abranger tudo aquilo que estais a criar, assim como também podereis ver o que TEREIS criado previamente, que se mantém em existência, mas de que apenas não tendes percepção!

Isso servir-te-á de ajuda?

RICHARD:  Serve, sim. Obrigado.

ELIAS:  Não tens de quê.

VOZ DE HOMEM:  Poderias dizer-nos em que dimensão repousa a Atlântida?

ELIAS:  Ah! Será que ela dispõe dum nome? Mas que nome dareis à VOSSA dimensão?

VOZ DE HOMEM:  Diria tratar-se da terceira, não?

ELIAS:  Ah! Um dígito! Agora passamos a atribuir uma medida às dimensões!

Deixai que vos diga que as dimensões não possuem numeração nem têm nomes. Elas encontram-se todas lado a lado umas em relação às outras. Não são nem mais nem menos elevadas que qualquer outra. Existem todas em simultâneo, lado a lado.

VOZ DE HOMEM:  Seria contudo verdadeiro dizer que algumas têm uma vibração diferente?

ELIAS:  Cada uma delas possui qualidades vibratórias distintas.

Nesse sentido, não vos especifico qualquer numeração, por isso vos reforçar as crenças em relação a certas dimensões como sendo mais avançadas ou menos avançadas do que vós, o que está completamente incorrecto! Trata-se apenas de escolhas em relação a diferentes experiências, mas sem que nenhuma seja superior ou inferior em relação a vós.

Essa dimensão particular de que falais detém uma complexidade bastante semelhante a ESTA que experimentais, o que já terei referido anteriormente - que esta dimensão particular contém uma das mais vastas e diversas expressões de complexidade de entre TODAS as dimensões físicas. Não é superior nem inferior às outras, mas traduz a escolha duma experiência em meio a uma extrema complexidade, e essa dimensão particular comporta igualmente uma complexidade extrema. Só que está estreitamente associada a esta dimensão física, porque as manifestações dessa dimensão são bastante similares.

Outras dimensões acham-se bastante afastadas na sua manifestação e parecer-vos-iam muito pouco familiares. Essa dimensão particular parecer-vos-ia bastante familiar, por eles manifestarem a sua realidade de modo bastante semelhante. (Pausa)

VOZ DE HOMEM:  Existirão alguns locais seguros onde possamos permanecer durante esta mudança que estamos presentemente a experimentar, quanto à localização geográfica?

ELIAS:  Locais seguros para residirdes! (A sorrir)

Dir-vos-ei que haveis de vos posicionar no local físico que alinhar com a expressão que estiverdes a assumir.

Já declarei anteriormente que as pessoas que habitam nas áreas que experimentam convulsões sísmicas estão colectivamente a expressar esse tipo de energia em si mesmas, pelo que manifestam isso no seu meio ambiente.

Aqueles que em si mesmos se acham em convulsão, colectivamente, e que experimentam perturbações violentas, deverão pôr em marcha os seus furações e os seus tornados. Isso são expressões colectivas.

As áreas que possuem uma aparência bastante calma e banal traduzem a energia que aqueles que se situam nelas projectam, ausência de necessidade de drama. Esta área que presentemente ocupais nesta local físico denota serenidade; colectivamente, as pessoas não sentem necessidade de expressarem perturbação.

Também podereis constatar que na vossa própria localidade física vos tendes comportado de modo bastante eficiente em termos físicos, e expressado de modo bastante agradável, não é mesmo? Até mesmo de forma mais serena e suave do que vos tínheis vindo a expressar anteriormente, por vos permitirdes avançar mais no sentido do equilíbrio.

Referi-vos previamente em relação a este local físico e à transformação que está a sofrer no sentido de se tornar num centro de energia física, o que rapidamente está a aumentar, e nesse sentido, torna-se bastante interessante o modo eficiente como estais a criar, e o vosso meio ambiente físico vos está a reflectir colectivamente e àquilo que estais a criar. (Ri)

Vamos aceitar um outra questão, e iremos interromper por esta noite, pelo ficarei a antecipar um outro encontro convosco. (Olha para a Michelle) Então?

MICHELLE:  Gostaria de saber, todos nós – o Nathan, eu, e o Rich – vivemos em três locais e habitações diferentes, e eu queria saber, talvez exista um propósito ideal que todos pudéssemos comportar e talvez aplicá-lo (depositá-lo) na nossa terra, ou se existirá algo dessa natureza que ajude, digamos, a comunidade a comungar mais ou a transformação das coisas.

ELIAS:  Podeis colectivamente focar a vossa energia, e na realidade podeis criar em termos físicos um depósito de energia que comporte o propósito colectivo que escolherdes. Vou sugerir um exemplo.

No passado certos indivíduos projectaram colectivamente energia para a área específica dum solo particular (Nota do tradutor: A comunidade de Findhorn pode ser o caso sugerido) e no quadro do propósito colectivo da energia que atribuíram a esse território físico uma qualidade de submissão pela produtividade, e nesse espaço particular continua a existir crescimento em abundância, por corresponder ao depósito de energia que terá colectivamente sido inserido e colocado em termos físicos, em conjugação com o local físico. Vós possuís essa qualidade, e colectivamente podeis realizar isso.

Também podeis, no enquadramento da vossa imensa criatividade, dar lugar à criação dum centro de energia em qualquer localização específica que comportará o vosso propósito colectivo, de modo que ao penetrardes nessa área particular, haveis automaticamente de experimentar um “trespasse” proveniente de outro foco.

Podeis expressar a vossa energia colectivamente e situar o vosso depósito de energia num canto do vosso quarto, e de cada vez que cada um de vós entrar nessa área particular, há-de sentir-se afectado por esse depósito de energia e experimentar o propósito, que deve ser o de admitirem a “influência” ou “trespasse” proveniente dum outro foco.

Podeis instaurar o propósito que desejardes, e colectivamente podeis criar um centro de energia em qualquer área à vossa escolha que ela virá a comportar esse propósito e ele deverá prestar-se à realização do que tiverdes projectado nele.

Eu encorajo-vos bastante a participar nisso, porque como ESTAIS a criar esses depósitos de energia os outros também participarão, porque vós atraís as pessoas a vós e eles deverão experimentar igualmente, e com essa experiência eles também deverão depositar energia, e ela aumentará. (Pausa breve)

Para todos, nesta noite, eu estendo, e a cada um, um imenso afecto e encorajo cada um nos seus esforços e nas suas realizações. Também expresso a cada um que permaneço junto de vós e que continuarei a permanecer junto de vós com a minha energia e que vos encorajo a despeito da interacção objectiva que mantemos, e que vos permitirei uma confirmação da minha presença, de modo que possais ter conhecimento de que continuo a brincar convosco!

JEN:  Mas não com os computadores, por favor!

NATHAN:  Não, não com os computadores! (Riso) O caso do pássaro azul serviu na perfeição!

ELIAS:  Ah! Não apreciais as brincadeiras eléctricas? Mas elas são tão eficientes!

JEN:  Eu sei, eu sei! Já passei por lá, já aconteceu comigo!

NATHAN:  Os pássaros!

JEN:  Com os pássaros resulta impecável!

ELIAS:  Ah! (com humor) Desejais que o faça mais nas áreas que designais como naturais... Muito bem.

NATHAN:  Nada de ratos!

ELIAS:  (Ri de modo estrondoso) Mas isso podia revelar-se bastante divertido! (Riso)

Fico na antecipação do nosso próximo encontro. Dirijo-vos a todos um adorável au revoir!

JEN:  Au revoir!

...

NOTAS:


* - “Elias: ...Existe um grupo de criaturas nesta dimensão particular que escolheram tornar-se essência, o que já referi previamente, há muito pouco tempo. Os vossos mamíferos aquáticos, as vossas baleias e os vossos golfinhos, essas criaturas escolheram criar essência no campo da consciência.” (485)


PAUL: A partir disto eu queria colocar umas perguntas acerca das baleias e dos golfinhos. Essa é uma parte da informação que revelas que é bastante intrigante, assim como essa qualidade emergente da consciência e do tempo. Portanto, de acordo com a tua informação, durante o meu tempo de vida, digamos há uns cinco ou seis anos atrás, porque antes disso as baleias e os golfinhos neste planeta não dispunham de essência...

ELIAS: Exacto.

PAUL: Bom, eles dispunham duma estrutura externa do ego na percepção que apresentavam, mas não comportavam emoção, segundo o que acabaste de referir.

ELIAS: Exacto.

PAUL: Então essa via de comunicação não se achava activa. (Elias acena afirmativamente)

Existe algo ao nível dos Caminhantes do Sonho, ao nível do ego interior, na sua criatividade e manipulação que – e ao nível da eficiência e da harmonia – que garanta que esta ocupação da forma está em vias de desenvolvimento. Está preparado para dar o passo seguinte, por assim dizer, e de súbito essa via de comunicação – a emoção – eclode na sua consciência. Será esta uma avaliação exacta?

ELIAS: É, e tu, segundo a concepção que tens do teu tempo de vida, permitiste-te testemunhar o que poderás designar como evolução da consciência, através das escolhas e dos experimentos segundo o que designas como desenvolvimento.

Porque essas criaturas incorporavam comunicação – não uma comunicação interior emocional, prévia em relação à escolha de darem lugar à incorporação da essência – mas através dum desenvolvimento, nos vossos termos, para dar início à expressão dum tipo de comunicação associado à consciência objectiva, por meio do desenvolvimento duma comunicação entre si em termos objectivos... (1246)


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