quarta-feira, 22 de junho de 2011

FALTA DE GRAÇA - RISO - ALEGRIA


SESSÃO #345
“Não existe nada que não possais criar?”
“Acabai apenas com a falta de graça e o sobrolho franzido e adoptai o riso e a alegria”
"TRANSIÇÃO"
Sábado, 5 de Dezembro de 1998 (Grupo/Nova York)

Participantes:  Mary (Michael), Ben (Albert), Brendan (Brian), Edward (Colleen), Ellen (Allissa), Frank (Christian), Harry, Julie (Listell), Rodney (Zacharie), Wayne, e dois novos participantes, Camilla (Emma) e Guy (Soloman).

Nota da Vicki:  Começamos por ter a companhia vocal dum pássaro!  

ELIAS:  Boa noite! (rindo para dentro)

GRUPO:  Boa noite, Elias!

ELIAS:  Encontrámo-nos de novo! Esta noite vou abrir-me às perguntas que quiserem colocar, mas de início vou propor-vos uma pequena dissertação relativa às questões da criação da vossa realidade.

Estou ciente de que estais a par do que o Michael tem criado ultimamente, que não obstante eu geralmente não sugerir qualquer informação tipo “bola de cristal”, ocasionalmente eu tenho indicado pistas quanto a probabilidades para as quais as pessoas se inclinam na criação, e tendo oferecido essa informação há um tempo atrás, ela actualizou-se agora. (Trata-se duma referência da viagem que a Mary fez a Paris, a qual efectuou em Dezembro, logo após esta sessão, apesar de não ter certeza da informação que tenha sido anunciada anteriormente)

Nesse sentido, isso servir-vos-á como um exemplo da inexistência de elemento algum na vossa realidade que não possais realizar ou criar. O que quer que escolheis ou desejeis, vocês detêm a capacidade de o criar.

Geralmente estendo uma boa quantidade de informação relativa à mudança que a consciência está a sofrer e aos sistemas de crença e ao modo como eles vos afectam, mas ocasionalmente também vos estendo informação respeitante à vossa realidade e ao modo como a criais. Muitíssimas pessoas têm a forte convicção de que não podem estar a criar a sua realidade toda, ou de que estão limitados na sua capacidade de a criarem.

E nesse sentido eu digo-vos que não existem limites para o que podereis criar no enfoque físico. Vós propondes a vós próprios os vossos próprios obstáculos, mas também dispondes da capacidade de remover todos esses obstáculos que posicionais no vosso caminho, porque eles não são difíceis de remover do vosso caminho, por assim dizer.

Vós sois bastante eficazes e bem sucedidos a propor a vós próprios obstáculos e a reforçar a noção de que não podeis criar aquilo que desejais criar, mas eu afirmo-vos que vós possuís igualmente essa capacidade de remover esses obstáculos ou de nem chegar a implementá-los.

E para tal existe uma chave, e deter essa chave constitui o elemento que vos proverá a capacidade objectiva de criardes tudo aquilo que desejais.

Ora bem; essa chave poderá parecer rudimentar no vosso idioma, mas na realidade, a sua aplicação a vós próprios é coisa completamente diferente.
A chave consiste em confiardes em vós próprios e nas vossas capacidades, com o conhecimento – sem duvidardes, mas com o saber – de que o que colocardes em marcha, no campo das probabilidades, vós podeis alcançar, a despeito do quão impossível isso possa parecer.

Não existe qualquer impossibilidade, mesmo no vosso enfoque físico. Vós, se vos aceitardes e confiardes duma forma genuína em vós próprios e SOUBERDES que detendes a capacidade de vos deslocardes seja em que direcção for que escolhais, podereis mesmo fazer passar a vossa forma física através dos objectos da matéria sólida.

NÃO existe elemento algum no vosso enfoque que não possais criar. Apenas ACREDITAIS não o poder criar.

Deixai que vos diga igualmente que existem exemplos de indivíduos que criam surpreendentes eventos de materialização no seu enfoque, feitos esses com que vos podereis maravilhar, só que também os depreciais ao expressardes para convosco e para com os demais que tais indivíduos deverão fazer parte de cultos ou que não encarem a realidade duma forma realista ou então que devem ser lunáticos!

E desse modo vós limitais a vossa criatividade. Não vos atreveis a dar conta dum feito impossível a outra pessoa, por poderdes não deter a capacidade de criar isso de modo efectivo, e os outros perceberão isso e vos encararão como lunáticos. Mas que importância terá isso se estiverdes a criar de forma eficiente e sem esforço?

Eu digo-vos que advogo de todo o coração que TODOS vós crieis coisas lunáticas para vós próprios, e nesse sentido possais criar feitos maravilhosos e dêem lugar a eventos espantosos no vosso enfoque e na vossa realidade, por mais distanciado que isso se ache da realidade convencional das vossas sociedades, que não importa! Cada um de vós é capaz de criar coisas espantosas, e a chave consiste unicamente em terdes conhecimento disso e em confiardes em vós. Deixai que vos apresente um pequeno exemplo no campo hipotético. (O Elias mostrou-se bastante divertido durante o resto da sessão)

(Com humor) No cosmos, nós enquanto essências, conforme sabeis e estais plenamente conscientes, andamos às voltas a pairar e a observar-vos a todos no vosso enfoque físico, por constituirdes um entretenimento e tanto! (riso)

Por isso, sentados nas nossas nuvens e vos contemplamos a todos a andar às voltas em torvelinho, tomamos consciência e escutamos os vossos lamentos e as queixas contínuas do quanto não conseguis estabelecer no vosso enfoque uma plataforma financeira capaz de vos prover todos os desejos que comportais! Bla, bla, bla, bla, bla! (riso)

E como vos observamos a todos e nos divertimos tanto com as vossas espantosas lamúrias relativas ao que deixais de possuir, também direccionamos a nossa atenção, cá nas nuvens em que nos encontramos, para alguns que CONFIAM neles e em cuja realidade, eventos, objectos, desejos, e vontades parecem simplesmente suceder-LHES como que por acidente ou de modo inexplicável. São como pequenos magnetos que atraem todos os elementos prazenteiros e espantosos que se lhes colocam no caminho.

E todos VÓS estais continuamente a lamentar-vos e a gerar irritação em vós próprios em relação a todos esses indivíduos, e a expressar: “Porque devereis alcançar o que desejais, quando eu me reviro e debato no esforço e não consigo alcançar o mesmo?” (riso) E continuais a não confiar em vós!

E o vosso semelhante poderá dizer-vos: “Só precisas confiar no universo, que ele te proverá. Entoa um mantra e acredita no que te digo, que isso virá ao teu encontro! Mas haveis de abanar a vossa cabeça e dizer para com os vossos botões: “Não, não, não! Tu não passas dum lunático, eu preciso labutar imenso e lutar para alcançar qualquer coisa no meu enfoque!” E eu digo-vos que isso está MUITÍSSIMO incorrecto! (A rir)

Não precisais lutar. Isso é uma opção. Se escolherdes lutar, nós continuaremos a ver-vos a partir das nossas nuvens, no cosmos, e a divertir-nos bastante com  as vossas lamúrias e a vossa luta e as vossas queixas relativas ao que estais a criar o que escolheis e desejais criar de forma deficitária, por estarmos demasiado cientes de que a vossa realidade se acha bastante afastada de vós! E de que tudo é “subconsciente”.

ISSO é o que vos estará a criar a realidade, esse elemento evasivo da consciência que se acha subjacente a alguma outra área da consciência que não conseguis sondar nem controlar. Algum outro elemento de energia deverá estar a criar no vosso lugar e sem permissão da vossa parte! (A rir)

Não existe subconsciente nenhum! Tampouco aspecto algum da consciência que seja inferior! TODA a consciência se vos acha acessível. Trata-se unicamente da situação do que vós próprios escolheis e se optais por aceder a toda a vossa consciência.

Ah! Mas não esqueçamos de que vós só utilizais dez por cento do vosso cérebro físico! Por isso é que vos revelais de tal modo ineficazes na criação da vossa realidade, porque essa massa orgânica que reside no vosso cérebro físico não é utilizada!

Eu vou dizer-vos que podeis mesmo remover metade ou mais do vosso cérebro físico e continuar a criar de modo igualmente eficaz quanto o que estais actualmente a criar, na vossa realidade… ou ineficaz!  (A rir) E podeis manipular a vossa realidade do mesmo modo.

O vosso cérebro físico não é que está a criar a vossa realidade! Ele apenas comunica impulsos ao vosso corpo físico. Mas não é isso que vos cria os processos do pensamento. VÓS estais a criar esses processos, VÓS enquanto consciência, em cooperação com a vossa forma física ou expressão externa. Por essa razão eu não aceito a desculpa do vosso cérebro ser ineficaz para criar a vossa realidade ou de que tendes algum elemento que vos tenha sido removido – tal como esse subconsciente evasivo que constitui um tal demónio – e que esteja a dar lugar à criação de elementos indesejáveis e que não estejais a escolher no vosso enfoque… Porque VÓS não criais a vossa realidade! Nós temos consciência disso! (A rir)

VOZ DE HOMEM:  Ele está a rir-se de nós!

ELIAS:  A partir da sua nuvem neste cosmos evasivo! (A rir) Nós divertimo-nos imenso! (A rir)

Agora! Eu digo-vos para alterardes a vossa falta de graça e os vossos sobrolhos franzidos e as vossas lamúrias relativas ao que deixais de possuir, e que passeis a facultar a vós próprios riso e alegria assim como o reconhecimento de que DETENDES a capacidade de criar QUALQUER elemento que escolherdes!

Vós estais a atravessar uma fase de aceleração nesta mudança da consciência, a qual vos proporciona ainda mais energia PARA criardes de modo eficiente, como quem diz, todos os vossos desejos… Apesar de serdes vós próprios quem proporciona tal energia a vós próprios. Podeis dizer para convosco, se o preferirdes, que o universo vos esteja a estender toda esta assombrosa energia numa bandeja, para a experimentardes! Por isso eu digo-vos para a EXPERIMENTARDES! E alegrai-vos nos vossos experimentos! (A rir)

Estamos a abeirar-nos do último ano do vosso século e muito movimento deverá ocorrer neste ano final, porque VÓS estais todos a criar imenso movimento. Estais todos a ceder MUITA energia pela antecipação de movimentos neste ano final do vosso século. E em meio à espantosa expressão de energia que estais a propor a vós próprios e a cada um, neste ano final deste século, permiti-vos tirar proveito da vantagem da abertura da consciência que detendes e da formidável disponibilidade de energia que estais a oferecer a vós próprios a fim de criardes coisas grandiosas à medida que vos deslocais rumo ao vosso novo século, que deverá aumentar a aceleração desta mudança da consciência para o dobro. (Nota do tradutor: Mudança de consciência que pode ser entendida por outras designações como os Mil Anos de Fraternidade, a Nova Era, a Era da Paz, a Era de Aquário ou a Ascensão)

Se no presente já estais a expressar para convosco o quão tereis embarcado numa aventura desenfreada, podeis antecipar o quanto essa ventura se não poderá tornar mais intensa à medida que vos encaminhais na direcção do futuro! (A rir)

Mas deveremos todos celebrar com todos vós essa espantosa energia à qual vos estais a permitir abrir. Se já obtivestes experiências for a do vulgar até esta altura, haveis de passar por experiências duma GRANDIOSIDADE ainda maior no futuro, por estardes a criar ondas de energia massivas que haveis todos de surfar! (A rir)

E eu digo-vos: “Escutai, escutai!” E encorajámo-los enormemente a continuarem com o movimento e a criação do que estais a implementar em áreas maravilhosas!

(Aquele pássaro esteve a piar a noite toda)

ELIAS:  Também vos direi que a recordação de tal acordo relativo a este fenómeno está à beira de se manifestar e que se apresentará muito em breve…

(O pássaro pia)

ELIAS:  …experiência essa em que muita energia vos passará a ser cedida…

(O pássaro pia uma vez mais)

ELIAS:  …A todos em todos os vossos movimentos.

(Dirigindo-se ao pássaro) Também te saúdo! (riso) Quão rude da minha parte não ter reconhecido outra presença! Permite-me que te apresente um sentido pedido de desculpas! (A rir)

Vamos fazer um intervalo e em seguida podereis colocar as vossas perguntas, se o preferirdes.

INTERVALO

VOZ DE HOMEM:  Ele esta noite está muito brincalhão!

MARY:  OH, MEU AMIGO! (Aqui entra a Mary do costume)

Nota da Vicki: Durante o intervalo a Mary andou de câmara em punho a focar toda a gente ao redor da sala, pelo que consegui vislumbrar todos os presentes. Olá a todos! É óptimo vê-los!

CONTINUAÇÃO

ELIAS:  Continuemos! Podeis apresentar as vossas interrogações neste momento, se o preferirdes. (A rir por entre os dentes, muito cheio de si!)

EDWARD:  Elias, tu falas das manifestações físicas que assumimos nesta realidade, e de poder existir mais do que um de nós a uma só vez. Será isso exacto?

ELIAS:  É.

EDWARD:  Podemos gozar de diferentes idades e assim? Recentemente vi algo na TV que me lembrou de quem eu poderia ser, e até recordei o mesmo sobrenome, só que numa posição mais velha. Tratava-se de um bispo da Igreja Ortodoxa Grega, que estava a falar, e que estava a dizer coisas que eu era capaz de jurar estarem a sair da minha boca. Poderemos assumir diferentes idades, estruturas (corpos e condições) diferentes e isso tudo?

ELIAS:  Podeis.

EDWARD:  E haver uma penca de versões nossas em existência ao mesmo tempo?

ELIAS:  Podeis.

EDWARD:  Isso é assustador!

ELIAS:  (A rir) Isso é bastante comum para as essências: focarem-se em focos múltiplos em cada era.

EDWARD:  E trata-se dum mesmo espaço único.

ELIAS:  Exacto. Elas apenas se focalizam em mais do que num foco da sua essência, nessa esfera de tempo.

EDWARD:  Ah. Obrigado.

ELIAS:  Não tens de quê.

Muitas vezes as essências, ao se focarem em vários enfoques numa mesma altura, manifestam-se de formas bastante semelhantes, pelo que a aparência física desses indivíduos se assemelhará, mas como se passa com todas as demais criações, isso não é regra. Por isso, algumas essências podem criar vários focos numa mesma era e não apresentar semelhanças físicas entre si. Geralmente devem criar semelhanças no aspecto a todos os seus diferentes focos numa mesma esfera de tempo, mas tal como afirmei, isso não é regra.

EDWARD: Eu não consegui recordar a aparência por me ter sentido por ter ficado de tal modo surpreendido com o sobrenome de Spalding agregado a um bispo da Igreja Ortodoxa Grega. Nem seria sequer capaz de te dizer ao que se assemelharia. Eu nem olhei.

ELIAS:  (A rir para dentro) E tu ainda estás a apresentar a ti próprio uma pontinha de descrença! Mas que terei eu afirmado nesta mesma sessão? (A rir, enquanto todos desatam na gargalhada)

Mas ISSO serve de exemplo para o que acabei de referir-vos que irá sofrer um incremento, à medida que este impulso da mudança de consciência for aumentando!

Se perceberdes estar a experimentar coisas estranhas NESTE presente, ( a rir) eu digo-vos para esperardes! Porque no futuro haveis de apresentar a vós próprios muitíssimo mais! (A rir)

RODNEY:  Elias, eu tenho uma pergunta. Eu não colho qualquer sentido de que se estejam a passar coisas estranhas ao meu redor. Não tenho e ponto final! É tudo como costuma ser o que sempre foram, faz um bom tempo. Quando pressinto fortes pensamentos, energias vigorosas no meu íntimo, poderá isso advir-me de outros enfoques?

ELIAS:  Por vezes.

RODNEY:  De que modo as poderei distinguir?

ELIAS: Por vezes admites “trespasses” provenientes de outros focos. Noutras alturas, dás lugar à transmissão de informação e de sensações, o que constitui uma comunicação proveniente da essência e não necessariamente um trespasse de outro foco que tenhas.

E ainda referes não detectares nenhuma informação não convencional?

RODNEY:  Só muito raramente.

ELIAS:  (A rir) Mas que será isso, senão informação não convencional?!

RODNEY:  Okay, está bem....


ELIAS:  (Após uma ligeira pausa) Desejais colocar mais alguma pergunta esta noite ou preferis comportar-vos como ratinhos caladinhos?

RODNEY:  Um outro amigo meu faleceu na Terça-feira passada, após tendo permanecido uns bons anos enfermo com Sida, e sinto curiosidade em saber se aqueles que faleceram terão consciência de nós, têm? E de que forma terão consciência de nós? De que modo poderemos (imbue) difundir-lhes energia, pensamentos de carinho? Que tipo de Acção recíproca ou o relacionamento que passará a existir entre alguém que tenha cruzado o umbral e alguém que ainda permaneça aqui?

ELIAS:  Deixa que comece por me dirigir a ti e te diga que não existe cruzar algum, porque vós não fazeis qualquer travessia para nenhum outro reino elusivo. Apenas deslocais a localização no quadro da consciência. Voltais a vossa atenção tão só.

Mas quanto à tua pergunta: antes de mais, em relação à questão da sua atenção para com o enfoque físico e da consciência que terão desse mesmo enfoque, eu afirmo-vos que assim que um indivíduo escolhe desprender-se do foco físico ele penetra numa acção da consciência a que eu chamei de transição.

E nesse estado, por assim dizer… por não se tratar efectivamente dum estado… Mas nessa acção de transição o indivíduo dá atenção a todos os sistemas de crença a fim de os descartar e não aceitar – porque essa é a vossa função no enfoque físico que assumis – descartar essas crenças, e desprender-se da consciência objectiva e passarem completamente para a consciência e realidade subjectivas.

Portanto, nesse sentido, quando o indivíduo se desloca por entre essa acção de transição, subsiste algum tipo de consciência sob a forma de recordação daqueles com quem terá interagido no enfoque físico, mas recordai que nesse estado de transição, todos os focos são encarados em simultâneo. Por isso, as lembranças daqueles que VÓS designais como “permanecendo no foco físico”, por assim dizer, torna-se mais turva, por eles terem percepção de TODOS os seus focos ao mesmo tempo, assim como todas as suas formas de interacção, todos os eventos e todas as experiências de todos esses focos em simultâneo. 


(Vem-nos à mente a metáfora das escrituras em que o Cristo diz: "Na casa de meu Pai existem muitas moradas; eu vim preparar-vos o caminho." O sentido da metáfora em representação do preparo que efectivamente alcançamos durante a vida, que se reflecte na possibilidade de não nos confrontarmos com o trauma nem a confusão inerentes a uma passagem súbita para a "esfera" subjectiva da mente. 

Representada de igual modo na Resureição está a continuidade da existência no "pós-vida", ou "além" conforme é designado na gíria, como uma bela metáfora, porquanto já ninguém imagina que nos ergamos neste velho corpo a desafiar as leias da gravidade física para entrarmos nas nuvens! Não, isso é uma metáfora da realidade mais real, no verdadeiro sentido da sobrevivência da consciência - assim como da transformação!)


Bom; na situação em que esse foco particular que se tenha desenlaçado e esteja a participar na transição, se tiver estado envolvido com outra essência vezes repetidas em diferentes focos e de modo íntimo, ESSE tipo de recordação far-se-á pronunciar mais.

Por isso, quanto à pergunta que formulaste em relação à consciência que terão dos que permanecem no enfoque físico, eles terão uma certa consciência daqueles que tenham participado em outras relações com eles, ao longo de muitos enfoques.

Aqueles que tenham participado junto com eles apenas num único enfoque, a despeito do relacionamento que tenham mantido, íntimo ou não, parecer-lhes-á mais turvo, por assim dizer, por não lhes despertar a atenção de forma tão intensa, porque diante da perspectiva da totalidade dos seus focos e de todos os eventos e todos estes enfoques e de todas as crenças que esses focos comportam, os indivíduos não constituem objecto de preocupação. O que passa a ganhar prioridade é dar atenção a si mesmos e o descartar de crenças e da consciência objectiva, e torna-se mais numa preocupação do que propriamente a identificação de indivíduos e consumir-se, por assim dizer, por aqueles que permanecem no foco físico. Eles acham-se bastante atarefados!

RODNEY:  Assim parece!

ELIAS:  Apesar de eu também poder dizer-vos que alguns focos ocupam essa área da transição durante mais tempo do que outros, por se agarrarem com força às suas crenças. Além disso, por vezes também escolhem não aceitarem a sua opção de desenlace. E isso pode dar lugar à criação de uma situação na qual esse foco em particular pode tornar-se temporariamente “bloqueado”, segundo a vossa concepção.

RODNEY:  Quererá isso dizer que possam andar a assombrar uma residência qualquer?

ELIAS:  Não! (riso) Aqueles (casos) que identificais como de assombração e do género constituem a manifestação de depósitos de energia. Não são o foco que se terá desenlaçado, (com humor) que estejam a retornar ao plano material a fim de vos assombrar e incomodar-vos! Não, isso não ocorre.

Mas eu já referi que por vezes, na vossa concepção – porque na realidade não existe situação nenhuma de “bloqueio” – mas nos vossos termos, podereis interpretar que estejam presos nessa acção de transição ou em certos aspectos dessa acção de transição, por se recusarem a abrir mão dessas crenças e procuram apegar-se à manifestação de memórias

Bom; essa acção é bastante distinta do que vos é dado experimentar no foco físico. Aquilo que identificais como memória assemelha-se a vos perceberdes a vós próprios no actual presente e preservardes o processo da recordação dum evento ou duma situação ou dum indivíduo.

Na área da transição, a memória manifesta-se de forma distinta, por poder materializar-se. Não significa unicamente um processo do pensamento, mas pode tornar-se num cenário actual em que esse foco individual pode materializar essa memória e tomar parte nela, da mesma forma que actualmente participais uns com os outros na forma física.

E por vezes, ao se agarrarem à sua consciência objectiva e às crenças que comportavam, certos focos podem não aceitar a escolha que tenham feito – que É uma escolha sua – no sentido de se terem desenlaçado.

Agora; nessas situações, também já o referi anteriormente, existem essências que se movem expressamente no sentido de proporcionarem auxílio nessas áreas.

Algumas dessas essências focam a sua atenção nos enfoques físicos e auxiliam em termos de energia física, permitindo-se contactar com esse foco que se situa na área de transição a fim de ajudarem a mover as energias, por intermédio da expressão de que o facto é que ele PERMANECE na área de transição e de que TERÁ criado essa escolha de se desprender do físico – e que não mais se encontram no foco físico.

RODNEY:  Quererás dizer que existem essências que se terão tornado objectivas e que terão assumido um enfoque física?

ELIAS:  Vós sois essência focada de forma objectiva no físico!

RODNEY:  Certo, mas com o propósito de prestar assistência às pessoas que se acham na fase de transição?

ELIAS:  Exacto. Isso corresponderá ao seu propósito no enfoque físico que manifestam.

RODNEY:  A sério?!

ELIAS: Sim. Também existem essências individuais que no domínio imaterial focalizam a sua atenção em acções de auxílio na Área Regional 3, e a fim de prestarem assistência nesses tipos de situação.

RODNEY:  A pessoa no enfoque físico terá consciência objectiva de fazer tal coisa?

ELIAS:  Tem.

RODNEY:  Tem?

ELIAS:  Tem.

RODNEY:  Por intermédio das imagens que obtêm nos sonhos, ou apenas obtendo consciência disso?

ELIAS:  Muitas vezes esses indivíduos têm uma consciência objectiva bastante clara da interacção que têm junto daqueles que tenham escolhido desprender-se do foco físico, e contactam a energia desse foco que se terá desprendido e podem permitir-se comunicar num enquadramento da energia com esse foco de energia. Eles podem igualmente sondar a energia desse foco a fim de oferecerem informação relativa a esse foco em particular.

Ora bem; não me interpretem de forma errada. Aqueles que se permitem tal capacidade não interagem directamente com o foco que se terá desprendido. Por isso, o indivíduo que se situa no foco físico não se dirige directamente ao teu sobrinho falecido!

RODNEY:  Pareceu-me que sim!

ELIAS:  Mas eles podem permitir-se a capacidade de acederem a depósitos de energia desse foco, os quais lhe proporcionarão muita informação, e podem passar essa informação duma forma objectiva a outros indivíduos.

Por isso, não deveis fazer pouco caso que certos indivíduos expressem falarem com os mortos, e possam oferecer-vos informação relativa a eles… E vos estendam informação exacta.

RODNEY:  A sério?!

ELIAS:  Só que eles não interagem directamente com o indivíduo mas sim som o depósito de energia.

RODNEY:  Tenho curiosidade em relação à razão porque uma essência se tornaria material, de certa forma, a fim de prestar assistência a um foco que não mais se encontra na realidade objectiva. Porque se tornaria uma essência objectiva a fim de dar assistência a um enfoque que não mais se acha no foco objectivo?

ELIAS:  Pela razão de que apesar desse foco não mais se achar a focar-se de forma objectiva no físico, por vezes, se der lugar à situação de ficar preso, se agarre à sua consciência objectiva e passe a aceitar mais expressões objectivas do que subjectivas.

Por isso, as expressões de carácter objectivo proporcionadas pelo indivíduo focado na esfera material podem passar mais rapidamente a ser aceites por esse foco, por esse indivíduo que se acha na área de transição.

Vós dispondes de informação no vosso enfoque físico relativa àqueles que se apelidam a eles próprios como agentes de “resgate dos espíritos”. Isso é a terminologia que empregais no físico, mas na realidade eles não estão a resgatar nenhum indivíduo ou essência mas a permitir-se apenas ser prestáveis por meios objectivos através duma comunicação com aqueles que se acham em transição.

O que se realiza em conjugação com essências que não se focam no físico, em relação aos quais aqueles que permanecem no foco físico retêm uma consciência de essências não físicas e da participação que assumem em termos de prestar auxílio.

RODNEY:  Obrigado.

ELIAS:  Não tens de quê.

EDWARD:  Elias, tu falas repetidamente desta mudança da consciência que se aproxima, e…

ELIAS:  Já aqui se encontra.

EDWARD:  Este ano?

ELIAS:  JÁ AQUI SE ENCONTRA!

EDWARD:  Pois, bem… (o Elias começa a rir) Isso é algo difícil de crer! Primeiro, existe um antigo ditado Tibetano que reza que quando o Buda se volta para o oeste e se encontra com o Pele Vermelha, o que realmente é… (toda a gente começa a rir) Bom, exactamente! Mas o outro aspecto é que eu penso que eles se tenham referido ao Índio, só que isso data aí do século 13. Segundo, não será pela primeira vez relatado nos registos históricos que possuímos um largo segmento da população que não dispõe de mais nada para fazer? Quer dizer, nesta altura já deixamos de lutar para nos alimentarmos. Uma grande parte de nós já não estará a labutar a terra, como talvez ainda sucede no Terceiro Mundo. Quer dizer, estará isso relacionado? Porque pela primeira vez uma grande parte de nós dispõe de tempo para pensar em algo que não a sobrevivência no dia-a-dia.

ELIAS:  Precisamente! Aborreceis-vos! (a rir para dentro)

EDWARD:  Pois! (Riso)

ELIAS:  Mas vós estais a criar uma mudança da consciência a fim de alterardes a vossa realidade e a fim de vos permitirdes experimentar de modo mais aprofundado o que podereis estar a criar na vossa própria criatividade e nas capacidades de que dispondes no enfoque físico. Já experimentastes segundo o modo em que estabelecestes a vossa realidade convencional durante séculos. Já experimentastes isto!

EDWARD:  Bom, o número daqueles que se acham aborrecidos ultrapassa o dos que não estão.

ELIAS:  Vós estais TODOS aborrecidos!

EDWARD:  Porque nós estamos em luta quase como em dois mundos diferentes. Tens ideia do que estou a tentar transmitir-te? Existe como que uma divisão no planeta, em que uma grande parte dele trava uma luta a fim de sobreviver, e existe um grande número de nós que estão aborrecidos a ponto de ir às lágrimas.
 
ELIAS:  Não importa! Vós aborrecestes-vos em relação à criação da vossa experiência. O que não quer dizer que vos encontreis necessariamente física e objectivamente aborrecidos. Aquilo que estou a referir é que, ao nível da essência encontrais-vos aborrecidos com o que tendes vindo a criar por séculos, e estais a escolher criar uma realidade nova. Vós estais a alterar a vossa realidade e a escolher uma nova direcção, uma expressão nova, porque na estrutura do vosso tempo linear, e até esta altura, já experimentastes todas os elementos da vossa realidade oficial convencionada. Nesse sentido escolheis passar para novas áreas.

Não tem importância que certas áreas do vosso planeta sejam ocupadas por indivíduos que pareçam estar a lutar pelo que designais por necessidades básicas. Eu afirmo-vos que não existem necessidades, ponto final! Vós, até mesmo no enfoque físico, não precisais de coisa nenhuma. Tudo consiste na opção duma experiência.

Vós necessitais de alimento a fim de sobreviverdes. Não! Não NECESSITAIS de sobreviver!  Isso consiste numa escolha. Precisais de água para a vossa sobrevivência. Não, não necessitais de água! Vós ESCOLHEIS aceitar a realidade oficial convencional que vós estabelecestes, e através da qual detendes a ENORMÍSSIMA convicção de que tendes necessidades no enfoque físico. Eu já referi imensas vezes – e as pessoas só riem disso – que podeis sobreviver unicamente das pedras, mas VÓS não acreditais nisso. Vós detendes fortíssimas crenças em relação ao que necessitais. Eu afirmo-vos que não é isso que necessitais mas sim aquilo que QUEREIS.

RODNEY:  Então um foco físico, um foco objectivo poderia subsistir neste planeta sem comida e sem água?

ELIAS:  Absolutamente!

(Nota do tradutor: Esta passagem poderá claramente evocar a descrença mais tenaz em relação às palavras que o Elias emprega, mas informaria o leitor de que isso não constitui propriamente um facto desconhecido na medida em que diversos “santos” da nossa cultura religiosa assim como de outras têm demonstrado tal vivência em primeira mão. Recordo o caso de Ma Anandamoyi ou duma Tereza Neumann, a título de exemplo, entre outras, que subsistiram longos períodos sem se alimentarem nem ingerirem líquidos)

EDWARD:  O que é aquilo que os místicos hindus proclamam!

ELIAS:  Também já referi muitas vezes que as vossas religiões comportam muitas verdades. Elas encontram-se encobertas e grandemente camufladas e ocultadas sob crenças, mas existem muitas verdades nos vossos sistemas de religião.

EDWARD:  Esta noite estás a responder com bastante prontidão, Elias!

ELIAS:  Ah, ah! Eu sou sempre cheio de truques! (Riso)

EDWARD:  Isso é muito bom, muito bom! Obrigado.

VOZ FEMENINA: 
Elias, esta noite já falaste imenso  acerca de talvez podermos escolher o que queremos, e que se acreditarmos ou soubermos que iremos obter algo, o obteremos. E eu estou atento ao que dizes, mas penso que o que me causa mais dúvida seja que, se tivermos o pressentimento intrínseco de que não vamos obter algo mas queremos obtê-lo, de que modo havemos de criar a crença de que o obteremos?

ELIAS:  Não é necessariamente criando a crença de virdes a receber, mas de vos permitirdes reconhecer e genuinamente deter a confiança em vós próprios, o que vos possibilitará o saber de virdes a criá-lo. Mas vós não confiais em vós e como tal duvidais do que podeis criar, e como duvidais, bloqueais as vossas próprias criações e bloqueais a vossa própria criatividade.

Por isso, TUDO brota do tijolo básico, por assim dizer, da confiança em si próprio, da confiança de que podeis efectivamente criar QUALQUER elemento no vosso enfoque físico, com o SABER de que SOIS criaturas magníficas e de que não precisais de mais ninguém para vos ditar elemento nenhum a vós. Vós sois bastante eficazes e detendes a capacidade de criar seja em que direcção for que escolhais. É unicamente uma questão da confiança em vós próprios, porque se acreditardes não haveis de duvidar.

Tu tens confiança na capacidade que tens de caminhar, não?

VOZ DE MULHER:  Tenho.

ELIAS:  E por isso tu caminhas, e não admites nenhuma ideia relativa ao caminhar. Apenas deixas que aconteça. Implementas esse acto sem esforço algum e sem pensar. Não te preocupas com a mecânica que o processo envolve. Não te ocupas em dissecar as probabilidades que te possam impedir de caminhar. Apenas confias possuir essa habilidade, e como tal, caminhas.

Desse mesmo modo, assim como confias, em meio a tudo o que possas criar, deteres a capacidade de o alcançares, não se faz necessário ceder a menor energia a obstáculos, e os vossos obstáculos são criados pela dúvida que abrigais.

Se vos permitirdes confiar em vós de forma genuína, também devereis sintonizar-vos mais com a vossa própria voz, a qual claramente vos faculta orientações a cada momento. Todos os dias – em CADA momento do dia – vós ofereceis a vós próprios comunicados, só que não os escutais nem lhes dais atenção. Nem o detectais.

(Inclina-se para a frente e olha fixamente o Rodney) TU NÃO dás por isso!

RODNEY: Bem o sei, bem o sei!

ELIAS:  O que não quer dizer que não estejas a comunicar contigo próprio nem a oferecer a ti próprio informação! Apenas não o notas, porque, onde estás tu? Não te encontras no presente! Estás a observar-me porque agora te encontras presente. Mas nessas alturas, durante os teus dias do foco físico, estarás assim tão presente? Projectas no passado e no futuro; a cinco minutos a partir de agora, há cinco minutos passados; daqui a duas semanas…

RODNEY: Daqui a uma vida inteira!

ELIAS:  No próximo ano, no ano passado! Mas não estás a observar o momento, mas o que comunicas tem lugar agora, porque a vossa realidade é agora! A vossa realidade não é no próximo ano. É agora! TODA a realidade se situa no momento! Não existe passado algum, assim como não existe futuro. Apenas existe o momento!

VOZ DE MULHER:  De que forma poderemos viver mais no momento?

ELIAS:  Lembrai-vos disso. Praticai, e se praticardes a vossa atenção, também vos permitireis uma maior aceitação pessoal. Permitis-vos confiar em vós próprios no momento. Deixais de criar conflitos massivos nas projecções, e passais a eliminar grande parte da confusão que abrigais, assim como vos permitis a capacidade de vos ESCUTARDES a vós próprios e de OUVIRDES a vós próprios. Mas como haveis de ouvir o que transmitis se estais a escutar todos os demais elementos? Pensai para convosco nos reflexos das imagens que criais no foco físico. Cada forma de conduta que estabeleceis no foco físico constitui algum tipo de acção reflectida relativo a movimentos subjectivos.

Se escolherdes concentrar-vos na comunicação com um outro indivíduo, de que modo podereis prestar atenção a essa comunicação se estiverdes a escutar outros vinte indivíduos diferentes a falar convosco em simultâneo e estiverdes a pensar no que ireis criar amanhã e no quanto não tereis sido tão eficientes a criar ontem? Essa conversa que estareis a ter com esse indivíduo deverá tornar-se cada vez mais difusa e cada vez mais calma, e acabareis por expressar: “O quê? Que foi que disseste? Eu não estava a escutar o que dizias. Diz lá!”

A voz terá sido proferida num tom suficientemente sonoro, mas vós não estáveis a ouvir. Não estais a detectar, por estardes a permitir que a vossa atenção se mova em muitas outras direcções, e não vos encontrais a dar atenção ao momento.

Todas estas expressões que vos proponho são bastante simples. São tão fáceis, mas vós complicai-las tanto, além de permitirdes que as vossas crenças vos manipulem nesta e mais aquela direcção e acabais por vos tornardes numa bola a saltar por todo o campo, sem saberdes para onde vos moverdes. (a sorrir)

Começai pelo momento. Começai por confiardes em VÓS – e não no que os outros percebem, nem no que eles expressam, nem nas expectativas que eles abrigam, não na expectativa que TENDES em relação às SUAS expectativas, mas na confiança que tendes em vós próprios, AGORA – que esse será o modo porque devereis começar a realizar tudo aquilo que desejais sem esforço, e não questionando-o.

RODNEY:  Confiar em nós próprios já. Eu já ouvi referir o termo “centrarmos” e não sei se foste tu ou não que terá dito: “Um dos modos para vos centrardes passa pela companhia dos animais.” Eu passei esta manhã com alguns cavalos. Eles fascinam-me e por isso acabei por passar uma bela manhã. Passei duas horas a arrancar carrapichos das caudas dos cavalos e a escová-los.

Eu gostava de fazer um comentário sobre o relacionamento entre aquilo a que as pessoas designam como “centrar-se” – sem que tenha a certeza de que tenhas empregue esse termo ou não – e o permanecer no momento.

ELIAS:  Muitos referem essa terminologia do “centrar-se”. Existem muitas definições diferentes no foco físico relativos a essa terminologia do centrar-se, mas...

RODNEY:  Alguma vez a terás empregue?

ELIAS:  Eu não emprego a expressão de “centrar-se”, por assim dizer.

RODNEY:  Certo.

ELIAS:  Apesar de servir como um outro termo para a noção de equilíbrio, a qual já referi anteriormente, e para a aceitação; para se focarem em vós próprios e não em tudo o que percebeis fora de vós, mas em vós próprios. Ao vos focardes em vós próprios, admitis a aceitação pessoal, e nesse sentido estais a praticar a confiança em vós próprios. Isso pode ser alcançado por vias muito diferentes.

Vós sois bastante eficientes a desenvolver métodos. Por isso podeis escolher qualquer um dos vossos métodos que acheis aceitáveis para vós próprios a fim de empreenderdes esse acto de olhardes para vós próprios, seja através do catar carrapitos do pelo duma criatura, seja sentar-vos e tomar parte do que designais como sendo meditação, ou exercitando-vos e envolvendo-vos em actividade sem fim. Isso não importa. Cada um de vós acabará por encontrar o seu próprio modo através do qual se permitirá contactar consigo próprio, e isso há-de representar a vossa tranquilidade, e nessa tranquilidade haveis de admitir a aceitação, e isso há-de fornecer-vos a vossa confiança.

Vós não criais fora de vós próprios. ACREDITAIS criar fora de vós próprios, mas não criais. Criais dentro, porque cada criação que empreendeis começa pela criação duma probabilidade, e essa probabilidade procede de dentro. (Encara fixamente o Rodney)

RODNEY:  Posso colocar uma outra pergunta?

ELIAS:  Podes.

RODNEY:  Eu declarei, tanto duma forma divertida como um tanto não divertida, desejar poder habitar num sítio belo de graça, e afirmei isso com a consciência de ser capaz de criar essa probabilidade, e ontem ou antes de ontem alguém me falou duma casa que pode vir a ficar de vago e a qual o ocupante poderá habitar de graça. Uma parte de mim ainda insiste em pensar que tudo isto é acidental, mas…

ELIAS:  Ah, a dúvida! (A rir para dentro)

RODNEY:  E eu queria saber se eu terei criado isso de modo específico.

ELIAS:  Criaste.

RODNEY:  Criei?  Ah!

ELIAS:  (A rir) Mas a pergunta que me colocarás a seguir deve ser: “COMO é que terei criado isso?”

RODNEY:  Não sei! (A rir)

ELIAS:  Puseste em movimento certas probabilidades! Deste voz à realidade disso! E o pensamento é uma realidade! O pensamento é energia, que se desloca e cria, e tu colocaste em movimento a criação de probabilidades.

RODNEY:  Quando te pões a dizer isso e sempre que o sinto, o que se me apresenta é um grande problema, sabes, por te teres já pronunciado acerca da RESPONSABILIDADE pelo que pensamos.

ELIAS:  Exactamente!

RODNEY:  E, bom, a forma como eu costumo pensar assemelha-se a um comboio a correr duma forma desenfreada, sabes…

ELIAS:  Ah, agora damos lugar à crítica!

RODNEY: Se apenas dez por cento do que me é dado pensar se tornasse verdade, o mundo alcançava um término amanhã!

ELIAS:  (De modo humorado) Oh, isso revela-se bastante eficaz na área do juízo crítico!

RODNEY:  Sim!

ELIAS:  E eu estendo-te um grande reconhecimento nessa área! Estás a instaurar essa crítica a ti próprio de modo bastante eficiente!

RODNEY:  Pois, bem, eu recebi uma pequena nota do IRS, e o que vou fazer a seguir é pegar fogo a Holtsville, em Long Island, sabes, devido aos planos que instauraram de baixar os preços das armas e dos mísseis. Vou obliterá-los da face da terra. Isso não é ser muito responsável!

VOZ DE MULHER:  Sem objecções! (riso)

ELIAS:  Não tem importância!

RODNEY:  Não tem importância. (Desfaz-se a rir)

ELIAS:  Vamos fazer um intervalo e logo continuaremos, se o preferirem.

GRUPO:  Obrigado.

INTERVALO

Nota da Vicki: A Mary aparece a tossir e a dizer: “Está a tornar-se um pouco difícil continuar aqui, pessoal. Que estais a fazer?” Parece que quanto mais directo se manifesta o Elias mais difícil se torna para a Mary manter-se focada naquele “sítio” em que costuma permanecer enquanto o Elias fala. A propósito, onde é mesmo que tu vais, Mary?

CONTINUAÇÃO

ELIAS:  Continuemos.

BEN:  Elias, eu gostava de pedir a tua ajuda na interpretação de um sonho que tive esta manhã. Assemelhou-se a um conto de fadas. Tratava-se dum cavaleiro ou dum nobre que estava deitado de lado com uma ferida no quadril e que estava a pedir a uma bela feiticeira para o curar e a dizer que se ela o curasse, ele se casaria com ela e lhe daria metade do seu reino. Ela pensou tratar-se duma excelente ideia pelo que o que lhe fez terá sido basicamente dizer-lhe que não se passava nada de errado com ele, pelo que ele não tinha nada. Mas eu sabia o tempo todo que aquilo não passava dum truque, e que apenas duraria cinco dias.

ELIAS:  Ah, mas uma vez mais somos presenteados com a duplicidade no exacto modo que estivemos a debater neste mesma sessão! Essas imagens constituem aquilo que apresentas a ti próprio em termos de duplicidade, através da realidade inerente à situação de que na verdade aquilo que a feiticeira terá expressado será verdadeiro, e que apesar do indivíduo parecer estar ferido, na realidade não há necessidade alguma de cura, devido a que o indivíduo esteja intacto e se encontra bem, sem que nada o esteja a afectar.

Mas tu interpões o teu pensamento e as tuas crenças de que isso não passe dum engodo, porque na realidade ele encontra-se ferido e necessitado de assistência. Por isso, ele apenas deve estar sob o efeito do feitiço da ilusão de se encontrar curado de forma temporária. E nesse sentido, a verdadeira ilusão do vosso enfoque físico represente o facto de que qualquer ferimento ou enfermidade que necessite de cura represente um elemento do mal (seja negativo).

Vós repetis a vós próprios e uns aos outros no vosso próprio idioma quando estais a experimentar doença ou uma enfermidade ou mágoa: “Que coisa se passará? “Isso” é o que se passa contigo. É “isso” que se passa comigo.” Não, não existe nada que esteja errado! Vós apenas tereis dado lugar a uma experiência que tereis escolhido, mas detendes a capacidade de desconstruir essa experiência de imediato, em qualquer altura.

Por isso, que coisa estará errada? Nenhuma. Trata-se unicamente duma escolha que pode ser alterada em qualquer altura. A ilusão é a enfermidade, porque não existe nada de errado com a tua forma física.

É a energia que estabeleces como uma opção que parece estar errada por denunciar uma submissão à tua crença. Mas na realidade, a tua forma física acha-se íntegra e não apresenta qualquer defeito.

Por isso, não existe nada de errado, e isso não é um logro. A ilusão é o erro.

BEN:  Obrigado.

ELIAS:  Não tens de quê, mas além disso podes aplicar isso a ti próprio! (A rir)

EDWARD:  Eu já te disse que ele esta noite está travesso como o diabo!

ELIAS:  (A rir)  Obrigado!

EDWARD:  Não tens de quê! Demos lugar à mais elevada forma de bajulação!

ELIAS:  É claro! (A rir) Mas as travessuras tampouco precisam ser encaradas como uma coisa má! Por isso não tenho dificuldade em aceitar tal expressão! (A rir)

VOZ DE MULHER:  Escolheremos sentir-nos magoados, nesse caso? Com por exemplo, se alguém dispara sobre alguém e o mata, aquele que terá disparado não estará errado nem certo? Não se tratará somente do facto do outro ter escolhido ser atingido por um tiro, e deste indivíduo também ter escolhido atingi-lo?

ELIAS:  Exacto. E isso traduz a cooperação e o acordo. Ninguém poderá revelar-se causa de mágoa para convosco sem o vosso consentimento e a vossa permissão, e na maioria das vezes, VÓS criais essa mágoa e não o outro indivíduo, e essas expressões são criadas por intermédio das vossas crenças.

Na situação de causa de danos físicos, em que um outro indivíduo possa estar a cometer o que designais como um acto violento através do qual podereis ser mortos, por assim dizer, vós não estais a ser mortos. Estais a cumprir um acordo, e VÓS escolheis – cada um de vós escolhe – a altura em que vos desprendeis e o modo. Isso NÃO vos é infligido por mais ninguém nem por essência nenhuma. VÓS ESCOLHEIS.

Se escolherdes passar pelo atropelamento por um comboio, VÓS tereis dado lugar à criação dessa situação e escolha. Nesse instante, tereis escolhido desprender-vos desse modo. Se escolherdes ser comidos por um urso, não é o urso que vos inflige a morte! Tereis elegido esse modo de desprender-vos. Vós escolheis a altura e o modo através do qual vos desprendereis do enfoque físico.

VOZ DE MULHER:  Mas será antes de encarnarmos ou durante? Enquanto aqui nos encontramos, escolheremos?

ELIAS:  Depende do indivíduo. Alguns escolhem a probabilidade de se desenlaçarem por alturas do começo da sua manifestação no enfoque físico. Outros escolhem no instante. Outros elegem o método, e escolhem gerar uma enfermidade que se manifesta numa certa altura – e não revertem essa enfermidade – pelo que a criação dela se torna inevitável, por assim dizer, e a sua conclusão, por se situar no alinhamento das vossas crenças.

Depende inteiramente da escolha do indivíduo o modo como se processará o seu desenlace, assim como em que altura.

VOZ DE MULHER:  Obrigado, Elias.

ELIAS:  Não tens de quê. Lembrai-vos, não existem acidentes!

RODNEY:  No acto do desenlace… Já falaste um bastante acerca do acto de transição anterior ao desenlace de alguém.

ELIAS:  Exacto.

RODNEY:  Eu quero perguntar-te uma coisa. Terei eu já encetado algum acto de transição? (Pausa)

ELIAS:  Já, mas também interrompeste essa acção, o que depende da escolha que elegeres. Lá por terdes encetado a acção de transição, não quer dizer que exista alguma regra que vos diga que devais dar continuidade a essa acção enquanto permaneceis no enfoque físico.

RODNEY: Mas é um pouco invulgar, não será?

ELIAS:  Sim. Geralmente, aqueles que escolhem encetar actos de transição durante o enfoque físico não interrompem essa acção. Escolhem empreender o acto de transição no enfoque físico a fim de diminuírem essa interacção da transição no enfoque não físico.

RODNEY:  Terá havido alguma razão para ter procedido a essa escolha sobre a qual possas verter alguma luz?

ELIAS:  Houve. Tu escolheste participar temporariamente no acto de transição, durante um brevíssimo período de tempo, a fim de estenderes a ti próprio certas experiências que se enquadram a par com esta mudança da consciência. Mas também não escolhes continuar nessa acção e ao invés moveres a tua atenção inteiramente no sentido da acção dessa mudança, a qual difere da acção da transição. Tal como já expressei, durante a transição, vós começais a descartar as vossas crenças. Isso também é muito mais comum no caso daqueles que experimentam ser um foco final.

RODNEY:  Coisa que eu não sou.

ELIAS:  Exacto. Nesse sentido, aqueles que experimentam ser um foco final ou são designados como um foco final podem achar-se mais inclinados a escolher experimentarem a transição durante o foco físico, mas aqueles que não são designados como focos finais geralmente – não sempre, mas geralmente – não escolhem empreender a transição durante o foco físico.

RODNEY:  Poderias ajudar-me a recordar os eventos ou o período da minha vida em que tenha empreendido um acto de transição?

ELIAS:  Isso não terá sido tão passado quanto isso, mas mais o que poderias chamar duma situação num passado recente, não tão recente quanto este ano em particular, mas uma situação dum passado recente em que pudeste experimentar uma grande desorientação temporária, bastante breve. Na realidade, nos vossos termos lineares, a experiência de tal acção foi admitida durante uma semana apenas.

RODNEY:  A que evento a terei associado? Terá ocorrido algum evento?

ELIAS:  Não.

RODNEY:  Algum evento objectivo na minha vida que eu possa ter associado a isso?

ELIAS:  Não. Apenas experimentaste uma desorientação subjectiva sem compreenderes porque razão estarias a sentir-te, por assim dizer, tão desorientado durante esse breve período de tempo, a questionares-te durante um tempo acerca da tua saúde física, e como a terás interrompido, deixaste de fixar a tua atenção nessa área.

Podes dizer que se tenha tratado duma experiência fugaz que não justifica muita atenção na tua memória, apesar de poderes permitir-te tomar consciência com a recordação efectiva desse período de tempo particular. Mas, tal como terei referido, esse período foi muito breve, porque nessa experiência, tu terás escolhido não dar continuidade na particular criação disso nem encetar essa acção de transição. Não é necessário, e não é a mesma acção que esta mudança da consciência, que se terá passado mais para a área da tua atenção objectiva.

RODNEY:  Muito obrigado.

ELIAS:  Não tens de quê.

RODNEY:  Eu quero recordar essa semana, só que não sei se o conseguirei.

ELIAS:  (a rir para dentro)  Oh, mas consegues!

RODNEY:  Eu posso…

ELIAS:  (A rir) Mas eu vou continuar, uma e outra vez, a expressar-vos que vós conseguis! Vós possuís a capacidade e eu vou propor-vos o meu famoso exercício – e podereis dar-lhe continuidade durante esta semana – para recordardes TODA A VEZ que vos desvalorizais!

RODNEY:  (A rir) Tenho coisas melhores para fazer!

ELIAS:  Ah! Qual?

RODNEY:  (Desata a rir) Eu era capaz de fazer isso durante o dia todo! (O Elias só se ri do Rodney) Sim, eu vou fazer!

ELIAS:  Ah! (a rir) Mas isso poderá proporcionar-te um registo do quão eficiente és nessa área da depreciação pessoal, razão porque bloqueias tanto a maior parte dos teus passos e energia, por não te aceitares a ti próprio nem confiares em ti!

(De modo bem humorado) E uma vez mais permanecemos sentamos na nossa nuvem no cosmos a olhar para baixo para os indivíduos que se encontram no foco físico – o Zacharie! – bastante divertidos e a expressar: “Ah! Ali está ele, a lamentar-se e a queixar-se por não se achar capaz de estabelecer essas experiências que ele deseja experimentar, e continuamente a depreciar-se, razão porque deixa de criar essas experiências que escolhe experimentar!”

RODNEY:  Obrigado, Elias!

ELIAS:  (A rir, e em seguida de modo afectuoso) Eu encorajo-te bastante…

RODNEY:  Obrigado, senhor.

ELIAS:  …E também te estendo muita energia na tua realização. Eu estou somente a brincar contigo, para poderes ver que a vossa realidade inteira não é assim tão séria! (A rir)

RODNEY:  Por que tons de azul terás mais preferência?

ELIAS:  Por todas!

RODNEY:  Todos os tons de azul! Estou a pensar no azul do céu limpo. O céu limpo é bastante azul. Será essa a tua cor?

ELIAS:  Um matiz maravilhoso, não será? (A rir)

RODNEY:  É. Obrigado.

ELIAS:  Não tens de quê.

Desejareis colocar mais alguma pergunta, esta noite? Porque não tenho vontade de sobrecarregar as energias do Michael. (Pausa) Ratinhos pequeninos, ratinhos pequeninos!

Muito bem! Eu expresso-lhes um enorme afecto a todos. Também expresso a cada um de vós para criardes com alegria com o conhecimento de serdes seres magníficos e perfeitos, já! Por isso, não podereis aperfeiçoar-vos e tendes a minha permissão para interromperdes as tentativas de aperfeiçoardes a perfeição! (A rir)

E estendo-vos energia nesta noite na vossa celebração, e muito carinho. Recebei a energia de reconhecimento que vos endereço a cada um. Despeço-me por esta noite e desejo-vos a todos afectuoso au revoir!

RODNEY:  Obrigado.

GRUPO:  Boa noite, Elias.

Nota da Vicki: Eu desejaria poder transmitir a natureza e o tom do riso do Elias, esta noite. Era travesso, brincalhão e muito engraçado!



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