quarta-feira, 22 de junho de 2011

PERMISSÃO, PENETRAÇÃO, AMORTECIMENTO



SESSÃO #302
 “O Relacionamento Convosco Próprios"
“Permissão da Ocorrência, Penetração, Amortecimento”
Domingo, 26 de Julho de 1998 © 1998 (Grupo/New Jersey)
Tradução de Amadeu Duarte


Participantes: Mary (Michael), Rodney (Zacharie), and 14 new participants: Arlene, Bob, Brian, Christina, Christine, Dan, Florence, James, Jerry, Karen, Kathy, Myrtle, Ted, and Thom.

Nota de Vicki: Tive muita dificuldade com esta transcrição em particular, especialmente no que respeita as áreas de pontuação e o que aparentava serem frases incompletas. Provavelmente isto tem que ver com indícios do relacionamento que mantenho comigo própria! Em todo o caso, tenham isto em mente ao lerem esta transcrição. Existem várias passagens em que me senti insegura quanto ao QUE fazer com os termos que o Elias empregava!

Elias surge às 1:36 PM. (Tempo de chegada é de 35 segundos)

ELIAS: Boa tarde! (A sorrir)

GROUP: Boa tarde Elias.

ELIAS: Damos as boas vindas às essências que vêm pela primeira vez!

Hoje vamos dar continuidade à discussão que iniciei sobre a questão das vossas relações, só que desta vez vamos voltar-nos para a área das vossas relações convosco próprios.

Já tive ocasião de dispensar informação relativa às vossas relações com os demais, já que no presente enquadramento temporal está em decurso uma vaga de tomada de consciência que se dirige aos conjuntos de crenças das relações que se voltam para as áreas de examinação dos aspectos pertencentes a esse grupo de crenças. Hoje, porém, vamos avançar na direcção do exame desse relacionamento convosco próprios.

O vosso relacionamento convosco próprios constitui a forma de relacionamento mais íntima e continuada que podeis manter durante a experiência física. Além disso, também constitui a forma de relacionamento que mais vos afecta em meio à vossa experiência física porquanto influencia todas as demais formas de relacionamento. Vós criais uma relação com todo e cada um com quem vos deparais na vossa experiência física, e cada um desses com quem vos cruzais nessa vossa experiência é influenciado pelo relacionamento que sustentais com relação a vós próprios. O modo como vos encarais a vós próprios torna-se sinónimo da forma como projectais a vossa energia assim como a vossa aceitação (ou falta dela) para com qualquer outro indivíduo com que vos relacionais na vossa experiência nessa vossa manifestação particular. Desse modo, faz todo o sentido, além de ser da máxima importância que vos volteis para vós próprios – bem como para a aceitação de vós próprios - e reconheçais a sua qualidade abrangente em meio a toda a vossa experiência, no que diz respeito à afectação que permeia todas as vossas interacções.

Muitas vezes indagais-vos sobre como aceitar os outros de modo mais efectivo numa dada situação. Digo-vos todavia, que, se vos voltardes na direcção da própria aceitação bem como na da avaliação das vossas crenças e da afectação e influência que elas exercem sobre vós, também exercereis impacto sobre os outros.

Já vos referi, anteriormente, uma analogia - a respeito da qual podereis pedir esclarecimentos ao Michael, depois da sessão - sobre estes dois pequenos rebentos. (A história dos dois pequenos rebentos está incluída no final desta transcrição)

Dei-lhes o exemplo do pequeno rebento erecto que se desenvolve ao longo da sua experiência preocupando-se com a aceitação de si próprio e o seu próprio crescimento e com isso exprime o exemplo da expressão da essência e da interacção com o pequeno rebento enredado que cresce todo retorcido na análise de todos os seus movimentos e do seu crescimento, sem deixar igualmente de olhar para o pequeno rebento erecto bem como para o exemplo que ele faculta, aplicando-o em si mesmo.

A maior forma de afectação que podeis colher em face dos demais, no que se refere às vossas relações e às interacções com os demais, bem como à forma de interacção mais expressiva que podeis empreender nesta acção de mudança de consciência, tem origem na vossa atenção por vós próprios, ao endereçarem-se às VOSSAS crenças individuais bem como pelo vosso alinhamento com os conjuntos de crenças colectivas, do mesmo modo que da participação que exprimis nesses grupos de crenças. Nesse sentido, estendeis a vós próprios a oportunidade de vos aperceberdes de vós próprios e de vos aceitardes a vós próprios.

Agora, também vos direi que no mesmo enquadramento desta mudança de consciência vos deslocais rumo a expressões de vós próprios mais expansivas. A definição que empregais (do conceito) de vós próprios está a sofrer uma mudança porquanto não vos moveis unicamente na direcção dessa vossa manifestação da atenção da vossa essência em particular com que vos identificais mas começais também a abranger todas as vossas manifestações (ou identidades) concernentes à experiência (vulgarmente designados como vidas paralelas, passadas ou futuras).

Não pretendo sobrecarregar-vos com a ideia de que deveis responsabilizar-vos pelas crenças de todas essas manifestações da atenção da vossa essência porquanto não sois responsáveis por isso. Cada foco elege as suas próprias escolhas, a sua própria integridade, a sua própria individualidade e em resultado também se alinha com os conjuntos de crenças da sua opção do mesmo modo que implementa as convicções da sua escolha. Por isso, vós, na qualidade de manifestação da essência, não podeis ser responsabilizados por essas escolhas; todavia, SOIS responsáveis pelas próprias escolhas que definis bem como pelas próprias expressões e assim também pelo alinhamento com as vossas convicções, e no acto desta mudança de consciência vós tornais-vos responsáveis por vos voltardes na direcção de vos empenhardes nesses conjuntos de crenças.

Nesse sentido - como vos encontrais a sofrer uma expansão da vossa consciência e a abrir-vos para com a vossa periferia, ao abrangerem essas outras manifestações da essência - também vos permitireis obter consciência das crenças que são suportadas por essas vossas outras manifestações, porquanto elas influenciam-vos as convicções que abrigais nesta manifestação em particular.

Permiti que me dirija igualmente a este acto de atenção para com a própria aceitação na área dessas outras manifestações, com o reconhecimento íntimo de que vós mesmos, nesta manifestação particular, já sustentais o conjunto de crenças da duplicidade (bem e mal, certo e errado, etc.) Esse conjunto de crenças em particular revela-se bastante vigoroso. Ele motiva-vos em muitas áreas e entrelaça-se com TODOS - sem excepção - TODOS os outros grupos de crenças. Por isso existem factores de influência associados a todas as vossas outras manifestações que se ligam aos conjuntos de crenças que detendes nesta manifestação física em particular. E eles afectam-vos.

Todas as vossas manifestações se acham a decorrer em simultâneo. Existem véus bastante rarefeitos entre vós próprios e todos as vossas manifestações e à medida que vos deslocais mais amplamente na acção desta mudança de consciência, estes véus tornar-se-ão ainda mais esparsos até atingirem um ponto em que deixarão de existir. Justo neste exacto momento muitos de vós deixaram cair muitos desses véus que separam as vossas manifestações todas umas das outras. Muitos já tiveram ocasião de se voltarem para a área de penetração da experiência de outras manifestações que detêm nesta dimensão particular, reconhecendo-se nessas outras manifestações como eles próprios, porém, não como actualmente são, reconhecendo o modo como se acham todos interligados assim como a particularidade de se moverem livremente para dentro e para fora da experiência em união com qualquer um ou todos essas outras manifestações. (Ah!) Isso estende-vos igualmente a oportunidade de notarem a afectação dos conjuntos de crenças dessas outras manifestações e o modo como elas VOS afectam nesta em particular.

Muitos das vossas outras manifestações sustentam conjuntos de crenças bastante similares àqueles que actualmente abrigais. Algumas delas - vós, neste foco em particular, sustentais crenças com relação a elas porque vós vireis a julgá-las a todas. Criareis um juízo no alinhamento dos conjuntos de crenças da duplicidade, expressando que determinadas manifestações que possuis serão boas e aceitáveis enquanto certas outras não o serão, pelo que serão inaceitáveis. Inclinar-vos-eis a sentir-vos mais agradados convosco próprios se descobrirdes deterdes uma outra manifestação nesta dimensão de tipo excepcional e maravilhoso! Do mesmo modo, sentir-vos-eis satisfeitos convosco próprios se descobrirdes deterdes uma outra manifestação nesta dimensão na pessoa dum indivíduo muito famoso e poderoso. E haveis de vos sentir muito desagradados convosco próprios se descobrirdes que uma dessas manifestações é um criminoso! Direis: “Ho, não! Não devo aceitar ESTE indivíduo! Vamos afastá-lo para longe e deixar de proceder ao reconhecimento dessa manifestação particular, por ser inaceitável!”

Vós focais a vossa atenção nesta dimensão em particular com o propósito de experimentar, através da exploração da manifestação física e de tudo o que ela vos oferece por meio de todo o tipo de experiência física. Por isso, vós detendes muitíssimas manifestações que experimentais numa simultaneidade com todos os aspectos da interacção física. Desse modo, possibilitais a vós mesmos bastante informação com relação às capacidades que possuis na manifestação física, de criarem expressões duma maior criatividade em qualquer direcção, porém, em determinadas manifestações vós escolheis alinhar pela realidade convencionada como oficial bem como pela realidade dos conjuntos de crenças das vossas sociedades, razão por que julgais serdes bastante bons. Permiti que vos diga que o vosso alinhamento pela área em que expressais para convosco próprios serdes bons, constitui igualmente uma forma de julgamento. Bom é sinónimo de julgamento. Agradável constitui uma forma de julgamento. Aceitável constitui juízo tão eficaz quanto qualquer expressão negativa, porquanto a acompanhar esta expressão positiva, por assim dizer, também se patenteia o reconhecimento de que uma outra expressão seja má, pois em que consistirá o bem se não tiverdes a comparação com o mau? Deverá ser neutro.

(De modo decidido) É na direcção disso que vos voltais na conjuntura da acção desta mudança de consciência. Afastais-vos dos vossos juízos de bem e de mal rumo à aceitação dos grupos de crenças e do reconhecimento de CONSTITUIREM crenças, e com tal acção neutralizais a sua afectação. NÂO TEM IMPORTÂNCIA. (Breve pausa).

(De modo bastante decidido) Se há declaração que deva expressar-vos em meio a todas estas minhas formas de interacção (física) convosco, que vos possa penetrar a memória de modo indelével haverá de ser: “Não importa”, porquanto as expressões que assumis são unicamente fruto da experiência. Vós sois imensamente mais vastos - sublinhai imensamente - do que o que vos é permitido compreender nesta manifestação física, e essa vastidão que vos é inerente acha-se à vossa disposição. Não vos achais limitados à compreensão deste foco unicamente. Vós DETENDES a totalidade da essência em vós. Não se trata dum ser qualquer exterior. O vosso relacionamento convosco próprios não constitui uma relação mantida com uma entidade qualquer evasiva que flutua ao vosso redor e vos seja exterior. A informação que permitis contactar NÃO é exterior a vós. TODA a informação está contida no vosso íntimo.

Já referi imensas vezes que a única diferença existente entre vós e eu próprio consiste em que vós não vos recordais enquanto eu sim. Vós escolhestes esquecer-vos a fim de poderdes criar uma certa pureza e um sentido de plenitude no que toca aos aspectos físicos. Por isso ESCOLHESTES esquecer a totalidade da essência e a vastidão de vós próprios. Eu já deixei de ocupar qualquer manifestação física, razão porque recordo mas actualmente vós moveis-vos rumo a essa acção de mudança da consciência e por isso facultais a vós próprios igualmente a recordação. Cada um de vós está a construir as suas pontes, desde as vossas masmorras individuais até ao reconhecimento e à realização da essência.

Vós não ocupais um planeta de condição humilde. Não vos achais na manifestação física como numa dimensão de aprendizagem, por assim dizer, a caminho dum patamar mais elevado. Não existe plano mais elevado! Vós CONSTITUÍS a vossa mais elevada expressão! Mesmo enquadrados nos vossos sistemas de crenças e todas as vossas expressões físicas, vós SOIS a vossa mais elevada expressão. Constituís uma manifestação de uma essência infinita e este foco possui toda a informação da consciência pertencente à essência, tanto vossa como de todas as outras essências. Porque, não obstante vos camuflardes no foco físico e no vosso processo de pensamento vos agarrardes à ideia de que podeis viver no segredo - porquanto acreditais ser tão distintos enquanto na manifestação física - vós não existis em separado, absolutamente. Estais todos interligados. A vossa consciência acha-se toda completamente mesclada, e na essência não existem segredos porquanto tudo é conhecido para os demais.

Vocês admiram-se com as próprias habilidades e apresentais a vós próprios diferentes momentos por meio dos quais expressais entre vós o mesmo pensamento em simultâneo. Expressais os mesmos termos da vossa linguagem em simultâneo com um outro indivíduo e depois chamais a isso um acidente (coincidência)! Isso são pequenos exemplos de como estais todos interligados e de como vos achais todos a participar numa fusão colectiva de consciência, continuamente. As vossas habilidades telepáticas parecer-vos-iam surpreendentes se vós vos abrisses LIGEIRAMENTE às vossas capacidades.

Os vossos sentidos interiores acham-se muito mais afinados em sintonia, por assim dizer, do que os externos. Utilizais continuamente os vossos sentidos externos. Encontrais-vos bastante familiarizados com o sentido do toque e a sensação que confere. Achais-vos bastante familiarizados com a visão bem como com o uso do sentido do ouvido. Não vos permitis todavia reconhecer os vossos sentidos interiores, os quais se movem bem mais para lá desses sentidos externos. Os vossos sentidos exteriores constituem o reflexo exterior de imagens dos vossos sentidos interiores, os quais detêm um poder imenso, mas agora estendeis a vós próprios a oportunidade de não só experimentardes esses sentidos exteriores como de na realidade vos abrirdes a esses sentidos interiores e de vos deslocardes na direcção da exploração da consciência, dentro da consciência objectiva física - o vosso estado de vigília nesta dimensão - de modo a oferecerdes a vós próprios muito mais expressões de criatividade.

Permiti que vos diga, uma vez mais: o único pré-requisito, por assim dizer, necessário para tal acção consiste em vos aceitardes e confiardes em vós próprios em qualquer área de expressão que seja da vossa criação e experiência. Isto aplica-se a todas as experiências nas suas expressões mundanas em cada momento do vosso dia. De cada vez que vos moveis no sentido de vos punir a vós próprios, ainda que de forma humorada, ao expressardes: “Ah, criei um mal entendido! Desejaria poder criar esta situação de modo diferente! Eu podia estar a criar esta situação de forma mais eficiente!” Vós criastes cada situação na direcção em que a criastes como uma oportunidade para que percebais as próprias interacções que criais com os vossos conjuntos de crenças assim como a vossa responsabilidade quanto à sua afectação. Por isso, cada expressão que criais é propositada e benéfica, e aquilo que aqui vos exprimo, num gesto de auxílio, para que vos movais ao longo da vossa manifestação de modo mais eficiente, por assim dizer, e com menos esforço e muito menos conflito - aquilo em que se concentra a questão - pelo que vou sugerir que vos permitais voltar-vos para a área do prazer, porquanto esta expressão do prazer que detém a menor densidade de energia no foco físico e que vos possibilita a mais fácil de todas as vossas realizações.

Á medida que vos deslocais para áreas que NÃO são aprazíveis, também ofereceis informação a vós próprios com relação à densidade da energia. As áreas que não são aprazíveis nas vossas experiências tendem a tornar-se mais difíceis! Moveis-vos com maior lentidão por entre elas e deslocais-vos para áreas de conflito ou então sois capazes de experimentar um efeito neutro, porém, não chegareis a experimentar a liberdade da ausência de esforço. E se vos moverdes para a área do prazer também experimentareis a ausência de esforço porquanto ela traduz uma expressão natural que vos diz respeito.

A essência deixa-se atrair natural e automaticamente na direcção do prazer. Unicamente as vossas crenças é que os levam a afastarem-se da experiência do prazer e por esse afastamento de toda e qualquer expressão de prazer podeis obter uma oportunidade de examinar as crenças que vos influenciam no afastamento da expressão do prazer.

Isto são tudo oportunidades para examinardes e atenderdes a esses conjuntos de crenças que vos afectam, limitam e bloqueiam a energia, bem como as vossas expressões e a aceitação natural, pois que se não aceitardes esta manifestação também não aceitareis todas as vossas outras manifestações; e se não as aceitardes, também não conseguireis aceitar a essência, e isso propiciará a criação de uma maior densidade de energia, que por sua vez dará lugar à ocorrência de traumas.

Vós já estabelecestes um acordo, em termos de consciência, para avançardes rumo à realização desta mudança de consciência. ISSO JÁ SE ACHA REALIZADO.

Por isso, automaticamente vos empenhareis nas vossas crenças e na aceitação, e com isso, se não vos aceitardes incorrereis em trauma. E é por tal razão que me dirijo a vós de modo a auxiliar-vos a reduzir o trauma associado a esta mudança de consciência, por tal ser desnecessário. E se acederdes à informação oferecereis a vós próprios uma oportunidade de eliminação desse trauma nas vossas vidas, sendo certo que, à medida que cada um elimina - na sua própria experiência de vida - elementos traumáticos também estende energia a todas as outras manifestações deste planeta de modo a reduzirem colectivamente o trauma, em massa, com relação a esta mudança de consciência.

Podeis colocar as vossas questões. (Rindo de um modo interessante como se se sentisse satisfeito com a confusão do grupo)

RODNEY: Entendi teres dito que se eu tiver feito algo e pensar comigo próprio poder tê-lo feito melhor, isso constituirá um julgamento. E o que te escutei a dizer é que seria mais construtivo, válido, etc., manter a questão: “Porque o fiz do modo que o fiz?” Será isso o que estás a dizer, que existem outras formas de me deter e olhar as minhas acções construtivas e que no meu caso, dizer que o podia ter feito melhor, não será o melhor modo de olhar as minhas acções?

ELIAS: (A rir) Embora não exista nenhum “modo melhor”. (A rir para si mesmo)

Mas dir-te-ei que estás certo ao conduzir o teu raciocínio nessa direcção. Aquilo que te estou a dizer é que existem áreas alternativas através das quais podes dirigir-te a ti próprio sem julgamento.

Com a ausência de julgamento não dás, automaticamente lugar à criação de falta de motivação. Não estou a dizer que estejais a eliminar a vossa motivação para vos moverdes através da consciência e realizardes, nas vossas manifestações individuais - em qualquer direcção que desejeis - e que isso seja mais benéfico para o vosso cumprimento de valor individual, porquanto a ausência de julgamento e a neutralização dos conjuntos de crenças NÃO neutralizam a motivação nem o desejo.

Mas de modo idêntico à expressão que usaste nesta investigação, confirmo essa tua expressão e digo-te que estás correcto.

Ao avançarem para o julgamento de cada atitude individual expressando para convosco: “Sinto-me desapontado comigo próprio pois podia ter criado esta expressão duma forma mais apropriada” automaticamente reforçais o vosso grupo de crenças da duplicidade (bem e mal; certo e errado). Moveis-vos automaticamente para a área de vos depreciardes e passais a faze-lo com relação à vossa motivação devido a terdes já criado uma linha de juízo errado sobre vós e vos terdes já deslocado para o terreno em que não careceis de motivação para vos voltardes para outro tipo de expressão por já terdes dado lugar à criação da expressão errada. Com isso reforçais uma AUSÊNCIA de movimento.

Se olhardes para vós e vos interrogardes com relação às crenças que vos motivam a expressão, automaticamente vos motivareis a investigar, o que automaticamente vos fará deslocar, e com essa deslocação avançareis, em termos que vos são familiares, permitindo-vos experimentar escolhas alternas que julgareis mais eficientes.

Se expressardes para convosco: “Dei lugar a esta expressão com este indivíduo. Desejaria não o ter feito em relação a ele”, automaticamente ofereceis a vós mesmos igualmente um: “Ah, bom, já está feito. Não posso retractar o que já expressei.” Nesse caso a vossa expressão desloca-se na direcção de: “Prestarei atenção a tal acto de forma a não voltar a repeti-lo na próxima.” Ah, mas haveis de o repetir! (Risos) Porque não vos recordareis, devido a que não tenhais examinado a crença e desse modo uma próxima vez se apresentará e vós abordareis a situação com a mesma expressão, porquanto a crença ainda se acha numa ordem de eficiência bastante vigorosa, e ELA constitui aquilo que está a ser expressado! Porém, se examinardes a atitude que tomastes e expressardes para convosco: “Porque respondi deste modo ao indivíduo? Que crença me terá motivado essa resposta nesse tipo de atitude?” À medida que identificardes essa crença também vos proporcionareis uma compreensão da própria expressão. E nisso, quando essa mesma situação voltar a apresentar-se futuramente, tereis entendido e proporcionado a vós próprios informação nessa direcção e desse modo tereis garantido a habilidade de recordar e de alterar a vossa resposta e comportamento.

Muitas vezes nesta situação não é necessário que vos lembreis. Assumireis automaticamente uma resposta diferente sem terdes de recorrer ao processo de pensamento, pois que no próprio exame e compreensão do conjunto de crenças vós alterareis automaticamente a vossa própria percepção, o que também alterará a vossa expressão. Aí estará presente a ausência de esforço. Por meio da continuidade da crença, e ao continuardes a não vos dirigirdes a ela, quando a situação se apresenta uma vez mais a vós, deveis voltar-vos para a área do esforço em demasia para recordarem a experiência prévia, coisa que é mais provável que não façais. Deveis despender energia para alterar de forma consciente a vossa expressão e depois experimentareis a energia que se acha em conflito com a vossa expressão. Porque, não obstante poderdes, numa situação similar, alterar a expressão exterior que ocorre no vosso íntimo, experimentareis qualidades emocionais de desagrado quanto a essa expressão, porque vos achareis em conflito com o conjunto de crenças que vos motiva.

Portanto, quando este indivíduo vos aborda e vos diz: “Não gosto da roupa que usas”, a vossa reacção automática pode ser a de dizerdes: “Bom, e eu não gosto da tua atitude!” Aquilo que ambos terão expressado terá sido ausência de aceitação pessoal, assim como falta de aceitação do outro, e terão deixado de se endereçarem à sua crença. Quando este indivíduo se acerca de vós, no dia seguinte e vos diz: “Não gosto da roupa que trazes”, vós podeis recordar a experiência anterior e voltar-vos para um sentido falso da vossa espiritualidade, e alterar a vossa expressão ao expressarem a esse mesmo indivíduo: “Eu aceito a tua falta de aceitação porém, aprecio as minhas roupas e como tal escolho usá-las.” Mas quando vos afastais, lá no vosso íntimo mantendes um diálogo convosco próprios e expressais para convosco: “És um idiota! Não aceitas a roupa que trago vestida!” Criastes conflito e deixastes de aceitar a expressão e agora expelis muita energia ao invés de vos deslocardes para a área de ausência de esforço, mas continuais a expelir demasiada energia em conflito convosco próprios e continuais a preservar as vossas crenças que não foram examinadas.

Bom, nesta mesma situação, se o mesmo indivíduo hipotético se aproxima de vós e vos expressa: “Hoje não gosto das roupas que trazes” e vós reconheceis uma reacção no vosso íntimo que na vossa linguagem podeis identificar como uma forma de defesa própria, podeis examinar esta defesa e interrogar-vos: “Que será aquilo que me está a motivar esta resposta nesta área? Que é que não estou a aceitar em mim próprio?” Não na expressão do outro! “Que será que não estou a aceitar em mim próprio que me está a provocar esta resposta no meu íntimo? Em que é que me estou a resguardar, na minha própria energia, ao reagir deste modo?”

Com isto, permiti que vos sugira a todos, neste momento, uma visualização que podeis praticar. Já tive ocasião de a sugerir uma vez, porém, ela pode tornar-se útil a cada um de vós na prática duma aceitação pessoal, bem como pela aceitação dos outros. Comecemos agora um exercício que podereis praticar subsequentemente.

Que cada um de vós tome consciência de si próprio. Permiti relaxar os vossos campos e energia. O vosso campo de energia é constituído por aquela energia que vos rodeia a forma física. Tentai não reter essa mesma energia ao vosso redor. Agora, instruo-vos a cada um no sentido de, pelo melhor de que se sentem capazes no momento, em cada um dos estados em que vos encontrais no presente, que procure tomar atenção e perceba o seu próprio campo de energia que vos circunda o corpo físico. Permitam unir-se ao vosso campo de energia. Tentem ver esse campo de energia ao vosso redor. Permitam-se visualizar a vossa própria energia, a energia que expelis ao redor da vossa forma física nesta atmosfera relaxada.

(Segue-se uma pausa prolongada, a seguir à qual Elias berra) vocês são TODOS UNS incompetentes! Agora observem os vossos campos de energia e vejam como eles se contraíram, percebam aquilo que experimentaram no vosso íntimo e o desconforto que geraram. Porque razão se sentem desconfortáveis? Devido a que uma forma de energia vos tenha sido projectada e tenha penetrado, movendo-se através do vosso campo de energia. Vocês permitiram que penetrasse o vosso campo de energia.


Agora, com este exemplo, permitam que vos diga que possuis um campo de energia ao redor da vossa forma física que constitui uma realidade e é composto por energia real e tangível. Além disso é funcional. Nesse sentido deixem que vos introduza três termos: permissão, penetração e amortecimento. Tenham essas três palavras em mente.

Eu expresso-vos carinho. Contudo foram levados a experimentar uma sensação temporária de desconforto, o que vos serviu de exemplo do modo como permitis que os outros vos penetrem o campo de energia, coisa que automaticamente despoleta em vós as crenças de protecção pessoal, bem como de que alguém se pode tornar danoso para vós próprios; isso, por sua vez, dá lugar a outras crenças como a de que não sereis capazes de manipular a energia com tanta eficiência quanto julgais necessário. Isso constitui igualmente uma forma de penetração das vossas próprias questões no contexto da duplicidade do juízo de bem e mal.

Permitam que vos diga que qualquer um, qualquer essência ou coisa pode projectar energia na vossa direcção e vós, na vossa aceitação criais a permissão, o reconhecimento de se tratar duma bola de energia que vos terá sido expressada pelo outro, que forçosamente se deslocará na vossa direcção, mas que apesar disso possuis um campo de energia ao vosso redor bastante vigoroso, e de que tal campo detém a capacidade de transformar qualquer energia que vos seja projectada. Como tal, quando visualizais essa forma de energia projectada na vossa direcção, impelida de modo vigoroso e rápido de encontro a vós, isso transforma-se também numa bolha e dissipar-se-á. Desse modo, a expressão do outro não terá conseguido penetrar o vosso campo de energia, devido a que tenhais permitido que o vosso campo de energia actuasse como um pára-choques.

Isso não consiste numa expressão de falta de aceitação do outro mas constitui uma expressão da vossa própria aceitação assim como da vossa própria capacidade, bem como a aceitação dos outros pela admissão de qualquer expressão que possam emitir, reconhecendo-a como uma expressão inerente, motivada pelas crenças que ele alberga, o que não tem que vos afectar. Porque, se vos aceitardes e às vossas capacidades e energia, a bola transforma-se numa bolha que rebentará com tanta facilidade e ausência de esforço como uma bolha de sabão ao ser tocada pelo dedo.

TRATA-SE duma capacidade que vos diz respeito e que podeis exercitar continuamente. Só as vossas crenças vos sancionam em termos de serdes magoados ou depreciados ou que sois incompetentes ou incapazes de a realizar, e é a perpetuação destas crenças que vos permite aceitar a penetração dos outros bem como a projecção da sua energia. Podeis aceitar por meio da simples admissão, sem que seja necessário que se dê a penetração.

E com isso, no que designaríeis como a acção pelo inverso, podeis recordar este exercício e reconhecer igualmente que as vossas expressões constituem as próprias formas de energia que são projectadas na direcção dos outros, e de que eles poderão não obter informação objectiva referente à sua capacidade de rebentar essa bolha, de forma que a vossa expressão venha a penetrar. Por isso, o círculo continua.

Desejais colocar mais alguma questão hoje? (Pausa)

MULHER: Só para clarificar a primeira questão que foi debatida, quando se tem consciência de se ter cometido uma acção e de se ter proferido qualquer coisa, devemos, ao invés de a julgarmos, olhá-la de um modo inquiridor? Como, por exemplo: “O modo como reagi foi interessante”, facto esse que tornará aceitável...

ELIAS: Certo.

MULHER: …Que examinemos e a alteremos? Ao invés de dizermos: “Não devia ter cometido aquilo” será mais: “ Ena, como aquilo foi interessante! Interrogo-me unicamente de onde proceda.” Seria isso o que estavas a dizer?

ELIAS: Certo, sem criarem esse julgamento. Mas pode acontecer que abriguem, no vosso íntimo, um sentimento de falta de aceitação da vossa própria expressão, e se EXPERIMENTARDES essa sensação, isso servirá como uma indicação que assinalareis a vós próprios no sentido de examinardes que crença vos estará a motivar nessa direcção.

RODNEY: Eu gostava de levar isso só um pouco mais adiante. Por vezes dou por mim na presença de alguém e sinto uma forte sensação no meu íntimo que pressinto como medo pois parece dominar-me. Bom, trata-se duma acção. Poderá não ser uma acção exteriorizada porém não deixa de ser uma acção interior. Esta reacção sucede espontaneamente no meu íntimo e… pelo menos na minha perspectiva consciente, não é? Mas o que estás a sugerir são moldes através dos quais eu poderia mentalmente trazer uma questão à minha atenção, no sentido de me interrogar das razões para isso ocorrer?

ELIAS: Toda a vez que experimentais medo criais uma expressão objectiva de falta de confiança em vós. Portanto, em determinada situação em que experimenteis uma sensação de temor, podeis interrogar-vos e examinar a própria situação, por meio da observação de todos os aspectos e elementos dessa situação particular que é percebida como a causa dessa sensação de temor, porque na verdade está simplesmente a activar uma falta de confiança que já abrigais no vosso íntimo.

RODNEY: Posso referir um exemplo? Acontece - não sem alguma frequência - que, quando abordo o presidente da companhia em que trabalho, obtenho esta sensação focalizada no tórax que parece bloquear-me. Pressinto-o como um temor por me não proporcionar facilidade de expressão, e como referiste, a diferença de sentido que devemos adoptar deveria centrar-se na ausência de esforço.

ELIAS: Absolutamente.

RODNEY: Bom, com certeza que quando sinto essa sensação no meu peito, não estou muito na disposição de expressar sem esforço!

ELIAS: Absolutamente.

RODNEY: Por isso trata-se dum exemplo específico.

ELIAS: E com esse exemplo específico vamos endereçar-nos à questão. No conjunto das crenças subordinadas ao relacionamento, o qual começamos a debater, não deixei de penetrar áreas das relações dos empregadores bem como de outros tipos diversos de relações.
Agora, ao abordares esse indivíduo e começares a sentir isso no peito, essa emoção, a qual também se transfere para a área das sensações físicas, examina contigo próprio: “Que crença estará a motivar esta resposta particular em mim?” Com a consciência inicial de que a razão porque estás a expressar tal reacção se deva a que sintas temor e o temor constitui uma forma externa de falta de confiança em ti. Desse modo passas já a possuir alguma informação com relação à acção que está em decurso.


Agora, dirige-te à crença que se acha presa a isso. A crença consiste num relacionamento. O aspecto, qual “pássaro na gaiola” dessa crença, prefigura a autoridade. Isso constitui um aspecto bastante vigoroso dessa crença particular porquanto todos vós vos moveis no sentido de vos alinhardes pelo aspecto dessa crença em particular. Todos vós possuis áreas, na vossa vida, em que encarais determinados indivíduos como uma autoridade e com esse termo particular pretendeis significar que um outro indivíduo detém maior capacidade do que vós ou que esteja acima de vós, por assim dizer, ou seja mais detentor de algo do que vós. Isso resume a vossa definição de autoridade, ou seja, que outro indivíduo possa deter maior capacidade que vós numa determinada área. Que possa ser distinto, exclusivo e que se ache acima de vós. Externamente reflectis essa crença do relacionamento nas vossas expressões objectivas da criação de situações e de posicionamentos nos vossos organismos e nas vossas sociedades. Certos indivíduos ocupam determinadas posições. Outros ocupam posições de autoridade. Isso constitui igualmente um vigoroso aspecto desta mudança de consciência que deverá tornar-se factor suficiente de alteração da vossa própria criação da realidade.

Já tive ocasião de referir por diversas vezes que esta mudança de consciência deverá alterar a totalidade da vossa realidade, assim como também, uma das mais vigorosas alterações deverá centrar-se na realização da inexistência de autoridade, devido a que seja desnecessária, e por virdes a reconhecer serdes todos iguais. Não existe, na vida material, quem detenha qualquer habilidade que vós não detenhais! Não existe ninguém, na vossa vida física, que seja capaz de criar qualquer elemento que vós não possais igualmente criar! Porém, vós criastes esta realidade oficial para ser aceite por milénios, no sentido de designardes certos indivíduos como “guias” que vos expressem a forma de criardes a vossa realidade assim como aquilo a que com ela dais lugar, todavia actualmente direccionais-vos no rumo do reconhecimento de que VÓS criais a vossa realidade e que VÓS decidireis para vós próprios o modo como o criar bem como ao que deverão dar lugar com isso, sem seguirem as directivas dos demais. Podeis alinhar pela concordância com as expressões alheias porém será desnecessário seguir as suas expressões.

Vamos fazer um intervalo e logo podereis continuar, se assim o decidirdes.

RODNEY: Obrigado.

INTERVALO 14:50

CONTINUAÇÃO 15:00 (Tempo de chegada é de 8 segundos)

ELIAS: Continuando.

MULHER: Referiste que a única diferença existente entre ti e eu consiste em que tu tens a faculdade de recordar. Como poderei eu fazê-lo? Haverá algum exercício que eu possa implementar a fim de conseguir recordar?

ELIAS: Todos vós vos moveis dentro da área da recordação de vós próprios ao deslocar-vos para a aceitação pessoal. Nesse sentido, à medida que continuais a aceitar-vos e a vos unirdes a vós próprios através do reconhecimento das próprias capacidades mais vos deslocais no sentido da admissão das vossas próprias experiências. À medida que vos permitis aceder e unir-vos às vossas outras manifestações isso também vos deslocará no sentido da vossa recordação de vós próprios. Ao oferecerdes a vós próprios informação com relação a todas as demais manifestações que possuis nesta dimensão em particular, isso possibilita-vos muito mais informação com relação à recordação de vós próprios.

Cada uma das vossas experiências, nessa área, contribuirá, por assim dizer, para essa recordação. Cada uma dessas experiências serve como uma prancha na ponte que estendeis desde o vosso esquecimento individual, na direcção da essência e da recordação e isso constitui igualmente uma acção desta mudança de consciência. Por isso sugiro-vos uma área de iniciação, por assim dizer, que consistirá em vos permitirdes unir-vos a outras manifestações que possuis nesta dimensão.

MULHER: Poderias clarificar o que queres dizer com outras manifestações? Não estou certa de entender o significado disso.

ELIAS: Vós referis, em termos que VOS são familiares e próprios da vossa linguagem, uma manifestação como significando uma vida. Moveis-vos no sentido da vossa percepção do tempo linear. Por essa razão é que considerais as vossas outras manifestações como sendo vidas passadas ou vidas futuras. Eu digo-vos que se trata de outras manifestações da vossa essência porquanto não existe passado nem futuro. Todos eles sucedem em simultâneo. Por isso, decorrem lado a lado convosco próprios e não antes nem posteriormente. Nesse sentido, à medida que vos permitis unir-vos (à consciência) de cada uma dessas manifestações também começareis a proporcionar-vos uma maior recordação de vós próprios.

MULHER: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

MULHER: Elias, se me permites que pergunte… trata-se mais duma questão particular. A maior parte do que referiste com relação à aceitação pessoal e à confiança já conheço e venho a implementar desde criança, porém, tenho tido muita dificuldade com a aceitação pessoal e a confiança em mim própria a ponto de não desejar fazer mau juízo de ninguém. Desse modo, ao deixar de fazer juízo errado do outro deixo de escutar a mim própria ou então magoar-me-ei com essa aceitação pessoal, e permitirei, conforme disseste, que esta bola de fogo, tal como a vejo, exceda a barreira e me penetre.

Aquilo que gostaria de perguntar, se me for permitido, mais a título particular é, como haveremos de aperfeiçoar isso, especialmente quando nos encontramos numa situação diária com alguém que amamos e que está permanentemente… em que a permitimos que penetre. Muitas vezes temos força (para suportar) além da aceitação pessoal, seja qual for a razão porque surja, em que não permitimos que a bola de fogo penetre, todavia parece ser algo que precisamos aperfeiçoar numa base constante. Por isso, trata-se duma batalha constante, se quisermos, tanto interior quanto exterior, que resulta entre estas duas pessoas, para depois acabar por contaminar as restantes lá em casa. É bastante esgotante em termos de energia pessoal além de os deixar física e emocionalmente magoados. Como haveremos de lidar com isso?

ELIAS: Permite que te diga que muitos indivíduos se deslocam no sentido de dar lugar à criação deste tipo de situações pelo alinhamento que estabelecem com as crenças do relacionamento, e dentro do enquadramento dos aspectos desse conjunto de crenças, eles aquiescem com variadas expressões relativas ao relacionamento, que nem sempre são confortáveis.

Agora, deixa igualmente que te diga que, conquanto determinadas situações possam não ser confortáveis, na manifestação da atenção física, todas elas vos são benéficas para o cumprimento do vosso valor individual. Não quero com isto dizer que seja necessário que tenham continuidade porque só será necessário que cada um continue a deparar-se com situações de desconforto até que se tornem capazes de aceder à informação que proporcionam a si próprios - na direcção de cuja realização te estás a mover. Não terias permitido que a tua atenção tivesse sido atraída para este fórum nem tampouco estarias aqui a ter esta conversa comigo se não te estivesses já a deslocar no sentido de obteres acesso à tua própria informação nem te tivesses afastado do que criaste no passado. Proporcionaste a ti própria uma oportunidade para te enquadrares em determinadas situações de falta de conforto a fim de proporcionares a ti própria a informação necessária a que tinhas que aceder nesta manifestação particular. Isso também constitui um elemento de recordação: permitires-te sintonizar contigo própria.

Agora, nesse sentido te digo que tenhas em mente este exercício. Lembra-te da experiência que aqui tiveste, neste dia, e assim poderás praticar esse exercício com relação às tuas expressões mundanas, pois esse é o seu objectivo.

A questão não está em verdes a concretização desta mudança de consciência por meio de sinais como os do ribombar de fogos de artifício! (De modo humorado) “Ela já chegou!” A questão reside em serdes capazes de sustentar uma recordação de vós próprios, bem como na aceitação pessoal, e ISSO sim afectará a realização dessa mudança e dará lugar à criação dessas experiências e subsequentemente também aos fogos de artifício que vós tão desesperadamente desejais! Porém isso é um subproduto natural da acção real que está a ocorrer, e essa consiste na aceitação pessoal.

Muitos, mas mesmo muitos indivíduos dos que se acham na manifestação da atenção física, influenciados pelo conjunto das crenças convencionadas assim como pela realidade oficial, deslocam-se no sentido de assumirem responsabilidade pessoal pelos outros e isso constitui uma das questões que MAIS vos afectam na experiência física. E eu digo-vos que já detendes responsabilidade que chegue no empenhamento em vós próprios, e já assumis responsabilidade pela vastidão que vós próprios abrangeis, sem precisarem ter que assumir responsabilidade por mais ninguém, porquanto ELES detêm responsabilidade por si próprios.

Além disso, na vossa realidade oficialmente aceite foram-vos inculcadas crenças e vós aceitastes a acção dessas crenças e conformastes-vos com elas - isso desde que eram bem pequenos, por assim dizer - de que não sois responsáveis pela vossa vida nem pelo que criais. A OUTROS será outorgada tal responsabilidade além de EXISTIREM outros indivíduos, como vós, que assumirão essa responsabilidade! Por essa razão os demais não precisam responsabilizar-se por si próprios nem pelas suas criações, nem tampouco estão a criar a sua própria realidade - Ah não! - porque vós criai-la no seu lugar. Incorrecto! Vós não criais a realidade em lugar deles. Eles criam a sua própria realidade sem que preciseis sentir-vos responsáveis pelas suas criações, porquanto sois já bastante responsáveis pela vossa própria.

E nesse sentido permitam-me que vos encoraje e vos diga que vocês já criaram bastante desconforto por tempo demasiadamente longo e já acolheram a vossa própria mensagem - por assim dizer - não acolheram? Por isso, agora é desnecessário continuarem com essa criação particular pois oferecestes a vós próprios a vossa própria informação e actualmente podeis permitir-vos a oportunidade de vos tornardes livres - a vossa própria compreensão - de criarem a vossa própria expressão enquadrada na vossa criatividade, sem precisarem aceitar responsabilidade pelos outros e sem permitirem qualquer penetração, dando oportunidade a que o vosso “amortecedor” a detenha com naturalidade. As pessoas deixam-se atrair para as criações de desconforto dos outros, ou aquilo a que chamais negatividade, porque com isso proporcionam a si próprias informação, mas quando recebem essa informação, a sua necessidade da participação deixa de ter continuidade. Estão a compreender?

MULHER: Sim, estou.

ELIAS: A vossa necessidade de participação cessa, pois tereis oferecido a vós próprios informação. Vós constituis uma criação gloriosa de vós próprios. Por isso aceitai esta expressão maravilhosa que vós criastes em toda a estética que envolve a sua beleza.

MULHER: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê, e vou convidar-te para participares no futuro, se assim decidires, e aí continuarei a dar-te reconhecimento em relação aos teus avanços.

Muito bem. Vou permitir mais uma questão após o que darei por terminada esta sessão.

HOMEM: Eu sou, por assim dizer, um perfeccionista, só que ser perfeccionista equivale a fazer uso do juízo de valor.

ELIAS: Em que poderás ser perfeccionista se já és perfeito? (Risos)

HOMEM: Bom, sou uma pessoa que valoriza o detalhe, e as pequenas coisas que ficam por dizer ou fazer como gostaria, aborrecem-me.

ELIAS: Ah!

HOMEM: Como, por exemplo, quando um quadro pendurado na parede se encontra torto ou estacionar o veículo dentro das marcas, exactamente em paralelo com as linhas no pavimento… um tipo de pessoa desses! (Mais risos)

ELIAS: Sugiro-te que examines essas crenças vigorosas, não com relação ao perfeccionismo mas no que toca à falta de relação com a livre expressão!

HOMEM: Sim, já me ocorreu pensar nisso. (Toda a gente se desfaz a rir)

ELIAS: E em como todas essas expressões, como quadros desequilibrados, desalinhamento, cordões desabotoados ou outra expressão qualquer todas representam representações perfeitas de cada expressão individual, sendo que apenas pelas vossas crenças atribuem julgamento a isso e as exprimem como inaceitáveis ou TENDO QUE SER diferentes.

Eliminemos esse termo da vossa linguagem porquanto em si mesmo ele constitui suficiente factor de juízo de valor e de falta de aceitação! (A rir)

MULHER: Posso colocar uma questão breve?

ELIAS: Podes.

MULHER: O que acontecerá quando, por falta de um termo melhor, e já sei que este não é adequado...

ELIAS: Ah, ah, ah! Invalidação pessoal. (Riso)

MULHER: Está bem, vou dize-lo! Nós passamos por um incidente em que dois guardas foram alvejados contemplarmos esse incidente, torna-se bastante difícil considerá-lo sem empregar juízo de valor, dizendo simplesmente : “Bom, ele exprimiu o que estava a sentir.” Como haveremos de lidar com a perspectiva de alguém que derruba um edifício ou assassina uma grande quantidade de pessoas, com a consciência de que ele estava no direito de fazer aquilo? Como haveremos de lidar com isso pessoalmente numa base de ausência de juízo de valor?

ELIAS: No enquadramento da individualidade isso torna-se questão justamente pelo que toca à aceitação das crenças porque essas crenças perpetuam igualmente atitudes inaceitáveis. À medida que continuais a criar juízo de valor também perpetuais os actos que julgais. Vós criais ao emprestardes energia aos próprios actos que desdenhais.

MULHER: Através da consciência de massa (colectiva)?

ELIAS: Certo, todavia, a massa é afectada por cada indivíduo pois sem indivíduos não existe consciência de massa! E nesse sentido, os próprios elementos que desdenhais na vossa experiência física, e que julgais como negativos, de cada vez que vos pondes a julgar, também sofrem uma energia adicional. Desse modo a questão reside na aceitação, e nesse sentido podeis proporcionar a vós próprios uma maior capacidade de vos moverdes na sua direcção se reconhecerdes que nenhum tipo de acção decorrerá entre dois indivíduos que não seja objecto de comum acordo. Podeis não afectar de modo nenhum - sublinhai a frase toda! - sem estardes de acordo com o outro indivíduo pois se o outro não se achar em acordo com a vossa expressão, tal não se realizará.

As essências NÃO são intrusas. Por isso, é requerido, por assim dizer, que exista comum acordo antes que CADA acto se realize e nesse sentido, até mesmo aqueles actos que julgais mais vis e violentos, podem de algum modo tornar-se benéficos porque vós deixais-vos atrair para a sua experiência a fim de vos proporcionardes informação de qualquer tipo, e por sua vez eles movem esse acto a fim de cumprir o seu sentido de valor de algum modo, quando não até mesmo com o fito de vos ceder energia para o cumprimento do vosso sentido de valor em áreas em que tereis atraído informação. Pode muito bem acontecer que não resulte muito clara nem objectiva a razão porque vos deixais atrair para certas situações, mas à medida que vos permitis tornar-vos mais conscientes de vós próprios e escutais a vossa “linguagem” - os vossos próprios impulsos, as vossas próprias impressões assim como as expressões da essência para convosco, e vos moveis rumo á aceitação de vós próprios e dais atenção às vossas crenças também proporcionareis a vós próprios uma maior compreensão no que toca a esses aspectos de que falo.

MULHER: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê. Muito bem. Por hoje vou terminar este encontro e convidar-vos a todos a voltarem a juntar-se no futuro, se assim concordarem. Expresso-vos neste dia uma energia de amor com toda a ternura de modo a que possais continuar com o vosso dia cercados por esta energia que estendo a cada um, e ofereço-vos uma imensa ternura e afecto. Um aficionado au revoir.

Elias parte às 15:26 da tarde.

História do Rebento, extraído da sessão #37, 13/09/95.

Vou contar-vos uma pequena história que podeis contemplar ao longo de toda a vossa semana. Com ela recordai-vos das vossas convicções e significados. A minha história refere-se a dois rebentos, ambos exactamente idênticos, ambos em crescimento. Um a crescer de modo natural, em direcção aos raios de sol, a aquecer-se e a alimentar-se naturalmente com a chuva, e a descansar sob a lua. O outro olha ao redor, observa o céu, contempla o sol e diz para consigo próprio: “Talvez devesse crescer durante a noite pois o sol é demasiado quente e é capaz de me queimar ou esgotar as minhas energias, e a chuva invade tudo e molha-me todo e além do mais não gosto lá muito desta chuva nem acredito que me faça crescer de modo apropriado. Talvez devesse investigar de onde ela vem e analisar as razões do sol de modo a obter certezas quanto às vitaminas adequadas, e talvez a lua seja mais benéfica ao meu crescimento e eu consiga crescer mais alto se o fizer durante a noite, enquanto este rebento idiota aqui ao lado se deixa tornar raquítico a este sol.” E na manhã seguinte o nosso rebento expande as tenras folhas recém-formadas enquanto as desdobra e cresce em completa confiança, ao passo que o outro rebento observa o mesmo sol e contempla o rebento a desdobrar-se em formosura e faz assim: (Aqui Elias retorce o corpo de Mary e produz uma contorção facial grotesca)

Bom, esta história versa sobre as vossas convicções bem como a atenção para com essas mesmas convicções. Também versa sobre a confiança em estabelecer ligações. Além disso inclui uma adequada noção de responsabilidade pessoal. O rebento que cresce com confiança adopta um responsabilidade pessoal genuína ao não procurar mudar ou auxiliar o rebento que emprega aquelas análises, mas à medida que vai crescendo com verdade e confiança irradia um exemplo. Resplandece na sua essência como um exemplo para o outro rebento, e à medida que o outro rebento se desenrola durante o dia, ele repara no rebento erecto e escolhe a vertente da ausência de esforço e da confiança como mais fáceis, pelo exemplo que lhe foi dado. Assim, tornem-se todos rebentos confiantes e irradiem o vosso exemplo.


© Direitos reservados a Vicki Pendley e Mary Ennis.

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