domingo, 19 de junho de 2011

PERGUNTAS E RESPOSTAS



Sessão 3
“Perguntas e Respostas”
Segunda-feira, 1 de Maio de 1995 (Revista)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes: Mary (Michael), Vicki (Lawrence) Christie (Oliver), Laszlo (John), e um participante novo, Debbie (Catherine).

Nota da Vicky: Os apontamentos desta sessão foram feitos pela Debbie, já que eu considerei impossível faze-los. Credito-lhe toda a minha confiança, por ter sido capaz de conseguir tal feito logo na primeira sessão. A transcrição que se segue constitui uma revisão do original produzida pela Debbie.

Nota da Debbie: Na sua primeira aparição, o Elias apresentava uma aparência ligeiramente vaga e entusiasmada ao redor do rosto da Mary. À medida que a sessão progrediu, o Elias, no corpo da Mary, tornou-se mais distinto, mais focado nos contrastes e mais nítido. O Elias balançou o corpo para a frente e para trás e olhou ao redor da sala, sem jamais demorar o olhar demasiado em ninguém nem em objecto nenhum. Encarou cada um dos presentes durante uns instantes, como a reconhecer cada um.

ELIAS: Boa noite. (Pausa) Vamos debater a “Arte de Viver” (voltando-se para a Debbie) Na última vez não estiveste presente.

DEBBIE: Não.

ELIAS: Sê bem-vinda. (Sorriu, seguido duma pausa)

CHRIS: Na última sessão fizeste menção à ligação existente entre mim e o Michael, no papel de mãe.

ELIAS: Tu foste mãe dele: ele era teu filho. Tratou-se dum encontro breve. Por vezes torna-se difícil aceder ao tempo exacto, mas não é importante. Tens alguma razão para o perguntar? Consideras importante saber?

CHRIS: Penso que desejaria estabelecer uma associação.

ELIAS: Nós reunimo-nos com um propósito; não por acaso. Todos vós vos encontrais num certo nível de compreensão. Foi por isso que escolhi falar convosco, e pela razão de que vireis a contactar outros que colherão benefícios da compreensão que apresentais. Há muitos que passarão a compreender. E que são dotados dum “espírito semelhante”. (Sorri)

DEBBIE: Eu preciso saber qual é o meu propósito.

ELIAS: O teu propósito? (A Debbie responde com um firme mas suave “Sim”) O teu propósito consiste em experimentar. O teu propósito consiste em te focares na tua essência. O teu propósito é o de vivenciares uma vida física. Tu não podes guiar os outros; eles guiar-se-ão a si próprios. Deves focar-te na interacção que exerces com a tua própria essência pois isso irá afectar outros. Deves compreender que não podes mudar os outros. Deves concentrar-te nas tuas próprias experiências e na tua própria essência.

Nota da Debbie: A conversa que ocorreu a seguir não está clara. Foi colocada uma pergunta em relação ao Michael e à ligação que ele tinha com o Elias. Elias declarou estar sempre presente junto do Michael e falar-lhe com frequência, todavia...

ELIAS: Eu falo com o Michael a toda a hora mas ele nem sempre dá atenção!

Nota da Debbie: A Vicki declarou ter uma lista de perguntas da parte do Michael, devido a que ele não pudesse estar presente para as colocar em seu nome. Além disso queria saber se ele alguma vez conseguiria observar tais procedimentos.

ELIAS: Isso é uma criação resultante das alturas em que não se foca. É o que passará a experimentar quando não se achares focada no físico.

VICKI: Coloca uma pergunta relativa às ocorrências negativas que se dão por todo o mundo: bombas, etc. Essa pergunta fora colocada pela Mary, inspirada pelo recente desastre de Oklahoma.

ELIAS: “Negativas” é um termo relativo. Todas as coisas se manifestam por um motivo. Vós escolheis criá-las, e fazei-lo tanto individual como colectivamente. Não existe nada de negativo. Vós precisais focar-vos na vossa própria essência. Precisais obter conhecimento porque o conhecimento conduzir-vos-á à compreensão, e a compreensão conduzi-los-á à paz, e à aceitação do “que é”.

CHRIS: Onde obteremos conhecimento?

ELIAS: Existem vastas fontes de conhecimento ao vosso dispor aqui; quer junto de indivíduos, livros, ou vós próprios. A vossa essência já possui as respostas, se prestardes atenção. Só precisais desviar a atenção.

VICKI: É difícil entender a razão porque coisas más nos acontecem.

ELIAS: As pessoas estabelecem decisões e escolhas antes mesmo de se manifestarem e essas escolhas são todas imbuídas dum propósito colectivo. Por vezes é para fazer despertar outros indivíduos. Por vezes é para fazer despertar o governo. Sempre existe uma razão. Esses indivíduos que terão escolhido tais experiências, fazem-no por um propósito elevado. Não deveis preocupar-vos com isso, por se tratar duma mera passagem. Vós não ides permanecer aqui por um período muito longo. Está esclarecido?

LASZLO: De que melhor forma poderemos experimentar a nossa essência?

ELIAS: Por meio dos vossos sonhos. Nos vossos sonhos é onde mais vos aproximais do vosso estado natural!

Nota da Debbie: Elias mencionou o conceito de que as nossas vidas constituem uma ilusão; de que elas constituem o sonho, enquanto o estado de sonhos é a nossa realidade verdadeira, a nossa existência real. (Posteriormente ficamos a saber que tal tinha representado um erro de interpretação)

CHRIS: Mas nós nem sempre recordamos os nossos sonhos.

ELIAS: Não recordais os vossos sonhos por vos divorciardes da vossa essência. Torna-se mais seguro desligar-vos daquilo que não conseguis ver.

VICKI: Nesse caso, seremos capazes de os recordar? Os sonhos conterão alguma mensagem que nos seja dirigida?

ELIAS: Contêm.

VICKI: Então seria bom procurar recordá-los?

ELIAS: Seria. (Sorri) Não existe nenhuma mensagem superior. Vós sois criadores divinos. Não existe nada de superior nem de transcendente a buscar. Tudo o que existe é infinito.

VICKI: Quem é o Elias?

ELIAS: Elias é um nome. Cada um de vós possui um nome. Eu tive o nome de Elias, numa experiência física.

VICKI: O Michael prefere Elias. (Tenham em mente que o Elias, na primeira sessão se apresentou sob um outro nome: Rastin)

ELIAS: Pois. Ele é tolo! (A rir de modo forçado) Mas isso é admissível.

VICKI: Teremos todos nomes para designar o que somos?

ELIAS: Dêem-nos um instante. (Pausa prolongada, e em seguida, dirigindo-se à Christie) Oliver. (Para o Laszlo) John. (Para a Debbie) Catherine. (Para a Vicki) Lawrence. Não são importantes. Haveis de ser conhecidos por muitos nomes. Elias é apenas um deles. Se ele vos deixa mais confortáveis, então é aceitável.

LASZLO: Conheceste um Juan? Don Juan? Foste mestre dele?

ELIAS: Se eu fui mestre do Juan? (Laszlo responde com um “Sim”) Não, não fui.

CHRIS: Onde se situará a razão do elo que nos une, ao Laszlo e a mim?

ELIAS: Num local de areia e faraós.

DEBBIE: Posso perguntar acerca do relacionamento em que me acho envolvida?

ELIAS: (A sorrir) Uma alma amável, um indivíduo bastante compassivo. Uma situação positiva.

VICKI: Já que todos estão a fazer perguntas, também gostava de saber algo acerca do relacionamento em que me acho envolvida.

ELIAS: Um indivíduo positivo que se prolongará pelo vosso tempo e irá prosseguir mais além. (Para a Christie) Vocês têm estado ligados por uma relação emocional, pelo que continuais ligados.

VICKI: Teremos almas gémeas?

ELIAS: (Riso forçado) Alma gémea é um termo que vós inventastes no vosso romantismo. Vós sois todos almas gémeas!

CHRIS: A minha mãe encontra-se do lado de lá. Pressinto que ela não se encontra bem.

ELIAS: Isso não é exacto. (A sorrir) Ela acha-se num período de espera para uma manifestação. Isso não passa duma interpretação intelectual. Não existe nenhum “sentir-se bem ou encontrar-se bem”! (Riso) Ela está a preparar-se e a definir escolhas.

VICKI: Alguma vez chegamos a escolher outros planetas ou universos para nos manifestarmos?

ELIAS: Vós possuís a capacidade de vivenciar todas as imagens, mais do que a vossa imaginação neste foco poderá conceber. Eu não... É difícil explicar isso por palavras. Podeis experimentar dimensões, enquanto aqui vos achais, por meio duma alteração selectiva do vosso foco da atenção.

VICKI: Estarão as pessoas aqui a receber visitas por parte de extraterrestres?

ELIAS: Não.

VICKI: Mas, estás a dizer que todos quantos defendem ter tido encontros ou visto extraterrestres estarão errados?

ELIAS: Isto é complicado. Esse é um outro foco da realidade. Vós acreditais que a vossa realidade é única, mas não é. Existe um número incalculável de realidades. Por vezes elas entrecruzam-se por breves instantes. (Faz uma demonstração cruzando os dedos das mãos)

VICKI: Coloca uma pergunta relativa ao conceito dos discos voadores, e ao facto dos relatos das visões deles constituírem uma fantasia.

ELIAS: Somente o conceito constitui uma fantasia; a experiência é real. A interpretação não está correcta. É por isso que o conhecimento e a compreensão são importantes; para evitar más interpretações.

LASZLO: O meu pai está morto. Hoje é o seu aniversário e eu depositei flores no jazigo dele. Ele terá conhecimento disso?

ELIAS: (Faz uma pausa, a sorrir) Ele não se encontra aqui. Ele encontra-se de novo entre vós. Ele não tem percepção das tuas flores. A sua essência está convosco; no sentido da manifestação física - que ele recreou de novo.

LASZLO: Mais alguém?

ELIAS: Sim, um bebé.

DEBBIE: Posso perguntar acerca do meu pai? Ele morreu quando eu tinha dois anos.

ELIAS: Ele não está aqui. Ele é uma criança, uma menina. Ele não se encontra nesta área. Ele está numa área distante do vosso planeta.

LASZLO: Quem é o meu pai, actualmente?

ELIAS: Quem é o teu pai agora?

LASZLO: Será um dos meus filhos?

ELIAS: Não, ele manifesta-se numa localidade próxima, no vosso país. Neste, não, num outro estado, no Ari... Ari...

LASZLO: Arizona?

ELIAS: (Acena com a cabeça) Arizona. Ele está com dois dos vossos anos.

VICKI: Gostava de perguntar se o meu pai terá finalmente encontrado alguma paz.

ELIAS: Ele ainda se encontra aqui. O tempo não tem o mesmo significado aqui. Vós experimentais a passagem de momentos (numa sucessão); nós, não.

VICKI: Então será possível viajar no tempo?

ELIAS: É.

VICKI: Poderemos anular o tempo, tal como o conhecemos?

ELIAS: É. O Michael faz isso.

VICKI: Faz?

ELIAS: Faz. (a sorrir) Agora ele não tem noção do vosso tempo. Este é apenas a percepção física que dele fazeis. E não é real. Ele encontra-se deste lado, só que não tem noção do tempo.

VICKI: Onde está o Michael?

ELIAS: Ele está aqui. Ele interroga-se sobre o motivo... (Impreciso) Ele está concentrado. (Aqui Elias explica a necessidade que o Michael/Mary sente de observar de modo confortável o prisma roxo)

VICKI: Poderá o Michael tomar parte neste debate?

ELIAS: O Michael não tem que se concentrar tanto no foco que exerce. Ele não vai sair por aí a voar!

VICKI: O Michael estava a questionar-se em relação à ansiedade que sente. Estará melhor?

ELIAS: Está, ele está melhor.

LASZLO: Coloca uma pergunta acerca do prisma roxo.

ELIAS: Nós trabalhamos juntos durante muito tempo, tal como percebeis o tempo. No seu inconsciente ele sente precisar dum ponto de concentração, pelo que foca a atenção no prisma. Ele roda enquanto ele o observa, o que lhe ocupa o tempo! (Ri junto com todo o mundo)

VICKI: Tu gostas do Michael de verdade, não gostas?

ELIAS: (Radiante) Oh, muito! Nós estamos demasiado ligados.

CHRIS: Poderemos contactar facilmente os nossos guias?

ELIAS: Podeis. Vós já o fazeis só que não acreditais nisso. Precisais parar de repetir para convosco, e de modo voluntário, não se tratar dum facto real. Vocês hão-de contactar os vossos guias.

CHRIS: Será o meu pai o meu guia?

ELIAS: As vossas essências sempre estarão ligadas. Tu hás-de comunicar com o teu foco. Muda; ele há-de ajudar-te.

VICKI: Poderias escolher outra pessoa por intermédio de quem pudesses falar?

ELIAS: Não. Eu despendi muito tempo com o preparo do Michael, o que exigiu uma concentração excepcional a fim de efectivar o contacto, além de muito trabalho para... É difícil de explicar. Seria necessário muito trabalho para estabelecer o contacto com outro indivíduo.

VICKI: Em que consistirá o Carma e de que modo estará ele relacionado com a reencarnação?

ELIAS: Nos termos da interpretação que lhe dais, o carma não existe.

DEBBIE: Graças a Deus! (riso)

ELIAS: Os incidentes não são regidos por nenhuma lei de causa e de efeito. Vós não carregais incidentes dumas vidas para as outras! Não se trata de nenhum resgate de dívida nem de punição. Vós sois seres divinos. Não tendes nenhuma dívida a saldar! Isso não tem lugar na manifestação sucessiva. Vós manifestais-vos mais do que uma vez, só que não a fim de saldardes dívidas nem de resgatardes problemas. Vós manifestais-vos a fim de vivenciardes experiências.

VICKI: Sempre neste planeta em particular?

ELIAS: Quando optais por escolher este ciclo, por certo. Quando escolheis outro foco, sim. Terá ficado esclarecido?

VICKI: Tão esclarecido quanto creio ter ficado!

ELIAS: Se escolherdes este ciclo haveis de vos manifestar até que estejais prontos para deixar de repetir.

VICKI: Reincarnar-te-ás de novo aqui?

ELIAS: Não.

VICKI: Serás capaz de te manifestar noutro sítio qualquer, como outro planeta?

ELIAS: Sou. Posso escolher manifestar-me num foco diferente, assim como escolher não o fazer. Estará isso esclarecido?

CHRIS: Porque razão escolheremos vidas tão difíceis?

ELIAS: Pela sua vivência.

CHRIS: Mas, porquê?

ELIAS: Porquê? Porque razão perguntas porquê? Não te viras para uma criança e a interrogas acerca da razão porque salta para uma poça! Vós manifestais-vos pela experiência, e tu ainda me perguntas porquê. A experiência que fazeis consiste na vossa manifestação. Vós escolheis. Trata-se unicamente duma questão de experiência. Vós não estais a direccionar-vos para coisa nenhuma!

VICKI: Faz uma pergunta acerca das dores nas costas que a Mary sente.

ELIAS: A dor é desnecessária. Quando escolheis a dor, isso deve-se a que sintais medo. Bloqueais uma determinada área, o que gera dor. Isso constitui a manifestação dum medo do contacto com a vossa essência, o que pode ser causado pela crença que tendes noutras coisas que chocam com o vosso conhecimento essencial. Sempre que deixais de compreender, passais a criar coisas que se tornam numa fonte de dor.

CHRIS: Será como nos casos em que as pessoas se sentem magoadas ou deprimidas?

ELIAS: É. Quando deixais de confiar ou entrais em conflito com as crenças que abrigais, isso era confusão. E quando vos confundis, o vosso corpo reage.

DEBBIE: A minha mãe causou-me dor. Só preciso saber porque razão.

ELIAS: Vós estabelecestes ambas um acordo intencional em conjunto. Por vezes uma essência situa-se demasiado no aqui e agora, em termos físicos. Por vezes sente necessidade de controlar; mas ambos concordastes com isso. O conhecimento que obtiveres deverá ser o da tolerância.

VICKI: Faz uma pergunta acerca da razão porque a Mary continua com as dores nas costas.

ELIAS: O Michael não está a dar continuidade a nada! O que ele não está é a exercer a confiança e faria bem melhor em se desprender do sentimento de responsabilidade que tem pelos outros e em confiar, e em deixar de se sentir tão fortemente ligado aos filhos. Eles hão-de estar sempre ao seu redor. Ele não há-de ficar só.

VICKI: Sentirá o Michael muito medo em vir a ficar só?

ELIAS: Ele alimenta conflitos bastante complicados em relação a certos problemas com que precisa trabalhar.

VICKI: Faz uma pergunta acerca da epilepsia de que padece.

ELIAS: Tu não interpretaste bem a explicação que te dei. Eu não quis dizer que todas as entidades duma essência se sintam seguras, ou que não possam ser prejudicadas. Se tiveres confiança... (passagem imprecisa) Primeira precisas trabalhar as crenças que tens. (Pausa) Vou admitir mais uma pergunta.

LASZLO: Poderei tocar-te? (Elias acena afirmativamente com a cabeça e o Laszlo adianta-se e toca-lhe na mão. Elias sorri) Obrigado.

VICKI: Deveremos preocupar-nos em relação à frequência com que poderemos fazer isto? De que modo deverá isso a afectar o Michael? Poderemos voltar a comunicar contigo?

ELIAS: O Michael permitir-vos-á saber quando se sentir confortável com isso. Sim, eu estou ao vosso dispor, para qualquer debate.

VICKI: Poderei perguntar se as questões que colocamos serão tolas?

ELIAS: Não. (A sorrir afectuosamente) Boa noite.

GROUP: Boa noite.

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