terça-feira, 21 de junho de 2011

O OBJECTIVO DO ELIAS


  
SESSÃO #293
“O OBJECTIVO DO Elias”
Quarta-feira, 1 de Julho de 1998 (Privada)
Tradução: Amadeu Duarte
(Versão resumida)


NANCY: Sinto-me bastante honrada pela tua presença diante de mim para falares sobre as minhas pequenas coisas individuais. Sinto uma enorme honra e gostava de te agradecer antes de começarmos.
ELIAS: Não tens de quê. Mas tão-pouco te deprecies porque tu és uma criatura gloriosa e como tal bastante merecedora desta acção em conjunto!

...

NANCY: Tu lês o meu pensamento? Como é que ocorre essa troca de energias? Consigo sentir algo na tua presença mas só me interrogo... Se realmente é tão simples quanto ler-me o pensamento; porque nesse caso deixo deliberadamente de pensar no que estou a pensar e... Porque tenho noção de ainda centrar aqui uma boa parte da minha personalidade mas passaria logo adiante rumo à parte essencial, deixando de lado a minha pessoa.

ELIAS: Mas tu ÉS a parte essencial! (A rir para dentro)

...

Deixa que te diga que, no foco físico esse seria um dos vossos sentidos internos, que designais como telepatia. Isso perfaz a acção do que pensais como sendo ler os pensamentos de outro indivíduo. Na verdade trata-se duma comunicação subjectiva que mantendes com outros indivíduos e que vos permitis desenvolver ao reconhecerdes essa comunicação em termos objectivos, e ao saberdes aquilo que está a ser comunicado.

Eu não participo nesse tipo e acção. Eu acho-me a interagir com cada indivíduo dum modo subjectivo, porém através dum intercâmbio de energias. Desse modo não existem pensamentos associados ao intercâmbio em que participo contigo. Essa é a razão por que te diriges a mim em termos auditivos, e eu te respondo em termos auditivos por intermédio do Michael. Isso proporciona-te a oportunidade de permaneceres em simultâneo numa consciência e de compreenderes de forma objectiva: de colocares perguntas e de receberes respostas ao teu questionamento.

A razão de ser deste intercâmbio objectivo, em que tu falas e eu respondo, deve-se a que, assim que começas a abrir a tua consciência no enquadramento físico e a dar atenção á periferia tornas-te impaciente e começas a desejar obter respostas objectivas de imediato. Por isso, torna-se-vos insuficiente, no quadro das vossas crenças, que suceda unicamente um intercâmbio subjectivo.

Desejais obter respostas em termos objectivos. E com a compreensão disso eu escolhi interagir de forma objectiva com os indivíduos, possibilitando-lhes que formulem as suas questões de forma objectiva além duma interacção concreta com eles. Mas na realidade a maior parte do intercâmbio ocorre em termos de energia. Esse é o elemento que sentes, a energia que experimentas. E apesar de não conseguires associar-lhe objectivamente pensamentos nem racionalizar essa sensação, SUCEDE uma troca de energias.

Nas áreas imateriais da consciência não existem qualidades emocionais nem de pensamento que possam ser projectadas. Existe unicamente energia para ser trocada. Vós criastes processos de pensamento e aspectos de envolvimento emotivos no foco físico a fim de experimentardes esses aspectos da realidade. Por isso vos permitis criá-los, e nessa dimensão em particular isso consiste nas expressões e no processamento da informação que empreendeis, neste particular enquadramento. O meu intercâmbio não se estende às áreas do pensamento nem da sensação, o que por vezes pode ser interpretado de forma errada no foco físico, não obstante ser propositadamente projectado.

Eu interajo propositadamente contigo por intermédio do Michael, que te oferece uma forma física com que te possas identificar e sentir confortável – ao contrário de passares pela experiência de teres uma visita dum fantasma! (A rir para dentro) Além disso também manipulo intencionalmente a energia a fim de me expressar no sentido da emoção, porque isso consiste igualmente no que vós criais no enquadramento físico e o que entendeis, bem como aquilo com que sois capazes de vos relacionar.

Desse modo percebes que eu exibo qualidades emotivas mas isso consiste numa manipulação da energia, numa projecção, tal como os vossos filmes projectam uma imagem que sois capazes de captar. Eu estou não só a projectar uma imagem como também todas as qualidades – ou QUASE todas as qualidades (A rir para dentro) que vós exibis no foco físico.

Eu não me desloco na direcção duma falta de aceitação tal como fazeis no foco físico porque não teria qualquer propósito nisso nem isso se acha no alinhamento das minhas intenções nem da minha comunicação junto de todos vós. Também não me volto no sentido de expressões que cada um de vós sustenta como negativas, por não desejar reforçar as vossas crenças no negativismo. Por isso não me torno impaciente nem me zango convosco nem exibo falta de aceitação. Isso seriam expressões destituídas de qualquer utilidade para vos exibidas.

Também te posso dizer que, conquanto não exista desperdício algum de energia na área da consciência que eu ocupo, poderá ser considerado, pela vossa parte, como um desperdício de energia para mim próprio o facto de me comprometer em responder-vos de forma directamente influenciada pelos vossos sistemas de crenças, que todavia não acontece.

NANCY: Está bem, obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

NANCY: Eu experiência estas “janelas”, aquilo que eu chamo “janelas” da realidade. Geralmente acontece-me antes de me deitar, à noite, quando me acho naquele estado limiar. (Provavelmente refere-se ao estado hipnagógico) Estou bastante consciente de não me encontrar a dormir mas os meus olhos permanecem cerrados, e aí surgem-me estas coisas semelhantes a buracos – por isso as chamei de “janelas” – que aparecem no meu campo de visão e revelam-me uma realidade que parece mais real do que esta, ainda que por um breve período de tempo. Eu pergunto o que poderei fazer para as tornar mais duradouras… Ou será que não as desejo com suficiente intensidade para virem a mim? Penso que gostava de saber o que poderia fazer para, obviamente, poder gravitar na sua direcção.

ELIAS: Continua a praticar com essas tuas “janelas”. Trata-se de pontos focais que admitiste em meio à tua expansão da consciência. Mas tal como falamos no nosso último encontro, acerca de como as pessoas se restringem ao que lhes é familiar e em relação à área do temor que sentem pelo que lhes é pouco familiar, deixa que te diga que apesar de, por vezes aqueles como tu no foco físico poderem ficar excitados com a descoberta de elementos novos na sua realidade, tu também te deténs no que te é familiar neste foco em particular.

Agora com relação à tua situação e às tuas “janelas” em particular – os teus pontos de focagem – isso consiste em pontos de acesso. As “janelas” constituem um excelente tom para esses portais porque te permitem obter acesso à realidade de outras “esferas”.

Vê se compreendes os próprios termos que utilizaste por meio da expressão: “Eu vejo que essas realidades são mais reais do que esta”. Aí reside a tua chave quanto ao que estás a criar e a razão porque a limitas, por se tratar de realidade DISTINTAS, mas NÃO SÃO MAIS REAIS do que esta. Permite-te a ti própria uma oportunidade para perceberes em ti própria uma crença que tem sido perpetuada pela tua sociedade em relação a esta realidade ser “Inferior” e de vos achardes a “Trabalhar no plano das tarefas”. Isso é igualmente reforçado pela vossa crença na reencarnação, o que consiste numa simples crença.

Nesse sentido, deprecias esta realidade em particular e não admitires uma apreciação da magnitude desta realidade particular nem reconheceres a exploração que fazes dela - por te PARECER vulgar e te TERES A NOÇÃO de estares completamente familiarizada com esta realidade particular… Por isso que te restará descobrir e explorar se já terás explorado todos os aspectos desta dimensão e realidade particulares? Em razão disso outras realidades parecerão ser mais interessantes e reais.

Com isso montas uma barreira para ti própria por estares a depreciar uma realidade, e ao fazeres isso na essência tu automaticamente bloqueias todo e qualquer acesso total a outras realidades, porque isso te reforçará a crença que tens nesta realidade de a depreciares. Por isso, na tua situação sugerir-te-ia que reconhecesses a maravilha de que esta realidade está imbuída porque isso ser-te-á útil e permitir-te-á um maior acesso a outras realidades.

Lembra-te de que não te achas num “plano de aprendizagem”. Não existem planos. Nem existem níveis distintos. Por isso achas-te unicamente a experimentar a concentração da tua atenção num foco dimensional em particular e actualmente estás a admitir uma oportunidade - com a expansão da consciência - de teres a percepção de outras realidades que também ocupas em simultâneo. E isso pode igualmente permitir-te a oportunidade de te reconheceres através de pressentimentos que tens como aqueles pressentimentos em que te sentes completamente “deslocada” nesta dimensão e de que talvez exista uma outra dimensão em que encaixes de forma mais confortável.

A razão porque sentes isso deve-se a que te permitas aproximar demasiado de outros focos que deténs noutras dimensões. A consciência desses outros focos ainda não foi completamente admitida por meio dum trespasse objectivo neste foco, não obstante dentro do quadro das probabilidades que estás a criar o mais provável seja que venhas a admitir tal acção. Mas actualmente, apenas te permites aproximar desses outros focos que deténs noutras dimensões, e aquilo que ESTEJA a trespassar seja um PRESSENTIMENTO desses outros focos pelo seu sentido de familiaridade, o conhecimento de ESTARES actualmente a participar em simultâneo em focos noutras dimensões.

Por isso, tu deténs um conhecimento disso e tornaste os véus existentes entre essas dimensões mais finos. Não os eliminaste mas tornaste-os mais finos a fim de que isso te permita deslocares-te para mais peto e contactares esses outros focos. Antes de te voltares para a admissão duma maior interacção com esses outros focos estás a permitir-te criar conforto junto deles e através do conhecimento de que eles são tu igualmente. Por isso não precisas sentir medo deles.

Porque as formas que sucedem num encontro efectivo de focos exteriores a esta dimensão particular SÃO pouco familiares. A criação da sua realidade não vos é familiar neste foco. Por isso, no início poder-se-ão provar como bastante aterradoras, devido a que NÃO vos sejam familiares, e poderes assumir exclamações do tipo: “Aquilo não sou eu mas algo exterior a mim porque aquilo não posso ser eu.” Mas é! Trata-se dum outro aspecto de ti própria e de momento estás a permitir-te a maravilha que é a exploração do contacto com outros aspectos de ti própria, no foco físico, aspectos esses que não ocupam esta dimensão particular mas que se encontram focados em simultâneo contigo neste foco.

Estou a reconhecer o passo que deste nesse sentido. Lembra-te apenas na excitação que sentes pelo teu contacto com esses focos, eles são completamente tu, e por isso és capaz de avançar no teu próprio ritmo e de evitar o temor nessa área do mesmo modo sem reforçares as crenças que sustentas neste foco e nesta dimensão particulares.

Pois tal como referi previamente acerca desta mudança da consciência: Ao mesmo tempo que vos abris pela consciência e pelo vosso conhecimento em conjugação com a acção desta mudança também atraís a vós o reforço duma consciência que comporta muito mais crenças, porque uma das fundações básicas desta mudança da consciência consiste em aceitardes as crenças que sustentais tanto individualmente como através da consciência das massas. Por isso haveis de prestar atenção de forma contínua e crescente bem como notar todos os aspectos das crenças que sustentais e com tal reconhecimento deslocar-vos-eis de modo automático para certas direcções em que deixareis de reforçar intencionalmente tais crenças. Também vos “posicionareis um passo adiante” de forma automática e observareis cada crença que vos possa esteja a bloquear os movimentos em frente, por assim dizer.

É por isso que não te permites, tal como disse, voltar-te completamente no sentido da exploração desses outros focos dimensionais, por não desejares igualmente reforçar as crenças de depreciação DESTE foco e DESTA dimensão. Lembra-te que apesar de eles te poderem parecer estranhos, tu também podes parecer estranha a eles! Mas sois todos uma mesma coisa, porque todos vós és TU!

NANCY: Está bem, obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

NANCY: Eu estudei com um mestre chamado Ramtha mas parece que tu vais mais além do que ele, coisa que me agrada. Tu referes-te mais acerca do nosso propósito aqui como consistindo unicamente em experimentarmos e não em nos dirigirmos para parte alguma; em existirmos e em experimentarmos unicamente. Só me pergunto se não poderás dizer-me algo acerca do Ramtha. Será sensato segui-lo? Não me refiro segui-lo no sentido de… Eu não sigo nada! Mas será bom que nos associemos a ele e tentemos seguir o que diz? Gostava realmente que me desses um parecer pessoal em relação à minha ligação com isso.

ELIAS: Deixa que te diga o mesmo que já disse antes a outros indivíduos, que existe uma grande quantidade de informação disponível e que existe um imenso número de essências que estão a oferecer informação, assim como muitos indivíduos no foco físico. Estou familiarizado com essa essência. Mas essa essência pertence a uma família da essência distinta da minha. Por isso a sua expressão apresenta diferenças.

Permite-me igualmente que te diga que em meio às diferentes famílias da essência, as essências podem preferir escolher oferecer informação através duma troca de energias (Mediunidade) e TODA essa informação deverá ser válida para o vosso foco físico, porque vós deixais-vos atrair para a informação que melhor se vos adequa e que sois capazes de implementar no vosso percurso e na vossa auto-descoberta, por meio da vossa experiência nesta dimensão particular. Por isso não te direi que o contacto com a informação que essa essência expressa seja errado ou incorrecto, porque não é, mas oferece-te informação e auxílio que te permitam alargar os horizontes de um modo que seja mais eficiente para ti.

Por isso encorajo-te a continuares a aceder à informação que essa essência oferece, mas também te direi que te lembres que, noutras famílias da essência, a troca de energias incorpora uma acção de tolerância em relação às crenças. Isso é implementado intencionalmente devido a que a informação seja oferecida em certas direcções de modo conjugado com as vossas crenças, de forma a poderdes compreender e assimilar isso em termos objectivos e ela vos desperte a atenção.

Comigo, pertencendo como pertenço à família Sumafi, escolho alinhar com a energia do propósito de criar uma troca de energias que vos proporcione uma informação destituída da maior quantidade de distorção possível, o que dá lugar à situação de não me alinhar pelas crenças sustentadas no foco físico. Por isso, e na expressão que dou ao meu propósito, não vos oferecerei informação que vos reforce as vossas crenças. Considero-as e exponho-as diante de vós, com isso oferecendo-vos uma oportunidade de as perceberdes.

Na consciência não existem segredos. Por isso é que tudo é exposto de qualquer modo, e não é ser intruso da minha parte por te expor aquilo que te expus - que és tu; apesar de por vezes poder NÃO ser tão expressivo contigo ou com outros e permitir – APENAS durante algum tempo – que continueis afectos às vossas crenças mais incrustadas, e não o desafie, porque isso sim poderia ser intrusivo, oferecer-vos informação para que não vos achásseis preparados em termos objectivos, por assim dizer, devido a que não vos acheis alinhados no tempo exacto. Mas no geral, com relação a cada um e a ti também, serei directo e exporei as vossas crenças e considerá-las-ei em conjunto convosco, porque isso vos permitirá a oportunidade de as perceberdes e de as considerardes em vós próprios.

E se não tiverdes uma consciência objectiva dessas crenças não podereis considerá-las nem avançar por entre elas!

ESTE é o meu propósito, o de não perpetuar as crenças existentes que sustentais, mas de facilitar uma informação de tal forma que indivíduos como tu possam perceber as suas próprias crenças, o que PERPETUARÁ esta mudança na consciência, porque não actualizareis essa mudança se vos mantiverdes presos às vossas crenças, pois o acto desta mudança consiste em aceitarem as vossas crenças. (Como crenças tão só)

Uma vez mais te direi que isso não quer dizer que passeis a eliminá-las, mas podeis neutralizá-las. Continuareis a deter crenças e a manter as vossas opiniões no que respeita a tais crenças, porém, elas deixarão de vos afectar porque não trarão nenhuma condenação associadas a elas. Por isso, serão neutralizadas. E presentemente detendes um IMENSO número de crenças imbuídas de juízo de valor.

À medida que avançais na exploração da aceitação das crenças também podeis proporcionar a vós próprios a oportunidade de perceberdes o quanto existe em termos de aspectos associados a cada crença. E eles são muito mais complicados do que as pessoas percebem!

Mas cada um desses pequenos “pássaros” que conseguis libertar da “gaiola” das crenças torna-se-vos bastante benéfico a fim de vos deslocardes com maior liberdade rumo à aceitação, o que vos permitirá um novo e espantoso sentido de liberdade, uma libertação dos (hábitos) das velhas criações que já deixaram de vos servir adequadamente, e rumo a uma liberdade de exploração da vossa própria criatividade sem o encadeamento das crenças que se acham presas a vós e vos limitam a liberdade e criatividade.

NANCY: Eu estou bastante consciente de que tudo consiste numa crença...

ELIAS: Exactamente!

NANCY: ... Neste nível físico. Há momentos em que tenho uma percepção clara e consigo entender isso, tanto quanto me é possível, e por um momento consigo soltar isso, mas é claro, volto a cair no mesmo.

ELIAS: Porque te é mais familiar. Mas lembra-te igualmente que uma das razões porque vacilas se deve a que cries uma crença em relação aos conjuntos de crenças! (A sorrir) Tu dás continuidade à crença da duplicidade ao dirigires a tua atenção para (determinados aspectos) das crenças, porque inclinas-te no sentido de considerar as crenças como más e como negativas, e elas não o são. Elas não são boas nem más. Apenas existem (são o que são). Elas consistem em expressões de influências pelo modo como criais a vossa realidade, mas não são boas nem más, mas ao lhes atribuirdes sentido de valor também perpetuais essas crenças porque vos distanciais da sua aceitação e dais continuidade à condenação.

A aceitação consiste na AUSÊNCIA de condenação e no reconhecimento de que a realidade É tal como é. A coisa consiste simplesmente naquilo que é mas não é boa nem é má. Apenas É. Essa é a área da aceitação e com essa aceitação vós permitis-vos uma grande liberdade, porque então deixa de existir afectação que essa crença possa causar.

NANCY: Certo. Vou tentar ser específica a ver se me podes auxiliar nisto. Recentemente vendi a minha casa. Bem sei que foi com base num pensamento de temor por achar que devia ir para qualquer outro lado. Isso faz parte da estratégia que o Ramtha propõe de que irão dar-se terríveis mudanças terrenas por aqui e tudo o mais, por isso eu e o meu marido fomos em frente a vendemos a casa. Ansiávamos por ir para ocidente mas eu já só me sinto deslocada em função desse desejo. Sei que crio a minha própria realidade, mas com as probabilidades que se nos deparam, talvez possas ajudar aqui a pequena Nancy e dispensar-me algumas das tuas pérolas de sabedoria.

ELIAS: Estás-te a invalidar! Tu não és a “pequena Nancy!” escuta a tua voz interior e lembra-te de que a informação a que acedeste conforme oferecida por essa essência incorpora crenças. Por isso recorre SEMPRE a ti própria. Na avaliação que fazes podes adoptar informação proveniente de outras essências, mas não deprecies a tua pequenina voz interior dentro de ti, porque ela consiste na comunicação que usas para contigo, na tua linguagem proveniente da essência, a qual te direcciona.

As pessoas no foco físico referem isso como sendo o seu Eu Maior ou a sua intuição, o seu guia, e associam muitas e variadas identificações a essa voz suave e murmurante, mas na realidade ela sois VÓS. Trata-se da vossa essência a falar-vos e ela não vos oferecerá informação incorrecta, nem vos oferecerá informação que confine (com os limites) das crenças. INTERPRETAREIS essa informação POR MEIO das vossas crenças, porém, essa informação por si só não vos é apresentada de forma restrita às crenças.

Por isso, quando sentes um ímpeto de te moveres fisicamente, tenta ter consciência de ti em meio ao ímpeto e reconhece estares propositadamente a criar uma linha de probabilidades. A influência do teu ímpeto de te desprenderes da tua habitação deslocou-se para a área do temor, por meio dum alinhamento com a informação que recebeste e da aceitação dessa informação através de aspectos de temor.

Deixa que te diga que vos foram oferecidas imensas profecias em conjugação com esta mudança de consciência. Ao longo da vossa história foram expressadas imensas profecias e presentemente percebeis que podeis estar à beira do seu culminar, coisa que por um lado encerra um aspecto de verdade, porque ESTAIS a chegar ao fim do período das dores nesta mudança na consciência bem como da sua realização, todavia todas essas predições consistem em probabilidades e não estão talhadas na rocha, e vós detendes a capacidade de fazer deflectir essas profecias.

(Com decisão) Isso constitui mais uma razão porque me dirijo a vós no foco físico, para vos recordar que detendes a capacidade de alterar as probabilidades. Cabe-vos a vós escolher quais probabilidades deveis inserir na vossa realidade estabelecida.

Nesse sentido, proporciono uma informação que as massas podem deixar-se atrair e desse modo dirigir a sua energia colectiva, bem como tu inclusive, para a área da criação duma menor possibilidade de trauma e do desvio das probabilidades de destruição e de dano para o que imensa energia foi cedida ao longo da vossa história.

Por isso, tais predições detêm e continuam a deter imensa energia, e podem materializar-se na vossa realidade estabelecida SE continuarem a gozar dum acréscimo de energia cedida. Mas vós detendes igualmente a probabilidade de deflectir essas profecias, essas probabilidades, e de criar diferentes actos.

É desnecessário procederem à criação de destruição, de morte e de trauma porque é mais eficiente dar lugar à calma e à facilidade, e o modo por que criareis essa tranquilidade é escutando a vós próprios e não pela aceitação tudo aquilo que é oferecido pelo que percebeis como exterior a vós.

Do mesmo modo, também deixo claro a todos que não sigam esta essência. Eu não pretendo fazer discípulos nem solicito quaisquer seguidores. Eu encorajo cada um a seguir a si próprio e a admitir-se e a reconhecer-se a si próprio e a tomarem consciência de que é desnecessário continuar a dar prosseguimento às vossas crenças sobre a autoridade e a outorgar o vosso poder para que outros vos dirijam.

VÓS possuís a capacidade de VOS dirigirdes a vós próprios! Não precisais que mais ninguém nem nenhuma essência vos dirijam os passos. Vós sois capazes de vos direccionardes e de criar experiências espantosas dentro do vosso próprio rumo.

Nesse sentido digo-te, em face da tua aspiração de avançar, para reconheceres o que referi como um processo que se desdobra em dois.

Um aspecto teu reconhece esse facto e tradu-lo por meio dum movimento físico objectivo que se reflecte em localizações geográficas, o que é completamente aceitável no que toca ao quadro particular de probabilidades que actualmente estás a criar, porque se achar em alinhamento com ele.

O outro aspecto desta situação é o de estares igualmente a reconhecer uma grande alteração em ti própria, naqueles que percebes como próximos de ti fisicamente assim como na acção desta mudança. SENTES esse movimento. Não traduziste esse aspecto do teu conhecimento; apenas traduziste o outro aspecto numa imagem objectiva reflectida no movimento da localização física.

Deixa igualmente que te diga que as aventuras que te esperam, dentro de algum tempo, podem estar a aguardar por ti em novas localizações, mas eu continuarei a actuar em conjunto contigo a despeito disso.

NANCY: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

NANCY: Estás a ver, toda a dissertação que usaste comigo, nada disso é estranho para mim. Eu não gosto da ideia de seguir nem sequer de me ligar seja ao que for que seja considerado a si próprio ou aparente ser em si mesmo ou por si só o todo. Não acredito nisso. (Suspira)

ELIAS: Desconfia das expressões que se movem nessa direcção, porque isso consta da continuação das crenças religiosas, e na presente alteração da consciência vós estais a distanciar-vos dessas crenças religiosas. Acautela-te continuamente de TODA a expressão de QUEM QUER que seja ou de qualquer que seja a essência que se expresse em termos absolutos e que se auto cognomine pessoalmente como “O Caminho”. Não existe nenhum caminho exclusivo. TU és o TEU caminho!

NANCY: Por vezes sinto-me tão próximo do conhecimento e do estado de plenitude. Já ouvi outros a falar disso como sendo a sua última encarnação. Só deus sabe como eles obtêm o conhecimento disso! Só me interrogo se não me poderias fornecer uma perspectiva com relação... Não é que eu pretenda que me confirmes como um espírito avançado sabes, porque eu já sei que o sou! Já o consigo sentir e sinto-me próxima a isso; apenas não pareço capaz de deixar cair o que subsiste defronte, esses véus. Por isso, se puderes dizer-me alguma coisa com relação até que ponto isso se processa, ou melhor, se esta é a minha última encarnação. Apesar de ter andado contornar a questão posso colocar-ta directamente!

ELIAS: Tu podes ser designada como um foco final. Deixa que te explique isso.

Todos os focos existem em simultâneo, e tal como já expliquei a outros, com a criação de focos numa dimensão qualquer, um é designado como o foco inicial e outro é designado como o foco final. Isso é uma designação para as acções a que esses focos particulares dão início. Não é uma designação que se possa empregar no tempo linear nem uma designação referente ao movimento dum foco para outro foco e assim sucessivamente. Essa é a percepção que tendes no enquadramento temporal, mas na realidade, a consciência não comporta qualquer linearidade de tempo porque tudo acontece em simultâneo. Por isso, os vossos focos em todas as épocas existem agora. Eles estão todos presentemente a decorrer em dimensões inseridas nesta dimensão – dimensões de tempo inseridas nesta dimensão física particular – mas todos eles estão a decorrer agora.

Nesse sentido, um foco é designado como sendo o foco inicial, porque esse será o foco que inicia. Pensa num átomo, um átomo singular que no seu movimento é capaz de explodir de forma espontânea em múltiplas partículas. O foco iniciante é o foco que dá início à acção de divisão de todos os focos em simultâneo. É o foco do estímulo e o indivíduo que ocupa esse foco particular deve comportar um conhecimento íntimo – a despeito da identificação objectiva que fará dele – de constituir uma assombrosa nova exploração da criação, e nas crenças que comporta sentirá no seu íntimo não se ter manifestado antes, porque essa consiste na designação do início dessa explosão num foco físico particular por parte desse foco, e do seu apego às crenças que alinham pela crença da reencarnação. Mas não existe reencarnação porque todos os focos sucedem em simultâneo.

Mas tu és designada como um foco final. Nesse sentido, a acção que é designada como a de foco final é aquela em que, na altura em que escolhes desprender-te deste foco particular – por altura do que designais como morte, o desenlace (da carne) – todos os demais focos existentes nesta dimensão que pertencem à tua essência também se desprendem, ou dão lugar a uma oportunidade de se fragmentarem e de continuarem na qualidade de essência fragmentada. Mas todos os focos que se acham ligados à tua essência e desejarem continuarem a pertencer à tua essência, deverão passar pelo desenlace igualmente no momento em que escolheres o desenlace. Isso descreve a acção que é designada como foco final.

A razão porque as pessoas pressentem constituir um foco final prende-se com um conhecimento que pressentem no seu íntimo de terem concluído, e em certas situações podem até experimentar no foco final uma sensação de cansaço ou um elemento de aborrecimento. Tudo isso representa uma tradução desse conhecimento íntimo de serem designadas com focos finais. Experimentam uma certa impaciência nesse foco, e por vezes uma sensação de urgência, e de quererem desprender-se e avançar em frente. Isso são tudo diferentes aspectos, ou sensações, que podem ser experimentadas num foco final.

Muitos indivíduos que se deixarão atrair para esta informação em particular e para mim mesmo, constituem focos finais, porque se acham a deslocar-se dentro da acção desta mudança nos seus ímpetos finais e encontram-se a explorar a expansão da consciência e a acção de transição durante o foco físico e se encontram a preparar-se para se moverem com maior rapidez durante a transição, e descartarem essas crenças e passarem para outras áreas da consciência a fim de empreenderem novas explorações. Nem todos aqueles que vêem a mim ou em busca desta informação serão designados como focos finais, mas uma enorme quantidade deles é, e tu achas-te incluída.

NANCY: Excelente explicação! Bravo.

O último aspecto que se prende com a minha vida - por mais que, na minha humanidade, seja capaz de amar o meu marido e os meus dois filhos - parece resumir a minha capacidade de amar, e parte das crenças que comporto dizem-me que não necessito permanecer junto deles a fim de continuar a amá-los ou isso. Quer dizer, sinto-me suficientemente capaz de encarar a coisa com suficiente objectividade desse modo. Só gostava de saber se me poderás dizer, uma vez mais só isso, se o meu marido se ajusta a mim. Que alcance poderá ele ter na minha vida mais vasta, assim como os meus dois filhos? Porque os escolhi ou porque razão me escolheram a mim? Esse tipo de coisa.

ELIAS: Em primeiro lugar, estão duas situações distintas em cena.

Em relação ao teu companheiro, cada um de vós escolheu o outro para actuar consigo. Isso não quer dizer que se trate do destino ou que te aches presa à continuação duma parceria com QUEM quer que seja. Isso faz inteira parte da escolha e a tua escolha prosseguirá pelo espaço de tempo que ela te proporcionar benefício.

Agora; tem consciência de que podes colher benefício de situações que nem sempre serão o que designas como confortáveis. Muitas pessoas escolhem criar situações de grande desconforto mas colhem benefício dessas situações, razão porque permanecem nessas situações de desconforto. Mas em qualquer altura em que prefirais optar por alterar a vossa escolha, isso servirá de indicador objectivo para vós de não estardes a colher benefício da situação que criastes e de que estais a oferecer a vós próprios a oportunidade de avançar e de vos voltardes para novas explorações; de que tereis experimentado isso e vos tereis permitido uma experiência em pleno em relação a isso, e de que actualmente podeis escolher uma nova experiência.

Com relação aos teus filhos, vós não escolheis os vossos filhos. Apenas procedeis a um acordo a fim de facilitardes o seu acesso ao foco físico. Nisso consiste a vossa participação. TODAS as outras acções são influenciadas pelas vossas crenças. O foco que entra, a criança, é quem escolhe. E escolhe tudo: toda a sua linhagem, aquilo que pretende herdar, a sua forma física e o alinhamento com as experiências em relação aos pais. Escolhem todos os aspectos que se acham em acordo com a sua entrada no foco físico. A vossa participação diz respeito unicamente à permissão que lhes proporcionais de nascer, porque vós moveis-vos igualmente na direcção das crenças que vos expressam responsabilidade e zelo por eles, tanto física como emocional, espiritual e intelectualmente, e por os perceberdes durante algum certo espaço de tempo como “inferiores”, que não detêm a menor possibilidade de criarem a sua própria realidade! Porque as crenças sugerem-vos que VÓS, enquanto pais, criais a sua realidade na vez deles, até uma altura em que se tornam capazes de a criar por si próprios. Mas isso está muito, muito incorrecto!

Eles criam a sua própria realidade desde o momento em que a sua essência penetra a forma física, e a partir daí eles procedem à criação de cada momento dessa sua realidade, porque mais ninguém é capaz de criar a vossa realidade excepto vós, seja em que situação for. Mas vós desenvolveis igualmente imensas crenças nessas áreas que vos expressam que DEVEIS ser responsáveis.

Também te direi que, enquanto mãe, comportas ainda MAIS crenças associadas a essas relações particulares entre mãe e filho. As mães no seu papel aceitam ainda mais responsabilidade e estabelecem mais crenças – e as vossas sociedades estabelecem mais crenças ligadas a esse papel em particular – do que o farias sob a designação de pai.

A tua experiência em relação à emoção do amor é perpetuada pelas crenças, mas consistem igualmente numa criação intencional. Vós dais lugar à criação da emoção do amor para com as crianças em alinhamento com as crenças das massas. Seria bastante errado da vossa parte deixar de amar os vossos filhos, não? Isso deixaria de ser aceite porque as crenças sustentadas pelas massas sugerem-vos que: “Isso consiste na nossa realidade estabelecida e estas são as regras! Vós enquanto pais deveis ser responsáveis e deveis igualmente amar os vossos filhos, e nós não queremos que passeis a comportar-vos de modo anormal e não experimenteis tal coisa!” (A sorrir)

Não estou a depreciar a tua própria expressão pois reconheço que te comportas de forma voluntariosa em alinhamento com essa crença e de que isso não te trás conflito. Por isso a coisa não tem importância. Tu amas os teus filhos e isso é aceitável. E também te proporciona, seja EM QUE área for que expresses essa emoção do amor, uma oportunidade de te expressares a partir da essência, porque essa área da emoção do amor no foco físico consiste na interpretação mais aproximada da essência que podes criar no foco físico.

NANCY: Isso até eu sabia.

ELIAS: Tudo o que posso dizer a um indivíduo qualquer, e a ti inclusive, já o SABEIS! Apenas vos lembro aquilo que já conheceis. A minha intenção, por assim dizer, nesta participação que exerço, consiste em vos facilitar a recordação porque vós já possuís toda esta informação e apenas estais a precisar dum “pequeno empurrão” para poderdes recordar tudo aquilo que já conheceis.

NANCY: Muito obrigado, Elias.

ELIAS: Não tens de quê. Desejas mais alguma informação neste dia?

NANCY: Aquilo que na minha lista ficou por perguntar é de menor importância. Tudo o mais colocaste numa perspectiva correcta e por isso vou dar-te descanso! Que tal? (Elias ri) Agradeço-te imenso por teres vindo a mim.

ELIAS: Não tens de quê, e vou estender-te o convite para me acederes em qualquer momento que o escolheres, e se desejares colocar-me questões podes pedir uma entrevista que eu acederei. Estendo-te neste dia uma imensa afeição e uma energia a envolver-te a fim de te encorajar nas tuas escolhas no escutar da tua pequena voz interior e na criação das tuas próprias probabilidades. Por isso estendo-te a minha energia de modo que possas sentir-te envolta nela e dou-te um carinhoso adieu.

NANCY: Obrigado. Adeus.

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