domingo, 19 de junho de 2011

RECORDAÇÃO DOS SONHOS - CONSCIÊNCIA ANIMAL



SESSÃO #29 (Grupo)
“Duração Ideal do Período de Sono”
“Recordação dos Sonhos”
“Os Centros de Energia e O Seu Papel Vital”
“Consciência Animal”
Domingo, 13 de Agosto de 1995
Tradução: Amadeu Duarte


Participantes: Mary (Michael), Vicki (Lawrence), Ron (Olivia), Elizabeth (Elizabeth), Jim (Yarr), Tom (James), Guin (Sophia), e, tendo chegado atrasada, a Jo (Joseph).

Elias chega às 6:31 da tarde

ELIAS: Boa noite. O Michael vai chamar-me enfadonho! (Dito em relação ao facto da Mary o ter retido no início da sessão) Vamos dar as boas vindas a um novo indivíduo (A Jo). (Pausa) Vou começar esta noite por me dirigir de forma extensiva ao assunto referente ao estado de sonhos, por parecer causar imensa confusão e preocupação nestes indivíduos. Ao falar com o James na nossa última sessão, referi de devíeis considerar fazer um exame das crenças que abrigais respeitantes á recordação que fazeis dos sonhos. Nessa medida, vou passar a orientar-vos no sentido de reparardes que as vossas crenças vos dão conta duma contínua separação, não só quanto à ideia de que o vosso estado de sonhar seja fruto da imaginação, mas confundindo-vos igualmente as crenças que abrigais quanto ao período do sono. Eu proporciono-vos uma maior informação, com o reconhecimento de que, quanto mais informação obtiverdes, melhor equipados estareis para lidardes com a vossa situação.

Vós, especialmente na cultura ocidental, sois criados duma forma que vos incute a identificação de certas horas do dia como próprias do estado de vigília e certos períodos do dia apropriadas ao estado de sono. Também vos é incutido que deveis acreditar necessitar dormir um certo número de horas. Tal como expressei anteriormente nas primeiras sessões, o vosso corpo físico não necessita de nenhum sono para se reabastecer. Necessita, sim, dum estado de repouso para regenerar as energias, mas o objectivo do vosso estado de sono reside na preservação do contacto com a essência. Haveis de descobrir que se continuardes com a crença de que o vosso corpo necessita de oito das vossas horas de sono, haveis, muitas vezes, de experimentar um esquecimento automático das actividades oníricas que tiverdes, em razão de estenderdes o vosso estado de sonhar para além do período de tempo que requer. Como na realidade não existe tempo, o ponto de referência que utilizais no vosso foco físico tanto pode ser comparativamente o de um segundo como o de um ano. Isso não provoca necessariamente um bloqueio mas sim um desfecho natural na recordação. Se não estenderdes o vosso período de sono por tanto tempo, haveis de notar que o vosso corpo se sentirá igualmente renovado, e além disso recordareis os vossos sonhos com maior facilidade.

No início da vossa semana, o Michael sentiu um choque em relação a uma impressão que teve dele mesmo, ao detectar uma crença relacionada com o estado do sono, por não interromper o seu sono para anotar os sonhos, acreditando que não conseguiria voltar a adormecer. Vou passar a considerar isso como a detecção duma crença. Esta crença serve como um exemplo daqueles de que já vos dei conta, que se situam abaixo dos sistemas conhecidos.

Já vos estendi bastante informação relativa às transmissões e às vias neurológicas, à expressão de direcção para com a vossa essência, à concentração, ao enfoque, e à expansão, relativamente ao vosso sonhar. Também vos direi que as vossas horas de sono afectam. Já vos disse que o emprego de substâncias externas ou de químicos podem afectar-vos o estado do sonhar. Acrescentarei a isso o facto de que, sem alteração alguma provocada a partir do exterior, podeis alterar a recordação se dormirdes por demasiado tempo. Vós fostes condicionados pela vossa cultura e pela vossa sociedade a acreditar que necessitais de tal período de sono. Eu vou-vos dizer que isso não é correcto.

O vosso corpo físico é capaz de suportar quatro ou cinco horas de sono, e de se sentir perfeitamente bem. A vossa comunicação com a essência não requer nem sequer tal montante de tempo, mas num período diminuto de tempo desses também haveis de notar que nas vossas tentativas para recordardes o vosso estado do sonhar, todos tereis experimentado uma tentativa de voltar a dormir, ainda que por breves instantes, a fim de recordardes o vosso sonho. E também notastes que tal método não resulta. A razão porque não realizais o que desejais prende-se com o facto de estardes a fazer o oposto do que necessitais fazer. Não necessitais acrescentar mais tempo ao vosso estado do sono para recordardes o vosso sonho. O que precisais é de reduzir mais o vosso período de sono para recordardes.

Isto também irá provocar conflito na Elizabeth, à semelhança do Lawrence. Isso envolve uma crença. Já vos expliquei a todos que vós fazeis uso duma crença que vai mais além dos enfoques religiosos que comportais e que se tornará mais difícil de alargar, de modo a poderdes passar a dar lugar a uma nova informação. Com isto passamos ao território que vai além dos conceitos e que avança para o terreno do viver do dia-a-dia! (Com humor) Esta ideia envolve um espaço vivo efectivo: o vosso período do sono. Esta representará uma ideia mais difícil de expandir, apesar de na realidade constituir uma ideia menos complicada e em que será mais simples agir fisicamente, só que vos interrompe o estilo de vida que levais. Eu vou dizer que se experimentardes esta ideia, haveis de vos surpreender. Haveis de notar que na vossa meditação, ou no caso de favorecerdes uma sesta, as visualizações que obtiverdes dos vossos sonhos ou estados alterados se tornarão vívidas e frescas, e facilmente recordadas. Não terá decorrido período algum de tempo para o esquecimento. Se experimentardes, também haveis de notar que num período de tempo de um quarto de hora de sono por dia, a título duma sesta, se tornará mais refrescante e produtivo do que permitir-vos tirar uma sesta de três horas.

TOM: Estarás a referir-te ao dia de ontem? (Elias sorri apenas)

ELIAS: Podeis experimentar por vós próprios. Podeis sentir o desejo de fazer a experiência durante as vossas horas de sono numa altura em que não vos seja requerida actividade alguma no dia seguinte, o que servirá de desculpa e de permissão para experimentardes sem produzirdes quaisquer efeitos adversos nem preocupação por vos virdes a sentir tão cansados para operardes no trabalho no dia seguinte. Surpreendentemente, podereis descobrir que de qualquer forma, não vos sentireis tão cansados quanto isso!

Vou referir o exemplo relacionado com a questão da ligação estabelecida pelo Lawrence e pelo Ron e pelo Michael que ocorreu recentemente, em que o Lawrence e o Michael não despenderam nenhumas oito horas consecutivas a dormir durante a noite, e em que cada um deles também recusou permanecer acordado após um tal período de tempo, retornando por breves instantes a dormir, e todos revelaram operar em perfeitas condições sem que nenhum se sentisse exausto, nem a sentir-se privado de um precioso período de tempo a dormir, e até mesmo com uma actividade acrescida durante as horas anteriores da noite, que deviam ter sido gastas a dormir. Não estarei certo?

VICKI: Estás. Contudo, eu recuperei o período de sono na noite seguinte! (A rir)

ELIAS: Também acrescentarei que vós não recuperais! (A sorrir) Ou contactais ou deixais de contactar. Não completais o período perdido numa ligação dessas.

RON: Posso arriscar uma pergunta breve? (O Elias, como sempre, diz que sim) Já tive vários casos em que tive que me levantar antes dum período extenso de horas a dormir e descobri que consigo funcionar perfeitamente, mas muitas vezes, posso passar a primeira parte do dia sem que tome consciência de estar a operar normalmente. Isso dever-se-á a alguma crença?

ELIAS: Correcto. Fostes condicionados e foi-vos ensinado que não funcionareis devidamente se não passardes um certo número de horas a dormir. O vosso corpo físico foi condicionado e treinado para responder desse modo, apesar de vos poderdes surpreender com a facilidade com que o vosso corpo se ajusta, caso permitais que essa crença seja descartada, quase instantaneamente. Quando vos encontrais doentes, o vosso corpo transmite-vos a informação de necessitardes de mais tempo de sono, em razão de necessitar de reservar energia para lidar com a doença. Quando não vos encontrais doentes, forçais o corpo a dormir, acreditando que se o não fizerdes, ele perca a intensidade à semelhança dum relógio e isso possa dar lugar à criação duma situação pouco saudável. O vosso corpo não é tão susceptível a uma situação dessas quanto acreditais. Vós não “apanhais” uma gripe, como se se tratasse duma bola que alguém vos atirasse! Isso encontra fundamento numa crença, com base na qual procedeis à criação duma constipação no corpo físico. Se não acreditardes que podeis adoecer, não contraireis a doença. Se acreditardes que uma falta de horas de sono vos possa afectar o desempenho no dia seguinte, aí o vosso desempenho sairá comprometido. Em termos realistas, o vosso corpo não requer um descanso tão prolongado.

Também descobrireis, tal como vos vou passar a dizer, conscientes de não poderdes passar a incorporar isso de imediato, que a atribuição que fazeis do vosso período de sono ao período nocturno não é natural e é igualmente pouco acertado. Se passardes a interagir e a observar o vosso corpo nas horas que antecedem a vossa madrugada, haveis de descobrir uma nova perspectiva do vosso mundo e da vossa consciência. As pessoas têm a ideia de serem “madrugadoras” ou “noctívagas”, ou nenhuma dessas coisas. Isso não passa duma fantasia. Vós, no foco físico incorporais de facto um relógio biológico, mas acertaste-o de modo incorrecto pelo tempo natural. A vossa percepção física, psicológica e consciente sofrerá uma grande alteração se vos permitirdes ver o vosso mundo e a vossa própria consciência em diferentes alturas. (Pausa) Estamos todos tão pensativos!

VICKI: Eu tenho umas perguntas. Frequentemente, quando durmo, acordo duas, três ou quatro vezes por noite, e nessas duas, três ou quatro vezes não recordo nenhum sonho, mas depois, ao acordar de manhã, é justamente quando costumo recordar os sonhos que tive. Desse modo, isso contradiz directamente aquilo que acabaste de referir.

ELIAS: Porquê?

VICKI: Bom, porque, se tiver estado a dormir digamos três ou quatro horas e acordar, se bem entendi o que disseste, deveria ser mais fácil para mim recordá-los.

ELIAS: Eu não referi que as vossas horas de sono devam seguir uma determinada ordem. Eu só referi um período de tempo. Por isso, vou-te dizer que se começardes a dormir tarde da noite, e vos permitirdes um reduzido número de horas de sono, haveis de experimentar o mesmo resultado. Não estou necessariamente a expressar que possas ir para a cama às oito da noite e levantares-te à uma da manhã e anotares um sonho que tenhas tido. Referi-me a um período de tempo, por vos centrardes bastante em períodos de tempo. O modo pelo qual escolhas ordenar esse período de tempo é lá contigo. Além disso, também te apontarei o facto de que, se precisasses de tanto tempo de sono, não acordarias quatro ou cinco vezes por noite!

VICKI: Bom, isso faz todo o sentido.

ELIAS: Obrigado! (Ri para dentro)

VICKI: Não tens o que agradecer! (Riso) Mas ainda assim resulta um tanto confuso quando a maioria da recordação dos sonhos que tivermos tido só é relembrada após sete ou oito horas de sono. Parece...

JIM: (Interrompendo) Mas isso é o que tu pretendias, desde logo. À partida pretendias dormir oito horas. Se pretendesses dormir apenas cinco, isso sucederia após esse período de cinco horas, não será?

ELIAS: Exacto. Estás a fazer uso duma crença.

RON: Essa vai ser difícil para ela entender.

ELIAS: (A sorrir) E para a Elizabeth, também!

TOM: É difícil para o James, também!

JIM: Então, começas desde o início e dizes: “Só vou dormir cinco horas.”

ELIAS: Só espero que algumas das nossas essências no foco físico não comecem a experimentar este conceito tão cedo!

VICKI: Mas eu entendo-te correctamente, que se fizermos essa experiência de dormirmos um pouco menos, obteremos um maior sucesso no contacto com os sonhos que tivermos.

ELIAS: Correcto. (A Vicki suspira) Agora, também te vou dizer que se vos concentrardes com uma intensidade extrema, e pensardes: “Esta noite vou dormir quatro horas! Vou acordar daqui a quatro horas! Acordarei e anotarei o sonho que tiver tido, pois serei capaz de o recordar!” o mais provável é não te recordares! (Todos desatam na risota)

Passará a instalar-se um bloqueio deliberado, por não dares permissão a um fluir natural! Tenho-te estado a dizer, quase desde a altura em que começamos estas sessões, que deveis, antes de mais, dar lugar a um fluir. Se vos focardes de modo demasiado sério ou deliberado, acabareis por o bloquear. Não se trata dum caso como o de pregar um prego com o martelo, em que quanto mais baterdes no prego, mais eficazmente ele penetrará na madeira. Estamos a falar de contactar e de comunicar com a essência, que, tal como no caso dos vossos impulsos, constitui um fluir suave e silencioso. Ela não se dirige a vós aos berros, conforme citaste. Se forçardes a vossa consciência a “a dar saltos a atravessar os arcos” como uma foca, ela desligar-se-á e não vos responderá. Se te focares no experimento somente para veres o que sucede, e permitires um fluir, e não esperares ser confrontada com o desapontamento, quando acordares, poderás surpreender-te. Isto terá respondido à tua pergunta?

VICKI: Respondeu.

ELIAS: Eu diria que já vos forneci suficientes ideias sobre como estabelecerdes contacto nos vossos sonhos, por esta altura, de modo que já poderíamos escrever um livro intitulado “Como Recordar os Vossos Sonhos!” (Com humor, seguido de riso) (Pausa) Damos as boas vindas ao Joseph.

JO: Obrigado. Olá.

ELIAS: Agora, para nos desviarmos da discussão subordinada ao estado de sonhar, vou-me dirigir ao nosso novo amigo, e perguntar se deseja informação de carácter pessoal. Como terás notado, eu interrompi-te antes de poderes sequer pensar! (Directamente para a Vicki, a sorrir, o que a leva a rir)

GUIN: Não.

ELIAS: Muito bem. Se no futuro, conforme os termos que empregais, desejares informação sobre a essência, eu estarei ao teu dispor para ta transmitir. Dar-te-ei, a título duma oferta de boas-vindas, o nome Sophia como o nome da tua essência.

GUIN: Obrigado. (Baixinho)

ELIAS: Não tens o que agradecer. Vou permitir que vos desvieis, após a sessão que tivemos na semana passada, e escolhais um novo elemento que diga respeito ao vosso enfoque religioso, se o desejardes, pois mais tarde voltaremos ao assunto da vossa psique, por notar que possais estar a ficar “psicóticos”! (Riso, seguido duma prolongada pausa)

VICKI: E que tal um tema subordinado aos nossos corpos?

ELIAS: Muito bem, mas para o que desejarás que me dirija em primeiro lugar, num tema desses?

VICKI: Bom, que não verse sobre o sono! (Pausa, a rir) A saúde.

ELIAS: (A rir) Vou perguntar ao Lawrence se ele não poderia indicar um assunto mais generalizado, pode? Desejarás saber de que forma promover a saúde, ou falar de cuidados de saúde, ou sobre profissionais de saúde, ou talvez sobre a falta de saúde? (Todos se desmancham de tanto rir, inclusive o Elias)

TOM: Penso que seria melhor reflectirmos um pouco sobre isso.

RON: E que tal sobre os chakras. Sempre me interroguei sobre a função que desempenharão no corpo.

ELIAS: Os vossos chakras, conforme expliquei previamente, constituem centros de energia, e desempenham um papel muito importante. Haveis de descobrir que se dispensardes uma maior atenção e estudo a esses centros de energia, muito menos necessidade tereis das cirurgias empregues pelos vossos médicos.

Cada um desses chakras afecta determinadas áreas do vosso corpo, cada um dirige certos elementos energéticos, e cada um exibe igualmente qualidades vibratórias, tal como no vosso espectro luminoso em que a luz exibe uma qualidade vibratória. A luz não vibra toda à mesma velocidade. Cada uma das cores exibe uma velocidade vibratória individual, o que se aplica igualmente aos vossos centros de energia físicos situados no vosso corpo. Diferentes partes do vosso corpo possuem também qualidades diferentes. Por isso, diferentes cores ou combinações de cores a girar juntas podem afectar diferentes funções corporais. (1)

Sendo o roxo a cor que vós tendes que possui uma vibração mais forte, haveis de notar que constitui o vosso chakra coronário, que se encontra localizado na vossa cabeça. Essa não é uma localização simbólica. Na realidade constitui o centro vibratório de energia que dirige os outros centros de energia todos; sendo por isso o centro que mais instruções transmite, além de ser o mais poderoso e o que emana mais energia; Esse centro também é o mais poderoso em termos de receptividade, pelo que o designais como associado às faculdades “psíquicas”.

Fisicamente, o vosso quarto chakra, o qual é verde, é o vosso chakra que mais propriedades de cura apresenta; esse centro de energia dirige a sua energia para a manutenção das vossas funções corporais, e mantém a expressão do vosso corpo em sintonia, por assim dizer. Quando criais uma situação de enfermidade ou de doença, ou tendes um acidente que vos crie ferimentos físicos, esse centro verde é o centro que dirige a atenção para essas áreas. Também podeis rodar essa cor na direcção oposta e provocar desordens físicas com a sua energia.

RON: Qual será a rotação apropriada?

ELIAS: Nos termos que empregais, é no sentido dos ponteiros do relógio. Isso não vos deverá parecer estranho, por baseardes a rotação apropriada de todas as coisas nessa direcção, pela simples razão de ser a direcção apropriada para a rotação. Vós, no que designais por inconsciente, dirigis os vossos relógios e todos os elementos rotativos nessa direcção. Além disso, inconscientemente também compreendeis que um sentido de rotação no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio queira dizer a ideia de “desfazer” algo. Essa ideia não surgiu simplesmente do nada. Ninguém na vossa antiguidade vos terá aparecido a dizer: “Penso que devíamos rodar no sentido dos ponteiros do relógio”, por não existirem relógios! Essa era uma expressão natural. Os vossos planetas giram nessa direcção. Toda a energia dotada de uma expressão criativa gira nessa direcção. Se pretenderdes “desfazer”, ou usar do que designais por “acção negativa”, a rotação passa a inverter-se, chegando mesmo a aplicar isso aos elementos constituintes dos vossos átomos, ao criardes a expressão da carga negativa dos electrões e a sua rotação no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio, sem criardes elementos nenhuns. Para criardes precisareis empregar uma interacção positiva. Uma carga positiva não necessita de mais nenhum elemento para chegar a criar. A carga positiva não necessita de mais nenhum elemento para poder criar, pois por si só é capaz de criar.

Por isso, e para voltarmos aos nossos chakras, eles rodam no sentido dos ponteiros do relógio. Contudo, isso na realidade, constitui uma excelente informação para vós, por não pretenderdes rodar os vossos chakras, por um processo de visualização consciente, na direcção oposta, desse modo dando possivelmente lugar à criação de desconforto em vós próprios, apesar de poder dizer-vos que se visualizásseis os chakras e os fizésseis rodar, haveríeis automaticamente de os rodar no sentido correcto. Precisáveis abrigar um desejo inconsciente “destrutivo”, conforme é designado, para realmente os rodardes no sentido contrário. Os chakras envolvem muitos elementos, e dir-vos-ei que haveremos de falar sobre eles individual e colectivamente, mas não de todos a um só tempo, por consistir igualmente numa matéria que virá a necessitar de muita atenção. Além disso também envolve crenças, e afectação em relação a todas as partes do vosso corpo. Por ora, vou fornecer-vos uma pequena lista dos vossos centros de energia e das características que comportam.

O vosso primeiro chakra, que é vermelho, constitui a cor base ou fundamental; sendo a cor que vos liga ao foco físico e vos ancora nele. Podeis designar a sua energia como de ancoragem, por permitir que os enfoques que estabeleceis na vossa consciência física continuem a ser dirigido no singular (em termos individuais).

O vosso segundo chakra, é o que corresponde à cor laranja; o elemento básico dessa cor é o de afectar o desejo sexual e a implementação de tal função, sendo o centro de energia que controla a manifestação física da vossa procriação, e também os vossos desejos e expressões físicas, além de criar o ritual de acasalamento; esse centro é o centro revitalizador.

O vosso terceiro chakra, é o correspondente à cor amarela; esse é o vosso centro emocional, constituindo o chakra que mais é afectado naqueles que têm um foco do tipo emocional, razão porque podem expressar sensações na região do ventre; esse chakra também envolve o desapego, e permite um desapego em relação à expressividade emocional. Ele não só possui a característica de criar ou de atrair energia emocional como também a do desapego e do soltar, do deixar que se dissipe.

RON: Precisaremos rodar essa cor no outro sentido ou ela rodará no sentido dos ponteiros do relógio?

ELIAS: Essa na realidade constitui uma excelente pergunta, mas não, não precisais rodar essa cor de forma consciente no sentido contrário. Contudo, haveis de descobrir que, se vos familiarizardes com esses centros de energia e os chegardes a visualizar, e a aprender a alinhá-los, sempre que um - o mais provável é que seja o amarelo – se encontre fora de alinhamento, ele estará a rodar na direcção oposta ou então estará a rodar muito devagar ou com bastante preguiça, ou aos saltos; além disso, esse centro amarelo será o mais difícil de trazer de novo ao alinhamento, por ser o mais teimoso. Também é a cor responsável por vos influenciar na criação dos vossos “relicários” (refere-se por isto à tendência para preservarmos conteúdos sem lhe darmos atenção, como se duma relíquia se tratasse), sendo o amarelo uma cor bastante forte no foco físico. As manifestações físicas focadas no emocional são muito fortes, e o amarelo controla-as.

O vosso quarto chakra, de cor verde, constitui o chakra do coração, o centro de energia responsável pela criação do amor; diferente da emoção: amor. Não me estou a referir às expressões do romantismo. Estou a referir o amor verdadeiro, o qual não incorpora a mais pequena expressão de emoção. Existe toda uma diferença. Além disso essa cor verde encontra-se concentrada com o propósito de curar; sendo o centro de energia que é invocado na ligação com a cura duma enfermidade, ou problemas emocionais, ou problemas psicológicos, além de todos os de carácter físico. Essa cor exibe bravura; a vossa expressão de auto-afirmação e de positividade também tem procedência nesse centro de energia.

A vossa quinta cor na escala, é a azul; ela acha-se associada ao centro de energia que vos controla a comunicação.

RON: Essa é a favorita do Michael! (A rir)

ELIAS: Absolutamente! (A sorrir) Esse é o instrumento mais poderoso que tendes na vossa expressão física. Esse chakra também é responsável pela exibição de sentimentos de lealdade, sendo aquele por intermédio do qual expressais lealdade seja em relação ao que for. Se esse centro energético se achar enfraquecido, haveis de poder apontar indivíduos que parecerão não ser capazes de alcançar lealdade em relação a coisa nenhuma, além de apresentarem problemas ao nível da comunicação. Podereis descobrir que aqueles que apresentam alguma forma de inibição, a quem chamais de tímidos, têm dificuldades com esse centro energético. Esse centro particular de energia causa imensos problemas aos indivíduos focados no físico, pelo que também se traduz por um centro de energia que é difícil de rodar de modo adequado. Ele não se põe às sacudidelas como o vosso amarelo, mas a sua rotação nem sempre gira adequadamente, por isso mesmo levando o indivíduo a tornar-se demasiado extrovertido ou demasiado introvertido. Isso pode ser enormemente afectado pelo alinhamento dos chakras. Esse é também o vosso chakra mais instrumental na atracção de energia de uma outra essência, sendo igualmente o chakra mais poderoso no contacto com outras essências (indivíduos).

O vosso sexto chakra, o índigo, é o vosso azul-escuro ou a cor azul-marinho; é o vosso chakra da intuição. Esse centro de energia constitui o vosso enfoque do pensamento. Os vosso indivíduos focados no pensamento rodam muito bem esse chakra e com muita rapidez, sendo que esse chakra é o menos destrutivo de todos os sete, no caso de rodar em perfeita harmonia com os outros; embora esse centro de energia também seja bastante afectado pela velocidade de rotação, mas se rodar muito devagar resulta em indivíduos que chamaríeis também de “lentos”, sendo daí que terá derivado esse termo, por o seu centro de energia girar devagar. Eles podem não ser idiotas, mas são lentos. Se esse chakra rodar mais rápido, haveis de notar que passais a descrever esses indivíduos como “perspicazes”, por representar a expressão do centro de energia a girar rápido. Esse é igualmente o vosso chakra mais criativo; por estranho que pareça, haveis de descobrir poucos indivíduos que descrevam a sua cor favorita como sendo o índigo; por estranho que pareça, essa é a cor e o centro de energia mais criativo, e a segunda cor que possui uma qualidade vibratória mais elevada.

O vosso sétimo chakra, o da cor roxa, é aquele que mais está ligado à consciência em todas as suas formas, em todas as áreas regionais. Esse chakra, tal como disse, constitui o vosso centro de energia que mais dirige todos os outros. Também possui o maior poder de todos eles. Esse centro de energia, uma vez conectado adequadamente, pode-vos abrir mundos. Toda a ligação íntima que tiverdes com a consciência e com a essência, deve passar em primeiro lugar por esse centro de energia. O Michael está a complicar os centros de energia dele! (A sorrir) podeis dizer à Shynla para não se preocupar. Já discutimos isso, e ele está actualmente a tornar-se perito em brincar com esses centros. Eles constituem um fascínio até ele os descobrir, a seguir ao que deixarão de constituir tal fascínio, por o fascínio seguinte passar a entrar em jogo. Esse centro de energia final, usado em conjugação com todos os demais, realça-os. Também constitui o centro de energia que possui uma potência energética suficiente para alinhar o centro amarelo, pelo que também constitui uma cor complementar.

O branco liga os centros de energia todos. Se visualizardes as cores, podereis alinhá-las todas como contas todas alinhadas numa fiada, sendo esse fio composto pela cor branca, por incorporar as cores todas ao mesmo tempo. (A sorrir) Bom, vou sugerir que façamos um intervalo, a seguir ao qual poderemos dar continuidade às vossas perguntas.

...

INTERVALO

...

ELIAS: (Pausa) A Joseph está atarefada a girar as rodas! (Riso, à medida que a Joseph estuda o gráfico das cores)

...

Desejais colocar mais perguntas?

JIM: Eu tenho uma pergunta. Há bastante tempo que sinto imensa vibração na área do plexo solar, e isso não me parece preocupar, mas gostava de saber mais acerca disso.

ELIAS: Eu diria que isso constitui um exemplo da ligação que tendes com as vossas consciências, uns em relação aos outros, incluindo-me também a mim; porque com esta pergunta que o Yarr colocou, passamos instantaneamente a experimentar uma reacção da parte do Michael. Direi, inicialmente, que o Michael comporta uma forte crença respeitante ao aconselhamento ou às respostas que eu forneço aos outros com respeito ao envolvimento físico do corpo. Também direi que a vossa consciência se encontra de tal modo ligada que a energia emitida por cada uma das perguntas que me dirigis, é experimentada pelo Michael. Ele pode não ter consciência da pergunta que colocais ou da resposta que eu dou, mas a sua consciência está alerta no que toca às perguntas que possam passar a envolver conflito com as crenças que abriga. Todavia, tratarei de responder a essa pergunta. Essa situação consiste numa combinação de elementos envolvidos em termos físicos. Estareis preparados para essa pergunta?

JIM: Eu suponho que terei pedido uma resposta.

ELIAS: Estou-te a perguntar por uma questão de cortesia para com os presentes.

JIM: Obrigado.

ELIAS: Inicialmente, essa sensação física foi incorporada nessa porção do teu corpo em representação do conflito causado pela interrupção de certas práticas físicas que envolviam certas substâncias, o que provocou o envolvimento de crenças e a criação de conflito, conflito esse que surgiu da crença em relação a certos efeitos que essa substância te oferecia. Provocaste conflito com crenças recém-adquiridas que se prendem com a contestação disso. Tentaste concentrar-te em ti a fim de notares os teus impulsos e expressões emocionais, duma maneira que também envolvia a tua crença anterior de que tais expressões emocionais sejam exibidas mesmo na ausência duma continuação do uso dessa substância. Essa sensação física foi incorporada na tua expressão corporal por muito mais tempo do que a tua actual escolha ou decisão de interromperes a sua prática. Essa expressão física estava anteriormente a tornar-se notada, por a tua consciência estar já a antecipar a escolha futura. Tu estiveste a preparar-te para essa escolha durante um certo tempo. Tu não estás a experimentar nenhum problema cardíaco. Estás a experimentar um conflito.

Isso também envolve esse chakra situado na quarta posição, o da cor verde e não amarela da área do plexo solar; e chakra do coração, sendo a sua cor a que se relaciona com a cura. Esse processo de cura teve início antes da actual interrupção dessa substância. Recentemente tens vindo a obter uma maior consciência, por não andares tão baralhado na percepção que geras.

Também te direi haver alturas em que sentes essa particular expressão física mais do que noutras, por isso envolver uma outra essência, numa ligação de ajuda por esse centro de energia em particular, no teu próprio processo de cura. Fica seguro de que esse processo, uma vez focado de forma positiva, conforme o designais, tornar-se-á benéfico e não destrutivo.

Além disso, também te vou dizer, assim como a todos vós, que vos seria útil pesquisardes o material disponível respeitante ao vosso sistema de chakras, por vos poder ajudar a dirigir o vosso foco em relação ao alinhamento dos chakras. Haveis de ficar surpreendidos com o quanto pode ser alcançado por meio do simples alinhamento desses chakras. Tal como usais o vosso quiropata a fim de alinhardes o vosso corpo físico, e vos sentis melhor com esse alinhamento, se alinhardes os vossos centros de energia também haveis de notar uma diferença significativa, em termos físicos. Prestais muito pouca ou nenhuma atenção aos vossos centros de energia, pelo que eles passam a girar de qualquer maneira. Ao deixardes que as suas energias se dispersem, também permitis que a confusão se instale no vosso corpo físico. Isso, sem a menor ajuda adicional por parte das crenças, provoca conflito na expressão do vosso corpo físico.

Eu já expliquei que o vosso corpo físico possui uma consciência. Essa consciência constitui uma unidade colectiva que é criada pela incorporação de cada uma das células individuais. Cada uma delas possui a sua própria consciência. Ao dispordes de todos esses biliões de células que compreendem a expressão física isso vai criar a consciência do vosso corpo, sendo igualmente essa a razão porque um corpo físico é capaz de expressar movimento directamente após a vossa consciência se ter retirado ao passar deste foco físico para um outro foco, por a consciência que o vosso corpo contém não ter sido completamente removida, senão posteriormente. Acreditais que a consciência constitua uma tal magnífica criação que deva tornar-se posse apenas da vossa mente. Na realidade, toda a energia possui consciência. Toda a matéria é feita de energia. Toda a expressão física é criada com base na energia. Por isso, tudo o que podeis ver é dotado de consciência. Será isto suficiente?

JIM: É sim, muito. Muito obrigado.

ELIAS: Não tens de quê. Ides dizer ao Michael que eu abordei este tema, para ele ficar prevenido, apesar de pensar que ele não venha a experimentar conflito; talvez se eu abordar esse tipo de assunto várias vezes, ele passe a descontrair um pouco mais, e a confiar que eu não estou a conduzir ninguém à sepultura! (Riso, seguido duma longa pausa)

GUIN: Eu tenho uma pergunta. Eu queria saber se as cores dos chakras... Se ao longo de todo o nosso foco físico teremos... Recordo-me de ser criança e ter a minha cor favorita, e em certas alturas da nossa vida determinadas cores passarem a alcançar uma certa predominância no nosso gosto, e se isso estará relacionado com os chakras. E no caso de estar, se isso se deverá ao facto de estarmos em conflito com um chakra particular ou se será por estarmos associados a ele, por esse chakra se achar mais alinhado do que os outros.

ELIAS: Antes de mais, vou dizer que isso é correcto por estar ligado a essas cores e a esses centros de energia, e estar a influenciar o que designais ou pensais ser a vossa cor favorita. Isso pode expressar-se pela razão de, por vezes, sentirdes uma afinidade por esse particular centro de energia. (Pausa) Damos as boas vindas mais uma vez à Elizabeth.

Também pode consistir numa expressão da vossa consciência que sentais em vós, não necessariamente com a consciência com que pensais, em relação à necessidade do elemento em que essa cor e esse centro de energia particulares se focam primordialmente.

Vamos empregar o caso do Michael nessa área a título de exemplo. Durante a maior parte do presente foco de desenvolvimento do Michael, a sua cor favorita tem sido o vermelho, que constitui a expressão duma necessidade de estabelecer bases. Ele não deverá interpretar isso do mesmo modo, por não pensar na ligação que isso tem nem nessa interpretação, tal como cada um de vós não pensais na vossa cor favorita e não considerais aquilo que significa. O Michael experimentou uma carência na área de se firmar neste foco de desenvolvimento. Presentemente, encontra-se no processo - sem todavia o reconhecer por completo - de adquirir uma nova cor favorita após todos estes anos, sem que precise mais duma identificação para se firmar, por se ter firmado a si próprio presentemente. O seu foco está a mudar a fim de passar a incorporar uma expressão... só não em termos de carência, sendo isso unicamente uma identificação com a cor duma energia como ligação. No futuro haveis de descobrir que ele se sentirá mais atraído para as vossas cores do verde e do roxo, cores essas que o Michael sempre achou detestáveis no passado e por que jamais sentiu atracção, cores que presentemente constituem um reflexo e uma expressão do seu presente estado, por se encontrar mais firme e experimentar uma maior tolerância e um maior afecto, e estar a começar a focar-se duma forma renovada na cura, coisa de que ainda não está ciente; além disso, por estar a incorporar um tremendo foco na espiritualidade que é representado pelo roxo, sendo que essa é uma cor dominante, por estar progressivamente a identificar-se com esse elemento da espiritualidade.

Descobrireis que as pessoas poderão experimentar um período no seu foco de desenvolvimento em que sintam uma enorme aversão pelo amarelo, o que representará um afastar das expressões emotivas, e um desejo de não estabelecerem uma ligação (com elas), mas também sem entenderem os princípios do distanciamento. O distanciamento não representa uma separação, um corte. Assim como podeis descobrir uma pessoa que procede à alteração da sua cor favorita de ano em ano, passando a usar novas cores à medida que muda no seu foco, permitindo que uma cor seja posta de lado à medida que novos elementos passam a ser incorporados.

Isso é passível de ser expressado nos dois sentidos; por estar a sentir uma afinidade por esses elementos pertencentes às cores individuais, ou por estar a sentir uma carência quanto a esses mesmos elementos, e desejar passar a incorporar mais certos elementos. Depois, também existem aqueles, como a Elizabeth, que, desde criança, terão gostado da cor roxa; e que continuam, com toda a probabilidade, no seu foco de desenvolvimento a ter essa cor como a favorita. Existem muitos que podem escolher uma cor favorita, ou sentir atracção por essa cor, e que podem usá-la ao longo do seu foco de desenvolvimento. Muitos flutuam, todavia. É mais comum a flutuação do que o gosto contínuo por uma só cor, tal como o laranja. (A olhar para o Ron) Isto responderá à tua pergunta?

GUIN: Responde. Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê. (Pausa)

VICKI: Eu tenho uma pergunta. Na semana passada, eu passei pela experiência de sentir muita dor na região da caixa torácica, que acabei por decidir tentar trabalhar por mim própria, a qual acabou por passar uns dias depois, mas na noite passada voltou. Eu pergunto-me se me poderias fornecer algum esclarecimento acerca dela.

ELIAS: Como estamos a falar sobre os chakras, e do emprego da ajuda na cura, dir-te-ei para empregares o azul em conjugação com o vosso verde. Faz emanar essas cores para a área em que sentes a dor. Permite que essas cores e a sua energia rode e penetre através dessa área. Visualiza a vossa água, Lawrence. Visualiza essa conexão na água, como o teu banho de água quente com as suas borbulhas azuis e esverdeadas a afectar essa área. Essa deve ser uma visualização fácil para ti, além duma forma de ligação fácil, a do emprego da água. Além disso dir-te-ei para te examinares, por estares a criar tensão. Examina a área de onde procede essa tensão, por a estares a reunir nessa área.

ELIZ: Enquanto estamos a debruçar-nos sobre tema da dor...

ELIAS: O Michael não vai gostar desta sessão! (A sorrir)

ELIZ: Durante a semana passada ou por aí, passei pela experiência de fortes cãibras, penso que pior do que alguma vez em que as tenha tido, mas nos dois últimos dias, fartei-me delas, e comecei a sentir não querer mais passar por essa experiência, e actualmente sumiram-se. Terei eu conseguido erradicá-las?

RON: Não, fui eu! (A Elizabeth ri)

ELIAS: Vou-te estender os meus parabéns, apesar de acrescentar para te congratulares por dares ouvidos à tua própria essência, por teres recebido – nos moldes da linguagem dos sentimentos que usais - a mensagem procedente da tua essência, e por não só teres dado ouvidos e notado com também agido. Isso, também vou o referir a fim de o incluir, também representou uma expressão de contacto e de alinhamento e identificação com o Lawrence, e ao dares atenção à tua essência ela expressou-te não te ser necessário incorporar dor física para estabeleceres uma ligação tão forte com esse outro indivíduo; apesar de, por ser um indivíduo com um foco emocional, e qualquer outro indivíduo focado no físico poder perceber isso como uma expressão dum enorme elogio, a essência toma consciência de não ser necessário. Por isso, para à Elizabeth, um: “Bem conseguido.”

ELIZ: (A sussurrar para a Vicki) Eu sabia que tinha uma ligação contigo!

JIM: Eu tenho uma pergunta rápida.

ELIAS: Eu acho muito interessante o facto de ninguém dizer que tem uma pergunta longa! (Riso)

JIM: Que tipo de foco terei? Em termos físicos, sabes, como do tipo emocional, político, religioso, pensamento. Já tirei algumas conclusões acerca disso, mas gostava de o ouvir da tua boca, de qualquer jeito.

ELIAS: Eu direi ao Yarr que, ao contrário do que os teus contemporâneos acreditam, tu não constituis um indivíduo focado no pensamento. És um indivíduo focado no emocional, razão igualmente para teres expressado essa manifestação de energia física a afectar o corpo físico, em resposta ao conflito.

JIM: Isso é óptimo! É uma grande coisa. Porque cada pequeno pedaço de conflito começa a solucionar-se de várias formas e a dissolver-se.

ELIAS: Correcto. Tu estás a trabalhar com muito afinco no sentido de estabeleceres contacto e de te tornares receptivo, e eu reconheço-te esse esforço. Fica igualmente seguro de que nenhuma expressão de energia é desperdiçada. Por isso, hás-de receber a tua “compensação”!

JIM: Obrigado.

ELIAS: Não tens o que agradecer.

VICKI: Eu estava interessada nessa mesma informação em relação ao Ron, à Sophia, à Joseph, ao James e à Shynla.

ELIAS: Eu vou responder que o James é um indivíduo focado no emocional. Vou começar por explicar que um indivíduo focado no emocional não dá necessariamente expressão a uma desenvoltura emotiva, tal como a Elizabeth. Os indivíduos focados no emocional reagem às emoções. Além disso, também são muito mais afectados pelas emoções. Também são capazes de empregar bastante pensamento e raciocínios intelectuais, mas não utilizam tão bem a ideia de abrir mão das emoções tão rápido quanto aqueles focados no pensamento. Por isso, vou dizer ao Joseph que se foca no emocional, e dizer o mesmo à Sophia. Vou dizer que o Ron se foca no pensamento mas vou acrescentar igualmente que ele conseguiu um equilíbrio em termos de consciência neste foco de desenvolvimento de modo a incluir uma compreensão da esfera emotiva, assim como ao não permitir que a focalização no pensamento domine excessivamente essa compreensão emocional. A Shynla é um indivíduo focalizado no aspecto do pensamento, chegando a incorporar em larga medida o mesmo tipo de focalização no pensamento que o Lawrence e o Michael, mas sendo afectada pelas expressões emotivas, só que basicamente incorporando a esfera racional. (Pausa) Desejareis colocar mais perguntas? (Pausa)

JO: Só mais uma “pequena” pergunta! (Desmancham-se todos a rir)

JIM: Eu estive a ler um material da Cathy sobre os animais, e será que poderemos... Quando um animal passa deste plano, eu já ouvi dizer que eles passam por uma grande agitação com as energias. Poderemos efectivamente transmitir-lhes energia positiva, como que por intermédio de um mantra, a fim de auxiliarmos a energia do animal? Eu sei que não podemos ajudar, mas também creio... É sempre uma perda para mim, ver um animal morrer, e sinto existir algo que eu gostaria de poder fazer. Será suficiente transmitir uma energia positiva, e desejar boa sorte à essência do animal nessa passagem, ou poderemos efectivamente afectar esse processo?

ELIAS: Nesta pergunta deste lugar à possibilidade de várias respostas!

JIM: Sim, eu sei. Podes dirigir-te a elas mais tarde, se o desejares.

ELIAS: Antes de mais, vou afirmar que os animais não constituem essências. Eles possuem consciência, e a sua consciência possui uma qualidade vibratória mais elevada do que outras criações, mas não são essências. Vós sois essências. Existe uma diferença vastíssima!

Depois, vou-me dirigir à questão do grande conflito que os animais experimentam ao passarem de um foco físico para outro. Isso é errado. As essências experimentam esse tipo de conflito, porque as pessoas no foco físico incorporam crenças. Os animais não, pelo que não passam por nenhuma transição, por não abrigarem crenças nenhumas. Ora, vou também afirmar que os animais se voltam a focar. A consciência pode voltar a manifestar-se, e pode escolher voltar a manifestar-se por expressões muito diferentes. Tratando-se da consciência dum animal, geralmente ela volta a manifestar-se de novo como um animal. Isso não consiste em regra nenhuma, mas numa probabilidade. Para me dirigir à tua expressão, não é precisa a tua ajuda em relação a esse animal ao passar desta vida e ao voltar a manifestar-se, tal como pode ser útil para um indivíduo que passe para a transição, mas podeis experimentar conflito e sentimento de perda com a passagem dum animal, sendo esse um laço natural que criais no envolvimento e ligação e criação da natureza, de que o animal faz parte.

Muitos indivíduos experimentam sofrimento com a passagem dum animal. Nesse sentido, tal como vos expressei anteriormente, nenhuma expressão de energia é jamais desperdiçada. Todas as projecções de energia positiva, seja de que forma for que as crieis, serão enviadas e recebidas e incorporadas universalmente, e manifestar-se-ão como uma expressão positiva. Todas as expressões duma energia de afecto são incorporadas, duma forma essencial e universal. Por isso, a direcção da energia que terás enviado a esse animal pode não se revelar útil para a repetição da sua manifestação, mas a expressão da energia será recebida universalmente, e aplicada noutro lado qualquer.

As expressões de energia focadas nesse tipo são positivas e curativas, e prestam-se a uma ajuda no âmbito das formas de cooperação das energias curativas em áreas que vos deixariam espantados, e na realidade criam uma sensação de enorme realização e de alegria e de satisfação em vós próprios, de modo que essa expressão, motivada pelo sentimento que expressaste por esse animal, terá servido para a cura de uma outra essência. Também te direi que nesse âmbito, se a tua expressão relativa ao animal que estiver a fazer a passagem não lhe for dirigida só a ele mas entrar em contacto com a natureza, a tua energia curativa, ao invés de ser dirigida para uma outra essência, será dirigida à natureza, porque tudo se acha compreendido num círculo. Tudo é vivificante em relação ao Todo.

Se desejardes, no nosso próximo encontro procederei à explicação detalhada de outras questões que envolvam os animais que tenhais, e o seu comportamento, e a ligação que têm convosco. Será isso aceitável?

JIM: É, positivamente. A explicação que deste foi simplesmente espantosa.

ELIAS: Nesse caso vou-vos dar as boas noites por hoje, e expressar também que ficarei atento a ver se aplicareis a experiência que vos forneci.

TOM: De deixar de dormir, queres tu dizer? (Riso)

ELIAS: E vou aguardar pela nossa próxima sessão para ver os resultados, no caso de terdes procedido a uma tentativa nesse sentido. Também vos direi que passarei periodicamente a interpretar os vossos sonhos, futuramente, num gesto de auxílio. Isso poderá igualmente servir de motivação para a conexão que conseguirdes.

VICKI: Então, só para ficar com a certeza, deixa ver se entendi direito! (Riso) Esse exercício tem basicamente que ver com a crença de acreditarmos precisar de muito mais tempo de sono do que o que realmente necessitamos.

ELIAS: Correcto.

VICKI: Está bem.

ELIAS: Direi que o Lawrence e a Elizabeth deverão tornar-se nos nossos clientes mais “renhidos!” (Com humor, seguido de riso geral)

ELIZ: Não estou certa de gostar dessa crença!

ELIAS: Não precisas fazer uso dela! (Riso) Tal como disse, tudo consiste numa escolha! (A rir para dentro) Em seguida vou passar a endereçar-vos o meu Adieu.

GRUPO: Obrigado. Boa noite.

Notas do tradutor:

(1) Os Chakras, conforme aqui são citados, com uma designação que deriva do Ioga, constituem a origem da nossa consciência superior. São um “modelo” da chamada Essência. É através do sistema de chakras localizados no corpo físico que a essência deixa a sua impressão no plano terreno. Passarei a fazer referência a matéria adicional alusiva ao tema, proveniente de fontes paralelas igualmente bastante credíveis, que todavia não citarei, não obstante a tendência que apresentam para uma conceptualização baseada na distorção. Aqui segue um primeiro excerto:

“Os chakras são uma estrutura da anatomia etérea que encontra assento em determinados pontos anatómicos situados no corpo físico, e são eles quem animam o corpo. Os chakras são um padrão que a mente penetra na base do qual estabelece um modelo correcto para si própria. De cada vez que meditais nos chakras, de cada vez que a mente se expõe a esse escantilhão e penetra esses vórtices de energia, reforça positivamente o padrão dessa perfeição. Como tal, estais a lidar com um padrão de comportamento inerente ao esclarecimento. Se meditardes nos chakras, que já constituem um modelo de perfeição pessoal e de relevo para o indivíduo, criareis um reforço positivo à memória da perfeição. Em seguida, quando os chakras se abrirem, ou melhor, quando a mente se abrir a essa perfeição, ocorrerá a inspiração.

Os chakras são o assento da consciência de todos os indivíduos. Por altura da transição a que chamais morte física, são os chakras e várias anatomias subtis e meridianos que sobrevivem. De facto, poderá ser mais exacto referir que vós sois esses chakras, sois essas energias subtis, por elas constituírem verdadeiramente as raízes da vossa consciência. Quanto mais vos focardes nessas realidades, maior comando tereis sobre a realidade verdadeira do que sois.

Os sete principais chakras (na realidade perfazem um conjunto de doze) são comuns a todas as culturas e a todas as expressões. Nos sistemas do pensamento Judeo-Cristão, são referidos como a “Árvore da Vida”. Também constituem as “Sete Igrejas” do Livro da Revelação (o Apocalipse do Novo Testamento). Eles são representados pelas “Rodas” pelo pensamento do sistema Oriental. Ou as “Sete Serpentes” da mitologia de Quetzalcoatl; os “Sete Espíritos” no homem e na mulher que, uma vez plenamente integrados, se tornam no modelo do Eu Superior. Vulgarmente descrevem aquilo que no sentido popular é tido na conta de “Morada Aberta”.

O primeiro chakra encontra-se situado na base da espinha dorsal, ou no cóccix; o segundo chakra, encontra-se no sexo (nos ovários, no caso da mulher e nos testículos, no caso do homem); o terceiro chakra reside nas regiões do estômago ou do abdómen; o quarto reside na região do timo (glândula endócrina), ou do coração; o quinto localiza-se no interior da garganta, ou nas actividades da tiróide (a maior das glândulas endócrinas); o sexto, ou o que designais por “Terceiro Olho”, localiza-se na área da glândula pituitária; e o sétimo, ou coronário, constitui a glândula pineal, situado no topo da vossa cabeça.

Quando percebidos através dum elevado estado de clarividência, esses chakras assemelham-se a raios que se estendem desde o seu assento na anatomia ao longo da coluna espinal e no sentido do exterior, de forma não muito diferente do espectro natural do vosso arco-íris. Esses raios estendem-se ao infinito, porque a própria essência constitui uma grandeza infinita, enquanto o corpo físico traduz a habilidade que a essência tem de se focar no tempo e no espaço. Desse modo, a essência cria o corpo físico de acordo com as leis naturais do enfoque terreno, de modo a conceder a si própria permissão para se concentrar no tempo e no espaço.

Os sete raios estendem-se desde o infinito da essência para a limitação do factor espácio-temporal, a fim de criar o fenómeno dos chakras por meio do qual a essência se identifica com a personalidade individual duma dada encarnação. Por isso, desse modo podeis perspectivar os raios como uma extensão da essência a criar um holograma dos chakras ou modelo em que o corpo físico (assim como a mente subconsciente e a consciente), modelo esse em que é criado.

Os sete raios consistem na individualização da força da essência na relação que tem com a Mente Superior Universal. Aliás, são a própria força através da qual a mente universal, ou a própria essência se individualiza. Os chakras, ou sete assentos da consciência, estão associados a certas palavras-chave. Para o primeiro chakra, a primeira palavra-chave é compreensão, porque para progredirdes em qualquer área, a primeira coisa que se requer é compreensão. A palavra-chave para o segundo chakra é criatividade, porque vós criais a vossa própria realidade a partir das bases da vossa compreensão. A palavra-chave para o terceiro chakra é sensibilidade, porque precisais ter sensibilidade e empatia pelos outros, a fim de vos realizardes. A palavra-chave para o quarto chakra é amor, porque o amor traduz a harmonia inata que existe em todas as coisas, e por precisardes ter harmonia em tudo o que compreendeis, criais ou sentis. Para o quinto chakra, temos a expressão, a questão da articulação, a capacidade de vos expressardes aos outros partidos. Ao sexto chakra atribui-se a visão, a capacidade de conceber um sentido de finalidade. Por fim, o propósito divino é sinónimo do sétimo chakra ou do chakra coronário.

Os chakras governam-vos a realidade física. Aquilo que adquire a aparência de acontecimentos gerados ao acaso na vossa vida, tais como pessoas, oportunidades e vários outros assuntos, são frequentemente reflectidos nas anatomias subtis muito antes de se manifestarem no físico. Os chakras e os seus relevantes padrões de energia são as forças que atraem as pessoas e as circunstâncias apropriadas à vossa vida. São padrões formados por energia magnética que tanto atraem como repelem. De acordo com essas energias, vós atraís a vós pessoas e circunstâncias de acordo com as suas polaridades naturais e influências magnéticas. Porque de facto, a vida consiste apenas numa série de vibrações coordenadas, num sistema de atracção e de repulsão, e o grau em que focardes os chakras há-de ser o grau em que haveis de trazer uma manifestação exterior mais harmoniosa às circunstâncias da vossa vida pessoal.

A abertura dos chakras pode representar uma chave na focalização que conseguirdes em meio à vossa natureza verdadeira. O bem mais precioso que possuis é a vossa personalidade. A personalidade é o vocabulário pelo qual comunicais com todos os outros seres. Porque de facto, o ego humano, ou a personalidade humana, é isso mesmo – um vocabulário. Nem mais nem menos. É o meio e a maneira pela qual o vosso carácter se articula a ele próprio. E a personalidade, esse vocabulário, é um produto dos chakras e do grau em que se encontrarem abertos ou fechados.

Quanto mais trabalhardes o vosso ser na dimensão espiritual, mais os chakras se abrirão. Mas aqui reside um mistério – os chakras jamais chegam a abrir-se ou a fechar-se de verdade. Efectivamente os chakras encontram-se abertos o tempo todo. É somente a mente quem se fecha. Mas quando sintonizais a mente pelos centros espirituais, ela abre-se por acção da influência dos chakras.

O corpo físico não difere dum holograma. Tal como as vossas ciências recriam imagens tridimensionais por um processo holográfico, também pela vossa parte sois seres dotados de sete dimensões. Consistis de altura, largura e profundidade, assim como de tempo, espaço, mente, e consciência. Por estas sete dimensões se revela o vosso espectro total como seres conscientes. Do mesmo modo que no plano terreno dispondes de três níveis de consciência (consciente, subconsciente e super consciente), por habitardes um plano de três dimensões (altura, comprimento e largura), por sua vez a essência possui sete níveis de consciência e habita as sete dimensões que comporta. Essas dimensões entrecruzam-se e encontram o seu foco nos chakras, os sete níveis de consciência que compõem a soma total e a essência da influência procedente da alma que se reflecte nos assuntos diários do vosso viver.

Se reflectirdes na natureza dos chakras na meditação Kundalini, abris-vos aos centros da consciência onde as verdadeiras raízes da personalidade são reveladas, porque a substância da vossa personalidade encontra o seu foco através dos chakras. Do mesmo modo que o cérebro material é especialista nas suas funções e vos permite a capacidade de discurso, da lógica, da intuição e da criatividade, também por seu turno o próprio corpo físico constitui, no seu todo, o assento da essência, o assento da anatomia dos sete chakras.

A mente estende-se a todos os aspectos do corpo físico através dos tecidos neurológicos, quais raízes que se estendem terra adentro para obter nutrientes. O corpo físico constitui um ponto focal e os tecidos neurológicos representam as raízes da consciência, a estender-se fundo na habitação do templo que é representado pelo corpo físico para ser elaborada e realizada conscientemente e de seguida tecida numa tapeçaria que se torna na vossa personalidade. Mas, e depois? Porque a mente não é a vossa única fonte de consciência; vós também tendes as vossas dimensões espirituais. E é através dos chakras que o vosso espírito passa a integrar plenamente a trindade da mente, corpo e espírito, ou essência.

As vossas ciências procuram a personalidade nos padrões biológicos e psicológicos do corpo físico, mas apenas encontram reflexos dessas coisas nas várias propriedades químicas que observam. Eles não passam de sombras da verdadeira força causal, que consiste nas rodas da revelação, os chakras, que continuamente animam o corpo físico desde o nível molecular até ao anatómico. O produto disso é a vossa personalidade e o vosso padrão pessoal de vida.

É através dos chakras que vos estendeis ao infinito. É também através dos chakras que a alma molda a intimidade no plano terreno, intimidade essa que é traduzida pelas vidas que viveis. Quando alinhais os chakras, podereis então passar a dispor dos assentos da memória da essência, porque a essência estende-se ao infinito e ocupa todos os sectores do tempo e do espaço. E é por meio dos chakras que o holograma do corpo físico é criado e adquire animação e coordenação qual instrumento delicado e energia radiante.

Existem muitas técnicas para revigorar os chakras. Primeiro precisais ter conhecimento daquilo que eles operam e da sua área particular de influência. Os chakras inferiores são frequentemente dados à procriação, Mas além disso, as proteínas produzidas tanto no homem como na mulher que tanto se prestam á ovulação como à produção de esperma podem ser novamente utilizadas no corpo físico para a sua própria fortificação espiritual. Essas proteínas são em seguida transmitidas ao sistema sanguíneo ou às vias circulatórias, onde se dá uma filtragem no baço e a produção de certos hormonas e anticorpos que espiritualizam o corpo físico ao longo de linhas do foro da bioquímica. Elas representam as actividades biológicas dos chakras.

Mas, além disso, quando essas energias são aplicadas ao corpo físico, passam a intensificar a cura espiritual, a qual eventualmente molda a personalidade do homem, a qual representa o instrumento que ele utiliza para se expressar espiritualmente e aprender no seu plano. Isso pode ser conseguido por intermédio da meditação, do ioga, da oração, e do jejum.

Como os chakras dizem respeito à essência, quando sintonizais os chakras, sintonizais a função especializada que a essência manifesta no plano terreno, que vos molda o carácter e a natureza de acordo com as lições que vós, enquanto essências, desejais plenamente aprender. Quanto mais consciência tomardes desse fenómeno, mais a vossa mente se abrirá aos seus recursos mais elevados. E quanto mais restaurardes a vossa natureza angélica, mais vos tornareis num ser infinito. O espírito, a essência, está sempre alinhada pelo divino. Os chakras estão permanentemente abertos, por constituírem os portais para o divino. É apenas a mente quem confere a ilusão do encerramento dos chakras. Por isso, à medida que tranquilizais a mente e dais ouvidos ao eu completo, também passais a conhecer, todo o pensamento cessa, e penetrais nos profundos recursos do estado  meditativo, de que saís transformados, e todas as coisas saem rectificadas.

...

Se lhes derdes meia oportunidade, os chakras corrigem-se a eles próprios completamente. Eles encontram-se sempre em estado de equilíbrio; apenas sois vós quem aceita, ou deixa de aceitar, a informação que eles vos trazem. Na realidade não se trata de alinhardes os chakras, mas de vos alinhardes pelos vossos chakras.

A cura constitui um produto do alinhamento desses chakras. Não será um facto que sois capazes de curar úlceras ao aliviardes estados de ansiedade? E não serão a maioria das alergias um produto do stress mental? Assim, pois, a cura consiste no processo de alinhamento pelos chakras e de permissão  para a mente divina entrar em acção. Porque, se a mente mundana, ou a mente consciente, possui a faculdade de curar, imaginai somente o que a mente divina não será capaz de fazer.

Pensai os chakras como num sistema harmónico. Cada pessoa possui um diapasão particular com o qual se acha em sintonia, de acordo com o harmónio dos seus chakras. Certas cores possuem notas musicais específicas, ou oitavas, associadas a elas. A cor porque uma pessoa se pode sentir atraída é chave em relação à parte do instrumento humano que está em sintonia com uma oitava particular.

...

Imaginai a espinha dorsal como uma série de escalas musicais em que os terminais nervosos se expõem. Atribuí uma oitava a cada um dos pontos chakras – um no cóccix, outro nos tecidos associados ao género sexual, outro no estômago, outro no coração, e por aí fora até à pituitária e à pineal – e haveis de dispor duma escala completa. De seguida, por meio duma série de sustenidos e bemóis sereis capazes de sintonizar oitavas particulares, escalas, e notas com os rins, o fígado, etc., tocando literalmente o instrumento humano. A glândula pineal constitui o assento principal ou centro da consciência. Junto com a glândula pituitária, (a pineal) é comummente referida como o “terceiro olho”. A própria glândula pituitária consiste no chakra coronário, a glândula melhor protegida de todo o corpo. Estimula as regiões do hipotálamo e constitui efectivamente a verdadeira sede da consciência no corpo. Os tecidos cerebrais operam os aspectos mais mundanos da intuição e da análise, enquanto a glândula pineal constitui verdadeiramente a sede da própria consciência.

O modelo mais aproximado que posso sugerir a fim de descrever o interface existente entre a essência e a sede física da consciência é aquele em que o vosso camarada Marconi, se o sugeri correctamente, difundiu ondas magnéticas por um cristal. O cristal entrou em ressonância, do que resultou um som audível da transferência para impulsos eléctricos resultante. De muitos modos, a glândula pineal tem uma acção bastante similar. Sendo rica em propriedades de silicone, creio, o qual é muito semelhante ao quartzo nas propriedades cristalinas que possui, a essência estabelece um interface (interligação) com ela e cria uma ressonância, o que passa a ser detectado pelas funções eléctricas da biologia do corpo, as quais estimulam o processo de divisão das células através duma fluência ao longo dos meridianos e outros campos de energia concentrados em torno dos chakras. Por isso, não difere muito do modo como um cristal de quartzo é capaz de colher energia electromagnética refinada e convertê-la (traduzi-la) em energia física audível.

...

Os chakras encontram-se permanentemente abertos. A melhor coisa a fazer é tranquilizar a mente. Deixai os chakras fazer o seu trabalho sem que a mente interfira com ele. O cérebro esquerdo gosta de interferir nas coisas. A coisa primordial é que ao vos actualizardes a vós próprios por intermédio dos chakras e das anatomias subtis, passais a recordar todas as coisas. Isso alinha-vos a super consciência, pelo que o que restará será o Todo (Deus). Isso dá lugar à manifestação dum sentido predominante de perfeição, um profundo altruísmo, e um forte desejo por viver a vida com simplicidade. Chamais a isso “êxtases” – uma forma divina de loucura, dependendo do quão bem saibais manipular esses estados.

...

Os chakras encontram-se permanentemente aberto; apenas devido ao facto de negardes que estejam abertos que talvez pareçam encontrar-se fechados. Eles operam em vós o tempo todo, porque de outro modo a própria vida teria cessado. É apenas em função do grau em que nos tornamos receptivos à informação que fornecem que somos levados a pensar que estejam abertos ou fechados. Até mesmo o conceito de “aberto” ou “fechado” se acha incorrecto, porque o espírito se acha continuamente junto de vós. Apenas a ilusão da mente consciente – de consistir em mente e corpo unicamente – que confere a aparência de estarem fechados. Como tal, os chakras estão sempre abertos, trata-se unicamente de os alinhardes de modo a poderem transferir-vos energias de um modo mais apropriado.

Tampouco podem os chakras alguma vez sofrer qualquer bloqueio. A essência jamais é bloqueada. Não existem barreiras. Apenas a mente pode passar a fechar-se. Por isso, abri as vossas mentes. Esquecei os chakras e abri as vossas mentes. Pensai nos chakras como um armazém que permanece aberto o tempo todo e em que podeis fazer “compras” a qualquer hora.

Alguns chakras revelam-se mais sensíveis do que outros a diferentes níveis da memória por meio da recordação das vidas passadas. Do mesma forma que utilizais diferentes regiões cerebrais a fim de recordardes vários aspectos da existência imediata aqui no plano físico, também por sua vez os chakras são utilizados em diferentes formas de recordação relativamente a vidas passadas. Cada chakra possui um nível de informação distinto de igual modo e de forma compatível. E apesar de um chakra poder abrigar um aspecto inicial nessa recordação, todos os sete carregam essas memórias num todo.

Armazenada em cada um dos chakras encontra-se informação destinada à mente. A mente, por intermédio dos cinco sentidos físicos, acredita que toda a informação se encontra fora de si própria. Acredita em toda a informação que lhe chega por intermédio dos cinco sentidos físicos – toque, paladar, olfacto, vista e audição. Mas na realidade, cada um desses sentidos é enganador, porque cada um deles foca constantemente a mente consciente no perímetro limitado de si próprio. Por isso, a mente está permanentemente a ser atraída para fora de si própria, quando na realidade os perímetros totais da mente se acham armazenados nos tecidos musculares do corpo físico. Ela (mente), por intermédio do sistema nervoso central e simpático, recebe as várias reclamações provenientes dos vários tecidos localizados no corpo, interpreta-os em termos de dor e diz: “Não me incomodes. Não estou interessado nas tuas dores nem mágoas.” Só deseja dar continuidade ao diálogo facultado pelos sentidos. Isso torna-se bastante sedutor e vós criais a ilusão da realidade física a fim de explicardes as vossas dores e mágoas.

Os chakras constituem os campos da força vital que animam constantemente as células, moléculas e átomos do corpo. Os vários chakras e raios estendem-se ao infinito. São os éteres que vos criam a forma física. A essência e os campos de luz que vos rodeiam o corpo. Por isso, sempre que me interrogais sobre o processo de obtenção de informação, eu digo-vos que ela procede dos próprios níveis da essência, por a essência ocupar todos os sectores do tempo e do espaço, e coordenar as suas actividades na forma física por intermédio dos chakras, ou os éteres, que não passam de reflexos da essência a passar por aqui, do mesmo modo que a mão ao atravessar o ar provoca uma brisa.

Á medida que a essência olha para baixa a partir do infinito, ela cria um foco físico que consiste no corpo físico. O corpo física consiste na capacidade que tendes de vos focar no tempo e no espaço. A essência cria esse foco ao se projectar por meio dos sete raios, que consistem na personificação através da essência individual, que alcançam um maior grau de personificação com a experiência individual que tem no tempo e no espaço. Desse modo, os sete raios são portadores de informação individualizada mas, ainda assim, universal. As extensões directas da perfeição da essência numa forma individualizada. Os chakras , então, constituem o interface entre a dimensão física e a espiritual. Por isso, os chakras e os raios são, de facto, sinónimos.

É unicamente que os chakras constituem o ponto íntimo por meio do qual podeis fazer o interface convosco próprios enquanto seres físicos e etéreos.

Quando a mente deixa de continuar a receber estímulos ou informação externa e passa a recebê-la a partir das estruturas internas é que os chakras se alinham e vos tornais em consciência pura. Estendeis-vos ao infinito ao vos voltardes para dentro, onde descobris a vossa convergência nos chakras.

Demasiada concentração nos chakras “inferiores” leva-vos a atrair unicamente indivíduos numa base física. Uma concentração excessiva no chakra “médio”, o das emoções, e começareis a expandir-vos e a ocupar o vosso espaço legítimo no planeta. Uma concentração excessiva nos chakras visionários, como nos elementos mais elevados das coisas, e passareis a dispor duma visão destituída de fundações. Por isso, o objectivo consiste em abrir cada um dos chakras por intermédio duma meditação, equilíbrio e tranquilidade apuradas.

Do mesmo modo que o sol irradia e estende a sua luz a fim de nutrir a planta e esta sempre cresce na direcção do sol, do mesmo modo a vossa essência vos envia a sua força vital com base na qual a vossa forma física se desenvolve. Quanto mais energia dessa receberdes por intermédio dos chakras – os quais constituem os canais apropriados - mais iluminados vos tornareis. Sugerimos que comeceis a trabalhar com os chakras, por eles delinearem o vosso currículo para a consciência elevada.

Como podereis abrir a mente? Meditando, simplesmente. É a coisa mais relaxante e benéfica que podeis fazer. Dizeis: “Não consigo fazer isto”, mas isso não passa duma mentira. Porque adormeceis e dormis, e quando o corpo adormece, começais a obter memória, e começais a recordar. Essas recordações constituem os sonhos. Muitas dos intelectuais dizem não sonhar, mas são aqueles que são dotados duma maior faculdade intelectual que geralmente têm paredes mais finas. Insistiremos convosco para recordardes a existência da vossa essência, que é o vosso portal para a identidade mais elevada e que se foca continuamente em vós através dos portais abertos que são os chakras. Porque essas portas que são abertas pelo eu superior - o Cristo - e jamais podem ser encerradas por qualquer homem ou mulher, permanecendo eternamente abertas. Depende unicamente do grau com que a mente, por meio da fé (no sentido de confiança e não da crença) o aceite e passe a praticá-los e a torná-los parte do padrão pessoal que se torna na personalidade. Aqueles que abrem os portais dos sete chakras, aceitam a sua identidade total enquanto essências.

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