quarta-feira, 29 de junho de 2011

ESPIRITUALIDADE - INTERPRETAÇÃO DE SONHOS



SESSÃO #282
"Que é a Espiritualidade?"
“Interpretação de Sonhos”
“Os Animais Domésticos e a Nossa Energia”
Quinta-feira, 28 de Maio de 1998 (Privada/Telefone)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes: Mary (Michael) e Leslie (Margaret). Leslie é uma nova participante.

Elias chega às 11:09 da manhã. (O tempo de chegada é de 20 segundos)

ELIAS: Bom dia! (A sorrir)

LESLIE: Está lá? (Elias ri) Oh, isto parece mais difícil do que aquilo que eu pensava!

ELIAS: Que desejas investigar, neste dia? Não precisas sentir-te desconfortável, pois não te vou morder! (Ambos riem)

LESLIE: Bem, estou segura de teres noção do que estou a sentir, pelo que... (Elias ri) Não estou bem recordada de me sentir conforme me estou a sentir agora! Procurei descobrir o nome de família do meu marido e por quem alinha. Não estou certa quanto à pronúncia disso... Lida? E alinhará pela Sumari?

ELIAS: Ilda. (Corrigindo a pronúncia)

LESLIE: Estava certa?

ELIAS: Ilda, pertence a essa.

LESLIE: É a família dele?

ELIAS: Exacto.

LESLIE: E alinha pela Sumari?

ELIAS: Alinhamento, Sumari; também está certo.

LESLIE: Oh!

ELIAS: Muito bem!

LESLIE: Eu sei! Fiquei surpreendida! (Ambos desatam a rir) Qual será o nome da essência dele, se fazes favor?

ELIAS: Aston.

LESLIE: E do Bill? Será a família a que pertence Milumet, e que alinha pela Tumold?

ELIAS: Família da essência, Sumafi; alinhamento, Tumold.

LESLIE: Oh, está bem. E o nome da essência dele, se fazes favor?

ELIAS: Ristaan.

LESLIE: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

LESLIE: Eu coloquei-te uma pergunta, antes –pedi a alguém para te perguntar – e tu disseste que me encontrava no meu foco final!?

ELIAS: Exacto.

LESLIE: Está certo. Estarei a entender a coisa correctamente, quanto ao facto de nós no nosso foco final... como o hei-de referir? Existem muitos focos, correcto? Por falta de melhor termo, eles são todos... entram em colapso à excepção de um, e no final só resta um, é isso?

ELIAS: Não. Permite que passe a explicar. Os vossos focos estão todos a ocorrer em simultâneo. Nessa medida, alguns são designados, por assim dizer, por termos de foco inicial e de foco final. Os outros focos não comportam tal distinção. Por isso, à medida que o indivíduo passa pela experiência do foco físico, deverá ter uma consciência íntima disso. Nos termos das crenças que sustentais quanto à repetição da manifestação, ou reencarnação, eles deverão ter um conhecimento íntimo de não se terem reencarnado antes (no caso de um foco inicial) ou de que não deverão voltar a manifestar-se novamente (no caso de um foco final) ou de virem a interromper o seu ciclo de reencarnações.

Ora bem; entende que eu faço uso do termo reencarnação unicamente com um propósito de ilustrar ou explicar a coisa, porque não existe reencarnação e todos os vossos focos estão a decorrer em simultâneo.

Agora; a designação de foco inicial constitui apenas um termo que indica que um determinado foco da atenção tenha dado início a todos os outros numa manifestação conjunta (ao mesmo tempo) nesta dimensão. Por isso, o indivíduo pressente no seu íntimo, ao longo de todo o seu foco, ser “novo” ou aquele que inicia, e que – nas crenças que sustenta – não se terá reencarnado antes.

Quanto ao foco final, um foco da atenção, de entre todos os que uma essência manifesta nesta dimensão é designado como o final. Por isso, quando esse foco em particular escolhe separar-se dessa sua manifestação nessa dimensão particular, todos os outros focos por altura da separação dele deverão igualmente desprender-se (morrer) ou então precisarão fragmentar-se por essa altura, e prosseguir dando lugar a uma nova essência.

LESLIE: Ah, está bem. Isso responde à questão. Parece ter-se operado uma mudança significativa em mim, há uns treze anos atrás, e em seguida uma outra, há uns cinco ou seis anos, mas torna-se muito difícil recordar. É como se me tivesse tornado numa pessoa completamente diferente da que era quando estava na casa dos vinte.

ELIAS: Absolutamente.

LESLIE: Mas não tenho consciência do que se terá operado nesses dois intervalos, por ter a ideia de que se tenha operado uma mudança bastante drástica.

ELIAS: Absolutamente. Isso pode ser explicado do seguinte modo:

Muitos outros indivíduos no foco (ou atenção que dispensam, enquanto essências) ao físico passam igualmente pela experiência de acções semelhantes que as leva a estabelecer certas crenças que têm que ver com a área que lhes sugere ideias que terão inventado, tais como a dos “walk-ins” e coisas desse tipo. Mas essa, na realidade, não é a situação. (Nota do tradutor: Walk-in, que não tem tradução literal no nosso idioma, refere o fenómeno puramente especulativo da pessoa cuja alma original terá abandonado o seu corpo para dar lugar a uma outra alma)

Por vezes, num foco individual, o indivíduo troca de posição com um eu alterno dele próprio. Vós trocais e voltais a trocar continuamente com eus alternos ao longo do vosso foco, mas na maioria dos casos, um aspecto do eu, ou do foco, é designado como o principal. Nesse sentido, por vezes esse aspecto particular pode satisfazer o sentido do cumprimento do sentido de valor desse foco. Nessa medida, troca de posição com um aspecto alterno, que constitui um outro aspecto do próprio, a totalidade desse foco de atenção. E numa acção dessas, parecer-vos-á que se tenham operado alterações dramáticas no vosso foco.

Na realidade, alguns chegam por vezes a experimentar fenómenos que designaríeis por perda objectiva de memória. Outros reconhecem unicamente ter-se operado uma profunda mudança neles, sem que consigam apresentar qualquer explicação, por não terem percepção objectiva dessa acção, por terdes preferido ser selectivos na vossa atenção e usar essa atenção no singular, em cada foco. Isso faculta-vos clareza e propicia-vos um carácter de pureza nas vossas experiências, mas também tendes consciência da ocorrência desse tipo de intercâmbios ou de quando tenham ocorrido, por um outro aspecto de vós próprios passar a assumir uma posição objectiva primária, e desse modo passar a satisfazer um aspecto diferente do sentido de valor, na totalidade do foco individual.

Nessa medida, haveis igualmente de notar que os vossos interesses ou os vossos talentos, ou ideias, ou interacção emocional se tenha alterado um tanto, por um aspecto diferente passar a desempenhar o papel executante. Nesse sentido, o foco – conforme na situação que aconteceu contigo – escolhe passar a experimentar mais elementos no seu enfoque particular, de modo a poder interagir de modo mais satisfatório com as experiências que leva a cabo no cumprimento do seu sentido de valor, proporcionando a si mesmo um tipo de acção semelhante ao da acção de contraparte, só que expressando-se de forma objectiva num só foco, num só eu. Isto servirá de ajuda?

LESLIE: Serve, bastante! Ora vejamos. Fala-se de (vermos) rostos quando nos deitamos para dormir. Saberás porque veremos esses rostos?

ELIAS: Exacto.

LESLIE: Já li sobre isso, mas não me acontece mais! Porquê? Só muito raramente, mas sinto falta disso!

ELIAS: (Dá uma risada) Isso também surge no alinhamento das experiências que colheis no contexto do cumprimento do sentido de valor. Em determinadas alturas permitis-vos experimentar essa acção, mas como trocais (de posição) com eus alternos, com outros aspectos de vós próprios, também alterais a direcção que tomais e como tal deixais de precisar mais de tais formas de interacção, por terdes procedido a uma ligeira alteração do vosso rumo. Por isso, as vossas experiências também sofrem uma alteração. Mas podeis recordar essa acção, e se preferirdes podereis voltar a estabelecer um contacto por intermédio duma acção dessas, só que reconheceis no vosso íntimo ser-vos desnecessário.

Numa acção dessas, muitas vezes atraís a vós, as memórias de vós próprios, o que serve como tranquilização no foco físico da realidade como uma ausência de separação ou de ligação de vós próprios com a essência, só quando isso se apresenta, fornece de forma intencional aquilo para que terá sido convocado. Por isso, a sua continuidade torna-se supérflua, e à medida que obtendes uma maior informação para vós próprios, tal como tu estás a obter, isso torna-se ainda mais desnecessário. Encaras isso como uma experiência agradável, e ela presta-se, no âmbito do aspecto emocional do teu foco, a ser agradável e a representar uma recordação da ausência de separação em relação à essência.

LESLIE: Está bem. Nesse caso isso deverá igualmente aplicar-se aos – não sei bem a que ponto possa detalhar, porque isto vai acabar por ser transcrito - odores que tenho vindo a sentir. Eles costumam durar por volta duma semana e em seguida tendem a desvanecer-se. Mas depois tem outra coisa: Eu estava a assistir a um anúncio na TV acerca do Wells Fargo, e de súbito, pude sentir o cheiro a cavalo no interior da casa. Quero dizer, foi como se estivessem justamente aqui! Na realidade, pensei tratar-se duma experiência fixe! Mas a seguir, o aroma durou cerca de um mês, e envolveu diferentes odores – cheiro a urina como o de um celeiro, e um odor eléctrico – mas eles também se desvaneceram, tendo durado cerca duma semana, e agora não ocorrem mais. E havia panelas a cair...

ELIAS: Trata-se da mesma acção. Podeis envolver todos os vossos sentidos físicos numa acção dessas. Trata-se duma validação da tua própria parte no sentido de validares objectivamente no teu foco o facto de não seres tão única quanto possa parecer no teu foco de atenção. Permitiste-te tomar parte numa maior clareza, o que também está em conjunção com o alinhamento que tens.

LESLIE: Isso é óptimo de saber! De qualquer modo ainda me direcciono no caminho certo!

ELIAS: Absolutamente! (Ambos riem)

LESLIE: Está bem. Muito rapidamente, eu tive um sonho. Tratou-se de um sonho estranho, mas eu ia de carro... quase soa embaraçoso mencioná-lo. Eu ia estrada fora, sentada no banco de trás dum carro, e havia dois campos, creio eu, um de cada lado. Havia dois homens no lugar da frente, e eu encontrava-me amarrada ao assento de trás. Eles travaram e o carro virou no final da estrada, ficando voltado para o oceano. Os homens desapareceram, e enquanto boiava ao sabor das águas, contava que o carro começasse a meter água e logo se afundasse, mas tal não aconteceu. E eu continuei a boiar, e em pouco tempo comecei a pensar para com os meus botões, em termos negativos, é claro; de qualquer modo, quando o carro finalmente se voltou, contava que houvesse provavelmente... como a água não entrou, ia encontrar ali um barco à minha espera, e contava que viesse a acabar por embater em mim, e não no sentido de me fazer entrar a bordo! (Elias ri) Mas havia como que um canal, e eu dirigia-me para esse canal, e num pequeno nicho havia casas. Eu fui levada na direcção dessas casas. Toda a gente se encontrava sentada à varanda, a observar-me, mas ninguém prestou socorro. Isso foi o fim do sonho, pelo menos o que eu recordo. Que será que significa?

ELIAS: Permite que te passe a explicar as imagens que apresentaste a ti própria: Com elas, começaste a propor a ti própria imagens que te sugeriam estares limitada dentro dum contentor, um veículo que outros indivíduos manipulavam ou conduziam. Esse imaginário corresponde à expressão objectiva que adoptas neste foco. Conjuntamente com outros indivíduos, adoptas a criação de imagens nesse sonho que te expressam achares-te limitada nesse veículo – veículo esse que te representa a ti; uma representação do teu foco. Os outros indivíduos – representam indivíduos – que no teu foco, na perspectiva que albergas, te afectam e exploram ou que representam uma imposição para ti, e que por vezes te tentam manipular. O imaginário referente à situação de te encontrares amarrada consiste em imagens que se relacionam com o sistema de crença de te encontrares retida no receptáculo que é representado pela tua forma física.

Em seguida avanças para a área em que esse veículo se encontra mergulhado no mar e não afunda, e sentes-te em segurança dentro dele - o receptáculo. Os indivíduos desapareceram, por teres passado a criar imagens que utilizam a água como representação da totalidade da essência. Aí não te estás a focar na interacção que estás a ter com os outros, mas a moveres-te na área da concentração em ti e a permitir-te perceber a segurança inerente a essa condição. Apesar de antecipares temor e prejuízo, com esse imaginário também sugeres a ti própria algo que não tem nada que ver com isso, e continuas em segurança dentro do teu veículo, a mover-te na totalidade e na vastidão da essência.

Em seguida passas a admitir o teu canal, o qual representa o fluxo unidireccional que representa o foco da essência. Por isso, continua a ser imaginado à semelhança da água que se encontra em estado de ligação e é análoga ao elemento da totalidade da essência, só que a mover-se num fluxo unidireccional; no qual percebes muitos indivíduos a olhar para ti, mas sem interagirem contigo.

Esses indivíduos representam os focos todos dessa tua corrente da essência, a focar-se nesta dimensão. É por tal razão que eles não interagem contigo, por constituírem os seus próprios focos da (tu) essência e não se preocuparem com o movimento que empreendes, embora permaneças segura no teu receptáculo.

LESLIE: Oh, maravilhoso!

ELIAS: Por isso, continuas dentro do veículo e separada dos outros focos, por assim dizer, nesse imaginário, mas reconhecendo estares igualmente com eles, por os poderes ver à medida que viajas ao longo dessa corrente da essência que se projecta no foco físico. Imaginário bastante interessante o que estendes a ti própria! O que indica o movimento em que presentemente estás a envolver-te, de reconhecimento do valor que tens mas (também) o da vastidão inerente à essência e o da interligação que a essência apresenta e da segurança que comportas.

LESLIE: Muito obrigado por essa explicação!

ELIAS: Não tens o que agradecer.

LESLIE: Pareceu-me um sonho imbuído dum mau presságio, e acabou por não ser! (Ambos riem) Como nós interpretamos sempre de forma errada, não é?

ELIAS: Muitas vezes, aquilo que objectivamente percebeis como pouco habitual gera-vos no íntimo uma sensação de temor. Por isso, podeis passar a interpretar o vosso próprio imaginário como isento de prejuízo para vós próprios – trata-se da linguagem que usais em relação a vós próprios – só que na exploração da linguagem que utilizais em termos de imagens em relação a vós próprios, podeis deparar-vos com uma estranheza objectiva, e é esse elemento que gera o desconforto ou temor, pelo que nos vossos termos traduzis isso como um sonho “mau”... apesar de não existirem sonhos “maus”! (Dá uma risada)

LESLIE: Eu devia escolher as palavras que emprego com mais cuidado! (Elias ri) Haverá algum outro modo de interpretarmos os nossos próprios sonhos que nos permita uma compreensão do seu significado? Quero dizer, que torne a coisa mais fácil... Chegaremos, eventualmente, a ser capazes de os interpretar?

ELIAS: Se preferires, poderás seguir e envolveres-te com o que o Michael designa como a vossa Missão dos Sonhos, que isso te fornecerá o modo de compreenderes duma forma objectiva e mais clara a linguagem que utilizais para convosco próprios no contexto do imaginário que se patenteia nos vossos sonhos. Podes contactar o Michael ou o Lawrence nesse domínio, que eles te fornecerão informação acerca dessa missão dos sonhos, o que te poderá ajudar no envolvimento que tens com essa área, se o preferires.

LESLIE: Está bem. Ena pá, isto representa uma montanha de informação! Eu precisei – ou escolhi, seja lá como for – mandar abater a minha cadelinha há uma semana atrás. Estarão os sintomas físicos que tenho vindo a ter relacionados com ela?

ELIAS: Estão.

LESLIE: Está bem. Soa um tanto cruel, mas não me sinto mal por causa disso. Penso que precisava fazê-lo, mas sinto ter feito aquilo que precisava fazer.

ELIAS: E porque razão haverás de sentir sofrimento por causa desse acto? Isso consiste numa resposta a uma crença, só que não é necessário, porque isso assentou num consenso. Por isso, não ocorreu o menor prejuízo. Tu estabeleceste um compromisso com essa criatura e deste-lhe seguimento no contexto desse convénio, partilhando dores e indisposições para suplantares determinados problemas ou dificuldades.

LESLIE: Está bem. Bom, isso também explica a coisa. Agora, eu tenho um outro cãozinho pequeno, e há duas coisas que ele anda a fazer que eu preciso descobrir – ou que de qualquer modo gostava de saber – que é que eu estarei a fazer para dar lugar á criação disso, está bem? Antes de mais, ele não ladra a menos que me encontre presente. Quando estou aqui, ele parece ladrar bastante! E depois, anda a fazer xixi na cama várias vezes. Eu gostava de saber o que é que estarei a fazer para o levar a fazer isso, ou seja lá o que for.

ELIAS: Isso é uma acção que a criatura está a exibir para te captar a atenção, e os compromissos e criações que estabelecestes têm estado em interacção e a ser projectados para a OUTRA criatura. Bom; esta criatura tem consciência do compromisso mantido entre ti e a tua outra criatura. Nesse sentido, tu reténs a tua energia, por não desejares envolver-te na numa acção semelhante em relação a esta criatura. E a criatura, em resposta, emprega a acção de ladrar, por constituir uma expressão de comunicação, de linguagem, pela qual a criatura tenta objectivamente captar a tua atenção, de modo a poderes reconhecer que esta criatura também se deixou ligar a ti do mesmo modo que tu te deixaste ligar a ela, e se sente na disposição de interagir contigo de modo a que não retenhas a tua energia com tal intensidade, o que dá lugar ao temor de poderes vir a projectar essa mesma situação no caso desta nova criatura. Como a comunicação parece revelar-se insuficiente para te captar a atenção, uma outra acção tem lugar, de modo a que possas PASSAR a dar atenção! (A Leslie ri) Mas nesse sentido, a criatura terá escolhido duas acções que provocam irritação, coisa que a criatura te está a exprimir para que passes a reconhecer a irritação que caracteriza a energia que apresentas.

LESLIE: Não sei se entendo completamente o modo de... o que ele queira de mim. Eu dou-lhe atenção. Ele não é igual à Dolly... simplesmente não é! Ele tem a sua própria personalidade.

ELIAS: Absolutamente.

LESLIE: Mas não entendo o que é que estarei a deixar de lhe dar. Quererás dizer que ainda me esteja a prender à Dolly, ou ao sentimento que nutro por ela, mesmo após ter partido?

ELIAS: Não. Permite que passe uma vez mais a explicar, de forma a obteres uma maior clareza.

Tu estabeleceste um compromisso previamente com a primeira criatura, e nesse sentido, permitiste uma troca de energia, uma partilha de energia através da experiência de determinados elementos que criaste em ti - efeitos físicos dentro de ti - e ao partilhardes esses elementos, a tua criatura concordou em passar a criar esses elementos que tu, pela tua parte escolheste deixar de criar, e a deixar-se afectar por modos através dos quais escolheste não te deixar afectar, presentemente; e desligar-se do físico, no âmbito desse mesmo convénio.

Agora voltas-te para a tua nova criatura, só que na interacção que estabeleces com a nova criatura, não é que deixes de lhe dispensar uma atenção suficiente. A situação está em que como a tua primeira criatura se desprendeu do físico, agora reténs a tua energia em ti própria, em meio às tuas próprias dificuldades, o que gera manifestações físicas... estás a acompanhar?

LESLIE: Estou.

ELIAS: Muito bem. Ao reteres essa energia, a criatura nova reconhece o facto de te estares a firmar nessa energia. Essa nova criatura dá expressão a esse reconhecimento e por essa expressão tenta comunicar-te o facto de que a energia que estás a reter no teu íntimo, em meio aos problemas que vives, te provoca efeitos físicos... essa energia provoca irritação dentro de ti. Ela não gera conforto, mas efeitos físicos desconfortáveis. A criatura reconhece isso e também procura expressar que faz se enquadra nesse compromisso partilhar essa energia contigo, só que tu não estás em conformidade com tal acção, por teres tido um convénio com a criatura anterior e não desejares dar lugar à criação duma acção semelhante. Nessa medida, a criatura continua a exibir esse comportamento, de forma a poder comunicar-te o reconhecimento que faz da energia que reténs e do efeito da retenção dessa energia. Nesse sentido, ela busca de forma criativa expressões que espelhem a energia que reténs em ti própria. A energia retida dentro de ti provoca irritação na tua forma física. A expressão que é avançada pela criatura consiste numa forma de conduta exteriorizada pela irritação. Eles espelham...

LESLIE: Então está a tentar captar a minha atenção de modo a que entenda estar a fazer isso?

ELIAS: Está.

LESLIE: Está bem, então de que é que preciso para libertar esta energia? Eu percebo estar a criar as dores ou indisposições que sinto. Só não sei o que estou a deixar de fazer ou o que estou a fazer que... compreendes o que estou a tentar exprimir?

ELIAS: Exacto. Isso são problemas ligados a crenças e a aspectos emocionais da tua experiência e do teu foco; uma forma de conduta que impões a ti própria que por vezes também gera um efeito emocional. Isso baseia-se na influência causada pelas crenças que traduzem que tal te seja necessário para te poderes focar na área das percepções físicas e intelectuais que tens e para te moveres por determinadas áreas, por isso mesmo deixando de admitir um fluir natural e um à-vontade no teu foco. Se deres atenção a essas crenças e às acções que são influenciadas por essas crenças, isso também deverá afectar o comportamento da criatura.

LESLIE: Nesse caso, o que basicamente me estás a dizer é que estou a forçar demasiado, o que não é necessário.

ELIAS: Exacto.

LESLIE: Está bem. Eu tenho dois empregos. Um deles é gerir um parque e o outro prende-se com venda a retalho. E estou a deixar que as pessoas me “dêem cabo dos nervos”, por falta de um termo melhor. Será por não os estar a aceitar por aquilo que são? Será isso o que está a dar lugar a essa situação? Porque esse tem sido um contínuo problema, faz tempo.

ELIAS: Isso está igualmente em conjugação com o que estivemos a discutir há pouco. É a dificuldade que se prende com a crença que está a gerar essa situação objectiva de provocares tensão em ti própria, a conduta que adoptas intimamente, e como tal te está igualmente a causar afectação física. Isso está tudo interligado com a acção que a tua criatura exibe, com a acção da criação dos aspectos físicos que geras que se prendem com o desconforto, com respeito ao que, estás certa ao associares as dificuldades que experimentas à falta de aceitação dos outros. Mas isso também está em conjugação com a falta de aceitação de ti própria, porque pela aceitação de ti própria também passarás a aceitar mais os outros.

Num acto de permitires que um outro indivíduo, nos teus termos, “te dê cabo dos nervos” aquilo a que estás a dar expressão é à tua falta de aceitação em razão do que crias uma defesa exterior, e ao criares essa defesa, isso por vezes expressa-se por situações em que outros indivíduos te provocam irritação. Mas os outros estão unicamente a expressar-se, e tu estás a personalizar essas expressões ao espelhares a mesma acção, ao reflectires a irritação exterior que é um reflexo da irritação interior.

LESLIE: Nesse caso, o que basicamente estarás a dizer é que preciso dar atenção às crenças que sustento, por realmente gostar de poder obter resultados com esta lição!

ELIAS: Exacto.

LESLIE: E que se passar a dar atenção às minhas crenças vou conseguir isso?

ELIAS: Exacto.

LESLIE: Está bem. Ora vejamos... sem quaisquer truques de magia... (Ambos riem) Eu estou a passar por uma certa dificuldade. Eu sempre tento fazer isso. Quero concentrar-me na essência e de ser capaz de avançar e coisas desse calibre. Não pareço ser capaz de dirigir a minha energia de modo a poder trabalhar tanto quanto conseguia, por já não me parecer tão importante. Contudo, ainda preciso trabalhar! Mas poderás ceder-me alguma sugestão acerca de como... só não sei em que direcção me deva voltar. Sei em que direcção me devo voltar nos moldes em que as coisas estão, mas em relação ao resto do foco físico, e do trabalho e tudo o mais, não estou certo quanto ao que seja suposto fazer nesse sentido.

ELIAS: Deixa que te diga que muitíssimas vezes as pessoas voltam-se na direcção da separação naquilo que percebem ser a sua vida física objectiva, por assim dizer, e da sua espiritualidade. Nessa separação também criais muitos bloqueios, por não incorporardes a totalidade da unidade que vos caracteriza no vosso foco. E isso, uma vez mais, está relacionado com tudo o que estivemos a tratar nesta sessão.

Não existe separação nos elementos do eu, porque todo o vosso ser se situa no domínio do que designais por espiritualidade. Não existe elemento algum vosso ou inerente às vossas acções ou interacções que NÃO constitua uma expressão do termo que empregais, “espiritualidade”, porque na realidade não existe espiritualidade, porque a espiritualidade é tudo! Trata-se dum mero termo que atribuístes às vossas filosofias relacionadas com elementos que percebeis como mais “elevados” ou numa maior “união”, ou “melhores” do que a vossa condição de “escola de aprendizagem do plano terreno”. (A rir)

LESLIE: Então, por outras palavras, não se trata da dicotomia de “uma coisa ou de outra”. É tudo.

ELIAS: Exacto, mas com isso propões a ti própria a cada instante a oportunidade de exercitares toda a tua aceitação pessoal e a aceitação dos outros e a expressão do que designas por vossa espiritualidade, mas nisso lembra-te daquilo de que também já te dei conta, para temperares a conduta pessoal que crias na área das percepções físicas e intelectuais.

LESLIE: Está bem, vou fazer isso. Deus do céu, podíamos prosseguir sem parar, mas talvez seja melhor não o fazer! (Elias ri) Já obtive mais informação do que... Vou ter que digerir tudo o que já me transmitiste.

ELIAS: Muito bem.

LESLIE: Quero agradecer-te muito!

ELIAS: Não tens o quê.

LESLIE: Agradeço imenso.

ELIAS: Estendo-te o meu afecto e encorajamento nos teus esforços e criações, e o meu reconhecimento pelos avanços que obtiveste nessa área. Lembra-te do teu sonho e da interpretação que te estendi, que isso te irá encorajar quanto ao facto de estares a avançar e de estares a sugerir a ti própria informação para te realizares em todas essas áreas em que escolhes realizar-te. Por isso, aceita igualmente o meu reconhecimento.

LESLIE: Muito obrigado. Isso tem muito significado para mim!

ELIAS: Não tens de quê. Fico a estender-te o meu afecto, e estender-te-ei neste dia um carinhoso au revoir.

Elias parte às 12:05 da tarde.

Nota da Vicki: Parece que a propensão que o Elias tem para fazer uso de frases interligadas está a acelerar. Espero que esta transcrição seja passível de ser lida!

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O MATERIAL ELIAS