domingo, 19 de junho de 2011

PSICOLOGIA: CONJUNTO DE CRENÇAS



SESSÃO #27 (Grupo)
 “A Ciência da Psicologia: Um Conjunto de Crenças”
“Violência Infantil Assente na Falta de Atenção”
“A Diferença Entre Expressão e Ausência de Expressão dos Impulsos”
“A Recompensa Manifesta na Oposição às Manifestações Indesejáveis”
“Os Fenómenos dos Círculos nas Searas e do Triângulo das Bermudas”
Domingo, 6 de Agosto de 1995
Tradução: Amadeu Duarte


Participantes: Mary (Michael), Vicki (Lawrence), Ron (Olivia), Elizabeth (Elizabeth), Cathy (Shynla), Jo (Joseph), Tom (James), e, tendo chegado mais tarde, Ron 2 (Kali).

Elias chega às 6:39 da tarde

ELIAS: Saudações. Esta noite temos uma energia interessante! Devo comentar, antes de mais, que me sinto imensamente divertido com a reacção do Michael. O que não quer dizer que não estivesse à espera dela; mas ele, sendo verdadeiro quanto à forma, expressou-se dentro da probabilidade que eu estava à espera. Eu tenho consciência da sua presença, e que ele tem perguntas esta noite. Por isso, vamos dar continuidade ao nosso tema da psique. (Para a Vicki) Podes perguntar. (1)

VICKI: Muito bem. Com relação à declaração que proferiste quanto à psicologia não ser mais positiva ou válida do que a religião, o Michael diz: “Isso é bastante incorrecto, como será que podes afirmar tal coisa?! Os psicólogos lidam com as experiências das pessoas e procuram superá-las, e não propõem filosofias imaginativas!” (Todos rimos, inclusive o Elias)

ELIAS: Declaro que não vou retirar a afirmação que fiz sobre a psicologia consistir igualmente numa crença. A respeito de ser comparável com as crenças religiosas, também não retiro isso. A estrutura da vossa psicologia baseia-se na observação das experiências. Isso é correcto. A interpretação que fazeis quanto ao sentido psicológico que associais a essas experiências está incorrecta. O Michael discorda da ideia da religião se basear na imaginação, que é expressada como uma fantasia. Eu disse-vos que apesar dos enfoques que estabeleceis na religião poderem assentar na distorção, eles estão baseados em verdades. Baseiam-se em verdades que incorporam a imaginação, a qual consiste numa realidade. A ideia que ele faz toma o rumo de histórias, como a base para a religião; por isso estabelecendo uma distinção com o caso da psicologia, por se achar baseada no que designais por factos que se reportam à experiência e não um produto da imaginação. Antes de mais, vou declarar que se pensardes nesses termos, nem todos os elementos da psicologia se baseiam nos vossos factos físicos. Existe muita coisa na vossa psicologia que designaríeis como baseado na imaginação. As alucinações não constituem o que designais por factos concretos, mas sim o que chamais de imaginário. Isso não quer dizer que não constituam uma realidade. Estou a estabelecer uma distinção na forma como as interpretais.

As vossas crenças religiosas, ao se basearem em verdades, oferecem-vos algumas explicações plausíveis para (certas) experiências e padrões de pensamento. Durante séculos, as pessoa procuraram os líderes religiosos ou as autoridades em busca de concelho tal como agora vós procurais os vossos psicólogos. Essencialmente, vós tornastes a vossa psicologia numa nova religião, baseando-a apenas mais no campo das ciências. A psicologia brotou da ciência, sendo nisso que o Michael estabelece a distinção, por acreditar que a ciência e a religião constituam pólos opostos sem ter nada que ver entre si. Isso também constitui uma imprecisão. A direcção que o seu foco toma desvia-se em certas ciências; mas de facto, as indagações que alimenta são as mesmas. A religião coloca questões acerca do indivíduo e do universo e da ligação que existe entre ambos. A ciência indaga acerca das mesmas dúvidas. A psicologia, ao constituir um outro ramo da ciência, lida com o indivíduo e a relação que ele tem com o seu mundo, nem sempre indo suficientemente longe a ponto de incluir o universo mas pelo menos empregando o seu meio ambiente.

Se ele, o Michael, (Michael é o nome da essência da Mary, a médium do Elias) se permitir parar de berrar e começar a dar atenção, estes conceitos não são difíceis, nem devem tornar-se na causa de conflito, por constituir apenas uma outro sistema de crenças. Estou certo de que ele não vai achar que esta resposta seja suficiente, mas ele pode chegar a obter uma justificação à medida que nos formos alongando nas questões que coloca. Não desejo despender muito tempo esta noite com cada pergunta que ele coloca, ou ficaríamos aqui a noite toda! (Riso) Continua.

VICKI: A pergunta que ela coloca a seguir... na verdade não estou a apresentar perguntas mas sim argumentos. Mas, uma vez mais: “Com poderás afirmar tal coisa!” relativamente à declaração que fizeste da psicologia incorporar tanta duplicidade quanto a religião.

ELIAS: (A rir) Interrompe por um instante. Ele está a dizer-me que tinha consciência de que tu és “qualificada” para colocares isso! (Riso) Ele manifesta descontentamento quanto à declaração que fiz e está a dizer à Lawrence: “Continua no modo como referi isso!”

VICKI: “A psicologia não faz uso da desonestidade!” Este é o argumento a respeito do facto da psicologia fazer tanto uso da duplicidade quanto a religião.

ELIAS: Ele tem um problema com esse termo da duplicidade. (A sorrir) Peço que me seja permitido discordar do Michael. É fácil para vós aceitar que as vossas religiões façam uso da duplicidade. Desculpa. Vamos estender as boas vindas ao Kali.

Acreditais que a psicologia seja uma ciência complicada da mente, e que se debruce numa busca respeitante ao indivíduo e à sua psique. Eu vou-vos dizer que a psicologia, desde o seu surgimento, fez uso da duplicidade. O vosso pai da psicologia, tal como o designais no foco físico e lhe passastes a atribuir tal título, Freud, baseou a sua ciência na duplicidade ligada ao indivíduo. Não deveis confiar nos vossos impulsos, segundo a psicologia de Freud.

Faz o favor de mencionar na transcrição disto, que se o Michael vai ficar a tagarelar em relação às repostas que eu dou, eu não poderei responder às perguntas!

VICKI: Provavelmente ele está a tagarelar com respeito ao Carl Jung.

ELIAS: É. Eu estava a chegar aí! (Riso) Contrariamente à argumentação do Michael quanto ao Carl Jung, descobrireis que até à data, quase cem anos após o início da vossa psicologia Freudiana, ela continua a ser um foco primordial no estudo dessa ciência; e que além disso, na vossa terapia convencional, estais a defrontar-vos com muitos psicólogos que se baseiam nesse tipo de psicologia. Eles buscam as influências do que vos atormenta no vosso passado. Não empregam o vosso sistema de crenças da religião nem admitem a consciência, nem muitos dos conceitos que o Carl Jung avançou posteriormente. Ainda empregam a psicologia do Freud. Se cada um de vós fosse analisado - cada um de vós aqui presente - por um psicólogo independente, estou absolutamente certo de que discordaríeis das descobertas que apresentaria quanto à vossa constituição psicológica; porque nenhum de vós haveria de resplandecer como um indivíduo completamente estável, por eles não acreditarem que existam indivíduos completamente estáveis psiquicamente. Podem fazer ligeiras referências a tendências anómalas. Elas baseiam-se na psicologia freudiana.

Também diria ao Michael que o seu adorado Carl Jung foi um estudante do Sigmund Freud, e empregou bastante as suas crenças. O vosso Carl Jung expandiu-se para além dessas crenças e conceitos, mas não eliminou os conceitos originais. Compreendo que o Michael seja um grande fã do Carl Jung, mas ele não incorpora o homem completo mas apenas aquilo que deseja incorporar, o que designaríeis por “partes sãs”, e rejeita as partes com que não concorda como inválidas. Podeis, se o desejardes, fazer isso com as vossas religiões; porque nas crenças que abrigais, elas constituem conceitos. Não podeis focar-vos numa “metade do indivíduo”. (Pausa, durante a qual começa a rir) Vamos prosseguir. Vou pedir que me desculpeis por um instante. (Pausa) Podeis continuar. O Michael pode estar calado, ou ir ocupar-se com alguma coisa!

(Riso generalizado em resposta às contínuas interrupções da parte do Michael. Comentário da Mary: Talvez o Elias me devesse chamar Fala-barato!)

MARY: Estás errado! A psicologia faz uso da alma!

ELIAS: Não concordareis que seja interessante que existam tão poucos indivíduos que sejam capazes de dizer a uma essência que ela está errada? (A sorrir, seguido de riso generalizado) Acredito que o Michael seria capaz de afirmar que Deus está errado! A psicologia não emprega ideia alguma acerca da alma. Pode incorporar a ideia dum inconsciente colectivo, mas enquanto ciência, não emprega o conceito da alma nem de algo que julgue estar associado às crenças religiosas. O emprego da alma representaria um enfoque religioso, e a psicologia constitui uma ciência. Eles fazem questão de se distinguirem como apartados das crenças religiosas, apesar de serem exactamente a mesma coisa! (Com humor)

Dispondes presentemente de alguns indivíduos, muito poucos, no campo da vossa psicologia, que passaram por um despertar (da consciência) espiritual; e apesar do Michael não ter captado esta declaração enquanto estava a escrever, eu referi isso anteriormente. Tal como agora os vossos cientistas estão a começar a tornar-se conscientes. Isso é apenas um começo, mas como estais todos a aproximar-vos da vossa mudança, mais e mais informação está a tornar-se disponível a todas as vossas ciências. Elas estão a tomar consciência de que os conceitos e as ideias que empregam são demasiado irrisórios para empregarem realidade. Não estou a afirmar que todo o psicólogo em toda a parte nesse planeta esteja inconsciente quanto a uma consciência mais ampla. Eu estava a referir-me ao tema da psicologia enquanto ciência e do enfoque que os psicólogos exercem, independente das pessoas, no tratamento que dispensa aos seus clientes, e que deve existir algo para além do que tradicionalmente lhes foi incutido pela tradição. É por essa razão que o vosso fenómeno do que designais por “alienígenas”está agora a ser exposto, por a ciência da psicologia estar a aceitar esse fenómeno e estar a atrair as atenções para ele. Mas tal como no caso das crenças religiosas, existem certos e determinados elementos na psicologia que são verdadeiros e são dotados de consciência. É unicamente o mecanismo da sua prática generalizada que está por “fora”.

MARY: Com relação às crianças que dão expressão aos impulsos descontrolados, assisti recentemente na TV a um programa acerca dumas crianças que eram tão violentas que mesmo em idades de quatro ou cinco anos já eram incontroláveis e faziam coisas horríveis tal como deitar fogo às habitações, etc. Deveríamos permitir que essas crianças façam o que querem?

ELIAS: Eu diria que a palavra-chave empregue nesta interrogação envolve os impulsos. Essas crianças não dão expressão aos impulsos. Essas crianças estão a dar expressão a emoções, apesar de se tratar dum caso interessante de expressão. A ideia que ela referiu (Mary) acerca do desafio está um pouco “deslocada”, mas isto servirá como um exemplo a explicar.

Há alturas, como expressamos previamente, em que uma essência escolhe voltar a manifestar-se sem se permitir um ajustamento durante um período de transição. Nesse caso, várias expressões passam a ser exibidas nessa situação em que o indivíduo se volta a manifestar. No caso desses pequenos que dão expressão a temperamentos e a expressões violentas, eles focaram-se em ligação com a mesma essência enquanto pai ou mãe, uma vez mais a partir de um foco anterior. Precisais entender que sem o elemento do foco físico o tempo não tem qualquer significaria. Por isso, quando refiro que uma essência se projecta sem se permitir um tempo para dar lugar ao ajustamento da transição, esses termos destinam-se à vossa compreensão, porque não chega a decorrer tempo nenhum.

A essência apenas projecta aquela parte da sua consciência de novo para o foco físico sem se expor a uma transição; nessa medida, se tiver previamente experimentado uma relação desagradável com o mesmo indivíduo, ela passa a exibir essas emoções ainda em criança, por ainda se achar a experimentar o que designaríeis por raiva e estar a dar-lhe expressão por essa via, por essa criança.

Isso recebe atenção da vossa parte, por não estardes à espera que uma criança tão pequena exiba um comportamento desses. As crianças, na estimativa das crenças que abrigais, são inocentes, adoráveis, indivíduos maravilhosos e vós não pensais sequer que esses indivíduos pequenos, adoráveis e maravilhosos possam ter uma essência que se tenha manifestado no foco físico durante o que designais por milhares de anos. Esta essência pode ter tido muitas experiências físicas, mas como de qualquer maneira tudo existe em simultâneo, as experiências ainda estão muito frescas. E as crianças possuem uma característica que difere dos adultos por se acharem apenas mais ligadas à sua essência, pela uma ausência do enfoque individual de desenvolvimento durante essa fase. Por isso, não deveria parecer inusitado nem mesmo estranho que um indivíduo numa idade tão tenra possa exibir uma raiva dessas.

Quanto à pergunta que ele coloca: “Se deverão deixar essas crianças portarem-se de modo violento?” direi, em primeiro lugar, que os impulsos não são emoções. As emoções constituem uma outra questão em si mesma. Também direi que ao deixardes de concordar em participar na expressão dessas expressões de violência, esses pequenos deixarão de receber a “recompensa” que recebem da vossa parte. Deixa de ter propósito, mesmo para um catraio com três anos, expressar tais comportamentos se não receber nada em troca. *

Esses pequenos manifestaram-se outra vez juntos com os que os recebem, com um conhecimento de que eles reagirão, e que esses pequenos receberão a sua compensação. O Michael tem razão quanto ao facto disto encerrar muito mais para além do facto de consistir numa experiência, só que comporta um acordo. Também não se fica pelo facto do acordo, mas vós dispondes sempre de escolha para alterardes as probabilidades.

Os adultos envoltos numa situação dessas perpetuam essa situação. Podem ir à televisão para que tu e o Michael tomem conhecimento, e dizer: “Eu não quero que o meu filho se expresse deste modo, por isso por favor ajudem-me”, mas eles também estão a conceder a “compensação” aos pequenos. Eu atrever-me-ia a dizer, como não vi pessoalmente esses pequenos na TV do Michael, que se lhe perguntásseis, esses pequenos não exibiram esse comportamento na televisão dele. Por estarem a receber suficiente atenção nesse enfoque, que lhes anulava qualquer propósito de deitar o fogo às residências. (Pausa) Podeis prosseguir.

MARY: Se for verdade que a psicologia encoraja os defeitos da sociedade, nesse caso porque razão será requerida a presença dos psicólogos junto dos criminosos, no sentido de lhes dar a volta?

ELIAS: Eu estou surpreendido com o Michael! Essa é uma pergunta de algibeira. (Esta resposta fez com que a Vicki se engasgasse ao tomar a bebida dela) Ele podia ter respondido à própria pergunta dele! Se tiverdes criado uma situação que não desejásseis ter criado, certo será que não gostaríeis de assumir responsabilidade por essa situação. Consequentemente, a resposta natural que daríeis no foco físico seria no sentido de “encobrir” o caso. E que melhor modo de encobrir uma situação do que dizer que a “corrigireis”? Para início de conversa ao bloquear os impulsos a vossa psicologia encoraja a situação. Eles estão motivados para expressardes as emoções. Eles só não pretendem que expresseis os “instintos animais”. Eles não assumem responsabilidade pela criação dessa situação, por não reconhecerem os impulsos. Os impulsos não se enquadram no esquema psicológico. De qualquer maneira não deveis agir com base nos impulsos!

Isso conduz-nos ao ponto original que assinalei, de que se seguísseis os impulsos desde pequenos, não incorporaríeis tais comportamentos em adultos, só que a psicologia encoraja-vos a não seguir os impulsos. A sociedade inculca-vos, e os vossos pais, e os vossos pares, que os impulsos são errados. Até mesmo os vossos elementos religiosos vos expressam que os impulsos que sentis são errados. Por isso, a vossa psicologia é igualmente responsável pela criação desses defeitos na sociedade, conforme os apelidais, e nessa medida, esse é o exemplo que emprega da duplicidade. Os vossos psicólogos dir-vos-ão que sois indivíduos adoráveis e maravilhosos, e que sois bons; só que também vos dirão para não vos deixardes guiar pelos vossos impulsos - que vos são naturais - por serem maus. Consequentemente, a vossa natureza básica é (intrinsecamente) má. Se isso não representa duplicidade, não entendo o que represente!

VICKI: Bom; nem mesmo eu compreendo esta!

ELIAS: (A sorrir) Não desejo que o Lawrence teça comentários pessoais. (A Vicki ri e diz: “Está bem”) Nesse caso passaríamos a confrontar-nos com discussões e o Michael aos berros em altos brados! (Mais riso)

MARY: Com respeito ao pensamento positivo e às afirmações, ao contrário da psicologia a dizer-nos que somos cheios de defeitos devido às nossas experiências, eles não nos dizem que somos cheios de defeitos. O que eles dizem é que as nossas experiências não deformadas.

ELIAS: Mas vós escolhestes as vossas experiências. Por isso não podeis distinguir, e se não vos separardes das experiências porque passais, isso conduzir-nos-á de novo à duplicidade que referimos. Isso também me leva a reforçar a declaração que proferi originalmente, de como será que podereis pensar em termos positivos e conceder a vós próprios estupendas afirmações e acreditar nelas se ao mesmo tempo vos é dito basicamente que não deveis acreditar em vós? Se os impulsos constituem a vossa natureza “básica” e não são dignos de confiança, esse conceito há-de sistematicamente regressar de novo e gerar conflito. (A sorrir) Continua.

MARY: A psicologia não nos encoraja a manter-nos numa situação de abuso. Apenas remete a responsabilidade para o perpetrador dos abusos.

ELIAS: Uma vez mais, vamos continuar na linha da última resposta que dei. A psicologia não transfere a responsabilidade. Nega a responsabilidade. Não vos aponta como responsáveis, por não acreditar que criais a vossa realidade. Encoraja-vos a tornar-vos vítimas, e porque não o haveria de fazer? Isso propicia-lhes o negócio! Ele não se vai sentir agradado com esta resposta!

VICKI: Vamos voltar ao: “Os psicólogos não nos encorajam a manter-nos numa situação de abuso.”

ELIAS: Isso é correcto, mas eu direi que os psicólogos também são gente, e com certeza que não são estúpidos. Eles são inteligentes. Porque haveriam de vos expressar para continuardes numa situação de desconforto? Vós ides ao encontro deles pela razão de vos sentirdes desconfortáveis e descontentes, e por não desejardes continuar a experimentar tal situação. É ridículo pensar que eles vos encorajassem a permanecer exactamente em meio àquilo que vindes à procura de eliminar! Eles na verdade também não vos encorajam a assumir responsabilidade por essa situação. Vós sois a vítima. Não provocastes a situação. Apenas constituís parte da situação de mais alguém, uma parte inocente. Podeis encontrar-vos numa situação de vítima, só que vós tereis igualmente provocado essa situação. (2)

Isto, por si só, perfaz a ideia com que a maioria sente dificuldade, porque no foco físico não desejais responsabilizar-vos, e quando o fazeis é só apenas em relação à acção positiva. Quando surgem elementos negativos, não pretendeis que pensem que o tenhais criado, ainda que em parte. Além disso também haveis de ver que as vossas vítimas se encaram a si próprias como “pessoas boas”. Os “maus” não se tornam vítimas. Esses são os perpetradores. Os bons não provocam situações desagradáveis. Aqui temos uma outra área em que a vossa psicologia tem comissão, ao encorajar a diferença. Eles distinguem as pessoas ao classificar algumas como boas e outras como perturbadas.

VICKI: Será desse modo que eles perpetram as situações de abuso?

ELIAS: Os psicólogos não cometem a situação. O indivíduo é quem a comete. O psicólogo encoraja a ausência de responsabilidade, o que indirectamente perpetra a situação. Ainda não teremos mesmo terminado com as perguntas do Michael? (Riso)

VICKI: Não. Isto ainda foi o fim da segunda página. Só restam umas quantas.

ELIAS: A qualquer altura vamos passar às perguntas de mais algum indivíduo! (A sorrir para todos de forma bem humorada)

MARY: Como poderás afirmar que a psicologia não nos ajuda? A psicologia fornece-nos informação e conhecimento relativo a nós. A informação e o conhecimento não serão o que nos ajudará a alargar (os horizontes)?

ELIAS: Eu estava à espera disto!

MARY: Ah ah ah, voltei as tuas palavras contra ti próprio!

ELIAS: Eu vou dizer ao Michael que sim, muito bem, o conhecimento e a informação prestam-se á vossa expansão. Informação e conhecimento incorrecto não se prestam à expansão. Só se prestam a enraizar-vos ainda mais nos sistemas de crenças, e perpetrar ainda mais a separação. Ele é tão divertido! Eu diria que as ideias com que a psicologia avança são, na melhor das hipóteses, explicações, dada a situação da separação. Também direi que ao adquirirdes conhecimento e informação para além do campo da psicologia, todos vós, incluindo o Michael, vos prestareis a uma expansão da vossa consciência e a dar lugar à essência. Não encontrareis um só psicólogo, até mesmo daqueles que designais por da “nova era”, que empregue a essência.

MARY: Com respeito à declaração que proferiste: “Estamos todos tão preocupados em acorrer a resgates,” que será que pretendes dizer com isso? Será conjecturável que não nos preocupemos com os outros? Será de esperar que não nos interessamos pelo facto das pessoas passarem por traumas psicológicos? E que dizer de toda a gente que a psicologia auxilia de verdade?

ELIAS: Há, no foco físico, alguns que acreditam ter sido ajudados -conforme apelidais tal acção - pelos psicólogos. Na realidade, foram eles que se auxiliaram a si próprios. Eles terão estado em comunicação com a essência e terão alcançado as suas respostas por mote próprio; do mesmo modo que os vossos doutores de medicina ou os vossos curadores da “nova era”também não vos curam. Eles podem prestar assistência, podem ajudar, eles podem dirigir, mas vós, enquanto indivíduos, sois quem realiza a cura. Isso também se aplica à cura psicológica. Vós curais-vos a vós próprios. Dais ouvidos à vossa própria essência. Podeis acreditar ter sido auxiliados pelos vossos psicólogos, e a razão disso reside no facto de que na nossa área regional da consciência dois, reunistes circunstâncias e situações e expressões, em conjunção com este outro indivíduo que é o psicólogo, a fim de transmitirdes a vós próprios a vossa mensagem. Originalmente não dais atenção a vós próprios, por vos ter sido ensinado, uma vez mais, a não dar ouvidos a vós próprios, por não poderdes confiar em vós em nos vossos impulsos. Por isso, transferis a vossa confiança para um outro indivíduo que julgais ser um profissional bastante culto nesse campo, e em seguida concedeis a vós próprios permissão para dar ouvidos á resposta que a vossa essência vos dá por intermédio do psicólogo. Vós curais o vosso próprio ser.

Também não estou a dizer que não devais preocupar-vos com os outros, ou que deveis percorrer o vosso planeta sem jamais pensardes em nenhuma outra situação para além do vosso próprio foco. Estou a expressar que vós defendeis causas; por acreditardes que isso vos confere um propósito e também vos validar a ideia que tendes de vós próprios como “bons” ou “gentis”, porque os bons ajudam os outros e expressam uma defesa de causas. Essas causas não têm necessariamente que passar por eventos à escala nacional e podem cingir-se unicamente à escala de interacções privadas. Ainda assim constituem uma causa! (A Vicki ri) Não vos estou a dizer para vos tornardes insensíveis. O que estou a dizer, uma vez mais, é que se confiardes na vossa própria essência e lhe derdes ouvidos e seguirdes os vossos impulsos e entrardes em contacto com a vossa essência, haveis naturalmente de dar expressão a todos os objectivos dos “exemplos” que seguis, só que empregando-vos a vós próprios e à vossa essência na eliminação do conflito; E qualquer um que dê início ao uso do emprego da essência será menos um a perpetrar conflito. Por isso, cada um de vós marca a diferença! Antes de nos desculparmos por um intervalo, vou deixar-vos um único pensamento, e a seguir continuaremos para dar lugar às perguntas dos outros! (Riso)

Cada um de vós constitui o centro do universo! Tudo o mais gira à vossa volta. Não estou a falar em termos de colectividade. Estou a referir-me a cada indivíduo. Vós constituís o centro mais importante, e afectais tudo o mais!

Vou referir que iremos proceder a um breve intervalo, e logo retornaremos para mais perguntas.

INTERVALO

ELIAS: Vamos continuar. Mas eu não sou nenhum diminuído, apesar de acreditar em fantasmas! (Em resposta à conversa mantida durante o intervalo) Vamos continuar com as vossas perguntas!

JO: Eu tenho uma pergunta acerca dos fenómenos que surgem nas searas de trigo. Será isso uma mensagem, possivelmente procedente dum outro enfoque físico? Fará parte da mudança (de consciência)?

ELIAS: Eu dir-te-ia que em relação à vossa mudança, isso pode ser incluído no contexto dessa realidade mas não como uma mensagem. Trata-se da perspectiva que colheis duma interacção inter-dimensional. Se não vos estivésseis a aproximar da vossa mudança, essas ocorrências não atrairiam a vossa atenção. Ao vos aproximardes da vossa mudança, estais a incorporar uma realidade caracterizada por encontros e movimentos inter-dimensionais. Por isso, ao aceitardes a realidade disso, estais a notar as evidências da realidade disso. Vou-te dizer que esse tipo de evidências inter-dimensionais sempre ocorreram ao longo da vossa história. Elas foram objecto duma outra interpretação , como a explicação de actos de bruxaria ou obra das fadas ou de feitiçaria e até como mensagens procedentes dos anjos, só que não eram encaradas de forma mais realista. Vós só estais a fazer uso das próprias explicações e definições que empregais em relação a essas ocorrências, agregando-lhes o significado de que se revestem pelo sentido de mensagem.

Noutros enfoques, isso poderá ser alvo duma interpretação como aquela que fizestes em relação às marcas feitas no solo a identificar determinadas seitas. Nos vossos tempos antigos, os vossos Cristãos faziam marcas numa escala muito menor, mas nessa altura a vossa realidade também tinha uma expressão muito pequena, em termos concretos, marcas de um peixe, que servia de sinal de identidade para essa seita dos Cristãos. Essas marcas, criadas numa escala muito maior, são do mesmo tipo. Elas não se prestam a uma identificação de vós, nem numa mensagem que devais interpretar. Elas constituem as marcas de identidade de seitas pertencentes a outras realidades dimensionais.

Eu já referi que os vossos universos se sobrepõem. Vós ocupais um espaço. Também já referi que as vossas dimensões se fazem “trespassar” mutuamente. Esta é a explicação. Na realidade deles, a impressão desse sinal ou símbolo não é feito na vossa realidade. A sua impressão terá trespassado o vosso foco dimensional. No foco deles também surge, só que no seu espaço e realidade dimensional os quais se manifestam de modo diferente em termos físicos. Isso responde pelo que encarais como as dimensões amplas do tamanho que assume. Para esses indivíduos que se encontram no outro foco dimensional, eles têm um tamanho normal.

JO: A mesma explicação aplicar-se-á ao caso dos símbolos das planícies de Nazca?

ELIAS: Aproximadamente.

JO: É semelhante?

ELIAS: Não exactamente, porque o primeiro símbolo é, no seu enfoque, estacionário até na forma como eles o interpretam em termos de marca. Nessa outra situação, ele é usado mais como o trespasse dimensional duma impressão.

RON: Então deverão existir outras marcações idênticas noutros locais. Elas apenas surgem quando passa a existir algo em que possam revelar-se? Como quando surgem ao longo de uma estrada ou algo assim, e jamais são vistas por nós, mas continuam a poder ser vistas a partir dos focos das outras dimensões?

ELIAS: Correcto. Conforme referi ao falar de universos, muitos acontecimentos se estão a dar ao vosso redor de que não tendes a menor consciência. Isso fica a dever-se ao facto de terdes estreitecido o vosso foco a fim de o focardes unicamente nesta dimensão. Esta área da vossa consciência encontra-se a experimentar nesta dimensão particular. Por isso, para eliminardes confusão, deixa de incorporar outras áreas de consciência que a vossa essência ocupa. À medida que vos aproximais da vossa mudança e passais a desenvolver um maior vínculo com a vossa essência, também haveis naturalmente de passar a perceber mais aspectos inter-dimensionais, sendo essa a razão porque vos disse que vos estou a falar, a fim de evitar traumas. Se tivésseis que incorporar todos esses focos dimensionais sem um conhecimento prévio, haveríeis de sair bastante traumatizados e sem saber o que pensar. Não haveríeis de compreender, por até à data não ter feito parte da vossa realidade.

Tal como presentemente se apresenta, mesmo com o seu emprego e conexão, haveis de descobrir que se passardes a empregar elementos da realidade que não sejam empregues na vossa realidade física, haveis de vos sentir bastante intimidados. Garanto que até mesmo o Lawrence, ao ser confrontada em termos físicos com um eu alterno ou um fragmento, cara a cara, se sentiria intimidado! Esses não são elementos que façam parte da vossa realidade oficial deste foco. Estais apenas a começar a empregar a ideia da existência de realidade para além daquilo que vos é dado conhecer. O que não quer dizer que já estejais a aceitar a realidade completa disso. Tal como todos vós agora, quer a recordar-vos ou não, encarais eventos físicos nos vossos sonhos a fim de vos preparardes ao nível emocional para os acontecimentos que se aproximam, também estais presentemente a preparar-vos para o que designais por eventos futuros.

Também vou aprofundar um pouco a questão relacionada com este tema: se estais a perceber todas as coisas como existentes em simultâneo e elas já estão a decorrer, e já vos encontrais essencialmente conscientes, o que justificará, pois, a vossa necessidade de auxílio? Vou referir-vos que vós criastes este foco físico fazendo uso de tempo e de espaço. Concebeste-lo precisamente no sentido de poderdes mover-vos numa determinada direcção e de o fazer por intervalos e dentro de velocidades vibratórias específicas. Fazeis isso por uma experiência particular; mas ao fazê-lo, vós bloqueais toda a restante informação. Por isso, esta área da vossa consciência, que se acha focada no físico, esqueceu propositadamente a essência. Nessa situação do esquecimento da essência, pedistes ajuda no sentido de relembrardes (essa condição ou essência), tal como pedis auxílio para a recordação dos vossos sonhos. Descobris por vós próprios que se vos concentrardes e vos focardes nos vossos sonhos, concedereis a vós próprios permissão para recordardes e contactardes, com prática. Esse mesmo princípio aplica-se à demanda duma audiência deste tipo.

TOM: Elias, eu sinto uma enorme dificuldade em recordar os meus sonhos. Que coisa poderei fazer no sentido de os recordar?

ELIAS: Não estás a conceder permissão a ti próprio para o fazeres. Dir-vos-ei que a maioria de vós está a criar essa mesma situação. Aquilo que designais por inconsciente, coisa que já tivemos ocasião de referir não ser inconsciente, absolutamente, escolhe não recordar. A vossa consciência nessa área ainda não se acha bem em concordância. Compreende que a vossa consciência de vigília esteja ciente dos acordos, só que ao agarra-se à sua identidade e foco, não se sente muito segura de desejar acomodar-se. Por isso, sugerir-vos-ei que tomeis consciência das crenças antes de mais. Aquilo que apelidais de vossa “mente inconsciente” não tem mais força do que a vossa mente consciente, o que consiste num outro ponto que a vossa psicologia defende que não é correcto.

A psicologia ensina-vos que a vossa mente inconsciente ocupa mais de vós do que a vossa mente consciente, e que vos manipula furtivamente sem a vossa permissão. Isso está completamente errado. Não existe porção alguma da vossa consciência a que possais aceder que não se ache bem presente, e a única diferença assenta no facto da vossa consciência desperta estar condicionada para pensar numa direcção específica. Nessa medida, passou a assumir um papel subserviente em certas áreas. Em determinadas áreas a vossa consciência desperta afirma-se como a parte controladora do vosso foco, mas apenas no vosso estado desperto. Sob essa consciência desperta acha-se um dragão avultado a que chamais de “subconsciente”, oculto na sua caverna, a vigiar tudo o que fazeis e preparado para atacar se fizerdes alguma coisa que ele acredite estar em conflito consigo próprio, ou se sentir precisar afirmar-se ou à sua posição dominante. Vós não sois dois indivíduos alojados numa só casa, a lutar entre vós. Sois uma só consciência.**

Se descartardes a crença de que não estais no controlo de vós próprios - coisa que estais - podereis pôr em prática a abertura da vossa consciência. Podereis continuar a dar a vós próprios permissão para recordardes a interacção que tendes durante o vosso estado de sono. Nessa medida, também precisais reconhecer antes de mais que o vosso estado do sono não é diferente do vosso estado desperto (de vigília). Não se acha separado por uma parede, que atravessais por uma porta pela qual passais para uma outra terra. Faz parte do vosso dia físico composto de vinte e quatro horas. (Deliberadamente) É igualmente uma parte bem natural da vossa consciência.

Vou-vos dizer que os vossos animais sonham, sendo que se trata de um estado natural da vossa consciência, a parte da vossa consciência que vós criastes para possibilitar o contacto com a essência. Ao criardes o foco físico, não decepastes um pedaço da vossa essência para o remover. Este foco físico acha-se contido na vossa essência. Vós ainda vos achais unidos. Não sois independentes dela. Por isso, ainda estabeleceis um contacto por via do vosso estado do sono, o qual constitui a forma de comunicação mais fluente e frequente que tendes com a essência. Fala para ti próprio, para o teu eu maior ao entrares no estado do sono. Na verdade estarás a falar para o teu eu desperto quando estás a penetrar no estado de sono. Estás a dizer a ti próprio: “Vou sonhar isto.”

RON: Eu já o tentei e não resultou.

ELIAS: Isso deve-se ao facto de tu, na tua consciência desperta, te achares separado. Deves falar contigo próprio, não com o Ron, nem com a Kali, nem com a Shynla, nem com o James, nem com o Joseph, nem com a Elizabeth, nem com o Lawrence. Deves falar com o teu eu maior, e incorporar a tua consciência toda. Ainda estás a estabelecer distinções. Mas enquanto continuares a separar, haverás de te deparar com uma quantidade imensa de bloqueios na recordação (dos sonhos).

TOM: Obrigado.

ELIAS: Não tens o que agradecer.

TOM: Uma outra pergunta. Tu mencionas isso de nos dirigirmos (falarmos) ao nosso eu maior. “Maior” do que a nossa essência?

ELIAS: Não existe nada que seja maior que a vossa essência. (Pausa prolongada) (4)

RON #2: Eu tenho uma pergunta de carácter diferente, Elias. Visto do telescópio Hubble, quando ele tirou aquelas imagens do planeta Marte, eles também encontraram pirâmides e descobriram aquela enorme face na superfície de Marte. Significará isso que a determinada altura tenha existido um tipo idêntico de indivíduos extra-terrestres, ou que ainda exista, digamos, por entre os planetas?

ELIAS: Eu vou-vos dizer que não existem “Marcianos”! (Com humor)

TOM: Terá existido vida em Marte antes?

ELIAS: Na compreensão física que tendes desses planetas, não. Noutros focos dimensionais, sim. Ainda pensais que os vossos planetas e o vosso sistema solar e a vossa galáxia e o vosso universo vos pertençam unicamente, e que outros universos se encontrem para lá deste. Todos os outros universos ocupam o mesmo espaço; e uma vez mais vou dizer que isso não é raro, e que podeis continuar a procurar mais em busca de novas marcas e formas de “trespasse” por vos estardes a aproximar da vossa mudança. Isso não são expressões que se encontrem no vosso foco dimensional. São “transferências” de outros focos dimensionais, só que estais agora a perspectivá-los por a vossa consciência estar a expandir-se. Eu referi que esta mudança deverá suceder ao nível global. Isso foi um acordo que foi estabelecido no foco não material. Por isso deverá acontecer, quer estejais ou não cientes da sua chegada, e todos os indivíduos deverão experimentar uma visão das mesmas ocorrências quer estejam ou não fisicamente conscientes do porquê. (Pausa) estamos a notar a energia da Shynla. (A Cathy ri)

RON: Deverão todas as essências em todas as dimensões passar pela experiência desta mesma mudança ou tratar-se-á mais de...?

ELIAS: Não. Esta mudança é incorporada no vosso foco. Isso permitir-vos-á interagir com todos os outros focos, mas eles não estão todos a experimentar esta mesma mudança. Outras áreas da vossa essência não estão a passar por uma mudança pelo facto de terem noção de todos os focos dimensionais. Hão-de perceber-vos, ao se defrontarem convosco, tal como vós haveis de ter consciência, ao vos defrontardes com eles; mas eles não terão consciência de todos os outros focos, somente dos vossos. Isso assemelhar-se-á à questão de esta mudança e vós terdes sido criados por um outro foco dimensional ou não. Eles podem interagir convosco pelo que designaríeis por uma base bastante regular, mas vós não incorporaríeis todos os outros tipos de focos mas somente os deles.

Isso é em parte o que julgais estar a fazer com os vossos “extraterrestres”. Acreditais que eles existam em separado e apartados de vós como uma cultura tremendamente avançada que dispõe duma tecnologia e duma capacidade de desempenhar viagens inter-dimensionais e de interagir convosco. Tal interpretação está errada. Conforme previamente declarei, se eles fossem tanto mais tecnologicamente avançados do que vós, haveriam de utilizar tecnologias muito mais avançadas que envolvessem as vossas interacções. Já vos declarei, se não achareis isso um tanto esquisito, que o avanço que lhes atribuís apenas suplante ligeiramente aquilo que vós neste foco sois capazes de imaginar? Podeis imaginar que possuam utensílios com um aspecto diferente, mas o seu funcionamento é o mesmo; e em certas áreas, a vossa própria tecnologia suplanta a deles. A única diferença que incorporais na interpretação imaginativa que fazeis é o facto deles andarem por aí ao redor nas “naves espaciais”que devem ser tecnologicamente muito avançadas! Elas não são tecnologicamente avançadas, apenas são modeladas de modo diferente; porque conforme estais actualmente a aprender, em certas áreas eles tomaram consciência de não estar a viajar fisicamente através do espaço mas através de véus dimensionais, não necessitando por isso de mísseis, apesar, de facto, de nem sequer terem descoberto duma forma intencional de que modo se pode penetrar tais véus, excepto de forma acidental.

JO: Terá sido isso que sucedeu em Roswell, Novo México? Terão de facto penetrado, e de algum modo não terão conseguido voltar? Ter-se-ão despenhado nesta dimensão?

ELIAS: Existem muitos exemplos de outros focos dimensionais que penetram o véu, incluindo a penetração que fazeis por outra forma; e tal como o vosso próprio exemplo terá penetrado o véu e terá deixado resquícios desse fenómeno, também o deles exibe o mesmo fenómeno. No foco deles, é lá que residem a sua individualidade e os seus aparelhos, tal como a vossa essência se pode achar em dois sítios ao mesmo tempo. Vós pensais somente em vós. (A sorrir para a Vicki) Existem vestígios dos vossos viajantes abandonados com artefactos noutras dimensões, mas também retornam aqui, exibindo-se em ambas as dimensões como nada para além de artefactos.

VICKI: É muito interessante.

JO: Gosto disso. Caramba!

RON #2: Bom, se eles penetraram a nossa dimensão, e nós penetramos a deles, seja por que razão acidental for, fará isso parte da razão porque a dimensão sofrerá uma mudança, por causa dessa brecha?

ELIAS: Não. Isso não traduz um caso de causa e de efeito, conforme já tive ocasião de referir, que não corresponde a um facto para início de conversa. Isso traduz um acordo que as vossas essências estabeleceram, concebido para este foco físico particular. Estão a dar-se ocorrências em resultado da aproximação da presente mudança, mas isso não opera ao contrário. Vós não estais a mudar em função das ocorrências.

VICKI: E que dizer das ocorrências em que as pessoas desaparecem sem deixar rasto, como em locais como o Triângulo das Bermudas?

ELIAS: Isso consiste numa escolha. Eu vou referir que se o Lawrence ou outro indivíduo visitar o Triângulo das Bermudas, carregando crenças, poderá permitir-se desaparecer deste foco físico sem nenhuma explicação. Poderíamos não voltar a ver o Lawrence de novo. Essa constitui uma área do vosso planeta no interior da qual vós vos permitis desfocar-vos. Guarnecestes-vos de modo bem engenhoso de todas as direcções possíveis no vosso foco físico, e habilitastes-vos a uma explicação e a uma autorização em todas as direcções. Se desejardes “sumir-vos”, podeis permitir-vos satisfazer esse desejo de um modo aceitável pela sociedade e pelas culturas.

VICKI: Mas nós realmente podíamos “sumir-nos” em qualquer parte. Não seria preciso irmos ao Triângulo das Bermudas.

ELIAS: Isso é correcto, mas muitas essências não se habilitam a faze-lo, por isso não alinhar com o foco oficial aceite nesta dimensão. O que não quer dizer que não tenhais providenciado certas rotas de fuga! (A sorrir, seguido de riso) Haveis igualmente de notar que essa área do triângulo das Bermudas se presta a todo o género de fenómenos admissíveis. Todas as superstições que albergais na vossa imaginação podem ser satisfeitas com a permissão que essa área disponibiliza. Podeis desaparecer assim como podeis reaparecer quarenta anos mais tarde, e apresentar-vos na mesma idade que tínheis.

VICKI: Tal como na Experiência de Filadélfia?

ELIAS: Correcto.

TOM: Porque razão terão encoberto tanto o Experimento de Filadélfia?

ELIAS: Vou-te dizer que no foco físico, ao separar-vos da essência, existem muitos elementos inerentes à vossa sociedade e aos vossos fenómenos que não sois capazes de explicar. Isso não traduz nenhum desenvolvimento recente. Vós focais-vos nesses exemplos por isso fazer parte da cultura material actual. Nos séculos anteriores, outras coisas eram igualmente “encobertas”, conforme o designas, por razões que se prendiam com outras crenças. Os conceitos que empregais são basicamente os mesmos ao longo da história dos tempos. Desenvolvimentos sucedem sem que vós apresenteis qualquer explicação para eles; razão porque os não discutis. Em focos de desenvolvimento anteriores na história dos tempos, atribuístes diferentes tipos de fenómenos a experiências, tal como referi, à intersecção de fadas e de bruxas; e não somente “encobríeis” essas experiências como também destruíeis as evidências ao dar cabo dos próprios indivíduos. Actualmente, não é admissível proceder à destruição de pessoas por acções do tipo “caça às bruxas”, pelo que só destruís as evidências.

Também vou dizer que isso, tal como muitas outras ocorrências, ainda não é oficialmente aceite no vosso enfoque, o qual se encontra em mudança, por entrar em conflito com as vossas crenças religiosas e científicas. Os vossos cientistas não desejam observar de forma insuficiente com falta de conhecimento ou com um conhecimento incompleto ou incorrecto, e as vossas religiões não desejam informação que entre em conflito com as suas crenças. Por isso, sendo o vosso enfoque o da separação, isso traduz expressões naturais ao homem. Haverás de notar que à medida que vos fordes aproximando da mudança, não somente os vossos extra-terrestres se tornarão mais do domínio público e passarão a ser aceites por todas as pessoas, como mesmo as vossas “bruxas” estão a ser aceites.

JO: Então é tipo aquele caso de: “Se não conseguem explicar a coisa, negam a sua existência.”

ELIAS: Isso, muitas vezes, traduz uma ocorrência natural, especialmente à medida que vos aproximais duma era cada vez mais tecnológica na qual acreditais ser capazes de explicar o vosso universo e tudo aquilo que contém. Isso incita a ideia de não querer que se exponha uma informação que seja passível de causar conflito; Mas, tal como referi, isso está igualmente a mudar. Está a tornar-se-vos óbvio não ser necessário negar essas realidades. Além disso, enquanto população, tampouco aceitais mais as vossas crenças científicas. Elas estão a atingir o ponto de alcançar uma posição paralela à das vossas crenças religiosas, e não mais a provocar tanta ameaça.

VICKI: Eu tenho uma pergunta subordinada ao tema de falarmos com o nosso eu mais maior. Na noite passada tentei curar uma dor que tinha à uma semana, coisa em que me saí muito bem, e nesse tentativa que fiz procurei comunicar com essências presentes, ao invés de o fazer em relação a mim própria. Qual terá sido o grau de aproximação dessa experiência em relação ao objectivo?

ELIAS: Sim. Nessa expressão, tu estás, antes de mais, a confiar, e depois estás igualmente a formular o desejo de empregar mais do que a consciência deste enfoque físico, unicamente. Nessa medida, se acreditares dever fazer uso de outras essências para fins de auxílio, isso é admissível; porque, tal como expressei, deveis avançar passo-a-passo, e se avançardes por passo-a-passo, passareis a incorporar continuamente mais. Também referi que apesar de poderdes curar-vos, nem sempre sereis capazes de acreditar serdes capazes de vos curar. Não tendes confiança nas vossas próprias capacidades, pelo que passais a buscar informação auxiliar, por isso vos permitir curar-vos, expressão essa que designaríeis por encaminhar-vos na “direcção correcta”.

VICKI: E acerca da Minerva?

ELIAS: Ah! Lá voltamos ao nosso jogo! (Riso) Agora estamos a assistir ao Ron a acordar, nem que seja para assistir a outro indivíduo a receber um ponto! (Todos desatam a rir) Vou atribuir um ponto ao Lawrence e confirmar o resultado alcançado, por isso não ter sido alcançado através dos sonhos, mas do emprego da confiança. Isso é digno de reconhecimento.

VICKI: Obrigado.

ELIAS: Também vou atribuir um ponto à Elizabeth por ter obtido o que actualmente é designado por o nosso quarto bebé, Marshuka, e vou também expressar à Elizabeth a confirmação da confiança alcançada através da confiança naquilo que o Elias vos transmitiu, que se rastejásseis um pouco mais ao longo do vosso túnel, haveríeis de conseguir ver esses bebés. Por isso, estou a confirmar a acção avançada com base nessa confiança.

RON: Quem será o Lazour?

ELIAS: É uma essência que se encontra em contacto com o propósito de auxiliar, mas que não faz parte dos nossos planos. Se fizesse parte dos nossos planos, eu deveria ter que emitir um segundo ponto para a Elizabeth pela ligação que ela teria estabelecido. (Voltando-se para o Ron) Agora já podes deixar-te deslizar para o outro estado, uma vez mais. (Riso) Fico tão satisfeito por ver que estou a receber tanta atenção! (Dito com humor, seguido de mais riso)

RON #2: Será que cada um de nós dispõe igualmente dum guia?

ELIAS: Vou-te dizer que já nos referimos anteriormente a essa questão do que designais por guias, anjos ou mestres. Outras essências alinham convosco imbuídos dum propósito de auxílio e vós no foco físico podeis chamar-lhes guias, apesar de essencialmente não constituírem guias, por de facto tal não ser necessário, por a vossa essência possuir a orientação suficiente para vos dar.

RON #2: Poderemos contactá-los? Poderei contactar o meu guia, ou terei que recorrer a algum vórtice ou a qualquer lado para poder de facto alcançá-lo?

ELIAS: (De forma muito paciente) Isso representaria o uso de crenças; mas se empregares essa crença do vórtice como gerador duma maior energia de auxílio, nesse caso bem que poderás experimentar uma maior ligação com um desses centros, apesar de poderes contactá-lo em qualquer parte, mas dir-te-ei que o teu melhor guia és tu próprio.

RON #2: Obrigado.

ELIAS: Não tens o que agradecer. Reconheço, contudo, existirem muitos indivíduos que parecem não ser capazes de usar a própria essência como seu guia. Por isso, se acreditardes que uma outra essência vos possa auxiliar e orientar-vos, existem muitas essências que passarão a prestar-se a isso. (Pausa) (5)

TOM: Elias, da última vez disseste que o James (referindo-se à sua própria essência como em separado) comporta muitas tendências a proceder a um acúmulo de tensão (géiser). Ter-me-ei descontrolado?

ELIAS: Não existe coisa alguma incontrolável. Tudo consiste em escolhas. Estás sempre no controle de ti próprio. Vós escolheis as expressões que usais. Não existe parcela alguma da vossa experiência ou foco ou essência que não controleis, tal como foi ligeira e rapidamente exibido pelo “regresso” do Michael na nossa última sessão, passando a fornecer-nos um excelente exemplo do controlo. Podeis escolher estar no controlo dessa situação. Escolheste não estar a controlá-la, mas presentemente, estais a tornar-vos mais conscientes. Com tal consciência, podeis proceder à escolha de alterar este foco. Se contactardes a essência, podeis passar a habilitar-vos a reconhecer os vossos impulsos e a deixar de bloquear os vossos impulsos e as situações emocionais, deixando desse modo de dar lugar à criação desses acúmulos de tensão. (Pausa) Desejareis colocar mais alguma pergunta esta noite?

CATHY: Sim, eu tenho uma. É apenas uma pergunta insignificante. Disseste que da última vez notaste a minha energia. Terei eu notado a tua energia, algures ao longo desta tarde?

ELIAS: Eu dir-te-ei que estiveste a notar a minha energia pelo que designas por alguns dias.

CATHY: Alguns dias... Hmm. Sinto como te tivesse andado atarefada no meu foco físico, mas ainda estou a tentar entrar em sintonia.

ELIAS: Isso representa uma expansão da consciência. O que não quer dizer que no foco da tua vida diária te desligues disso, e que não vivas a tua vida oficialmente aceite. Só quer dizer que empregas uma maior observação e uma maior consciência de elementos no teu íntimo e a cercar-te. Quando te encontrares mais habilitada nessa capacidade de observação, começarás a fazer uso desses elementos em todo o teu foco diário e isso substitui-lo-á e tornar-se-á normal, mas tens razão no reconhecimento que fazes da minha energia a entrar em contacto contigo. Apenas precisas deixar de racionalizar isso, porque isso se manifesta de qualquer maneira!

CATHY: Óptimo!

VICKI: Bom, certamente que és perito em captar a atenção das pessoas, por diferentes vias!

ELIZABETH: Oh, obrigado por permitires que o meu relógio atendedor de chamadas desse o berro!

ELIAS: A Elizabeth não aprecia as minhas brincadeiras! Bem, eu apenas estava a deixar de me meter com o vosso tempo oficial, o que se traduzia por tudo o que de facto me pedistes para fazer! (Riso) Nós somos muito dados à brincadeira, conforme referi. No foco físico, vós sois demasiado sérios. Havíeis de fazer bem se brincásseis mais. Isso deve constituir um elemento de encorajamento para a Shynla praticar enquadrado nos exercícios de forçar a energia, mas apenas a título de brincadeira, se por nenhuma outra razão for.

CATHY: Bom, é uma altura de tensão. Que poderei dizer? (Riso)

ELIAS: Terá isso traduzido uma expressão deste indivíduo durante todo o seu foco de desenvolvimento? (A Vicki desata a rir) Eu estou a referir que este indivíduo tem vindo a experimentar um período de tensão, desde a infância! (O Ron, a Vicki, a Jo e a Cathy riem em conjunto) Bom, vamos referir que podeis passar a dar largas à expressão do vosso “défice de diversão”, segundo os termos que o Michael emprega, e a divertir-vos que na verdade isso não tem problema!

CATHY: Bom, eu estava a pensar nesses termos, de qualquer modo!

ELIAS: (De forma exagerada) Não temos pretensão alguma de vos afastar desse enfoque ou criação da realidade! Fico-vos agradecido pelo desenvolvimento que conseguistes! (A rir para dentro) Vou tentar ultrapassar essa também! (Riso)

CATHY: Óptimo!

ELIAS: Eu não sou assim tão mau tipo. (Mais riso)

RON: Ela já se saiu com pior!

ELIAS: Pelo menos sou libérrimo na aceitação, além de exibir um sentido de humor razoável, e gostar bastante de brincar! Se não houver mais questões esta noite, e o Michael não se acha mais no nosso meio para colocar mais perguntas, (riso) vamos dar por terminado o debate desta noite, e passarei a enviar-vos energia por todo o tempo que anteceder o próximo encontro, para “sintonizardes”.

(A sessão terminou às 9:48 da noite)

NOTAS:

(1) Tornar-se-á notório, após a leitura desta transcrição, que a Mary esteve presente na primeira metade desta sessão! Sempre que a pergunta dela era formulada directamente, tal como ela a escrevera, eu utilizei o seu nome como a autora da pergunta. De facto, coloquei todas as perguntas em nome dela, o que foi bastante difícil!

(2) Nota da Mary: “Penso que o Elias tenha ficado um tanto exasperado comigo a esta altura. Agora, até eu sou capaz de perceber a redundância das perguntas. Contudo, devo admitir que ele continua a responder a todas as perguntas. Isso em si mesmo revela-se como uma enorme paciência, a esta altura.”

 (3) A esta altura o Ron #2 tentou interromper, mas o Elias continuou a falar, obviamente determinado a apresentar o seu ponto de vista.

(4) Nota da Mary: “Ena lá! Essa foi uma declaração profunda e desconcertante! Vou pensar no assunto durante algum tempo. Nada mais vasto do que a nossa essência! Ena!”

(5) Nota da parte da Mary e da Vicki: “A esta altura o Elias dá-nos um excelente exemplo de paciência e de carinho, e em especial, de tolerância. Podíamos ter todos aprendido um pouco mais de tolerância e a aceitar as crenças dos outros.

NOTAS DO TRADUTOR:

* Aqui, o Elias refere-se claramente ao efeito que pretender obter da parte das pessoas, que, pelo facto de se apresentarem oposição vai reforçar e justificar os seus actos.

** Esta sessão alude vagamente ao facto da psicologia de Freud, dotada de parâmetros assentes num paradigma supostamente moderno, se achar já, ao tempo da sua afirmação, ultrapassada, pelo menos na percepção que começou a eclodir com o pensamento dos finais da Renascença e culminou em Williams James, e mais tarde Maslow, carl Rogers e Rollo May, dando lugar ao movimento do potencial humano, e à percepção de que o potencial da expansão inerente à nossa condição, a tendência natural para a auto-actualização e o desenvolvimento de que todo ser vivo é dotado, só será travado mediante a imposição de circunstâncias impeditivas, como programas rígidos de comportamento e as estreitas e noções que confinavam o homem à condição medida pelas noções antropocêntricas do universo e por condições traumáticas que lhe bloqueassem a capacidade de crescer.

A ideia fundamental era que o processo natural de crescimento podia ocorrer apenas quando o indivíduo soltava ou abandonava o material internalizado que, perspectiva que por altura dos fins do século 18 tinha começado a eclodir no pensamento de Locke e de Kant e Kierkgard, e que antes se centrava no determinismo e na causação das noções gregas de que tudo tinha sido causado com um propósito, e da atribuição de todo o estímulo criativo às musas, e nas noções Judaico-cristãs, para quem a inspiração brotava do divino e se baseava no pressuposto de que todas as coisas criadas encontravam o seu propósito nos desígnios de Deus. Pensava-se que tudo tinha sido criado e a nós restava cooperar com a criação por não estarmos destinados à criatividade nem à mudança.

O comportamento era explicado em termos configurados pelas necessidades e estímulos cognitivos, a repressão, fontes subconscientes e inconscientes que determinavam o seu pensamento. Contrariamente ao postulado anterior, surgiu a concepção filosófica de que o ser humano é definido pela liberdade, pela criatividade, e de que a personalidade segue a criação. Noções de gestalt e da dinâmica inerente ao próprio problema como solução de si próprio passaram a ganhar novo estatuto e a influenciar as pesquisas no sentido de desbloquear capacidades inibidoras ao nível subconsciente, e a maneira de alcançar processos não conscientes (reprimidos) e involuntários, o que permitiu o rompimento com as velhas ideias.

A psicologia também assenta em paradigmas de causalidade, à semelhança dos da religião, por buscar no passado “causas” para os comportamentos adoptados, e atribui, conforme o Elias descreve, a causa das disfunções  a traumas passados e nesse passado se estriba para fundamentar o seu postulado.

O chamado “subconsciente”é mais consciente do que a consciência que o chamado estado de vigília comporta. Ele retém, aloja e guarda toda a informação, todas as experiências por que passamos na nossa presente experiência de vida. Ele é o guardião do conteúdo que preenche as realidades internas que nos influenciam através do que somos. Essas realidades apenas influenciam – não nos controlam! Ele é o guardião de toda a formação interna.

O subconsciente é encarado como a nossa procedência, como um servente, como aquilo de que precisamos desligar-nos, como um inimigo, um escravo; não como aquilo para onde precisamos encaminhar-nos, nem como um amigo. Torna-se importante abandonarmos a pretensão da separação expressa na noção da motivação subconsciente ou acção do subconsciente e nos voltarmos para esse segmento imbuídos duma perspectiva e de um propósito e dum sentido do nosso próprio poder diferentes.

O inconsciente - para estabelecermos uma distinção conveniente em termos de ilustração da ideia - encerra a informação desta e de todas as nossas experiências de vida desta e de outras dimensões, e é por isso mesmo sumamente consciente. É similar, e por isso mesmo é frequentemente alvo de confusão com o subconsciente, por ambos terem a “função”de guardar informação. Um preserva a informação interior enquanto o outro guarda a informação relativa às outras experiências, que designamos por vidas passadas, futuras concorrente e paralelas. Eles armazenam e velam por essa informação e deixam a cargo da mente consciente a determinação da forma e do contexto em que essa informação deva passar a ser inserida e, ou, interpretada. A Essência, ou Mente Superior, é o guardião de todas as possibilidades e de toda a informação – TODAS – e não somente aquelas que identificamos em termos de mudança, crescimento, transmutação, transformação, e transcendência.

A diferença responde primordialmente pelo facto de compartimentarmos e seccionarmos a nossa consciência em segmentos separados, por uma questão de comodidade e conveniência em termos da facilitação da identidade, coisa que está mudar na decorrência dum afluxo incomensurável de energia que vem causar uma interacção forçada com os outros “níveis” da consciência. Mas todas as porções da sua constituição são conscientes.

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