terça-feira, 21 de junho de 2011

LIDAR COM OS PROBLEMAS E DESAFIOS NO MOMENTO



SESSÃO #259
"Lidar com os Problemas e os Desafios no Momento"
Sábado, 17 de Janeiro de 1998 (Pública/Angel's Corner)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes:  Mary (Michael), Vicki (Lawrence), Ron (Olivia), Cathy (Shynla), Drew (Matthew), Linda (Mareau), Stella (Cindel), Adrianna (Bruce), Letty (Castille), Jeri (Fromasch), e um novo participante, Glenda.

ELIAS:  Boa tarde! (a sorrir)

Hoje vamos iniciar o nosso debate em torno das dificuldades e dos desafios e podeis considerar os problemas e os desafios individuais com que estejais a lidar neste presente momento.

 
Muitos encaram os problemas com que se deparam ou os desafios com que poderão estar a tentar superar e sugerem a si próprios poderem ter que voltar-se para o passado ou para o futuro para serem capazes de lidar com esses problemas. Mas com essa acção também vos distraís na lida de tais problemas pessoais, porque a questão situa-se no momento; e como estais a lidar no momento e a criar no momento e a contactar-vos no presente momento, podeis oferecer a vós próprios uma maior informação em relação ao modo de lidar mais eficientemente com tais problemas e desafios do que o fareis se olhardes para o vosso passado ou futuro. Vós apenas distraís a vossa atenção ao recorrerdes a esses elementos exteriores. Não é aquilo que se situa fora do presente momento que está a criar o desafio nem o problema. No instante, proporcionais a vós próprios a oportunidade de perspectivar certos problemas ou desafios que tenhais escolhido objectivar em vós próprios. Nesse sentido, a vossa informação ser-vos-á sugerida no momento; se olhardes para vós próprios e para os vossos comportamentos, para os sentimentos e pensamentos que sentirdes agora. Porque se olhardes para o vosso passado reforçareis o problema ou o desafio que tereis escolhido objectivar, porque muitas vezes a dificuldade deverá ser de longa data.

Por isso, por vezes tereis objectivado esse desafio anteriormente mas não tereis escolhido passar essas dificuldades em revista, devolvendo, por isso, o desafio ou o problema para a área dos vossos relicários sem lhes prestardes muita atenção. Mas como estais a ampliar a consciência que tendes e estais a proporcionar a vós próprios uma maior informação e vos envolveis igualmente com este fórum e estais a proporcionar a vós próprios uma maior informação, podeis encarar esses desafios e problemas que podeis estar a sentir como uma oportunidade de considerardes AGORA tais desafios; mas se apenas os encarardes por uma antecipação do que podeis alcançar no futuro a fim de alterardes esses desafios ou problemas, também haveis de negar a vós próprios a oportunidade de lidar com eles no presente instante.

Vós dizeis para convosco, ao passardes pelos variados desafios, ou após lhes terdes colocado um término, “Se ao menos ou tivesse podido saber o que sei actualmente. Se ao menos tivesse podido alcançar o conhecimento que percebo em retrospectiva, teria realizado de modo muito mais eficiente no presente.” Vós ESTAIS a concretizar com o vosso avanço, só que não NOTAIS as vossas realizações. Também dizeis para convosco que, se pudésseis prever os vossos eventos futuros, poderíeis mais facilmente alcançar de modo eficiente no presente. Por isso, podeis perceber em ambos esses aspectos como vos estais a distrair e a reforçar a vossa duplicidade, ao deixardes de vos validar no presente momento por estardes a encarar pelo aspecto futuro ou através dos elementos do passado a ao lidardes com qualquer desafio específico. Ambas essas áreas reforçam em vós os vossos próprios problemas da duplicidade, os quais complicam qualquer desafio que possais estar a apresentar a vós próprios.

Encarais o presente desafio com que podeis estar a lidar como muito difícil, e não proporcionais a vós próprios respostas nem soluções nem informação a fim de lidardes com qualquer desafio em particular. E a razão porque não estais a oferecer a vós próprios respostas deve-se ao facto de não estardes a escutar. Não estais a dar atenção, por vos estardes a concentrar no reforço do desafio ou do problema com os elementos que se prendem com ele através do passado, ou da antecipação do futuro. Por isso eu coloco-vos uma pergunta: Onde estareis? Situar-vos-eis no futuro? Situar-vos-eis no passado? Situar-vos-eis no instante? Onde será que percebeis estar?

LINDA:  No momento. Eu estou aqui agora, em grande medida; Mas em parte no futuro, também.
 
ELIAS:  Mas de que modo vos expressareis para convosco quando vos vedes a braços com os vossos próprios desafios?

LINDA:  Eu posso estar a interpretar isto de forma errada mas interpreto o desafio como uma mudança ou uma oportunidade de mudança, correcto?

ELIAS: O que é, só que muitos desses desafios e problemas acarretam conflito.

LINDA:  O que consiste igualmente numa oportunidade de mudança.

ELIAS:  Exacto.

Muitas pessoas podem expressar para consigo próprias, nos seus pensamentos, tratar-se duma oportunidade de mudança, além disso vos poder ser benéfico, só que em simultâneo experimentais desconforto e desejais que ele se dissipe ou que se afaste de vós, esperando que isso venha a ocorrer num futuro, e dizendo para convosco que não haveis de vos prender aos eventos passados ligados ao problema só que sem notardes de modo completo nem dardes atenção ao problema no instante, por estardes a antecipar o futuro e estardes a distrair-vos, e a tentar afastar aqueles elementos que pertencem ao passado de modo a que não vos interrompam… Só que eles continuam a surgir!

Por isso, estais a ocupar o vosso instante com esses movimentos de afastamento (do passado) e de antecipação do futuro sem dardes atenção ao que estais a realizar no instante e sem vos permitirdes perceber – por vezes podeis percebe-lo, só que não dum modo completo – aquilo que estareis a OPERAR no momento, porque aquilo que estais a operar no instante é afastar e antecipar! Por isso, vós também bloqueais alguma da informação que concedeis a vós próprios com tais desafios e problemas. Também vos concentrais no desconforto proporcionado por tais desafios e problemas, o que também lhes reforça o poder. Percebeis ter que vos concentrar duma forma espantosa, e tentar, segundo a concepção que fazeis, compreender em que assentará o problema e em que residirá a solução para o mesmo, e com essa acção estais a concentrar-vos NO problema duma forma espantosa e estais a reforçar-lhe o vigor.

Um problema, um desafio, não difere muito dum passarinho. Se o detiverdes na vossa mão ele não voará, por se achar fechado. Está preso. Se abrandardes a presa que estiverdes a exercer sobre o passarinho ele retoma a liberdade e voa para longe. E no desafio ou na dificuldade que sentis, vós agarrais-vos firmemente a ele. Firmais-vos em vós próprios. Firmais-vos na vossa própria energia e prendeis-vos fortemente e reforçais a presa que exerceis sobre vós próprios ao deixardes de notar e ao deixardes de dar atenção ao momento presente. Por isso, o movimento de vos cerrardes sobre vós próprios continua, e não permitis que a energia nem o problema nem o desafio voem para longe.

LINDA:  Nesse caso estarás a dizer que se resolverá com muito mais facilidade se não nos concentrarmos tanto em pôr termo ao que quer que o desafio compreenda? E que deixemos que se resolva?

ELIAS:  Soltai a pressão que exerceis sobre ele. Relaxai a concentração que exerceis sobre o problema e interessai-vos por perceber e assimilar a informação que vos sobrevirá em meio a tal acção.

Estais repetidamente a esforçar-vos por alcançar uma certa acção mas não estais a conseguir realizá-la, só que tentais todos os vários métodos disponíveis e continuais sem o conseguir, e quando “desistis”, como dizeis nos vossos termos, passais a alcançá-lo! Em seguida olhais para vós próprios e dizeis: “Se, em retrospectiva, pudesse ter tido conhecimento do quão simples isso poderia ter sido, teria deixado de dar com a cabeça contra a parede com tanta força.”

Já tivestes situações antes nas experiências por que passastes, em que sentistes estar a dar com a cabeça na parede.

LINDA:  Isso não quer dizer que não o possamos tentar, só que existe um limite.

ELIAS:  Exacto.

LINDA:  Trata-se duma linha divisória bastante difusa, não será? Em relação a pararmos de tentar e a dizermos, “Está bem, deixa para lá.”

ELIAS:  Esse é o vosso território da falta dum meio termo para o qual vos voltais. Ou vos esforçais ou abris mão completamente, só que existe um meio termo, um equilíbrio; na direcção do qual vos podeis sentir motivados com um desafio ou um problema, só que também não vos concentrais tremendamente nesse problema mas ocupais-vos mais do momento e em notar aquilo que estais a propor a vós próprios nesse momento. Muitas vezes podeis estar a concentrar-vos num problema ou num desafio de tal modo que prestais muito pouca atenção ao que estais a efectuar ou à informação que vos esteja a ser apresentada, por vós próprios, nesse instante; por estardes muito ocupados a concentrar-vos sobre o modo de efectuar ao invés de detectardes aquilo que ESTAIS a efectuar.

STELLA: Elias, neste instante, por exemplo, não sinto necessariamente agrado pelo meu momento, exactamente agora. Eu tenho vontade de me distrair e tenho vindo a tentar conseguir isso, por não o estar a conseguir muito bem, hoje. (Começa a chorar)

ELIAS:  Esse é um exemplo. Tu olhas para ti própria e sentes desconforto. Tu tens concepções muito próprias acerca do desconforto. Não aprecias o desconforto nem achas que seja uma “coisa boa”, correcto? (a Stella confirma) Por isso é que desejas que ele vá para longe.

STELLA: Só que ele não se afasta! Por isso, agora, vou dar-lhe atenção. Há um ano atrás, quando me encontrei contigo pela segunda vez, perguntei-te acerca… Eu estava a receber a mensagem de que o meu marido ia falecer. Não recebi nada da tua parte a respeito disso, e tenho o pressentimento de que é isso que se está a acontecer com ele neste momento. Eu pareço avançar e recuar e recebo montes de sinais (pressentimentos), por ter estado a prestar atenção a toda a informação que tenho vindo a receber, e muito do que ouço, muitos dos tópicos que escuto é do tipo, funeral, pessoas a conversar sobre alguém que está a morrer, etc… E eu estou a notar isso em toda a parte. É como se estivesse escrito nas paredes. Eu tenho vindo a dar-me bem com isso só que hoje não me estou a dar bem, e tenho o pressentimento de que está para muito breve. (a chorar)

ELIAS:  Eu não me referi a isso anteriormente no questionário que me apresentaste nessa área, porque nessa altura tu não terias escutado.

STELLA: Pois, eu sei.

ELIAS:  Por isso, isso seria destituído de propósito, o facto de te estender informação nesse sentido, mas como tu estás a expandir a tua consciência e a permitir-te contactar uma maior informação, estás a receber a informação que não foi sugerida; e como estás a prestar atenção ao instante, também detectas elementos que hás-de atrair a ti a fim de te sugerir tal informação.

Isso são ESCOLHAS. Escolhas que cada foco individual estabelece. Trata-se duma passagem duma área para outra, uma acto de emergir; num certo sentido, trata-se dum outro nascimento. Tal como declarei previamente, não existe morte, mas dão-se muitos nascimentos.

Nesse sentido, o teu companheiro também te estende informação relativa à escolha que está a ser considerada. Até ao momento, eu digo-te que a escolha não está completa, mas existe toda uma propensão como a mais provável das probabilidades presentes. Lembra-te de que isso são tudo escolhas e que qualquer indivíduo poderá escolher alterar a sua opção numa altura ou num momento qualquer, só que este indivíduo está a optar pela hipótese de que o seu cumprimento de sentido de valor esteja quase completo. Desse modo, isso envolve a consideração da escolha para avançar para uma nova área.

STELLA: Estou bem ciente disso.

ELIAS:  No desafio que estás presentemente a enfrentar, em meio às tuas próprias dificuldades e sentimentos, tenta descontrair a pressão que exerces sobre ti própria, tomando consciência de que isso envolve escolhas e de que os sentimentos e os pensamentos que te assaltam também perfazem a realidade que experimentas. As tuas suposições são a realidade que experimentas. Por isso, não é necessário forçar o afastamento dessa realidade só por te fazer sentir desconforto, e, se aceitares que ISSO é a tua realidade e não é errado – que é admissível que tenhas esses pensamentos e sentimentos – desse modo tu relaxas a tensão, e ao relaxares a tenção também possibilitas que a intensidade da experiência se dissipe.

STELLA: Está bem. Obrigado, Elias. (com ternura e emocionada)

ELIAS:  Não tens de quê.

(Voltando-se para o grupo) Se vos concentrardes com muita intensidade no desafio, também intensificais a emoção. Vós sois seres emocionais e este é um enfoque emocional o desta dimensão e realidade particular. Por isso, se vos concentrardes com intensidade num desafio, também intensificareis a qualidade emocional que se prende com esse desafio. Se continuardes a intensificar essa qualidade emocional, distrais-vos e confundis-vos, por vos estardes a concentrar-vos mais na qualidade emocional do desafio do que no próprio desafio. Isso parece-vos bastante natural nesta dimensão, por ter sido desse modo que a criastes.

Já vos referi muitas vezes que vós criastes esta dimensão física em particular por uma questão da vivência das qualidades emocional e sexual que concebestes nela. Ambas constituem elementos altamente intensivos além de estarem bastante relacionados. O elemento sexual desta dimensão também se acha intimamente relacionado com as qualidades emocionais dela. Por isso eles acham-se bastante entrelaçados. Além disso, também detendes muitas suposições nessas áreas, que afectamde igual modo os problemas e os desafios. Nesse sentido, pensai nesse passarinho e pensai em vós como esse passarinho; e o desafio pode não voar para longe se o prenderdes e o apertardes.

LINDA:  Então estarás a dizer que devíamos de algum modo desapegar-nos ao invés de nos emocionarmos com isso?

ELIAS:  Eu não estou a referir desapego. Estou a dizer para olhardes para o que estiverdes a criar, e para procurardes o equilíbrio. Voltai-vos para o intelecto E para a intuição; para a experiência e para aquilo que estais a criar com a experiência. Ofertai a vós próprios a informação relativa ao modo como estais a criar a vossa realidade no momento. De que modo ESTAREIS a criar essa experiência? Se desejardes reduzir a intensidade, ou o desconforto, então olhai para o modo como estais a criar a vossa realidade no presente instante e como perpetuais a sua criação.

LINDA:  Serão alguns desses desafios aquilo que haveríamos de chamar no nosso enfoque de cármicos?

ELIAS:  Não.

LINDA:  Então será alguma outra coisa?

ELIAS:  Já referi previamente que no vosso modo de pensar fizestes face a suposições relativas à área do carma, mas isso não passa de suposições, crenças. Na realidade da essência e da consciência e da manifestação no foco físico não existe carma. Não existe qualquer  retribuição ou pagamento de dívida. Não existe nenhuma repetição de situações nem de acções nem de eventos a fim de alterar o sucedido. Vós não vos moveis de um para outro foco. Todos os vossos focos são simultâneos. Por isso, como podereis pagar por uma acção que não cometestes? Porque não fostes vós. Trata-se dum outro foco.

LINDA:  Mas não será esse outro foco nosso essencialmente nós, também?

ELIAS:  Pertence à vossa essência, só que além disso também detém o seu próprio tom ligeiramente diferente e a sua própria personalidade e as suas próprias escolhas.

Vós não viveis para depois morrerdes e retornardes e voltardes a viver e a morrer. Os vossos focos são todos simultâneos e situam-se todos no momento. Por isso, na realidade não existe mais nada para além do instante a cada momento, porque tudo existe agora. Por isso podeis questionar-vos e reconhecer as vossas próprias suposições em relação a vos voltardes para o futuro ou para o passado. Porque isso é tudo agora.

LINDA:  Nesse caso que estará codificado no nosso ADN? Muita gente diz existir memória codificada no nosso ADN, do mesmo modo que…

ELIAS:  Vós POSSUÍS memórias. POSSUÍS codificações de outros focos, da essência, da consciência, e isso ACHA-SE codificado em vós, só que não possui qualquer carácter “cármico”. Trata-se meramente de informação que se acha disponível e que pode igualmente sugerir-vos a glória que possuís e a eficiência com que criastes esta realidade a fim de vos proporcionar uma abertura para a totalidade do que sois, para lá deste foco singular.

LINDA:  Então, se as pessoas afirmam ser capazes de ver as nossas vidas passadas, estarão basicamente a perceber diferentes focos ao mesmo tempo?

ELIAS:  Exacto. Vós encarais isso como passados ou futuros por vos moverdes numa realidade que vos sugere tempo linear. Por isso encarais os vossos outros focos como já tendo ocorrido ou estando prestes a ocorrer. Na realidade, eles existem todos em simultâneo, AGORA.

LINDA:  Disseram-me recentemente que eu me estava a agarrar à recordação duma garota de 1892 chamada Carolyn Jensen, e que me estava a prender a algo como irritação e que não a conseguia libertar. Poderás dar-me alguma informação acerca disso?

ELIAS:  Permite que te diga que há muita gente no vosso presente momento que é capaz de dar conta de probabilidades ou doutros aspectos da realidade que podem constituir elementos da vossa essência, só que nas suposições que abrigam, e ao contactarem uma camada da consciência eles dão-vos conta dessa informação no contexto de estardes fixados a essa energia pertencente a uma outra vida. Todos os vossos focos, e vós inclusive, afectam uns aos outros em simultâneo. Nesse sentido, outro foco pode-vos afectar, mas a energia que é projectada entre focos da essência é, por assim dizer, reestruturada ou reconfigurada a fim de se tornar benéfica para o foco que está a ser afectado.

Vós estais continuamente a projector energia em todos os focos duma dada essência, mas a energia que é expressada num foco…
or exemplo: este foco que se encontra a experimentar raiva e descontentamento – essa é a experiência DELE. A energia que é projectada à medida que se move através da essência é reconfigurada a fim de ser assimilada por ti do modo que se revelar mais benéfico para ti. Por isso não estás a ater-te à experiência de outro foco.

Outro indivíduo pode contactar com uma camada da consciência e um outro foco vosso e pode perceber a acção ou a experiência desse outro foco, e isso ser interpretado dum modo objectivo pelo indivíduo como tendo “visto”, por assim dizer, esse vosso outro foco particular. Gera-se uma suposição e na sua crença passa a gerar-se a avaliação de que esse foco constitui uma vida que tendes, à qual vos estais a fixar. Na realidade, ele apenas terá percebido um outro aspecto vosso, um outro foco que estará a ocorrer em simultâneo com este, e a interpretação que faz é a de que estareis a ater-vos a ele. Ele ESTÁ a fectar-vos em determinadas áreas, só que em vosso benefício, porque a sua energia é reconfigurada.

Por isso, num determinado foco um indivíduo pode estar a ter experiências e a projectar energia por intermédio do que designaríeis como elementos bastante negativos, por acatardes suposições e crenças de que certas experiências e acções sejam muito negativas. Nesse sentido, a energia projectada no exterior, por asssim dizer, poderá parecer no âmago bastante negativa, mas assim que é projectada, a reconfiguração dessa energia por si mesma e a sua reordenação torna-se numa acção automatica da energia e da essência, de modo que ao passar para vós ela possa ser experimentada de um modo completamente diferente.

LINDA:  Então se essa outra essência estiver a projectar raiva… Quando é reconfigurada isso virá a nós sob o aspecto duma outra emoção?

ELIAS:  Pode vir e pode não vir. Pode abordar-vos como uma inspiração. Pode abeirar-se de vós sob a qualidade dum novo evento inserido numa probabilidade nova que VÓS estareis a escolher. Trata-se apenas duma cedência de energia e não importa o modo como é projectada.

LINDA:  Então por essa altura trata-se tão só de energia pura que é passível de ser reconfigurada de qualquer modo?

ELIAS:  Exacto. É nessa area que muitos interpretam erradamente a energia e os focos, e na qual também permitem que as suas suposições passem a exercer influência.

LINDA:  Nesse caso, de que modo se determinará a forma como essa energia que começa por ser de raiva nos alcança sob a forma de prazer, digamos?

ELIAS:  Ela pode!

LINDA:  Mas que é que acontece nesse ínterim que provoca a sua alteração?

ELIAS:  A essência altera automaticamente o desígnio da energia a fim de a tornar o mais benéfica possível para o que quer que se preste.

LINDA:  Quer se trate dum desafio ou…

ELIAS:  Exacto. É por tal razão que podeis projectar energia para um outro indivíduo, e ao ser recepcionada ou ao ser cedida exteriormente ao indivíduo, pode reconfigurar-se num outro elemeno que poderá ser percebido como agradável. Uma pessoa pode projectar-vos uma energia que na vossa suposição vos poderá parecer bastante detestável, mas é escolha vossa o modo como haveis de reconfigurar essa energia.

LINDA:  Então, basicamente, quando recebo a energia, estabeleço a escolha consciente do modo como lhe passarei a reagir.

ELIAS:  Exacto.

LINDA:  Mas quando estamos a receber energia procedente dum outro foco nosso nós não estabelecemos tal decisão conscientemente!

ELIAS:  Não. Isso é automatico. Estou apenas a dar-vos um outro exemplo do enfoque físico de modo a poderdes compreender. Na essência, a acção é automatica. A essência não é intrusa. Por isso ela sempre procura o vosso benefício.

LINDA:  Mas nós podemos não o perceber desse modo quando nos encontramos no foco.

ELIAS: Exacto, devido a abrigardes suposições; Mas a essência sempre procurará o vosso benefício.

LINDA:  Os desafios prestam-se ao benefício próprio por constituirem lições lu coisas de que precisamos para aprender a avançar. De que modo nos beneficiarão os desafios?

ELIAS:  Eles presenteiam-vos uma oportunidade de expandirdes a vossa consciência e ampliardes a vossa periferia e de passardes a entender melhor a vossa realidade.

LINDA:  Eu ia mesmo perguntar-te se será necessário, mas…

ELIAS:  Vós achais-vos num estado de continua transformação; e estais continuamente a explorar e constantemente a criar. Por isso essa é uma acção necessária.

LINDA:  Nesse caso, se escolhessemos concentrar-nos nos nossos pensamentos e naquilo que consideramos positivo, alteraríamos os desafios que nos abordariam?

ELIAS:  Depende da escolha que elegerdes. Vós sempre vos contemplareis com um certo elemento de desafio. O que não quer dizer que esses desafios possam ser percebidos como negativos.

LINDA:  Então, nesse caso, um desafio não subentende sempre dificuldade.

ELIAS:  Não, não necessariamente; apesar de na maior parte dos casos criardes desse modo, por isso vos captar a atenção. Se a coisa for suficientemente desconfortável haveis de prestar atenção. Se vos sentirdes descontentes com a vossa realidade haveis de vos motivar a alterar a vossa realidade.

LINDA:  Então nesse caso a alteração mais recente do meu emprego constituia um desafio enquanto me encontrava ainda no velho emprego por… Se ter tornado desagradável de modo a fazer-me mover-me para um emprego novo?

ELIAS:  Exacto.

LINDA:  E ter-se-á passado o mesmo em relação à minha situação familiar? Terá o desafio sido o de me impelir para uma nova situação, basicamente?

ELIAS:  Tu impeles-te a ti própria, por isso te fornecer informação e te proporcionar uma atenção por ti própria. Isso fala-te mais do que quando não experimentas nenhum desafio ou quando experimentas conforto, apesar de por vezes também reagirdes aos vossos elementos de conforto por uma motivação pessoal no sentido de continuardes com a criação deles; mas vós prestais todos muita atenção aos elementos e aos eventos e aos sentimentos de desconforto.

LINDA:  Então, quando descobrimos estar a sentir desconforto, isso representará um sinal da existência dum desafio e de ser altura de passarmos para alguma outra coisa?

ELIAS:  É uma oportunidade de prestardes atenção e de notardes o MOMENTO.

LINDA:  De forma a alterarmos o momento ou a permitirmos que ele se dê de um modo diferente?

ELIAS:  Permiti que o momento ocorra com naturalidade. A mudança é uma constante e sempre se fará presente. Vós jamais ficareis estáticos. Por isso, se não vos fixardes no desafio e perceberdes a informação que estiverdes a apresentar a vós próprios no momento por intermédio desse desafio, também concedereis a vós próprios a oportunidade de expandirdes a vossa consciência, e o desafio transformar-se-á por si só.

LINDA:  Então se começarmos por deixar de prestar atenção ao desafio, aí ele reforça-se até que prestemos atenção?

ELIAS:  Se peferirdes dar atenção a esse problema particular ou suposição. Isso depende da vossa escolha. Vós sugeris a vós próprios esses desafios por uma questão da vossa atenção. Vós atraís a vós esses desafios, a fim de VIRDES a prestar atenção a vós próprios. Trata-se duma proposta que estendeis a vós próprios a fim de notardes, só que vós permitis distrair-vos com as suposições que abrigais e com as diferentes formas temporais. Permitis que os vossos pensamentos sejam conduzidos ao passado ou ao futuro e não vos concentrais no momento.

LINDA:  Por vezes torna-se difícil!

LETTY:  Terá sido por isso que há uns meses atrás a asma que sentia see terá refreado um tanto e me tenha sentido aliviada, e algo tenha ocorrido que me tenha chamado a atenção para algo em mim e eu a tenha voltado a sentir ou ainda a sinta um pouco?

ELIAS:  Exacto. Podeis estender a vós próprios realizações temporárias a fim de vos reconhecerdes, e isso também merece destaque, o que não quer dizer que tenhais sido inteiramente bem sucedidos num dado desafio. Por isso é que voltais a apresentar o desafio a vós próprios. Nesse sentido, não menosprezeis a conquista obtida, porque isso também consiste na concessão duma validação pessoal. Vós por vezes recompensais-vos, em razão do que passais a oferecer a vós próprios uma maior motivação. E muitas vezes com tal recompensa, se esse mesmo desafio reaparece vós inclinais-vos no sentido de vos depreciardes e de dizer para convosco: “Suponho que não consegui, devido a que esse desafio tenha voltado a surgir.” Mas essa é uma das vossas armadilhas! Mas se estiverdes a expressar reconhecimento por vós próprios com tal realização, podereis descobrir estardes a avançar com um maior à-vontade rumo a uma realização posterior.

LINDA:  Então isso quererá dizer que ela terá realizado de modo parcial na primeira parte do desafio, e o resto na segunda parte do desafio?

ELIAS:  Essa é a forma como muitos escolhem mover-se ao lidar com os problemas e as suposições centrais e com os fortes desafios. Podeis, se o escolherdes, passar a dar atenção espontânea e imediatamente a um desafio, só que nas suposições inexoráveis que abrigais, não vos permitis realizar tal coisa, na maioria das vezes. Por isso, sentis-vos mais confortáveis com uma realização parcial, em vos permitirdes perceber uma consciência parcial e voltardes a dar atenção a esse mesmo problema.

LINDA:  Terá sido por isso que teremos suscitado o termo carma? Não representará aparentemente a mesma coisa a de volta?

ELIAS:  Em parte. Isso representa a suposição ou a crença, mas com tal suposição vós atribuís esses elementos a um outro foco ou a mais alguém ou a acções que tenhais realizado noutra altura. Na realidade, são dificuldades que vos dizem respeito e para as quais escolheis dar atenção em meio a várias acções a fim de perceberdes as suposições que albergais, só que isso pode ser interpretado erroneamente como representando uma acção cármica.

VICKI:  Eu quero colocar algumas perguntas com respeito ao desafio da Stella, por pensar ser algo com que todos tenhamos lidado ou viremos a lidar no enfoque físico, esse desafio de ter uma pessoa chegada a falecer. Mesmo que abriguemos a crença sobre a inexistência da morte, ainda assim SENTIMOS saudade em relação a essa pessoa, o que obviamente acarreta imensa emoção. E parte da pergunta que quero colocar é de que modo esse tipo de desafio encaixa no conceito de “criarmos a nossa realidade”? Será escolha do outro falecer, e se bem entendo essa informação, será escolha sua separar-se assim que tiver completado o seu sentido de valor?

ELIAS:  Exacto.

VICKI:  Isso, em si mesmo, não representa uma escolha do PRÓPRIO?

ELIAS:  Correcto.

VICKI:  Em meio a tal conceito, em que consistirá exactamente o desafio que a Stella está a viver?

ELIAS:  raduz-se pelos sentimentos e pelos pensamentos que abriga nas suas suposições em relação à escolha. A escolha de se separar não depende dela, mas a escolha de reagir e de dar atenção às suposições que são sustentados em relação a essa escolha constituem o seu desafio.

Muitos expressam objectivamente a si próprios que isso é admissível. “Por se tratar da escolha do indivíduo. Eu entendo isso e aceito-o.” Só que subjacente a isso abrigam suposições e temor em relação a essa acção da separação. Por isso, os seus próprios desafios e problemas poderão passar a vir objectivamente à superfície. Isso será aquilo a que passareis a dar atenção.

Muitas vezes, na vossa ideia, tal como já tive ocasião de referir anteriormente, vós PENSAIS acreditar numa coisa. Haveis de discutir, como quem diz, com outro indivíduo quanto à morte (riso forçado) como representando uma verdade absoluta. É nisso que vós acreditais! Subjacente a isso, porém, e uma vez confrontados com essa crença, podeis descobrir que na verdade abrigais uma outra suposição choca com essa. Aquilo que comportais duma forma objectiva É uma suposição, mas podeis igualmente albergar uma suposição subjacente que poderá estar a entrar em conflito com essa suposição objectiva.

VICKI:  Pois, eu compreendo isso. Hmm. Vou pensar nisso antes de lhe dar continuidade.

ADRIANNA: Elias, tenho uma pergunta a colocar-te. Por vezes sinto uma ansiedade terrível, e por vezes tenho consciência de se dever ao facto de estar a ter problemas e talvez me estar a sentir bastante nervosa e essa ser a forma como me expresse. Por vezes sinto que o meu momento é perfeito e não sinto o menor problema, mas por uma causa qualquer sinto esta ansiedade terrível. Noutras alturas acaba por se esvaír. Por vezes após senti-la sucede algo, algo de mau. Por isso, não sei se será algo que eu própria esteja a criar, tipo uma energia que esteja a gerar, ou que por vezes seja energia que esteja a receber a partir do exterior. (pausa)

ELIAS:  Essa é uma questão interessante. Tu própria ESTÁS a criar a situação, a energia e a afectação. Não se trata de mais ninguém a criar-te isso. Mas além disso, tu criaste isso por uma questão das imagens que apresentas a ti própria pelo que poderás chamar de avisos. As pessoas dão lugar a diferentes acções que lhes transmitem algo. Alguns apresentam murmúrios a si próprios. Outros procedem de modo mais dramatico. Cada um deve criar Segundo a sua intuição aquilo que se lhe presta à transmissão de algo. Por conseguinte, o acto que estás a criar constitui o teu próprio sistema de sinalização, por assim dizer. Ele é passível de ser usado se te permitires interagir com a intuição que tiveres respeitante a outro indivíduo e à sua energia, mas é uma criação tua. Também pode tratar-se duma acção que empreendes a fim de proporcionar a ti própria informação de aviso por vezes, permitindo-te a oportunidade de reflectires e de notares o que estiver a ocorrer no teu presente momento – em meio à tua situação, em  meio aos eventos que estiverem a suceder, e em ti própria – ao que estás a criar essa reacção. Uma vez mais regressamos à oportunidade apresentada pelo momento de detectares aquilo que ESTÁS a criar ao contrário de antecipares no futuro o que possa estar a aproximar-se.

ADRIANNA: Obrigado.

ELIAS:  Não tens de quê.

STELLA: Esta semana senti-me avassalada pelo amontoado de emoções que estão a ter lugar pelo que também me estou a tornar muito ansiosa, e de algum modo sinto como se alguma coisa terrível já tenha ocorrido, e em seguida passo ao drama interior que nutro. Penso que seja o medo íntimo que abrigue em relaçção ao que o futuro me possa trazer.
 
ELIAS:  Exacto.

STELLA: Então basicamente eu criei isso.

ELIAS:  Tu estás a projectar no futuro. Estás a antecipar e estás a distrair-te em relação a perceberes e a detectares o momento, o agora.

VICKI:  Se a Stella estivesse presente em meio ao momento, segundo esses termos, aí isso deixaria de ser uma dificuldade para ela, de todo. Não estará correcto?

ELIAS:  Não necessariamente, só que ela disporia igualmente da compreensão do modo PORQUE essa ansiedade desperta, porque isso brota duma suposição. Mas tu não estás a observar a suposição, por não estares a prestar atenção ao momento. Estás a prestar atenção por intermédio da projecção no futuro, em antecipação. Por isso, isso está-te a distrair. Não percebes a suposição no momento a que podes atender, por estares demasiado ocupada a antecipar o evento futuro e o modo com hás-de lidar com ele, só que tu lidas com o evento futuro ao lidares com o momento.

VICKI:  Chamarias sentir saudades de alguém que more, uma suposição ou uma emoção?

ELIAS:  Uma emoção. Tu estás a reagir ao que criaste por meio da separação. Por isso estabeleceste a emoção da tristeza, por abrigares a suposição de que essa separação seja suficientemente forte para não a conseguires penetrar. Isso é influenciado pela suposição da imposssibilidade de penetração dos véus existentes na consciência e dum elemento significativo da separação, mas a emoção é uma realidade.

VICKI:  Mas eu entendo que nesta situação da Stella, esse não é o maior desafio que se lhe apresenta no momento.

ELIAS:  Exacto.

VICKI:  A emoção não constitui o maior desafio. As suposições ou as crenças que ela está a trazer ao de cimo é que são.

ELIAS:  Exacto. Vamos fazer um intervalo, e logo podereis prosseguir com o vosso questionário.

INTERVALO

ELIAS:  Continuemos.  (Pausa)


LETTY:  Na semana passada o meu relógio parou durante duas horas e meia, durante a amnhã. Terás tido algo que ver com o sucedido?

ELIAS:  Sem comentários!  (riso abafado)

LETTY:  Está bem, isso já respondeu à minha pergunta! (Elias ri)

LINDA:  Por falar em relógios, nós estamos sempre a obter 444 e 12:12 e coisas assim nos relógios eléctricos. Não se trata de coincidência, certo?

ELIAS:  Não! (riso abafado) Sugestão de similaridade.

LINDA:  Está bem. Está a sugerir o avanço que estamos a obter ou apenas semelhança em relação aos outros que estão a presenciar o mesmo?

ELIAS:  Interligação; é uma oportunidade de vos abrirdes à periferia e perceberdes a interligação de tudo.

LINDA:  De todos os que presenciam a mesma coisa ou de tudo, somente?

ELIAS:  De tudo, e que alguns indivíduos se permitem observar.

LINDA:  Será uma indicação de que as coisas estão a acelerar ou será de observação apenas?

ELIAS:  Observação.

DREW:  Com respeito aos desafios e ao conflito, à diferença entre a compreensão de que um conflito que estejamos a experimentar em resultado dum desafio constitui o resultado da falta de aceitação das suposições ou de não estarmos a alinhar com a intenção?

ELIAS:  Pode ser um qualquer.

DREW:   Isso deve resultar apenas da sagacidade, ou de que outro modo determinaremos uma das duas situações?

ELIAS:  As suposições estão continuamente a influenciar. Se vos permitirdes obter a vossa própria informação no presente momento ao perceberdes aquilo que estais a apresentar a vós próprios e o que estais a criar, também sereis capazes de avaliar se estais a apresentar isso a vós próprios numa ausência de alinhamento com a vossa intenção.

DREW:   Geralmente trata-se mais duma do que de outra?

ELIAS:  Tal como eu declarei, as suposições estão continuamente a influenciar.

DREW:   Bom, a falta de alinhamento com o propósito podia envolver a reavaliação de tudo o que estamos a fazer na nossa vida e um redireccionamento da vossa energia, enquanto que se se trata apenas de conflito com as suposições... Não SÓ conflito, mas no caso de ser conflito com as suposições isso já será um tipo diferente de remédio, se quisermos, em termos de aceitação, penso eu. E assim a percepção da diferença entre ambos podia tornar-se importante em termos do que fazemos em relação a isso.

ELIAS:  Não se trata propriamente duma acção diferente. Vós supondes que se não estiverdes a avançar na direcção do completo alinhamento com o vosso propósito ou que se estiverdes a bloquear o vossopropósito devereis ter que reordenar o vosso foco todo e precisareis mudar elementos significativos, por assim dizer. Na realidade, se notardes a vossa acção e as vossas criações do momento, podeis oferecer a vós próprios um exemplo da mera alteração dum elemento para ficardes completamente alinhados com o vosso propósito.

DREW:   A certa altura terás dito que se utilizarmos o método da meditação ou da visualização isso poderia constituir uma ajuda na actualização duma probabilidade, e no entanto hoje disseste que ficaríamos melhor servidos ou que será mais eficiente se nos concentrarmos apenas no momento. Existirá alguma discrepância entre essas duas posições? De que modo haveremos de reconciliar a utilização disso como um método a fim de actualizarmos uma probabilidade e nos envolvernos mais com o momento?

ELIAS:  Também vos envolvereis com o momento se empreenderdes a meditação, e se detectardes o momento na meditação.

DREW:   Se meditarmos com o propósito de visualizarmos como um método para a actualização e isso representar o tipo de direcção da energia motivadora da meditação, não terás dito que seria melhor que não o fizéssemos e apenas nos concentrássemos no momento proporcionado pela meditação? Será esse um método útil ou representará uma distracção?

ELIAS:  Em certa medida REPRESENTA uma distracção, apesar disso não diminuir a sua utilidade para com cada indivíduo específico, por abrigar suposições e a necessidade de proceder à instauração de métodos.

Torna-se mais eficiente para todos vós concentrar-vos no momento e notar todos os elementos que instaurais no momento, mas não deve ser menosprezado o facto do indivíduo entrar em estados alterados de consciência, segundo a concepção que disso tendes, ou estados de meditação, pelo uso dos próprios métodos. Tal como já referi, os métodos são desnecessários, só que VÓS acreditais que sejam necessários. Por isso, eles podem tornar-se eficazes no caso dum indivíduo segundo os desígnios das suas próprias suposições.

LINDA:  Há quem diga que este eclipse solar que se aproxima na realidade representa, ao invés, um eclipse da chama violeta. Poderás fazer algum comentário a isso? (pausa)

ELIAS:  Não é.

LINDA: Que influência exercerá sobre nós? Será apenas um fenómeno normal e natural sem qualquer efeito da parte do resto de nós? Será seguro observar?

ELIAS:  Compreendei que essas ocorrências são ocorrências que não vos afectam excepto nos limites das vossas suposições ou crenças. Na realidade essas ocorrências estão a dar-se como projecções DA vossa parte. Nas suposições que abrigais vós invertestes a ideia que tendes das acções. Deverá afectar-vos se preferirdes acreditar que venha a afectar-vos. VÓS é que estais a afectar essa OCORRÊNCIA.

LINDA:  Então nós estamos a provocar o eclipse ao invés do eclipse estar a causar uma acção sobre nós?

ELIAS:  Exacto.

LINDA:  Porque razão estaremos a provocar o eclipse?

ELIAS:  Vós criais muitas ocorrências diferentes no vosso universo a fim de prestardes atenção. Por vezes criais eventos para vossa própria diversão e experiência. Por vezes gerais a criação dum evento para exercerdes um contacto de massas. Isso há-de atrair a atenção das massas. Por vezes instaurais eventos para vossa própria atenção, a fim de vos permitirdes uma exibição objectiva do modo como criais e do quanto sois mais criativos do que vos permitis acreditar.

LINDA:  Então, é um exemplo de manifestação?

ELIAS:  Exacto.

LETTY:  Eu tenho vindo a ter montes de sonhos. Geralmente consigo perceber a formação de imagens e o que elas me transmitem, mas tive uma, estranha, em que estava adormecida. Encontrava-me na cama com a Marta e os meus pais estavam no outro lado do quarto noutra cama, e eles estavam adormecidos de verdade e não perceberam o que eu estava a sentir, e havia um homem que me estava a puxar pelos pés. Eu não sentia medo, só que não consigo descobrir o sentido disso.

ELIAS:  Ah, interessante criação de imagens que estendes a ti própria. Tu crias imagens em torno do que se prende com a segurança e o conforto. Crias imagens de indivíduos por quem sentes confiança e esse sentimento de segurança. Em seguida crias essa imagem doutro indivíduo a puxar-te. Isso representa a imagem de ti própria, por estares a tentar realizar essas experiências de projecção fora do corpo e estares a desejar criar isso duma forma controlada, só que fornecendo a ti própria imagens com as quais te sentirás segura em meio a essa acção.

LETTY:  Obrigado.

VICKI:  Está bem, vou tentar tratar um dos meus problemas nesta sessão subordinada aos problemas. Continuando com a teoria de que os nossos problemas frequentemente são uma corporificaçção do nosso próprio conflito pessoal, eu dei por mim a implicar com a resposta que deste à questão inicial da Stella. Pareceu-me que estarias a reforçar-lhe o medo. Entendo que isso é a minha percepção, mas também estou consciente de ser o modo como me sinto em relação a isso. Tenho vindo a cismar nisso desde então mas na realidade não consigo estabelecer nenhuma ligação com o problema que isso esteja a indicar.

ELIAS:  Isso é indicativo duma suposição; Da sustentação das vossas suposições relativas à interacção e ao que seja aceitável e ao que não seja.

VICKI:  Então onde será que isso me conduzirá?

ELIAS:  Tu continuas a colocar-te no momento e a examinar a suposição que te está a afectar, reconhecendo-a como uma suposição, e podes tentar interagir com essa crença ou suposição ao contrário de te conteres na tua energia e ao desafio com que te presenteias. Detecta tudo o que estás a criar em reacção à suposição – as sensações, os pensamentos que estás a instaurar em reacção a essas suposições – mas também podes abordar a Cindel e interrogá-la.

Isso também está ligado a outros problemas subjacentes que vós sustentais e em relação aos quais possuís uma consciência parcial. Vós abrigais uma questão na área do Elias. Eu não vou proferir declarações reservadas em concordância com as suposições e crenças das pessoas. Por vezes poderei não desafiar as suposições dum indivíduo mas referir-lhe-ei aquilo que percebo a despeito das vossas próprias suposições e dos vossos próprios problemas relativos ao que seja aceitável expressar e ao que não seja. Mas vós fazeis uma questão do facto de que por vezes o Elias não se deve expressar para com determinados indivíduos do mesmo modo que não vos expressarias para com eles. Por isso atribuís-me a mim uma suposição de restrição, a qual não perfilho. Isso impõe um elemento de falta de aceitação.

VICKI:  Está bem, penso que entendo isso tudo. Talvez me possas ajudar a compreender isso no contexto da aceitação do outro por talvez ter algumas interpretaçãoes erradas nessa área. Na interacção com outra pessoa, tenho procurado não reforçar as suposições que ela abriga, nem as minhas.

ELIAS:  Daí a tua reacção. Uma vez mais, isso não é diferente do exemplo empregue no caso do animal. Tu estás a dar lugar à instauração da escolha objectiva dum método novo a fim de não reforçares as tuas próprias suposições nem as do outro, e com isso, que estarás a expressar? Não estás a reforçar, porque as suposições são dotadas dum carácter “pejorativo” e isso não te conduz à aceitação. Essa acção não é diferente de tentar ignorar a suposição, e concede a mesma energia à continuidade da acção de se firmar nas suposições. (pausa)

VICKI:  Bom, penso que provavelmente faço algumas interpretações erradas quanto a essa aceitação do outro que está aqui a ter lugar. Mas não disponho de mais nenhuma pergunta acerca disso, de momento.

ELIAS:  Muito bem. (sorri de um modo resignado)

LINDA:  Elias, tenho uma pergunta a colocar. Parece-me que com o meu novo patrão se dá algum tipo de comunicação harmoniosa e instantânea que ultrapassa o que se percebe à superfície. Teremos de algum modo estado ligados no passado?

ELIAS:  Tu deténs  uma acção de contraparte com esse indivíduo. Por isso é que experimentas esse sentimento duma forma objectiva.

LINDA:  Não tenho a certeza do que a acção de contraparte queira dizer.

ELIAS:  Existem muitos tipos diferentes de contrapartes, e vós exerceis um número incontável de contrapartes em cada foco. Por vezes podeis estar a ligar-vos duma forma objectiva com uma contraparte, mas em determinadas situações e em relação a certas acções de contraparte podeis sentir em vós uma ligação instantânea, por assim dizer, por estardes a partilhar uma experiência semelhante no vosso propósito e na criação da vossa experiência. Estais a ceder energia um ao outro nessas experiências do foco individual.

LINDA:  Pertenceremos à mesma essência? Será isso o que estás a dizer?

ELIAS:  Não.

LINDA:  Eu não entendo a parte da explicação da contraparte.

ELIAS: (Riso irônico) Essa é uma áre bastante difícil que exige MUITA explicação! (riso)

STELLA: Comporta muita coisa. Podes obter informação.

ELIAS:  Correcto. Eles dispôem de muita informação sobre a acção de contraparte e sobre as próprias contrapartes, porque já debati esse tema muitas vezes. Mas basicamente, vós exerceis uma acção de contraparte com outros indivíduos, com outros focos, por uma questão do acréscimo que isso vos confere à experiência, e eles em relação a vós.

Nem toda a acção de contraparte é partilhada pelo que designaríeis como movimento de correspondência mútua. Podeis servir de contraparte em relação a um indivíduo e ele não o ser em relação a vós; mas na acção de contraparte vós desenvolvestes essa acção partilhada de forma a poderdes obter a experiência relativa a uma área qualquer ou assunto, de modo que vós num foco particular não preciseis experimentá-la, em termos físicos. Apesar disso vós obtendes a experiência, por intermédio da acção de contraparte.

LINDA:  Então essa versão comportará um movimento de correspondência mútua?

ELIAS:  Exacto.

LINDA:  Então nós lucramos com as experiências uns dos outros?

ELIAS:  Correcto. Também podeis reconhecer uma contraparte oposta nas alturas em que vos defrontais com um indivíduo por quem sentis uma súbita antipatia sem dispordes de qualquer razão objectiva para tal antipatia.

LINDA:  Isso já ocorreu! Então eles estão a comportar uma acção de contraparte em relação a nós enquanto que nós não exercemos uma acção correspondente nessa situação, quando sentimos uma antipatia? Ou será que é a própria contraparte que nos afasta?

ELIAS:  A acção de contraparte reage como dois magnetos colocados junto um do outro, que se repelem um ao outro.

LINDA:  Está bem. Então a acção de contraparte depende da forma como os magnetos se voltam um para o outro, o facto de se atrairem ou repelirem?

ELIAS:  Exacto.

STELLA: Elias, tenho vindo a tentar identificar um outro foco que tenho com a Castille e o Bruce, aquele que decorre na Itália, e penso ter-me ocorrido o nome de toda a gente excepto o meu. Mas penso que o nome dela seja Amapolla…

ELIAS:  Muito bem!

STELLA: E o Vincent é Dominicos, Dominico, ou Dominic… Qualquer coisa.

ELIAS:  Correcto.

STELLA: Qual deles será, o Dominicos?

ELIAS:  Dominic.

STELLA: Está bem. Eu era mãe da Constance, e tenho o pressentimento de que um dos dois aqui presentes será minha filha ou meu filho. Seria a Amapolla? (Elias acena afirmativamente com a cabeça) Está bem, e a Castille será mais como uma prima?

ELIAS:  Um amigo.

STELLA: Um amigo? (Elias acena que sim com a cabeça) Agora, porque será que por vezes consigo suscitar os nomes das pessoas – e descubro o meu próprio só que desta vez consegui o quadro completo e obtive o nome de toda a gente – só que tive imensa dificuldade a tentar descortinar o meu próprio nome!?

ELIAS:  Pela razão de no presente momento também estares a sentir dificuldade em contactar a ti própria.

STELLA: Oh, pensava estar a obter um excelente trabalho nessa área.

ELIAS:  Tu ESTÁS a obter resultados em muitas áreas; só que presentemente, e nesta altura, também estás a afastar certos aspectos de ti.

STELLA: Então seria uma excelente ideia procurar contactar-me a mim própria.

ELIAS:  Justamente!

STELLA: Então não será muito bom ocupar-me demasiado. Eu estava a pensar ocupar-me. Não sei porquê, mas comecei a pensar que me vou tornar neste… Vou passar a começar a ocupar-me do meu corpo.

ELIAS:  Ah!

STELLA: E já comecei!

ELIAS:  Outra distracção bastante eficiente!

STELLA: Pois é, por isso comecei esta manhã. Já me desloquei ao ginásio, pelo que agora me vou tornar musculada de verdade!

ELIAS:  Ah, uma experiência nova! (emite um riso abafado)

STELLA: Então aquilo que estou a fazer é a afastar a mim própria. Pareço ser muito boa nessa área!

ELIAS:  Bastante!

STELLA: O meu deus! Está bem. Não há nada de errado em continuar a realçar o meu corpo, certo?

ELIAS:  Não existe nada de errado com NENHUMA experiência por que optes!

STELLA: Então tu não me vais dar o nome que tenho nesse foco, dás?

ELIAS:  Não! (riso) Tu deténs uma grande capacidade nessa área. Por isso, tu própria podes contactá-lo.

STELLA: Está bem. Para além daqueles que já partilhei contigo anteriormente, haverá mais alguém que esteja presente junto nesse foco em particular, ou será só isso?

ELIAS:  Oh, não. Vós estais completamente isolados em vós próprios…

STELLA: Oh, estamos?

ELIAS:  …Na vossa ilha pessoal Italiana! (de forma humorada)

STELLA: Oh, mas estávamos numa ilha? Tenho que encontrar essa ilha!

ELIAS:  Eu estou a fazer uso da minha jocosidade! (riso abafado)

STELLA: Eu sei. Tenho uma outra pergunta. O Vincent provém de… Bem sei que é Libanês, só que não penso que seja de Beirute. Não creio que seja proveniente de Beirute. Não creio que viva em Beirute de momento. Não será de Tripoli? Tripoli não ficará no Líbano?

ELIAS:  Essa é a localidade.

STELLA: Não é em Beirute, sequer, ah? (Elias confirma com a cabeça) Então eu tinha razão nessa. Então devo continuar a procurar?

ELIAS:  Esse é o teu fascínio!

STELLA: Mas é no Líbano, certo? (Elias acena com a cabeça) É. Está bem, eu vou continuar a procurar. E hei-de descobrir isso. Só uma coisa. Tem que ver com a aceitação. Hoje tive um problema e vou passar a enunciá-lo, mesmo há pouco tempo quando que a Linda me chamou dentuças… porque razão isso me preocupa tanto? Porque, eu devia importar-me menos quanto ao facto de eu lhe parecer dentuças ou não! Eu queria entender algo. Ao chegarmos ao nível da aceitação do facto dela me chamar dentuças… O que para mim é sinal de falta de respeito. É uma suposição. Não quero que ela pense em mim como uma dentuças, porque isto que eu refiro ou faço aqui junto do pessoal é bastante real. Na maior parte do tempo falo com verdade E isso definitivamente não é ser dentuças! Mas penso desejar chegar a ser capaz de aceitar que alguém me chame algo assim e aceitar o facto. Como serei capaz de o fazer?

ELIAS:  Assim como te estás a aceitar, também passarás a aceitar automaticamente os outros.

STELLA: Então isso quererá dizer que aceito o facto dela me dizer que eu sou dentuças?

ELIAS:  Se te aceitares a ti própria, isso não há-de ter significado nenhum para ti.

STELLA: Oh. Poderá ser o caso de estar justamente agora a tornar-me bastante sensível?

ELIAS:  Isso serve como uma desculpa adequada!

STELLA: Eu não estava em busca duma desculpa! Eu quero pensar em mim como capaz de me aceitar a mim própria!

ELIAS:  Ah, mas isso representa também uma outra distracção! (riso de ironia) Apesar de te poder dizer, quanto ao que estivemos a debater há pouco, que se não dectardes o MOMENTO, com os desafios e os problemas que abrigais, vós também cedeis energia a uma intensificação das emoções. Por isso, vós APRESENTAIS a vossa desculpa da praxis, por vos permitirdes uma intensidade elevada do vosso estado emocional. Por isso, vós sois mais receptivos para convosco próprios e para com os outros no vosso estado emocional.

STELLA: Sendo uma pessoa assim dotada de tal intensidade de sentimentos, isso explica a questão. Pelo que, se quiser aceitar-me nessa área, devo dizer para comigo própria, “Okay, é nesta posição que me encontro neste momento, mas não faz mal.”

ELIAS:  Justamente, e aceitar essa expressão, além de também PERCEBERES aquilo que estás a criar neses instantes. Vós possuís a capacidade de alterar as vossas criações a cada instante. Por isso, se não vos sentirdes satisfeitos com o que estais a criar e vos CONCENTRARDES no momento e ESTIVERDES a detectar aquilo que estiverdes a criar, podeis objectivamente deixar de o criar. Podeis escolher continuar, por poderdes escolher experimentar isso, assim como podeis escolher ater-vos às vossas suposições. Por isso, também haveis de dar continuidade à experiência, mas isso é tudo uma ESCOLHA. Vós não sois vítimas de vós próprios nem de ninguém. Não sois vítimas das vossas emoções nem de evento algum. Detendes SEMPRE a escolha, a cada instante, de alterar a vossa experiência.

STELLA: Está bem.

VICKI:  Eu estive a pensar em algumas das coisas que estiveste a dizer. E na minha memória objectiva não creio que seja necessariamente verdade que esteja a corrigir-me bastante em relação à minha interacção com os outros.

ELIAS:  Eu não disse isso.

VICKI:  Está bem, que foi que disseste?

ELIAS:  Eu disse que tu estás PRESENTEMENTE a permitir que determinados desafios se tornem objectivos, problemas que têm subsistido há imenso tempo. Eu não disse que estejas continuamente a procurar ajustar-te nessa área! (Riso em relação ao modo como o Elias emprega o termo “ajustar”).

VICKI:  Bom, foi o que eu ouvi tu dizeres, mas tudo bem, se não tiver sido o caso. Tudo bem, por não ser assim que realmente o percebo. Na maior parte das vezes, parece-me verdadeiramente interessante observar a interacção que tens junto dos outros, e isso não serve de correcção para mim!

ELIAS:  Estou a compreender.

VICKI:  No entanto ainda sinto confusão nesta área, porque a reacção que hoje tive foi inusual para mim. A reacção à tua interacção baseou-se, creio, provavelmente numa interpretação deficiente da própria informação, tal como disse, mas ainda me sinto confusa quanto… Hmm… Quanto àquilo exactamente em que consiste o problema, suponho. Eu ouvi a parte dedicada às suposições e às suposições pejorativas e consigo compreender isso, e entendo que empregue tal coisa. Quando interajo com as pessoas, não sinto problema nenhum em reforçar-lhes as suposições “benéficas”que elas sustentam.

ELIAS:  Exacto.

VICKI:  Essa parte eu entendo. Será isso tudo o que está aqui a ocorrer comigo?

ELIAS:  Tal como já referi, estás a apresentar a ti própria os TEUS próprios desafios, mas também projectas essa crítica aos demais – assim como a esta essência do Elias – pelo facto de teres expressado a ti própria não procurares reforçar as tuas nem as suposições dos outros. Por isso, se perceberes que outra pessoa ou eu próprio esteja a penetrar nessa acção, na tua percepção também não aceitas o facto.

VICKI:  Então terei eu basicamente aceite novas suposições em torno, digamos, deste conceito da aceitação?

ELIAS:  Não estabeleceste novas suposições mas deste lugar a interpretações deformadas, e por isso passaste a criar novos métodos e novas acções rumo às quais escolhes avançar.

VICKI:  Está bem... (pausa)

ELIAS:  Não temas! Tu não estás a criar novas suposições para as acrescentares a todas as outras suposições “pejorativas” que passarão a ser ignoradas ou que deixarão de ser reforçadas! (riso irónico)

VICKI:  Bom, na realidade eu acredito que as suposições que abrigo são excelentes! (riso)

ELIAS:  É por isso que te aténs a elas!

VICKI:  Certo!

CATHY:  Eu tinha uma pergunta subordinada a algumas imagens de sonhos. Penso que tenha que ver com o problema que sinto em relação ao valor pessoal e à confiança em mim e à aceitação. O sonho continha muita coisa, mas a única coisa que ainda preservo na memória é a parte em que a chuva penetra e eu caminho sobre lama que me ava pela cintura. Sei que quando se dá a presença de água nos meus sonhos eu estou a atravessar conflito, só que nunca tinha tido a experiência de lama. Será isso um sinal seguro do que estou a fazer, tudo o que disse?

ELIAS:  Exacto. A imagem que tens da lama traduz a imagem que apresentas a ti própria relativa à densidade que estabeleces com esses problemas.

CATHY:  Como hei-de desfazer essa intensidade? Mas não me dês nenhuma resposta duma só palavra!

ELIAS:  (Riso abafado) Passa esta sessão em revista que hás-de assimilar a informação de precisares continuar a focar-te no momento e no que estás a criar a cada instante desse momento. Isso fornece-te informação respeitante à duplicidade que utilizas. Permitir-te-á perceber o modo COMO estás a criar e como estás a reforçar as suposições ou as crenças que te causam conflito.

CATHY:  Sou capaz de fazer isso.

ELIAS:  Muito bem!

DREW:   Quando te referes ao momento, ESTARÁS a referir-te a este momento?

ELIAS:  Exacto.

DREW:   Mas mesmo o conflito ou os problemas ou desafios em que possamos não focar-nos nests momento obterão luz por nos focarmos no momento?

ELIAS:  Muitas vezes, sim.

DREW:   Então quando te referes ao presente instante e à concentração nesse instante, não se trata dum momento generico nos termos da nossa situação, mas estás a falar DESTE instante?

ELIAS:  Exacto.

DREW:  Por existir a cada momento a oportunidade de expandirmos a consciência?

ELIAS:  Exacto.

DREW:   Que traduz informação que sempre podemos utilizar?

ELIAS:  Exacto.

DREW:   Sempre fico confusa em relação ao facto deste mecanismo da escolha, que nos diz respeito, parecer tão… Nas minhas suposições, ser de difícil acesso.

ELIAS:  (Riso irónico) Não só nas VOSSAS suposições mas também nas suposições das massas! Mas isso também traduz em parte uma acção que tem lugar devido ao facto de NÃO vos focardes no momento. Eu já vos forneci anteriormente exercícios para vos ajudar a focar-vos no momento, e atenderdes a cada instante nesse momento e o praticardes, que isso proporcionar-vos-á  um maior à-vontade na realização de tal coisa. Também vos forneci exercícios para obterdes clareza. Com esse exercício PRECISAIS focar-vos no momento! Mas eu estendo-vos os exercícios em vosso benefício próprio, mas vós não os exercitais – o que depende da vossa escolha – e depois vindes questionar-me, “De que modo conseguirei alcançar?” Eu dei-vos as ferramentas. Já a sua utilização depende da vossa escolha.

DREW:   Hei, não era isso que seria suposto responderes! (riso)

ELIAS:  Ah! Foram-vos fornecidos muitos métodos! Eu propus-vos muitos métodos, por serdes sedentos de métodos! Por isso, no vosso desejo de métodos, eu forneci-vos muitos métodos para expandirdes a vossa consciência, para vos abrirdes à vossa periferia, aprenderdes a conhecer-vos e a propordes-vos a oportunidade de experimentardes através duma criatividade ampliada. Mas vós ateis-vos às vossas suposições e aos vossos métodos estabelecidos, os quais vós próprios percebeis ser ineficazes mas ainda assim ateis-vos a eles, a seguir ao que vindes interrogar-me: “Porque razão isto não está a efectivar o resultado do modo que eu DESEJO alcançar?” Vós tendes a informação diante de vós! Só precisais prestar atenção.

CATHY:  Eu tenho uma pergunta sobre isso. Eu li acerca desses exercícios e até dei várias vezes início à sua prática – especialmente o exercício da clareza – mas dei por mim a dizer cá para comigo: “Bom, não está a resultar.” Será por sentir um enorme temor de descobrir mais sobre mim própria que deixo que fazer isso, ou será só por uma questão de preguiça, ou uma combinação de ambas?

ELIAS:  É uma combinaçção de comportamento familiar, percepção de ti própria e da incapacidade de realização, e do temor em relação ao que poderás permitir-te lograr.

CATHY:  Oh, eu sai-me mesmo bem! Consegui metade! Está bem, penso que vou voltar a dar atenção a esta gravação.

LINDA:  Elias, como estou a trabalhar no rompimento do relacionamento que tenho com o meu marido, ainda terei que realizar alguns desafios ainda por completar, que precise completar? Ou estarei a criar novos desafios, ou que é que estou aqui a criar?

ELIAS:  Vós haveis SEMPRE de criar novos desafios!

LINDA:  Bom, eu refiro-me em relação a este relacionamento.

ELIAS:  Isso, uma vez mais, é um exemplo do que estivemos hoje a debater; uma oportunidade para perceberes no momento aquilo que estás a criar e de PROPORES a ti própria informação e um rumo.

Eu podia permanecer sentado diante de vós pelos próximos vinte anos a expor os assuntos subordinados à criação da vossa realidade e propor-vos exercícios e informação que ainda assim havíeis de NÃO conseguir lograr resultados até VOS propordes a vós próprios a vossa própria informação duma forma objectiva; porque, apesar de acreditardes estar a prestar muita atenção a estas palavras, vós prestais mais atenção a vós próprios. Prestais mais atenção às vossas experiências e à informação que estendeis a vós próprios, porque isso, para vós torna-se MAIS VERDADEIRO do que o que vos proponho.

LINDA:  Todavia isso não quer dizer que não possas prestar um pouco de assistência!

ELIAS:  Isso é acertado.

VICKI:  Não será essa a intenção da coisa, a de prestarmos atenção a nós próprios?

ELIAS:  Absolutamente! É por essa razão que vos encorajo tanto a cada um para prestardes atenção a vós próprios e para propordes a vossa informação a vós próprios. Eu presto-vos ajuda, só que não tenho a menor pretenção de vos desencorajar em relação a tentardes contactar essa informação. Ela encontra-se à vossa disposição. Vós possuís toda esta informação no vosso código genético. Só precisais sondar a vossa própria informação e detectar aquilo que criais.

Mas através do cosmos ecoa: “Como é que eu hei-de criar a minha realidade? De que modo poderei procurar aprender a criar a minha realide?” Vós estais a criar a vossa realidade! Apenas não o percebeis, por não estardes a prestar atenção ao MOMENTO.

LINDA:  Bom, eu sei como me coloquei nessa situação. O que está em questão é como sair dela!

ELIAS:  Ah, uma percepção do passado e outro relativa ao futuro!

LINDA:  Pois é...

ELIAS:  Mas onde pára a percepção do MOMENTO?

LINDA:  O momente está no trabalho de tratar de mim própria por estar a sair dessa posição rumo a uma outra futura!

ELIAS:  Ah, continuas a antecipar! (riso)

LINDA:  Pois!

ELIAS:  Se olhares para o PRESENTE – para o momento inerente a CADA instante, em CADA situação – poderás diminuir a distracção e sugerir a ti própria nova informação que terás deixado escapar.

LINDA:  Está bem.

VICKI:  Eu tenho uma pergunta acerca da sugestão de informação a nós próprios. Na noite passada tive um sonho e as imagens que colhi nesse sonho foi de que é nessa evasiva Área Regional 2 que nós geramos as nossas experiências. Eu estava a criar as minhas experiências e em seguida estava a apresentá-las a mim própria, após a sua criação, por assim dizer, a seguir ao que estava a estabelecer uma opção quanto à sua actualização ou não na presente realidade, o que... Eu não tenho a certeza. Isso fez-me recordar a altura em que acordei esta manhã, por jamais ter pensado nisso desse modo, antes. Só me estava a interrogar sobre aquilo em que consistiu esse sonho, ou se teria alguma realidade.

ELIAS:  Tratou de imagens que apresentaste a ti própria no contexto da missão dos teus sonhos. Vós não estabeleceis a experiência na Área Regional 2, mas criais o modelo para as experiências e criais as probabiliddes todas que poderão vir a ligar-se à experiência individual. E traduzis isso no vosso estado do sonhar. No vosso estado do sonhar vós criais uma experiência, e escolheis nesse estado actualizar ou NÃO objectivamente tal coisa.

VICKI:  Escolhemos no estado do sonhar...

ELIAS:  Correcto.

VICKI: ...Quer actualizar ou não no momento presente?

ELIAS:  Correcto.

VICKI:  A sério!?  Hmm.

RON:    Posso interromper para mudar a cassete?

ELIAS:  Nós vamos interromper. (Para a Vicki) Portanto, informação adicional para a tua missão dos sonhos!

Expresso-vos um enorme afecto neste dia e fico a antecipar o nosso próximo encontro. Por isso, para todos com carinho, um au-revoir!



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