domingo, 19 de junho de 2011

PSIQUE - INSTINTO ANIMAL - DÁDIVA DESINTERESSADA



SESSÃO #23 (Grupo)
“Psique”
“Instinto Animal”
“O Verdadeiro Auxílio Envolve Espírito de Equanimidade”
“Os Benefícios da Dádiva Desinteressada”
Domingo, 23 de Julho de 1995
Tradução: Amadeu Duarte


Participantes: Mary (Michael), Vicki (Lawrence), Ron (Olivia), Jo (Joseph), Cathy (Shynla), e, tendo chegado mais tarde, a Carole (Dimin)

Elias chega às 6:06 da tarde

ELIAS: Boa noite. (Pausa) As boas vindas, uma vez mais, à Shynla.

CATHY: Obrigado.

ELIAS: Estivemos a debater o elemento da vossa psique, no contexto do vosso elemento religioso. Desejais dar continuidade a esse debate?

VICKI: Com certeza!

ELIAS: Nesse caso vou dirigir a coisa de um modo ligeiramente diferente, para começar. Vós na discussão anterior manifestastes o desejo de informação relacionada com os distúrbios. Agora vamos endereçar-nos a questões mais imediatas relacionadas com a psique. Compreendei que a composição psicológica que vos caracteriza envolve certas crenças entrecruzadas, mas essas crenças tornam-se aparentes nas expressões psicológicas que assumis através da interacção que tendes com os outros.

A vossa psique, constituindo a vossa composição psicológica, originalmente interpretava os vossos sentimentos e os vossos pensamentos, e transferia-os do foco físico para a vossa essência. Antes de terdes criado as crenças, isso não provocava conflito. Encararíeis agora esse estado de constituição psicológica como comparável à constituição psicológica dos animais, que não empregam pensamento racional como podeis constatar. Acreditais ter evoluído e ter-vos tornado racionais, indivíduos dotados de pensamento, que caracteriza a vossa espécie. Na realidade, ao vos separardes da essência apenas passastes a incluir crenças, e desse modo complicastes a vossa constituição psicológica.

Incluídas nelas estão as crenças religiosas. Essas não alinham obrigatoriamente pelas crenças Cristãs, na vossa terra, mas vamos basicamente cingir-nos a esse enfoque religioso, por ser aquele que é o dominante, e o que mais influencia. Todas as crenças religiosas influenciam a acção e a reacção psicológica. Foram-vos ensinados certos elementos sobre a forma como agir na sociedade, e nas relações, e nas interacções que tendes com os outros. Foram-vos incutidos termos tais como certo e errado, bom e mau, e termos como responsabilidade e egoísmo, e foi-vos ensinado a encarar todos esses termos como opostos. Isso forma ideias psicológicas, que influenciam o modo como passais a lidar com o mundo.

Tais conceitos ou ideias não constituem verdades, mas vós aceitastes essas ideias duma forma tão profundamente arraigada que nem sequer pensais neles. Apenas lhes reagis. Reagis a uma dada situação segundo o que acreditais ser correcto, ou bom, ou responsável. Acreditais na generosidade e na compaixão, no auxílio e na compreensão. Vós acreditais em serdes bons e compassivos e em ajudar e ser compreensivos. O que não quer dizer que ao nível da vossa essência não sejais já tudo isso, mas em resultado da separação da essência, vocês interpretaram mal o uso desses termos e acções. Todos vós já passastes por situações nos vossos focos, no relacionamento com outros, em que tereis reagido e em que vos tereis sentido confusos e entrado em conflito. Isso deve-se ao facto de fazerdes uso de crenças, e responderdes psicologicamente às mais variadas situações.

Basicamente, o que vos expressei já é bastante simples. Não vos estou a expressar “verdades sublimes” que não possais passar a incorporar, porque se estiverdes atentos, podeis incorporar aquilo que vos digo, e se agregardes essas coisas, haveis de vos impressionar com o contacto que estabeleceis convosco próprios, e com os demais, (ao nível da) essência. O conflito nesta fase do vosso desenvolvimento é desnecessário. Apenas precisais descobrir um modo de o eliminar. Não é tão difícil quanto acreditais que seja. Só precisais descobrir um modo de o eliminar. Não é tão difícil quanto acreditais. Tal como referimos anteriormente, no nosso cenário do gato e do rato, vós encarais essa situação pessoalmente e notais... Creio que usaremos um letreiro a fazer uso apenas duma palavra: ADVERTÊNCIA! Se reparardes, haveis de sentir conflito. Também haveis de sentir quando o conflito não se achar presente.

Todas as experiências que compõem a vossa constituição psicológica são registadas na vossa memória e na vossa psique. Isso não quer dizer que todas as vossas experiências sejam registadas no vosso cérebro físico. Não são. Podeis retirar uma determinada porção do vosso cérebro físico e descobrir que uma porção das vossas experiências parecerá ter sido igualmente retirada. Ao mesmo tempo, podeis dividir o vosso cérebro em dois em termos concretos realmente, e remover metade do vosso cérebro, acreditando que vireis a perder a vossa memória, e não a perderdes. Todas as vossas experiências ainda se lá deverão encontrar-se. O vosso cérebro não comporta aquilo que sois. A vossa psique não é o vosso cérebro físico.

É por isso que os vossos cientistas se deparam com tanta frustração e confusão ao tentar arranjar a vossa psique, por não saberem de verdade em que consiste a psique. Também não é a vossa essência, por ser individual e inerente ao vosso foco. A vossa psique difere da de um “eu” alterno. Faz parte da vossa consciência, da consciência que identificais com um foco particular. Acha-se incorporada na vossa essência, mas não constitui tudo. Ao separar-se da essência, é passa a encarregar-se de interpretar a experiência.

Onde encontrais problemas nessa área é quando “brincais com o vosso ratinho”. Tendes experiências, relacionamentos, amizades, e relacionamento de amizade em ambientes de trabalho. Tudo isso fica registado na vossa psique como parte da vossa experiência. Quando vos defrontais com experiências desconfortáveis, criais um local especial para elas. (A sorrir) Criais um “relicário”onde as passais a guardar, e quase passais a adorá-las. Guardai-las, e agarrais-vos fortemente à chave que as mantém encerradas. Não deixais que se evadam.

Nessa medida, podeis recorrer à vossa chave sempre que o preferirdes, e ter acesso às experiências que tiverdes tido com que não estiverdes satisfeitos. Podeis traze-las conscientemente à vossa memória tão frequentemente quanto o desejardes. Mas, ao vos prenderdes a esse “relicário”, agis de modo zeloso e não desejais que mais ninguém se atreva a vo-las tirar! Quando vos confrontais com uma situação de abrir mão de um desses “relicários”, rapidamente passais a criar um outro “relicário”, quase idêntico ao original. É desse modo que repetis os vossos padrões, e repetindo os vossos padrões, vós disfarçai-los e encobri-los sob termos tais como bondade, auxílio, compaixão e consideração. Isso concede-vos permissão... (a esta altura a Caleigh, que é uma cadela, sobe para o colo do Elias) Vamos acolher outro indivíduo esta noite e reconhecer que a sua participação será muito menos conflituosa do que a de qualquer outro! (Riso)

Ao expressar tal ideia, podemos empregar o nosso pequeno amigo a título de exemplo. Se esta consciência (Caleigh) se confrontar com uma consciência semelhante que se revele subjugadora ou prejudicial, ou que entre em conflito com ela, eu atrevia-me a afirmar que ela não dará prosseguimento à relação! (Riso) Afastar-se-á, e não se deixará atrapalhar pelas crenças inerentes à obrigação. Não se sentirá “aborrecida” por estar a magoar os sentimentos dessa outra consciência nem por estar a deixar de fazer a sua parte, enquanto indivíduo que é, e não se encarará como “boa” nem “má” na experiência por que passa. (A Vicki desata a rir) Apenas será o que é. Eu tenho dito em sessões anteriores que podeis aprender muito com as vossas criaturas, por elas não se divorciarem numa extensão dessas, e por estarem em ligação com uma consciência organizada. Elas não se agarram a sistemas de crenças nem à racionalidade, e vós reduzis isso ao nível do instinto animal, sendo que o instinto consiste unicamente numa acção que é repetida. Não quer dizer estupidez. Vós experimentais o instinto de vos prejudicardes. Reflictamos nisso por breves instantes!

Um animal, na sua consciência organizada, experimenta instintos que apenas têm que ver com a sobrevivência, a alimentação, de consideração, de sociedade, de comunidade, de sentimentos, de protecção, de auxílio e não de descuido. Não comporta instintos de agressão pela agressão. Ele não possui o instinto duma contínua ofensa. Não tem o instinto de ajudar outra consciência que não deseja ser ajudada. Os humanos, por outro lado, empregam o instinto de não proteger, de prestar auxílio àqueles que não desejam receber qualquer auxílio, da compaixão em situações que não envolvem compaixão, ou da ofensa a si próprios e aos outros, da agressão gratuita. Não estou a referir isto para vos encarardes como “maus” ou “menos importantes” do que o animal, porque isso é bastante errado. Essencialmente sois seres belos e maravilhosos. Apenas vos separais, e não vos permitis ser o que sois com naturalidade.

Vós incorporais crenças que vos distorcem a constituição psicológica, e incorporais muita confusão e conflito na vossa vida. Dais lugar á criação de condições de enfermidades físicas ou de dor por intermédio do que sentis psicologicamente. A vossa psique torna-se insatisfeita com o enfoque que estabelece, por empregar tantos “relicários” de tal modo que não consegue discernir mais nada, e para dardes lugar á esperança desses “relicários” poderem dissipar-se e desvanecerem-se, vós criais expressões no vosso corpo físico. Elas podem manifestar-se por enfermidades, podem manifestar-se por depressão, assim como podem manifestar-se por condições que não se traduzam por enfermidades. Pode tratar-se de dores de cabeça, ou dores nas costas, ou dores nos dedos, (a sorrir) ou um tipo qualquer de dores que provocam um tipo qualquer de desculpa plausível para experimentardes conflito. Quando não conseguis descobrir como entrar em contacto com a essência, acabais por descobrir uma expressão física que dê continuidade à experiência do conflito físico. Pensais que isso seja tudo que existe. Sentis que não vos resta qualquer escolha. Tal como referi na minha última sessão, vós sempre dispondes de escolha. Se perceberdes as escolhas que vos assistem, sempre podeis escolher a criação de conflito, ou deixar de lhe dar continuidade.

Quando sois capazes de vos voltar para vós e perceber as vossas acções como nem certas nem erradas, e como nem boas nem más, aí podeis estabelecer a vossa escolha de experimentar sem conflito.

Parece que no caso da maioria dos indivíduos, no foco físico, o conflito mais generalizado tem lugar com os outros. Isso faz parte da vossa falta de compreensão da separação da essência. Não faz parte da vossa natureza separar-vos. Afastastes-vos tanto do vosso lar, e esquecestes tão bem a linguagem que utilizáveis, que não conseguis recordar-vos de que não estais separados (basicamente). Tentais experimentar a vossa própria individualidade e as vossas próprias experiências, enquanto sentis a atracção para vos envolverdes com os outros, só que sem saber muito bem de que modo incorporar isso. Por isso, despendeis o vosso enfoque de desenvolvimento a tentar e a tentar e a tentar, e a sentir não o estar a fazer a coisa “direito”. Mas não existe nada a fazer direito, por não existir “direito” nenhum! Trata-se apenas duma experiência. Em meio a essas experiências, o que mais reclamais nesse enfoque que usais é o de apenas desejardes ser felizes. Isso é o que encarais como o vosso maior desafio e a mais árdua das tarefas. É divertido, por não constituir um desafio, e constituir a tarefa que tendes que se revela como mais fácil e mais isenta de esforço. Se aceitardes e contactardes e comungardes realmente com a vossa essência, haveis de não experimentar conflito. Por isso, haveis de ser felizes.

Também vou referir que não existe neste enfoque (físico) coisa alguma que goze do prestígio de constituir, em última análise, (um estado de) felicidade com respeito a tudo, porque a vossa mudança ainda não se deu. Razão porque precisais defrontar-vos com aqueles com quem não concordais, ou que vos causam conflito, mas podeis sempre diminuir esse conflito se empregardes mais de vós próprios. Ao terdes de lidar com outro indivíduo torna-se difícil, por precisardes tomar consciência de que só podeis levar em consideração a vossa pessoa. Não controlais ninguém, mas também não precisais alinhar por nenhuma outra essência. Vós estais todos unidos ao nível das vossas essências. Também estais em contacto físico no espaço vivo. Não vos necessário que vos ligueis a toda a gente em termos íntimos. Sempre que estiverdes em contacto íntimo com um indivíduo, torna-se importante que reconheçais e observeis quando o conflito ocorre. Quando o conflito ocorre, podeis consultar o nosso exercício sobre a eliminação do conflito. Podeis igualmente tomar consciência de que em cada situação na vossa vida diária, a vossa psique comporta crenças que vos influenciam essas situações, e frequentemente isso provoca conflito. Tal como este pequena (Caleigh) no caso de vir a ter crias, e essas crias começarem a mordê-la, o mais provável é que ela não as morda, mas se retire e vá para longe. Ela não vai permanecer nessa situação e encorajar os pequenotes a mordê-la até sangrar! Nessa medida, podeis estabelecer uma comparação com a consciência que tendes, e com o quanto desnecessariamente incorporais conflito.

Na constituição psicológica de alguns, eles incorporam conflito duma forma intencional, mas não o conseguem experimentar duma forma completa sozinhos, por não existirem no planeta sozinhos. Encontram-se na companhia de outros indivíduos. Existem situações desse tipo em que as pessoas estabelecem um tal grau de separação e de conflito que acabam por se tornar confusos que a sua psique acaba a clamar por ajuda. Ela não sabe como ajudar-se a si própria, nem compreende de que forma voltar a estabelecer o contacto. Contudo, haveis de descobrir que no caso desses indivíduos, se ao menos se entregarem ao próprio chamado, a sua essência responderá, por uma ou outra forma.

Nos vossos termos concretos dais expressão à ideia disso com termos como: “bater no fundo”. Existem muitos que criam uma realidade que devem desempenhar o próprio fim psicológico absoluto, em que sentem não dispor de mais nenhuma direcção a seguir à excepção da morte, ou passar a focar-se em si mesmos. Em situações dessas em que desejam o vosso auxílio, vós não lhes prestais qualquer serviço no sentido de os ajudar. A sua essência sempre lhes responderá. Podereis dizer para convosco próprios: “Mas se eu não prestar ajuda alguma, ele poderá pôr um termo à própria vida!”, mas se ele puder pôr um termo à sua própria vida, ele terá escolhido fazer isso, e a sua essência terá escolhido responder por uma expressão dessas.

Há alturas nas experiências de todas as pessoas em que elas necessitam do auxílio dos outros. Nesta altura que o vosso mundo atravessa, haveis de vos deparar com um imenso brado de socorro por ajuda a que não conseguireis prestar assistência. Tornar-se-vos-á progressivamente mais óbvio que todos ao vosso redor parecerão experimentar uma maior aflição e confusão, e podeis sentir precisar prestar auxílio. Isso representará um sintoma do começo da vossa mudança. As pessoas estão a divorciar-se da sua essência. Elas tornam-se confusas e experimentam conflito. Não entendem de que modo poderão voltar a reunir-se de novo. Não temais por elas, porque a sua essência está no controlo e responder-lhes-á, e é muito mais capaz de prestar auxílio do que os indivíduos no foco físico.

Isso não quer dizer que devais pensar unicamente em vós, e que passeis a desinteressar-vos pelos outros. Contudo, haveis de descobrir que, ao estabelecerdes a união com a vossa própria essência, a vossa compaixão, a vossa tolerância, a equanimidade, o auxílio e o amor se expressarão, e de uma forma correcta a fim de influenciar sem provocar conflito. Haveis de distinguir a diferença. Tenho consciência de que todos passastes pela experiência de prestar auxílio e de sentirdes conflito ao mesmo tempo. Mas, se sentirdes conflito, estareis a derrotar o vosso propósito.

Vou dar-vos a oportunidade de colocardes perguntas e de passardes a interagir, se o preferirdes. Mas antes disso, vou expressar duas coisas ao Lawrence. Confirmamos, é claro, um ponto para ele, por ser tão bom desportista! Agora podeis acreditar estar todos empatados! Além disso, não sinto preferência por ovos e presunto mas sim por biscoitos belgas! (O Elias ri a bandeiras despregadas, junto com a Vicki) (1) Vamos ter muito a explorar no que toca a esta assunto da psique, mas vou dar lugar às vossas perguntas individuais, só que não pretendo sobrecarregar-vos com dissertações que comportem demasiada informação de uma só vez.

RON: Eu gostava de colocar uma questão. Existirá alguma situação em que não tenhamos vontade de nos desviar do conflito?

ELIAS: Absolutamente! Vós criastes este foco a fim de experimentardes. Existem muitos que terão criado o seu foco simplesmente para experimentarem conflito. (O Ron diz: “Oh, tinha-me esquecido disso!” e rimos todos) Contudo, dir-te-ei que nesse tema do conflito, foram-vos ensinados em determinados enfoques religiosos e em certas situações termos como o de precisarem “amar” o vosso conflito e as vossas experiências negativas, de modo a permitir que “se dissipem”! Isso não provocará a sua dissipação! Dir-vos-ei que se adorardes os conflitos porque passais, haveis de sentir uma problema psicológico bem mais difícil do que o que compreendeis! (Riso) Isso é ridículo! Vós não adorais o conflito, não adorais o ódio, não adorais o prejuízo; mas podeis aceitá-los. Existe toda uma diferença (nisso).

JO: E que dizer de alguém que não pareça sentir-se feliz a menos que se encontre num conflito tremendo?

ELIAS: Isso representa a expressão do indivíduo que ou terá tomado a decisão de experimentar o conflito até ao fim, ou que tenha optado por experimentar a manifestação física a fim de experimentar o conflito. Para vossa imensa descrença, há indivíduos que se terão manifestado unicamente para experimentarem o conflito.

JO: Acredito que sim! Eu conheço alguns.

VICKI: Quando um indivíduo parece ter “batido no fundo”, como dizeis, e é alguém que amamos, e que vem ao nosso encontro em busca de auxílio após ter batido no fundo, como saberemos o que ajudará de facto essa pessoa?

ELIAS: Essa é uma pergunta interessante. Dir-vos-ei, e vós não sois burros, que vós tendes olhos, e cérebros, e sois capazes de ver se o indivíduo está a expressar sinceridade no desejo que manifesta por alterar a sua realidade. O indivíduo há-de alterar a sua realidade por si próprio. Vós não a mudareis em lugar dele. Podeis prestar auxílio, e haveis de ver confirmado a vós próprios quando o vosso auxílio é requerido, aceite, e empregue, porque não haveis de experimentar conflito. O que não quer dizer que o indivíduo que tenha estabelecido a vontade de alterar a sua realidade não possa tropeçar e cair, por ter criado uma realidade diferente por um período tão prolongado de tempo, segundo os próprios termos, que tenha acabado por se habituar a ela. No seu caso resulta natural. Já se torna menos natural proceder à criação duma realidade renovada. É fácil retroceder ao que era habitual. Se o indivíduo não se achar preparado para proceder à criação duma realidade nova, ela não se manifestará. Ele pode tentar, brevemente, devido à acção exercida pelas influências externas, mas não terá procedido a uma escolha disso, por razões de índole interna.

A vossa essência distinguirá a diferença, porque haveis de experimentar conflito nessa ajuda. Podeis não vir a experimentar esse conflito de imediato. Podeis expressar ajuda, e não experimentar mais nada para além de ajuda. Podeis, logo a seguir, começar a pensar nessa situação. Se vos tiverdes expressado com autenticidade, e isso tiver sido recebido com autenticidade, não haveis de pensar mais na situação. As expressões e as aceitações verdadeiras hão-de “proliferar” como uma experiência positiva. Tal como referimos anteriormente, vós não vos baseais unicamente nas experiências positivas. Só vos baseais naquilo que vos fascina, e nós estamos bem conscientes daquilo que vos fascina, dos vossos “relicários” e do vosso “ratinho”!  (Riso)

CATHY: Então estás a dizer que devíamos evitar o conflito, ou experimentá-lo, e em seguida talvez procurar solucioná-lo?

ELIAS: Isso depende da vossa escolha. Se desejardes experimentar conflito pela experiência de o resolverdes, e passardes pelas complicações da resolução, isso será uma escolha, a qual deverá depender da vossa opção. Se apenas estiveres a falar dum conflito desnecessário que não desejes experimentar, nesse caso dir-te-ia que te assiste a escolha de o evitares. Não precisais entrar em situações conflituosas. Vós sempre dispondes de escolhas! Se não desejardes experimentar conflito, não tendes de o criar. (A sorrir) Se pensardes que os outros o criam, e não dispuserdes de outra escolha para além duma participação, isso estará igualmente incorrecto. A vossa criatura (a Caleigh) não opta por se ver confrontada com um São Bernardo que apareça a morder-lhe a face, mas também não escolhe subjugar-se e deixar que a outra criatura a morda! Ela afasta-se duma situação dessas. Vós, ao não desejardes experimentar o conflito, gozais da mesma (capacidade de) escolha da vossa criatura.

CATHY: É apenas uma questão de escolha. Então, as pessoas que se revelam briguentas entram em situações de conflito pela (simples) razão de gostarem?

ELIAS: Muitas vezes essa é uma (descrição) bastante correcta. Existem muitos que têm prazer em experimentar esse tipo de conflito. Eles têm muita consciência de assistir a outras reacções. Sentem que isso seja interessante. As pessoas, os indivíduos não fazem nada que não lhes traga algo em troca. Se não colherdes nada com uma determinada situação, não haveis de a criar ou de ter parte nela. Só participais quando tendes algo a receber. O vosso adágio que diz: “Nada se obtém de mão beijada” é bem verdadeiro! Não vos envolveis com coisa nenhuma que não vos permita obter algo em troca, seja o que designais como positivo ou negativo. Não importa. Algo haveis de colher (com isso). (Pausa) Estamos demasiado pensativos! (Riso)

CATHY: E que dizer daqueles que nada fazem e obtêm uma reacção? Eu sou bastante boa nisso!

JO: Mas não fazer nada é fazer alguma coisa.

CATHY: Bom, nada representará alguma coisa?

ELIAS: Isso também está bastante correcto. Cada expressão, seja uma ausência de expressão ou uma expressão declarada, é concebida por meio do que designais por “reacção”. Se não receberdes qualquer acção em resposta ao experimentardes situações difíceis, não as haveis de repetir. Isso representa igualmente a razão porque a recusa de participar nos conflitos dos outros detém o conflito, por o propósito deles se dirigir no sentido da interacção e da continuação do conflito, e se eles não receberem a contrapartida que é o seu objectivo, não lhes será necessário que continuem. Isso revelar-se-ia estéril.

VICKI: Quando um indivíduo experimenta uma grande (sentimento de) separação ou de ansiedade em relação a alguém que lhe seja muito chegado e de quem dependa bastante, dever-se-á isso ao facto de se achar mais separado da sua própria essência do que uma pessoa que não experimente isso?

ELIAS: Correcto. Quanto mais vos separardes da essência, mais confusão tendeis a incorporar. Por isso, ao estabelecerdes essa confusão, vós estais a andar às voltas no exterior, por acreditardes que é aí que encontrareis a ligação. Isso é o que designaríeis, em termos psicológicos, pelas inseguranças que sentis; a expressão de alguém em busca dessa ligação (desse ponto de contacto), só que voltando-se na direcção errada. Procura fora dele próprio, e busca outros indivíduos dotados de um enfoque psicológico mais forte, na esperança de que por meio duma associação com esses indivíduos ele venha a descobrir a conexão. Se ele se voltasse para dentro haveria de descobrir essa conexão, e o medo que sente dissipar-se-ia. O medo que sente só é perpetuado por procurar “fora”.

VICKI: E quando uma pessoa dá por si a contactar com uma maior facilidade, digamos, com um cão do que com outros indivíduos da sua própria consciência, isso será indicador de quê?

ELIAS: Vou referir que isso por vezes representa uma desilusão com a separação estabelecida pelos da vossa espécie, e um reparo disso. Muitas vezes um indivíduo é capaz de notar essa separação extrema e de ficar entristecido com tal situação, sem perceber muito bem na sua psique a razão porque sente tal expressão. Os animais não experimentam essa separação. Eles dão de forma livre, e expressam-se com liberdade, e amam de forma espontânea, e não vos enganeis a ponto de acreditardes que os animais não amem, porque amam. Se reconhecerdes estas criaturas haveis de sentir uma ligação, e além disso, em parte, pelo que designais pelo vosso termo “inconscientemente”, haveis de sentir inveja, um desejo de estabelecerdes uma ligação por esse mesmo modo, neste foco físico. Muitas vezes torna-se muito mais fácil ligar-vos a um animal do que com um outro indivíduo da vossa espécie. Isso fica a dever-se à razão dos vossos animais não se encontrarem tão baralhados. Eles não arrastam os seus “relicários”, por não abrigarem nenhuns.

Vós, neste tempo novo, possuís uma expressão referente àqueles que carregam a sua “bagagem”. Mas vós reunistes todos uma bagagem bem volumosa, alguns mais do que outros. Esses relicários tornam-se demasiado pesados e demasiado opressivos e tendem a bloquear-vos a visão, e alguns percebem a situação e tendem a retrair-se da situação. Não desejam tomar parte na continuidade dessa separação. Não encontram indivíduos por quem sintam afinidade e com quem possam estabelecer contacto em pé de igualdade, pelo que passam a ligar-se em vez disso às criaturas. Vós aqui presentes podeis dar-vos por bastante sortudos - como se existisse coisa alguma como sorte, que não existe – (riso) por terdes encontrado outras consciências individuais da vossa própria espécie e no vosso próprio foco com quem podeis estabelecer contacto. Nem todos podereis partilhar experiências comuns, mas todos partilhais desejos comuns, e uma consciência comum da essência, e uma consciência de algo mais para além da vossa expressão física, e um desejo de contactar com isso. Também partilhais uma consciência da ligação que as essências mantêm entre si.

JO: Poderás dizer-nos que ligação terá a Cathy connosco?

ELIAS: Neste grupo de indivíduos neste...

JO: Sim, neste grupo.

ELIAS: Vão dar-nos um instante. (Pausa) Esta essência é muito interessante! Esta essência também se fragmentou do Paul. Representa o que designaríeis como a vossa ligação mais vasta. Vou referir que esta essência passou por uma enorme diversidade de experiências associadas a focos desta dimensão física. Um laço de afinidade por um foco na Austrália, sem ser um nativo, mas estando incluído nas tribos nativas, agregado a uma tribo particular de Aborígenes, e sentindo uma enorme afinidade por esse foco em particular. Além disso, e bastante interessante, tendo ligações com a África do Sul. Esta essência esteve em contacto com o Joseph num foco vetusto nos anos que antecederam o vosso calendário. Incorpora também um foco como um Índio da América do Sul, que não pertence aos Incas mas sim aos Maias.

Tu viajaste muito a fim de experimentares focos de desenvolvimento em diferentes culturas. Também tens bastante experiência noutras dimensões. Isso está igualmente ligado ao Lawrence, assim como à Dimin, nesse outro foco dimensional. Também empregas bastante auxílio e compaixão num sentido similar ao da Elizabeth, num foco que tens nas Índias Orientais. Uma elevada espiritualidade e uma elevada conexão (com a essência). Isto servirá de ajuda no enfoque que tens na ligação com esta situação de grupo? (Pausa, durante a qual alguém por fim diz: “Cathy, isso serviu de ajuda?”)

CATHY: (A rir) Eu sinto-me simplesmente surpreendida, por estar a ouvir tudo isto. Com certeza! Não sei porque me encontro aqui. Eu sabia que devia existir uma razão, só não sabia qual seria.

ELIAS: Tu estás a expandir-te.

CATHY: Eu estou o quê? (Alguém responde: “A expandir-te”) Então estou a expandir-me?

ELIAS: Hás-de ver estes indivíduos como bastante úteis de um modo não conflituoso (a sorrir, seguido de riso) para a tua expansão da consciência. Também pressinto uma enorme ânsia no mesmo sentido, em relação ao Michael e ao Ron, de partir em busca de exploração! (Pausa) Damos as boas vindas à Dimin.

VICKI: Tenho mais uma pergunta em relação à detecção de conflitos. Temos uma decisão a tomar, e ao pensarmos nela, notamos que envolve uma direcção que aponta no sentido do conflito, enquanto aquela outra direcção não, e sentimos vontade de evitar esse conflito, aí passamos a encaminhar-nos na outra direcção. Correcto?

ELIAS: (A rir por entre os dentes) Continua... (Rimo-nos todos diante da recusa do Elias em se comprometer até escutar o resto da pergunta)

VICKI: A minha pergunta na verdade reduz-se a este negócio de confiarmos plenamente na nossa essência, o que pode tornar-se difícil, porque diante dum cenário desses, uma pessoa é capaz de ficar em dúvida se o nosso nome será Lawrence,  se estaremos a ler a experiência correctamente ou não! (Riso)

ELIAS: Descobrirás que estarás a ler a pergunta de modo correcto quando não resultar nenhum conflito. Podes descobrir não englobar o tempo todo uma situação do tipo claro e escuro. Poderás ter a tua situação de conflito, mas não deverás passar instantaneamente para uma situação oposta dum “menor conflito” antes de alcançares a ausência de conflito. Poderás ter que passar por uma variação no grau do conflito até chegares a abrigar uma situação de ausência de conflito. Isso não quer obrigatoriamente dizer que devas experimentar “menos conflito”, só que não serás sempre capaz de dar o salto de forma automática, na observação que faças, para a ausência de conflito. Na observação que fizeres, poderás ter que ensaiar outros cenários antes de chegares àquele que propicia a criação duma ausência de conflito, mas hás-de notar a tua “lâmpada luminosa” e hás-de sentir uma confirmação no teu íntimo, procedente da essência, e hás-de saber quando tiveres chegado à ausência de conflito.

Vou-vos dizer que vamos proceder a um pequeno adiamento a fim de fazermos um curto intervalo, e logo voltaremos, mas não me vou estender demasiado na minha prelecção após o intervalo, e dir-vos-ei na nossa próxima reunião porquê, por presentemente não ser importante para a informação que pretendeis. Voltarei após o vosso intervalo, para colocardes as vossas perguntas e o envolvimento que tivestes. Mas primeiro, vou expressar um enorme afecto pela Dimin, após o que, regressarei daqui a instantes.

INTERVALO

ELIAS: Vamos prosseguir, mas primeiro, antes das perguntas, vou dirigir-me à concepção errada que o Lawrence tem. Quando te falei anteriormente estava bastante ciente de que resultariam conclusões equivocadas, mas era necessário, expressar determinadas ideias e conceitos num sentido específico por uma questão de dirigirmos o pensamento duma forma correcta. Tu fizeste uso de tal direcção mas presumiste conclusões equivocadas.

Antes de mais, em relação à ajuda relativa aos outros, dir-te-ei que se estabeleceres um vínculo com a tua essência e o reconheceres, passarás a entender que não serão necessários quaisquer “requisitos” a tal ajuda. Se expressares ajuda, experimentarás isso pela resposta que obterás. Não importa de que modo ela seja recebida. Se escolheres prestar auxílio a um outro indivíduo pela questão da “resposta” externa que obténs, haverás instantaneamente de ter consciência disso, tal como te estou a dizer neste momento que te estás a expressar num sentido inadequado. Se o desejo que tiveres for de prestar auxílio, e puderes prestar auxílio a um indivíduo sem provocares dificuldades nem conflito em ti, aí estarás a expressar-te de forma adequada. Se lhe estiveres a prestar auxílio por uma razão da expectativa de resultados da sua parte, isso envolverá uma expressão inadequada. A vossa ajuda deve ser expressada e estendida duma forma livre. Dir-vos-ei que a maioria das vezes tu não fazeis isso. Expressais uma ajuda na esperança de receberdes algo em troca, um resultado. Tal como expressamos anteriormente, no caso da Shynla, vós não fazeis nada se não receberdes alguma coisa em troca. Isso não quer dizer que esse retorno deva traduzir-se por uma expressão material. O que recebeis tanto pode ser de ordem externa como interna. O que é recebido interiormente traduz a expressão adequada (reconhecimento). O que é recebido exteriormente traduz uma expressão inadequada (resultado).

Se te confrontares na rua com um indivíduo, fora de casa, que te seja completamente estranho e te peça dinheiro, será que darias dinheiro a esse estranho? Podes não dar, por poderes pensar que ele possa desperdiçar esse dinheiro que lhe tenhas dado gratuitamente. Mas não lho terás dado de forma gratuita, porque se o tivesses dado de forma gratuita não teria importância a expressão que ele desse a essa dádiva. Seria dele para fazer dele o que bem quisesse. A responsabilidade por isso não te cabe a ti. A essência dele dirigir-se-lhe-á quando ele estiver preparado para lhe dar ouvidos. Tu, apesar de todos os esforços que empreendas, não serás escutada antes da sua própria essência o ser.

A dádiva gratuita duma expressão restitui-te de volta. (Dirigindo-se à Vicki) Na ajuda que dispensaste àquela mulher idosa, tu não esperavas nada em retorno da parte dela. Não te preocupaste com a interpretação que ela tenha feito desse acto. Onde ela se dirigiu ou o que tenha escolhido fazer a seguir foi coisa que não te preocupou, mas deste expressão a uma dádiva gratuita, estendendo a ti própria por essa via uma dádiva positiva, ao aceitares para ti o que procede da essência. Ao dares a um indivíduo qualquer, quer se trate dum estranho ou de alguém a quem ames, poderás sentir estar a causar prejuízo, mas se não abrigares nenhuma expectativa em termos de retorno, isso não terá importância. Toda a expressão formulada com liberdade é usada pela essência, através da psique, no foco físico individual. Pode não ser empregue de início, ou nesse exacto momento, mas há-de vir a ser. Por isso, à semelhança de toda a energia, não traduz qualquer expressão de desperdício. *

A diferença é determinante tanto no caso de dares sem restrições como no de não o fazeres. Quando fores capaz de considerar no teu íntimo e dar a um indivíduo carente independentemente das circunstâncias que apresente, ou da atitude que assuma, ou do que estiver a dar em termos de manifestação, e permitires que a expressão disso se esvaia qual bolha, sem te preocupares quanto ao resultado ou que possa sumir-se, aí estarás a dar com liberdade. Quando ofereces e te sentes insatisfeita quanto ao modo como essa dádiva é recebida, não estarás a dar de forma livre (e espontânea), pelo que se traduz por uma expressão inadequada. Não importa a percepção que tenhas do que o indivíduo esteja a criar em termos de manifestação. Não és tu quem o está a criar, nem tens razões para o fazer. Diz respeito à criação dele e à sua experiência, e ele tê-lo-á criado por razões do seu foro. Não te cabe julgá-lo. A essência não julga. A Unidade Criadora Universal e o Todo não faz uso de qualquer julgamento. Apenas nas manifestações físicas os indivíduos empregam o julgamento, em relação uns aos outros, e a si próprios.

Isso é o que estais a aprender antes da vossa Mudança. Estais a aprender a incorporar a essência, a qual expressa tolerância e aceitação e compaixão e ama com liberdade, sem nada esperar em retorno. Até mesmo por este conceito, (isso) foi expressado nos enfoques religiosos que tendes em todas as dimensões, mas em todas as dimensões e em todos os focos vós interpretastes de forma errada. Não compreendeis a liberdade de expressão. Eu expresso-me para com todos vós com liberdade. Não antecipo nem espero nenhuma expressão em troca. Isso fica a cargo da vossa escolha. Se escolherdes não me dar ouvidos, se escolherdes deixar de usar (o que vos transmito), se escolherdes afastar-vos, isso não me afecta, nem me leva a entrar em conflito, por não me estar a expressar para convosco na base de alguma expectativa. Vós também possuís a capacidade de realizar esta mesma expressão na manifestação física, só que esquecestes como. Em razão do que precisais praticar, e se praticardes, acabará por se vos tornar mais fácil e natural, e estabelecereis uma conexão com a essência, a qual passará a honrar aquilo que expressardes.

VICKI: Então, se eu estiver a tentar decidir-me se devo ou não ajudar alguém, o meu objectivo deve voltar-se no sentido de a ajudar sem esperar receber nada em troca, como no caso da senhora idosa, e o que esse alguém faça com essa ajuda nada terá que ver com isso em absoluto.

ELIAS: Não é da tua responsabilidade. A responsabilidade que te diz respeito é para contigo própria e para com a tua essência, e em seres verdadeira para com a expressão que assumes. Se estiveres a ajudar alguém... Empreguemos um exemplo que não envolva dinheiro; expressemos um exemplo de auxílio em troca de alimentação ou de abrigo a alguém que necessite dessas coisas, por ter criado uma realidade em que não se tenha capacitado a adquirir essas coisas por si próprio. Se estiveres a expressar uma dádiva dessas e te arrependeres, ou estiveres a antecipar o arrependimento, ou a antecipar a priori um sentimento negativo, ou estiveres a experimentar um padrão de pensamento negativo, nesse caso não te estarás a expressão com liberdade. Se te estiveres a expressar com liberdade não experimentarás conflito. Se estiveres a dar expressão a uma dádiva mas estiveres a experimentar conflito, melhor te será não propores tal dádiva do que experimentares conflito, para acabares provocando mais conflito.

VICKI: Portanto, a questão não assenta em estarmos efectivamente a ajudar a pessoa. A questão é se podemos ou não estender a dádiva com liberdade.

ELIAS: Correcto, porque na ajuda, tal como referi, uma dádiva estendida de forma gratuita consiste numa expressão de energia que jamais é desperdiçada e sempre é aceite, e que passará a alcançar expressão. Uma dádiva oferecida com ressentimento, mesmo quando não acreditais estar a ser invejosos, uma dádiva estendida em conflito ou que venha subsequentemente a criar conflito não serve de ajuda, por perpetuar uma criação negativa. Ficou melhor entendido?

VICKI: Ficou. Obrigado por teres clarificado.

CAROLE: Eu tenho uma pergunta que se enquadra nisso. Por vezes podemos ter a sensação de estarmos a dar algo de forma incondicional a uma pessoa, e a compulsão ou a necessidade de dar algo ou de ajudar essa pessoa é tão forte que parece tornar-se incondicional. Que acontecerá no caso de descobrirmos não ser, ou de que forma poderemos ter a certeza? Porque isso, para mim, essa compulsão de querermos ajudar alguém pelo que considero ser um modo incondicional, penso que me deixa numa posição de não conseguir distinguir se isso irá provocar conflito de alguma ordem.

ELIAS: Se notares, hás-de reconhecer o conflito. Se notares, hás-de conceder a ti própria todos os cenários possíveis, e habilitar-te a uma resposta. Se acreditares estar a dar de forma gratuita... (A esta altura o Elias começa a tossir e de seguida parece sufocar. De seguida ingere um gole) Vamos instruir o Michael para não brincar com os chakras, por não estar a ajudar! (A tosse prossegue) Para dares de forma gratuita deverás poder interrogar-te como te sentirás se esse indivíduo responder à tua dádiva de um modo que designarias como inadequado. (Pausa)

Peço que me desculpem, mas preciso ter uma palavra com o Michael! (Pausa prolongada) De momento ele vai parar com a acção que estava a provocar. Frequentemente sinto como se estivesse a lidar com uma criança! (Riso) Ele é muito brincalhão, mas não entende o que provoca com as brincadeiras dele. Em continuação, e desculpem-me, por favor... (O Elias começa novamente a tossir, e em seguida diz alto) Vamos passar a dizer ao Michael que proceder à limpeza do chakra azul não ajuda a situação, especialmente quando não compreendeis o que a limpeza de um chakra envolve! (2) As minhas desculpas à Dimin. Ele é muito brincalhão! Vou pedir a minha bebida. (Toma um gole prolongado) Obrigado. É uma coisa estupenda amá-lo como o amo, ou teria que assumir uma postura de irritação! (Riso) Felizmente para o Michael eu não me irrito. A sorrir)

Bom, vamos prosseguir. Proponhamos um pequeno exemplo. Digamos que tenhais decidido ter alguém em necessidade, e vós desejais estender auxílio, e fazer uma dádiva. Tomai um instante antes de dardes expressão a essa dádiva, e colocai a vós próprios algumas perguntas. Nessa inquirição, procurai representar mentalmente todos os cenários possíveis. Se sentirdes uma pontada - não precisa tratar-se duma sensação opressiva, mas uma pontada de qualquer tipo a acometer-vos - havereis de ter consciência de não traduzir necessariamente liberdade de expressão.

Muitas vezes o desejo que tendes é grande, e desejais expressar ajuda, e desejais de verdade estabelecer uma ligação, e desejais efectivamente usar de liberdade de expressão, e mais tarde ficais desapontados por o não terdes feito. É nessas situações que vos digo que é melhor não vos expressardes do que expressar-vos com reserva, porque vós não só não satisfazeis o outro indivíduo da forma que pretendíeis satisfazer, como provocais conflito em vós próprios também. Por vezes torna-se difícil conhecer a situação, em vós próprios, quando estais a ser autênticos.

Também podem consultar a parte que recebe acerca da forma como ele encara a vossa expressão. Podeis colher um enorme esclarecimento acerca da percepção que tenha, porque se vocês não estiverem a expressar-se livremente, a essência dele terá conhecimento, e ele irá imediatamente ter percepção disso. Vocês podem ofuscar-se com os seus sistemas de crenças e intenções, mas a outra essência, ao receber, não se achará confusa e irá ter conhecimento. Vocês não conseguem pedir, porque aí vocês deixariam de ser tão "nobres" na expressão que adoptam, mas conseguirão ser mais humildes na vossa expressão se exigirdes a verdade. A humildade é uma expressão natural da vossa essência. Ele nada procura para si, pois já contém tudo. Apenas o foco físico precisa ser nutrido.

Vamos dizer ao Ron que nos futuros encontros que tiver, para consultar o Paul antes de se pôr a experimentar as coisas que não entende. Para não seguir o exemplo de Michael nesta área! (Riso) Ele é zeloso demais, às vezes. Vou expressar, contudo, que ele está a aprender, e à semelhança duma criança, não podeis aprender se deixardes de experimentar. (Pausa) Vocês desejam colocar mais perguntas?

CATHY: Eu queria saber se os animais criam dor neles à semelhança de nós, os humanos.

ELIAS: Os animais não incorporam o mesmo tipo de enfoque psicológico. Os animais sintonizam com a natureza por meio duma expressão diferente, por não se terem separado (tanto quanto) vós. Na área subordinada à dor, segundo o conceito que dela fazeis, eles não operam desse modo. Mas na do conceito da criação de dor (factual), ou da criação de enfermidade, ou da produção de ferimentos, sim. Eles não o fazem pela mesma razão que vós o fazeis, mas os animais sintonizam bastante com a própria consciência, e com os seus corpos e a expressão física. Além disso também estabelecem um vínculo com a consciência do seu foco, e por razões de índole individual eles podem escolher dar expressão a um ferimento ou a uma enfermidade, desse modo criando uma situação de protecção ou de morte.

Eles não produzem situações de dor por uma razão de chamar a atenção. Eles provocam situações por uma questão de expressarem o seu desejo de voltarem a focar-se, ou pela expressão dum desejo de protecção. Se sentirem necessidade de protecção, se sentirem carência dessa expressão, podem escolher ficar magoados, assim como podem escolher produzir uma enfermidade não mortal durante algum tempo. Isso não comporta nenhuma expressão de prejuízo em relação a si próprios. Vós não compreendeis a consciência dos animais quando dão expressão a uma condição qualquer no seu foco que é passível de se tornar debilitante.

Isso acontece no caso dos animais domésticos, pois eles aprenderam com a vossa espécie alguns dos vossos instintos "menos bons", e podem optar por copiá-los e expressá-los com um propósito de protecção. Na natureza, os animais podem dar lugar à criação dum ferimento ou duma doença, e podem continuar a existir, mas não experimentam dor da maneira que vocês a entendem. Num rebanho podem escolher criar algum foco debilitante, mas não experimentarão dor em tal situação. Eles fazem isso por uma questão de protecção extra, porque o rebanho os protegerá. Um animal que cria uma situação dessas quando está só não incorporará dor, e irá compensar a experiência que tiver criado, ou em que escolherá pôr um termo ao foco. Eles não criam situações ao nível psicológico como o fazem os humanos.

CATHY: Então se eles criarem algo, uma enfermidade digamos, e passarem a obter a resposta pretendida, em termos de protecção, no caso dum animal doméstico, então nesse caso a enfermidade poderá desaparecer por ter obtido essa protecção, por causa da protecção que lhe damos? Ou irá continuar a manter isso, de modo a obter mais protecção?

ELIAS: É teoricamente possível que um animal inverta o estado de enfermidade. Isso geralmente não acontece. Um animal doméstico é capaz provocar uma enfermidade, e passar a receber a protecção que lhe seja dispensada pela parte da pessoa a quem esteja ligado, e de seguida seguir o seu caminho.

Eles não criam temporariamente algo. É aí que eles diferem de vós. Mas também vos direi que, conforme vos disse em sessões anteriores, devíeis ter consciência da afectação que causais nos vossos animais domésticos, por eles darem expressão a focos (de energia) que são provocados por vós. Eles comportam sentimentos. Eles possuem consciência. Eles pensam. Além disso, também reagem à vossa energia. Se vos sentirdes excessivamente deprimidos, o vosso cachorro ou gato, inicialmente procurará fornecer-vos energia que vos distraia a atenção de modo a deixardes de vos sentir deprimidos. Se isso não for satisfeito, o vosso animal deprimirá, e pode mesmo estender essa sua depressão a ponto de pôr termo à vida. Eles são bastante sensíveis, em termos de consciência, em relação àqueles que os rodeiam. São altamente sensíveis ao débito emocional daqueles indivíduos a quem se acham mais ligados, e reagem a isso.

Dir-vos-ei que um cão, por exemplo, o qual é bastante inteligente - segundo o modo como o designais - um cão é capaz de ser criado numa família, e jamais passar por uma experiência pessoal de crueldade, nem ter sido treinado para atacar; pode jamais ter sido violentado, e pode, sem razão aparentemente nenhuma, voltar-se e atacar um membro dessa família. Alguns poderão atribuir um acto desses a uma determinada casta de animais, mas isso não é verdade. Esse cão não precisa receber nenhum tratamento impróprio, mas terá a consciência e a expressão emocional daqueles de que se ache rodeado, e sentirá os sentimentos que eles abrigarem à medida que procuram suprimi-los. O animal, por não possuir racionalidade, e por não criar nenhum géiser (Nota do tradutor: acção de acúmulo de tensão emocional ou sentimental característica de certas tendências que nos caracterizam), dá expressão ao que sente. Por isso, a expressão que adoptar parecer-vos-á ter vindo do nada, de tão súbita, mas na realidade, terá sido nutrida durante um determinado período de tempo na consciência emocional daqueles que o rodeiam, acabando por criar a expressão disso por uma situação que a sua contraparte humana não é capaz de a expressar. (Pausa)

CATHY: Como será que tens conhecimento disso tudo? (Riso)

CAROLE: Eu queria falar de algo que na verdade foi debatido antes, esta noite. Ao percebermos a probabilidade da necessidade duma mudança na nossa vida, e ao lidarmos com a mudança dum postura de conflito para uma de ausência de conflito, por vezes torna-se apavorante abrir mão da situação de conflito, por frequentemente envolver toda a segurança que sentimos em termos da habituação que temos com ele, e a segurança do dinheiro, coisas dessas. Se escolhermos deixar de fazer essa transição, assim que atravessarmos o ponto espiritual da impossibilidade de voltar atrás, como o refiro, não a pessoa comum na rua, se quisermos, mas mais como neste grupo. Se escolhermos deixar de responder às sugestões que nos incitam, teremos alguma opção de verdade, ou eventualmente sentiremos o tapete a ser-nos retirado debaixo dos pés?

ELIAS: (A sorrir) Vou dirigir-me às duas partes que essa pergunta envolve. Antes de mais, vou-vos dizer que vós, aqui presentes neste grupo, não sois diferentes de mais nenhuma essência. Não sois diferentes do vosso Charles Manson que se encontra na prisão! (Riso) Sois todos iguais. A consciência que tendes pode ser mais vasta, mas a vossa essência é a mesma. Também direi, tal como disse ao Oliver, que não existe “pontapé cósmico nenhum”! (Mais riso) Não haveis de levar nenhum “pontapé cósmico no traseiro”, nem vereis o tapete cósmico retirado debaixo dos vossos pés! Podeis levar uma rasteirada da parte do Elias a chamar-vos à atenção, mas isso não passará dum acto afectuoso de informação. (A sorrir)

Em relação às consequências, a única consequência que recebereis é a de vós próprios. Não tereis “nenhuma aparição do cosmos” a observar-vos e a apontar-vos o dedo a dizer: “A Dimin precisa agir assim!” Incorrecto. Vós procedeis às vossas escolhas. Se o medo que sentirdes vos impedir de reconhecerdes a consciência que tendes, se o medo vos impedir de vos direccionardes no sentido da vossa essência, haveis de lidar convosco! A vossa essência não se afastará. Tal com dizeis no foco físico: “Para onde fordes, aí estareis!” (Riso) Podeis tapar os olhos e fingir que o não percebeis, mas já o tereis percebido. Mesmo nos vossos enfoques religiosos, o verdadeiro pecado que as vossas religiões evocam consiste no acto de vos afastardes da verdade. Isso não é um pecado, porque não existe pecado algum, por (também) não existir Juízo, para além daquele que infligis a vós próprios.

Se não vos tivésseis separado e não vos tivésseis desligado, tampouco vos julgaríeis. Mas achais-vos separados e desligados, e nessa medida, se vos expandirdes e tiverdes consciência, a vossa essência dirigir-se-vos-á a fim de estabelecer uma ponte de ligação. Podeis optar por não dar ouvidos. A Catherine optou por não dar ouvidos. A consequência, se fordes dados a pensar nela nestes termos, será a de serdes infelizes. Se estiverdes a sentir medo ou infelicidade, se tiverdes voltado as costas a uma dádiva, haveis de sentir ainda mais (infelicidade). Se nutrirdes o temor que sentis não acabareis por vos vir a sentir melhor. Deixareis de sentir conflito e sentir-vos-eis melhor quando tiverdes passado pelo medo que sentis. Eu entendo perfeitamente que isso não seja fácil de conseguir.

O elemento de que dispondes no foco físico que mais separação causa é o medo. O medo ata-vos e prende-vos mais do que qualquer outro elemento. Não podeis saltar por cima dele, nem contorná-lo, nem afastá-lo. Precisais passar por ele. Precisais experimentá-lo de forma consciente, e permitir-vos fazê-lo. E tu presentemente estás a forçar; estás a notar o medo e a dizer: “Oh, não, não, não!” Não estás a atravessá-lo. Estás a manter-te à distância. Tal como no caso do Lawrence, na associação que consegue com a água, visualiza o medo que sentes a tornar-se água, e nada por ele adentro.

Tal como expressei anteriormente, isso não constitui uma expressão de “sentirdes amor pelo vosso medo”, da mesma forma que não “amais” a negatividade. Não estamos aqui a pretender ser ridículos nem a ser confusos! O medo não deve ser amado, mas sim aceite. Constitui uma realidade, e se não for aceite, não poderá ser experimentado, e se não for experimentado, acabará por voltar! Isso é igualmente o que estás presentemente a experimentar. Tu tentaste, tal como acreditaste ou pensaste, conquistar o temor, ao vires aqui e tornares-te parte da audiência que me escuta. Não há nada a conquistar. Não és nenhuma guerreira, mas sim uma essência adorável, e necessitas unicamente atravessar esse medo. Dir-te-ei que desse modo acabarás por descobrir não constituir nenhum “monstro adornado com garras!”

Ao imaginares o pior cenário, que poderá revelar-se tão horrível? Haverias de me dizer: “mas, Elias, posso-me tornar uma mendiga”, mas se fosses uma mendiga, haverias de experimentar uma comunhão com as essências que nada mais fazem do que dar, e não se encontram sobrecarregadas com coisas. Vós agarrais-vos às vossas coisas com a mesma tenacidade com que o fazeis em relação aos vossos “santuários”, mas nada disso tem importância. O que importa sois vós, e a ligação que mantendes, e a vossa essência, e além disso existem sempre aqueles que estão prontos a auxiliar. Apenas não acreditais nisso, por vos bloqueardes e separardes ainda mais. Sois tão peritos na separação! Essa é uma das melhores actividades em que sois perfeitos! (Sorri, sendo seguido de riso)

Vós não só suspeitais de vós próprios como também suspeitais das outras essências. Não só vos separais da vossa própria essência como também vos recusais a aceitar da parte das outras essências. Recordai a declaração que proferimos em relação à humildade. Do mesmo modo que referi que a oração consta duma conversa, e de não serdes muito bons a escutar, dar é bastante fácil. Receber é idêntico a escutar. Negaríeis a uma outra pessoa a capacidade de dar à própria essência pela recusa da dádiva que vos estendesse? Não havereis de vos sentir gratos se outro indivíduo vos negar a expressão de dádiva que tiverdes no caso de estardes a dar de livre e espontânea vontade. Mas se ele estiver tão bloqueado que não consiga receber, havereis de experimentar dificuldade, por vos sentirdes impedidos e não vos deixarem experimentar o acto de dar. Mas vós, (pela parte que vos toca) fazeis o mesmo ao deixardes de receber.

É difícil nadar por entre o medo, mas tu tens essa capacidade, e não constitui nenhuma maldição recorrer às outras essências em busca de auxílio. Aqui dispomos da situação inversa daqueles que se negam a receber o auxílio que genuinamente requerem, e outras essências, cientes disso podem oferecer, mas hás-de descobrir que no foco físico as pessoas só vão até determinado ponto, com medo de levar com a porta na cara demasiadas vezes. Esse ainda não é o caso, mas estou a referir isto a fim de te impedir de fazeres isso. Além disso, os outros ao terem consciência devem estender auxílio.

Tal como expressamos, este grupo destina-se a um enfoque político imbuído do propósito da interacção! Não podeis prestar auxílio se não interagirdes. Não podeis estender a dádiva se não interagirdes. Não podereis receber se não interagirdes. Todavia haverás de descobrir que atravessar o medo que sentes revelar-se-á fácil se contactardes outras essências. Não te é necessário separares-te ainda mais de modo a teres que fazer tudo sozinha. Se esse fosse o caso eu não estaria a falar num fórum político e falaria individualmente. Nós, no nosso enfoque, não andamos às voltas pelo cosmos individualmente em cápsulas! Nós misturámo-nos. Não existem entidades separadas. O que existe são essências agregadas, unidas. Por isso te digo para te associares e contactares!

VICKI: Porque será que... é tão frustrante, sabes, porque nem sequer podemos conhecer alguém que diga que vem a uma sessão a fim de realmente levar a cabo isso, quanto mais ter uma conversa ou interagir. Porque razão será assim tão difícil?

ELIAS: (Sorri e inclina-se para a Vicki) Porque razão será isso tão importante? (Ligeira risota)

VICKI: Só por estarmos sempre a falar acerca da interacção é que sou levada a pensar que talvez seja importante.

ELIAS: (Inclina-se de novo) Não tens ninguém com quem interajas?

VICKI: Não, isso não é verdade. Eu conheço alguns indivíduos estupendos com quem interagir.

ELIAS: Nesse caso porque te preocupas com aqueles que não pretendem interagir?

VICKI: Eu não me preocupo de verdade. (O grupo ri) Só estou como que curiosa em relação à razão porque estabelecem tal escolha.

ELIAS: (A sorrir) Pela própria experiência! (Todos rimos) Vamos repetir à Lawrence: “Porquê, porque razão a criança (do exemplo que usamos) patinha no charco de água?”! (Dito com humor) Porque razão necessitará duma razão (para o fazer)? Não é que esses indivíduos não tenham a sua razão, porque têm, por não serem mais crianças pequenas, e à medida que cresceis nos focos de desenvolvimento obtendes razões, ou o que julgais ser razões, ou o que não passa de desculpas, para criar aquilo que desejais. Isso não vos deve preocupar. Estarei eu preocupado?

VICKI: Duvido.

ELIAS: Vêem-me a questionar-vos em relação ao sítio para onde vão estes indivíduos todas as semanas?

VICKI: Não.

ELIAS: Por não me dizer respeito. É escolha deles. Se eles optarem por se juntar, aí escolherão expandir os horizontes, e eu estarei disponível para os ajudar. Se optarem por não se juntar, nesse caso escolherão deixar de se expandir, e preferirão continuar apenas na manifestação física, e somente nos limites da experiência física. Isso é escolha deles, e nós respeitamos essa escolha. Tal como disse não estar a pregar “as palavras do” Elias, vós não estais a pregar o evangelho do Elias. Estais unicamente interessados na vossa própria essência; e aqueles que desejarem interagir, é no que deveis concentrar-vos.

VICKI: Então, enquanto dispusermos nem que seja de uma pessoa com quem interagir, isso será suficiente?

ELIAS: Correcto. (Pausa) Eu não vejo apenas um indivíduo presente. Estou, ao invés, a deparar-me com uma enorme oportunidade de interacção e de contacto. É opção vossa dar-lhe continuidade, e podeis igualmente dizer ao Michael, que ele não precisa responsabilizar-se por toda a gente. Recordo-me de ter dito isto anteriormente, mas uma vez mais, ele não estava a dar-me ouvidos. Apesar de poder dizer que no caso daqueles que se acham presentes, se preferirdes um foco complicado, será melhor escolherdes um de responsabilidade do que um completamente desconexo! (O Elias ri e nós juntamo-nos a ele) desejareis colocar mais alguma pergunta, ou desejareis pôr termos a esta sessão?

CAROLE: Eu tenho mais uma coisa. Há tempos atrás, o nome dum indivíduo foi referido numa sessão, eu não estava presente, que seria de supor poder exercer impacto no grupo, e esse nome não me sai da ideia o tempo todo. Foi o do indivíduo que se dá pelo nome de Dave. Existirá alguma coisa ou razão por que sinto curiosidade por ele, ou andarei lá por perto?

ELIAS: Isso refere-se a uma ligação que se prende com o meu propósito, e envolve igualmente o Lawrence. Ainda não se chegou a esse ponto, porque o Lawrence ainda está a batalhar com o Elias sobre a questão da publicação. Eu estou a considerar. Mas o tempo está em breve para chegar e vós ireis conhecer o nosso Dave. Prestai atenção. Esse Dave deverá assumir uma função específica que não representará acidente nenhum.

RON: Será Dave o nome de um foco ou o nome duma essência?

ELIAS: É o nome de um foco de desenvolvimento (Pausa prolongada) Que silêncio! Vou-vos dar as boas noites, e ficar a antecipar o nosso próximo encontro, mas dou-vos os parabéns pela interacção que tivestes no estado de sonhos, e fazer votos para que continueis, e expressar-vos a todos um glorioso afecto. Notai que eu mantenho-me em contacto. Boa noite.

(A sessão terminou às 9:40 da noite)

NOTAS:
(1) Anteriormente, nesse mesmo dia, eu tinha estado no emprego, onde exerço na qualidade de empregada de mesa, e então peguei em três talheres de prata e fui com eles para uma mesa. Assim que lá cheguei notei que se encontravam lá quatro pessoas à mesa. Pedi desculpa e disse que voltaria de imediato com um outro par de talheres de prata. Menos de quinze segundos mais tarde, chego novamente à mesa, coloco o par de talheres, e apercebo-me da presença unicamente de três pessoas de novo. Olhei para elas e perguntei onde tinha ido a quarta pessoa tão rapidamente, e eles ficaram a olhar para mim como se eu estivesse maluca! A essa altura, tornou-se-me óbvio que algo de não habitual se tinha passado. Fiz um gracejo acerca do amigo imaginário dos presentes, disse que lhe serviria presunto com ovos, e todos acabamos a rir. Gostaria de estender aqui um especial agradecimento ao Elias por me esclarecer a confusão!

(2) A Mary disse-nos mais tarde, que ela tinha andado a meter o bedelho no chakra azul numa tentativa de reduzir a rigidez que sentia na região dos ombros. Ela disse que essa tensão tinha desaparecido após a sessão, presumindo que o Elias tenha feito algo para a fazer desaparecer, desse modo distraindo-a da situação. Ela não teve a menor consciência do Elias estar a sentir-se sufocado, e ficou bastante surpreendida ao ver o comportamento dele na gravação. E ele engasgou-se bastante!

NOTAS DO TRADUTOR:
* Não resisto a comentar o seguinte: Quanta verdade isto encerra! Nisso reside o “segredo” da sua plausibilidade assente na unidade, o carácter inalienável e intrínseco à natureza do “dar e receber”, como expressão de quem realmente somos – o EU SOU – ou da realização interna da verdade do enunciado. Já, se procedermos com base na busca de resultado – desse resultado específico – tal actuação deverá redundar no fracasso e pode mesmo adoptar os traços do esforço, por isso não constituir dádiva nenhuma externa a nós próprios nem à consciência. Excelente material!  


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