quarta-feira, 29 de junho de 2011

PERSONALIDADE MÚLTIPLA - EVOLUÇÃO



SESSÃO #21
“Personalidade Múltipla/Senilidade/Catatonia/Coma”
“Evolução e Extinção”
“Memória dos Sonhos”
Domingo, 16 de Julho de 1995 (Revisto em Maio de 1998) © (Grupo)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes: Mary (Michael), Vicki (Lawrence), Ron (Olivia), Jim (Yarr), Elizabeth (Elizabeth), Jo (Joseph), Julie (Peter), Christie (Oliver), and a new participant, Gaylon (Thomas).

Nota de Vicky: Esta gravação inicia-se alguns minutos antes da sessão. Durante o diálogo mantido nesse período faço um comentário sobre um pressentimento que tinha tido ao longo das vinte e quatro horas anteriores de que esta sessão iria ser interessante, coisa que outras revelaram ter tido igualmente. Imagino que isto possa ter sido um primeiro contacto parcial de aproximação com a Mary.

Elias chega às 7:00 da tarde. (tempo de chegada é de 30 segundos)

ELIAS: (A rir para dentro) Estamos todos de bom humor esta noite! (Risos) Vamos prosseguir com o nosso tema sobre o elemento religioso, mas antes vamos dar lugar a perguntas.

JO: Okay Vicky. Coloca as tuas perguntas!

VICKI: As minhas perguntas TODAS? (Risos) Vou colocar as de Mary. Que tal?

ELIAS: (1) Não será necessário! (Exclamações de surpresa) Passo a explicar. O Michael vai juntar-se a vós. Por isso, será capaz de colocar as perguntas dele! (1)

VICKI: Isso parece uma excelente ideia! Uma das perguntas que anotei foi a seguinte: “Porque razão esta semana nos pareceu tão difícil... (ao Michael e a mim) Quanto aos demais não sei porém, tem sido uma semana especialmente frustrante no que toca à recordação dos nossos sonhos, e questionámo-nos sobre a razão disso.

ELIAS: Vocês experimentaram todos esse mesmo desenvolvimento; não só aqueles que se acham aqui presentes como outros deste grupo também experimentaram este mesmo tipo de desenvolvimento. Vocês estão a criar uma pequena mudança ao tentarem incorporar o vosso estado de sono na vossa realidade e isso está a dar origem a um bloqueio. Mas isso passará. Esse bloqueio constitui igualmente uma defesa neurológica que faz parte da noção de separabilidade que adoptastes na vossa manifestação. Até ao momento, essa separabilidade tem-vos permitido concentrar-vos em desenvolvimentos materiais bem como na experiência da vossa essência em separado. Actualmente, com a vossa expansão, estão a começar a adoptar mais, na vossa manifestação E o vosso cérebro físico não compreende o modo como há de adoptar esta nova adição. Havereis de descobrir que, com a prática, vos movereis para além deste bloqueio.

Alguns não conseguem recordar o estado onírico por não terem alcançado o ponto em que permitem a si mesmos recordá-lo. Além disso vós ainda vos agarrais a um conjunto de crenças que vos sugere que os vossos sonhos não passam do produto da imaginação. Ainda não os incorporastes inteiramente na vossa realidade, e enquanto depreciardes esse estado ele deverá continuar a iludir-vos de modo parcial. Vireis a desenvolver a capacidade de recordar periodicamente os sonhos, porém, não o conseguireis de forma consistente. Assim que começardes a abrir mão desse véu de crenças que diz que a imaginação não é uma realidade, então adoptareis esse estado com maior facilidade.

Descobrireis que mesmo com a incorporação do estado de sonhos na vossa realidade vos deparareis com pontos de bloqueio, como mencionei anteriormente. A expressão material do vosso cérebro físico não está acostumada a este desenvolvimento. A vossa expressão física, apesar de ser manipulada por vós, também adopta a sua própria consciência, razão porque esta situação dá origem a uma ligeira luta. Eventualmente passareis à frente, porém, o vosso corpo e o seu funcionamento não desistirá disso sem se exprimir!

A sugestão que vos ofereço é a de que não permitais que a frustração os bloqueie ainda mais as vossas tentativas. Vocês conseguirão pôr mão nessa divisão. Vocês têm a esperança de que tais actos surtem efeito num instante! (Risos) Eles não ocorrem com tal rapidez! Vós não só incorporastes ESTE desenvolvimento físico de manifestação, na direcção desta separabilidade, como adoptastes igualmente MUITOS manifestações de desenvolvimento. A expressão do vosso corpo físico divorciou-se da vossa essência e não volta a fundir-se a ela de forma automática! (A rir para dentro)

Endereçar-me-ei também, ainda que de modo parcial, ao nosso “quebra-cabeças” já que se estão a debruçar sobre o vosso estado do sonhos. Um ponto para o Lawrence pelo púrpura que se adeqúa à quinta criança. Um ponto também para o Michael pelo quarto nome (Mobowah). Podeis conferir e dar prosseguimento à vossa “caça ao tesouro”! Por ora, não vos direi se alcançaram a informação correcta. Estou a gostar deste jogo! (A rir para dentro) (2)

Desculpem-me por um momento. (Aqui Elias fecha os olhos enquanto parece ficar à escuta) Vou dirigir-me à questão colocada pelo Michael. Isto deverá envolver alguma confusão no que toca à evolução e à extinção das espécies. É um assunto complicado.

Explicar-vos-ei em primeiro lugar, que num certo sentido, como já anteriormente tive ocasião de referir, existe uma evolução, só que não nos moldes científicos que acreditais como verdadeiros. As espécies não evoluem dumas para as outras. Tampouco vós evoluístes a partir duma outra forma humana. Os vossos cientistas, antropólogos e arqueólogos ainda andam à procura do “elo perdido” . Vão continuar a procurá-lo PARA SEMPRE porque não existe qualquer “elo perdido”!

O homem já conheceu muitas expressões, cada uma na sua própria manifestação, cada uma constituindo a sua própria espécie. A actual expressão do homem não evoluiu do Neandertal mas constitui em si mesma a expressão que vós criastes como a vossa manifestação final. Essa constitui a forma que escolhestes adoptar como a que é mais eficiente em termos funcionais. Já expliquei que “no começo” vós experimentastes outras manifestações da atenção durante o vosso desenvolvimento não manifesto (na condição anterior à encarnação física). Também aqui os vossos cientistas podem não encontrar qualquer razão para a extinção. Eles procuram adoptar a evolução a fim de tentarem explicar o desaparecimento de outras formas humanas. Isso volta-nos na direcção da extinção.

Na sua maior parte, porém não sempre, a extinção é percebida, todavia aquilo que sofreu extinção desapareceu simplesmente. Antes de mais vou explicar-vos que a extinção não consiste naquilo que julgais porque trata-se sempre de um compromisso. Do mesmo modo, uma dada espécie pode, em qualquer altura, decidir ter experimentado aquilo que escolheu experimentar, colocando assim um término na experiência. É por essa razão que desaparece sem deixar “vestígios” e vós deixais de poder encontrar quaisquer rastros dos corpos desses animais. Eles simplesmente deixam de permanecer aí! E quando deixais de os ver dão-nos como extintos. Mas em desenvolvimentos posteriores vocês poderão vir a descobrir evidências da sua existência, e parecer-vos-á que eles tenham “abandonado a vossa Terra” sem qualquer explicação! Vós procurais criar explicações e apresentais razões de porte ambiental para ocorrências que tais. Isso satisfaz-vos a curiosidade mas não está correcto. Animais tais como as vossas criaturas pré-históricas experimentaram a sua existência. Outros animais surgiram a fim de experimentar outro tipo de experiência. Mas isto não significa evolução mas substituição tão só. No futuro descobrireis o surgimento de novas criaturas porquanto aquelas que existem no presente estão continuamente a deslocar-se para fora desta manifestação da experiência. (Aqui chegam Christie e o Gaylon) Bom dia Oliver.

CHRISTIE: Bom dia Elias.

ELIAS: Damos também as boas vindas ao novo… Quem é?

CHRISTIE: Este é o meu amigo Gaylon. Já te falei dele umas quantas vezes.

ELIAS: Estou recordado. Sê bem vindo.

GAYLON: Obrigado.

ELIAS: Agora, também vos digo que subjacente a esta mudança de consciência a que estais a dar lugar, do mesmo modo que a vossa Terra reage com alterações, também toda a natureza responde da mesma forma. Podeis racionalizar e pensar que invadis território virgem e desse modo provocar a extinção de plantas e de animais, porém, vós desenvolveis-vos exactamente do modo que planeastes desenvolver-vos. Além disso, as vossas criaturas e vegetação também se estão a alterar rumo a novas direcções. Vós acreditais que a extinção constitua o fim duma forma de existência mas não é. Apenas convergiu para outra manifestação, devido a que esta tenha deixado de servir os seus propósitos. Existem aqueles que sentem necessidade de “salvar a Terra” e para eles isso é louvável. A Terra que eles pretendem salvar não precisa ser mais salva do que as vossas almas, às mãos dos Cristãos! (A rir para dentro) Ela desenvolve-se e altera-se. A mudança faz parte da natureza do universo e tudo no universo sofre mudança e se acha em contínuo movimento e alteração a manifestar-se e a voltar a manifestar-se de novo. E quando um elemento volta a manifestar-se desaparece dum ponto para aparecer noutro.

Por isso não se aflijam com as criaturas e as plantas que podeis deixar de ver. Isso assemelha-se à acção de vos apoquentardes por deixardes de vos perceber para sempre como crianças! Vós desenvolveis-vos e o vosso mundo desenvolve-se igualmente, do mesmo modo que a vossa manifestação se desenvolve. Vós interpretais de modo incorrecto ao pensardes que quando alguma coisa volta a manifestar-se tal manifestação se tenha separado de vós e extinguido. Do mesmo modo que vós não vos extinguis quando morreis e voltais a manifestar-vos, culturas inteiras não se extinguem quando voltam a manifestar-se noutras direcções, nem tampouco espécies inteiras sofrem extinção. (Aqui chega a Julie) Damos as boas vindas ao Peter.

JULIE: Olá !

VICKI: Posso fazer uma pergunta rápida?

ELIAS: Podes.

VICKI: Será a energia despendida por alguns indivíduos, no sentido de salvar a Terra, ou qualquer espécie animal em particular, um desperdício, ou, pelo contrário, deve ser uma expressão normal para eles, na sua manifestação?

ELIAS: Essa é uma boa questão! NÃO constitui desperdício nenhum. Antes de mais vou-vos explicar mais uma vez que NENHUM dispêndio de energia é alguma vez desperdiçado. Além disso será uma expressão por meio da qual esses indivíduos se ligarão mais à natureza, deixando, desse modo, de se manterem mais na separação. Nem todos os indivíduos devem expressar-se dessa forma; alguns sentem-se bastante na obrigação de o fazer. Trata-se duma excelente expressão de assimilação das suas próprias criações. Constitui um acto de apreciação para com a essência pelas manifestações criadas (Quinze segundos de pausa)

Também me expressarei muito rapidamente quanto às interpretações erradas. Recentemente gerou-se um enorme dispêndio de energia sob a forma de confusão. As pessoas andam confusas quanto às suas ligações e à sua vida e à atenção que recebem de mim. Dir-vos-ei que, a despeito da vossa aceitação ou do vosso reconhecimento quanto ao meu propósito, EU PERMANEÇO junto de vós. Não estou separado de alguns. Não distingo nem me centro de modo mais intencional com alguns ao invés de outros pois isso seria bastante contrário ao meu interesse. Digo-vos que me encontro mais ligado ao Michael, porém, por razões bastante óbvias! (Riso geral)

Haverei de assinalar outras más interpretações e noções erradas, porém, vou esperar pela presença de Dimin.

VICKI: Também quero fazer uma pergunta rápida acerca disso.

ELIAS: Qual é?

VICKI: Nas alturas em que, por exemplo, te sentimos por perto de modo bastante objectivo, será isso resultado duma abertura da nossa parte para passarmos a sentir tal coisa?

ELIAS: Em parte, mas isso não é necessário porque eu sou bastante capaz de me expressar sem o vosso reconhecimento! (Dito com humor)

VICKI: Por vezes sinto-te de um modo bastante palpável e objectivo.

ELIAS: Eu sou bastante electrizante, não sou? (A rir para dentro, acompanhado de imensas risadas)

VICKI: Muito!

CHRISTIE: Na Quinta-feira estava a fazer determinada tarefa e pedi a tua ajuda, mas não senti uma presença por aí além. No entanto, senti a presença de alguém. Eu necessitava de mais energia. Estavas lá comigo?

ELIAS: Eu estou sempre atento, mas nem sempre a responder. Como já tive ocasião de referir com o exemplo do Michael - ele não fica muito satisfeito por ser uma vez mais usado como exemplo – eu não me encontro aqui convosco para vos para vos conduzir a cada um pela mão. Estou aqui para vos auxiliar instruindo-vos e a vós compete percorrer o vosso caminho.

VICKI: Então por que é que, por vezes, essas sensações físicas são tão intensas?

ELIAS: Isso, devo dizer-vos, deve-se à incorporação da vossa parte, bem como à expansão da vossa consciência. À medida que assimilais e vos ides expandindo também vos habilitais mais a notar presenças de energia, e com uma maior frequência. Também vos capacitais para o reconhecimento das diferenças entre essas energias, não obstante dever dizer-vos que a minha energia é bastante difícil de DEIXAR de ser notada! (A rir para dentro) Com a incorporação vós também vos tornareis mais receptivos. E à medida que vos tornais mais receptivos também expandireis a vossa compreensão e capacidades. Também devo dizer-vos que, quando vos abris mais passais a experimentar.

JIM: Posso perguntar uma coisa? O Michael e eu estávamos outro dia a falar... Ao dissiparmos as nossas crenças... As pessoas rezam a Jesus, rezam a Deus, pedem por coisas externas que as ajudem. Conforme estamos a aprender, nós SOMOS essas coisas externas, por assim dizer, e não existimos em separado com relação a coisa nenhuma. Até onde poderemos chegar? Podemos penetrar em nós próprios, alcançar o nosso eu superior? Mas isso ainda se acha ligado a nós e não existe em separado. Iremos a alguma parte ou haverá alguém a quem perguntar ou qualquer coisa assim, a quem possamos pedir forças, compreensão ou... Qual é o termo que não me ocorre mesmo? (Aqui Jo diz: “Ajuda?”) Ajuda! É isso, ajuda! (Nós desfazemo-nos todos a rir) Mas sabes, tudo aquilo com que crescemos e a que nos apegamos, estamos a deixar tudo isso para trás, pelo que sentimos que ficamos como que... Tu compreendes...

ELIAS: Antes de mais, dir-vos-ei uma vez mais que não estamos aqui para dissipar crenças mas para os instruir sobre como se expandirem; não estamos aqui para eliminar mas para que adopteis mais. Ao incorporardes mais e ao vos expandirdes mais porque havereis de sentir carência se todas as vossas respostas se acham no vosso íntimo? Todas as respostas se acham em vós. A vossa essência possuiu todo o conhecimento. Vós só precisais explorá-lo.

Muitos oram. A oração, na sua essência, não passa duma forma de conversação. O que eles não conseguem é escutar! Podeis orar por auxílio ou por uma resposta para qualquer problema, com relação ao que quer que desejeis. Podeis falar para uma pedra, se o desejardes! Mas a resposta, essa haverá de partir de VÓS.

Existindo pela consciência da separabilidade, vós criastes barreiras. Com tais barreiras desenvolvestes crenças que vos sugerem que tudo procede do vosso exterior, razão por que vos voltais para esse exterior. Vós buscais as vossas experiências fora. Vós buscais as vossas respostas fora e quando procurais dentro de vós, tudo o que encarais é um “buraco negro”! (Risos)

GAYLON: Além da tentativa de o preencher.

ELIAS: Ele já se encontra cheio! Só que...

GAYLON: Nesse caso, porque precisaremos de ler livros?

ELIAS: É interessante! Como já tive ocasião de sugerir antes, a informação torna-se necessária e importante por uma questão de conhecimento. O conhecimento é importante para a ligação. Ao ligar-vos, isso permite-vos uma expansão da consciência. À medida que a vossa consciência se expande vós tornais-vos mais aptos a acolher a verdade. Ao tornar-vos mais receptivos à verdade também passais a aceitar-vos mais. A verdade pode ser-vos exposta e podeis aceitá-la antes de vos aceitardes a vós próprios. A vossa essência contém todo o conhecimento, todavia vós escolhestes tornar-vos materiais e com isso escolhestes separar-vos, em termos físicos, da vossa essência. Isso não significa que seja impossível voltarem a unir-se a ela. Apenas requer atenção. Haveis de descobrir que, ao voltar-vos para dentro, podeis converter a ideia que tendes desse “buraco negro”, para nos servirmos desta mesma imagem, e tomar consciência da existência de mais energia e poder concentrados num buraco negro do que em qualquer outro lugar.

GAYLON: Os buracos negros do espaço não absorvem a totalidade da energia?

ELIAS: Isso é bastante correcto, além de sustentar essa energia em si mesmo, ao mesmo tempo que gera mais até ser “se virar do avesso”. Vós acreditais que os vossos vórtices - ou aquilo a que chamais vórtices - existentes no vosso planeta, constituam centros; um “puxão”, uma entrada de energia. Um buraco negro consiste numa força de atracção dessas, em termos de energia. VÓS consistis num puxão de energia do mesmo modo que numa expulsão de energia! Vós já possuís todo o talento. Vocês apenas vos separastes, em termos de consciência, e criastes sistemas de crenças de bloqueio que vos impedem de tomar consciência desta verdade. Quando desejais alguma coisa com bastante desespero, vós realizai-lo. Aquilo que não entendeis é que não precisais sentir tanto desespero aliado ao vosso querer; que ainda assim vós podeis voltar a ligar-vos. Estamos aqui a fazer o reconhecimento dessa tentativa manifesta pelo acto de atenderem a esta nossa sessão, como uma mudança.

GAYLON: No doubt about that. Ho, absolutamente, absolutamente! Não resta a menor dúvida a respeito.

JULIE: Elias, eu sinto curiosidade com relação ao fenómeno da síndroma da “personalidade múltipla”.

ELIAS: Iremos discutir isso quando tratarmos da questão da vossa psique. Isso será incluído no vosso elemento religioso. Quando tiverem chegado a acordo quanto à questão desse elemento, eu ficarei mais do que encantado em discuti-lo convosco.

VICKI: Tenho mais uma pergunta a fazer.

ELIAS: Sim, Lawrence?

VICKI: Esta noite pareço estar cheia delas. Ultimamente tenho-me sentido pouco à vontade quando ouço alguém dizer: “Bom, não existe nenhum carma, e por isso não há nada a temer.” Isso está a deixar-me pouco à vontade e eu queria saber se não poderias comentar a declaração que fizeste sobre a inexistência de carma, e quanto às interpretações erradas que isso suscita, por parte de alguns.

ELIAS: Diria que se trata duma interpretação errada! Isso seria o mesmo que dizer: “Oh, bom, nós estamos a experimentar.” Incorrecto! Já expliquei que TUDO o que fazeis afecta TODAS as essências em TODAS as manifestações e em TODAS as dimensões. TODA a energia é não só expressa como também recebida. Vocês todos deviam ter consciência disso ao experimentardes intercâmbio de energias com a Catherine. Podeis não vos moverdes duma manifestação de desenvolvimento para outra carregando quaisquer consequências, todavia vós ESTAIS a afectar. Vós detendes responsabilidade pessoal.

Ao dizer-vos que não existe qualquer carma, no modo como interpretais o termo, isso é feito com base no sentido da vossa libertação. Não precisais estar constantemente a castigar-vos devido a experiências que tenhais tido. É desnecessário perpetuar tal coisa. Isso afecta de igual modo pela negativa. Por isso podeis não carregar carma nenhum, porém, como experimentais a negatividade vós afectais através da energia negativa. Portanto, ao explicar-vos que não vos encontrais aqui a pagar qualquer dívida – que não transferis de manifestação para manifestação – e que não faz o menor sentido castrar-vos pelo que chamais de experiências passadas, não o faço com o fito de vos dar a entender que não vos torneis responsáveis! A diferença reside no modo como encarais essa responsabilidade. Se compreenderdes que a vossa energia afecta a restante energia, podeis tornar-vos capazes de vos permitir optar por uma energia positiva, porquanto quando direccionais energia negativa na vossa direcção, vós afectais todas as outras.

Foi por isso que referi, ainda que para descrédito do Peter, que as vossas mais negativas expressões não se centram nos assassinatos nem nos actos de violência, os quais constituem um consentimentos estabelecido pelas essências em meio às experiências, mas sim nas energias negativas direccionadas para vós próprios porquanto essas afectam muito mais e são muito mais destrutivas, pois não só vos afectam a vós como afectam a todas as demais essências. Numa acção violenta, é escolhido e praticado determinado acto. Na expressão de negatividade para convosco próprios, é como o nosso rato! (Pausa) (referência ao hamster e á sua acção de fuga e perpétuo desencontro)

CHRISTIE: Após a última sessão conversei com a Lawrence e ela contou-me a história da ajuda à velhinha e do que se passou em seguida, e tive ocasião de apreciar imenso a resposta que deste a isso. Pensei nisso na primeira pessoa, como no caso do acidente que tive, ao sair, certa vez, da via rápida. Bom, já tive três acidentes nas saídas da auto-estrada, mas isso foi tudo o que sofri! Mas neste, em particular, este acidente que não passou de chapa amolgada, pensei que a razão para este acidente ter ocorrido terá tido a ver com um aviso a mim própria no sentido de ter cuidado ao sair das auto-estradas pois podia ter atropelado uma criança ao invés dum pequeno toque no pára-choques. Quando ela me contou esta história, isso veio-me à lembrança e aí eu pensei: “Uau!” Penso que isso esteja relacionado, não?

ELIAS: Está. É importante em termos de reconhecimento pessoal e de ATENÇÃO. Já utilizei esse termo muitas, muitas, muitas vezes! (A rir para dentro)

CHRISTIE: Bom, eu estou a prestar atenção!

ELIAS: Isso é bom! Há uma razão para eu realçar essa atenção. Para mudardes a consciência e expandirdes a vossa atenção tendes de observar. Assim que tomardes interesse e atenção tendes de admitir. Não é suficiente prestar atenção pois vós estais continuamente a prestar atenção a coisas ao vosso redor e em vós próprios. Além disso vós estais continuamente a racionalizar! (Todos nos desfazemos em riso)

CHRISTIE: Continuando com a história de Lawrence, será para nós importante fazermos o que estiver ao nosso alcance para ajudar os outros, além de com isso reduzirmos a possibilidade de trauma? Assim, se dermos o suficiente de nós na ajuda aos outros isso estará a contribuir para nos ajudar, no que a isso diz respeito?

ELIAS: Direi ao Oliver que se o Oliver despender tanto tempo na sua própria direcção e se conectar com a sua própria essência como se despende a converter o mundo, ele encontrará imensa satisfação além de muitas respostas! (De modo humorado enquanto nos desfazemos todos a rir)

Já referi MUITAS vezes junto de vós que é aceitável, além de ser bastante positivo, oferecer assistência a outras essências encarnadas. O que na verdade importa mais é que estabeleçais uma ligação com a vossa essência, e noteis e experimenteis e admitais a vossa própria voz.

Vós constituís a vossa mais elevada expressão. Possuís já todas as vossas respostas. Vós expressais a mais refinada beleza. Não é necessário “puxar a partir do exterior” pois vós já possuís tudo. Se vos ligardes à vossa essência sereis cumulados. Desse modo deixará de se tornar necessário alcançar o que quer que seja. Não quer isso dizer que devêsseis centrar-vos unicamente na vossa individualidade de tal forma que bloqueie tudo o mais ao vosso redor porque a união faz parte da vossa essência e a consciência da união é bastante importante. Aquilo que vos estou a dizer, a vós e a todos, é que cada um experimentará a ligação com a própria essência de um modo inerente à sua própria manifestação. Não vos cabe a tarefa de converter os demais!

A partilha de informação constitui uma expressão muito positiva e frequentemente constitui um auxílio para a expansão dos outros igualmente mas nessa partilha de informação o objectivo não deve centrar-se neles. Como já referi, não será já demasiado significativa a tarefa de vos responsabilizardes pela VOSSA própria essência e pelas VOSSAS próprias probabilidades? Vocês não detêm qualquer responsabilidade pelas outras essências porquanto cada uma é responsável por si. Vós só sustentais responsabilidade pelas VOSSAS expressões.

Se tentardes estabelecer ligação interior havereis de descobrir uma ligação comigo também. A minha energia não tem origem no exterior, sob a forma de ondas eléctricas vindas do éter circundante que vos afectam a partir do exterior mas brota do íntimo e irradia para fora do mesmo modo que os vossos contactos, energia e saber; todos procedem do íntimo. Vós CONSTITUÍS esse vórtice. Cada um de vós é o buraco negro que contém toda a energia.

Também me vou referir à interpretação de expressões emocionais. Isso está a mudar. (A olhar para Jim) Podes conversar com outros aqui presentes no seio do nosso grupo e descobrir que, de modo similar, eles também mudaram. É divertido!

JIM: Obrigado! (Riso)

Nota da Vicky: Tanto quanto me consigo recordar isto saiu em referência a algumas expressões bastante emotivas que experimentamos nessa altura, além de o termos notado nos outros.

ELIAS: O propósito desta mudança extrema deve-se a que tenham bloqueado em extremo. Por isso, o vosso pêndulo está agora a pender para o lado oposto. Ele acabará por encontrar o ponto de equilíbrio e vós descobrireis, por meio da comunicação com os outros, que nesse equilíbrio adoptareis uma enorme compreensão destas coisas com as quais não entrastes em contacto anteriormente. Tereis experimentado essa mudança e permitir-vos-eis a capacidade de a assumir, proporcionando a vós próprios uma enorme tolerância e aceitação com relação aos demais. A vossa compreensão sofrerá um enorme incremento a ponto de as experiências triviais se revelarem bastante inconsequentes e desnecessárias na vossa experiência.

Com isto dir-vos-ia a todos que isto representa o começo da vossa mudança. Já tive ocasião de declarar que, quando o vosso círculo se achar completo a vossa mudança será realizada e desse modo deixareis de incorporar mais negatividade. Com estas pequenas mudanças podereis notar o modo como esta negatividade se tornará inconsequente e ficará deixada de lado, pouco a pouco. Deixará de ser importante. Experimentareis eventualmente, de modo real, aquilo que o vosso mestre Jesus expressou em termos de “dar a outra face”. Isso deixará de vos parecer absurdo pois absurdo parecerá responder na mesma moeda. Isso não ocorrerá de forma instantânea. Podeis ainda ser levados a sentir vontade de “esbarrar o vosso punho” (A rir enquanto todos riem) mas isso passará.

JIM: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê. Por vezes torna-se mais fácil mudarem por meio de certos desenvolvimentos quando vos é assegurado que não duram para sempre! (A rir para dentro, riso esse que é seguido duma pausa)

JULIE: Posso suscitar uma coisa extraordinária? Estás familiarizado com o nome Lily Langtry Elias?

ELIAS: Não, mas que significado dás a isso? (A rir para dentro)

JULIE: Só por curiosidade…, foi algo que escutei na TV esta manhã.

ELIAS: Ultimamente a vossa televisão tem promovido bastante controvérsia no que toca a crenças! Não estou muito seguro de se tratar duma invenção benéfica! (Riso)

CHRISTIE: Acertaste! Elias, poderias fazer o favor de me dizer o nome da essência do Gaylon?

ELIAS: Com certeza. (Voltando-se para Vicky) Eu compreendo essa impaciência mas digo-te: ESPERA! (Vicky desfaz-se a rir) Vamos favorecer a nossa rosa. (Por vezes Elias refere-se à Christie como “a nossa rosa”. Desculpem-me por uns instantes. Serei breve. (Vinte e três segundos de pausa)

Esta essência identificar-se-á mais no masculino pelo nome de Thomas. Esta essência manifestou-se por diversas vezes em focos religiosos ligados à Igreja Católica, identificando-se com a posição de cardeal. Desse sistema de crenças resultou um enorme apego. Essa essência também se identifica com uma manifestação índia, por mera questão de experiência. Numa porção mais vasta, esta essência identifica-se basicamente com manifestações tidas na história europeia e não se expandiu por exemplo até ao tempo dos faraós; tratando-se duma fragmentação mais recente com forte acento de identificação na experiência medieval. Será isto aceitável?

CHRISTIE: Haverá alguma manifestação em que estaremos juntos? (Pausa)

ELIAS: Um breve encontro mas não estiveram ligados em termos de relacionamento. Não estás associada à fragmentação nem a uma amizade duradoura, como poderias referir. Partilhastes um breve encontro numa reunião tida num castelo inglês, porém, foi muito pouco consequente tratando-se mais dum encontro com um desconhecido.

CHRISTIE: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê. Agora anuncio-vos o adiamento disto para procedermos a um breve intervalo e depois permitirei que explorem o vosso tema seguinte do elemento religioso, ao qual poderemos, pelo menos, dar início. E se o Peter se empenhar mesmo, poderá deitar cá para fora o “assunto dele”! (Risos) Retornarei em breve.

INTERVALO 8:28 DA TARDE CONTINUAÇÃO 9:07 DA TARDE (Tempo de chegada é de cinco segundos)

Nota da Vicky: Quando Elias regressa eu e o Jim estamos a conversar. (3)

VICKI: Estávamos a criar laços de amizade!

JIM: Sim. Estávamos a falar de jardinagem!

ELIAS: Não permitam que vos interrompa! (A rir para dentro enquanto todos se desfazem a rir)

VICKI: Desculpa-nos!

ELIAS: Surpresa! (A rir)

Antes de continuar expressarei as minhas desculpas ao Oliver pelos seu constrangimento. Não foi com a intenção de te levar a sentir alienada mas conseguir que te concentres mais na realidade. Compreendo que a aceitação que mostraste ao formular as perguntas se destina à aplicação pessoal. Também compreendo que muitas destas ideias não passam de ideias, e eu desejo dar-te a conhecer uma ligação com a essência em termos reais e não só sob a forma de ideias. Exprimiste uma enorme capacidade no que designas como o teu passado. Isso vai continuar em larga escala no futuro. Refiro-me a um contacto contigo própria, por meio do qual prestes mais atenção a ti própria. Tu és da máxima importância para ti própria, como já tive ocasião de referir num encontro que mantivemos anteriormente em que expressaste muitas dúvidas, e que podias não continuar; tu tens muito a absorver. E se não estiveres atenta não serás capaz de absorver tanto quanto a tua capacidade to permitirá. Expresso-te um tremendo sentimento de amor pela tua essência e faço votos de que nas tuas escolhas possas prestar atenção ao que te disse esta tarde e pensar nisso, pois podes vir a achá-lo muito importante e merecedor duma atenção mais concentrada. Como acontece com qualquer coisa que desejes alcançar, deves fazer um esforço para o conseguir.

CHRISTIE: Obrigado, eu tentarei.

ELIAS: Agora irei permitir a vossa escolha quanto ao nosso próximo tema do elemento religioso, a que darei início em breve. Tenho vindo a ser bastante cutucado pelo Michael para não “desperdiçar o fôlego” esta noite! (Risos) Por isso vou-me conter. Sobre que escolhem falar?

RON: Que tal falarmos acerca da psique?

JULIE: Eu redobro o vontade!

ELIAS: Eu estava aqui a sentir um suspence! (Desfazemo-nos rir) Havereis de ver que, em termos que vos são familiares, vós abristes uma “lata de vermes” porque esse assunto necessita igualmente de bastante tempo, do mesmo modo que o tema da fragmentação.

A vossa psique é composta de muitas partes. Essas partes são partes de vós que na manifestação física interpretais como a vossa consciência. Não é a vossa consciência completa mas a vossa interpretação da consciência apenas, e “incorpora” também aquilo que designais por “inconsciência”. Isto envolve imensa interacção.

O Peter interroga-nos sobre as personalidades múltiplas, pelo que começaremos por aí. Isso seria o que designais por parte anormal da consciência. Na verdade não é anormal! Constitui apenas um aspecto mais separativo. Vós, colectivamente, aceitastes certos limites e um certo conjunto de acções que designais como normais, o que completa aquilo que acordastes ser uma expressão aceitável. Na verdade não existe qualquer normalidade, excepto a expressão de todas as coisas.

Alguns manifestaram-se muitas vezes através de vidas materiais, mas desejando experimentar a separação ainda mais do que já tinham experimentado, separaram a própria consciência. Ao fazerem isso separaram todas as partes da sua consciência. Alguns não tomam consciência de toda essa separabilidade. Outros experimentam ou tornam-se conscientes apenas de parte. Outros ainda tomam consciência dumas tantas personalidades, que nalguns casos até atingem mesmo a centena. Isso permite a experiência da separação e a experiência de cada uma das partes individualmente. Nenhuma interpretação da experiência se faz necessária porque cada parte experimenta a sua própria manifestação. Deste modo, esse indivíduo é capaz de experimentar umas poucas de vidas numa só.

Na vossa falta de contacto e conhecimento, designais aquilo que não compreendeis como anormal. Acreditais que as diferenças possam de algum modo constituir uma disfunção. Isso não é verdade. Haveis de descobrir que sois capazes de aprender com esses indivíduos! Digo-vos que até mesmo o vosso grande psicólogo Carl Jung tomou consciência, já tarde no seu tempo de vida, da espiritualidade associada à consciência dos indivíduos que vós julgaríeis não passarem de “loucos”.

A vantagem em formar manifestações individuais da vossa consciência consiste em que, ao experimentardes cada uma delas não cruzais com outra. Portanto, numa experiência dessas resultará menos confusão porque haverá menos lugar à interpretação. Alguns desejam experimentar uma compreensão isenta de muita interpretação por não desejarem despender uma tremenda energia com interligações.

Também vos direi que, o modo como encarais estes indivíduos, como havereis de ver com relação a muitos outros, constitui um reflexo dos vossos conjuntos de crenças. Não consiste necessariamente numa verdade. Isso não quer dizer que alguém que experimente a consciência de múltiplas personalidades se ache mais em contacto do que vós, porque não está. Na verdade o que está é a experimentar uma desconexão alargada. Escolheu experimentar uma última separação, mesmo com relação a si próprio.

VÓS acreditais que essa experiência brota duma experiência menos saudável ou duma situação abusiva tida durante a infância ou a juventude. Não vos causará espanto o facto de todos os indivíduos que fazem a experiência destas mesmas coisas durante a juventude não se dividirem em personalidades múltiplas? Alguns dos casos de personalidade múltipla não experimentam nenhum trauma assim tão cedo, durante a juventude, porém, não deixam de manifestar essa “condição” - como a designareis.

Isso constitui uma opção. Parte dessa escolha consiste em não desejar assumir responsabilidade pessoal por si próprio. Tal não é assumido no que designais como nível consciente. O indivíduo fisicamente manifesto, ainda que em cooperação com a essência, optou por não se tornar responsável pela energia despendida e deseja somente experimentar. Isso é conseguido no vosso “plano” físico porque vós os encarais como não-responsáveis, segundo a crença de que todo o indivíduo que actue fora do que julgais como sendo a “ norma” não pode ser responsabilizado se com isso apenas afecta a si próprio. De certa forma, para dizer a verdade, isso apresenta-se menos destrutivo para o indivíduo do que outras escolhas que possais eleger com relação a vós próprios e à actualização de certas condições em vós próprios. Na sua grande maioria, estes indivíduos não infligem muita dor a si próprios, subsistindo apenas mais confusão do que qualquer outra coisa. Já outro pode adoptar uma crise psicológica que lhe desencadeie uma devastação na sua individualidade por intermédio da sua psique, tanto emocional como fisicamente.

Existem muitas partes da vossa psique que os vossos médicos, psicólogos e cientistas podem estudar sem que jamais cheguem a compreender, porque estas coisas não procedem unicamente do vosso cérebro físico. Existe energia consciente por detrás da interacção que ocorre no vosso cérebro.

Existem muitas “disfunções” psicológicas, como o designaríeis, e essas disfunções na verdade são percebidas como tal, como já referi, apenas porque colectivamente vós aceitastes uma certa linha de manifestação. Aqueles que se desviam dessa linha escolhem fazer experiência de condições que não poderiam experimentar se permanecessem “dentro da norma”. Não vou explorar a questão a fundo mas todos vós vos surpreenderíeis se soubésseis ter experimentado, ao longo de diferentes manifestações físicas, aquilo que designareis como “loucura”, ainda que de forma temporária. Existem muitas expressões que não compreendeis e quando não entendeis aquilo com que lidais criais todo um conjunto de crenças com o propósito de o explicar. Mas muitas vezes, a vossa explicação permanece bastante distante da verdade! (Risos)

Ao discutirmos as disfunções como uma primeira escolha para o rumo neste debate, também referirei que a conotação que endossais à senilidade é igualmente incorrecta. Os vossos cientistas trabalham intensamente para tentar corrigir esta disfunção e nalguns casos haverão de descobrir a possibilidade de, no futuro, alcançarem uma mudança para tal doença. Isso só será conseguido em determinados casos porque a senilidade nem sequer anda perto de ser aquilo em que acreditais. Os indivíduos que experimentam esse “padecimento”, como o designais, não se acham “fora de controle” mas preparam-se para reiniciarem outra manifestação. Escolheram preparar-se nesta manifestação no corpo físico ao invés de experimentarem a transição durante a manifestação imaterial. (Comentário da Mary: UAU!) Eles sentem não ter tempo suficiente durante a permanência durante a manifestação imaterial para tal contra-senso, nos vossos termos. Assim sendo, eles voltam a ligar-se à essência durante a manifestação física. Têm bastante consciência do que empreendem ao emergir para dentro e para fora da consciência da manifestação física, e acham-se mais ligados à essência do que à própria manifestação física.

Entretanto vós interpretais isso em termos de perda da memória. Contudo, eles não perdem mais essa memória do que vós com relação aos vossos sonhos! O vosso estado de sono faz parte do vosso período diário de vinte e quatro dias, não faz? Porém, vós considerais o dia como sendo unicamente aquelas horas que são incorporadas no vosso estado de vigília. Mas isso é incorrecto. As horas passadas no estado de sono fazem parte do vosso dia; razão porque recentemente experimentais frustração com relação à falta de memória, devido a que estejais a começar a assimilar essas horas na totalidade do vosso dia, e a não a separá-las. Os indivíduos que se acham sujeitos à senilidade são bastante capazes de relatarem experiências e lembranças da parte vetusta das suas vidas. Eles não esquecem as vidas que tiveram. Apenas não conseguem lembrar-se do presente em que se acham. Isso fica a dever-se à mesma razão porque vós não vos recordais do vosso estado de sono. Eles ligam-se a outras probabilidades, à essência, a outras manifestações e a outras dimensões e, nesse estado, o seu cérebro torna-se incapaz de assimilar a informação, razão porque não se recordam.

Eles pulam para dentro e para fora da realidade física. Não se passa nada de errado com esses indivíduos! A sua consciência não se acha em desarranjo! Apenas se acham incapacitados por essa “falha” na qual emergem para dentro e para fora da consciência da realidade! (Aqui Elias começa a rir, obviamente agradado com a piada) Esta noite também me sinto bastante divertido! (Desfazemo-nos todos a rir)

Se escutarem estes indivíduos que se acham nesse estado, ao invés de depreciarem tudo o que dizem, podereis aprender bastante com eles sobre a essência, mas vós não escutais e depreciais a sua experiência por se situar além da normalidade. Eles não experimentam a transição quando seria “suposto” experimentarem-na, após a morte! (Com humor) Eles experimentam-na antes e, à medida que experimentam com mais intensidade emergem para fora com mais frequência, e por períodos mais alargados de tempo, regressando a esta manifestação actual cada vez menos vezes, aproximando-se de forma crescente do abandono final, acabando eventualmente por se afastarem completamente!

VICKI: E nesse caso não passam pelo estado de transição?

ELIAS: Correcto. Eles experimentaram-na durante a manifestação material e acham-se prontos e capacitados para se deslocarem directamente para qualquer das manifestações em que encontram continuidade.

VICKI: E essa escolha já terá sido empreendida por eles durante esse período de tempo?

ELIAS: Isso também é verdade. Escolheram previamente experimentar essa direcção de afastamento.

VICKI: Isso também se aplicará ao que designamos como a doença de Alzheimer?

ELIAS: São sinónimos.

JULIE: Bom, então nesse caso a minha mãe permaneceu nesse estado de transição durante bastante tempo! (desfazemo-nos todos a rir)

VICKI: E com relação àqueles, digamos, que se acham em coma ou em estados catatónicos?

ELIAS: Existe uma diferença entre os vossos estados de coma e catatónico.

O coma é experimentado por um indivíduo que não decidiu se pretende regressar ou não (a assumir a manifestação) e passa por um período de escolha; razão porque muitas vezes, enquanto um indivíduo experimenta esse estado pode ser atraído de volta para a consciência física, de forma consciente, pela acção de outros ao seu redor, no estado de vigília. Vós, no vosso estado de consciência de vigília, experimentais o tempo de forma linear; eles no estado de consciência em que se encontram não. Por isso a sua decisão para se moverem para uma nova manifestação ou de se reunirem a esta consciência pode parecer bastante irrisória como também demasiado prolongada. Para o indivíduo que se acha nesse estado de indecisão não passa dum período variável de momentos. Na consciência em que se acham podem experimentar apenas a passagem de alguns segundos assim como para alguém que assista de fora pode parecer uma duração de meses. O indivíduo nesse estado de coma pode experimentar minutos de indecisão enquanto que aquele que se encontra a assisti-lo pode passar anos à espera. Nesse estado comatoso eles não estão bem em ligação com a essência, porém, experimentam uma atracção nessa direcção; contudo não se acham nessa ligação sequer. Estão a pairar entre esses dois estados, a decidir por uma direcção.

No caso do indivíduo que opta pelo estado catatónico isso torna-se diferente. Não se trata da escolha duma direcção; eles escolheram o rumo e optaram por se removerem de forma consciente permitindo que apenas uma porção da consciência permaneça na manifestação física, forçando a maior parte da sua consciência física para fora. Ainda nutrem o desejo de experimentar a existência física, porém, não se sentem satisfeitos com a sua escolha relativa à manifestação. Não sentem vontade de pôr término à manifestação física tal como referimos no debate do tema do suicídio; porém, também não sentem vontade de participar. Por tal razão forçam a sua consciência para fora da sua expressão física, permitindo somente o suficiente dessa consciência para poderem continuar a funcionar fisicamente nos seus corpos, com todos os órgãos e ondas cerebrais em funcionamento. Porém, sem qualquer consciência para empreenderem qualquer experiência.

Isso assemelha-se àquilo que vos referi durante o debate do tema da projecção de parte da vossa consciência para um animal, passando desse modo a experimentar a perspectiva da existência física, sem todavia SE TORNAREM o animal. Apenas permitem que uma porção da consciência assuma aquela expressão, apenas por uma questão de fazer a experiência. Isto serviria de comparação com aquele que escolhe o estado catatónico. Nesse estado há aqueles que optam por voltarem a ligar-se a esta vida e podem despender bastante tempo nesse estado catatónico para de repente, voltarem a emergir e continuarem na mesma consciência e a funcionarem normalmente, como diríeis.

VICKI: Se um indivíduo se encontrar, digamos, em coma e nós tentarmos mantê-lo vivo por meia das máquinas, fará isso parte dum compromisso estabelecido ao nível da essência?

ELIAS: Em parte sim e em parte não. O compromisso teria que ver com a continuação do funcionamento. A essência que recebe o suporte de vida aquiesce com tal oferta de suporte. Se uma essência (alma) não deseja verdadeiramente ser mantida por meios artificiais então não apresentará qualquer função cerebral e desse modo escolherá dar a conhecer a sua decisão. Haveis de entender que a vossa classe médica não vos prolongará a vida se o vosso cérebro ou coração falhar. Desta forma VÓS escolheis. Se escolherdes deixar de permanecer aqui, deixareis de permanecer aqui.

VICKI: Nesse caso não será necessário recorrer a todos os meios legais para prevenir estas coisa.

ELIAS: Não.

CHRISTIE: Contudo há casos em que, mesmo quando as máquinas são desligadas o organismos físico continua a viver.

ELIAS: Isso é verdade. E prende-se com a razão do indivíduo em questão simplesmente continuar, sem auxílio. E ele continua por uma razão: escolhe adiar a deslocação para uma ligação existente. Haveis de descobrir que nestes cenários ocorre muitas vezes o indivíduo não obter permissão para partir, por assim dizer, mas no caso de tal permissão lhe ser dada, aí ele rompe com os laços da continuidade. Ocasiões há em que as vossas crenças vos impedirão de partir. Já referi que as vossas crenças são tão vigorosas que podeis carregá-las para além da manifestação física da atenção e experimentardes um período de ajustamento em que deixais cair por terra todas as crenças, no caso de não escolherem voltar a manifestar-vos. Também por isso, enquanto continuam a experimentar a manifestação física e não vos deixais partir, as vossas crenças podem impedir-vos de partirdes até que vos tenha sido concedido que partais. Como também ocorre, pelo inverso, poderdes não precisar de qualquer permissão e experimentardes outros indivíduos a tentarem preservar-vos vivos de modo selvático e ainda assim partirdes. Não importa o quanto eles se esforcem por vos preservar a permanência da essência na manifestação física; se tiverdes escolhido deslocar-vos para outra manifestação assim o fareis.

(Intently) (De modo enfático) Nenhuma essência pode levar outra a escolher o que quer que seja. VÓS procedeis às vossas escolhas. Vós tomais as vossas decisões. Nenhuma outra essência tem controle sobre qualquer outra essência.

VICKI: Voltando ao caso (hipotético) da pessoa com síndroma de personalidade múltipla. Será possível, nesse caso, que esse indivíduo desenvolva “a regra de desenvolvimento ao longo das três manifestações” nessa vida particular?

ELIAS: (A rir) Lawrence está à procura de um meio de “ludibriar” o jogo! Não! (desfazemo-nos todos a rir) Não se trataria de tal expressão. Isso consistiria unicamente na expressão de separação da personalidade em manifestações físicas individuais. Dir-vos-ei que se o desejardes, podereis experimentar esta separação na forma de macho ou fêmea ou “outro” ou todos! E podeis repeti-lo em cada manifestação se o desejardes mas não podeis “numa só” criar um atalho!” (A rir)

Permitimos que coloqueis mais uma pergunta por esta noite porquanto estou ciente da energia que a Elizabeth emite no sentido de se desligar. (A sussurrar) Vocês podem todos ficar furiosos com ela! (Pausa) Já discutimos tanto “desarranjo” que já estamos todos a ficar com desarranjo e desligamentos! (Riso)

VICKI: Eu tenho mais uma pergunta a fazer. Só estou a tentar não ser rude.

ELIAS: Sim?

VICKI: Poderá esta condição da epilepsia ter mesmo cabimento nisto que debatemos?

ELIAS: Sim, pode. Esta, à semelhança de todas as outras disfunções ou doenças, teve início na psique em ligação com a essência. No caso particular da Lawrence, eu perguntaria, antes de mais, se desejarias uma resposta verdadeira.

VICKI: Absolutamente.

ELIAS: it is rather weak, of incorporating medical advice to maintain physical focus with your consciousness in this dimension. This is not necessary. You have known this for quite some time.
Esta expressão constitui um acto deliberado de perda de contacto, razão porque tu experimentaste essa epilepsia de modo diferente dos demais; de um modo que não te causa dano à expressão física. Foste um pouco excessivamente zelosa numas quantas vezes, porém, tinhas bastante consciência de que isso não constituía o teu ideal. Essa condição permite que a tua consciência se separe da tua manifestação física. Tal expressão, devido a que tu centres a tua essência em muitas direcções e se caracterize como uma essência controladora, leva-te a sentir necessidade de estar “atenta”. De modo distinto do da Elizabeth, que permanece atenta enquanto prossegue na consciência, tu abrigas a convicção de que não podes estar atenta enquanto permaneces conscientemente focalizada nesta dimensão. Por isso tu desligas-te. Além disso desenvolveste um conjunto de crenças, todavia bastante inóquo, no sentido de adoptares orientação médica a fim de preservares o foco físico com a tua consciência nesta dimensão. Tal não se faz necessário e já há algum tempo que tens conhecimento disso.

È divertido como tu te separas de modo tão efectivo em tantas áreas; esta acaba por constituir apenas mais uma. Do mesmo modo que podes acreditar em mim ou no Paul ao invés da tua ligação ou capacidade próprias, também acreditas que outros, e até certo ponto tu também, podem curar determinados males que incorporas. Mas tu ainda não confias completamente nisso. Da mesma forma que não confias em ti mesma e na tua união com a tua essência em meio a esta mesma questão, também não depositas confiança na união com a tua essência nessa tua expressão da epilepsia. Também te direi que, quando te ligares mais no teu estado de sono, descobrirás ser capaz de vigiar E tornar-te consciente desta manifestação física, e aí descobrirás que os fármacos viciantes são desnecessários. (Pausa) Suspeito que não fui ofensivo.

VICKI: De todo.

ELIAS: Nesse caso vamos romper com a comunicação por esta noite, mas não sem te adiantar, como diríeis, que permanecerei em sintonia convosco antes da sessão da próxima semana. A Lawrence e o Michael têm tempo para ficar, como vós dizeis, presas às nossas transcrições, e como tal continuarei com o nosso debate na quarta-feira.

VICKI: Obrigado pela informação.

ELIAS: Não tens de quê. Dir-vos-ei a todos que permanecei diariamente em afectuosa união convosco, e serei um auxiliar por meio da expressão de energia, enviando-vos energia positiva, mesmo que por entre a ira. (A sorrir para o Jim)

JIM: Dez e quatro! Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê. (Para o Gaylon) E tu podes continuar a expandir e a deixar de duvidar da tua própria expressão porque, como com todas as essências, é bastante maravilhosa!
(Para a Julie) E estamos a experimentar uma maior concentração na cura com esta!

(Para a Elizabeth) E a ti voltarei a ver-te mais tarde!

O Michael vai ficar bastante excitado com esta sessão, ainda que não esperem que ele se vos junte com frequência pois ele permanece demasiado ocupado com a sua exploração! Desejo-vos a todos uma boa noite com bons sonhos e uma excelente conexão.

Elias parte às 10:19 da noite.

Notas de rodapé:

(1) Esta foi a primeira sessão em que a Mary permaneceu “por perto” para poder escutar e colocar as suas próprias questões. Mais tarde disse-nos que, conquanto tenha sido uma experiência interessante, não pensava repeti-la com frequência por ter muitas “outras coisas interessantes a fazer!”

(2) Muitos perguntaram como teve início o jogo. Na verdade começou com um sonho que o Ron teve acerca de cinco bebés (sessão#20 com a data de 9/07/95) porém, esta é a primeira sessão em que Elias oferece pontos com base em sonhos e impressões tidas no decorrer da semana. O Ron não se recorda muito bem acerca do comentário da manifestação ou do país, à excepção de que tinha tido um sonho que tinha que ver com um bebé, luz e escuridão, manifestação vs. país.

(3) Quando nos reunimos após o intervalo, o Jim e eu envolvemo-nos num debate completamente desatentos para com a chegada de Elias, chegando mesmo a ignora-lo completamente. O Elias divertiu-se imenso com aquilo! Foi a “volta” mais rápida que já tínhamos visto, além de nos colher completamente de surpresa!

© 1995 Vicki Pendley/Mary Ennis, Todos os direitos reservados.

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