quarta-feira, 29 de junho de 2011

CONCEITOS - ESCOLHAS



SESSÃO #187
"Conceitos/Escolhas"
Sábado, 28 de Junho de 1997 (Privada)
(Versão Resumida)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes: Mary (Michael), Vicki (Lawrence), Stella (Cindel), Letty (Castille), Norma (Paul), e Marcos (Marta)

Nota: Esta sessão contempla alguns conceitos. As perguntas são excelentes!

ELIAS: Boa noite. Então pedistes uma reunião para hoje?

STELLA: Pedimos.

ELIAS: E que ides perguntar?

STELLA: (Riso) Eu tenho um monte de perguntas!

ELIAS: Ah, mas isso é bastante característico desta essência!

STELLA: É bom ver-te, Elias. É bom ouvir-te! Eu não te vejo, escuto-te. Vou começar, e aquilo que gostava de saber, o que é primordial na minha mente, é saber que ligação com, digamos… Eu trouxe alguns amigos comigo, Letty, o Marcos, a Norma, e gostava de saber que ligação terei principalmente com a Letty, porque me sinto muito chegada a ela. Poderás dizer-me alguma coisa acerca dessa relação, dessa ligação?

ELIAS: (Avalia) Isso é uma conexão com a essência, sob a forma de fragmentação. Em certos aspectos da acção de fragmentação, muitas vezes as essências podem fragmentar elementos dessa essência e criar novas essências dentro dum compromisso estabelecido, que pode tornar-se paralelo no enquadramento da consciência. Isso não significa que tais manifestações das essências no foco físico possam tornar-se completamente paralelas entre si num dado foco, mas no enquadramento do tom e da essência e do propósito, elas situam-se bastante em paralelo. Isso perfaz a acção com que te defrontas com esse indivíduo. Ambos fragmentaram-se a partir da mesma essência. Vós incorporais as vossas próprias essências, cada uma, mas detendes uma fragmentação idêntica da mesma essência. Nisto, no enquadramento da consciência posicionais-vos em paralelo, em razão do que vos sentis atraídas uma para a outra com intensidade num acto de identificação dessa ligação na consciência.

Nessa situação também as essências individuais escolhem manifestar-se em diversos focos em conjunto. Por isso detendes variadas manifestações um com o outro em diferentes funções de desempenho; nem sempre manifestando-vos sob o mesmo tipo de relacionamento mas em variadíssimos. O Lawrence e o Michael também...

STELLA: Quem é o Lawrence? (A Vicky aponta para ela)

ELIAS: ...Adoptam uma acção semelhante, por meio da qual se manifestam juntas em muitíssimos focos. A ligação que estabelecem ao nível da essência é diferente, mas ambas empreendem esta mesma acção de se manifestarem fisicamente em diferentes tipos de relacionamento. Isso deve explicar-te a atracção que sentis entre ambas, e a sensação ou pressentimento que tens no íntimo duma ligação ao nível da consciência que se estende para além deste foco físico singular.

LETTY: Isso quererá representar aquilo que possamos ter sido em vidas passadas? (Devo esclarecer que o Elias emprega o termo “foco” como querendo dizer uma vida)

ELIAS: Precisamente.

STELLA: Isso também se aplicará ao Marcos, ou passa-se apenas com a Letty? Ou teremos nós todos estado juntos algures?

ELIAS: (Avalia) Esse indivíduo detém um tipo de acção distinto na ligação que estabelece contigo que não se traduz nos termos da fragmentação nem de essências paralelas. Tratar-se-á mais duma partilha de variados focos, igualmente.

Quanto à tua pergunta da ligação que exista entre todos vós: tal como já referi, as pessoas no foco físico, a título dum acto da essência, manifestam-se em grupos, em determinadas dimensões. Por isso e enquadrado no conceito da manifestação repetida que fazeis, realizais isso junto com os mesmos indivíduos em variadíssimos focos. As relações e o relacionamento que podeis ter tornam-se diferente, mas na maior parte voltais a manifestar-vos numa relação com os mesmo indivíduos variadas vezes.

Essa não será apenas a situação duns tantos indivíduos, tais como os que referes dentro deste grupo; porque, ao reconhecerdes que vos deixais atrair para o presente fórum, também haveis de conhecer indivíduos com quem vos manifestastes previamente. Podeis manifestar-vos num foco individual sem vos chegardes a relacionar com aqueles com quem partilhais outros focos, até terdes atingido metade ou mais do vosso foco físico. Depende das escolhas e das probabilidades que são actualizadas.

LETTY: Mencionaste antes, a altura em que a essência escolhe a forma como se manifestar, que ela escolhe os seus pais. Porque haverá alguém… Estou a tentar explicar de que modo eu, enquanto essência, escolhi a minha mãe, que morreu antes de a conhecer. Eu tinha vinte meses de idade, e passei tão pouco tempo (com ela). Porque haveria eu de escolher tal coisa?

ELIAS: A escolha que fizeste relativa aos pais envolve muitos aspectos que alinham com o teu propósito em cada foco particular.

Antes de mais, digo-te que escolheis os vossos pais pela experiência que eles podem aduzir ao vosso foco. Isso, nos vossos termos, pode ser muito breve e podeis nem chegar a relacionar-vos com os vossos pais, porque poder-se-á dar o caso de eles morrerem por altura do parto. Por isso, a experiência que proporcionais a vós próprios com tal escolha é parcialmente subjectiva, mas além disso proporcionais a vós próprios uma linhagem específica.

O vosso propósito na manifestação nem sempre será a de vos relacionardes com aqueles que encarais como vossos pais. Num determinado foco individual podeis escolher não vos relacionardes de forma objectiva com os vossos pais, mas escolher esses pais em particular pela razão do código genético que proporcionais a vós próprios com tal ligação; proporcionando a vós próprios uma herança específica que não poderia ser duplicada se não vos tivesses manifestado da forma que escolhestes.

No enquadramento das crenças desta dimensão, são-vos incutidos muitos aspectos da realidade objectiva que influenciam bastante o modo como pensais e sentis em relação ao relacionamento com a família. Desse modo, abrigais expectativas concretas, ou esperais realizar objectivos no foco físico. Isso constitui uma distorção decorrente da corrente de opiniões que se poderá tornar confusa para vós, mas serve igualmente o seu propósito no planeamento da vossa experiência; porque vós em cada foco escolheis cada probabilidade e aspecto da acção, em razão dessa experiência particular que não tínheis, antes.

LETTY: Existirá alguma altura em que a essência decida não se manifestar fisicamente?

ELIAS: Há. Cada essência ao escolher entrar em qualquer área do foco físico, em qualquer dimensão do foco físico, escolhe um ciclo de manifestações. Nesse sentido, cada dimensão física, por palavras vossas, exige a experiência dum número mínimo de focos. Nesta dimensão concordais em manifestar-vos por um número mínimo de três. Podeis escolher milhares. Depende da escolha que fizerdes do número de focos que desejais experimentar fisicamente. Nesse sentido escolheis os vossos focos e projectai-los a partir da essência em simultâneo. Por isso, todos os vossos focos estão a ocorrer agora. Apenas na percepção que tendes eles parecerão ser passados ou futuros. Nesse sentido, vós escolheis igualmente o momento de vos desprenderdes da manifestação física.

Agora; podeis escolher desprender-vos da manifestação física numa dimensão e continuar a permanecer em dimensões diferentes. Também alcançais uma altura, segundo as vossas palavras, em que vos desprendeis completamente da acção da manifestação física. Aí haveis de vos posicionar inteiramente no foco não físico e tereis uma consciência completamente subjectiva; sem incorporarem mais nenhuma forma de consciência objectiva.

Aqueles que escolhem não voltar a manifestar-se detêm uma sensação no seu íntimo de não continuarem depois de se desprenderem deste foco, por assim dizer. Por isso sentis um reconhecimento íntimo da vossa manifestação física como final.

LETTY: Serão essas essências... Elas assemelhar-se-ão, na minha forma física que possuímos, aos nosso guias? Estou a pensar na minha mãe, que faleceu. Penso que ela seja minha guia, apesar da sua essência não se ter voltado a manifestar. Isso fará sentido?

ELIAS: Elas (essências) servem em termos de auxílio. Vós incorporais o termo “guias” como uma explicação para vós próprios. Também consiste no desenvolvimento duma crença, tal como os mestres e os anjos; mas são essências que em certa medida continuam a interagir com o foco físico.

Agora entende: se um indivíduo não desejar voltar a manifestar-se fisicamente, para o referir por palavras vossas, após a fase de transição ele deixará de comportar qualquer relação com o foco físico. Por isso deixará de manifestar mais focos a manifestarem-se fisicamente, na qualidade de manifestação da essência, e em resultado disso deixam de manter qualquer elo de ligação com o foco físico. Isto é muito complicado pois sou igualmente capaz de contradizer esta declaração mas não entenderíeis aquilo que eu referisse. Por isso, para vosso entendimento dir-vos-ei que, nos vossos termos o acto de relacionamento com o foco físico prossegue unicamente até ao ponto em que a essência tenha concluído a acção de transição. Uma vez isso alcançado, essa essência deverá deslocar-se rumo à acção completamente subjectiva, deixando de continuar a interagir com o foco físico.

Por isso, sois capazes de identificar uma interacção no contexto do auxílio, ou daquilo que designais como “guia”, proveniente da parte dessa essência que identificaste neste foco particular como tua mãe; porque o acto dessa transição prossegue. Por isso a acção de relacionamento com o foco físico também contínua. No contexto dessa transição esse foco, até ao momento, não escolheu voltar ou deixar de se manifestar, por isso, a probabilidade de voltar a manifestar-se ainda é válida. Só ainda não foi levada a cabo, no momento.

MARCOS: Elias, poderias dizer algo, ou revelar-nos um pouco mais acerca do conceito das almas consortes? Será isso algo que exista?

ELIAS: Exactamente. Essa é a terminologia que empregais também através do reconhecimento duma acção que de opera ao “nível” da essência. No foco físico designais isso como almas consorte. Trata-se da identificação dum relacionamento que mantendes com uma outra essência com quem vos manifestais repetidas vezes e com quem mantendes laços de intimidade. Por vezes, no foco físico também podeis identificar almas consortes como um relacionamento entre “almas gémeas”, apesar de nas vossas crenças vos inclinardes mais para o romantizar o termo, ao contrário da identificação de “almas consortes” como almas gémeas. Isso existe na vossa realidade porque escolheis criar desse modo um acto de relacionamento com um outro indivíduo ao longo de vários focos, através do qual trocais de posição com bastante frequência, por palavras vossas, pelo que encarais como um relacionamento romântico. Portanto, apesar de as essências escolherem focar-se juntas e em grupos, nem todas as essências escolhem tal acto. As vossas crenças sustentam que todos quantos se manifestam no foco físico têm uma alma consorte e que podeis apenas não encontrar essa alma consorte num foco particular! Mas isso é uma crença. Consiste numa interpretação de informação que possuís no íntimo, relativa à acção da essência.

Nem todas as essências escolhem empreender esse tipo de acção e experiência. Podem escolher manifestar uns quantos focos com o mesmo indivíduo, por assim dizer, ou o mesmo aspecto do foco que se voltará a manifestar noutro foco, e podem escolher empreender isso por meio dum relacionamento romântico, e considerar-se igualmente como almas consortes; mas o reconhecimento efectivo do acto sobre o qual Platão escreveu, deveria ser mais extensivo e contínuo (nas mesmas funções), nos vossos termos. Deveríeis manifestar-vos num tipo particular de relacionamento desses muitas vezes, contrariamente à troca de funções e à manifestação em termos de pai e de filho, ou de irmãos, ou amigos ou qualquer outro tipo de relacionamento.

MARCOS: Obrigado. Poderás revelar-nos os nossos nomes verdadeiros, os nomes da essência? Estou ciente de que a Stella falou a respeito de pertencer à Sumafi.

STELLA: Família.

ELIAS: Muito bem. Antes de mais, instruí-los-ei no sentido de vos fornecerdes da informação relativa às famílias da essência que a Lawrence vos poderá apresentar e sereis capazes de começar a identificar por vós próprios o alinhamento que tendes com as famílias da essência. Se não conseguirdes ou achardes demasiado difícil, terei o maior prazer em fornecer-vos a informação, mas encorajá-los-ia a começardes por a identificar sozinhos.

Oferecer-vos-ei os nomes da essência se o preferirdes, que consistem em tons. Um momento. (Pausa, e volta-se para o Marcos) Marta. (para a Vicki) Sem H. (Para a Norma) Paul. (Para a Letty) Castille.

NORMA: Será um nome de homem ou de mulher?

ELIAS: Nenhuma essência se identifica por meio de qualquer género. Isso acha-se directamente relacionado com os focos físicos e a interpretação que fazeis do sexo, apesar de, por intermédio das escolhas do termo, e do apego que sentis pelo significado do sexo enquadrado nessa escolha do termo, isso representar o género masculino, feminino, masculino. (Respectivamente para a Letty, para o Marcos e para a Norma)

NORMA: Masculino? (Elias acena afirmativamente)

STELLA: Penso que aquilo que A Marta estava a dizer-te era a família da consciência, tal como me disseste que eu pertenço à Sumafi e à Tumold. Por isso estou a pensar num relacionamento desses, que… Seremos todos Sumafi? Claro está que todos temos outra, penso eu.

ELIAS: Correcto. Sim, tu alinhas pela família Sumafi. (Para a Vic) Apesar de deveres ajusta o termo referente ao alinhamento, (para a Stella) porque tu pertences à família Sumafi. (Neste caso a primeira frase será: “Sim, tu pertences à Sumafi.” Para esclarecimento: a Stella é Sumafi e alinha pela tumold. O Elias teve um grande deslize, aqui).

Agora; podes tentar identificar a família porque alinhas neste foco físico pois terás a capacidade de a identificar na medida em que ela te criar uma ressonância no íntimo. Ser-te-á oferecida informação de suporte à tua compreensão destas famílias da essência, o que te proporcionará a oportunidade de te alinhares, em conjugação com este foco físico em particular, com outra família da essência. Isso também te auxiliará na investigação do teu propósito individual neste foco em particular, porque cada família detém um propósito. Por isso, isto é relativo à família porque alinhas num foco individual, porque tu também deverás possuir esse propósito.

NORMA: Como é que duas essências que escolhem interagir na intimidade nesta vida, tipo mãe e filha, poder prosseguir num confronto permanente sem jamais chegarem a resolver as questões?

ELIAS: Muitas vezes as pessoas escolhem interagir em focos por meio dos quais trocam de lugar ou papel. Todos os vossos outros focos exercem influência neste foco, do mesmo modo que este exerce igualmente influência sobre os vossos outros focos. Nesse sentido, podeis escolher manifestar-vos em diferentes funções ou papeis, por assim dizer, com esse indivíduo que percebeis como vosso pai ou mãe. Noutro foco podeis desempenhar o papel de pai ou mãe enquanto que o outro indivíduo pode desempenhar o de filho. Podeis igualmente manter focos com esse mesmo indivíduo em que podeis manifestar-vos na qualidade de irmãos. Com isso podeis exercer alguma competição e podeis também manifestar acções com o intuito de obter experiências emocionais que, traduzido por palavras vossas, podeis não escolher encarar como muito positivas; contudo, compreendam, não existe negatividade. Tudo traduz experiência. Por isso essas experiências também trespassam para este foco presente e influenciam o relacionamento mútuo que experimentais nas relações.

Podeis estar a experimentar um outro foco com uma pessoa que não objectivais de modo confortável. Podeis experimentar imensa dificuldade com esse indivíduo noutro foco justamente em razão da experiência, e essa experiência trespassar igualmente e influenciar-vos neste foco em particular, apesar da energia sofrer um ajustamento. Por isso, podeis não sentir ódio pela pessoa mas incorporardes conflito. À medida que vos compreendeis melhor a vós próprios e à essência, à acção da manifestação e a todos os vossos focos, e melhor concebeis a realidade das correntes de opinião e crença, também possuireis uma maior compreensão e tolerância nos relacionamentos que criais, com base na noção de que criais a vossa realidade. Cada momento da vossa realidade, seja objectivo ou subjectivo, sois vós que o criais a cada instante. Por isso, quando começais a compreender de forma objectiva estas acções e a incorporá-las em ermos duma realidade e não só como um conceito, também isso deverá influenciar-vos pela alteração da vossa percepção e da vossa experiência.

NORMA: Mas, quando parará isso? Se não compreendermos isso, sabes, neste foco por exemplo, e aí escolhermos outro foco e repetimos isso, isso de trocar de papéis, quando deverá isso parar?

ELIAS: Não se trata aqui da questão do carma! Não estais a “solucionar” nenhuma acção. Por isso, há-de parar quando escolherdes interromper a acção! (Ri, e todos os demais riem) Apenas continua na medida em que escolheis dar continuidade ao acto. Por isso, a todo o momento podeis escolher interromper a acção. Não é uma questão de “transferir” experiências continuadas e trocas num contexto de necessidade, porque isso não é necessário. É uma questão de escolha, porque vós escolheis criar a vossa realidade do modo que escolheis!

Vós escolheis cada probabilidade. Nada vos é imposto. Nada é exigido da vossa parte e não necessitais de dar continuidade a nenhum relacionamento. É tudo uma questão de escolha. Vós detendes, a cada instante da vossa existência a escolha de alterar a vossa realidade, e podeis alterá-la em qualquer direcção ou modo que preferirdes. Por isso, sugiro-vos que possuís uma liberdade formidável, pois não vos achais condicionados por essas crenças que vos ditam que deveis relacionar-vos dentro de determinadas linhas mestras. Vós não vos manifestais no contexto da crença do carma!

Não tendes que experimentar focos contínuos devido a terdes experimentado previamente o oposto. Não sois obrigados a experimentar o papel de vítimas simplesmente devido a que noutro foco tenhais escolhido ser um assassino. Podeis escolher não assumir o papel de vítima. Do mesmo modo, podeis escolher tornar-vos e não necessariamente ter que passar pela experiência de serdes assassinados. É tudo escolha vossa, e do que escolheis experimentar.

Tal como já afirmei, podeis escolher apenas, para o referir por palavras vossas, três manifestações físicas no consentimento de vos manifestardes nesta dimensão particular e no seu ciclo, apenas pela razão de experimentardes a orientação sexual; Porque nesta dimensão vós escolheis manifestar-vos num enquadramento orientação sexual. Por isso é um elemento inseparável desta dimensão. Portanto, ao penetrardes o ciclo desta dimensão física em particular, vós concordais manifestar-vos como homem, mulher e “intermédio!” (Riso) Confusos! (A rir) Isso constitui o reconhecimento da actividade homossexual, que todos vós comportais. Surpresa das surpresas!

STELLA: Voltando de novo ao assunto das escolhas, porque razão terei eu escolhido… Quer dizer, eu escolhi uma vida tão incrível e horrível! (Elias ri) Não, escolhi mesmo, e por tanto tempo! Agora acho-me liberta, bastante liberta. Deixei de me tornar vítima, mas que terei eu obtido dessa situação? Tu dizes que eu podia ter posto um travão nisso em qualquer altura! E a propósito tenho consciência desta ser a minha última vida. Esta é a minha última manifestação ou vida. Vim aqui dar uns quantos coices, e pronto, terminado! Por isso, penso que talvez precisasse experimentar tudo isto, de forma a não ter que voltar? Não sei!

ELIAS: Ah! Tenhamos cuidado para não nos expressarmos de modo a teres que voltar de novo!

STELLA: Não, não dessa forma. Talvez como tu!

ELIAS: Absolutamente. Dir-te-ei que muitas vezes, numa manifestação final - apesar de isso não constituir regra! – mas muitas vezes numa manifestação final, o foco escolhe muita confusão e dificuldades.

STELLA: Penso que terá sido o que eu fiz!

ELIAS: (De modo afirmativo) Mas isso é para obter experiência, e para ceder energia em auxílio na transição a fim de se transitarem em meio a essas vigorosas crenças sustentadas.

STELLA: Formidável! Muito bem, isso explica muita coisa! Assim, estarei alinhada com o meu propósito? Estarei a realizar o meu propósito?

ELIAS: Estais sempre a realizar o vosso propósito… Sempre. Não há momento algum em que não realizes o teu propósito porque, se não o estiveres a cumprir, desprender-te-ás deste foco e não lhe darás continuidade. Se escolheres continuar, estarás a preencher o sentido do teu valor e o teu propósito. Apenas atribuís crenças de certo e de errado e de bom e mau às experiências que fazeis. Por isso também vos confundis no processo do pensar e interrogais-vos acerca da razão porque manifestais uma realidade tão horrível.

STELLA: Mas foi detestável. Simplesmente detestável! Dei-me mal de verdade! Não voltaria a passar pelo mesmo. Na verdade não o voltarei a experimentar! (Riso)

ELIAS: Mas ao penetrares a área da transição podes surpreender-te enormemente ao descobrires teres repetido essa acção um número incontável de vezes!

STELLA: Bom, estou certa de o ter feito. Já fui mãe dela, pai dela, mas desisto! Desisto completamente! (Todos rimos, incluindo o Elias) Não conseguiria voltar a repetir a experiência! E não o estou a fazer apenas neste tipo, nesta realidade, neste foco, e quase que me separo dela completamente, posso acrescentar. É maravilhoso mas…

ELIAS: Isso procede da escolha por que optares, mas não existe certo nem errado. Tudo é aceitável.

STELLA: Mas há ainda uma outra coisa. Eis uma outra crença - a da compulsão. Tenho uma personalidade bastante compulsiva e viciada. Escolho todas a espécie de coisas. Poderá parecer bastante estúpido mas vou colocar a pergunta do mesmo modo. Porque, eu pensei que tinha posto um término em todos os vícios que tinha, estás a ver? Pensava já ter ido além e ter-me tornado livre dos vícios que tinha. Agora… Quer dizer, isto vai soar horrível e gostaria de ver isto arrancado. De qualquer modo, sou viciada em…

ELIAS: (A rir) Em invalidar-te! Anota isto! (Riso)

(Nota da Vicki: A esta altura eu estava na ponta do meu assento! E pensei, em que diabo poderá a Stella, de entre todas as pessoas, estar viciada?)

STELLA: E quero saber o que hei-de fazer. Tenho esta dificuldade com as cenouras e estou a ficar amarela, e quanto mais amarela fico… Quer dizer, as pessoas vão começar a comentar que eu me encontro doente ou isso! (Riso) Eu adoro cenouras e tenho este problema que me está a fazer trepar pelas paredes por não conseguir deixar de comer cenouras! Vou tornar-me amarela a valer, mas isso é igualmente um tipo de vício. Pensava ter acabado com isso, mas já se está a tornar-se aborrecido.

ELIAS: Antes de mais, permite que te diga que estás a associar um aspecto de negatividade a essa experiência. Em segundo lugar, estás a restringir-te aos limites da crença da causa e do efeito. Por isso também atribuis uma qualidade negativa e de falta de aceitação à tua experiência. Por vezes, em certos focos, certos indivíduos escolhem aquilo que designais como “compulsividade” pela razão da intensidade do estímulo obtido nas experiências. Por isso, é apenas uma questão de associares a isso uma crença de ser errado, o que constitui uma negação para ti.

Tu não precisas automaticamente criar uma coloração alaranjada na pigmentação da tua pele pela simples razão de estares a consumir esse tipo de vegetação! Isso é uma crença que tu tens! Podes consumir completamente aquilo que escolheres sem que isso te afecte necessariamente em termos físicos, se não alinhares pelas crenças que lhe associas. Existem muitos elementos no teu foco físico a que associas crenças negativas; por meio da expressão de serem danosos, de estarem a gerar doença ou disfunções, de estarem a provocar a morte, ou de provocarem a coloração da pele! (Riso) Isso não passa de crenças; nenhum elemento jamais provoca isso. Não se trata duma situação de causa e de efeito.

NORMA: Mas qualquer excesso representa uma disfunção, não?

ELIAS: Isso constitui uma crença.

NORMA: Tudo o que for tomado em excesso… Estávamos a falar de excessos, não estávamos?

ELIAS: Absolutamente, mas isso é outra crença. Associais uma qualidade negativa ao excesso. O próprio termo “excesso” acha-se imbuído duma conotação negativa.

NORMA: Mas se, por exemplo, bebermos demasiado álcool ou fumarmos demasiado, isso passará a ser uma realidade! Ainda teremos esse veneno no nosso corpo. E isso não representará nenhuma crença mas algo real!

ELIAS: Será uma realidade, mas somente em relação á vossa crença!

NORMA: À nossa crença? Isso quer dizer algo em que acreditamos?

ELIAS: Precisamente; e como acreditais nisso…

NORMA: Se não acreditarmos que nos possa prejudicar, isso não sucederá?

ELIAS: Absolutamente. Porque, assim como acreditais nessas coisas também as criais, e elas tornam-se uma realidade!

NORMA: Não, não, não! (Aqui desatamos todos a rir)

ELIAS: Ah! Vamos começar às voltas! Continua.

NORMA: É bastante difícil. Tal como penso que se levarmos alguém para uma ilha e não dissermos a essa pessoa que se ela fizer algo em excesso isso a venha a prejudicar… Nesse caso pensas que isso não irá afectá-la? Se fizer algo, como comer em demasia, por exemplo, se ele comer algo que o faça ficar doente, ele ficará doente! E ninguém lho terá dito! Bom, estamos a falar de excessos, por isso…

ELIAS: Ele poderá experimentar ficar doente, para o referir por palavras vossas, em resposta a algum elemento que tenha consumido. Mas isso não constitui uma resposta automática que represente uma verdade! Trata-se duma associação a uma crença. As crenças representam uma realidade nesta dimensão! Constituem o vosso foco. Não podeis subsistir no foco físico sem crenças! Por isso representam uma parte íntima do que criais e da vossa realidade; mas eu sugiro-vos igualmente que detendes uma grande liberdade, porque podeis não alinhar por essas crenças e não criareis aquilo que acreditardes dever criar!

NORMA: Então, se quisermos engordar, engordamos. Se quisermos ser magros, emagrecemos.

ELIAS: Precisamente.

NORMA: No caso de acreditarmos nisso.

ELIAS: Absolutamente.

MARCOS: Mas isso soa um pouco como: toda a vítima que deseja ser assassinada é assassinada? Ou acabará por se colocar numa posição em que o venha a ser?

ELIAS: Sim. Não gosto da terminologia “querer ser”, porque em termos objectivos nenhum de vós abriga o sentimento ou a sensação de querer ser magoado ou ofensivo, mas estabeleceis compromissos ao nível da essência e escolheis tais experiências. Elas não sucedem por acidente nem são fruto do acaso. Se estiverdes envolvidos numa posição de vos tornardes vítimas, tereis escolhido através dum sonsenso tornar-vos vítimas por uma questão da experiência, porque nenhuma experiência é má! Todas as experiências são neutras. São tudo experiências unicamente e vós tendes muitos, muitos, muitos focos da essência a experimentar tudo em simultâneo. Por isso encontrais-vos a fazer todas as experiências inerentes a esta realidade, não apenas com o acto de focardes a vossa própria essência mas também através de todos os vossos aspectos, todas as vossas partes complementares (counterparts), que podem ser sustentadas por intermédio de diferentes essências. Por isso, nesta questão, trata-se unicamente da escolha da probabilidade em que pessoalmente, e num foco individual, vós próprios escolheis actualizar.

Todas… Sublinhai isto … Todas as experiências vos são inseridas ao nível da essência, pois vós forneceis a vós próprios montes de vias por intermédio do que podeis obter experiência. E todas as experiências constituem experiências. Não são boas. Não são más. Não envolvem qualquer causa nem efeito: Não envolvem qualquer consequência. Consistem apenas em experiências.

Vamos fazer um intervalo, e em seguida podereis prosseguir com o vosso questionário.

GRUPO: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê. (Para a Norma) Estou a dizer-te que não desejo criar-te conflito, nem aborrecer-te emocionalmente. Estou apenas a expressar a realidade.



ELIAS: Continuemos. (Sorri para todo o mundo)

LETTY: Bom, tenho uma pergunta impossível a fazer mas vou colocá-la à mesma. A parte que nos facilita mais os nossos focos aqui, a mim parece ser a parte da aceitação e a da compreensão. Mas não existirá como que um atalho? (Tanto a Letty como o Elias começam a rir) Quer dizer, muitas vezes, compreendo intelectualmente onde erro e a razão porque o faço, mas chegar a implementar essa compreensão torna isso…

ELIAS: Antes de mais, não estais errados!

LETTY: Tudo bem.

ELIAS: Porque não existe nada de errado! Apenas escolhes de diferente modo. Cada um de vós escolhe objectivar a vossa realidade de modo diferente. Alinhais pelas correntes de opinião das massas quanto à existência de certos elementos do vosso ser como errados - coisa que não são - e em razão disso podeis começar por tentar aceitar a coisa. Podeis experimentar um exercício, se preferirdes, de reconhecerdes cada momento, durante o vosso dia, em que possais dar por vós a sustentar crenças e num acto de falta de aceitação das vossas expressões ou a actualizar a cedência de energia à crença do certo e do errado. Com isso sereis capazes de proporcionar a vós próprios informação com respeito à quantidade de vezes em que, durante o tempo dum dos vossos dias vos invalidais e deixais de vos aceitar, ou expressais falta de aceitação pessoal. Todos vós sois muito bem sucedidos nesse tipo de acção, mas se reconhecerdes tal acção podeis proporcionar a vós próprios a capacidade de, mais rapidamente – por palavras vossas – dar uma maior atenção à periferia e alterar a vossa percepção, coisa que vos influenciará ou criará uma maior ausência de esforço no foco.

Lá pelo começo, por assim dizer, das nossas sessões, eu costumava sugerir àqueles que compareciam no fórum o exercício de não só detectarem mas de procederem á anotação toda a vez em que se estivessem a invalidar ou a reagir a uma crença. Podeis reagir por intermédio do que designais como uma acção positiva ou negativa que isso não tem importância. Mas ao reconhecerdes cada uma dessas reacções também proporcionareis a vós próprios informação sobre o modo como alinhais com as crenças; porque podeis reagir a um indivíduo que poderá comentar convosco que o seu pai tenha passado desta vida. O seu pai terá morrido, e a vossa resposta imediata, nas crenças que comportais, será a de expressardes, “Oh, sinto muito.” Porquê??? (Riso) Nada de negativo terá ocorrido a essa pessoa. Ela terá abandonado deliberadamente o foco físico e ter-se-á passado para uma área de transição e terá proporcionado a si próprio uma maior possibilidade de escolhas. Por isso, porque sentireis pena?

É uma crença. Uma reacção automática que expressais continuamente! Podeis reconhecer nessa vossa reacção - que não percebeis como negativa - estardes a consolar e a revelar interesse! Mas podeis igualmente reconhecer nessa reacção um alinhamento que fazeis com uma corrente de opiniões das massas, e com isso estais a conceder energia na perpetuação dessa crença das massas. Estais igualmente a reforçar as vossas próprias crenças da associação de elementos negativos no acto de morrer e a reforçar em termos de energia as vossas crenças do temor, com um simples acto de consolação.

NORMA: Mas nesse caso estaremos a falar em termos de negação do sentimento, e de não aceitarmos sentimentos, porque isso faz parte do sentimento! Como quando alguém abandona este foco, e depois sentimos saudades dessa pessoa. Não é como: “Bom, entendo que tenha partido por ter querido partir.” Mas de qualquer modo sinto saudades dele! E em relação a isso?

ELIAS: Isso é bastante real! Eu não estou… DE TODO… A sugerir-vos que negueis qualquer dos vossos sentimentos, nem as emoções que sentis nem nenhum pensamento! Estou unicamente a sugerir-vos que reconheçais a estrutura em que esses pensamentos e sentimentos são expressados. Isso não quer dizer que se trate de expressões erradas, porque não existe nada de errado. Isso não vos é sugerido no sentido de vos negardes a vós próprios, porque esta é a vossa realidade! Isso não vos sugere que deixeis de expressar consolo ao outro, no contexto autêntico da realidade dos sentimentos. Reconhecei apenas que essa expressão brota duma crença.

NORMA: A expressão das crenças? Qual expressão?

MARCOS: Quando dizemos, “sinto muito”. Sabes, aquilo que dizemos em primeiro lugar quando alguém morre, “Oh, sinto muito.”

NORMA: Pela simples razão de o estarmos a sentir! Não me estou a referir a tu dizeres-me o que devo sentir. Mesmo que não diga “Sinto muito”, eu sinto-o! Não é como eu querer que saibas que lamento. Não. É algo interno, sabes? E eu não carrego as crenças das pessoas na tristeza que sinto, nem procuro mostrar-me simpático, mas sinto-o intimamente, sabes? E ainda que compreenda e aceite que essa pessoa tenha decidido abandonar a vida por ter descoberto um mundo melhor ou lá pelo que é, ainda assim sinto pena disso. Mas não se trata da questão de o revelar. Não me importa se as pessoas acreditam ou não nisso. Não me importa que elas cheguem junto de mim e me digam: “Oh, pobre norma.” Não. É pelo que sinto, e é algo que, apesar de poder aceitar por ser capaz de constatar que essa pessoa pode estar muito bem nalgum outro lugar, ainda assim lamento-o por mim própria, sabes?

ELIAS: Absolutamente.

NORMA: Mas não é algo que me tenha sido expressado ou que me tenham dito: “Quando uma pessoa morre, deve-se sentir pena”, porque talvez o meu marido morra e eu não venha a lamentar o facto, sabes? Dizem que devemos lamentar o facto da nossa mãe ou do nosso marido morrer. Até mesmo quando as pessoas dizem que quando uma mãe falece uma filha deve lamentar, talvez eu não lamente. Não sei.

ELIAS: Eu estou a compreender inteiramente o que estás a expressar. Procura entender aquilo que te estou a sugerir. Toda a vossa realidade é filtrada por correntes de opinião ou crenças. Não importa que isso vos tenha sido objectivamente referido. Pode ser que, durante todo o período compreendido no vosso foco, nunca chegueis a experimentar a ocorrência duma expressão verbal a incutir-vos obrigação de sentir de um ou de outro modo. Automaticamente sois levados a sentir isso, no quadro das escolhas a que procedeis no alinhamento das crenças que comportais. Esta dimensão em particular acha-se bastante centrada na experiência da emoção. Por isso acha-se intimamente envolta em tudo o que criais. Nesse sentido, as vossas emoções são igualmente influenciadas pelas vossas crenças.

Essas crenças, tal como já tive ocasião de referir, também podem ter origem em algo que trespassa dos vossos outros focos. Pode ser que não vos tenham ensinado em termos objectivos - apesar de vos poder dizer que vos ensinaram – que deveis expressar-vos de determinados modos. Podeis igualmente referir nesse mesmo contexto devido a vos alinhardes pelas crenças das massas. Permitam que vos diga que muitos não têm consciência objectiva de que comportam aquilo que designais como envolvimento religioso durante todo o tempo do seu foco. São capazes de vos dizer que nunca, nos seus próprios termos, foram a um templo religioso e que os seus pais jamais terão debatido qualquer forma de religião com eles. Ainda assim haveis de abrigar crenças religiosas, porque a vossa cultura se baseia em crenças religiosas. Por isso a coisa trespassa para a vossa consciência, e passais a aceitar o facto. A vossa cultura expressa-vos: “Não deveis matar um ser humano. Isso é errado.” Mas isso constitui uma reacção directa às crenças religiosas.

Podeis não interagir com outro indivíduo que vos diga que quando a vossa mãe morrer deveis sentir-vos tristes. Podes automática e genuinamente sentir-te triste. Isso é uma realidade. Além disso consiste numa filtragem que se estabelece por intermédio das crenças. Nem sempre detendes consciência objectiva ou identificação daquilo em que essas crenças consistem, mas elas existem, pois formam a vossa realidade. Podes reagir de modo diferente e o teu marido morrer sem que tu denuncies a menor tristeza, o que deverá igualmente ser influenciado por uma crença; porque se não revelares tristeza diante da passagem dum indivíduo, deves não te ter sentido bastante agradada com ele! (Riso) E se te mostrares triste, devias achar-te demasiado apegada a ele para sentires tantas saudades, porque acreditas – palavra chave! – teres deixado de te relacionar com ele. Se compreendesses não existir qualquer separação, a tua emoção teria permanecido incólume; mas isso destina-se igualmente à vossa experiência, porque esta dimensão adopta experiências emocionais. Por isso a tua reacção não será correcta nem errada. Apenas será a reacção que tiveres, e ela será válida, e real.

(Com firmeza) Não vos digo que negueis esta realidade mas que a aceiteis, e que deis atenção apenas às crenças que lhe influenciam as expressões; sem atribuirdes juízo a essas crenças mas proporcionando a vós próprios uma oportunidade de identificardes a afectação procedente dessas crenças. Porque na acção desta Mudança, não conseguireis realizar a vossa própria mudança da consciência se não começardes por proceder à identificação das crenças e não aceitardes a sua existência! O objectivo desta Mudança consiste em levar-vos a aceitar as crenças. (Voltando-se e encarando directamente a Vicki) Estou a entender perfeitamente o quanto estás a gostar desta acção! (Riso)

Haveis de achar a acção da aceitação das crenças bastante difícil mas não deveis empreender de todo tal acção se não vos tiverdes permitido uma consciência prévia da existência dessas crenças, e de que elas vos influenciam cada aspecto da vossa realidade, além de que toda a vossa realidade é filtrada por meio dessas crenças. Isso não quer dizer que por vezes não experimenteis – não sempre – acções sou reacções que brotem de fora do âmbito das vossas crenças, porque podeis experimentar. Podeis experimentar com pouca frequência a objectivação de determinadas acções que constam de trespasses subjectivos que não são directamente influenciados pelas vossas crenças, apesar de, por outro lado, serem influenciadas pelas crenças da consciência das massas; porque se a consciência das massas na sua globalidade não conceber a crença na possibilidade de realizar tal acção, ela não se realizará e será bloqueada.

Se a consciência das massas na sua globalidade não aceitar a possibilidade da materialização dos extra-terrestres, nenhum de vós os materializará! Não podeis comportar qualquer crença que reconheça a existência desses extra-terrestres e deparar-vos com uma ocorrência dessas porque a energia é concedida à sua objectivação por meio das massas. Por isso, na acção particular da vossa criação podeis não necessariamente objectivar uma filtragem por meio das crenças que comportais neste foco particular. Podeis atrair uma experiência que se vos dirija a partir dos limites das vossas próprias crenças, mas será filtrada pelas crenças das massas a que vos achais igualmente ligados.

Por isso é que vos digo que apesar de poderdes atrair a vós experiências que se estendam para além das vossas crenças individuais, nada será objectivado na vossa realidade que não se acha dentro dos limites das crenças, porque elas são igualmente influenciadas pela (consciência) colectiva.

MARCOS: Elias, eu entendo que a essência possa escolher três ou milhares de focos. A certa altura, a essência deve escolher deixar de assumir mais focos, e aí que é que acontece? Tal como percebo isso, talvez uma vez essa necessidade ou escolha que a essência expressa se ache cumprida nesta dimensão em particular, existirão outras dimensões em que a essência passará a focar-se? E existirá mais algum propósito para tudo isso além do de obtermos experiência?

ELIAS: O propósito inerente à consciência é bastante simples. Ao “nível” da essência e da consciência achais-vos num contínuo acto de transformação. Isso traduz-se por um contínuo explorar de vós próprios, da consciência, sempre em expansão e sem fim à vista. Podeis escolher (empreender) muitas acções ao vos desligardes dum ciclo físico qualquer particular duma qualquer dimensão. Podeis não ter focos em todas as dimensões neste exacto momento, e podeis optar por vos desligardes das dimensões em que vos achais focados e experimentar outros ciclos de manifestação física noutras dimensões, se o desejardes, por uma questão de obterdes experiência e explorardes; ou podeis escolher deixar de vos voltardes a manifestar em qualquer manifestação física. Com respeito a tal acto, deveis deslocar-vos rumo a áreas da consciência não física e passardes a obter experiências no quadro dessas áreas da consciência, que são sem fim. (Pausa)

MARCOS: Muito bem...

ELIAS: Isso deverá proceder apenas da escolha procedente da vossa exploração e da vossa própria transformação, a qual também não se acha separada da totalidade da consciência no seu estado de transformação, porque não sois compostos por secções. Apenas vos disfarçais na percepção que tendes de ser focos físicos que podem assumir o aspecto da separação, mas não vos achais separados.

STELLA: Elias, eu quero perguntar-te uma coisa. Actualmente, no teu lado, de que modo nos percebes a nós? Como será o modo como me vês a mim?

ELIAS: (Fecha os olhos enquanto murmura baixinho) Estou a aceder ao meu lado! (Riso generalizado) Não existem lados! Por isso, precisaria encontrar um, desde logo! (A rir)

Vós visualizais. Vós empreendeis sentidos físicos, que podeis referir como exteriores e interiores. Por isso a percepção que tendes é obtida por intermédio de todos esses sentidos, porque isso é um elemento que faz parte da vossa manifestação física.

Na área da consciência em que este aspecto desta essência do Elias se foca... Porque esta essência se acha focada em todas as áreas do foco não físico, mas vós interagis apenas com este aspecto desta essência. Eu diria que interagis com um aspecto desta essência, apesar de por vezes eu poder proceder a uma troca e vós passardes a interagir com diferentes aspectos desta essência cujas diferenças se vos podem tornar difíceis de identificar, apesar de por vezes poderdes reconhecer ligeiras diferenças se prestardes atenção. Mas com estava a dizer, esta essência é filtrada através de imensas camadas da consciência a fim de conseguir actualizar este intercâmbio de energia e de interagir convosco. Apesar de deter a capacidade de focar energia por meio deste corpo físico e de aceder ao seus sentidos físicos e de vos conseguir visualizar na forma que projectais, no geral não opto por expelir esta concentração de energia focada desse modo. Por isso, a incorporação do sentido da visão assumida neste corpo durante este intercâmbio é bastante distinto daquele que o Michael experimenta quando interage convosco e vos contempla.

Não me foco na forma física que projectais, por ser desnecessário. Estou ciente da vossa energia e da vossa consciência. Tenho consciência daquilo que expressais por intermédio do que pensais e sentis, na manipulação que exerceis sobre a energia nesta dimensão e deste preciso instante. Não vos “visualizo” do mesmo modo como vos percebeis quando vos vedes ao espelho. Visualizo apenas um padrão de energia, que por palavras vossas poderá ser descrito como ondas de vibração. Isso projecta o vosso tom assim como todos os vossos aspectos. Por isso tenho consciência igualmente de todos os vossos aspectos, nesta troca de energias e interacção que estabeleço convosco.

A concentração de energia que tem que ser traduzida através de várias camadas da consciência a fim de actualizar este intercâmbio é bastante intensa. Por isso prefiro não fazer fluir mais energia para uma acção menos necessária do que aquela que é precisa porque isso afectaria bastante o Michael durante o período de troca de energias. Por isso limito o influxo de energia directamente para a consciência deste corpo apenas para trocar energias; sem me concentrar na manipulação das expressões corporais - apenas dentro de certos limites - por ser desnecessário. Posso erguer-me nesta forma corporal e deambular por entre vós se assim o preferir mas tratar-se-á dum foco de energia que pode tornar-se factor de afectação. Por isso opto por limitar a concentração da energia. Nesse sentido, o Michael já sente dificuldade com a realização desta troca de energia e não vejo necessidade de a aumentar.

STELLA: Obrigado.

ELIAS: Fica segura de que eu vejo, para o referir por palavras vossas, o teu eu.

STELLA: Deus meu, quem me dera poder ver isso com os meus olhos! (A rir)

ELIAS: E podes!

STELLA: Eu tenho uma visão de mim própria bastante distorcida! (Elias ri)

MARCOS: Elias, não poderias falar-nos um pouco acerca do conceito daquilo a que chamamos passado, presente e futuro, todos a decorrer no momento? Trata-se dum conceito com que sinto enorme dificuldade.

ELIAS: Ah, mas estás em boa companhia! (Riso) Porque todos os outros no vosso planeta, com excepção do Siman, (piada) sentem, igualmente, dificuldade com esse conceito!

Nas áreas não físicas da consciência e da realidade, não existe qualquer estrutura de tempo. Isso não quer dizer que não haja nenhuma energia do tempo sob a forma dum aspecto da criatividade da consciência. Só pretende referir que não existe experiência de tempo. Por isso, não se dá qualquer reconhecimento do passado, do futuro ou do presente. Isso é uma idealização inerente aos focos físicos. Em cada dimensão, o tempo manifesta-se sob forma duma dimensão física idealizada e independente. Nesse sentido, é criado em cada dimensão a fim de ceder energia à actualização da experiência dessa dimensão física particular. Consiste numa idealização da consciência a fim de actualizar a vossa realidade, do modo que escolhestes actualizá-la. Por isso, nesta dimensão particular dispondes do enquadramento temporal, o qual não traduz qualquer ilusão.

É real, mas possui uma realidade relativa a esta dimensão e a este foco físico. Não é relativa a outros focos físicos existentes noutras dimensões físicas, nem tampouco relativo às áreas não físicas da consciência. Não passa duma idealização no seu padrão pertencente a esta dimensão particular. O elemento do tempo na consciência é reformulado e reconstruído em termos de energia sob variadas formas, dependendo da dimensão.

Por isso, a experiência desse elemento de tempo difere. Em certas dimensões algumas estruturas temporais, nos vossos termos e percepção, podem ser muitíssimo rápidos, muito mais rápidos do que aquilo que percebeis ser o vosso. Alguns podem ser verdadeiramente lentos, muito mais lentos do que a percepção que tendes. Alguns podem ser bastante complicados, para o referir por palavras vossas, porque podem assemelhar-se muito mais à estrutura temporal dos sonhos, o qual não segue necessariamente qualquer padrão linear, mas que ainda inclui uma estrutura temporal particular. É diferente da percepção objectiva que tendes do tempo, mas consiste numa outra manifestação duma estrutura temporal.

Nesta dimensão escolhestes, por uma razão de compreensão da memória, proceder à criação duma estrutura de tempo que se desloca por um padrão linear, o que vos proporciona a oportunidade de recordar eventos e acção no vosso foco, na vossa dimensão. Isso permite-vos recordar eventos referentes ao vosso passado histórico. Além disso serve igualmente como uma motivação, em termos de curiosidade, com que vos inundais, nesta dimensão, em relação ao vosso futuro. Permite-vos uma antecipação, uma forma de excitação e de motivação, pela criação da novidade do que percebeis como sendo esse futuro.

Apesar de ser uma realidade nesta dimensão, também consiste numa acção de camuflagem da consciência, e da essência. Trata-se duma criação intencional destinada à vossa experiência nesta dimensão. Detendes a capacidade de aceder ao futuro e ao passado e interagis subjectivamente com o que pensais ser futuro e passado. Tudo existe agora. Trata-se duma percepção de “não agora”. Mas ocorre em toda a acção do momento.

Por isso, o vosso futuro afecta o vosso passado, o vosso passado afecta o vosso futuro, o vosso presente está a alterar o vosso passado e o vosso futuro, e isso pode estender-se seja em que direcção for que escolherdes pensar (Riso) porque se passa tudo agora! Portanto, tendes a capacidade de alterar todas as realidades neste presente instante; sendo por isso que sois capazes de alcançar determinadas acções na vossa percepção objectiva no momento que poderá ser inserida a partir do vosso futuro, por assim dizer. Podeis igualmente alterar o vosso futuro, e qualquer acção que decorra no vosso futuro, por meio da alteração presente agora no vosso passado.

STELLA: Então isso significa que somos bastante poderosos!

ELIAS: Absolutamente. (A sorrir) Vós sois a essência. Por isso, não possuís limites além daqueles que atribuís a vós próprios, no condicionamento das vossas crenças, por uma questão de obterdes pureza de experiência nesta dimensão. Mas possuís nesta dimensão a capacidade de aceder a qualquer área da consciência; sendo essa a razão porque vos digo que sois seres magnificentes e de que não existem mestres ascensionados, porque o que será que ascenderá além de vós? (Riso) Porque vós sois tudo! E que poderá existir além do todo? (Mais riso)

STELLA: Juro por Deus que em seguida era capaz de voar! (Desata a rir)

ELIAS: Tu podes escolher essa acção, se o preferires!

STELLA: Já fiz algum uso desse poder!

ELIAS: Isto pode tornar-se algo avassalador para vós, na vossa consciência objectiva!

STELLA: Sim, bastante! Oh meu Deus, muito obrigado!

LETTY: Muito obrigado, Elias.

MARCOS: Obrigado.

ELIAS: Não desejais colocar mais nenhuma pergunta, neste dia?

NORMA: Já temos muito em que pensar!

STELLA: Pois, isto agora suscitou-me um monte de perguntas! (Elias ri) Obrigado, Elias.

NORMA: Obrigado.

ELIAS: Fico a antecipar o reencontro futuro com todos vós e passarei a afastar-me de vós hoje, e a expressar-vos de modo bastante afectuoso, au revoir!

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