domingo, 19 de junho de 2011

VOCÊS CURAM-SE A VOCÊS PRÓPRIOS



Sessão 18
“Aspectos Alternos”
“Fragmentos”
“Vós Curais-vos a Vós Próprios!”
“A Verdade Há-de Suplantar a Crença!”
Domingo, 2 de Julho, de 1995
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes: Mary (Michael), Vicki (Lawrence), Elizabeth (Elizabeth), Debbie (Catherine), Ron (Olivia), Bill (Kasha), Julie (Peter), Carole (Dimin), Jo (Joseph), Ken (Robert) e, tendo chegado mais tarde, a Christie (Oliver).

Elias chega às 6:11 da tarde

ELIAS: Boa noite. Vamos continuar com o nosso debate subordinado ao elemento religioso. Mas primeiro, vou passar a admitir perguntas da vossa parte. As boas vindas da nossa parte ao Peter.

JULIE: Olá.

ELIAS: Estamos a ver uma essência nova. Sê bem-vindo.

KEN: Obrigado.

ELIAS: Começaremos por abordar a confusão que sentis. Podeis colocar as questões. (Pausa)

VICKI: Eu tenho algumas perguntas da parte do Michael. Será que essa coisa das vias neurológicas terá algo que ver com o facto do Eu provável se ter apresentado num tom acinzentado, e ficado desfocado após um minuto? (1)

ELIAS: (A sorrir) Ele está-se a sair muito bem. Esse é um tema difícil de abordar. Vou explicar dizendo que, ao conceberdes esta manifestação física, e ao vos desligardes da essência, estabelecestes na consciência um marco de separação. Ao fazerdes isso, e ao possuirdes uma expressão física sob a forma do vosso corpo, passastes a incorporar elementos físicos nesse mesmo corpo. Nessa medida, um desses mesmos elementos é constituído pelo vosso cérebro, que constitui a parte do vosso corpo que mais informação processa. Todos vós estais cientes de não fazerdes uso de todo o vosso cérebro físico, mas, ao terdes separado a consciência que tendes da vossa essência, passastes a impor “barreiras” no vosso cérebro físico. Fazeis isso a fim de permitirdes à vossa manifestação física uma expressão total em termos de experiência. O que não quer dizer que os incidentes neurológicos não prossigam nessas partes do vosso cérebro. Apenas quer dizer que não reconheceis nem processais essa informação em termos físicos.

Já declarei anteriormente que todos vós possuís a capacidade de intersectar outros Eu suplementares ou Alternos. Por esse modo particular, já se revela um tanto mais difícil. Para poderdes intersectar um Eu Alterno, precisais abrir um novo corredor neurológico, a fim de passardes a incorporar uma informação renovada. Isso não é tão difícil quanto o percebeis. Acreditais precisar passar por tinidos eléctricos a soar no vosso cérebro para expandirdes a consciência que tendes. Não precisais ter um entendimento dos processos físicos que se processam. Apenas precisais possuir o desejo e a confiança para permitirdes que tais corredores se abram. Se fizerdes isso, podereis intersectar outras probabilidades.

Nesse caso, a razão porque apresenta ausência de cor assenta no facto de, se escolherdes interagir com uma outra probabilidade, até que vos habitueis mais, acreditais que a vossa identidade possa sofrer uma ameaçada. Na percepção que tendes, sois o indivíduo singular que vos caracteriza. Vós, no vosso subconsciente ou numa outra forma de consciência, tendes receio de perder a identidade que tendes. Por isso, precisais estabelecer uma distinção entre vós, e um (outro) Eu Alterno. Ao estabelecerdes isso, criais um véu dimensional. Esse véu (tem por função) separar e atribuir uma ausência de coloração. Isso também dá origem a uma situação de “desfocagem”. O vosso cérebro, ao admitir uma nova via neurológica, não é capaz de aceitar tal informação por um período de tempo prolongado, no início. Eventualmente, quando vos sentirdes mais seguros na vossa identidade, e na identidade da vossa essência destituída de secções, a cor passará a ser incorporada.

Actualmente, e duma forma subconsciente, isso ainda não apresenta segurança ao Michael. Ele não compreende o que está a fazer. (A sorrir) Por isso, são impostas barreiras no seu próprio foco físico a fim de lhe assegurar a protecção da sua própria identidade. Isso, na realidade, não é necessário, mas cada um de vós passa pela experiência desse mesmo fenómeno. Esse Eu Alterno não tem consciência da identidade dele. Ele há-de descobrir que só avançará a ponto de ser capaz de intersectar esse Eu Alterno. Cada um de vós aqui pode intersectar esse Eu Alterno com toda a segurança, e fornecer uma informação mais detalhada sobre esse Eu Alterno ao Michael, se o desejardes. A razão disso assenta no facto de fazer parte da sua própria essência e não constituir uma parte que se tenha fragmentado. É uma ramificação, como explicamos, que segue um caminho paralelo. Se o Michael interferir demasiado, a esta altura, ele irá alterar a outra probabilidade. Eu entendo que ele não tenha vontade de provocar tal coisa, mas, conforme disse, ele não compreende aquilo que está a experimentar. Não é danoso que ele investigue. Isso, uma vez mais, corresponde a uma expressão dum desejo extremado, e servirá o propósito de ampliação da informação e da compreensão. Por isso, pode ser considerado como uma “coisa boa”.

VICKI: Então, provavelmente também deve ter entrado em conta, em relação à existência duma barreira física ao contacto.

ELIAS: Isso é parcialmente acertado. Em parte, essa barreira consiste numa barreira dimensional, que cada um de vós pode cruzar. De mesmo modo, se entrasses em contacto com um Eu Alterno teu, ele (o Michael) gozaria da capacidade de cruzar essa barreira dimensional com o teu Eu Alterno. É-te possível cruzar a tua própria, só que neste foco físico isso apresentar-se-ia como bastante improvável. Tu, em cooperação com o teu Eu Alterno, crias uma outra barreira, em paralelo com essa barreira dimensional. Isso separa-te do propósito da identidade individual, o que propicia a criação do que pensais ser uma “zona de segurança”. Vós, na vossa expressão física desta dimensão, tal como eles também, nas suas dimensões físicas, percebeis ser o vosso foco principal. Acreditais que a vossa essência se identifica, na sua totalidade, com a personalidade que assumis e com as vossas características. Isso, de facto, pode não corresponder à realidade. Vós próprios podeis constituir um Eu Alterno! Mas, por razões que se prendem com a identidade e a importância, inerentes a cada foco e a cada dimensão, vós comportais essa crença, porque se acreditásseis não ser o “mais importante”, não sentiríeis qualquer motivação. Por isso, se fordes “o mais importante” e o predominante, isso confere-vos razão para acreditardes em vós. Tal como disse, é possível eliminar tal barreira, mas conhecendo o Michael e a teimosia e o desejo que ele apresenta, (a sorrir) ele bem que consegue realizar isso! Mas, não é habitual.

VICKI: Ele tem uma outra pergunta relacionada com isso, mas não me quero intrometer, pelo que...

ELIAS: Isso é admissível, por dispormos de muito tempo e de muita paciência para aceitarmos mais perguntas.

VICKI: Muito bem. Uma das perguntas que ele tinha: Como pode ter três filhas e ainda assim constituir uma ramificação ou divisão independente? (2)

ELIAS: Isso servirá a todos como informação. Não tendes uma compreensão clara quanto ao nosso tema da ramificação, ou da fragmentação, ou dos Eu Alternos. Passo a explicar. Essa ramificação separou-se, segundo os termos que empregais, antes do nascimento da sua segunda filha, mas não teve a confiança necessária para dar prosseguimento ao seu próprio desenvolvimento duma forma independente. Por isso, continuou em paralelo com o Michael. Ao completar essa divisão, ou ramificação, ele segmentou-se após o terceiro parto, e, dando continuidade à confiança individual, procedeu à elaboração de diferentes escolhas. Além disso, essas escolhas achavam-se em cooperação com uma outra essência, pelo contacto com essa essência.

Foram atribuídas diferenças físicas a essa nova divisão. Nesse estágio final da divisão, esse Eu Alterno escolheu juntar-se a um outro indivíduo. O Eu Alterno optou por se casar com a essência paterna, ao passo que o Michael continuou, e escolheu juntar-se a uma nova essência. Isto foi o que esses enfoques produziram... assim: (faz uma demonstração gestual, unindo as palmas das mãos, para em seguida as separar) Elas continuam a parecer-se bastante uma com a outra, apesar desse Eu Alterno comportar um enfoque muito mais emotivo. Contudo, esse Eu Alterno ainda se acha incorporado na essência do Michael. Acha-se incluído na original, só que tem existência e continuidade independentes, e estabelece as suas próprias escolhas.

Essa criança, que estabeleceu a confusão, foi aquela mesma criança que ele não incorporara após o nascimento. Como vós diríeis, essa criança morreu, apesar da criança não ter morrido, porque ainda existe, e ainda está a viver e a crescer no enfoque dum Eu e duma dimensão alternas. Vou sugerir, apenas a título de curiosidade, informação não requerida, quanto ao facto dessa criança ter sido chamada Stephanie. (A sorrir, enquanto a Elizabeth se põe às risadas) Mas a Elizabeth fica a saber da existência duma outra Elizabeth, (a sorrir) e, infelizmente, duma outra Donnalie também, apesar de elas não possuírem as vossas exactas características de personalidade. A razão porque tais diferenças físicas ocorreram deveu-se a que, ao estabelecerem essa escolha de se juntarem à essência do pai dessas crianças, esse Eu Alterno jamais esteve ligado à essência que o Michael escolheu. Nesse sentido, o Michael optou por fazer outras coisas na sua vida, as quais resultaram num acidente com os dentes, o que lhe alterou o aspecto facial. O Eu alterno não passou por essa alteração do aspecto facial, por possuir os dentes originais.

VICKI: Esse Eu Alterno algum dia se tornará um fragmento independente?

ELIAS: Isso depende do desejo desse Eu Alterno em particular. Neste presente momento, conforme o encarais, ele não possui tal desejo.

VICKI: Serão todos os fragmentos independentes, antes de mais, um Eu Alterno?

ELIAS: Essa é uma pergunta difícil. Por um lado, sim; por outro, não. Um fragmento não constitui sempre uma ramificação (da essência). Conforme expliquei, um fragmento pode ser criado a partir dum foco de desenvolvimento passado, o que não seria a mesma coisa que uma divisão (ramificação). Para perceberdes esta ideia da ramificação, visualizai uma árvore. Vós sois a árvore. Todos os seus ramos constituem divisões vossas, ainda ligadas e ainda a pulsar junto com a essência original e ainda como parte dela, mas a crescer de modo independente e a proceder à criação da sua própria forma, uma forma que não reflecte a própria árvore, mas em que cada folha constitui uma divisão dessas ramificações! (Riso de confusão) Apesar de poderdes - se imaginardes uma árvore enorme - perceber igualmente as sementes ligadas a ela, e a separar-se, e a tornarem-se as suas próprias árvores, mas imbuídas de todo o conhecimento da árvore original a fim de se tornarem numa outra árvore, exactamente igual. (Pausa) Isto servirá de ajuda?

VICKI: Serve. (Não muito convincente) Obrigado. (Pausa)

CAROLE: Elias, sinto uma enorme confusão com respeito a várias disciplinas inerentes a este foco desta dimensão humana, relativamente à necessidade e à realidade e à validade dos vários tipos de medicina Indianas, do sistema de crenças das Índias Ocidentais e dos sistemas Druidas. No meu próprio caso, que será que corresponde à verdade, o que se apresenta como necessário, e se isso se situará num nível vibratório mais baixo do que aquele para onde nos conduzes, e para onde estaremos a endereçar-nos.

ELIAS: Antes de mais, vou-me dirigir à confusão que manifestas. Tal como no caso do Lawrence, tu fazes uso de vários sistemas de crença, não pertencentes necessariamente a este enfoque físico, mas muitos sistemas de crença. Nessa medida, e por se tratar duma manifestação final, eles juntam-se todos e deixam-te confusa, por não saberes qual hás-de escolher. Todos estão correctos e todos são aceitáveis.

Tu, à semelhança do Lawrence, (a rir) tiveste vários focos de desenvolvimento sem ser nesta dimensão, o que serve para te deixar ainda mais confusa, porque essas manifestações comportam sistemas de crença muito diferentes daqueles da Terra. (Todos rimos, inclusive o Elias) Tu, nesta manifestação tentaste incorporar todos esses sistemas de crença. Todos eles comportam algumas verdades. A inclusão de várias verdades revela-se bastante positivo, por te expandir a percepção, e a compreensão que tens.

Não te manifestaste neste foco físico nem nesta dimensão muitas vezes; apenas as suficientes à obtenção de experiência. Nessa medida, empregas não somente este foco físico dos sistemas de crença, como além disso, a tua essência, ao comunicar contigo, faz uso de outros sistemas de crença. (A rir) Tu, por tua vez, esforças-te por descobrir um sistema de crenças com que esses outros coincidam, mas eles não coincidem! (Riso) Hás-de entender. Não podes empregar sistemas de crença inerentes a um outro planeta, e incluí-los na magia Índia, e esperar que se ajustem! (Voltamos todos a rir novamente) O envolvimento e o interesse que manifestas por esses sistemas de crença é-te instrutivo e presentemente prestam-se a uma expansão da consciência e da compreensão que tens, ao fazeres uso do teu Eu Maior.

Tu empregaste, nesta dimensão física, informação inerente a outras dimensões físicas, que utilizas como uma realidade, apesar de constituir uma realidade a partir da dimensão errada! (Com muito humor) A identificação que estabeleces com outras realidades é de tal modo forte que não tens sido capaz de diferenciar uma realidade da outra. Isso não quer dizer que todas não sejam reais, porque todas o são. Apenas não têm que ver com este foco dimensional.

Isso pertence a uma outra dimensão, o que não quer dizer que não exista ou que não seja uma realidade, porque é. Só não o é nesta dimensão. Tu cruzaste as vossas dimensões, tal como o Michael se esforça neste momento por cruzar as dimensões em termos físicos. Tu já o conseguiste, de onde te provém o fascínio que sentes pela magia da terra e pelos cristais. Nesse outro foco de desenvolvimento, na dimensão da Atlântida, isso foi tremendamente empregue por meio de sistemas de crença. É aí que a ligação com isso se estabelece. (A Carole começa a chorar)

A identificação que estabeleces com um outro sistema planetário está correcto, sendo que também traduz um enfoque e uma identificação associada aos teus filhos. Presentemente, eles não têm consciência de tal ligação, e seguem o seu próprio percurso. Eles hão-de tomar consciência disso. Tu, num foco que designas por futuro, sem ser na manifestação física, instruí-los-ás e isso irá beneficiá-los por estarem relacionados, e mesmo sem acreditarem, acreditarão terem contactado a mãe. Isso há-de servir como uma ponte. Passaremos a explicar que, do mesmo modo, a ligação que tens com os cristais, e a cura, e o Merlin, têm que ver igualmente com uma outra dimensão, igualmente real, mas por ser usado numa outra dimensão, onde terás aprendido as capacidades curativas que empregas na ajuda que dás às outras essências. Além disso, tu também não acreditas na habilidade que tens. É maior do que aquilo que percebes, e pode revelar-se bastante útil para as essências que não possuam a capacidade de se curarem a si próprias por intermédio dos sistemas de crença. (A olhar para a Julie, a sorrir) Não sinto o menor desejo de te aborrecer mas só de confirmar. (O Elias diz isto por a Carole continuar ainda a chorar)

CAROLE: É claro que sim. Obrigado.

ELIAS: Não tens o que agradecer. (Pausa) Vamos dirigir-nos ao Peter. É admissível que não acredites na tua própria essência. É aceitável e compreensível que não acredites na tua própria capacidade de cura, o que também se aplica à Catherine, porque se acreditásseis nessa capacidade, haveríeis de a realizar, apesar da Catherine possuir um sistema de crenças mais amplo nessa área, e fazer uso duma maior aceitação da essência nessa área. O Peter necessita focar-se no Peter. Tal como declarei, outras essências hão-de focar-se em si próprias. Não te compete a ti interessar-te por elas ou responsabilizar-te por elas. Compete-te responsabilizar-te pela tua própria essência. Se os sistemas de crença que abraças tiverem que ver com a vossa profissão médica, nesse caso devias procurar os seus préstimos. Tu tens vindo a instruir-te por um em que acreditas, e conheces, e com que já te identificas. Por isso, digo-te que escutes. Estás a compreender?

JULIE: Estou. (A chorar)

ELIAS: Também podes - por falar na vossa profissão médica - indagar sobre o vosso potássio. (Chega a Christie) Damos as boas vindas ao Oliver.

CHRISTIE: Olá.

DEBBIE: O Michael e a Lawrence e eu estávamos a falar sobre a cura, há umas noites atrás. Quando parecemos não ser capazes de o fazer sozinhos, tu mencionaste um poder colectivo inerente às energias das pessoas, tal como sucede em Lurdes ou em Fátima. Será possível que consigamos curar-nos uns aos outros, por esse mesmo meio?

ELIAS: Absolutamente! Tal como tenho vindo a anunciar, cada um de vós possui em si mesmo esse poder, individualmente, mas vós nem sempre entrais em sintonia com a capacidade que possuís. Por isso, por vezes ao tentardes curar-vos, isso não funciona. É por essa razão que outras essências possuidoras de capacidades curativas podem ser usadas a título de auxílio. Na realidade, quem cura de verdade sois vós próprios! (A sorrir) Não são as vossas drogas, nem as vossas ataduras. É o vosso próprio poder, o poder da vossa essência. Vós simplesmente não sintonizais esse poder. Por isso é que outros podem servir de instrutores e de auxiliares. Além disso, colectivamente, podeis, sem possuirdes qualquer conhecimento do que estais a fazer, curar-vos uns aos outros por meio das energias colectivas e da confiança uns nos outros. Isso representa o uso de outras essências, numa cooperação convosco. Isso gera uma ligação muito poderosa. Também se presta como uma validação de vós próprios, na capacidade que possuís.

CHRISTIE: Então, somos capazes de nos curar somente por meio da nossa fé, ou seremos capazes de não adoecer se acreditarmos nisso. Não será verdade?

ELIAS: É verdade, mas não precisais acreditar!

CHRISTIE: Bom, eu tive um amigo que andou constipado durante uma semana, e manifestou vontade de se manter afastado de mim, e eu disse-lhe para não se preocupar, que eu acreditava não ser contagiada por aquela constipação!

ELIAS: Nesse caso não serás contagiada, apesar de poderes vir a contrair qualquer coisa em termos físicos, não uma constipação (necessariamente), e não saberes com te livrares disso. Podes também não acreditar que possuis a capacidade de alterar isso. Não tem importância. Podes alterar o teu resultado sem a ajuda duma crença em termos absolutos. O que é requerido é confiança. Precisas incorporar uma confiança na tua essência para transpores a crença. Tal como expliquei que precisais confiar na vossa própria essência para transpordes um receio, precisais igualmente confiar na vossa essência para transpor uma crença. Os sistemas de crença são muito poderosos! Eles não se desvanecem simplesmente nem são facilmente substituíveis, (a sorrir) mas possuem uma qualidade bastante aderente! (Riso)

O que não quer dizer que não consigais afectar algo por deterdes um sistema de crença contrário, porque os vossos sistemas de crença hão-de mudar automaticamente e ser postos de lado pela confiança que tiverdes, porque a vossa confiança mostrar-vos-á a verdade, e a verdade há-de suplantar o sistema de crenças.

CHRISTIE: Então, se tivermos confiança, poderemos praticamente eliminar a preocupação.

ELIAS: Absolutamente! Não existe necessidade alguma de preocupação! Fico reconhecido a todas as religiões por isso, que todas elas empregam em comum, o facto de a preocupação ser inútil, coisa que é facto! Ela não vos altera o resultado, nem influencia nenhuma energia positiva. Apenas serve para vos confundir e para vos tornar infelizes! Por isso, não comporta qualquer objectivo.

DEBBIE: Será possível eliminarmos a energia negativa em relação aos outros?

ELIAS: Absolutamente. Tal como vós emanais energia positiva que afecta todas as coisas no foco físico, e em todas as outras essências, também podeis afectar toda a gente com energia negativa. Confirmaremos isso à Catherine, presentemente, por emanar uma tremenda energia nessa direcção, energia essa que está a ser sentida pelo Michael.

DEBBIE: De que forma? Negativa ou positiva?

ELIAS: Positiva, e em termos bastante concretos, (pausa) porque o Elias tem também bastante consciência do efeito dessa sensação física, sobre este corpo.

CHRISTIE: Quando “passamos” para o “outro lado”, onde tu te encontras, contemplaremos as nossas vidas e faremos uma revisão do que tivermos feito nesta nossa última manifestação? E depois, isso terá alguma coisa a ver com o que fizermos na manifestação seguinte?

ELIAS: Vou-me desculpar para com o Oliver, e vou-me dirigir a essa pergunta, mas primeiro vamos fazer um breve intervalo, por o Michael estar a ser bastante “afectado na sua energia”, e se sentir confuso. Por isso, e com a vossa indulgência, vou dirigir-me à tua pergunta num instante.

INTERVALO

ELIAS: Vamos continuar. Suponho que agora o Michael disporá dum retracto mais amplo das essências! (3) Ele está determinado a experimentar coisas que não compreende. (A sorrir) Vamos prosseguir com a atenção que estávamos a dispensar ao Oliver. (Pausa) Devo apresentar um pedido de desculpas, o que vos surpreenderá a todos, mas é que a interferência causada pelos campos de energia erradicou a última pergunta! (Rimos todos, incluindo o Elias) (4)

CHRISTIE: Muito bem. Eu disse algo do género, quando passamos desta vida, e vamos para o “outro lado”, conforme chamo a isso, se chegamos a examinar a nossa última… Quero dizer, presumo que examinaremos a nossa última manifestação física, e se por essa altura aquilo que tiver ocorrido nos afectará nesse “lado de lá”, e à manifestação seguinte que estabelecermos.

ELIAS: Essa pergunta dirá respeito ao vosso estado de transição?

CHRISTIE: Diz.

ELIAS: Porque existe uma diferença entre o estado de transição da nova manifestação, ou voltar a focar-se numa outra consciência.

CHRISTIE: Muito bem. Bom, deixa que acrescente um pouco mais a isso. Se não temos consciência de que necessitamos de mudar as crenças que abrigamos, e precisamos fazer algo nesta manifestação física, e ainda assim não o fazemos, e passamos desta vida para o “outro lado”, bem sei que não existe Carma (retribuição inerente às noções de causa e de efeito) nem nada semelhante, mas isso não atrasará o nosso processo, ou evolução, ou seja lá o que for?

ELIAS: Não. (Pausa) Tu estás a raciocinar em termos de crescimento nos moldes físicos. Isso está errado. Estes focos de desenvolvimento físicos destinam-se à experiência; a experiência, na sua globalidade, como representação do que designaríeis por crescimento. Não é necessário que incorporeis conhecimento da vossa essência através do desenvolvimento físico. A vossa essência está a incorporar informação relativa às experiências por meio do desenvolvimento físico. Não existe... (pausa) “revisão”, por si só. Isso assenta num sistema de crenças que é influenciado pelos enfoques religiosos. Não há necessidade de revisão, por não estardes a julgar o que designais por desempenho passado. Por outro lado, podeis escolher optar por rever, até determinado ponto, unicamente com o objectivo de expandirdes a consciência que tendes. Isso não se destinará a uma prevenção contra a repetição de comportamentos prévios, porque se desejardes voltar a experimentar o comportamento anterior, haveis de o experimentar. Conforme terei explicado, estes focos de desenvolvimento destinam-se à vossa experiência. No estado da vossa essência, vós não sois tendes corporeidade. Por isso, não “experimentais” a natureza física. É por isso que escolhestes manifestar-vos no físico.

Vós fazeis isso em muitas dimensões, em simultâneo. A esse respeito, a vossa essência adquire experiência, uma experiência simultânea, a partir de todos os focos que possui nos domínios físicos, cada um comportando as suas próprias regras, conforme temos designado. Na realidade, não se trata de regras conforme as entendeis mas, tal como expliquei que ao escolherdes manifestar-vos neste foco físico, deveis manifestar-vos pelo menos três vezes, noutras manifestações físicas e dimensões, aplicam-se outras regras. Isso faculta à vossa essência uma cornucópia de experiências, que ela não poderia obter sem se manifestar em termos físicos. Isso não quer dizer que repitais uma e outra vez por não conseguirdes “acertar”! (Riso) Muitas essências repetem uma e outra vez, mas isso deve-se ao facto de se satisfazer com a expressão física. É a vossa escolha.

CHRISTIE: Então, num certo sentido, cabe à nossa escolha eleger o facto de podermos utilizar esta expressão física como um jardim infantil, e adoptarmos todo o tipo de divertimento!

ELIAS: Correcto. (A sorrir)

CHRISTIE: Se mudarmos simplesmente os sistemas de crenças que temos, e percebermos e passarmos a ter conhecimento de podermos fazer isso?

ELIAS: Parcialmente correcto.

CHRISTIE: Conquanto tenhamos confiança.

ELIAS: Sim. Não se trata do caso de mudar os sistemas de crenças. Conforme tenho expressado, não vos podeis manifestar no físico sem sistemas de crenças. Eles traduzem-se pela informação que dispondes em relação à vossa manifestação. Por isso, não podeis separar as manifestações físicas dos sistemas de crenças. Se não possuísseis sistemas de crenças, não vos teríeis manifestado em termos físicos; mas, se pudésseis escolher e realizar (a sorrir) sistemas de crenças somente positivos e divertidos então, sim, possuíeis a capacidade de o experimentar na manifestação física. Isso, conforme previamente expliquei, não corresponde ao que escolheis manifestar. Podeis experimentar na vossa essência incorpórea. Isso constitui uma expressão natural para a vossa essência; a negatividade já não. Por isso, se escolherdes experimentar algo diferente, escolheis manifestar-vos no físico.

Vou afirmar, uma vez mais, que este período da manifestação física caracterizado pelo emprego de negatividade, está a chegar ao fim. O jogo está quase terminado. Não importa o quanto continueis a experimentá-la, apesar de por intermédio de um acordo entre todas as essências, num período do vosso futuro, conforme o encarais, deverá suceder uma intersecção em que o jogo terminará, quer estejais ou não preparados para tal. Como estais presentemente a experimentar e a expandir a consciência que tendes, haveis de entrar numa maior sintonia convosco próprios. Haveis de passar a incorporar uma maior compreensão da vossa essência, e de todas as probabilidades que ela comporta, de todas as suas divisões, de todos os seus fragmentos e de toda a interacção que estabelece.

Ao fazerdes isso, haveis de tomar consciência daquilo de que vos falo, quando vos digo que vos preparais para evitar o trauma, tal como expliquei, à Catherine e à Elizabeth, de modo a perceberdes os sonhos dotados duma natureza precognitiva como destinados a preparar-vos para a manifestação física desses eventos, de modo que não sintais uma emoção esmagadora quando ela se manifestar de facto no físico. Além disso, se tiverdes conhecimento antecipado desta Mudança, e dispuserdes de consciência, estareis parcialmente preparados. Com a actualização dessa mudança não experimentareis tal trauma. Quanto mais presentemente passardes a incorporar numa actualização da mudança, em todas as áreas, mais facilmente haveis de passar por ela. (Pausa) Estás a entender estes conceitos? (A Christie acena afirmativamente) Também damos os parabéns pela realização que o Oliver obteve ao associar-se ao Michael através dos sonhos, e por incluir igualmente o Lawrence, (pausa) e expressamos que contamos com uma maior capacidade de recordação da parte do Olivia! (A sorrir)

DEBBIE: Elias, eu trouxe um convidado, por me ter sentido impelida a isso.

ELIAS: Isso é aceitável. A intuição da parte da tua essência faculta-te um pressentimento no sentido de a satisfazeres. Nós expressamos à Catherine o nosso reconhecimento pelo avanço obtido nesse contacto estabelecido, ao empregar confiança em ti própria.

DEBBIE: Nesse caso, far-me-ias a vontade, e revelar-me-ias o nome da essência dele?

ELIAS: O nome da essência desse indivíduo; vais-nos dispensar um instante, se fazes o favor. (Pausa) Essa essência deverá ser identificada pelo nome de Robert. Isso reporta-se a uma cultura ocidental, mas diria com respeito a essa essência, que os seus focos de desenvolvimento passados se acham mais ligados às filosofias orientais, o que torna a escolha de um nome ocidental para identificação bastante interessante. Essa essência identifica-se fortemente com as filosofias orientais da cultura Indiana e está ligada ao Oriente, e apresenta afinidade por dragões. Diremos que tal afinidade para com o que designareis neste foco físico como algo pertencente ao foro lendário ou imaginário, constitui unicamente uma percepção deste foco físico, mas noutras dimensões é actualizado como uma realidade, tal como vós vos actualizais em termos duma realidade, aqui. Também sugeriríamos, uma breve ligação com as Índias Ocidentais, apesar de não ser do mesmo tipo da Catherine, num continente do sul destas Américas, mas mais ligado á Índia do Norte. Não estou a conseguir obter o nome Índio. Estou incapaz de aceder a uma identificação oriental para além de Robert, apesar de, se desejardes essa informação, ela te poder ser facultada no nosso próximo encontro.

DEBBIE: Permites que coloque mais uma pergunta, que já me calo? Ele sente preocupação em relação ao pai. Poderás dizer-lhe (algo) em relação a isso?

ELIAS: (A esta altura, o Elias foca a sua atenção directamente no Ken) Que desejarás, em auxílio a essa essência?

KEN: Ele passou desta vida era eu ainda criança, pelo que senti que... (Aqui, o Elias interrompe o Ken)

ELIAS: Desculpa por perguntar, mas porque razão te preocupas em relação a essa essência? Desejas exprimir alguma ajuda a essa essência?

KEN: Bem, se isso for possível. É que eu sempre senti que ele tenha sido levado demasiado subitamente.

ELIAS: Vou-te dizer que, neste foco de desenvolvimento, não necessitas manifestar qualquer auxílio em relação a essa essência. Poderás desejar entrar em contacto com essa essência e, se desejares tal coisa, ser capaz de realizar isso. Essa essência não voltou a manifestar-se em termos físicos. Por isso, se desejares (estabelecer) uma comunicação que cruze os véus dimensionais, isso tornar-se-á possível. A atracção que manifestaste em relação a essa essência serviu para causar uma confusão temporária durante a transição. Essa confusão já não se apresenta. Essa essência encontra-se bem. Por causa de (certas) crenças, fez-se necessário utilizar, por um breve período, um “hospital”. Estes, ao contrário dos hospitais de que dispondes no foco físico, não se assemelham, porque no estado incorpóreo vós não apresentais ferimentos nem enfermidades. Por isso, não se faz necessário qualquer hospital real, apesar de por meio das crenças que abrigais, quando morreis - conforme designais a essa passagem - podeis acreditar sentir-vos necessitados de um hospital, (riso) apesar de na realidade não necessitardes, mas em reconhecimento desses sistemas de crença, e num acto de facilitar a transição, tais acomodações são empregues. Essa essência já aí não se encontra, por não mais se revelar necessário.

Existem indivíduos aqui, no vosso planeta, no vosso foco de desenvolvimento, que se especializam no contacto com essências que não se encontram neste plano físico, e que não se tenham voltado a manifestar. Podes, se contactares um desses indivíduos, entrar em contacto com essa essência. Eu facultar-te-ia uma maior assistência nessa área, mas esse não é o meu enfoque. Eu não estabeleço contacto com essas essências, por me votar presentemente ao foco de desenvolvimento do ensino. Existem muitas outras essências que apresentam uma especialização dessas. Será isso de algum auxílio, por mais diminuto que seja?

KEN: É, bastante. Obrigado.

ELIAS: Não tens o que agradecer.

CAROLE: Elias, o termo Merkaba terá algum significado? E serás capaz de me dar... (Aqui, o Elias interrompe a Carole)

ELIAS: Isso diz respeito a um prisma. Um prisma utilizado em associação com a espiritualidade. Isso é o que o Michael usa como aquilo que faz “girar”! (Pausa) Estamos todos tão calados! (A sorrir)

VICKI: Eu tenho uma pergunta relacionada com as ramificações.

ELIAS: Sim?

VICKI: Portanto, nós poderíamos ser considerados divisões ou ramificações?

ELIAS: Podeis.

VICKI: Mas não existe qualquer diferença, ou existe, quanto ao modo como vos havíamos de sentir?

ELIAS: Direi, em primeiro lugar, que interrompemos por breves instantes o assunto da vossa essência e do seu elemento, esta noite, a fim de responder a perguntas. Isso será continuado mais a fundo na nossa próxima sessão. Dir-te-ei que podeis constituir uma ramificação, (a sorrir) assim como podeis constituir um fragmento. Ora bem; também te direi que neste foco de desenvolvimento, e no vosso presente, alguns de vós desenvolvestes uma filosofia a fim de explicar essa divisão ou fragmentação, que antes não conseguíeis explicar. Nessa medida, desenvolvestes termos tais como “Transmigração” (substituição do espírito num mesmo corpo, segundo a concepção de certas correntes ocultistas). Os “Transmigrados” não são essências que invadem outras essências, apesar de poderem representar a vossa própria essência a fragmentar-se num foco de desenvolvimento.

Podeis experimentar, num foco de desenvolvimento individual, uma altura específica em que vos sintais perdidos, e em que vos sintais a vós próprios, nesse caso, como algo novo. Nessa medida, estareis a experimentar o vosso fenómeno da fragmentação, ou da divisão; mais frequentemente o da fragmentação. Vós sentis, e tendes comummente consciência das divisões que ocasionais durante o vosso tempo de vida. Ao vos fragmentardes nesses focos de desenvolvimento individuais, sofrereis um impacto muito maior. Haveis de sentir quer uma tremenda mudança em vós próprios, ou a consciência duma essência nova. Isso não representa uma outra essência a ocupar a vossa. É a vossa própria essência, em toda a sua vastidão, em acordo com uma divisão no sentido de se tornar num fragmento. Esse fragmento pode optar por continuar nesta dimensão física, e vós podeis escolher continuar numa outra dimensão, cruzando-vos. (A esta altura ilustra a ideia por um entrecruzar dos dedos) É bastante possível cruzar dimensões. Vós fazei-lo com mais frequência do que o percebeis.

Uma ramificação também deverá ser sentida por vós. Quando experimentais um período de desorientação, ou de confusão, ou duma enorme emoção, ou de falta de motivação, ou uma sensação de vazio, estais a experimentar juntamente com uma ramificação, cada um de forma independente, cada uma a tomar parte, cada uma com desejos individuais, cada uma idêntica à outra. Por vezes ao vos dividirdes cruzais dimensões. Podeis permanecer aqui durante quarenta e cinco anos e dividir-vos, e essa ramificação de vós permanecerá aqui, enquanto vós continuareis numa outra dimensão, plenamente cientes do vosso passado em ambas as dimensões, plenamente cientes de todas as vossas experiências, só que a sentir-vos diferentes.

CHRISTIE: Isso explicará o caso no qual, eu própria, há anos atrás, tive uma sensação de ter sido transplantada, e de ter “caído abruptamente” aqui? Como se não pertencesse aqui, e pertencesse a uma outra época. Contudo, estava ciente desta época, com excepção de alguns apagões da infância, só que sentia não pertencer aqui. Era como se pertencesse a alguma outra parte.

ELIAS: Isso está certo. (A esta altura a Christie diz: Ena pá!) Isso, vou passar a explicá-lo, traduz apenas uma fragmentação parcial e incompleta. Tratou-se duma divisão real, e de um acordo para te tornares numa fragmentação independente da essência. Isso também foi experimentado pela Dimin, e pela Catherine. No caso da Dimin, constituiu uma troca completa, em termos de fragmentação. Conforme declarei, todas as novas essências fragmentadas comportam todo o conhecimento prévio, toda a (recordação) das experiências anteriores, e são essencialmente as mesmas que a essência a partir da qual se fragmentam. Isso responde pelo facto da Dimin se sentir como uma essência nova, mas possuidora ainda de recordação, porque esta essência incorpora todos os mesmos elementos originais. No caso da Catherine, a essência fragmentada é dela. Ela não constitui o fragmento. Tu passaste por uma fragmentação, o que incorporou uma desorientação na tua consciência, uma sensação de falta duma parte.

Tais sensações, quando as experimentais no foco físico, revelam-se muito intensas. Também provam ser bastante difíceis de explicar se não possuirdes informação. Foi por isso que inventastes o mito novo da “Transmigração” para explicardes aquilo que não compreendeis mas sabeis corresponder a uma realidade, e sabeis ser sentido pela vossa essência. Vamos incluir igualmente neste tema o Robert, na sua experiência do tempo de divisão neste foco de desenvolvimento, um período de confusão e de letargia, embora breve. Todos vós passastes pela experiência da ramificação da essência. Apenas não conseguis identificar aquilo que experimentastes. Nem sempre sentis essa fragmentação quando procedeis a escolhas, mas alturas há em que subsiste uma certa consciência. Trata-se duma remoção da vossa essência, que ainda se acha incorporada. Não se acha separada, mas é sentida como uma remoção, e é reconhecida.

Até mesmo a nossa pequena sentiu isso, ao fragmentar a Mattie. Torna-se mais dramático quando fragmentais uma ramificação num foco actual de desenvolvimento. Torna-se menos desorientador fragmentar-se conforme a Elizabeth o fez no caso da Mattie, mas vou-vos dizer que isso ainda assim é efectivado, porque a Mattie existe em simultâneo, e não pertence ao passado. Vós só sentis, física e emocionalmente, essa remoção como um pouco mais acentuada, quando envolve uma divisão a fragmentar-se do vosso actual foco de desenvolvimento, por terdes mais consciência do vosso presente foco de desenvolvimento.

VICKI: Isso terá alguma coisa que ver com o facto do Michael e eu partilharmos uma sensação de sermos “almas jovens”?

ELIAS: Correcto. A Kasha, o Michael e a Catherine são novos. Ao se fragmentarem, a partir da minha essência, eles fragmentaram-se em diferentes períodos, mas são relativamente novos; a Kasha foi a primeira, tendo o Michael sido o último. Ao fragmentar-se do Paul, a Elizabeth foi a primeira, e o Lawrence quem o fez mais recentemente. Isso responde pela ligação que a Catherine estabeleceu com os primeiros focos de desenvolvimento, pelo que designais como épocas, que não aconteceu ao Michael. Se a Kasha sentisse interesse, (a sorrir) identificar-se-ia com épocas anteriores às da Catherine, e de facto identifica-se - com focos ligados ao Egipto. A Catherine não se estende tão longe.

Também direi que a Dimin não se estende tão longe, e só a esta vida física, nos vossos termos. Isso parecer-vos-á uma contradição, por ter referido precisardes experimentar três focos de desenvolvimento, quando escolheis manifestar-vos nesta dimensão física. Isso não representa contradição nenhuma porque a sua essência manifestou-se nesta dimensão física muitas vezes, mas ao fragmentar-se neste foco, tornou-se numa essência nova neste foco físico. Isso corresponderia ao que designastes como “mudança dos onze” (11:11).

CAROLE: Onze, onze...

ELIAS: Essa é a designação que empregais. Essa mudança constituiu o vosso ponto de fragmentação no desenvolvimento duma nova essência; um “aniversário”. Compreendo que estes sejam conceitos bastante difíceis. (A sorrir) Eles revelam-se muito confusos. Haveis de os compreender. Além disso, notai, à giza de um exercício, as alturas na vossa vida, como quem diz, em que tenhais procedido a escolhas e sentido uma “influência” por causa dessas escolhas, quer seja na associação com um outro indivíduo, ou com uma “influência” pessoal. Se notardes, haveis de ver quando tiverdes experimentado tal atracção, e haveis de lembrar-vos da árvore que referimos e dos seus ramos, e não esquecereis as suas... folhas! (“Folhas” dito em uníssono com vários de nós, seguido de riso generalizado)

CHRISTIE: Elias, como me ramifiquei a partir da minha essência, isso será... quero dizer... disseste que me situava num enquadramento composto por areia e faraós, e agora sinto-me um tanto confusa. Serei uma alma velha que se tenha dividido recentemente?

ELIAS: (Ri, com um ar divertido) Fico muito satisfeito por expressares a confusão que sentes, por isso dever parecer confuso! (Riso) Conforme disse, a vossa essência é muito mais vasta do que aquilo que sois capazes de conceber. Vós assemelhais-vos a uma célula, que abrange tudo, parte do que, igualmente por meio duma cooperação. Tu, a parte de ti com que te identificas, constitui como que um pensamento da tua essência, tal como tu também formas pensamentos teus. A tua essência possui todo o conhecimento, e todas as experiências, que terás experimentado. Por isso, ao te fragmentares, ou te dividires, enquanto as partes todas e apenas uma, também experimentas e possuis conhecimento de todas as coisas. Conforme expressei, as ramificações não se tornam todas na sua própria essência. Algumas continuam incluídas na essência original. Algumas, ao expressarem um enorme desejo de se fragmentarem, acabam por se tornar na sua própria essência; mas tal como expliquei quando referi que não sois laranjas, e não sois constituídos por secções, vós não sois diferentes e não existis separados da essência. Por isso, podes situar-te no tempo dos faraós e não te situar nele, ao mesmo tempo! (Riso)

CHRISTIE: Muito bem. Uma outra pergunta. Ao descreveres isso nos termos duma célula, ou duma ideia que a nossa essência tem, e a nós como parte dum todo mais vasto, descreverá isso também a Unidade Universal e o Todo, e o modo como somos divisões dela, e constituiremos uma ideia efectiva nessa Unidade?

ELIAS: Muito bem, Oliver! (A sorrir) Bom; se fores capaz de aplicar esse mesmo princípio a ti próprio, sim. Ela (a essência) tampouco constitui laranja nenhuma, nem possui secções, e como não possui secções, mas tu és ela, e ela és tu, embora se estenda para além de ti, então como poderás possuir secções? Não podes constituir uma laranja se ela não constituir tal coisa. (A sorrir)

CAROLE: Posso colocar uma pergunta de cunho pessoal?

ELIAS: Podes.

CAROLE: A essência que conheci sob o nome de Michael, na forma física... Poderás revelar-me algo acerca da ligação existente entre essa essência e a minha?

ELIAS: Não será tão divertido, para todos nós, que sintamos atracção pelas essências que repelimos, quais ímãs? (Riso) Eu, inclusive, na minha manifestação física, também me sentia fascinado por esse processo, devo dizer, mas todos já fizemos isso. Já estivestes ligados anteriormente. No foco de desenvolvimento anterior da tua essência, essa essência esteve igualmente associada, na qualidade dum irmão, um irmão não muito bem acolhido, em que apresentavam muita briga e não muita cooperação entre ambos, e que tendo acordado voltarem a manifestar-se e a interagir juntos de novo, repetiram essa fricção. Essa é uma sábia decisão, a de pôr termo aos padrões anteriores. (Pausa) Passemos a reconhecer a Elizabeth, (riso) antes que ela saia do corpo de tanto “rebolar”! (Riso forçado)

ELIZABETH: Quase ia esquecendo de perguntar! Na noite passada o Michael e eu estávamos a conversar, e nas duas últimas semanas, pressentimos a presença duma essência diferente, mesmo por altura de nos irmos deitar, e interrogamo-nos se terá sido o Paul, ou de quem se terá tratado.

ELIAS: Mas, quem acreditastes ser? (Sorriso rasgado, seguido de riso) Interessava-nos que a Olivia e o Lawrence reconhecessem esta energia, por também fazer parte da fragmentação deles. Já fostes informados, pelo Paul, que ele e eu nos encontramos neste mesmo enfoque, e que nos encontramos em comunicação, apesar dele ter sido mais relaxado na comunicação, e se mostrar disposto a comunicar. (A esta altura o Elias senta-se todo hirto, a falar com muito humor e folgazão) Apesar de dizer que fui eu quem tomou a liderança! (Riso generalizado) Por me encontrar presente, enquanto ele não passa de impressões! Não precisas preocupar-te. Também estavas correcta quanto a eu ter tido consciência da preocupação que sentistes na noite passada, e quanto ao facto de não teres tido a certeza na identificação que estabeleceste em relação à energia do Paul; eu estava a prestar-vos assistência e consolo, e a dar-vos a entender que estais bem, e que vos encontrais familiarizadas com essa energia.

ELIZABETH: Obrigado.

ELIAS: Haveis de vos habituar todos a essa outra energia, muito em breve.

VICKI: Eu tenho uma pergunta relativa às conexões. Tenho vindo a sentir uma enorme ligação entre a Elizabeth e o meu filho, recentemente.

ELIAS: (Pausa) Ela também constitui... (pausa) um fragmento, (pausa) não do Paul... (pausa) mas do Lawrence. (5) Por isso, a ligação prossegue. As essências que se fragmentaram experimentam uma maior atracção umas pelas outras, e em relação às essências de que se fragmentaram, tal como podemos sentir-nos atraídos pelos nossos filhos e também nos sentirmos atraídos por alguns, não por todos, dos seus filhos, por serem essências interligadas a nós. O que não quer dizer que não sintam uma ligação por todas as outras essências. Só que vos sentis mais familiarizados com as essências a partir de que vos tenhais fragmentado, ou vos fragmentardes. A energia ser-vos-á familiar, por ser uma parte de vós. Isso responde pela atracção.

CHRISTIE: Será por isso que o Michael sente tal atracção pela neta dele, tal como sinto uma grande atracção pela minha neta?

ELIAS: Correcto. Essas novas essências fragmentaram-se a partir das vossas. Tu fragmentaste a tua, e ele fragmentou a dele. Já expliquei que os vossos filhos nem sempre constituem fragmentos, apesar de poderem ser. Haveis de partilhar em conjunto o facto dessas essências fragmentadas - de ti e do Michael - exibirem uma maior teimosia do que cada uma de vós! (Riso, seguido duma pausa prolongada, durante a qual o Elias olha ao redor, na direcção de cada um de nós) Desejareis colocar mais alguma pergunta? (Pausa) Tanto pensamento e sentimento por estas bandas. (Pausa) Esta noite não esperamos que se dê mais nenhuma mudança significativa na vossa Terra! (Referindo-se ao terramoto de Domingo passado, a seguir ao que se gera uma risada geral, e suspiros de alívio) Por não se revelar mais necessário, agora que estais cientes, apesar de poderdes ocasionar mudanças noutro lado qualquer! (Riso) Ficamos a antecipar uma interacção entre estas essências imbuída de muita diversão, por a diversão ser terapêutica. Desejo-vos uma boa noite, e que fiqueis numa antecipação do nosso próximo encontro, que eu vou tornar-me, conforme o Michael dirá que sou, “prolixo”! (Riso) Porque vou ter muito a revelar acerca dos nossos elementos no nosso próximo encontro. Por isso, vou-vos desejar a todos uma paz muito especial e carinhosa para todos vós, da parte da nossa Unidade Criadora Universal e do Todo, e da minha parte, e da do Paul, e vamos ficar numa carinhosa antecipação em relação ao nosso próximo encontro, e alegremente a desejar-vos, (a olhar para o Ken) uma boa noite, a todas as presenças. (Terminamos às 9:23 da noite)

CHRISTIE: Caramba!

NOTAS:

(1) Esta pergunta surgiu em referência a um sonho que a Mary teve, no qual se viu face a face com o que acreditou ser um “Eu Alterno”. Essa pessoa parecia-se exactamente com ela, mas ambas ficaram a olhar uma para a outra espantadas, ao reconhecerem tal facto. A Mary formulou perguntas, tais como: “Como te chamas? (Mary) Que idade tens? (Quarenta e um, o que corresponde à idade actual dela) Quantos filhos tens? (Nós temos três) És casada? (Sou)” A Mary também tentou tocar-lhe, mas sentiu uma barreira a impedi-la de o fazer.

(2) A Mary tem dois filhos sobreviventes. Ela perdeu um filho, uma rapariga, quando se encontrava por volta dos seis meses e meio de gravidez, e um outro, um rapaz, que morreu com a idade de dois meses. A rapariga prematura foi a segunda gravidez. Ela sente que esse seu Eu Alterno se tenha tornado numa ramificação independente após o nascimento da Elizabeth - que corresponde à sua terceira gravidez - o que explicará que o seu Eu Alterno possuísse três filhos. Curiosamente, o nome escolhido para essa segunda filha foi Stephanie. Por causa da sua morte, ela decidiu também chamar à Elizabeth Stephanie, mas logo após o nascimento dela, a Mary obteve uma impressão distinta de que a Elizabeth queria chamar-se Elizabeth, facto esse que foi confirmado pelo pai da Elizabeth. De notar que a Elizabeth é a única pessoa do grupo cujo nome é igual ao seu nome da essência. Além disso, o Elias declarou que ela escolhera chamar-se Elizabeth.

(3) A Mary disse-nos, durante o intervalo, que tinha tomado consciência das proporções enormes que a essência do Elias assumia. Não tinha a certeza se isso se deveria à presença de energias inabituais na sala ou não; ela apenas comentou que sentiu ser enorme, e que se tinha interrogado se todas as essências se assemelhavam à dele.

(4) Isso foi assombroso para todos nós, por o Elias sempre ter continuado exactamente a partir do ponto em que tinha largado a conversa, após o intervalo; o que também nos assombrou a todos! Surgiu muita interferência nessa noite, em termos de energia, a envolver um membro do grupo, mas também a envolver outras essências presentes, não focadas no físico. Tal interferência foi sentida por todos nós, de um ou de outro modo.

(5) Esse tipo de pausas é bastante comum, sempre que o Elias responde a esse tipo de perguntas. Achamos interessante, por parecer que acede a uma informação proveniente da parte de algum “banco de dados computorizado”. Isso não ocorre com a mesma frequência quando transmite informação pertencente ao cunho do ensino, à excepção das alturas em que procura alguma palavra mais apropriada.


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