domingo, 19 de junho de 2011

PESADELOS - A VERDADE LIBERTA - CURA E CIRURGIA



Sessão 17
“Elementos Religiosos: Sistemas de Crença”
“A Natureza dos Pesadelos”
“A Efectividade da Libertação pela Verdade”
“Cura e Cirurgia”
Domingo, 25 de Junho de 1995
Tradução: Amadeu Duarte


Participantes: Mary (Michael), Vicki (Lawrence), Elizabeth (Elizabeth), Ron (Olivia), Bill (Kasha), Jo (Joseph) e, tendo chegado mais tarde, a Christie (Oliver) e o Jim (Yarr).

Elias chega às 6:43 da tarde

Nota da Vicki: Vamos começar a tentar incluir notas de rodapé. Elas passarão a ser indicadas por um algarismo, e deverá situar-se no final da transcrição.

ELIAS: Boa noite. (Pausa, a seguir à qual ri de modo forçado) Estais todos com um espírito muito brincalhão! Não estou certo que o Michael venha a juntar-se a nós, esta noite. Ele é capaz de decidir ir para longe! (1) Vamos começar por abordar o tema escolhido. Podeis escolher o assunto que quiserdes subordinado ao nosso tema do elemento religioso, ou podeis optar por colocar perguntas. (Pausa)

VICKI: Eu gostava de escutar mais coisas acerca do elemento religioso.

ELIAS: A qual dos aspectos inerentes a esse elemento preferireis que dê continuidade?

VICKI: Que tal as crenças ou os sistemas de crença, tanto neste como em outros focos?

ELIAS: Sistemas de crença. Cada foco incorpora sistemas de crença. Seja em que dimensão for que vos manifesteis, precisais fazer uso de sistemas de crença. Estes conferem-vos linhas de orientação quanto ao modo de perceber o vosso mundo. Isso não se acha limitado a este mundo, mas inclui todas as dimensões e todos os focos em manifestação – não a totalidade daqueles focos que não se manifestam no físico, ou imateriais, mas todos os focos que se manifestam em termos físicos. A maioria dos sistemas de crença são muito semelhantes, tal como a maioria deles no vosso planeta constitui basicamente o mesmo. Os sistemas de crença desenvolveram-se, basicamente, a partir duma ideia religiosa. Diferentes culturas desenvolvem ideias religiosas diferentes. Vós classificais tais ideias e atribuí-las a um enfoque religioso, por uma razão de uniformidade de grupo. Fazei-lo a fim de vos permitirdes identificar uns com os outros.

Originalmente, vós não incorporáveis sistemas de crença religiosos. Originalmente - neste foco, por onde começaremos, por vos ser familiar – não necessitáveis dum enfoque religioso, por nessa altura vos encontrardes mais ligados ao estado da vossa essência, Gozáveis, ainda, duma consciência da vastidão do envolvimento que tínheis no relacionamento uns com os outros. Mesmo quando decidistes manifestar-vos em termos físicos e criar a separação dos corpos físicos, vós estáveis ainda de tal modo ligados ao estado da vossa própria essência que não diferenciáveis, mesmo em termos de corpo físico. Somente após terdes começado a focar-vos no singular (eu), nesta manifestação física, se tornou necessário que desenvolvêsseis sistemas de crença independentes. Primeiro, desenvolvestes sistemas de crença referentes a vós próprios; ao fazerdes isso, acreditastes existir em separado. A seguir precisastes interrogar-vos: “Mas, em relação ao que existirei eu, em separado?” Cada sistema de crença que utilizeis provoca uma interrogação. Cada interrogação torna-se causa duma outra crença. Foi assim que começastes. Desde os vossos começos, já incorporastes miríades de sistemas de crença neste foco físico. Os vossos sistemas de crença não empregam somente o que designaríeis actualmente por crenças religiosas. Os vossos sistemas de crença incorporam tudo o que tenha que ver com a vossa manifestação física. Incorporam o modo como encarais tudo. Os vossos sistemas de crença foram criados com base em informação que vos foi fornecida pelos vossos sentidos físicos. Vós criastes os vossos sentidos físicos a fim de interpretardes tudo no vosso meio material, o que também vos inclui a vós.

Quando escutais um pássaro, acreditais que esteja a cantar. Quando vedes uma maré no vosso oceano, acreditais que se encontre em movimento. Quando sentis temperatura, acreditais que signifique quente e frio. Quando cheirais uma flor, acreditais que seja agradável. Essas são formas de percepção que brotam dos vossos sentidos físicos, que fornecem informação ao vosso cérebro físico criado. Este cérebro fornece informação à consciência não física, relativa às realidades físicas. Eu declarei anteriormente que, se pudésseis experimentar a existência física sem vos tornardes físicos, não teríeis precisado criar esta existência física. Por isso, necessitais de utensílios físicos para poderdes interpretar a experiência material que fazeis. Nessa medida, desenvolveis sistemas de crença em relação àquilo que experimentais e ao que percebeis. Os vossos sistemas de crença empregam informação exterior. Os vossos sistemas de crença, originalmente, empregavam as vossas percepções procedentes do interior. Mas vós desligastes-vos desses sistemas de crença, e de modo bem eficaz, devo acrescentar!

Porque a vossa essência é tão vasta, e esta experiência física é somente uma parte dela, vós, ao longo da vossa história, sempre tivestes percepções de um “além”, algo que tivesse uma existência para além do que era visto, um “conhecimento” de mais do que podíeis perceber em termos físicos. Neste foco físico, vós sois também seres curiosos. Essa curiosidade serve como motivação para a exploração, mas à medida que explorais e formulais interrogações, desenvolveis sistemas de crença relativos àquilo sobre que vos interrogais. Esta experiência física representa uma existência muito do tipo “mostra-me, prova-mo”. Isso nem sempre foi assim, mas à medida que vos fostes desenvolvendo ao longo do tempo, haveis incorporado mais elementos físicos, a ponto de chegardes a acreditar que tudo deva ter uma resposta científica.

Há muito tempo, na vossa história, vós não éreis tão orientados para ciência. Isso não quer dizer que a curiosidade e o desejo nesse sentido não se achassem presentes. Achavam-se, só que a informação de que dispunham era limitada. Por isso, permitíeis mais do que haveríeis de chamar, ou acreditar ser, misticismo. O que é divertido em meio a isso é o facto de desenvolverdes termos técnicos, mas não ides a parte nenhuma com isso! (A sorrir) Incorporais mais características materiais na vossa existência, e sabeis menos sobre a realidade! A diferença agora é que a vossa intuição está a “cotucar-vos”, e as vossas essências encontram-se aborrecidas com o conhecimento físico de que dispondes, por não se revelar suficiente. Lutais para passardes a incorporar mais e mais experiências, mas elas jamais se revelam suficientes. Foi por isso que escolhestes criar esta mudança (de consciência).

Crenças são desenvolvimentos muito complicados. Tal como já vos declarei, não gozam duma natureza intrínseca. São algo adquirido. Também são todas muito cambiantes. É por isso que não constituem verdades. As verdades não sofrem mudança. E as crenças mudam constantemente. Está-vos na natureza mudardes, neste enfoque. Até mesmo o vosso desenvolvimento físico se acha sujeito à mudança. Vós não viveis durante noventa anos neste planeta como bebés. O vosso corpo altera-se, desenvolve-se e amadurece, e experimenta a mudança. Isso deve-se ao facto de acreditardes dever passar por isso. Vós criais a vossa realidade! Se acreditásseis que a vossa primeira infância durasse vinte anos, havíeis de andar de fraldas durante esses vinte anos! Se acreditásseis poder viver durante novecentos e sessenta anos, como o vosso Matusalém, haveríeis de viver novecentos e sessenta anos! Até mesmo no que diz respeito a detalhes como o da vossa cor de cabelo, isso não passa de um sistema de crença. Acreditais na vossa genética, e que se os vossos pais exibirem certas e determinadas características, haveis igualmente de as exibir. Possuís sistemas de crença para coisas tão simples quanto o vestuário, ou o que deveis ou não usar. Eu forneço-vos estes exemplos de modo que não resulte qualquer engano quanto ao facto de que as crenças não abrangem somente o campo religioso.

Elas envolvem tudo o que existe no vosso foco. Se acreditardes que haveis de adoecer, haveis de adoecer! Se acreditardes ser atletas, isso será no que vos tornareis! Se vos desvalorizares continuamente a vós próprios, haveis de vos tornar naquilo que invalidais! Se não recordardes, e repetirdes que não recordais, haveis de não recordar! Se acreditardes ser um grande pintor, haveis de pintar magnificamente!

É por isso que vos expresso o quão importante se torna que percebam isto, porque as crenças que albergais limitam-vos o desenvolvimento. Elas limitam-vos a expansão, a consciência que tendes e as percepções. Por vezes também se revelam bastante insidiosas. Conforme vos disse anteriormente, podeis pensar que acreditais em algo, e uma vez confrontados com essa coisa, a crença que tínheis pode não ser aquilo que pensáveis. Tal como no pequeno exemplo, O Michael pensa acreditar na cura, e pensa que não acredita na vossa profissão médica. Ele já teve ocasião de revelar a ele próprio que isso não corresponde inteiramente à verdade, apesar de o dever felicitar pelos esforços que tem evidenciado por alterar esses sistemas de crença actualmente. Isso constitui um passo espantoso de efectuar.

Isso, eu gostaria também de vos dirigir a todos, utilizando-o como um exemplo, de que a razão porque vos falo na expansão das crenças que albergais se deve ao facto delas afectarem tudo. Mas vós não alterais simplesmente as crenças que tendes. Não as desligais qual lâmpada de iluminação. O modo como haveis de começar a afectar crenças enraizadas é vivendo-as, mesmo quando não acreditais, mesmo quando sentis medo, ou não estais convencidos, ou não estais a acreditar. Tendo fé na vossa essência, e vivendo-as de qualquer jeito, haveis de ver por vós próprios. Isso é coisa difícil de fazer, eu compreendo, porque se não acreditardes numa coisa, não desejareis sequer considerar outras opções.

Os sistemas de crença são muito vigorosos. Já tive ocasião de vos referir, em sessões passadas, que os vossos sistemas de crença são tão vigorosos que os carregais para lá da vossa expressão no físico. Vós carregai-los de um para outro foco. (O Elias desatou a rir ao pronunciar a frase seguinte) O que é bastante divertido é quando incorporais sistemas de crença que entram em conflito, situação em que acabais por vos confundir, como o Lawrence, que criou diferentes dimensões com os seus sistemas de crenças! (Riso) Isso gera demasiada confusão, mas em termos explicativos haverão de ver o quão fortes esses sistemas de crenças são. O que não quer dizer que o que acreditardes que exista não exista. Serve unicamente a título de ilustração de que os sistemas de crença existem igualmente nesse foco, o que irá confundir esse foco. Isto é somente para ilustrar que esse foco também comporta sistemas de crença, coisa que irá deixar este foco na confusão. Outras dimensões e outras formas de existência acreditam noutras coisas. Elas basicamente assemelham-se às crenças que tendes, por serem influenciadas pelas mesmas coisas; experiências. Podem passar por experiências diferentes, podem incorporar informação sensorial diferente, mas desenvolvem igualmente sistemas de crença baseados nessas coisas, do mesmo modo que vós.

Estas são áreas diferentes subordinadas ao assunto. Posso-vos dizer que vos poderia resultar mais fácil aceitar e compreender crenças inerentes a uma outra dimensão, a qual poderia ser considerada como uma espécie completamente diferente da vossa. Existem igualmente sistemas de crença em dimensões alternas, que consistem em ramificações da vossa própria dimensão; eus alternados vossos, outras probabilidades. Cada uma delas incorpora sistemas de crença. Vós podeis, nesta dimensão e foco material, acreditar dever conduzir o vosso carro pelo lado direito da estrada. Num outro foco dimensional, podeis utilizar um sistema de crença de não utilizardes estradas para conduzir, e em que conduzis através da relva, sem jamais tocar na estrada. Cada foco incorpora as suas próprias crenças.

Eu podia teoricamente passar horas convosco a explicar-vos diferentes sistemas de crença dimensionais. Isso ser-vos-ia muito informativo, mas completamente inútil, porque os sistemas de crença de albergais são os que empregais e aqueles com os que tendes de lidar. São aqueles que vos afectam a realidade. Nessa medida, tal como já declarei imensas vezes, vós também criais a vossa realidade! Se isso fosse a única coisa que alguma vez fosse capaz de vos transmitir, seria a mais importante! Cada pensamento, cada emoção que experimentais, é uma realidade. Tudo o que percebeis, desenvolveis um sistema de crenças ao redor disso, e isso cria-vos a vossa realidade. Com muitos dos vossos sistemas de crença, vós provocais a vós próprios um imenso dano. Isolais-vos da vossa essência.

Mesmo quando acreditais estar a expandir-vos e estar a incluir a vossa essência, ao incorporardes medo na vossa realidade vós bloqueais-vos, não somente a vós próprios em relação aos outros que vos cercam no foco físico, mas em relação a vós próprios.

A vossa essência não vos profanará. Por isso, se incorporardes alguma coisa neste foco físico, a vossa essência permitir-vos-á que o experimenteis, mesmo que diga respeito à vossa própria destruição. Ela não interferirá nos desejos nem nas crenças que utilizardes. Se criardes algo nesta realidade física, a vossa essência, em respeito por isso, permiti-lo-á. É por isso que a vossa essência não intercede por vós, impedindo-vos de magoardes outra pessoa ou a vós próprios. Podeis criar o que quer que penseis. Podeis criar o que quer que sintais. Vós, neste foco, sois o único que pode alterar isso, ou não.

Também vos posso dizer que se torna causa de tristeza para nós, ao vos expressarmos a realidade disto, testemunhar a renúncia pessoal, neste foco físico, diante do facto de dizerdes: “Oh, bem, eu estou a experimentar.” (A esta altura o Elias assume um ar grave como jamais vira anteriormente) ISSO ESTÁ ERRADO! DEFINITIVAMENTE! Não existe nada como: “Oh, bem, estou simplesmente a experimentar”!

Com cada experiência que escolheis, vós afectais probabilidades, tal como os exemplos que vos forneci anteriormente, relativos aos pensamentos e aos sentimentos do cartão, da flor e do quadro. Quer tenhais ou não, no foco físico, consciência do modo como afectais cada essência, vós afectai-la! Isso é uma realidade! Podeis percorrer os focos físicos de olhos vendados sem jamais ter consciência desta verdade, mas todos vós aqui presentes, sem excepção, decidistes não vos voltar a manifestar fisicamente de novo. Por isso é que falo convosco de modo diferente daquele que usaria com outros. É por isso que se torna importante que escuteis. Também traduz a razão porque se torna importante que compreendais estes conceitos, por não serem meros conceitos, mas uma realidade!

Além disso, uma das razões porque pedistes esta audiência e auxílio prende-se com esse facto de não vos voltardes a manifestar no físico. Também não vos introduzireis num foco que designaríeis presentemente como “mundano”. Vós sois todos essências inteligentes e bastante ligadas. Tendes “coisas a fazer”. Ainda tendes realizações diante de vós. É importante que vos associeis. Vou-me reportar a este grupo de modo diferente do que o faria, esta noite, se estivessem presentes outras essências. Das essências presentes neste grupo, espero eu uma maior interacção. Vós estais a praticar e estais a notar. Estais a trabalhar arduamente. Eu reconheço e louvo isso. Além disso espero que isso tenha continuidade. Espero também que vos associeis uns com os outros. (2)

Tal como iniciei, vós não sois uma laranja. Não conto que penseis em vós como laranjas. Sois capazes de incorporar muito mais, e se não incorporardes muito mais, deverá resultar unicamente da existência de sistemas de crença limitativos. Conforme referi, não me encontro aqui para alterardes as crenças, mas apenas para expandirdes a percepção que tendes e para passardes a incorporar mais no vosso foco, coisa que sois perfeitamente capazes de aceitar. (Pausa) Será isto suficiente para pensardes com respeito a esta área? (Pausa prolongada)

VICKI: Dá muito que pensar. (A chorar, seguida duma outra pausa)

ELIAS: Sim? (Voltado para a Elizabeth)

ELIZABETH: Muito bem. Tive um sonho uma noite destas com um catraio negro com quem tinha uma ligação profunda, e isso deixou-me emocionada, nesse sonho. Eu interrogo-me se me poderias revelar algo relacionado com ele...

ELIAS: Vou explicar em primeiro lugar à Elizabeth, que não te ignorei. Tu não quiseste prestar atenção. Eu respondi-te mas tu estavas bastante ocupada. (A sorrir) Esse foi um sonho interessante. Vou-te explicar antes de mais que, todas as coisas constituem probabilidades. Nada constitui um absoluto. Como probabilidade, isso representou um sonho precognitivo, o que significa que isso foi um espreitar dum incidente que ocorre no que designais por futuro. Isso não é para te surpreender nem devia surpreender-te que, de entre todos, tu experimentes um foco futuro, por teres feito isso ao longo da tua vida. (A sorrir) Tu falaste a ti própria desde um ponto de vista futuro enquanto criança. Tens estado em ligação com a tua essência e o reconhecimento da não linearidade de tempo desde pequena, neste foco de desenvolvimento. Já tiveste muitos sonhos precognitivos antes. Isso deve-se ao facto de estares a observar o que sucede nos teus outros focos. Tu observas constantemente o que ocorre no teu passado, e observas o que se passa no teu futuro, não apenas no teu estado de sonhos enquanto dormes, mas também no teu estado desperto, por meio do que chamas de devaneios. Trata-se apenas dum desvanecimento do estado de vigília a fim de observares outras dimensões. Este sonho, apesar de ter sido bastante emocional, não representou o que designarias como um sonho mau, e culminou num sonho positivo.

Neste sonho tu experimentaste essa tremenda e opressora emoção, porque se escolheres que isso ocorra numa probabilidade futura, quando isso suceder tu recordarás, e não se sentirás oprimida pela emoção, por lhe conheceres o resultado. Isso constitui uma outra via por meio da qual falais a vós próprios. Tens toda a razão em dizer que aprecias bastante a companhia de ti própria, e aprecias, e falas contigo própria o tempo todo. Eu diria, que isto vos pode ser bastante instrutivo a todos. (O Elias encara todos os presentes, a seguir ao que o gato se aproxima dele, roça-se nele, e ele o acaricia) Olá gatinho. Tu és muito bonito! (Riso)

Se praticardes esta mesma expressão, podereis todos sintonizar as vossas essências, e haveis de experimentar o que já vos referi muitas vezes, de não vos separardes pela ideia do tempo. O tempo consta unicamente duma ideia. Não traduz realidade nenhuma. É por tal razão que realizais tais coisas. Podeis efectivamente falar com um eu futuro ou um eu passado, por não existir qualquer elemento de tempo. Mesmo aqueles de entre vós que não experimentam isso, passam por experiências de ausência de períodos de tempo. Vós envolveis-vos de tal modo, por vezes, com os sentimentos ou pensamentos que tendes, que deixais de ter qualquer noção ou consciência do tempo! Apenas escolheis deixar de incorporar isso nos vossos sistemas de crença. É por isso que achais tão difícil aceitar. Não vos estou a falar de coisas que já não conheçais, mas apenas de coisas que esquecestes.

ELIZABETH: Pois.

VICKI: Eu tenho uma pergunta. (A esta altura, chega a Christie)

ELIAS: Seja o Oliver bem-vindo!

CHRISTIE: Viva. (Riso forçado)

ELIAS: Sim? (Para a Vicki)

VICKI: Numa sessão recente, mencionaste que frequentemente, quando temos o que designamos por pesadelo, não nos sentimos “tão bem”. E ao tentar trabalhar nessa área dos sonhos, por várias vezes ao longo desta semana, tive dias em que não me sentia bem e outros em que me senti num estado maravilhoso após ter recordado uma experiência positiva de sonho. Nos dias em que não me senti bem, não tenho a menor ideia de ter tido pesadelo algum. Penso que a pergunta se resuma ao seguinte: em que consistirá um sonho?

ELIAS: Antes de mais, dir-te-ei que a razão porque não te “sentiste tão bem” no dia seguinte - parabéns por o sentires - (riso), não se deveu ao facto de teres tido um pesadelo. Não recordas os eventos dos teus sonhos, o que te provocou uma imensa frustração. Ao sentires essa frustração no teu estado de sonhar, tu expressaste esse sentimento no estado de vigília no dia seguinte. Por vezes sentis-vos frustrados antes mesmo de acordardes! Saís-vos muito bem mas ainda assim ficais em dúvida. Por isso, criais frustração antes mesmo de acordardes, pelo que acordais sem recordardes, e reforçais essa frustração! Uma dessas formas de frustração não terá sucedido antes da outra! (A rir) Ambas se reforçam simultaneamente uma à outra. (O Elias e a Vicki riem juntos)

Já no caso dum pesadelo é diferente. Geralmente, um pesadelo não representa aquilo que pensais que seja. Pensais que se trate duma fantasia, dotada dumas proporções descomunais, criada pela vossa imaginação. Geralmente, é percebida como algo temível. Os pesadelos nem sempre correspondem às invenções da vossa imaginação, apesar de aduzir a título de rodapé que a imaginação constitui uma realidade. Os pesadelos podem representar uma expressão qualquer que julgueis ser causadora de desconforto, quer se trate duma cena que percebais como um produto da invenção, ou algo que possa de facto acontecer no físico, no estado de vigília. Muitas vezes, os pesadelos são criados com o propósito expresso de permitir que o indivíduo expresse emoções. Também constituem um salvo-conduto para o medo. Podeis experimentar medo numa tremenda profundidade num pesadelo, sem que nada vos suceda. Haveis de acordar e sentir-vos “não muito bem”, mas fisicamente haveis de vos sentir óptimos. Podeis ter o pesadelo de serdes atropelados por um comboio, mas quando acordardes ainda vos encontrareis aí, e os vossos ossos não estarão partidos.

Vós expressais o desejo e a necessidade de sentir sensações físicas ou sentimentos emocionais. Podeis por vezes sonhar com um terramoto, por sentirdes bastante temor dum terramoto. Numa expressão dessas, permitis-vos experimentar esse medo sem o manifestardes em termos físicos, nesse foco. Isso não quer dizer que não alcance expressão e não se manifeste num outro foco, porque o faz, mas não vos afecta este foco. É por isso que vos digo que o vosso estado do sonho consiste numa realidade efectiva. Todas as coisas expressadas se manifestam em termos físicos, numa outra dimensão. (O Jim chega) Damos as boas-vindas ao Yarr.

JIM: Obrigado. Boa noite.

ELIAS: Não posso realçar o suficiente que a energia que é expressada traduz uma realidade. Toda a energia consta duma realidade. Todo o pensamento é energia. Toda a emoção é energia. Tudo é uma realidade.

CHRISTIE: Por isso devíamos, pelo nosso melhor, pensar em termos positivos. Os pensamentos que temos deviam ser positivos.

ELIAS: Exacto. Efectivamente tens razão, Oliver, porque toda a expressão negativa do pensamento ou da emoção se manifestarão de um modo negativo na realidade, e toda a expressão de energia afecta todas as essências, em todas as dimensões e em todos os focos. Não existe separação. Não existe divisão alguma. Não existem secções.

JO: Não existem laranjas.

ELIAS: Exactamente, Joseph. Não há aqui “laranjas” nenhumas.

CHRISTIE: Bem, devo dizer-te que isso está a servir como ajuda. Tal como mencionei da última vez, tenho vindo a conversar com uma amigo e a dizer-lhe umas quantas coisas que tu disseste, e isso está de facto a servir de ajuda na sua vida, pelo modo da experiência do erro. Através do que fui capaz de lhe dar conta de que a sua auto-estima não era muito elevada por ele sentir que as experiências dele constituíam erros, e que se mudasse essa ideia ele se sentiria muito melhor em relação a ele próprio, por ele já não se sentir mais tão deficitário nesse aspecto. É tipo: “Oh, está certo, experiências, formidável”, e isso lhe ter auxiliado de verdade a sua auto-estima.

ELIAS: Não é tão espantosa a forma com a verdade liberta? (Todos concordam) Muitas religiões referem dar-vos a verdade, que essa verdade vos libertará, mas a verdade real não carece de crença religiosa nenhuma a sustentá-la, e pode tornar-se factor de libertação por si só.

JIM: Se abrigarmos pensamentos negativos em relação a algo que desejemos, e não possuímos. A ideia... À medida que a ideia opera, pensamentos estúpidos e negativos sobrevêm-nos à mente. Existirá um modo de procedermos a uma “limpeza”? Haverá algum modo de determos todo o lixo que nos acomete, por assim dizer?

ELIAS: Tal como declarei, o negativo, do mesmo modo que o positivo, são relativos. O ideal, se pudésseis apenas focar-vos no positivo, isso seria maravilhoso, não? Vós não sois seres focados no singular. Parte da vossa experiência consta do que designais por negativo. Se não desejardes dar expressão a essa negatividade, o melhor modo de procederdes a uma “limpeza da casa” assenta em tomar conhecimento; não necessariamente em permanecer constantemente nisso nem em ceder energia à expressão de negatividade de que isso esteja imbuído, mas também em não bloqueardes. O “negativo” consta unicamente duma outra expressão e duma outra experiência. Se não a reconhecerdes nem a experimentardes, e se vos afastardes do negativo, vós bloqueais. E quando bloqueais, dais lugar à criação do vosso “efeito géiser” (retenção e posterior manifestação física e mesmo de ordem telúrica). Para não criardes esse efeito de géiser precisais experimentar. Precisais encarar isso como uma outra forma de experiência, e passar a aceitá-la e a reconhece-la. Podeis mesmo “odiar” algo ou alguém, (a sorrir para a JO) e não precisar dar expressão à expressão disso, por vos terdes facultado a experiência disso, e considerardes essa experiência e a emoção que comporta. Não é errado nem prejudicial experimentar esses sentimentos. Se não vos permitirdes experimentar as emoções negativas, produzis mais negatividade. Quando não passais pela dúvida ou pelo medo ou pela negatividade, tal como com toda a facilidade passais pelo positivo e pela felicidade e pela alegria, vós retendes a experiência disso. Ao vos apegardes a essa experiência vós bloqueais-vos, e passais a afectar em termos negativos todas as outras, e tornais a vossa vida numa infelicidade! (Riso)

CHRISTIE: Isso é interessante.

ELIAS: Eu sou sempre interessante! (A sorrir, seguido de riso)

CHRISTIE: Bem sei que és! Houve uma altura na minha vida em que tinha uma casa. Tive que a vender, e durante um certo tempo isso fez-me sentir aborrecida, e provavelmente eu tornei-me bastante obcecada pelo sucedido. E cheguei a pensar que, conforme estava a evoluir, quanto mais permanecesse bloqueada em relação a essa coisa, eu... não sei... talvez isso viesse a repercutir ou algo assim. Mas depois pensei que talvez as nossas experiências, talvez nos encontremos aqui a fim de experimentarmos as coisas... Eu pensava nesses termos anos atrás. E que realmente precisamos deixar de pensar nisso e seguir o nosso caminho, a fim de sermos capazes de experimentar outras coisas, e que se nos agarrarmos a elas, tornaremos a coisa mais difícil. (3) Por isso, o que me estás agora a dizer é que aquilo que eu pensava há quatro anos, ou há três anos ou assim, é que eu estava certa. É isso que estás aqui a dizer, e isso é muito excitante!

ELIAS: Isso é correcto. Tal como deixais que os impulsos e os sentimentos positivos passem, sem que provoquem qualquer repercussão, se vos libertardes das percepções negativas, elas não criarão repercussão alguma, tampouco. Isso é coisa que tendes muita dificuldade em fazer, apesar de todos o poderdes realizar no vosso actual conhecimento consciente. A razão, tal como expliquei à Catherine, porque vos prendeis de tal modo a essas experiências deve-se ao facto delas vos fascinarem. As experiências prazenteiras são-vos comuns, e sempre fizeram parte da vossa realidade. As experiências negativas já constituem, falando em termos relativos, uma experiência nova. Por isso, vós desempenhai-las em toda a sua extensão. Elas, para vós, são causa de fascínio, tal como o rato fascina o gato. O gato não deseja necessariamente devorar o rato mas apenas brincar com ele, e experimentar essa brincadeira, e continuar a experimentar essa brincadeira, e mesmo quando o rato acaba... morto, (riso) o gato dá continuidade à sua brincadeira, por se sentir fascinado com o movimento, tal como vós continuais a ensaiar essa emoção da negatividade, uma e outra vez, até que feneça e deixe de se mover, mas vós continuais a forçá-la pela experiência que vos propicia! (Riso) Por não constituir, conforme disse, um elemento natural da vossa essência mas uma experiência física que vos causa fascínio, só que já vos fascinou por demasiado tempo. Esse jogo está a chegar ao seu fim e não se revela mais necessário que vos fascine mais ou que continueis a experimentá-lo. (Pausa) Vamos “experimentar” um breve intervalo, e continuar rapidamente? (Riso)

INTERVALO

ELIAS: Agora, para continuarmos, passemos a permitir que coloqueis perguntas.

VICKI: Eu tenho uma pergunta da parte do Michael. Ele questiona-se em relação ao sonho que teve em que a mãe se encontrava presente numa sessão e te colocava as próprias perguntas, e interroga-se se terás algum comentário a fazer em relação a esse sonho.

ELIAS: Vós, neste foco, tal como declarei uma vez, previamente, tendes a tendência para acreditar que quando morreis, passais a conhecer “tudo”, e que a vossa consciência percebe todas as coisas. Isso está errado. Mas isso presta-se bastante como ilustração das crenças que abrigais. Acreditais compreender esse conceito de que quando morreis, não sabeis todas as coisas, mas isso serve como um exemplo do conflito que abrigais inerente às crenças.

Essa essência da mãe dele encontra-se no estado de transição. Nesse estado de transição, ela não se acha focada no físico. As percepções que tem são mais vastas do que seriam no foco físico, mas são igualmente influenciadas pelas crenças mantidas no foco físico. Nesse estado de transição, ela empregou uma certa expansão dos sistemas de crença que abrigava. Outros foram descartados. Ela não se encontra “bloqueada” nos sistemas de crença, tal como explicamos em relação a certas essências, mas está a incorporar uma compreensão mais alargada das crenças. Está a preparar-se para voltar a manifestar-se, e ao faze-lo, está igualmente a explorar percepções mais vastas.

Tratou-se dum indivíduo que não acreditava no conceito da reencarnação. Acreditava que um único foco era tudo o que existia. Ao compreender, no estado de transição, que isso estava errado, o pedido de informação foi formulado relativamente a essa questão. Essa informação podia ter surgido a essa essência sob variadas formas. Essa essência escolheu vir a mim, mas ao escolher vir a mim, também escolheu vir à sua filha. Isso foi levado a cabo pela questão duma mais ampla compreensão da parte do Michael, de modo a ele poder entender melhor o que designaria por “outro lado” deste foco físico. Isso foi o que ela fez, ao visitar o Michael neste sonho, a título duma dádiva, e ao lhe expressar que ele também terá perguntas quando voltar a focar-se depois deste foco de desenvolvimento (no outro lado).

Estas perguntas que ela me colocou não foram, conforme o Michael terá percebido que tivessem sido, perguntas características dum néscio, nem mesmo estranhas. Se um indivíduo termina o foco físico preso a sistemas de crença estreitos, passará a experimentar o que esperar experimentar no foco imaterial. Esse indivíduo começou a experimentar aquilo que as suas crenças já lhe tinham expressado. Ao encontrar-se em transição, passou a dar-se conta da realidade de não existirem sistemas estanques, mas ao não se tornar “omnisciente”, formulou interrogação em relação à informação relativa aos focos de desenvolvimento dela. Essa não seria uma pergunta que esse indivíduo colocaria neste foco físico, por não ter sido incorporada nos seus sistemas de crença. Ao perceber o seu estado actual, ela faz perguntas, tal como vós, neste foco que presentemente experimentais, perguntastes. Não é mais néscio para ela formular tais questões do que vós formulardes as mesmas questões. Trata-se unicamente duma curiosidade relacionada com a união com o nosso ser mais elevado. Ao voltar a manifestar-se, a sua consciência (conhecimento) expandir-se-á, permitindo desse modo uma mais ampla experiência e uma maior experiência de alegria. Essa essência está a reunir toda a informação que vós estais presentemente a reunir. Esse indivíduo também irá ter conhecimento disso a seguir, porque ela se vai manifestar após a vossa mudança, e irá experimentar a inclusão da expressão física e da consciência da essência.

O Michael acreditou que esse interrogatório fosse um contra-senso, por acreditar que ela devia ter conhecimento dessas respostas agora que não se encontra na manifestação física, tal como vós podeis ter indivíduos a quem tenhais estado ligados, e que não se encontrem na manifestação física. Eles não têm conhecimento de todas as coisas, e também colocam perguntas. Não experimentam do mesmo modo que vós experimentais, porque eles também não experimentam o que julgais como negativo, excepto inicialmente, se os seus sistemas de crença forem suficientemente enraizados para lhes provocar isso. Com excepção da experiência inicial, por darem continuidade aos sistemas de crença que abrigavam, não subsiste qualquer expressão de negatividade. Ela presentemente experimenta um enfoque bastante agradável e está a aprender muito, e a incorporar vastos volumes de conhecimento.

Isso representou igualmente uma expressão de contacto com uma essência familiar, numa demonstração dum cruzamento entre focos dimensionais. O Michael, a despeito de todos os seus esforços, muitas vezes não acredita em tais cruzamentos, por não ter experimentado pessoalmente tal coisa neste foco. Ele esqueceu outros focos e experiências. Acredita que tais experiências sucedam, só que aos outros, e não necessariamente a ele próprio. Tal como referi, ele está a avançar com bastante rapidez, todavia, ao passar a incorporar crenças novas, e está a experimentar com muita rapidez, num período do vosso tempo bastante concentrado, o que todos tereis experimentado ao longo das vossas vidas. Para alguns de vós, com tais experiências, ele igualou-vos; para outros, com essas experiências, ele suplantou-vos. Isso representou apenas uma outra experiência a validar a realidade de outras realidades à compreensão dele. Tenho a certeza absoluta de que com esta explicação, isso passará a fazer muito mais sentido para ele, e que deixará que formular mais perguntas a esse respeito.

VICKI: Eu tenho uma outra pergunta acerca do Michael. Que se terá passado de errado com o estômago dele na outra noite? (4)

ELIAS: Essa foi uma interpretação acertada da parte dele, com respeito a ter sido, de facto, um padecimento físico. Desejamos expressar um enorme aplauso pela tentativa que fez de confiar, porque agora verá que a confiança que conseguiu realizar valeu bem a pena. Se o Michael não tivesse ido em frente com a confiança que evocou, ele teria experimentado as vossas cirurgias físicas. Isso representou uma cópia da mesma enfermidade da Kasha, que no vosso foco físico acreditais poder ser unicamente influenciada pela vossa classe médica. Isso não é verdade. Isso constitui uma crença. Existem muitos modos de vos curardes. Apenas não acreditais. Hás-de poder verificar, em termos físicos, por intermédio da tua percepção visual, que essa área não apresenta presentemente qualquer distensão. A infecção não se acha presente, sequer. Isso foi conseguido sem a abertura do vosso corpo físico. Eu compreendo que isso seja bastante difícil de aceitar e de acreditar, mas vós e os vossos corpos, e outras essências, quando não sabeis como, sois capazes de vos curardes e de vos curardes sem interferência do exterior. Podeis remover partes infectadas sem interromperdes ou cortardes o vosso corpo físico. A capacidade que vos assiste e a vossa energia é muito mais vasta do que sois capazes de conceber.

O Yarr estava a perguntar acerca dos centros de energia. Esse centro de energia, representando o que designaríeis como o vosso segundo chakra, de cor laranja, ao rodar de forma apropriada e ao radiar energia de forma apropriada, torna-se bastante curativo. Não é necessário que o vosso corpo físico experimente dor, mas quando o faz, possuís a capacidade de alterar esse estado. Ele haverá, como todos vós, de aprender sobre os vossos centros de energia e de ligar-se mais às cores, e de compreender as capacidades que possuís no sentido de manipular os vossos próprios poderes.

Eu elogio tal acto, por ter exigido muita concentração da sua parte. Além disso, a escolha que a Elizabeth e o Lawrence fizeram no sentido de não participarem não constituiu uma expressão de falta de interesse ou de desejo nessa matéria. Foi um reconhecimento, ao nível das essências, da necessidade que o Michael tinha de compreender e de confiar. Isso, na realidade, foi útil, por agora ele não vos poder atribuir esse sucesso a vós. Ele atribui esse sucesso a mim, só que em cooperação com ele próprio. Ele reconhece a participação que tem, e isso nós reconhecemo-lo enormemente. (De modo suave e repleto de sentimento) Ele possui um desejo excepcional, e nós expressámos um tremendo carinho para com esta essência. (Pausa, seguida dum silêncio tão profundo que podíamos ter ouvido “uma gota de água a bater de encontro ao solo”) Será isto suficiente?

VICKI: É. (A chorar de novo, seguido duma outra longa pausa)

JIM: Eu gostava de perguntar em relação ao meu foco passado que se expressa em relação aos Incas, na função de Xamane. Serei uma alma antiga ou nova a vir a este mundo, por assim dizer? Terei andado por aqui há muito tempo?

ELIAS: Diríamos que, falando em termos relativos, tu não serias considerado como uma alma tão antiga assim, na fragmentação, quanto o Joseph, mas também não serias considerado uma alma tão nova quanto o Michael. Serias considerado... lá pela metade! (Riso) Diríamos que quanto a estes focos de desenvolvimento, tu experimentaste muitos. Não te diríamos que a sua duração, em termos de datação, se estenda por tanto tempo quanto a do Joseph. Essa expressão de Inca foi suscitada, como foram os diferentes focos de desenvolvimento de cada um de vós, por ter sido o mais chegado, relativamente falando, em termos de afinidade. Tu identificas-te com esse foco, por ter sido um foco satisfatório e alegre. Esses tipos de focos de desenvolvimento são os mais fáceis de resgatar em termos de explicação, por vos identificardes com eles. O que não quer dizer que não te tenhas manifestado muitas vezes antes dessa, mas tal como a Catherine se sentiu desapontada com o “pobre mercador” dela, (riso) muitos de vós ficaríeis desapontados com expressões de vida “mundanas”, como diríeis. A maioria dos vossos focos de desenvolvimento, em relação a todos vós, não foram o que diríeis ser grandiosos nem especiais, apesar de todos serem grandiosos e especiais, mas não os perceberíeis como tal. Esse foi um imbuído duma tremenda criatividade e união com a essência, pelo que prontamente te identificas com esse foco. Tu foste muitos outros indivíduos, em circunstâncias muito menos encantadoras. Não penso que desejes que te forneça detalhes duma peixeira Irlandesa. Isso não resultaria tão colorido!

JIM: Já chega, obrigado. (O Jim ri)

CHRISTIE: Certa vez fiz uma regressão a uma vida passada, há uns anos, e vi-me na qualidade dum garoto de onze anos que vivia no campo, e que ao atravessar a rua foi atropelado por uma carroça de algum tipo. Isso foi o que me foi dado ver, e nesta vida, por altura dos meus dez anos, pensei que quando atingisse os onze, isso seria tudo quanto me seria dado viver. Conforme atribuí, quando escutei a regressão a essa vida passada, pensei que talvez se tratasse duma recordação. Não estou certa.

ELIAS: Isso é correcto. Tal como a Elizabeth assumiu expressões neste foco de desenvolvimento que constavam de recordações de focos de desenvolvimento passados, tu também experimentaste isso. Isso é muito mais comum de acontecer com as crianças, na ausência de doutrinação com respeito a crenças - identificar-se com focos de desenvolvimento anteriores. Algumas identificam-se em termos mais realistas e conscientes do que outras. No teu caso, e a esse respeito, à semelhança da Elizabeth, isso representa uma expressão do conhecimento que possuis em termos de consciência. Isso representa igualmente a razão porque experimentas um menor conflito com a mudança, por a tua consciência já estar a ser incorporar neste foco, e a ter conhecimento disso desde que eras criança.

Esse foco de desenvolvimento também ocorreu neste país, antes da Mary. Muitas vezes, apesar de corresponder a um acordo, quando um indivíduo termina um foco físico numa idade tenra, especialmente quando se trata dum término traumático desse foco, a consciência dessa criança não será completamente incorporada nos estágios de transição, e é transferida para focos de desenvolvimento futuros. Se escolher voltar a manifestar-se, essa experiência não se repetirá, por já ter sido compreendida. Por isso, não será necessário repeti-la nem focar-se nessa emoção.

CHRISTIE: Estou a entender. Então, essencialmente, na nossa vida actual, se sentirmos uma emoção cujo fundamento não compreendamos, e nos focarmos nisso a fim de obtermos um maior entendimento, isso servirá como um pequeno exemplo da perspectiva mais ampla que decorre em vários focos de desenvolvimento. Por outras palavras, se algo suceder noutro foco de desenvolvimento que não compreendamos, quando nos focarmos nisso, e o entendermos, nesta mesma vida, no caso dos pequenos, isso representa mais ou menos...

ELIAS: Exacto.

CHRISTIE: Nesse caso, representa uma outra forma de nos libertarmos disso.

ELIAS: Isso está igualmente correcto. A falta de conhecimento gera falta de compreensão. Hás-de recordar que nas primeiras sessões que tivemos, eu expliquei que se torna importante que adquiram conhecimento. o conhecimento é importante, por gerar compreensão. A compreensão, por sua vez, gera percepção e habilita-os a expandir a consciência que tendes.

CHRISTIE: E a expansão da consciência servirá de auxílio à... (A esta altura, ambos, a Christie e o Elias completam a frase em conjunto) “mudança”.

ELIAS: (Para a Vicki) Sim?

VICKI: Chegará a existir uma altura qualquer em que, o facto de obtermos conhecimento dum foco de desenvolvimento se preste como uma ajuda a esta mudança?

ELIAS: Todo o conhecimento é benéfico. Se vos focardes em focos anteriores de desenvolvimento a título de curiosidade, isso não se revelará tão instrutivo. O conhecimento de focos de desenvolvimento anteriores pode ser instrutivo no caso de estardes a passar por uma experiência traumática. Se experimentardes situações de choque no foco actual de desenvolvimento que não consigais explicar, por vezes torna-se benéfico empregar (o conhecimento de) outros focos de desenvolvimento. Respondo à tua pergunta, apesar de não estares a experimentar trauma nesta mudança, mas reconhecer o que me perguntas. (A sorrir)

Sucederam muitos focos de desenvolvimento noutras formas de desenvolvimento místicas, por a tua essência se ter fragmentado noutros enfoques dimensionais. Isso respondeu pela consciência de muitos focos de desenvolvimento, apesar de não terem sido compreendidos. Ao não terem sido compreendidos, tu incorporaste (muitas formas de) misticismo e busca de (outros) sistemas de crença, numa tentativa de incorporação daquilo que não compreendias. Não estavas preparada, na consciência que comportavas, para compreender. Por isso, incorporaste outras crenças pertencentes a enfoques religiosos, que nem sempre se enquadravam nos sistemas de crença Cristãos. Estiveste bastante ligada a uma... (pausa) área geográfica que actualmente chamais de Turquia. O sistema de crença (em que te inserias) seria o que também designaríeis por o de um cigano, errante, (a sorrir) possuidor de sistemas de crença que englobavam a magia da Terra. É muito interessante que te atraia tanto o facto de te deixares confundir, não somente noutros focos dimensionais, como nestes focos de desenvolvimento físicos, desde a magia da Terra até ao Cristianismo! (Riso) Isso responde pelo conflito que sentes. Possuis actualmente uma muito maior compreensão da confusão que te acomete, mas também chegarás de entender que agora poderás empregar todos esses sistemas de crenças, conforme declarei, coisa que não desejamos que se torne objecto de erradicação mas tão só duma expansão. Descobrirás que não se conflituam entre si. Essencialmente, todos são, de certo modo, acertados, porque todas as expressões se tornam realidade, coisa que actualmente compreenderás e terás a capacidade de assimilar. Estás a compreender?

VICKI: Tanto quanto me é dado faze-lo, em meio à confusão que me invade! (Todos riem)

CHRISTIE: Eu tenho uma pergunta. Eu sinto um enorme pavor das aranhas, e sempre pensei que talvez me tenha encontrado deitada num deserto, numa outra vida, e tenha tido aranhas a rastejar por mim acima, e o medo que sinto nesta vida seja apenas uma extensão disso. Ora bem, existirá alguma das minhas vidas passadas com a qual eu tenha que chegar a um acordo de modo a pôr um termo a este absurdo?

ELIAS: Isso está correcto. A tua impressão está certa, mas o medo que sentes brota do término dum foco físico ligado a uma mordedura venenosa. Isso, não te deveria preocupar, no teu presente foco, porque mesmo que fosses ferrada por uma aranha venenosa, não morrerias. Os focos de desenvolvimento anteriores não possuíam a capacidade técnica para alterar tal coisa, e de prolongar a vida. Vós sempre possuístes a capacidade de reparar isso vós próprios, mas não acreditáveis nisso. Mas agora, quer acredites ou não na capacidade que te assiste, a vossa ciência é capaz de o reparar. Por isso, o medo que sentes não merece mais a atenção que lhe dás. (Pausa) Que te poderá essa pequena criatura fazer? (A sorrir, seguido de rido generalizado)

JIM: Eu tenho algumas tarântulas lá na loja, se quiseres experimentar isso!

CHRISTIE: Óptimo! Poderás ajudar-me a tornar-me uma só com as aranhas!

ELIAS: Contávamos que indicasses a “Raposa Prateada” ou dos “bichinhos peludos de estimação”! (Riso)

JIM: Também temos desses!

ELIAS: Mas é caso para perguntar, o Joseph não tem perguntas?

JO: Na verdade entendo tudo com muito mais facilidade do que pensava. Por isso, nesta altura, não.

ELIAS: Nesse caso, estás a pôr-te em dia! (A sorrir)

JO: “À grande e à francesa”!

ELIAS: Isso é óptimo. Mas, vamos perguntar à Kasha se não terá alguma pergunta a colocar.

BILL: Não neste momento. Eu quero sentir, quero absorver aquilo que referiste esta noite.

ELIAS: Isso é admissível. (Pausa) Mas, esta semana tu fartaste-te de experimentar com os sonhos que tiveste. Ficaremos na expectativa de mais experiências dessas, e se necessitares da minha assistência, estarei ao teu dispor. (Inclina-se) Só pedimos que não tenhamos que proceder a muito mais cirurgias! Não temos necessidade de assumir um aspecto tão dramático no nosso estado de sonhos! Mas experimentar é saudável, e eu dir-vos-ei que voltarei a interagir convosco em breve, e que me encontrarei convosco antes disso, mais do que sois capazes de supor. E vou-vos desejar as boas noites.

BILL: Boa noite, Elias.

JO: Nós encontrar-nos-emos contigo esta noite!

ELIAS: Obviamente! (Rimos todos, damos as boas noites, e terminamos às 9:53 da noite)

NOTAS:

(1) A Mary também se encontrava num estado de espírito muito brincalhão. Quando o Elias apareceu, ela decidiu “ficar por perto”, durante os primeiros minutos, durante os quais ela “fazia experiências” com as cores dos chakras dela. Em resultado disso a voz do Elias foi afectada, no sentido de se ter tornado bastante “cavernosa”, durante um certo período, após o que voltou ao normal. O comentário que fez, quanto ao facto do Michael não se lhe ter juntado, foi feito relativamente á sugestão que a Vicki terá feito à Mary de poder querer ficar à “escuta” em relação à sessão da noite.

(2) A forma como o Elias orquestrou esta parte da sessão foi bastante interessante. O Ron esteve presente durante toda a sessão, à excepção do curto intervalo em que o Elias se dirigiu a todos como essências que teriam decidido não voltar a manifestar-se no físico. Durante esse período, o Ron afastou-se da sala, foi para a cama, e pouco tempo depois voltou a juntar-se ao grupo. Durante o intervalo disse-nos que a voz do Elias se tornara bastante hipnotizante, e que subitamente se sentira muito ensonado. Curiosamente, o Ron tem um forte pressentimento de que voltará a manifestar-se. Além disso, o Jim e a Christie não tinham chegado antes desta parte da sessão.

(3) A esta altura a Christie encara a Vicki e diz-lhe: “eu sei que vais detestar esta”! A Vicki responde-lhe: “Adoro”! Trata-se duma brincadeira entre a Christie e a Vicki, por as perguntas da Christie serem tão compridas, e ela falar tão rápido, que se tornam difíceis de captar da gravação. A razão porque a Vicki respondeu “Adoro” deve-se ao facto da Mary recentemente ter concordado com a transcrição das gravações. Christie, a resposta que a Mary te deu foi: “Tens razão, Christie, eu concordei”!

(4) Quinta-feira de manhã, a Mary começou a sentir dores e um inchaço na região inferior do abdómen, sintomas que se foram agravando ao longo do dia e que culminaram numa dor aguda e numa distensão, e numa descoloração dessa área. A Mary esteve com a Vicki o dia todo, e na conversa que travaram em relação a isso, estabeleceram um “acordo” no sentido de se reunirem nessa noite num sonho, a fim de passarem a “reparar” essa situação, ao invés de irem ao hospital. Tenham em mente que a Mary não acreditou de verdade que isso resultasse, e imaginou que se ela conseguisse resistir, por ter aventado a possibilidade de não resistir, ela iria ao hospital na manhã seguinte. Tenham igualmente em mente que a Vicki se sentiu bastante agitada e responsável a noite toda, a ponto de não conseguir pregar olho. Nenhuma delas acreditou de verdade que isso pudesse resultar. Por fim, notem igualmente que a enfermidade da Kasha, a que o Elias se referiu, foi uma apendicite.

Nessa noite, no seu estado de sonhos, a Mary projectou-se para a casa da Vicki a fim de recrutar auxílio da sua parte, conforme o acordo estabelecido, mas a Vicki disse-lhe que se sentia “muito cansada para aceder”. Em seguida a Mary projectou-se de novo para casa a fim de solicitar ajuda da parte da Elizabeth, conforme idêntico acordo estabelecido entre elas, mas ela também se sentia demasiado cansada. Por essa altura o Elias apareceu à Mary no seu sonho, e quando a Mary solicitou a sua ajuda, ele começou a fazer manipular-lhe o segundo chakra. A Mary viu ele a remover uma bola alaranjada da área abdominal dele e segurá-la durante algum tempo, a seguir ao que lhe aplicou uma descarga eléctrica e a voltou a colocar no lugar, dizendo: “Como te sentes?” A Mary percebeu nesse instante que a dor tinha sumido. Quando acordou, na sexta-feira de manhã, só conseguia notar uma pontada nessa área, e nenhum inchaço, e no Sábado de manhã já se sentia completamente bem.

Ela ainda não tem a certeza quanto ao modo como isso tenha operado, mas certamente que se sente grata! O comentário sistemático que costuma fazer ao sucedido é: “Não precisamos acreditar que podemos fazer algo assim, apenas precisamos libertar-nos da descrença e do medo que sentimos, e faze-lo por qualquer processo”! O comentário sistemático que a Vicki fez acerca disso foi: “Muito obrigado, Elias, por teres removido a culpa que me acometia, em relação à decisão que tomei de não conduzir a Mary ao hospital, e por não me ter juntado a ela no sonho nessa noite.” Porque, permitam que vos diga que me sentia apavorada! Mais uma vez, obrigado, Elias! E obrigado, Mary, também. Adoro-vos de todo o meu coração, mais do que conseguiria expressar. Mas eu estou a aprender!



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O MATERIAL ELIAS