terça-feira, 21 de junho de 2011

ACEITAÇÃO



SESSÃO #164
"Aceitação"
Quarta-feira, 16 de Abril de 1997 (Privada)
Tradução: Amadeu Duarte


Participantes: Mary (Michael), Vicki (Lawrence), e Tom (James).


Nota: Esta sessão aconteceu a pedido do Tom, que presentemente não assiste com regularidade às sessões embora costumasse faze-lo. Ele lê criteriosamente todas as transcrições, desde o começo destas sessões. Também gostaria de apontar que o Elias falou um pouco mais rápido do que o habitual, especialmente durante a primeira metade.

ELIAS: Boa tarde.

TOM: Boa tarde, Elias. Fico agradecido aqui por este pequeno fórum. Obrigado, Mary, obrigado Vicki.

ELIAS: Perfeitamente satisfatório.

TOM: Eu estou com alguns problemas. Talvez me possas responder a eles, e talvez não. Um deles, o mais significativo, tem que ver com a auto-estima, auto-estima essa no que respeita a este foco. Seja cruzadas ou o que for por que eu lute, realmente não parece existir muita coisa para mim neste foco. Tentei estabelecer contacto contigo antes em relação a isso, mas não estou certo de ter ou não sido bem sucedido, e necessitava de algum esclarecimento em relação a isso. Não preciso de nenhuma investigação acerca disso, por ter feito muita investigação. Só preciso de ajuda em relação a esse problema. Também tenho uma pergunta a colocar, só que essa é a minha principal preocupação.

ELIAS: Muito bem. No presente, muitos são os que passam pelo mesmo sentimento. Existe muita confusão no avanço que se está a gerar ao nível subjectivo. Muitos são os estão a apresentar a si mesmos muita informação subjectiva, tal como tu. Isso - que não acontece por obra de qualquer coincidência - também será atendido num futuro próximo neste fórum das nossas sessões, quando nos dirigirmos àqueles que passam pela experiência do mesmo tipo de confusão.

Tu, na abertura que promoveste, permitiste-te abrir mais para com a informação subjectiva. Ofereces a ti próprio a oportunidade de perceberes informação não oficial, outros focos, estados alterados, diferentes tipos de percepção no campo periférico, além do trespasse de muitas influências indesejáveis. Nessa actividade, o que presentemente estás a enfrentar é uma incapacidade na compreensão e na reunião da informação que atrais a ti e à tua presente situação. Descobres ter procedido à elaboração dos teus trabalhos de casa, da tua investigação; expuseste a tua consciência objectiva a uma outra informação, mas acabaste confuso nessa tua incapacidade de estabelecer correspondências com essa presente informação e de a usar no teu foco.

Tu, entre outros indivíduos, encaras a informação que atrais a ti próprio como incoerente e desarticulada, e imbuída de pouca relevância para o presente foco. Atrais esta informação a ti próprio a fim de a incluíres neste presente foco, de forma que isso te permita uma maior eficácia no avanço no propósito que tens nele. Eu afirmo-te que esta informação que atraíste a ti é preciosa. Olha para a informação de que dispões. Observa a informação extra-oficial que reuniste ao te perceberes em outros focos em cruzadas que promoviam a defesa de determinadas causas. Isso não é diferente deste foco. Apenas perdeste a orientação neste foco.

Já tenho vindo a falar-vos, faz tempo, sobre esta mudança. Esse é o objectivo. Se desejares aplicar a terminologia disso constituir o teu propósito, então é o que isso representará. Aqueles que se deixaram atrair para este fórum deixaram-se conduzir aqui imbuídos dum propósito desses, a fim de vos permitir a oportunidade de reunirdes informação subjectiva de forma a poderdes deixar de experimentar tanta confusão na qualidade de indivíduos que possam não proporcionar a si próprios um tipo de informação subjectiva como essa. Eu disse-vos que passariam a aparecer muitos que haveriam de experimentar confusão com esta mudança. Tu ofereces a ti próprio a oportunidade de perceberes aspectos de ti próprio que outros não escolhem necessariamente perceber duma forma objectiva. Por isso, eles experimentam muita confusão, porque também experimentam esses trepasses de influências indesejáveis mas se sentem incapazes de interpretar o que terão atraído a si. Por isso, experimentam muita confusão e muito conflito.

Quanto ao presente momento, todos vós vos centrastes individualmente em vós próprios, a atrair informação a vós de forma a poderdes compreender-vos e à actividade subjectiva. Nesse sentido, à medida que aprenderes e aceitares esses aspectos de ti próprio, melhor equiparado te encontrarás para te tornares útil na ajuda aos demais, àqueles que não detêm a compreensão dessa actividade subjectiva. Tu, na experiência individual que presentemente consegues, possibilitas a ti próprio a oportunidade de praticares essa interacção e ajuda e compreensão com... a Fromasch. (O Tom dá um grande suspiro) Ah!

TOM: Tu sabias que eu me ia sair com isso! Era uma das perguntas!

ELIAS: (Com firmeza) Tu precisas focar-te em ti. O enfoque que geras direcciona-se, em termos de pensamento, no sentido do outro. Achas-te demasiado preocupado com a interpretação e a compreensão do outro. Nesse sentido, negligencias a informação que atrais a ti e afasta-la e permites-te encaminhar na direcção que te é mais familiar. Nisso reside a questão. Dizes que apelaste à minha interacção muitas vezes. Eu respondi-te, e nesta interacção manténs esta essência encurralada por não desejares dar atenção à informação que te é estendida, por a direcção que ainda tomas no enfoque que estabeleces se dirigir para o exterior. Não importa que o teu semelhante tenha (ou não) uma compreensão idêntica à tua. A compreensão que tens da informação e das experiências é a compreensão e a percepção que tens, destinada à tua própria expansão e ao teu próprio avanço. Cada um interpreta a informação à sua própria maneira. Isso pode não parecer aceitável, e podes acreditar que o outro não compreenda ou esteja a distorcer ou a aceitar a informação de forma incorrecta, mas isso constitui um juízo de valor. Esse não deve ser o teu objectivo. O teu objectivo é ser útil. Nessa medida, o teu objectivo passa pela aceitação. Tal como referi, não importa a interpretação que o outro faça. O que tem importância é que ele seja abordado num contexto.

TOM: De modo a poder usufruir da oportunidade de se expandir.

ELIAS: Exacto.

TOM: Estás a referir-te especificamente à Fromasch, no que toca a isto?

ELIAS: Esse é exemplo imediato de que dispões, aquele que apresentaste a ti próprio para praticares.

TOM: Tens razão. Estás cem por cento absolutamente certo, porque eu a rejeitei muitas vezes ultimamente e no passado com relação à informação, quer devido a ela a ler de modo errado, ou a aceitar de forma errada, ou ainda por chegar às suas próprias conclusões com base nela. Tens razão.

ELIAS: Com a acção desta mudança e daqueles que atraíram esta informação a si a fim de servirem de auxílio no âmbito desta mudança, cada um de vós oferece a si mesmo oportunidades para praticar antes de vos expandirdes para o exterior. Não podeis embarcar na cruzada que se apresenta diante de vós se não obtiverdes resultados na vossa prática.

TOM: Está bem.

ELIAS: Por isso, recorda-te dos pequenos rebentos. Esse pequeno conto aparentemente insignificante comporta muita informação. O pequeno rebento revela despreocupação em relação aos avanços dos outros pequenos rebentos. Revela, sim, equanimidade em relação à interpretação que os outros rebentos fazem do crescimento. (1)

Conversamos recentemente com um outro indivíduo deste fórum das nossas sessões em relação ao mesmo tema, com que todos vós, sem excepção, vos vedes a braços. Cada indivíduo crê, nas crenças que abriga, que o movimento que obtém seja correcto e adequado; isso traduz a razão porque passamos tanto do vosso tempo a referir a inexistência de certo e de errado e que tudo consiste em (diferentes graus da) experiência. Vós automaticamente anexais noções de certo e de errado aos acontecimentos, aos pensamentos, às emoções e a tudo. Nesse sentido, passais automaticamente a subscrever juízo de valor a todos os outros... e a vós próprios! A aceitação, na vossa terminologia, devia representar o termo mais amplo do vosso vocabulário, e o que abrangesse mais letras do que qualquer outro termo do vosso idioma, por ser o mais vasto e o mais difícil de realizar para cada um de vós. É-vos ensinado a não aceitar. Por isso, vós automaticamente não aceitais. Além disso comportais uma duplicidade de carácter em relação a vós próprios. Portanto, como podereis aceitar o semelhante?

Pensa nas filosofias que estudastes no âmbito dos elementos enquadrados nas vossas religiões. Todas as religiões referem que não podereis amar o semelhante se não vos amardes a vós próprios. Isso, essencialmente traduz o mesmo conceito. Não podes aceitar os demais se não te aceitares a ti próprio; por isso, uma vez mais, isso remete-nos para o conto que referimos acerca do pequeno rebento. Concentra-te em ti, e desse modo permite-te aceitar os demais. Não existe expressão alguma de erro. Todos os indivíduos deverão interpretar a informação ao seu próprio modo, e deverão permitir-se a própria expansão. Nem todos alcançarão isso ao mesmo tempo, nem por meio do mesmo método; mas a vossa mudança acha-se em curso.

Nesse sentido, esses indivíduos, tal como tu, que se deixaram atrair para a interacção com esta essência detêm, conforme declarei anteriormente, uma tremenda responsabilidade em termos de consciência, responsabilidade essa que tereis escolhido. Ela não vos foi imposta. Escolhestes ser úteis e assumir tal responsabilidade no foro da consciência para promoverdes a acção desta mudança; ela constitui a tua cruzada actual, e a maior expressão que qualquer cruzada já terá tido até à data. As vossas cruzadas religiosas do passado, tal como as encarais, não têm comparação em relação ao significado da acção desta, no âmbito da consciência.

Tal como anunciei, todos os indivíduos em todo o vosso globo, todo o vosso planeta - o que perfaz uma quantidade imensa de indivíduos - hão-de experimentar esta mudança. Hão-de passar pela experiência destes trepasses de efeitos indesejáveis. Do mesmo modo, nem todos entenderão aquilo que experimentarem. Tu já começaste. Tu já deténs uma compreensão parcial desta acção. Consegues deslocar-te ao longo do teu foco com objectividade e experimentar estes trespasses de informação subjectiva e reconhecer isso como uma informação imbuída dum carácter subjectivo. Podes voltar-te ao teu redor e perceber informação de ordem subjectiva reflectida em variadas áreas. Podes olhar para o campo da ciência. Podes voltar-te para a vossa televisão. Podes voltar-te para à declaração que o outro indivíduo te estenda, e conseguir perceber informação extra-oficial e reconhecê-la como tal.

Nesse sentido, tu deténs um maior volume de informação do que os outros indivíduos. Muitos hão-de debater-se com essas experiências por não compreenderem. Não é missão que te diga respeito estar a meter-lhes essa informação na cabeça. É teu objectivo prestar auxílio, aceitar e revelar ajuda por qualquer forma que seja, mas sem julgares.

TOM: (A questão do) julgamento é difícil. Eu já tentei mas provavelmente é uma das crenças de que é mais difícil livrar-nos.

ELIAS: A aceitação é chave. Se te focares na eliminação do julgamento, hás-de falhar, para o colocar nos vossos termos, por estares a tratar dum mero sintoma. Se te focares em ti próprio e na aceitação, haverás automaticamente de deixar que o julgamento se desvaneça. Se te preocupares contigo próprio, não encontrarás interesse pela interpretação que o outro faça. Se te voltares para o exterior, haverás de te confundir e de te sentir frustrado, por não poderes impor as actividades ao teu semelhante. Podes influenciar, só que essa influência se deve situar numa área que possa ser aceite. Tu experimentas confusão por te teres permitido uma interacção subjectiva por intermédio da visão de outros focos imbuídos do objectivo duma cruzada e isso te confundir, por nessa cruzada, por assim dizer, o objectivo ser diferente.

TOM: Não existe nenhum.

ELIAS: Existe! No vosso passado histórico, os vossos objectivos focavam-se no exterior; na tentativa de alterar as percepções e as crenças dos outros, em relação a um dado assunto. As cruzadas, em todas as áreas das vossas histórias passadas constituíram projecções externas, tentativas de alterar e mudar os outros; sendo igualmente por isso que falharam. Esta cruzada, no foro desta mudança, direcciona-se no que designais por direcção oposta e não se centra na alteração da percepção dos outros.

TOM: Unicamente na minha.

ELIAS: Exacto.

TOM: Muito bem. A acompanhar, o meu passado histórico, tal como o colocaste, e só com o intuito da validação pessoal, fornece-me rapidamente (uma identificação de) focos passados de forma a poder elaborar um retracto das imagens que andei a ver, apesar de não ter gostado de todas as que me foram dadas ver.

ELIAS: Vou-te revelar, em ligação com o presente foco em que deténs a tua atenção, a informação que recebeste a título de trespasse (indesejável) é relativa à tentativa de domínio de outros indivíduos nas suas crenças, no que vulgarmente designais por cruzadas. Tiveste dois focos em particular; um nas Cruzadas Cristãs Europeias, e um igualmente num local que actualmente classificais como Médio Oriente, no âmbito das cruzadas Islâmicas; ambas focadas externamente a fim de influenciarem e alterarem e conquistarem...

TOM: Imbuído duma atitude arrogante! É só ir lá e cumprir o estabelecido!

ELIAS: ...os outros, a fim de dominarem as suas crenças; esse foco em particular que se insere nas crenças Islâmicas foi o mais violento e activo.

TOM: Pérsia.

ELIAS: As crenças que sustentavas achavam-se profundamente arraigadas e imbuídas dum cariz autêntico. A tentativa de alterar as crenças dos outros era o que poderias designar por justa. Tu acreditavas em tal causa. Proporcionaste a ti próprio essa informação por meio do trepasse dessas imagens de modo a poderes comparar, e a poderes obter presentemente um vislumbre de tal método como ineficiente. Tu estendes a ti próprio essa informação com o sentido de ela te permitir uma compreensão desta mudança e de que o propósito desta mudança não se centra nos outros que se situam fora de ti nem na alteração da sua percepção, ao contrário dos focos anteriores.

Cada pessoa proporciona objectivamente a si própria a informação subjectiva de modo a ser capaz de compreender e de estabelecer contacto a fim de promover o próprio avanço na realização dessa mudança. A escolha particular que definiste passa por estenderes a ti próprio visualizações de outros focos, informação essa que percebes concretamente como referente a ti. Por isso, isso constitui objectivamente um método eficiente para estabeleceres contacto com informação e para te habilitares a uma nova percepção. Poderás comparar, e desse modo entender presentemente o movimento de um modo mais completo. Outros escolhem diferentes experiências; alguns escolhem usar outros focos a título informativo; outros, escolhem o contacto com informação extra-oficial no presente momento e não utilizar informação respeitante a outros focos. Não tem importância. Todas as vossas tentativas de contacto com a informação subjectiva (subconsciente ou inconsciente) deverão constituir uma ajuda ao contribuírem para a vossa compreensão quanto ao movimento que está presentemente a decorrer.

Só te deixas confundir por não perceberes a acção da presente cruzada e do movimento que comporta; mas tal como as crianças, no foco físico, que precisam aprender por si próprias, e aprender com relação ao funcionamento dos seus pequenos corpos, a fim de poderem tornar-se aptas a manipular esses seus pequenos corpos duma forma propositada, tu também estendes a ti próprio uma informação e elementos de toda uma prática, antes de te poderes avançar na tua cruzada.

Uma criança aprende a identificar o corpo que possui como sendo ela própria. Aprende que detém controlo total sobre a sua expressão objectiva. Aprende pelo que designais por graus progressivos a manipulá-la com eficiência. (A esta altura o Elias ergue uma mão e abana os dedos em frente ao rosto) Ela olha para os seus pequenos dedinhos e reconhece-os com ela própria. “Não pertence a mais ninguém. Pertence-me a mim. Sou eu!” E à medida que alcança o reconhecimento dela própria (pela qualidade inerente à identificação com o seu corpo) também aprende a manipular isso que ela é nas direcções que escolher. Aprende que é capaz de mover os seus pequeninos pés propositadamente e percorrer o chão a fim de conseguir mover-se no sentido dos objectivos, e com a pratica disso torna-se mais eficiente no movimento e na manipulação da sua expressão.

Do mesmo modo, estás a aprender a aceitar-te pelo que és. Estás a confrontar-te com a qualidade do que te diz respeito (de ti próprio). Estás a permitir-te travar conhecimento com a tua própria consciência, pelo que estás a permitir a ti próprio uma oportunidade de aprenderes a manipular essa consciência de forma intencional. Nessa medida, sugeres a ti próprio... tal como a criança a percorrer o chão, pé ante pé, tu vacilas na (no domínio da) tua consciência a fim de completares aspectos do avanço ligados a esta mudança... sugeres a ti próprio elementos para praticares. Todos vós praticais com os indivíduos que sois do modo mais objectivo possível, segundo a perspectiva que tendes, por isso vos proporcionar uma oportunidade de tropeçardes nos vossos “pequenos pezinhos”.

TOM: Eu estou aqui a tropeçar!

ELIAS: (A sorrir) Mas isso é satisfatório, por estares a dar passos largos no sentido da expansão. Ela já teve início. Nessa expansão, muitos outros deverão ser incluídos. Muitos revelar-se-ão inquiridores. Muitos deverão experimentar um avanço subjectivo que escapa à compreensão que possuem, e aqueles que tiverem estado envolvidos com este fórum deterão informação que poderão partilhar, inclusive tu próprio.

TOM: Bom; como é do teu conhecimento, não tenho muita inclinação para a socialização. Não tenho mesmo inclinação. Inclino-me mais no sentido de me relacionar com a Jeri/Fromasch. Não sei bem porque razão. Ou eu e ela juntos, ou então eu sozinho. Não sou bem daqueles que socializam. Sou capaz de me sentar a conversar com as pessoas, e uma vez mais, tentar levar a minha avante, mas sair e socializar com um monte de pessoas, apenas esse não é o meu lado forte.

ELIAS: Isso não é necessário. O movimento gera-se no âmbito da consciência. Não é necessário confrontar objectivamente muitos indivíduos, mas o efeito que geras na consciência é direccionado, e nesse sentido deve ser direccionado por meio da aceitação.

Vou-te propor um intervalo, e se desejares colocar mais perguntas eu voltarei e logo daremos continuidade.

TOM: Obrigado.

Nota: A esta altura, o tom indicou que já tinha obtido informação suficiente, só que a Mary teve uma forte impressão de que o Elias não tinha terminado.

INTERVALO

ELIAS: Continuando, eu digo-te uma vez mais que a aceitação pessoal é duma importância primordial. Tem noção de que apesar de presentemente estares a experimentar um vazio, isso se dá em razão de não te estares a aplicar à cruzada que esta mudança envolve. Não percebes muito bem o volume da importância da acção que ela engloba. Essa acção difere da dos avanços históricos. Não tem lugar...

TOM: A salvação religiosa final...?

ELIAS: Não. Não tem expressão o agrupar das massas duma forma objectiva, a atrair a si as energias dos outros duma forma objectiva e a provocar excitação. Em muitas das cruzadas da vossa história passada esse foi um factor comum de motivação. Podes constatar duma forma objectiva que as pessoas se agrupavam e reforçavam mutuamente as energias duma forma concreta quando defendiam uma causa. Nesse sentido, a causa tornava-se mais importante do que tudo o mais. Isso propicia o movimento na medida em que gera entusiasmo e excita todos os incluídos. No movimento desses, um indivíduo pode sentir uma enorme apatia, mas se se expuser objectivamente à onde de energia movida pela colectividade, é arrastado para esse tornado de movimento que se gera e a apatia que sentia é dissipada. Perde noção de si próprio, por assim dizer, em meio a tal causa. Nessa medida, a causa passa a investir-se duma importância superlativa, essencial.

Essa foi a situação da vossa história passada. Presentemente, não passais por essa experiência de arrebatamento de excitação e de emoções, porque esta mudança depende do indivíduo. Tu, à semelhança de todo e qualquer outro indivíduo, não estais globalmente familiarizados com a motivação pessoal. Podeis acreditar que vos motivais pessoalmente a vós próprios, mas no âmbito do movimento e das influências causadas pelos outros, estais familiarizados com ondas de energia que vos influenciam duma forma objectiva a avançar para a frente, segundo os termos que empregais.

Esta mudança tem motivação no íntimo e não acontece no exterior. O movimento prossegue à semelhança duma onda massiva de consciência, que vai ganhando energia e sustento, mas não se expressa de uma forma objectiva no modo a que estais habituados em termos históricos. Por isso é que experimentas um vazio, por não estares familiarizado com esse tipo de movimento. Os vossos sentimentos são diferentes. Na onda objectiva duma cruzada, os vossos sentimentos são influenciados pela acção das massas. Os vossos sentimentos podem ser manejados, e vós podeis proceder à produção de sentimentos a fim de alinhardes pelas massas. Nesta onda, não sabeis o que haveis de sentir!

TOM: Tens razão!

ELIAS: Por isso começais a patinar, por não haver qualquer expressão de onda a incitar-vos. Precisais depender de vós próprios. E isso é estranho. Precisais depender da confiança em vós próprios e de vos permitirdes contactar subjectivamente com a onda da consciência. Depois precisais confiar em vós para dardes início ao vosso próprio sentimento, o qual passará a motivar-vos. E vós não estais familiarizados com tal acção. Por isso, recuais.

TOM: Eu evito. Mantenho-te à distância. Mantenho toda a gente à distância!

ELIAS: Precisamente, sendo essa a razão porque te falo neste dia, a fim de te estender informação destinada a escutares a ti próprio e essas experiências. Nessa medida, lembra-te igualmente, duma forma objectiva, da importância desta mudança e da escolha que aceitaste.

TOM: Mas essa aceitação foi estabelecida... (inaudível) história no sentido do futuro. Essa aceitação foi estabelecida aqui nessa altura.

ELIAS: E também agora. Não num futuro, nem num passado. Agora! Se essa escolha não tivesse sido admitida, tu não estarias aqui a falar comigo. Por isso, continuas, no contexto da escolha que definiste, a aceitar esta mudança da consciência, e perguntas sobre o modo de empreenderes com eficiência a acção dessa mudança, e eu digo-te para tirares partido da tua própria actividade subjectiva e também para tirares partido do elemento da prática que apresentas a ti próprio duma forma objectiva.

TOM: Todos os seus aspectos.

ELIAS: Exacto. Lembra-te de que com cada encontro individual objectivo, tu estendes a ti próprio uma oportunidade de praticares objectivamente essa mudança. Cada encontro que tens, e a Fromasch serve de exemplo, consiste numa oportunidade de pores em prática a mudança duma forma objectiva, de pores em prática a confiança em ti, o acto de te escutares, e da aceitação.

TOM: A aceitação é a parte mais difícil. Com respeito à história, para mim a actualização da aceitação apresenta-se-me árdua por causa do elemento histórico. É com isso que estou a ter problemas.

ELIAS: A aceitação revela-se difícil para todos. Tu privas com outros focos que te influenciam o pensamento e como tal te influenciam na direcção das crenças que comportas, de isso te provocar uma maior dificuldade. Todas as pessoas experimentam dificuldade na aceitação, sob múltiplos aspectos.

Esta mudança não se assemelha a mais nenhum tipo de consciência que tenhais experimentado à face do vosso planeta até ao presente momento, desde o tempo dos vossos Caminhantes dos Sonhos. Por isso, os vossos focos, mesmo existindo em simultâneo, não estão igualmente, ao longo da vossa história, familiarizados com essa acção. Só dispões de um, tal como qualquer outro indivíduo, que detém uma compreensão desta acção que se inscreve no (âmbito da) consciência; sendo o foco do Vidente (no caso do Tom, devido à família espiritual a que pertence).

TOM: O que nem sempre consigo captar. Não consigo. Não sei porquê.

ELIAS: Absolutamente. Existem muitos focos que estão a decorrer em simultâneo que passam pela mesma experiência que tu passas presentemente, no âmbito da consciência, neste teu foco da atenção actual. Eles também não estão familiarizados com a acção desta mudança, pelo que se torna bastante difícil e estranho aceitar.

TOM: Validação de outros focos, muito rapidamente.

ELIAS: Creio que isso não seja necessário, por te ter sugerido dois que não tinham sido apresentados nas conversas anteriores.

TOM: Não, mas eu visualizei-os. Não preciso que mos valides. Sei que eles existem.

ELIAS: Vou atestar o que afirmas dizendo-te que aquilo que vês é uma realidade.

TOM: Tenho a certa que sim, mas tal como disse, por vezes resulta bastante confuso. É verdade, Elias!

ELIAS: Um ponto inicial para te focares pode ser voltares-te para a importância da acção desta mudança.

TOM: Vou olhá-la dessa forma.

ELIAS: Permite-te isso como uma pequena motivação inicial, porque ela acha-se investida de muita importância.

TOM: Vou (fazer por) marcar pontos nessa área pela Mary e por ti e pela Vicki, tanto quanto puder. Eu preciso obter alguma coisa, porque conforme estava a dizer à Mary e à Vicki no intervalo, não disponho de nada... Na realidade não vejo nada lá fora... Se for isso, então será tudo o que terei conseguido. Para além disso, não me resta mais nada lá fora. Zero. Só percebo um fim.

ELIAS: Toma consciência de que à medida que te permites voltar para a importância e para a cruzada desta mudança, também estendes a ti próprio uma tremenda possibilidade no campo da criatividade.

TOM: Por falar em criatividade, não sou nem mesmo capaz de me sentar a desenhar, e tu sabes o quanto eu adorava a minha arte. Em relação a tudo o mais eu era capaz de me sentar a desenhar, fosse porque razão fosse. Não estou nem capaz de pegar num pincel e um pedaço de papel e desenhar um pássaro!

ELIAS: Permite o teu próprio fluir. Concede a ti próprio permissão e o privilégio de seres tu próprio, e acalma-te e procura aceitar, nesse ínterim.

TOM: Mas caramba! Isso podia fazer parte do problema! Tentar ser eu próprio desde o berço e até agora não me provocou outra coisa além duma confusão massiva! Em apuros com a lei... Ser eu próprio causou-me um monte de problemas na vida! Eu próprio enquanto o Tom que sou, neste foco, a fazer o que quer que quisesse, e não como James; como o Tom que sou neste foco. Mas o Tom deste foco causou-me um monte de problemas nesta vida! Vou insistir nisso, apesar de já ter perdido tempo com isso! Mas não vou insistir nisso, vou antes tentar avançar em frente. Tenho que fazer algo, e se for isto, então será o que eu vou fazer. Sinto bastante ser aquilo que preciso fazer, por me sentir bastante em paz, e em repouso quando leio uma transcrição. Capto a energia da transcrição, junto as linhas que se entrecruzam procedente da parte seja de quem for deste fórum, e obtenho a explicação e a resposta que me forneces e acredito nisso de todo o coração. Peço desculpa por te evitar sempre que o faço. Não tenho consciência de o fazer. Não tenho mesmo!

ELIAS: Não é preciso desculpares-te.

TOM: Bom, penso que te devo um pedido de desculpa por não ter consciência de o fazer, quando te evito. Não sei quando o estou a fazer... mas há alturas em que tenho consciência de o ter feito.

ELIAS: Isso foi entendido e aceite, porque conforme já te disse, não podes aceitar aquilo que vires no exterior se não o aceitares no teu íntimo, e como te debates num turbilhão íntimo, tu manténs tudo o mais à distância. À medida que aprendes a aceitar-te e à tua própria expressão e a sentir-te confortável com ela, também deverás automaticamente, em resultado, aceitar tudo o mais.

TOM: Isso há-de fluir com naturalidade.

ELIAS: Absolutamente.

TOM: Está bem. Vou dar o máximo no sentido de aceitar o Tom.

ELIAS: Não tentes com tanto empenho assim.

TOM: Isso acabará por suceder com naturalidade?

ELIAS: Permite-te descontrair e aceitar. Não é uma questão de esforço. Ao tentares de forma tão desesperada, muitas vezes derrotas os teus próprios esforços.

TOM: Muitíssimo obrigado, Elias.

ELIAS: Não tens o que agradecer. Fico a antecipar...

TOM: Dá-me para a cabeça, está bem?

ELIAS: ... a tua participação ...

TOM: E no próximo Sábado, lá estarei.

ELIAS: Muito bem.

TOM: Vou tentar comparecer mais às reuniões de Domingo. É mais fácil para mim... não é tanto o ser fácil. Eu tenho tempo e é sossegado e tranquilo, e posso ler uma transcrição. Eu obtenho energia a partir delas. Elas penetram nas questões.

ELIAS: Isso é satisfatório. Não te digo que seja essencialmente necessário que participes física ou objectivamente no fórum das sessões. Se te sentires desconfortável isso é satisfatório.

TOM: Não, não é isso. Eu só não obtenho tanto do fórum quanto obtenho da transcrição. Com certeza obtenho a essência do que tiver sido dito e da forma como tiver sido dito, só que o digiro melhor quando o leio, a sério. Não sabes quantas vezes peguei numa transcrição ao Domingo quando tinha consciência de estardes aqui reunidos.

ELIAS: Ah, mas isso é que tenho!

TOM: Obrigado.

ELIAS: De nada, e podes abordar esta essência futuramente se também o preferires.

TOM: Está bem. Fico agradecido por isso.

ELIAS: Muito bem. Vou desejar a todos nesta tarde um afectuoso adieu, e estender de novo a minha oferta, uma vez mais, ao Lawrence. Fico a aguardar. Adieu!

Elias parte à 1:07 da tarde.

NOTAS

(1) O Elias refere-se á história do pequeno rebento com tanta frequência que a anexei a esta transcrição:

“Vou contar-vos uma pequena história que podeis contemplar ao longo de toda a vossa semana. Com ela tende presentes as convicções e as implicações que gera.

A minha história refere-se a dois rebentos, ambos exactamente idênticos, ambos em crescimento. Um a crescer de modo natural, em direcção aos raios de sol, a aquecer-se e a nutrir-se naturalmente com a chuva, e a descansar sob o luar.

O outro olha ao redor, observa o céu, contempla o sol e diz para consigo próprio: “Talvez devesse crescer durante a noite pois o sol é demasiado quente e é capaz de me queimar ou de me esgotar as energias, e a chuva invade tudo e molha-me todo e além do mais não gosto lá muito desta chuva nem acredito que me faça crescer de modo apropriado. Talvez devesse investigar de onde ela procede e analisar os raios do sol de modo a ter a certeza de estar a obter as vitaminas adequadas, e talvez a lua seja mais benéfica ao meu crescimento e eu consiga crescer mais se o fizer durante a noite, enquanto este rebento idiota aqui ao lado se atrofia todo a este sol.”

E na manhã seguinte o nosso rebento expande as tenras folhas recém-formadas enquanto as desdobra e cresce com completa confiança, ao passo que o outro rebento observa o mesmo sol e contempla o rebento a desdobrar-se em formosura e faz assim: (Aqui Elias retorce o corpo da Mary e produz uma contorção facial grotesca)


Bom, esta história versa sobre as vossas convicções bem como a atenção que dais a essas mesmas convicções. Também versa sobre a confiança em estabelecer uma correlação. Além disso inclui uma adequada noção de responsabilidade pessoal. O rebento que cresce com confiança adopta um responsabilidade pessoal genuína ao não procurar mudar ou auxiliar o rebento que emprega aquelas análises todas, mas à medida que vai crescendo com verdade e confiança irradia um exemplo. Resplandece na sua essência como um exemplo para com o outro rebento, e à medida que o outro rebento se desdobra ao longo do dia, ele repara no rebento erecto e escolhe a vertente da ausência de esforço e da confiança como mais fáceis, pelo exemplo que lhe terá sido dado. Desse modo, tornem-se todos rebentos confiantes e irradiem o vosso exemplo.”

Extraído da sessão 37, de 13 de Setembro de 1995


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