quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

ELEMENTOS DA RELIGIÃO - O BEM E O MAL




Sessão 15
“elementos da religião: o bem e o mal”
“as substâncias alucinogénias e a experiência da essência”
Domingo, 18 de Junho de 1995 
Tradução: Amadeu Duarte (REVISTA)


Participantes: Mary (Michael), Vicki (Lawrence) Debbie (Catherine), Ron (Olivia), Elizabeth (Elizabeth), Jim (Yarr), Jo (Joseph), e, tendo chegado mais tarde, a Christie (Oliver).

ELIAS: Boa noite. Mais uma vez encontramo-nos durante o vosso entardecer. Tal como tive ocasião de o referir previamente, a noite de hoje será votada à discussão do enquadramento do elemento religioso da vossa Essência. Tenho consciência de que a escolha que fizemos quanto à terminologia empregue com relação ao elemento religioso está a causar-vos muita confusão. Eu já expliquei que isso não tem que ver com o que designais por religião, mas nos termos que vos são familiares, a religião consiste numa expressão formidável desse elemento da vossa Essência. É por essa razão que é um termo apropriado para tal tema. Esse enfoque elementar possui muitas secções ou partes. Vamos tentar falar sobre cada um deles.

Uma questão inerente a esse elemento diz respeito à vossa capacidade de vos fragmentardes. Outro diz respeito à vossa criatividade e imaginação presentes na criação do que tratais por as vossas religiões. Outra questão inerente a esse elemento refere as vossas crenças no bem e no mal. Esta questão do foro do vosso elemento religioso inclui os vossos sistemas de crença, os quais são individuais e dizem respeito a cada um de vós. Eles são adoptados por vós e adquiridos tanto nesta como noutras manifestações. As crenças não se limitam apenas a este enquadramento físico, a este planeta em particular. Cada manifestação que diligenciais a partir da vossa essência inclui crenças. O enfoque do elemento religioso é bastante complexo e incorpora além disso o modo como encarais o vosso mundo e a vós próprios. Incorpora o que designais por vosso Deus, no enquadramento de qualquer uma das crenças religiosas por que escolheis identificar-vos. Também inclui a vossa composição psicológica completa - ou, para o descrevermos de forma mais concisa – a vossa psique. Todas as coisas que têm que ver com a vossa Essência individual se acham incluídas nesse enfoque. Ofereço-vos a escolha quanto à questão por que gostaríeis de começar.
JIM: As escolhas são se um Deus conforme o concebemos nas crenças que temos ou... peço desculpa, não entendo que escolhas queiras dizer.
DEBBIE: Poderias repetir as escolhas que temos, Elias?

Cada uma dessas questões, eu acabei de vos declarar, constituem parte do vosso enfoque e do elemento religioso e são todas distintas. As vossas criações religiosas perfazem uma; a vossa capacidade de vos fragmentardes perfaz outra; a vossa manifestação física, outra; a vossa questão das crenças, tanto deste enquadramento como de outros completa outra, e a vossa questão do bem e do mal, outra ainda. Todas elas consistem em aspectos desse elemento. Tal como referi, todas as coisas que vós julgais como pertinentes à vossa individualidade - o modo como vos encarais assim como às vossas crenças - tudo isso se acha incluso nesse elemento. É por isso que deverá exigir algum tempo e consideração da nossa parte para explicar.

JO: Podemos tratar do bem e do mal?

DEBBIE: É sobre o que gostaria de saber mais.

ELIAS: É aceitável. É por onde vamos começar… Pelas vossas ideias de bem e mal. Isso deverá incluir as crenças que tendes. Nessa questão haverão de notar que as vossas crenças subordinadas a esse tema em particular não são sustentadas globalmente de igual forma. Existem algumas culturas no vosso planeta que não sustentam as mesmas crenças no bem e no mal, ou no certo e no errado, do mesmo modo que vós. Isso, antes de mais, deveria deixar expresso que os vossos sistemas de crença no bem e no mal são relativos. Não constituem verdades básicas mas unicamente expressões das vossas crenças. A maioria das pessoas desta nação (América) em que presentemente habitais, acham-se basicamente enquadrada no sistema de crença cristão. Esses indivíduos manifestaram-se nesta nação carregando essas crenças consigo a partir de manifestações evolutivas prévias. A esse mesmo respeito, ao longo de muitas manifestações evolutivas vós adoptastes essas crenças implantadas de uma tal forma que acabaram por se tornar naturais para vós. Não consistem mais apenas no conceito duma crença; vós acreditais nessas coisas, e até mesmo quando vos apartais de um enquadramento religioso em particular, vós continuais a agarrar-vos às crenças básicas que são incutidas por esses conceitos religiosos. (Para a Vicki: Peço desculpa. Estou a tentar abrandar)

JO: Terão o bem e o mal sempre tido... para mim, o bem e o mal não têm necessariamente nada que ver com a religião.

ELIAS: Vou continuar. Por si só não estão associados à religião, mas têm que ver com as crenças adquiridas e essas crenças adquiridas são grandemente influenciadas pelas crenças religiosas. Tal como referi, podem não proceder da presente manifestação evolutiva mas isso não as torna menos reais. Elas foram conduzidas a partir de focos evolutivos anteriores. É por tal razão que encontrareis determinados indivíduos que parecem ser atraídos ou conduzidos por crenças que incluem o que podem designar como ligações à magia terrestre. Isso pode não ser um ajustamento correspondente à manifestação evolutiva presente e pode não ter sido implantado desde tenra idade em conjunto com as suas crenças, mas posteriormente, ao longo da vida, deixam-se atrair por essas crenças devido a que tenham sido adoptadas numa manifestação evolutiva prévia.

O mal, do mesmo modo que o bem, é um termo relativo. Ao nível da vossa essência nenhum deles tem existência. Mas aí vós podeis dizer-me: “Mas, então porque é que existem pessoas más?” Não existem pessoas “más”! O que existe são expressões negativas. Trata-se dum assunto complicado. O mal, tal qual o percebeis, consiste unicamente numa expressão da experiência. Será que todos os que aqui se acham presentes acreditam na existência de pequenos diabos vermelhos que andam pelo vosso universo a corporificar o mal? Eu adiantaria que não acreditais em nada disso. (A sorrir) também não acreditais que venhais a acabar numa masmorra de fogo na companhia de um demónio com chifres porque isso não passa de uma fantasia! Constitui uma invenção da imaginação, uma invenção bastante colorida e artística da imaginação e bastante digna da maior confirmação de criatividade. Contudo, não é uma realidade. Portanto, se não acreditardes nesse lado contrário à Unidade Universal Criativa e o Todo, então como podereis acreditar que a essência possa ser má? O mal nem sequer tem uma existência real.

No enquadramento físico existem expressões negativas mas elas não constituem mal nenhum. Podeis considerar aqueles que criam situações em que cometem crimes graves que julgais ser perpetrados contra a humanidade, e que colocais atrás das grades das vossas cadeias, assim como os comportamentos que evidenciam, que na vossa perspectiva não são aceitáveis, mas isso prende-se com o facto de não se achar em conformidade com o que designais como “normalidade”. Desde crianças que vos é incutida a expressão do que julgais ser o “normal” mas isso nem sempre se conforma à vossa essência. Certas essências são mais expressivas do que outras, durante a manifestação física. E, se lhes for permitido agir com base nos seus impulsos naturais desde tenra idade, isso não há-de causar-lhes qualquer bloqueio sobre esses impulsos nem acúmulo nenhum como aquele que é denunciado no efeito de jorro de nascente (de água quente, ou geyser). Quando alcançam a adolescência e a idade adulta não terão qualquer necessidade de erupção sob a premência de nenhuma expressão menos aceite. E aí vocês dir-me-ão: “Mas e então, o que dizer das crianças que se portam de forma maldosa?” (Faz uma pausa, a seguir ao que se dirige à Christie, que acabou de chegar) Boa noite, Oliver.

CHRISTIE: Boa noite, Elias.
ELIAS: Senti a tua falta.
CHRISTIE: Obrigado. Também senti a tua.

Essas crianças possuem várias razões para se expressarem da forma que designais como maldosa. Algumas, ainda em tenra idade, podem ter sido influenciadas por uma manifestação evolutiva prévia, o que afectará a forma como lidam e se expressam psicologicamente para com os que as rodeiam, bem como para consigo próprias. Se algum tiver regressado à manifestação demasiado rápido sem se ter permitido ajustar-se, isso pode causar-lhe muita confusão, e levar o indivíduo presente a comportar-se em meio à manifestação física de um modo que designaríeis como inadequado ou inaceitável. Eles tanto podem escolher uma expressão de extrema irritação como podem optar por uma expressão de retraimento em si próprios.

Existem variadíssimas razões para expressões de comportamento negativo, mas isso não qualifica uma pessoa ou uma essência como má. Trata-se unicamente duma experiência. Podem nem ter consciência dessa experiência, nesse enquadramento físico, mas isso ficará a dever-se do mesmo modo às vossas crenças colectivas. Se os vossos sistemas de crença não se achassem em tão perfeita ordem de funcionamento, essas essências permitir-se-iam expressar a si próprias desde cedo, por altura do início do seu desenvolvimento individual, e desse modo prescindiriam da necessidade de dar continuidade a isso, sob formas estressantes tardias, ao longo das suas vidas. Estou absolutamente certo de que todos vós experimentastes alturas, uma vez já adultos nesta presente manifestação, em que bloqueastes um impulso ou uma emoção. Se prestardes atenção, quando o fazeis, esse impulso ou emoção não desaparece, mas acaba voltando com uma maior magnitude para vos aborrecer mais do que originalmente o terá feito. Se inicialmente tivesse sido expressado podia ter tido permissão para se tornar livre.

Vós empreendeis esse acto tão bem e com tanta frequência, durante a vossa manifestação física, que acabais criando muito conflito em vós próprios. Só escolheis tornar-vos destrutivos, cada um de vós, pelo vosso próprio bloqueio. Já em relação a outra essência, ela pode escolher não se tornar autodestrutiva e sê-lo exteriormente. E isso irá afectar outras essências. Além disso, tenham em mente, por favor, que quando isso resulta na afectação de outra essência, assenta num compromisso (numa concordância). Se, no decorrer da manifestação física optardes por vos tornardes autodestrutivos, isso deverá proceder da vossa própria escolha e não envolver mais nenhuma essência. Se escolherdes expressar externamente essa negatividade ela irá afectar outras essências, e precisará assentar num compromisso prévio.

Há também casos em que uma essência escolhe e estabelecer concordância a fim de experimentar a particularidade da negatividade. Também pode escolher mudar de ideias. Tal como referi, nada se acha gravado na pedra. Portanto, se uma essência elaborou uma concordância no sentido de se tornar violenta ou destrutiva, e depois escolhe não se tornar nisso, isso não significa que a outra essência que tem parte nessa concordância se sente a dizer: “E agora que é que faço? Afinal não vou ser morto hoje!” Não é esse o caso. Tão prontamente alterais um “acordo” desses, ele torna-se instantaneamente conhecido por parte da outra essência, e aceite. Não se faz necessário elaborar um “acordo” prévio correspondente a essa alteração, porque a possibilidade ou probabilidade sempre terá existido, em todo o caso.

Eu compreendo que seja bastante difícil aceitardes que uma pessoa que se manifeste no vosso enquadramento físico possa não ser designada como má ou malfeitora. Isso só acontece por necessitardes duma explicação com relação ao comportamento que designais como inaceitável. Não existe, obviamente, nenhum comportamento inaceitável, ou não o experimentaríeis. Se não considerásseis aceitável escolher uma experiência de violência, ou de destruição, ou de provocação de danos, ela não teria lugar. A vossa essência não o permitiria, mas não existe coisa alguma que seja inaceitável. Trata-se unicamente de experiências.

Que estranho é que vos possais dispor a aceitar um comportamento inaceitável da parte de alguma pequena tribo que designaríeis como “primitiva”. Na vossa perspectiva isso é aceitável. Se escolherem matar-se mutuamente ou mutilar-se, ou até comer-se uns aos outros, vós aceitais o facto, porque eles não são “civilizados”. Mas suas essências não diferem da vossa. Mas, que será que torna esse comportamento aceitável para as suas essências e não para as vossas? Isso serve como ilustração para a ausência de diferença. Vós escolheis perceber uma diferença devido às vossas crenças. Um nativo da selva pode expressar um comportamento inaceitável, e tornar-se perigoso. Já um indivíduo duma sociedade civilizada, como a dos vossos romanos, na realidade percebeis em termos históricos como inaceitável, não obstante no tempo desses romanos, até para eles isso ser aceitável.

Ao longo da história do vosso planeta, a vossa espécie evidenciou comportamentos inaceitáveis, mas sempre existirão aqueles que, em cada encarnação evolutiva, vos darão conta de se tratar dum comportamento inaceitável. Mas isso está errado. Trata-se unicamente de experiências. Trata-se sempre de acordos. Não é uma questão de certo nem de errado. Eu referi que este tema deveria ser inaceitável para vós, e que em vós próprios haveríeis de vos tornar argumentativos. (A sorrir) Mas eu compreendo. Trata-se de um conceito de difícil aceitação. No entanto tenham também presente que, aquilo que vos expresso não procede de crença nenhum, tal como declarei. Procede duma expansão da consciência da essência, bem como de verdades.

JO: Penso que a parte mais difícil que sinto ao lidar com isso da falta de aceitação de certas coisas reside na minha falta de compreensão, digamos, para com a razão da violação de uma criança de dezoito meses. Não compreendo que tipo de concordância poderá possivelmente existir. Quer dizer, eu não consigo entender tal coisa.

ELIAS: Mas isso ainda consiste num aspecto das vossas crenças porque não existe qualquer “correcto” nem “incorrecto”, além daquilo que acreditais que o seja. Se não adoptásseis essa crença do que é correcto e do que é incorrecto, não veríeis qualquer expressão desses actos. Havereis de notar que outras culturas ao longo da vossa história, que designais como culturas não “civilizadas”, não se expressam desse modo nem incorporam esse problema. Trata-se dum problema ocasionado pelos sistemas de crenças, os quais, e em consequência dos quais, criais bloqueios nas emoções e nos impulsos. Durante um período de várias manifestações evolutivas, esse bloqueio de impulsos e de emoções tende a sofrer um acúmulo. E ele tem de ir para qualquer lugar. Toda a energia tem que ser expressada. Ela é fluida e acha-se constantemente em movimento; ela não desaparece. Portanto, ela tem que se expressar. Além disso não tem qualquer relação com o tempo. Desse modo, não importa que estejais a expressar (energia) decorrente de manifestações evolutivas prévias porque a energia não tem qualquer relação com o tempo.

Isto representa uma sobreposição da realidade. Por um lado, é certo que a vossa essência escolhe manifestar-se aqui fisicamente neste planeta, mas por outro, existem determinados princípios de verdade universais que podem não ser afectados nem sofrer alteração devido a isso. Uma dessas verdades diz respeito ao tempo. Trata-se unicamente duma criação imaginativa do enquadramento material. E a realidade dessa situação do tempo refere que – por ser basicamente inexistente - todas as coisas e todas as manifestações se afectam entre si. Não podeis separá-las, tal como já o expliquei. Não podeis separar a energia. Também não podeis evitar a sua expressão, mesmo no vosso enquadramento físico. Portanto, se não incorporásseis as vossas crenças da forma que o fazeis, não bloquearíeis os impulsos nem as emoções que sentis e que vos são naturais. Desse modo, não expressaríeis esses actos que julgais inaceitáveis porque isso deixaria de ser necessário. Isso não se manifestaria. Tampouco teriam realidade no vosso enquadramento.

É por isso que os vossos sistemas de crenças vos parecem tão intricados no vosso enfoque físico. È igualmente por isso que passo tanto tempo a explicar-vos acerca da importância das vossas crenças, e sobre a afectação que exercem na vossa manifestação física. Por favor, tenham também em mente que as crenças, tal como declarei, não são intrínsecas à vossa essência mas são, ao invés, adquiridas ao longo de manifestações evolutivas da existência física, correspondentes a esta porção da vossa essência. A compreensão desse conceito deverá tornar-se-vos extremamente difícil. Não estou à espera que ele seja aceite desde logo. Tampouco espero que possa ser compreendido. Eu apresento-vos o conceito em reposta à vossa pergunta, e como uma explicação da realidade. Mas não “acredito” que o aceiteis. Podeis aceitá-lo assim como podeis não o aceitar. Eventualmente, quando o vosso círculo se completar, havereis de compreender, e ele será aceite. Tal como referimos previamente, quando o vosso círculo se completar deixará de existir qualquer necessidade de violência ou de negatividade. Isso deve-se a que a vossa essência venha a ser incorporada na vossa experiência física, e compreenda tratar-se de uma expressão desnecessária.

DEBBIE: Nesse caso estaremos nós a tentar livrar-nos dos nossos sistemas de crenças?

JIM: Como? Como poderemos conseguir isso?

ELIAS: Isso, antes de mais, não é possível no enquadramento físico. Não vos digo que dissipeis as vossas crenças mas unicamente que expandam a vossa compreensão e a vossa consciência da essência. Se conseguirdes isso, e reconhecerdes e tomardes consciência da vossa essência, vós individualmente permitireis que crenças desnecessárias e inúteis possam cair por terra. Não vos digo que altereis as vossas crenças. Isso seria inaceitável da minha parte! (A sorrir) Também se trataria duma expressão contrária à verdade, e existe um respeito básico por todas as essências e por todas as suas manifestações porque, cada enfoque serve uma intenção e proporciona uma experiência. Além disso as crenças tornam-se necessárias na manifestação, pelo que se tornaria bastante derrotista dissipar um elemento tão necessário à vossa manifestação. Se não necessitásseis de sistemas de crenças nesse enfoque não disporíeis deles nem os adoptaríeis. Portanto, eles são necessários. Contudo, a vossa essência tem consciência de muito mais, por ter conhecimento de todas as vossas manifestações individuais. E vós não vos manifestais unicamente deste modo; vós não sois apenas a Catherine ou a Debbie nesta vida. A Catherine assume simultaneamente muitos outros focos não só nesta dimensão como em muitas outras dimensões, sob variadíssimas outras expressões deste universo. E cada uma expressa-se de forma diferente. E essas formas de expressão destinam-se todas a proporcionar experiência e colorido à vossa essência.

JO: Será tolo da nossa parte, ou inaceitável, sentirmos compaixão por alguém que passa por um mau bocado na presente manifestação, causado por uma outra pessoa neste foco?

ELIAS: Não.

JO: Então é perfeitamente normal e razoável sentirmos compaixão por alguém?

ELIAS: Todas as expressões do vosso enquadramento físico são razoáveis. Do mesmo modo que as expressões do “mal” são razoáveis e “normais”, também as vossas expressões positivas de compaixão são razoáveis. Podeis descobrir que é muito mais fácil avançar por meio das expressões positivas, conforme as designais. Expressões, impulsos, emoções e pensamentos são tudo experiências inerentes a este enquadramento físico. Podeis sentir que as expressões negativas são mais densas e proporcionam uma deslocação mais dificultada. Vós podeis manifestar essas expressões da experiência unicamente por essa razão - a de experimentardes o peso e a lentidão que lhes são inerentes. As expressões, os pensamentos e as emoções positivas são muito mais fluidas, e permitem uma mais fácil deslocação. É por isso que experimentareis “deixar para lá” e “um voltar costas” com as expressões positivas, e as encarareis como mais rápidas do que as negativas, se as equiparardes à densidade da energia. Descobrireis que as expressões negativas são dotadas de uma qualidade vibratória mais baixa, razão porque experimentais aquilo a que chamais “remoer as coisas ruins” por tanto tempo, ao contrário da brevidade duma expressão duma energia positiva sentida com toda a propriedade.

Vós, no vosso enquadramento físico desta dimensão, também pareceis sentir uma atracção bastante comum por essa gama baixa ou densidade; sentis tal atracção por essa gama baixa e por essa sensação e essa expressão negativa que chegais a glorificá-la, ao expressardes uns para os outros o quão sagrado e santificado é ser-se um mártir. Vós agarrais-vos demasiado a essa gama baixa e a essa densidade, porém, existe uma explicação para isso; a qualidade vibratória do estado natural da vossa essência é bastante rápida e ligeira. Portanto, ao desejardes passar por experiências de outro género, vós escolheis manifestar, expressar, permanecer, recrear e repetir vibrações de baixa frequência que serão designadas como experiências negativas. Chegais mesmo a desfrutar da sensação de vos “sentirdes mal!” (Riso)

JIM: As drogas e o álcool terão cabimento nessa ordem de abrandamento das coisas, ou da sua tentativa, isso afectar-nos-á a experiência? Como quando induzimos esses estados e ficamos com a ideia de que seja outra coisa que esteja a ocorrer, e acabamos por vir a constatar que na realidade é isso que nos está a prejudicar-nos e a interferir com a nossa capacidade de experimentarmos de um modo total?

ELIAS: Este assunto é igualmente complicado. Vós experimentais a ingestão de alguma substância condutoras de uma vibração de qualidade ainda menor do que já possuís, o que vos induz o organismo a um estado de depressão. Pode igualmente repercutir na vossa psique, como uma reacção física. Isso deverá consistir num desejo de vos expressardes de forma ainda mais lenta do que aquela em que vos expressais. Nesse caso, se vos expressares de forma mais lenta transformar-vos-eis numa pedra! (A sorrir, seguido de riso)

Existem também outras expressões aliadas a substâncias que vos alteram a química do corpo e vos aceleram o organismo. Elas elevam a vossa gama de vibrações mais do que é normal. Isso é levado a cabo com o propósito de experimentardes uma comunicação mais próxima com a vossa qualidade vibratória original. Uma vez no enquadramento físico, esqueceis que esses elementos ou substâncias jamais vos elevarão a qualidade vibratória ao nível da vossa essência, porém, esquecestes a forma de voltar a entrar em comunhão, ou como “voltar ao lar”. E de tal modo o fazeis que induzis uma expressão artificial. Existem também substâncias que vos produzem um estado eufórico, e vos criam aquilo que designais como alucinações e essas constituem igualmente tentativas expressivas para vos reunificardes e vos ligardes ao estado da vossa essência. Mas sugiro-vos que sois capazes de o fazer de forma bastante eficiente através dos vossos sonhos, e sem qualquer ingestão de substâncias.

As substâncias ingeridas no vosso organismo não só vos alteram a química e vos confundem a composição da vossa expressão física como também interagem com as crenças que tendes. É-vos incutido que isso devem ser encaradas como “coisa má”. Por isso, não obstante poderdes expressar a possibilidade de não o serem, os vossos sistemas de crenças passaram a adoptá-lo e acabareis por expressar efeitos físicos adversos, assim como também evidenciareis efeitos positivos pela ingestão de substâncias que vos foram inculcadas como “boas”. Isso não passa tudo de crenças. Do mesmo modo que com o bem e o mal, uma substância não é melhor nem pior do que outra. É tudo antinatural e estranho à vossa química original, não obstante as vossas crenças possibilitarem reacções diversificadas dessas substâncias. Se acreditardes que o médico vos ministrará um medicamento que vos irá curar uma doença, ele fá-lo-á. Se acreditardes que uma substância ilegal ou nociva vos possa causar dano, ela causará. Depende daquilo em que acreditardes. Contudo, por vezes as vossas crenças também podem tornar-se insidiosas. Podeis, tal como referi, pensar que acreditais uma coisa quando na realidade acreditais no contrário. (Pausa) Vamos interromper em benefício do Michael e voltar rapidamente, está bem?

INTERVALO

ELIAS: Vamos prosseguir. Podeis escolher continuar com este tema do vosso elemento religioso ou podemos responder a perguntas. A escolha deve proceder de vós.

CHRISTIE: Eu tenho uma pequena pergunta a fazer. Ao discutirmos sobre as crenças e ultimamente isso tem-me feito sentir verdadeiramente bem, desde a discussão subordinada aos sistemas de crenças e às nossas experiências - ao invés de erros. Quase passei por uma mudança só de acreditar nisso. Sinto-me muito melhor em relação a mim própria, sabes, só de pensar que não estou a cometer erros mas sim a obter experiências. E depois tenho uma amiga que... Se encontra no lado negativo, tal como as pessoas que se agarram à sua negatividade, a continuam a agarrar-se, e obtêm imenso do que quer que consigam a partir desse estado. De que modo... Eu quero ajudá-la mas não tenho a certeza de como abordar a questão, para além de... Quer dizer, será que o que estamos aqui a fazer é a aprender acerca disto de forma a avançarmos e ensinarmos os outros acerca destas coisas, sabes, dizer às pessoas para não serem tão más nem duras consigo mesmas, para além de o que estão a fazer não constituir um engano mas se tratar unicamente de uma experiência? Será isso plausível? Compreendes o que estou a querer dizer?

ELIAS: Antes de mais, deixa-me dizer-te que não existe nenhuma mudança “provável” nem “possibilidade de mudança”. Aquilo que estás a experimentar é mudança. Também com relação a esse outro indivíduo, tal como referi previamente, tu não podes mudar o semlhante. Podes expressar-lhe esse conceito sobre a experiência, e ele, na sua falta de compreensão do mesmo, pode encarar-te de modo bastante... Empertigado! (Aqui, Elias inclina o corpo para a frente todo empertigado) Ele pode não aceitar necessariamente aquilo que lhe expressas. Isso, tal como te referi, constitui um desenvolvimento individual. E cada essência encontra-se a desenvolver a experiência. Nem todos se acham a experimentar a mesma consciência ao mesmo tempo. Nós expressamos isso junto da Dimin, numa sessão anterior, em relação à preocupação demonstrada por um amigo, e ao desejo de o “esclarecer”. Vós não possuís a capacidade de realizar esse acto.

Cada essência, na sua manifestação física, desenvolve a sua própria consciência no seu devido tempo. Ao completarem o seu círculo, todas as essências alcançam um ponto mútuo. Todos experimentarão esta mudança da consciência. Alguns experimentá-la-ão com um enorme trauma, devido a que se agarrem continuamente às suas convicções. Contudo, eles concordaram colectivamente, tal como vós, que o tempo se revelava apropriado para esta mudança da consciência. Vós, tal como já expliquei, achais-vos prontos para adoptardes uma maior consciência das vossas essências. Estais prontos para expandir a consciência que tendes. Outros, no enquadramento físico, podem não se achar tão prontos; mas isso não vos deve causar transtorno. Se eles presentemente se sentem seguros nas suas crenças particulares, e não desejam expandi-las, não vos cabe a vós informá-los em sentido contrário.

Não me dirijo a vós como discípulos, nem vos instruo a fim de que vão pregar as “palavras do Elias”! Não é essa a minha intenção. Eu apenas me focalizo em vós a fim de vos auxiliar a expandirdes a consciência que tendes e a suavizardes a vossa realização da mudança por vos achardes prontos, além de o fazer, tal como já referi, porque o terdes pedido. Muitos outros não o fizeram e não contam com qualquer ajuda a esse nível. Essa característica individual pode ser atribuída ao que designais por personalidade teimosa. Mas é aceitável, porque cada essência é um indivíduo, não obstante se achar em associação (com o todo). Cada essência possui a sua própria individualidade, a qual é distinta de todas as demais existentes. Isso é o resultado da criação dessa espantosa variedade, mas não vos deve preocupar porque todas as essências acabarão eventualmente por alcançar o mesmo ponto. Trata-se unicamente da questão do modo como escolhem realizar isso.

Do mesmo modo que não podeis eleger um foco evolutivo pela vez de um outro indivíduo, também não podeis escolher as crenças que ele deve eleger. Por vezes pensais poder alterar as crenças dos outros. Muitos dos vossos políticos e líderes religiosos pensam, para ilusão que alimentam, que conseguem modificar as crenças das pessoas, mas isso não é verdade. Eles podem influenciá-las de forma temporária mas é a essência do indivíduo quem altera as suas crenças, ou quem adopta outras. Isso não vos deve, tal como referi, preocupar-vos.

Existem efeitos naturais que se desenvolvem ao expandirdes a vossa consciência. Tal como expressei previamente, quando o vosso círculo se completar, a vossa consciência e a incorporação da vossa essência atingirão uma extensão que tornarão qualquer comportamento negativo desnecessário.

O vosso interesse devia centrar-se no conhecimento que possuis da vossa própria essência. Acabareis por descobrir que, se expandirdes a consciência que tendes da vossa essência, provocareis um impacto natural sobre os que vos rodeiam. Isso não se presta necessariamente à mudança deles, mas essa percepção da essência pode permitir um alargamento da sua própria percepção e uma aceitação da sua essência. Há efeitos naturais que resultam da expansão da vossa consciência. Tal como mencionamos anteriormente, quando referimos que o vosso círculo se completa, a vossa consciência e o conhecimento que tiverdes da vossa essência será tal que não precisareis de expressar qualquer negatividade. Isso deve-se a que a vossa essência inclua o seu enfoque positivo, incorporando a sua expressão de amor e beleza. Ao expandirdes a vossa própria consciência isso torna-se numa expressão natural. E desse modo isso far-se-á notado junto dos demais.

DEBBIE: Com que objectivo teremos sido dotados da expressão do negativismo, desde logo? Por que não disporemos sempre da nossa expressão positiva?

ELIAS: Essa é uma boa pergunta, porém, uma pergunta que merece uma resposta muito simples. Vós, no vosso estado de comunhão original da essência não possuís polo algum de negativismo. Como tal ele não tem existência na vossa realidade. É uma expressão assumida pela essência destinada à experiência. Trata-se de uma incorporação da experiência. Tal como referi, vós não sois, jamais fostes nem alguma vez vireis a ser perfeitos, porque vós estais todos continuamente a transformar-vos; em todo o vosso passado, no vosso presente e para todo o sempre. Desse modo, vós adoptais a experiência, seja em que enquadramento for, sem que importe de que experiência se trate. Ela não passa de uma expressão e de uma experiência.

DEBBIE: Ela é necessária?

ELIAS: Correcto. Se não tiverdes experiência ver-vos-eis limitados no vosso conhecimento. Podeis ter conhecimento com relação a algo, porém, se não obtiverdes a experiência desse conhecimento, não o incluireis como uma coisa real. Ao conferirdes realismo à vossa realidade, ao vos expandirdes e ao vos expandirdes continuamente, vós experimentais.

DEBBIE: Eventualmente, o nosso conhecimento deverá sofrer uma expansão para além de todo o negativismo?

ELIAS: Isso é verdade, porque aquilo que actualmente qualificais como negativismo só pode tornar-se objecto da experiência numa certa extensão. Tal como expliquei com relação ao fecho do vosso círculo, a vossa expressão física neste enquadramento de manifestações físicas só pode ser repetido um certo número de vezes, antes que deixe de ser necessário repeti-la por uma questão de obtenção de experiência. Tal como já expliquei, vós só podeis jogar uma partida um certo número de vezes antes de vos entediardes com ela. Nesse mesmo sentido, só podeis experimentar algo um determinado número de vezes antes de ele ser incorporado na vossa realidade, e depois deixará de existir qualquer móbil para continuardes a experimentá-lo. Se isso não fosse verdade, haveríeis de vos assemelhar para todo o sempre a um pequeno hamster, às voltas e às voltas sem jamais vos deterdes, sempre a mesma coisa entediante. E vós não sois essências entediantes! Vós estais constantemente a transformar-vos. Estais constantemente a experimentar. Estais constantemente a criar e a expressar. Desse modo, quando tiverdes expressado suficientemente esse negativismo, escolhereis outro enfoque e experimentá-lo-eis.

Tal como referi, vós encarais-vos e às vossas essências tal como encarais uma laranja, formada por secções. Acreditais que quando uma secção se acha completa e repleta, vos deslocareis para a secção seguinte, e como procedeis desse modo neste enquadramento físico, como se duma laranja se tratasse, usais a secção seguinte. Isso está errado por não possuirdes secções, e tampouco a Unidade Criadora Universal e o Todo possuir qualquer secção! (A esta altura o Elias ri e nós acompanhámo-lo) Desculpem, mas escutar essa expressão soa bastante divertido, para nós!

Não existe qualquer divisão mas vós, no enquadramento físico insistis em criar essa divisão, e em classificar tudo. Haveis de chegar a uma consciência em que entendereis, e não precisais encontrar-vos num domínio do que designais como de “mestres elevados”, para obterdes consciência disso. Presentemente tenho consciência de que a minha consciência se está a expandir, e de que me estou a tornar continuamente mais consciente, constantemente a mover-me com fluidez. Todas as coisas se acham em constante movimento. Jamais alguma coisa se acha num estado de estagnação. A energia é fluida e move-se e expande-se e altera-se continuamente. Podeis não o perceber com os vossos sentidos físicos exteriores mas é uma verdade.

Vós percebeis esta mesa como encontrando-se num estado estacionário, sólida e imóvel. Mas ela apenas se move numa vibração mais lenta do que a vossa, do mesmo modo que uma rocha se move numa vibração mais lenta do que vós. Se conseguísseis deter o movimento do vosso planeta por mil anos e observásseis uma pedra, haveríeis de ver com os vossos olhos físicos que a pedra se teria deslocado fisicamente, durante esse período de tempo. Podeis não o perceber, porque tudo se acha em movimento por toda a parte do universo. Por isso vós não percebeis a maior parte desse movimento. À medida que as vossas essências se expandem e se tornam mais conscientes, esse movimento e conhecimento virão a fazer parte do vosso conhecimento. Passarão a existir menos divisões e vós compreendereis.

Além disso, com a vossa expansão da consciência, deixareis de ter necessidade de experimentar aquilo que experimentais aqui nesse enquadramento, como a desistência, e deixareis de abrigar sentimentos tais como o de não serdes merecedores da vossa energia. Essa sensação é uma expressão deste enquadramento físico, nascido da frustração. Mas assim que o vosso foco se encontre mais alargado e passe a incluir mais, sentireis apenas estímulo para prosseguirdes, pois deixareis de sentir barreiras que vos bloqueiem.

JIM: Durante o intervalo estivemos a conversar sobre os chakras e as energias que se acham situadas no interior do nosso corpo, de acordo com a tradição Hindu. Elas farão parte desses chakras, por intermédio dos quais a energia se concentra nos nossos corpos? Teremos determinados centros de energia que se situam no nosso corpo?

ELIAS: Na realidade isso está certo. Pode não estar associado com termos tais como “chakras” mas no vosso enquadramento esses termos são admissíveis como definições que são. A energia centra-se em determinados centros, e tal como acontece com o vosso corpo físico também se centra em determinados lugares do vosso planeta. Havereis de descobrir que determinadas áreas do vosso planeta têm uma maior concentração de são energia do que outras. Muitos têm consciência desses centros de energia; não obstante, na realidade, e devido à manifestação de energia que expressais, podeis, por meio da prática, localizar determinar certas áreas das vossas casas como pontos de uma maior reunião de energia do que outras. Podeis descobrir que num canto do vosso quarto, ou no centro do vosso quarto, ou numa parede, sereis capazes de sentir uma energia mais concentrada do que noutras dependências da casa. Isso deverá corresponder a uma expressão das vossas energias sob a forma de uma reunião de energia que depositais ao vosso redor. Podeis sentir afinidade por um determinado objecto, em vossa casa, para o qual transferistes uma porção da vossa energia, e quando o vedes ou o tocais, observareis que ele fica carregado.

Também possuís centros de energia nos vossos corpos físicos. Os vossos “chakras” tal como são designados pelas correntes religiosas orientais, são bastante concretos. Também vos explicarei que a ligação que têm com a cor, esses centros de energia, também é concreta. A cor consiste numa verdade universal além de representar uma expressão da energia. A cor também se expressa no meu enquadramento, através da energia, bem como por meio de qualquer outro ponto de concentração ou de consciência da essência. Ela apenas ganha um maior realce na expressão, conforme expliquei ao dirigir-me à questão do prisma do Michael, quando referi que agora parece ser branco mas na realidade contém e consiste numa expressão de todas as cores. Isso ele também não é capaz de perceber, conforme disse, no modo em que percebe as cores, mas assim que se tornar mais consciente, ele poderá experimentar essas cores, tal como vós experimentais essas mesmas cores nos vossos centros de energia. Servir-vos-ia, de excelente prática, para a vossa própria compreensão assim como para a compreensão da vossa essência, centrardes mais a vossa atenção nas vossas energias coloridas do que vos concentrardes nas expressões físicas das vossas doenças. Ficou compreendido?

JIM: Ficou, obrigado. Está completamente entendido.

RON: Afirmaste que a tua essência está a expandir-se, tal como nós, o que eu interpretaria como querendo dizer que te encontras a aprender, tal como nós, “nos termos da compreensão que temos”. Sentes que possas estar a aprender connosco, e em caso afirmativo, o quê?

ELIAS: Não, não estou a aprender convosco. Com isto não pretendo parecer insultuoso nem dar a entender que isso seja depreciativo para a vossa experiência. Eu já experimentai o vosso enquadramento e aprendi com a experiência obtida nele. Mas já não se revela necessário para a minha experiência. A minha própria aprendizagem, conforme a interpretaríeis, advém-me por intermédio de essências que se expandiram para além do meu próprio enquadramento e alcançaram uma maior consciência da totalidade das suas essências - não obstante não existir nenhuma essência que consiga abarcar tudo, porquanto nesse caso teria que ser perfeita, e perfeição é coisa que não existe. Tal como referi, vós não estais a alcançar coisa nenhuma, do mesmo modo que eu, (de resto). Eu, de igual modo que vós, já possuo tudo. Trata-se unicamente duma questão de eu incorporar mais conhecimento e de obter um maior conhecimento acerca da minha divindade, tal como acontece com as vossas essências. Não existe qualquer expressão que seja superior – apenas mais vasta. No entanto também vos direi que vos comunico o conhecimento que eu próprio experimento no mesmo e exacto modo que outros me comunicam a sua experiência alcançada na área do seu conhecimento. Do mesmo modo que a minha comunicação vos incita a um movimento vibratório mais elevado por intermédio da expansão da vossa consciência, também as comunicações que me fazem me estimulam...

DEBBIE: Estou intrigada com relação às vidas passadas. Eu sei que é suposto não ser tão importante quanto isso, e na verdade não estou sempre a pensar nisso, mas tu mencionaste o Fragonard. Não poderás esclarecer-me com relação a esse nome um pouco mais?

ELIAS: Ele foi (pausa) um pintor, um artista dotado de uma qualidade invulgar para o seu tempo, que além disso não era muito conformado com os métodos tradicionais. Também viajou bastante, durante a sua manifestação, foi possuidor de uma grande paixão e enquadrou-se no elemento emocional, possuidor dum carácter caprichoso além duma certa teimosia, ao não se deixar subjugar pela pressão política, vindo mais tarde a ser persuadido a conformar-se mais a um convencionalismo por meio do seu pensamento e expressão. Essa parece ser uma característica comum da vossa essência, esse ímpeto individual de romperdes (com o sistema) e de expressardes as vossas próprias convicções e sentimentos, e de sentir que a necessidade de conformismo, tal como expressa pelos outros, afecta a própria essência. Essa essência enquadrou-se de forma bastante emocional ao longo de diversas manifestações evolutivas, o que deu lugar à criação de conflito em cada uma delas, por vezes mais numas que noutras. Essa essência também repetiu muitas vezes a expressão artística, porque essa expressão constitui um escoadouro para a expressão tanto pessoal como individual, facto que ninguém poderá negar. Eu diria que é prova suficiente da vossa criatividade. Mas mesmo ao conformar-se e ao adoptar o ponto de vista político, enquanto Fragonard (Jean-Honoré), ainda assim não deixou de expressar-se em termos pessoais, ao extremo. Descobrirás, (para a Debbie/Catherine) ao identificá-lo contigo, que a tua expressão sofreu uma considerável mudança nessa manifestação evolutiva, assim como noutras. Se apenas te limitares a essa manifestação evolutiva, poderás investigar-te a ti própria e o teu estilo tão cambiante, em contraste com outros indivíduos que se enquadram na expressão artística que prosseguem por todo o enfoque evolutivo numa única expressão característica. E isto não expressa nem inclui os anos de experiência, mas refere apenas a expressão da maturidade.

Com respeito a isso também vamos, já que nos estendeste a oportunidade de entrarmos neste tema, vamos igualmente fazer a vontade ao Michael (Mary). O seu enquadramento evolutivo que designei sob um nome, foi referido igualmente como encontrando-se presente por altura da minha passagem. Tratou-se dum engano intencional, não que não correspondesse à verdade, porque correspondeu, na essência, ou seja, que a sua essência estava comigo durante a minha passagem e que me dispensou um extremo conforto. Também referi que nesse enfoque evolutivo não nos achávamos em contacto físico. Podeis expressar ao Michael que os outros nomes do Pierre foram também Auguste e Renoir, que nasceu no ano de 1841. Se ele desejar uma maior confirmação pode pedir, que desta vez vou ficar atento.

DEBBIE: Ele (Mary) também sonhou com a Vigée (1). Que relação terá com ela?

ELIAS: Quanto a isso não lhe darei qualquer informação, porque eu forneci-lhe este nome correspondente a essa época na esperança de que ele desejasse investigar, por isso ele poderá encontrar essa informação por si próprio!

CHRISTIE: Na sessão de Sexta-feira mencionaste que eu tenha estado lá, e que existia uma ligação entre o Michael e eu próprio.

ELIAS: Está certo.
CHRISTIE: Poderias explicar mais isso, por favor?
ELIAS: Isso foi no foco de desenvolvimento da ligação que tivemos com a Mary e o Joseph. Foi engraçado, "Mary e o Joseph"! (A sorrir) O Joseph era um outro amigo da Mary. Ela era uma actriz extremamente popular e tinha muitos amigos e influências.
CHRISTIE: Teremos indagado se o meu último nome terá sido Anderson, ou se teremos simplesmente suposto isso? Nesse foco de desenvolvimento o nome que tinha seria Anderson? Mary Anderson?
ELIAS: Anderson. Correcto. (Pausa, a seguir ao que se volta para a Vicki) Sim?

VICKI: Eu não quero fazer mais perguntas, mas gostava de voltar à questão do elemento religioso, porém não se trata duma pergunta. Trata-se mais de uma afirmação.

ELIAS: Que pergunta sobre o elemento religioso?

VICKI: A fragmentação.

ELIAS: (Risadas) Estamos conscientes de que o Lawrence sente imensa dificuldade em relação a este tema! (Riso) Vós possuís, no vosso estado da essência, a capacidade de vos fragmentardes, tal como a Unidade Criadora Universal e o Todo se fragmentou em todas as essências. A única razão por que sentes tanta dificuldade com esta questão deve-se a que estejas habituada a pensar no tempo de uma forma linear e te seja sobremodo difícil compreender secções em simultâneo. É por isso que procuro enfatizar a inexistência de secções. (Risadas) Podia optar por brincar contigo e confundir-te ainda mais do que o que já estás! (Riso) Não o farei, todavia. No início deste vosso planeta – vamos começar por aí. Talvez devido à sua extensão limitada isto venha a tornar-se mais fácil de entender. Se envolverdes um elemento de tempo tereis que pôr as secções de lado. (Riso)

Permitam que avancemos com o exemplo duma essência hipotética enquadrada no físico, que dá prosseguimento às suas expressões de experiência. À medida que prossegue através do tempo nas suas expressões naturais, no tempo dedicado ao sono e no estado de vigília, ela passa pela experiência de cada estado. Este indivíduo, ao completar um certo número de manifestações evolutivas, morre, e desse modo emerge para um outro enquadramento evolutivo. Digamos que este indivíduo se volta a manifestar quatro vezes. Na quarta manifestação opta por recordar, durante o sono, outro enquadramento evolutivo. Isto, nos vossos termos lineares, representa unicamente uma recordação. Mas aí, nesse estado de sonho, ao tomar consciência do poder criativo que possui, decide conferir ao seu sonho uma existência independente. (A rir abertamente) É tão difícil explicar-te este conceito sem afastar o tempo ou os elementos seccionados! De qualquer modo, o indivíduo permite que a recordação do sonho ganhe vida, ao tomar consciência de que o sonho consiste num enquadramento distinto, e percebe que se trata de uma outra dimensão. Talvez com o exemplo das dimensões possamos incluir a noção de secções.

Nessa outra dimensão, o indivíduo pode admitir que essa recordação de outro foco dimensional se “encarne”. Portanto, a encarnação prossegue a partir daí e passa pelas suas próprias experiências e pela sua evolução e definição de opções próprias. Isso não erradica a recordação deste enquadramento passado, mas prossegue a partir do seu assim chamado ponto de partida. Onde encontrareis maior dificuldade será em não incluíres qualquer tempo nem secções, porque vós também podeis fragmentar um enquadramento ou manifestação evolutiva futura. Também deveis compreender que esse fragmento particular não é diferente nem possui menos experiência nem qualidade de essência do que o vosso. Portanto, não obstante ele ter tido início quando vós o fragmentastes a partir do vosso enfoque evolutivo, ele também se achava presente e consciente ao iniciardes o vosso enquadramento evolutivo, do mesmo modo que vós sempre estivestes presentes e sois indivisíveis da Unidade Criadora Universal e do Todo (2), sem que tenhais sofrido qualquer começo.

Digamos, a título de um outro exemplo, que vós, nesta dimensão e neste enquadramento evolutivo gozeis da abundância de um determinado pensamento ou emoção que consideraríeis subconsciente. Por não vos achardes actualmente conscientes durante o vosso estado de sonho, desejareis extrair de vós próprios essa concentração de pensamento ou de emoção particular. No vosso sonho associais isso a um outro Eu e fingis separar essa parte em excesso ou indesejada para esse Eu duplicado no vosso sonho. Aquilo que não compreendeis é que criastes outro Eu num outro enquadramento dimensional, possuidor duma individualidade e essência próprios. Isso não quer dizer que todo e qualquer foco evolutivo que possais ter se fragmente, porque tal não acontece. Apenas ocorrerá se escolherdes conferir independência a esse foco evolutivo, em relação à vossa essência, e no caso desse foco evolutivo ter desejado prosseguir de forma independente. Trata-se de uma cooperação procedente do vosso Eu. (Elias, referindo-se ao Lawrence, diz) Ele encontra-se completamente confuso! (Riso)

Posso complicar ainda mais? Na vossa fragmentação (3) podeis incluir outros enquadramentos dimensionais com que nem sequer vos achais familiarizados, porque a vossa essência acha-se enquadrada em todas as dimensões. Portanto, podeis simultaneamente estar a experimentar uma outra existência completamente estranha, em outra dimensão, e podeis optar por fragmentar um foco particular dessa dimensão e deixar que esse indivíduo possua a sua própria essência.(4) Isso também vos explicará o fenómeno daqueles indivíduos aqui enquadrados neste planeta que têm encontros com aquilo que julgam ser extraterrestres, mas que também se identificam com esses extraterrestres, como parte deles mesmos, ou possuidores duma relação com a sua linhagem. Alguns acreditam ser provenientes de esferas extraterrestres, e isso deve-se a que de forma similar às suas existências e experiências físicas, eles o sejam. Ponto final.

JIM: Então isso quer dizer que não somos os únicos seres fisicamente enquadrados neste planeta? Existem outros seres noutros planetas que estiveram fisicamente manifestados?

ELIAS: Este planeta é habitado por vós, que vos encontrais aqui fisicamente manifestados, mas as criações que tendes em outras dimensões, “vazam” ou "trespassam", tal como referimos, e entram em contacto convosco; porém, tal como vós vos achais singularmente enquadrados fisicamente, nesta dimensão, também eles estão - mesmo independentemente do facto de fazerem parte da vossa essência - enquadrados noutra dimensão. Por vezes eles não entendem o contacto que estabelecem convosco, tal como vós não compreendeis o contacto que estabeleceis com eles. Outros exemplos há em que podeis estar a expandir-vos, por uma outra dimensão, de forma mais rápida do que o fazeis nesta. Por vezes outros focos da vossa essência entrarão em contacto com este foco dimensional, ao procurar instruir este sobre o modo de expandirdes a consciência. Eu não sou a única voz que vos fala.

DEBBIE: Quero ficar com a certeza de que não compreendi mal coisa nenhuma ligada ao processo de fragmentação. Nós fragmentamos algo que não desejamos mais manter?

ELIAS: Isso não é necessariamente verdade. Pode acontecer, mas ao fazerdes isso deveis ter consciência de que se separardes de vós uma manifestação que não desejais, deveis pensar nas consequências que accionais ao criardes outra essência a partir do que pensais ser as “vossas sobras” e aquilo que a existência desse indivíduo representará.

DEBBIE: Tu sabias aquilo que estavas a fazer ao fragmentares a Catherine e o Kasha?

ELIAS: Sabia. Vós não andais às voltas tal como um hamster. Foi-vos atribuída a individualidade que vos caracteriza e as vossas próprias opções, devido a que possuísseis o desejo de o fazer. Se eu me estendesse para trás no tempo, nos vossos termos, ao longo de manifestações físicas evolutivas, vós deveríeis constituir uma manifestação evolutiva minha, e seriam eu próprio, e eu seria vós próprios. O vosso desejo de constituir a vossa própria essência foi o que vos criou tal como sois. Agora vamos mesmo abrigar-vos a pensar, pois vós já passastes por essa fragmentação, todavia aqui e agora vós constituís um foco evolutivo passado em relação ao vosso futuro. (Riso confuso)

JIM: Isso fará parte do círculo?

ELIAS: Isso consiste na tal interligação, pela qual não vos podeis separar em secções. (A esta altura o Elias ri) Vós haveis de compreender e de obter o equilíbrio. A vossa consciência expandir-se-á e vós abarcareis a compreensão disso. No final não importa que possais compreender todas as coisas. Eventualmente essa compreensão terá lugar. Não procureis forçar muito o cérebro a tentar entender isso. Essa compreensão virá a vós. Não gostaríamos, tal como expressamos, que o Lawrence desse lugar a uma dor de cabeça. (Todos riem, incluindo o Elias)

Desejais interromper a sessão? (Todos concordam) Isso é aceitável. Então vou desejar-vos uma boa noite e dizer-vos que não penseis demasiado nestas coisas, mas que procureis reconhecer as coisas com a vossa alma, que o vosso foco se expandirá automaticamente. Procurarei visitar cada um de vós ao vos contactar na essência, e sereis capazes de reconhecer quando se tratar de mim. Boa noite.

Notas do Tradutor:

(1) (Marie-Louise Elisabeth Vigée Le Brun, prolífica pintora parisiense nascida em 1755)

(2) Termo que Elias emprega para designar o princípio ou força a que chamamos Deus, e que Elias diz consistir não num ser mas numa acção (Verbo).

(3) Os fragmentos correspondem às chamadas “almas recém-criadas” por uma essência. Todos os fragmentos duma essência constituem projecções da personalidade raiz. Um fragmento da personalidade possui as mesmas propriedades que as da essência de que se fragmentou, embora possa não ter consciência disso e possuiu esse conhecimento em estado latente. Esses fragmentos possuem completa independência e, por sua vez, dividem-se em si, formando novos fragmentos. Será essa realmente uma matéria difícil de assimilar se compararmos com o exemplo da nossa manifestação material que se subdivide na concepção de outros seres?

(4) O termo “essência” pode, por sua vez, ser equiparado às seguintes designações: Mente Superior, Entidade, Eu Superior, Alma, e Consciência de Cristo.


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