segunda-feira, 20 de junho de 2011

POR QUE NÃO DAIS ATENÇÃO?



SESSÃO #153
"Por que Não Dais Atenção?"
Domingo, 16 de Fevereiro de 1997
Tradução: Amadeu Duarte


Participantes: Mary (Michael), Vicki (Lawrence), Ron (Olivia), Cathy (Shynla), Jim (Yarr), Gail (William), Jene (Rudy), Bob (Simon), Drew (Matthew), Norm (Stephen), Reta (Dehl), e Jill (Kacchi).


Nota: A percepção que tive foi a de que esta noite estaríamos a experimentar algum tipo de conflito pouco habitual. Percebi conflito no relacionamento entre os indivíduos, conflito nas pessoas e também conflitos individuais em relação à informação que estava a ser dispensada. Além disso notei uma menor indulgência da parte do Elias, em relação às respostas que dava às suposições que eram expressadas nas perguntas. De todo em todo, tratou-se duma noite invulgar.

ELIAS: Boa noite. Esta noite vamos comparar as manifestações em profundidade, à medida que continuamos a nossa exploração de informação não oficial.

Na vossa manifestação física, existem moléculas. As moléculas contêm átomos. E muitas moléculas podem conter os mesmos átomos. Podeis escolher observar moléculas que contenham todas os mesmos átomos. Digamos que escolheis observar um cento de moléculas, cada uma das quais contendo os mesmos seis átomos. Ao observardes essas moléculas, notareis que não assumem o mesmo comportamento. É diferente, mas contêm os mesmos componentes. Para todos os fins e objectivos eles são os mesmos, só que agem de modo diverso.

Em termos científicos, percebeis que o vosso universo conhecido constitua uma criação caótica. Na realidade constitui uma criação imaculadamente precisa e ordenada que reflecte a sua ordem do mesmo modo que qualquer outra manifestação. Podeis perceber uma centena de indivíduos da espécie humana todos com os mesmos componentes físicos que constituem a mesma composição da manifestação física e cada uma dessas cem pessoas se comportará de modo diferente, tal como o comportamento assumido pelas vossas moléculas.

A ordem do vosso universo criado é absolutamente precisa. Tal como se fosseis criar um objecto tridimensional multifacetado e tivésseis que usar duma precisão extrema nos ângulos de modo a encaixar as peças de forma imaculada, assim criastes este universo físico. Só percebeis caos devido ao facto de não perceberdes a ordem, por não compreenderdes a informação não oficial. Percebeis irracionalidade ou imprevisibilidade como sinónimo de caos. Mas ambos não são sinónimos. A energia e a consciência não são previsíveis. Mas também não são caóticas. São imprevisíveis porque sempre lhes é cedida a possibilidade de escolha. Não existem acções predeterminadas. Mas isso não é o mesmo que caos.

Tal como declaramos, ocorre continuamente, a cada instante da vossa manifestação, imensa actividade no vosso foco objectivo respeitante à informação não oficial. Escolheis não reconhecer essa informação. Mas ela não se vos acha somente disponível como também é apresentada por vós, a vós próprios. A vossa reacção, de acordo com as suposições e pressupostos que vos foram incutidos, é a de não reconhecerdes nem seguirdes essa informação destituída de carácter oficial; porque no enquadramento dessas crenças parecer-vos-á que sejam irracionais, instáveis, assim como uma expressão de irresponsabilidade. Isso insere-se no enquadramento dessas suposições e dos sistemas de valor - não no quadro da realização de sentido de valor - que tereis estabelecido para vós próprios objectivamente.

Vós instituístes regras psicológicas para vós próprios que encarais como directrizes; métodos para um viver e uma conduta responsáveis. Percebeis que sejam eficientes. Eu sugiro-vos que a sua eficiência se traduz pelo conflito que são capazes de gerar. Elas são bastante eficazes na criação de conflito, confusão, consternação, convulsão; mas quanto à eficiência que demonstram na criação, em termos de confiança e atenção por vós próprios e desenvolvimento e à influência da consciência, elas revelam-se carentes.

Vós optais por passardes para áreas em que empregais informação não convencional. Concedeis a vós próprios uma oportunidade de perceber, na realidade objectiva de todos os dias, tal como o concebeis, cenários que possais compreender, e de modo que possais perceber diante de vós a criação das vossas próprias probabilidades. Presentemente permitis-vos escutar a vossa própria voz com mais clareza, mas como estais tão acostumados e tão habituados a repudiar essa voz, não importa que o barulho que faz sofra qualquer acréscimo! Vós continuais a desvalorizar o “berreiro” que faz.

Por vezes permitis-vos pensar e acreditar que o cosmos vos esteja a transmitir uma informação para vosso benefício pessoal. Uma vez mais, isso representa uma desvalorização pessoal. Vós estais a falar convosco próprios e estais a aprender a escutar a vós próprios. À medida que aprendeis a escutar essa voz que estivemos a debater anteriormente, o seu grau de clareza aprofunda-se. Segundo a percepção que tendes, ela tem início duma forma bastante serena; esse sussurro silencioso, essa voz branda que quase não escutais; mas ao focardes mais a vossa atenção nessa pequenina voz, ela torna-se mais audível. Torna-se mais clara, e à medida que vos prestais ao reconhecimento da actividade e do conhecimento subjectivo, a clareza dessa voz aumenta. O som intensifica-se. Também se torna mais isento de esforço permitir essa voz subjectiva e incorporá-la numa ligação íntima com a realidade objectiva.

Falamos do drama que instaurais. Falamos do leve sussurro. Falamos sobre a contínua informação não convencional. E como actualmente estais a apresentar a vós próprios informação inerente a uma variedade de áreas, não desvalorizeis essa informação. A vossa actividade deverá acompanhar essas interacções em paralelo. Escolhestes interagir neste fórum. Vós pedistes. Nesse sentido, pusestes em marcha acordos convosco próprios. Por isso, a actividade que tiverdes fora deste fórum deverá espelhar aquilo que escolhestes. Haveis de apresentar, e estais presentemente a apresentar a vós próprios, cada vez mais, oportunidades de dar atenção à vossa periferia. Se tivésseis escolhido não empreender tal acção, não permaneceríeis neste fórum. Por isso esta noite vou colocar a pergunta! Se escolhestes dar atenção à vossa periferia e expandir a vossa consciência e escutar a vossa informação subjectiva isenta de carácter oficial, porque razão não ouvis a voz? (Pausa) E além disso tu, Shynla, podes permanecer em segundo plano mas não estás excluída desta interacção! (A Cathy está sentada, escondida, por detrás do Elias)

VICKI: Às vezes torna-se difícil descobrir qual será a voz interior e o que traduzirá apenas uma crença a bradar ao contrário da voz interior.

ELIAS: Por vezes podeis experimentar confusão à medida que aprendeis a escutar essa voz interior. Já vos dispensei imensa informação quanto à identificação do vosso eu; e à medida que escutais, até mesmo o acto de reconhecimento de estardes confusos constitui a exibição duma tentativa que fazeis por vos escutardes a vós próprios. Já vos disse a todos muitas vezes que o vosso eu não vos trairá. Mas vós, a despeito do que possais apresentar-me, não acreditais nisso!

RETA: Não acreditamos no quê? Que não nos havemos de trair?

ELIAS: Sim. Vós detendes todo um naipe de suposições bastante vigorosas acerca da duplicidade do eu. Por isso não acreditais, quando vos é referido que não vos haveis de trair; mas eu digo-vos, com uma sinceridade imaculada - haveis de não vos trair! Haveis de avançar rumo ao cumprimento do vosso sentido de valor e haveis igualmente - tal como o faz toda a consciência - contribuir simultaneamente para o sentido de valor de toda a consciência.

DREW: Torna-se difícil saber quando... Na realidade vou passar a lê-lo: “Parece-me espantoso o número frequente de vezes que começas a falar sobre coisas em que tenho estado a pensar toda a semana! Num esforço por dar lugar aos momentos de tranquilidade sobre os quais falaste de forma a poder ter mais noção da informação não oficial, de que modo poderei ter a certeza de que as vozes que escuto ou as impressões que obtenho ou as intuições que sinto sejam reais, e não criadas pela minha imaginação, com base no desejo de perceber essas coisas? A título de exemplo, eu estava a passear por algumas lojas certa noite e do canto do olho, ou da periferia, vi o que pensei ser um polícia de farda. Quando passei a dirigir a minha atenção com mais cuidado percebi que na realidade se tratava dum Índio de madeira numa loja de cigarros. Por isso, terei efectivamente visto algo para além do Índio, ou terá somente sido uma ilusão de óptica que terei desejado que fosse mais do que uma mera loja de cigarros índia?”

ELIAS: Responde, Lawrence! (Riso generalizado)

VICKI: Não foi uma ilusão de óptica. Foi uma realidade.

ELIAS: Muito bem. Isso constitui um exemplo uma vez mais do quão vos desvalorizais, por aderirdes à suposição da duplicidade inerente à vossa pessoa, em razão do que passais a diferenciar. Examinais, ou notais informação não oficial e automaticamente estabeleceis a diferença e dizeis ter experimentado uma alucinação, ou tratar-se do produto da imaginação, de algo irreal. Que coisa será a irrealidade? Existirá alguma irrealidade?

DREW: Penso que não terá sido tanto uma questão de ter sido ou não real, mas que se trataria de algo que eu estivesse a criar ou algo que estivesse a sintonizar, quer se tratasse de informação subjectiva de que eu estivesse a tomar consciência ou a imaginar, e como tal, a criar.

ELIAS: Mas nesse caso eu coloco-te a pergunta - em que residirá a diferença? A informação subjectiva consiste numa criação. Vós criais a vossa realidade, e ela é real. Não existe parcela alguma da vossa realidade que não seja real.

A questão não é necessariamente quais as escolhas que se inserem nessas pequeninas vozes que vos traduzam a vós próprios, mas que escolhas acreditareis serem as “correctas”; porque todas as vozes que ocorrem em vós sois vós. Toda a informação que se apresenta em vós é apresentada a vós por vós próprios. Não se trata da definição que dais à imaginação ou à irrealidade. É real, assim como a imaginação é real. É apenas uma questão da opção que escolheis observar no contexto das vossas probabilidades.

Vós permitis-vos conceber certas probabilidades. É divertido que apresenteis a vós próprios muito poucas probabilidades, segundo a estimativa que formulais, ou demasiadas. Não tendes escolhas suficientes, ou em demasia. Sempre tendes conflitos, por não encaixardes na margem estreita de perfeição que defendeis. Mas na realidade sempre tendes cabimento na vastidão da perfeição, (A sorrir)


O vosso propósito, tal como já referimos, é o da vivência ou da obtenção de experiência; mas tendes razão em relação ao facto de que em cada foco individual também detendes propósitos individuais, e como tendes esses propósitos também gerais desejos, e nesse âmbito dais origem a probabilidades de opção a partir dum banco de escolhas que alinha com o vosso propósito. Vós estais sempre a comunicar convosco próprios! Apenas vos encontrais confusos, por fazerdes a experiência de vos identificardes com a encruzilhada com que vos deparais no caminho (a sorrir) diante de cada escolha, a despeito do quanto possa parecer mundano, e pensais: “Que escolha será a correcta?” Por isso, estabeleceis o vosso drama ao redor da vossa escolha; mas tal como estabelecestes este foco físico, esta manifestação, esta experiência que comporta um imenso foco emocional, vós perpetuais o vosso drama com o fim de aprenderdes com a experiência. Eventualmente, se continuardes neste fórum, começareis a tomar consciência de serdes capazes de escolher de forma eficaz e sem os extremos do drama, e que a ausência de esforço surge de tal serenidade. Quando vos fartardes do vosso drama, haveis de começar a dar ouvidos à serenidade e começareis a confiar. Antes do intervalo, vou repetir, confiai, confiai, confiai, confiai, confiai, confiai, confiai, confiai! (Enquanto se volta para cada um, e nós nos desmanchamos de riso) Intervalo!

INTERVALO

ELIAS: Continuemos. Podeis dar início às vossas perguntas, se o preferirdes.

BOB: Muito bem, eu tomo essa opção. Tu disseste à Vicki que devido ao facto dela estar a experimentar confusão, isso seria um indicador de estar a debater-se com informação não oficial. Quererá isso dizer que se alguém não se achar confuso não estará a interagir com informação não oficial tão facilmente?

ELIAS: Vós criais a confusão no exacto momento da intersecção com a informação não oficial. Sabeis e reconheceis imediatamente, momentaneamente. Só que subsequentemente a isso surge, pelo que podereis classificar como um segundo, a desvalorização dessa informação e passais a discutir convosco próprios em defesa das suposições ou dos pressupostos que abrigais. Contudo, no início, aceitais essa informação não oficial. Cada um de vós tem consciência da altura em que apresenta a si próprio informação não convencional. À medida que vos tornardes cada vez mais atentos à vossa clareza também vos haveis de permitir perceber progressivamente a forma como reconheceis a informação não convencional, ainda que seja somente por momentos. Numa retrospectiva podeis olhar para os eventos e exprimir para convosco próprios o conhecimento da percepção, ou as sensações, ou os pensamentos peregrinos. Haveis de o reconhecer, mesmo que tenhais escolhido desvalorizar esta informação.

RETA: Posso colocar uma pergunta que se enquadra na mesma linha? Não sei se o resultado virá a ser tal como o desejo, mas há cerca de três ou quatro anos eu sentia-me realmente votada à escrita e passei os olhos por um artigo relativo ao modo de iniciar um boletim informativo. Então, passado um ano eu estava a seleccionar uns papéis e a deitar fora um grande número deles, e deixei esse de lado. Em seguida, há cerca de um ano atrás, eu estava a deitar fora outros papéis - foi exactamente há seis meses - e olhei para ele e disse, em termos de informação não convencional, que viria a precisar daquele, todavia penso que terei acabado por o deitar fora. Agora, a pergunta que tenho para te colocar é se me poderás dizer se de facto o terei deitado fora. (Riso geral)

NORM: Vá lá, Reta!

RETA: Bom, ou ainda se encontra no caixote ou deitei-o para o cesto dos papéis, e agora queria dá-lo à Vicki por ser excepcional e versar sobre o modo como começar um boletim. Bem sei não ser muito simpático, mas tratou-se verdadeiramente duma informação não oficial. Por duas vezes vi que precisava dele.

ELIAS: Tens razão quanto a isso representar um exemplo de informação não oficial a expressar-se. Quanto à tua pergunta, vou-te dizer uma vez mais que não represento truques de salão!

RETA: Muito bem, mas foi um exemplo perfeito. Devia ter tido consciência.

NORM: Poderei colocar uma pergunta a respeito das declarações que proferiste no início em relação ao caos e à ordem perfeita, a ver se entendi o que referes por ordem perfeita? Parafraseando, a ordem perfeita poderá assentar no facto de estarmos a maximizar a realização de valor de tudo?

ELIAS: Sim, em certa medida.

NORM: As moléculas de que falavas, que contêm seis átomos, cada uma delas possui o seu sentido de realização de valor, não?

ELIAS: Exacto.

NORM: E fazem a intenção de ir ao encontro do cumprimento da realização do sentido de valor, não é?

ELIAS: Exacto.

NORM: Nesse caso, cada átomo, cada molécula no universo subjectivo pretende o mesmo?

ELIAS: Exacto.

NORM: Existirá uma melhor... A definição da ordem perfeita… Nesse caso, estou a tentar compreender o que essa ordem significa nos teus termos. (Pausa) Na verdade aquilo de que estou à procura é da ordem não oficial.

ELIAS: Os elementos da criação não se ficam a dever ao acaso. Eles podem parecer comportar-se de modo fortuito devido a possam comportar-se de modo irracional, mas isso deve-se unicamente à razão de não compreenderdes completamente a acção que empreendem. Nada na vossa realidade, no vosso universo criado, se move de forma caótica. Tudo se acha perfeitamente ordenado, incluindo vós próprios; apesar de também sequer vos compreenderdes a vós próprios! Por isso, não percebeis a ordem inerente a vós próprios. Podeis voltar-vos para elementos que percebais existirem fora de vós - apesar de não existirem - e perceber ordem, tanto quanto vo-lo permita a vossa presente capacidade. Em seguida podeis voltar-vos para vós próprios e não perceberdes a ordem perfeita; mas toda a criação se acha ordenada. Toda a criação é escrupulosa.

NORM: Poderei nesse caso aplicar a paráfrase de um modo diferente? A criação toda está continuamente a criar, e essa criação resulta numa ordem perfeita na sua acção?

ELIAS: Exacto.

VICKI: Tenho uma pergunta respeitante à actualização das probabilidades todas. Penso que sempre terei encarado esse banco de probabilidades como uma condição estagnante no qual a determinada altura escolhemos actualizar uma entre várias, enquanto as demais ficam de lado, a estagnar, até que escolhamos actualizar outra. Mas do debate da semana passada, fiquei com a noção de não ser desse modo que isso se processa. As probabilidades actualizam-se todas imediatamente. Não será assim?

ELIAS: Correcto.

VICKI: Por isso, elas influenciam-nos as escolhas. Ainda não estou muito certa quanto a isso, mas uma das questões tem que ver com a possibilidade da escolha duma probabilidade qualquer desse banco de probabilidades estar em alinhamento com o nosso propósito - estará? Será isso correcto? Ou será que algumas se revelarão mais benéficas ou eficientes no enquadramento desse propósito?

ELIAS: Isso subentende duas questões diferentes! Na realidade, todas as opções que elegeis no quadro das probabilidades alinham pelo vosso propósito, seja directa ou indirectamente. Mas quanto à segunda pergunta que colocaste, sim; certas escolhas relativas a determinadas probabilidades podem tornar-se mais benéficas ou eficazes do que outras, mas todas se devem enquadrar no alinhamento do vosso propósito. É uma opção que vos cabe. Podeis escolher passar para o lado oposto do lago e seguir em frente, com um barco, assim como podeis escolher alcançar o mesmo destino a caminhar ao redor da sua margem. Haveis de chegar ao mesmo destino. A acção que empregardes na actualização do vosso destino há-de diferir, mas é uma opção vossa. Nenhuma forma é “pior” que a outra.

Isso envolve diversas variáveis. Podeis escolher o que pensais ser o método mais expedito, vantajoso, por ele vos parecer, segundo as suposições que abrigais, “melhor” ou “bom”. Isso, noutros termos, pode não merecer necessariamente a mesma definição. No contexto das variáveis do vosso propósito, podeis escolher experimentar caminhar em torno do lago. Muitas vezes, podeis demonstrar esse comportamento quando estais a demonstrar certas experiências a vós próprios a fim de discernirdes. Isso não significa - sublinhem o que vos vou dizer – qualquer Carma; sublinhem-no! Não estais a experimentar experiências persistentes nem repetidas dum modo retributivo! Podeis escolher, numa dada experiência, e para vossa própria clareza, não experimentar do modo mais vantajoso. A rapidez nem sempre se revela a forma mais eficaz, apesar de nas vossas crenças perceberdes a rapidez como sinónimo de melhor. Quanto mais depressa aprenderdes algo, melhores sereis. Quanto mais rapidamente realizardes alguma coisa, melhores sereis. Mas na realidade a velocidade não é factor decisivo nessa matéria. A experiência e a clareza resultante dessa experiência é que assumem importância. (Pausa)

VICKI: Para parafrasear uma questão que o Michael colocou; na interacção com os outros, que acontecerá se as raízes do pequeno rebento deformado começarem a sufocar as raízes rectas do pequeno rebento? (Riso)

ELIAS: Muito inventivo! (A rir) O rebento arqueado não pode deformar as raízes do rebento esguio (exemplo) a menos que o rebento esguio acredite que o possa, porque a energia não pode ser aniquilada. Por isso não existe qualquer destruição. Somente as vossas crenças comportam destruição, ou a ilusão de destruição. Já vos referi que a realidade do vosso estado de vigília não é ilusão nenhuma, mas podeis iludir-vos a vós próprios com as suposições que abrigais e dar lugar à ilusão de acreditardes que algo esteja a ser destruído ou aniquilado, quando na realidade não existe aniquilação nenhuma. Tudo o que existe é reestruturação. Não existe morte. Não existe destruição. O que existe é reforma, alteração. Por isso, podeis conceber a ilusão das raízes estarem a ser deformadas e do pequeno rebento estar a ser aniquilado, mas isso é uma ilusão, por vos ser ditado pelas vossas suposições. Na realidade ele tem continuidade.

Isso também é um elemento que faz parte do vosso drama. Vós realçais os vossos sentidos e a vossa emoção, a vossa vivência, com o drama e com a excitação do momento com essa experiência. Até mesmo um temor extremado se torna numa experiência aceitável, se envolver suficiente drama, por uma questão de experiência. Eu afirmo que isso infira no facto de que as raízes do rebento não sejam sufocadas, mas dadas como bem conseguidas, pelo uso da atenção.

VICKI: Eu passo-lhe a mensagem!

ELIAS: Muito bem!

BOB: Tu referes as probabilidades que alinham pelo propósito. Será mesmo possível que uma probabilidade qualquer não alinhe pelo propósito?

ELIAS: É.

BOB: Como acontecerá isso, à luz do exemplo que deste do lago? Porque tecnicamente, não existe qualquer direcção para a qual nos voltemos que em última análise não possa conduzir-nos ao nosso destino. Por isso, poderás dar um exemplo duma probabilidade que não se ache em alinhamento com o propósito?

ELIAS: Vós, no vosso foco individual, podeis escolher alternar com um “eu” alternado. Cada um dos vossos “eus” alternados pode definir propósito de forma independente. Não é necessário que o seu objectivo seja o mesmo que o vosso, apesar de geralmente poder ser; mas não é regra. Por isso, podeis trocar e intersectar um “eu” alternado num foco. Nesse sentido, o “eu” alternado prosseguirá - que sois vós, mas também não sois vós, por ser distinto. Nesse caso, essas escolhas, definidas no campo das probabilidades empreendidas por esse eu alternado, podem não alinhar pelo vosso objectivo, mas vós não estais separados desse eu alternado. (Pausa)

NORM: Mas porque razão será mesmo necessário dispor dum banco de probabilidades ou dum modelo? Porque razão será isso necessário? Eu conseguirei criar qualquer coisa que queira em qualquer altura que o queira; não posso? Seja onde for, e em qualquer altura?

ELIAS: Porquê? Porquê? Porquê? (A sorrir) Vamos lá, uma vez mais! Porque razão um garotinho se põe aos saltos a chafurdar no charco?

NORM: Por sentir vontade de o fazer!

ELIAS: Precisamente!

NORM: Mas ele não precisa necessariamente pedir para o charco se apresentar no seu caminho numa altura qualquer da sua vida. Penso que não compreendo a completa liberdade de acção que me assiste, nem esse banco de constrangimento.

ELIAS: Ah! Vós percebeis constrangimento, mas não comportais qualquer constrangimento! Não estais restritos a um banco de probabilidades. Vós concedeis a vós próprios um banco de probabilidades a título duma maior eficácia e para uma menor confusão na singularidade do vosso foco e da vossa atenção, num determinado foco individual, mas não sois limitados por esse banco de probabilidades! Podeis extrair a partir do exterior desse banco de probabilidades a qualquer momento. Não existem limites. Não existem sistemas fechados!

NORM: É mais eficiente. Ficará isso a dever-se à cooperação com os demais?

ELIAS: (Com firmeza) Vós concebestes este foco dimensional para este tipo particular de experiência. Vós constituís um aspecto de vós. Mas existem miríades de vós. Em última análise vós sois seres multidimensionais. Por isso, encarais um enfoque e a escolha duma experiência como coisa singular, mas não experimentais um enfoque nem uma experiência.

NORM: Os focos alternos cuidam da falta de multidimensionalidade infinita inerente a este enfoque singular?

ELIAS: Vós sois eles todos, e eles sois vós.

NORM: Eu gostava de colocar algumas questões respeitantes ao banco de probabilidades e à criação do chamado corpo celular que estou a operar. Esse banco de probabilidades não influenciará a natureza bioquímica e a natureza neurológica deste corpo?

ELIAS: Influencia.

NORM: No entanto eu detenho um controlo completo sobre o realinhamento da natureza neurológica e bioquímica deste corpo.

ELIAS: Deténs.

NORM: Mas não é tarefa difícil de levar a cabo, no enquadramento desta probabilidade.

ELIAS: Exacto... Apesar de não acreditares nisso! Por isso é que estabeleces dificuldades! (A sorrir, seguido de riso generalizado)

NORM: Eu esforço-me de verdade por acreditar nisso! Eu senti-me atraído para um livro, respeitante a algumas coisas inabituais que acontecem com os Filipinos. Era respeitante aos cirurgiões psíquicos. Terás conhecimento disso através dalgum dos teus aspectos ou focos?

ELIAS: Tenho.

NORM: Eles têm empregado quatro formas de procedimentos diferentes. E eu estava a tentar correlacionar isso com as ideias que tenho a respeito dos mundos não oficiais.

ELIAS: Isso é informação não oficial.

NORM: Sim, estou ciente disso. Nesse caso eles dispõe da capacidade de abrir o corpo sem fazerem sangrar e de saber onde se dirigirem no corpo a fim de tratarem, por exemplo, uma parte cancerígena dos pulmões ou do fígado ou do que quer que seja, e de remover essa parte cancerígena e de em seguida o fecharem sem deixar cicatrizes.

ELIAS: Exacto.

NORM: Nesse caso eles devem ter o poder de discernir. Existe muita cooperação entre os dezassete triliões de células que tenho no meu corpo. Por exemplo, as células cancerígenas não têm a capacidade de cooperar e como tal forçam a cooperação das outras? A consciência não oficial dessa gente que sabe como operar isso… Poderão eles discernir onde se situa o problema no organismo olhando para ele por vias não oficiais? Será devido à diferença na cooperação entre as células?

ELIAS: Vós fascinais-vos e espantais-vos com a informação não oficial que podeis perceber em termos físicos, a qual cabe na mesma categoria dos truques de palco! Vós percebeis aquilo que designais como cirurgia psíquica como algo espantoso. Mas cada um de vós detém a capacidade de realizar actos desses. Só que eles são desnecessários. Eles não diferem daqueles que os vossos cirurgiões empregam na vossa medicina ocidental com os seus bisturis. Não é necessário perturbar a estrutura da expressão física para alterar a criação de algo!

Vós fazeis isso para vosso assombro. Isso destina-se a reconhecerdes para convosco as capacidades que possuís, apesar de não reconhecerdes essas capacidades! Vós acreditais que determinados indivíduos à face do vosso planeta sejam abençoados e dotados de certas capacidades de que mais ninguém dispõe! Mas todos vós possuís as mesmas capacidades. Não existe falta de cooperação na estrutura celular manifesta na vossa expressão física, nessa expressão do cancro. O indivíduo que deu lugar ao que encarais como cancro apenas activou uma acção enferma na sua estrutura celular, no alinhamento dos seus desejos.

NORM: E propósito.

ELIAS: Correcto. Ao nível celular não existe falta de cooperação. É passada informação subjectiva à vossa expressão física, a qual responde com num acto de cooperação pormenorizada e imediata. Todos vós possuís células dessas. Elas fazem parte da vossa manifestação. Escolheis activar ou deixar de activar certas acções em determinadas estruturas celulares.

NORM: Então no futuro a doença será passível de tratamento, no caso de vir a ser tratada com o auxílio de alguém ou por meio da informação de alguém que nos informe ou ajude a compreender que nós próprios tenhamos criado a doença, e que nos certifique que isso depende da nossa escolha, e que dependa duma acção que desejamos activar.

ELIAS: Não há qualquer necessidade de garantir que isso dependa da escolha, porque se não fosse escolha do indivíduo isso não se manifestaria!

NORM: Peço desculpa! Eu pronunciei-me de forma errada! Concordo com isso! (Riso) Mas alguns, e no enquadramento da mudança, poderão ainda não dispor desse conhecimento pelo que, durante algum tempo revelar-se-á necessário que as pessoas o expliquem, se quiserem cuidar da sua saúde ou melhorá-la.

ELIAS: Após a mudança ou o que encarais como o futuro, com respeito às manifestações de enfermidades sob qualquer forma física em que possam apresentar-se, a acção desses indivíduos empregue na cooperação do indivíduo que se manifesta, deverá ser somente a de fazer recordar à consciência do corpo do indivíduo quanto ao seu estado original de eficiência.

Não desejo parecer estar a desvalorizar a capacidade desses indivíduos que tanto vos fascinam com as suas capacidades de cirurgia psíquica. Isso é um indicador duma confiança em si, e dum movimento no sentido da compreensão da expressão física e da realidade concernente a essa expressão física; Do que ela compreende; apesar de ainda não terem alcançado o que designareis como os vossos objectivos físicos com consciência de que toda perturbação da carne se revela desnecessária.

NORM: Está certo. A pessoa é simplesmente capaz de desfazer o que fez.

ELIAS: Mas tal como foi declarado previamente, existem alturas em que as pessoas cedem energia a outro indivíduo por intermédio da consciência, a fim de recordarem à expressão física o seu estado natural.

NORM: Existe um outro conceito que pensei ser bastante inviolável, que é o facto de existir um corpo ao meu redor, um corpo destituído de carácter oficial que me serve de protector, por assim dizer. Aqueles que foram operados psiquicamente tiveram que permitir que o cirurgião psíquico passasse por ele. Alguns chamam-lhe corpo astral. Eles tiveram que permitir que o cirurgião psíquico passasse por ele, para serem capazes de fazerem o que fizeram.

ELIAS: Absolutamente. Esse acto traduz uma cooperação resultante de ambos os indivíduos. Vós não possuís nenhuma concha ao vosso redor, mas possuís um campo de energia ao vosso redor que não será penetrado - não que não possa sê-lo – mas que não será penetrado nem invadido sem permissão, sem o vosso consentimento.

NORM: Só queria ter a certeza que estava a pensar em termos correctos no tocante a isso. Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

DREW: Posso colocar uma questão subordinada ao objectivo? Ontem à noite consegui cair num estado de serenidade por intermédio da meditação e questionei-me em relação ao meu objectivo e a resposta vigorosa que isso me provocou foi levar-me às lágrimas. A resposta foi pura e simplesmente a dum sentimento de felicidade. Poderá isso representar um propósito?

ELIAS: Eu afirmo-te que todos os indivíduos nesta dimensão e neste foco detêm esse desejo. Nenhum indivíduo, alguma vez manifesto no presente, deixará de comportar esse desejo. Isso não traduz necessariamente um objectivo mas um desejo que expressais para convosco próprios. Agora, continua com a tua serenidade e descobre o que te criará a tua felicidade. Isso deverá traduzir o teu propósito.

DREW: Estou a tentar captar aquilo em que consista o meu propósito, o que eu deva procurar, nos termos de que tipo de resposta. Será algo que venha a manifestar em termos objectivos? Qual será o meu propósito?

ELIAS: Tu estás a manifestar-te em termos objectivos, desde que emergiste no foco físico.

DREW: Estarei a manifestar o meu propósito?

ELIAS: Exacto.

DREW: Nesse caso devo estar a cumpri-lo neste momento.

ELIAS: Estás.

DREW: Só quero descobrir o que estou a fazer! (Riso)

ELIAS: Óptimo!

DREW: Oh, isso é bom? (A rir)

RON: É a razão porque nos encontramos aqui!

ELIAS: Estais a aproximar-vos! Vós estais continuamente a manifestar o vosso propósito. O vosso objectivo consiste numa direcção.

DREW: Tu utilizas a metáfora do lago e de chegarmos ao nosso objectivo, mas de facto nós jamais o alcançamos, correcto?

ELIAS: Por vos achardes continuamente nele.

DREW: É um estado do ser.

ELIAS: Sim, um estado de transformação.

DREW: Um estado de transformação, numa direcção específica.

ELIAS: Exacto, pela experiência.

DREW: Então, por exemplo, o objectivo pode traduzir-se apenas por coisas tais como a busca de conhecimento?

ELIAS: Exacto.

DREW: Ou da expressão criativa por meio da música e das artes? Isso representará propósitos?

ELIAS: Exacto; pela experiência inerente à manifestação física.

DREW: Então não é provável nem mesmo possível que o meu propósito possa diferir daquele que estou actualmente a manifestar?

ELIAS: O teu propósito não é sinónimo das tuas manifestações, só que não manifestais sem ser no alinhamento com o vosso propósito. Por isso, podeis manifestar acções. Podeis manifestar escolhas dentro do quadro das probabilidades que poderão não se expressar com a exactidão do vosso propósito, mas com a experiência ajudam a actualização do vosso propósito.

DREW: Isso representará o acto de contornar do lago.

ELIAS: Exacto.

DREW: Nesse caso é possível passarmos a vida toda, o tempo todo da minha manifestação física sem jamais verdadeiramente manifestar de modo eficaz o meu propósito. Posso andar continuamente às voltas ao redor do lago sem que alguma vez chegue a manifestar em termos concretos e dum modo directo o meu propósito.

ELIAS: Podes, mas isso traduz igualmente uma escolha. O vosso pensamento deixa-se influenciar para um produto final. O vosso pensamento deixa-se influenciar para uma realização e para uma finalidade, um destino formado por objectivos, a chegada a um ponto específico; o qual tereis então realizado. Mas é claro que o que venhais a fazer para além disso nem sequer nos atrevemos a imaginar, (com humor) mas isso nem chega a representar um problema, por estardes continuamente a esforçar-vos pela vossa conclusão. Mas não existe nenhuma conclusão!

DREW: Eu penso nisso quase como num efeito de ressonância, na qual a nossa manifestação física se acha no alinhamento com o nosso objectivo e se dá uma certa... Ressonância é o melhor termo que consigo evocar.

ELIAS: É sobremodo difícil expressar-vos a todos o conceito de que o acto de contornar o lago não é “pior” e de que cruzar o lago de barco não é “melhor” nem mais eficiente simplesmente pela razão de se revelar mais rápido. Todas as vossas escolhas se acham no alinhamento do vosso objectivo. A razão porque perseguis estas questões, a razão porque os processos do vosso pensamento se voltam nessa direcção, fica a dever-se ao facto de tomardes parte neste fórum, e dele se alinhar pelo vosso propósito; para propordes a vós próprios informação respeitante à mudança e à acção de transição. Por isso é que questionais isso, mas também vos limitais com essas questões, porque o vosso propósito neste foco não é singular; essa é a razão porque propusestes este fórum e esta informação.

Vós encarais este foco como extremamente singular. Sugeris a vós próprios informação por intermédio deste fórum a fim de compreenderdes para além da atenção única. Esta existência física, este universo, esta manifestação, esta dimensão, este foco, nada disso traduz tudo aquilo que sois! Tudo o que se situa na criação expressa deste universo que percebeis constitui uma expressão, uma linguagem; razão porque colocais este tipo de perguntas e experimentais confusão, sem que saibais muito bem a razão; por estardes a começar a oferecer a vós próprios informação que dá lugar à vossa periferia e vos permite expandir a consciência.

Vós procurais absolutos neste foco e perguntais: “Existirão matemáticos no foco não físico?” Tudo aquilo que vos é dado perceber neste universo criado faz parte da vossa própria linguagem. Situa-se no campo da vossa percepção. Mas não traduz tudo o que existe! Traduz apenas um foco, por sinal um foco bastante criativo, aprofundado, glorioso, mas um foco apenas; e vós experimentais um número incontável deles em simultâneo. Não conseguis enumerar as experiências que empreendeis fora desta dimensão particular! Sois mais imponentes que a coisa mais grandiosa!

Vamos fazer um intervalo de novo, e logo continuaremos... por breves instantes!

INTERVALO

NORM: Na semana passada falamos sobre os elos de ligação e as unidades de consciência e a actividade primária ou a acção e as unidades de energia electromagnética. Será que isso requer, por meio dos elos de ligação, que as unidades electromagnéticas desempenhem uma acção? Será este um conceito exacto?

ELIAS: É.

NORM: Mas não pode ser levado a cabo sem isso? A acção não poderá ser desempenhada sem os elos de energia electromagnética?

ELIAS: Não! (Sorri, enquanto o Norm ri)

NORM: Não poderás explicar?

ELIAS: Toda a energia é composta de consciência. Por isso, os elos de consciência compõem todas as manifestações, todo o movimento, todos os elementos. Não podeis criar energia electromagnética sem consciência, mas a energia electromagnética não constitui tijolo nenhum de construção, por assim dizer, que componha a consciência.

NORM: Mas sim acção?

ELIAS: É uma acção; uma força.

NORM: Então é no processo da acção que os elos são criados.

ELIAS: De certo modo, porque a consciência toda e a energia toda traduz acção. Por isso, todas as coisas são criadas com a acção.

NORM: Agora isso representa uma mandela! (Riso) (Nota do tradutor: Mandela significa um toucado composto de plumas, um objecto cerimonial sagrado característicos dos Índios Norte Americanos)

BOB: Eu tenho uma pergunta a colocar. Será que a mudança representará o término para a experiência?

ELIAS: Não.

BOB: Nesse caso a experiência prosseguirá por todo o sempre, mesmo após a mudança.

ELIAS: Exacto.

BOB: Mas somente neste foco e noutros focos. Permite que o coloque de outra forma. Será que ainda obteremos experiência?

ELIAS: Sim. (A sorrir)

BOB: Com o objectivo da transformação.

ELIAS: Sim. (A sorrir)

BOB: Então esta noção dum término em certa medida constitui uma perda de tempo porque a enfermidade constitui unicamente experiência e como toda a experiência é válida, a noção de qualquer mudança na natureza das coisas constitui uma perda de tempo.

ELIAS: Não! (A sorrir)

BOB: (Desfaz-se a rir) Tu não me deixas, deixas?

ELIAS: Vós escolheis colectivamente o que deveis criar em massa...

BOB: Massa em termos de massa, ou massa em termos de ajuntamento de pessoas?

ELIAS: (De forma bem humorada) Massa em termos de conjunto de pessoas! (Riso generalizado)

BOB: Muito bem. Só queria ter a certeza!

ELIAS: Nesse sentido, vós criais aquilo que desejais e escolheis. Se na consciência das massas e em cooperação com o estabelecido escolherdes interromper a criação duma enfermidade, haveis de o fazer; apesar de o fazerdes, porque todo o tempo é simultâneo! (A sorrir)

BOB: Então esta mudança já terá ocorrido, ou está a ocorrer.

ELIAS: Exacto.

DREW: Todavia a pergunta que colocaste estava relacionada não com as suposições alimentadas pelas massas mas com os indivíduos. Não será assim? Porque já andei com essa mesma pergunta em mente, quase como o sentido da coisa.

BOB: Qual questão?

DREW: Bom, porquê ralar-me em relação à possibilidade de morrer de cancro? Porquê preocupar-nos?

BOB: Bom, não precisamos disso.

DREW: Não precisamos, e “preocupar-nos” provavelmente constitui o termo errado. Precisamos ter muito cuidado com as palavras que estamos a utilizar! (Riso generalizado)

BOB: Podes escolher preocupar-te se escolheres preocupar-te!

DREW: Pois, só que em termos de fazermos um esforço por corrigir determinadas situações que se manifestam, que escolhemos manifestar... Que tal me estarei a sair?

BOB: Não o consegues corrigir se não se achar mal! (Desfazemo-nos todos a rir)

DREW: Mas podemos alterar uma dada situação que estivermos a manifestar. Se toda a experiência não for boa nem má e se ficar a dever unicamente à experiência, porque razão deveremos ralar-nos com a alteração de algo? Até já consigo escutar a resposta! Deixa cá ver se consigo evocar uma resposta. (Elias sorri) Bom, podíamos suscitar várias respostas! A primeira que evoco é, não tentar mas aceitar. O que me conduz de volta ao mesmo, nesse caso em que se centrará a intenção? Compreendo que seja pela experiência e pela aprendizagem, pelo que deixemos que a enfermidade ocorra e não procuremos esforçar-nos por a corrigir. Deixemos que a nossa vida se encaminhe para onde parece rumar e aceitemos tão só aquilo que surge, porque toda a experiência é isenta de “bom” e de “mau”. Todavia, em termos práticos e diários, se a felicidade passar pelo nosso desejo, nem toda a experiência conduz à felicidade! Bom, isso pode assentar numa questão de aceitação, no entanto, para mim passado pouco tempo tudo se torna aparentemente destituído de sentido. Tenho vindo a lidar com isso um tanto em termos não somente de frustração mas quase duma total ausência de sentido em relação ao esforço que envolve, o que nos conduz de volta ao termos da facilidade na acção! Estará aquilo que estou para aqui a dizer a fazer algum sentido? Será que alguém se identificará com o que estou para aqui a dizer? Podereis dar-me uma mão no que toca a isto?

ELIAS: Qual será a questão? Todas as probabilidades se actualizam. Por isso, que importância terá isso? Porque haveis de atribuir certo e errado, bom e mau a uma escolha a fim de lhe atribuirdes valor? Porque razão não há-de comportar valor em si mesmo?

DREW: Bom, penso que nos termos que nos conduzam ao que referiste, que todos as pessoas desejarão, a felicidade. Se for um desejo o que todos nós partilhamos e as escolhas que estabelecermos não nos levarem a ela, e ainda assim as escolhas que estabelecemos, qualquer escolha é tão boa como outra, isso quase parece situar a felicidade para lá do alcançável e levar-nos a ver que essencialmente... Eu não quero dizê-lo! Mas bem que podemos relaxar e prosseguir em nome da viagem, que o que quer que aconteça há-de acontecer mas tudo bem. Só que isso pode não contribuir necessariamente para a nossa felicidade!

ELIAS: Mas em alguns focos é isso precisamente o que actualizais, ao passo que noutros focos não o fazeis. Em alguns focos vós perambulais de forma abençoada por toda a vossa manifestação sem vos preocupardes com as razões nem com as causas nem os “como” nem os porquês, e efectuais a experiência sem associardes “bom” nem “mau” às experiências todas que fazeis. Neste foco particular imediato de que tendes consciência por meio da vossa atenção, escolhestes não manifestar esse tipo de experiência. Escolhestes um propósito que define um rumo; e com isso, por meio das experiências que fazeis, dais seguimento a esse propósito. O objectivo é o que vos dirige as experiências.

Em termos objectivos, tens razão quanto ao facto de todos os indivíduos perseguirem a felicidade; mas nos vossos termos objectivos, nem todos os indivíduos acreditam estarem a experimentar felicidade. Muitos, ao longo de todo o seu foco, experimentam infelicidade, segundo a concepção que da infelicidade fazeis. Isso resulta directamente das suposições que abrigais. A vossa felicidade, ou diria a vossa alegria, o júbilo pessoal que sentis é experimentado por vós próprios com todas as experiências que vos digam respeito, a despeito das suposições que abrigueis, em reconhecimento da pureza inerente à experiência. Filtrada como é emocionalmente por intermédio das suposições e dos pressupostos que abrigais, podeis não acreditar estar a experimentar o que designais como felicidade, mas haveis de seguir o vosso propósito.

Eu acrescentarei mais ao tema, à medida que formulardes mais questões. Vós escolheis alguns focos sem um objectivo especificamente enquadrado para além do da experiência. Esses deverão ser os enfoques que experimentais em que podeis tomar em consideração nos vossos processos do pensar como os focos em que “seguis à deriva”; abençoados ignorantes, segundo a noção que disso fazeis em relação a tudo excepto às próprias experiências.

DREW: Então é uma adição de propósito.

ELIAS: A qual vos permite um rumo num foco individual. Isso é o que designais como finalidade ou objectivo.

DREW: Mas no final das contas é destituído de sentido!

ELIAS: Nada é destituído de sentido, porque tudo afecta todas as coisas. Tudo, a consciência toda - vós todos - se acha entrelaçado e interligado. Por isso, cada movimento que criais, cada opção que estabeleceis afecta todos os outros focos, assim como toda a consciência. Acha-se de tal modo interligado que os vossos “eus” futuros e passados, nos vossos termos, ou os vossos “eus” paralelos, nos meus próprios termos, estão continuamente a afectar-vos as escolhas, tal como vós afectais continuamente eventos futuros e passados e opções. Por isso, todas as coisas influenciam as demais e nenhuma é insignificante. Todas as vossas acções se revestem de importância por estarem a criar-vos, a cada momento, o vosso sentido de valor. Se não estiverdes a cumprir sentido de valor, vós pondes termo à vida.

NORM: A consciência toda não comportará intrinsecamente um desejo inerente de acção, movimento, mudança? Ou melhor, podia perguntar de outra forma. Existirá alguma consciência que não comporte acção, movimento, mudança?

ELIAS: Não; embora não constitua necessariamente um desejo. É (mudança, movimento e acção).

NORM: É isso simplesmente.

ELIAS: Exacto.

NORM: Muito bem. A todos os níveis, por exemplo, dessa centena de moléculas que comportam seis átomos e em que cada átomo contém milhões de elos em si mesmos, os elos de cada um desses átomos são moldados no mundo não oficial diferentemente. Poderia acontecer. Só que no mundo objectivo eles permanecem idênticos.

ELIAS: Eles não têm forma.

NORM: Eles estão unidos de modo diferente e não oficial, mas objectivamente ligados do mesmo modo. Poderei colocá-lo deste modo? Por isso serão caracterizados por objectivos diferentes, diferentes cumprimentos de sentido de valor. É isso que os torna diferentes.

ELIAS: Não necessariamente.

NORM: Que é que os tornará diferentes?

ELIAS: Eles não são necessariamente diferentes.

NORM: Pensei que tivesses dito que podiam ser diferentes.

ELIAS: O seu comportamento pode diferir.

NORM: Muito bem. O comportamento não oficial ou objectivo?

ELIAS: Objectivo.

NORM: Eles movem-se de modo diverso, não é?

ELIAS: Podem mover-se diferentemente.

NORM: Podem mover-se diferentemente. Que mais poderão fazer de modo diferente?

ELIAS: O exemplo é apresentado a fim de ilustrar a qualidade do que é idêntico e da unidade inerente à consciência. Vós percebeis os átomos como entidades. Percebeis as moléculas como entidades. Percebeis-vos como entidades. Também podeis expressar para convosco próprios serdes todos semelhantes, e fazerdes todos parte duma só espécie. Sois todos humanos. Todos vos classificais como pertencentes à classe animal. Por isso sois todos semelhantes, tal como a tua centena de moléculas que contêm os mesmos seis átomos; só que cada um de vós apresenta um comportamento diferente. Cada uma dessas moléculas é capaz de revelar um comportamento diferente de acordo com a disposição que os átomos sofrem. Os átomos podem ser os mesmos, só que a disposição pode diferir. Por isso, o comportamento deverá mostrar-se diferente.

A conclusão disto assenta no facto de que a informação se processa de modo diferente com disposições diferentes; tal como na vossa espécie vós representais uma mesma manifestação mas vos comportais de modo diferente devido a que o influxo de informação seja diferente. Esta ilustração também visa demonstrar a precisão e a exactidão da criação que levais a cabo do vosso universo, desde a complexidade que comportais até à estrutura do átomo, em que todos se se comportam do mesmo modo.

ELIAS: Se o preferires. Mas que vantagem te trará isso?

NORM: Eu gostava de as ordenar alfabeticamente! (Riso)

ELIAS: Portanto, podeis classificá-las tal como vos classificais, separando cada vez mais cada entidade individual até ao mais ínfimo pormenor. Mas não existe qualquer separação!

NORM: Contudo é divertido faze-lo! Tenho que ir até ao fim, é só isso! (A rir)
ELIAS: Pode ser igualmente regozijante alterar a percepção que tendes e a direcção que tomais, e comportar menos separação e incluir mais a unidade de tudo. Isso pode revelar-se um maior desafio por vos ser menos familiar.

NORM: Evidentemente! A respeito disso, na semana passada falavas sobre a coisa que se tinha tornado consciência, e que isso era o tempo, e que era capaz de se esticar e de se deformar etc., e que em focos dimensionais diferentes ou em realidades dimensionais diferentes o tempo se acha ligado entre um e o outro. Essas ligações são supostamente chamadas pontos de coordenação, e tenho a compreensão de existirem pontos de coordenação maiores e menores, alguns dos quais se situarão no sul da Califórnia. A atracção desses pontos de coordenação entre as diferentes dimensões, os tempos nas diferentes dimensões, serve o propósito da troca de energia. Será que o que estou a dizer está correcto?

ELIAS: Não! (A sorrir)

NORM: Em que é que terei errado?

ELIAS: Tal como te expressei que as vossas matemáticas são relativas somente à criação desta realidade. Trata-se duma linguagem inerente a esta realidade, ou duma outra linguagem votada a uma mais vasta compreensão da vossa realidade, só que relativa a esta realidade. Não é necessário disporem dos designados pontos de coordenação a fim de intersectardes dimensões diferentes da consciência, porque todos os pontos constituem pontos de intersecção. Agora; se me falares de depósitos de energia ou do que vós focados no físico designais como vórtices, isso é diferente; mas quanto aos pontos de intersecção para o contacto dimensional, isso é desnecessário.

NORM: Bom, nesse caso, que serão os vórtices?

ELIAS: São depósitos de energia.

NORM: De fora desta dimensão?

ELIAS: Não! De vós!

NORM: Da Área Regional 2?

ELIAS: Não. Vós no vosso foco detendes uma energia espantosa. Vós depositais energia, a qual comportais de forma ilimitada, em áreas físicas localizadas no vosso planeta e na disposição do vosso espaço.

NORM: Mas tu estás inteirado quanto à sua localização?

ELIAS: Estou, tal como vós também podeis estar! Se reparardes, podereis identificar depósitos de energia ao vosso redor.

NORM: Tenho a impressão que se medíssemos a gravidade nesses pontos, ela deveria variar ligeiramente.

ELIAS: Por vezes, nos vossos termos.

NORM: Dependendo da quantidade de energia depositada.

ELIAS: Exacto.

NORM: O que afecta a gravidade. Por isso é que o tempo sofre uma dilatação. É alterado.

ELIAS: O tempo é alterado em muitas áreas. Vós pensais no tempo nos termos duma constante. Pensais no tempo como um factor contínuo e consistente, mas não é. É elástico. Ele dobra-se e sofre variações.

NORM: Subjectivamente...

ELIAS: E objectivamente também!

NORM: Sim, estamos cientes do aspecto objectivo, só que pode ser afectado mais facilmente local e subjectivamente.

ELIAS: Não necessariamente. Vós desvalorizais a capacidade objectiva que possuís! Mas não estais divorciados do vosso eu subjectivo!

NORM: Muito bem, por poder criar a energia que altera o tempo e altera a gravidade. Certo. Muito bem.

DREW: O Michael tem uma pergunta relacionada com o tempo, por isso vou colocá-la na vez dele (Mary). Na semana passada disseste e ontem à noite repetiste que o tempo é relativo à realidade física, mas que pode existir na realidade não física. E o Michael queria saber se, tal como percebemos o tempo como uma sequência de eventos na realidade física, se ele existirá na realidade não física de outro modo, tal como a cor ou o som ou o sentimento ou algo que não reconheçamos necessariamente como tempo.

ELIAS: O tempo consiste na identificação de momentos. Não se trata duma sequência de eventos. Por isso, fora desta realidade pode ser interpretado de modo diverso, sim. Pode ser reconhecido de modo diferente, por ser dimensional. Por isso, pode ser identificado por intermédio de eventos que ocorrem em instantes.

DREW: Mas não necessariamente por uma sequência de momentos.

ELIAS: Exacto.

DREW: Mas de algum modo está sempre relacionado com os instantes.

ELIAS: Exacto.

DREW: Uma outra questão. Na semana passada disseste que nenhum ser humano terá aceitado o tempo como simultâneo como um facto real.

ELIAS: Salvo um! (A sorrir para o Bob, enquanto nós desatamos a rir)

DREW: Será provável que na qualidade de humanos aceitemos que criamos a nossa realidade como um facto?

ELIAS: É, e à medida que avançais na vossa mudança isso tornar-se-á numa realidade. Além disso, uma vez focados no físico, haveis de compreender mais, embora não completamente, o conceito do tempo simultâneo. Excepto o Lawrence! (Riso generalizado)

RON: Posso colocar uma questão? Não vem muito a propósito, mas penso que não completamente. Terá sido a interpretação que a Mary fez da última comunicação do Paul exacta?

ELIAS: Foi. Vou estender-vos o meu reconhecimento em relação ao sucedido, por ter sido antecipado e aguardado. Isso é uma indicação da actualização desta fusão entre o objectivo e o subjectivo, de que traçamos previamente em termos explicativos nas nossas sessões. Agora torna-se fisicamente notório, o que pode ser reconhecido; tal como o Michael acredita, ele poderá não interpretar esta informação do meu caro (Nota do tradutor: Esta manifestação de apreço refere a entidade chamada Paul, outra essência que utilizou o Ron a fim de comunicar informação), por acreditar não compreender essas comunicações. Podeis expressar, “Errado! A compreensão acha-se em curso.”

JIM: Eu tenho uma pergunta breve a colocar. Aquela criatura tipo gato que Borloh observou recentemente, terá isso sido criação dela ou minha, ou o resultado duma partilha?

ELIAS: Conjunta.

JIM: Não oficial?

ELIAS: Sim. Vamos... (Para a Vicki) Desejas colocar alguma questão?

VICKI: Muito rapidamente, este termo “passar a mensagem” terá alguma coisa a ver com interpretação?

ELIAS: Em parte. Prossegue com a investigação que estás a empreender da tua equação! Podes interpretar como aproximado à vossa missão dos sonhos. Vamos interromper por esta noite. Fico a antecipar o nosso próximo encontro. Com afecto, au revoir!



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O MATERIAL ELIAS