quarta-feira, 29 de junho de 2011

SESSÕES PRIVADAS



SESSÃO #11
“Sessões Privadas”
Quarta-feira, 31 de Maio de 1995 (Grupo)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes: Mary (Michael), Vicki (Lawrence), Christie (Oliver), Bill (Kasha), e Elizabeth (Elizabeth).

Nota: Estes comentários iniciais surgem em resposta àqueles que pediram para ter sessões privadas.

ELIAS: Boa noite. Suspeito que todos terão reflectido nas nossas sessões recentes. Estais certos no raciocínio que formulais. Isso acha-se imbuído dum propósito de grupo. O Michael estava certo quanto à interpretação que fez da resposta que dei em relação ao sonho que teve. Eu não estou a ajudar-vos no sentido de agir pela vez do Michael e de vós próprios. Esse aspecto da nossa interacção deve proceder da vossa parte.

Parece-me que não terei tornado o meu propósito claro. Tenho consciência de que as essências em questão não se acham presentes. Mas vou-vos ensinar a todos, de qualquer modo. É importante que preserveis a interacção entre as vossas essências porque isso se acha imbuído dum propósito. Se eu não tivesse consciência da vontade que tendes de aprender e da mudança adequada necessária para evitardes o trauma para as vossas essências, neste enfoque, eu não teria acorrido junto de vós, e teria, em vez disso, surgido individualmente.

Mas essa é uma convergência incorrecta para o vosso crescimento. Já possuís a crença de vos achardes já separados uns dos outros, assim como em relação à natureza e à Unidade Criadora Universal e o Todo, e em relação a nós. Essa é uma crença inexacta. E dirigir-nos a vós individualmente apenas serviria para perpetuar essa crença imprecisa que abrigais. É por isso que me dirijo a vós. Estendo-vos a oportunidade de compreenderdes e de vos unirdes de modo mais pleno à vossa essência e àqueles que vos rodeiam.

Desejo igualmente esclarecer, a fim de que futuramente se não gere nenhum mal-entendido, que o propósito que nos impele a ensinar-vos a todos visa o vosso enfoque actual. Não existe futuro algum, em nenhum estágio nem dimensão, fragmento ou parte da vossa essência. Existe unicamente o presente eterno e contínuo. Por isso, focardes a vossa atenção em algo do que designais em termos de futuro não vos trará qualquer serventia. Tudo o que existe, existe agora. Vós estais em contínuo estado de transformação; jamais chegareis a ser um produto acabado. Do mesmo modo que a Unidade Criadora Universal ou o Todo, que jamais se acha completa mas permanece num estado de transformação, assim também vós estais. Qualquer que seja o enfoque que escolhais, seja onde for que escolhais manifestar-vos, isso situar-se-á sempre no agora e não no futuro.

Eu compreendo que estes sejam conceitos difíceis. Vós não dispondes de qualquer passado, tal como o concebeis, assim como de futuro. Apenas dispondes do vosso presente; mas eu vou retractar o termo “apenas”, uma vez que o vosso presente abrange todas as coisas, concernentes a todas as épocas, e de todas as focalizações em simultâneo, tudo a ocorrer agora. Imbuído do desejo de vos ajudar acorri aqui apenas com o fito de vos ensinar de modo a aumentardes o conhecimento que possuís relativamente a tudo o que sois. Por isso, quando o vosso tempo e o vosso enfoque se alterarem num todo, já estareis familiarizados com essa mudança e não vireis a experimentar qualquer trauma.

Todos notais uma mudança na consciência do vosso mundo. Até mesmo aqueles que não têm conhecimento disso são capazes de notar uma mudança na consciência. Trata-se dum novo emergir duma consciência admirável com que todos acordastes e que decidistes conduzir à realização. Vós caminhais numa era que não é distinta daquela que caracterizou os começos da vossa Igreja Cristã, caracterizada por um espantoso esforço criativo e dum movimento que alterou o rumo do vosso mundo por um longo período de tempo, segundo a concepção que dele fazeis, e neste planeta. Outra grande mudança está a ter lugar, devido a vos encontrardes preparados e ansiosos. Alguns estarão mais preparados que outros. Este não é um enfoque a que estejais habituados, razão porque teremos escolhido servir de auxílio nas tentativas de evitar o trauma.

Este não é um enfoque religioso, a que podeis estar habituados. É, ao invés, um novo florescimento da vossa consciência numa união com a própria essência, uma expansão do vosso conhecimento e da vossa visão. Aqui já estais a experimentar essa mudança; já possuís consciência de estardes a mudar a cada dia. Mas aquilo que vireis a realizar será aos vossos olhos algo de assombroso. A vossa essência é algo verdadeiramente assombroso, e capaz de muito mais do que a vossa imaginação é capaz de conceber neste foco. Vós sois muito mais coisas do que tendes noção.

É por isso que vos dirijo a focalização para os vossos sonhos. Conforme já referi, vós despendeis muitas das vossas horas no estado de sono. Acreditareis que isso se deva a que o vosso corpo físico necessite de dormir? Não. (riso) Não é. O vosso corpo físico é capaz de se regenerar e de se recarregar de energia apenas permanecendo inactivo. Não é pelo benefício do vosso corpo físico que dormis. Um bebé não se exercita demasiado e no entanto dorme muito mais do que um adulto. E isso fica a dever-se ao facto de reconhecer a união que preserva com a sua essência, e preferir a sua própria companhia. (riso)

Vós, ao longo da vossa vida, segundo a concepção que dela fazeis, distanciastes-vos bastante. O sono constitui o estado que vos possibilita voltar a estabelecer a ligação. Sem querer menosprezar a experiência física do estado de vigília, eu ensinar-lhes-ia, todavia, que na focalização da actual mudança adquire uma maior importância que vos conecteis através do estado do sono com maior atenção, porque isso possibilitar-vos-á uma maior compreensão assim como vislumbres daquilo de que vos falo. Havereis de descobrir vir a tornar-se muito mais fácil entender os conceitos que vos transmito se detectardes a acção e a interacção que assumem durante o estado de sono. Se experimentardes dificuldades em estabelecer contacto com essa área, podeis praticar durante o vosso estado de vigília.

Ao praticardes no estado de vigília podereis artificialmente produzir experiências semelhantes por meio de jogos. Se vos concentrardes, podereis… Desculpai. Estou a receber uma sugestão. Ao contrário de explicar unicamente, e em anuência para com a sugestão recebida, vou-vos convidar a experimentardes um pequeno jogo imediatamente. Podeis focar-vos no pensamento que tendes sobre uma experiência. Escolhei qualquer coisa, como um passeio à praia, ou uma experiência do 4 de Julho ou uma experiência de Natal.

Focai-vos numa experiência individual à vossa escolha, mas não vos concentreis demasiado. Permiti que o pensamento vagueie à deriva. Ao vagar à deriva, haveis de notar outras imagens ou impressões ou sensações relacionadas a esse evento que constitui esse enfoque original. Haveis de notar uma expansão do pensamento. A medida que esses pensamentos se expandem eles parecerão tornar-se símbolos. Podeis interpretá-los do mesmo modo que interpretais os vossos sonhos. (A esta altura dá-se uma pausa durante a qual todos experimentam o exercício)

Podeis praticar pequenos exercícios como este com frequência. Isso há-de mostrar-vos, nos termos da vossa consciência de vigília, o modo como a vossa mente se expande automaticamente, se derdes azo a isso. Nesse sentido, ao vos permitirdes uma liberdade renovada apenas deixando de manter os vossos pensamentos com tanto zelo, podeis descobrir ser fácil deslocar-vos pelo vosso estado de sono. O factor que responde pela instauração do à-vontade em cada situação é a familiaridade. Quando algo deixa de soar familiar, deixais de vos sentir à vontade com isso. Portanto, deixais de permitir o seu fluxo natural. E isso aplica-se como uma verdade em todas as coisas, com todas as coisas sobre as quais falamos, assim como todas que viermos a mencionar no futuro, nos vossos termos.

Não vos preocupeis por não conseguirdes interpretar o que ocorre nos sonhos. Isso inicialmente não é importante. Foi-nos apresentado um sonho duma casa pequena. Os sonhos são multidimensionais. Frequentemente, se recriardes um determinado sonho mais do que uma vez, em termos concretos, vós fazei-lo por estardes, por assim dizer, a preparar-vos para o criar em termos físicos.

Tudo é criado, em termos de energia, na vossa outra consciência, antes de mais. Não utilizaremos o termo inconsciente porque ele gera a ideia ou a sensação de algo à parte e irreal, além de vos fazer pensar em termos de não vos poderdes associar a isso. Encarais a ideia que tendes do inconsciente como algo desligado de vós, algo a que precisais ter acesso. Mas isso não é verdade. A vossa outra consciência constitui somente outro foco, só que se acha bastante em união convosco e bastante operacional a cada dia dos vossos dias.

O vosso estado de sonhos representa a expressão física de parte da vossa outra consciência, que se vos dirige continuamente. Vós também vos dirigis a ela e expressais-lhes desejos como o de uma pequena casa. A vossa essência responde e forma imagens. A vossa essência estende-vos de volta à vossa consciência focada no físico a imagem do vosso desejo. Se o vosso desejo for suficientemente intenso, ele há-de operar em conjunto com a vossa essência a fim de concentrar essa energia numa manifestação física.

Essa é a razão porque, quando sou solicitado para interpretar um sonho, se torna muito mais complicado do que podeis imaginar. Não se trata unicamente duma imagem que tendes na cabeça. Cada símbolo que surge pode significar a representação dum desejo focado no físico, ou um símbolo duma mensagem procedente da vossa essência. Pode igualmente tratar-se do reconhecimento de um evento passado simultâneo. Pode significar uma olhadela ou vislumbre ou mesmo a interacção noutras dimensões. É por isso que não compreendeis aquilo que sonhais. Classificais automaticamente as imagens todas e procurais relacioná-las com aquilo com que vos achais familiarizados. Associas-lhes significado apenas duma forma concreta e material. E quando esses símbolos deixam de traduzir um sentido qualquer, (pausa) parêntesis… Não será correcto? (Para a Vicki)

VICKI: Aspas.

ELIAS: Aspas. Sempre que, entre aspas, “Isto não faz sentido”, vós regeitais os símbolos, pensando não serem válidos, por os não entenderdes. Além disso, no vosso estado de sono, haveis de reconhecer que o tempo não apresenta referência alguma. Os eventos podem dar-se ao contrário. Podem acontecer de trás para a frente e entretanto um evento pode eclodir da frente para trás e aí um acontecimento pode… Zás! … Apresentar-se à frente deles. E parecerá não haver qualquer nexo de continuidade. Isso é real. Não a sequência do tempo; ou melhor, as coisas sucedem a um só tempo. Por isso, não éw de todo inconsistente que os eventos se apresentem fora de sequência. Não vamos falar disso a sessão inteira, mas é importante que aprendais estas coisas, porque elas acham-se envolvidas no enquadramento da mudança (de consciência) Quando tomardes consciência da imensa vastidão da vossa própria essência, haveis de incorporar novas experiências.

No pequeno exercício para o estado de vigília que vos sugeri também haveis de notar a ausência de continuidade de tempo. Podeis evocar um evento da altura em que tínheis dez anos. Se expandirdes o exercício podeis obter pensamentos ou ideias que inicialmente parecerão ir além da idade dos dez anos, nos vossos termos. Depois podeis experimentar uma impressão ou lembrança desse mesmo pequeno evento ou de um evento relacionado, da idade dos vossos sete anos, o que vos parecerá baralhado. É nisso que reside a intenção. Ponto final. Para poderdes compreender a simultaneidade da vossa existência, precisais notar essas coisas que constituem expressões dessa simultaneidade, ao vosso redor. Estais a compreender aquilo de que vos estou a falar? (Pausa)

GRUPO: Um pouco.

ELIAS: Isso é um indicativo de confusão! (riso, seguido de outra pausa)

VICKI: Se tudo é simultâneo, nesse caso já não teremos feito essa experiência da transição?

ELIAS: Já está a ocorrer presentemente, sim.

VICKI: Isso da simultaneidade deixa-me completamente baralhada, porque se é tal qual se afirma, nesse caso porque precisaríamos de qualquer ajuda?

ELIAS: Vós escolhestes criar, por uma porção das vossas essências, uma focalização física linear. Nesta parte da vossa essência vós estais a experimentar a sucessão de momentos de tempo, muito devagar, numa qualidade vibratória bastante lenta. Fazeis isso pela experiência. Por vezes, neste foco, para poderdes experimentar por em cheio, desligais-vos de tal modo da vossa essência, e esqueceis tão completamente, que até de como recordar vos esqueceis.

VICKI: A parte do esquecimento eu entendo!

ELIAS: Isso instaura uma divisão desta parte da vossa essência. Essa, na verdade, constitui uma excelente pergunta, porque aí podeis pensar; “Porque razão esta parte insignificante da minha essência inteira haverá de merecer tal atenção?”

Quando pensais em vós próprios, em quem pensais? (riso) Pensais em vós como sendo o vosso corpo? Não. Mas também não pensais em vós nos termos da vossa essência. Pensais no que passastes a designar como a vossa alma, ou a vossa mente, ou em vós próprios, ou da vossa psique. São tudo termos para a vossa consciência focada no físico, essa parte da vossa essência de que vos divorciastes com o propósito de vivenciardes esta experiência.

Vós só pensais em vós sob os traços do actual eu. Podeis acreditar numa alma imortal e criadora, mas de algum modo desligais-vos mesmo disso até que acrediteis estar… mortos! (riso) porque aí, de algum modo a vossa alma criadora e imortal torna-se vós próprios miraculosamente! (riso, e em seguida de modo bastante dramático…) Essa nuvem sombreada que sois vós, uma vez na vossa alma, “esvoaça” e torna-se parte da consciência universal - a qual não compreendemos o que seja. Mas, para voltarmos ao “mundo real”, na vossa consciência de vigília vós não vos encarais como sendo a vossa alma. Encarais-vos como sendo… vós! (riso) É por isso que me encontro aqui.

Este foco físico, apesar de ser apenas uma parte, não é “apenas”; pois é idêntico em importância e focalização a qualquer outra ou a todas as partes da vossa essência, do mesmo modo que cada um pertence a uma essência e sois igualmente parte da Unidade Criadora Universal e do Todo. A energia não se acha separada. Não existe divisão de ordem alguma. Ela pode assumir forma se assim o escolher, mas energia é energia, e não algo que seja passível de ser dividido. Não podeis simplesmente cortá-la em pedaços. Não a podereis alguma vez separar porquanto não é passível de ser separada. È desse modo que todos estamos ligados. A energia é tudo no universo, em todas as dimensões. Apenas se manifesta em diferentes formas ou frequências, sem que subsista a menor diferença, mas ela não pode ser dividida. Ela não é uma entidade. Não é coisa alguma que possais deter. Por isso não a podeis separar. Isso deve servir… como uma ideia em que podereis meditar! (pausa)

CHRIS: Tu dizes… Estamos juntos porque vamos… Não queremos que as nossas essências… Qual é o termo?... Trauma… Contrair demasiado trauma. Penso que entendo aquilo que referes, porque quando eu era nova, eu morria de medo diante da ideia da morte. Não conseguia lidar com isso de todo. Mas tampouco conseguia formar um conceito referente a ela. Todavia, antes do meu pai falecer, comecei a ler sobre metafísica e reincarnação e tudo passou a fazer sentido para mim em relação a isso, e o problema da morte dissipou-se completamente, de modo que quando ele morreu não sofri qualquer trauma. Por isso confio em que isso tenha representado uma mudança similar à que estamos actualmente a debater.

ELIAS: Isso foi uma mudança. É por isso que se torna importante que noteis as mudanças que vos acontecem e tudo o que sucede convosco, não só quando experimentais conflito mas quando não o estais a experimentar também. É importante por criar uma base de familiaridade. Desse modo tornar-vos-eis capazes de mudar com mais facilidade. Tornar-se-á mais natural e não permanecerá não familiar.

O conceito de ausência de esforço que o Michael faz é mesmo mais acertado do que ele tem consciência. Essa é verdadeiramente a natureza da vossa essência. Vós só complicastes este enfoque, mas estais agora a aprender a regressar à ausência de esforço que caracteriza a vossa essência. Vós não trabalhais quando estais a sonhar. E esse estado faz tanto parte da vossa essência quanto o estado de vigília. O vosso estado de consciência de vigília pode ser tão desprovido de esforço quanto o vosso estado de sono. É nosso entendimento que vos sintais bastante felizes e confortáveis com o estado de sono. Mas os estados de consciência de vigília podem ser tão fáceis quanto esses. (para a Elizabeth) Tu abanas a cabeça em sinal de descrença.

ELIZ: Não, eu acredito. Só não gosto de acordar! Eu era capaz de dormir durante um imenso tempo.

ELIAS: Nesse caso, vamos pedir-te para notares os teus sonhos pois vou visitar-te.

ELIZ: Obrigado.

CHRIS: Quando te referiste à alma, e de como não sentimos ser uma até morrermos, e de como a nossa alma é a pessoa que somos. Penso que isso se deva a sermos humanos… A nossa alma é algo que é perfeito, e no entanto nós não somos perfeitos e encaramos os nossos erros e a nós próprios como qualquer coisa menos que a nossa alma, devido a esses erros. Contudo, se os encarássemos como não sendo erros mas experiências apenas, nesse caso havíamos de nos perfilhar com essa alma e de perceber sermos mais completos. Será isso exacto?

VICKI: Isso é como aquilo da duplicidade, não será?

ELIAS: Vou dar instruções ao Lawrence no sentido de na transcrição referir que o Elias disse: “Precisamente!” ao Oliver. (riso generalizado) Vós apenas pensais que cometeis erros. Mas que direis vós serem os vossos erros? Um relacionamento? Uma avaria no carro, por falta de atenção? Um emprego com que não vos sentis satisfeitos? Uma decisão que penseis poder ter sido tomada de forma mais acertada ou melhor? Não são erros mas experiências tão só. Tudo isso serve um objectivo. Se possuísseis algum conceito que se aproximasse de poder ser encarado como um erro, isso haveria de corresponder unicamente ao medo, mas até o vosso medo por vezes se presta a um propósito de demonstração da vossa capacidade de realização.

CHRIS: Ultrapassarmos o medo que sentimos?

ELIAS: Exactamente. (pausa) É por isso que é importante que interagis em grupo. Há essências que terão, nos termos empregues pela Elizabeth, “captado”, tal como o Oliver. (pausa) Tendes mais perguntas?

VICKI: Eu tenho uma pergunta. Não é em meu nome, é em nome da Catherine.

ELIAS: Catherine...

VICKI: A Catherine telefonou-me hoje e pediu-me para te perguntar uma coisa em seu nome. E a pergunta é que ela pretende saber porque razão ela abriga sentimentos conflituosos em relação a assistir a estas sessões; porque razão ela sente tal insistência para não participar e em seguida se sente instigada, e finalmente, que opinião terás, se achas que ela deve participar ou não. Por isso, eu disse-lhe que perguntaria na sua vez.

ELIAS: Estou a compreender. Também podes dizer à Catherine que lhe estendo o reconhecimento pela tentativa de me expressar isso neste fórum e não individualmente, porque isso, em si mesmo, é um feito. A Catherine experimenta conflito por sentir medo. Nós já mencionamos isso anteriormente. A essência da Catherine instiga-a no sentido das nossas sessões. Ela sente-se atraída por reconhecer a verdade (do que é referido). Ela conhece confiança e sabe que irá ser fácil, com alguma ajuda, proceder a transições e mudanças.

A Catherine carrega muito conflito no foco físico. Noutras áreas não experimenta apoio e isso dá lugar a conflito. Isso é uma insistência da parte da vossa essência, a de pretender ligar-vos às essências ao vosso redor. Vós nem sempre acreditais que isso seja possível. Mas é. Nós acreditamos que a Catherine ficaria muito bem servida se continuasse connosco. Respeitamos a escolha da Catherine de reconsiderar. Não vamos dizer á Catherine que ela deva aceitar a sugestão. Não temos vontade de encorajar sentimentos de desconforto… por um lado. Por outro lado, pretendemos encorajar sentimetos de desconforto! (mais riso) Isso é um indicativo óbvio de mudança e de vos tornardes mais conscientes. Apenas desde que cada um de vós se sente ligado a mim, todos tendes, individualmente, sentido conflito e desconforto de distintos modos. Mas isso é produtivo.

Entendo que na vossa ideia, no princípio acreditáveis que se encontrásseis uma “entidade” automaticamente haveríeis de ficar “vidrados”. (riso geral) Também compreendo que se vos deparásseis com uma “entidade”, haveríeis de ter acesso a todas as vossas respostas automaticamente. Eu vou-vos dizer que quando encontrar uma “entidade” eu o partilharei convosco! (riso generalizado, de novo) Eu não sou uma “entidade”. Eu sou uma essência da personalidade, assim como vós, também. Eu colho o benefício de obter imensa sabedoria ao receber ensinamentos por parte dos mestres. Vós desfrutais do benefício da minha sabedoria ao vos perspectivardes como estando a ser ensinados por um mestre.

Passo a explicar que a Catherine acabará por notar uma diminuição no conflito se a mudança por que passar lhe possibilitar uma abertura na focalização. Eu tenho vindo a validar-vos a todos e a cada um, ao nível da essência, a fim de vos possibilitar a percepção da verdade e da união e da segurança. Nem todos vos ligastes por intermédio dum acto recíproco, mas eventualmente acabareis por o fazer. Vós experimentais conflito por não compreenderdes. Além disso, entendo que por mais que eu repita, vós continuais sem entender! Mas isso é admissível. Eu sou dotado duma imensa paciência! (riso, seguido dum entendimento generalizado)

VICKI: És, sim!

ELIAS: Nós desejaríamos que Catherine continuasse, em reconhecimento dos seus conflitos e da luta, e por nos apercebermos que isso prossiga por um tempo, mas nós partilhamos dum espírito idêntico e com carinho e harmonia desejamos passar a gozar da companhia da sua essência nesta aprendizagem e partilha. (pausa) Podemos terminar, se o desejardes, ou interromper por um instante. Isso fica ao vosso critério.

VICKI: Vamos fazer um intervalo.

BILL: Sim, vamos fazer um intervalo.

CHRIS: Um intervalo breve! (riso e acordo generalizado)

ELIAS: aceitável.

INTERVALO

ELIAS: Vamos continuar. Desejais tratar dum outro tema.

BILL: Com certeza!

ELIAS: Vou-te permitir que o refiras, apesar de já ter conhecimento daquilo em que te focas. (pausa)

VICKI: Eu desejava voltar ao elemento político.

ELIAS: Isso é adequado, dar continuidade ao enfoque que iniciamos nesta sessão. Em relação à ligação que as essências apresentam, e também aos estados de sonho, isso acha-se inter-relacionado. O elemento político da vossa essência constitui a parte da vossa essência que se foca não só convosco mas na interacção e na ligação com outras essências. Essa ligação, como em tudo o mais associado à vossa essência, não se foca unicamente nesta dimensão. Ao referirmos o elemento político da vossa essência estamos a referir-nos a todo o género de interacção existente entre todas as essências, em todas as dimensões e em todas as épocas, segundo a concepção que tendes.


Tudo aquilo a que a vossa essência se liga, para além de vós, é abrangido pelo vosso elemento político. Como é um elemento básico da vossa essência, devia tornar-se óbvio para todos que possuís um senso básico para não permanecerdes separados, por ser contrário à vossa essência. Esforçais-vos arduamente para vos isolardes e vos separardes. Até mesmo quando pensais estar a tentar contactar outras essências, a focalização física procura ainda desligar-se. Vós pensais que isso seja uma expressão da vossa individualidade, mas isso não é verdade. Acreditareis que a vossa individualidade possa ser envolvidos se estiverdes ligados a outra essência? Não é. A essência sois vós. Vós interagis com outras essências continuamente a partir duma necessidade básica.

Este assunto também vai precisar de muita atenção por se estender muito para além daquilo que vos é dado conhecer. Vós, enquanto essências individuais, mas também enquanto ligados a todas as essências – repito as essências todas – não só do vosso mundo, mas todas as essências. Vós afectais as essências todas com cada pensamento e impulso que emitis. Vós não acreditais nisso unicamente por não o verdes. Não obstante, é uma realidade. Vós não compreendeis a grandeza da vossa essência e o modo como ela afecta em relação a todos os eventos, seja a vossa vida individual ou no âmbito do vosso mundo inteiro.. A vossa energia afecta a totalidade da energia. Vós não estais separados. Só não compreendeis.

Pensais que as guerras têm todas início de uma só vez? Na verdade é uma essência que dá início à sua eclosão, ao que outros passam a juntar-se, situações como essa sofrem rapidamente uma escalada, mas têm início na essência do que designais como uma pessoa. Na vossa guerra mundial… A segunda guerra mundial… Todo o vosso mundo foi afectado por esse conflito espantoso. Acreditais que esse conflito tenha começado por envolver todas essas essências a um só tempo? Mas é claro que não começou. Teve início através de pequenos incrementos. E essa parte vós não vedes. Apesar de terem havido compromissos estabelecidos para tal fim e para a participação numa dada situação, deviam tomar nota e ter consciência do poder de afectação de cada essência em todo o vosso planeta.

Tivestes, ao longo da história, exemplos repetidos da eficácia das essências individuais e do modo poderoso como afectam a consciência do planeta inteiro. Se uma essência individual é capaz de afectar um planeta inteiro, também afectará o universo inteiro, segundo a concepção que dele fazeis. Isso não se acha limitado a certas essências. Também não se acha limitado ao que percebeis com eventos mundiais. Não se trata unicamente dum conceito pensar na afectação que a energia positiva exerça numa situação meio mundo afastado no vosso planeta.

Toda a energia que emitis, mesmo quando não acreditais que esteja a ser enviada, está toda a ser recebida e a ser reenviada de novo. Está tudo agregado. Em escalas mais pequenas, podeis pensar para vós próprios nos termos da causa e efeito, e deparar-vos logicamente com pequenos exemplos dessa mesma cadeia de energia. Haveis de chamar a isso coincidência. Mas não é. Também não se trata de causa e efeito.

Vós estais todos aqui presentes, não em resultado da coincidência mas devido à interligação das essências. Do mesmo modo, essências que acreditais nem sequer conhecerdes são continuamente afectadas por todas as coisas que fazeis. Vós não estais separados em unidades singulares. Vós sois indivíduos, mas ao mesmo tempo estais todos interligados. Acreditais que conseguis manter segredos uns dos outros apenas deixando de verbalizar o seu conteúdo. Tal coisa não existe. Todas as coisas são do conhecimento de todas as essências. Trata-se meramente duma cortesia não o reconhecer ou não vos focardes em determinados aspectos, mas não vos enganeis a vós próprios pensando ser tão privados. Podeis não voltar a repetir uma palavra para o resto das vossas vidas, que todos os demais vos hão-de conhecer do mesmo modo.

Isso não é uma coisa negativa; é a realidade somente. Não existe nada em vós que necessite de ser escondido. Nada existe em vós que não seja admissível. Até mesmo as essências que escolhem manifestar-se num foco físico no vosso planeta – no foco de alguém que encareis como sendo mau ou maléfico, tal como o foco físico chamado Hitler – não é diferente da vossa própria essência. Apenas o enfoque e a experiência divergem.

Vós tendes enraizados na consciência do vosso enfoque físico termos e conceitos e crenças no bem e no mal; no certo e no errado. Mas esses termos ou conceitos são incorrectos e não correspondem a uma existência real, apesar de algumas essências numa manifestação física, tal como declarei anteriormente, poderem evitar alguma acção violenta ou negativa apenas por intermédio da comunhão com a sua própria essência e não dando azo a um acumular de impulsos (não respeitados). Até mesmo os impulsos enquadrados neste foco físico se podem tornar no que designais como algo negativo se forem repetidamente bloqueados e não permitirdes a sua expressão. Esse é um enfoque psicológico bastante complicado. Esta noite não vamos tratar do vosso aspecto psicológico, apenas porque isso há-de ser abordado quando debater mos o vosso elemento religioso. No vosso elemento político tratamos unicamente a interacção e a importância das ligações que vos caracterizam.

Nesta reunião, estais a satisfazer o elemento político da vossa essência por intermédio da participação com outras essências e da associação com elas. Também estais a receber a oportunidade de ver o efeito e a interligação que tendes com as outras essências. Isso pode manifestar-se num nível tão simples quanto as coincidências físicas inconsequentes.

Tu, Oliver, podes amanhã contemplar um postal. Ao faze-lo, algum outro indivíduo noutra parte pode ser afectado pelo que vires no postal. Digamos que vês a imagem duma flor. Alguém, distante de ti ao mesmo tempo pode entrar numa loja em busca duma prenda para comprar. Esse indivíduo há-de captar a ideia duma flor, e por seu turno há-de comprar uma flor. Em seguida escolha e cor. Alguém noutra parte pode estar a pintar e aquela cor da flor há-de sobrepor-se na sua mente. Ela não terá qualquer conhecimento do teu postal nem da flor do outro indivíduo. Apenas colherá a impressão duma determinada cor, mas tudo se acha em comunicação.

Vós acreditais que o único modo pelo qual podereis afectar outra essência individual seja no caso de estardes directamente envolvidos com ele. Mas isso não é exacto. Vós afectais outras essências continuamente e nem sequer tendes conhecimento disso. A Elizabeth pode ir para a escola. Pode pôr-se a apreciar a cor duma secretária durante um instante. Outra pessoa noutra parte do vosso mundo pode sofrer o impacto desse pensamento do mesmo tipo de madeira para a construção da secretária. Vós não pensais que estas coisas tenham alguma ligação mútua. Mas não tendes razão nenhuma. Podeis escolher não participar na companhia de mais ninguém durante o dia mas apesar disso estareis a afectar unicamente com a vossa existência e pensamento, todas as demais essências existentes. É por isso que se torna importante que compreendais não existirdes em separado nem estardes desligados. Também é por essa razão que escolho dirigir-me a vós em grupo. Haveis de vir a experimentar mais comunhão continuamente Haveis de vir a obter conhecimento duma ligação mais vasta com outras essências, mas precisais começar por aqui. (A esta altura tomo conhecimento de que o gravador de vídeo parou e mudo a fita sem saber se teremos ou não perdido alguma informação)

CHRIS: Então...

ELIAS: Primeiro vamos aplaudir ao Lawrence! (riso generalizado em reconhecimento do facto de ter sido a primeira vez que terei operado a câmara de vídeo sozinha, e bastante nervosa, devo acrescentar!)

VICKI: Obrigado!

CHRIS: Então… Estás a dizer que as nossas acções e pensamentos afectam o planeta?

ELIAS: Exacto.

CHRIS: E que quando decidimos manifestar-nos nesta vida física, talvez o nosso objectivo tenha sido o de esperarmos contemplar a beleza em todas as coisas, obter harmonia e amor… Apesar de sabermos que na manifestação física vamos ser atingidos por coisas que não permitirão que isso suceda, altura em que entra a experiência. Não será exacto? Desse modo experimentamos falta de harmonia e de carinho por uma questão de o vivenciarmos, quando o objectivo da nossa presença aqui seja o de experimentarmos isso e ainda assim obtermos harmonia e amor, e de estarmos ligados a toda a gente.

ELIAS: Isso está muito acertado. Vós ainda não vos encontrais numa focalização de contacto que vos possibilite isso, mas essa é a mudança rumo à qual vos deslocais. Até agora tendes-vos separado e focado unicamente na experiência. Actualmente estais a completar o círculo, e já vos achais preparados para incorporar a vivência disso ao mesmo tempo que tendes consciência da vossa essência e da sua plenitude.

Isso pode ser comparado à experiência de vos tornardes conscientes dum sonho. Quando realizardes essa pequena experiência no vosso enfoque haveis de beneficiar duma maior compreensão do que vos estou a explicar. Quando fordes capazes de recordar um sonho e de ter consciência de que também podeis fazer parte do vosso sonho, ainda que permaneçais separados, por o estardes a ver a decorrer, ainda estais em contacto com ele, e tudo ainda assim fará parte da experiência do sonho. Mas vós estais a experimentar dois ou mais focos diferentes em simultâneo. Se validardes esse tipo de consciência, isso permitir-vos-á obter uma percepção mais fácil da realidade daquilo que vos estou a explicar.

CHRIS: Então… Quando referes estarmos no estado de sono e acordados ao mesmo tempo, estou confiante de que isso possa ter algo que ver com a meditação, por menos que seja.

ELIAS: Vós podeis experimentar isso igualmente na meditação. A única razão porque não me foco mais em todos vós no estado meditativo prende-se com a vossa cultura, por não se tratar dum enfoque que tenhais iincorporado nem praticado desde pequenos. Vós praticais os sonhos e eles tornam-se-vos por demais naturais. No enquadramento da vossa cultura, a meditação nem sempre se torna numa focalização natural; por isso vós nem sempre alcançais os mesmos resultados. Isso não quer dizer que não seja possível, mas tão só que não vos achais familiarizados com esse processo. Os sonhos são-vos mais naturais e achais-vos mais familiarizados com o seu processo. Por isso eles tornam-se num método mais fácil, para vós. Até mesmo na meditação, se a praticásseis haveríeis de descobrir tornar-se mais difícil estabelecerdes contacto. As imagens dos vossos sonhos fluem com facilidade. Além disso podereis sugerir a vós próprios diferentes focos para os vossos sonhos. Podeis falar para vós próprios e responder. Sentir-vos-eis compelidos a isso, nos sonhos.

ELIZ: O Michael… (pausa, enquanto ingere uma bebida) O Michael disse que quando eu era bebé, neste foco actual, que eu tinha muitos pesadelos, até mesmo quando eu tinha dois meses. E nós interrogámo-nos sobre a razão que poderá ter assistido a isso.

ELIAS: A essência da Elizabeth não é nova, mas é muito criativa e já passou por muitas experiências. Esta essência, num enfoque anterior, escolheu pôr término ao foco quando era nova, experiência essa que não foi agradável mas uma extrema, que envolveu muito trauma. Nesse foco extraíste a tua essência demasiado rápido da experiência física. Num estado parcial de confusão também te projectaste de volta com bastante rapidez. Com isso, a recordação do foco físico prévio ainda estava muito fresca. Em criança não permitiste que a tua essência esperasse e se ajustasse aos processos da novidade inerente ao foco. Isso tornou-se em causa de conflito em ti, ainda bebé e criança. Os teus sonhos não diziam respeito à experiência do nascimento mas reportavam-se, como lembranças, a um foco de desenvolvimento anterior. O que experimentaste neste enfoque emocional deste foco actual foi causado pela mesma razão, um desconforto em criança sentido num foco anterior, a criar o desejo de não repetir essa condição de ser pequena neste foco de novo. A esta altura, se existisse algo como (transmigrados) entidades que assumam o corpo de outra em fase ulterior, tu terias escolhido saltar a infância e recomeçar numa idade mais avançada. Mas não existem entidades dessas pelo que terás começado a criar este foco de desenvolvimento pelo começo, como toda a gente. Entendes?

ELIZ: Creio que sim. Vou deixar que isso seja assimilado.

ELIAS: Creio que todos estão a deixar que isso “seja assimilado”! (riso, seguido duma pausa alongada) Não temos mais perguntas? (pausa) Nesse caso vamos deixar que todos assimilem, até ao nosso próximo encontro em conjunto!

CHRIS: Elias, eu não vou poder comparecer ao próximo encontro e vou sentir saudades disso, mas só te quero pedir desculpa por não comparecer, por ter um assunto de família a tratar. Mas com a informação que obtive esta noite, penso que venha a ser uma coisa maravilhosa para mim. Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê. Nós também vamos sentir a falta da tua presença, mas desejamos que colhas bastante prazer e contacto com as essências da tua família e dos seus fragmentos.

CHRIS: Obrigado.

ELIAS: Nós iremos encontrar-nos de novo. Boa noite.

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