segunda-feira, 20 de junho de 2011

TEMA DAS PROBABILIDADES



SESSÃO #109
"Introdução ao Tema das Probabilidades"
Domingo, 4 de Agosto de 1996
Tradução de: Amadeu Duarte (Versão Abreviada)


ELIAS: Boa noite. (Em seguida, e sem incorporar a sua pausa do costume) Todas as coisas existem e não existem ao mesmo tempo! (A sorrir)

CATHY: Oh, bestial! (A rir)

ELIAS: Todas as coisas são criadas agora, no passado e no futuro, em simultânea. Os eventos não comportam divisões. Vós percebeis divisões enquadradas no vosso elemento do tempo, tal como referimos previamente, porque no vosso presente momento “percebeis” eventos. Portanto, avaliais que os eventos apenas existem no momento, e que são criados unicamente agora. Na realidade, tal como explicamos previamente, os elementos do tempo são elásticos e flexíveis e cruzam-se continuamente. Desse modo eventos passados são criados no presente, do mesmo modo que eventos futuros. Eles já existem, por assim dizer. Mas também não existem porque são criados no momento.

A vossa cidade* existe mas também não tem existência devido a que a estejais a criar agora. Isso pode tornar-se fácil de entender se o encarardes em vós próprios. Cada um de vós possui desde a nascença aquilo a que chamais “potencial”. Ele existe, não obstante a actualização desse mesmo potencial não existir ainda, devido a que seja criado em cada momento do vosso foco. Mas já existe no campo das probabilidades.

Vós já estendestes a vós próprios a oportunidade de ver muitas probabilidades. Vamos entrar na área do debate sobre as probabilidades. Vou estender-lhes uma quantidade de informação limitada, pois esta área é objecto do acordo entre as essências que se acham envolvidas neste grupo de indivíduos, a avaliar pela vossa abertura e receptividade à informação – apesar desta informação em particular... ter sido... estar... futuramente... reservada a um período que perceberíeis, no vosso foco físico, relegado alguns anos ao vosso futuro. Por isso vou permitir-vos que vós próprios avalieis a compreensão que possuís. Podeis avaliar a vossa própria prontidão se recordardes o vosso propósito; que é o de permitir a menor possibilidade de distorção.

As probabilidades são difíceis de entender no enquadramento físico devido a que seja uma área que é permeável e dada a distorção e bastantes mal-entendidos. Não tenho qualquer dúvida de que cada declaração pronunciada com relação a esse tema será interpretada de forma diferente por cada um de vós, e a informação será igualmente distorcida! (Riso) Vamos começar pelo simbolismo. Todas as coisas existentes em todas as dimensões, em todas as áreas da consciência, consistem em símbolos, e no entanto não o são; porque numa dimensão e num foco podeis perceber um elemento, uma visualização, um evento, uma acção como o símbolo doutra coisa. Noutra dimensão, esse símbolo detém a sua própria realidade. Na vossa dimensão e percepção os símbolos possuem a sua própria integridade. Como tal, possuem a sua própria realidade, ao mesmo tempo que assumem a representação doutro elemento. A vossa forma física constitui um símbolo. Mas ao mesmo tempo não é símbolo nenhum. Simboliza uma expressão da essência. Possui a sua própria realidade e integridade, e como tal, também não constitui símbolo nenhum.

Vós permitiste-vos perceber de forma mais clara o vosso estado dos sonhos, mas continuais a encarar essa área da consciência como simbólica. Na definição que emprestais ao sonho vós achais que ele não possui realidade e se situa na periferia, e desse modo não se situa na vossa realidade convencional, directa e “real”. Além disso encarais o sonho como possuidor duma importância ligeiramente menor. Conquanto atribuais importância à interacção mantida no vosso estado dos sonhos, objectivamente não conferis a esse estado a mesma importância que atribuís à vossa atenção “real”; sendo essa uma das razões porque tendes dificuldade com a recordação dos mesmos, pois tal como expressamos, não recordais aquilo que se torna destituído de importância para vós, porque vós não fixais a vossa atenção em eventos que encarais como sem importância.

O vosso estado dos sonhos consiste num outro estado da consciência que é idêntico em importância e em realidade ao da vossa atenção direccionada e convencional. É um dos muitos estados subjectivos da consciência de que, quer admitais ou não ter uma compreensão objectiva, esse estado de consciência interage com o vosso estado objectivo da consciência de forma contínua. Poderíeis compreender muito melhor as respostas que colheis nas vossas expressões objectivas se vos permitisses contactar mais eficientemente com a vossa expressão subjectiva do estado dos sonhos, porque essa interacção subjectiva fornece-vos muito mais informação directamente relacionada com a vossa expressão objectiva do estado de vigília. Vós assimilais muita informação nesse estado, além de actualizardes imensas probabilidades. Influenciais as vossas escolhas objectivas prováveis uma vez no vosso estado subjectivo dos sonhos.

(A esta altura Elias detém-se e encara cada um como que a avaliar a compreensão individual que fazem do material. Em seguida começa a rir, dando-nos a entender a distinta impressão de nos achar bastante divertidos!)

Os símbolos cruzam continuamente as dimensões. No vosso estado dos sonhos vós projectais comummente os vossos próprios símbolos noutras dimensões temporais. E recebeis continuamente símbolos de outras dimensões, através desse estado. Nesse estado de consciência criais bastante, mas tal como declaramos, a vossa atenção detém-se no sentido básico do vosso foco primário. Nesse foco não admitis qualquer importância ao vosso foco secundário ou periferia e um excelente exemplo desse tipo de expressão é realmente a vossa cidade. Vós concordastes em criar essa acção em conjunto. Temporariamente a vossa atenção ganha excitação e motivação, (riso) mas como tal evento não se acha no enquadramento da vossa atenção primária, permitis que esse evento, bem como a atenção que lhe dedicais, derivem, e desse modo não conseguis visualizar esse “lugar” em termos físicos. Portanto, segundo a vossa realidade convencional, ela não existe. E só existe no vosso processo do pensar, só alcança existência através daquilo que designais como imaginação, porque a imaginação é igualmente “irreal” segundo a percepção que tendes.

A razão porque vos mencionamos estes conceitos repetidas vezes destina-se é para evitar o trauma e o choque inerentes a esta mudança; porque é bastante provável que, com a criação dessa mudança, e contrariamente àquilo em que presentemente acreditais, poderdes vir a acordar um belo dia e encareis fisicamente com todos esses elementos que temos estado a debater, e possais aprontar uma bela confusão! (A sorrir) Podeis deparar-vos com a criação parcial da vossa cidade e expressardes: “Meu Deus! Que é isto que vejo diante de mim? Ruínas antigas dentro da minha casa!” (A sorrir)

A vossa visão já começou a sofrer uma mudança, por um espaço de tempo muito pequeno. Por um lado podeis perceber que já estamos a conversar há muito tempo; por outro lado, podeis perceber que esses debates e sessões não duraram tempo nenhum! Pensai na vossa manifestação física; todos vós possuís aquilo que designais como envelhecimento biológico. Mas cada um de vós poderá concordar que, a despeito do número de anos vividos, quererá parecer-vos a cada um que não terá decorrido tempo quase nenhum. Dessa mesma maneira encarai a mudança que se aproxima, pois não levará tempo algum para que se situe diante de vós. (Pausa)

Vós antecipais com alegria a expressão de espanto e de felicidade e de ausência de conflito que haveis de experimentar quando esta mudança na consciência se achar concluída. Mas não subestimem o trauma e a tribulação que também a acompanham. Quando vos acontece com uma pequena criatura o trauma manifesta-se menos. Mas se o mundo todo vos parecer voltado de pernas para o ar, quanto mais intenso não deverá o vosso trauma ser? E de que modo estareis vós presentemente a afectar esta mudança? Percebereis mesmo a afectação que exerceis, ou depreciais essa afectação? (Pausa a olhar para todo o mundo)

Vós achais-vos a expandir na consciência que possuís. E já vos encontrais a exercer influência. Podeis perceber pequenas áreas da vossa afectação, porém, estais a influenciar enormemente, pois a consciência não comporta divisões. Tal como sois capazes de conceber a criação duma cidade no vosso estado dos sonhos, não tem a menor importância quem ou quantos poderão participar porque todos deverão afectar o processo. Não importa a vossa localização pois a localização geográfica não constitui um impedimento para o movimento no campo da consciência. Começais a aceitar pequenos elementos de conceito de ausência de separação na consciência, mesmo enquanto vos achais na manifestação física. Começais a admitir uma compreensão. Eu apresentei juntamente esta informação sobre as probabilidades por ser importante que comeceis a ter consciência da “razão” porque tal informação vos é dada. (Pausa a sorrir) Aposto que cada um de vós perceberá de modo mais realista a responsabilidade que tem em relação a si próprio, e em consequência disso deixareis de vos sentir preocupados com respeito à responsabilidade por tudo e mais alguma coisa na manifestação física. Por ora, após vos ter dado toda esta informação, podeis encarar de forma mais realista o vasto evento da vossa própria responsabilidade inerente à expressão que dais ao pequeno rebento em vós. Expressões do tipo: “Porque que razão estes tipos não aparecem nas nossas sessões?” parecem demasiado inconsequentes no presente momento, não Lawrence?

VICKI: Isso é bem verdade.

ELIAS: Já tive ocasião de declarar previamente que as probabilidades consistem em escolhas. Em proveito do Michael vamos adoptar o exemplo da cor, à qual já associastes tão bem os conceitos. Probabilidades são todos os elementos e acções, eventos, matizes, sombras e cores que se acham entre o azul e o azul Royal, as quais que são inumeráveis. Além disso, o azul e o azul Royal também consistem em probabilidades em si próprios. Tudo é uma probabilidade. As probabilidades são bastante flexíveis por natureza. Além disso elas encontram-se continuamente em movimento e jamais estáticas. Portanto elas cruzam elementos da dimensão do tempo. Também se intersectam e fundem entre si por meio de elementos do tempo. Tal como dissemos previamente, podeis escolher uma probabilidade inerente ao vosso passado e podeis afectá-la e alterá-la no vosso futuro, originando uma probabilidade diferente no vosso presente.

Os vossos cientistas percebem partículas diminutas, figurativamente falando; porque, na actualidade, em termos físicos, não percebem coisa nenhuma; mas na limitada compreensão que possuem percebem pistas ou imagens de partículas. Nesse sentido são capazes de acelerar essas partículas e ocasionar uma explosão, por assim dizer, e são capazes de perceber imagens fantasma ou pistas dessas partículas que parecerão projectar-se em centenas de direcções, o que parecerá a criação de centenas de partículas a partir duma só. Mas então, com a percepção dessas pistas ou imagens fantasma, a original reaparece. As centenas anteriores não terão desaparecido e continuam a existir, mas agora a inicial volta a aparecer mais uma vez. Como será isso possível? Isso serve de exemplo físico do mesmo efeito das probabilidades.

Ao escolherdes uma probabilidade colocais em marcha muitas outras acções e eventos os quais, em si mesmos, consistem em todas as probabilidades, o que desse modo origina muitas probabilidades a partir duma escolha única; com a percepção de que aquela escolha única teve lugar, e portanto deixou de existir. Ela foi a fundação, mas vós avançastes “em frente”, deixando para trás a escolha original e dando lugar à criação de novas escolhas e eventos em resultado da escolha original. Então, naquilo que entendeis como o vosso futuro, poderá ocorrer um outro evento diante do qual expressareis: “ Já não terei passado por este mesmo acontecimento antes?” E podeis coçar a cabeça com espanto porque o evento terá reaparecido! Vós fazeis isso continuamente; apenas não vos dais conta, devido a que a vossa atenção siga uma direcção específica que rotulais sob a designação de lógica. Vós proporcionais a vós próprios continuamente informação, que rejeitais ou a que prestais pouca ou nenhuma atenção. Até mesmo quando percebeis elementos de probabilidades a ser actualizados por vós, até à altura descartais a informação. Não encontrando qualquer explicação, vós atribuís esses elementos à “coincidência”. E aí permitis-vos ignorar convenientemente essa informação.

Podeis escolher possuir um novo espaço para viver; podeis envolver-vos com a acção de investigar uma nova residência; avaliar todos os aspectos importantes da acção, o imenso tempo e examinação dispendidos, considerando a vossa acção com toda a seriedade. Podeis encontrar um novo lar e sentir um estranho afecto pelo arranjo desse novo espaço. Objectivamente isso parecerá não fazer qualquer sentido, logicamente. Assim, aceitais essa expressão, em parte, e continuais sem lhe dar muita atenção. A razão porque sois levados a ter essa sensação em relação a esse espaço está em que já se achava incluída na vossa área das probabilidades. Vós já vos tínheis encontrado ali, mas ao mesmo tempo não tinham!

Tal como referi, todas as coisas existem e não existem ao mesmo tempo, porque vós as criais no momento; mas elas já existem. Do mesmo modo, vós, no vosso foco – em áreas do vosso foco não reconhecidas pela vossa consciência convencional e “autêntica” – já experimentastes e projectastes dentro de muitas outras probabilidades. Apenas não reconheceis esse acto, por não deterdes qualquer atenção convencional de forma direccionada para essa acção. Por isso em certas alturas incorporais sensações de afecto ou de reconhecimento, ou de proximidade ou vontade, ou de dejá-vu, ou uma imensidão de outras expressões que não sois capazes de expressar em termos lógicos a vós próprios. Elas constituem igualmente áreas da consciência que existem e actuam durante estes focos físicos.

Falei anteriormente no vosso “movimentos intermitentes para dentro e para fora”. (Nota do tradutor: Intersecção com outras dimensões, ou, estados de consciência) E vós automaticamente identificais esses saltar como atravessar dimensões distantes, por assim dizer. Saltais para fora e visitais uma colónia extraterrestre nalgum planeta duma galáxia distante, e saltais para dentro deste planeta instantaneamente, nesta consciência e neste foco. Na área da imaginação, a qual consiste numa realidade, vós fazeis isso; mas vós também saltais para dentro e para fora de todas as vossas probabilidades continuamente. Quando admitis a interacção do estado dos sonhos, de forma a poderdes contactar com uma percepção de outras probabilidades, essa expressão consiste unicamente em manter a atenção por um período de tempo mais longo do que aquele em que a mantendes durante o vosso saltar para dentro e para fora. O vosso elemento do tempo “fora” é idêntico ao vosso elemento de tempo “dentro”, por assim dizer; mas devido à eficiência que a vossa atenção possui, na forma como a criastes, parecerá não ter sofrido qualquer interrupção. Portanto, vós percebeis um fluxo contínuo.

As explicações que em si mesmas conduzem a áreas de probabilidades, podem ocupar-vos muito tempo, porque desejamos evitar tanta distorção quanto possível. Por esta noite vou romper o seguimento desse tema por ter consciência da energia bem como de questões a responder. Eis que surge a confusão! Indivíduos presentemente a interrogar-se acerca das próprias probabilidades. Por isso vou permitir que disponham dum pouco mais de tempo a fim de reunirem as ideias e em seguida vou responder às vossas perguntas. Vamos fazer um intervalo.

...

Vamos prosseguir com as perguntas de que dispõem para esta noite pois tenho consciência de existirem questões que precisam ser respondidas. (Pausa) Muito bem! Deverei levantar-me e ir por aí a interrogar-vos um a um? William!

GAIL: Eu não estou certa… Pronto, eu tenho uma pergunta a fazer. Tenho vindo a reunir informação destinada a estruturar determinada coisa e interrogo-me, ou melhor, tenho a impressão de provir da Área Regional 2, de onde a minha essência me fala na sua linguagem natural. Estará isso correcto?

ELIAS: Tudo o que atrais a ti própria é inicialmente criado na Área Regional 2. (Pausa)

GAIL: Tudo bem. Mais uma pergunta. Tenho vindo a ler acerca dos Oradores e dos Videntes (Nota do tradutor: Qualidades ou atributos pertencentes a aspectos do Eu e às famílias da alma bastante específicas) e não consigo entender a diferença entre ambos.

ELIAS: Expressamos anteriormente, em largos traços, algumas explicações acerca do assunto. Os Videntes são... Sumafis (1) e os Oradores são Sumaris. São essências que não se tornaram completamente físicas. No início, com a expressão da criação desta dimensão do foco físico, imbuídos do desejo e do propósito de criar este tipo de realidade sobre este planeta e enquadramento físico, cada família da essência expressou uma manifestação que não se focou inteiramente na matéria. Podeis concebe-los como os vossos precursores mas, entendam que isso não passa da explicação e duma ideia bastante limitada porque não existiu nenhum “antes”! Essas essências manifestaram-se ao longo das eras, por assim dizer. Vós encarais essas essências como sendo aquilo a que chamais espíritos, extraterrestres, duendes, fadas ou anjos e muitos outros seres que concebeis como fruto da imaginação ou dotados duma realidade inexplicável. Dissemos que originalmente, de certa forma, essas essências eram aquilo que deveis designar como “Espíritos que Permanecem num Estado de Sonho” (Dream Walkers) que existem no que presentemente encarareis como o estado dos sonhos, mas incorporando aspectos físicos. Cada um de vós presente neste grupo consiste num aspecto desses Videntes... ou desses Oradores. (Indicando a Jene por ela pertencer à família Sumari)

GAIL: Tenho outra pergunta. Eu tenho o hábito de escrever apontamentos a mim própria e ultimamente tive dois que pareciam provenientes de algum outro sítio. Será isso verdade?

ELIAS: (A rir) É muito divertido que encares informação não convencional como proveniente de “outro lugar”. Esse outro lugar situa-se no teu íntimo! Enquadra-se na expansão da consciência por que estás a passar, por estares a permitir-te a capacidade de contactares com a observação e a concentrar a atenção mais sobre as tuas expressões subjectivas. Nesse sentido, tal como dissemos, isso origina confusão, por se situar na vossa periferia; e portanto é encarado como irreal. Sob determinada perspectiva poderá ser encarado como tão verdadeiro quanto o vosso foco convencional e real. Por isso tu dizes de ti para contigo não compreenderes.

Tenham em mente que à medida que ides incorporando mais dessa actividade subjectiva no vosso conhecimento objectivo, começais a compreender essas expressões com mais facilidade. Deveis aprender a aceitar e a admitir essas expressões sem expressardes imediatamente “não compreenderem”, porque no enquadramento da vossa expressão física isso é o que vos caracteriza a expressão objectiva – depreciar a realidade. Isso consiste na vossa expressão de temor e permite-vos a segurança do retrocedimento. Um aspecto da vossa consciência objectiva presentemente detém um tremendo desejo; um espantoso desejo de projectar e de contactar com a informação subjectiva, em termos de consciência. Outro aspecto da vossa consciência objectiva encara esse desejo com apreensão. E como tal rejeita a informação e refere “Tu não compreendes!”

GAIL: É, eu sinto isso.

ELIAS: Não precisas sentir temor da tua própria expressão, pois na tua expressão da essência tu não serás danosa para ti própria. No entanto vou prevenir o William do mesmo modo que preveni o Michael previamente. Imbuídos dum tremendo desejo de conhecer podeis permitir-vos projectar para além da área que o vosso Eu objectivo é capaz de compreender e deter a capacidade de regressarem ao corpo físico.

GAIL: Eu também sinto isso. É assim como, um desejo de ir em frente! Tenho que pressionar para segurar as rédeas!

ELIAS: Quando digo a alguém para ter cautela, isso não significa que lhe esteja a dizer para não se projectar! Previno-vos quanto a fazê-lo antes de terdes desenvolvido equilíbrio entre o vosso Eu objectivo e o Eu subjectivo.

GAIL: Entendo, obrigado.

ELIAS: Olivia! (Para o Ron)

RON: Quem foi que matou o presidente Kennedy? (Desfazemo-nos todos a rir) Não, fora de brincadeira, tenho uma pergunta a fazer. Sinto curiosidade em saber a razão porque este grupo em particular de indivíduos escolheu juntar-se esta manhã.

ELIAS: Isso foi antecipado. No presente estão a decorrer movimentos das expressões subjectivas. Existe confusão, tal como expressei. Em termos objectivos subsiste uma necessidade de compreensão acerca de descobrirem um meio de se expandirem. O conhecimento já foi adoptado; a compreensão desse conhecimento segue-se-lhe. Desse modo vós reuniste-vos colectivamente a fim de obterdes informação. Eu tenho vindo a dizer-vos, tal como o meu querido amigo Paul, que estais todos presentemente a deslocar-vos espantosamente no campo da consciência. Isso não se aplica somente aos indivíduos presentes. Ao expressar a totalidade, refiro-me à totalidade do vosso globo, apesar dessa globalidade não ter consciência da presença do Elias! À medida que avançais na consciência, por vezes encarais certas expressões como capazes de prover auxílio. Recentemente vós passastes por um avanço espantoso; cada um de vós, no que encarais como o grupo central deste pequeno grupo, é capaz de comprovar esse avanço. Outros incorporam esse mesmo movimento, todavia permitem-se tirar partido da informação e das explicações estendidas. Além disso, já referi a contínua interacção que exerço com esses indivíduos. Ao me aperceber da confusão, consigo obter eficiência a (bate na mesa três vezes) bater-lhes na cabeça tal como faço com o Michael (Voltando-se para a Carol) não consigo?

CAROL: Consegues, sim!

ELIAS: O vosso processo teve início, e deverá prosseguir, a despeito do cansaço que o Michael revela. Kasha!

BILL: Estou a descobrir que muito do passado que costumava ser confortável já não o é tanto, não obstante ainda estar a ter impacto em muitas das escolhas que desejo promover já. Estou a examinar outras probabilidades mas já nem com isso me sinto confortável. Por isso interrogo-me sobre como me tornar mais confortável voltando-me para essas outras probabilidades.

ELIAS: Durante muito tempo detiveste um conhecimento sobre como comunicar.

BILL: Correcto.

ELIAS: Mantiveste indagações sem resposta durante muito tempo, porque tu já possuis as respostas. Apenas não abrigas o ensejo de olhar essas respostas de que tens consciência. Anteriormente tinhas o desejo de pedir ao Elias por uma validação dessas interrogações – as quais, tivesses-me tu questionado, terias recebido a sua validação. Tendo permanecido por questionar, abandonaste-te à presente vacilação, a qual achas ser mais confortável. Presentemente compreendes a direcção que o teu desejo enceta. Permite-te a oportunidade de soltares a responsabilidade pessoal que sentes com relação aos outros. Isso permitir-te-á actualizar o teu desejo. Entendo que as perguntas que reténs são de carácter pessoal e envolvem probabilidades com relação a outros indivíduos. Por respeito para com os demais, não as vou especificar de momento, todavia, se desejares obter informação mais específica podes perguntar e eu responder-te-ei. Já me pus ao dispor para conversar com outros indivíduos antes, individualmente. Se também desejares, também poderás tirar partido dessa forma de atendimento.

BILL: Gostava muito, obrigado.

ELIAS: Não tens de quê. Então o pequeno sapo afinal sempre é capaz de coaxar! (Riso) Shynla!

CATHY: Portanto, a mudança de consciência consiste num evento de massa, certo?

ELIAS: Correcto.

CATHY: Se eu em transcrições passadas for capaz de encontrar a resposta para o que vou perguntar, podes adiantar-te e dizer-mo, e eu procurá-lo-ei. Mas se não o conseguir encontrar aí, então qual será o Evento Raiz que estará por detrás disso?

ELIAS: Tal como vos disse previamente, a vossa língua não comporta explicação nenhuma que abrange um Evento Raiz. Um Evento Raiz pode, na verdade, não se manifestar inteiramente no foco físico por consistir num evento que tem lugar na consciência e que suplanta de longe qualquer foco físico. Tal como pudestes comprovar anteriormente, com outros Eventos Raiz, muitos eventos colectivos precisam ser incluídos a fim de poderem expressar um Evento Raiz e continuarem a constituir expressões desse Evento Raiz. O vosso pequeno Evento Raiz que o Lawrence interpôs no vosso jogo suplanta as pequenas designações atribuídas à vossa categoria e enverga a totalidade o tempo das vossas manifestações físicas, sobrepondo-se a todos os elementos de tempo. A vossa expressão religiosa, à qual este evento de massa da vossa Mudança de Consciência também pertence, faz também parte deste Evento Raiz, tem a duração de milhares e milhares de anos e deverá prosseguir numa nova direcção durante o vosso foco físico completo. Isso não quer dizer o vosso foco físico individual, mas comporta a expressão do enquadramento físico na sua globalidade.

Não referimos a ligação entre o evento de massa inerente à mudança de consciência e os eventos de massa do vosso elemento religioso, unicamente por uma questão de evitar distorção. Não pretendemos que equacioneis a mudança, que a consciência atravessa, nos termos duma expressão religiosa, se bem que seja um outro aspecto do Evento Raiz que deu lugar à criação do vosso elemento religioso. Este Evento Raiz deu lugar à criação de inúmeras expressões, além daquelas que encarais como religiões. Este Evento Raiz também se manifestou em todos os vossos eventos de massa, bem como eventos individuais da expressão de carácter espiritual. Actualmente afasta-se da vossa definição de espiritualidade rumo a uma expressão mais realista do que podereis cognominar de espiritualidade. Este próprio termos deverá vir a incorporar uma nova definição, assim como podeis perceber termos para as quais podeis procurar uma definição e descobrir o quanto se mostram actualmente obsoletos mas continuarem, a despeito disso, em voga. Este termo (Espiritualidade) eventualmente também deverá sofrer em si próprio o mesmo tipo de definição, nas vossas escrituras, durante a mudança em curso, que apresentam expressões obsoletas empregues como definição para termos religiosos, porque o vosso conceito de espiritualidade está a mudar. De forma enquadrada na vossa expansão da consciência estais a descobrir que a espiritualidade não significa um elemento exterior. É tudo referente ao interior.

...

Vamos prosseguir. Pressinto que estais cientes do rumo que tomamos! (Riso) Por isso podeis prosseguir e expressar as questões que permanecem por afoitar.

...

REX: Tenho uma pergunta a fazer, Elias. Há muito tempo que acreditava estarmos no controlo da nossa própria realidade. Mas, se participarmos em eventos de massa, isso significará que parte desse controlo nos seja retirado?

ELIAS: (Com firmeza) Jamais alguma coisa vos dispersará. O tema do controlo consiste numa criação que vós, em massa, criastes como uma ilusão relativa à segurança. Na verdade é desnecessário porquanto nessa vossa expressão de controlo não existe qualquer elemento que se ache fora de controlo! Cada um de vós está, tanto individual como colectivamente, perfeita e constantemente no controlo de toda a expressão que criais. Podeis sentir-vos emocionalmente fora de controlo porém, isso consiste numa expressão de conflito entre o vosso intelecto e as vossas intuições; representando o vosso intelecto aquele elemento que vos avalia as experiências e vos faculta informação ao foco subjectivo, dentro do círculo da comunicação.

...

Vós chegais a perder o controlo por não compreenderdes as vossas próprias criações em termos objectivos; as quais por vezes parecerão ser contrárias aos vossos desejos. A definição que dais ao desejo é distorcida! (A sorrir) na verdade, a definição de “querer da criança” aproxima-se mais do que definis como os vossos desejos. Vós possuís desejos em cada foco em alinhamento com a vossa intenção; a expressão que assumis, enquadrada nas probabilidades, segue esses desejos de forma exacta. Podeis optar por dar lugar á criação dum conflito espantoso e sentir-vos perfeitamente insatisfeitos com a vossa criação. Podeis sentir-vos fora de controlo. Vós estais no perfeito controlo das vossas criações e elas seguirem com exactidão os vossos desejos, dentro do quadro da vossa intenção e do vosso conhecimento da forma como melhor podereis escutar as vossas expressões, por uma questão da vossa própria atenção admitindo desse modo a própria expansão. No quadro dos eventos de massa, tal como referimos previamente, elementos como os de governo e das sociedades poderão parecer-vos fora do controlo, na perspectiva da vossa compreensão limitada. Essas expressões constituem um subproduto natural que se acha completamente sob o controlo dos elementos da emoção por expressar que se inserem na cooperação colectiva. Portanto, podeis olhar para a vossa sociedade e perceber motins nas ruas, e expressar: “Estes tipos estão completamente fora de controlo.” Mas não estão! Cada um expressa na perfeição e seu desejo, com um controlo exacto. Eles originam expressões individuais para chamar à atenção; tanto a vossa como a deles próprios. E em conjunto, estão a dar voz a emoções latentes ou suprimidas da colectividade. Por isso é unicamente na compreensão da percepção que possuís que percebeis um elemento qualquer, individual ou colectivo, o vosso mundo ou vós próprios, como achando-se “fora de controlo”. (Pausa)

...

CAROL: Tenho duas perguntas. Uma delas vem no alinhamento do que disseste ao Rex, assim como com algo em que tenho estado a pensar. Ensinaram-me que quando seguimos uma certa rota e revelamos demasiada resistência a esse “caminho”, o Espírito ou os nossos guias, tornarão a nossa vida de tal modo desconfortável até que nos façam regressar à rota, e isso de momento leva-me exactamente a sentir como se estivesse fora de controlo. Foi-me imposto um objectivo de dois anos, e eu acho-me nessa rota. Disse ao Espírito que farei conforme me foi pedido, mas que não precisam forçar-me desse modo! (Esmurra a mão na outra com o outro punho fechado) Eu hei-de fazer como pedido. E no momento a minha vida é tão desconfortável, sob todos os aspectos! Se estás a dizer que não estamos realmente fora do controlo, se o entendo bem, é basicamente como se estivéssemos exactamente onde seria suposto estarmos, e a ser verdade, então porque razão estarei a passar por esta tortura emocional e mental no momento, com relação a tudo e em cada aspecto da minha vida?

ELIAS: Tu crias isso para ganhares a tua própria atenção, tal como referi ao Dosh. E expressas-te na perfeição, no seguimento da tua intenção e do teu desejo. Portanto, se percebes subjectivamente que te estás a desviar, atrairás a tua atenção dentro do quadro das tuas expressões perfeitas, e para isso criarás circunstâncias de bastante desconforto no teu foco. Não é que estejas a ser atacado por outras essências! Tampouco elas te estão a “forçar”, pois as essências não são intrusas e respeitam as vossas opções! (A sorrir) Dir-te-ei que é unicamente essa interpretação que fazes que se desvia ligeiramente da marca. Vós experimentais, tanto individual como colectivamente, essa expressão que acabaste de explicar. A interpretação que fazes é que o “Espírito” esteja a interagir contigo, o que dê lugar á criação duma situação de desconforto, de modo a conduzir-te de volta para a tua rota. Mas isso consiste numa expressão do que foi criado enquanto crença, mas à semelhança do que sucede com todas as crenças, essa acha-se também baseada num elemento de verdade. Só que sofreu uma distorção. A compreensão que revelas refere um “outro” agente que, a partir do exterior, te força a fim de te despertar a atenção. Na realidade esse acto acontece e consiste numa verdade. Mas a interpretação está errada porque és tu que estás a forçar-te por uma questão de despertares a tua atenção; devido a que tenhas expandido a tua consciência e com esta expressão, detenhas uma noção consciente e objectiva do teu desejo e da tua intenção.

Portanto, tal como foi referido a outros indivíduos na expansão porque passam: Se estiverdes a escolher a probabilidade de vos expandirdes e subsequentemente expressardes o contrário, haveis de criar um tremendo conflito e experimentar circunstâncias de maior dificuldade ao actualizardes o vosso desejo, tal como foi instruído ao Lawrence previamente. Esse é o mesmo princípio que preservais até mesmo no vosso elemento religioso. Os vossos Cristãos dir-vos-ão que uma vez o caminho tenha sido aceite, se depois vos desviardes ou tiverdes uma recaída, se tornará dez vezes mais difícil voltar a encontrar apoio para o pé. Mas trata-se aqui duma crença universalmente aceite, por assim dizer, que dá lugar à criação duma expressão actual. Na verdade experimentareis essas acções, devido a que tenhais criado tal convicção!

Podeis dizer para vós próprios, “Eu possuo uma consciência alargada e como tal não subscrevo tal crença.” Mas isso é bastante incorrecto! Globalmente vós aderis a essa crença, a qual alcançou tamanha força de persuasão que a energia que dá alento à própria crença se torna capacitada a criar um movimento independente de vós. Assim, havereis de criar enorme devastação na vossa manifestação, com todo esse suporte de energia oriunda dessa crença. Portanto, quando sentis aquilo que designais como “entidades externas”, o Espírito ou essências a forçar-vos no vosso enquadramento, isso constitui igualmente a energia armazenada nessa crença - a par com a força que vós próprios exerceis - a qual detém uma enorme força e que, em si mesma, é passível de ser interpretada sob a forma de entidades.

Adicionastes um tal vigor energético a algumas das crenças que abrigais que elas parecem ganhar vida própria! Na realidade isso consiste em energia. Portanto, na verdade elas assumem (esse carácter); o que prefigura o dragão que vos assedia! Tais circunstâncias podem ser muito facilmente dissipadas se vos permitirdes conformar-vos a vós próprios. Se escutardes a vossa própria expressão subjectiva, se vos permitirdes fluir a equilibrar-vos na interacção, tanto nos termos objectivos quanto subjectivos, e se soltardes a vossa “ideia” de controlo, dissipareis o vosso conflito; mas ao continuardes a sustentar a ideia de vos controlardes, dareis continuidade ao vosso conflito. Porque isso consiste na vossa reacção ao medo, para cujo efeito direi que não existe elemento algum de que preciseis ter medo. A existência que percebeis, na verdade, pode fluir de forma alegre e isenta de esforço, destituída de qualquer forma de controlo se tiverdes confiança em vós próprios e tiverdes a consciência de que tudo o que vos aguarda seja jubiloso ao contrário de temível e danoso. Quero pedir à Dimin para ela se considerar a ela própria, por um momento, e à terrível batalha que enfrenta; Diz-me, experimentas algum dano nas audiências com o Elias?

CAROL: Não. (De forma bastante emotiva)

ELIAS: Por não existir nenhum. Portanto qual será a razão desse temor, quando tudo o que te espera é esse afecto? (A sorrir calorosamente)

CAROL: É a confiança em mim própria.

ELIAS: Não te sintas isolada, pois cada um dos que se acham nesta companhia experimenta a mesma coisa - falta de confiança em si próprio! Por isso deveis sentir que sois privilegiados; pois tu ocupais o mesmo arranjo espacial que muitos outros, possuidores de enorme afecto e outros que albergam uma enorme capacidade de expansão. (Pausa)

CAROL: Vou formular a minha pergunta seguinte, que não é tão emocional! Ontem obtive a informação de que o ano, o mês e o dia correspondente ao 5 de Maio do ano 2000 são cruciais nesta evolução ou mudança de consciência que estamos a atravessar. Existirá alguma verdade de facto nessa informação?

ELIAS: Isso consiste numa outra probabilidade que depende da concentração colectiva que todos atribuís a essas datas específicas no enquadramento do elemento do tempo. Serve de ponto de focagem. Elas obtêm significado devido a que lhe dêem importância no vosso enquadramento, tanto em massa como através da consciência colectiva. Tal como com os vossos jogos, vós referis uns aos outros a importância que dais a um ponto de encontro no estado de sonhos, o que vos permite um ponto de focagem; o que consiste numa designação espácio-temporal destinada à manifestação do poder colectivo. Portanto, cada uma dessas datas com que vos deparais no momento presente, tanto relacionadas com o vosso futuro quanto com a vossa mudança, detêm importância pela interacção que empreendeis através da consciência colectiva.

Por isso, sim, isso ganha importância; tal como outras datas assumirão importância, porque no foco físico torna-se-vos importante concentrar-vos colectivamente sobre eventos comuns e áreas da consciência que possam afectar a vossa mudança. Colectivamente, podeis tornar-vos bastante eficientes a direccionar a energia. Já vistes anteriormente o efeito gerado por muitos que se concentravam sobre a consciência colectiva. Podeis experimentar uma manifestação actualizada da energia física, gerada colectivamente numa direcção específica. Por isso, com relação à vossa mudança, essas especificidades de datas e épocas tornam-se importantes. E essa data em particular também assumirá importância, porque na vossa consciência e segundo as vossas crenças acreditais que “o virar do século” comporta uma enorme dinâmica de energia. No enquadramento do presente comporta o poder de vos concentrar a atenção colectiva, pois no global todos haveis de notar. Todos prestais atenção, e além disso o elemento da vossa passagem do milénio não ocorre com frequência. Por isso vós encarais isto como um evento bastante significativo, além de colectivamente e em consciência vos reunirdes num acordo, e vos permitirdes uma grande força de directiva. Portanto, essa data específica deverá comportar uma enorme força em energia.

Esse mês em particular detém uma tremenda energia porque vós a reuniste, através da consciência; ao encarar esse mês de Junho como o centro directo do que percebeis como o vosso ano. Até mesmo em culturas que não se alinham pelo vosso calendário, esse faixa do espaço e tempo que identificais como Junho assume importância; uma vez que consiste na mudança duma estação, e marca o centro do ciclo. Portanto, a energia é concentrada nesse elemento do tempo. Quando refiro o termo centro, não quero dizer “centro como meio”, porque dependendo da cultura e da consciência (em que vos achais), esse período de tempo pode constituir o seu término ou início; é antes um centro de energia dentro da consciência. (2)

CAROL: Posso anexar uma outra pergunta a essa? Em ligação e este 05/05/2000, nessa altura, é suposto dar-se um alinhamento particular de certos planetas que se espera venha a exercer um enorme efeito na energia. Como encaras a ligação que isso possa ter entre o alinhamento planetário, a mudança e aquilo que acabaste de referir? Será isso parte da forma como percebemos as coisas ou existirá algum facto no alinhamento dos planetas em geral, assim como certamente na ligação que isso tem com essa data: cinco do cinco de dois mil?

ELIAS: Vós criais isso colectivamente.

CAROL: Era o que eu estava a pensar.

ELIAS: Isso é uma realidade. Não se trata somente da percepção individual. É real porque vós criastes esses eventos dentro da expressão da vossa manipulação de energia, destinado ao reforço e à validação de vós próprios, da vossa própria consciência e conhecimento.

Vós expressais-vos fisicamente. Esses planetas não comportam qualquer movimento independente da vossa consciência! Não é coincidente nem acidental que imensos elementos vos surjam materialmente e que os atribuais a movimentos a decorrer na consciência; porque vós, tanto colectivamente como em massa, criais essas expressões em representação dos vossos sinais, do vosso conhecimento, dos vossos símbolos, os quais, tal como referi, constituem em si mesmo igualmente uma realidade, e preservam a sua própria integridade e vitalidade, além de serem representativos em simultâneo.

CAROL: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê. (Voltando-se para a Jene)

JENE: Já respondeste a quase tudo! (Riso)

ELIAS: Nem por isso! (A sorrir)

JENE: Não, nem por isso! Portanto, a mudança já terá começado na nossa consciência colectiva?

ELIAS: Exacto.

JENE: E será que ao esse nível da nossa energia colectiva o nosso empenho se ocupará da aceleração da velocidade da mudança, por assim dizer? (Elias acena com a cabeça num gesto de confirmação) Por meio da nossa consciência, cada um determina a velocidade em que havemos de experimentar a mudança, dado que consiste numa probabilidade para cada um de nós. Acontece em simultâneo, todavia faz igualmente parte do nosso passado, do nosso futuro, e parte do momento. Portanto, à medida que percebemos a parte de mudança que nos diz respeito, nós aceleramos a energia que depois passamos a experimentar?

ELIAS: Exacto.

JENE: Nesse caso, a energia da nossa consciência será capaz de determinar aquilo que experimentamos durante essa mudança?

ELIAS: Absolutamente, se vos encontrardes a expandir a vossa consciência e a permitir a aceitação das crenças!

JENE: Soa a uma tarefa e tanto! (Riso) Só estou a perguntar! Eu pressinto essas coisas na minha própria consciência. Dou-lhes atenção, e para além disso já as conhecia desde que aqui vim pela primeira vez. Alterei a percepção que tinha da mudança. Na altura percebia-a como a perdição e o fim, a destruição do nosso planeta e tudo o mais de que estamos cientes nesta época. Mas já não o entendo desse modo. Ainda é um pouco impreciso mas já tenho uma opinião diferente...

ELIAS: Consciência. Podes optar por criar a tua própria perdição e passarás a experimentar o efeito; do mesmo modo que podes escolher, durante a transição, experimentar o Juízo Final, por assim dizer, pela aceitação das crenças, ou podes aceitar essas crenças durante o foco físico e desse modo eliminar aspectos da transição que percebes como traumáticos ou indesejáveis. Isso fica tudo por conta do que elegeres; todavia, se não obtiveres informação, certo será que venhas a passar por trauma, devido a que não tenhais admitido (permitido a ti própria) a memória que possuis. Para muitos a mudança que estais a atravessar deverá incorporar muito trauma. O começo dessa mudança inclui menor quantidade de trauma para cada um de vós, presentemente, na medida em que estais a expandir a vossa consciência e passais a aceitar as crenças. Tal aceitação é difícil, tal como expressaste, mas devido unicamente a que a combatais. Agarrais-vos à vossa perspectiva de controlo e com isso permitis que o medo se estabeleça. E desse modo impedis a vossa própria expansão através da aceitação das crenças. Mas estes indivíduos escolheram, à semelhança de muitos outros, ampliar a sua consciência e obter informação a fim de evitarem o trauma; mas com isso, arrecadais responsabilidade, em consciência. Não vos esqueçais disso! Porque ao incorporardes trauma afastais-vos da abençoada ignorância rumo ao conhecimento, o que implica responsabilidade. (Pausa para enfatizar)

JENE: Certo. De qualquer modo, levou-me quase uma semana para tomar uma decisão acerca da questão do controlo mas decidi desistir disso e partir para uma maneira não propriamente arriscada mas mais como uma incursão fora do controlo, colocando-me a mim, à minha essência, nas noutras mãos, tal como o Elias (enfatizou) há algumas semanas atrás, ao bater na caneca, (?) e por isso sinto-me bastante confiante de que isso constitua a direcção acertada. Estou a prestar mais atenção, estou a aceitar, sinto-me receosa, confusa... Estou no caminho certo, não é? (Riso) Isso constitui uma parte dessa questão do controlo, bem como a de deixar os outros “tomar conta”?

ELIAS: Exacto. Cada um manifesta os seus próprios cenários afim de poder lidar com as suas próprias questões. Cada um de vós cria a vossa própria realidade. E fazeis isso de um modo que denuncie relação convosco; portanto, foi por isso que vos dei conta da precaução de, ao expandirdes a vossa consciência, não julgardes a realidade criada pelos outros, porque podeis não ter conhecimento das razões que lhes assiste nisso. Eu encorajo-os nessa acção porque estais a possibilitar a vós próprios a oportunidade de comunicardes com o vosso Eu (íntimo) e estais a permitir sinais dum equilíbrio, permitindo desse modo que a questão do controlo de dissipe ligeiramente. Esse deverá revelar-se um empreendimento difícil. Não temais no tempo que se avizinha pois haveis de experimentar alturas em que desejareis voltar-vos para isso e descontar esse esforço. Mantende-vos na vossa direcção e tenham em mente que proporcionais a vós próprios a oportunidade de aprender imenso.

JENE: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê. (Voltando-se para a Vicki)

VICKI: Tive recentemente um sonho em que alguém me dizia que eu pronunciava o termo Sumafi de forma errada, e sinto curiosidade em saber se não me poderias oferecer alguma informação acerca disso.

ELIAS: (A sorrir) Não pronuncias Sumafi de forma incorrecta. Isso é uma expressão para a tua consciência subjectiva. Vou tentar explicar essa área de actividade dos sonhos.

No teu estado de sonho escolheste incluir um jogo em que fizeste saltar elementos duma área da consciência para outra e mais outra ainda. Nesse sentido o evento aparenta tomar diversas formas. Na realidade aquilo que procuras alcançar é a aceitação e a admissão da expressão através de diferentes áreas da consciência.

A palavra em si mesma não é importante. Aquilo que detém importância é a ideia dum elemento inaceitável e incorrecto. O Eu objectivo projecta a argumentação no Eu subjectivo e por isso o Eu subjectivo projecta esse evento sobre outra área da consciência a fim dele ser organizado, puxando de volta o evento em termos subjectivos, após o arranjo, e oferecendo-o de novo ao Eu subjectivo; devido a que já possa ser aceite com maior facilidade se for apresentado de modo diferente.

Portanto, o Lawrence escolheu este jogo de fazer saltar globos de conceitos ao longo de áreas da consciência, fazendo com que cada um sofra uma variação na cor com cada salto que dá para outra área da consciência, na esperança de que o Eu objectivo plantado possa notar a cor desse globo em ressalto e diga para consigo: “Oh, essa cor já aceito; já me parece bastante aceitável, bastante atractiva.”

Não te confundas por perceberes cada expressão do teu estado de sonhos como idêntico ao da questão, segundo os termos em que a expressaste porque isso não ocorre com frequência. Ao tomares consciência de que essa expressão obteve a tua atenção duplicas no estado de sonhos uma acção similar de modo a obteres a tua própria atenção. Se deres importância às palavras empregues nas sessões, então hás-de prestar atenção, acreditando estar outra essência a comunicar contigo. Na realidade tu executas esse jogo a fim de obteres a tua própria atenção, o que fazes de forma bastante efectiva! Trata-se duma ferramenta a que poderás agora passar a dar mais atenção. (Voltando-se para o Jim)

JIM: Obrigado. Bom, já que respondeste com tanta eloquência a todas as perguntas que apresentei esta noite, tenho outra. No encontro transpessoal que tive na outra noite, (Nota do tradutor: Recordação de vida passada sob o efeito dum transe hipnótico) que foi a meu primeiro e foi divertido, a interpretação que fiz da pessoa que encontrei foi a de se tratar duma pessoa que recentemente conheci chamada Bear Walker. Seriam eles um só e o mesmo?

ELIAS: Isso deverá igualmente ser um foco desse indivíduo.

JIM: Fixe. Obrigado. (Para a Jene) Eu depois conto-te.

ELIAS: Excelente contacto, Yarr (Nome da essência do Jim).

JIM: Obrigado. Foi divertido e hei-de voltar a fazê-lo.

...

Notas

* A “Cidade” consiste num jogo ou treino relacionado com o campo dos sonhos e que tem por objectivo o contacto com a essência e a atenção para com os sonhos, estados alterados de consciência e impressões. Mais concretamente, esta “Cidade” está relacionada com a criação duma cidade real e habitada por gente real, situada num passado inescrutável e que tende, por força da contribuição colectiva de muitos que não têm consciência do que projectam (assim como daqueles presentes nas sessões, que se distinguem unicamente por terem consciência daquilo que nela estarão a criar) a actualizar-se num futuro próximo, coisa que poderá ocorrer sob a forma da descoberta de ruínas ou duma cidade formal, modificada pelos aspectos que lhe forem acrescentados. Elias afirma que essa cidade é real, tanto no passado como no futuro.

A Carol tem integrado este grupo desde o começo. Apesar de não comparecer a nenhuma sessão de grupo desde 23 de Julho de 95, ela participou numa interacção com o Elias numa sessão privada em 27 de Maio de 96. Será interessante notar que a Carol foi a primeira pessoa com quem o Elias interpelou verbalmente. Nós atribuímos a essa sessão o número 1. Essa interacção foi muito curta e incluiu uma outra pessoa, o Donovan, que apenas veio a umas quantas das nossas sessões de grupo. No entanto, a Carol não esteve presente na sessão 2, a qual ocorreu de forma espontânea na companhia da Vicki, da Christie e do Laszlo.

(1) Os três pontos antes da palavra “Sumafi” indicam uma pausa, durante a qual o Elias parecia estar a tentar “aceder” à informação; por outras palavras, ele mantinha os olhos fechados e por um momento pareceu deixar-nos. A impressão que tive é que de algum modo ele parecia estar a comunicar com a família Sumari, a fim de poder fornecer uma resposta à questão, no alinhamento dessa família da essência. Daí a ênfase na palavra “antes”...

(2) Parece haver uma discrepância aqui. A Carol referia-se ao mês de Maio, e Elias referia o de Junho. Vou perguntar acerca disso na próxima sessão.

© 1996 Vicki Pendley/Mary Ennis, Todos os direitos reservados

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