domingo, 19 de junho de 2011

PROCESSOS MENTAIS



Sessão 10
“Os Processos MENTAIS”
Domingo, 28 de Maio de 1995
(Versão resumida)
Tradução de: Amadeu Duarte

...

ELIAS: Falamos recentemente sobre muitas questões importantes. Elas envolveram-vos bastante no vosso íntimo, e isso é bom.



Vocês contêm quarto elementos básicos na vossa essência. Falamos de dois; intelecto e emoção. Vamos atribuir-lhes as funções respectivas de filosofia e arte. Também possuís uma moldura política e uma outra religiosa. Tudo isso, é claro, não passam de palavras, para o referir nos vossos termos. Eles cobrem um espectro vasto. A veia artística consiste na expressão que a vossa essência usa através da emoção. Podeis nem sempre vos identificardes com isso mas a arte consiste numa expressão emocional. O pensamento ou o intelecto consiste na expressão filosófica da vossa essência.

A vossa parte política é aquilo que se expressa por si só, através da vossa interacção com as outras essências. Isso tem um enorme alcance mas não encontra cabimento nas vossas definições sobre política. Ao invés, consiste na expressão da vossa interacção com todas as outras essências, sob qualquer forma que seja; desde os vossos filhos até às vossas famílias, às vossas comunidades, às vossas nações até ao vosso mundo bem e a outros mundos. Vós interagis com eles, só que não neste foco físico.

O aspecto religioso da vossa essência consiste naquilo que aplicais a vós próprios, aquilo que envolve todas as partes da vossa essência, bem como a relação que tem com a Unidade Criativa Universal e o Todo. E envolvida nessa expressão religiosa da vossa essência acha-se todo o enquadramento da vossa essência.



Eu atribuí-vos estas definições. Agora vamos adoptar uma nova perspectiva, tal como sugeri numa sessão anterior. Podeis escolher a parte em que nos concentraremos, pois o permitirei a bem duma compreensão mais acentuada. Tenho absoluta consciência de que é difícil processar este volume enorme de informação apenas com a mente, e que deverá tornar-se mais fácil se agirmos em conjunto. Todos esses elementos básicos da vossa essência serão debatidos. Podeis escolher a ordem. (Pausa) Tantos rostos inexpressivos! (Riso, seguido doutra pausa) Lawrence?

VICKI: Bom, e que tal começarmos pela parte filosófica?

ELIAS: Desejas conhecer algo acerca do processo de pensamento da vossa essência?

VICKI: Desejo.

ELIAS: Os pensamentos consistem em energias criativas, porém, muito complicadas. Realmente não compreendeis o verdadeiro poder que eles envolvem. Falais dos pensamentos como se consistissem em ondas de energia pertencentes a uma motivação criativa mas não acreditais necessariamente que eles próprios têm o poder de criar. Mas têm! Antes do pensamento emergir, são processados outros padrões que já se acham em acção na vossa essência. Eles dão lugar ao pensamento físico. Esses pensamentos assumem propriedades energéticas. Essa energia é projectada no exterior sob a forma duma força criada.

Mesmo quando não estais a “pensar” não estar a criar algo, na realidade estais. Todo e qualquer pensamento que se manifeste sob a forma de energia, quer actueis com base nele ou não, dá lugar a uma perturbação da energia no campo de forças que vos envolve o corpo físico. Essa extensão de energia projectar-se-á e afectará outros ao vosso redor. Não existe coisa alguma como pensamento desperdiçado. Cada pensamento estabelece uma inter-ligação com a consciência.

De certa forma vós achais-vos todos interligados. Todos constituís essências individuais mas simultaneamente achais-vos todos ligados. E cada molécula de energia que criais afecta tudo o resto. Neste foco físico vós não o compreendeis. A maioria de vós não acredita realmente nisto; mas onde não sois capazes de podeis perceber essa interligação ela existe, até mesmo nos vossos sonhos, os quais encarais como um produto da imaginação e da fantasia, ou como uma sequência de acontecimentos já realizados. É desse modo que encarais o vosso estado de sonhos. Na realidade consiste numa percepção por meio de processos que, na sua energia, receberam permissão para se manifestarem noutro enquadramento. É por isso que conseguis ver, através desse estado, manifestações de vós próprios ou outras manifestações evolutivas vossas.

Os vossos pensamentos, por vezes, quando permitis que fluam neste enquadramento, podem tornar-se prejudiciais. Quando lhes dais demasiado enlevo, podem - à semelhança de qualquer outra coisa - ganhar proporção. Ao faze-lo, deixais que vos passe a governar no vosso enquadramento físico. Isso confunde-vos a essência e entra em conflito com outros elementos básicos que ela possui. Como em qualquer exemplo, demasiada atenção numa direcção específica cria uma situação de prejuízo para as restantes. E isso dá origem ao conflito. A razão para isso reside em que, quando tomais consciência e em seguida procurais usar outros elementos básicos, já não os compreendeis, pois soam-vos muito pouco familiares, e deixais de entender o que fazer com eles.

(Para a Vicki) Tu, à semelhança do Michael, és muito orientada para o pensamento, neste foco. Isso serviu o teu propósito, até certo ponto. Agora, quando tentas incluir outras partes da tua essência já encontras dificuldade. Vós precisais aprender a deixar-vos fluir, e deixar-vos levar pelos vossos temores. É nisso que consiste o vosso bloqueio. Nós só tememos aquilo com que não nos achamos familiarizados, e é estranho ao nosso foco físico. Mas não existe nada que não seja familiar na vossa essência. (Pausa) Vós ainda pareceis estar confusos.

VICKI: Sim, estou confusa. Não entendo como podemos incorporar outras coisas na abordagem que fazemos, além de nos centrarmos no pensamento.

ELIAS: Nós discutimos esse pequeno exercício numa outra sessão. Isso ter-te-ia possibilitado um vislumbre da inclusão de dois elementos aparentemente opostos. O problema está em que esses elementos não são contrários mas consistem em partes distintas da vossa essência. É completamente desnecessário criares esse conflito no teu íntimo. (1)

Algumas essências sentem com mais facilidade do que pensam, e experimentam igualmente uma enorme dificuldade devido a que sejais todos ensinados, desde tenra idade, que deveis pensar no que sentis. Também vos ensinam, desde a vossa infância, que os sentimentos nem sempre são aceitáveis. E com isso eles são invalidados. Até mesmo as sensações biológicas são invalidadas nos catraios. É isso o que aprendeis desde cedo, ou seja a não expressar. E isso não é adequado.

Alguns são capazes de se adaptarem a isso. Outros ajustam-se pelo pensamento, o que lhes invalida a capacidade emotiva e os incapacita a moverem-se ao longo das suas vidas com mais facilidade. Alguns, que possuem um forte elo de ligação com as emoções, acham esse processo difícil. Descobrem que esse desenvolvimento da negação é bastante árduo. Isso provoca muito mais conflito nesses indivíduos do que nas essências que se adaptam ao pensamento.

De certa forma é, diria antes que parece, que eu esteja a referir que as questões e desafios por que passais não sejam tão difíceis quanto aqueles de quantos se ajustam por intermédio do foco emocional. Mas isso não pretende invalidar os desafios que experimentais, mas tão só dizer que num foco emocional por vezes torna-se mais difícil perceber com clareza tudo o que se apresenta.

Compreendo que estes são conceitos difíceis de entender. A vossa essência é bastante complicada e difícil e não vos pode ser explicada em breves momentos!

Esta noite tenho consciência duma enorme confusão! (A rir para dentro) Por enquanto vamos atender a perguntas que vos possam servir de apoio para a vossa compreensão destas questões. (Pausa, para em seguida se dirigir à Elizabeth) Sim, pequena?

ELIZ: Como é que hei-de colocar isto? Falaste um bom bocado acerca dos sonhos, e outro dia tive um sonho verdadeiramente perturbador que não estou certa de compreender. Se eu continuasse a pensar nele, ou a senti-lo com intensidade criaria obrigatoriamente essa situação?

ELIAS: Depende. De certa forma já desde lugar à criação dessa situação. Por outro lado, tudo aquilo que criaste através do sonho já foi criado num outro enquadramento. Num outro sentido, se tens dúvidas quanto a criá-lo em termos físicos neste enquadramento, isso depende do teu desejo. Isso não se aplica obrigatoriamente no caso de sentires o desejo de empreenderes algo fisicamente. Se o desejo for suficientemente forte, ele pode ser alcançado até mesmo sem qualquer acção física.

ELIZ: Bom, como estava a dizer, o sonho foi bastante perturbador e eu não desejo que se torne realidade, quer dizer tenho a esperança de que não esteja...

ELIAS: Quando passas pela experiência dos sonhos muitas vezes expressas medos que não desejas manifestar na presente manifestação física. Esse é o objectivo. Expressarás essa energia sob a forma de pensamentos num sonho material. Aí eles manifestam-se, porém, não nesta manifestação física. Isso permite-te experimentar emoções físicas no decurso do sono, o que ocasiona respostas físicas e te permite soltá-las. Todos os pensamentos se manifestam, só que não se manifestam todos neste enquadramento nem nesta dimensão. Mas todos se manifestam.

...

DEB: Tenho uma pergunta sobre sonhos, que se enquadra nas mesmas linhas. Passei por experiências em que tive bastantes sonhos desagradáveis que se concretizaram em termos materiais. De que forma poderás explicar isso?

ELIAS: Um sonho desagradável… Não interpretes mal. Tal como referi à Elizabeth, o desejo e o objectivo constituem a diferença quanto à localização da manifestação da energia do sonho. Não importa que o sonho seja negativo ou positivo, segundo os vossos termos, porque não existe negativo nem positivo. Eles consistem em experiências. Experiências que de outro modo poderíeis não ter contactado numa forma física.



Portanto, manifestareis esses pensamentos primeiro através dum sonho. Isso, por assim dizer, vai prepará-los para manifestardes esses mesmos pensamentos no vosso foco físico. O vosso trauma não será tão grande se vos deparardes com uma situação que já tereis encontrado previamente. Isso consiste num espantoso sistema de protecção que vós possuís que vos ajuda na vossa acção. Isso devia igualmente servir-vos de indicador do quanto, pela observação dessas coisas, sois verdadeiramente criativos.

CAROL: Posso fazer uma pergunta sobre os sonhos?

ELIAS: Podes.

CAROL: Os meus sonhos são simbólicos - os que eu consigo recordar. Eu não costumo ter sonhos específicos, coisas que veja que se manifestam por si só. Será que poderias comentar isso?

ELIAS: Tudo consiste num símbolo. Trata-se apenas da vossa interpretação desses símbolos. Cada minuto do vosso foco físico constitui um símbolo para a vossa essência. A vossa essência tem conhecimento e está bastante acostumada a ver todas as manifestações como símbolos. Mas vós não o encarais desse modo; pelo menos pensais assim! (A sorrir) Na realidade são tudo símbolos. Somente carecem de interpretação.

Podeis encetar uns exercícios no vosso estado de vigília que vos familiarizarão de modo mais fácil com os símbolos. Durante as vossas visualizações, escolhei concentrar-vos em qualquer momento da vossa presente manifestação evolutiva física. Quando tiverdes visualizado esse momento, permiti que a concentração se expanda. Havereis de notar a ocorrência doutros pensamentos ou recordações em meio a essa visualização. Não os bloqueeis. Alguns parecerão completamente destituídos de relação. Outros tornar-se-ão facilmente identificáveis. Aqueles que são facilmente identificáveis, podeis pensar, não precisam ser interpretados. Percebereis o cintilar duma variedade de imagens. Desse modo, quando conceberdes um quadro completo e acabado podeis desmontá-lo e interpretá-los para vós próprios. Do mesmo modo, à medida que fordes praticando a atenção no estado de sonhos, tornar-vos-eis familiarizados com os vossos símbolos. Eles constituem a linguagem que a vossa essência utiliza a fim de comunicar convosco. (Pausa a olhar ao redor para todos) Ainda estamos todos muito na incerteza! (Riso)

VICKI: Tenho uma pergunta a colocar em relação ao material que forneceste há instantes. Estavas a falar sobre como, a partir da infância, somos educados para… (Pausa enquanto Elias olha para o copo da Mary, que a Christie lhe chega à mão)

ELIAS: (Para a Christie) Obrigado.

CHRIS: Não tens de quê.

ELIAS: (Para a Vicki) Continua.

VICKI: Existem expressões das nossas emoções que são invalidadas a partir da infância, e eu concordo com isso. Eu própria tive essa experiência. A minha pergunta é, sendo esse o caso, como é que certas pessoas possuem um foco tão emotivo? De que forma suplantam essa invalidação?

ELIAS: Não se trata do caso de suplantarem. Hás-de notar que ao falares com essências que pertencem a um foco emocional, elas não terão suplantado isso mas estão continuamente a lutar com isso. Nos vossos termos, acham-se sujeitas a uma grande intensidade de sentimentos negativos. Não tem que ver com o suplantar porque se trata dum elemento básico da sua essência, um foco mais vigoroso do que os outros; tal como, se fosses desencorajada desde tenra idade de pensar, haverias de não conseguir abster-te de o fazer, mas havias de o fazer de modo reservado. Essas essências aprendem a expressar as suas emoções unicamente consigo próprias. Compreendem que os seus sentimentos são aceitáveis para as suas essências, do mesmo modo que os vossos pensamentos são aceitáveis para a vossa essência. Mas isso não quer dizer que acreditem que esses focos emocionais sejam aceitáveis para os outros. Ficou claro?

VICKI: Ficou.

ELIAS: É por isso que estamos aqui, para auxiliar na integração da essência toda e na criação duma harmonia que capacitará as vossas essências a juntar-se num foco íntegro. (Aqui dá-se uma pausa durante a qual o único são audível é o da Debbie a chorar baixinho)

Estou a par do intenso conflito aqui com a nossa florzinha. (A sorrir para a Debbie) Vamos interromper por um momento e durante este intervalo regareis essa flor na minha vez. Obrigado.

...

Vamos prosseguir. O termo para esta noite deverá ser vicissitude. Ele descreve aquilo que todos estais presentemente a experimentar. Vou exercitar a minha essência e não vou revelar o significado disso! (Riso) Como pais... Não será isto correcto pequena?... Deveis instruir as vossas crianças através dum exercício em que aprendam a “andar de cabeça erguida”. (Riso)

CAROL: Posso colocar uma questão?

ELIAS: Podes, Dimin.

CAROL: O Michael pediu para perguntar pela razão da dor de cabeça que teve esta semana, num dos lados da sua cabeça.

ELIAS: (A sorrir) Pergunta ao Michael que lado da cabeça lhe doeu? Arrisco-me a dizer-vos que haveis de descobrir tratar-se do lado do raciocínio! (O esquerdo)

CAROL: Foi.

ELIAS: Trata-se da incorporação da sua essência a expressar-se por meio duma expressão física completamente devotada ao pensamento, a incorporar o lado menos familiar. Ele revela um fraco pelo sentido do dramático com essa expressão! Na realidade não é necessário, mas isso chama-lhe a atenção. Ele é sincero no desejo que revela por aprender. Se se permitir visualizar um pouco mais do seu medo ele passará a conseguir abrir mão dele. Isso irá acontecer. No momento ele acha-se apenas confuso e a sentir-se como que no “olho do furação” segundo o juízo que faz. Mas esse tipo de furações não range. Ele apenas teme aquilo com que não se sente familiarizado.

Vós todos possuís a capacidade de vos incluirdes e de vos ajudardes uns aos outros. Ao serdes indivíduos caracterizados mais pela faculdade do pensamento - que serão poucos - podeis auxiliar os que se focam no sentimento por meio da clarificação dos seus sentimentos. Ao pertencerdes ao tipo do sentimento e da emoção -que são muitos mais - podeis auxiliar aqueles que são mais focados no pensamento a incorporar as suas emoções. Haveis de descobrir que, apesar das essências que se inclinam basicamente para quadros emotivos deverão ter-se esforçado imenso ao longo das suas vidas; eles são mais receptivos ao pensamento e são capazes de comportar pensamentos com maior facilidade. Para aqueles que se baseiam mais no pensamento, ao contrário, torna-se muito mais difícil incorporar emoções e sentimentos no seu foco. Eles podem não ter tido que lidar com a dor emocional, como vós tivestes no vosso foco, mas para eles torna-se muito mais difícil incorporar outras partes da sua essência que não incluam pensamentos. Compreendido?

CAROL: Estarás a dizer que aqueles de entre nós que passaram por uma grande comoção se acham realmente melhor situados em relação ao sentimento? Estarei a compreender bem?

ELIAS: Estou.

CAROL: (Suspira) Está bem.

ELIAS: Vós pensais poder não estar apenas por que não entendeis que o vosso foco aqui se destina à experiência. Isso é tudo. Ponto final. Vós experimentais continuamente devido a sentirdes. Aqueles que se baseiam no pensamento muitas e muitas vezes negam as experiências.

...

JULIE: Então deve ser natural para uma pessoa emocionalmente focada sentir-se frustrada com uma essência focada no pensamento no caso de... Como hei-de expressar isto? Entre o Lawrence (Vicki) e mim, aconteceu que o pai dela passou desta vida e ela não derramou uma lágrima. E eu não compreendo isso! Percebes aquilo que te estou a dizer?

ELIAS: Essa é uma analogia que nem sempre vos auxiliará no entendimento disso. Há certos exemplos em que uma essência emocional se pode sentir extremamente frustrada com uma essência focada no pensamento. Mas isso é natural, tal como o será se os vossos elementos básicos entrarem em conflito uns com os outros. Quando vos confrontais com um elemento básico da essência noutra pessoa, que difere do vosso, isso confere amplitude à situação.

No foco daquilo que designais como “morte” – nós não designamos isso como morte. Já dissemos anteriormente que isso se trata unicamente dum outro nascimento. Até mesmo uma essência emocionalmente focada pode deixar de responder com um sentimento aparatoso ao facto desse emergir, por parte de outra essência para um outro foco. Se compreenderem verdadeiramente tratar-se de crenças, podem não responder sob a forma de pesar. Contudo é mais provável que respondam com tristeza em face do reconhecimento da vossa própria perda ou da perda da continuidade dum laço físico com essa outra essência que passa desta vida. Isso, entre parêntesis, é “normal”. (2)

Tens razão quanto à confusão que revelas em relação às essências focadas no pensamento, com respeito à situação de, quando uma outra essência decide avançar para um outro foco, a despeito das crenças daquele que fica, deverem sentir uma sensação de perda; não em relação à essência que passou mas em relação ao foco físico. Não podeis voltar a ir assistir a uma partida de futebol com essa essência; não podeis voltar a conversar ao telefone. Podeis contactar com essa essência que faleceu através dum modo muito mais satisfatório, mas até que as vossas crenças sejam adoptadas a uma escala que possais focá-lo e aceitá-lo como uma realidade, haveis de continuar restringidos aos limites do vosso foco físico. E nesse foco físico, dadas as crenças que ele comporta, vós experimentais um género de perda. Deixar de experimentar esse tipo de perda por meio de sentimentos constitui a negação duma expressão particular da vossa essência em relação ao foco físico. E isso é comum em relação àqueles focados no pensamento, mesmo no caso em que as suas crenças não foram inteiramente incorporadas. Isto servirá de ajuda?

JULIE: Bastante. Obrigado.

CAROL: Posso colocar uma outra questão que se enquadra nas mesmas linhas? Tu no teu lado encontras-te em contacto com aquelas essências que passaram desta vida e que se achavam ligadas a nós?

ELIAS: Não. Já expliquei uma vez muito brevemente. Existem muitos focos em que uma essência se pode manifestar ou escolher quando termina um foco físico. Em qualquer dos casos, eu não me acho directamente em contacto com essas essências.

Eu encontro-me no foco do ensino. Nisso reside a minha especialidade. Outros possuem especialidades que se prendem com essências que recentemente se voltaram a focar (neste lado); algumas no período de transição a fim de voltarem a manifestar-se no foco físico nesta dimensão, outras em ligação com outras essências a fim de se focarem noutras dimensões.

Algumas focam-se especificamente em actos de emersão desta vida bastante recentes, por ser nisso que centram a sua atenção. Isso é aquilo que as suas essências adoram fazer, seja para auxiliar no próximo foco físico evolutivo ou no encaminhamento dessas essências para a compreensão da sua capacidade de avançarem. Vós dispondes todos de muito mais na vossa essência do que a vossa imaginação poderá possivelmente conceber. Mas por vezes necessitais dum pequeno auxílio! (Riso)

VICKI: Eu tenho uma pergunta. Podes por favor redefinir esses quatro elementos básicos sobre os quais começaste a falar anteriormente?

ELIAS: Eles fazem todos parte da vossa essência. Quando vos falo deles vós pensais em termos bastante limitados. Eu compreendo. Havemos de cobrir esses temas mais vezes. Não podereis defini-los apenas uma vez porque eles são bastante diversificados.

Nós falamos da base emocional da vossa essência, que definimos como sendo a qualidade artística da vossa essência. Trata-se da vossa expressão artística. Falamos acerca da base do pensamento da vossa essência. Trata-se da expressão filosófica da vossa essência.

Mas não falamos da base política, a qual consiste na expressão que a vossa essência assume por meio da ligação com todas as demais essências e consciências em todos os focos. O termo que empregamos de político possui um sentido completamente diferente daquele que usais, exactamente como o termo “vida”, que abrange uma perspectiva muito mais alargada do que o termo que utilizais para a referir. Política significa toda a interacção da vossa essência em relação a cada parte e a toda a consciência universal.

A porção final da vossa essência consiste no foco religioso, o qual refere a expressão da vossa essência em relação a si própria e em relação à natureza e também em relação à Unidade Universal Criadora e ao Todo. A expressão ou o foco religioso da vossa essência também não comporta uma definição idêntica ao termo que empregais aqui neste foco. O termo que usais como religioso ou religião é idêntico à vossa designação de Deus. Tal como previamente declaramos; trata-se dum termo bastante diminuto bem como dum conceito irrisório. E religião consiste igualmente num termo bastante reduzido. Trata-se dum conceito bastante alargado que não tem cabimento em nenhuma denominação, tal como as referis. São expressões materiais que brotam da vossa vontade de estabelecerdes contacto.

Na realidade, as vossas expressões de crenças religiosas são bastante criativas! (Riso) Constituem histórias belíssimas; exemplos bastante requintados da vossa criatividade. Tal como um pintor pode expressar uma forma bela numa tela, também vós, nas vossas essências colectivas expressastes uma beleza imaginativa através do pensamento com a criação das vossas religiões. Tudo serve um propósito de ligação. No entanto nenhuma é exacta! (Riso)

JULIE: Então nesse caso as orações não têm utilidade. Será isso acertado?

ELIAS: Esse é um assunto complicado. Todas as expressões de comunicação com a vossa essência têm alguma serventia. Além disso, tal como explicamos, as vossas crenças representam tudo para vós neste foco físico. Por isso vós expressais-vos de acordo com essas crenças. Todo o pensamento constitui uma realidade. Portanto, toda a expressão constitui também uma realidade. Nenhuma expressão é alguma vez desperdiçada. O que acontece é apenas que alguma expressão leva mais tempo a chegar ao seu destino! (A sorrir)

CAROL: Posso colocar outra questão? Estás actualmente a falar através doutros veículos noutros lados deste nosso mundo a fim de ensinar a mesma coisa a outros que estás aqui a ensinar?

ELIAS: Estou. Já expressei a esta companhia previamente que uma porção da minha consciência permanece junto de vós e acha-se completamente focada junto de vós. Mas também se resume a uma porção. E eu sou outras porções além desta. Do mesmo modo que as vossas essências se fragmentam, a minha encontra-se numa posição de poder abranger vários focos em simultâneo. Para mim e para outras essências focadas no meu foco isso não é difícil. É natural. Sou capaz de conversar convosco e de focar a minha atenção aqui e em simultâneo focar a minha atenção de forma igualmente completa junto de outros, noutro local do vosso país, nos vossos termos. Isso para mim é tão facilmente alcançável quanto para vós... Mastigar pastilha elástica enquanto caminhais! (Riso geral)

CAROL: E será que todos os grupos a quem te diriges te tratam por Elias?

ELIAS: Não, não tratam. Já vos dei o meu nome da essência.

GROUP: Rastin.

ELIAS: Correcto. Alguns dirigem-se a mim sob essa designação. Este nome da essência, tal como já referi previamente, constitui o nome duma manifestação física, tal como Oscar, e Braun. (Não estou certa da forma com se escreve) Isso não passa de nomes. E este nome é mais aceitável para o Michael.

DEB: Por falar de nomes, mencionaste antes qualquer coisa acerca da verificação duma vida prévia, em que todos fazíamos parte da tua vida. Será que o nome Frank Harris significa...

ELIAS: Harris. Esse eras tu.

DEB: Obrigado.

ELIAS: Por vezes torna-se difícil, nos vossos termos, recordar tais detalhes. Mas eles não têm importância. Apenas pareceu que teriam importância para ti na altura. Senti-me obrigado a fazer-te a vontade neste jogo. Para mim era aceitável. Tal como já expliquei é difícil estabelecer uma associação com épocas passadas ou com períodos de tempo. Também era difícil estabelecer contacto com os nomes, mas eu obtive ajuda! (Riso)

CAROL: Poderás por favor, clarificar o nome por que me trataste por duas vezes, esta noite?

ELIAS: Dimin. D-I-M-I-N.

VICKI: Eu tenho uma pergunta.

ELIAS: Lawrence! (Riso)

VICKI: Esta é uma pergunta pessoal só por pura diversão, estou a falar a sério. Sinto-me curiosa pela razão porque te sentiste surpreendido ao veres o Ron de novo.

(Gostaria de dizer que no discurso que se seguiu o Elias foi do mais divertido e dramático que se pode imaginar)

ELIAS: Estamos a par... Desculpa. (Aclara a garganta) O Michael não está a prestar atenção! (Riso) Estamos cientes de que o Ron não se encontra, digamos, no mesmo tipo de busca, o que é aceitável. Ele já obteve consciência duma grande parte da sua essência, e acha-se mais ligado à sua realidade do que até mesmo aquilo de que está consciente. Eu hesito em dizer “ele” já que isso vai de encontro à preferência da sua essência, mas por uma questão de respeito para com este foco evolutivo, na preferência que elege pela masculinidade, nós usamos essa designação! (Riso)

RON: Que alívio!

ELIAS: E não haveria de ficar “nervoso” (Num sussurro que causa, uma vez mais riso generalizado) se lhe disséssemos que ele já foi igualmente macho mas nem por isso particularmente interessado nas mulheres? (De novo sussurrado junto com a sentença seguinte) Não lho vamos dizer. (Aqui perdemo-nos todos de riso!)

CHRIS: (Para o Ron) Não tens vontade de conhecer o teu nome da essência?

VICKI: Eu tenho. Qual é o nome da essência dele?

ELIAS: (Para o Ron) Devo referi-lo, ou não para não te deixar embaraçado?

RON: Eu também acho que gostaria de o conhecer.

ELIAS: Será o nome da essência... Olivia!

GROUPO: Olivia!? (Riso geral)

CHRIS: Eu tenho uma pergunta.

ELIAS: Oliver! (Riso)

CHRIS: Estivemos a falar acerca das nossas crenças e da profissão médica. Começamos a acreditar que não estamos bem quando levamos as nossas crianças aos médicos, etc. Doem-me os joelhos mas não sinto necessariamente vontade de ir ao médico. Se eu conseguir alterar a minha perspectiva e realmente passar a acreditar, eles sararão?

ELIAS: Correcto.

DEB: Mas como haveremos de fazer isso?

ELIAS: Isso requer imensa prática, a menos que instantaneamente manifesteis um espantoso desejo nesse sentido. Muitas vezes, criais sintomas físicos desagradáveis e acreditais ou pensais não ter vontade de que eles prossigam. Mas isso nem sempre é verdade. Alturas há em que dais lugar à criação de dor física ou permitis que se dê um rompimento na vossa estrutura celular. E por vezes fazeis isso por uma questão de medo, e por vezes não. Por vezes, adoptais sintomas físicos como um lembrete. O vosso corpo consiste na expressão física da vossa essência. E se por qualquer forma se torna aborrecido assinala-vos a fim de alterardes algo. Se os teus joelhos te incomodam, eles estão a instigar a tua atenção, para que deixes de continuar no que te cria desconforto.

Isso é igualmente muito complicado. Se vos fosse possível adoptar completamente as vossas crenças, deixaríeis de sentir desconforto, dor física, ou doença; mas por ser tão difícil quanto podeis pensar, isso nem sempre incorpora uma nova crença no vosso foco físico. O teu corpo está fisicamente a expressar-te reacções por meio de impulsos e de emoções a que não estás atento. Por isso, a fim de obter a tua atenção de outro modo em que não o ponhas de lado, ele causa uma expressão física de doença ou de dor ou de desconforto.

Quando na vossa essência sentis ter criado uma doença que vos ameaça a vida, por vezes dais atenção de forma espontânea a essa situação. A vossa essência intercede por vós sem ter que o fazer através de outros canais mas tomará a iniciativa e corrigirá fisicamente o problema no vosso lugar. Mas isso só ocorre determinadas vezes. Só acontece quando a essência “tiver mudado de ideias”.

Já vos falei uma vez sobre eventos de grupo no caso hipotético duma viajem de avião. Vinte pessoas decidem embarcar numa viajem de avião, num acordo em relação a esse avião se despenhar e elas porem término às suas vidas desse modo. No último instante uma dessas pessoas muda de ideias. Isso faz sempre parte da vossa escolha pois nada é predestinado.

Dispondes de milhões de probabilidades a cada instante do vosso foco. Por isso uma essência pode escolher pôr termo ao seu foco físico por meio da criação duma doença. Durante a aceleração desse mal físico a essência pode decidir ter ainda alguma coisa a realizar nesse foco físico particular antes de avançar em frente. Com esta escolha a essência alterará a sua escolha, por assim dizer, e irá desfazer a criação física que tinha promovido. Irá retornar a um tempo passado, nos vossos termos, a um tempo em que essa condição não existia e incorporá-la-á no foco presente, nos vossos termos.

Isto torna-se difícil de compreenderdes apenas devido a que penseis em termos de incremento de tempo. Mas não existem tais momentos de tempo. Por isso nenhum é passado. Por isso é que não vos é impossível alterá-los. Vós achais-vos num presente eterno. Por isso todas as coisas se tornam possíveis. Nada está perdido. Nada existe em concreto. Será isso suficiente?

CHRIS: É.

CAROL: Posso colocar uma pergunta relacionada com isso? Que papel caberá aos curandeiros em todo esse quadro?

ELIAS: Eles exercem um propósito definido; sendo o de que as essências que se manifestam no foco físico por vezes esquecem a própria habilidade de se curarem a si próprias. Com respeito a isso, torna-se benéfico que uma essência que se ache ligada à cura guiá-las. O curandeiro não exerce o seu dom de cura de forma mágica sobre a outra essência porque sois vós que vos curais a vós próprios. O curandeiro guia-vos e auxilia-vos, do mesmo modo que eu vos guio através dos ensinamentos e à semelhança com que outros vos guiam ao passardes deste foco.

Tal como já referi, cada faceta do vosso foco acha-se imbuída de crenças. Há alturas em que uma essência num foco físico, por meio das suas crenças, não só deixa de se recordar possuir a capacidade de se curar a si mesma, mas ao contrário, passa a acreditar nos poderes de outra essência. As outras essências não possuem poderes que cada um de vós não possua em si. Vós apenas acreditais que elas são mais poderosas. Mas tal como nós expressamos em relação à breve explicação que demos em relação à fragmentação, nenhuma essência é menos do que outra. Todas são o mesmo. Em cada foco e em cada função, em todas as dimensões tudo é o mesmo, essencialmente.

JULIE: Para mim é difícil relacionar isso, porque só de pensar que a minha essência possa ser idêntica à dum assassino... Entendes aquilo que te estou a dizer?

ELIAS: Isso está correcto. O teu foco é diferente. As tuas experiências são distintas. As escolhas que promoves diferem. Mas a vossa essência é a mesma. Vós escolheis as vossas experiências. Se tiverdes escolhido a experiência de vítima tereis entrado nesta experiência em cooperação e em acordo com outra essência que deseje experimentar o foco do perpetrador porque nenhuma experiência é menos válida do que outra; nenhuma é melhor ou pior. Elas são unicamente experiências, e todas brotam dum acordo antes de serem executadas.

Vós confundis-vos! (Riso) Fazeis isso devido às deturpações da vossa filosofia e das vossas crenças religiosas. Não me estou a referir aos elementos básicos da vossa essência tais como o filosófico e o religioso. Refiro-me aos vossos termos de filosofia e de religião, os quais possuem um sentido completamente diferente. Vós acumulais crenças religiosas e filosóficas ao longo dos vossos focos evolutivos.

Eu já expliquei que as vossas crenças não são intrínsecas à vossa essência, mas adquiridas. Criastes divisões por meio dessas crenças. Também criastes visões de bem e de mal, de certo e de errado. Isso não passa de conceitos ao invés duma realidade. Vós encontrais-vos aqui neste foco a fim de experimentardes uma realidade física particular, quer possa ser violenta ou passiva, segundo a concepção que fazeis. Conquanto existam explicações para certos comportamentos violentos, elas não servem necessariamente de explicação psicológica. Isso têm que ver com o bloqueio de impulsos.

Vós, uma vez relegados ao vosso estado básico, expressareis imensos impulsos. E haveis de agir com base neles. Eles não se tornarão negativos nem positivos por si só. Contudo, se forem bloqueados podem manifestar-se dum modo tal como o que já referi antes, com relação à expressão do geyser natural que tem lugar no vosso planeta. Quando os seus gases são bloqueados pelo acúmulo de terra, eles sofrem um acréscimo de pressão e em seguida expressam-se de um modo enérgico e explosivo.

Ao bloqueardes os impulsos ou as emoções seja em que área for, isso irá dar lugar à criação duma situação dessas em vós.

Ao bloqueardes os impulsos naturais, isso mais tarde poderá vir a manifestar-se ao longo do vosso desenvolvimento. Nem sempre é o caso mas em certos casos é. Outros criam uma simples situação de violência a fim de experimentarem a situação, mas ao criá-la tê-lo-ão feito em acordo com a essência que se acha na posição contrária. Nessa encenação ambos desempenham papeis. E ambos os representam. E ambos colhem a sua experiência. Estás a entender?

JULIE: Compreendo muito bem aquilo que estás a dizer, mas ainda assim é de difícil compreensão. Eu penso que sou uma pessoa boa e penso que um assassino seja uma pessoa má, mas o que dizes faz sentido.

ELIAS: Isso deve-se unicamente às vossas crenças.

JULIE: Certo. Eu entendo.

ELIAS: Não vos iludais. Todas as essências aqui presentes têm a percepção de serem (Pausa) boas pessoas! (Riso) Apesar dessa designação de “boa pessoa” e não fazerem nada que possa magoar nenhuma outra essência ou pessoa no foco físico, elas podem magoar-se a si próprias no seu foco; o que, na realidade, não difere duma pessoa má! (Pausa prolongada e profunda) Estais calados. (Mais uma pausa prolongada)

Nesse caso vamos terminar por hoje. Esperamos que todas as vossas essências possam comungar em harmonia, e que possais toda a beleza que se encerra em vós e no vosso exterior. Boa noite.

GROUP: Boa noite. Obrigado.

...

Notas Finais:

(1) Isto é um exercício. “De cada vez que experimentardes um impulso ou uma emoção, não importa quão pequeno, observai os vossos padrões do pensamento a ver se estão em harmonia. Se não estiverem haveis de experimentar um ímpeto. Esse ímpeto revelar-se-á sob a forma de desculpa, ou de invalidação ou sob a forma de racionalização. Por vezes, deixareis de sentir aquilo que sentis ser uma emoção. Só experimentais um impulso. Não deprecieis esses impulsos mais do que faríeis em relação a uma sensação efectiva.”

(2) Elias utilizou o termo “parêntesis” em vez de “aspas” durante umas semanas. Eu sabia aquilo que ele queria dizer mas jamais o corrigi. Finalmente ele acabou por descobrir isso.


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