quinta-feira, 30 de junho de 2011

QUE É QUE EU QUERO?



SESSÃO #896
"Que É que quero?"
Terça-feira, 6 de Setembro de 2001 (Privada/Telefone)
Participantes: Mary (Michael), Lynda (Ruther) e Donnalie (Mallory)
Tradução: Amadeu Duarte

(Nesta sessão, a Lynda está a telefonar da Califórnia e a Donnalie acha-se presente no compartimento com o Elias)

ELIAS: Bom dia!

LYNDA: Bom dia! Sou eu e a Mallory! (Elias ri) Ele está a rir! (Para a Donnalie) Então, já não queres dar os bons dias ao “morto”?

DONNALIE: Bom dia! (A rir, enquanto o Elias dá uma risada)

LYNDA: Elas estão em pijama, enquanto eu não! Muito bem, posso avançar com umas impressões para o Jogo? (Nota do tradutor: O Jogo consiste num exercício de impressões)

ELIAS: Podes.

LYNDA: Queria fazer um lance, na vez da Lawrence. Já sei que validaste a impressão que ela apresentou, mas eu queria que isso ficasse registado. Então é assim: Clichés - Sumafi, “É preciso dois para dançar o tango” – um ponto. Correcto?

ELIAS: Correcto.

LYNDA: Obrigado, cavalheiro. Gostava de apresentar um lace para o Jogo, no campo dos Compositores, Harold Arlen na área da família Gramada.

ELIAS: Um ponto.

LYNDA: C’um caraças! (Elias ri)

Bom, Elias, ontem, suponho, ou antes de ontem – não me recordo exactamente – espontaneamente tratei a Mallory por “Mookie, e pensei tratar-se duma relação íntima que tenha com alguém chamado Mookie. Assim, à primeira vista, a impressão que obtenho é a de que tenha um foco com a Mallory quando a trato por Mookie. Estarei certa?

ELIAS: Exacto.

LYNDA: E sabes bem o quão boa menina Sumafi sou, e que não te faço perguntas do tipo bola de cristal? Bom, só queria obter um palpite quanto à ligação, tipo faixa temporal e país, que o resto eu tento obter, prometo. (Ambas riem, e faz-se uma pausa)

ELIAS: Princípios de 1800, localização geográfica, Nova Inglaterra.

LYNDA: Puxa vida. Muito bem, eu investigo e depois comunico-te aquilo que descobrir. (Elias e Donnalie riem)

ELIAS: Muito bem!

LYNDA: Muito obrigado! Recentemente obtive umas imagens coloridas na minha realidade objectiva, de cor violeta e verde, e isso começou a traduzir-se para mim em  termos de imagens de cura.

ELIAS: É.

LYNDA: Não é porreiro? (Elias ri) É, pode-se bem dizer que sim, já sei que é! Mas isso foi realmente o máximo para mim, e sinto que isso me tenha explicado muita coisa; além disso, em relação ao rumo que tomei no caso do meu livro e da onda de desvalorização de mim própria que experimentei quando me dirigi ao Kinko para obter uma cópia do meu segundo livro. Ao invés de me debater com isso, deixei de o fazer e descontraí-me em relação ao facto, e comecei a obter uma validação fixe de que tudo estaria bem.

Mas tomo consciência de existirem coisas que estou definitivamente ainda a investigar com respeito à próxima fase de publicação não só do meu primeiro livro como deste livro, porque desde a última vez que falamos sobre o meu livro, que foi já em Maio, eu ainda não o consegui ver realmente publicado, exactamente do modo que pretendia.

Aquilo que queria perguntar-te é se me encontro actualmente no processo de criação de leitores para ele, e a impressão que tenho dos bloqueios que estou a atravessar em relação a isso, é a de que possam estar realmente relacionados à minha própria aceitação não somente do que digo em termos da informação respeitante à mudança, mas de me sentir verdadeiramente confortável com isso e isenta de medo de ser levada à fogueira. (A Donnalie ri e o Elias dá uma risada) Por isso pensei que talvez pudesses dizer-me algo acerca disso, por sentir uma vontade real de conhecer mais e mais acerca da criação de leitores para este livro e sobre o rumo que tomo, que é o de sinceramente confiar no que transmito e de me divertir com isso.

ELIAS: Essa é a questão. (Dá uma risada) Tu hás-de conduzir a ti ou produzir o que identificas como leitores à medida que te permites confiar e descontrair-te na confiança da capacidade que tens de gerar essa manifestação.

LYNDA: Certo, ena. Só quero dizer que me encontro definitivamente a mover nessa direcção, e isso me resulta verdadeiramente divertido.

O Michael empregou uma analogia tremendamente fixe, a meu ver, na conversa que tivemos ontem, na marcação que fez da sessão que está a ter lugar. Ela falava da imagética envolta no conceito de mover um penedo. No caso da agitação particular com que ela estava a lidar pessoalmente, que se assemelhava à remoção um penedo, mas então, ao invés de ir contra ele, ela decidiu relaxar em face do facto e acompanhar a emoção que o envolvia.

Apenas esse pequeno palpite acerca da acção que exerceu, e quando voltei costas apliquei o mesmo numa situação similar que representava a remoção do meu próprio “penedo”, e permiti-me genuinamente sentir o sentimento de desespero ou de frustração que envolvia ao invés de o forçar e provocar tensão, o que representou uma acção um tanto diferente para mim. Ao fazer isso, não só passei a avançar com maior rapidez como dei lugar à criação duma correspondência com este indivíduo que resulta particularmente divertida para mim, e fiquei chocada.

Creio que ambos os casos estejam ligados em termos da criação desta pequena interacção divertida que estou a criar, mas parece-me a mim que esse princípio de nos apoiarmos ao invés de combatermos a vaga da duplicidade ou a vaga de frustração teve muito que ver com isso, e eu interrogo-me se desejarás comentar o ocorrido.

ELIAS: Sim, tens razão, por te permitires empregar informação através dessa interacção que estabeleces com o Michael, em cujo âmbito te permites representar esses conceitos por meio dum entendimento objectivo que sugeres a ti própria por intermédio do exemplo. Essa é a imagética objectiva que apresentas a ti própria que te propicia um exemplo de certos conceitos que debatemos só que de um modo que possas compreender concretamente na tua realidade actual.

Na realidade, isso serve de exemplo para os conceitos que vos apresentei subordinados ao relaxamento e ao facto de não gerardes luta e a pressão em relação às experiências que tens, e em reconhecimento de que a apresentação da emoção comporta uma mensagem, e não meramente um sinal.

LYNDA: Isso para mim faz sentido, porque apesar da emoção... penso que o rumo que tenha vindo a tomar no caso da emoção tem sido em termos absolutos, porque as minhas emoções muitas vezes têm sido do tipo temeroso ou depressivo ou então rotulo-as de “más”, pelo que me esforço por as afastar. Percebo com uma maior clareza que se me volta para elas ao invés de as afastar elas passam, mas isso parece-me verdadeiramente interessante por perceber onde as terei rotulado, e julgado... bom, não apenas julgado mas limitado a sua comunicação ao julgá-las desse modo.

ELIAS: Justamente, porque ao instaurares essa forma de julgamento, também crias uma resposta automática no sentido da eliminação da emoção por ser desconfortável, e na pressão para tentares eliminar a emoção, ou para a repelir por intermédio do pensamento ou a alterares, apenas recebes o sinal e não prestas atenção à mensagem.

LYNDA: Certo. Isso está a começar a fazer sentido para mim. Penso que aquilo que era um pouco mais confuso é familiarizar-nos com a parte da escolha desse processo, porque conforme debatemos da última vez, não existe... Estou apenas começar a voltar-me e a prestar atenção ao que estou de facto a escolher instante a instante ou a sensação disso proporcionou-me realmente um volume de informação sobre, por exemplo, este outro indivíduo de quem temos estado a falar. Não importam as emoções nem os pensamentos que tenha acerca desta pessoa, eu observo-me a escolher uma direcção específica, com a confiança de estar a proceder a diferentes escolhas e a diferentes tipos de criação.

Mas, Elias, como bem sabes, esta ideia de me conceder a mim própria permissão para criar aquilo que quero é verdadeiramente bastante nova para mim, e é bastante divertida. Além disso também é bastante motivador permanecer no momento sem expectativas. Mas mesmo que alimente uma pequena expectativa, isso não dá cabo de mim, entendes o que quero dizer? (Elias ri) Tem sido mais normal com este meu fluir, o qual é verdadeiramente divertido.

Estou a validar-te – esta manhã obténs um ponto!

ELIAS: Ah! Obrigado. (Dá uma risada)

LYNDA: Não tens de quê. Isto é bastante divertido... oh meus deus! Eu sei o que queria fazer.

Se te for aceitável, eu sei que já dispensaste informação nas sessões acerca do nosso querido irmão Adolfo – é uma pilhéria! – e quando te falei da impressão que tinha e disse que era a de que ele pertencesse à família Zuli e alinhasse pela Vold, e nessa altura validaste-me isso... desculpa, pertencia à vold e alinhava pela Zuli - o que me validaste na altura. Mas então o Deane questionou-te sobre o alinhamento dele e tu respondeste Ilda, e o Deane questionou a informação. Tanto a Lawrence como eu comentamos o mesmo, de se tratar de algum tipo de flutuação da energia, ou que ele fosse ambas as coisas. Eu só queria esclarecer para que fique registado, da tua parte, se estiveres disposto a isso, acerca do alinhamento dele.

ELIAS: Tens razão na identificação que estabeleces da flutuação, por assim dizer, porque o foco do indivíduo alterna no alinhamento que assume.

LYNDA: Oh, é interessante, foi o que o Michael pensou que pudesse ser. É um desvio. Hey, Donnalie, estás acordada?

DONNALIE: Estou. (Elias desata a rir)

LYNDA: Já sabes como esta malta que possui uma orientação intermédia adormece com facilidade! (Elias ri) Penso que partilhe um monte de focos com esta Mallory, e penso... Ela soa-me tão familiar! Porque me será esta pessoa tão familiar?

ELIAS: Já respondeste à tua questão!

LYNDA: Ah, certo – nós partilhamos muitos focos juntas. (Elias ri) Afeiçoa-se-me verdadeiramente divertido.

Tu pareces-me realmente familiar, Donnalie. Tens alguma pergunta que gostasses de colocar ao nosso amigo, Elias?

DONNALIE: Sim, tenho uma. Existirá alguma diferença em apenas querermos uma coisa e a criação dela? Quero dizer, penso que possamos voltar-nos na direcção da não criação disso, mas isso não se instaurará por si só, ou será que instaura?

ELIAS: Deixa que te diga, antes de mais, que qualquer direcção para que vos volteis e pela qual definais qualquer escolha em particular respeitante a um assunto qualquer, a cada momento em que definais uma escolha todas as probabilidades são desse modo instauradas, mas nem todas as probabilidades são inseridas nesta realidade física que reconheceis. Escolheis uma e manifestais essa num instante em particular, mas todas as outras probabilidades associadas a essa matéria são igualmente manifestadas em realidades prováveis que, por assim dizer, existem em paralelo com esta realidade física que reconheceis.

Agora; em associação à tua pergunta respeitante às vontades, podeis empregar o vosso processo do pensar e expressar um pensamento associado a uma vontade, e podeis não criar necessariamente essa vontade. Porque vós criais aquilo em que vos concentrais, e criais expressões ou manifestações em associação com qualquer direcção em que estejais a mover-vos numa altura ou instante particular.

Bom; deixa que explique. A vossa concentração traduz a expressão da vossa atenção. A vossa atenção NÂO são os vossos pensamentos. Consequentemente, o que pensais não é necessariamente aquilo em que vos concentrais.

Os pensamentos são concebidos na vossa realidade física a fim de traduzirdes e interpretardes a informação que forneceis a vós próprios. Vós proporcionais informação a vós próprios de muitíssimas formas. O pensamento em si mesmo não consiste numa comunicação; mas num mecanismo de tradução. Por isso, por vezes criais um pensamento que vos expressa a identificação de uma vontade, mas pode não se tratar duma tradução exacta, porque o facto dessa tradução do pensamento ser exacta ou precisa ou não depende da direcção para onde dirigis a vossa atenção. Pode ser parcialmente correcta.

Podes expressar uma vontade a ti própria por meio do pensamento, e indirectamente ser correcta; mas a identificação da vontade pode achar-se distorcida por a tua atenção se achar dispersa, e se a tua atenção se achar dispersa, o mecanismo do pensamento entra em acção a fim de avaliar todas as direcções que a tua atenção assuma num momento particular, o que pode confundir o processo do pensamento. Por isso, ele reúne toda a informação disponível e em meio à compilação de todas as diferentes expressões de informação que são proporcionadas poderá dar-te conta da identificação duma vontade, quando na realidade, o querer genuíno pode achar-se camuflado. (Pausa) Deixa que te sugira um exemplo.

DONNALIE: Isso havia de ser porreiro. Sinto muitas dificuldades em te compreender quanto falas. (Elias ri) Concentro-me tanto que até cruzo os olhos!

ELIAS: AH AH! Não é necessário empregar o pensamento a tal ponto extremo! (A Donnalie ri)

Podes, num momento particular, expressar um pensamento para ti própria de nesse momento quereres ingerir gelado.

Bom; em resposta a esse pensamento que identifica o querer, adquires uma caixa de gelados e começas a consumir um gelado objectivo, e dentro de poucos instantes expressas outro pensamento a indagar e dizes para contigo própria, “Bom, este gelado não é satisfatório, mas pensei querer tomá-lo. Agora estou confusa, por não me sentir satisfeita com este gelado.” E pões o gelado de parte, e ponderas na confusão sobre a razão porque não te terás satisfeito com a ingestão do gelado, por teres claramente identificado no íntimo a VONTADE por esse gelado.

Bom, este é um exemplo da criação duma identificação por intermédio do pensamento dum querer que não é claro. É uma distorção. Estás a tentar identificar um desejo que está a obter expressão interior. A tradução objectiva por meio dos pensamentos do desejo foi-te expressada sob a forma duma vontade, só que se trata duma vontade que não se apresenta clara – apesar de te parecer que possua bastante clareza e seja bastante específica, por teres voltado a atenção para os pensamentos.

Ao voltares a tua atenção inteiramente para os teus pensamentos e deixares de prestar atenção ás comunicações – lembra-te de que o pensamento não consiste em comunicação nenhuma, mas sim numa tradução – por isso, ao deixares de prestar atenção às comunicações e ao focares a tua atenção com intensidade no mecanismo do pensamento, tu automaticamente passas a confiar no pensamento e automaticamente respondes a esse pensamento de um modo absoluto.

Ora bem; ao responderes ao pensamento e reconheceres que a vontade terá sido expressada de forma inexacta, ficas confusa e questionas-te, dizendo para contigo: “Se o gelado não corresponde ao que desejava, que SERÁ que quero?

Bom, assim que identificares que o pensamento tenha sido inexacto e te tenhas questionado quanto à identificação da vontade genuína, poderás voltar a atenção para as comunicações efectivas – as impressões que tenhas, os teus sentidos, a tua intuição, as tuas emoções – prestar atenção intimamente ao que estás efectivamente a FAZER. O desejo do gelado terá representado uma tradução dos pensamentos em resposta à emoção subtil dum anelo. O sentimento desse anelo constitui o sinal. Vós identificais rapidamente os sinais de forma objectiva, mas também colocais automaticamente um travão nesse sinal. A vossa atenção volta-se para o sinal, e passais a responder por uma mera identificação dele, do sentimento de anelo. Muitos não se permitem prestar atenção à mensagem que lhes é ofertada juntamente com esse sinal.

A emoção não é uma reacção. jamais consiste numa reacção. É uma comunicação, e nesse instante a emoção expressa uma comunicação a identificar precisamente o que estais a fazer intimamente nesse momento. Mas se não receberdes a mensagem, apenas dareis continuidade ao sinal e confundir-vos-eis.

Agora; nos sinais que julgais provocarem desconforto, a vossa resposta automática vai no sentido de cancelardes o sinal por intermédio do pensamento, ao procurardes alterar a sensação por meio do pensamento, ou no sentido de exercerdes pressão sobre a emoção - o sinal - e afastá-lo ao vos distrairdes para não sentirdes mais essa sensação.

Por isso, em relação às vontades, muitas vezes os vossos pensamentos traduzem com exactidão as vossas comunicações, e muitas vezes os vossos pensamentos DÃO-VOS CONTA duma tradução genuína e exacta por meio da expressão das vontades, e por isso confiais na tradução dos vossos pensamentos. Mas muitas vezes a tradução não é exacta, o que gera confusão e frustração.

O modo por meio do qual podereis reconhecer se os vossos pensamentos estarão a traduzir ou não com exactidão passa pela criação dum sistema na vossa realidade por meio do qual proporcionais a vós próprios vários modos de comunicação. Nas alturas em que os vossos pensamentos estão a traduzir de forma imprecisa, os sistemas de comunicação ganham expressão e começam a identificar-vos a existência dum mal entendido que o pensamento envolve. Passais a apresentar a vós próprios imagens físicas, ou apresentareis a vós próprios uma emoção, ou então apresentareis a vós próprios impressões;  mas a armadilha está em que vos tenhais todos tornado bastante familiarizados com o acto de confiardes no pensamento e de prestardes atenção ao pensamento a um ponto extremo, e permitis-vos voltar-vos no sentido da alteração das vossas escolhas baseados na tradução dos vossos pensamentos, e subsequentemente a esses tipos de acção, instaurardes conflito ou desapontamento ou frustração. Essa é a razão porque vos digo a todos repetidamente para vos permitirdes familiarizar-vos convosco próprios, e para prestardes atenção a vós próprios e às comunicações que transmitis a vós próprios.

Posso-te dizer, Mallory, que no teu íntimo dás expressão a um desejo de praticares o acto de prestar atenção ao que identificas como instinto. Isso que identificas como instinto é sinónimo do que poderei expressar-te como representação da intuição, daquela voz que te fala com autenticidade, daquela voz em que podes confiar, e que não te trairá. Só que tu debates-te com essa voz e desafias-te com o emprego do pensamento. Suprimes essa pequena voz em meio ao teu pensar.

DONNALIE: Então essa é a voz a que devemos dar ouvidos.

ELIAS: É, ao invés de criares um duelo contínuo entre os pensamentos e a voz da tua intuição.

DONNALIE: Por recorrer bastante a isso.

ELIAS: Estou bem ciente disso.

DONNALIE: Sabes porque razão colocamos estas perguntas de forma indirecta? Sabes do que estamos verdadeiramente a falar quando por vezes o fazemos? (Ri)

ELIAS: Por meio da vossa expressão de energia, certamente. Também te posso dizer que podes considerar – prestar atenção – quando te expressas de modo indirecto. Em que estarás a deixar de confiar? Qual será a natureza da tua preocupação e o medo que sentes nas alturas em que escolhes “atravessar o teu país todo a fim de atravessares a rua”? E que estarás a evitar?

Por que te posso dizer de forma genuína, tal como já o fiz muitas vezes em relação a outros indivíduos, nas alturas em que te permites expressar com clareza uma pergunta, também passarás a compreender com mais clareza, e posso-te dizer igualmente, o que já proporcionei muitas vezes por meio deste fenómeno, que apesar de todos vós acreditardes existirem segredos na vossa realidade, isso é uma ilusão, porque efectivamente na consciência não existem segredos. (Ri)

LYNDA: Tu ris-te!

ELIAS: Não importa; isso também não comporta qualquer reprovação. Ao conversares com esta essência, posso-te dizer com toda a verdade que não se apresenta a menor reprovação. Não tem importância – as vossas escolhas são apenas as escolhas que elegeis. As experiências que fazeis não passam duma exploração. Não existe bem nem mal nem escolhas piores. Elas são apenas escolhas destinadas à experiência de um dado momento; não constituem nenhum reflexo do vosso mérito nem do vosso valor, por na realidade não poderem sofrer afectação por parte de nenhuma das vossas escolhas.

DONNALIE: Bom, essa foi violenta – mas não pela negativa! (Ri, enquanto o Elias dá uma risada) Preciso que ponderar nisso. Não sei que responder a qualquer dessas coisas!

ELIAS: Ah ah ah ah! Muito bem!

DONNALIE: Ainda aí estás, Ruther?

LYNDA: Estou. Isso dirige-se a mim, a Ruther! (Riem todos) Elias, tu falas verdade! Obrigado por isso.

ELIAS: Não tens de quê.

LYNDA: Penso que o verdadeiro papão do julgamento e do carma se torne bem penetrante nesta dimensão, e em muitos fusos horários, e eu nem sequer me tinha apercebido disso, Mallory. É tão automático pensar que venham a resultar consequências. É tão difícil. Eu adoro simplesmente o que estás a dizer, Elias, porque concentrar-me em ti no momento e confiar em mim soa plausível.

ELIAS: Justamente! Mas na realidade, como não existe expressão nenhuma efectiva de causa e efeito, isso não passa duma mera expressão das vossas crenças. Não existem consequências para todas as acções que vós próprios não criais. Isso não passa duma reacção às vossas crenças.

LYNDA: Nós apenas fizemos isso por uma questão de gozo e pela experiência - peço desculpa? (Elias ri) Oh meu deus!

ELIAS: Porque não havereis de explorar cada aspecto desta realidade física com todas as experiências que contem?

LYNDA: Correcto, isso eu entendi!

ELIAS: Lembra-te de que a concepção física desta dimensão física consiste na emoção e na sexualidade. Por isso, porque razão havereis de conceber uma dimensão física destinada a explorardes a sexualidade e a emoção para depois o deixardes de fazer? Ah ah ah!

LYNDA: Em todas as suas nuances.

ELIAS: Precisamente!

LYNDA: Pois, eu estou sempre a repetir-te o mesmo, Elias, mas não, não, não, não, não... isso não soa a verdade; mas tudo bem, óptimo! (Elias ri)

ELIAS: Eu vou continuar os meus estudos, Ruther. (A Donnalie desata a rir)

LYNDA: Vai haver um exame.

ELIAS: Muito bem.

LYNDA: Obrigado. Foi formidável. Penso que já terminei, irmã Mallory, não és?

DONNALIE: Com certeza.

ELIAS: Muito bem! Expresso-vos a ambas um tremendo afecto como sempre e um reforço e uma confirmação de completa aceitação. Talvez possais ofertar esta aceitação a vós próprias igualmente, mas entretanto, podeis recebe-la da minha parte. (Ri)

A cada uma, nesta manhã, apresento-vos um carinhoso au revoir.

MANIFESTAÇÃO DE UM AUTOMÓVEL



SESSÃO #894
"Manifestar um Automóvel"
"Vós Não Estais a Co-Criar"
Sexta-feira, 31 de Agosto de 2001 (Privada/Telefone)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes: Mary (Michael) e Neal (Vasage)

ELIAS: Bom dia!

NEAL: Bom dia, Elias! É bom ouvir a tua voz.

ELIAS: Ah, ah! E de que modo vamos prosseguir?

NEAL: Penso que gostava de prosseguir no enquadramento da duplicidade com que me acho envolvido, em relação às minhas próprias crenças e às crenças oriundas da consciência das massas, respeitantes à manifestação deste novo veículo o qual estou a tentar implementar com alegria – pelo menos durante as últimas horas a esta parte – mas que me tem vindo a tomar a atenção nos últimos três ou quatro dias.

ELIAS: Muito bem. Diz-me qual é a natureza da tua preocupação e do conflito que sentes.

NEAL: Estou em busca duma compreensão que me permita criar este carro com menos conflito do que aquele que já experimentei. Do meu ponto de vista, logicamente, alguém devia… Estou a tentar fazer algo que devia, pelo menos segundo as crenças da consciência das massas, representar um processo mais fácil, e a tentá-lo de modo tão fácil quanto a concessão dum empréstimo para obter o carro, no que diz respeito à manifestação do dinheiro – que parece crescer toda a vez que converso com aqueles envolvidos – como estando interessados num adiantamento.

Eu descubro que toda a vez que sinto vir a tornar-se fácil, surge algo. Estou consciente de estar a ter parte nisso e aceitei isso, mas existe igualmente os outros cujas escolhas estão envolvidas. Só estou a tentar compreender, de que modo o poderei tornar mais divertido? De que modo o poderei tornar mais fácil? Como o poderei tornar menos stressante para mim?

ELIAS: A chave, no que estás a expressar e à qual te poderás permitir prestar atenção, é a crença que revelas respeitante ao envolvimento dos outros. Aquilo que estás a apresentar a ti próprio é uma demonstração das crenças das massas relativas ao conceito de que vós criais a vossa realidade.

Nesse sentido, aquilo que estás a fazer é a seguir as crenças das massas no método da criação da vossa realidade, e ao seguires tal método, estás a apresentar a ti próprio a oportunidade de ver como esse método na realidade não realiza o que esperas. Isso, na verdade, oferece-te não só um exemplo, como uma experiência concreta do que não tem cabimento na nova realidade.

Bom, deixa que te ofereça uma explicação. Existem crenças colectivas que são expressadas em relação à vossa recente expressão da metafísica, que no vosso idioma identificais como o pensamento da Nova Era, por assim dizer. Essas crenças das massas exprimem-vos métodos específicos que podeis usar e aplicar no vosso avanço, e que vos permitirão criar aquilo que quereis. Mas na realidade, vós não estais a implementar a criação desta mudança da consciência no vosso foco em termos do futuro; já estais a alterar e já tereis procedido à alteração de aspectos da vossa realidade física em alinhamento com esta mudança da consciência. Por isso, os métodos que posam ter sido usados anteriormente no alinhamento das crenças das massas não têm mais cabimento na realidade que estais presentemente a criar.

Agora; para te explicar em que consistem esses métodos e do que NÃO encontra mais cabimento na tua realidade actual, poderás permitir-te reconhecer o que terás efectuado. Tu seguiste claramente o método expressado pelas crenças das massas: dirigir os teus pensamentos para o objecto do teu desejo, visualizar o que queres, concentrar a atenção do pensamento objectivo nessa visualização do objecto – nesse cenário, o veículo – expressando para ti próprio que confias em que o manifestarás, e subsequentemente criarás uma actuação que venha a produzir a manifestação do que queres.

Bom; esta é a identificação do método do movimento no alinhamento com as crenças das massas. Duma forma subjacente, esse método consiste na identificação do modo como manipulas a tua energia a fim de ultrapassares obstáculos que possam ser potencialmente expressados e que possam bloquear-te a tua capacidade de criares aquilo que queres na obtenção desse veículo. Também existem expressões de associações subjacentes no sentido de estares a co-criar conjuntamente com outros indivíduos. Na breve exposição do conflito que te invade tu expressaste todas essas identificações.

Ora bem; a razão porque estás a experimentar dificuldade e conflito e expressas desencorajamento e ansiedade deve-se ao facto de estares a tentar incorporar aquilo com que te achas familiarizada nesse método, o que na verdade não tem mais cabimento no movimento da vossa realidade.

Antes de mais, vou-te dizer que tu NÃO estás a criar em parceria (co-criar). Não importa quais sejam as escolhas que os outros expressem. Quando apresentas a ti próprio manifestações físicas de outros indivíduos e das escolhas que expressam, tu estás a gerar uma projecção física real, por meio da tua percepção, da interacção existente entre ti e esses outros indivíduos.

Os outros indivíduos, como referiste, alinham pelas crenças das massas e expressam-te isso no alinhamento com essas crenças estabelecidas pelas massas, relativas às transacções de negócios aceitáveis e inaceitáveis, transacções e interacções convencionais. Tu estás a tentar permitir-te expressar interacções e transacções não convencionais, só que continuas a expressar isso em alinhamento com as crenças. Não importa que o teu pensamento te diga que não alinhas pelas crenças das massas. Tu ESTÁS a alinhar por essas crenças e estás a expressá-las em ti próprio, e por isso estás a reflectir precisamente isso a ti próprio através do espelho da interacção com os demais.

Além disso também estabeleces uma associação com a crença de que aquilo que estás a criar seja alcançar um objecto que ainda não possuis. Por isso, estás uma vez mais a tentar encaixar uma peça redonda num orifício quadrado da tua presente realidade, porque tu não estás a conquistar esse objecto pela parte de mais ninguém, estás a criá-lo. TU estás a manifestá-lo. Tu já o possuis, trata-se apenas duma questão de o inserires na tua realidade física objectiva por meio da projecção da tua percepção, a qual cria a toda vossa realidade da matéria física. Ela também cria os indivíduos com quem estás a interagir. Tu interages directamente com a expressão da energia projectada pelos outros, mas aquilo com que estás a interagir, nas manifestações físicas actuais é criação TUA.

Nesse sentido, a luta que estás a expressar é com a redefinição real da tua realidade. Não é a manifestação do veículo nem a interacção com os demais que estão a criar esse enorme desafio em ti. O que está a assomar esse enorme desafio é voltar a roda da tua atenção a fim de conduzires o barco da tua percepção numa direcção diferente, e reconheceres com autenticidade a realidade de que TU estás na realidade a criar e a escolher essas acções todas. Elas não estão a acontecer-te a TI. Tu próprio estás a criá-las, até mesmo os outros indivíduos. Tu também os estás a criar.

Deixa que te diga, meu amigo, que esta concepção particular consiste num instrumento fantástico, por te reflectir com precisão, clareza e de forma imaculada aquilo que estás a criar em todos os pormenores. Tu apresentas a ti próprio interacções com outros indivíduos que te parecerão estarem a bloquear a capacidade que tens de manifestares o que queres, e esses indivíduos reflectem-te com exactidão a identificação das tuas próprias crenças e dúvidas, o alinhamento que estabeleces com os métodos que na verdade não te criam aquilo que queres.

Os vossos pensamentos não vos criam a realidade. Os vossos pensamentos são concebidos para interpretar e traduzir comunicações, ou informação. A visualização aproxima-se bastante do alinhamento com o pensamento, e a mera visualização duma vontade não é o que irá actualizar essa vontade; é a percepção que a actualizará. Tu apresentaste a ti próprio uma espantosa oportunidade de veres com bastante clareza o teu alinhamento com as crenças das massas conforme são expressadas na vossa metafísica, as crenças das massas expressadas nos movimentos convencionados da sociedade, e o teu próprio desafio para redefinires a tua realidade individual.

Deixa-me dizer-te, meu amigo, se tu voltares a tua atenção para ti próprio e ofereceres permissão a ti próprio para criares o que queres tu próprio, sem a intersecção de mais ninguém, poderás proporcionar a ti próprio o reconhecimento duma formidável liberdade renovada. De certa forma, os movimentos que tens vindo a expressar, recentemente, na tua concepção, consistem no acto de tentativa de impores as tuas escolhas aos outros e de afastares as suas escolhas, associando às crenças que comportas que estejam a co-criar juntamente contigo.

Posso-te dizer que, se voltares a tua atenção para ti poderás permitir-te remover a tua elevação da dúvida na tua própria capacidade de criar cada aspecto da tua realidade e de aplainar o monte das crenças que te referem que apenas poderás criar certos aspectos dessa tua realidade e que outros aspectos te serão ditados pelos demais indivíduos, pelas situações ou pelas circunstâncias.

Literalmente, não importa o que os outros escolham, porque eles não te estão a criar a realidade, não te estão a criar a percepção, nem te ditam quais deverão ou virão a ser as tuas escolhas. A chave reside numa confiança genuína das tuas capacidades. (pausa)

NEAL: Obrigado.

ELIAS: Posso-te dizer que a preocupação que sentes com o tempo também se acha em alinhamento com as crenças que abrigas, porque no teu íntimo deste lugar à associação de que, se não estiveres a manifestar a realização do que queres num certo período de tempo, terás falhado. Terás falhado a oportunidade de proporcionar a ti próprio a validação, e a associação com o fracasso sai reforçado com a crença de que se não estiveres a manifestar essa vontade num certo período de tempo, quanto mais tempo passar, mais difícil se tornará de manifestar – o que na realidade está incorrecto, porque o tempo não importa.

Se confiares genuinamente na tua habilidade de criar aquilo que queres, a despeito do que vejas estar a ser expressado for a de ti próprio, poderás criar a manifestação do que queres em qualquer momento. Mas o envolvimento da tua preocupação com o tempo também te está a proporcionar informação, porque te reforça igualmente a crença de que já não possuis o que queres, mas estás a alcançar essa vontade – mas não estás a alcançar, de todo. Tudo o que pode existir, tudo o que pode ocorrer, tudo o que virá a ser, tudo o que existe em potencial já o possuis dentro de ti. E não estou a falar no sentido figurado nem metaforicamente.

O veículo é composto de elos de consciência que se configuram a eles mesmos em grupo a fim de criarem o que em termos físicos definis e associais como átomos, os quais se configuram em conjunto a fim de criarem materiais específicos que identificais como metais e tecidos e óleos. Não importa; todas essas configurações físicas compostas de átomos na verdade consistem em agrupamentos e configurações de elos de consciência. Eles são todos expressados no vosso interior, e vós sois quem os dirigis. Esta é a identificação mais básica de vós, enquanto consciência.

Eu estou consciente de que a identificação que fazes da tua realidade física relativamente a este veículo seja a de que, noutro local físico do teu planeta outros indivíduos se achem atarefados a montar em conjunto um veículo que por sua vez é transportado para outro local físico e posto à disposição de outros que por sua vez o apresentam ao que encaras como sendo o público, à vossa sociedade; e de que te deslocas para outro local específico, vês um veículo específico que já se encontra em existência, que terá sido concebido e produzido por outros e que agora estará a ser vendido por outro indivíduo, e que terás que passar pelo processo de comprar o veículo que terá sido fabricado por outros e está a ser colocado à venda por outro indivíduo e a ser adquirido por meio duma compra, por ti próprio.

Essa é a ilusão; nisso consiste o jogo. Esse é o movimento concreto da encenação, da interacção que propondes a vós próprios em relação a esta dimensão física e à interacção que mantendes com os outros. Isso consiste na expressão da concepção física do vosso jogo nesta realidade física.

Na realidade isso é uma ilusão. Porque tu és os outros indivíduos e TU montas esse veículo, e na realidade o veículo que acreditas estar a adquirir tu terás na realidade configurado fisicamente por meio da tua percepção, e ele é concepção tua, manifestação tua. O veículo que percebes estar a adquirir e que te permites conduzir em termos reais será manifestado nesse momento.

Tu ainda não o inseriste na tua realidade, por não estares a ocupar a tua atenção com a manifestação real do veículo mas com o processo, por ele te proporcionar muita informação relativa ao modo como estás a criar a tua realidade e na realidade te estar a oferecer a oportunidade de perceberes os movimentos que empreendes nesse processo, as tuas crenças, as expressões que empregas, o modo como conduzes a tua percepção por meio da atenção e o modo como todas essas expressões e movimentos interagem a fim de criarem a tua realidade.

Na realidade isso, meu amigo, consiste num dom formidável que estás a estender a ti próprio, um abrir caminho, por assim dizer, na expressão de relacionamento contigo próprio: uma permissão para identificares as crenças que estão a influenciar, as respostas automáticas, as associações que são automaticamente estabelecidas, os métodos usados, os obstáculos que são automaticamente expressados em associação com os métodos e as crenças, a importância da confiança nas tuas capacidades, e o reconhecimento da autenticidade do que até agora tem sido o conceito de que tu na verdade crias cada elemento e cada expressão da tua realidade. Que magnífico exemplo tu ofereceste a ti próprio através de imagens objectivas e da interação com os outros.

Nesse sentido, tu estás a ter esta interacção comigo a fim de clarificares e também a fim de lembrares a ti próprio o facto de não estares a eliminar crenças, mas estares apenas a permitir-te tomar consciência dela, a reconhecer a sua existência, o alinhamento que estabeleces com elas, e a proporcionar a ti próprio uma oportunidade de estabeleceres uma escolha ao invés duma reacção automática, a qual te proporcionará liberdade.

Meu amigo, não te deprecies. Dependendo da intensidade do desejo que tiveres numa determinada altura, por vezes escolhes proceder à criação de cenários de experiência duma intensidade que te motivará de forma objectiva a fim de te levar genuinamente a examinar e a explorar precisamente o modo como estás a criar cada aspecto particular da tua realidade. Tal como mencionamos previamente, isso é expressado por uma forte curiosidade que sentes no teu íntimo.

NEAL: Eu gostava de explorar.

ELIAS: A exploração dos mecanismos e da forma como eles criam. Por isso tu empreendes uma exploração dos teus próprios mecanismos e do modo como realmente TU estás a criar a tua realidade efectiva. E estás correcto na identificação de estares a proporcionar a ti próprio a examinação daquilo em que acreditas estar a criar de impossível, não apenas em relação aos outros ou à tua sociedade ou às crenças das massas ou a desafiar o conceito da criação em parceria em oposição ao conceito de tu criares a tua realidade toda, mas também de estares a apresentar a ti próprio a impossibilidade de na realidade produzires e manifestares um objecto físico dessa magnitude. (pausa)

No conceito que fazes, isso representa uma apresentação significativa da manifestação duma maçã na palma da mão. Ah, ah, ah, ah!

NEAL: Pelo menos a definimos cor correctamente, não? (O Elias ri ruidosamente) Nesse processo, já vi uns poucos de carros, mas senti que este estaria mais no alinhamento com o meu objectivo.

ELIAS: E está a fornecer-te muitas imagens, não será correcto?

NEAL: Absolutamente, absolutamente.

ELIAS: (Ri) A sugestão que te estendo, meu amigo, é a de que continues a tua exploração e o exame do modo COMO estás a criar a tua realidade, e voltes a tua atenção para as tuas capacidades e confies em ti próprio, e que o expresses num tom de divertimento.

Com esse processo permitiste-te tornar-te muito sério, e com essa seriedade estás a expressar uma maior tensão e um maior conflito. O teu foco não sofrerá qualquer interrupção com essa exploração em particular. (ri para dentro) Tu estás apenas a explorar as tuas capacidades, meu amigo; diverte-te com a tua exploração. Tu empreendes o JOGO da realidade física. Na realidade a consciência toda acha-se ocupada a desempenhar o jogo da descoberta e da exploração, e expressa-se em muitas, muitas, muitas dimensões e áreas da consciência, e fá-lo de forma divertida. (pausa)

NEAL: Então, se redireccionar a minha atenção para a experiência divertida, estarei a inseri-la na minha realidade, apesar de…

ELIAS: E se confiares em ti próprio de que na realidade deténs a capacidade de manifestar o que queres a despeito do quanto pareça exteriormente ser impossível, porque isso não tem importância. Mais ninguém to dita a ti. Mais ninguém manifesta a tua realidade. TU estás a manifestar essa tua realidade.

NEAL: Bem, até ao presente tem sido uma experiência de terraplanagem. (Elias ri) E eu pude sentir esse tipo de mudança que esta experiência conseguiu actualizar em mim.

ELIAS: Exacto.

NEAL: Eu não precisarei mais de o fazer desse modo, mas…

ELIAS: Mas eu posso-te dizer, meu amigo, não te laces na armadilha na expressão dessa crença, porque não se trata da questão de saberes se TERÁS DE criar desse modo de novo ou se terás de criar desse modo no presente momento. Estás a ESCOLHER propositadamente neste momento criar desse modo, oferecer a ti próprio informação na exploração que estás a empreender; e poderás escolhe-lo no futuro, mas isso não passa de escolhas.

Eu posso-te dizer que as diferenças das escolhas é que neste presente momento tu estás a escolher reacções automáticas em alinhamento com crenças, e não estás a proporcionar a ti próprio uma consciência clara e objectiva ainda em relação a outras escolhas que incorporas igualmente, por estares a depreciar e a duvidar da tua capacidade de criares a tua realidade toda, e estás a questionar se de facto criarás de facto essa realidade toda ou se outro indivíduo criará certos elementos dela em parceria.

Por isso, nesta experiência, tu estás a questionar e a examinar, e tal como referi anteriormente muitas vezes, a experiência é que te proporciona conhecimento, por te proporcionar um reconhecimento real e uma compreensão dos conceitos que apresentas a ti próprio. Sem essa expressão da experiência obtida na vossa dimensão e realidade física, os conceitos permanecerão exactamente conceitos, e tu não compreenderás duma forma objectiva nem os inserirás na tua realidade efectiva até que proporciones a ti próprio a experiência inerente ao conceito – e isso é o que estás a apresentar a ti próprio neste momento.

NEAL: Então penso que isso seja bom. (Elias ri)

Eu tenho umas quantas perguntas para te colocar que servem como um alívio para esta intensidade toda.

ELIAS: Muito bem!

NEAL: Eu notei, no material que já li… De repente esqueci a frase, mas é chave para o nosso sonhar; é um aspecto que sempre utilizamos que serve de chave no sonhos.

ELIAS: O vosso factor do despertar do sonho.

(Os factores de despertar dos sonhos são os elementos que se apresentam repetidamente no vosso estado de sonhar de forma consistente e contínua, apesar de poderdes não ter consciência objectiva desse factor particular. Mas em cada uma das alturas em que criardes imagens, haveis de imaginar uma dada coisa, uma imagem consistente que constitui o factor desencadeante inerente ao sonho.
É uma abertura. Cada um de vós possui símbolos com que vos identificais no vosso conhecimento objectivo. Isso é igualmente identificável ao nível subjectivo, e no vosso estado de sonhar, vós intersectais em meio a muitas acções um determinado símbolo tanto objectiva quanto subjectivamente. Se notardes e estiverdes a prestar atenção à actividade que estais a ter no sonhar, podereis identificar esses despertadores do sonho, esses símbolos que são, no vosso conceito, dotados de significado, por servirem de intersecção entre a consciência objectiva e a subjectiva. Nesse ponto de intersecção podeis transcender a objectiva. Sessões #138 e #275)

NEAL: De despertador do sonho, sim. Eu tenho andado à procura por esse factor em mim, mas o melhor que já consegui foi ver-me a mim próprio.

ELIAS: Tens razão, apesar do despertador do sonho na realidade ser mais preciso e se expressar como uma parte em particular do vosso corpo físico. Ora bem; quererás tentar identificar qual?

NEAL: A minha primeira reacção vai para as mãos.

ELIAS: Tens razão.

NEAL: Então, quando começo a deixar-me escorregar para o estado de sono e começo a cair nesse estado, se me permitir experimentar visualizar as minhas mãos deverá provar… Deverá proporcionar-me uma maior recordação dos sonhos?

ELIAS: Se te permitires reconhecer o despertador do sonho em meio ao sonho, e te permitires fundir a essa imagem em particular durante o acto de sonhar, sim, poderás proporcionar a ti próprio a liberdade de te deslocares seja em que direcção for.

NEAL: E dessa forma isso age como um portal, uma entrada.

ELIAS: Exacto.

NEAL: Penso que ainda disporemos duns quatro ou cinco minutos, e sei que esta é uma questão alargada. O relacionamento que terei com os videntes, com o meu aspecto de vidente, de que modo poderei usar esse aspecto da minha natureza de modo mais profícuo?

ELIAS: Podes utilizar esse aspecto de ti do mesmo modo que poderás utilizar qualquer aspecto de ti. Se o escolheres, poderás permitir-te deslocar-te no estado de sonho, por ser esse um movimento natural cómodo, ou podes permitir-te descontrair e incorporares visualização. Podes empregar uma meditação, ou permitir-te um reconhecimento claro desse aspecto de ti no estado de vigília ao dares atenção a ti próprio e através da exploração íntima de ti próprio, e fornecer a ti próprio comunicações por meio de impressões e permitir-te estabilizar a tua atenção na direcção das tuas impressões e explorar esse teu aspecto de modo semelhante à exploração de outro aspecto teu qualquer.

NEAL: Obrigado, Elias.

ELIAS: Não tens de quê, meu amigo.

NEAL: Isto foi verdadeiramente valioso.

ELIAS: Mas poderás talvez permitir-te descontrair e divertir-te e deixar de expressar uma tal seriedade e ansiedade! (Riso contido)

NEAL: (Ri) Tentarei mudar nisso! (Elias ri) Foi bom falar de novo contigo, Elias.

ELIAS: E contigo também, meu amigo. Como sempre, estendo-te um enorme afecto e fico a antecipar o nosso próximo encontro, e uma maior expressão de divertimento na nossa próxima conversa. Ah, ah!

NEAL: Está bem. Obrigado.

ELIAS: Entretanto, meu amigo, estendo-te a minha energia de encorajamento.

NEAL: Obrigado, meu irmão.

ELIAS: Neste dia, com afecto, au revoir.

A FUNÇÃO DE ESCOLHA SER INTERIOR



SESSÃO #891
"A Função de Escolha do Eu"
"Tu ÉS o Teu Ser Interior"
Sábado, 25 de Agosto de 2001 (Privada)
(Excertos)
Tradução: Amadeu Duarte
...

DAVID: Existirá alguma coisa a que não esteja a dar atenção? Estou bastante certo de me encontrar bastante bem mas talvez o meu ser interior ou os meus seres interiores estejam a tentar manifestar-se. Não poderias ajudar-me com isso?

ELIAS: Antes de mais, expressa-me a natureza da tua preocupação.

DAVID: Talvez a ter confiança em mim.

ELIAS: Mas presentemente estás a praticar essa acção com bastante eficiência, não estás? (Ri)

DAVID: Eu queria compreender um pouco. Eu possuo cem por cento de escolha; não é o meu ser interior ou isso quem decide algo quando eu estou a decidir, pois não? Eu disponho de cem por cento de escolha.

ELIAS: Exacto.

DAVID: Oh, é bestial! É realmente qualquer coisa de intenso! (Ri)

ELIAS: Absolutamente. Não existe qualquer aspecto da realidade que se ache ocultado de ti, meu amigo. Tudo se acha disponível a ti objectivamente. Trata-se unicamente de focares a tua atenção.

DAVID: Oh, portanto dizes que se acha objectivamente disponível a mim, e que se trata exactamente do mesmo, certo? O interior e o exterior são a mesma coisa?

ELIAS: Exacto.

JENNY: Ontem à noite estávamos a conversar com o Albert e estávamos um pouco confusos com relação ao factor de diferença patente na manifestação de qualquer coisa. Sempre pensei poder tratar-se do meu pensamento, ou seja que pudesse ser aquilo que eu estava a pensar que o manifestasse mas ele disse que é a percepção. Por vezes consigo compreender isso mas de qualquer modo parece que não me recordo, e eu queria saber exactamente em que consiste a percepção.

ELIAS: A vossa percepção não é o pensamento. Deixa que te diga que o pensamento consiste num mecanismo, numa função. É real, mas foi concebido como uma função na vossa dimensão física, a fim de interpretar e traduzir comunicações.

A vossa percepção também é um mecanismo em si mesmo – um mecanismo de projecção. É um aspecto da consciência que configurastes nesta dimensão física para projectar de facto a vossa realidade. A vossa percepção é, por assim dizer, o instrumento da consciência que na realidade cria todos os aspectos da vossa realidade física. Tudo aquilo que percebeis, tudo aquilo com que interagis, tudo o que incorporais em qualquer que seja a manifestação da vossa realidade é criado por meio da projecção da vossa percepção.

Os vossos pensamentos, tal como já o referi, são uma função da vossa realidade física. Nesse sentido foram criados a fim de interpretarem e traduzirem comunicações que ofereceis a vós próprios, sempre e a cada momento do vosso foco.

Expressais uma infinidade de diferentes vias de comunicação em vós próprios. Mas, tal como já declarei anteriormente nesta conversa, não existe um único aspecto da vossa realidade física que se ache oculto de vós. Vós criastes de modo bastante eficiente, no padrão desta realidade física, imensas vias de comunicação a fim de proporcionardes a vós próprios uma inserção e uma identificação contínuas de tudo o que criais e do modo como o fazeis.

JENNY: Mas, não poderás ser mais específico acerca de como a poderemos manipular ou do que poderemos exactamente fazer a fim de subministrar a percepção de forma a poder criar aquilo que quero? Porque me parece que algo não... Por algum motivo não estou a conseguir entendê-lo. Eu sei que tive conhecimento disso, mas de algum modo parece-me que tenho que o actualizar.

ELIAS: Prestando atenção a tudo o que te diz respeito: por meio da atenção para com o teu aspecto que cria e executa, por meio da atenção para com as vias de comunicação que ofereces a ti própria, e por meio da atenção para com as interpretações e as traduções que o pensamento elabora.

Mas posso igualmente prevenir-te para que tenhas cuidado com os teus processos do pensamento, porque, posso dizer-te que nas vossas sociedades e nos movimentos ao longo da história vós alterastes as vossas definições do pensamento e tentastes reconfigurar a sua função. Mas a sua função NÃO foi reconfigurada e permanece a mesma, mas vós procurais incorporar o pensamento interiormente de um modo para cuja função ele não foi concebido. Adoptais o pensamento a fim de ignorardes as comunicações, e percebeis o pensamento como uma forma de comunicação primária, e em si mesmo, coisa que não é.

Agora; com isso confundis-vos e iludis-vos devido a que os vossos processos de pensamento interpretem. Eles foram concebidos para interpretarem e traduzirem mas consistem igualmente num condutor das associações das vossas crenças. Por isso, as vossas crenças, de certa forma, expressam-se de modo mais altissonante por meio do pensamento. E isso representa uma influência espantosa.

Agora; por definirdes incorrectamente aquilo em que o pensamento consiste e o definirdes como uma comunicação, também voltais a vossa atenção com mais vigor para esse mecanismo do pensamento e inclinais-vos a atribuir-lhe confiança em termos absolutos.

Por exemplo, acreditais que o pensamento seja aquela área em que devais concentrar-vos. Acreditais que o pensamento preceda a criação ou a manifestação de qualquer aspecto da vossa realidade. Essa vossa crença expressa-vos que pensais saber aquilo que quereis e que por isso, como a vossa concentração se resume ao pensamento, e se continuardes a concentrar-vos num processo particular de pensamento também manifestareis aquilo em que pensais – em primeiro lugar o pensamento e em seguida a manifestação. Posso dizer-vos em termos bastante definitivos que esse não é o modo através do qual criais a vossa realidade. Não é o pensamento que cria a manifestação.

DAVID: Não será aquilo em que nos concentramos que cria a nossa realidade?

ELIAS: Aquilo em que vos concentrais projecta uma espantosa influência na vossa percepção. Aquilo em que vos concentrais é aquilo que manifestais. (Inclina-se para a frente) Mas concentração não é pensamento.

JENNY: Então que é a concentração?

DAVID: Será a concentração a percepção?

ELIAS: Não. A concentração é o modo como dirigis a vossa atenção. Mas a atenção não é o pensamento. A vossa atenção é aquilo que vos dirige o movimento e foca-se naquilo que estiverdes a direccionar no vosso íntimo. Por isso ela também é dirigida em alinhamento com as vossas crenças. Vós fixais a vossa concentração nas associações das vossas crenças e é por esse motivo que as vossas crenças influenciam tanto.

Os vossos pensamentos traduzem de forma exacta aquilo com que estiverdes a associar-vos por meio da concentração das crenças. Essa é uma expressão em que continuais a incorporar a real função do pensamento. Mas, em alinhamento com as vossas crenças, também tentais criar processos de pensamento que confiais vos expressarão aquilo que desejais. Mas eles podem não obrigatoriamente ser isso, porque estais a confiar no pensamento a fim de criardes o vosso movimento e a vossa realidade mas essa não é a sua função. Isso não faz parte da sua concepção e não cria a vossa realidade. Apenas a interpreta e a identifica meramente.

Aquilo que vos cria a realidade é o movimento da vossa atenção e o vosso aspecto que escolhe.

JENNY: Que aspecto é esse?

ELIAS: Aquilo que escolhe. Deixa que te diga que todos vós criastes e incorporastes experiências nos vossos focos por meio das quais dais lugar à criação dum processo do pensamento relativo àquilo que quereis. Não importa que identificação deis a um querer particular. Podeis identificar um querer nos vossos pensamentos. Mas subsequente à vossa criação desse pensamento passais a escolher doutro modo e confundis-vos: “Porque terei escolhido esta acção? Porque terei criado este movimento? Não é isto que eu quero. Eu quero aquilo que pensei, mas não estou a criar isso.”

Esse aspecto que procede à escolha é bastante merecedor da vossa atenção, porque isso consiste no movimento condutor que vos dirige a percepção e cria. Isso é “o factor que” cria, em relação à vossa percepção.

JENNY: Como chamas esse aspecto? Assemelhar-se-á isso ao nosso ser interno?

ELIAS: Não importa. Trata-se dum mero movimento da vossa parte. Mais uma vez, não lhe associeis uma identificação que o separe, em alinhamento com as vossas crenças. Vós não separais os vossos pensamentos nem a vossa comunicação emocional de vós próprios. Eles são aspectos e funções vossas. Isso é igualmente uma outra função vossa que se alinha com precisão com qualquer direcção que estejais a explorar com cada movimento. E vós escolheis continuamente movimentos de direcção. Seja qual for a direcção do movimento que estejais a empreender num dado momento, haveis de ESCOLHER movimentos e manifestações que se alinhem com essa direcção.

Este aspecto vosso não se alinha com as crenças. Apenas escolhe. Não importa se os vossos pensamentos exprimem bom ou mau, certo ou errado, melhor ou pior, confortável ou desconfortável. Isso não tem importância alguma para essa vossa função. Ele apenas escolhe um movimento que se alinhe com a direcção que estais a tomar.

JENNY: Portanto, se conhecer conscientemente a minha direcção, isso servirá de auxílio? Ou não, não tem importância?

ELIAS: Serve, apesar de terdes concebido esta realidade física de tal modo que detendes várias vias por meio das quais podeis oferecer a vós próprios essa informação. Podeis prestar atenção àquilo que estais a escolher, e isso estender-vos-á a informação relativa à vossa direcção. Elas podem alternar-se entre si.

JENNY: Eu pensei que não tinha que prestar atenção aos meus pensamentos, e que tinha que prestar atenção ao que estivesse a criar, pelo que...

ELIAS: Exacto.

JENNY: ...É mesmo assim.

ELIAS: Exacto, e o modo através do qual te permites prestar atenção ao que estás a criar, e ao que estás a escolher, consiste em prestares atenção a ti própria, no momento.

JENNY: Não poderás indicar-me um exercício ou algo assim que me proporcione mais informação sobre isso?

DAVID: Pois, um método.

ELIAS: Ah, ah, ah, ah! Um método! (Ri)

Isso é alcançado por meio da prática, permitindo-vos praticar continuamente a atenção centrada em vós, e notardes os momentos em que estiverdes a projectar a vossa atenção para o exterior de vós, detectardes as alturas em que permitirdes que outros elementos da vossa realidade vos ditem...

JENNY: Os meus pensamentos, talvez?

ELIAS: Sim, até mesmo os vossos pensamentos.

DAVID: Ou os acontecimentos externos mais especifica...

ELIAS: Não importa. Até mesmo os eventos. Muitas vezes os objectos ditam-vos aquilo em que as vossas escolhas devem consistir. Permiti-vos observar o que criais na vossa realidade e as influencias a que vos associais nesse processo, na vossa realidade. Vós proporcionais-vos continuamente exemplos – permitis que outros vos ditem, e admitis o mesmo em relação aos objectos e às circunstâncias.

Permitis que o papel moeda vos dite em que deverão vir a consistir ou a deixar de consistir as vossas escolhas! Se não dispuserdes suficiente papel-moeda, vós limitais as vossas escolhas e deixais de as poder expressar, por não dispordes desse objecto (dinheiro). Mas não precisais de objecto nenhum.

JENNY: Trata-se unicamente da escolha.

ELIAS: Exacto. Vós possuís a liberdade de criardes seja o que for, de criardes tudo o que quiserdes. Apenas sois limitados pelas vossas crenças. É a elas que prestais atenção. Permiti-vos prestar atenção no momento a vós próprios e às vossas associações e à forma como elas vos influenciam o movimento e vos negam as vossas escolhas. Prestai atenção ao que escolheis e ao que estais de facto a FAZER.

JENNY: Deveria eu prestar atenção aos meus pensamentos? Porque, agora...

ELIAS: Ao te permitires voltar a tua atenção de forma mais objectiva para as tuas escolhas e para aquilo que fazes ao invés do que pensas em relação ao que fazes, voltarás a delegar os teus pensamentos à sua função natural. Isso não quer dizer que lhe rompas a continuidade (ao pensamento) porque não o farás. Ele consiste num mecanismo complicado na vossa realidade, destinado a desempenhar uma função específica e por essa razão está continuamente a expressar, por também estar continuamente a traduzir informação que proporcionais a vós próprios com cada uma das vossas expressões objectivas, até mesmo através dos sonhos.

JENNY: Então terei que permanecer no momento? É isso ao que se reduz, permanecer de facto no momento, e tudo aquilo que eu fizer me transmitirá algo?

ELIAS: Exacto. Isso permite-te liberdade. Também ajuda e torna-se factor de influência na descontinuidade das vossas expressões de expectativa pessoal ou em relação a qualquer aspecto que pertença à vossa realidade. Situações, outros indivíduos, não importa – as expectativas são uma expressão automática.

JENNY: Aquilo que me vem à ideia é que eu costumava pensar ter que empreender coisas a fim de obter aquilo que queria, e agora, de algum modo, estou a ver que é justamente ao contrário, sabes, que devo apenas deixar-me ficar sozinha e...

ELIAS: E permitires-te CONFIAR em ti própria e na tua capacidade, e desse modo manifestares aquilo que queres no momento – não aquilo que PENSAS querer no futuro mas o que queres no momento.

JENNY: É isso que ultimamente me tem deixado numa confusão. Tem sido do género, “Que se passa comigo - estarei a fazer o que é suposto fazer?”

ELIAS: Nesse sentido admites igualmente uma oportunidade de mostrares apreço pela tua realidade do momento, ao invés de expressares frustração em relação a essa tua realidade.

Nesse sentido poderás notar que à medida que praticas e te permites gerar esse tipo de movimento, também deverás expressar cada vez menos para contigo própria: “Estou a criar aquilo que não quero,” ou “Devo esperar por aquilo que quero.” Porque aquilo que puder ser gerado no amanhã não tem importância. Aprecia aquilo que estás a gerar hoje.

JENNY: (Para o Pavel) Não queres colocar nenhuma questão? (Para o Elias) Como sabes, toda esta coisa da responsabilidade... Bom, eu pretendo colocar uma questão acerca dele por pensar ter que o ajudar, como sempre!

ELIAS: Ah! E nisso reside a questão. Detecta neste presente momento, agora, com quanta facilidade projectaste a atenção para fora de ti e expressaste responsabilidade pessoal pelo outro. Isso é automático, além de ser bastante familiar. É um exemplo no momento daquilo que pediste e daquilo que te ofereci em resposta, prestares atenção a TI no momento. Quando projectas a tua atenção para o outro, em termos de responsabilidade pessoal, deixas de expressar responsabilidade em relação a ti.

DAVID: Será por isso que algumas pessoas perdem energia ou se tornam desgastadas quando por vezes tentam auxiliar alguém?

ELIAS: Isso também se acha associado com crenças, as quais influenciam a criação duma manifestação física. Mas posso igualmente dizer-te que em parte também consiste numa comunicação. Porque a consciência do vosso corpo físico também se comunica convosco frequentemente em termos objectivos, e por vezes pode criar uma expressão de fadiga como uma forma de comunicação.

JENNY: Ao deixar-nos perceber que não estamos a centrar a nossa atenção em nós.

ELIAS: Exacto – a vossa atenção e a vossa energia está a distanciar-se de vós.

Durante a maior parte do tempo vós criais muitas, muitas vias de comunicação e prestais-lhes muito pouca atenção, e depois concentrais demasiada atenção na expressão que não consiste numa comunicação.

JENNY: Que é o pensamento.

ELIAS: Exacto. A emoção, tal como referi previamente, não consiste na única via de comunicação. É uma via de comunicação vigorosa e intensa; mas vós ofereceis a vós próprios comunicações por meio das impressões, por meio dos impulsos, por meio do funcionamento corporal, por meio da consciência do vosso corpo físico e da direcção subjectiva dela que usais através das manifestações, por meio de todos os vossos sentidos interiores, por meio de todos os vossos sentidos exteriores...

JENNY: E por meio da nossa interacção com os outros. Queremos sempre fazer todas essas coisas a fim de obtermos mensagens, e as mensagens estão sempre lá...

ELIAS: Exacto.

JENNY:...Mas nós não as vemos, e procedemos a tudo isso a fim de escutarmos o nosso ser interior.

ELIAS: Exacto. Ofereceis continuamente comunicações a vós próprios ao interagirdes com outra pessoa qualquer. Isso é uma outra forma de comunicação, porque estais continuamente a reflectir aspectos da vossa realidade a vós próprios por meio das interacções de outros indivíduos.

JENNY: E não poderemos prestar atenção às comunicações se não permanecermos no agora, certo?

ELIAS: Exacto.

JENNY: Nós procedemos do Instituto Monroe e estávamos – como hei-de dizer isto? Estávamos a explorar outros níveis da consciência ou o que quer que lhe chamem, a sentir outra energia, a sentir-me noutras vibrações diferentes. Não sei o que chamar a isso.

ELIAS: A permitir-te explorar outras áreas da consciência. Não existem níveis.

JENNY: Porque será que lhe chamam níveis?

ELIAS: Isso são expressões das vossas crenças.

Posso dizer-te, no enquadramento das expressões associadas às crenças – de que a criação da vossa metafísica nesta altura não passa duma mera nova religião; duma nova máscara ou persona para essas crenças religiosas – que dentro dos aspectos das crenças religiosas, se refere a existência de níveis de movimento, níveis cada vez mais elevados de realização, de conquista e de movimento; a existência de hierarquias.

JENNY: E energias sublimes e energias inferiores. Que quer isso dizer?

ELIAS: Não existem energias sublimes nem energias inferiores. Vós SOIS consciência.

JENNY: Enquanto andava pelo Instituto Monroe pensava que nada disso faz sentido, mas de alguma forma tudo... É como disse, sinto rebeldia em relação a tudo. É mesmo esta parte de mim que se assemelha, isto não...

ELIAS: Permite-te reconhecer que isso consiste unicamente em expressões das crenças. Isso não quer dizer que os conceitos não sejam válidos, ou que os movimentos não sejam válidos, porque são. É-vos comunicada informação e isso não é necessariamente inválido. Toda a tua realidade se acha entrelaçada com as crenças. O movimento desta mudança consiste unicamente em RECONHECERDES essas crenças, não em eliminá-las nem em perpetuá-las por meio de expressões como boas ou más, ou certas ou erradas.

JENNY: Funcionamos ainda com base numa crença, mas está tudo bem.

ELIAS: Exacto.

JENNY: Porque eu costumava pensar: “Oh, esta crença está a programar-me; gostava de me livrar dela.”

ELIAS: Não. A questão consiste em reconhecerdes e em aceitardes que isso são expressões da vossa realidade desta dimensão física (De modo decidido) e não em permitirdes que as respostas automáticas delas vos ditem as vossas escolhas.

JENNY: Num dos exercícios deles eu usava o teu símbolo e uma das visões que recebi foi a do teu símbolo a passar-me pela garganta. O que foi isso?

ELIAS: Apenas tu a facultares-te energia que se concentra nesse centro particular de energia que expressa comunicação.

JENNY: Também tive uma experiência fora do corpo e acordei no meu sonho nesse estado e estava a chorar. Vi-me a mim mesmo no meio de tanta dor, e depois tomei consciência de me achar acordada e de querer sair dali para fora. Quando dei por mim nesse estado, eu... Foi demasiado forte para mim ver-me assim.

ELIAS: Também isso, como uma reacção, consiste numa resposta às tuas crenças. Porque se não estiveres a condenar...

JENNY: Teria permanecido ali?

ELIAS: Não tem importância. Tu estás simplesmente a deparar-te com experiências e escolhas. A condenação cria uma reacção e tu voltas imediatamente a tua atenção para os teus pensamentos os quais te expressam: “Move-te; Actua.”

JENNY: Então o facto de me ter tornado consciente de estar acordada, isso foi um pensamento?

ELIAS: Não. O pensamento sucede a isso. Por vezes nem sequer reconheces estar a usar os processos do pensamento, por eles serem TÃO familiares e automáticos e confiares tanto neles.

...

JENNY: Bom, mais uma pergunta. Tive um sonho com o meu primo, de estar a ir para o hospital. Mas foi muito real, oh meu Deus, e bastante frio. Eu estava junto dele mas ele não sabia que estava morto, e a mim cabia-me a mensagem de lhe dizer que estava morto. Aí vieram três sombras e levaram-no. Penso que eles fossem meus parentes.

ELIAS: Posso oferecer-te uma interpretação para essa imagética. Permites-te aprovar-te a ti própria ao identificares o teu movimento de assumires responsabilidade pessoal pelos demais, e com isso apresentas a ti própria outras imagens que vêm e removem esse indivíduo por estares a expressar uma comunicação a ti própria de afastares o objecto da responsabilidade pessoal de ti.

...

DAVID: Quantos guias tenho junto de mim, Elias?

ELIAS: AH, AH, AH, AH! (O grupo ri) Nem um sequer!

DAVID: Oh, não? Porque razão?

ELIAS: (A rir) Porque não existem guias, meu amigo! Ah, ah, ah! Quantas essências participam junto contigo na consciência? Um número incontável. Mas sois todos iguais.

DAVID: Então, quando pergunto sobre o meu eu interior... Quando digo “eu interior” então não existe realmente nenhum eu interior mas tão somente eu?

ELIAS: ÉS tu! Tu ÉS o teu eu interior!

DAVID: Eu, este ser físico?

ELIAS: (Com ênfase) Sim! Tu, este ser físico, és a essência toda! Apenas focas a tua atenção numa direcção que te percebe a ti, esta manifestação física singular.

Deixa-me dizer-te uma coisa, meu amigo, todos os teus demais focos consistem noutras formas de atenção. Todos se acham presentes no momento, nesta localidade física e não noutras épocas temporais. Isso não passa duma mera ilusão. Consiste na concepção da vossa dimensão física a fim de criar um tipo específico de experiência, mas eles são todos TU. Apenas constam de diferentes formas de atenção de ti próprio.

DAVID: E o que será a essência nesse caso? Existe uma essência... Não entendo muito bem. Estou confuso.

ELIAS: A essência consiste em todas as tuas atenções.

DAVID: Então nesse caso, quando peço para falar com o meu eu interior, então não existe realmente um eu interior?

ELIAS: Isso é uma concepção das vossas crenças associadas à separação. (De forma deliberada) Na realidade, não, não existe nenhum eu interior que seja distinto de ti. Não existe nenhum eu interior que constitua uma entidade separada de ti. És tu.

DAVID: Então são uma e a mesma coisa.

ELIAS: Sim. Mas na vossa realidade estais bastante familiarizados com a segmentação e a separação de cada foco como uma entidade distinta. – o vosso eu interior como uma outra entidade separada, e outros focos doutras dimensões físicas como entidades separadas.

DAVID: Oh, mas então, quer dizer, no mínimo sou eu a falar para mim próprio?

JENNY: Será uma outra forma de comunicação?

ELIAS: É.

DAVID: Então nesse caso, quando venho aqui imbuído de propósitos, não existe um indivíduo... OU será uma parte de mim num nível de focagem diferente, digamos, que não esteja na realidade física?

ELIAS: Existem aspectos teus que não se acham focados na realidade física, do mesmo modo todas as essências também os possuem.

DAVID: E que chamas tu a esses aspectos?

ELIAS: Outras formas de atenção.

DAVID: Querendo dizer o quê, outras dimensões?

ELIAS: Noutras dimensões e noutras áreas da consciência, tanto físicas como não físicas.

DAVID: Quantos aspectos desses terei?

ELIAS: Incontáveis.

DAVID: Merda, é muito profundo! (Elias ri) Penso que terei que me projectar fora do corpo para o perceber a sério, não será? (Elias ri)

JENNY: Teremos que ir além do nosso corpo? Isso facilitará?

ELIAS: Não obrigatoriamente.

DAVID: Trata-se apenas dum modo diferente; quero dizer, trata-se duma expressão diferente, não será? Uma experiência diferente.

ELIAS: Uma experiência diferente.

...

JENNY: Posso perguntar-te acerca do meu medo das baratas? Que será que elas representam quando as vejo nos meus sonhos? É óbvio que sinto pavor delas. Talvez seja por isso... Se fosse capaz de representar esse temor e expressá-lo em termos duma imagem, seria a dessa pequena criatura.

ELIAS: E que impressão tens?

JENNY: Quando estava a escrever as perguntas que te queria colocar, de modo a não as esquecer, primeiro fui acometida pela ideia de que a forma como as encaro, sendo sujas e obscenas como são, seja a forma como me encaro a mim própria. Depois, quando estava no Instituto Monroe, tomei consciência de ao não compreender a barata na sua forma de ser, me vejo assim, por ainda não compreender quem sou. Ainda não consigo compreender a minha natureza e projecto isso na barata.

ELIAS: E o medo é expressado pela falta de familiaridade.

JENNY: Representa aquilo que em mim própria me é menos familiar?

ELIAS: Sim.

PAVEL: É mais ou menos a atitude que tenho em relação aos ratos. Certa vez tive um sonho em que apareciam uns ratinhos debaixo do sofá e começaram a chocar com força contra mim. Eu estava apavorado com eles por eles serem tão sujos e isso, por terem estado naquele sofá velho.

ELIAS: E a comunicação que isso te endereçou?

PAVEL: O mesmo género de coisa que ela referiu. Por não me conhecer e por haver mais que eu preciso descobrir em relação a mim próprio, razão porque muitas vezes não me sinto confortável com a minha identidade.

ELIAS: Exacto, por não vos achardes familiarizados com todos esses aspectos de vós próprios. Parem-vos todos iguais, por assim dizer, e apresentam-se a si mesmos como algo que emerge duma área familiar, porém, essa área familiar é encarada como suspeita e inaceitável. Mas todas essas pequenas criaturas que emergem dessa área inaceitável procuram obter a vossa atenção, ao expressar-vos não serem danosas. Apenas procuram dispersar-se e expressar uma nova liberdade e emergir de onde se achavam escondidas.

...

DAVID: Querias perguntar mais alguma coisa Pavel? Amor, queres perguntar mais alguma coisa?

JENNY: Eu continuo a querer colocar-lhe uma questão. (A rir) Está-me na ideia por isso vou colocar-lha de qualquer modo...

PAVEL: Eu não quero colocá-la porque pressinto que já conheço a resposta!

JENNY: Óptimo. Está bem, então não o vou fazer por ti! (Ri) Era isso que eu queria saber.

ELIAS: Ah! Agora; prestem atenção! (Voltando-se para o David) E tu também! Porque aqui, uma vez mais, é-vos facultado um outro exemplo.

Vós assumis responsabilidade pessoal por outro indivíduo e não só expressais falta de responsabilidade por vós nesse momento como automaticamente criais a depreciação do outro. Neste momento criastes essa acção. Depreciastes a expressão do outro e o seu saber ao assumires responsabilidade pessoal em relação a ele.

DAVID: Essa é realmente notória.

JENNY: Eu sei! É preferível obter conhecimento disso através do exemplo...

ELIAS: Absolutamente!

JENNY: ...do que apenas escutá-lo.

ELIAS: Absolutamente, e é por isso que vos expresso repetidas vezes que a vossa experiência vos proporcionará muito mais informação e que facultareis a vós próprios uma maior compreensão se oferecerdes a vós próprios experiências que se relacionem com essa informação. Sem essas experiências isso não passará dum conceito.

...

DAVID: Elias, onde te achas, seja isso onde for, haverá algum tipo de realização de sentido de valor que também colhas para ti próprio?

ELIAS: Com certeza, porque toda a consciência expressa realização de sentido de valor, seja em que área for, em todas as suas expressões. Se não estiverdes a realizar sentido de valor haveis de romper a continuidade da atenção com a exploração que estiverdes a empreender.

DAVID: E depois para onde vais?

ELIAS: Não é uma questão de ir a algum lado, meu amigo. (Ri) Trata-se unicamente da acção de voltar a atenção.

JENNY: E com relação à minha avó? Temos vindo a escutar dizerem que existem níveis, o nível 21 e 22, sabes, essas coisas, para onde as pessoas vão e desconhecem estar mortas.

DAVID: Ou não querem avançar e não aceitaram a sua morte física.

JENNY: Existirão coisas assim?

ELIAS: Posso-vos dizer, antes de mais, que não existem níveis. Mas também vos posso dizer que por vezes, nos vossos termos, as pessoas podem escolher o desenlace e sucede um momento de reconhecimento e de consciência da escolha relativa a essa acção de desenlace; mas o indivíduo pode igualmente, a seguir a esse acto, criar uma realidade objectiva que espelhe esta realidade, por exemplo, com bastante precisão. Por isso e de forma objectiva, as crenças prosseguem, assim como a expressão objectiva, e continuam a criar imagens, razão porque o indivíduo não associa isso objectivamente à morte. Porque vós possuís a crença de que a morte vos projectará imediatamente para uma expressão completamente diferente, e pode acontecer não desejardes criar uma expressão tão completamente diferente.

JENNY: Mas isso não será mau, como aquilo que chamamos...

ELIAS: Não.

JENNY: Porque quando estávamos no Instituto Monroe, eles diziam que nós poderíamos saí por aí e ajudar as pessoas. Isso corresponderá às mesmas questões de responsabilidade pessoal?

ELIAS: É desnecessário.

JENNY: Certo. Então tudo isto de ajudar a minha avó quando ela parte corresponde à mesma crença que eu tinha de precisar ajudar. Sempre que penso em ajudar isso deve-se à responsabilidade que sinto em relação a outras questões?

ELIAS: Exacto.

JENNY: Sempre a mesma coisa. Já entendi!

ELIAS: Posso-te dizer, nos teus termos, que por vezes há focos individuais que entram numa acção de transição e se tornam confusos nessa acção, e há essências que dirigem a sua atenção num acto de auxílio em termos de energia. Eles não estão a salvar.

JENNY: (Ri) É mais ou menos aquilo que estás neste momento a fazer connosco?

ELIAS: De certa forma, sim, mas VÓS haveis de criar o movimento. Não sou eu que crio o vosso movimento. De modo similar, essas essências não criam o movimento na vez do indivíduo.

JENNY: É o próprio que o empreende.

ELIAS: Exacto.

PAVEL: Oh, então quando estou nas aulas, ainda que me sinta furiosa com uma pessoa ou isso, ou possa não gostar dela, se sentir que ela vai tomar uma decisão que pode tornar-se de certa forma má eu digo-lhe, “Bom isso pode acontecer” e depois não lhe digo mais nada. Deixo-a tomar a sua decisão.

ELIAS: Tu não expressas a um indivíduo, nos vossos termos, aquilo que deve fazer; apenas ofereces informação. É responsabilidade sua escolher como deve agir.

JENNY: Ou responder a isso.

ELIAS: Exacto. E isso não tem importância. Quer a avaliação que fazeis seja boa ou má, não tem importância. É escolha sua.

...

O MATERIAL ELIAS