quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

ESCOLHA - EGOÍSMO - ABNEGAÇÃO



SESSÃO #3092
“Escolha com Base no Que é Importante”
“A Atitude de Defesa Constitui uma Expressão Seriamente Destrutiva”
“Egoísmo e Abnegação”
Domingo, 18 de Dezembro de 2011 (Sessão Aberta 2/Em pessoa)
Tradução: Amadeu Duarte


Participantes: Mary (Michael), Lynda (Ruther)


Elias: Bom dia!

Pergunta: Que bom que é ver-te! (Elias sorri) Continuando com o novo formato elegido por um monte de pessoas que pretendem colocar perguntas ao Elias, na base duma certa regularidade, temos duas perguntas, e percebo que talvez só possamos utilizar uma delas, mas começaria pela primeira e depois... Está bem?

“Caro Elias, eu encontro-me num casamento infeliz com um homem que é controlador e crítico em relação à minha pessoa e às crenças que abraço. Nós temos uma vida excelente em termos financeiros, uma casa e um filho maravilhoso. Eu sinto demasiado medo de a perder ou de a viver de uma forma que implique ser honesta para comigo própria. Deverei enfrentar os temores que tenho, alterar a postura que adopto e partir... ou focar-me no que de bom possuo e apreciar as coisas de que disponho para criar uma vida repleta de amor?”

Elias: Em primeiro lugar, não se trata de uma pergunta que assente nos estereótipos do sim ou do não. Não se trata de uma pergunta que assente em termos tipo: “Dever permanecer ou dever partir” Trata-se duma questão de importância - do que é importante para o indivíduo. Relativamente à importância, também é uma questão do que o próprio indivíduo está a projectar, e nesse sentido, do que ele está a reflectir e da sua realidade, porque, conforme já tive ocasião de referir muitas vezes, o que reflectis ou o que percebeis na vossa realidade é um reflexo da energia que estais a projectar.

Agora, uma vez mais, vou reiterar que os reflexos não são espelhos pelo que, não deveis interpretar erroneamente o facto de um outro indivíduo se mostrar agressivo ou desagradável, mau, ou violento para vós; isso não quer dizer necessariamente que estejais a expressar uma energia correspondente a essas expressões exactas; todavia, estareis a projectar uma energia que reflectirá esse tipo de energia. Por isso, quando estiverdes a reflectir esses tipos de energia de desconsideração e de agressão, de desvalorização e mesmo de violência, estais a projectar uma energia ANTES desses reflexos chegarem a tornar-se reflexos que vêm ao vosso encontro, energia essa que já está a concorrer para a vossa própria desconsideração, e dependendo do grau em que o indivíduo se esteja a desconsiderar, ela irá determinar o grau  de intensidade que o reflexo deverá assumir. Portanto, se uma pessoa se mostrar consideravelmente na defensiva, sem reconhecer o elemento de mérito que lhe cabe, e se negar a ela própria relativamente ao sentido da sua pessoa, à sua própria importância, é provável que isso venha a reflectir-se por actos que outras pessoas assumam como de desconsideração para com ela, de falta de valor, de desvalorização das suas opiniões, e a encarem como estúpida, indigna, coisa que pode influenciar igualmente os comportamentos, caso em que o reflexo não se ficará pela mera desconsideração verbal, mas se traduzirá por uma desconsideração que se reflecte nos comportamentos que outros demonstrem, também.

Bom, conforme disse, isso é produzido por meio de vários graus dependendo do grau de intensidade ou de severidade da desconsideração ou de desvalorização que o indivíduo já esteja a gerar em relação a si mesmo. É também uma questão do factor importância referido, por se tratar de uma questão de avaliardes de uma forma genuína o que é importante para vós enquanto indivíduos.

Agora, nesta situação, foi declarada a existência de manifestações e posses de ordem física que são consideradas como valiosas pelo indivíduo. Nessa medida, conforme declarei, não se trata de uma questão disto ou daquilo, mas do que é importante e da importância que tais factores importantes assumem, por isso determinar a vontade de vos moverdes em determinadas direcções. O tipo de orientação num ou noutro sentido constitui realmente a escolha mais fácil, a qual na realidade é a mais comum no caso de muitos indivíduos, por o indivíduo já ter investido parte de si próprio no relacionamento, na casa, nas posses, no tempo, mas  é uma questão de avaliardes o quão importante será tal investimento, e se será tão importante quanto isso ou se será essencialmente importante. Porque, caso o seja, isso determinará um curso de acção, digamos, que irá remediar a situação. Caso não seja, determinará um curso diferente de acção.


Se o investimento for valorizado e for suficientemente importante para o indivíduo  escolher não alterar essa direcção e dar continuidade a tal investimento – de tempo, de energia, relacionamentos, posses – aí deverá ser uma questão do indivíduo dar atenção a si próprio em meio à situação. Antes de mais, reconhecer que o comportamento e as expressões do companheiro constituem um reflexo do que o indivíduo já está a expressar em relação a si próprio - a existência de um problema relacionado com o valor, um problema relacionado com o mérito, um problema relacionado com a defesa.


A defesa constitui uma expressão seriamente destrutiva, porque quando dais expressão a uma atitude  de defesa estais seriamente a desconsiderar-vos, e a acrescentar ao facto de vos estardes a desconsiderar, estais a projectar escudos destinados à vossa própria protecção. A dificuldade ou problema que os escudos apresentam relativamente à defesa reside no facto de energia de defesa ser forte, e convidar uma resposta. Portanto, os escudos não se prestam à função a que os destinais. Eles não vos escudam em relação a outras energias nem aos outros indivíduos. Escudam-vos em relação à percepção que tendes de vós próprios. Consequentemente, de certo modo, esses escudos que ergueis para vossa protecção produzem um escudo em vós no qual ficais cegos para com as próprias acções que assumis e a vossa própria energia, o que também vos encoraja a prestar mais atenção ao outro, e vos encoraja a prestar mais atenção ao reflexo e a reagir à reflexo. Por não estardes a prestar atenção ao que estais a projectar, pelo que o elemento de escolha relativamente ao reflexo é quase nulo, o que disponibiliza unicamente a reacção. Mas quanto mais reagirdes a um reflexo, mais o reforçareis, e projectareis uma energia que essencialmente o convida, o que por sua vez reforça a defesa, por a defesa convidar a resposta; buscar uma resposta.


Nessa medida, optar por se afastar de imediato poderia ser considerado mais fácil, por poderdes sacrificar posses, mas não torna necessário que deis atenção aos vossos próprios problemas. Eventualmente far-se-á quase necessário – não direi absolutamente, porque alguns continuam ao longo das suas vidas sem dar atenção aos próprios problemas, e continuam a criar as mesmas dificuldades, os mesmos conflitos, uma e outra vez. E de cada vez aumentam de intensidade, porque se deixardes de receber a mensagem, haveis de produzir um sinal mais audível. Por isso, de cada vez que envolverdes o mesmo problema ele torna-se mais forte, e o reflexo robustece-se. Mas temporariamente, o afastamento de uma situação evita que se dê atenção a ela no imediato.


Agora; posso garantir que, se perceber os factores de importância, o indivíduo poderá gerar um cenário completamente diferente e uma interacção com o companheiro baseada na forma como se dirige aos próprios problemas que estiver a projectar. Mas deixa que também refira aqui, que a dificuldade nestas situações é a de que, geralmente, a acção tenha sido empregue por um tempo demasiado longo, e durante esse tempo e as interacções que os companheiros tenham produzido um para com o outro, eles ter-se-ão não só acostumado ao hábito comportamental de determinada medida e ao tratamento de um para o outro de determinada forma, mas geralmente, esse hábito repetido de interacção provoca alterações em cada um relativamente ao modo como percebe o outro, e em geral, move-se na direcção de não gostar um do outro.


Portanto, mesmo que o indivíduo comece a dar atenção a si próprio e a concentrar-se genuinamente na própria expressão que assume e na sua própria energia, e mude a interacção pela qual o reflexo passe a resultar de um modo bastante diferente e não esteja a ser desconsiderado e esteja a reflectir mais o próprio valor, o próprio mérito, a própria dignidade, e o outro não esteja a expressar comportamento crítico ou de desconsideração ou de desprezo, o indivíduo começará a reconhecer que o que o terá atraído inicialmente para o outro não mais se mostra válido e por isso não mais constitui uma atracção, e como tal, pode não produzir necessariamente um complemento ou não se revelar compatível com o relacionamento mútuo.


Agora a diferença patente em tal reconhecimento – e tiverdes dado atenção aos vossos próprios problemas e à vossa própria projecção de energia – é a de que nesse processo o indivíduo terá consistentemente vindo a capacitar-se, e portanto, quando o indivíduo se aproxima desse ponto em que começa a reconhecer que não é a favor inteiramente desse indivíduo e que não sente interesse por ele: “Este indivíduo não representa qualquer desafio para mim nem me estimula, pelo que não sinto nenhum interesse por aí além em prolongar ou desenvolver o relacionamento que tenho com ele.” Por essa altura, a opção de interromper o relacionamento ou não torna-se completamente diferente, por não se tratar de uma questão de afastamento. Porque agora o indivíduo ter-se-á capacitado e terá começado a deixar de reagir, e a escolher em relação às imagens que apresenta a si próprio. Por isso, gera-se uma situação bastante diferente que não mais engloba sacrifício.

O afastamento envolve o sacrifício do investimento. Sacrificais agora tudo o que tiverdes investido por agora vos afastardes. Quando vos capacitais e procedeis a uma escolha em vez de reagirdes, deixa de ser uma questão de sacrifício. É uma questão de criação de opções que se perfilham pelo que seja mais benéfico, pelo que proporcione um maior conforto, e pelas que preferirdes mais, o que inclui os vossos investimentos – o tempo a energia que investistes e o que seja importante para vós. Tanto podem ser opções físicas como não. Podem ser exibidas por manifestações que possuais, assim como podem ser plasmar-se no que fazeis e no vosso tempo, no que componha as expressões do que seja importante para vós. Mas esses investimentos não são sacrificados por serem inseridos na capacitação que fazeis de vós próprios.


Agora, também diria que em geral, a importância de alguns desses investimentos mudará. Quanto mais um indivíduo se capacitar ou se tornar autónomo, mais algumas das expressões ou manifestações que antes eram importantes, por diversas razões, se poderão tornar menos importantes em relação à vossa própria expressão e à delegação de poder que atribuís a vós próprios. Por isso, em resposta a esse tipo de questão, sem interagir directa e pessoalmente com o indivíduo em questão e conversar com ele e sem lhe dispensar uma informação que seja relevante para esse indivíduo específico, e assim, sem lhe apontar passos e orientações específicas que esse indivíduo pudesse ou quisesse envolver, eu diria que a resposta a essa pergunta é uma questão de dois factores: de avaliar a fórmula, a projecção, o reflexo, e escolher – ou reagir; e do que é importante.


Para alguns torna-se importante fortalecer-se e dar atenção aos próprios problemas e incorporar tempo e energia para tal fim. Para outros, não. E ao deixar de ser importante, eles optam por uma via bastante diferente, que geralmente consiste na evasão, coisa que podeis fazer, mas em relação ao que eu diria que a declaração inerente à escolha da evasão, caso opteis por deixar de dar atenção, podeis em última análise garantir a vós próprios que continuareis a apresentar a vós próprios esse mesmo problema, e que ele continuará a ocorrer, e ireis continuar a sentir-vos incomodados, e isso irá agravar-se. As pessoas facultam a si próprias umas tréguas temporárias, em que podem apresentar a si próprias a escolha de evitar a questão, afastar-se, e de deixar de a abordar, e podem igualmente produzir um alívio temporário. Mas deverá ser temporário. E haveis de começar a defrontar-vos com outros indivíduos que reflectirão o mesmo, se não mais, do que já estáveis a reflectir.


LYNDA: Eu estava a acenar a cabeça ao escutar isso; ámen, irmão!


ELIAS: (Ri)


LYNDA: É. Óptimo. Obrigado, caro senhor.


ELIAS: Não tens o que agradecer.


LYNDA: Posso colocar a pergunta seguinte?


ELIAS: Podes.


LYNDA: Transmitam à Mary e ao Elias um obrigado por esta oportunidade. Trata-se de uma oportunidade, sem dúvida. Quero perguntar por que razão, sempre que sinto ser capaz de realizar coisas, eu sinto não dever faze-lo, por outras pessoas na sociedade permanecerem em situações de pobreza, et cetera? Não posso assegurar que sinta medo de desejar coisas por ser egoísta quando outros são incapazes de fazer o mesmo, nem se talvez este sentimento não passará de uma desculpa que me permite deixar de fazer as coisas que digo querer fazer, ou se talvez por ter medo de me desapontar, ou talvez por não acreditar de verdade que seja capaz de obter êxito, ou talvez por temer a responsabilidade. Merecerei apreciar as coisas boas da vida? As pessoas tentarão destruir-me e à felicidade que sinto? Todas essas coisas me sobrevêm à mente. Interesso-me por saber em que consta tal sentimento e de que modo poderá ser transformado num sentimento melhor. Sinto que tenho medo de desejar coisas. Adoro a minha vida; contudo, começo a preocupar-me com o modo como a falta de apoio financeiro que sinto me virá a afectar o futuro.


ELIAS: Isso não é uma pergunta.


LYNDA: Eu sei. Já o percebi.


ELIAS: A título de resposta generalizada, eu diria que sim, sim, sim, sim, sim; tudo isso são factores que te impedem de te permitires dar expressão ao que mereces, e como tal, ao que queres – todas essas expressões externas. Mas em relação a essa pergunta, sugeriria antes de mais que o indivíduo se permita um tempo para avaliar genuinamente e tentar sinceramente olhar para trás e recordar fases em que era mais nova e em que era bastante provável que o indivíduo desenvolvesse uma forte associação em relação ao que é ser egoísta e ao que não é.


Isso são crenças religiosas bastante arraigadas que não se acham associadas a nenhuma religião em particular – não estou a referir-me à religião, mas a crenças religiosas. E nessa medida, a mais vigorosa das crenças religiosas consiste em ser abnegado e em sempre vos colocares em segundo plano. Por que se fordes bons e honrados e altruístas, sempre considerareis os outros em primeiro lugar. Sempre vos considerareis a vós próprios em segundo plano.


Permiti que momentaneamente talvez proponha uma definição de egoísmo. Egoísmo não é aquilo que pensais que seja. Vós incorporais uma definição de egoísmo bastante distorcida – se estiverdes sempre a querer para vós próprios, estareis a ser egoístas. Na realidade, o egoísmo é uma acção que as pessoas expressam com base no medo, por o indivíduo ter tanto medo duma expressão externa qualquer ou de se envolver com um outro indivíduo qualquer que gera um muro ao seu redor de tal modo forte e agarra-se de tal modo à sua própria energia que se consome com a negação. Isso é uma acção egoísta.


Agora, quando refiro negação, e que uma pessoa que se expressa de forma egoísta se consome com a negação dela própria, ela também nega o semelhante. Por isso, o indivíduo expressa-se de uma maneira que parecerá ser completamente insensível e indiferente para com um indivíduo qualquer, em relação ao que quer que outro indivíduo expresse, não importa, por ser destituído de importância. E isso pode ser mesmo expressado em relação a esta informação que eu faculto, pelo que as pessoas podem usar esta informação para camuflarem tal negação, para não se envolverem. Isso é uma criação que vos diz respeito. Isso é opção que depende de vós.


Nessa medida, ele camufla essa expressão de negação dos outros, mas nesse ínterim, não presta atenção a si próprio sequer. As pessoas que parecem egoístas ou egocêntricas, assumem tais expressões com base no medo, e uma expressão genuinamente egoísta é de tal modo intensamente assente no medo que o indivíduo não consegue nem mesmo conceder a si próprio. Não é capaz de atribuir a si próprio mais do que se consegue permitir atribuir ao exterior.


Isso difere bastante da preocupação pessoal com as expressões externas ou da concessão da vez aos outros. Essa é uma expressão bastante diferente de ser egoísta. Quando colocais os outros em primeiro lugar, desconsiderai-los e desconsiderais a vós próprios. E voltais-vos em direcções que são incapacitantes e não propiciam cultivo. Lembrai-vos de que a definição de cultivo é a de “encorajamento do crescimento”. Quando colocais os outros em primeiro lugar, não estais a cultivar, não os estais a encorajar a crescer. Podeis PENSAR estar, mas não estais, porque quando os colocais em primeiro lugar, essencialmente aquilo que buscais é aprovação, o que - uma vez mais, relativamente á fórmula - implica que já estais projectar uma energia de desconsideração pessoal, e de desvalorização pessoal, e de procura de aprovação fora de vós ao colocardes os outros em primeiro lugar.


Além disso, ao vos negardes, isso vai reforçar uma energia e dar continuidade a um tipo de energia que encoraja as próprias expressões exteriores que vos motivam a preocupação. Portanto, conforme foi expressado nesta questão, não reconheceis o vosso próprio merecimento, por verdes tanta falta ou carência fora de vós, na situação dos outros. Mas lembrai-vos que tudo aquilo que fazeis se acha interligado, e o que fizerdes propaga-se por ondulações e vai provocar afectação. Por isso, se vos estiverdes a capacitar e a fortalecer, se estiverdes a prestar atenção àquilo que quereis, se vos permitirdes fazer isso, projectareis uma energia que encorajará todos os outros a fazer o mesmo. Quando vos negais, e percebeis que não mereceis ou que não sois dignos, projectais uma energia que irá encorajar essa mesma expressão.


Permiti que vos apresente uma ideia generalizada. As pessoas olham para fora de si em relação ao seu mundo e expressam que gostariam de pôr termo à fome que grassa no mundo. Mas nas expressões que adoptam, nas suas vidas individuais e nos comportamentos que adoptam nas actividades diárias, negam alimento a si próprias. Cumprem um regime alimentar.


Ora bem, sejamos claros. Não estou a dizer que o indivíduo que emprega tal acção de praticar um regime alimentar esteja a contribuir para a expressão da fome mundial. O que estou a referir é um exemplo generalizado daquilo que o indivíduo expressa e de como isso se propaga através da consciência e vai reforçar aquilo que não gostais ou encorajar aquilo que não desejais, ou a forma como isso se propaga ao exterior como um exemplo de capacitação.


A atitude de regime em negação de si próprio, sem estabelecer um equilíbrio, e encarando a própria comida quase como um inimigo, um inimigo em relação à consciência do corpo, representa uma expressão de contribuição que se propaga à carência de alimentos, o que encoraja a expressão de massa da fome. As pessoas que geram expressões excessivas baseadas nos seus próprios problemas, através das quais morrem de fome em relação a questões que se prendem com a aparência, contribuem para as expressões de massas da privação de nutrição. A energia está essencialmente a ser expressada pela declaração: “Eu concordo com a privação de alimento”. Quando o indivíduo reconhece o seu mérito próprio e se permite, à luz deste exemplo hipotético, apreciar a comida e com tal apreciação e prazer instaura um equilíbrio, e projecta uma energia de capacitação, essa energia move-se num sentido diferente, que não encoraja a privação.


Estes são exemplos bastante generalizados, mas muitos indivíduos, quando se depreciam e usam as fontes externas com justificativa para se desconsiderarem ou para se negarem a eles próprios, também são bastante generalizados:


“Eu não devia desejar um lar, por haver tantos sem-abrigo.”


“Não devia desejar um veículo para me deslocar, por haver tanta gente no meu mundo que não consegue prover tal coisa e se vê na contingência de ter que andar a pé.”


“Não devia desejar roupa que me agrade, por haver gente que não dispões de qualquer vestuário.”


“Não devia ser indulgente comigo próprio/a até me ter exaurido por ter produzido toda a minha energia e projectado essa energia fora e colocado todo o indivíduo primeiro, e quando tiver realizado isso, então poderei conceder a mim próprio/a.”


Eu dir-vos-ia que podeis despender 500 vidas a tentar satisfazer esse objectivo sem jamais o conseguirdes, por não criardes a realidade dos outros, nem conhecerdes a razão que lhes assista na criação da sua realidade conforme o fazem. Aquilo que vos é dado conhecer é a vossa realidade, e aquilo que podeis controlar é a vossa realidade, e aquilo com base em que escolheis é a vossa realidade. Por isso, como havereis de proceder a escolhas em relação à vossa realidade? Escolhereis empregar e projectar uma energia que promova o fortalecimento e a capacitação e o valor e o mérito através da vossa expressão disso, ou optareis por uma realidade que promova a negação, a desconsideração e a privação?


Nessa medida, é genuinamente uma questão do indivíduo e do que fizer e do que projectar e do que é importante para si. Nesse sentido diria igualmente que os factores aqui apontados por este indivíduo são bastante comuns. Muitíssimos são os indivíduos que geram percepções semelhantes. Também são influenciados fortemente por associações, mas lembrai-vos que, no período compreendido entre o nascimento e a adolescência – não antes da adolescência, mas AO LONGO da adolescência – o período em que ainda não desenvolvestes apegos. Durante esse período essas associações revelam-se bem fortes e causam uma enorme influência. E podem apresentar-se por modos que podem parecer bons, mas que na realidade apresentam uma ameaça, e essa é a razão porque gerais essas associações, tais como a do garoto que é encorajado a ser caridoso. Isso poderá parecer excelente. O pequeno poderá, em parte, julgar tal coisa como boa – pensar nos outros em primeiro lugar. Dar aos outros. Ser abnegado. Colocar-se em segundo lugar. Mas isso também envolve uma ameaça contida, porque esse indivíduo nessa fase destituída de apegos reconhece de algum modo o valor do seu eu genuíno, e caso seja instruído ou encorajado a considerar a si próprio em segundo plano ou em último lugar, isso será percebido pelo eu genuíno como uma ameaça. Precisa haver algum elemento errado com o eu genuíno se ele for colocado em último plano.


Por isso, não será bom expressar os vossos próprios desejos. Não será bom expressar o vosso eu genuíno. Isso deverá ser negado. E em resultado disso tal associação ganha vigor. É egoísta considerar-vos a vós em primeiro lugar. É egoísmo dardes expressão ao que quereis ou ao que é importante para vós. Será melhor considerar o que os outros querem. Mas quanto mais vos negardes, mais negareis tudo o que se situa fora de vós também, independentemente do quanto derdes em termos físicos. Podeis estar continuamente a dar em termos físicos, mas se vos negardes a vós próprios em meio a tal dádiva, a dádiva não constituirá uma dádiva, mas um simples reforço da negação, e uma busca de aprovação.


Por isso, a sugestão que daria ao indivíduo em questão bem como a qualquer outro que expresse o mesmo é, antes de mais, considerar de forma genuína e avaliar quais as experiências que tenha empregado na sua própria vida que tenham criado associações que o influenciem actualmente em relação a colocar-se em segundo plano e a negar-se – por não ser tão digno quanto os outros; por possuir abrigo, alimentação e vestuário, não é tão meritório quanto os que não dispõem disso.


Considerai as associações. Permiti-vos avaliar de uma forma genuína: “De que forma me terá influenciado esta associação ao longo da minha vida das mais variadas formas, mesmo aquelas que parecerão, na aparência, boas? Porque, por um certo tempo elas poderão parecer influências benéficas. A acrescentar a isso, lembrai-vos de praticar e de reforçar quanto do merecimento inato vos cabe, apenas pelo facto de existirdes. Nascestes, pelo que mereceis. E fundamentalmente, vós, enquanto indivíduos, sois – e deveis ser – a coisa mais importante a considerar em primeiro lugar.


LYNDA: Obrigado.


ELIAS: Não tens o que agradecer.


LYNDA: Fico a antecipar a próxima.

ELIAS: Também eu. Estou de acordo. Por isso, vou expressar o meu tremendo afecto e o meu encorajamento a todos quantos participam, e expressar uma enorme ternura. Para ti e todos eles, au revoir.


©2011 Mary Ennis, Direitos Reservados



terça-feira, 13 de dezembro de 2011

2012 - SISTEMA MONETÁRIO


SESSÃO #3074
“A Criação e O Universo”
“Expressão de uma Paixão, Curiosidade e Interesse Genuínos”
“Não Existe Separação Entre O Interior e o Exterior,
Entre o Foco e a Essência!”
“Profecias/ 2012”
“Estais a Derrubar o Sistema Monetário Antes de Edificardes Outro”
Sábado, 22 de Outubro de 2011 (Grupo) Vermont
Tradução: Amadeu Duarte

Nota do tradutor: (Toda esta sessão apresenta níveis de qualidade que comprometem a audição das perguntas apresentadas pela audiência, pelo que nem mesmo na gravação de vídeo correspondente se consegue obter uma noção clara do que está a ser questionado. Por não dispormos sequer duma transcrição no original, resta-nos aferir o conteúdo pelas respostas que o Elias dá, essas sim, dotadas de suficiente clareza.)

Elias: Boa tarde.

Grupo: Boa tarde.

Elias: Ah ah ah ah. Começamos esta nova onda com a identificação, em grande parte, do primeiro aspecto dela, que se prende com o sistema de crenças dos sentidos. E desde o anúncio desta onda, temos vindo a debater esse aspecto da onda, os sentidos. O quão eles afectam, o quão são complicados, o quão absolutos se revelam, e nessa medida, como representam o vosso modo principal para a activação, despertar associações. Já entretivemos alguns diálogos em relação a esse assunto. Se bem recordardes, quando introduzi esta nova onda eu disse-vos que estão dois sistemas de crença a ser abordados nesta onda ao contrário das ondas anteriores. Esta onde diz respeito aos sentidos assim como à criação do universo, ou a criação e o universo.

Ora bem; este é o segundo aspecto desta onda mas ainda não debatemos esse aspecto desta onda actual. Mas quando esta onda teve início, a maioria de vós ainda não estava preparada, em termos de experiência, para acolher informação relativa ao segundo aspecto desta presente onda, a qual se reporta á criação e ao universo. Agora já dispomos de tempo suficiente para experimentarmos esta presente onda e para prestarmos atenção aos sentidos, mas também para avançarmos para uma mudança e a muitos de vós estão a começar a experimentar o segundo aspecto desta onda particular.

Bom; a intenção da Mudança e a intenção destas ondas que se dão no âmbito da consciência é a de vos proporcionar maneiras pelas quais vos torneis mais conscientes de vós próprios. E ao mudardes, uma significativa acção que estais a empreender é tomar consciência da diferença de identidade entre os apêndices e o vosso Eu genuíno, e o que esse vosso Eu genuíno representa, e desse modo, aquele que sois enquanto Eu genuíno, destituídos dos apêndices com que estais familiarizados e em relação aos quais vos tereis previamente definido como aquele que sois.

Os suplementos, conforme estivemos anteriormente a debater, não são obrigatoriamente expressões que estejais necessariamente a eliminar por em certos casos se prestarem a um propósito. Utilizamos o exemplo da independência como um desses apêndices. Mas esse apêndice comporta influências que vos podem prejudicar, mas existem igualmente outras influências que podereis optar por continuar a empregar, por poderdes efectivamente apreciar certos desses apêndices em particular, assim como com qualquer outro apêndice. Mas a questão assenta no reconhecimento dos apêndices e desse modo criar uma nova capacidade de enxergar além desses apêndices que encobrem o vosso Ser genuíno (o si mesmo) de um modo bastante parecido com uma concha, concha do tipo, digamos... (Fica a olhar para cima à espera que lhe ocorra um exemplo) do caracol.

O caracol produz uma concha, a cobertura rígida, a qual se presta a um propósito significativo, mas será realmente a essência genuína do caracol? Não. Nessa medida, o caracol habita nos limites da concha e utiliza-a para fins de protecção, assim como para armazenamento. E nesse sentido, ela beneficia o caracol, só que o caracol permanece muito macio e vulnerável dentro da concha. Vós, dentro de vós tendes a essência de vós próprios, a qual traduz o vosso Eu genuíno, e que por sua vez é coberta pela concha dos apêndices complementares a que vos apegais. Tais apêndices têm a sua utilidade, mas não devem ser confundidos como a vossa identidade por não serem essa identidade, porque eles não perfazem aquilo que sois.

Estais a encaminhar-vos numa nova direcção, rumo a uma nova era de descoberta e de expressão do vosso Ser genuíno. E isso comporta algumas alterações significativas. Mudanças muito significativas de que aos poucos ireis tendo percepção. Mas o propósito deste debate assenta no esclarecimento dessas mudanças para que se tornem mais fáceis de identificardes, e para poderdes percorrer.

Uma mudança muito significativa que está a ocorrer e que é expressada pelo vosso Eu genuíno, e que se apresenta como diferente, é a paixão. A paixão até à presente altura na vossa realidade – e não estou apenas a falar no caso de todos vós aqui presentes, mas ao longo da vossa história. Ao longo da vossa história de seres humanos, a paixão sempre foi motivada por objectivos externos. Aquilo porque lutais, aquilo por que vos esforçais por fazer, o modo como vos motivais para avançardes; independentemente do que isso englobe. Uma paixão que todos partilhais em comum a certa altura da vossa existência nesta realidade física, que evidentemente podeis identificar é a sexual.

Possuís um entendimento da energia sexual, compreendeis a paixão de cunho sexual, sabeis em que consiste, e sabeis ao que isso se assemelha. Podeis pensar que ela não seja motivada por objectivos. Mas é. Mesmo o acto de vos empenhardes numa actividade sexual convosco próprios ou com outros indivíduos, seja de que forma for, ela é orientada por objectivos. Lutais por um determinado resultado, um sentimento particular, uma sensação particular. E nessa medida, a questão assenta no facto do objectivo ser definido por aquilo que ainda não possuís. Não faz sentido nenhum lutar pelo que já possuís. Mesmo uma forma simples de paixão como a da energia sexual, ainda não atingistes o clímax, pelo que vos esforçais por lhe dar expressão e por o experimentardes, por o sentirdes. Esse é apenas um exemplo óbvio e fácil. Até mesmo o mais santo dos vossos monges e sacerdotes, que negam todas as formas de apego físicas se deixam orientar por objectivos, pois se esforçam por atingir o Nirvana, se esforçam pela iluminação, esforçam-se por alcançar o céu. Essa é uma expressão que desenvolvestes ao longo da história da vossa espécie, a de estardes constantemente a lutar pelo que percebeis que ainda não possuís.

Bom; esta mudança que está em curso é bastante diferente e imensa. Porque, se reconhecerdes o vosso Eu genuíno e agirdes com base no vosso Ser genuíno, e vos expressardes a partir duma existência como essa, tendes consciência de já possuirdes tudo. Por isso a paixão e a motivação não são orientadas por objectivos. Isso passa a ser gerado de forma muito diferente. Não se trata do alcance daquilo que ainda não possuís ou ainda não tendes, ou daquilo a que ainda não tereis dado expressão. Trata-se, sim, do movimento e das escolhas para exprimir qualquer forma de paixão pela forma ou do modo que escolherdes. Mas a questão reside no facto de a paixão existir, só que de uma forma diferente; e obtém expressão, mas também por uma forma diferente. Isso é criar. Isso perfaz a criação. E isso traduz-se pelo vosso universo.

A fórmula da criação é bastante simples e constitui a base do vosso Ser genuíno. A fórmula comporta três componentes. Vós projectais energia, reflectis energia, e passais quer a reagir ao que reflectis ou a escolher em relação ao que é reflectido.

Essa é a fórmula, essa é a base do vosso Eu genuíno. Esse é o outro sistema de crença que se reporta á criação e ao vosso universo. Porque todo o vosso universo brotou de cada um de vós, individualmente, por via diferente, na configuração que apresenta. De forma semelhante mas não a mesma coisa, cada expressão do vosso universo foi projectado muito antes de a verdes por aquilo que projectastes em termos de energia, primeiro.

Ora bem; a razão porque isso é tão importante prende-se com o facto de traduzir o modo como criais a vossa realidade. Se desejardes o segredo inerente à criação da vossa realidade, ele reside nessa fórmula (pronunciado com uma expressão divertida). É isto. E nessa fórmula, o aspecto mais difícil assenta na projecção, ou seja, na consciência do que projectais. O projectar é fácil, vós fazei-lo continuamente. Vós projectais energia a cada instante. Já ter consciência ou conhecer o tipo de energia que projectais a cada instante não é tão fácil quanto isso. Por não estardes habituados a isso. Não vos é ocultado. Porque, vós criastes este maravilhoso desígnio na vossa realidade segundo o qual, a cada instante que projectais vós estais a reflectir o que projectais. Por isso, o reflexo do que fazeis sempre vos é apresentado defronte. A forma como prestais atenção a esse reflexo é questionável. Aquilo que fazeis com esse reflexo consiste no aspecto complicado. Porque aquilo que geralmente fazeis à maioria do que reflectis é reagir.

Ora bem; permiti que passe a elucidar. Em muitas dessas vezes as reacções que tendes não são necessariamente o que percebereis como uma coisa prejudicial; são reacções automáticas. Permiti que sugira um exemplo bastante simples. Se optardes por percorrer uma pequena distância, rumo a um destino específico, escolheis o veículo de um tipo qualquer, um automóvel, um comboio - não tem importância. Muito antes de pordes o pé fora da porta, já tereis projectado energia a configurar a interacção que ides ter com o modo de transporte escolhido. Se utilizardes um automóvel, ele deverá encontrar-se no exacto sítio em que esperais que se encontre. Assim que entrardes nele e colocardes a chave na ignição e a desandardes, em grande parte dos casos ligareis o motor da forma que estais à espera. Por já terdes projectado essa energia que motiva a ocorrência de tais acções. Assim que o motor tiver pegado, tereis reflectido aquilo que projectastes, e passais a reagir através da condução do veículo. Isso são reacções. Não tendes a intenção objectiva de escolher dar início ao motor, apenas o fazeis. Reagis aos vossos sentidos relativos ao veículo, à energia que tereis projectado, e ao reflexo que tiver sido motivado.

Agora; alteremos o caso ligeiramente. Saís de casa, encaminhais-vos para o vosso veículo, entrais nele, colocais a chave na ignição e dais à chave e o motor não pega. E tudo o que obtendes é um som estranho. E entrais em conflito e ficais perplexos, e reagis novamente, só que de uma maneira diferente. Passais a reagir pela frustração ou pela irritação ou confusão, e começais a pensar e a antecipar o desfecho (destino) e o tempo, e começais a abrigar muitas outras ideias e sentimentos que passam a alterar-vos ainda mais a energia.

Já estáveis a projectar uma energia que incluía um tipo qualquer de agitação que terá afectado o reflexo que se terá espelhado no funcionamento defeituoso do vosso veículo. Já estáveis a projectar isso. Agora acrescentais a isso e começais a projectar uma energia duma maior agitação e com toda a probabilidade, a partir dessa altura o vosso dia irá passar a incluir alguns desafios consideráveis ou alguns pequenos desafios. Mas passará a apresentar uma série de desafios. Por já estardes a projectar essa energia de insatisfação. Mas, numa experiência dessas, em grande parte, pensareis para convosco próprios, ou avaliareis: “O primeiro reflexo que tive teve lugar no caso do veículo, por não funcionar do modo que estava à espera. Que estava eu a fazer antes de pegar nele?” Geralmente, não. Geralmente dais continuidade ao vosso dia e continuais a confrontar cada reflexo por um modo que inclua algum tipo de agitação.

Agora; tanto podeis abordar esta fórmula tanto por um lado como pelo outro. Nisso reside a beleza de que é dotada. Podeis abordar a fórmula do término para o começo, assim como do início para o fim. Podeis prestar atenção às reacções que assomais e avaliar aquilo a que estais a reagir em meio a tal reflexo, e desse modo começar a avaliar o que estáveis a projectar que tenha criado esse reflexo.

Assim como podeis abordar a fórmula a partir da direcção oposta e prestar atenção ao que estais a fazer, e assim também ao que estais a projectar, em resultado do que não vos vereis surpreendidos com o reflexo. E podeis escolher o que fazeis em relação ao reflexo.

A atenção para com o tipo de energia que projectais comporta dois componentes. É uma questão de prestardes atenção ao que estais a fazer e ao que estais a sentir no momento. A nenhuma delas em exclusivo. Se apenas estiverdes a prestar atenção ao que estiverdes a sentir é provável que passeis a apresentar a vós próprios uma informação errada. Se prestardes atenção somente ao que estais a fazer, uma vez mais, o provável é que faculteis a vós próprios uma informação errada. Somente a combinação de ambas essas expressões vos faculta uma informação exacta em relação ao que a vossa energia está a fazer. (Nota do tradutor: Por em separado soar a coisa pouco verídica; se atendermos ao que sentimos ou ao que estamos a fazer, isso soará a mera vontade, ou a uma análise estéril)

Agora; o que estiverdes a sentir também comporta dois aspectos. Há o que estais a sentir agora neste instante em relação ao que estais a fazer em termos físicos, e aquilo por que o sentimento subjacente se traduz. Qual será a sensação permanente que possa estar a ocorrer. Isso está directamente ligado às associações. Na interacção de grupo que tive anteriormente, expliquei a diferença existente entre as sensações do MOMENTO e a sensações relativas ao DEPOIS ou ao DESFECHO. Os sentimentos quanto ao DESFECHO são sentimentos acompanham associações e no caso de certas sensações do desfecho certas associações diferem de outras, conforme tivemos ocasião de referir.

Em determinadas alturas da vossa vida, do vosso foco físico, dá-se um período de tempo desde a nascença que se estende, não até, mas a parte da adolescência, altura essa em que gerais associações e experiências diferentes daquelas que fazeis no resto da vossa existência num determinado foco, por ainda não terdes desenvolvido ligações nessas fases. Ainda não tendes acessórios e estais a produzir mais a partir da perspectiva do Eu genuíno.

Quantos de vós estarão familiarizados, de entre todos vós, com os adolescentes e a forma difícil como eles podem chegar a ser na percepção que tendes, e mesmo que não vos tenhais defrontado com outros casos de adolescentes, conheceis a adolescência por que passastes e todas as qualidades que são atribuídas aos adolescentes. E nessa fase, encontrais-vos numa situação da vossa existência em que estais a desenvolver e a aproximar-vos da adopção e do desenvolvimento desses apêndices, dessas ligações, mas por essa altura ainda o não tereis feito. Essa é a razão porque os indivíduos nessa fase da existência se apresentam tão voláteis. Por expressarem tal intensidade de sentimento, mas procuram desesperadamente ser funcionais e comportar-se com se possuíssem apêndices desses. Eles aproximam-se disso mas ainda os não desenvolvem.

Em todos esses anos da vossa existência, o mecanismo da vossa consciência corporal, para vos alertar para o perigo ou para a ameaça expressa-se de um modo que se torna mais óbvio e mais intenso, por representar o pequeno caracol destituído de concha. Por isso, qualquer perigo para o caracol destituído da concha, é percebido como mais grave do que com a concha.

Essas experiências, essas recordações, essas associações são mantidas de forma diferente das outras associações, na consciência do corpo. São mantidas à superfície, pelo que são facilmente despoletadas. Elas encontram-se de certa forma - independentemente do facto de recordardes objectivamente as associações ou as experiências, não importa. A recordação é mantida na consciência do corpo de um modo meramente superficial passível de criar vulnerabilidade.

Quando produzis experiências nessa altura anterior ao desenvolvimento de apêndices carregais essas associações convosco e elas são desencadeadas muito facilmente. E chegam a ser despertadas duma forma considerável, repetidas vezes ao longo da vossa vida. E uma das maneiras mais significativas em que elas são despertadas – em grande parte a única maneira por que são despertadas – é através de um dos vossos sentidos. Qualquer dos vossos sentidos.

Os vossos sentidos estão continuamente a colher informação. A cada momento da vossa existência, quer estejais acordados ou a dormir, os vossos sentidos estão sempre a colher informação, e essa informação desencadeia essas recordações superficiais. Uma vez mais, quer recordeis essas lembranças duma forma objectiva ou não, elas estão a ser despertadas. E nessa medida, elas influenciam-vos no modo com criais aquilo que estais a criar na vossa realidade. Nesse sentido, isso representa o aspecto da fórmula, as duas partes daquilo que sentis. Há o que sentis no momento em relação ao que estais a fazer agora, mas também a inclusão do que estais a sentir em relação às velhas associações que se acham bem presentes.

Portanto, avaliar o tipo de energia que estais a projectar consiste numa maneira de prestar atenção ao que estais a fazer externamente e ao que estais a fazer internamente. Aquilo que estais a fazer interiormente é o que estais a sentir e o que estais a abordar, não necessariamente o que estais a pensar. Porque, em relação aos sentimentos, o pensamento pode resultar duma forma bastante distorcida. O pensamento consiste num mecanismo de tradução. Ao traduzir sempre busca informação destinada a traduzir, e se não possuir qualquer informação nova buscará informação velha para traduzir e repetir. Por isso pode não ser tão preciso em relação ao que estiverdes efectivamente a fazer. Mas os sentimentos são bem reais, mas podem não se revelar tão evidentes ou extremados, podem ser bastante subtis, mas acham-se presentes e têm existência.

Prestar atenção ao sentimento constitui uma parte importante da avaliação do tipo de energia que estais a gerar no momento, e assim, do que estais a afectar na vossa realidade; o que estais a criar. Outro factor em meio a isso, o qual faz parte duma expressão com base no Eu genuíno, constitui este descartar desta expressão de separação que vós automaticamente expressais entre o que é exterior a vós e ao que ocorre dentro de vós. Não existe separação entre aquilo que projectais e o que reflectis; por isso, também não existe separação entre o que reside no exterior e o que estais a fazer no vosso íntimo. Essa é uma outra alteração significativa que pode chegar a ser um desafio por estardes bastante acostumados a encarar o que quer que se vos depare fora de vós como exterior e diferente, e não como a mesma coisa que o ocorre dentro de vós, mas não é diferente. É simplesmente a projecção física do que estais a fazer, do que estais a expressar, e do que quer que empreendeis directamente na vossa realidade, independentemente do que for.

Este compartimento que estais presentemente a ocupar, cada um de vós; antes de penetrardes nele já projectáveis energia destinada à configuração e personalização dele. Colocastes-lhe a vossa assinatura em cima, pelo que ele vos reflecte no mais pequeno detalhe, em cada fio da roupa, em cada partícula da madeira, em cada aspecto do compartimento, vós configuraste-lo duma forma personalizada e detalhada ao criardes essa percepção do que projectastes.

Ora bem; de modo semelhante, a rodear este compartimento que ocupais, que cada um de vós criou pessoalmente, existem muitas outras estruturas. Outros prédios, outras configurações da manifestação. Vós tendes consciência delas e elas existem quer lhes deis atenção ou não, elas existem. Mas figurativamente, elas não passam de um borrão. Elas existem mas acham-se reduzidas à periferia, por as não estardes pessoalmente a usar. Por isso não precisais entrar em tanto detalhe.

Podeis, na vossa realidade, criar a fachada de um edifício sem projectardes necessariamente a energia detalhada do que se ache dentro desse prédio. Ele terá existência na vossa realidade mas não será tão detalhado quanto o que estiverdes realmente a abordar em termos físicos. Mas essa manifestação física tal como este compartimento foi criado antes mesmo de terdes chegado. Vós já projectastes a energia, quer tenhais uma ideia da sua aparência ou não, que isso não importa. Vós eficaz e eficientemente projectastes a energia na criação do compartimento, do edifício no mais pequeno detalhe de modo que ao entrardes, tudo já se encontra formado. E não importa que estejais pessoalmente a abordar um aspecto da vossa realidade num local físico ou num retracto, ou numa canção; não importa. Vós estais pessoalmente a abordar isso no momento, e como tal criastes o seu historial, criastes a sua configuração, o aspecto, o que ocorre com ele, vós criastes tudo isso. Não existe separação entre o que se situe fora de vós e o que se situe dentro de vós.

Sim, vós interagis com outros indivíduos e estais todos unidos e cada um de vós produz as suas próprias escolhas e não pode criar a realidade dos outros indivíduos, mas criais as imagens de cada indivíduo presente nesta sala. Não os estais a criar mas estais a criar a imagem que tendes deles, a versão que tendes deles. Mas sim, eles interagem convosco, mas já tereis projectado uma energia que inclui especificamente aqueles indivíduos em particular que interagem convosco a cada instante, em vez duma meia centena de outros.

Vós atraístes esses indivíduos em particular á interacção. Podeis escolher entre biliões de indivíduos, e escolhestes estes, cada um de vós. Projectastes uma energia e atraístes - como um magnete – aquelas energias que se configuram, e isso são os outros indivíduos presentes. Em todas as diferenças, e em todas as suas expressões, em todas as diferentes formas que os caracterizam, cada um deles se adequa ao que tiverdes projectado antes de os abordardes, em razão do que se acham presentes, por os criardes (pelo que são). Não existe um único aspecto da vossa realidade que já não tenhais projectado antes mesmo de o abordardes!

Isso é criação, a forma como opera, o modo como funciona, o que fazeis sem mesmo pensardes. Fazei-lo de forma fácil e automática, e não se revela difícil. Tereis pensado em cada indivíduo presente nesta sala e tereis visualizado cada forma? Não. Terá representado algum esforço criar todos estes distintos indivíduos? Terá representado algum esforço criar o edifício? Não. Simplesmente fizeste-lo.

Mas eu ouço-vos amiudadamente a dizer: “Com acho difícil criar a minha realidade...” (Riso) Vós fazei-lo continuamente sem reflectirdes e sem exercerdes esforço. “E como é difícil implementar aquilo que quero na minha realidade...” Utilizai o vosso próprio exemplo de como é fácil criardes aquilo que não quereis. Vós criais isso com toda a facilidade e de forma poderosa. Por vezes, podeis mesmo sentir-vos infelizes em relação àquilo que não quereis, por o terdes criado sem o menor esforço e sem pensardes. Mas podeis criar aquilo que quereis tão facilmente e com igual ausência de pensamento. É somente uma questão de terdes consciência do que estais a fazer e de prestardes atenção ao que estais a expressar. Essa é a chave.

Bom, também vos direi que um outro factor inerente à criação da vossa realidade a partir duma expressão do vosso Eu genuíno, que não se orienta por objectivos; uma mudança significativa, consiste no reconhecimento de que tudo o que fazeis consiste efectivamente numa escolha, e uma escolha não é necessariamente melhor do que outra, se conseguir aquilo que quiserdes experimentar. São as crenças que mantendes, a experiência que fazeis, as associações que moldam essa ideia do que constitua uma experiência melhor e do que reapresente um experiência pior. Qual a escolha que seja melhor para alcançardes a realização do que quereis e qual a escolha que não seja tão boa. Na realidade não tem importância porque uma escolha representa uma escolha e se alcançar aquilo que quereis, não tem importância. São as vossas directrizes quem decide o que seja bom ou mau.

Não estou a defender a anarquia, (riso) mas estou a expressar o aspecto de que muitas dessas linhas rígidas, da perspectiva duma expressão que brote do Eu genuíno, aquilo que considerais como melhor ou pior, se tornam bastante desfocadas por não estardes a operar a partir dessa perspectiva. Não vos estais a preocupar com o que é certo ou com o que é errado ou com o que devíeis ou não devíeis. Isso é orientado por objectivos. Estais a preocupar-vos mais com quem eu sou e com o que quero expressar e com o modo de o expressar, seja de que modo for. O que é interessante para mim; o que traduza a curiosidade que sinto, o que quero passar a explorar, e nessa medida, a exploração não consiste geralmente numa consideração assente no certo ou no errado. É uma exploração; estais a descobrir. Como podereis avaliar o que seja certo ou errado se não souberdes o que isso seja? Se o estiverdes a descobrir, ainda não estareis a gerar nenhuma associação. Em que consiste uma associação – essa avaliação duma experiência que inclui um julgamento em termos de bom ou de mau; será esta experiência boa ou será má? Será confortável ou incómoda? Isso é uma associação.

Não possuís qualquer associação para o que ainda não tiverdes experimentado, por ser novo e depender da descoberta. Essa é a perspectiva do Eu genuíno. A novidade – mesmo no domínio do conhecido – sempre constitui uma expansão. É o novo. Nessa medida, esse aspecto da presente onda, a “criação e o universo” - vós sois o universo e estais continuamente a criar e muito em breve ireis criar de um modo diferente.

Estais a “colocar o pé no vosso oceano” (alusão clara às descobertas e à cartografia de todo um novo território, com foi o das Índias, a quando da experiência que fez de Vasco da Gama) ao embarcardes na nova jornada na travessia do vosso oceano mas tudo o que mergulhastes até agora foi o dedo e vós possuís uma vastíssima extensão pela frente, para explorar. E nessa exploração torna-se importante ter consciência do que estais a pisar; em que consiste a nova aventura. A nova aventura consiste em expressar a criação e o modo como desenvolveis o vosso universo; como ele virá a ser; como virá a ser configurado; como virá a ser expressado; que novas estrelas virão a ser descobertas; que novas nebulosas e que novas expressões no campo da interacção uns com os outros em re-conhecimento da unidade que vos caracteriza – o que não mais constitui uma ameaça – mas uma expressão a ser abraçada e apreciada pelo apoio que fornece. Porque, quanto mais abraçardes essa interligação, mais trareis a vós apoio e mais deixareis de vos sentir sós. Agora, vamos fazer um intervalo e podereis colocar as perguntas que tendes quando regressarmos.

Grupo: Obrigado. (Aplausos)

INTERVALO

Elias: Continuemos. Agora, vamos abrir o fórum às vossas perguntas.

Pergunta: Estiveste a falar durante um certo tempo sobre... (Ininteligível)

Elias: Não necessariamente. O que vos pode ser benéfico é a expressão da vossa paixão, assim como o interesse que sentis, ou a curiosidade, o que não é necessariamente bom nem mau. Lembrai-vos de que isso não se orienta por objectivos, pelo que não é necessariamente bom nem mau. Nessa medida, pode chegar mesmo a ser uma expressão que julgaríeis em termos pejorativos, empreender uma escolha de que tendes consciência de ser talvez difícil, ou talvez passível de produzir algum conflito, mas vós estareis a empreender essa opção de forma intencional por ser benéfica de algum modo e já terdes consciência disso.

Pergunta: ...(Ininteligível)

Elias: De certo modo, mas não a partir da perspectiva duma orientação baseada num objectivo; não assenta numa base de obtenção de resultados. Prende-se mais com o processo. A orientação nos objectivos assenta na obtenção de um resultado, independentemente do que ele apresente. Uma expressão com base no vosso Eu genuíno não apresenta qualquer necessidade de resultados porque já possuís tudo, e já sabeis disso. Todavia, não produzistes necessariamente as experiências disso neste domínio físico, por assim dizer. Por isso traduz-se pela opção de produzirdes a experiência com base na exploração, duma forma destituída de preocupação pelo resultado e mais focada na experiência e no seu processo. Na forma com a afeiçoais em vez do resultado que apresente.

Deixai que vos diga, a título duma explicação mais aprofundada, de forma a poderdes compreender melhor, que podeis, em parte, produzir uma moldura enquadrada numa busca de um objectivo, um produto final, mas vós também produzis um outro aspecto dessa acção em que vos envolveis bastante no processo sem vos concentrardes no resultado e sem vos interessardes por saber qual será esse resultado. Preocupais-vos mais em prestar atenção ao processo e à própria criação em si, em vez daquilo em que se venha a tornar.

Pergunta: ...(Ininteligível)

Elias: Benéfico, representa a acção decorrente da experiência relativa ao que é importante para vós. Se definirdes o que for importante para vós, definireis o que representa o interesse e a curiosidade que sentis. O interesse e a curiosidade constituem a motivação que representa a base da exploração e da expansão. E nessa medida, é nesse processo de expansão e de exploração – sem ser necessariamente de um resultado – mas do próprio acto em si mesmo, dessa expansão, e isso é definido por cada um relativamente ao que é importante para si, qual a curiosidade que sente, qual a paixão que sente, qual o interesse; e produzir esses processos ou essas experiências e formas de exploração constitui o vosso benefício.

Pergunta: Obrigado.

Elias: Não tens o que agradecer (Sorri afectuosamente).

Pergunta: Elias... (Pausa) Peço desculpa. Elias, sinto-me como se estivesse a “ir ao sabor da corrente” de momento, em relação a estes conceitos...

Elias: (Ri) Não é de surpreender. Eu ficaria surpreendido se cada um de vós não estivesse a experimentar um aspecto qualquer disso, a esta altura.

Pergunta: ...pelo facto de eu próprio não... (Ininteligível) (Riso)... mas, creio estar a precisar de uma certa confirmação, há já algum tempo, ao considerar o facto de não me sentir motivado e de sentir problemas em relação a essa paixão e interesse. Por isso, que é que hei-de fazer? E o que tu dizes é que isso representa mais um período de abordagem, (Elias acena afirmativamente) Que actualmente somos completamente responsáveis pela criação do nosso próprio interesse e pela nossa própria paixão... (Elias: Correcto) pela nossa curiosidade... como se estivéssemos a ser purificados...

Elias: Um período intermédio.

Pergunta: ... um período intermédio, à semelhança de um avanço no exterior dessa orientação fundada nos resultados.

Elias: É, mas isso presentemente é bastante comum... (Comentário do indagador: Em grande!) por se traduzir por um estado temporário que podeis definir nesses termos de “estado intermédio”. Não acedestes realmente em profundidade ou de todo ao vosso Eu genuíno e desse modo não explorastes a vossa paixão, interesse e curiosidade a partir da perspectiva do vosso Eu genuíno, e estais, digamos assim, a abandonar as paixões, os interesses e a curiosidade que são influenciadas pelos apegos (pelo que é acessório); por aquilo que colhestes, por aquilo que vos foi incutido, pelo que vos foi dado experimentar.

Essas são as fundações de tais acessórios. E nessa medida, estais a afastar-vos desses apêndices como parte que formam da vossa identidade; logo, uma parte da motivação, do interesse e da curiosidade, da paixão que vos impele. Isso deixa de fazer parte do vosso Eu genuíno, e assim deixais de mover aquelas orientações com que vos achais familiarizados, por estardes a pô-las de parte, digamos assim. Não as estais a eliminar, e podeis aceder-lhes sempre que quiserdes aceder-lhes, mas elas deixam de ser o vosso ponto de focagem central, não constituem mais a vossa identidade. E isso envolve um período de tempo de transição, o que se traduz pela razão por que estamos a ter estes diálogos. Por estardes a entrar neste período transitório, digamos assim, em que notais uma falta de motivação, uma falta de interesse, uma falta de sentimento de paixão, uma falta de curiosidade, por tais formas de motivação estarem a sofrer uma alteração.

Pergunta: Tal como eu dei por mim próprio no outro dia, a indagar de que forma chegarei mesmo a saber se estou interessado, como hei-de conseguir discernir isso.

Elias; Correcto; sim, e a acção automática consiste em voltardes a esses apêndices ou acessórios, e em procurardes novas formas de motivação ou de paixão ou de interesse com base no traçado desses acessórios ou formas de apego. Por isso constituir o que conheceis, e ser com isso que estais familiarizados, pelo que deslocais a atenção uma vez mais para o que vos incutiram pelo ensino, para o que colhestes, para o que experimentastes e procurais basear-vos nisso para despertardes a motivação, para despertardes o interesse, mas isso é ineficaz por estardes a experimentar actualmente o “meter o vosso dedo no vosso oceano” e com isso terdes estabelecido o início da acção de colocar de lado as formas de apego baseadas nesses apêndices e a avançar para a expressão do Eu genuíno, e isso comporta um aspecto que designais por patinagem, dificuldades.

Aquilo que vos diria a todos, nesta altura, neste período intermédio de ajustamento ou de transformação é para relaxardes, para vos descontrairdes; para não vos forçardes, para deixardes de tentar procurar um interesse; permiti-vos utilizar as experiências que colhestes como um exemplo. Tereis procurado anteriormente esse interesse? Não! Desenvolvestes esses interesses! A informação está a ser-vos apresentada e vós ou a recebeis e gereis uma forma de interesse com base nela ou deixais de o fazer.

Vós não buscais necessariamente aquilo que constitua uma fonte de curiosidade para vós, mas apresentai-lo a vós próprios. E depois agis em relação ao que apresentais. Apresentais a vós próprios ideias, assuntos, e avaliais: “Terei interesse nisso?” Não pensais necessariamente nesses termos mas esse é o processo que empreendeis: “Isto interessar-me-á?” E procedeis a uma estimativa, em termos de sim ou não; estimais se vos capta o interesse ou não. De uma maneira bastante semelhante, á medida que fordes avançando para uma expressão do vosso Eu genuíno, haveis de apresentar a vós próprios motivação e ideias e curiosidade e interesse; elas passarão a ser mais despertadas pela imaginação do que por meio da obtenção de informação.

Pergunta: Eu dou por mim naturalmente atraído pela curiosidade... (Inaudível) no mundo da física, da energia. Alguém acaba de inventar uma câmara tão pequena que ela consegue tirar uma fotografia... (Inaudível) Quero dizer, é uma loucura. É algo impensável e invulgar... (inaudível) Isso será uma coisa natural em mim?

Elias: É.

Pergunta: Mas isso representará um acessório desses?

Elias: Não. Podeis associar isso nesses termos mas a curiosidade íntima, a curiosidade... (ininteligível) não, é uma expressão do Eu genuíno. Existem muitíssimas expressões que todos produzis que comportam um germe do Eu genuíno, que já expressais.

Pergunta: Precisamos distinguir a diferença, ou...?

Elias: Não necessariamente. Por ser um processo e um movimento que decorre com naturalidade. Um dos factores inerentes ao processo que notais de forma mais óbvia é esta falta de motivação crescente, esta expressão crescente de vos sentirdes desinteressados em muitos dos assuntos por que sentistes interesse; muitos dos assuntos em que expressastes uma enorme paixão, e que não parecem mais despertar tal paixão. Esse é o vosso indicador; vós estais a avançar, estais a mudar, estais a expandir a consciência que tendes.

Nessa medida, nesse estado intermédio, digamos assim, é importante que não vos debatais convosco próprios, que não vos oponhais a vós próprios, que vos permitais simplesmente descontrair e confiar em que continuareis a avançar, que estais a continuar a avançar, independentemente da estimativa que fizerdes, que estais a continuar a mudar, que estais a continuar a progredir, que estais a gerar o processo e que haveis de criar novas formas de motivação e de interesse e de curiosidade. E algumas delas poderão assemelhar-se às antigas formas de curiosidade ou de interesse ou de paixão, mas elas adquirem uma expressão diferente.

Nessa medida, sim, durante um período cada indivíduo deverá expressar-se de forma diversa; podeis sentir-vos, digamos, a tropeçar, ou na incerteza, mas nisso... (a esta altura, o indagador identifica isso com a própria experiência por que passa e gera-se uma risota um pouco por toda a sala) torna-se imperioso que não luteis nem vos pressioneis no sentido de criardes paixão: “Preciso sentir uma forma de paixão; por isso vou inventar uma.” Isso não é necessário, e quando fazeis isso, o que conseguis realmente é prolongar esse período intermédio; por estardes a debater-vos nele e não vos estardes a permitir a corrente e quanto mais lutais com isso mais amaldiçoais a corrente. Por isso, descontraí, parai de vos julgardes a vós próprios, quanto ao facto de não estardes a fazer nada. Mas deixai que vos diga que isso também consiste numa armadilha – concentrar-vos naquilo que não estais a alcançar, e no que estais a deixar de realizar, ou no que deixastes de fazer, ou no que não alcançastes – isso é uma armadilha por vos colocar no sentido de não o realizardes, em termos de energia. E situa-vos numa projecção de energia de carência. É importante que inclineis os pratos dessa balança de um modo diferente, quanto ao que estais a realizar a cada dia, ao que tenhais feito independentemente do que seja.

Mas deixai que vos diga que, cada nova acção inicial poderá requerer algum esforço e atenção, mas se continuardes, isso rapidamente se tornará num hábito e aí deixará de exigir qualquer esforço e muito pouca concentração, por o passardes a fazer de forma automática, sem atribuirdes a avaliação automática ao que tiverdes deixado de fazer ou ao que tiverdes deixado de realizar para a passardes a substituir pelo que tiverdes feito e pelo que tiverdes realizado, ou pela satisfação que vos tenha trazido. E nessa medida, tão simples ou reduzido ou insignificante quanto imediatamente identifiqueis aquilo porque sentis aversão - um odor, por exemplo: “Não gosto deste odor!”; uma cor, por exemplo: “Detesto completamente esta cor; um passo que deis: “Odeio este passo!” Vós fazeis isso de forma completamente automática e gerais essas estimativas de forma bastante automática sem pensar em como isso influencia a energia que projectais. Mas de forma igualmente fácil e automática, essas formas de avaliação podem ser substituídas por: “Sinto uma enorme atracção por esse odor! Aquela cor agrada-me bastante, ou é suave. Estou a gostar imenso desta sandes.” É uma acção simples e parece insignificante só que é poderosa em termos de energia.

Pergunta: Óptimo. Obrigado.

Elias: Não tens de quê. Sim?

Pergunta: ...(Inaudível)

Elias: Não é uma acção que se traduza pela forma em que estás a pensar. Estás a especificar essa ideia do auxílio como uma coisa que assente numa acção específica que seja empregue com o intuito de fazerdes determinada coisa que ajude. Mortes em massa, conforme falamos anteriormente, se geralmente forem designadas como uma acção de auxílio, são produzidas como uma declaração, uma afirmação; não que com a sua morte tenham empreendido uma acção qualquer específica em relação à vossa realidade física, mas terão produzido, com a sua morte, uma acção destinada à criação de uma declaração. Aqueles que escolhem desprender-se relativamente a esta mudança, o que de muitas formas fazem acha-se mais associado ao que não estão a conseguir fazer, na participação que têm em termos físicos. Justamente ao não tomarem parte em termos físicos no movimento da mudança, podem contribuir no sentido do movimento da mudança com uma maior suavidade ou rapidez, por não se estarem a opor ou não estarem a gerar actos conflituosos que se tornem impedimentos. Por isso o seu completo afastamento da participação no colectivo da vossa realidade ajuda por corresponder ao que estão a deixar de fazer. Isso é importante. Não é uma questão das pessoas se desligarem do físico e a partir dessa altura exercerem uma acção qualquer para vos ajudar; não, essa não é a questão. Mesmo aqueles que se desprenderam do físico como fonte de inspiração, revelam-se numa ajuda na acção da morte; não subsequentemente mas com o próprio acto da morte; eles estão a prestar ajuda por via da inspiração ou do afastamento do conflito ou da oposição.

Pergunta: ...(Ininteligível)

Elias: ...Isso assemelha-se bastante ao que temos estado a debater: a paixão genuína que está a obter expressão. Em relação a mim próprio (Elias), o resultado não tem importância. O processo é da maior importância. O envolvimento, de todos vós, é importante. O modo como responderdes a isso fica ao critério da vossa escolha. O que fizerdes em relação à informação que vos faculto, a partir desta perspectiva, também não possui importância. O que é importante é que representa a paixão que sinto, assim como o envolvimento que atinjo com a expressão dessa paixão, e a curiosidade pelo Evento da Fonte, um Evento Primário da Fonte, o qual raramente encontra expressão ou chega a ser realizado nos domínios físicos, pelo que desperta uma curiosidade genuína em relação ao modo como se realizará e ao modo como ireis escolher configurá-lo. E por vos facultar informação procedente duma perspectiva imbuída da intenção de ajudar, mas destituída de qualquer interesse e de objectivos, por ser escolha de cada um de vós recebê-la ou não.

Nessa medida, o tempo é bastante diferente em certas áreas não físicas da consciência e noutras nem sequer existe. Mas naquelas áreas da consciência não física em que subsiste algum tempo, ele é configurado de forma muito diferente e é muito mais maleável e por isso, por altura do desenlace desta realidade, por opção, não é que deixeis de ter consciência duma realidade física qualquer e que por altura da recordação da morte – e, consequentemente, altura do reconhecimento da realidade não física – se vos apresentar uma oportunidade de produzirdes uma escolha por uma miríade de direcções, pelo que depende simplesmente daquilo que estamos exactamente a debater e daquilo para que estais a encaminhar-vos neste foco físico e que assenta na mesma escolha: a paixão, a curiosidade e o interesse.
Nessa medida, conforme já tive ocasião de referir muitas vezes em relação a esta Mudança, ela comporta muitos aspectos que vós estais a realizar, que, em grande parte, nos domínios ou realidades físicas, ainda não foram realizados até agora, por estardes a diluir os véus da separação duma forma tão extraordinária que o objectivo que tendes nesta Mudança consiste em expressardes no foco físico muito mais com leveza e clareza o modo como vos expressais fora do foco físico, só que mantendo ua realidade física.

Não estais a criar nenhuma utopia, conforme tenho vindo a referir, não estais a instaurar nenhum paraíso; estais a criar uma consciência imensamente expandida a fim de experimentardes a realidade física, só que da perspectiva duma percepção muito mais grandiosa que se compara mais à consciência não física – no plano da realidade física. Já expressei muitas vezes que vós explorastes esta realidade física durante milhares e milhares de anos; mas para além da exploração da vossa realidade física neste período intermitente composto por milhares e milhares de anos duma realidade física composta por este planeta e o vosso universo, vós expressastes-vos por muitos mais milhares de anos noutros períodos intermitentes a explorar formas semelhantes à deste período intermitente.

Achais-vos entediados! Já vos desenvolvestes para além dos limites desta realidade física, razão porque escolhestes inserir este Evento Primário da Fonte que é esta Mudança, na vossa realidade e alterar essa realidade e o esquema em que assenta duma forma considerável. Não alterando-a por completo mas mantendo os elementos básicos das vossas crenças, os elementos básicos da vossa sexualidade e da emoção, a expressão física – não estais a alterar isso mas estais a mudar um número considerável de aspectos sobre o modo como abordais ou empregais esse esquema duma forma bastante diferente, actualmente.

Pergunta: ... (Ininteligível)

Elias: ...Não existe distinção! Ah ah ah!

Pergunta: ... (Ininteligível)

Elias: ...Não há distinção; essa é a intenção da conversa que estamos aqui a ter hoje: não existe diferença entre o exterior e o interior! Por isso não existe diferença entre vós enquanto foco (da atenção) e vós enquanto essência, tal como não existe separação entre diferentes entidades caracterizadas em termos de consciência objectiva e de consciência subjectiva, elas não estão separadas, não formam entidades diferentes, vós enquanto essência não sois uma entidade diferente daquele que sois neste foco. É a mesma coisa. De certa forma, aquilo que estais a fazer com esta Mudança é a romper a concha e a descascá-la a fim de irradiardes aquilo que sois enquanto essência, NA realidade física.

Pergunta: ...(Inaudível)

Elias: Sim, sim... Sim! (A esta altura, a fita termina e a resposta perde-se)... A intenção destas “ondas” é a de vos proporcionar a todos uma oportunidade para abordardes colectivamente cada um dos sistemas de crença e as influências que provocam, bem como aquilo em que consistem e aquilo que significam. Por isso constituir um aspecto fundamental da vossa realidade nesta expressão física, pelo que se torna importante que tenhais consciência do projecto que concebeis para a vossa própria realidade. Isso tem vindo a ser eleito colectivamente de forma a incluir cada um dos sistemas de crença por uma onda de consciência de modo que vos auxilieis e ajudeis uns aos outros nos próprios movimentos que empreendeis por meio da propagação e do contacto com outros – mesmo que não estejais a contactá-los em termos físicos porque isso não importa – vós gerais contribuições em termos de energia para com o Todo, digamos assim, de modo que todos possam ter uma maior consciência do desígnio da vossa própria realidade e dessa forma aumenteis a capacidade que tendes de manipular essa vossa realidade por modos que correspondam à vossa preferência. E nessa medida, assim que tiverdes terminado ou completado qualquer destas ondas, tereis alcançado a questão e tornar-se-á uma mera questão de aprofundardes com uma consciência mais significativa e mais expandida aquilo que estiverdes a explorar e a forma como as vossas crenças interagem com isso. Eu diria até mesmo que até à presente altura há muitos de vós que continuam a expressar-se no sentido – independentemente do que disserdes – de pretenderdes eliminardes crenças, por as encarardes como o inimigo, ou como um
 impedimento formidável para vós. Por isso, este é um aspecto igualmente significativo, o de passardes a adoptar a percepção de que as crenças que mantendes não são o vosso inimigo. E que vós escolhestes tomar parte nesta realidade física sob a concepção disso, pelo que não se trata duma limitação mas de expandirdes a percepção de modo a expandirdes a curiosidade que vos motiva e o interesse que sentis na forma de manipular de um modo diferente. Não de eliminardes as crenças nem de as alterardes, mas sobre o modo de manipulardes numa realidade física que comporta sistemas de crença duma forma eficaz e eficiente criar aquilo que quereis criar na vossa exploração individual.

Assim que tiverdes posto termo ou completado estas ondas, a consciência que tiverdes por essa altura, diria que será suficientemente expandida de modo a poderdes dar início a uma maior nova aventura relativa à forma de as abordardes de forma completamente diferente daquela a que estais acostumados agora. Por isso, uma vez mais, não como um objectivo como o de completardes estas ondas, mas como parte do processo; elas são o vosso trampolim; tal como o trampolim de uma piscina. Essas ondas representam essa função – do trampolim que vos impele numa exploração mais vasta.

Quanto mais expandida for essa exploração – sem encarardes as crenças que mantendes como um impedimento ou como um obstáculo, mas permitindo-vos avançar por essas águas expandidas com um impulso...

Pergunta: ...(Ininteligível)

Elias: Aquilo que te diria é que existe um considerável acúmulo de energia em relação a esse período; também te diria que isso não representa necessariamente a designação de um evento. Existe um acúmulo de energia o qual é passível de ser configurado por uma miríade de formas, que todavia ainda não foram determinadas por uma escolha da vossa parte. Quanto às vossas profecias – o perigo associado às profecias reside no facto de inibirdes a faculdade de escolha. E no facto de acreditardes numa pré-destinação ou num destino que tenha sido previamente definido em termos de escolha ou como base de decisões, o que também infere no facto das probabilidades já se encontrarem definidas e de vos encontrardes a escolher como se num armazém de probabilidades já instauradas. E conforme já referi anteriormente, as probabilidades são criadas no instante e não estão diante de vós. Elas são todas criadas no momento.

Sim, todas elas produzem uma propagação considerável e expandem-se através da consciência – o que quer que escolherdes, é passível de gerar uma probabilidade e ela expande-se por meio de ondulações ao longo da consciência; o que quer que escolherdes gera uma probabilidade e tende a expandir-se por meio de ondulações – o que vai provocar influência no âmbito da consciência. Mas eu admito que existe uma quantidade ou um volume considerável de energia que foi projectada, e uma concentração relativa a essa época e a essas ideias, por ser nisso que consistem as profecias; são ideias, ideias especulativas. Não são absolutos. Tampouco são necessariamente correctas ou verdadeiras. Mas constituem expressões de ideias que as pessoas estabeleceram em relação às crenças que tinham e, em parte, em relação a um cesso a diferentes expressões das energias que elas moldam para as adequarem à ideia, e assim tem início a profecia.

Quando as profecias são actualizadas, isso representa uma acção que a maioria das pessoas que tomam parte na vossa realidade terão optado em termos de consentimento ou acordo com a ideia. Não que tenha sido prevista mas sim que a ideia se tenha desenvolvido e sido suportada por intermédio da atracção das energias a fim de ser moldada ou de ser aplicada a essa ideia. Quando um número suficientemente expressivo de indivíduos ou uma grande colectividade concorda com a ideia, actualizam-na; vós actualizai-la colectivamente. Consequentemente, parecerá que a profecia tenha sido prevista e seja uma verdade. Mas não é essa a mecânica que opera.

Em relação às profecias que foram previstas respeitantes à civilização Maia, existe um formidável mal-entendido e interpretações erradas da parte dos próprios participantes dessa civilização e cultura. Vós desenvolvestes as ideias deles e da sua própria cultura e expandiste-las, mas o que expandistes não foi efectivamente expressado nessa cultura particular. Nessa medida, desenvolvestes ideias e estabeleceste-as e moldastes energias que se conformaram a tais ideias e acumulastes um volume considerável de energia relativa a essas profecias respeitantes à época em curso, mas aquilo que também vos direi é que com a mudança – e o vosso mundo está todo a mudar, quer tenha ou não consciência disso! – ao mudardes, estais a tornar-vos conscientes duma forma crescente da realidade. O que quererá isso dizer? Quer dizer que qualquer ideia ou conceito, ou mesmo profecia, que seja avançada, não é tão cegamente aceite quanto o terá sido previamente ao longo da vossa história. Mas mesmo em certas situações em que as pessoas possam efectivamente concordar, elas podem não projectar necessariamente energia nesse sentido. Por isso, podem não optar por tomar parte em qualquer criação de massas.

Aquilo que vos estou a dizer é que com a percepção que as massas têm em relação à progressão da mudança que a consciência está a sofrer, a energia, em termos colectivos, acha-se bastante dividida e em razão disso vou reiterar como já tive ocasião de referir antes, que até agora, vós ainda não escolhestes a ocorrência de nenhuns eventos de massas ou eventos catastróficos significativos durante esse período (supostamente a referir-se ao anos de 2012). Até esta altura realmente ainda não escolhestes nenhum sentido de monta que se molde a esse período particular. Isso pode mudar. Pela forma com as energias se movem no presente, é improvável que tal alteração venha a ocorrer, mas pode acontecer, e vós podeis optar, seja em que altura for, por aquilo que pretenderdes expressar em massa.

Já estais a fazer isso. Já estais duma maneira consistente a gerar uma agitação considerável no vosso planeta por muitas formas diferentes. Mas também vos estais a acostumar a tais convulsões, e já não resulta tão chocante quanto acontecia no passado. Estais mais acostumados à expressão do drama por dispordes de tanto drama na Mudança, pelo que não vos surpreende mais nem se revela tão catastrófico quanto se terá revelado em alturas do passado – anteriores ao início desta mudança. Não é que vos estejais a tornar insensíveis mas mais o facto de vos encontrardes a par do que está a ocorrer e por isso, quando gerais convulsões, isso já não constitui tanto uma surpresa para nenhum de vós, em razão do que passa a exercer muito menos impacto do que terá causado antes.

Por isso, eu dir-vos-ia que, de certa forma, vós estais a avançar quase por uma expressão contrária daquilo que tenha sido expressado por intermédio das profecias. Por estardes a produzir uma maior consciência e uma menor reacção. Sem a componente da reacção as catástrofes não representam tanto uma catástrofe, (riso generalizado) na medida em que deixam de ser tão traumáticas e deixam de chocar; caso não se produza uma surpresa e uma reacção muito significativas, a surpresa cairá por terra, por terdes todos consciência (riso novamente) das profecias, por já vos encontrardes todos a antecipar a altura, pelo que deixa de ser uma surpresa.

O trauma ou o choque é reduzido significativamente por estardes todos a gerar percepções cada vez mais expressivas e estardes progressiva e crescentemente a tomar consciência da participação que tendes e das escolhas que estabeleceis em relação a tal participação, e quer concordeis ou discordeis, até mesmo nisso estais suficientemente conscientes para facultardes a vós próprios a expressão da vossa capacidade para manipulardes a energia de certas formas, em meio à concordância ou discordância que evidenciardes em relação aos eventos de massas e por uma participação opcional neles. Eu diria que numa altura recente, que se terá situado lá pelos finais do vosso século anterior, e começos deste novo século, e até à data, produzistes uma tal quantidade de tumulto e de eventos de massas que constituíram um choque e uma surpresa, mas que já não surpreendem mais. Por terdes despertado para a participação que estais a ter; despertastes para as probabilidades e nessa medida, eu diria que o mais provável é que vos desaponteis quanto à não ocorrência de qualquer evento de massas (riso generalizado) em vez de efectivamente vos surpreenderdes com a ocorrência de algum. E assim, podeis produzir uma acção de um modo qualquer diferente para expressardes simplesmente esse acúmulo de energia e esse volume de energia mas podeis optar por o fazer de uma forma muito diferente.

Pergunta: ...(Inaudível)

Elias: Talvez façais uma importante descoberta quanto a uma forma de energia que vos arremesse para o espaço. (Aplausos e agitação por parte da plateia a seguir ao que alguém espirra de uma forma sonora, em relação ao que o Elias se manifesta com um: “De acordo!” e ri)


Pergunta: ...(Relacionada com as mudanças operadas no sistema financeiro)

Elias: Está a avançar, conforme estais inteirados. Trata-se duma mudança física muito significativa e num tipo de mudança física com esta enormidade, que inclui a quase totalidade do vosso planeta, aquilo a que todos colectivamente estais habituados em relação a qualquer estrutura estabelecida, em grande medida, é a derrubá-la antes de começardes a edificar uma nova. E é isso que estais a fazer. É com isso que estais familiarizados e por isso, o que percebeis como o meio mais eficaz - não necessariamente o mais eficiente - mas o mais eficaz, em resultado da orientação que já tomastes, a qual se evidencia bastante: vós estais a desmantelar, tijolo a tijolo, essa estrutura.

Mas ao nível colectivo ainda não estabelecestes muito bem uma estrutura nova, pelo que uma vez mais, se trata duma situação intermédia (tipo corda bamba) na qual ainda não escolhestes ou decidistes o que haveis de criar e colocar na vossa realidade em termos de duma estrutura nova que substitua a estrutura velha do dinheiro. Mas deixai que vos diga que, tal como com qualquer outro aspecto desta mudança isso tem início com cada indivíduo, e nessa medida, o quão difícil se torna para cada um de vós sequer conceber um modo de operar numa realidade sem dinheiro. Torna-se-vos quase impossível até esta altura conceber isso duma forma objectiva. Estais já a encaminhar-vos nesse sentido. Já estais a desmantelar a estrutura mas trata-se de um processo, e este de certa forma é um processo prolongado, mas por outro lado, se considerarmos a duração da vossa história, e há quanto tempo tendes vindo a utilizar o dinheiro, esta mudança está a ocorrer duma forma excepcionalmente rápida, por estar a ser levada a cabo num período de aproximadamente uma centena dos vossos anos, o que representa um período ínfimo em relação a toda a vossa história. Mas trata-se de um movimento bastante repentino. Contudo, estou ciente de que nas vossas vidas privadas poderá parecer representar um período consideravelmente prolongado e nessa medida, ides continuar a observar e mesmo a participar de novo e a ser afectados por tais mudanças na vossa estrutura financeira, mas o que salientaria é um formidável encorajamento para não vos deixardes sucumbir ao medo. Porque isso equivale a uma resposta automática, por ser uma novidade, por ser diferente e por não estardes acostumados: “Que hei-de fazer?” E: “Que terei a perder?” Isso, uma vez mais, representa esse “inclinar dos pratos da balança” no sentido com que estais familiarizados – concentrar-vos naquilo que não desejais, naquilo com que vos sentis infelizes, naquilo com que vos sentis incomodados, em vez de inclinardes a balança no sentido do que efectivamente quereis e do que estais a realizar e daquilo com que vos sentis confortáveis e satisfeitos.

A mudança é seguida de uma forma muito mais suave se vos não estiverdes a sufocar (riso), se não estiverdes a debater-vos com a mudança ao produzirdes aquelas expressões e formas de percepção da negatividade e da carência e do medo e da desconsideração. Se acompanhardes a “onda”, em vez de irdes contra ela isso tornar-se-á menos esgotante, mais fácil, e poderá ser realizado com um esforço e um trauma ou desconforto muito menor. Esta é uma daquelas situações que traduz uma mudança que está em curso - vós procedestes à escolha disso. Por isso, é vossa escolha agora - por que vós já o escolhestes, já destes início a isso e puseste-o em movimento – isso está a avançar! Agora, a vossa escolha tanto pode passar por nadardes contra a onda como por a cavalgardes; tanto podeis expressar medo e oposição e gerar um desconforto considerável, sentir-vos infelizes, como podeis aceitar o facto disso corresponder à escolha que implementastes e permitir-vos confiar nisso – factor de suma importância – CONFIAR NISSO, e confiar que haveis de vos ajustar e que haveis de mudar junto com isso, e isso há-de fluir.

Pergunta: ...(Inaudível) ...O que poderá ser feito?

Elias: Exacto... Exacto, mas conforme já tive ocasião de referir, o que ocorrerá depois é que ides todos continuar a operar no vosso mundo, e todas as funções do vosso mundo prosseguirão da forma que se revelar necessária, por se revelarem operacionais, e isso será alcançado por intermédios dos actos de cada indivíduo ao escolher o que quer fazer, a sua paixão, ao escolher fazer aquilo de que gosta, aquilo que se torna fonte de satisfação para si, em vez daquilo que não deseja fazer, em função do que esteja a ser pago para o fazer.

Pergunta: Elias, lembro-me de ter lido o teu pensamento...(Inaudível) Tenho consciência de áreas em claro no meu cérebro... (Inaudível) Representará isto uma oportunidade de me expressar com base no meu Eu genuíno?

Elias: Pode representar.
Pergunta: ... Eu queria saber se isso será uma oportunidade... (A pergunta continua e o Elias acena com a cabeça em sinal de afirmação positiva)

Elias: Absolutamente. (Sorri)
Sim?

Pergunta: ...Olá Elias, eu tenho uma pergunta... (Inaudível) A minha vida foi completamente alterada... (Inaudível) Eu gostava de saber se isso me terá acontecido por eu... (Inaudível)

Elias: Eu validaria esse segundo aspecto da pergunta que colocaste subordinada à experiência por que passas, sim. Quanto à primeira, relativa a uma mudança de aspectos primários, não. Aquilo que fizeste foi dar uma sacudidela a ti própria. Por vezes isso ocorre com os indivíduos e geralmente dá-se em relação ao desejo que sentem – recorda que o desejo nem sempre equivale àquilo que quereis, mas geralmente corresponde ao que vos impele. E nessa medida, em relação ao teu desejo de abertura, de mudança, de apreço, e de uma maior percepção, o que fizeste foi dar uma sacudidela a ti própria. Proporcionaste a ti própria uma experiência destinada a provocar-te um choque para te abrires. E as pessoas fazem isso! Não é assim espantosamente comum, mas também tampouco deixa de acontecer, as pessoas produzirem certos tipos de experiência extremas – muitas vezes, aquilo que designais por Experiências de Quase-Morte mesmo – e isso não engloba nenhuma questão das pessoas estarem a alterar aspectos primários mas do facto do desejo que têm ser suficientemente expressivo e suficientemente intenso, numa dada altura, pelo que a maneira mais eficaz e mais rápida para alcançardes a expressão desse desejo passa pela produção de uma acção qualquer extremada que os abale para os fazer despertar. E foi isso o que tu provocaste!

Pergunta: Obrigado. (Seguida de aplausos e assobios, em sinal de apreço pelo facto)

Pergunta: ...(Inaudível)

Elias: Ah, isso é interessante, por leva-nos de volta ao começo destas reuniões quando tivemos ocasião de debater os pés descalços e... (inaudível). Bom, diria que não é a imagem de nenhuma perda de energia. É a imagem do telefone a tocar! É uma imagem correspondente ao ato da atenção para com aquilo em que te estás a meter! O que estás a fazer! Prestar atenção. Ela está a expressar um reflexo objectivo a fim de comunicar consigo própria de um modo mais óbvio: “Presta atenção para onde te encaminhas!”

Pergunta: ...(Inaudível)

Elias: Não tens de quê. Ah, ah, ah, ah, ah, ah!

Pergunta: Aquilo que estás a dizer, Elias, neste final de tarde, é excitante, mas ainda assim... (Inaudível)

Elias: Sim. Poderá não surgir instantaneamente, mas sim, tens razão, concordo com a terminologia que referiste de... (Inaudível)
Sim?

Pergunta: ... (Inaudível, seguida de riso generalizado)

Elias: Por a vossa intenção ser muito semelhante, e por isso, o que estais a fazer é a projectar essa energia semelhante com essa intenção. Mas também vos diria que escolhestes o facto de os mesmos indivíduos se acharem presentes mas não escolhestes interagir com as mesmas exactas imagens. Portanto, cada um de vós atraiu esse aspecto dos indivíduos, só que diferentes aspectos das energias desses indivíduos, pelo que eles não são exactamente o mesmo. Ah, ah, ah, ah!
Sim?

Pergunta: ...(Inaudível)

Elias: No sentido de um progresso.

...

(A esta altura dá-se uma troca de perguntas entre dois membros da audiência, a seguir ao que se começa a ouvir musica de fundo)

Pergunta... (Inaudível)

Elias: Para vos preparar para a vossa próxima onda. (Riso generalizado) Para vos preparar agora, por meio duma percepção expandida, que vos permita desse modo deixar de expressar tanto de um modo crítico porque... a religião consta da manifestação de indivíduos que dão expressão à sua fé. A fé consiste numa expressão muito poderosa que produzis no foco físico, mas proporciona às pessoas um falso sentido de autonomia, e isso constitui um exemplo da diferença entre uma auto-habilitação genuína e uma auto-habilitação falsa; com isso não estou a querer que a fé seja má ou que seja errada, porque não é.

Mas com respeito à religião, ela encontra-se ultrapassada e equivocada; em relação a esta Mudança ela já refere um outro esquema bastante expressivo, igualmente tão extenso quanto o foi a concepção financeira que criastes como uma estrutura bastante expressiva no vosso mundo, e nessa medida, ela também vai continuar a ser desmantelada mas... antes de a poderdes desmantelar é importante que a vejais, é importante que a reconheçais por aquilo que ela é, e como eu digo, haverá melhor maneira de a verdes e de a reconhecerdes do que apresentá-la bem diante d0 vosso rosto – em toda a sua imensa glória?! (Riso)

E com isto, meus amigos, vou-vos dar um adieu a todos e vou antecipar o nosso próximo encontro. Dirijo-vos a cada um de vós, individualmente, um formidável apoio em todos os vossos empreendimentos e avanços, um formidável encorajamento contra o medo e a favor da vossa própria autonomia e capacitação; avançai por este novo “mar” adentro, “mar” esse em que ainda só colocastes os vossos dedos, e valei-vos da espantosa liberdade e paixão que vos desperta. Para cada um de vós, com um carinho formidável e crescente como sempre... Au revoir.

Grupo: Au revoir, Elias.






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